Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>@fran_hyst</p><p>RESUMO</p><p>ANOMALIAS NO DESENVOLVIMENTO</p><p>PARTE I</p><p>Francisca Barbosa</p><p>Médica Veterinária</p><p>Residência em Patologia Animal</p><p>Mestre em Ciência Animal</p><p>Doutoranda em Ciências Veterinárias</p><p>@fran_hyst</p><p>@fran_hyst</p><p>PATOLOGIA GERAL</p><p>1. O que é teratologia?</p><p>O estudo das anomalias morfológicas congênitas ou malformações. O prefixo teras (monstro).</p><p>2. Quais tipos de malformações existem?</p><p>Malformações genéticas: ocorre alterações no código genético que podem ser transmitida aos</p><p>descendentes do indivíduo.</p><p>Malformações LETAIS (portadores morrem): essa malformação não permitem a sobrevivência</p><p>do embrião que vai (morrer ou ser reabsorvido) pelo útero. Podendo ocorrer a sobrevivência no</p><p>útero ou morrer logo após o nascimento. Então, não serão transmitida aos descendentes. Exemplo:</p><p>atresia da flexura pélvica do cólon, em equídeos.</p><p>Nas malformações NÃO LETAIS (portadores não morrem): essa malformação é transmitida</p><p>para os descendentes. São de ocorrência comum. Exemplos: criptorquida, diabetes e porfirinemia</p><p>em bovinos.</p><p>Malformações congênitas adquiridas: é resultado de causas exógenas, e não são hereditárias</p><p>(NÃO alteram o código genético do indivíduo).</p><p> Exemplos:</p><p>o Plantas teratogênicas que causam malformações no Nordeste brasileiro em caprinos e ovinos,</p><p>bovinos: Poincianella pyramidalis “catingueira” (artogripose, lordose lombar, escoliose</p><p>cervical, palatosquise e queilosquise, micrognatia), Mimosa tenuiflora “jurema preta”</p><p>(artogripose, dermóide ocular).</p><p>o Plantas que causam malformações em pequenos ruminantes América do Norte (teratogênicas),</p><p>Veratum calicifornicum, Lupinnus spp. e Lathyrus spp. (exencefalia, lisencefalia, ciclopia e</p><p>ausência de nervos olfatórios (arrinencefalia), fissura palatina, atrogripose, estenose traqueal).</p><p>o Deficiências nutricionais.</p><p>o Infecções virais: vírus da panleucopenia felina, vírus da diarreia viral bovina, vírus da peste</p><p>suína clássica (todos causam hipoplasia cerebelar).</p><p>3. Classificação dessas malformações?</p><p>Os monstros (terias/teratia) – são alterações acentuadas. Podem ser simples (únicos) ou duplos</p><p>(gêmeos), pode estar separados ou unidos.</p><p>o Exemplos: feto parasita (monstro acardíacos) que nasce com órgãos internos malformados ou</p><p>ausentes, devido à ausência do coração sua circulação á garantida pelo (feto normal - feto</p><p>autosita).</p><p>o Na ausência de tronco (monstro acormo).</p><p>@fran_hyst</p><p>As hemiterias (hemiterias/hemiteratia) – são alterações discretas, são comuns e muitas vezes</p><p>passam despercebidas. A heterocromia é um resultado do excesso relativo ou falta de melanina (um</p><p>pigmento). Pode ser hereditário ou causado por mosaicismo genético e quimerismo. Descrita no</p><p>homem, cães e gatos.</p><p> Exemplo: heterocromia iridis (gatos) é de três tipos: heterocromia completa, uma íris é uma</p><p>cor diferente da outra. Na heterocromia segmentar ou heterocromia setorial, parte de uma</p><p>íris é uma cor diferente de seu remanescente e, finalmente, na heterocromia central, há pontas</p><p>de diferentes cores irradiando da pupila.</p><p>Anomalias tardias – exemplo a criptorquida.</p><p>4. Monstros unidos</p><p>A nomenclatura usa a união indicada pelo sufixo pago + a união à palavra que indica a região de</p><p>união. Nem sempre a duplicação é simétrica, podendo ser (anterior ou posterior).</p><p>Exemplos (nomenclaturas):</p><p>Pigópago – união na região da cauda, sendo que as colunas vertebrais estejam alinhadas.</p><p>Isquiópago – união ocorre na região da pelve.</p><p>Isquiotoracópago – que é unido desde a pelve até o tórax.</p><p>Craniópago – é unido pelo crânio</p><p>Cefalotoracópago – unido pela cabeça e pelo tórax.</p><p>o Indicar a parte duplicada:</p><p>Dipigo - duas pelves</p><p>Dicéfalo – duas cabeças</p><p>Fonte: adoteumronrom.com.br Fonte: petz.com.br Fonte: wikwand.com.br</p><p>@fran_hyst</p><p>Diprosopo – duas faces</p><p>o Indicar os elementos anatômicos na parte duplicada:</p><p>Olhos – dioftalmo, trioftalmo ou tetraoftalmo.</p><p>Orelhas – dioto, trioto ou tretaoto.</p><p>Boca – monoestoma ou diestoma.</p><p>Membros torácicos – tetrabráquio, tribráquio ou dibráquio.</p><p>Membros pélvicos – tetrapus, tripus ou dipus.</p><p>5. Quando essa duplicidade é quase completa, pode-se realizar a</p><p>separação cirúrgicas?</p><p>o Toracópagos (unidos pelo tórax)</p><p>o Xifópagos (unidos pelo abdômen)</p><p>6. Alterações de tamanho?</p><p>Agenesia (a=negação + genesis=origem) – o órgão não existe. Exemplos: anencefalia, amelia</p><p>anoftalmia.</p><p>Aplasia – quando o resquício ou vestígio do órgão ainda está presente. O órgão apenas não se</p><p>desenvolveu (plasia=desenvolvimento). Quando aplasia ocorre apenas em uma parte do órgão</p><p>tubular (ausência de luz) é chamada de aplasia segmentar. Caso exista presença de luz nesse</p><p>segmento, diagnóstico hipoplasia segmentar.</p><p>A anencefalia também é uma aplasia, em que ocorre a aplasia dos hemisféricos cerebrais e não de</p><p>todo encéfalo.</p><p>Atresia – ausência de abertura ou luz é uma forma de aplasia, ausência congênita de orifício</p><p>natural ou de órgão tubular. Exemplos: atresia anal em suínos, atresia do meato prepucial (rara), e</p><p>atresia vulvar em bezerras Freemartin.</p><p>Hipoplasia = pouco desenvolvimento. Ocorre desenvolvimento incompleto do órgão, ele não</p><p>atingiu seu tamanho normal. Exemplos: hipoplasia cerebelar em bovinos (vírus da diarreia viral</p><p>bovina), gatos (vírus da panleucopenia felina) e suínos (vírus da peste suína clássica).</p><p>Atrofia é a redução do tamanho de um órgão que já foi normal.</p><p>@fran_hyst</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Miller, A. D., Zachary, J. F. Sistema Nervoso. In: ZACHARY, James F. Bases da Patologia em</p><p>Veterinária. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. Cap. 14. p. 815-906. Pathologic Basis of</p><p>Veterinary Disease 6th ed.</p><p>SOUZA, Maria de Fátima et al. Abortos, malformações congênitas e falhas reprodutivas</p><p>espontâneas em caprinos causados na intoxicação pelas folhas da catingueira, Poincianella</p><p>pyramidalis (sin. Caesalpinia pyramidalis). Pesquisa Veterinária Brasileira, Brasília, v. 38, n. 6, p.</p><p>1051-1057, ago. 2018. Mensal.</p><p>WERNER, Pedro R. Patologia Geral Veterinária Aplicada. São Paulo: Roca, 2017. 371 p.</p>