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<p>ALUNA: Emanuele Souza de Oliveira rios</p><p>Sou psicóloga e também pedagoga e vou basear meu relato, com nomes fictícios, porém</p><p>próxima a situações que diversas vezes me ocorreram em 20 anos de escola pública.</p><p>Eixo escolhido: Contexto familiar/social como fator de risco para o desenvolvimento</p><p>de distúrbios emocionais ou comportamentais.</p><p>Numa determinada situação em 2023 uma ma~e chegou para matricular sua filha de</p><p>4 anos, a “Helena” Era a primeira vez que estudaria e relatava que a criança estava</p><p>em tratamento na saúde e investigação / hipótese de TEA.</p><p>Passados uns dias, a aluna chegou a escola e já chegou “aos berro”, não queria entrar,</p><p>nem com a mãe ficando junto, nem com a mediadora ou professora, nem nenhum</p><p>outro servidor. Aos poucos passou a entrar e ficar menos tempo e a proposta seria</p><p>aumentar gradativamente o tempo qe conseguiria ficar na escola.</p><p>No entanto, percebemos que todo o discurso da mãe era uma narrativa que talvez</p><p>só existisse para ela.</p><p>A criança ia poucas vezes ao médico, a mae estava na casa da avó materna fugindo</p><p>de criminosos da cidade vizinha, pois o marido estava preso por assassinato e ficava</p><p>devendo drogas.</p><p>Nenhuma das terapias a que se encaminhava a “Helena “ eram seguidas, pois a mãe</p><p>parecia temer que a criança relatasse fatos, inclusive possíveis atos libidinosos do</p><p>companheiro da avó, que se aproveitava da criança e da mãe em troca de abrigo e</p><p>comida.</p><p>Enfim, em alguns meses ela desapareceu com a criança não tivemos um desfecho</p><p>da hipóteses de TEA e ou TOD. A criança já começara a de acalmar, a aceitar ser</p><p>acolhida e questionávamos se era um transtorno ou o contexto que a aluna vivia, ou</p><p>ambos, que atrapalhavam todo o desenvolvimento da criança, entre elas o processo</p><p>de ensino-aprendizagem.</p>