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<p>BIOMECÂNICA DO TORNOZELO E PÉ</p><p>Articulações e Movimentos:</p><p>Principais articulações do tornozelo e pé são: Talocrural (Tíbia e Tálus),</p><p>Subtalar (Tálus e Calcâneo), Tarsotranversa (Ossos do Tarso, Calcâneo e Tálus)</p><p>e Tibiofibular distal (Tíbia e Fíbula).</p><p>- Flexão Plantar: movimento em direção a planta do pé.</p><p>- Dorsiflexão: ocorre quando o dorso do pé move-se em direção à região</p><p>anterior da perna.</p><p>- Inversão: é a elevação da margem medial do pé, rodando o antepé</p><p>medialmente.</p><p>- Eversão: é a elevação da margem lateral do pé, rodando o antepé</p><p>lateralmente.</p><p>Divisão do pé:</p><p>O pé é divido em 03 (três) partes:</p><p>- Retropé: formado pelo tálus e calcâneo. É a primeira parte do pé</p><p>a fazer contato com o solo</p><p>- Mediopé: formado pelos ossos navicular, cuboide e os três ossos</p><p>cuneiformes. A mecânica dessa parte do pé assegura a estabilidade e a</p><p>mobilidade quando transmite o movimento do retropé para o antepé.</p><p>- Antepé: é constituido pelos 05 (cinco) ossos metacarpais e por</p><p>todas as falanges. É a última parte do pé a fazer o contato com o solo durante a</p><p>fase de apoio.</p><p>A articulação talocrural e o pé têm 03 (três) funções</p><p>principais:</p><p>1) Absorver o choque quando o calcanhar toca o</p><p>solo no início da fase de apoio</p><p>2) Adaptar-se ao nível (ou à irregularidade) do</p><p>solo</p><p>3) Proporcionar uma base estável de</p><p>sustentação para impulsionar o corpo para</p><p>frente (energia propulsora)</p><p>Pé de recepção:</p><p>- Calcâneo</p><p>- Cuboide</p><p>- IV e V raios</p><p>Pé de Propulsão:</p><p>- Talus</p><p>- Navicular</p><p>- Cuneiformes</p><p>- I, II e III raios</p><p>- O pé tem que ser flexível para receber o peso, mas firme para fazer a</p><p>propulsão do pé</p><p>Amplitude de Movimento:</p><p>Tornozelo (talocrural):</p><p>- Flexão plantar: 50°</p><p>- Flexão dorsal: 15º – 20º</p><p>Tarsal e subtalar transversa:</p><p>- Inversão: 20° - 30°</p><p>- Eversão: 5° - 15°</p><p>ARTROCINEMÁTICA</p><p>Dorsiflexão:</p><p>- Rolamento anterior.</p><p>- Deslizamento posterior da tróclea do tálus (convexa), em relação</p><p>à face articular inferior da tíbia (côncava).</p><p>- Abertura da pinça. Posição mais estável.</p><p>Flexão plantar:</p><p>- Rolamento posterior.</p><p>- Deslizamento anterior da tróclea do tálus.</p><p>- Fechamento da pinça.</p><p>- Posição de maior instabilidade</p><p>- CCA: tálus desliza para anterior. Em CCF o tálus está “fixo ao chão”, e</p><p>quem se movimenta é a tíbia para posterior</p><p>- A sensação final tanto na dorsiflexão quanto na flexão plantar é firme e</p><p>classificada como estiramento dos tecidos moles. Isso se deve à tensão da</p><p>cápsula articular, dos ligamentos e dos tendões.</p><p>- É na articulação talocrural (Tíbia e Tálus) que acontece a dorsiflexão</p><p>e flexão plantar</p><p>- Se você tiver limitação na articulação talocrural é um dos fatores para</p><p>se ter dor na região anterior do joelho</p><p>Ligamentos e Cápsula Articular:</p><p>A articulação talocrural é uma articulação sinovial, ou seja, tem cápsula</p><p>articular. A cápsula é bastante delgada nas partes anterior e posterior, mas é</p><p>reforçada de cada lado por ligamentos.</p><p>- Ligamento Colateral Medial (ligamento deltóide) tem o formato</p><p>triangular, onde seu ápice está localizado no maléolo medial.</p><p>- Ligamento Colateral Lateral (ligamento talofibular anterior,</p><p>posterior e calcaneofibular)</p><p>Tipos de Pé</p><p>Função do pé durante a marcha:</p><p>O ciclo da marcha pode ser divido em duas fases:</p><p>- Fase de Apoio</p><p>- Fase de Balanço</p><p>A Fase de Apoio pode ser duvidida em 03 (três) fase:</p><p>- Fase de contato: começa quando o calcanhar toca o solo e</p><p>continua até o hálux saia do solo</p><p>- Fase de apoio médio: começa no ponto onde o pé é “achatado”</p><p>contra a superfície, e termina quando o calcanhar se eleva</p><p>- Fase de propulsão: representa a porção final de apoio e termina</p><p>quando os primeiros dedos se elevam da superfície de caminhada.</p><p>FASE DE CONTATO</p><p>Função da articulação: como mencionado, a fase de contato inicia quando o</p><p>calcanhar toca a superfície de caminhada. Durante este período, o calcâneo</p><p>toca o solo em posição ligeiramente invertida, indicando que a articulação</p><p>subtalar está ligeiramente em supinação. O calcâneo sofre uma eversão de</p><p>aproximadamente 4º a 6º graus imediatamente após tocar o solo, resultando</p><p>em pronação da articulação subtalar que participa do processo de absorção do</p><p>impacto necessário no contato inicial. A pronação da articulação subtalar</p><p>destrava a articulação mediotarsal de modo que, quando o pé toca o solo, ele se</p><p>torna uma estrutura flexível capaz de se adaptar a um terreno irregular. A</p><p>porção inferior da perna roda medialmente ao seguir a adução do tálus na</p><p>pinça do tornozelo.</p><p>A articulação do tornozelo move-se rapidamente em flexão platar quando</p><p>o pé se achata sobre o solo. O centro de pressão do corpo está localizado</p><p>no lado lateral do pé, que depois é distruida para a região anterior do pé.</p><p>Função dos músculos: a função predominante dos músculos durante a fase de</p><p>contato é o controle excêntrico da desaceleração. Os músculos do</p><p>compartimento anterior funcionam para desacelerar a flexão plantar rápida do</p><p>tornozelo. Os músculos gastrocnêmio e o sóleo também funcionam para</p><p>desacelerar.</p><p>FASE DE APOIO MÉDIO</p><p>Função das articulações: durante a fase de apoio médio, o pé deixa de ser</p><p>adaptador dinâmico e passa a se comportar como uma alavanca rígida para</p><p>propulsão. No final da fase de apoio médio, um pouco antes de o calcanhar</p><p>se elevar do solo, a articulação subtalar alcança uma posição neutra. Com a</p><p>articulação subtalar próxima do ponto neutro, o pé agora está preparado para se</p><p>transformar em uma alavanca rígida para propulsão devido ao efeito de</p><p>travamento que a articulação subtalar impõe ao restante do pé. O centro de</p><p>pressão do corpo começa a se mover medialmente de modo que a maior</p><p>parte da pressão seja centralizada lateral e proximalmente à cabeça do primeiro</p><p>metatarso.</p><p>Função dos músculos: os músculos sóleo, tibial posterior, flexor longo dos</p><p>dedos e flexor longo do hálux desaceleram o movimento.</p><p>FASE PROPULSIVA</p><p>Função das articulações: a supinação está presente na articulação subtalar,</p><p>para aumentar ainda mais a eficiência do pé como uma alavanca rígida de</p><p>propulsão. A porção inferior da perna roda lateralmente e a articulação do</p><p>tornozelo realiza uma flexão plantar rapidamente à medida que o pé</p><p>“empurra” o solo. Os dedos passam a sustentar a carga durante a fase de</p><p>propulsão. As articulações MTF movem-se em extensão (65º) quando o</p><p>tornozelo realiza flexão plantar.</p><p>Função dos músculos: os músculos gastrocnêmio e sóleo elevam o</p><p>calcanhar durante o início da propulsão. O músculo gastrocnêmio realiza está</p><p>ação ao flexionar o joelho. Os músculos intrínsecos do pé funcionam como</p><p>estabilizadores a estrutura do arco durante a propulsão. Os fibulares longo e</p><p>curto funcionam como antagonistas durante a fase de propulsão, para equilibrar</p><p>as forças e dar mais estabilidade articular.</p>