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<p>FACULDADE FACULMINAS</p><p>DEISE LUCID LEITE PARRINI</p><p>GESTÃO ESCOLAR:</p><p>DESENVOLVENDO AÇÕES DEMOCRÁTICA NO ÂMBITO ESCOLAR.</p><p>RIO DE JANEIRO – RJ, 2024</p><p>FACULDADE FACULMINAS</p><p>GESTÃO ESCOLAR:</p><p>DESENVOLVENDO AÇÕES DEMOCRÁTICA NO ÂMBITO ESCOLAR.</p><p>Trabalho de conclusão de curso apresentado à</p><p>FACUMINAS de Coronel Fabriciano – MG como</p><p>requisito para obtenção do diploma do GESTÃO</p><p>ESCOLAR E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA.</p><p>RIO DE JANEIRO – RJ, 2024</p><p>RESUMO</p><p>Esta pesquisa, de cunho bibliográfico, tem como objetivo compreender aspectos</p><p>referentes à gestão democrática no ambiente escolar traz a reflexão acerca da</p><p>concretização da prática democrática nas escolas, como ela pode e deve ocorrer, ao</p><p>mesmo passo que indaga se de fato ela está sando vivenciada.</p><p>Sabe-se que muitas vezes a chamada gestão democrática faz parte apenas de retórica</p><p>de alguns gestores, o que reflete na permanência de uma atitude tradicional que há</p><p>décadas não tem dado certo. Defende-se aqui um modelo de gestão onde todos que</p><p>compõem a escola lutam juntos de forma descentralizada por um objetivo comum: o</p><p>melhor para o desempenho dos alunos, bem como, o oferecimento de uma formação</p><p>básica de qualidade, pautada na busca por indivíduos críticos e capazes de produzir</p><p>conhecimento.</p><p>Desse modo, autores como Paro, Libâneo e Luck apresentam argumentos</p><p>significativos para que esse modelo de gestão seja utilizado, ao mesmo passo que</p><p>rejeitam certos conceitos errôneos de gestão participativa, onde a participação é</p><p>meramente superficial, para eles trata-se de uma prática real e ativa.</p><p>Se faz necessário o que as pessoas lutem por uma real participação no ambiente</p><p>escolar, talvez assim, um dia seja possível ver a escola como um espaço de construção</p><p>do saber e de crescimento educacional.</p><p>PALAVRAS-CHAVES: Gestão Escolar. Gestão Participativa. Educação.</p><p>Aprendizagem.</p><p>1 - INTRODUÇÃO</p><p>O pressuposto metodológico do presente trabalho é de cunho bibliográfico que</p><p>se fundamenta nos escritos, em especial encontrados nas mídias digitais, de</p><p>estudiosos como Libâneo (2008) e Lück (1998) que entendem a gestão escolar numa</p><p>perspectiva inovadora, não apenas em seu caráter administrativo, mas em especial de</p><p>gerir toda uma comunidade pertencente a uma instituição.</p><p>A gestão escolar democrática propicia ao educando condições favoráveis à sua</p><p>aprendizagem e ao seu pleno desenvolvimento enquanto sujeito, pois uma gestão</p><p>pautada na descentralização do poder de um só, e direcionada ao compartilhamento</p><p>deste mesmo poder a todos os atores envolvidos neste processo, que deve ser</p><p>harmonioso, possibilita uma sensação de pertença e corresponsabilidade com o</p><p>processo de ensino-aprendizagem de cada aluno, e estando toda a comunidade</p><p>escolar engajada nesta peleja, junto à pessoa do gestor escolar, que deve ser aquele</p><p>que atrai para si e para a escola indivíduos comprometidos e compromissados com o</p><p>que deles é solicitado, transformem realidades, vidas. Em suma, trata-se de, não só</p><p>construir sólidas pontes entre o aluno e o conhecimento, mas ser a gestão escolar</p><p>esta ponte, este elo.</p><p>Analisando o contexto da gestão escolar democrática e a constante</p><p>preocupação com os caminhos que a educação trilhando, buscou-se através desta</p><p>pesquisa analisar de forma aprofundada como é na íntegra o projeto de gestão</p><p>democrática nas escolas públicas, a fim de verificar o papel de cada um dos</p><p>segmentos envolvidos, na construção e no direcionamento das ações educativas da</p><p>escola. Por se tratar de democrática, a escola deve se mostrar aberta, flexível,</p><p>participativa, tornando se um espaço propício à socialização e interação com a</p><p>comunidade escolar, com profissionais que sejam comprometidos com a educação,</p><p>com a família e com alunos que são valorizados e estimulados a aprender. A</p><p>possibilidade de participar das decisões tomadas na escola é muito relevante para o</p><p>desenvolvimento do aluno que é o sujeito aprendiz. Isso porque o aluno não aprende</p><p>somente na sala de aula, mas na escola como um todo, através da maneira como a</p><p>mesma é organizada e como funciona, pelas ações que promove, pelos</p><p>relacionamentos interpessoais dentro da escola e como a mesma relaciona-se com a</p><p>comunidade.</p><p>Desta forma uma educação de qualidade não é resultado de ações isoladas,</p><p>mas sim do conjunto das relações dos fatores externos e internos existentes no</p><p>espaço escolar, e da forma como essas relações estão organizadas. Porém essa não</p><p>é uma tarefa fácil, pois essa nova concepção de gestão exige do gestor qualificação</p><p>de liderança voltada para o sucesso do processo de desenvolvimento humano e a</p><p>formação da cidadania, por meio de organização, mobilização e articulação de todas</p><p>as condições humanas.</p><p>2 – DESENVOLVIMENTO</p><p>O ambiente escolar, é um espaço social que resulta da interação de agentes,</p><p>com a comunidade escolar e local. Toda pessoa tem sua marca cultural independente</p><p>da vida escolar. Essa marca cultural exige um trabalho de articulação e integração por</p><p>parte da equipe gestora. A gestão de pessoas diante desta multiplicidade de culturas,</p><p>permite que grandes oportunidades de crescimento surjam para todos, focados</p><p>resolução de problemas.</p><p>Segundo o autor Hora (2012) “A possibilidade de uma ação administrativa na</p><p>perspectiva de construção coletiva exige a participação de toda a comunidade escolar</p><p>nas decisões do processo educativo, o que resultará na democratização das relações</p><p>que se desenvolvem na escola, contribuindo para o aperfeiçoamento administrativo-</p><p>pedagógico”.</p><p>Uma gestão participativa possibilita melhores resultados. Um gestor</p><p>participativo compartilha ideias, realiza treinamentos, busca nas pessoas elementos</p><p>chaves para melhorar habilidades, com intuito de conhecer sua equipe. A gestão de</p><p>pessoa em articulação com a comunidade escolar e local deve ter foco no trabalho</p><p>coletivo, criar meios de trabalho que envolva a participação e envolvimento</p><p>democrático de todos, seja na tomada de decisão, ou na criação de projetos,</p><p>permitindo assim qualidade no sistema operacional, para alunos, professores, pais,</p><p>com visão nos funcionários em geral.</p><p>2.1-Contextualização Histórica da Gestão Democrática Escolar</p><p>Com Constituição Federal é que surge inicialmente nas escolas os princípios</p><p>democráticos e de participação coletiva, sendo que mais tarde com lei de Diretrizes e</p><p>Bases para a Educação Nacional que apresenta flexibilidade, ao defender a gestão</p><p>democrática como princípio básico para o bom funcionamento do ensino público</p><p>brasileiro. Em relação a isso, Martins (2010, p.312) afirma que o foco da discussão era</p><p>transformar a escola pública em um espaço mais participativo e de efervescência</p><p>cognitiva, isto é, o de como amplificar o olhar para o espaço abrangente que a escola</p><p>ocupa e, ao mesmo tempo, direcionar a atenção para o interior da instituição e suas</p><p>relações. Podemos também refletir acerca da observação que Hora, faz de que:</p><p>O fazer democrático no interior da escola realiza-se pela</p><p>transformação das práticas sociais que ali se constroem, tendo</p><p>como foco a necessidade de ampliar os esforços de participação</p><p>e de debates, preservando as diferenças de interesse entre os</p><p>diversos sujeitos e grupos em interação, criando condições</p><p>concretas para a participação autônoma dos segmentos,</p><p>viabilizando, nesse processo, horizontalidade das relações de</p><p>força entre eles (2007b, p.31)</p><p>Também sobre essa concepção, Lück (2001, p.15) afirma que nas escolas e</p><p>nos sistemas de ensino, o conceito de gestão</p><p>participativa envolve, além dos</p><p>professores e outros funcionários, os pais, os alunos e qualquer outro representante</p><p>da comunidade que esteja interessado na escola e na melhoria do processo</p><p>pedagógico. Considerando ainda que a abordagem participativa na gestão escolar</p><p>demanda maior participação de todos os interessados no processo decisório da</p><p>escola, envolvendo-os também na realização das múltiplas tarefas de gestão. A gestão</p><p>democrática não é um processo espontâneo e fácil, pois as relações de poder poderão</p><p>impedir a evolução do processo, sendo necessário que o permanente esforço humano</p><p>seja coletivo e realizado em função de decisões de grupos e não indivíduos,</p><p>acrescenta, Hora, (2007, p.34).</p><p>Diante do exposto acima podemos afirmar e compreender que a gestão</p><p>democrática é na verdade um processo político onde os envolvidos que atuam na</p><p>escola têm como função identificar problemas, discutir estratégias, e assim planejar</p><p>ações de ensino aprendizagem, a fim de acompanhar as práticas pedagógicas</p><p>realizadas, observando os resultados com a intenção de avaliar o conjunto das ações</p><p>desenvolvidas pela escola. Porém é preciso lembrar que no atual contexto brasileiro</p><p>observamos que a democracia, ainda é um direito que não é totalmente respeitado,</p><p>em especial no que se tange a área da educação. Apesar de estar regulamentada</p><p>através de leis e normas escolares, que deixam bem claro que a gestão escolar deve</p><p>ser democrática, a educação em nosso país ainda experimenta uma ditadura</p><p>disfarçada. Sendo assim embora sejam notórios os avanços no processo de</p><p>implantação da gestão democrática, precisamos ter clareza o grande caminho que</p><p>deveremos percorrer, visto que esse processo envolve interesse distintas classes</p><p>cada uma com sua particularidade, então é necessário que seja uma luta coletiva para</p><p>assim tornar a escola realmente democrática capaz de desenvolver uma educação de</p><p>qualidade. A gestão escolar não pode ser fragmentada onde cada um se</p><p>responsabiliza apenas com a sua função, desconhecendo as demais dimensões da</p><p>escola, a gestão democrática enfatiza a participação de todos os componentes da</p><p>escola no processo educativo. Libâneo afirma que:</p><p>Na maior parte das vezes, a realidade das escolas ainda é de</p><p>isolamento do professor. Sua responsabilidade começa e</p><p>termina em sala de aula. A mudança dessa situação pode</p><p>ocorrer pela adoção de práticas participativas, em que os</p><p>professores aprendam nas situações de trabalho, compartilhem</p><p>com os colegas, conhecimentos, metodologias e dificuldades,</p><p>discutam e tomem decisões sobre o projeto pedagógico</p><p>curricular, sobre o currículo, sobre as relações sociais internas,</p><p>sobre as práticas de avaliação. (2007, p. 308).</p><p>2.2- Organização da Escola e a Nova Concepção de Gestão</p><p>As políticas públicas educacionais traçadas na atualidade têm enfatizado a</p><p>necessidade de aumento de nível de escolaridade da população, a melhoria da</p><p>qualidade de ensino oferecida, bem como a busca de garantias de acesso e</p><p>permanência dos alunos nas escolas da rede pública e a democratização da gestão</p><p>escolar. Esses fatores implicam uma nova forma de pensar e fazer escola, uma vez</p><p>que essa exerce uma grande influência na formação do sujeito e na sua relação com</p><p>a sociedade na qual está inserido.</p><p>Assim sendo e escola tem recebido um chamado para rever a sua organização,</p><p>sua estrutura e funcionamento no sentido de cumprir o seu papel na sociedade; papel</p><p>que não se limita apenas ao ensinar os conteúdos curriculares básicos, mas oferecer</p><p>instrumentos críticos para o educando compreender as relações sociais. Faz-se</p><p>necessário que a escola seja pautada em valores e princípios que propiciem ao</p><p>educando a sua real participação na sociedade, conscientes que esta é feita por eles.</p><p>Considerar o aluno como foco de sua situação implica transformações na</p><p>maneira como a escola é gerida. Essa deve transformar-se em organização</p><p>preocupada com efetividade do processo de ensino e aprendizagem, com a gestão,</p><p>com o ambiente escolar, com os recursos humanos e com o envolvimento dos pais e</p><p>da comunidade.</p><p>A escola atual deve questionar o seu papel com instituição numa sociedade</p><p>pós-moderna e pós-industrial, caracterizada pela globalização da economia, das</p><p>comunicações, da educação e da cultura. Nessa sociedade cresce e reivindicação</p><p>pela participação e autonomia contra toda forma de uniformização e do desejo de</p><p>afirmação da singularidade de cada região, de cada língua etc.</p><p>A autonomia da unidade escolar tem sido defendida por educadores como</p><p>condição necessária para a melhoria do ensino e, mesmo, para que haja verdadeira</p><p>educação. Esse capítulo aborda a importância da autonomia e da participação na</p><p>implantação da gestão democrática apresentando alguns dos mecanismos</p><p>fundamentais, nas práticas organizacionais, para a constituição de escolas voltadas</p><p>para a qualidade de ensino e a democratização do sistema escolar.</p><p>De acordo então com Luce (2006, p.182)</p><p>Para que a escola seja de fato este local que contribui</p><p>para o avanço profissional do educador, deve-se contar</p><p>com um a direção que promova o intercâmbio entre os</p><p>educadores e torne a escola um ambiente socializador</p><p>sejam do saber e do fazer. Que as reuniões pedagógicas</p><p>aconteçam e sejam o momento em que os docentes</p><p>possam compartilhar suas pesquisas e descobertas.</p><p>2.3- Elaboração do Projeto Político Pedagógico da Escola</p><p>O processo de gestão da escola deve estar baseado no seu Projeto</p><p>Pedagógico. O processo democrático e resultado da ação coletiva. Tal processo</p><p>implica discutir a participação da comunidade escolar na definição de suas políticas e</p><p>de seus projetos educacionais. O Projeto Político Pedagógico da Escola ou Proposta</p><p>Pedagógica tem como objetivo permitir que cada escola seja uma escola eficaz, uma</p><p>vez que exige para sua elaboração, uma reflexão sobre o ensino que oferece e a</p><p>aprendizagem dos alunos: o que ensinar, como ensinar e como avaliar para que os</p><p>alunos aprendam, devendo expressar o compromisso com a aprendizagem dos seus</p><p>educandos.</p><p>Assim, as escolas precisam definir o seu papel social, cultural e educacional na</p><p>sua Proposta Pedagógica, estabelecendo os objetivos gerais com a finalidade da</p><p>educação escolar, traçando seu próprio caminho educativo, de acordo com seu</p><p>contexto e sua realidade.</p><p>Cabe ao gestor coordenar e elaboração e implantação da Proposta Pedagógica</p><p>da escola, articulando-a com o previsto no Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE),</p><p>pois deve partir das informações e reflexões presentes no mesmo em relação aos</p><p>problemas de aprendizagem dos alunos, da organização curricular, da metodologia</p><p>de ensino, do processo de avaliação, dentre outros aspectos da práxis escolar.</p><p>A elaboração da Proposta Pedagógica deve ser feita em conjunto com a equipe</p><p>pedagógica, pois deve refletir a sua concepção de aprendizagem e de educação, o</p><p>que requer dos professores conhecimento e reflexão acerca dos referenciais</p><p>curriculares (LDB, Parâmetros Curriculares Nacional, Diretriz Curricular do sistema de</p><p>ensino a que a escola está ligada), bem como sobre questões de inclusão - nos seus</p><p>diversos aspectos - avaliação e metodologia entre outros pontos.</p><p>Portanto, para ser fundamentada, a elaboração da Proposta Pedagógica requer</p><p>uma gama de conhecimentos da equipe pedagógica que deve vê-la como um</p><p>momento de troca de aprendizagem entre o grupo para que a escola possa progredir</p><p>e melhorar cada vez mais.</p><p>Observando a importância do aspecto participativo na elaboração e implementação</p><p>do PPP, Veiga entende que nesses momentos é que se possibilita a provocação de uma</p><p>participação democrática no interior da escola ao afirmar que.</p><p>O projeto pedagógico, ao se constituir em processo</p><p>participativos decisões, preocupa-se em instaurar uma forma de</p><p>organização do trabalho pedagógico que desvele os conflitos</p><p>e</p><p>as contradições, buscando eliminar as relações competitivas,</p><p>corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mando</p><p>pessoal e racionalizado da burocracia e permitindo as relações</p><p>horizontais na escola. (1998, p. 13)</p><p>3 – METODOLOGIA</p><p>Na construção do presente trabalho optou-se e por realizar pesquisa qualitativa</p><p>através de livros, revistas e artigos. Utilizou-se como base teórica escritores que tem</p><p>uma visão aprofundada em relação à importância de um olhar amplo no contexto de</p><p>uma gestão escolar. Foi escolhido se aprofundar nesse tema com o objetivo de refletir</p><p>sobre os desafios que envolvem esse processo</p><p>Esse estudo tem como foco conhecer o projeto de gestão democrático escolar,</p><p>como acontece sua implementação quais as intenções, seus objetivos e aspirações,</p><p>tendo em vista que a mesma proporcione um processo de escolarização que atenda</p><p>a todos envolvidos da escola, sendo que é através da autonomia que se constrói uma</p><p>gestão democrática.</p><p>Na perspectiva do presente trabalho, observa-se que atualmente, a</p><p>globalização, os desenvolvimentos sociais e tecnológicos estão mudando a</p><p>abordagem da gestão no ambiente escolar. Pontos de vista diferenciados, e a partir</p><p>disso mudança de estratégias e metodologias tem feito parte desse processo, desde</p><p>a forma de se trabalhar com os funcionários, com as famílias da comunidade escolar.</p><p>Essa transformação não mudou a ideia de que os gestores são responsáveis pelo</p><p>sucesso ou fracasso na realização dos objetivos das organizações. Isso aumenta ainda</p><p>a importância de ser um administrador de qualidade em uma instituição.</p><p>Os gestores começaram a sentir a necessidade de adotar o conceito de uma</p><p>gestão democráticos, que eles têm em sua vida, como ser valorizados, participar de</p><p>decisões, ter direito de expor suas ideias e participar em seus locais de trabalho, e</p><p>exigir isso da administração. Nesse sentido consequentemente, os gestores como</p><p>líderes democráticos, devem atender a essas expectativas.</p><p>4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A gestão democrática escolar é um grande avanço dentro do processo de</p><p>democratização do ensino, sendo a escola um ambiente privilegiado de</p><p>aprendizagens e convivência social, sendo importante espaço para a formação de</p><p>sujeitos capazes e reflexivos.</p><p>Ao longo da presente pesquisa foi construída uma discussão que tinha como</p><p>objetivos principais compreender em qual contexto surge a gestão democrática,</p><p>apresentar os instrumentos institucionais que permitem sua implementação na escola.</p><p>Para o alcance dos objetivos propostos realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre</p><p>o assunto, na qual se recupera e se avalia criticamente as análises e conclusões de</p><p>alguns trabalhos de autores importantes na área. Como discorrido ao da pesquisa, à</p><p>escola precisa desenvolver práticas e situações em que haja a participação ativa de</p><p>todos os envolvidos no processo ensino de aprendizagem, dando margem para que</p><p>profissionais da educação, alunos, pais e toda comunidade local e escolar sejam</p><p>envolvidos nas decisões e situações em que os rumos da escola e da educação sejam</p><p>traçados.</p><p>As bases para a gestão democrática escolar foram instituídas pela Constituição</p><p>de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Cada um desses instrumentos</p><p>normativos, ao seu modo, garante espaços para maior participação da comunidade</p><p>escolar nos rumos da escola, responsabilizando todos esses atores pelas decisões,</p><p>bem como pelos eventuais resultados obtidos.</p><p>Diante do exposto, e de modo a concluir essa pesquisa, acredita-se que uma</p><p>gestão democrática escolar se apresenta considerável e necessária para que se</p><p>consiga uma escola de qualidade, pois, apesar dos desafios a serem enfrentados pelo</p><p>gestor e seus demais integrantes é um caminho possível e viável para construirmos</p><p>uma sociedade mais comprometida, igualitária e crítica. Vale ressalta que discutir a</p><p>gestão democrática escolar nos proporciona abordar um tema muito amplo, explorar</p><p>um terreno muito fértil em informações. Porém com bases na pesquisa podemos</p><p>concluir também que o grande desafio da gestão democrática escolar é fazer com</p><p>que de fato os conselhos escolares funcionem como forma de garantir a participação</p><p>da comunidade escolar e local na administração escolar, para que esta seja de fato</p><p>uma gestão democrática.</p><p>5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>LUCK, Heloisa. Perspectivas da gestão escolar e implicações quanto à formação de</p><p>seus gestores. Em Aberto, Brasília, v. 17, n. 72, p. 11-33, fev./jun. 2000</p><p>HORA, Dinair Leal da. Gestão democrática na escola: artes e ofícios da participação</p><p>coletiva.14. ed. Campinas: Papirus, 2007a.</p><p>LUCE, M. B; MEDEIROS, I. (Org.) Gestão escolar Democrática: concepções e</p><p>vivências. Porto Alegre: UF RGS, 2006.</p><p>OLIVEIRA, D. A. (Org.). Gestão demo crática da educação: desafios</p><p>contemporâneos. Petrópolis: Vozes, 1997.</p><p>BRASIL. Programa Nacional de fortalecimento dos conselhos escolares.</p><p>Ministério da Educação. Secretaria de educação Básica. Brasília, 2004, v.1.</p><p>LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão escolar: teor ia e prática. 4. ed. Goiânia:</p><p>Ed i tora alternativa, 200.</p><p>GADOTTI, Moacir; ROMÂO, Jos é E. (Org.) Autonomia da Escola: princípios e</p><p>propostas. 6ª ed. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2004. RIBAS JR., Fabio.</p><p>Gestão educacional e qualidade da escola pública.</p><p>VASCONCELOS, C. Projeto político-pedagógico: o planejamento como instrumento</p><p>de transformação. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DOS EXPOENTES</p><p>NAEDUCAÇÃO, 2. Livro do Congresso. Curitiba, 2002.</p>