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<p>- -1</p><p>Você já viu</p><p>ASPECTOS INTERLIGADOS COM A</p><p>APRENDIZAGEM MOTORA</p><p>Andréia Juliane Drula</p><p>- -2</p><p>0%</p><p>Introdução</p><p>Você está na unidade . ConheçaAspectos interligados com a aprendizagem motora</p><p>aqui temáticas sobre o que influência na aquisição de novas habilidades motoras.</p><p>Alguns fatores, como a demonstração e a instrução podem ser usadas como</p><p>ferramentas da aprendizagem.</p><p>Assim, a aquisição e a retenção levarão ao aprendiz a realizar diferentes gestos, o que</p><p>também está atrelado aos tipos de transferência de aprendizagem que este sujeito</p><p>possuirá, considerando suas vivências motoras passadas. Isto, sem esquecer dos</p><p>processos psicológicos que interferem diretamente aprendizagem e na performance do</p><p>movimento.</p><p>Bons estudos!</p><p>1 Fatores da aprendizagem: demonstração e instrução</p><p>Para a , são necessárias diferentes abordagens deaprendizagem dos movimentos</p><p>ensino para que a pessoa que esteja neste processo educativo tenha o melhor</p><p>aprendizado, ou seja, uma execução motora com qualidade satisfatória. Assim, a partir</p><p>de estudos e pesquisas foram considerados que alguns fatores podem ser eficazes</p><p>para o ensino, e consequentemente, a realização do gesto motor: a e a demonstração</p><p>.instrução</p><p>Cada um desses fatores apresenta particularidades no processo de ensino de</p><p>habilidades motoras, principalmente as que estão relacionadas com as modalidades</p><p>esportivas, sendo que tanto a demonstração, quanto a instrução são instrumentos</p><p>práticos para potencializar a aprendizagem motora dos indivíduos.</p><p>1.1 Demonstração na aprendizagem motora</p><p>Levando em consideração tudo o que vivenciamos, muitas vezes, para aprendermos</p><p>algo, necessitamos primeiramente , para depois . Com as habilidadesobservar realizar</p><p>motoras não seria diferente, principalmente com as quais nunca tivemos a</p><p>oportunidade de executar.</p><p>O ato de observamos algum movimento antes de executar é chamado de</p><p>(SCHMITD; WRISBERG, 2001). De acordo com oaprendizagem por observação</p><p>autor Magill (2011, p. 367), podemos definir aprendizagem por observação como</p><p>“aprendizagem de uma habilidade por observação de uma pessoa desempenhando a</p><p>- -3</p><p>habilidade”. Esse tipo de ensino ainda pode ser conhecido como , no qualmodelagem</p><p>também se compreende “como meio de transmitir informação sobre o modo de</p><p>desempenhar uma habilidade” (MAGILL, 2011, p. 367).</p><p>Figura 1 - Professora demonstrando o movimento para alunos</p><p>Fonte: andresr, iStock, 2020.</p><p>#ParaCegoVer: imagem de uma professora realizando um movimento de alongamento</p><p>para sua turma. A partir da demonstração, conseguimos associar melhor o movimento</p><p>que deve ser realizado.</p><p>Contudo, a não é tão simples como parece. Esse fator para ademonstração</p><p>aprendizagem motora deve , o qual, além de conseguirfazer sentido para o aprendiz</p><p>executar a habilidade motora com gestos motores, deve ter a compreensão para o que</p><p>ele pode a utilizar, sua serventia durante a vida. Outro ponto é o que o aluno está</p><p>vendo da execução da demonstração, pois, muitas vezes, sua e interpretação atenção</p><p>podem na informação que está sendo passada. Além disso, a forma como ointerferir</p><p>instrutor ou professor irá realizar a demonstração interfere diretamente em como o</p><p>aluno absorverá do movimento apresentado.</p><p>A forma da demonstração, seja ou , pode ser feita por meio deparcial completa</p><p>vídeos, fotos, ilustrações ou em uma apresentação ao vivo (TANI; MEIRA JR.;</p><p>CATTUZZO, 2010). E qual delas seria a mais ? Dependerá de vários , porideal fatores</p><p>exemplo, como qual seria o conhecimento da habilidade motora por parte do aprendiz,</p><p>ou se seria necessária uma complementação verbal da observação para conseguir</p><p>realizar o movimento, caso o aluno tenha alguma dúvida.</p><p>A da demonstração é observar, assimilar, compreender, para retersequência lógica</p><p>informações e daí aprender. É a partir da demonstração, é possível obter a ideia dos</p><p>gestos a serem executados. Assim, para o aluno é muito importante que ele, enquanto</p><p>observador, capte as características tanto , como para aespaciais temporais</p><p>- -4</p><p>execução correta da habilidade motora. Como consequência da demonstração e de</p><p>uma boa observação, o aluno perceberá os elementos essenciais da ação vista e</p><p>formará uma referência para a produção do movimento.</p><p>Para tanto, Magill (2011) seleciona alguns : a percepção visual dopontos de análise</p><p>movimento; o que o observador percebe numa demonstração qualificada; as</p><p>características da habilidade; e o e a frequência da demonstração de umatiming</p><p>habilidade. Para a percepção visual do movimento, a questão central é o modo como a</p><p>pessoa irá observar o movimento. De sujeito para sujeito o que é focado na</p><p>demonstração pode mudar, sendo que há padrões importantes de serem retidos para</p><p>que quando de observador passar para executante não haja nenhuma falha ou erro no</p><p>movimento. Nesta perspectiva, “as relações invariáveis no movimento coordenado</p><p>constituem a informação crucial envolvida na aprendizagem de observação” (MAGILL,</p><p>2011, p. 369).</p><p>No que diz respeito em uma demonstração qualificada,ao que o observador percebe</p><p>Magill (2011) apresenta um estudo feito com um simulador de esqui alpino em que os</p><p>executantes dos movimentos possuíam pontos luminosos no corpo, a fim de traçar</p><p>toda a trajetória da ação motora a partir da visualização corporal. Para compreender</p><p>melhor a questão da , houve participantes do estudo que tiveram umaavaliação</p><p>demonstração modelo de como deveriam executar os movimentos, e outro grupo que</p><p>não teve acesso a esta demonstração. Ficou evidenciado que quem a observou</p><p>executou padrões de movimentos coordenados em menosdemonstração qualificada</p><p>tempo do que os sujeitos que .não viram a demonstração</p><p>Sobre a influência das , podemos ver que algumascaracterísticas das habilidades</p><p>têm mais sucesso com a utilização da demonstração do que outras. Isso porque cada</p><p>habilidade motora possui características para um padrão de coordenação, sendo mais</p><p>ou menos complexas de serem executadas pela primeira vez (MAGILL, 2011). Como</p><p>exemplo disso, podemos ter um aluno tentando executar um movimento de tacada de</p><p>bola, como no beisebol, o qual ele que nunca havia realizado em sua vida, e outro</p><p>movimento que já executou, como lançar uma bola, porém agora seria realizado com</p><p>mais precisão. Com a demonstração, ele conseguiu realizar os dois movimentos,</p><p>você sabia?</p><p>Um estudo feito por Hebert e Landin (2004) buscou investigar com</p><p>universitários não familiarizados com as técnicas do tênis sobre a</p><p>demonstração de habilidades motoras para principiantes. Ficou</p><p>constatado que facilitou a aprendizagem quando eles observaram</p><p>outros principiantes realizando os movimentos que necessitariam</p><p>realizar.</p><p>- -5</p><p>todavia, em questão de qualidade de habilidade motora, o lançamento da bola foi</p><p>executado com mais precisão antes do movimento de tacada, pelo fato de o sujeito já</p><p>possuir experiência e memória do movimento de vivências passadas.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504833884</p><p>Na questão de e da de uma habilidade, é timing frequência da demonstração</p><p>salientado o número de vezes e quando que o aluno deve observar uma demonstração</p><p>qualificada para, posteriormente, obter êxito na execução do padrão de movimento</p><p>visto. Por mais que não fique estipulado um número padrão para os aprendizes</p><p>observarem determinada habilidade motora, o que se constata é que a demonstração</p><p>deve a tentativa de realização do movimento (MAGILL, 2011).preceder</p><p>Por fim, ainda temos que algumas habilidades são mais eficazes de serem aprendidas</p><p>por meio da , ou seja, “uma forma auditiva de demonstração”modelagem auditiva</p><p>(MAGILL, 2011, p. 374). Isto vale para movimentos que precisem ser ritmados ou</p><p>realizados dentro de um tempo determinado. Cabe destacar que a modelagem</p><p>, e sim uma maneira auditiva de auditiva não é um ou uma instruçãofeedback</p><p>que deve ser realizado.narrar o movimento</p><p>Figura 2 - Modelagem auditiva como meio de aprendizagem motora</p><p>Fonte: deagreez, iStock, 2020.</p><p>#PraCegoVer: figura de uma garota vestida com</p><p>roupas brancas usando fones de</p><p>ouvido da mesma cor, apresentando uma expressão em sua face de estar prestando</p><p>atenção na informação concedida pelo aparelho de som. A modelagem auditiva é uma</p><p>das formas de utilizar a demonstração para a aprendizagem motora, sem necessitar de</p><p>recursos visuais.</p><p>Diante dessas considerações sobre demonstração, percebemos que é um ótimo</p><p>recurso para a aprendizagem das diferentes habilidades motoras que existem. A</p><p>https://player.vimeo.com/video/504833884</p><p>- -6</p><p>demonstração, por si só é apenas uma ferramenta, e a dela dependerá deeficácia</p><p>variados fatores, principalmente na relação que terá do observador/alunos com ela.</p><p>Entretanto, independentemente de qualquer limitação que possa vir a surgir no</p><p>processo, a demonstração deve ser utilizada no processo de ensino-aprendizagem ou</p><p>para a melhoria da performance de movimento.</p><p>1.2 Instrução na aprendizagem motora</p><p>Você se lembra de estar realizando algum movimento, como um arremesso de</p><p>basquete, e alguém falar para posicionar as mãos de determinada forma para melhorar</p><p>a impulsão da bola? Vamos aprender sobre outra forma que pode ser usada como</p><p>ferramenta para a aprendizagem motora: a .instrução</p><p>Há algumas classificações de instruções como a , a e de .verbal visual associações</p><p>Aqui daremos atenção as instruções verbais, entendida por Ennes (2004, p. 35) como</p><p>“àquelas informações que transmitem a sequência que deve ser seguida para se</p><p>alcançar a meta da tarefa”. A ideia é que essa instrução sirva tanto para atingir a meta</p><p>da tarefa, o que deve ser executado, quanto “ ” deve ser feito. Ainda para ocomo</p><p>mesmo autor “a instrução verbal mostra-se uma estratégia instrucional mais eficiente</p><p>que a demonstração em alguns casos, por exemplo, em situações de aprendizagem</p><p>relacionadas ao estágio de desenvolvimento motor” (ENNES, 2004, p. 35).</p><p>Alguns fatores são imprescindíveis de serem destacados quando as instruções verbais</p><p>são utilizadas para a aquisição de diferentes habilidades motoras. A primeira está</p><p>relacionada com a que são dadas ao aluno, isso implica,quantidade de instruções</p><p>principalmente ao principiante, na dificuldade em ter atenção em várias instruções</p><p>verbais para executar uma habilidade motora. Portanto, é necessário dosar instruções</p><p>verbais atenção do aprendiz, para que seja benéfica a instrução passada.versus</p><p>Nisso, também podemos salientar que a deve ser nasatenção do sujeito</p><p>características que ele deve desempenhar para executar a tarefa, podendo essa</p><p>atenção ser consciente ou inconsciente, a partir das instruções ofertadas e na relação</p><p>que o aluno teve com essa ferramenta de aprendizagem (MAGILL, 2011).</p><p>- -7</p><p>Figura 3 - Professora de Educação Física instruindo seus alunos</p><p>Fonte: Highwaystarz-Photography, iStock, 2020.</p><p>#PraCegoVer: figura de uma professora de Educação Física com uma bola de</p><p>basquete na mão instruindo a prática para seis alunos. A instrução verbal é uma das</p><p>ferramentas utilizadas para a aquisição de habilidades motoras.</p><p>Em relação com a demonstração, um estudo de Públio, Tani e Manoel (1995)</p><p>demonstra que há com um grupo que teve orientações pormelhores resultados</p><p>demonstrações com instruções verbais, do que os outros dois grupos que tiveram os</p><p>recursos de demonstração e instrução verbal aplicados separadamente. Isso mostra</p><p>que a , neste caso a demonstração ecombinação de ferramentas de aprendizagem</p><p>a instrução verbal, tem um efeito superior do que se fossem usadas isoladamente.</p><p>Em uma outra pesquisa mais recente de Sawada, Mori e Ishii (2002), foram utilizadas</p><p>instruções e instruções de movimentosverbais metafóricas verbais específicas</p><p>sequenciais da dança para crianças nas faixas etárias de cinco e seis anos. As</p><p>instruções verbais metafóricas nomeavam os movimentos com metáforas, como avião</p><p>e borboleta, e as instruções específicas nomearam a sequência de cada movimento a</p><p>ser feito. Os grupos que tiveram as instruções verbais metafóricas apresentaram</p><p>do que os outros grupos. Isso porque “o nível deresultados melhores</p><p>desenvolvimento cognitivo dos sujeitos deve ser levado em consideração ao se</p><p>escolher a estratégia instrucional a ser utilizada no ensino de habilidades sequenciais</p><p>da dança” (ENNES, 2004, p. 39).</p><p>- -8</p><p>Figura 4 - Professora de balé conversando aluna em posição de borboleta</p><p>Fonte: SDI Productions, iStock, 2020.</p><p>#PraCegoVer: figura de uma professora de balé conversando ao lado de uma aluna,</p><p>ambas executando o movimento de “borboleta”, união das solas dos pés, os quais são</p><p>aproximados do quadril. Este movimento é chamado de borboleta, pois quando são</p><p>mexidos os joelhos, se assemelham as asas das borboletas batendo, mostrando que a</p><p>instrução verbal metafórica pode ser uma forma de ensinar um movimento para</p><p>crianças.</p><p>Dentro das instruções verbais, Magill (2011, p. 386) nos apresenta as sugestões</p><p>, as quais seriam “frases curtas, concisas, que direcionam a atenção doverbais</p><p>executante para importantes características reguladoras do ambiente, ou que</p><p>funcionam como lembretes para a pessoa desempenhar os componentes essenciais</p><p>do padrão motor das habilidades”. Por exemplo, uma criança está aprendendo a quicar</p><p>uma bola de basquete, porém, não consegue desviar o olhar da bola. O professor pode</p><p>usar as palavras “cabeça erguida” para lembrá-la que o movimento correto de quicar a</p><p>bola de basquete é com cabeça erguida, para que sua visão esteja no campo de jogo.</p><p>À vista disso, as instruções verbais trazem um leque de oportunidades para</p><p>a de habilidades motoras, sempre levando em consideração apotencializar aquisição</p><p>experiência, atenção, concentração e conhecimento do aluno, para que nenhum</p><p>desses aspectos sejam obstáculos para sua aprendizagem motora.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834050</p><p>2 Aquisição, retenção no aprendizado</p><p>Os efeitos que a e a têm no plano motor é tema de estudos deaquisição retenção</p><p>vários autores da área da aprendizagem e controle motor. Esses processos auxiliam</p><p>para que o movimento seja realizado repetidas vezes, assimilando o que foi aprendido</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834050</p><p>- -9</p><p>e possibilitando improvisações a partir da mudança da tarefa que foi requerida,</p><p>respectivamente.</p><p>Com isso, é possível que a capacidade de executar a habilidade motora seja</p><p>melhorada. Além desses componentes, ainda temos a transferência de aprendizagem</p><p>, a qual está relacionada com os tipos de experiências motoras que tivemos, sendo que</p><p>essas vivências podem ou não contribuir para a performance do movimento.</p><p>2.1 Aquisição e retenção</p><p>Para se aprender um movimento, diferentes paradigmas e teorias estão relacionados</p><p>com essa tarefa. Dentre as possíveis ferramentas a serem observadas nesse</p><p>processo, a e a são componentes importantes para a influência doaquisição retenção</p><p>desenvolvimento das habilidades motoras.</p><p>De acordo com Sá (2007, p. 13, grifo nosso) podemos entender a aquisição como um</p><p>tipo de “conhecimento implícito que dependa de mudanças cumulativas no sistema</p><p>nervoso, que ocorrem a cada ocasião em que o sistema é acionado para o</p><p>desempenho da tarefa. Assim, sua aquisição requer à situaçãorepetidas exposições</p><p>e é gradual”. Com isso, vemos que a repetição pode ser uma forma do nosso cognitivo</p><p>assimilar o movimento e o transcrever no gesto motor.</p><p>Juntamente com a repetição, ou seja, a aquisição temos a retenção, no qual Tani et al.</p><p>(2011) explicitam que:</p><p>Criando essa representação mental, é possível assimilar no nosso cognitivo o</p><p>movimento que deve ser realizado. Sá (2007) explica que a seria a retenção captação</p><p>e de informações pelo nosso sistema nervoso, gerando a memória. Aindaassimilação</p><p>ela pode ser considerada um modo de memória implícita ou de procedimento, em que</p><p>“o conteúdo do conhecimento implícito manifesta-se por meio do desempenho</p><p>proficiente da habilidade, isto é, de ‘como’ executar uma tarefa, havendo dificuldades</p><p>na sua explicitação por meio de relatos verbais (“o que”)” (SÁ, 2007, p. 13).</p><p>O processo de retenção se responsabiliza por formular</p><p>a representação mental da</p><p>ação com base nas informações extraídas após o processo de atenção seletiva. A</p><p>eficiência de algumas atividades mentais como a codificação simbólica e o ensaio</p><p>cognitivo da representação formulada no processo de retenção tem sido verificada.</p><p>(TANI ., 2011, p. 394)et al</p><p>- -10</p><p>Figura 5 - Retenção como memória</p><p>Fonte: Veles-Studio, iStock, 2020.</p><p>#PraCegoVer: figura de uma moça simulando colocar um cartão de memória em seu</p><p>cérebro. A retenção possibilita criarmos memória de um padrão motor.</p><p>Tanto a aquisição, como a retenção podem ser utilizadas como meios para avaliar a</p><p>dos indivíduos. A seria a fase a atividadeaprendizagem motora aquisição vivenciar</p><p>motora, o momento em que o aluno iria executar repetida vezes o movimento, no</p><p>sentido de aperfeiçoar a prática física, sendo que a partir da variabilidade entre as</p><p>execuções, ir adquirindo consistência no gesto motor. A funcionaria como um retenção</p><p>de aprendizagem para a persistência, em que a partir da memória assimilada dateste</p><p>prática, melhorar a performance do movimento, sem a necessidade de outras práticas</p><p>adicionais.</p><p>A retenção se dá de maneira mais eficiente quando a aquisição for efetuada de</p><p>maneira significante e com atenção, pois é a partir dos gestos realizados na aquisição</p><p>que a retenção será mais estável. Por exemplo, um professor de Educação Física quer</p><p>ensinar seus alunos a pularem corda simples. Para isso, ele utiliza das demonstrações</p><p>, e do movimento. Ele elabora um planoinstruções verbais sugestões da execução</p><p>de ação progressivo, em que cada aula desenvolverá o movimento até se tornar mais</p><p>completo, sendo que uma das aulas é destinada apenas para a repetição, até o aluno</p><p>conseguir realizar, pelo menos, dois pulos consecutivos com a passagem da corda.</p><p>Para isso, além de demonstração e instruções, a dorealização por repetidas vezes</p><p>movimento é essencial para a aquisição motora, e assim sua retenção na memória.</p><p>Com isso, repetir o gesto motor várias e várias vezes é uma forma de garantir que a</p><p>nossa memória e aquele padrão de movimento, possibilitando queassimile guarde</p><p>seja executada a habilidade motora com sucesso, ou seja, de maneira precisa e</p><p>coordenada.</p><p>- -11</p><p>2.2 Transferência de aprendizagem</p><p>Ao longo de nossas vidas, vivenciamos inúmeros tipos de movimentos, sendo que</p><p>vários são comuns entre as pessoas, como andar, correr, pular corda, quicar uma bola,</p><p>entre outros. Sobre esses movimentos comuns, é muito provável que algum dia você já</p><p>deve ter ouvido a expressão “quem aprende a andar de bicicleta uma vez, nunca mais</p><p>esquece”, mas seria isso verdade? De acordo com a e a retenção transferência de</p><p>, essa teoria é verdadeira.aprendizagem</p><p>Figura 6 - Pais comemoram que o filho aprendeu a andar de bicicleta</p><p>Fonte: dmbaker, iStock, 2020.</p><p>#ParaCegoVer: a figura mostra um pai e uma mãe comemorando a conquista de seu</p><p>filho conseguir andar de bicicleta. Mesmo que fiquemos muito tempo sem andar, não</p><p>esquecemos do movimento, devido a nossa retenção e transferência de aprendizagem.</p><p>A é “a influência de experiências anteriores sobre otransferência de aprendizagem</p><p>desempenho de uma habilidade num contexto novo ou sobre a aprendizagem de uma</p><p>nova habilidade” (MAGILL, 2011, p. 344). Esse princípio é utilizado em várias</p><p>instituições de educação, como nas aulas de Educação Física escolar e em iniciações</p><p>esportivas, em que há uma progressão do que será passado a seus alunos ano a ano,</p><p>sempre considerando suas vivências anteriores, para que se tenha o melhor</p><p>aprendizado motor.</p><p>No que tange à transferência de aprendizagem, temos algumas categorias de análise:</p><p>a transferência positiva, transferência negativa e a transferência neutra (ou zero).</p><p>Vamos conhecer um pouco mais de cada uma dessas subdivisões.</p><p>A diz respeito a todas as experiências que já tivemos e quetransferência positiva</p><p>atuam no desempenho da habilidade motora em um outro momento ou ação, até</p><p>- -12</p><p>mesmo ajudando a aquisição de uma nova habilidade. Nesse sentido, podemos pensar</p><p>que uma criança quando brinca de pular amarelinha, futuramente ajudará em</p><p>atividades que tenha algum tipo de salto, como o atletismo. A teoria do</p><p>explica que ela se torna positiva paraprocessamento apropriado de transferência</p><p>outras vivências por conta das semelhanças que nosso processamento cognitivo</p><p>associa em diferentes contextos.</p><p>Já sobre a diz respeito a uma situação de quando a vivênciatransferência negativa</p><p>anterior não possibilita ou que dificulta o desempenho em uma habilidade motora, seja</p><p>para aprender uma nova habilidade ou em um contexto diferenciado. Como exemplo</p><p>desse tipo de transferência negativa, temos os vícios de movimentos, como digitar</p><p>apenas com um dedo no teclado. O correto é dividir o teclado em duas partes, uma</p><p>para a mão direita e outra para a mão esquerda, e, dentro desta subdivisão, utilizar</p><p>todos os dedos para a digitação. Quando se tem o vício de digitar apenas com uma</p><p>mão, ou com um dos dedos das mãos, a transferência de aprendizagem se torna muito</p><p>mais difícil, pois a retenção do movimento direciona a execução para o vício do</p><p>movimento. Porém, com treinamento, é possível reverter, pois os efeitos da</p><p>transferência negativa podem ser temporários. Aparatos como aquisição,</p><p>demonstração, instruções e sugestões podem ser utilizados neste processo.</p><p>Para a transferência neutra (ou zero), temos uma situação em que experiências obtidas</p><p>antes não interferem no desempenho da habilidade motora em um novo contexto ou</p><p>para aprender novos movimentos. Em um cenário fictício, aprender a girar um arco não</p><p>interfere no movimento de correr, sendo que uma habilidade motora não interferirá na</p><p>aquisição da outra. As transferências de aprendizagem são importantes para as</p><p>ao longo de nossas vidas, principalmente nos anos emprogressões de movimento</p><p>que estamos adquirindo novas habilidades motoras. Essa importância está ligada</p><p>principalmente aos métodos educacionais, pois, se eles seguem esse princípio teórico</p><p>da transferência de aprendizagem, haverá uma de habilidadesgradual aquisição</p><p>motoras, sempre respeitando as experiências anteriores dos alunos e evoluindo para</p><p>práticas físicas com mais complexidade.</p><p>Uma autora que utiliza da transferência de aprendizagem é Gentile (2000), com sua</p><p>taxonomia bidimensional. Essa pesquisadora considera dois aspectos fundamentais</p><p>para classificar as habilidades motoras: o meio ambiente e a função da ação. Desta</p><p>forma, Gentile (2000) classifica as habilidades motoras em , em quedezesseis tipos</p><p>são baseadas a partir da transferência de aprendizagem positiva, partindo de</p><p>habilidades menos complexas para mais elaboradas.</p><p>- -13</p><p>É essencial que no processo educacional os professores ou instrutores saibam avaliar</p><p>, no intuito de sempre conduzir os alunos paraa eficácia das condições de prática</p><p>que tenham transferências de aprendizagens positivas. A eficácia da habilidade motora</p><p>é “medida” de acordo com o impacto que ela produz na finalidade da tarefa ou ação a</p><p>ser executada. Para os esportes, isso é materializado em , sendo que oscompetições</p><p>resultados de vitórias são indicativos positivos destas transferências de aprendizagem.</p><p>Já nas aulas de Educação Física, o professor pode propor uma atividade motora a ser</p><p>realizada, se o aluno conseguir executar com um bom desempenho já é uma avaliação</p><p>positiva válida. Ainda sobre essa temática, Magill (2011, p. 347) enfatiza que “a eficácia</p><p>de qualquer condição de prática deve ser definida como base na maneira como a</p><p>habilidade praticada é desempenhada num contexto de “teste””. Então, em várias</p><p>situações, o aluno deve ter a oportunidade de ,vivenciar as habilidades motoras</p><p>para, posteriormente estar em um contexto avaliativo, para que tenha a real noção de</p><p>como aquele sujeito executa o movimento.</p><p>No caso de a transferência de a aprendizagem ocorrer entre dois membros, como nos</p><p>pés direito e esquerdo, temos a . Normalmente temos umtransferência bilateral</p><p>membro dominante, no qual</p><p>executamos a maioria dos nossos movimentos. Quando</p><p>tentamos executar o gesto motor com o outro membro, podemos ter dificuldade de</p><p>realizar a ação, mesmo que com o membro dominante realizemos com grande</p><p>desempenho. Para Silva, Araújo e Viera (2011, p. 1) “o achado mais significante sobre</p><p>transferência bilateral é que essa transferência é assimétrica entre os membros, ou</p><p>seja, existem diferenças em termos de direção da transferência”. Todavia, também</p><p>existe a , em que os dois membros executam o movimentotransferência simétrica</p><p>com a mesma qualidade.</p><p>A teoria da transferência de aprendizagem reafirma que todas as nossas experiências</p><p>motoras, principalmente as desenvolvidas na infância, interferem diretamente na</p><p>execução das habilidades motoras em diferentes contextos ao longo da vida.</p><p>você sabia?</p><p>Antoinette Gentile foi uma professora emérita do , Teachers College</p><p>com estudos voltados a ciência do movimento e pesquisas sobre as</p><p>questões neuromotoras. É um dos grandes nomes quando o</p><p>assunto são as habilidades motoras, demonstrando sua</p><p>importância científica para aprimorar ainda mais nosso olhar para o</p><p>movimento humano!</p><p>- -14</p><p>3 A relação entre processos psicológicos, a</p><p>aprendizagem e a performance motora</p><p>Para que possamos aprender alguma habilidade motora, não são somente os gestos</p><p>que estão envolvidos no processo. Aspectos biológicos, ambientais, sociais,motores</p><p>temporais, causais e, principalmente os psicológicos estão entrelaçados com a prática.</p><p>A parte cognitiva do nosso corpo tem atuação fundamental para o êxito dos</p><p>movimentos, sem entre corpo-mente e mente-corpo.dicotomias</p><p>Como serão executados os movimentos, ou seja, a sua performance, dependerá muito</p><p>de todos os processos de aprendizagem que o sujeito teve em sua vida, bem como os</p><p>que culminaram para uma prática de sucesso.processos psicológicos</p><p>3.1 Processos psicológicos na aprendizagem motora</p><p>A do ser humano é a de todas as ações que ocorrem no decorrer damente condutora</p><p>vida. Quando especificamos, para o aspecto motor, os processos psicológicos</p><p>envolvidos na aprendizagem motora dizem respeito, em grande parte, ao nosso</p><p>cognitivo. Para aprendermos qualquer movimento, obrigatoriamente nosso sistema</p><p>atua nessa atividade, com seus componentes estruturais, além denervoso central</p><p>outras questões que interferem na aprendizagem como o imaginativo, a memória, a</p><p>atenção, o raciocínio e a assimilação.</p><p>Figura 7 - Cérebro jogando bola</p><p>- -15</p><p>Fonte: 3dalia, iStock, 2020.</p><p>#ParaCegoVer: ilustração de um cérebro humano jogando com uma bola de futebol.</p><p>Nosso cérebro está envolvido em todos os processos psicológicos e de aprendizagem</p><p>motora.</p><p>De acordo com Gonzalez (2015) os tiveram doisestudos da aprendizagem motora</p><p>momentos distintos, um em que ainda não eram considerados os fatores subjacentes</p><p>e outro em que teve ,da aprendizagem influência direta da psicologia cognitiva</p><p>mostrando que há mecanismos tanto intrínsecos, como extrínsecos que interferem</p><p>para a aquisição de uma habilidade motora.</p><p>As autoras Papalia e Feldman (2013) em sua obra Desenvolvimento Humano</p><p>destacam que ao longo da nossa vida podemos analisar três aspectos de</p><p>desenvolvimento:</p><p>Físico Atrelado à aprendizagem motora.</p><p>Cognitivo Relacionado a assimilações, a memórias e à lógica.</p><p>Psicossocial Relacionado às assimilações, memórias e lógica.</p><p>Mesmo que estudemos esses aspectos separadamente para maior compreensão de</p><p>suas ações, eles estão submetidos uns aos outros.</p><p>Figura 8 - Aspectos do desenvolvimento humano</p><p>- -16</p><p>Fonte: PAPALIA; FELDMAN, 2013 (Adaptada).</p><p>#ParaCegoVer: diagrama com as palavras cognitivo, psicossocial e físico, aspectos</p><p>que compõem o desenvolvimento humano, de acordo com as autoras Papalia e</p><p>Feldman (2013).</p><p>No que diz respeito os , ainda temos uma áreaprocessos psicológicos e o esporte</p><p>de estudo bem específica: a . Segundo Rúbio (2004, p. 93) elaPsicologia do Esporte</p><p>pode ser definida como “o estudo científico de pessoas e seus comportamentos em</p><p>contextos esportivos e de exercício e as aplicações práticas de tal conhecimento”. Nas</p><p>análises da Psicologia do Esporte o meio ambiente, as interações sociais, as</p><p>características individuais, as experiências já obtidas, o comportamento frente ao</p><p>esporte e habilidade motora, dentre outros fatores são considerados como parte de</p><p>todo o processo.</p><p>Rúbio (2004) comenta a vastidão de possibilidades que é o campo da Psicologia do</p><p>Esporte, apresentando até problemáticas de continuidade de pesquisas pelo abandono</p><p>da área de investigação por parte de diversos pesquisadores. Porém, é possível</p><p>denotar, em grande parte dos artigos da temática, o foco no comportamento humano</p><p>e na que o ser humano traz consigo no contexto esportivo, recreacionalsubjetividade</p><p>e de atividades físicas.</p><p>Sejam os processos cognitivos atrelados à , ou à aquisição de habilidades motoras</p><p>e suas pesquisas para a , nossapsicologia do esporte performance do movimento</p><p>mente sempre estará conectada e atuante para cada gesto motor que for realizado</p><p>pelo ser humano.</p><p>Existem grandes teorias que a Psicologia do Esporte desenvolve, dentre elas podemos</p><p>citar a . Algumas de suas premissas vão além de compreender prática mental</p><p>, também evidenciando o estratégias para a aquisição de habilidades motoras</p><p>e traça um para a tarefa a sercontrole das emoções planejamento estratégico</p><p>cumprida. Essa é uma teoria muito aplicada no campo esportivo, na tentativa de</p><p>melhorar a performance, e, consequentemente, os resultados dos atletas. Entretanto,</p><p>pode ser utilizada em várias modelos educacionais de aprendizagem motora, como as</p><p>aulas de Educação Física na escola.</p><p>Para Magill (2011, p. 498), a prática mental tem por definição um “ensaio cognitivo de</p><p>uma habilidade física sem a manifestação de movimentos físicos”. Diferente do que a</p><p>ioga e a meditação culminam em suas vivências, a prática mental tende a deixar o</p><p>sujeito com sua , imaginando a habilidade motora ou fases do movimentomente ativa</p><p>que deve ser realizado.</p><p>- -17</p><p>Figura 9 - Ginasta em concentração antes de realizar movimento</p><p>Fonte: skynesher, Shutterstock, 2020.</p><p>#PraCegoVer: figura de uma ginasta concentrada para executar um movimento na</p><p>trave de equilíbrio. No mundo esportivo, a prática mental é bastante utilizada como</p><p>meio de visualizar os movimentos que devem ser realizados, porém sem executá-los</p><p>eles na prática, previamente a ação.</p><p>A que precede a execução de um movimento a ser realizado pode serconcentração</p><p>um momento para vivenciar a prática mental. Contudo, ela pode acontecer em</p><p>diferentes tempos, seja observando outra pessoa a executar uma habilidade motora ou</p><p>simplesmente imaginando o movimento. Na visualização da imagem, ela pode ser</p><p>classificada como imagem interna ou externa. A interna seria a pessoa se imaginar</p><p>realizando o movimento, e a externa o sujeito seria o observador do gesto motor</p><p>(MAGILL, 2011).</p><p>Sobre os , Testa (2011) ainda salienta queobjetivos da prática mental</p><p>- -18</p><p>o principal objetivo de se fazer uma prática mental é a de exercer domínio maior dos</p><p>nossos pensamentos, ou seja, auxiliar no processo de concentração no momento de</p><p>excetuar determinado movimento em determinada situação. Esse contexto teria um</p><p>efeito final na melhoria do comportamento da pessoa no instante da excussão de um</p><p>gesto técnico. Pôr exemplo, um atleta desempenhando um movimento complexo,</p><p>diante de uma situação complicada para ele. (TESTA, 2011, p. 1)</p><p>A prática mental, portanto, se torna mais uma maneira de potencializar a execução</p><p>dos movimentos corporais – preparação da ação –, independentemente se for para os</p><p>esportes de alto rendimento ou para aprender novas habilidades físicas. “Entretanto,</p><p>tais recomendações para sua utilização na intervenção têm sido constantemente</p><p>aprimoradas, visto que [...] podem contribuir na aprendizagem motora” (GOMES ,et al.</p><p>2012, p. 512).</p><p>Magill (2011) explica que há uma para entender da eficáciahipótese neuromuscular</p><p>da prática mental, tanto para aquisição de</p><p>habilidades motoras, como para o</p><p>desempenho de práticas. Neste fundamento, entende-se que, a partir da prática</p><p>mental, as ligadas à atividade a ser executada são ativadas, o quevias neurais</p><p>reforça os tipos de padrões de movimento a serem coordenados e harmoniza o</p><p>sistema neuromotor. Acrescentando nesta visão, também há uma hipótese cognitiva,</p><p>no sentido do que irá ser feito, se preparando mentalmente para desempenhar a</p><p>atividade de forma eficaz. Outro ponto abordado por Gomes (2012) é sobre a et al.</p><p>da prática mental com a prática física, chamada de prática combinada,combinação</p><p>que utilizaria cinquenta porcento de prática mental e mais cinquenta porcento de</p><p>prática física.</p><p>Por fim, temos a , entendida como “uma característica decapacidade imagética</p><p>diferença individual que distingue pessoas que conseguem imaginar uma ação com</p><p>alto grau de nitidez e controle de pessoas que tem dificuldade de imaginar uma ação”</p><p>(MAGILL, 2011, p. 508). Esse processo cognitivo apresenta quem tem mais ou menos</p><p>facilidade de utilizar a imaginação na prática mental, mas mesmo com tribulações para</p><p>visualizar a imagem na mente, o sujeito pode ter benefícios com a prática mental,</p><p>mesmo que em proporções menores.</p><p>Podemos perceber, a partir de todas as considerações sobre a prática mental, que é</p><p>um a ser acrescentado na aquisição e desenvolvimento de habilidadesinstrumento</p><p>motoras em diferentes contextos. Com isso, é oportunizado aos alunos e atletas mais</p><p>chances de desempenhar a atividade física de forma satisfatória.</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834228</p><p>3.3 Performance motora</p><p>A e a são elementos difíceis de seremperformance motora aprendizagem motora</p><p>desassociados. O nível de performance do indivíduo também está correlacionado com</p><p>https://player.vimeo.com/video/504834228</p><p>- -19</p><p>os , pois fatores como estados de humor, pressão causada peloprocessos cognitivos</p><p>ambiente, motivação, cansaço e a própria assimilação do padrão do movimento podem</p><p>alterar a sua execução.</p><p>Se adentrarmos no mundo esportivo, a performance motora será medida a partir do</p><p>do atleta, o qual pode ser mensurado por meio de resultados edesempenho</p><p>colocações em competições. Já no ambiente escolar, o foco não está no alto</p><p>rendimento, e sim em uma performance motora que possibilite aos alunos realizarem</p><p>ao longo de suas vidas.diferentes movimentos</p><p>Dessa maneira, o professor deve ser um e de qualquerincentivador minimizador</p><p>processo psicológico que possa vir a interferir na aquisição e aprimoração das</p><p>habilidades motoras. As atividades físicas propostas devem os alunos aestimular</p><p>sempre a cada ano escolar, utilizando dos diferentes recursos daprogredirem</p><p>aprendizagem motora para habilitar o aluno a conseguir realizar qualquer movimento</p><p>que lhe seja proposto.</p><p>Seja por meio de demonstrações, instruções verbais, sugestões, pelos tipos de</p><p>transferências de aprendizagem, pelas quantidades de aquisições e retenções ou pelos</p><p>processos psicológicos que interfiram nas habilidades motoras, o sujeito deve estar em</p><p>um ambiente que propicie sempre o ensino e progresso do seu movimento, sabendo</p><p>lidar com as situações que possam interferir neste seguimento. Com isso, o</p><p>desenvolvimento das habilidades motoras poderá ser vivenciado pelas pessoas de</p><p>modo que suas experiências sejam mais do que , ampliando seupositivas negativas</p><p>acervo motor que refletirá nos movimentos a serem realizados por toda a vida.</p><p>Conclusão</p><p>Nesta unidade, você teve a oportunidade</p><p>de:</p><p>• aprofundar o conhecimento sobre o uso</p><p>da demonstração como ferramenta para a</p><p>aprendizagem motora;</p><p>• conhecer sobre a instrução verbal e a</p><p>sua influência para aprimorar o movimento;</p><p>• compreender que a aquisição e a retenção potencializam a prática dos sujeitos</p><p>no que se refere a execução de habilidades motoras, utilizando da repetição e da</p><p>memória, respectivamente;</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>- -20</p><p>• aprender sobre a transferência de aprendizagem, a qual considera todas as</p><p>experiências motoras que vivenciamos no decorrer da vida;</p><p>• entender que os processos psicológicos são inerentes as práticas físicas,</p><p>sempre interferindo no nosso movimento;</p><p>• conhecer sobre a prática mental e seu uso no mundo esportivo e educacional</p><p>como instrumento de auxílio a aquisição e melhoria de desempenho motor;</p><p>• compreender que a performance motora está ligada a diferentes processos</p><p>cognitivos, os quais podem auxiliar ou prejudicar a execução das habilidades</p><p>motoras.</p><p>ENNES, F. C. M. Efeitos da combinação de demonstração, instrução verbal e</p><p>.freqüência de conhecimento de resultados na aquisição de habilidades motoras</p><p>2004. 96 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física), Escola de Educação Física,</p><p>Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo</p><p>Horizonte, 2004.</p><p>GONZALEZ, D. H. Aprendizagem motora: uma breve revisão sobre a construção e</p><p>progressão do conhecimento científico. : Educación Física y Deportes,Lecturas</p><p>Buenos Aires, ano 20, n. 211, 2015. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd211</p><p>. Acesso em: 13 jun. 2020./aprendizagem-motora-breve-revisao.htm</p><p>GENTILE, A. M. Skill acquisition: action, movement, and neuromotor process. :In</p><p>CARR, J. H.; SHEPHERD, R. B. (Org.). : foundations for physicalMovement Science</p><p>therapy. 2. ed. Rockville: Aspen, 2000. p. 117-187.</p><p>GOMES, T. V. B.; UGRINOWITSCH, H.; MARINHO, N. F. S.; BENDA, R. N. Efeitos da</p><p>prática mental na aquisição de habilidades motoras em sujeitos novatos. Rev. bras.</p><p>, São Paulo, v. 26, n. 3, p. 511-521, jul./set. 2012. Disponível em: Educ. Fís. Esporte</p><p>https:/ /www.scielo.br/scielo.php?pid=S1807-</p><p>. Acesso em: 13 jun. 2020.55092012000300016&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>HEBERT, E. P.; LANDIN, D. Effects of a learning model and augmented feedback on</p><p>tennis skill acquisition. , Bethesda, v. 65,Research Quarterly for Exercise and Sport</p><p>p. 250-257, 1994. Disponível em: . Acessohttps://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/7973074/</p><p>em: 13 jun. 2020.</p><p>MAGILL, R. A. : aplicações e conceitos. 8 ed. SãoAprendizagem e controle motor</p><p>Paulo: Phorte, 2011.</p><p>PAPALIA, D. E.; FELDMAN, R. D. . 12. ed. Porto Alegre:Desenvolvimento Humano</p><p>AMGH, 2013.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>https://www.efdeportes.com/efd211/aprendizagem-motora-breve-revisao.htm</p><p>https://www.efdeportes.com/efd211/aprendizagem-motora-breve-revisao.htm</p><p>https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1807-55092012000300016&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1807-55092012000300016&script=sci_abstract&tlng=pt</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/7973074/</p><p>- -21</p><p>PÚBLIO, N. S.; TANI, G.; MANOEL, E. J. Efeitos da demonstração e instrução verbal</p><p>na aprendizagem de habilidades motoras da ginástica olímpica. Revista Paulista de</p><p>, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 111-124, 1995.Educação Física</p><p>RÚBIO, K. Entre a psicologia e o esporte: as matrizes teóricas da psicologia e sua</p><p>aplicação ao esporte. , Ribeirão Preto, v. 12, n, 2, p. 93–104,Temas em Psicologia</p><p>2004. Disponível em: . Acesso em:http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v12n2/v12n2a02.pdf</p><p>13 jun. 2020.</p><p>SÁ, C. S. C. Aquisição, retenção e transferência de habilidades motoras em</p><p>. 2007. 118 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Instituto decrianças de 7 e de 12 anos</p><p>Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.</p><p>SAWADA, M.; MORI, S.; ISHII, M. Effect of metaphorical verbal instruction on modeling</p><p>of sequential dance skills by young children. , Louisville, v.Perceptual and Motor Skills</p><p>95, p. 1097-1105, 2002. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.2466</p><p>. Acesso em: 13 jun. 2020./pms.2002.95.3f.1097</p><p>SCHMITD, R.; WRISBERG, C. A. : umaAprendizagem e performance motora</p><p>abordagem da aprendizagem baseada no problema. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.</p><p>SILVA, C. P.; ARAÚJO, W. N.; VIEIRA, M. M. Transferência bilateral no desempenho</p><p>de habilidades motoras. : Educácion Física y Deportes, Buenos Aires, ano 16,Lecturas</p><p>n. 159, 2011. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd159/transferencia-bilateral-</p><p>. Acesso em: 13 jun. 2020.no-desempenho-de-habilidades.htm</p><p>TANI, G.; MEIRA JUNIOR, C. M.; CATTUZZO, M. T. Aprendizagem motora e educação</p><p>física: pesquisa e intervenção. : TANI, G.; MEIRA JUNIOR, C. M. In Desporto e</p><p>. Porto: Faculdade de Desporto da Universidade doeducação física em português</p><p>Porto, 2010.</p><p>TESTA, W. L. A influência da prática mental no desempenho de habilidades motoras</p><p>de acadêmicos de Educação Física. : Educácion Física y Deportes, BuenosLecturas</p><p>Aires, ano 16, n. 159, 2011. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd159/a-</p><p>. Acesso em: 13 jun. 2020.influencia-da-pratica-mental-no-desempenho.htm</p><p>http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v12n2/v12n2a02.pdf</p><p>https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.2466/pms.2002.95.3f.1097</p><p>https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.2466/pms.2002.95.3f.1097</p><p>https://www.efdeportes.com/efd159/transferencia-bilateral-no-desempenho-de-habilidades.htm</p><p>https://www.efdeportes.com/efd159/transferencia-bilateral-no-desempenho-de-habilidades.htm</p><p>https://www.efdeportes.com/efd159/a-influencia-da-pratica-mental-no-desempenho.htm</p><p>https://www.efdeportes.com/efd159/a-influencia-da-pratica-mental-no-desempenho.htm</p><p>Introdução</p><p>1 Fatores da aprendizagem: demonstração e instrução</p><p>1.1 Demonstração na aprendizagem motora</p><p>1.2 Instrução na aprendizagem motora</p><p>2 Aquisição, retenção no aprendizado</p><p>2.1 Aquisição e retenção</p><p>2.2 Transferência de aprendizagem</p><p>3 A relação entre processos psicológicos, a aprendizagem e a performance motora</p><p>3.1 Processos psicológicos na aprendizagem motora</p><p>3.3 Performance motora</p><p>Conclusão</p>

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