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<p>III Unidade</p><p>Aula 01 – Esquemas posológicos e ajustes de dose</p><p>Conceitos iniciais</p><p>DOSE: Quantidade de fármaco utilizada para obter o efeito</p><p>terapêutico</p><p>Unidades:</p><p>• Massa, p. ex. comprimido de 500 mg</p><p>• Massa/peso, p. ex. 5 mg/kg</p><p>Determinação de uma dose padrão</p><p>Ensaios clínicos de fase I: Voluntários sadios ou e pacientes com</p><p>capacidade média de absorver, distribuir e eliminar o fármaco</p><p>Fatores que determinam a dose:</p><p>• Potência e via de administração</p><p>• Parâmetros farmacocinéticos</p><p>• Vários processos fisiológicos: p. ex., tamanho do corpo, maturação</p><p>da função de órgãos em lactentes</p><p>• Patológicos: p. ex., insuficiência cardíaca, insuficiência renal</p><p>Esquemas ou Regimes posológicos</p><p>É a forma pela qual um fármaco é administrado ao paciente ◦ Via de</p><p>administração ◦ Dose ◦ Frequência de administração ◦ Duração do</p><p>tratamento</p><p>Fármacos administrados por via IV:</p><p>Volume de distribuição</p><p>Volume de distribuição aparente (Vd): volume aparentemente</p><p>necessário para conter a quantidade total do fármaco (Q) no</p><p>organismo, na mesma concentração presente no plasma (Cp) –</p><p>distribuição homogênea em todo o corpo</p><p>Dose de ataque ou de impregnação</p><p>Dose que eleva de imediato a concentração do fármaco no plasma</p><p>para a concentração-alvo.</p><p>Teoricamente, apenas a quantidade da dose de ataque precisa ser</p><p>calculada – não a velocidade de sua administração.</p><p>Exemplo:</p><p>Uma concentração-alvo de teofilina no plasma de 10 mg/L é desejada</p><p>para aliviar a asma brônquica aguda em um paciente. Considere o Vd</p><p>= 35 litros.</p><p>Quando utilizar dose de ataque?</p><p>Quando o tempo necessário para atingir o estado de equilíbrio</p><p>com a administração do fármaco a uma taxa constante (4 meias-vidas</p><p>de eliminação) for relativamente longo para as demandas de tempo</p><p>impostas pelo distúrbio que está sendo tratado.</p><p>Por exemplo:</p><p>• A meia-vida da lidocaína geralmente é de 1-2 h.</p><p>• 4-8 h até atingir uma concentração terapêutica de lidocaína</p><p>por infusão (estado de equilíbrio)</p><p>• Arritmias que ocorrem após o infarto do miocárdio podem levar</p><p>à morte em um curto espaço de tempo</p><p>• Por isso, geralmente, administra-se uma dose de impregnação</p><p>(ou de ataque) de lidocaína na unidade de terapia coronariana.</p><p>Desvantagens da dose de ataque</p><p>• Exposição de elevadas doses repentinamente a um indivíduo com</p><p>hipersensibilidade</p><p>• Fármaco usado tiver meia-vida longa, será necessário algum</p><p>tempo para que a concentração diminua, caso o nível atingido</p><p>seja excessivo.</p><p>• Administração de altas concentrações por via parenteral em</p><p>injeção rápida: efeitos tóxicos locais.</p><p>➢ Não existe absorção</p><p>➢ A fase inicial: distribuição</p><p>(imediatamente após a</p><p>administração até a rápida queda</p><p>na concentração), na qual o</p><p>fármaco rapidamente sai da</p><p>circulação e entra nos tecidos</p><p>➢ Fase de eliminação (metabolismo e</p><p>excreção)</p><p>DEPURAÇÃO</p><p>Conceito mais importante a ser considerado durante o planejamento</p><p>de um esquema racional de administração prolongada de um fármaco.</p><p>◦ Objetivo: manter as concentrações de um fármaco em equilíbrio</p><p>dentro da janela ou faixa terapêutica associada à eficácia e ao</p><p>mínimo de efeitos tóxicos de uma determinada substância.</p><p>Clearance: Taxa de eliminação de um fármaco do corpo em relação à</p><p>concentração plasmática dele. Fator que prediz a velocidade de</p><p>eliminação em relação a concentração do fármaco (C).</p><p>Cinética do metabolismo e da excreção</p><p>O clearance é o volume de fluido depurado (“limpo”) do fármaco</p><p>por unidade de tempo, dado na razão volume/tempo (L/h ou ml/min).</p><p>Um exemplo disso é um fármaco com CL = 20 ml/min e Vd = 50 L,</p><p>significa que 20 ml dos 50 litros serão depurados a cada min.</p><p>O CL pode ser obtido por diferentes órgãos, como rim, fígado e</p><p>outros, daí, o CLsistêmico é dado pela soma dos CL parciais, e pode,</p><p>também, ser calculado pela seguinte forma:</p><p>Exemplo:</p><p>Cefalexina (90% excretada sem alterações pela urina) possui um</p><p>clearance de 4,3 ml/min/kg (sistêmica). Seja um homem com 70 kg.</p><p>Calcule a depuração que não é excretada pelo rim.</p><p>Como determinar a taxa de depuração/eliminação de um fármaco???</p><p>A depuração não indica quanto do fármaco está sendo removido,</p><p>mas sim o volume de um líquido biológico (p. ex., sangue ou plasma)</p><p>a partir do qual ele precisaria ser totalmente removido para calcular</p><p>a depuração por unidade de peso corporal (p. ex., mL/min/kg).</p><p>Cinética do metabolismo e da excreção</p><p>➢ Cinética de 1ª ordem</p><p>Cinética de ordem 0 ou outra</p><p>Eliminação de capacidade limitada (ex.: fenitoína, AAS,</p><p>álcool), também conhecida como: ordem mista ou de ordem zero,</p><p>saturável, dependente de dose ou concentração, não linear e</p><p>eliminação de Michaelis-Menten</p><p>CLEARANCE HEPÁTICO</p><p>Importância clínica da Depuração</p><p>Determinar a quantidade de fármaco (frequência de administração)</p><p>necessária para manter a concentração no estado estável</p><p>(“concentração alvo”). Por definição, no estado estável:</p><p>Meia Vida (t1/2): Tempo necessário para a concentração fármaco no</p><p>plasma diminuir a metade de seu valor original, durante a</p><p>eliminação.</p><p>Meia vida indica o tempo necessário para se atingir 50% do estado</p><p>de equilíbrio – ou para diminuir 50% das condições de equilíbrio –</p><p>depois de uma mudança na velocidade de administração do fármaco</p><p>(doses consecutivas). Após a 5ª meia vida se alcança o equilíbrio</p><p>dinâmico.</p><p>O tempo do curso do fármaco no corpo depende tanto do volume</p><p>de distribuição (Vd) como da depuração (Cl):</p><p>Como a eliminação de fármacos pode ser descrita por um processo exponencial,</p><p>demonstra-se que o tempo gasto pela diminuição em duas vezes é proporcional ao</p><p>logaritmo natural de 2. A constante 0,693 (ou aproximadamente 0,7) na equação é uma</p><p>aproximação do logaritmo natural de 2.</p><p>A meia vida do fármaco também pode ser determinada em função de K</p><p>(velocidade de eliminação):</p><p>Aplicação farmacêutica</p><p>Após ter passado por 3 a 5 meias vidas, um fármaco é eliminado</p><p>em uma extensão tal que apresentará pouco ou não terá efeito sobre</p><p>o organismo, além de que a concentração diminuirá para níveis abaixo</p><p>do detectável.</p><p>A meia vida permite o cálculo da frequência de doses necessária</p><p>para manter a concentração plasmática do fármaco dentro da faixa</p><p>terapêutica. Além disso, é útil para estabelecer o intervalo de</p><p>tempo entre a administração de fármacos que interagem entre si.</p><p>DOSE DE MANUTENÇÂO</p><p>Fármaco é administrado de maneira a manter um estado de</p><p>equilíbrio do mesmo no corpo, ou seja, em cada dose, só se dá fármaco</p><p>suficiente para repor o eliminado desde a dose precedente, mantendo</p><p>a concentração alvo (CA).</p><p>Exemplo:</p><p>Uma concentração-alvo de teofilina no plasma de 10 mg/L é desejada</p><p>para aliviar a asma brônquica aguda em um paciente. Se o paciente</p><p>não é fumante e apresenta estado normal exceto pela asma, pode-se</p><p>usar a depuração média deste fármaco de 2,8 L/h/70 kg. Visto que o</p><p>fármaco será administrado como uma infusão intravenosa, F = 1.</p><p>Observação: Se o fármaco é dado por uma via que tem uma</p><p>biodisponibilidade menor do que 100%, então a velocidade de</p><p>administração deve ser modificada.</p><p>Para administração oral</p><p>Doses intermitentes</p><p>Exemplo:</p><p>Se o ataque de asma for aliviado, o médico pode manter esse nível</p><p>plasmático com teofilina via oral, dada a cada 12 horas usando uma</p><p>formulação de liberação prolongada, para se aproximar de uma infusão</p><p>intravenosa contínua. De acordo a *Foral é 0,96.</p><p>a) Quando o intervalo de dosagem for 12 horas, qual o tamanho de</p><p>cada dose de manutenção?</p><p>b) E se fossem a cada 8h?</p><p>c) E se fosse uma vez ao dia?</p><p>Na maioria dos esquemas posológicos, os níveis de fármacos</p><p>acumulam-se depois de cada dose sucessiva, e o estado de equilíbrio</p><p>dinâmico só é</p><p>alcançado quando a quantidade de fármaco que entra no</p><p>sistema é igual à que está sendo removida.</p><p>Sempre que um fármaco é administrado mais de uma vez antes de</p><p>decorridas quatro meias-vidas de eliminação, ocorre acúmulo do</p><p>composto no organismo.</p><p>Dose de manutenção x dose de ataque</p><p>Na ausência de uma dose de ataque, são necessárias quatro a</p><p>cinco meias-vidas de eliminação para que um fármaco alcance o</p><p>equilíbrio entre sua distribuição tecidual e a concentração</p><p>plasmática. O uso de uma dose de ataque contorna esse processo,</p><p>visto que proporciona quantidade suficiente do medicamento para</p><p>atingir concentrações apropriadas (terapêuticas) no sangue e nos</p><p>tecidos depois da administração de apenas uma ou duas doses.</p><p>Exemplo:</p><p>A lidocaína possui Vd = 77l em uma pessoa de 70kg. Pressupondo a</p><p>necessidade de uma concentração plasmática no estado de equilíbrio</p><p>dinâmico de 3,5 mg/ℓ para controlar as arritmias ventriculares, qual</p><p>a dose de ataque apropriada?</p><p>Ajuste de doses</p><p>➢ O esquema posológico é determinado principalmente pela</p><p>farmacocinética do fármaco.</p><p>➢ Em caso de doença no órgão encarregado de eliminar o fármaco</p><p>escolhido, haverá necessidade de ajuste de posologia.</p><p>➢ Por exemplo, um fármaco como o ibuprofeno, eliminado</p><p>principalmente pelos rins, a função renal deve ser avaliada.</p><p>Foco da farmacocinética: Concentrações do fármaco no plasma</p><p>sanguíneo</p><p>Em nível clínico, é preciso</p><p>lembrar-se desse princípio ao</p><p>modificar o esquema posológico,</p><p>visto que devem ocorrer pelo menos</p><p>quatro a cinco meias-vidas de</p><p>eliminação para que seja alcançado</p><p>o novo estado de equilíbrio</p><p>dinâmico.</p>

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