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<p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>1</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>2</p><p>Parabéns por ter dado esse passo importante na sua preparação, meu amigo(a). Temos</p><p>TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua</p><p>aprovação.</p><p>Você está tendo acesso agora à Rodada 02. As outras 04 rodadas serão disponibilizadas</p><p>na sua área de membros conforme o cronograma abaixo:</p><p>Material Data</p><p>Rodada 01 Disponível Imediatamente</p><p>Rodada 02 Disponível Imediatamente</p><p>Rodada 03 16/02</p><p>Rodada 04 23/02</p><p>Rodada 05 02/03</p><p>Rodada 06 09/03</p><p>Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS</p><p>RODADAS já disponíveis, independente da data de compra.</p><p>Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois,</p><p>muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode, infelizmente, custar inúmeras posições no</p><p>resultado final.</p><p>Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO.</p><p>Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada</p><p>uma das dicas.</p><p>Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas</p><p>para: atendimento@pensarconcursos.com</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>3</p><p>ÍNDICE</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA ..................................................................................................... 4</p><p>CONTABILIDADE GERAL ............................................................................................... 14</p><p>ESTATÍSTICA ....................................................................................................................... 18</p><p>LEGISLAÇÃO ESPECIAL ................................................................................................. 20</p><p>NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ........................................................... 28</p><p>NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL ............................................................ 37</p><p>NOÇÕES DE DIREITO PENAL ...................................................................................... 46</p><p>NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL ....................................................... 54</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO ..................................................................................................... 61</p><p>INFORMÁTICA .................................................................................................................... 63</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>4</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>DICA 01</p><p>*Derivados de TER/VIR → recebem acento agudo no singular e circunflexo no plural:</p><p>Ele detém Ele obtém Ele intervém</p><p>Eles detêm Eles obtêm Eles intervêm</p><p>*crer, dar, ler, ver e derivados perderam o acento gráfico no plural:</p><p>Ele crê Ele vê</p><p>Eles creem Eles veem</p><p>DICA 02</p><p>ALGUNS CASOS - USO DO HÍFEN</p><p>1. Prefixo + vogal idêntica → COM HÍFEN. Ex.: anti-inflamatório, micro-ondas.</p><p>2. Prefixo + vogal distinta → JUNTO. Ex.: autoestima, antiaéreo.</p><p>3. CO/RE + vogal idêntica ou distinta → JUNTO. Ex.: coexistência, coordenar, reavaliar,</p><p>reescrever.</p><p>4. SUPER</p><p>HIPER H/R → COM HÍFEN. Ex.: Inter-racial, Super-Homem.</p><p>INTER</p><p>5. CONTRA H/A → COM HÍFEN. Ex.: Contra-ataque.</p><p>6. SUB/SOB + H/B/R → COM HÍFEN. Ex.: sob-roda, sub-reino.</p><p>7. RECÉM</p><p>AQUÉM SEMPRE COM HÍFEN! Ex.: recém-casado, além-mar.</p><p>ALÉM</p><p>BEM</p><p>8. PREFIXO + RADICAL INICIADO POR R → DUPLICA-SE O R! Ex.: corréu,</p><p>contrarrazões.</p><p>9. PREFIXO + RADICAL INICIADO POR S → DUPLICA-SE O S! Ex.: ultrassom, minissaia.</p><p>10. CIRCUM/PAN + VOGAL, M ou N → COM HÍFEN! Ex.: pan-americano, circum-navegação.</p><p>11. Dias da semana e espécies de animais e plantas MANTIVERAM O HÍFEN. Ex.: bem-</p><p>me-quer, bem-te-vi, segunda-feira.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>5</p><p>DICA 03</p><p>ATENÇÃO! Se a palavra seguinte começar COM R OU S, terá que DOBRAR A LETRA e</p><p>NÃO COLOCAR HÍFEN!</p><p>Ex.: autorretrato, autossuficiente, antissocial...</p><p>DICA 04</p><p>SUBSTANTIVO NOMEIAM lugares, objetos, pessoas,</p><p>animais, ações, estados ou qualidades</p><p>tomadas como seres (ex.: bondade,</p><p>feiura).</p><p>ADJETIVOS</p><p>MODIFICA o substantivo. Exprime modo</p><p>de ser, aparência ou qualidade.</p><p>ARTIGOS</p><p>DETERMINA OU GENERALIZA o</p><p>substantivo. Indicando-lhe o gênero e o</p><p>número.</p><p>NUMERAIS</p><p>ENUMERAM, ordenam as coisas.</p><p>PRONOMES</p><p>ACOMPANHAM ou SUBSTITUEM os</p><p>nomes.</p><p>VERBOS</p><p>Expressam AÇÃO, ESTADOS OU</p><p>FENÔMENOS.</p><p>ADVÉRVIOS</p><p>MODIFICAM verbos, adjetivos ou outros</p><p>advérbios.</p><p>PALAVRAS DENOTATIVAS</p><p>ALTERAM o sentido de uma outra palavra</p><p>ou da oração.</p><p>PREPOSIÇÕES</p><p>LIGAM dois termos da oração,</p><p>subordinando-os. É palavra INVARIÁVEL.</p><p>CONJUNÇÕES</p><p>UNEM termos de uma oração ou orações.</p><p>É palavra INVARIÁVEL. Podem ser</p><p>coordenativas ou subordinativas.</p><p>INTERJEIÇÕES</p><p>EXPRIMEM emoção, sensação, estado de</p><p>espírito. É palavra INVARIÁVEL. Ex.:</p><p>Viva! Uau! Nossa! (“frases resumidas”)</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>6</p><p>DICA 05</p><p>ADVERBIALIZAÇÃO DO ADJETIVO</p><p>- Nada mais é do que tornar um adjetivo em advérbio sem o sufixo “mente”.</p><p>Ex.: Ela fala rápido. (rápido é adjetivo, mas na frase é advérbio, pois exprime o modo como</p><p>ela fala)</p><p>QUESTÃO CESPE PARA ILUSTRAR!</p><p>Em prova... (CESPE/AGU/TÉCNICO). Os norte-americanos, com todos os problemas de</p><p>suas finanças, mantêm a dianteira nos investimentos em desenvolvimento tecnológico: no</p><p>governo Obama, decidiram recuperar a autonomia energética, investindo pesadamente no</p><p>desenvolvimento de novas modalidades de energia. P: O vocábulo pesado pode ser</p><p>empregado no lugar de “pesadamente”, sem que isso acarrete prejuízo ao sentido</p><p>e à correção gramatical. R: CORRETO, justifica-se pela adverbialização do adjetivo.</p><p>DICA 06</p><p>COLOCAÇÃO PRONOMINAL</p><p>Próclise</p><p>Pronome oblíquo átono ANTES DO</p><p>VERBO. Ex.: Sempre o admirei.</p><p>Mesóclise</p><p>Pronome oblíquo átono no MEIO DO</p><p>VERBO. Ex.: Mostrar-lhe-ei todos os</p><p>animais. Ex.2: Contar-lhe-ia tudo.</p><p>É USADA NO FUTURO DO</p><p>PRESENTE E NO FUTURO DO</p><p>PRETÉRITO! DICA: “EI” e “IA”.</p><p>APENAS NESSES DOIS TEMPOS</p><p>VERBAIS.</p><p>Ênclise</p><p>Pronome oblíquo átono DEPOIS DO</p><p>VERBO. Ex.: Diga-me tudo.</p><p>DICA 07</p><p>USO OBRIGATÓRIO DA PRÓCLISE</p><p>Sentido Negativo: Ele não se</p><p>importa com a mãe.</p><p>Advérbios: Ele sempre nos</p><p>prejudicou.</p><p>Pronomes Demonstrativos</p><p>neutros: Aquilo me comoveu muito.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>7</p><p>PALAVRAS ATRATIVAS Pronomes Indefinidos. Ex.: Tudo</p><p>se acaba nesse mundo.</p><p>Pronomes Relativos. Ex.: Guarda a</p><p>rosa que te dei.</p><p>Conjunções Subordinadas. Ex.:</p><p>Quando se aborreceu saiu.</p><p>Conjunção coordenada aditiva</p><p>“mas também”. Ex.: Não só falou</p><p>alto mas também me xingou muito.</p><p>Conjunções coordenadas</p><p>alternativas. Ex.: Ora se irrita, ora</p><p>se espanta.</p><p>QUEREM UMA QUESTÃO FRESQUINHAS DA BANCA CESPE?!</p><p>(Ano: 2020 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Ministério da Economia Provas: CESPE /</p><p>CEBRASPE - 2020 - Ministério da Economia - Tecnologia da Informação - Segurança da</p><p>Informação e Proteção de Dados)</p><p>...</p><p>(...) “espaço” é o que se pode percorrer em certo tempo, e que “tempo” é o que se precisa</p><p>para percorrê-lo.</p><p>QUESTÃO: A próclise observada em “se pode</p><p>limitações pois o Constituinte</p><p>Originário previu, expressamente, que a durante a vigência do estado de sítio o direito de</p><p>locomoção sofrerá restrições e direito de reunião será suspenso. Neste sentido, o</p><p>art.139, I, II e IV, da Constituição Federal.</p><p>''Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. 137, I, só</p><p>poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas:</p><p>I - obrigação de permanência em localidade determinada;</p><p>II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns;</p><p>IV - suspensão da liberdade de reunião''.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>39</p><p>DICA 90</p><p>O direito à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem encontra-</p><p>se estampado pelo art.5º, X, da Constituição Federal:</p><p>''Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se</p><p>aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à</p><p>liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:</p><p>X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,</p><p>assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua</p><p>violação''.</p><p>A doutrina autorizada entende que a proteção deste dispositivo constitucional ''refere-se a</p><p>pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas, abrangendo, inclusive, à necessária</p><p>proteção à própria imagem frente aos meios de comunicação em massa (televisão, rádio,</p><p>jornais, revistas etc.) (DE MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. Atlas.p.62).</p><p>Assim sendo, as pessoas jurídicas, por exemplo, poderão ter sua honra objetiva abalada em</p><p>razão de protesto indevido de título cambial, podendo neste caso, requerer indenização pelo</p><p>dano extra-patrimonial causado à sua imagem.</p><p>Vai neste sentido, a súmula 227 do STJ:</p><p>Súmula 227: A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.</p><p>DICA 91</p><p>"Não obstante, em determinadas circunstâncias, caso o cumprimento do mandado judicial,</p><p>iniciado no período diurno, ultrapasse o limite constitucional como na hipótese de uma</p><p>ação de grande complexidade concluída logo após anoitecer não será razoável considerar</p><p>as provas obtidas como sendo ilícitas. A admissibilidade do prolongamento da ação após o</p><p>ocaso (desaparecimento do sol no horizonte) deve ser analisada de acordo com as</p><p>circunstâncias do caso concreto."</p><p>(NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. 3ed. São Paulo: Método, 2009. p. 411).</p><p>DICA 92</p><p>É INVIOLÁVEL o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e</p><p>das comunicações telefônicas (a REGRA é o sigilo).</p><p>↳ EXCEÇÃO</p><p>↦ Sigilo das COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS: A QUEBRA será PERMITIDA</p><p>(por ORDEM JUDICIAL) nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de</p><p>INVESTIGAÇÃO CRIMINAL ou INSTRUÇÃO PROCESSUAL PENAL.</p><p>DICA 93</p><p>O Estado de Direito é o Estado submetido ao império da Lei, votada em um parlamento,</p><p>com representantes eleitos ou não. É o Estado submetido à vontade da norma e não do</p><p>governante. Por isso, se diz que o princípio da legalidade para o Poder Público é mais restrito</p><p>do que o princípio da legalidade em geral, para o cidadão (art. 5º, II, CF):</p><p>Art. 5º.....</p><p>II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>40</p><p>Diz-se que a Administração, além de não poder atuar contra a lei ou além da lei, somente</p><p>pode agir segundo a lei (a atividade administrativa não pode ser contra legem nem praeter</p><p>legem, mas apenas secundum legem).</p><p>Os atos eventualmente praticados em desobediência a tais parâmetros são atos inválidos e</p><p>podem ter sua invalidade decretada pela própria Administração que o haja editado ou pelo</p><p>Poder Judiciário.</p><p>Já o Estado Democrático de Direito é aquele no qual os verdadeiros detentores do Poder</p><p>Político são os cidadãos, os eleitores que elegem os representantes que irão estabelecer o</p><p>Direito ao qual o Estado e seus Poderes deverão se submeter. Representa a necessidade de</p><p>se providenciar mecanismos de apuração e de efetivação da vontade do povo nas decisões</p><p>políticas fundamentais do Estado, conciliando uma democracia representativa, pluralista</p><p>e livre, com uma democracia participativa efetiva.</p><p>DICA 94</p><p>Os direitos fundamentais são normas de conteúdo declaratório, ou seja, os direitos</p><p>fundamentais são os bens protegidos constitucionalmente.</p><p>Enquanto as garantias são meios que têm como objetivo assegurar (proteger/tutelar)</p><p>o exercício desses direitos.</p><p>Como exemplos de direitos fundamentais podemos citar o direito à vida, à propriedade, à</p><p>informação, entre outros. Em relação as garantias fundamentais, citamos como exemplo o</p><p>mandado de segurança, o habeas data e o habeas corpus, que são instrumentos utilizados</p><p>para garantir o exercício dos direitos fundamentais.</p><p>DICA 95</p><p>Diferença entre o princípio da legalidade e o princípio da reserva legal.</p><p>O princípio da legalidade se apresenta quando a Carta Magna utiliza a palavra “lei” em</p><p>um sentido mais amplo, abrangendo não somente a lei em sentido estrito, mas todo e</p><p>qualquer ato normativo estatal (incluindo atos infralegais) que obedeça às formalidades que</p><p>lhe são próprias e contenha uma regra jurídica.</p><p>Já o princípio da reserva legal é evidenciado quando a Constituição exige expressamente</p><p>que determinada matéria seja regulada por lei formal ou atos com força de lei (como</p><p>decretos autônomos, por exemplo). O vocábulo "lei" é, aqui, usado em sentido mais restrito.</p><p>A reserva legal pode ser classificada como absoluta ou relativa.</p><p>Na reserva legal absoluta, a norma constitucional exige, para sua integral</p><p>regulamentação, a edição de lei formal, entendida como ato normativo emanado do</p><p>Congresso Nacional e elaborado de acordo com o processo legislativo previsto pela</p><p>Constituição.</p><p>Na reserva legal relativa, por sua vez, apesar de a Constituição exigir lei formal, esta</p><p>permite que a lei fixe apenas parâmetros de atuação para o órgão administrativo, que</p><p>poderá complementá-la por ato infralegal, respeitados os limites estabelecidos pela</p><p>legislação.</p><p>A doutrina também afirma que a reserva legal pode ser classificada como simples ou</p><p>qualificada.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>41</p><p>A reserva legal simples é aquela que exige lei formal para dispor sobre determinada</p><p>matéria, mas não especifica qual o conteúdo ou a finalidade do ato. Haverá, portanto,</p><p>maior liberdade para o legislador.</p><p>A reserva legal qualificada, por sua vez, além de exigir lei formal para dispor sobre</p><p>determinada matéria, já define, previamente, o conteúdo da lei e a finalidade do ato.</p><p>DICA 96</p><p>O Brasil é um Estado laico ou secular, isto é, que não possui religião oficial. Perceba</p><p>que Estado laico não é o mesmo que Estado ateu, ou que proíbe o exercício de qualquer</p><p>culto, como o eram os regimes totalitários comunistas.</p><p>Estado laico é o Estado que não tem religião oficial, mas que assegura a liberdade de</p><p>crença e de convicção religiosa.</p><p>Estado confessional é o que reconhece determinada denominação religiosa como religião</p><p>oficial do Estado. Estado teocrático é aquele cujas normas políticas, civis e mesmo</p><p>jurídicas são submetidas a regras religiosas, como ocorre em alguns Estados islâmicos.</p><p>O Brasil teve um Estado confessional, por exemplo, até a vigência da Constituição Imperial</p><p>de 1824, que em seu art. 5º, estabelecia:</p><p>Art. 5: A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a religião do Império. Todas</p><p>as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casa para</p><p>isso destinadas, sem fórma alguma exterior de Templo.</p><p>DICA 97</p><p>Com relação às formas de gravação e captação de sons e comunicações, o Prof. Luiz Flávio</p><p>Gomes (Interceptação Telefônica, ed. Revista dos Tribunais) fez a seguinte classificação:</p><p>a) Gravação ambiental: gravação de comunicação ambiente, feita por um dos</p><p>interlocutores sem o conhecimento da outra parte;</p><p>b) Interceptação ambiental: captação de comunicação ambiente, feita por terceiro, sem</p><p>a ciência dos comunicadores.</p><p>c) Escuta ambiental: captação de comunicação ambiente, realizada por terceiro, com o</p><p>conhecimento de um dos comunicadores e sem conhecimento da outra parte;</p><p>d) Gravação telefônica: gravação da comunicação telefônica realizada por um dos</p><p>interlocutores sem o conhecimento do outro;</p><p>f) Interceptação telefônica: também chamada de interceptação em sentido estrito, é a</p><p>captação da comunicação telefônica feita por um terceiro, sem a ciência dos comunicadores;</p><p>e) Escuta telefônica: captação de comunicação telefônica por terceiro, com conhecimento</p><p>de um dos comunicadores, e sem conhecimento da outra parte.</p><p>Todas essas modalidades exigem requisição judicial para sua execução, à exceção da</p><p>escuta ambiental e da gravação telefônica realizadas em defesa própria, e feita por um dos</p><p>interlocutores ou por terceiros, sem conhecimento do outro interlocutor. O Supremo</p><p>Tribunal Federal firmou posicionamento, em sede de repercussão geral, segundo o qual</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>42</p><p>é lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem</p><p>conhecimento do outro (RE 583937 QO-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento</p><p>em 19/11/2009).</p><p>O STF considera como excludente de ilicitude, a gravação feita por um dos interlocutores,</p><p>sem conhecimento do outro, para o exercício de defesa contra chantagem, ameaça ou</p><p>outra prática criminosa a que o interessado esteja submetido. Tal gravação ou</p><p>interceptação poderá ser feita inclusive por terceiro, a pedido do interessado:</p><p>"Ementa: habeas corpus. Prova. Licitude. Gravação de telefonema por interlocutor. É lícita</p><p>a gravação de conversa telefônica feita por um dos interlocutores, ou com sua autorização,</p><p>sem ciência do outro, quando há investida criminosa deste último. É inconsistente e fere o</p><p>senso comum falar-se em violação do direito à privacidade quando interlocutor grava</p><p>diálogo com sequestradores, estelionatários ou qualquer tipo de chantagista. Ordem</p><p>indeferida" (HC 75.338/RJ - Rel. Ministro Nelson Jobim - DJ 25/09/1998).</p><p>DICA 98</p><p>Segundo o STF, a exigência de depósito ou arrolamento prévio de bens e direitos como</p><p>condição de admissibilidade de recurso administrativo constitui obstáculo sério (e</p><p>intransponível, para consideráveis parcelas da população) ao exercício do direito de petição</p><p>(CF, art. 5º, XXXIV), além de caracterizar ofensa ao princípio do contraditório (CF, art. 5º,</p><p>LV). Nesse sentido editou a seguinte Súmula Vinculante:</p><p>Súmula Vinculante 21: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios</p><p>de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.</p><p>Entretanto, de acordo com o STF, o direito de petição não poderá ser utilizado como</p><p>sucedâneo (substituto) da ação penal, o que implicaria usurpação de atribuição institucional</p><p>do Ministério Público, e nem torna apto o interessado a postular em juízo, em nome próprio.</p><p>DICA 99</p><p>“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se</p><p>aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à</p><p>liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos seguintes termos: (...)”</p><p>Interpretação dada pela doutrina e pelo STF ao caput do art. 5º, que reconhece que todas</p><p>as pessoas, inclusive os estrangeiros sem domicílio no Brasil (ou os apátridas), são</p><p>possuidoras de todas as prerrogativas básicas que lhe assegurem a preservação da</p><p>dignidade.</p><p>Fique atento, entretanto, a um detalhe: nem todos os direitos do art. 5º são aplicáveis</p><p>a todas as pessoas. Podemos trazer como exemplo a ação popular, prevista no art. 5º,</p><p>LXXIII, que é uma garantia constitucional que admite como autor apenas os cidadãos</p><p>brasileiros. Portanto, um estrangeiro não poderia manejar essa ação, pois só um cidadão</p><p>(um nacional no exercício dos seus direitos políticos) é legitimado para propor uma ação</p><p>popular.</p><p>DICA 100</p><p>PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS</p><p>Universalidade - Esta característica aponta a existência de um núcleo mínimo de direitos</p><p>que deve estar presente em todo lugar e para todas as pessoas, independentemente da</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>43</p><p>condição jurídica, ou do local onde se encontra o sujeito – uma vez que a mera condição de</p><p>ser humano é suficiente para a titularização desse conjunto básico.</p><p>Historicidade - Os direitos fundamentais são proclamados em certa época, podem</p><p>desaparecer em outras ou serem modificados com o passar do tempo, apresentam-se como</p><p>um corpo de prerrogativas que somente fazem sentido se contextualizadas num</p><p>determinado período histórico.</p><p>Indivisibilidade - Essa característica revela que não podemos compartimentalizar os</p><p>direitos fundamentais, seja na tarefa interpretativa, seja na de aplicação às circunstâncias</p><p>concretas. Isso porque tais direitos formam um sistema harmônico, coerente e indissociável.</p><p>Imprescritibilidade, inalienabilidade - Essa característica nos lembra que os direitos</p><p>fundamentais não são passíveis de alienação, deles não se pode dispor, tampouco</p><p>prescrevem.</p><p>Relatividade - Como todos os direitos são relativos, eventualmente podem ter seu âmbito</p><p>de incidência reduzido e ceder (em prol de outros) em casos concretos específicos. Nestas</p><p>hipóteses, de aparente confronto e incompatibilidade entre os diferentes direitos, caberá ao</p><p>intérprete decidir qual deverá prevalecer, sempre tendo em conta a regra da máxima</p><p>observância dos direitos fundamentais envolvidos, conjugando-a com a sua mínima</p><p>restrição.</p><p>Inviolabilidade - Esta característica confirma a impossibilidade de desrespeito aos direitos</p><p>fundamentais por determinação infraconstitucional ou por atos de autoridade, sob pena de</p><p>responsabilização civil, administrativa e criminal.</p><p>Complementaridade - Direitos fundamentais não são interpretados isoladamente, de</p><p>maneira estanque; ao contrário, devem ser conjugados, reconhecendo-se que compõem</p><p>um sistema único – pensado pelo legislador com o fito de assegurar a máxima proteção ao</p><p>valor “dignidade da pessoa humana”.</p><p>Efetividade - A atuação dos Poderes Públicos deve se pautar (sempre) na necessidade de</p><p>se efetivar os direitos e garantais institucionalizados, inclusive por meio da utilização de</p><p>mecanismos coercitivos, se necessário for.</p><p>DICA 101</p><p>Por não possuírem caráter patrimonial, os direitos fundamentais são considerados</p><p>indisponíveis, vale dizer, insuscetíveis de renúncia absoluta. Contudo, é juridicamente</p><p>permitida ao autor a limitação voluntária ao exercício de certos direitos fundamentais.</p><p>Ex.: em reality shows, os participantes dispõem temporariamente do seu direito à</p><p>intimidade e à vida privada.</p><p>DICA 102</p><p>Caso o brasileiro nato perca a sua nacionalidade pela aquisição voluntária de outra</p><p>nacionalidade, ele estará sujeito à extradição. Perceba que, nesse caso, ele não se</p><p>enquadra mais na condição de brasileiro nato.</p><p>Por sua vez, o brasileiro naturalizado (que é aquele que nasceu estrangeiro e se tornou</p><p>brasileiro), poderá ser extraditado. No entanto, isso somente será possível em duas</p><p>situações:</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>44</p><p>a) no caso de crime comum, praticado antes da naturalização. Perceba que existe,</p><p>aqui, uma limitação temporal. Se o crime comum tiver sido</p><p>cometido após a naturalização,</p><p>o indivíduo não poderá ser extraditado; a extradição somente será possível caso o crime</p><p>seja anterior à aquisição da nacionalidade brasileira pelo indivíduo.</p><p>b) em caso de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e</p><p>drogas afins. Nessa situação, não há qualquer limite temporal. O envolvimento com tráfico</p><p>ilícito de entorpecentes e drogas afins dará ensejo à extradição quer ele tenha ocorrido</p><p>antes ou após a naturalização.</p><p>DICA 103</p><p>Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado: Essa hipótese</p><p>de privação é considerada como sendo de perda dos direitos políticos. Vai atingir apenas</p><p>o brasileiro naturalizado (nunca o nato!) que tenha sido condenado definitivamente por</p><p>uma sentença judicial em razão da prática de atividade nociva ao interesse nacional.</p><p>Como o art. 12, § 4º determina que será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro</p><p>que tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de</p><p>atividade nociva ao interesse nacional, é fácil entender a razão de termos a perda dos</p><p>direitos políticos nesse cenário.</p><p>Se o indivíduo deixa de ser brasileiro, porque sua naturalização foi cancelada, ele passará</p><p>à condição de estrangeiro ou apátrida, perdendo, por isso seus direitos políticos.</p><p>O examinador tentará lhe confundir dizendo que a perda dos direitos políticos neste caso</p><p>pode ser declarada por ato administrativo, todavia ela só pode ser determinada por</p><p>sentença judicial definitiva.</p><p>DICA 104</p><p>São cargos privativos de brasileiro nato, nos termos do art. 12, § 3º, da CF:</p><p>§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:</p><p>I - de Presidente e Vice-Presidente da República;</p><p>II - de Presidente da Câmara dos Deputados;</p><p>III - de Presidente do Senado Federal;</p><p>IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;</p><p>V - da carreira diplomática;</p><p>VI - de oficial das Forças Armadas.</p><p>VII - de Ministro de Estado da Defesa.</p><p>Cuidado. Os cargos de brasileiro nato incluem os oficiais da carreira diplomática. O Ministro</p><p>de Estado das Relações Exteriores não necessariamente será da carreira diplomática,</p><p>pois é de livre nomeação e exoneração pela Presidente da República. Outras pegadinhas</p><p>relativas a esse tópico:</p><p>i) os Ministros do Superior Tribunal Militar não precisam ser todos brasileiros natos,</p><p>mas só aqueles oriundos das Forças Armadas (art. 123, CF);</p><p>ii) o Presidente do Congresso Nacional deve ser brasileiro nato, pois é o Presidente do</p><p>Senado Federal (art. 57, § 5º, CF);</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>45</p><p>iii) O Presidente do Conselho Nacional de Justiça é brasileiro nato, pois é o Presidente do</p><p>STF (art. 103-B, I, CF);</p><p>iv) O Presidente e Vice-Presidente do TSE são brasileiros natos, pois são oriundos do STF</p><p>(art. 119, I, "a", CF);</p><p>DICA 105</p><p>Como regra geral para a outorga da nacionalidade originária, o Brasil adota o critério</p><p>do ius solis, ou critério da territorialidade, admitindo, porém, em algumas situações, o</p><p>critério do ius sanguinis (origem sanguínea).</p><p>BRASILEIRO NATO</p><p>Como regra geral prevista no art. 12, I, o Brasil, país de imigração, adotou o critério do ius</p><p>solis. Essa regra, porém, é atenuada em diversas situações, ou “temperada” por outros</p><p>critérios, como veremos.</p><p>■ ius solis (art. 12, I, “a”): qualquer pessoa que nascer no território brasileiro (República</p><p>Federativa do Brasil), mesmo que seja filho de pais estrangeiros.</p><p>■ ius sanguinis + serviço do Brasil (art. 12, I, “b”): e se o nascimento se der fora do</p><p>Brasil? Serão considerados brasileiros natos os que, mesmo tendo nascido no estrangeiro,</p><p>sejam filhos de pai ou mãe brasileiros e qualquer deles (o pai, a mãe, ou ambos) esteja a</p><p>serviço da República Federativa do Brasil (administração direta ou indireta);</p><p>■ ius sanguinis + registro (art. 12, I, “c”, primeira parte): e se o nascimento não</p><p>ocorrer no Brasil, filhos de pai brasileiro ou de mãe brasileira (natos ou naturalizados) e os</p><p>pais não estiverem a serviço do país? Nesse caso, corrigindo a imperfeição trazida pela ECR</p><p>n. 3/94, a EC n. 54/2007 (fruto de conversão da denominada “PEC dos brasileirinhos</p><p>apátridas”), resgatando a regra anterior, estabeleceu a possibilidade de aquisição da</p><p>nacionalidade brasileira originária pelo simples ato de registro em repartição</p><p>brasileira competente e, assim, resolvendo um grave problema dos apátridas;</p><p>■ ius sanguinis + opção confirmativa (art. 12, I, “c”, segunda parte): outra</p><p>possibilidade de aquisição da nacionalidade brasileira, mantida pela EC n. 54/2007, dá-se</p><p>quando o filho de pai brasileiro ou de mãe brasileira (natos ou naturalizados), que não</p><p>estejam a serviço do Brasil, vier a residir no Brasil e optar, em qualquer tempo, depois de</p><p>atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.</p><p>Trata-se da chamada nacionalidade potestativa, uma vez que a aquisição depende da</p><p>exclusiva vontade do filho.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>46</p><p>NOÇÕES DE DIREITO PENAL</p><p>DICA 106</p><p>FURTO</p><p>Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia MÓVEL:</p><p>Pena - reclusão, de UM A QUATRO ANOS, e multa.</p><p>> EQUIPARA-SE À COISA MÓVEL a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor</p><p>econômico.</p><p>>A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o REPOUSO NOTURNO.</p><p>ATENÇÃO! A doutrina e jurisprudência são pacíficas no sentido de que a causa de</p><p>aumento do repouso noturno é aplicada, INDEPENDENTEMENTE, de o local estar</p><p>habitado e de as vítimas não estarem dormindo.</p><p>>Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a</p><p>pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, OU APLICAR</p><p>SOMENTE A PENA DE MULTA. (FURTO PRIVILEGIADO)</p><p>DICA 107</p><p>FURTO QUALIFICADO</p><p>A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido:</p><p>- com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;</p><p>- com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;</p><p>- com emprego de chave falsa;</p><p>- mediante concurso de duas ou mais pessoas.</p><p>• A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego</p><p>de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum.</p><p>• A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor</p><p>que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior.</p><p>• A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente</p><p>domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da</p><p>subtração.</p><p>• A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de</p><p>substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua</p><p>fabricação, montagem ou emprego.</p><p>DICA 108</p><p>FURTO DE COISA COMUM</p><p>Subtrair o CONDÔMINO, CO-HERDEIRO OU SÓCIO, para si ou para outrem, a quem</p><p>legitimamente a detém, a coisa comum:</p><p>Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>47</p><p>- Somente se procede mediante representação.</p><p>- Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a quota a</p><p>que tem direito o agente.</p><p>DICA 109</p><p>ROUBO PRÓPRIO (Art. 157, "caput", CP)</p><p>Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou</p><p>violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade</p><p>de resistência:</p><p>Pena - reclusão, de QUATRO A DEZ ANOS, e multa.</p><p>DICA 110</p><p>ROUBO IMPRÓPRIO (Art 157, § 1º, CP)</p><p>Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência</p><p>contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a</p><p>detenção da coisa para si ou para terceiro.</p><p>>Nesta</p><p>modalidade, a violência ou grave ameaça é praticada APÓS A SUBTRAÇÃO DA</p><p>COISA, como instrumento de garantir a impunidade do crime ou assegurar o seu</p><p>proveito. Ex.: Paulo subtrai um celular de uma loja, o que até o momento configuraria o</p><p>crime de furto (não houve emprego de violência ou grave ameaça). Ocorre que ao sair do</p><p>estabelecimento é abordado por seguranças e, na tentativa de escapar, os agride e foge</p><p>com o aparelho. Logo, empregou violência, garantindo a detenção do bem e sua</p><p>impunidade.</p><p>DICA 111</p><p>ATENÇÃO PARA ESSA NOVA CAUSA DE AUMENTO DE PENA NO CRIME DE ROUBO –</p><p>LEI 13.964, de 2019 – PACOTE ANTICRIME</p><p>*Se a violência ou grave ameaça é exercida com EMPREGO DE ARMA DE FOGO DE USO</p><p>RESTRITO OU PROIBIDO, aplica-se EM DOBRO a pena prevista no caput do artigo 157,</p><p>CP (Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa).</p><p>DICA 112</p><p>Crime de Extorsão (art.158, CP)</p><p>Caso o agente constranja a vítima,</p><p>porém ela não faz o que foi</p><p>exigido.</p><p>TENTATIVA</p><p>(INFORMATIVO 502, STJ)</p><p>Caso o agente constranja a vítima e</p><p>ela faz o que foi exigido, contudo</p><p>ele não alcança a vantagem</p><p>econômica pretendida.</p><p>CONSUMADO</p><p>Súmula 96, STJ: O crime de extorsão</p><p>consuma-se independentemente da obtenção</p><p>da vantagem indevida.</p><p>Caso o agente constranja a vítima +</p><p>ela faz o que foi exigido + ele</p><p>CONSUMADO</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>48</p><p>alcança a vantagem econômica</p><p>pretendida.</p><p>Consiste em crime FORMAL (de consumação</p><p>antecipada ou resultado cortado). Explique-se:</p><p>A extorsão se consuma no momento em que a</p><p>vítima, após sofrer a violência ou grave</p><p>ameaça, pratica o comportamento desejado</p><p>pelo criminoso. ATENÇÃO! A obtenção da</p><p>vantagem econômica é mero exaurimento</p><p>do delito!</p><p>DICA 113</p><p>ESTELIONATO</p><p>Art. 171, CP - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita (crime material), em</p><p>prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil,</p><p>OU qualquer outro meio fraudulento:</p><p>Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de</p><p>réis.</p><p>→ ELEMENTO SUBJETIVO: Não se pune a forma culposa. Ademais, a regra no CP é o dolo,</p><p>para ser punível de forma culposa deve vir ESCRITO no tipo.</p><p>→ FINALIDADE ESPECIAL DE AGIR: obtenção de vantagem ilícita em detrimento de</p><p>outrem.</p><p>→ ESTELIONATO PRIVILEGIADO: mesma regra do furto: “Se o criminoso é primário, e</p><p>é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de</p><p>detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. ”</p><p>→ ESTELIONATO CONTRA IDOSO (60 anos ou mais): a pena será aplicada em DOBRO.</p><p>DICA 114</p><p>ESTELIONATO E LEI 13.964, de 2019 (PACOTE ANTICRIME)</p><p>→ A ação era pública incondicionada.</p><p>→ NOVA REGRA: Diante da inclusão do §5º no art. 171, as ações PROCEDEM MEDIANTE</p><p>REPRESENTAÇÃO, salvo se a vítima for:</p><p>I - a Administração Pública, direta ou indireta;</p><p>II - criança ou adolescente;</p><p>III - pessoa com deficiência mental; ou</p><p>IV - maior de 70 anos de idade ou incapaz.</p><p>REGRA GERAL (NOVA): AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À</p><p>REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO.</p><p>EXCEÇÕES (incisos I a IV): AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>49</p><p>DICA 115</p><p>APROPRIAÇÃO INDÉBITA</p><p>Art. 168, CP - Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:</p><p>Pena - reclusão, de um a quatro anos, E multa.</p><p>***Aumento de pena</p><p>§ 1º - A pena é AUMENTADA de um terço, quando o agente recebeu a coisa:</p><p>I - em depósito necessário;</p><p>II - na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante,</p><p>testamenteiro ou depositário judicial;</p><p>III - em razão de ofício, emprego ou profissão.</p><p>DICA 116</p><p>APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA</p><p>Art. 168-A, CP. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas</p><p>dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional:</p><p>Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, E multa.</p><p>§ 1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de:</p><p>I – recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência</p><p>social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros</p><p>ou arrecadada do público;</p><p>II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado</p><p>despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de</p><p>serviços;</p><p>III - pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores</p><p>já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social.</p><p>§ 2o É extinta a punibilidade se o agente, ESPONTANEAMENTE, declara, confessa e</p><p>efetua o pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as</p><p>informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou</p><p>regulamento, antes do início da ação fiscal.</p><p>§ 3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena OU aplicar somente a de multa se</p><p>o agente for primário e de bons antecedentes, desde que:</p><p>I – tenha promovido, APÓS O INÍCIO DA AÇÃO FISCAL E ANTES DE OFERECIDA</p><p>A DENÚNCIA, o pagamento da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>50</p><p>II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior</p><p>àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o</p><p>mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais.</p><p>§ 4o A faculdade prevista no § 3o deste artigo não se aplica aos casos de parcelamento</p><p>de contribuições cujo valor, inclusive dos acessórios, seja superior àquele</p><p>estabelecido, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas</p><p>execuções fiscais.</p><p>E JÁ CAIU NA BANCA CESPE!!!</p><p>(Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Polícia Federal Prova: CESPE - 2018 - Polícia</p><p>Federal - Perito Criminal Federal - Área 1)</p><p>“Durante um ano e cinco meses, a empresa L&X recolheu as contribuições previdenciárias</p><p>de seus empregados, mas não as repassou à previdência social, o que caracterizou o crime</p><p>de apropriação indébita previdenciária. Nessa situação, se os representantes legais da</p><p>empresa L&X, espontaneamente, confessarem e efetuarem o pagamento das contribuições</p><p>antes do início da ação fiscal, ficará extinta a punibilidade.” E agora? Matamos a questão!</p><p>ELA ESTÁ CORRETA! JUSTIFICATIVA: art. 168-A, § 2º, do CP.</p><p>DICA 117</p><p>DANO</p><p>Art. 163, CP - DESTRUIR, INUTILIZAR OU DETERIORAR coisa alheia:</p><p>Pena - detenção, de um a seis meses, OU multa.</p><p>DICA 118</p><p>DANO QUALIFICADO</p><p>Art. 163, CP - Parágrafo único - Se o crime é cometido:</p><p>I - com violência à pessoa ou grave ameaça;</p><p>II - com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato não</p><p>constitui crime mais grave</p><p>III - contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município</p><p>ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista</p><p>ou empresa concessionária de serviços públicos;</p><p>IV - por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima:</p><p>Pena - detenção, de seis meses a três anos, E multa, além da pena correspondente</p><p>à violência.***</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>51</p><p>DICA 119</p><p>RECEPTAÇÃO</p><p>Art. 180, CP - Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito</p><p>próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro,</p><p>de boa-fé, a adquira, receba ou oculte:</p><p>Pena - reclusão, de um a quatro anos, E multa.</p><p>E JÁ CAIU NA BANCA CESPE!!!</p><p>(Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Polícia Federal Prova: CESPE</p><p>- 2018 - Polícia</p><p>Federal - Agente de Polícia Federal)</p><p>... Depois de ADQUIRIR um revólver calibre 38, que sabia ser produto de crime, José</p><p>passou a portá-lo municiado, sem autorização e em desacordo com determinação legal. O</p><p>comportamento suspeito de José levou-o a ser abordado em operação policial de rotina.</p><p>Sem a autorização de porte de arma de fogo, José foi conduzido à delegacia, onde foi</p><p>instaurado inquérito policial...</p><p>PERGUNTA: A receptação praticada por José consumou-se a partir do momento em que ele</p><p>adquiriu o armamento. E AÍ?! CORRETOOOOOO! DENTRE OS VERBOS QUE SE</p><p>ENCONTRAM NO TIPO RECEPTAÇÃO ESTÁ O EXPOSTO NA QUESTÃO “ADQUIRIR”!</p><p>ATENTEM-SE AOS VERBOS CONSTANTES NO TIPO PENAL!</p><p>DICA 120</p><p>ESCUSA ABSOLUTÓRIA – Causa pessoal de isenção de pena</p><p>São isentos de pena qualquer um que cometer crime contra o patrimônio em desfavor</p><p>de:</p><p>→ cônjuge, na constância da sociedade conjugal;</p><p>→ ascendente ou descendente.</p><p>NÃO SE APLICA:</p><p>→ se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave</p><p>ameaça ou violência à pessoa;</p><p>→ ao estranho que participa do crime.</p><p>→ se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta)</p><p>anos.</p><p>DICA 121</p><p>Os crimes contra o patrimônio são CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA</p><p>INCONDICIONADA (REGRA). Somente se procede mediante representação, se o</p><p>crime cometido em prejuízo:</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>52</p><p>I - do cônjuge desquitado ou judicialmente separado;</p><p>II - de irmão, legítimo ou ilegítimo;</p><p>III - de tio ou sobrinho, com quem o agente coabita.</p><p>DICA 122</p><p>SÚMULA 567, STJ - Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou</p><p>por existência de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não</p><p>torna impossível a configuração do crime de furto.</p><p>E JÁ CAIU NA BANCA CESPE!!!</p><p>(Ano: 2018 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Polícia Federal Prova: CESPE - 2018 - Polícia</p><p>Federal - Delegado de Polícia Federal)</p><p>... “Sílvio, maior e capaz, entrou em uma loja que vende aparelhos celulares, com o</p><p>propósito de furtar algum aparelho. A loja possui sistema de vigilância eletrônica que</p><p>monitora as ações das pessoas, além de diversos agentes de segurança. Sílvio colocou um</p><p>aparelho no bolso e, ao tentar sair do local, um dos seguranças o deteve e chamou a polícia.</p><p>Nessa situação, está configurado o crime impossível por ineficácia absoluta do meio, uma</p><p>vez que não havia qualquer chance de Sílvio furtar o objeto sem que fosse notado.” AGORA</p><p>NÃO ERRAMOS MAIS! RESPOSTA: ERRADO!</p><p>DICA 123</p><p>VAMOS APROVEITAR E FIXAR O CONCEITO DE CRIME IMPOSSÍVEL!</p><p></p><p>CRIME IMPOSSÍVEL</p><p>Art. 17, CP. Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por</p><p>absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.</p><p>OBS.: O Código Penal brasileiro adotou a TEORIA OBJETIVA TEMPERADA OU</p><p>INTERMEDIÁRIA para a caracterização do crime impossível, em razão da inidoneidade do</p><p>objeto ou do meio para a prática do crime. Logo, a ineficácia do meio e a impropriedade do</p><p>objeto devem ser ABSOLUTAS para que não ocorra punição. Sendo relativas, pune-se o</p><p>delito por tentativa.</p><p>*Meios ou objetos RELATIVAMENTE INIDÔNEOS - CRIME TENTADO.</p><p>*Meios ou objetos ABSOLUTAMENTE INIDÔNEOS - CRIME IMPOSSÍVEL.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>53</p><p>DICA 124</p><p>SÚMULA 582, STJ - CONSUMA-SE O CRIME DE ROUBO com a inversão da posse do</p><p>bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo</p><p>e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada,</p><p>sendo PRESCINDÍVEL a posse mansa e pacífica ou desvigiada.</p><p>DICA 125</p><p>FIQUEM ATENTOS!!!</p><p>*Caso uma pessoa efetue uma ligação clandestina no poste de energia elétrica – o</p><p>conhecido “GATO” COMETEU CRIME DE FURTO MEDIANTE FRAUDE.</p><p>*Caso uma pessoa adultere o medidor de energia, para que não marque corretamente o</p><p>consumo e diminua o seu consumo COMETEU O CRIME DE ESTELIONATO.</p><p>INFORMATIVO 648 DO STJ: Adulterar o sistema de medição da energia</p><p>elétrica para pagar menos que o devido: estelionato (não é furto).</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>54</p><p>NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL</p><p>DICA 126</p><p>TEORIA GERAL DAS PROVAS</p><p>*Segundo o conceito GERAL, a prova é tudo aquilo apresentado ao juiz com objetivo de</p><p>convencê-lo quando do proferimento da sentença.</p><p>*Por sua vez, a doutrina entende que o conceito de prova possui três vertentes:</p><p>a) Ato de provar: É a fase probatória, isto é o procedimento em que se vai</p><p>verificar a exatidão dos fatos alegados para buscar o convencimento do juiz;</p><p>b) Meio de prova: Instrumento utilizado para demonstrar a verdade de algo,</p><p>como a prova testemunhal;</p><p>c) Resultado: O que se extrai do procedimento probatório e que resulta no</p><p>convencimento do juiz.</p><p>*A prova a ser produzida deve ser legítima (formalidades processuais) bem como legal</p><p>(em conformidade com a Lei).</p><p>DICA 127</p><p>SISTEMA DE APRECIAÇÃO DA PROVA</p><p>*O sistema de apreciação de prova adotado no Brasil é o Sistema de Persuasão Racional</p><p>(ou livre convencimento motivado). Neste sistema, o magistrado tem ampla liberdade</p><p>na valoração dos elementos probatórios, que, no entanto, devem ser analisados e</p><p>fundamentados para explicitar a motivação para a sentença de mérito.</p><p>*O sistema de prova tarifada NÃO É ADMITIDO pelo sistema processual brasileiro. Neste,</p><p>há uma hierarquia de provas, em que o valor de cada prova já é predeterminado.</p><p>*Do mesmo modo, o sistema da íntima convicção também NÃO É ADMITIDO, tendo-se</p><p>em vista que o juiz decide de forma livre, não necessitando fundamentar sua decisão e nem</p><p>está adstrito a um critério predefinido de provas. Ou seja, o juiz decide com total liberdade.</p><p>E JÁ CAIU NA BANCA CESPE!!!</p><p>(Ano: 2020 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: PC-SE Prova: CESPE / CEBRASPE - 2020 -</p><p>PC-SE - Delegado de Polícia - Curso de Instrução)</p><p>“O juiz detém discricionariedade quanto à valoração dos elementos probatórios, porém é</p><p>limitado à obrigatoriedade de motivação de sua decisão, com base em dados e critérios</p><p>objetivos.” R: CORRETO!</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>55</p><p>DICA 128</p><p>ESCLARECENDO... PROVA TARIFADA (sistema legal de provas):</p><p>*Trata-se de um sistema hierarquizado, no qual O VALOR DE CADA PROVA JÁ SE</p><p>ENCONTRA PREDEFINIDO. Não existe, assim, uma valoração individualizada pelo</p><p>julgador. Ex.: a confissão nesse sistema é vista como prova absoluta e irrefutável; somente</p><p>com ela pode-se fundamental uma eventual condenação. Logo, é errado dizer que no Brasil</p><p>existe supremacia da confissão do réu como meio de prova; pois o sistema acusatório</p><p>adotado no nosso país OBSERVA COMO REGRA o sistema do livre convencimento</p><p>motivado ou persuasão racional do juiz.</p><p>DICA 129</p><p>ATENÇÃ0! EXCEÇÕES NO CPP AS QUAIS SE APLICAM A PROVA TARIFADA:</p><p>✓ Art. 62, CPP: “No caso de morte do acusado, o juiz somente à vista da certidão de</p><p>óbito, e depois de ouvido o Ministério Público, declarará extinta a punibilidade.”</p><p>✓ Art. 155, p. único, CPP: Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação</p><p>da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão</p><p>exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas</p><p>cautelares, não repetíveis e antecipadas. Parágrafo único. Somente quanto ao estado</p><p>das pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil.</p><p>EXPLICAÇÃO: Nessas duas situações, o Julgador está vinculado ao texto legal, não</p><p>podendo admitir, como prova dos casos narrados, elementos outros que não aqueles</p><p>determinados na legislação.</p><p>DICA</p><p>130</p><p>DESTINATÁRIOS DA PROVA</p><p>O destinatário imediato é o JUIZ, já o destinatário mediato são as PARTES.</p><p>DICA 131</p><p>ÔNUS DA PROVA</p><p>O ônus da prova é daquele que alega!</p><p>O juiz não possui ônus da prova, isto é, o dever de provar alguma coisa. No entanto, tendo-</p><p>se em vista o princípio da verdade real, o juiz tem iniciativa probatória, ou seja, pode</p><p>mandar produzir provas.</p><p>Neste caso, o juiz tem iniciativa probatória:</p><p>➢ De ofício, ou seja, no processo judicial; e</p><p>➢ No inquérito (antes do início da ação penal), desde que haja necessidade,</p><p>adequação e proporcionalidade da medida.</p><p>Um exemplo da possibilidade de iniciativa probatória antes do início da ação penal, seria a</p><p>interceptação telefônica, haja vista a urgência e relevância da prova, pois pode ser que</p><p>futuramente este meio de prova não seja mais possível e relevante.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>56</p><p>Art. 156, CPP. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado</p><p>ao juiz de ofício:</p><p>I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas</p><p>consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e</p><p>proporcionalidade da medida;</p><p>II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de</p><p>diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante.</p><p>DICA 132</p><p>PRINCÍPIO DA BUSCA PELA VERDADE REAL</p><p>Este princípio pressupõe que o objetivo da prova é auxiliar o magistrado na busca pela</p><p>verdade real. Tanto é assim que o juiz “ex officio” pode determinar a produção de provas,</p><p>não devendo ser um mero expectador passivo do processo.</p><p>Em que pese o aludido princípio, a doutrina costuma criticar o termo verdade real, vez que</p><p>é impossível chegar a uma verdade real, mas apenas processual. A verdade real é o que</p><p>aconteceu de verdade no passado, já a verdade processual é aquela que foi construída</p><p>ao longo do processo.</p><p>DICA 133</p><p>OBJETOS DE PROVA E DISPENSA PROBATÓRIA</p><p>O OBJETO DAS PROVAS são os fatos ocorridos, já os OBJETOS DE PROVA é tudo aquilo</p><p>que precisa ser provado.</p><p>Em relação àquilo em que a prova é dispensada, podemos citar:</p><p>➢ Direito Federal, Estadual e Municipal local: O juiz tem o dever funcional de</p><p>conhecer o direito federal e, portanto, não é necessário provar que uma lei federal</p><p>exista. Com relação ao direito Estadual e Municipal do local de sua comarca, o juiz</p><p>é obrigado a conhecer não necessitando de provas.</p><p>➢ Fatos notórios: aquilo que é nacionalmente conhecido não precisa ser provado,</p><p>como por exemplo, um dia de feriado, a localização de algum lugar em uma cidade,</p><p>entre outros;</p><p>➢ Fatos axiomáticos: fatos autoexplicativos e intuitivos não precisam ser provados.</p><p>Ex.: quando uma pessoa é vítima de um homicídio por decapitação, isso não precisa</p><p>ser provado;</p><p>➢ Presunção legal absoluta: observação de algo à luz da legislação e que não</p><p>comportam prova em contrário, como a menoridade penal.</p><p>➢ Fatos inúteis: São fatos irrelevantes para a persecução penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Os fatos incontroversos, isto é, aqueles aceitos expressa ou tacitamente pela parte</p><p>contrária precisam ser provados. Assim como o direito consuetudinário e o direito</p><p>alienígena.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>57</p><p>A presunção relativa (“júris tantum”), são aquelas que podem ser desfeitas pela prova</p><p>em contrário, ou seja, admitem contraprova. Assim como a presunção “hominus” admite</p><p>prova em contrário.</p><p>Independem de prova no Processo Penal:</p><p>* Fatos impossíveis;</p><p>* Fatos intuitivos;</p><p>* Fatos com presunção legal absoluta;</p><p>* Fatos irrelevantes;</p><p>* Verdades sabidas.</p><p>DICA 134</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS PROVAS</p><p>➢ Quanto ao objeto:</p><p>- Direto: O objeto já fala por si, como por exemplo, uma faca ensanguentada.</p><p>- Indireto: Trata-se de indícios e presunções, ou seja, fatos que possuem ligação com</p><p>o crime.</p><p>➢ Quanto à forma/aparência:</p><p>- Testemunhal</p><p>- Documental</p><p>- Material</p><p>➢ Quanto ao valor (grau de certeza):</p><p>- Certeza plena: Imprime juízo de certeza quanto aos fatos ocorridos.</p><p>- Certeza não plena: São indícios de materialidade do fato criminoso.</p><p>➢ Quanto ao sujeito:</p><p>- Real: Objeto do crime.</p><p>- Pessoal: Testemunha.</p><p>➢ Quanto a previsão legal:</p><p>- Provas nominadas: Os meios de produção da prova estão previstos em lei.</p><p>- Provas inominadas: Os meios de produção não estão previstos em lei.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>58</p><p>DICA 135</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE PROVAS QUANTO A LEGALIDADE</p><p>- Provas ilícitas: Provas que vão contra princípios constitucionais, bem como a legislação</p><p>penal. A violação de domicílio, por exemplo, para se obter uma prova é uma prova ilícita.</p><p>- Provas ilegítimas: São aquelas que ferem conteúdo formar, ofendem o direito processual</p><p>penal e a legislação processual penal extravagante. Não submeter a testemunha ao</p><p>juramento é uma prova ilegítima.</p><p>“Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas</p><p>ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais”.</p><p> Neste sentido, as provas ilícitas são desentranhadas e destruídas do processo, a</p><p>partir de decisão judicial fundamentada e facultada a presença das partes.</p><p>“§ 3º reclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será</p><p>inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar o incidente”.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>O pacote anticrime incluiu o §5º ao art. 157 entendendo que “O juiz que conhecer do</p><p>conteúdo da prova declarada inadmissível não poderá proferir a sentença ou acórdão”.</p><p>O magistrado que toma conhecimento de prova ilícita fica impedido de atuar no processo,</p><p>vez que ele pode não agir com imparcialidade.</p><p></p><p>CONTUDOOOOOO! ESSE ARTIGO ENCONTRA-SE com sua eficácia suspensa por</p><p>meio de liminar proferida pelo Ministro Luiz Fux no bojo da ADI nº. 6298 em</p><p>22/01/2020.</p><p>DICA 136</p><p>UTILIZAÇÃO DE PROVAS ILÍCITAS</p><p>1. Teoria da proporcionalidade: Segundo esta teoria, tendo em vista o direito</p><p>fundamental à liberdade, o uso de uma prova ilícita em favor do réu, isto é para absolvê-</p><p>lo, PODE ser utilizada.</p><p>A teoria dos frutos da árvore envenenada entende que as provas lícitas que se originam</p><p>de provas ilícitas também devem ser retiradas do processo, salvo se em benefício do</p><p>réu.</p><p>Art. 157 CPP: § 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando</p><p>não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas</p><p>puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.</p><p>2. Teoria da descoberta inevitável: Esta teoria entende que, INDEPENDENTEMENTE,</p><p>de a prova ser derivada de uma prova ilícita, ela seria deflagrada através de tramites típicos</p><p>e lícitos de uma investigação.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>59</p><p>3. Teoria da prova obtida por fonte independente: Se existirem outras provas no</p><p>processo, que são independentes da ilícita, admite-se utilizar a prova derivada da ilícita.</p><p>***Isto está previsto no §2° do art. 157 do CPP: “§ 2o Considera-se fonte independente</p><p>aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou</p><p>instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova”.</p><p>DICA 137</p><p>PROVA EMPRESTADA</p><p>*A prova emprestada é aquela produzida em outro processo, e por economia processual,</p><p>celeridade e uniformidade pode servir de prova em outro.</p><p>➢ As partes têm que ser as mesmas;</p><p>➢ Mesmos fatos;</p><p>➢ Nova oportunidade para o contraditório e ampla defesa;</p><p>➢ A prova emprestada tem que ser lícita.</p><p>ATENÇÃO! O STJ entende que não há necessidade de serem exatamente as mesmas</p><p>partes, mas sim o mesmo réu.</p><p>DICA 138</p><p>INFORMATIVO 960, STF</p><p>No tocante à condução coercitiva, prevê o CPP:</p><p>“Art. 260. Se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou</p><p>qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar</p><p>conduzi-lo à sua presença. ”</p><p>*O STF DECLAROU QUE A EXPRESSÃO “PARA O INTERROGATÓRIO”, PREVISTA NO</p><p>ART. 260 DO CPP, NÃO FOI RECEPCIONADA PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.</p><p>*Logo, caso seja determinada a condução coercitiva de investigados ou de réus</p><p>para interrogatório, referida conduta poderá ensejar: • a responsabilidade</p><p>disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade • a ilicitude das provas obtidas</p><p>• a responsabilidade civil do Estado.</p><p>DICA 139</p><p>O depoimento de policial em juízo é dotado de fé pública, TODAVIA NÃO É exceção</p><p>de prova tarifada dentro do sistema adotado no processo penal brasileiro da persuasão</p><p>racional do juiz. OU SEJA, POSSUI PRESUNÇÃO RELATIVA DE VERACIDADE,</p><p>ADMITINDO PROVA EM CONTRÁRIO.</p><p>DICA 140</p><p>Provas obtidas por meios ilícitos podem excepcionalmente ser admitidas se</p><p>beneficiarem o réu.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>60</p><p>→ A Doutrina e Jurisprudência têm admitido, excepcionalmente, a utilização de provas</p><p>ilícitas em benefício do réu, NOTADAMENTE QUANDO SE TRATAR DA ÚNICA FORMA</p><p>DE O RÉU PROVAR SUA INOCÊNCIA, EVITANDO-SE, ASSIM, UMA CONDENAÇÃO</p><p>INJUSTA.</p><p>E JÁ CAIU NA BANCA CESPE!!!</p><p>(Ano: 2019 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-AM)</p><p>“Provas obtidas por meios ilícitos podem excepcionalmente ser admitidas se beneficiarem o</p><p>réu.” CORRETÍSSIMOOOO!</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>61</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO</p><p>DICA 141</p><p>É muito comum que o "se..., então...” apareça representado por outras expressões da</p><p>língua portuguesa. Por exemplo:</p><p>“Sempre que vou ao cinema, vejo um filme” é o mesmo que “Se vou ao cinema, então vejo</p><p>filme”.</p><p>“Penso, logo existo” é o mesmo que que “Se penso, então existo”.</p><p>“Quando vou à praia, bebo” é o mesmo que “Se vou à praia, então bebo”.</p><p>“Todo recifense é pernambucano” é o mesmo que “Se uma pessoa é recifense, então ela é</p><p>pernambucana”.</p><p>“A, pois B” é o mesmo que “Se B, então A”.</p><p>DICA 142</p><p>RESUMO DOS CONECTIVOS</p><p>DICA 143</p><p>Conjunção p ∧ q - As duas proposições p, q devem ser verdadeiras</p><p>Disjunção Inclusiva p ∨ q - Ao menos uma das proposições p, q deve ser verdadeira. Não</p><p>pode ocorrer o caso de as duas serem falsas.</p><p>Disjunção Exclusiva p ∨ q - Apenas uma das proposições pode ser verdadeira. A</p><p>proposição composta será falsa se os dois componentes forem verdadeiros ou se os dois</p><p>componentes forem falsos.</p><p>Condicional p → q - Não pode acontecer o caso de o antecedente ser verdadeiro e o</p><p>consequente ser falso. Ou seja, não pode acontecer V(p)=V e V(q)=F. Em uma linguagem</p><p>informal, dizemos que não pode acontecer VF, nesta ordem.</p><p>Bicondicional p ⇔ q - Os valores lógicos das duas proposições devem ser iguais. Ou as</p><p>duas são verdadeiras, ou as duas são falsas.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>62</p><p>DICA 144</p><p>Quando uma proposição composta não pode ser verdadeira, ou seja, quando uma</p><p>proposição composta é falsa em todas as linhas de sua tabela-verdade, ela é chamada de</p><p>CONTRADIÇÃO.</p><p>Se a proposição não é tautologia nem é contradição, é chamada de CONTINGÊNCIA. No</p><p>caso, se a proposição pode assumir valores V ou F a depender dos valores das proposições</p><p>componentes, a proposição é chamada de contingência.</p><p>DICA 145</p><p>Principais equivalências</p><p>p → q ⇔ ~q → ~p</p><p>p → q ⇔ ~p ∨ q</p><p>p ∨ q ⇔ ~p → q</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>63</p><p>INFORMÁTICA</p><p>DICA 146</p><p>A barra de navegação ou de endereços é o principal componente de um navegador,</p><p>pois é através dela que o usuário pode visualizar ou acessar uma determinada URL.</p><p>Nos navegadores modernos, a barra de navegação também permite realizar a busca</p><p>através de um motor de busca que pode ser o Google, Bing, Yahoo ou outro.</p><p>Com essa funcionalidade, o usuário não precisa necessariamente saber a URL da página</p><p>que quer acessar, mas pode utilizar os mecanismos de busca para encontrar a página</p><p>que deseja.</p><p>DICA 147</p><p>Bloqueador de Pop-ups</p><p>Alguns sites quando abertos abrem uma janela auxiliar chamada popup.</p><p>Normalmente trazem propagandas ou alguma informação extra. Como muitas vezes</p><p>esses pop-ups podem trazer conteúdo malicioso e muitos usuários consideram muito</p><p>os pop-ups muito incômodos, foram desenvolvidas ferramentas bloqueadoras de</p><p>pop-ups nos navegadores. Essas ferramentas impedem que os sites consigam</p><p>abrir os pop-ups e avisam ao usuário que ele foi bloqueado.</p><p>DICA 148</p><p>O gerenciador de downloads permite que arquivos de download sejam abertos</p><p>automaticamente, ou salvos diretamente no disco. É possível pausar um download</p><p>e continuar em outro momento, escolher uma pasta padrão para que os arquivos sejam</p><p>gravados. O atalho CTRL + J pode ser utilizado para abrir o gerenciador de downloads.</p><p>DICA 149</p><p>O recurso de navegação privativa permite que o usuário acesse conteúdos na Internet</p><p>sem que sejam salvos dados pessoais, histórico de navegação, cookies, pesquisas, lista</p><p>de downloads e arquivos temporários.</p><p>DICA 150</p><p>Um Cookie é um arquivo de texto, com informações sobre os acessos do usuário</p><p>a um dado site. A maioria dos sites armazenam informações básicas, como</p><p>endereços IP e preferências sobre idiomas, cores etc. Este pequeno arquivo ficará</p><p>armazenado em seu computador até que perca sua validade.</p><p>Enquanto o cookie estiver salvo em seu PC, toda vez que você digitar o endereço do</p><p>site, o seu navegador irá enviar este arquivo para o site que você está conectado. Desta</p><p>maneira, as suas configurações serão aplicadas de maneira automática.</p><p>DICA 151</p><p>Ao se clicar com o botão direito do mouse sobre uma guia do programa de navegação</p><p>Google Chrome opção “Fixar Guia”, ao ser escolhida, coloca a guia no canto superior</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>64</p><p>esquerdo da janela. Essa função serve para manter a guia aberta sempre que você</p><p>abrir o Chrome (acesso direto). Essa é uma boa função para e-mail e outros sites</p><p>importantes que necessitam de uma checagem contínua.</p><p>Essa opção pode ser acessada clicando-se com o botão direito na guia desejada.</p><p>DICA 152</p><p>Na linha de endereço do Chrome podemos digitar diretamente alguns caminhos para</p><p>acessar alguns recursos como em:</p><p>▪ chrome://history/ acessa o histórico de navegação</p><p>▪ chrome://downloads/ acessa o gerenciador de downloads.</p><p>▪ chrome://settings/ acessa as configurações do navegador.</p><p>▪ chrome://bookmarks/ acessa os favoritos.</p><p>▪ chrome://extensions/ acessa as extensões.</p><p>DICA 153</p><p>Pocket: permite que salve páginas e vídeos no Pocket com apenas um clique. O Pocket</p><p>remove conteúdo desnecessário e salva as páginas de uma forma limpa, com</p><p>visualização livre de distrações e lhe permite acessá-los de qualquer lugar através do</p><p>aplicativo do Pocket.</p><p>DICA 154</p><p>Firefox Sync</p><p>O Sync conecta todos os dispositivos de um usuário que utiliza o Firefox. Por</p><p>exemplo: O usuário utiliza o Firefox em dois computadores e no celular. Através do</p><p>Sync, é possível obter informações de histórico, senhas, favoritos e outras</p><p>preferências sincronizadas entre todos os dispositivos. Isso pode ser interessante</p><p>ao usuário que, por exemplo, precise acessar no trabalho um site que ele já acessou no</p><p>seu computador de casa.</p><p>Assim, esse site estará no histórico de navegação também do computador do trabalho</p><p>desse usuário.</p><p>DICA 155</p><p>Por padrão, o Mozilla Firefox guarda os arquivos de downloads na pasta padrão</p><p>de</p><p>downloads do usuário. No Windows 8, essa pasta fica em C:\Usuários, em uma</p><p>subpasta como nome do usuário e em Downloads, logo: C:\Usuários\<nome de</p><p>usuário>\Downloads.</p><p>DICA 156</p><p>Uma senha é uma combinação de caracteres que serve como mecanismo de autenticação</p><p>de um usuário.</p><p>- Existem senhas fortes e senhas fracas.</p><p>- SENHAS FORTES são aquelas que são difíceis de serem decifradas. Uma senha forte é</p><p>formada pelo maior número de dígitos possível e mistura letras (maiúsculas e</p><p>minúsculas), números e símbolos especiais.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>65</p><p>DICA 157</p><p>MALWARE</p><p>É o nome que se dá a todo e qualquer software que possua finalidades maliciosas =</p><p>Vírus, Worms, Spywares... todos esses são exemplos de Malwares.</p><p>ATENÇÃO! TODO VÍRUS É UM MALWARE, MAS NEM TODO MALWARE É UM VÍRUS.</p><p>****Os malwares são amplamente cobrados em provas de concursos públicos. Você</p><p>precisa conhecer:</p><p>➢ Vírus</p><p>➢ Worm</p><p>➢ Trojan horse</p><p>➢ Spyware</p><p>➢ Keylogger</p><p>➢ Backdoor</p><p>➢ Rootkit</p><p>➢ Adware</p><p>➢ Sniffer</p><p>➢ Hijack</p><p>Existem muitos outros malwares, mas esses são os mais citados em provas de concursos</p><p>públicos.</p><p>DICA 158</p><p>CRIPTOGRAFIA</p><p>É um SISTEMA DE CODIFICAÇÃO DE CARACTERES QUE IMPEDE QUE UMA</p><p>INFORMAÇÃO SEJA ACESSADA POR PESSOAS NÃO AUTORIZADAS.</p><p>-Uma comunicação só poderá ser considerada segura se as informações passarem por</p><p>processo de criptografia.</p><p>- Existem basicamente dois tipos de criptografia: simétrica e assimétrica. Essa</p><p>classificação leva em conta o número de chaves que são usadas para cifrar e decifrar as</p><p>mensagens.</p><p>DICA 159</p><p>BIOMETRIA</p><p>É UM PROCESSO NO QUAL AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E COMPORTAMENTAIS</p><p>DE UMA PESSOA SÃO UTILIZADAS PARA IDENTIFICÁ-LAS UNICAMENTE.</p><p>- A biometria é uma das maneiras mais eficientes de autenticar a identidade de um</p><p>usuário. A identificação pode ser feita através do escaneamento de veias, olhos,</p><p>impressão digital, mãos, etc.</p><p>DICA 160</p><p>Normalmente, para entrar em um sistema, o usuário precisa fornecer login e senha.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>66</p><p>*A senha é um mecanismo de autenticação. Para que se tenha ainda mais segurança</p><p>na proteção das informações de um usuário, muitos sistemas já utilizam a autenticação</p><p>de dois fatores. Ao inserir sua senha, o sistema envia uma outra senha ou pede uma outra</p><p>confirmação ao usuário e isso pode ser feito utilizando sua conta de e-mail, seu smartphone,</p><p>etc. Consegue perceber? São dois fatores de autenticação.</p><p>DICA 161</p><p>Um vírus é um programa que, QUANDO EXECUTADO, danifica arquivos e outros</p><p>programas do computador.</p><p>Entra em ação quando, e somente quando, é executado.</p><p>OLHA A DICA: Assim como um vírus orgânico, o vírus de computador necessita de</p><p>um sistema ou programa hospedeiro para se propagar. A propagação é feita</p><p>embutindo cópias de si em outros arquivos e programas instalados no computador</p><p>infectado.</p><p>DICA 162</p><p>Um CAVALO DE TROIA é um programa que pode ser recebido como “presente” na forma</p><p>de um Cartão Virtual, um protetor de telas, etc.</p><p>- Além de executar a função para qual inicialmente foi projetado, esse programa pode</p><p>executar uma outra ação maliciosa como a instalação de um Keylogger ou Spyware</p><p>para o roubo de informações ou senhas, por exemplo.</p><p>DICA 163</p><p>Sabe-se que A DEFESA MAIS EFICIENTE CONTRA VÍRUS É O ANTIVÍRUS.</p><p>- Esses softwares analisam os arquivos do computador afim de detectar e eliminar aqueles</p><p>que estejam infectados. Você precisa ter um antivírus instalado, mas não mais do</p><p>que um.</p><p>ATENÇÃO! Caso você instale dois ou mais antivírus, eles podem conflitar entre si e</p><p>deixar o sistema vulnerável. Além disso, haverá um consumo excessivo de recursos do</p><p>computador.</p><p>DICA 164</p><p>Princípios da Segurança da Informação</p><p>• Confidencialidade: é a garantia de que os dados serão acessados apenas por</p><p>usuários autorizados. Geralmente, restringindo o acesso.</p><p>• Integridade: é a garantia de que a mensagem não foi alterada durante a</p><p>transmissão, ou seja, é a garantia da exatidão e completeza da informação.</p><p>• Disponibilidade: é a garantia de que um sistema estará sempre disponível a</p><p>qualquer momento para solicitações.</p><p>• Autenticidade: é a garantia de que os dados fornecidos são verdadeiros ou que o</p><p>usuário é o usuário legítimo.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>67</p><p>• Não Repúdio (Irretratabilidade): é a garantia de que uma pessoa não consiga</p><p>negar um ato ou documento de sua autoria.</p><p>Essa garantia é condição necessária para a validade jurídica de documentos e transações</p><p>digitais. Só se pode garantir o não repúdio quando houver Autenticidade e Integridade (ou</p><p>seja, quando for possível determinar quem mandou a mensagem e quando for possível</p><p>garantir que a mensagem não foi alterada).</p><p>DICA 165</p><p>Vírus de script: escrito em linguagem de script, como VBScript e JavaScript, e recebido</p><p>ao acessar uma página Web ou por e-mail, como um arquivo anexo ou como parte do</p><p>próprio e-mail escrito em formato HTML.</p><p>Pode ser automaticamente executado, dependendo da configuração do navegador Web e</p><p>do programa leitor de e-mails do usuário.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>percorrer” e “se precisa”, no segundo período</p><p>do segundo parágrafo do texto, é opcional, de modo que o emprego da ênclise nesses dois</p><p>casos também seria correto: pode-se percorrer e precisa-se, respectivamente. E ENTÃO?</p><p>ERRADOOOO! E qual a justificativa? Ambos os casos tratam de uso OBRIGATÓRIO DA</p><p>PRÓCLISE, pois o pronome relativo “que” (negritado) é PALAVRA ATRATIVA.</p><p>DICA 08</p><p>USO OBRIGATÓRIO DA PRÓCLISE</p><p>FRASES Interrogativas: Quem me chamou?</p><p>Exclamativas: Como te chamam!</p><p>Optativas (exprimem desejo):</p><p>Raios o partam!</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>8</p><p>DICA 09</p><p>USO OBRIGATÓRIO DA PRÓCLISE</p><p>VERBOS</p><p>Gerúndio precedido de preposição</p><p>“em”: Em se tratando dela, não</p><p>hesite.</p><p>Infinitivo flexionado precedido de</p><p>preposição. Ex.: As ordens eram</p><p>para nos levaram até você.</p><p>OBS.: O infinitivo impessoal é</p><p>livre, pode ser colocado antes ou</p><p>depois do verbo.</p><p>DICA 10</p><p>O futuro do pretérito e o futuro do presente NÃO ACEITAM ÊNCLISE.</p><p>Ex.: Eu contarei-lhe tudo. ERRADO!</p><p>Pode ser: Eu lhe contarei tudo. (próclise)</p><p>Ou:</p><p>Eu contar-lhe-ei tudo. (ênclise)</p><p>ATENÇÃO! SE EXISTIR PALAVRA ATRATIVA, A PRÓCLISE SERÁ OBRIGATÓRIA.</p><p>Ex.: Eu não lhe contarei tudo.</p><p>DICA 11</p><p>PARTICÍPIO não aceita ênclise! E, atenção, não podemos começar oração com</p><p>pronomes oblíquos, portanto será caso de ÊNCLISE, próclise estaria errado! Veja-se:</p><p>Ex.: Levado-a ao pai. (Particípio não aceita ênclise)</p><p>Ex.2: Provou ser bom /, nos mostrando o caminho. (Caso de ênclise, mostrando-nos, já</p><p>que não podemos começar oração com pronomes oblíquos)</p><p>(1ª oração) (2ª oração)</p><p>DICA 12</p><p>ADVÉRBIO COM VÍRGULA: A ÊNCLISE TORNA-SE OBRIGATÓRIA!</p><p>Ex.: Aqui se trabalha muito. (CORRETO)</p><p>Palavra Atrativa (advérbio)</p><p>Já com o uso da vírgula:</p><p>Ex.: Aqui, trabalha-se muito. (CORRETO)</p><p>DICA 13</p><p>COLOCAÇÃO PRONOMIAL EM LOCUÇÕS VERBAIS</p><p>* Verbo auxiliar + verbo principal no INFINITIVO ou no GERÚNDIO</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>9</p><p>O pronome é colocado depois do auxiliar OU depois do principal que está no infinitivo</p><p>ou no gerúndio.</p><p>Ex.: Quero-lhe dizer uma coisa.</p><p>Ex.2: Quero dizer-lhe uma coisa.</p><p>Na existência de PALAVRAS ATRATIVAS, o pronome é colocado perto da palavra</p><p>atrativa OU depois do principal no infinitivo ou gerúndio.</p><p>Ex.: Não lhe vinha dizendo tudo.</p><p>Ex.2: Não vinha dizendo-lhe tudo.</p><p>RESUMO:</p><p>- É possível próclise em relação ao</p><p>auxiliar. Ex.: se conseguiu livrar</p><p>(observar se não é início de</p><p>período!)</p><p>- É possível ênclise em relação ao</p><p>auxiliar. Ex.: conseguiu-se livrar.</p><p>- É possível próclise em relação ao</p><p>principal. Ex.: Conseguiu se livrar.</p><p>- É possível ênclise em relação ao</p><p>principal. Ex.: Conseguiu livrar-se.</p><p>DICA 14</p><p>VERBOS DE LIGAÇÃO: ligam o sujeito a um predicativo do sujeito. Para o verbo ser</p><p>de ligação, é necessário estar na lista e ter predicativo do sujeito</p><p>OBS1: (se não tiver sujeito, não tem verbo de ligação, não pode ser sujeito inexistente. O</p><p>sujeito deve ser existente→ determinado ou indeterminado → Ex.: Era-se feliz no passado)</p><p>OBS2: o verbo de ligação tem que ter sujeito e predicativo do sujeito.</p><p>OBS3: o verbo de ligação pode vir seguido de adjuntos adverbiais e não admite</p><p>OBJETO DIRETO (OD), nem OBJETO INDIRETO (OI).</p><p>Ex.: Ela está feliz.</p><p>SUJEITO: ela.</p><p>PREDICATIVO (característica): feliz (variável) → predicativo do sujeito</p><p>VERBO “ESTÁ”</p><p> Verbo de ligação (liga sujeito ao predicativo), para identificá-lo se deve analisar:</p><p>*lista de verbos de ligação:</p><p>ser,</p><p>estar,</p><p>permanecer,</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>10</p><p>ficar,</p><p>continuar,</p><p>tornar-se,</p><p>parecer,</p><p>viver (no sentido de estar),</p><p>andar (no sentido de estar),</p><p>virar (no sentindo de tornar-se)</p><p>+</p><p>*são verbos de ligação quando acompanhados de predicativo do sujeito.</p><p>DICA 15</p><p>VERBOS INTRANSITIVOS:</p><p> não apresentam objeto direto (OD) e nem objeto indireto (OI).</p><p> Podem vir seguidos de adjuntos adverbiais e/ou predicativos.</p><p> Nem sempre apresentam sentido completo.</p><p>Ex.1: Os rapazes estavam na sala de espera.</p><p>sujeito VI adjunto adverbial de lugar</p><p>Ex2.: Ocorreu um acidente no local.</p><p>VI sujeito adjunto adverbial de lugar.</p><p>Dica rápida sobre sujeito: 1) Tentou colocar sujeito desinencial (ele, nós) e viu que</p><p>não é o caso. 2) Verificou se é algum caso de sujeito inexistente e viu que não se trata </p><p>CONCLUSÃO: o sujeito está expresso na frase “um acidente ocorreu”.</p><p>DICA 16</p><p>VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS (VTD):</p><p> Exigem complemento verbal sem necessidade de preposição, admitem as perguntas</p><p>ALGO ou ALGUÉM.</p><p> Admitem adjuntos adverbiais e/ou predicativos.</p><p>Ex.: Considerou a decisão justa naquele momento</p><p>VTD OI pred. Obj. ad. adj.</p><p>SUJEITO: Ele (sujeito elíptico, desinencial, oculto).</p><p>ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO: naquele momento.</p><p>PREDICATIVO DO OBJETO: justa.</p><p>PERGUNTA: Quem considera, CONSIDERA ALGO! No caso acima, considera “a decisão”.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>11</p><p>Ex2.: Mudança implica progresso</p><p>VTD</p><p>SUJEITO: Mudança.</p><p>ADJ. ADV: não tem no exemplo.</p><p>PREDICATIVO: não tem no exemplo.</p><p>PERGUNTA: Implica algo.</p><p></p><p>(***MUITA ATENÇÃO!!! implicar no sentido de acarretar não tem preposição)</p><p>DICA 17</p><p>VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS VTI:</p><p> Exigem complemento verbal que se liga ao verbo por meio de preposição;</p><p> OBS.: ocasionalmente, a preposição ficará subentendida.</p><p> Admitem adjuntos adverbiais e/ou predicativos</p><p> Admitem as perguntas: algo ou alguém? Precedidas de preposição (***principais</p><p>preposições: a, de, em, para, com, por, sobre)</p><p>Ex1.: Pensava no futuro</p><p>VTI OI</p><p>SUJEITO: eu (sujeito elíptico, desinencial, oculto).</p><p>ADJ. ADVERBIAL: não tem no exemplo.</p><p>PREDICATIVO: não tem no exemplo.</p><p>PERGUNTA: Quem pensa, pensa em alguma coisa → VTI</p><p>Ex2. Não me interessa essa explicação</p><p>ad.adv OI VTI sujeito</p><p>SUJEITO: essa explicação</p><p>ADJUNTO ADVERBIAL DE NEGAÇÃO: Não.</p><p>PREDICATIVO: não tem no exemplo.</p><p>PERGUNTA: isso interessa você, ou isso interessa A você? R: A VOCÊ → VTI → a</p><p>preposição está subentendida. ATENÇÃO!</p><p>DICA 18</p><p>VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO</p><p> Em suma, possuem conteúdo e EXIGE DOIS COMPLETOS:</p><p> Um com PREPOSIÇÃO OBRIGATÓRIA;</p><p> Outro SEM PREPOSIÇÃO.</p><p>Ex.: Luiza ofereceu um presente à Júlia.</p><p>- “um presente” → Objeto direto (OD)</p><p>- “À Júlia” → Objetivo indireto (OI)</p><p>DICA 19</p><p>OBJETO INDIRETO PLEONÁSTICO</p><p>TOME NOTA! Ex.: Ao avarento, nada lhe satisfaz.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>12</p><p>OI OI PLEONÁSTICO</p><p>EXPLICANDO.... O verbo “satisfazer” é transitivo indireto. No exemplo, como se nota há</p><p>dois objetos diretos.</p><p>- “Ao avarento” → Objeto indireto.</p><p>- “lhe” → Objeto indireto pleonástico.</p><p>DICA 20</p><p>OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO</p><p>TOME NOTA! Em certos casos, o objeto direto (OD) costuma vir regido de preposição.</p><p>Isso acontece:</p><p>DICA 21</p><p> ATENÇÃO! Quando o objeto direto (OD) preposicionado for constituído pelos pronomes</p><p>oblíquos tônicos (mim, ti, ele, ela, vós, eles, elas) é obrigatório o uso da preposição!</p><p>Ex.: Eu ofendi Mauro. (ofender → transitivo direto) / Eu ofendi a ele.</p><p>DICA 22</p><p>TOME NOTA! Os pronomes oblíquos: o, a, os, as, são sempre objetos diretos. Já os</p><p>pronomes oblíquos: lhe e lhes são sempre objetos indiretos. Por sua vez,</p><p>os demais</p><p>pronomes oblíquos (me, te, se, nos, vos) são ora objeto direto, ora objeto indireto,</p><p>dependendo sempre da predicação verbal.</p><p>DICA 23</p><p>PREPOSIÇÃO</p><p>* Consiste em uma palavra que liga dois termos da oração, subordinando-os.</p><p>* A preposição estabelece várias relações entre tais termos. Veja-se:</p><p>Ex.1: Chegou de ônibus. (meio)</p><p>Ex.2: Chegou de Belém. (origem)</p><p>COM VERBOS QUE EXPRIMEM CONFIANÇA: Ex.: Amo a Deus.</p><p>POR NECESSIDADE DE CLAREZA: Ex.: O sapo matou à rã.</p><p>Explicando... se tirarmos a preposição, o sentido fica ambíguo: não</p><p>se sabe se foi o sapo que matou a rã ou foi a rã que matou o sapo.</p><p>PARA DAR REALCE AO OD: Ex.: O soldado sacou da espada.</p><p>QUANDO VEM ANTECIPADO (É OBRIGATÓRIO): Ex.: A Abel</p><p>matou Caim.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>13</p><p>Ex.3: Chegou com Júlia. (companhia)</p><p>Ex.4: Chegou sem Júlia. (ausência)</p><p>Ex.5: Chegou por Júlia. (causa)</p><p>DICA 24</p><p>LOCUÇÃO PREPOSITIVA</p><p>* Conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de preposição. Exs.: acerca</p><p>de, abaixo de, a fim de que, ao lado de, através de, em vez de, de acordo com, para com,</p><p>junto a, acima de, dentro de, em redor de, graças a, por causa de, a respeito de, embaixo</p><p>de.</p><p>DICA 25</p><p> O termo que antecede a preposição é chamado regente.</p><p> O termo que sucede a preposição é chamado regido.</p><p>Ex.: Chegou de carro.</p><p>regente preposição regido</p><p>DICA BÔNUS</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕES</p><p>ESSENCIAIS: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para,</p><p>perante, por, sem, sob, sobre, trás.</p><p>ACIDENTAIS: (podem funcionar como preposições, embora não sejam). Ex.:</p><p>conforme, consoante, durante, exceto, salvo, mediante etc. A encomenda</p><p>apenas será entregue mediante pagamento.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>14</p><p>CONTABILIDADE GERAL</p><p>DICA 26</p><p>Classificação das Contas</p><p>São contas instáveis aquelas que podem apresentar saldo tanto devedor quanto</p><p>credor. Ex:</p><p>→ Resultado do Exercício (PL)</p><p>→ Ajustes de Avaliação Patrimonial (PL)</p><p>→ Ajustes Acumulados de Conversão (PL)</p><p>DICA 27</p><p>Conceito e funções de contas</p><p>Conta é o nome técnico que identifica cada componente do patrimônio (bens, direitos</p><p>e obrigações ou patrimônio líquido) e cada elemento de resultado (despesas e receitas).</p><p>A função da conta é representar a variação patrimonial que um fato promove no</p><p>patrimônio de uma empresa. Todo fato mensurável em dinheiro é representado por uma</p><p>conta. Todos os acontecimentos que ocorrem diariamente na empresa (como compras,</p><p>vendas, pagamentos ou recebimentos) são registrados pela contabilidade em contas</p><p>próprias.</p><p>Toda movimentação de dinheiro, por exemplo, é registrada em uma conta denominada</p><p>Caixa. Os objetos comercializados pela entidade são registrados em uma conta denomina</p><p>Mercadorias/Estoques, e assim por diante.</p><p>DICA 28</p><p>Teoria Personalista de classificação de contas:</p><p>Para a escola personalista, o entendimento para a forma de classificação e interpretação</p><p>das contas é que podem ser representadas por pessoas com as quais são mantidas</p><p>relações jurídicas, ou seja, que se relacionam com a entidade em termos de débito</p><p>e crédito.</p><p>Todos os débitos efetuados nas contas dessas pessoas representam suas responsabilidades,</p><p>enquanto todos os créditos representam seus direitos em relação ao titular do Patrimônio.</p><p>Por essa teoria, as contas são classificadas segundo a natureza da relação jurídica que</p><p>essas pessoas mantêm com o titular do Patrimônio.</p><p>Na Teoria personalista, temos três tipos de contas (pessoas):</p><p>a) Proprietários: consiste nos responsáveis pelas contas do patrimônio líquido e suas</p><p>variações, como receitas e despesas. São, portanto, contas dos proprietários: Capital</p><p>social, Receita de vendas, Custo da mercadoria vendida (CMV), ICMS sobre vendas,</p><p>Devoluções de vendas, Receitas financeiras, Reserva legal, etc.</p><p>b) Agentes consignatários: consiste nas pessoas (contas) a quem a entidade confia a</p><p>guarda os bens (Ativo), ou seja, que representam os bens. São, portanto, contas dos</p><p>agentes consignatários: Caixa, Banco, Veículos, Móveis, Terrenos, etc.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>15</p><p>c) Agentes correspondentes: consiste nas pessoas que representam as contas de</p><p>direitos (Ativo) ou obrigações (Passivo). São terceiros, que se situam na posição de</p><p>devedor ou credor da entidade. São, portanto, contas dos agentes correspondentes as</p><p>contas em que a entidade mantém esse tipo de relação jurídica, como por exemplo, Clientes</p><p>e Fornecedores. Os clientes devem à empresa o valor correspondente a suas compras a</p><p>prazo e os fornecedores são credores da empresa em relação às vendas a prazo que a esta</p><p>foram feitas. Daí resulta que Clientes é conta devedora e Fornecedores é conta credora.</p><p>DICA 29</p><p>Teoria Materialista de classificação de contas:</p><p>A escola materialista defende que as contas representam entradas e saídas de valores,</p><p>tratando-se de uma relação material em que a conta só deve existir enquanto houver</p><p>também o elemento material por ela representado.</p><p>Neste sentido, as contas dividem-se em:</p><p>a) Integrais (ou Elementares): são as representativas dos bens, dos direitos e das</p><p>obrigações da entidade, ou seja, Ativo e Passivo Exigível.</p><p>b) Diferenciais (ou Derivadas): são as representativas do Patrimônio Líquido, das</p><p>receitas e das despesas da entidade.</p><p>DICA 30</p><p>Teoria Patrimonialista de classificação de contas:</p><p>Segundo a teoria patrimonialista o objeto de estudo da ciência contábil é o Patrimônio de</p><p>uma entidade. A contabilidade tem como finalidade controlar este patrimônio e apurar o</p><p>resultado das empresas.</p><p>Estas contas se classificam da seguinte forma:</p><p>a) Contas Patrimoniais: são as contas representativas dos bens e dos direitos (Ativo),</p><p>das obrigações (Passivo) e do Patrimônio Líquido (PL) da entidade.</p><p>b) Contas de Resultado: são as contas que representam as receitas e as despesas da</p><p>entidade.</p><p>DICA 31</p><p>Livro Razão</p><p>O livro razão tem por finalidade informar a movimentação de cada conta escriturada</p><p>no livro Diário, seguindo a mesma ordem cronológica que o Livro Diário.</p><p>No Razão será demonstrado em cada folha o movimento de uma determinada conta,</p><p>sempre trazendo o seu saldo inicial, a movimentação do período e o saldo final,</p><p>sendo devedor ou credor.</p><p>Para este livro, não existe nenhuma formalidade básica, seja para a sua escrituração</p><p>ou para o seu registro.</p><p>Para a legislação comercial, ele não é um livro obrigatório para as empresas, sendo um</p><p>livro facultativo. Já para os contribuintes do imposto de renda na modalidade Lucro Real</p><p>ele é obrigatório.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>16</p><p>DICA 32</p><p>Livro Diário</p><p>Todos os registros de fatos ocorridos em uma entidade, no decorrer de um exercício, devem</p><p>ser escriturados no Livro Diário.</p><p>Sendo um dos livros obrigatórios para efeitos de registros e posteriores fiscalizações pelos</p><p>órgãos competentes, o Livro Diário deve seguir algumas formalidades para ser escriturado</p><p>conforme a seguir.</p><p>No Livro Diário devem ser lançadas, em ordem cronológica, com individualização,</p><p>clareza e referência ao documento comprovante, todas as operações ocorridas, e</p><p>quaisquer outros fatos que provoquem variações patrimoniais.</p><p>Por ser de registro obrigatório em órgão público, o livro Diário deve apresentar termo</p><p>de abertura e termo de encerramento, onde, dentre outras informações, devem constar</p><p>as assinaturas do contabilista e do titular ou de representante legal da entidade.</p><p>A escrituração deve conter, no mínimo:</p><p>→ Data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu.</p><p>→ Conta devedora.</p><p>→ Conta</p><p>credora.</p><p>→ Histórico que represente a essência econômica da transação.</p><p>→ Valor do registro contábil.</p><p>→ Informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que integram</p><p>um mesmo lançamento contábil.</p><p>DICA 33</p><p>Escrituração – Conceitos</p><p>A lei 6.404/76 é criteriosa ao definir o conceito de escrituração. De acordo com o art. 177:</p><p>Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com</p><p>obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de</p><p>contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis</p><p>uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de</p><p>competência.</p><p>§ 1º As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de métodos ou</p><p>critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em nota e ressaltar esses</p><p>efeitos.</p><p>§ 2º A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem</p><p>qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas</p><p>nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que</p><p>constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou</p><p>critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a</p><p>elaboração de outras demonstrações financeiras.</p><p>Neste sentido, a escrituração não é flexível e não possui métodos e critérios</p><p>variáveis, mas sim uniforme.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>17</p><p>DICA 34</p><p>Folha de Pagamento</p><p>Salário Bruto inclui:</p><p>→ salário básico (despesa da empresa);</p><p>→ horas extra (despesa da empresa);</p><p>→ gratificações (despesa da empresa);</p><p>→ salário família (despesa do governo);</p><p>→ salário maternidade (despesa do governo);</p><p>Além do salário bruto a empresa deve recolher FGTS e Contribuição</p><p>Previdenciária Patronal.</p><p>São despesas do empregado, que a empresa retém do salário: Imposto de</p><p>Renda Retido na Fonte e Contribuição Previdenciária do Empregado.</p><p>DICA 35</p><p>Ativos intangíveis</p><p>Os chamados "ativos intangíveis" são aqueles que não têm existência física. Como</p><p>exemplos de intangíveis: os direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão</p><p>ou permissão do Poder Público, marcas e patentes, direitos autorais adquiridos, softwares</p><p>e o fundo de comércio adquirido.</p><p>Trata-se de um desmembramento do ativo imobilizado, que, a partir da vigência da Lei</p><p>11.638/2007, passa a contar apenas com bens corpóreos de uso permanente.</p><p>Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 04, um Ativo Intangível pode ser assim considerado</p><p>quando:</p><p>→ For separável, ou seja, capaz de ser separado ou dividido da empresa, podendo ser</p><p>negociado, vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado;</p><p>→ Resultar de direitos contratuais ou de outros direitos legais;</p><p>→ For provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo</p><p>sejam gerados em favor da entidade;</p><p>→ Puder ter seu custo mensurado com segurança.</p><p>Os ativos intangíveis não são depreciados, mas sim amortizados. A amortização é a</p><p>redução do valor aplicado na aquisição de ativos intangíveis, de duração limitada ou</p><p>de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado.</p><p>Segundo o Pronunciamento CPC 04 a amortização inicia-se no momento em que o ativo</p><p>estiver disponível para uso e encerra-se na data em que o ativo é classificado como</p><p>mantido para venda ou na data em que ele é baixado (o que ocorrer primeiro).</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>18</p><p>ESTATÍSTICA</p><p>DICA 36</p><p>Moda</p><p>→ A moda é definida como sendo aquele valor ou valores que ocorrem com maior</p><p>frequência em um rol.</p><p>→ Baseado neste contexto, um conjunto de valores pode apresentar mais de uma moda.</p><p>Nesse caso, dizemos ser plurimodal (ou polimodal), caso contrário, será unimodal</p><p>(apenas uma moda), ou ainda, amodal (quando todos os valores das variáveis em</p><p>estudo apresentarem uma mesma frequência).</p><p>→ Moda para Dados Não-Agrupados:</p><p>✓ Para a identificação da moda em um conjunto ordenado de valores não agrupados em</p><p>classe, basta verificar, no conjunto, aquele valor que aparece com maior frequência.</p><p>→ Moda para Dados Agrupados Sem Intervalos de Classe:</p><p>✓ Quando os dados estiverem dispostos em uma tabela com frequências, não agrupados</p><p>em classes, a localização da moda é imediata, bastando para isso, verificar na tabela, qual</p><p>o valor associado à maior frequência.</p><p>DICA 37</p><p>Variáveis Aleatórias</p><p>- Variável aleatória (v.a.) é uma variável que é associada a uma distribuição de</p><p>probabilidade. Ela pode assumir valores de uma maneira completamente aleatória, ou seja,</p><p>não temos como prever o seu resultado. Por outro lado, podemos associar valores de</p><p>probabilidade a cada um dos possíveis resultados.</p><p>- Uma variável aleatória discreta pode assumir apenas certos valores, usualmente</p><p>números racionais, e resultam basicamente de contagens.</p><p>- Uma variável aleatória contínua é aquela que resulta de uma medida e pode assumir</p><p>qualquer valor dentro de um dado intervalo.</p><p>DICA 38</p><p>A distribuição normal (também conhecida como Distribuição de Gauss ou Distribuição</p><p>Gaussiana).</p><p>→ A distribuição normal pode ser usada como aproximação para muitos tipos de</p><p>distribuições em grandes amostras.</p><p>→ A distribuição N(0,1) de média 0 e variância 1 é muito importante e recebe um nome</p><p>especial: distribuição normal padrão ou distribuição normal reduzida.</p><p>DICA 39</p><p>Tipos de Amostragem</p><p>✓ Aleatória Simples: elementos são "escolhidos" ao acaso, a probabilidade de um ser</p><p>escolhido é a mesma dos outros. Ex.: sorteio dos números da mega-sena.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>19</p><p>✓ Por Estratificação: analisa-se a população dividindo-a em subconjuntos (estratos) com</p><p>elementos homogêneos, de cada estrato são retiradas amostras aleatórias simples.</p><p>✓ Por Conglomerados: parece, mas não é igual a por estratificação. Aqui também</p><p>dividimos a população em subconjuntos, mas os elementos dos subconjuntos não mais se</p><p>parecem entre si, a homogeneidade se dá entre um subconjunto e outro. Ex. Se a população</p><p>é formada pelos vários funcionários de 5 fábricas de celulares. A amostragem "pegaria" os</p><p>funcionários de uma dessas fábricas.</p><p>DICA 40</p><p>Tipos de Amostragem</p><p>✓ Sistemática: os elementos são colocados em alguma espécie de "ordem" e selecionam-</p><p>se elementos a cada "x".</p><p>✓ Por Conveniência: não há critério na seleção dos elementos, selecionam-se os mais</p><p>"fáceis".</p><p>✓ Por Julgamento: o elemento é escolhido por alguma razão.</p><p>✓ Por cotas: a proporcionalidade entre os "tipos" de elementos na amostra é mantida em</p><p>relação às da população. a diferença para amostragem estratificada é que os elementos não</p><p>são selecionados por uma amostragem aleatória simples.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>20</p><p>LEGISLAÇÃO ESPECIAL</p><p>DICA 41</p><p>LEI Nº 13.445/2017 – LEI DE MIGRAÇÃO</p><p>MEDIDAS DE RETIRADA COMPULSÓRIA</p><p>Art. 47, da Lei nº. 13.445/17. A repatriação, a deportação e a expulsão serão feitas</p><p>para o país de nacionalidade ou de procedência do migrante ou do visitante, ou</p><p>para outro que o aceite, em observância aos tratados dos quais o Brasil seja parte.</p><p>Art. 48, da Lei nº. 13.445/17. Nos casos de deportação ou expulsão, o chefe da unidade</p><p>da Polícia Federal poderá representar perante o juízo federal, respeitados, nos</p><p>procedimentos judiciais, os direitos à ampla defesa e ao devido processo legal.</p><p>DICA 42</p><p>REPATRIAÇÃO</p><p>Art. 49, da Lei nº. 13.445/17. A repatriação consiste em medida administrativa de</p><p>devolução de pessoa em situação de impedimento ao país de procedência ou de</p><p>nacionalidade.</p><p>§ 1º Será feita imediata</p><p>comunicação do ato fundamentado de repatriação à empresa</p><p>transportadora e à autoridade consular do país de procedência ou de nacionalidade do</p><p>migrante ou do visitante, ou a quem o representa.</p><p>§ 2º A Defensoria Pública da União será notificada, preferencialmente por via</p><p>eletrônica, no caso do § 4º deste artigo ou quando a repatriação imediata não seja</p><p>possível.</p><p>§ 3º Condições específicas de repatriação podem ser definidas por regulamento ou tratado,</p><p>observados os princípios e as garantias previstos nesta Lei.</p><p>MUITA ATENÇÃO AO § 4º!!!</p><p>§ 4º Não será aplicada medida de repatriação à pessoa em situação de refúgio ou de</p><p>apatridia, de fato ou de direito, ao menor de 18 (dezoito) anos desacompanhado ou</p><p>separado de sua família, exceto nos casos em que se demonstrar favorável para a</p><p>garantia de seus direitos ou para a reintegração a sua família de origem, ou a quem</p><p>necessite de acolhimento humanitário, nem, em qualquer caso, medida de devolução</p><p>para país ou região que possa apresentar risco à vida, à integridade pessoal ou à liberdade</p><p>da pessoa.</p><p>DICA 43</p><p>DEPORTAÇÃO</p><p>Art. 50, da Lei nº. 13.445/17. A deportação é medida decorrente de procedimento</p><p>administrativo que consiste na retirada compulsória de pessoa que se encontre em</p><p>situação migratória irregular em território nacional.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>21</p><p>§ 1º A deportação será precedida de notificação pessoal ao deportando, da qual</p><p>constem, expressamente, as irregularidades verificadas e prazo para a regularização</p><p>não inferior a 60 (sessenta) dias, podendo ser prorrogado, por igual período, por</p><p>despacho fundamentado e mediante compromisso de a pessoa manter atualizadas suas</p><p>informações domiciliares.</p><p>§ 2º A notificação prevista no § 1º não impede a livre circulação em território nacional,</p><p>devendo o deportando informar seu domicílio e suas atividades.</p><p>§ 3º Vencido o prazo do § 1º sem que se regularize a situação migratória, a deportação</p><p>poderá ser executada.</p><p>§ 4º A deportação NÃO EXCLUI eventuais direitos adquiridos em relações contratuais ou</p><p>decorrentes da lei brasileira.</p><p>§ 5º A saída voluntária de pessoa notificada para deixar o País equivale ao cumprimento da</p><p>notificação de deportação para todos os fins.</p><p>§ 6º O prazo previsto no § 1º poderá ser reduzido nos casos que se enquadrem no inciso</p><p>IX do art. 45.</p><p>DICA 44</p><p>Art. 51, da Lei nº. 13.445/17. Os procedimentos conducentes à deportação devem</p><p>respeitar o contraditório e a ampla defesa e a garantia de recurso com efeito</p><p>suspensivo.</p><p>§ 1º A Defensoria Pública da União deverá ser notificada, preferencialmente por meio</p><p>eletrônico, para prestação de assistência ao deportando em todos os procedimentos</p><p>administrativos de deportação.</p><p>§ 2º A ausência de manifestação da Defensoria Pública da União, desde que prévia e</p><p>devidamente notificada, não impedirá a efetivação da medida de deportação.</p><p>DICA 45</p><p>Art. 52, da Lei nº. 13.445/17. Em se tratando de apátrida, o procedimento de</p><p>deportação DEPENDERÁ DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DA AUTORIDADE</p><p>COMPETENTE.</p><p>DICA 46</p><p>Art. 53, da Lei nº. 13.445/17. Não se procederá à deportação se a medida configurar</p><p>extradição não admitida pela legislação brasileira.</p><p>DICA 47</p><p>EXPULSÃO</p><p>Art. 54, da Lei nº. 13.445/17. A expulsão consiste em medida administrativa de retirada</p><p>compulsória de migrante ou visitante do território nacional, conjugada com o</p><p>impedimento de reingresso por prazo determinado.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>22</p><p>§ 1º Poderá dar causa à expulsão a condenação com sentença transitada em julgado</p><p>relativa à prática de:</p><p>I - crime de genocídio, crime contra a humanidade, crime de guerra ou crime de</p><p>agressão, nos termos definidos pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, de</p><p>1998, promulgado pelo Decreto nº 4.388, de 25 de setembro de 2002 ; ou</p><p>II - crime comum doloso passível de pena privativa de liberdade, consideradas a</p><p>gravidade e as possibilidades de ressocialização em território nacional.</p><p>§ 2º Caberá à autoridade competente resolver sobre a expulsão, a duração do impedimento</p><p>de reingresso e a suspensão ou a revogação dos efeitos da expulsão, observado o disposto</p><p>nesta Lei.</p><p>§ 3º O processamento da expulsão em caso de crime comum não prejudicará a progressão</p><p>de regime, o cumprimento da pena, a suspensão condicional do processo, a comutação da</p><p>pena ou a concessão de pena alternativa, de indulto coletivo ou individual, de anistia ou de</p><p>quaisquer benefícios concedidos em igualdade de condições ao nacional brasileiro.</p><p>§ 4º O prazo de vigência da medida de impedimento vinculada aos efeitos da</p><p>expulsão será proporcional ao prazo total da pena aplicada e NUNCA SERÁ</p><p>SUPERIOR ao dobro de seu tempo.</p><p>DICA 48</p><p>Art. 55, da Lei nº. 13.445/17. Não se procederá à expulsão quando:</p><p>I - a medida configurar extradição inadmitida pela legislação brasileira;</p><p>II - o expulsando:</p><p>a) tiver filho brasileiro que esteja sob sua guarda ou dependência econômica ou</p><p>socioafetiva ou tiver pessoa brasileira sob sua tutela;</p><p>b) tiver cônjuge ou companheiro residente no Brasil, sem discriminação alguma,</p><p>reconhecido judicial ou legalmente;</p><p>c) tiver ingressado no Brasil até os 12 (doze) anos de idade, residindo desde então</p><p>no País;</p><p>d) for pessoa com mais de 70 (setenta) anos que resida no País há mais de 10</p><p>(dez) anos, considerados a gravidade e o fundamento da expulsão.</p><p>DICA 49</p><p>Art. 58, da Lei nº. 13.445/17. No processo de expulsão serão garantidos o contraditório</p><p>e a ampla defesa.</p><p>§ 1º A Defensoria Pública da União será notificada da instauração de processo de</p><p>expulsão, se não houver defensor constituído.</p><p>§ 2º Caberá pedido de reconsideração da decisão sobre a expulsão no prazo de 10</p><p>(dez) dias, a contar da notificação pessoal do expulsando.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>23</p><p>DICA 50</p><p>Art. 60, da Lei nº. 13.445/17. A existência de processo de expulsão não impede a</p><p>saída voluntária do expulsando do País. MUITA ATENÇÃO!</p><p>DICA 51</p><p>LEI Nº. 9.605/98 (CRIMES AMBIENTAIS)</p><p>NÃO ESQUECER!</p><p>>> A responsabilização penal da pessoa jurídica por delitos ambientais É POSSÍVEL;</p><p>INDEPENDENTEMENTE da responsabilização da pessoa física que agia em seu nome.</p><p>>> As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e</p><p>penalmente conforme o disposto na Lei de Crimes Ambientais = nos casos em que a</p><p>infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou</p><p>de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.</p><p>ATENÇÃO! A responsabilidade das pessoas jurídicas NÃO EXCLUI a das pessoas físicas,</p><p>autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato.</p><p>ATENLÇÂO2! Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua</p><p>personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade</p><p>do meio ambiente.</p><p>DICA 52</p><p>As penas aplicáveis - isolada, cumulativa ou alternativamente - às PESSOAS</p><p>JURÍDICAS são:</p><p>MULTA X X</p><p>RESTRITIVAS DE DIREITOS</p><p>I - suspensão parcial</p><p>ou total de atividades;</p><p>II - interdição</p><p>temporária de</p><p>estabelecimento, obra ou</p><p>atividade;</p><p>III - proibição de</p><p>contratar com o Poder</p><p>Público, bem como dele</p><p>obter subsídios,</p><p>subvenções ou doações.</p><p>> A suspensão de</p><p>atividades será</p><p>aplicada quando estas</p><p>não estiverem</p><p>obedecendo às</p><p>disposições legais ou</p><p>regulamentares,</p><p>relativas à proteção do</p><p>meio ambiente.</p><p>> A interdição será</p><p>aplicada quando o</p><p>estabelecimento, obra</p><p>ou atividade estiver</p><p>funcionando sem a</p><p>devida autorização, ou</p><p>em desacordo com a</p><p>concedida, ou com</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>24</p><p>violação de disposição</p><p>legal ou regulamentar.</p><p>A proibição de</p><p>contratar com o Poder</p><p>Público e dele obter</p><p>subsídios, subvenções</p><p>ou doações não</p><p>poderá exceder o</p><p>prazo de dez anos.</p><p>PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À</p><p>COMUNIDADE</p><p>I - custeio de</p><p>programas e de projetos</p><p>ambientais;</p><p>II - execução de</p><p>obras de recuperação de</p><p>áreas degradadas;</p><p>III - manutenção de</p><p>espaços públicos;</p><p>IV - contribuições a</p><p>entidades ambientais ou</p><p>culturais públicas.</p><p>X</p><p>DICA 53</p><p>A PESSOA JURÍDICA constituída ou utilizada, preponderantemente, com o fim de</p><p>permitir, facilitar ou ocultar a prática de CRIME AMBIENTAL terá decretada sua</p><p>LIQUIDAÇÃO FORÇADA = seu patrimônio será considerado instrumento do crime e</p><p>como tal perdido em favor do Fundo Penitenciário Nacional.</p><p>DICA 54</p><p>Nos CRIMES AMBIENTAIS, a SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA PODE SER</p><p>APLICADA nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior A</p><p>TRÊS ANOS.</p><p>DICA 55</p><p>NOS CRIMES AMBIENTAIS:</p><p>*Para IMPOSIÇÃO E GRADAÇÃO DA PENALIDADE, a autoridade competente observará:</p><p>I - a GRAVIDADE DO FATO, tendo em vista os motivos da infração e suas</p><p>consequências para a saúde pública e para o meio ambiente;</p><p>II - os ANTECEDENTES DO INFRATOR quanto ao cumprimento da legislação de</p><p>interesse ambiental;</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>25</p><p>III - a SITUAÇÃO ECONÔMICA DO INFRATOR, no caso de multa.</p><p>OBS.: Nos crimes ambientais a ação penal é PÚBLICA INCONDICIONADA.</p><p>DICA 56</p><p>São CIRCUNSTÂNCIAS QUE AGRAVAM A PENA NOS CRIMES AMBIENTAIS, quando</p><p>não constituem ou qualificam o crime:</p><p>I - REINCIDÊNCIA nos crimes de natureza ambiental;</p><p>II - ter o agente cometido a infração:</p><p>a) para obter vantagem pecuniária;</p><p>b) coagindo outrem para a execução material da infração;</p><p>c) afetando ou expondo a perigo, de maneira grave, a saúde pública ou o</p><p>meio ambiente;</p><p>d) concorrendo para danos à propriedade alheia;</p><p>e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas, por ato</p><p>do Poder Público, a regime especial de uso;</p><p>f) atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos humanos;</p><p>g) em período de defeso à fauna;</p><p>h) em DOMINGOS OU FERIADOS;</p><p>i) à NOITE;</p><p>j) em épocas de seca ou inundações;</p><p>l) no interior do espaço territorial especialmente protegido;</p><p>m) com o emprego de métodos cruéis para abate ou captura de animais;</p><p>n) mediante fraude ou abuso de confiança;</p><p>o) mediante abuso do direito de licença, permissão ou autorização</p><p>ambiental;</p><p>p) no interesse de pessoa jurídica mantida, total ou parcialmente, por</p><p>verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais;</p><p>q) atingindo espécies ameaçadas, listadas em relatórios oficiais das</p><p>autoridades competentes;</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>26</p><p>r) facilitada por funcionário público no exercício de suas funções.</p><p>DICA 57</p><p>Na lei de CRIMES AMBIENTAIS, as penas restritivas de direito são:</p><p>I - prestação de serviços à comunidade;</p><p>II - interdição temporária de direitos;</p><p>III - suspensão parcial ou total de atividades;</p><p>IV - prestação pecuniária;</p><p>V - recolhimento domiciliar.</p><p>OBS.: LEMBRAR QUE NO CASO DE PESSOA JURÍDICA AS PENAS RESTRITIVAS DE</p><p>DIREITOS ESTÃO ESPECIFICADAS DISTINTAMENTE! NÃO CONFUNDIR E CAIR NESSA</p><p>PEGADINHA!</p><p>OBS.2: NOS CRIMES AMBIENTAIS, a PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA consiste no</p><p>pagamento em dinheiro à vítima ou à entidade pública ou privada com fim social, de</p><p>importância, fixada pelo juiz, NÃO INFERIOR A UM SALÁRIO MÍNIMO NEM</p><p>SUPERIOR A TREZENTOS E SESSENTA (360) SALÁRIOS MÍNIMOS. O valor pago será</p><p>deduzido do montante de eventual reparação civil a que for condenado o infrator.</p><p>DICA 58</p><p>*NÃO É CRIME O ABATE DE ANIMAL, quando realizado:</p><p>1. em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua</p><p>família; (Algumas bancas já cobraram inclusive animais em extinção,</p><p>haja vista que a legislação não faz essa ressalva)</p><p>2. para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou</p><p>destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado</p><p>pela autoridade competente;</p><p>3. por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão</p><p>competente.</p><p>DICA 59</p><p>LEI Nº. 9.605/98 (CRIMES AMBIENTAIS)</p><p>Nos CRIMES CONTRA A FLORA, a pena é aumentada de um sexto a um terço se:</p><p>I - do fato resulta a diminuição de águas naturais, a erosão do solo ou</p><p>a modificação do regime climático;</p><p>II - o crime é cometido:</p><p>a) no período de queda das sementes;</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>27</p><p>b) no período de formação de vegetações;</p><p>c) contra espécies raras ou ameaçadas de extinção, ainda que a</p><p>ameaça ocorra somente no local da infração;</p><p>d) em época de seca ou inundação;</p><p>e) durante a noite, em domingo ou feriado.</p><p>DICA 60</p><p>LEI Nº. 9.605/98 (CRIMES AMBIENTAIS)</p><p>CRIME DE POLUIÇÃO – Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais</p><p>que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, OU que provoquem a</p><p>mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:</p><p>Pena - reclusão, de um a quatro anos, E multa.</p><p>*Se o crime é culposo (ATENÇÃO! ADMITE MODALIDADE CULPOSA):</p><p>Pena - detenção, de seis meses a um ano, E multa.</p><p>*Se o crime:</p><p>I - tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para a ocupação humana;</p><p>II - causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que</p><p>momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos</p><p>à saúde da população;</p><p>III - causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do</p><p>abastecimento público de água de uma comunidade;</p><p>IV - dificultar ou impedir o uso público das praias;</p><p>V - ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou</p><p>detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências</p><p>estabelecidas em leis ou regulamentos:</p><p>Pena - reclusão, de um a cinco anos.</p><p>ATENÇÃO! Incorre nas mesmas penas previstas acima (Pena - reclusão, de um a cinco</p><p>anos) quem deixar de adotar, quando assim o exigir a autoridade competente,</p><p>medidas de precaução em caso de risco de dano ambiental GRAVE ou</p><p>IRREVERSÍVEL.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>28</p><p>NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO</p><p>DICA 61</p><p>A criação e extinção de órgãos da Administração Indireta se dá através de LEI EM SENTIDO</p><p>FORMAL.</p><p>*Poder Executivo → iniciativa de lei cabe ao chefe desse poder (art. 61, §1º, inciso II, alínea</p><p>“e”);</p><p>*Poder Judiciário → iniciativa de lei cabe ao STF, aos Tribunais Superiores e aos TJs,</p><p>conforme o caso, nos termos da CF, art. 96, inciso II, alíneas “c” e “d”;</p><p>*Poder Legislativo → ATENÇÃO! Segundo José dos Santos Carvalho Filho, pela</p><p>interpretação do art. 51, IV e XIII, da CF/88, a criação e a extinção de seus órgãos, bem</p><p>como as normas sobre sua organização e funcionamento não dependem de lei, não depende</p><p>de lei, mas tão somente de atos administrativos praticados pelas respectivas Casas.</p><p>ATENÇÃO! É recomendável que o candidato se atente pela regra geral: NECESSIDADE DE</p><p>LEI EM SENTIDO FORMAL para criação e extinção. Todavia, se o examinador abordar de</p><p>modo expresso o caso específico do Poder Legislativo, recomenda-se o entendimento do</p><p>aludido autor.</p><p>DICA 62</p><p>As fundações públicas são criadas pelo Estado por meio de patrimônio público, já as</p><p>privadas são criadas por uma pessoa privada, a partir de patrimônio privado.</p><p>DICA 63</p><p>Não se considera a publicidade como elemento de formação do ato administrativo</p><p>(elemento de validade do ato administrativo). É, na verdade, um requisito de eficácia, ou</p><p>seja, o permite a produzir seus efeitos esperados.</p><p>DICA 64</p><p>SEM X EP</p><p>EP SEM</p><p>Foro processual Justiça Federal</p><p>(regra)</p><p>Justiça Estadual</p><p>(regra)</p><p>Forma societária</p><p>Qualquer forma Sempre S.A</p><p>Capital 100% público</p><p>OBS: é possível a</p><p>participação de PJ de</p><p>direito privado, que</p><p>seja integrante da</p><p>administração</p><p>indireta.</p><p>Público + privado,</p><p>com a maioria do</p><p>capital votando</p><p>público.</p><p>*Lei das Estatais (Lei n. 13.303/2016)</p><p>→ Empresa pública: entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com</p><p>criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente</p><p>detido pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios (admite a</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>29</p><p>participação de outras PJ de direito público interno bem como de entidades da</p><p>Adm. indireta).</p><p>→ Sociedade de economia mista: entidade dotada de personalidade jurídica de direito</p><p>privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações</p><p>com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos</p><p>Municípios ou a entidade da administração indireta.</p><p>DICA 65</p><p>As autarquias e as fundações públicas de direito público (também denominadas</p><p>fundações autárquicas ou autarquia fundacional) adquirem a personalidade jurídica</p><p>com a vigência da LEI DE CRIAÇÃO. Logo, não há que se falar em registro do ato</p><p>constitutivo.</p><p>DICA 66</p><p>ATENÇÃO! Os atos praticados pelos administradores de uma sociedade de economia mista,</p><p>nesta qualidade, podem ter natureza de ato administrativo, a exemplo de decisões</p><p>indeferindo requerimento de informações, formulado por particular, sobre os serviços</p><p>públicos prestados pela empresa.</p><p>DICA 67</p><p>REGULAMENTO AUTORIZADO: são atos normativos que complementam, em especial,</p><p>matérias de natureza técnica (discricionariedade técnica); equiparam-se às normas</p><p>penais em branco do D. Penal. Carecem de prévia autorização legal para que sejam</p><p>editados. Ex.: regulamentos técnicos expedidos pela Anatel.</p><p>DICA 68</p><p>Classificações dos atos administrativos</p><p>● Quanto ao grau de liberdade em sua prática: atos vinculados e atos discricionários;</p><p>● Quanto aos destinatários do ato: atos gerais e individuais;</p><p>● Quanto à situação de terceiros: atos internos e externos;</p><p>● Quanto à formação de vontade: atos simples, complexos e compostos;</p><p>● Quanto às prerrogativas com que atua a Administração: atos de império, de gestão</p><p>e de expediente;</p><p>● Quanto aos efeitos: atos constitutivos, extintivos, modificativos e declaratórios;</p><p>● Quanto aos requisitos de validade: atos válidos, nulos, anuláveis e inexistentes;</p><p>● Quanto à exequibilidade: atos perfeitos, eficazes, pendentes e consumados.</p><p>DICA 69</p><p>A discricionariedade também existe quando a lei usa, na descrição do motivo que enseja a</p><p>prática do ato administrativo, conceitos jurídicos indeterminados, isto é, expressões de</p><p>significado vago, impreciso, tais como “insubordinação grave”, “conduta escandalosa”,</p><p>“boa-fé”, “moralidade pública” e outras do gênero.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>30</p><p>Ressalte-se que os conceitos jurídicos indeterminados geralmente possuem zonas de</p><p>certeza positivas e negativas, nas quais é possível afirmar, de forma inequívoca, se</p><p>determinado fato se enquadra ou não no conceito; assim, nas zonas de certeza não há</p><p>discricionariedade. Com efeito, a liberdade do administrador está restrita às</p><p>chamadas “zonas cinzentas”, nas quais o conceito jurídico indeterminado permite mais</p><p>de uma interpretação legítima.</p><p>DICA 70</p><p>Os atos gerais são dotados de “generalidade e abstração” ou, em outras palavras, de</p><p>“normatividade”. Por isso, também são chamados de atos abstratos, impróprios ou</p><p>normativos.</p><p>Exemplos de atos gerais: regulamentos, instruções normativas, portarias, circulares,</p><p>resoluções, dentre outros.</p><p>O conteúdo dos atos gerais é sempre discricionário, limitado, porém, pelo conteúdo</p><p>da lei. Ora, se a lei admite regulamentação, por óbvio a Administração tem certa margem</p><p>de liberdade para definir as melhores formas de dar cumprimento aos comandos legais; o</p><p>ato normativo não pode, contudo, ir além do que a lei prevê.</p><p>Uma vez que seu conteúdo é discricionário, os atos gerais podem ser revogados a</p><p>qualquer tempo, respeitados os direitos adquiridos durante a sua vigência.</p><p>DICA 71</p><p>Os atos individuais são os que produzem efeitos jurídicos no caso concreto. Regulam</p><p>situações concretas e destinam-se a pessoas específicas. Por isso também são chamados</p><p>de atos concretos ou próprios.</p><p>Exemplos de atos individuais: nomeação, exoneração, tombamento, decretos de</p><p>desapropriação, autorização, licença etc.</p><p>Detalhe importante é que o ato individual pode ter um único destinatário (ato singular)</p><p>ou diversos destinatários (ato plúrimo). O que caracteriza o ato individual é o fato de</p><p>seus destinatários serem certos e determinados.</p><p>DICA 72</p><p>Atos internos e externos</p><p>Nos atos internos, os efeitos do ato atingem apenas os agentes e órgãos da entidade que</p><p>o editou.</p><p>Exemplos de atos internos: portaria de remoção de um servidor; ordens de serviço em</p><p>geral; portaria de criação de um grupo de trabalho; designação de servidor para participar</p><p>de um curso etc.</p><p>Nos atos externos, os efeitos do ato alcançam os administrados em geral, os contratantes</p><p>e, em certos casos, os próprios servidores.</p><p>Ressalte-se que os atos externos podem ser destinados tanto aos particulares quanto à</p><p>própria Administração; o que os distingue é o fato de produzirem efeitos fora da</p><p>repartição que os originou.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>31</p><p>Exemplos de atos externos: atos normativos, nomeação de aprovados em um concurso</p><p>público, multas aplicadas a empresas contratadas pela Administração, editais de licitação</p><p>etc.</p><p>DICA 73</p><p>Atos simples, complexos e compostos</p><p>● Atos simples são os que decorrem da manifestação de um único órgão, unipessoal ou</p><p>colegiado.</p><p>● Atos complexos são os que decorrem de duas ou mais manifestações de vontade</p><p>autônomas, provenientes de órgãos diversos (há um ato único).</p><p>● Ato composto é o que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, em que a vontade</p><p>de um é instrumental em relação à do outro (existem dois atos).</p><p>DICA 74</p><p>Ato válido, nulo, anulável e inexistente</p><p>O ato válido é aquele que respeitou, em sua formação, todos os requisitos legais relativos</p><p>aos elementos competência, finalidade, forma, motivo e objeto. Por outras palavras, é o ato</p><p>que não tem qualquer vício, qualquer ilegalidade.</p><p>O ato nulo é aquele com vício insanável em um dos seus elementos constitutivos. Por</p><p>exemplo, o ato com motivo inexistente, o ato com objeto não previsto em lei e o ato</p><p>praticado com desvio de finalidade.</p><p>Ressalte-se que os atos nulos são atos ilegais ou ilegítimos e, por isso, não podem ser</p><p>convalidados; ao contrário, devem ser anulados. Lembrando que o administrado não pode</p><p>se negar a dar cumprimento ao ato nulo até que a nulidade seja reconhecida e declarada</p><p>pela Administração ou pelo Judiciário (atributo da presunção de legitimidade dos atos</p><p>administrativos).</p><p>O ato anulável é o que apresenta defeito sanável, ou seja, passível de convalidação pela</p><p>própria Administração. São sanáveis os vícios de competência quanto à pessoa (e não</p><p>quanto à matéria), exceto se se tratar de competência exclusiva, e o vício de forma, a</p><p>menos que se trate de forma exigida pela lei como condição essencial à validade do ato.</p><p>O ato inexistente é aquele que apenas possui aparência de ato administrativo, mas, na</p><p>verdade, possui algum defeito capital que o impede de produzir efeitos no mundo jurídico.</p><p>DICA 75</p><p>Ato perfeito, eficaz, pendente e consumado</p><p>- Ato perfeito é aquele que já concluiu todas as etapas da sua formação.</p><p>- Ato eficaz é o ato perfeito que já está apto a produzir efeitos, não dependendo de nenhum</p><p>evento posterior, como termo, condição,</p><p>aprovação, autorização etc.</p><p>- Ato pendente é o ato perfeito que ainda depende de algum evento posterior para produzir</p><p>efeitos.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>32</p><p>- Ato consumado ou exaurido é o que já produziu todos os efeitos que estava apto a</p><p>produzir.</p><p>DICA 76</p><p>O ato administrativo pode ser:</p><p>→ Perfeito, válido e eficaz: quando cumpriu seu ciclo de formação (perfeito), encontra-</p><p>se em conformidade com a ordem jurídica (válido) e disponível para a produção dos efeitos</p><p>que lhe são típicos (eficaz);</p><p>→ Perfeito, inválido e eficaz: quando, cumprido o ciclo de formação, o ato, ainda que</p><p>contrário à ordem jurídica (inválido, portanto), encontra-se produzindo os efeitos que lhe</p><p>são inerentes.</p><p>→ Perfeito, válido e ineficaz: quando, cumprido o ciclo de formação, encontra-se em</p><p>consonância com a ordem jurídica, contudo, ainda não se encontra disponível para a</p><p>produção dos efeitos que lhe são próprios, por depender de um termo inicial ou de uma</p><p>condição suspensiva, ou autorização, aprovação ou homologação.</p><p>→ Perfeito, inválido e ineficaz: quando, cumprido o ciclo de formação, o ato encontra-se</p><p>em desconformidade com a ordem jurídica, ao tempo que não pode produzir seus efeitos</p><p>por se encontrar na dependência de algum evento futuro necessário a produção de seus</p><p>efeitos.</p><p>DICA 77</p><p>Espécies de atos administrativos</p><p>Atos normativos são os atos com efeitos gerais e abstratos, e, bem por isso, atingem</p><p>todos aqueles que se situam em idêntica situação jurídica (não têm destinatários</p><p>determinados).</p><p>Os atos normativos não podem ser objeto de impugnação direta por meio de recursos</p><p>administrativos ou ação judicial ordinária. Em outras palavras, o administrado não pode</p><p>entrar com um recurso administrativo ou com uma ação ordinária na Justiça para requerer</p><p>a anulação de um ato normativo; o que ele pode fazer é pedir a anulação dos efeitos</p><p>provocados pelo ato sobre a sua situação particular, mas não a invalidação do ato em si.</p><p>DICA 78</p><p>Principais atos normativos</p><p>Decretos: são atos resultantes da manifestação de vontade dos chefes do Executivo</p><p>(Presidente da República, Governadores e Prefeitos). Os decretos podem ser gerais ou</p><p>individuais.</p><p>Regulamentos: são atos normativos que especificam, detalham, explicam os</p><p>mandamentos da lei. Destinam-se à atuação externa (normatividade em relação aos</p><p>particulares). São postos em vigência, em regra, por Decretos do Poder Executivo.</p><p>Instruções normativas: são atos normativos expedidos pelos Ministros de Estado para a</p><p>execução das leis, decretos ou regulamentos.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>33</p><p>Regimentos: são atos administrativos normativos de atuação interna, dado que se</p><p>destinam a reger o funcionamento de órgãos colegiados e de corporações legislativas.</p><p>Derivam também do poder hierárquico da Administração, já que visam à organização</p><p>interna de seus órgãos.</p><p>Resoluções: são atos, normativos ou individuais, emanados de autoridades de elevado</p><p>escalão administrativo como, por exemplo, Ministros e Secretários de Estado ou Município,</p><p>ou de algumas pessoas administrativas ligadas ao Governo.</p><p>Deliberações: são atos oriundos, em regra, de órgãos colegiados, como conselhos,</p><p>comissões, tribunais administrativos etc. Normalmente, representam a vontade majoritária</p><p>de seus componentes. Quando normativas, são atos gerais (normativos); quando</p><p>decisórias, são atos individuais.</p><p>DICA 79</p><p>Principais espécies de atos negociais</p><p>Licença: ato administrativo vinculado e definitivo, cuja função é conferir direitos ao</p><p>particular que preencheu todos os requisitos legais. Trata-se de um direito subjetivo;</p><p>portanto, não pode ser negado pela Administração.</p><p>Autorização: ato administrativo discricionário e precário pelo qual a Administração Pública</p><p>possibilita ao particular o exercício de alguma atividade material de predominante interesse</p><p>dele e que, sem esse consentimento, seria legalmente proibida (autorização como ato de</p><p>polícia), ou a prestação de serviço público não exclusivo do Estado (autorização de serviço</p><p>público), ou, ainda, a utilização de um bem público (autorização de uso).</p><p>Permissão: ato administrativo discricionário e precário pelo qual a Administração faculta</p><p>ao particular o uso de bem público. Ressalte-se que a permissão, enquanto ato</p><p>administrativo, refere-se apenas ao uso de bem público; caso se refira à delegação de</p><p>serviços públicos, a permissão deve ser formalizada mediante um “contrato de adesão”,</p><p>precedido de licitação (ou seja, não constitui um ato administrativo).</p><p>DICA 80</p><p>Os atos punitivos são aqueles que impõem sanções administrativas aos que descumprirem</p><p>normas legais ou administrativas. Podem ser de ordem interna ou externa.</p><p>Os atos punitivos internos têm como destinatários os servidores públicos. São exemplos</p><p>as penalidades disciplinares, como a advertência, suspensão, demissão.</p><p>Já os atos punitivos externos têm como destinatários os particulares que pratiquem</p><p>infrações administrativas em geral. São exemplos as sanções aplicadas aos particulares</p><p>contratados pela Administração Pública, previstas na Lei de Licitações e Contratos, bem</p><p>como as penalidades aplicadas no âmbito da atividade de polícia administrativa (interdição</p><p>de atividades, destruição de alimentos, substâncias ou objetos imprestáveis, nocivos ao</p><p>consumo ou, ainda, proibidos em lei etc.).</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>34</p><p>DICA 81</p><p>Um ato administrativo extingue-se por:</p><p>→ Cumprimento de seus efeitos (extinção natural), por exemplo, o gozo de férias pelo</p><p>servidor, a execução da ordem de demolição de uma casa, a chegada do termo final do ato</p><p>etc.</p><p>→ Desaparecimento do sujeito (extinção subjetiva) ou do objeto (extinção</p><p>objetiva), por exemplo, a concessão de licença para tratar de interesse particular a servidor</p><p>que, posteriormente, vem a falecer (extinção subjetiva); a permissão para uso de bem</p><p>público que vem a ser destruído por catástrofe natural (extinção objetiva).</p><p>→ Retirada, que abrange:</p><p>● Revogação, em que a retirada se dá por razões de conveniência e</p><p>oportunidade;</p><p>● Anulação ou invalidação, por razões de legalidade;</p><p>● Cassação, em que a retirada ocorre pelo descumprimento de condição</p><p>fundamental para que o ato pudesse ser mantido, por exemplo, ultrapassar o</p><p>número máximo de infrações de trânsito permitido em um ano, fazendo com</p><p>que o infrator tenha sua habilitação cassada.</p><p>● Caducidade, em que a retirada se dá porque uma norma jurídica posterior</p><p>tornou inviável a permanência da situação antes permitida pelo ato. O exemplo</p><p>dado é a caducidade de permissão para explorar parque de diversões em local</p><p>que, em face da nova lei de zoneamento, tornou-se incompatível com aquele</p><p>tipo de uso.</p><p>● Contraposição, que se dá pela edição posterior de ato cujos efeitos se</p><p>contrapõem ao anteriormente emitido. É o caso da exoneração de servidor, que</p><p>tem efeitos contrapostos à nomeação.</p><p>● Renúncia, pela qual se extinguem os efeitos do ato porque o próprio</p><p>beneficiário abriu mão de uma vantagem de que desfrutava. É o caso, por</p><p>exemplo, do servidor inativo que abre mão da aposentadoria para reassumir</p><p>cargo na Administração.</p><p>DICA 82</p><p>Não são passíveis de revogação os atos:</p><p>→ exauridos ou consumados: afinal, o efeito da revogação é não retroativo, para o futuro;</p><p>como o ato já não tem mais efeitos a produzir, a sua revogação não faz sentido;</p><p>→ vinculados: haja vista que a revogação tem por fundamento razões de conveniência e</p><p>de oportunidade, inexistentes nos atos vinculados;</p><p>→ que geraram direitos adquiridos: é uma garantia constitucional (CF, art. 5º, XXXVI);</p><p>se nem a lei pode prejudicar um direito adquirido, muito menos o poderia um juízo de</p><p>conveniência e oportunidade;</p><p>Licensed</p><p>to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>35</p><p>→ integrantes de um procedimento administrativo: porque a prática do ato sucessivo</p><p>acarreta a preclusão do ato anterior, ou seja, ocorre a preclusão administrativa em relação</p><p>à etapa anterior, tornando incabível uma nova apreciação do ato anterior quanto ao seu</p><p>mérito;</p><p>→ meros atos administrativos: como são os atestados, os pareceres e as certidões,</p><p>porque os efeitos deles decorrentes são estabelecidos pela lei;</p><p>→ complexos: uma vez que tais atos são formados pela conjugação de vontades</p><p>autônomas de órgãos diversos, e, com isso, a vontade de um dos órgãos não pode desfazer</p><p>o ato; e</p><p>→ quando se exauriu a competência relativamente ao objeto do ato (ex: o ato foi</p><p>objeto de recurso administrativo cuja apreciação compete a instância superior; nesse caso,</p><p>a autoridade que praticou o ato recorrido não mais poderá revogá-lo, pois sua competência</p><p>no processo já se exauriu).</p><p>DICA 83</p><p>ATO ADMINISTRATIVO</p><p>REVOGAÇÃO ANULAÇÃO CONVALIDAÇÃO</p><p>Natureza do</p><p>controle</p><p>De mérito (sem</p><p>vício)</p><p>Legalidade e</p><p>legitimidade</p><p>(vícios insanáveis)</p><p>Legalidade e</p><p>legitimidade</p><p>(vícios sanáveis)</p><p>Eficácia</p><p>Ex nunc (não</p><p>retroage)</p><p>Ex tunc (retroage)</p><p>Ex tunc (retroage)</p><p>Competência Administração Administração e</p><p>Judiciário</p><p>Administração</p><p>Incidência</p><p>Atos</p><p>discricionários</p><p>(não existe</p><p>revogação de ato</p><p>vinculado)</p><p>Atos vinculados e</p><p>discricionários</p><p>Atos vinculados e</p><p>discricionários</p><p>Natureza do</p><p>desfazimento</p><p>A revogação é um</p><p>ato discricionário.</p><p>A anulação de ato</p><p>com vício insanável é</p><p>um ato vinculado. A</p><p>anulação de ato com</p><p>vício sanável passível</p><p>de convalidação é</p><p>um ato discricionário.</p><p>A convalidação é um</p><p>ato discricionário</p><p>(pode-se optar pela</p><p>anulação do ato).</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>36</p><p>DICA 84</p><p>A convalidação produz efeitos retroativos (ex tunc), de tal modo que os efeitos</p><p>produzidos pelo ato enquanto ainda apresentava o vício passam a ser considerados válidos,</p><p>não passíveis de desconstituição. Essa possibilidade de aproveitamento dos atos com vícios</p><p>sanáveis é que representa a grande vantagem da convalidação em relação à anulação, pois</p><p>gera economia de procedimentos e segurança jurídica.</p><p>Ressalte-se que a convalidação não é controle de mérito, e sim de legalidade, incidente</p><p>sobre os vícios sanáveis nos elementos competência e forma. Assim, tanto atos</p><p>vinculados como discricionários podem ser convalidados.</p><p>DICA 85</p><p>Súmula Vinculante nº 3 do STF</p><p>Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a</p><p>ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo</p><p>que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de</p><p>concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>37</p><p>NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL</p><p>DICA 86</p><p>Diferenças entre o Mandado Injunção e a Ação Direta de Inconstitucionalidade</p><p>Mandado de Injunção Ação Direta de</p><p>Inconstitucionalidade por</p><p>Omissão</p><p>Objeto Exercício dos direitos e</p><p>liberdades constitucionais e das</p><p>prerrogativas inerentes à</p><p>nacionalidade, à soberania e à</p><p>cidadania ainda não integrados</p><p>(mais restrito)</p><p>Norma constitucional ainda não</p><p>plenamente efetiva em razão de</p><p>omissão total ou parcial de</p><p>qualquer dos Poderes ou órgãos</p><p>administrativos (mais amplo)</p><p>Via de controle Controle difuso de</p><p>Constitucionalidade</p><p>Controle concentrado de</p><p>constitucionalidade</p><p>Legitimação</p><p>ativa</p><p>Mandado de injunção</p><p>individual:</p><p>- Pessoa física ou jurídica titular</p><p>dos direitos e liberdades</p><p>Mandado de injunção</p><p>coletivo:</p><p>- Partido político com</p><p>representação no Congresso</p><p>Nacional;</p><p>- Organização sindical e</p><p>entidade de classe;</p><p>- Associação que esteja</p><p>constituída há pelo menos 1</p><p>ano.</p><p>- o Presidente da República;</p><p>- a Mesa do Senado Federal;</p><p>- a Mesa da Câmara dos</p><p>Deputados;</p><p>- a Mesa de Assembleia</p><p>Legislativa;</p><p>- o Governador de Estado;</p><p>- a Mesa de Assembleia Legislativa</p><p>ou da Câmara Legislativa do</p><p>Distrito Federal;</p><p>- o Governador de Estado ou do</p><p>Distrito Federal;</p><p>- o Procurador-Geral da República;</p><p>- o Conselho Federal da Ordem</p><p>dos Advogados do Brasil;</p><p>- partido político com</p><p>representação no Congresso</p><p>Nacional;</p><p>- confederação sindical ou</p><p>entidade</p><p>de classe de âmbito nacional.</p><p>Competência STF, STJ e TJs STF e TJs</p><p>Efeitos da</p><p>decisão</p><p>Mandamental e Constitutiva Mandamental</p><p>DICA 87</p><p>O HC 93.050/RJ do STF:</p><p>''Para os fins da proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da Constituição da República,</p><p>o conceito normativo de "casa" revela-se abrangente e, por estender-se a qualquer</p><p>compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou</p><p>atividade (CP, art. 150, § 4º, III), compreende, observada essa específica limitação espacial</p><p>(área interna não acessível ao público), os escritórios profissionais, inclusive os de</p><p>contabilidade''.</p><p>Licensed to Julia caruna mendes da silva - juliacaruna@gmail.com - 018.461.483-08</p><p>Memorex PF (Agente) - Rodada 02</p><p>38</p><p>DICA 88</p><p>O princípio da razoabilidade destaca-se como importante instrumento de controle da</p><p>atividade legislativa, bem como na aplicação no exercício da discricionariedade</p><p>administrativa, servindo como garantia da legitimidade da ação administrativa, evitando-se</p><p>a prática de atos arbitrários e com desvio de finalidade.</p><p>Quanto aos aspectos do princípio da razoabilidade, podem ser apontadas a adequação,</p><p>a necessidade e a proporcionalidade em sentido estrito.</p><p>A adequação refere-se à aferição da eficácia do meio escolhido em alcançar o fim público</p><p>objetivado, enquanto a necessidade traduz-se na escolha do melhor meio, menos oneroso</p><p>e prejudicial aos administrados, e, por fim, a proporcionalidade, que quer significar</p><p>equilíbrio entre os meios e os fins públicos a serem alcançados.</p><p>Se, por um lado, a atividade discricionária se submete ao binômio da conveniência e da</p><p>oportunidade, há situações discrepantes que autorizam a anulação dos atos por</p><p>arbitrariedade, enfim, por falta de razoabilidade. Por exemplo: a exigência de pesagem</p><p>de botijões de gás no momento da compra não é adequada à finalidade de garantir que o</p><p>consumidor pague exatamente pela quantidade de gás existente no botijão, bem como a</p><p>concessão de adicional de férias para aposentados.</p><p>Como esclarece Gilmar Mendes, não basta verificar se as restrições estabelecidas foram</p><p>baixadas com observância dos requisitos formais previstos na Constituição. Cumpre</p><p>indagar, também, se as condições impostas pelo legislador não se revelariam incompatíveis</p><p>com o princípio da proporcionalidade (adequação, necessidade, razoabilidade).</p><p>DICA 89</p><p>A liberdade de locomoção no território nacional em tempo de paz e a liberdade de</p><p>reunião encontram-se expressamente consagradas pelo art.5º, XV e XVI, da Constituição</p><p>Federal como um direito fundamental do indivíduo:</p><p>''Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se</p><p>aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à</p><p>liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:</p><p>XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer</p><p>pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;</p><p>XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao</p><p>público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião</p><p>anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à</p><p>autoridade competente''.</p><p>Ambas as prerrogativas constitucionais são passíveis de</p>