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<p>3</p><p>CENTRO UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - UNIPAC</p><p>AUTORES: JÚLIA MENDES, LAÍS GRANADO, PEDRO AUGUSTO FARNESE DE LIMA E RAYANE CARVALHO</p><p>RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA</p><p>TÉCNICA DE PIPETAGEM</p><p>Relatório apresentado ao professor Fernando Teixeira Gomes como requisito parcial para a conclusão da disciplina Bioquímica do curso de Nutrição do Centro Universitário Presidente Antônio Carlos.</p><p>Juiz de Fora</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>1</p><p>INTRODUÇÃO.............................................................................................</p><p>3</p><p>2</p><p>OBJETIVOS.................................................................................................</p><p>3</p><p>3</p><p>MATERIAL E MÉTODOS.............................................................................</p><p>3</p><p>3.1</p><p>Materiais, reagentes e soluções ....................... .........................................</p><p>3</p><p>3.2</p><p>Tipos de pipeta ............................................................................................</p><p>4</p><p>3.3</p><p>Procedimentos.............................................................................................</p><p>8</p><p>4</p><p>RESULTADOS E DISCUSSÃO...................................................................</p><p>11</p><p>REFERÊNCIAS..........................................................................................................</p><p>13</p><p>4</p><p>1 - INTRODUÇÃO</p><p>Nos laboratórios de bioquímica, a precisão e a confiabilidade dos resultados são imperativas para o avanço científico e para a aplicação clínica. A qualidade das análises depende diretamente do uso de instrumentos de medição adequados, especialmente em procedimentos que exigem a manipulação precisa de líquidos. As pipetas, instrumentos essenciais nesses ambientes, são projetadas para medir e transferir volumes pequenos com alta precisão, sendo indispensáveis em protocolos experimentais rigorosos.</p><p>A pipetagem, técnica que envolve a calibração e a transferência precisa de líquidos, é uma habilidade fundamental que deve ser dominada por todos que atuam em ambientes laboratoriais. Erros de pipetagem podem resultar em variações significativas nos resultados, comprometendo a reprodutibilidade e a validade dos experimentos. A importância dessa técnica é ressaltada pela necessidade de minimização de erros sistemáticos e aleatórios durante as medições, garantindo a exatidão dos dados obtidos.</p><p>Além disso, as pipetas devem ser periodicamente calibradas e mantidas em boas condições de uso para assegurar a precisão das medições. Estudos mostram que a calibração regular e o uso adequado das pipetas são cruciais para manter a integridade das análises bioquímicas. Portanto, o domínio das técnicas de pipetagem não só é essencial para a execução correta dos experimentos, mas também para a manutenção da qualidade dos resultados analíticos em laboratório.</p><p>2 - OBJETIVOS</p><p>O objetivo da aula prática foi realizar por meio da experiência prática a transferência de volumes definidos e relativamente pequenos de líquidos, de um recipiente para outro, como forma de aprimorar o manuseio de pipetas volumétricas e graduadas acopladas a dispositivos de pipetagem.</p><p>Além disso, buscou-se familiarizar com algumas vidrarias volumétricas (proveta, béquer, pipeta volumétrica, pipeta graduada e pipeta Pauster) e avaliou-se a exatidão e a precisão utilizando diferentes instrumentos analíticos, de forma a aprimorar as técnicas de medida de volume.</p><p>3 - MATERIAL E MÉTODOS</p><p>3.1 – Materiais, reagentes e soluções</p><p>- 01 Pipetas de vidro graduadas de 1, 2, 5 e 10 mL</p><p>- 4 Tubos de ensaio pequenos</p><p>- 01 Pipetas de vidro volumétricas de 1, 2, 5 e 10 mL</p><p>- Estante para tubos de ensaio</p><p>- 01 Pipeta automática</p><p>- Bequer de 50 mL</p><p>- 1 Proveta 10 mL</p><p>- Pipetador</p><p>- Pera de borracha</p><p>- Ponteiras</p><p>- Solução de permanganato de potássio 0,1%</p><p>- Solução de Vermelho de metila 0,1%</p><p>3.2 - Tipos de pipetas</p><p>Pipeta Graduada: Possui graduações ao longo de sua estrutura que possibilita a sucção de variadas quantidades de líquido (Figura 1). A mesma não pode ser aquecida e é utilizada para a medição de pequenos volumes e volumes variáveis pré-determinados.</p><p>Figura 1: Unidade de pipeta graduada</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Pipeta Volumétrica: Esse modelo possibilita a transferência de apenas uma determinada quantidade de volume e possui um bulbo cilíndrico contendo um tubo estreito em cada extremidade, e a marca do volume fica gravada na parte superior do tubo (Figura 2). Como a pipeta graduada, também não pode ser aquecida devido a sua grande precisão de medida.</p><p>Figura 2: Unidade de pipeta volumétrica</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Pipeta de Pasteur: Conformação bem simples geralmente produzida em plástico e são descartáveis, criada pelo médico francês Louis Pasteur. Não apresenta abertura no topo, apenas em sua base para entrada de líquido (Figura 3). Possui um “balão” que, quando pressionado, expele o ar para o exterior da pipeta e posteriormente o líquido é sugado para o interior.</p><p>Figura 3: Unidade de pipeta de Pasteur</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Dispositivos de sucção para pipetagem (pera e pipetador): Usados pra promover diferenças de pressão entre os compartimentos do recipiente que contém e o da pipeta, gerando a força de sucção que aspira o líquido para o interior desta (Figura 4). Utilizado para pipetas graduadas e volumétricas.</p><p>Figura 4: Unidade de pipetador em pera</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Manuseio: Crie o vácuo na pera apertando a válvula A e apertando seu corpo. Acople a pera de sucção, pela válvula S, na extremidade superior da pipeta. Para permitir que o líquido suba pela pipeta, aperte a válvula S lentamente. Para liberar o liquido da pipeta, aperte a válvula E lentamente (válvula lateral) para acertar o menisco e/ou descartar o líquido.</p><p>Utilize a pipeta sempre na vertical. Quando for observar o menisco (marcação de um liquido em um recipiente, contendo um determinado volume) os olhos devem estar posicionados na altura do mesmo, conforme imagem abaixo:</p><p>É importante ficar atento à diferença entre os meniscos quando a solução é incolor ou colorida.</p><p>Pipeta Automática: Modelo utilizado em laboratórios que demandam grande precisão. Possui pontas (ponteiras) descartáveis para evitar contaminações (Figura 5). Ao selecionar um modelo, se automática, repare se a faixa de volume atenderá a demanda e atente-se para não confundir as unidades de medida do volume: 1 microlitro (µL); – 1 mililitro (mL) 1mL = 1.000µL.</p><p>Figura 5: Unidades de pipetas automáticas</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Se você deseja transferir 20 µL, utilize uma pipeta automática, calibrada para esta faixa de volume. Mas se o volume a ser transferido é de 10 mL, utilize uma pipeta volumétrica, também devidamente calibrada. Utilize sempre pipetas com volume total o mais próximo possível do volume a ser medido.</p><p>Manuseio: Aperte suavemente o êmbolo até o primeiro estágio, mergulhe a ponteira no líquido e aspire-o, soltando suavemente o êmbolo. Remova a pipeta do líquido e aperte suavemente o êmbolo até o segundo estágio, garantindo a liberação total do conteúdo.</p><p>3.3. Procedimentos</p><p>Procedimento 1: Inicialmente criamos o vácuo no pipetador (pera), acoplamos uma pipeta graduada ao décimo, com capacidade para 2mL e efetuamos a sucção em toda a sua capacidade com solução de permanganato de potássio (0,1%) contida em um recipiente, posicionando-se o menisco a cima da marca zero para em seguida ser ajustado adequadamente. Transferimos um volume de 1,4 mL para o tubo de ensaio n° 1 que foi acondicionado no suporte (Figura 6).</p><p>Figura 6: Volume de solução de permanganato de potássio transferido para tudo de ensaio</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Procedimento 2: Inicialmente criamos o vácuo no pipetador (pera), acoplamos uma pipeta graduada ao centésimo, com capacidade para 1mL; efetuamos a sucção em toda a sua capacidade com solução de vermelho de metila (0,1%), valendo-se dos mesmos fundamentos utilizados na medição anterior e transferimos um volume de 0,7 mL para o tubo de ensaio n° 2 (Figura 7).</p><p>Figura 7: Volume de solução de vermelho de</p><p>metila transferido para tudo de ensaio</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Procedimento 3: Inicialmente criamos o vácuo no pipetador (pera) e acoplamos uma pipeta graduada ao centésimo, com capacidade para 5 mL. Efetuamos a sucção em toda a sua capacidade com água destilada valendo-se dos mesmos fundamentos utilizados na medição anterior e transferimos um volume de 3,3 mL para o tubo de ensaio n° 3 (Figura 8).</p><p>Figura 8: Volume de solução de água destilada transferido para tudo de ensaio</p><p>Fonte: dos autores</p><p>Procedimento 4: Inicialmente acoplamos a ponteira adequada na extremidade da pipeta automática e efetuamos a sucção de um determinado volume de água destilada. Transferimos para o tubo de ensaio n° 4, repetindo este procedimento 3 vezes (Figura 9).</p><p>Figura 9: Volume de solução de água destilada sendo transferido para tudo de ensaio</p><p>Fonte: dos autores</p><p>4 – RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>Durante a aula prática, foi realizada uma exploração detalhada dos diferentes tipos de pipetas, incluindo pipetas volumétricas, graduadas e automáticas, além dos dispositivos de sucção associados a esses instrumentos, como peras de borracha e micropipetadores. A importância de utilizar essas ferramentas corretamente não pode ser subestimada, pois elas desempenham um papel crucial na obtenção de resultados precisos em experimentos bioquímicos.</p><p>Embora o objetivo da aula prática não fosse a obtenção de resultados quantitativos e qualitativos, a atividade foi importância para reforçar o conhecimento técnico necessário para o manuseio de pipetas. A familiarização com os diferentes tipos de pipetas e dispositivos de sucção, além da prática na leitura correta do menisco, são habilidades que fundamentam a boa prática laboratorial. Essas habilidades não apenas garantem a precisão e a validade dos resultados experimentais, mas também contribuem para a segurança e a eficiência das operações no laboratório.</p><p>A pipetagem é uma técnica fundamental em qualquer laboratório de bioquímica, pois envolve a medição e transferência de volumes precisos de líquidos. Neste experimento, foram utilizadas soluções de vermelho de metila, permanganato de potássio e água destilada. A prática também enfatizou a importância da técnica correta ao manusear as pipetas. Erros no manuseio, como a inserção inadequada do dispositivo de sucção ou a aplicação de força excessiva ao pipetar, podem levar à introdução de bolhas de ar ou à imprecisão na transferência de volumes.</p><p>Segundo Bevington e Robinson (2), “erros no manuseio de pipetas podem causar desvios sistemáticos que afetam a validade dos dados experimentais”. Esses erros podem comprometer a reprodutibilidade dos experimentos, uma vez que pequenas variações no volume transferido podem ter um impacto significativo em reações bioquímicas sensíveis.</p><p>Outro aspecto abordado na prática foi a calibração regular das pipetas. A calibração é um procedimento necessário para garantir que os volumes medidos pelas pipetas estejam de acordo com os padrões estabelecidos. Cresser (3) ressalta que “a calibração regular é imprescindível para assegurar a precisão e a consistência das medições, especialmente em experimentos onde pequenas variações podem levar a conclusões equivocadas”. A falta de calibração pode resultar em medições errôneas, afetando a precisão dos resultados e, consequentemente, a interpretação dos dados experimentais.</p><p>Além da calibração, a manutenção e o cuidado com as pipetas também foram discutidos como fatores importantes para garantir a longevidade e a eficácia desses instrumentos. De acordo com Gilman et al. (4), “a manutenção adequada das pipetas, incluindo limpeza e armazenamento corretos, é fundamental para prevenir contaminações e garantir a precisão das medições”. Pipetas malcuidadas podem apresentar desgastes que comprometem sua funcionalidade, resultando em medições imprecisas e contaminadas.</p><p>A prática também permitiu a discussão sobre as diferenças na leitura de volumes em líquidos coloridos e incolores. A distinção entre o menisco inferior e superior ao medir volumes é uma técnica que, embora pareça simples, requer atenção e prática para ser dominada. O correto posicionamento do menisco garante que o volume medido seja o mais preciso possível, o que é essencial em experimentos que dependem de medições rigorosas. Como observado por Harris (1), “a precisão na leitura do menisco é um dos fatores que mais contribuem para a exatidão nas medições volumétricas”.</p><p>Por fim, é importante destacar que o desenvolvimento dessas habilidades técnicas é essencial para a formação de profissionais competentes em bioquímica e outras áreas das ciências da vida. A capacidade de manusear pipetas e outros instrumentos laboratoriais com precisão é uma competência que se reflete diretamente na qualidade das pesquisas realizadas e na confiabilidade dos dados obtidos.</p><p>5 - REFERÊNCIAS</p><p>1. Harris DC. Quantitative Chemical Analysis. 8th ed. New York: W.H. Freeman; 2010.</p><p>2. Bevington PR, Robinson DK. Data Reduction and Error Analysis for the Physical Sciences. 3rd ed. New York: McGraw-Hill; 2003.</p><p>3. Cresser MS. Preparation of solutions in analytical chemistry. New York: Oxford University Press; 1994.</p><p>4. Gilman AG, Rall TW, Nies AS, Taylor P. The pharmacological basis of therapeutics. New York: Pergamon Press; 1990.</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.jpeg</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.jpeg</p><p>image1.png</p><p>image2.jpeg</p>