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<p>Sistematização da Assistência de</p><p>Enfermagem Perioperatória</p><p>(SAEP)</p><p>É a realização da prática de</p><p>enfermagem de modo sistemático</p><p>(organizado e planejado). Com o</p><p>objetivo de formular princípios, que</p><p>quando aplicados às atividades de</p><p>enfermagem, possam ser efetivos na</p><p>ajuda ao paciente e na melhoria da</p><p>assistência de enfermagem a este</p><p>paciente.</p><p> A SAEP tem como objetivo subsidiar meios para uma</p><p>assistência de enfermagem global atendendo as</p><p>necessidades do paciente cirúrgico.</p><p> O foco principal é estar centrado no paciente e nas</p><p>intervenções para atender suas necessidades.</p><p> Respeitar o paciente como indivíduo, protegendo</p><p>seus direitos e dignidade;</p><p> Reduzir a ansiedade do paciente e de sua família;</p><p> Oferecer uma assistência individualizada (cada pessoa</p><p>é diferente e tem suas necessidades);</p><p> Satisfação do paciente, familiares e equipe.</p><p>Etapas da SAEP</p><p> 1º fase – Visita pré–operatória</p><p> 2º fase – Implementação da assistência de</p><p>enfermagem ( Período trans-operatório)</p><p> 3º fase – Visita pós-operatória</p><p>Visita pré–operatória</p><p> Quarto de internação do paciente;</p><p> Verificar as dúvidas e necessidades do paciente e</p><p>familiares em relação à cirurgia;</p><p> Avaliação pré operatória: exame físico, entrevista;</p><p> Dados relevantes do período pré e transoperatório;</p><p> Diagnósticos de enfermagem (NANDA);</p><p> Prescrição de enfermagem para o período</p><p>transoperatório e SRA.</p><p>O QUE É DIAGNÓSTICO DE</p><p>ENFERMAGEM???</p><p> Um instrumento a ser utilizado no gerenciamento da assistência,</p><p>uma vez que delimita as necessidades de assistência de uma</p><p>clientela, contribuindo na delimitação de recursos assistenciais.</p><p>(Rossi et al, 2000)</p><p> É uma etapa que promove integração da coleta de dados ao</p><p>planejamento das ações, envolvendo julgamento, avaliação crítica e</p><p>tomada de decisão. (Marin et al, 2004)</p><p> Melhora a interação enfermeiro/paciente;</p><p> Facilita a avaliação;</p><p> Possibilita o planejamento de recursos materiais e humanos;</p><p>Implementação da assistência de</p><p>enfermagem ( Período transoperatório)</p><p> Implementação da prescrição de enfermagem</p><p>pelos auxiliares de enfermagem (circulantes e</p><p>instrumentadores), na sala operatória e SRA.</p><p>Visita pós-operatória</p><p> Quarto de internação do paciente;</p><p> Verificar as condições clínicas do paciente;</p><p> Avaliação do paciente frente aos cuidados prestados</p><p>no CC;</p><p> Realizar orientações necessárias;</p><p> Ouvir o paciente e familiares esclarecendo e</p><p>reforçando as orientações recebidas;</p><p> Saber como foi a experiência para o paciente;</p><p> Treinamento dos funcionários.</p><p>Comportamento do paciente</p><p> VERBAL: queixas, solicitações, perguntas,</p><p>exigências.</p><p> NÃO VERBAL: batimentos cardíacos, transpiração,</p><p>ansiedade.</p><p>Bla, bla, bla..</p><p>Ação da enfermeira</p><p> CUIDADO COM A AÇÃO AUTOMÁTICA</p><p> AÇÃO VOLUNTÁRIA - Satisfaz sua função</p><p>profissional</p><p>Visita pré-operatória ( histórico +</p><p>exame físico)</p><p>J.C.S, 40 anos, sexo masculino, casado, residente em Londrina - Pr.</p><p>Encontra-se no 1º dia de internação, aguardando cirurgia de</p><p>hemorroidectomia. Na entrevista informa estar ansioso pois e a</p><p>primeira vez que vai se submeter a uma cirurgia. Relata não ter</p><p>dificuldade para se alimentar embora não ingere frutas nem verduras</p><p>por não gostar, ingesta hídrica de aproximadamente de 500ml/dia.</p><p>Hábitos vesicais com frequência de 3 a 4 vezes ao dia , amarelo</p><p>claro, hábitos intestinais 1 vez a cada 4 dias fezes endurecidas</p><p>sentindo dor a evacuação. Refere não praticar nenhuma atividade</p><p>física.</p><p>Ao exame físico apresenta-se comunicativo, preocupado, corado, turgor</p><p>normal. Cabelos limpos, couro cabeludo integro, boa acuidade</p><p>auditiva e visual. FR = 20 mov/min, amplitude normal, sem utilização</p><p>da musculatura acessória e a ausculta pulmonar murmúrios</p><p>vesiculares presentes. Pulso radial = 80 bat/min, cheio e rítmico.</p><p>Temperatura axilar = 36ºC, PA = 110/70 mmHg. Altura = 1,67 e Peso =</p><p>67Kg.</p><p>Visita pré-operatória ( histórico +</p><p>exame físico)</p><p>J.C.S, 40 anos, sexo masculino, casado, residente em Londrina - Pr.</p><p>Encontra-se no 1º dia de internação, aguardando cirurgia de</p><p>hemorroidectomia. Na entrevista informa estar ansioso pois e a</p><p>primeira vez que vai se submeter a uma cirurgia. Relata não ter</p><p>dificuldade para se alimentar embora não ingere frutas nem</p><p>verduras por não gostar, ingesta hídrica de aproximadamente de</p><p>500ml/dia. Hábitos vesicais com frequência de 3 a 4 vezes ao dia ,</p><p>amarelo claro, hábitos intestinais 1 vez a cada 4 dias fezes</p><p>endurecidas sentindo dor a evacuação. Refere não praticar</p><p>nenhuma atividade física.</p><p>Ao exame físico apresenta-se comunicativo, preocupado, corado,</p><p>turgor normal. Cabelos limpos, couro cabeludo integro, boa</p><p>acuidade auditiva e visual. FR = 20 mov/min, amplitude normal, sem</p><p>utilização da musculatura acessória e a ausculta pulmonar</p><p>murmúrios vesiculares presentes. Pulso radial = 80 bat/min, cheio e</p><p>rítmico. Temperatura axilar = 36ºC, PA = 110/70 mmHg. Altura =</p><p>1,67 e Peso = 67Kg.</p><p>Dados Relevantes</p><p>PRÉ-OPERATÓRIO</p><p> ansiedade / preocupado</p><p> não ingere frutas nem</p><p>verduras</p><p> ingesta hídrica de 500ml/dia</p><p> hábitos intestinais 1 vez a</p><p>cada 4 dias</p><p> dor a evacuação</p><p> não pratica atividade física</p><p>TRANSOPERATÓRIO</p><p> punção venosa</p><p> anestesia de bloqueio</p><p> posicionamento cirúrgico</p><p>(ginecológica)</p><p> degermação</p><p> bisturi elétrico</p><p> incisão cirúrgica</p><p>Diagnóstico e intervenções de</p><p>enfermagem</p><p> Ansiedade.......</p><p> Risco para infecção .....</p><p> Risco para lesão perioperatória de</p><p>posicionamento.....</p><p> Risco para injúria..... Ou Risco para lesão...</p><p> Risco para integridade da pele prejudicada...</p><p>E depois ?????</p><p>VOCÊS NÃO VÃO DORMIR... VAMOS</p><p>TREINAR!!!</p><p> Paciente ABS, 75 anos, admitido em centro cirúrgico as 07hs para realização de</p><p>prostatectomia radical. Paciente apresenta antecedentes clínicos de HAS e</p><p>IMC:27,5; antecedentes cirúrgicos de facectomia de olho D, hernioplastia inguinal</p><p>esquerda. Após admissão em sala operatória foi submetido a monitorização</p><p>multiparamêtrica não invasiva, colocação de BIS, meias elásticas e compressor</p><p>pneumático, intubação orotraqueal e anestesia geral balanceada. Colocado coxim</p><p>piramidal cefálico e nos calcâneos, posicionado em decúbito dorsal horizontal,</p><p>braços abduzidos 90º, placa de bisturi em coxa D, não instalado manta térmica.</p><p>Procedimento cirúrgico iniciou as 08hs, com término as 11:30, paciente extubado</p><p>as 11:40 e encaminhado a SRPA em maca, sonolento, mantendo cateter de O2</p><p>2l/min, dreno JP em região flanco E com débito hemático (++/4+), curativo em</p><p>região suprapúbica com zobec, gaze e micropore, limpo e seco, acesso venoso em</p><p>MSE com ringer lactato, SVD com débito amarelo claro. Admitido em SRPA com</p><p>PA:130/90mmHg, FC:75bpm, FR:15rpm, T:35ºC, SatO2: 95%, força motora</p><p>preservada globalmente, presença de hiperemia em região sacral e tremor. (sinais</p><p>vitais pré-operatório: PA:140/90mmHg, FC:95bpm, FR:20rpm, T:36.2ºC, SatO2:</p><p>98% em ar ambiente)</p><p> Diante do caso apresentado elabore o plano de cuidados do paciente ABS para o</p><p>intraoperatório e para o pós-operatório imediato na SRPA, de acordo com as</p><p>necessidades individuais, incluindo diagnósticos, resultados esperados e</p><p>intervenções de enfermagem.</p>