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10 Doenças Diarreicas Agudas MAAV 2024

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<p>DOENÇAS DIARREICAS AGUDAS (DDA)</p><p>Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto Mais Médicos para o Brasil</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>Conhecer os conceitos e classificações das doenças diarreicas agudas (DDA).</p><p>Apresentar a epidemiologia, quadro clínico e transmissão.</p><p>Saber identificar e classificar a desidratação.</p><p>Decidir o plano de tratamento e o uso racional de antibioticoterapia.</p><p>Apresentar e discutir o manejo de outras medicações.</p><p>Discutir a prevenção.</p><p>Identificar e tratar as principais etiologias.</p><p>Definição – Diarreia</p><p>Ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas nas últimas 24 horas.</p><p>A diminuição da consistência habitual das fezes	é um dos parâmetros mais considerados.</p><p>Classificação da diarreia segundo a duração dos sintomas</p><p>Síndromes</p><p>Diarreia Aquosa Aguda: agente infeccioso que não invade tecido. Não há sangue ou pus na fezes. Pode desidratar, se não houver reposição (E. Coli, rotavirus);</p><p>Disenteria Aguda: sangue nas fezes, podendo ter muco ou pus. Invasão da mucosa. Febre, mas menor perda de agua. Shiguela, Giardia, Entamoeba;</p><p>Diarreia Persistente: > 14 dias (exceto dç celíaca). Dano à mucosa que prejudica absorção. 20% das diarreias.</p><p>Epidemiologia</p><p>Segundo a OMS, são a segunda principal causa de morte em crianças com idade < 5 anos, em países em desenvolvimento, embora sejam evitáveis e tratáveis;</p><p>São as principais causas de morbimortalidade infantil (<1 ano) e constituem um dos mais graves problemas de saúde pública global, com aprox. 1,7 bilhão de casos e 525 mil óbitos na infância (< 5 anos) por ano;</p><p>Segundo a OMS, as DDA constituem a segunda principal causa de morte em</p><p>crianças menores de 5 anos, embora sejam evitáveis e tratáveis.</p><p>São as principais causas de morbimortalidade infantil (em crianças menores de um ano) e se constituem um dos mais graves problemas de saúde pública global, com aproximadamente 1,7 bilhão de casos e 525 mil óbitos na infância (em crianças menores de 5 anos) por ano.</p><p>Estão entre as principais causas de desnutrição em crianças menores de cinco anos.</p><p>É considerada uma doença preocupante nos povos indígenas, pois apesar de ser tratável correspondem a uma das principais doenças infecciosas que os atingem, em muitos casos evoluindo ao óbito, principalmente, de crianças menores de 5 anos.</p><p>Epidemiologia</p><p>Manifestações clínicas</p><p>No mínimo 3 episódios de fezes líquidas ou amolecidas em 24 horas;</p><p>Podem estar associados: Cólicas e/ou dores abdominais; Febre;</p><p>Sangue e/ou muco nas fezes;</p><p>Náuseas;</p><p>Vômitos.</p><p>Transmissão</p><p>Por via oral ou fecal-oral.</p><p>Indireta: consumo de água ou alimentos contaminados e contato com objetos contaminados como utensílios de cozinha, acessórios de banheiros, equipamentos hospitalares;</p><p>Direta: pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos contaminadas e contato de pessoas com animais.</p><p>Abordagem e Manejo</p><p>Pergunta sobre pessoas próximas com mesmo sintoma é rápido e eficaz; Avaliar gravidade, risco de complicações e desidratação;</p><p>Número de evacuações, características das fezes, febre, náuseas e vômitos; Comparar peso com a última medida (Caderneta da Criança);</p><p>Sinal da dobra cutânea e</p><p>Estado mental, olhos fundos, mucosa oral seca.</p><p>Coproculturas somente para os casos de diarreia persistente. De uma forma geral, exames laboratoriais não são necessários.</p><p>A investigação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação grave e</p><p>que necessitem de hidratação venosa.</p><p>Crianças	estáveis	hemodinamicamente	podem	ser	tratadas	seguramente	com	a</p><p>Terapia de Reidratação Oral (TRO).</p><p>Estratégia	de	hidratação	indicada	pelo	MS	(Atenção	Integral	às	Doenças</p><p>Prevalentes da Infância – AIDPI)</p><p>Abordagem e Manejo</p><p>Abordagem e manejo</p><p>História	clínica	tem	alto	valor	discriminatório	e	permite	em	pouco	tempo	o</p><p>diagnóstico diferencial sindrômico e de outras doenças com manifestações similares. Questionar sobre contatos que também tenham a doença/sintomas.</p><p>Avaliar a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, devemos definir o grau</p><p>de desidratação e depois definir um plano terapêutico.</p><p>Usar a estratégia	AIDPI.</p><p>Número	de	evacuações,	características	das	fezes,	presença	de	febre	e	relato	de</p><p>náuseas e/ou vômitos.</p><p>Maioria dos casos é autolimitada; sem complicações.</p><p>Testes diagnósticos são indicados	somente em casos selecionados. Coprocultura e parasitológico de fezes, não devem ser realizadas de rotina.</p><p>A investigação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação grave e	que necessitem de hidratação venosa.</p><p>Exame	físico:	avaliar	a	existência	de	comorbidades	e	a	presença	e	o	grau	de desidratação.</p><p>Desidratação = sinal de gravidade.</p><p>Principais sinais para avaliação do grau de desidratação</p><p>O exame físico é importante para avaliar a presença de desidratação e tratamento adequado</p><p>Importante indicador de desidratação</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf</p><p>Para visualizar, abra o arquivo em PDF.</p><p>Plano de tratamento</p><p>Após avaliação clínica, estabelece-se o plano de	tratamento</p><p>Hidratação oral</p><p>Líquidos devem ser administrados com frequência, em pequenos goles; Se vomitar, aguardar 10 minutos e continuar, porém mais lentamente; Vômitos costumam cessar após 2 a 3 horas do início da reidratação.</p><p>Preparo do soro de reidratação oral</p><p>Se o paciente apresentar sangue nas fezes (disenteria)</p><p>Reidratar o paciente de acordo com os planos A, B ou C.</p><p>Iniciar antibioticoterapia – considerando possível infecção por Shigella.</p><p>Orientar o paciente ou acompanhante administração de líquidos e alimentação habitual, caso o tratamento seja realizado no domicílio.</p><p>Reavaliar o paciente após 2 dias.</p><p>Se mantiver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 horas do início do tratamento ou condições gerais comprometidas, encaminhar para internação hospitalar.</p><p>Conduta</p><p>Encaminhar o paciente para a unidade hospitalar se: Se mais que 14 dias de evolução;</p><p>Menor que seis meses de idade;</p><p>Apresentar sinais de desidratação. Neste caso, reidrate-o primeiro e em seguida encaminhe-o a unidade hospitalar.</p><p>Consulta médica para investigação e tratamento na APS:</p><p>Ausência de sinais de desidratação; Maior de	seis meses de idade.</p><p>Avaliar desnutrição grave</p><p>Se a criança estiver com desnutrição grave – DAG</p><p>No	primeiro	atendimento	em	qualquer	Unidade	de	Saúde,	devendo-se	iniciar</p><p>hidratação e antibioticoterapia de forma imediata, até que chegue ao hospital.</p><p>Hidratação IV deve ser evitada em crianças com DAG, sendo indicado hidratação oral com ReSoMal.</p><p>Verificar a temperatura</p><p>Se o paciente estiver, além da diarreia, com a temperatura de 39°C ou mais: investigar e tratar outras possíveis causas, por exemplo, pneumonia, otite, amigdalite, faringite, infecção urinária.</p><p>Antibioticoterapia (OMS)</p><p>Diarreia com sangue e/ou muco, sendo Shigella e a Salmonella os principais agentes etiológicos responsáveis pelo quadro;</p><p>Septicemia;</p><p>por	exame</p><p>Suspeita de infecção por V. cholarea com desidratação grave associada;</p><p>Quadro	de	giardíase	ou	amebíase	com	diagnóstico	confirmado laboratorial.</p><p>”O uso de antibióticos não é indicado na maioria dos casos"</p><p>Tratamento de crianças:</p><p>Ciprofloxacino: 15 mg/kg, de 12/12 h, por 3 dias (primeira escolha) Azitromicina 40mg/mL, 10mg/kg/dia, no 1º dia e 5mg/kg/dia, por mais 4 dias</p><p>Tratamento de adultos:</p><p>Ciprofloxacino: 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias.</p><p>Tratamento de DDA com sangue nas fezes</p><p>Uso de medicamentos</p><p>Antiparasitários - devem ser usados somente para:</p><p>Amebíase quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou	em casos em que se identificam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias.</p><p>Tratar com Metronidazol</p><p>Crianças: 10 mg/kg, de 8/8 h, por 5 dias</p><p>Adultos: 750 mg, de 8/8 h, por 5 dias</p><p>Obs.: Tratar por 10 dias se o quadro clínico for grave.</p><p>Giardíase quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes ou no aspirado intestinal.</p><p>Tratar com Metronidazol</p><p>Crianças: 5 mg/kg, de 8/8 h, por 5 dias</p><p>Adultos:</p><p>250 mg, de 8/8 h, por 5 dias</p><p>Reposição de Zinco (micronutriente)</p><p>De acordo com a OMS deve ser usado em menores de cinco anos,	durante 10 a 14</p><p>dias, sendo iniciado a partir do momento da	caracterização da diarreia;</p><p>Até seis meses de idade: 10mg/dia;</p><p>Maiores de seis meses de idade: 20mg/dia.</p><p>“O objetivo do uso de zinco é reduzir a ocorrência de novos episódios de diarreia aguda nos 3 meses</p><p>subsequentes”</p><p>Probióticos:</p><p>São microrganismos vivos capazes de colonizar o trato digestivo e exercer efeitos benéficos</p><p>no hospedeiro.</p><p>São eficazes na redução da duração e da intensidade dos sintomas da DDA.</p><p>Se disponível, pode ser considerado como tratamento complementar:</p><p>Saccharomyces boulardii – 250 a 750mg/dia, 5 a 7 dias. Lactobacillus GG >1010 UFC/dia, 5 a 7 dias.</p><p>Antieméticos:</p><p>No geral estão contraindicados.</p><p>Quando indicado, usar em crianças > 4 anos com diarreia e vômitos:</p><p>Ondansetrona – VO ou IV, uma dose única inicial para garantir reidratação oral. 0,2mg/kg/dose até 3x ao dia ou 2mg em crianças de 6 meses a 2 anos e 4mg em crianças > 2 anos.</p><p>Metoclopramida	–	eficaz,	porém	com	efeitos	colaterais	significativos	–	não</p><p>recomendada.</p><p>Antidiarreicos:</p><p>Racecadotrila – reduz secreção intestinal de água e eletrólitos. Pode ser usado, porém sem</p><p>evidência sólida de eficácia.</p><p>Medicamentos de ação intestinal antimotora, como loperamida, são contraindicados em</p><p>DDA em crianças.</p><p>As crianças devem continuar a ser alimentadas com	uma dieta apropriada para a idade, desde</p><p>que tolerada;</p><p>Lactentes < 6 meses devem ser mantidos em amamentação;</p><p>Não é necessário diluir fórmulas lácteas ou oferecer	dieta livre de lactose, a não ser em casos</p><p>de	intolerância ou alergia ;</p><p>Recomendam-se mamadas mais frequentes;</p><p>Bebidas	tais	como	refrigerantes,	sucos	de	fruta	industrializados	e	líquidos	altamente açucarados devem ser evitadas durante o episódio.</p><p>Manejo Nutricional</p><p>Orientar sobre sinais de complicações e desidratação e em quais situações deve-se procurar atendimento em unidade de urgência.</p><p>Orientações gerais sobre sinais de alarme</p><p>Prevenção</p><p>Lavagem frequente das mãos com sabão e água limpa, principalmente antes de preparar e</p><p>ingerir alimentos, após ir ao banheiro, após trocar fraldas, após contato com animais;</p><p>Recomenda-se	desinfecção	de	superfícies	contaminadas	com	cloro	alvejante	de	uso</p><p>doméstico ou outros produtos de limpeza, e lavagem de roupa suja e roupa de cama;</p><p>Proteger alimentos e áreas de cozinha contra insetos e outros animais;</p><p>Evitar alimentos ou fontes de água que possam ser as possíveis fontes de	contaminação.</p><p>Não utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados para banhar-se ou beber;</p><p>Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos;</p><p>Guardar a água tratada em vasilhas limpas, com “boca” estreita e com tampa;</p><p>Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada;</p><p>Usar o vaso sanitário. Se não for possível, enterrar as fezes longe de cursos de água;</p><p>Evitar o desmame precoce;</p><p>Vacina rotavírus.</p><p>Tratar a água para consumo: filtrar, ferver ou colocar 2 gotas de solução de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, guardar por 30 minutos antes de usar;</p><p>Fonte: BRASIL. MS. Secretaria de Vigilância em</p><p>Saúde. Cuidados com água para consumo</p><p>humano. 2011</p><p>Principais etiologias - DDA</p><p>As infecções virais, principalmente por rotavírus, são responsáveis por 75 a 90% dos casos.</p><p>As infecções bacterianas são a causa de 10 a 20% dos casos, com destaque para as infecções secundárias à Escherichia coli (diarreia do viajante).</p><p>Por sua vez, as infecções parasitárias causam menos de 5% dos quadros diarreicos.</p><p>Principais etiologias</p><p>ROTAVÍRUS</p><p>Gastroenterite aguda varia de quadro leve até casos graves e óbito; Período de incubação: usualmente < 48h;</p><p>Todas as idades são suscetíveis, porém a infecção é mais frequente em < 5 anos (6-24 meses);</p><p>Diarreia líquida, vômitos, febre e dor abdominal; Hidratação + suplementação de zinco.</p><p>A vacina rotavirus está no calendário vacinal, aos 2 e 4 meses.</p><p>FEBRE TIFÓIDE</p><p>Infecção pelo Salmonella Typhi, ingestão de alimentos ou água contaminados, associado a locais com precárias condições de higiene e falta de saneamento básico;</p><p>Febre alta prolongada, fadiga, cefaleia, tosse seca, náuseas, perda de apetite, dor</p><p>abdominal,	constipação	ou	diarreia,	dissociação	pulso-temperatura	e</p><p>hepatoesplenomegalia;</p><p>Período de incubação 7-21 dias:</p><p>1ª	semana:	sintomas	inespecíficos	que	vão	progredindo	para	febre	alta, calafrios e prostração</p><p>2ª	semana:</p><p>astenia	intensa	ou	torpor	+	dor</p><p>abdominal/hepatoesplenomegalia + diarreia/constipação</p><p>Complicações: sangramento GI, perfuração intestinal e encefalite.</p><p>Exames: Hemocultura (1ª semana) ou coprocultura (2ª semana, 1/3 dos casos); Tratamento:</p><p>Cloranfenicol 50mg/kg/dia 6/6h (dose máx. 3g/dia crianças e 4g/dia adultos) VO 15-21d;</p><p>Ampicilina 1 – 1,5g VO 6/6h 14d; Amoxicilina 1g VO 8/8h 14d;</p><p>Outras opções terapêuticas: ciprofloxacino ou ofloxacino ou ceftriaxona.</p><p>GEO-HELMINTÍASE</p><p>Infecções causadas por parasitos que se desenvolvem no trato intestinal humano e completam seu ciclo evolutivo no solo;</p><p>Precárias condições socioeconômicas, falta de acesso à água potável e saneamento inadequado;</p><p>Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e os ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale</p><p>e Necator americanos);</p><p>Ingestão de ovos embrionados presentes em alimentos crus mal lavados ou pela ingestão de água contaminada (áscais e Trichuris) e penetração ativa das larvas infectantes (ancilostomídeos) na pele íntegra do hospedeiro.</p><p>Assintomáticos  febre, sudorese, fraqueza, palidez, náuseas  tosse, febre e eosinofilia (Loefler)  dor abdominal/cólica, perda de apetite, diarreia, dores musculares e anemia</p><p>Complicações: redução da capacidade de aprendizado, deficiências nutricionais, obstrução intestinal/vias biliares/canal pancreático/apêndice cecal;</p><p>Exame: EPF (coproscopia)</p><p>Tratamento: Albendazol, nitaxozanida, mebendazol, outros.</p><p>DIARREIA	e HIV</p><p>Distúrbios gastrointestinais são comuns em pacientes com HIV;</p><p>Diarreia,	doenças	esofágicas;	colangiopatia,	doenças	anorretais,	síndrome</p><p>consumptiva;</p><p>Infecções oportunistas, medicamentos, malignidade, enteropatia HIV e outros (DII ou SII);</p><p>Aumento risco de infecções: CD4 < 100-200 e < 50;</p><p>Terapia antiretroviral – prevenção e tratamento de infecções oportunistas; Reidratação + tratamento específico contra o patógeno;</p><p>Terapia adjuntiva: octreotide, opioides, dieta sem lactose, loperamida.</p><p>CÓLERA</p><p>Doença infecciosa intestinal aguda causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae;</p><p>Em 2024, foi confirmado laboratorialmente um caso de cólera autóctone no Brasil, no município de Salvador, na Bahia.</p><p>Maioria dos casos (75%) assintomáticos;</p><p>Quando sintomáticos: sintomas leves ou moderados; 10-20% destes casos graves: diarreia inc oercível e vômito (1-2l/hora) levando a rápida desidratação  choque, necrose tubular aguda, atonia intestinal, hipo c alemia e hipo g l i c emia</p><p>Tratamento:</p><p>Ad u l t os: Doxiciclina 300mg (dos e ú n ica)</p><p>Cr i a n ç a s : Eritromicina 12,5mg/kg (6	 e m 6 horas por 3 dias)</p><p>Importante</p><p>Classificar a diarreia, identificar sinais e sintomas que indicam gravidade, como sangue</p><p>ou muco nas fezes.</p><p>Avaliar	adequadamente	o	estado	de	hidratação,	os	sinais	de	alerta	vermelho	para desidratação.</p><p>Propor plano de hidratação mais adequado para o grau de desidratação.</p><p>Iniciar imediatamente o tratamento para desidratação (Plano A, B, C). Uso adequado de antibióticos.</p><p>NOTIFICAÇÃO</p><p>Os surtos de DDA, também chamados de surtos de Doenças de Transmissão Hídricas e Alimentares (DTHA), devem ser notificados imediatamente</p><p>Referências bibliográficas</p><p>BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manejo do paciente com diarréia (cartaz). 2021. Disponível em:</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/manejo_paciente_diarreia_cartaz.pdf.</p><p>BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica em Vigilância em Saúde. Guia de vigilância em saúde. 5 ed rev e atual – Brasília: Ministério da Saúde,</p><p>2022.</p><p>DYNAMED. Gastrointestinal Disorders in Patients With HIV. Updated 28 Dec 2022. Disponível em https://www.dynamed.com/condition/gastrointestinal-disorders-in-</p><p>patients-with-hiv#GUID-599094C9-CE0A-4AA0-8740-62DA6B17FDDF</p><p>SADOVSKY, Ana Daniela Izoton. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria- Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, 2017.</p><p>DE MELO OLIVEIRA, T. K. et al. Desafios e potencialidades envolvidos na prevenção de doenças diarreicas junto à população indígena em Roraima. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 12, p. e9539-e9539, 2021.Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/download/9539/5737/#:~:text=Nesse%20contexto%2C%20destaca%2Dse%20a,e%20ZATTI%20CA%2C%202018).</p><p>DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2022. 2424p.</p><p>GUSSO, G., LOPES, J. M. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2018.</p><p>MORAIS, M. B. et al. Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Sociedade Brasileira de Pediatria–Departamento Científico de Gastroenterologia, n. 1, p. 1-15, 2017.</p><p>Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf</p><p>PINTO, M. V.; ZATTI, C. A. Adoecimento Indígena: Aspectos referentes à morbimortalidade indígena. Rev.Brazilian J. of Surgery and Clinical Research, v. 24, n. 02, p. 106-111 2018.</p><p>SITUAÇÃO Epidemiológica. Ministério da Saúde, [s.d]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/colera/situacao-epidemiologica</p><p>OBRIGADO(A)!</p><p>image3.jpg</p><p>image4.jpg</p><p>image2.jpg</p><p>image1.jpg</p><p>image5.jpg</p><p>image6.png</p><p>image7.jpg</p><p>image8.jpg</p><p>image9.jpg</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.jpg</p><p>image13.jpg</p><p>image14.jpg</p><p>image15.jpg</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.jpg</p><p>image21.png</p><p>image22.jpg</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.jpg</p><p>image30.jpg</p><p>image31.jpg</p><p>image32.jpg</p><p>image33.jpg</p><p>image34.jpg</p><p>image35.jpg</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.jpg</p><p>image39.jpg</p><p>image40.jpg</p><p>image41.png</p><p>image42.jpg</p><p>image43.jpg</p><p>image44.png</p><p>image45.jpg</p><p>image46.png</p><p>image47.png</p><p>image48.jpg</p><p>image49.jpg</p>

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