Prévia do material em texto
<p>FITOVIROLOGIA</p><p>CONCEITO E CARACTERÍSTICAS</p><p>Virologia Vegetal – Livro</p><p>ICVT</p><p>O que são vírus?</p><p>Histórico e importância dos vírus?</p><p>Taxonomia dos vírus</p><p>Ciclo das Relações Patógeno-Hospedeiro (Ciclo da Doença)</p><p>Sintomas e Diagnose</p><p>O QUE SÃO VÍRUS?</p><p>Definição – Hull, 2002:</p><p>Um vírus consiste em um grupo que apresenta moléculas de DNA ou RNA como ácido nucléico, normalmente cobertas por um capsídeo protetor composto ded proteína/ e /ou lipídeolipídio, capaz de se replicar no interior de uma célula hospedeira.</p><p>Definição</p><p>- Ácido nucléico- PROTEINA DO VÍRUS DE MAIS DE UMA FUNÇÃO</p><p>Maioria dos vírus de plantas possuem RNA ou DNA, fita simples ou dupla</p><p>- Quando há mais de uma molécula de ácido nucléico, elas podem estar em uma ou mais capas proteicas.FITA SIMPLES</p><p>- A replicação depende TOTALMENTE do sistema da síntese de proteínas da célula do hospedeiro.</p><p>- A replicação não se dá por fissão binária, mas sim através da montagem dos diferentes componenetes.</p><p>- O local de replicação não é separado do conteúdo celular por uma membrana.</p><p>- Durante a replicação podem surgir variantes devido a alterações no ácido nucléico.</p><p>Características</p><p>- Ausência de maquinaria para síntese de proteínas</p><p>-. São parasitas obrigatórios</p><p>- A replicação: é organizada a partir da síntese dos seus componentes em separado, capa protéica e ác. Nucléico</p><p>-. Não é isoladaisolado dos componentes celulares por meio de membranas lipoprotéicaslipoprotéica.</p><p>-. Leva ao surgimento de variantes por meio de mudanças na sequência de nucleotídeos, ou seja, evoluem!.</p><p>Constituintes</p><p>CONSTITUINTES</p><p>Ácido nucléico: molécula de DNA ou RNA que constitui o genoma viral</p><p>Capsídeo: envoltório protéico que envolve o material genético.</p><p>Capsômeros: subunidades protéicas (manômeros) que agregadas constituem o capsídeo.</p><p>Formas dos vírus</p><p>Capsômero</p><p>FORMATO</p><p>- Alongado (TMV); rígido e flexuoso</p><p>- Helicoidal</p><p>- Icosaédrico (CMV)</p><p>- BaciliformesBaciliforme</p><p>Formação de capsídeos icosaédricos</p><p>- Os vírus possuem capacidade codificadora reduzida, e codificam uma ou poucas proteínas estruturais a maioria codifica apenas 1 proteína capsidial)</p><p>-. Proteínas são moléculasmolécula assimétricas:</p><p>- Para que uma única proteína forme capsídeo esférico, ela deve estar arranjada de forma simétrica e que permita interações entre as subunidades => estabilidade.</p><p>HISTÓRICO</p><p>Adolf Mayer – 1886, Holanda</p><p>Transmissão do mosaico do fumo por meio de injeção de extrato de planta doente em planta sadia.</p><p>Comprovação da natureza infecciosa</p><p>Propõe que a doença é causada por fungo ou bactéria, mas não consegue isolá-lo.</p><p>COMO SE MULTIPLICAM OS VÍRUS?</p><p>1. Entrada na célula</p><p>2. Perda do capsídeo e tradução do RNA viral</p><p>3. Acúmulo da proteína viral responsável pela replicação do RNA</p><p>4. Replicação do RNA genômico</p><p>5. Tradução do RNA viral</p><p>6. Acúmulo das demais proteínas virais</p><p>7. Montagem de novas partículas virais no citoplasma</p><p>8. Proteína de movimento se associa aos plasmodesmas e apromove o movimento célula- a- célula do RNA viral</p><p>MOVIMENTO DE FITOVÍRUS</p><p>Entrada do vírus na célula do hospedeiro (Trasmissão):</p><p>Ferimentos – expões o interior da célula, permitindo a entrada do vírus.</p><p>Vetor – deposita o vírus diretamente no interior da célula</p><p>Pólen infectado</p><p>Sementes – Possível inóculo inicial para epidemias</p><p>Etapas da infecção sistêmica (Colonização):</p><p>Replicação viral na célula inicialmente infectada</p><p>Movimento célula-a-célula via plasmodesmos (curta distância)</p><p>Movimento sistêmico via floema (longa distância)</p><p>Modelo proposto para o movimento célula-a-célula de fitovirus que utilizam túbulos.</p><p>Os túbulos (TB) são formados pela proteína de movimento (MP) a partir da modificação estrutural de plasmodesmas primários. As partículas virais (V), formadas pela associação da proteína capsidial (CP) com o RNA viral (vRNA) passam através dos túbulos de forma específica, devido a interação entre proteínas capsidial e a proteínas de movimento.</p><p>Modelo proposto para o movimento célula-a-célula de fitovírus que modifica o limite de exclusão dos plasmodesmos.</p><p>O vírus se replica em associação com o retículo endoplasmático (RE). A proteína de movimento (MP) se associa ao RE, direcionando o RNA viral (vRNA) para os plasmodesmas (PD). A proteína de movimento aumenta o limite dos plasmodesmas, permitindo a passagem do RNA viral. O possível envolvimento de proteínas dos hospedeiros, provavelmente como auxiliares de transporte ativo do complexo formado pela proteína de movimento e o RNA viral, mão está descartado.</p><p>TRASMISSÃO NATURAL X MECÂNICA</p><p>Transmissão Natural</p><p>Sementes, mudas, fungos, nematoides, ácaros, insetos.</p><p>Transmissão mecânica</p><p>No campo, podas</p><p>NATURAL</p><p>Sementes: um número considerável de viroses são transmitidas pelas sementes; mosaico comum do feijoeiro, mosaico da alface, mosaico da abobora, vira cabeça do tomateiro.</p><p>Sementes infectadas podem ser importante fonte de inóculo para epidemias => o uso de sementes sadia é em muito casos a forma eficiente de se obter a plantas livres de vírus => atrasa a epidemia!</p><p>VIRUS</p><p>HOSPEDEIRO</p><p>Transmissão pela semente (%)</p><p>TRSV</p><p>Soja</p><p>Petúnia</p><p>Fumo</p><p>60-100</p><p>20</p><p>0</p><p>LMV</p><p>Alface</p><p>3-15</p><p>BCMV</p><p>Feijão</p><p>20-45</p><p>CMV</p><p>Pepino</p><p>Caupi</p><p>0-27</p><p>5</p><p>SqMV</p><p>Abóbora</p><p>Melão</p><p>1</p><p>1</p><p>TMV</p><p>Fumo</p><p>0</p><p>Material propagativo</p><p>Importante para culturas propagada vegetativamente (Fruteiras, batata, morango, alho)</p><p>Solução: Limpeza clonal pela cultura de meristemas</p><p>Cultura de meristemas</p><p>Extração do ápice meristemático (onde ainda não apresenta feixes vasculares). Ex: Banana, orquídea, morango, batata...</p><p>Fungos:</p><p>Poucos casos conhecidos, apenas 3 gêneros de fungos habitantes do solo (Polymixa, Olpidium, Spongospora). O fungo adquire o vírus colonizando o sistema radicular de uma planta doente e a transmite para a planta sadia.</p><p>Nematoides</p><p>Apenas 7 gêneros de nematoides (Xiphinrma, Xiphodorus, Longidorus, Trichodorus, Paratrichodorus, Monotrichodorus e Allotrichodorus com várias espécies) são capazes de transmitir 2 gêneros de vírus (Nepovírus e Tobravírus – antigo Netuvírus).</p><p>A transmissão exige que o nematoide alimente de planta infectada para adquirir o vírus. É necessário que as partículas virais fiquem retidas na porção anterior do nematoide;</p><p>Uma vez adquirido o vírus o nematoide o transmitirá ao inserir o estilete na raiz e secretar pequena quantidade de secreções esofagianas.</p><p>Ácaros</p><p>Apenas 3 gêneros de ácaros transmitem 2 gêneros de vírus, o vírus é capaz de replicar no ácaro.</p><p>Doença de fácil controle: basta controlar o ácaro</p><p>Doença importante – Leprose dos citrus e Mancha anular do cafeeiro</p><p>Insetos: 90% das fitoviroses são transmitidas por insetos</p><p>Afídeos (pulgões) > 80 espécies – transmitem todo os potyvirus.</p><p>Cigarrinha > 35 espécies.</p><p>Mosca Branca = 4 espécies – transmitem todos os begomorivus</p><p>Tripes = 8 espécies</p><p>Besouros – transmitem o vírus ao regurgitar</p><p>Cochonilhas</p><p>Forma de adquirir o vírus:</p><p>1 Picada de prova</p><p>2 Alimentação</p><p>Período de aquisição – tempo que o inseto leva para adiquiri o vírus ao se alimentar de uma planta infectada.</p><p>Período latente – intervalo de tempo entre aquisição e a capacidade de trasmissçao do vírus para outras plantas.</p><p>Período de retenção – intervalo de tempo em que o vetor virulífero pode transmitir o vírus sem voltar a se alimentar de uma planta infectadas.</p><p>Relacionamento entre inseto-vetor e vírus</p><p>Não-circulativo: PRSV – Pulgão</p><p>Circulativo-propagativo: TSWV – Tripes (replicam o vetor)</p><p>Circulativo-não-propagativo: BGMV – Mosca Branca (apenas circulam)</p><p>Não circulativo:</p><p>Aquisição demora segundos a minutos.</p><p>Uma simples “picada de prova” (sondagem das células da epiderme) é suficiente para adquirir ou transmitir vírus (não circulativo).</p><p>Portanto, a planta não precisa ser hospedeira do afídeo. Ex: Mamão, Myzus persicae, Papaya ringspot vírus).</p><p>CONTROLE DE FITOVIROIDES</p><p>· Não há maneira economicamente viável de eliminar vírus de plantas, como ocorrem para nematoides, fungos e bactérias!</p><p>· As medidas sçao essencialmente preventivas!</p><p>· Visam impedir ou dificultar a chegada do vírus/vetor e a sua disseminação na lavoura ou tornando uma planta resistente a viroses ou ao vetor.</p><p>· Manejo Integrado!</p><p>Controlar ou evitar</p><p>a chegada de vetores na cultura:</p><p>· Cobertura morta no solo (repelentes) – casca de arroz</p><p>· Controle biológico de vetores – poucos estudos</p><p>· Controle químico de vetores aéreos (insetos e ácaros) – mais usado!</p><p>· Controle de vetores do solo (nematoides e fungos) – exclusão (evitar plantio), erradicação (nematicidas e fungicidas) e cultural (rotação de culturas, solarização, etc..)</p><p>Coentro é repelente de mosca branca (Bemisia spp.) => consórcio com tomate, pimentão, beringela, pimenta...</p><p>Evitar a chegada/dissiminação do vírus na cultura:</p><p>· Quarentena</p><p>· Uso de sementes e material propagativo livre de vírus</p><p>· Eliminar plantas hospedeiras de vírus (fonte de inóculo). DEPENDE! PRSV (sim); CMV (naõ), este> 1200 hospedeiros em 100 famílias botânicas.</p><p>· Roguing – eliminar planta doentes (muito usado)</p><p>· Modificações no plantio: evitar plantios sequenciais; ficar 2-3 meses sem planta hospedeira (reduzir doente de inóculo e população de vetor); controle químico de vetores; barreiras físicas vs. Vetor; época de plantio vs. População do vetor; zoneamento de culturas evitando plantio de espécies que compartilham o mesmo vírus – Tospovirus em solanáceas.</p><p>IMPORTÂNCIA DAS VIROSES</p>