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<p>e colunas na entrada, como uma</p><p>extensão das construções. Na decoração, utilizavam esculturas humanas e ani-</p><p>mais, próximas do tamanho e da forma naturais. Cultivavam-se hortaliças e várias</p><p>frutíferas, como figueiras, macieiras, oliveiras, pereiras, romãzeiras e videiras</p><p>(VEIGA et al., 2002, p. 30).</p><p>Os jardins romanos eram projetados de modo a acompanhar os grandes</p><p>avanços ocorridos nas cidades. Para os romanos, os jardins deveriam estar</p><p>integrados às edificações, sendo eles, dessa maneira, bastante ordenados,</p><p>com monumentos, estátuas e muros com trepadeiras; as vegetações frutíferas</p><p>e as plantas comestíveis ficavam em um espaço reservado, denominado</p><p>“horta” (PEREIRA, 2010). Segundo Veiga et al. (2002, p. 30), algumas plantas</p><p>cultivadas pelos romanos em seus jardins eram “[...] amendoeira, amoreira,</p><p>buxos, ciprestes, figueiras, coníferas, louro-anão, macieiras, pessegueiros,</p><p>plátanos e videiras”. Também de acordo com esses autores, uma característica</p><p>dos jardins romanos (Figura 3) era a presença de vegetações podadas de</p><p>modo a formar figuras e nomes.</p><p>Figura 3. Jardim romano.</p><p>Fonte: Il giardino... ([2010], documento on-line).</p><p>Parques e jardins4</p><p>Comparados aos jardins romanos, os jardins medievais eram bem mais</p><p>simplificados, com pouco planejamento e importância. Esses espaços verdes,</p><p>na história da Idade Média, estavam mais presentes em áreas de edificações</p><p>importantes, como porções mais restritas de mosteiros e castelos. Eles se</p><p>caracterizavam por linhas retas que remetiam à forma de uma cruz, e eram</p><p>contornados por cercas vivas ou elementos construtivos revestidos por tre-</p><p>padeiras. Os jardins medievais estavam muito relacionados à religião e à ideia</p><p>de contato com o paraíso; por isso, neles eram cultivadas muitas plantas</p><p>medicinais (BENEVOLO, 2005).</p><p>No Renascimento, após o fim da Idade Média, as cidades voltaram a crescer</p><p>e se desenvolver, o que teve impacto sobre a evolução dos jardins, cujos estilos</p><p>começaram a variar de acordo com as peculiaridades de cada país. Tomando</p><p>como referência os jardins romanos, os jardins do Renascimento davam ênfase</p><p>à aplicação da engenharia para criar corredeiras de água, prezando também</p><p>pelo uso de estátuas monumentais e fontes (VEIGA et al., 2002).</p><p>Os jardins italianos (Figura 4) eram pensados como prolongamentos da</p><p>arquitetura, sendo destinados ao “[...] retiro intelectual, onde se trabalhava</p><p>ao ar livre aproveitando-se das sombras proporcionadas pelas árvores que</p><p>comumente recebiam topiarias” (VEIGA et al., 2002, p. 31). Abrigando, entre</p><p>outras plantas, o azinheiro, o buxo, o cipreste, o louro e o pinheiro, o jardim</p><p>italiano apresentava alguns elementos do estilo clássico, como, por exemplo,</p><p>as estátuas das divindades (VEIGA et al., 2002).</p><p>Figura 4. Jardim italiano.</p><p>Fonte: Giardino... (2016, documento on-line).</p><p>Parques e jardins 5</p><p>Também surgido no Renascimento e tendo como base o estilo italiano,</p><p>o jardim francês (Figura 5) tinha como característica o uso de vegetações mais</p><p>baixas, a fim de permitir a visibilidade da edificação, além de priorizar o uso</p><p>da perspectiva nos espaços maiores, para causar admiração e demonstrar o</p><p>poder e a superioridade do proprietário. Dispostas em formas geométricas,</p><p>as vegetações nesse tipo de jardim eram árvores, ervas medicinais, hor-</p><p>tas e flores de variadas cores, as quais se localizavam em canteiros. Assim</p><p>como as plantas, também eram organizados de maneira alinhada os vasos,</p><p>as esculturas, os caminhos e os demais elementos que compunham o jardim.</p><p>Os jardins franceses são “[...] responsáveis pelos maiores jardins formais do</p><p>mundo, utilizados para fins de lazer e caça” (VEIGA et al., 2002, p. 31).</p><p>Figura 5. Jardim francês.</p><p>Fonte: A la découverte... ([20--], documento on-line).</p><p>O jardim inglês (Figura 6) surgiu no século XVIII, quando o estilo român-</p><p>tico estava se destacando. Esse tipo de jardim buscava refletir a natureza,</p><p>diferenciando-se dos estilos anteriores por possuir uma maior diversidade</p><p>de vegetações. Devido a essa diversidade e à liberdade de composição,</p><p>os jardins ingleses pareciam mais informais, embora fossem bastante pla-</p><p>nejados, sobretudo no que diz respeito à relação entre as espécies diversas,</p><p>Parques e jardins6</p><p>que eram pensadas especificamente. Também estavam presentes no jardim</p><p>inglês elementos clássicos, como pontes e arcos; muros e sebes, para deli-</p><p>mitar espaços; além de fontes ou espelhos d’água (BENEVOLO, 2005; VEIGA</p><p>et al., 2002). Segundo Veiga et al. (2002, p. 31), os “[...] ingleses acabaram dando</p><p>origem aos parques e jardins públicos”.</p><p>Figura 6. Jardim inglês.</p><p>Fonte: Chris (2012, documento on-line).</p><p>Na história dos parques e jardins, outro importante exemplar é o jardim</p><p>oriental (Figura 7), com destaque para o chinês e o japonês. O paisagismo</p><p>esteve presente no Oriente desde o ano 2000 a.C., sendo o jardim um local</p><p>de contemplação, repleto de simbologias (PEREIRA, 2010). Pensados consi-</p><p>derando-se a topografia e as condições climáticas de cada área, os jardins</p><p>orientais não se vinculavam a formas rígidas e valorizavam as composições</p><p>entre as diferentes vegetações — como as azaleias, as cerejeiras e os lírios —</p><p>e as suas formas. Além disso, compunham esse estilo a montanha, a água,</p><p>as pedras (utilizadas para delimitar caminhos), as pontes, as lanternas, entre</p><p>outros elementos usados para conectar esse espaço sagrado e natural à vida</p><p>cotidiana. Aparentemente simples, os jardins orientais eram planejados de</p><p>modo que cada elemento detivesse um significado para a composição do</p><p>todo (VEIGA et al., 2002).</p><p>Parques e jardins 7</p><p>Figura 7. Jardim oriental.</p><p>Fonte: Yat-lun (2001, documento on-line).</p><p>Já o jardim árabe (Figura 8) era caracterizado pela composição entre cor,</p><p>perfume e textura das vegetações (principalmente rosas, cravos, alfazemas e</p><p>jacintos), estando também presentes azulejos e cerâmicas, bem como a água.</p><p>Além da finalidade ornamental, a água nas fontes e nos canais era utilizada</p><p>também para a irrigação e para amenizar o calor (VEIGA et al., 2002).</p><p>Figura 8. Jardim árabe.</p><p>Fonte: Diferentes... (2016, documento on-line).</p><p>Parques e jardins8</p><p>Esse estilo de jardim foi passado para a civilização espanhola quando o seu</p><p>território foi invadido pelos árabes na Idade Média (PEREIRA, 2010). Sendo assim,</p><p>muitas características do jardim árabe também estavam presentes no jardim</p><p>espanhol (Figura 9), como se pode notar na descrição de Veiga et al. (2002, p. 31):</p><p>Criaram-se os chamados “jardins da sensibilidade” que se caracterizavam pela água,</p><p>cor e perfume das plantas e pela pequena dimensão. O emprego de canais, fontes</p><p>e regatos objetivavam amenizar o calor, enriquecer a ornamentação e possibilitar</p><p>a irrigação das plantas. As espécies vegetais mais cultivadas foram as alfazemas,</p><p>as anêmonas, os cravos, os jacintos, os jasmins e as rosas.</p><p>Figura 9. Jardim espanhol.</p><p>Fonte: Mellado (2017, documento on-line).</p><p>Por fim, cabe falarmos sobre os jardins chamados contemporâneos,</p><p>aqueles surgidos a partir do século XIX. Nesse momento da história, não</p><p>se consolidou nenhuma nova tendência para os parques e jardins — o que</p><p>ocorre são releituras e misturas de estilos antigos, adaptando-os ao contexto,</p><p>à finalidade e às necessidades atuais. O paisagismo da atualidade se orienta</p><p>muito pelas legislações ambientais, a fim de que as proposições se tornem</p><p>adequadas a cada ecossistema (CURADO, 2007).</p><p>Parques e jardins 9</p><p>Jardins botânicos brasileiros em destaque</p><p>Os jardins botânicos são espaços que podem ser utilizados para variadas</p><p>funções, tendo valores científicos, sociais, educacionais e ecológicos. Trata-</p><p>-se de locais que apresentam “[...] coleções de plantas vivas (maioria) orde-</p><p>nadas, documentadas e identificadas” e ficam abertos ao público “[...] com</p><p>finalidades de educação, conservação, pesquisa, recreação e prestação de</p><p>serviços, exercendo função no desenvolvimento cultural, educacional, cien-</p><p>tífico e econômico” (ROCHA; CAVALHEIRO, 2001, p. 578). Essas áreas estavam</p><p>presentes em civilizações</p><p>da Antiguidade e eram compostas principalmente</p><p>por plantas medicinais, que eram objeto de observação e estudo. Além disso,</p><p>os jardins botânicos desse período eram utilizados também como espaços</p><p>de convívio (SOUSA, 1976).</p><p>Nos séculos XVI e XVII, foram criados importantes jardins botânicos:</p><p>1545, o de Pádua e de Florença (Itália); 1593, o de Montpellier (França) e o de Hei-</p><p>delberg (Alemanha); 1621, o de Oxford (Inglaterra); 1635, o de Paris (França); 1646,</p><p>o de Berlim (Alemanha); 1655, o de Upsala (Suécia), entre outros (Bye, 1994). Nesses</p><p>séculos, os jardins botânicos criados se tornaram centros de experimentação, ensino</p><p>e estudo; seus arranjos paisagísticos visavam, principalmente, à praticidade do</p><p>ordenamento das plantas em gêneros e ou famílias botânicas e suas exigências</p><p>de cultivo, o que significou, em certa medida, não adotar a estética dos jardins</p><p>renascentistas e barrocos (TOMASI, 1991, p. 81).</p><p>Os estilos dos parques e jardins, como apresentamos na seção anterior,</p><p>são diversos e refletem as particularidades e a história de cada civilização.</p><p>No caso do Brasil, essas referências foram trazidas pelos portugueses, que,</p><p>por sua vez, também foram influenciados nesse quesito por outros povos,</p><p>uma vez que tiveram seu território invadido algumas vezes (PEREIRA, 2010).</p><p>No período do Brasil Colônia, não havia muita área livre nos lotes, e,</p><p>consequentemente, os jardins eram quase inexistentes. Por isso, não havia</p><p>nenhuma tendência paisagística nesse momento. Em pequenas porções de</p><p>terra, eram plantadas algumas plantas ornamentais ou medicinais, mas sem</p><p>qualquer intenção de criar ou preservar espaços com vegetações e árvores.</p><p>Em algumas áreas das cidades, as espécies vegetais eram plantadas aleato-</p><p>riamente, tendo apenas a função de sombreamento (PEREIRA, 2010).</p><p>Parques e jardins10</p><p>No século XVII, o príncipe Maurício de Nassau teve a iniciativa de formar um</p><p>jardim botânico, que existiu entre os anos de 1637 e 1644, próximo ao Palácio</p><p>de Friburgo, no Recife (ROCHA; CAVALHEIRO, 2001). No entanto, foi somente</p><p>ao final do século XVIII que a corte portuguesa disponibilizou instruções</p><p>para a criação de jardins botânicos no território brasileiro. Então, em 1796</p><p>foi criado o Jardim Botânico de Belém, no qual foi introduzido o café, entre</p><p>outras tantas plantas advindas da Guiana Francesa (LOPES, 1997; SEGAWA,</p><p>1996; TEIXEIRA, 1988).</p><p>Em 1808, foi fundado o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Figura 10), pri-</p><p>meiro exemplar de grande importância para o país e referência para outros</p><p>espaços na época. O objetivo principal da sua criação foi o de manter um</p><p>horto, ou seja, um local para aclimatar espécies vegetais de todas as partes</p><p>do mundo e, assim, “[...] garantir a proteção de espécies exóticas e raras, com</p><p>potencial econômico para serem introduzidas no Brasil” (MATTIUZ; PAIVA,</p><p>2016, p. 34).</p><p>Figura 10. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.</p><p>Fonte: Anapaulafelic/Pixabay.com.</p><p>Parques e jardins 11</p><p>Inicialmente, esse espaço foi destinado a experiências: aclimatar espécies,</p><p>transportar mudas, constituir viveiros, semear, transplantar as espécies para</p><p>diferentes tipos de solo e analisar seu desenvolvimento. Todo esse processo</p><p>contou com a participação de diferentes profissionais de vários locais do</p><p>mundo. Ademais, o jardim também foi escolhido para produzir chás, centrali-</p><p>zando todas as etapas de produção dessa cultura. A investigação de plantas</p><p>medicinais, aromáticas, vegetais e demais espécies teve também o objetivo</p><p>de produção para exportação. Com o passar do tempo, a área foi ampliada</p><p>para ser um espaço de lazer para a população e, por isso, foi ornamentada</p><p>e completada (JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO, [2014]).</p><p>O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um exemplar natural de grande</p><p>valor para a sociedade, produzindo, entre 1915 e 1932, um valoroso</p><p>trabalho científico. Para saber mais sobre o assunto, recomendamos a leitura do</p><p>artigo “Um jardim para a ciência: o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (1915–1931)”,</p><p>de Ingrid Fonseca Casazza (2012).</p><p>O Jardim Botânico de São Paulo é outro importante exemplar do paisa-</p><p>gismo brasileiro. No final do século XIX, os órgãos da cidade de São Paulo já</p><p>constatavam ser necessário preservar a natureza e proporcionar à população</p><p>espaços adequados para contemplação. Assim, pensado pelo naturalista</p><p>Frederico Carlos Hoehne, o jardim foi implantado no Parque Estadual das</p><p>Fontes do Ipiranga, em 1928, sendo oficializado 10 anos depois, com a criação</p><p>do Instituto de Botânica (ROCHA; CAVALHEIRO, 2001).</p><p>Situado da zona Sudeste da capital, atualmente o Jardim Botânico de São</p><p>Paulo está “[...] inserido na área do Instituto de Botânica de 164,45 ha, que são</p><p>subdivididos em reserva florestal, 116 ha; área com as instalações adminis-</p><p>trativas e seções técnicas do Instituto, 11,94 ha; e área de visitação pública do</p><p>Jardim Botânico, 36,30 ha” (ROCHA; CAVALHEIRO, 2001, p. 578). O local abriga di-</p><p>versas espécies vegetais, tendo como marca duas estufas principais (Figura 11),</p><p>onde ficam vegetações típicas da Mata Atlântica e espécies destinadas a</p><p>exposições temporárias. O Jardim Botânico de São Paulo detém grande im-</p><p>portância para o Brasil, pois tem em seu acervo amostras das plantas do</p><p>país, produtos extraídos de diferentes espécies e quadros expositivos dos</p><p>Parques e jardins12</p><p>ecossistemas do território brasileiro. Seu orquidário conta com mais de 400</p><p>espécies diferentes (HOEHNE; KUHLMANN; HANDRO, 1941).</p><p>Figura 11. Jardim Botânico de São Paulo.</p><p>Fonte: Jardim... ([20--?], documento on-line).</p><p>Também o Jardim Plantarum (Figura 12) é um importante jardim brasileiro.</p><p>Localizado na região metropolitana de Campinas, o espaço foi idealizado</p><p>pelo botânico e engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, em 1990, visando à</p><p>conservação da flora brasileira. Atualmente, o jardim conta com o maior</p><p>número de espécies da América Latina e mais de 4 mil espécies de vegetais,</p><p>que se encontram distribuídas em diferentes paisagens. O local é um centro</p><p>de referência para a pesquisa e a conservação da flora nativa do país (JARDIM</p><p>BOTÂNICO PLANTARUM, [20--?]).</p><p>Além desses, o Brasil ainda conta com outros jardins botânicos, todos eles</p><p>com importância ambiental inquestionável. Como pudemos compreender</p><p>nesta seção, esses locais servem como espaço de lazer e contemplação;</p><p>de preservação da natureza e da sua diversidade, garantindo a proteção das</p><p>espécies; e de pesquisa e produção de conhecimento, o que é fundamental</p><p>para a manutenção dos ecossistemas.</p><p>Parques e jardins 13</p><p>Figura 12. Jardim Plantarum.</p><p>Fonte: Jardim botânico Plantarum ([20--?], documento on-line).</p><p>Os parques e seu papel na conservação</p><p>ambiental</p><p>Assim como os jardins, os parques colaboram para a qualidade ambiental</p><p>das cidades. Além de representarem o meio ambiente e a sua biodiversidade,</p><p>colaborando para a diminuição da poluição, esses espaços têm importância</p><p>social.</p><p>Com o intuito de preservar as riquezas naturais e fornecer espaços de</p><p>lazer para a população, esses parques foram inicialmente implantados nos</p><p>EUA e na Europa, e, com o passar do tempo, foram exportados para outros</p><p>lugares do mundo, “[...] como instrumentos legítimos de ordenamento das</p><p>relações entre o meio natural e as populações tradicionais que o habitam”</p><p>(SPINOLA, 2013, p. 72).</p><p>Parques e jardins14</p><p>De acordo com Diegues (2001, p. 103):</p><p>A visão utilitarista da natureza começou a mudar em função de alguns aspectos,</p><p>hoje considerados cruciais para o surgimento da ideia de espaços protegidos:</p><p>a) maior contato com as culturas orientais que veneravam a natureza e os animais;</p><p>b) avanço da história natural; c) diminuição da qualidade de vida das cidades após</p><p>a revolução industrial.</p><p>A política ambiental no território brasileiro pode ser dividida em três</p><p>momentos (MENEGUEL; ETCHEBEHERE, 2011):</p><p>1. em 1937, são publicados os primeiros documentos legais relaciona-</p><p>dos às questões ambientais e é criado o primeiro parque; ademais,</p><p>a Constituição Federal desse ano define a proteção de monumentos</p><p>naturais</p><p>como responsabilidade da União, e, a partir desse momento,</p><p>alguns parques nacionais são reconhecidos;</p><p>2. no período da ditadura militar, foram criadas áreas de proteção</p><p>ambiental;</p><p>3. em 1984, a preocupação com o meio natural ficou mais evidente, tendo</p><p>início um novo momento de estruturação da questão ambiental no país.</p><p>Meneguel e Etchebehere (2011) complementam que foi somente no ano de</p><p>2000 que essas áreas naturais de características especiais foram reconhecidas</p><p>como unidades de conservação, o que ocorreu por meio do Sistema Nacional</p><p>de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), instituído pela Lei nº 9.985,</p><p>de 18 de julho de 2000. Esse documento compreende unidade de conservação</p><p>da seguinte maneira:</p><p>[...] espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais,</p><p>com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público,</p><p>com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de adminis-</p><p>tração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção (BRASIL, 2000, p. 1).</p><p>Então, a partir da promulgação dessa lei, os parques nacionais se torna-</p><p>ram cada vez mais valorizados no Brasil, um país rico em biodiversidade e</p><p>recursos naturais. A seguir, você conhecerá exemplos de importantes parques</p><p>nacionais e parques urbanos brasileiros.</p><p>Parques e jardins 15</p><p>Parques nacionais brasileiros</p><p>Criado em 1981, o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense (Figura 13) foi</p><p>reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência</p><p>e a Cultura (Unesco) como patrimônio da humanidade e como área-núcleo da</p><p>reserva mundial da biosfera. Tendo como bioma o pantanal, o parque conta</p><p>com uma área de 135 mil hectares, onde há grande diversidade de fauna e de</p><p>flora (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, [20--?]).</p><p>Figura 13. Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense.</p><p>Fonte: Complexo... ([20--], documento on-line).</p><p>O Parque Nacional da Tijuca (Figura 14) é reconhecido como a maior floresta</p><p>urbana do globo, sendo resultado do primeiro projeto de reflorestamento</p><p>do mundo, criado no governo de Dom Pedro II, ainda no século XIX. A área</p><p>protege nascentes e cachoeiras, conta com trilhas ecológicas e contém al-</p><p>gumas ruínas históricas (INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA</p><p>BIODIVERSIDADE, [20--]).</p><p>Parques e jardins16</p><p>Figura 14. Parque Nacional da Tijuca.</p><p>Fonte: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ([20--], documento on-line).</p><p>Localizado na região de Minas Gerais, o Parque Nacional da Serra da Ca-</p><p>nastra conta com 200 mil hectares de área de proteção. O bioma do parque</p><p>é o cerrado, com predomínio de diversos tipos de campos e cuja paisagem é</p><p>composta por paredões de rocha (Figura 15) e cachoeiras. Além de preservar</p><p>muitas nascentes e outros monumentos, esse parque apresenta, ainda,</p><p>“[...] dois sítios arqueológicos em condições de preservação e segurança</p><p>precários e ainda mal estudados”, que contêm “[...] pinturas rupestres e outros</p><p>elementos ainda não totalmente identificados” (INSTITUTO CHICO MENDES DE</p><p>CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, [2021], documento on-line).</p><p>Parques e jardins 17</p><p>Figura 15. Parque Nacional da Serra da Canastra.</p><p>Fonte: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ([2021], documento on-line).</p><p>O Parque Nacional de Brasília foi criado em 1961, com o objetivo de reservar</p><p>os ecossistemas naturais, possibilitando, assim, as pesquisas científicas e o</p><p>desenvolvimento de atividades voltadas à educação ambiental, ao turismo</p><p>ecológico e à recreação. Em uma área de mais de 42 mil hectares, esse parque</p><p>abriga uma variedade de vegetações e uma fauna diversificada, e tem como</p><p>principal atração uma porção de piscinas (Figura 16) (INSTITUTO CHICO MENDES</p><p>DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE, [2019]).</p><p>Figura 16. Parque Nacional de Brasília.</p><p>Fonte: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ([2019], documento on-line).</p><p>Parques e jardins18</p><p>Parques urbanos brasileiros</p><p>Além de abrigarem uma diversidade de vegetações e serem áreas cada vez</p><p>mais valorizadas, os parques urbanos oferecem benefícios relacionados à</p><p>convivência, pois contam com espaços para lazer e para a prática de esportes.</p><p>No Brasil, há vários desses parques, dentre os quais se destaca como um</p><p>dos principais o Parque Ibirapuera, localizado na porção central da cidade</p><p>de São Paulo.</p><p>Em tupi-guarani, a palavra “ibirapuera” significa “árvore apodrecida”,</p><p>e os povos originários que ali viviam empregavam-na para se referir ao local</p><p>devido ao seu caráter alagadiço. Bastante tempo depois, com a civilização</p><p>urbana já estabelecida, a prefeitura de São Paulo passou a plantar árvores no</p><p>local a fim de resolver esse problema. Hoje, com a sua área de 1.584.000 m²,</p><p>o Parque Ibirapuera (Figura 17) é um dos mais importantes exemplares no</p><p>território brasileiro, rico em diversidade, cultura, conservação e qualidade.</p><p>O parque conta com museu, auditório, bienal, espaços para apresentações e</p><p>eventos culturais, local para ensino e atividades físicas, entre outros (PARQUE</p><p>IBIRAPUERA, c2020).</p><p>Figura 17. Parque Ibirapuera.</p><p>Fonte: Magalhães (2016, documento on-line).</p><p>Parques e jardins 19</p><p>Outro importante parque urbano brasileiro é o Parque da Independência</p><p>(Figura 18), também localizado na cidade de São Paulo, no bairro Ipiranga.</p><p>Com uma área de quase 165.000 m², o parque abriga o Museu do Ipiranga,</p><p>um dos mais importantes do Brasil, além da Casa do Grito e do Monumento</p><p>à Independência. O seu paisagismo foi desenhado com base nos jardins</p><p>franceses, o que contribui para lhe dar destaque em meio à paisagem urbana</p><p>(SÃO PAULO, 2021).</p><p>Figura 18. Parque da Independência.</p><p>Fonte: Pontos... (2018, documento on-line).</p><p>Na cidade do Rio de Janeiro, um parque importante é o Parque Lage. Loca-</p><p>lizado aos pés do Corcovado, o espaço conta com 52 hectares de área verde e</p><p>abriga diversas atividades. Esse parque foi projetado pelo paisagista inglês</p><p>John Tyndale, no ano de 1840, e apresenta um estilo romântico misturado a</p><p>porções de Mata Atlântica nativa. No local, destacam-se os lagos e as ilhas</p><p>artificiais, além das palmeiras imperiais (PARQUE..., 2021).</p><p>Parques e jardins20</p><p>Além de sua diversidade de espécies nativas, o Parque Lage conta com uma</p><p>variedade de opções de lazer, oferecendo completa estrutura para diversão</p><p>de crianças, espaços para piqueniques, esportes, descanso e contemplação.</p><p>Também há no parque uma edificação que sedia a Escola de Artes Visuais do</p><p>Parque Lage (Figura 19), onde ocorre formação gratuita para artistas, incluindo</p><p>seminários, palestras, entre outros eventos. A edificação conta com biblioteca,</p><p>auditório e um pátio central com um bistrô (PARQUE..., 2021).</p><p>Figura 19. Parque Lage.</p><p>Fonte: 10 Parques... ([2020], documento on-line)</p><p>Tanto os jardins quanto os parques são espaços que contêm uma riqueza</p><p>natural imensurável e, portanto, devem ser cada vez mais reconhecidos e</p><p>preservados. Porém, como vimos neste capítulo, para além desse aspecto</p><p>mais visível, tais espaços são áreas de grande riqueza cultural e intelectual,</p><p>pois oferecem usos e experiências à população. Ainda, os parques proporcio-</p><p>nam contato social, colaboram para a atividade física e são estímulos para</p><p>propiciar novas atmosferas e sensações. Desse modo, todas essas áreas</p><p>verdes, independentemente do seu tamanho e do seu caráter, são funda-</p><p>mentais para a qualidade da vida humana e para o estudo e a manutenção</p><p>das espécies naturais.</p><p>Parques e jardins 21</p><p>Referências</p><p>10 PARQUES gratuitos para sentir a natureza no Rio de Janeiro. Curta RJ, [2020]. Disponível</p><p>em: https://curtarj.com.br/10-parques-gratuitos-para-sentir-a-natureza-no-rio-de-</p><p>-janeiro/. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>A LA DÉCOUVERTE des jardins du Château de Versailles. Flora Queen, [20--]. Disponível</p><p>em: https://www.floraqueen.com/fr/blog/decouverte-chateau-de-versailles-jardins/.</p><p>Acesso em: 31 mar. 2021</p><p>BENEVOLO, L. História da cidade. São Paulo: Perspectiva, 2005.</p><p>BRASIL. Lei Federal n. 9.985, de 18 de julho de 2000. Diário</p><p>Oficial da União, Brasília,</p><p>DF, ano 138, n. 138, seção 1, p. 1–7, 19 jul. 2000. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.</p><p>br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=45&data=19/07/2000. Acesso</p><p>em: 31 mar. 2021.</p><p>CHRIS. Beautiful english garden. Travel Vista, 2012. Disponível em: http://trv1.wpengine.</p><p>com/beautiful-english-garden. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>COMPLEXO de áreas protegidas do Pantanal (MT/MS). Iphan, [20--]. Disponível em:</p><p>http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/40. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>CURADO, M. M. C. Paisagismo contemporâneo: Fernando Chacel e o conceito de eco-</p><p>gênese. Rio de Janeiro: UFRJ/FAU, 2007.</p><p>DIEGUES, A. C. As áreas naturais protegidas, o turismo e as populações tradicionais.</p><p>In: SERRANO, C. M. T.; BRUHS, H. T. (org.). Viagens à natureza. São Paulo: Papirus, 2001.</p><p>DIFERENTES estilos de jardines. Decoración y Diseño de Jardines Hermosos, 2016.</p><p>Disponível em: https://disenodejardines.com/2016/09/diferentes-estilos-jardines/.</p><p>Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>GIARDINO all’italiana: le caratteristiche. Fai da te in giardino, 2016. Disponível em: ht-</p><p>tps://www.faidateingiardino.com/giardini/giardino-all-italiana. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>GIORDANI, M. C. História da antiguidade oriental. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 1969.</p><p>HOEHNE, F. C.; KUHLMANN, M.; HANDRO, O. O Jardim Botânico de São Paulo. São Paulo:</p><p>Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio, 1941.</p><p>HOLTHAUS, P. D. The gardens of Cairo and memorials of Jesus, 1839. Ancient Egypt,</p><p>2012. Disponível em: http://www.ancient-egypt.info/2012/05/gardens-of-cairo-and-</p><p>-memorials-of-jesus.html. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>IL GIARDINO romano. Romano Impero, [2010]. Disponível em: https://www.romanoim-</p><p>pero.com/2010/07/il-giardino-romano.html. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Parque Nacional da</p><p>Serra da Canastra. ICMBio, [2021]. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/portal/</p><p>visitacao1/unidades-abertas-a-visitacao/198-parque-nacional-da-serra-da-canastra.</p><p>Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Parque Nacional da</p><p>Tijuca. ICMBio, [20--]. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/parnatijuca/guia-do-</p><p>-visitante.html. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Parque Nacional de</p><p>Brasília. ICMBio, [2019]. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/portal/visitacao1/</p><p>unidades-abertas-a-visitacao/213-parque-nacional-de-brasilia.html. Acesso em:</p><p>31 mar. 2021.</p><p>Parques e jardins22</p><p>INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Parque Nacional do</p><p>Pantanal Matogrossense. ICMBio, [20--?] Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/</p><p>portal/visitacao1/unidades-abertas-a-visitacao/195-parque-nacional-do-pantanal-ma-</p><p>togrossense. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO. História [do Jardim Botânico]. Jardim Botânico</p><p>do Rio de Janeiro, [2014]. Disponível em: http://jbrj.gov.br/jardim/historia. Acesso em:</p><p>31 mar. 2021.</p><p>JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM. O jardim. Jardim botânico Plantarum, [20--?]. Disponível</p><p>em: http://www.plantarum.org.br/Ojardim/quemsomos. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>JARDIM botânico. São Paulo: governo do Estado, [20--?]. Disponível em: https://www.</p><p>saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/jardim-botanico/. Acesso</p><p>em: 31 mar. 2021.</p><p>LOPES, M. M. O Brasil descobre a pesquisa científica: os museus e as ciências naturais</p><p>no século XIX. São Paulo: Hucitec, 1997.</p><p>MAGALHÃES, R. C. Parque Ibirapuera: um triste balanço. Revista do Ibirapuera, 2016.</p><p>Disponível em: https://parqueibirapuera.org/parque-ibirapuera-um-triste-balanco/.</p><p>Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>MATTIUZ, C. F. M.; PAIVA, P. D. O. Evolução do paisagismo no Brasil. Actas Portuguesas</p><p>de Horticultura, v. 121, p. 34–39, jul./ago. 2016.</p><p>MELLADO, A. V. Jardín español: claves para conseguir este estilo en casa. El blog del</p><p>decorador, 2017. Disponível em: https://www.elblogdeldecorador.cl/2017/03/29/jardin-</p><p>-espanol/. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>MENEGUEL, C. A.; ETCHEBEHERE, M. L. C. Parques nacionais no Brasil e a prática do</p><p>turismo sustentável. Revista Hospitalidade, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 78–94, jan./jun. 2011.</p><p>PARQUE IBIRAPUERA CONSERVAÇÃO. Parque Ibirapuera. c2020. Página inicial. Disponível</p><p>em: https://parqueibirapuera.org/. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>PARQUE Lage. RioTur, 2021. Disponível em: http://visit.rio/que_fazer/parque-lage/.</p><p>Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>PEREIRA, J. R. A. Introdução à história da arquitetura: das origens ao século XXI. Porto</p><p>Alegre: Bookman, 2010.</p><p>PICOW, M. Hanging Gardens of Babylon inspire water farming called hydroponics. Green</p><p>Prophet, 2014. Disponível em: https://www.greenprophet.com/2014/11/hanging-gar-</p><p>dens-of-babylon-inspire-water-farming-called-hydroponics/. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>PONTOS turísticos de São Paulo: Parque da Independência. São Paulo, 2018. Disponível</p><p>em: https://www.saopaulo.com.br/pontos-turisticos-sp-parque-da-independencia/.</p><p>Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>ROCHA, Y. T.; CAVALHEIRO, F. Aspectos históricos do Jardim Botânico de São Paulo.</p><p>Revista Brasileira de Botânica, v. 24, n. 4, suppl., p. 577–586, dez. 2001. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/pdf/rbb/v24n4s0/9480.pdf. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>SÃO PAULO (Prefeitura). Independência. Cidade de São Paulo: verde e meio ambiente,</p><p>2021. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_am-</p><p>biente/parques/regiao_sul/index.php?p=5747. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>SEGAWA, H. Ao amor do público: jardins no Brasil. São Paulo: Studio Nobel/FAPESP, 1996.</p><p>Parques e jardins 23</p><p>SOUSA, H. M. Os jardins botânicos. O Estado de São Paulo, São Paulo, Suplemento</p><p>Agrícola, v. 1084, p. 7, 7 mar. 1976.</p><p>SPINOLA, C. A. Parques nacionais, conservação da natureza e inserção social: uma</p><p>realidade possível em quatro exemplos de cogestão. Revista Turismo Visão e Ação,</p><p>v. 15, n. 1, p. 71–83, jan./abr. 2013. Disponível em: https://siaiap32.univali.br/seer/index.</p><p>php/rtva/article/view/3486/2490. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>TEIXEIRA, A. R. Resenha histórica do Instituto de Botânica de São Paulo. Ciência e</p><p>Cultura, [s. l.], v. 40, n. 10, p. 1045–1054, 1988.</p><p>TOMASI, L. T. Botanical gardens of the sixteenth and seventeenth centuries. In: MOSSER,</p><p>M.; TEYSSOT, G. (ed.). The history of garden design: the western tradition from the</p><p>Renaissance to the present day. London: Thams and Hudson, 1991. p. 81–82.</p><p>VEIGA, R. F. A. et al. Jardins: origem, evolução, características e sua interação com</p><p>jardins botânicos. O Agronômico: Boletim Técnico Informativo do Instituto Agronômico,</p><p>Campinas, v. 54, n. 2, p. 29–32, 2002.</p><p>YAT-LUN, N. Yuyuan Garden, Shanghai, China. Asian Historical Architecture, 2001. Dis-</p><p>ponível em: https://www.orientalarchitecture.com/sid/121/china/shanghai/yuyuan-</p><p>-garden. Acesso em: 31 mar. 2021.</p><p>Leitura recomendada</p><p>CASAZZA, I. F. Um jardim para a ciência: o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (1915–1931).</p><p>Revista Brasileira de História da Ciência, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 101–117, jan./jun. 2012.</p><p>Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos</p><p>testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da</p><p>publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas</p><p>páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os edito-</p><p>res declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou</p><p>integralidade das informações referidas em tais links.</p><p>Parques e jardins24</p><p>Dica do professor</p><p>Jardins botânicos são áreas verdes importantes e incentivam o conhecimento das espécies</p><p>vegetativas. Afinal, são uma maneira de reconhecê-las e valorizá-las. Esses espaços contam com</p><p>diferentes atividades de fomento à pesquisa e experimentação, garantindo a sobrevivência de</p><p>inúmeras espécies.</p><p>Nesta Dica do Professor, conheça as características, a história e as curiosidades de alguns dos</p><p>principais jardins botânicos do Brasil.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/5e240ae6b22ccb24011a021425221a90</p><p>Exercícios</p><p>1) Jardins são importantes espaços verdes que surgiram e evoluíram com o passar do tempo,</p><p>conforme as culturas e ideias de cada civilização.</p><p>É correto afirmar que os jardins:</p><p>A) surgiram com a civilização romana, integrados às edificações.</p><p>B) eram espaços planejados e rebuscados já na civilização grega.</p><p>C) surgiram na Antiguidade, no interior ou nas proximidades dos palácios.</p><p>D) surgiram na Idade Média, tendo como exemplar os jardins da Babilônia.</p><p>E) começaram a aparecer na sociedade somente no período renascentista.</p><p>2) Os jardins, caracterizados como áreas abertas e com vegetações, apresentaram diferentes</p><p>funções de acordo com cada civilização.</p><p>Sobre essas funções, analise as assertivas a seguir.</p><p>I. Na civilização romana, os jardins eram utilizados para receber rituais religiosos.</p><p>II. Os jardins orientais tinham muita simbologia e eram considerados um espaço sagrado.</p><p>III. Os jardins espanhóis buscavam demonstrar, com sua composição, uma sensibilidade.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>A) apenas I.</p><p>B) apenas II.</p><p>C) apenas III.</p><p>D) apenas I e II.</p><p>E) apenas II e III.</p><p>3)</p><p>À medida que os jardins evoluíram, suas características e seu planejamento também se</p><p>basearam em diferentes ideias.</p><p>Sobre os estilos de jardins e suas características, assinale a alternativa correta.</p><p>A) Os jardins gregos tinham como característica se integrar às edificações.</p><p>B) Os jardins franceses eram bem simplificados e desenhados em forma de cruz.</p><p>C) Os jardins italianos apresentavam um eixo central que destacava a residência.</p><p>D) Os jardins romanos usavam a perspectiva para demonstrar poder e superioridade.</p><p>E) O jardim árabe era mais informal e tinha um caráter naturalista e orgânico.</p><p>4) Jardins botânicos são locais destinados à coleção, ao cultivo e à exposição de plantas,</p><p>apresentando grande diversidade de vegetação.</p><p>Sobre os principais jardins botânicos brasileiros, analise as assertivas a seguir.</p><p>I. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi criado para ser um horto utilizado para</p><p>experimentos.</p><p>II. O Jardim Plantarum, em Campinas, foi criado com o objetivo principal de conservar a flora</p><p>brasileira.</p><p>III. O Jardim Botânico de São Paulo conta com 143 hectares e foi o primeiro espaço dessa</p><p>tipologia no Brasil.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>A) apenas I.</p><p>B) apenas II.</p><p>C) apenas III.</p><p>D) apenas I e II.</p><p>E) apenas II e III.</p><p>Parques diferem em urbanos (construídos pelo homem) e naturais (protegidos por lei e</p><p>conhecidos como parques nacionais).</p><p>5)</p><p>Sobre os parques, analise as assertivas a seguir:</p><p>I. Parques nacionais e urbanos são ambos considerados unidades de conservação.</p><p>II. Parques têm as mesmas características dos jardins; o que os difere é o tamanho.</p><p>III. Parques nacionais são considerados áreas naturais de características especiais.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>A) apenas I.</p><p>B) apenas II.</p><p>C) apenas III.</p><p>D) apenas I e II.</p><p>E) apenas I e III.</p><p>Na prática</p><p>Jardins botânicos são porções naturais do território que contêm uma gama de exemplares da fauna</p><p>e da flora de cada região. Essas áreas detêm grande significado e devem ser cada vez mais</p><p>valorizadas e cuidadas, a fim de permanecerem em bom estado, garantindo a manutenção da</p><p>natureza e de seus ecossistemas.</p><p>Na Prática, veja um pouco mais sobre o trabalho do agrônomo nesses espaços.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/94325323-d4ae-4802-90b9-cf8ba08a28df/8138ef45-7adb-4b3c-b070-e74769a7e316.jpg</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar seu conhecimento no assunto, veja a seguir as sugestões do professor:</p><p>Conheça o Jardim Botânico de São Paulo</p><p>O Jardim Botânico de São Paulo é um dos principais jardins brasileiros, tendo grande importância</p><p>para todo o território. Veja mais sobre esse espaço neste vídeo.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Parque Nacional da Serra da Canastra</p><p>O Parque Nacional da Serra da Canastra é considerado umas das principais áreas de conservação</p><p>do Cerrado mineiro. Veja mais sobre o parque neste vídeo.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>10 dos parques urbanos mais bonitos do Brasil para horas de</p><p>lazer</p><p>Parques são locais importantes para conviver e socializar. Veja alguns exemplos de parques</p><p>brasileiros no link a seguir.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://www.youtube.com/embed/7NRrnEf3XFk</p><p>https://www.youtube.com/embed/DIv5Qu9Hs-8</p><p>https://saopaulosao.com.br/10-dos-parques-urbanos-mais-bonitos-do-brasil-para-as-horas-de-lazer/</p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/5e240ae6b22ccb24011a021425221a90
Exercícios
1) Jardins são importantes espaços verdes que surgiram e evoluíram com o passar do tempo, 
conforme as culturas e ideias de cada civilização.
É correto afirmar que os jardins:
A) surgiram com a civilização romana, integrados às edificações.
B) eram espaços planejados e rebuscados já na civilização grega.
C) surgiram na Antiguidade, no interior ou nas proximidades dos palácios.
D) surgiram na Idade Média, tendo como exemplar os jardins da Babilônia.
E) começaram a aparecer na sociedade somente no período renascentista.
2) Os jardins, caracterizados como áreas abertas e com vegetações, apresentaram diferentes 
funções de acordo com cada civilização. 
Sobre essas funções, analise as assertivas a seguir.
I. Na civilização romana, os jardins eram utilizados para receber rituais religiosos.
II. Os jardins orientais tinham muita simbologia e eram considerados um espaço sagrado.
III. Os jardins espanhóis buscavam demonstrar, com sua composição, uma sensibilidade.
Está correto o que se afirma em:
A) apenas I.
B) apenas II.
C) apenas III.
D) apenas I e II.
E) apenas II e III.
3) 
À medida que os jardins evoluíram, suas características e seu planejamento também se 
basearam em diferentes ideias.
Sobre os estilos de jardins e suas características, assinale a alternativa correta.
A) Os jardins gregos tinham como característica se integrar às edificações.
B) Os jardins franceses eram bem simplificados e desenhados em forma de cruz.
C) Os jardins italianos apresentavam um eixo central que destacava a residência.
D) Os jardins romanos usavam a perspectiva para demonstrar poder e superioridade.
E) O jardim árabe era mais informal e tinha um caráter naturalista e orgânico.
4) Jardins botânicos são locais destinados à coleção, ao cultivo e à exposição de plantas, 
apresentando grande diversidade de vegetação. 
Sobre os principais jardins botânicos brasileiros, analise as assertivas a seguir.
I. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi criado para ser um horto utilizado para 
experimentos.
II. O Jardim Plantarum, em Campinas, foi criado com o objetivo principal de conservar a flora 
brasileira.
III. O Jardim Botânico de São Paulo conta com 143 hectares e foi o primeiro espaço dessa 
tipologia no Brasil.
Está correto o que se afirma em:
A) apenas I.
B) apenas II.
C) apenas III.
D) apenas I e II.
E) apenas II e III.
Parques diferem em urbanos (construídos pelo homem) e naturais (protegidos por lei e 
conhecidos como parques nacionais).
5) 
Sobre os parques, analise as assertivas a seguir:
I. Parques nacionais e urbanos são ambos considerados unidades de conservação.
II. Parques têm as mesmas características dos jardins; o que os difere é o tamanho.
III. Parques nacionais são considerados áreas naturais de características especiais.
Está correto o que se afirma em:
A) apenas I.
B) apenas II.
C) apenas III.
D) apenas I e II.
E) apenas I e III.
Na prática
Jardins botânicos são porções naturais do território que contêm uma gama de exemplares da fauna 
e da flora de cada região. Essas áreas detêm grande significado e devem ser cada vez mais 
valorizadas e cuidadas, a fim de permanecerem em bom estado, garantindo a manutenção da 
natureza e de seus ecossistemas. 
Na Prática, veja um pouco mais sobre o trabalho do agrônomo nesses espaços.
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Saiba +
Para ampliar seu conhecimento no assunto, veja a seguir as sugestões do professor:
Conheça o Jardim Botânico de São Paulo
O Jardim Botânico de São Paulo é um dos principais jardins brasileiros, tendo grande importância 
para todo o território. Veja mais sobre esse espaço neste vídeo.
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Parque Nacional da Serra da Canastra
O Parque Nacional da Serra da Canastra é considerado umas das principais áreas de conservação 
do Cerrado mineiro. Veja mais sobre o parque neste vídeo.
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10 dos parques urbanos mais bonitos do Brasil para horas de 
lazer
Parques são locais importantes para conviver e socializar. Veja alguns exemplos de parques 
brasileiros no link a seguir.
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