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<p>MANEJO E CONSERVAÇÃO</p><p>DO SOLO</p><p>Carga horária: 24 h</p><p>2021– Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar</p><p>1ª. Edição – 2021TODOS OS DIREITOS RESERVADOS</p><p>A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos</p><p>direitos autorais (Lei nº 9.610).</p><p>Fotos</p><p>Banco de imagens do Senar</p><p>Shutterstock</p><p>Getty Images</p><p>iStock</p><p>Informações e contato</p><p>Senar Administração Central</p><p>SGAN 601 – Módulo K Edifício Antônio Ernesto de Salvo – 1º andar</p><p>Brasília – CEP 70830-021</p><p>Telefone: 61 2109-1300</p><p>https://www.cnabrasil.org.br/senar</p><p>Presidente do Conselho Deliberativo do Senar</p><p>João Martins da Silva Junior</p><p>Diretor Geral do Senar</p><p>Daniel Klüppel Carrara</p><p>Diretora de Educação Profissional e Promoção Social</p><p>Janete Lacerda de Almeida</p><p>Coordenadora do Núcleo de Educação a Distância</p><p>Ana Ângela de Medeiros Sousa</p><p>Diretora de Assistência Técnica e Gerencial do Senar</p><p>Andréa Barbosa Alves</p><p>Coordenador Técnico da Assistência Técnica e gerencial</p><p>Eduardo Gomes de Oliveira</p><p>Equipe técnica Senar</p><p>Alexandre Maroso Gessi</p><p>Larissa Arêa Sousa</p><p>https://www.cnabrasil.org.br/senar</p><p>Sumário</p><p>Abertura</p><p>Módulo 1 |Reconhecimento do ambiente de cultivo</p><p>Módulo 2 | Planejamento para o cultivo das terras</p><p>Módulo 3 | Erosão dos solos cultivados</p><p>Módulo 4 | Recuperação, manejo e conservação do solo</p><p>04</p><p>10</p><p>55</p><p>96</p><p>127</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>APRESENTAÇÃO 5</p><p>Introdução</p><p>Olá, que bom ter você conosco no curso Manejo e conservação do solo!</p><p>Durante a apresentação dos conteúdos, você terá a oportunidade de conhe-</p><p>cer as técnicas de manejo e conservação do solo para que o cultivo das</p><p>terras seja rentável e menos oneroso.</p><p>Antes de seguir em frente, entenda como o curso está organizado.</p><p>A ESTRUTURA DO CURSO</p><p>O curso está dividido em quatro módulos. Veja, a seguir, os principais temas</p><p>que compõem cada um deles:</p><p>Módulo 1 - Reconhecimento do ambiente de cultivo</p><p>No Módulo 1, você saberá como reconhecer o seu ambiente de cultivo, a relação do solo</p><p>com a paisagem, as características morfológicas do solo e a associação com as classes de</p><p>solos brasileiros. Esses conteúdos estão divididos em três aulas:</p><p>• Aula 1 - Caracterização da paisagem rural</p><p>• Aula 2 – Classes de solo: ambiente e características</p><p>• Aula 3 – Potenciais e limitações dos solos</p><p>características</p><p>morfológicas</p><p>do solo</p><p>Cor, textura, estrutura, entre outros aspectos.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>APRESENTAÇÃO 6</p><p>Módulo 2 - Planejamento para o cultivo das terras</p><p>No Módulo 2, você conhecerá os fatores condicionantes para a produção agrícola, como</p><p>análises de solo, implementos agrícolas, fertilizantes, irrigação e mão de obra. O conteúdo</p><p>do segundo módulo também está distribuído em três aulas:</p><p>• Aula 1 – Fatores condicionantes da produção agrícola</p><p>• Aula 2 – Viabilidade e recomendações para melhoramento do solo</p><p>• Aula 3 – Planejamento de uso das terras</p><p>Módulo 3 - Erosão dos solos cultivados</p><p>No Módulo 3, você conhecerá os conceitos e as definições de erosão dos solos cultivados,</p><p>os agentes da erosão e os atributos do solo relacionados à erodibilidade. Você também</p><p>conhecerá os níveis de erosão dos solos e suas consequências no cultivo das terras. Veja</p><p>as aulas que compõem o terceiro módulo:</p><p>• Aula 1 – Fatores que influenciam os processos erosivos</p><p>• Aula 2 – Atributos dos solos e vulnerabilidade à erosão</p><p>• Aula 3 – Níveis de degradação dos solos</p><p>agentes da</p><p>erosão</p><p>Chuvas, topografia do terreno e vegetação.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>APRESENTAÇÃO 7</p><p>Módulo 4 - Recuperação, manejo e conservação do solo</p><p>No Módulo 4, você poderá analisar o assunto mais importante do nosso curso, que são</p><p>as técnicas de controle das erosões e as práticas conservacionistas do solo: construção</p><p>de terraços, barraginhas, sistema de plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta e</p><p>plantas de cobertura. Esse último módulo também está dividido em três aulas:</p><p>• Aula 1 – Plano de recuperação dos solos degradados</p><p>• Aula 2 – Manejo e conservação do solo</p><p>• Aula 3 – Avaliação e monitoramento da qualidade do manejo e do solo</p><p>REDE SOCIAL PAPO AGRO</p><p>Durante o seu estudo, você vai se deparar com uma rede social que contém</p><p>alguns participantes que trazem dúvidas e compartilham sugestões. Conheça</p><p>todos os participantes da rede Papo Agro e saiba como usufruir dos recur-</p><p>sos do AVA.</p><p>A rede social Papo Agro trará diversos conteúdos interessantes!</p><p>Nela, você vai conhecer o Rodolfo, o Rafael, a Rosa, a Madalena e o Lucas.</p><p>Então, vamos em frente para saber mais sobre eles.</p><p>Conheça os participantes da rede Papo Agro!</p><p>Vamos começar pelo Rodolfo. Especialista em solos e nutrição de plantas, ele</p><p>é o curador da página Papo Agro.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>APRESENTAÇÃO 8</p><p>Sempre que alguém faz uma postagem perguntando alguma coisa,</p><p>ele responde e compartilha vídeos e áudios muito esclarecedores.</p><p>Para acessá-los, entre no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Todas</p><p>as mídias estarão disponíveis na íntegra.</p><p>Uma das atuante na rede é a Rosa, que é filha de trabalhadores</p><p>rurais e estudante do curso técnico em florestas.</p><p>Temos também o Rafael, um pequeno produtor de hortaliças, e</p><p>Lucas, produtor de feijão e soja.</p><p>E, para completar os participantes, nós temos a Madalena, que é</p><p>estudante do curso técnico em agronegócio.</p><p>Muito bem, agora que já conheceu quem compartilhará infor-</p><p>mações com você na rede Papo Agro, não deixe de conferir as</p><p>trocas feitas pelos participantes na rede social no seu ambiente</p><p>de aprendizagem.</p><p>Então, é isso! Acesse todos os materiais e bom estudo!</p><p>CANAL DE PODCAST UM GIRO NO AGRO</p><p>No Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), ao final de cada módulo, você</p><p>encontrará áudios para fazer download, salvar em seu computador e, assim,</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>APRESENTAÇÃO 9</p><p>escutar quando quiser os principais pontos tratados durante o curso. Fique</p><p>atento, pois eles serão trazidos para o canal de podcasts Um giro no agro.</p><p>Atenção! A participação nas aulas, dentro do AVA, é obrigatória para conseguir baixar os</p><p>podcasts do canal Um giro no agro. Além disso, ao final de cada módulo, você encontrará</p><p>a atividade de aprendizagem. Vale reforçar que você só terá acesso à apostila do módulo</p><p>seguinte depois de respondê-la.</p><p>Para concluir o curso, as regras são simples: você deverá navegar por todas as telas, rea-</p><p>lizar as atividades de aprendizagem e, depois de cumprir essas duas etapas, responder à</p><p>pesquisa de satisfação. Portanto, organize-se e acesse o AVA!</p><p>DESEJAMOS A VOCÊ UMA EXCELENTE EXPERIÊNCIA</p><p>DE APRENDIZAGEM!</p><p>RECONHECIMENTO DO</p><p>AMBIENTE DE CULTIVO</p><p>MÓDULO 01</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 11</p><p>Abertura do Módulo 1</p><p>Ao final dos estudos deste módulo, esperamos que você consiga identificar</p><p>as características predominantes do solo com base na cor, textura, estrutu-</p><p>ra, porosidade e nos aspectos de paisagem local, como o relevo e o clima, e</p><p>que saiba associar os benefícios e as deficiências inerentes às principais clas-</p><p>ses de solos.</p><p>A seguir, leia a primeira aula do módulo.</p><p>BONS ESTUDOS!</p><p>CARACTERIZAÇÃO DA</p><p>PAISAGEM RURAL</p><p>AULA 1</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 13</p><p>Definição e formação do solo</p><p>O solo é um material que recobre a superfície da terra. É formado por partes</p><p>líquidas, sólidas e gasosas, e a origem dele pode ser mineral ou orgânica. Ba-</p><p>sicamente, a formação acontece pela desintegração natural das rochas pela</p><p>ação das chuvas, da variação da temperatura e da pressão. Esse é um</p><p>processo longo e demorado, que ocorre em milhões de anos.</p><p>desintegração</p><p>natural das</p><p>rochas</p><p>Processo em que as rochas se fragmentam, se dissol-</p><p>vem, e é denominado de intemperismo.</p><p>Imagine uma parcela de rocha se desintegrando em grânulos de maneira natural. Isso</p><p>demanda muito tempo!</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 14</p><p>O processo de formação do solo, além da desintegração das</p><p>rochas no de-</p><p>correr do tempo, deve-se também a outros fatores, como: tipo de material de</p><p>origem, relevo, clima e alguns organismos. A seguir, veremos mais sobre eles.</p><p>MATERIAL DE ORIGEM</p><p>Podemos dividir o material que dá origem ao solo em dois grupos:</p><p>Esses materiais influenciam a composição química do solo, a textura e a</p><p>cor. Veja, a seguir, alguns exemplos.</p><p>Solos arenosos e amarelados</p><p>São originários de rochas ácidas,</p><p>ricas em alumínio e sílica, os quais</p><p>conferem essa cor a ele. Geralmen-</p><p>te, apresentam baixa fertilidade.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 15</p><p>Solos mais argilosos e de cor</p><p>avermelhada</p><p>São originários de rochas básicas,</p><p>com pouca sílica e maior quantida-</p><p>de de ferro e magnésio, conferin-</p><p>do-lhes maior fertilidade.</p><p>Solos com grande quantidade</p><p>de matéria orgânica e de</p><p>coloração escura</p><p>São formados pelo acúmulo ou</p><p>pela má drenagem dos sedimen-</p><p>tos orgânicos.</p><p>RELEVO</p><p>O relevo é o formato da superfície do solo de uma paisagem e é importante</p><p>na drenagem da água. Veja, a seguir, a relação entre o relevo e a drenagem</p><p>da água.</p><p>O relevo e a drenagem da água</p><p>RELEVO PLANO</p><p>Praticamente toda a água da chuva sofre infiltração, favorecendo a</p><p>formação de solos mais profundos.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 16</p><p>RELEVO DECLIVOSO</p><p>No relevo declivoso ou inclinado, a água escoará pela superfície,</p><p>carregando consigo partículas de solo e favorecendo a formação de</p><p>erosão, tornando, assim, o solo menos profundo.</p><p>RELEVO ABACIADO</p><p>É a parte mais baixa da paisagem, para onde a água escoada e os</p><p>sedimentos seguem e se acumulam, contribuindo para a formação</p><p>de solos caracterizados pelo excesso de água e de sedimentos orgâ-</p><p>nicos e/ou minerais.</p><p>CLIMA</p><p>O clima da região também vai interferir na formação dos solos:</p><p>Em regiões quentes e com alto índice de chuvas, existe atuação direta do</p><p>calor e da água na desintegração do material de origem, formando solos</p><p>mais profundos.</p><p>Em locais onde o clima é frio e úmido, os solos costumam ser mais jovens e,</p><p>portanto, rasos e bastante constituídos por matéria orgânica.</p><p>ORGANISMOS E TEMPO</p><p>A decomposição de resíduos vegetais, folhas e raízes, ou até de alguns ani-</p><p>mais é realizada por organismos presentes no solo, como formigas, minho-</p><p>cas e organismos microscópicos.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 17</p><p>Essa decomposição traz ao solo a matéria orgânica que favorece a retenção</p><p>de nutrientes essenciais para as plantas, funcionando como um suporte e</p><p>tornando o solo bem estruturado, menos compacto, melhorando a infiltra-</p><p>ção de água e reduzindo os processos erosivos.</p><p>O tempo também é um fator importante que deve ser levado em consideração.</p><p>Maior intervalo de tempo Menor intervalo de tempo</p><p>No caso do fator clima, em regiões</p><p>com pouca chuva e mesmo o mate-</p><p>rial de origem estando exposto ao</p><p>ambiente por um longo período, o</p><p>solo ainda será jovem.</p><p>Em uma região de clima quente e úmi-</p><p>do, com muita chuva, mesmo o mate-</p><p>rial de origem estando exposto por um</p><p>menor intervalo de tempo, haverá</p><p>maior intemperismo e o solos serão</p><p>menos jovens e mais profundos.</p><p>intemperismo</p><p>Processo em que as rochas se fragmentam, se desin-</p><p>tegram naturalmente.</p><p>A imagem seguinte indica a maturidade do solo conforme a sua profundida-</p><p>de. Perceba que, no primeiro estágio, a rocha, indicada pela letra R, chega</p><p>até a superfície do terreno e, à medida que o tempo passa e é exposta à chu-</p><p>va, ao vento e ao Sol, ela vai se desintegrando e formando mais camadas de</p><p>solo, representadas pelas letras A, B e C, que denominamos de horizontes</p><p>do solo.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 18</p><p>Agora, pense um pouco na região</p><p>onde você mora.</p><p>• Ela é mais plana ou possui muitos morros</p><p>e montanhas?</p><p>• E quanto ao clima, na maior parte do ano,</p><p>é quente ou fria?</p><p>Provavelmente, as respostas para</p><p>essas perguntas já podem dar a</p><p>você alguns indícios de algumas</p><p>características do solo local.</p><p>MORFOLOGIA DOS SOLOS</p><p>A morfologia nada mais é que o estudo das características do solo, visíveis a</p><p>olho nu. Com ela pode-se saber sobre a drenagem da água, a compactação, a</p><p>susceptibilidade à erosão ou a resistência à mecanização agrícola dos solos.</p><p>MATURIDADE DO SOLO</p><p>RRRRR</p><p>CC</p><p>BBC</p><p>AAA</p><p>A</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 19</p><p>PERFIS, HORIZONTES E CAMADAS DO SOLO</p><p>Conforme acontecem as transformações do solo, formam-se camadas meio</p><p>que paralelas à superfície do terreno, chamadas de horizontes. Assim, uma</p><p>sequência de horizontes forma o perfil de um solo.</p><p>Os horizontes são nomeados em O, A, B, C e D e o que os diferencia são, ba-</p><p>sicamente, a textura, a cor e a estrutura de cada um deles.</p><p>A imagem a seguir ilustra um perfil de solo. Analise as indicações e as carac-</p><p>terísticas dos horizontes dele.</p><p>O horizonte O é a camada mais superfi-</p><p>cial e rica em matéria orgânica.</p><p>O horizonte A também é bem fértil, pela</p><p>presença de matéria orgânica, mas nessa</p><p>camada também existe material mineral,</p><p>como areia, argila e silte, provenientes do</p><p>intemperismo das rochas.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 20</p><p>O horizonte B é composto pelo material</p><p>mineral e pelas argilas que são facilmente</p><p>carreadas e, por isso, derivadas dos hori-</p><p>zontes superiores, O e A.</p><p>O horizonte C possui pouco material</p><p>desintegrado da rocha de origem. É um</p><p>horizonte constituído por parcelas maio-</p><p>res de rocha, pedregulhos e pouco solo.</p><p>O horizonte D, às vezes também chama-</p><p>do de R – que não aparece na imagem – é</p><p>a rocha matriz, sem alteração.</p><p>Vale lembrar que essa é a estrutura básica dos solos, e ela varia muito de</p><p>região para região, conforme o clima, o relevo, o tempo e os organismos.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 21</p><p>TEXTURA</p><p>Confira, a seguir, o conteúdo, na íntegra, do vídeo “Morfologia dos solos: tex-</p><p>tura” compartilhado pelo Rodolfo na Rede Papo Agro.</p><p>Morfologia dos solos</p><p>Textura</p><p>Você já deve ter percebido que os solos têm diferentes texturas - um é mais</p><p>grosso, outro mais fino, alguns parecem mais densos, e é exatamente assim.</p><p>A textura de um solo corresponde à distribuição do tamanho das partículas</p><p>que o formam.</p><p>Principaisdiscussões</p><p>#Hojeediadeplantar</p><p>#HeyAgroboy</p><p>Pesquisar em PapoAgro</p><p>Sugestões</p><p>Rafael</p><p>@rafael</p><p>Seguin...</p><p>Madalena</p><p>@madalena</p><p>Seguin...</p><p>Lucas</p><p>@lucas</p><p>Seguin...</p><p>Madalena @rosa</p><p>Rodolfo @rodolfo</p><p>Olá @rodolfo! Tudo certo por aí?</p><p>Preciso de uma ajuda sua.</p><p>Eu tenho uma disciplina neste semestre sobre Mor-</p><p>fologia dos solos e confesso que estou com muitas</p><p>dúvidas sobre como é a distribuição do tamanho</p><p>das partículas no solo, que caracteriza a sua textu-</p><p>ra. Você teria algum material para me indicar sobre</p><p>esse tema, por gentileza?</p><p>Oi, @rosa! Espero encontrá-la bem!</p><p>Tem um vídeo muito bom que explica exatamente</p><p>como é essa característica de textura de diferentes</p><p>tipos de constituintes de solos: areia, silte e argila.</p><p>Vou compartilhar aqui com você!</p><p>As partículas de areia são ásperas ao tato e visíveis a olho nu. Por serem as</p><p>maiores, não retêm muita água porque um “punhado” de areia apresenta</p><p>grandes e poucos poros.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 22</p><p>Você já deve ter percebido que, em</p><p>época de seca, os solos arenosos</p><p>são muito afetados, né!? Então,</p><p>esse é o motivo...</p><p>As partículas de silte são menores</p><p>que as de areia, por isso têm mais</p><p>poros, o que traz uma capacidade</p><p>maior de retenção de água.</p><p>Diferentemente da areia, não po-</p><p>dem ser vistas a olho nu e, quando</p><p>esfregadas entre os dedos, pare-</p><p>cem ser sedosas.</p><p>As partículas de silte são facilmente</p><p>carregadas pela água, fazendo com</p><p>que o solo sofra processos erosivos.</p><p>E, finalmente, temos a argila, que é a menor partícula que constitui o solo.</p><p>As frações</p><p>de argila são tão pequenas que possuem o formato em lâminas e</p><p>são impossíveis de serem vistas a olho nu.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 23</p><p>Isso faz com que haja uma grande quantidade de poros entre essas lâminas,</p><p>promovendo uma boa capacidade de armazenamento de água no solo.</p><p>É possível que você já tenha mexido com argila na vida. Quando úmida, ela é pe-</p><p>gajosa e fácil de ser moldada.</p><p>Você mesmo pode determinar a textura de um solo com a sensação tátil de</p><p>uma amostra.</p><p>Para isso, amasse uma amostra úmida do solo, do tamanho de uma noz, até</p><p>formar uma massa, adicionando água se necessário. Então, você deve tentar</p><p>perceber três características:</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 24</p><p>A amostra é maleável, pegajosa e,</p><p>ao mesmo tempo, resistente à de-</p><p>formação? Se sim, essas são pro-</p><p>priedades da argila.</p><p>O solo apresenta sensação de as-</p><p>pereza e faz um som de “rangido”</p><p>quando próximo ao ouvido? Se sim,</p><p>você está diante das propriedades</p><p>da areia.</p><p>Vale lembrar que os solos, geralmen-</p><p>te, são misturas desses materiais.</p><p>Agora, siga em frente e veja mais</p><p>sobre os solos.</p><p>Aplicando a técnica!</p><p>Lembre-se de que um solo quase nunca é composto só por areia ou</p><p>silte ou, então, apenas por argila. Geralmente, é uma mistura des-</p><p>ses materiais, e a sensação tátil poderá ajudar você a definir qual</p><p>textura é mais evidente naquela amostra de solo.</p><p>COR</p><p>A cor do solo é uma característica fácil de ser analisada em campo e nos dá</p><p>algumas pistas para iniciar o manejo do solo, por exemplo, o preparo da adu-</p><p>bação. Então, vamos analisar algumas delas.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 25</p><p>Cores escuras</p><p>A matéria orgânica deixa o solo mais escuro, puxando para tons de preto ou castanho es-</p><p>curo, por isso o horizonte O possui a cor mais escura. O horizonte A, abaixo do O, também</p><p>se apresenta dessa forma, porém costuma ser um pouco mais claro porque é uma zona de</p><p>mistura do material orgânico decomposto com o material mineral do solo, como argila ou silte.</p><p>horizonte O</p><p>É a camada do solo mais próxima da superfície, onde os resíduos</p><p>vegetais e animais sofrem a decomposição pelos microrganismos e</p><p>formam matéria orgânica.</p><p>Cores vermelhas</p><p>A presença de compostos de ferro e manganês ou o acúmulo de argila produzem uma</p><p>cor avermelhada no solo, que também é um indicativo de que ele está bem drenado e</p><p>aerado, por isso, o horizonte B de alguns solos possui cor vermelha.</p><p>Cores acinzentadas</p><p>É um bom indicativo de que há acúmulo de água e, consequentemente, é um solo mal</p><p>drenado e mais úmido.</p><p>Cores claras</p><p>Indicam ausência de matéria orgânica ou compostos de ferro e manganês.</p><p>Seguiremos, então, com o estudo das características. A próxima será a poro-</p><p>sidade, veja só!</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 26</p><p>POROSIDADE</p><p>A porosidade dos solos corresponde aos espaços existentes entre as partí-</p><p>culas de areia, silte e argila, que são denominados microporos, e os espaços</p><p>existentes entre os agregados do solo, denominados macroporos. A imagem</p><p>ajudará você a compreender essa estrutura.</p><p>A porosidade dos solos é de grande importância, pois solos com um espaço</p><p>poroso maior são menos densos e, consequentemente, menos compactos,</p><p>tendo assim melhores condições para o crescimento de raízes, a infiltração</p><p>de água, oxigênio, nutrientes e uma melhor agregação das partículas.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 27</p><p>ESTRUTURA, AGREGAÇÃO</p><p>E ANÁLISES: EM CAMPO E</p><p>NO LABORATÓRIO</p><p>A areia, o silte e a argila se co-</p><p>nectam com outros componen-</p><p>tes do solo, como raízes, maté-</p><p>ria orgânica e microrganismos,</p><p>formando os agregados de um</p><p>solo, corriqueiramente chama-</p><p>dos de “torrões”.</p><p>Microrganismos Bactérias e fungos</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 28</p><p>Rafael @rafael</p><p>Rodolfo @rodolfo</p><p>Principaisdiscussões</p><p>#Hojeediadeplantar</p><p>#HeyAgroboy</p><p>Pesquisar em PapoAgro</p><p>Sugestões</p><p>Rafael</p><p>@rafael</p><p>Seguin...</p><p>Madalena</p><p>@madalena</p><p>Seguin...</p><p>Lucas</p><p>@lucas</p><p>Seguin...</p><p>Olá @rodolfo!</p><p>E aí, como vai? Eu estou com um probleminha na</p><p>minha horta. O solo está muito duro, compactado e</p><p>percebo que a água não está infiltrando, sabe? Você</p><p>pode me explicar um pouco sobre isso?</p><p>Valeu, @rodolfo!</p><p>Olá @rafael! O, tudo bem? Vou enviar para você um</p><p>áudio que gravei para alguns produtores do Senar e</p><p>depois eu até editei e o disponibilizei na minha plata-</p><p>forma de podcast porque ficou bem interessante.</p><p>Acho que pode ajudá-lo, hein!?</p><p>Veja, a seguir, o conteúdo do podcast compartilhado pelo Rodolfo na</p><p>rede Papo Agro.</p><p>Fala aí, pessoal! Hoje vou explicar para vocês o que são agregados e a</p><p>estrutura do solo. Espero que isso ajude vocês!</p><p>A junção dos agregados do solo ou torrões é conhecida como estrutu-</p><p>ra do solo, e é importante que ela tenha estabilidade.</p><p>Essa estrutura serve para que o solo suporte a ação de forças exter-</p><p>nas, como uma chuva ou a circulação de máquinas agrícolas.</p><p>Ah! E vocês sabem como é possível melhorar a estabilidade desses</p><p>agregados?</p><p>Se vocês pensaram em vegetação, é isso mesmo! A presença de vege-</p><p>tação é fonte de matéria orgânica na superfície, favorecendo a ação</p><p>dos microrganismos.</p><p>Essa vegetação também é responsável pelo crescimento das raízes</p><p>que estabilizam os agregados, tornando o solo mais estruturado.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 29</p><p>E lembrem-se sempre: solos bem estruturados possuem boa porosi-</p><p>dade por onde crescem raízes e se infiltra a água.</p><p>Uma dúvida que o pessoal sempre me traz é: como é possível saber se</p><p>o solo apresenta essa boa estrutura?</p><p>E a resposta é simples!</p><p>A estrutura depende do tipo de sistema de preparo ou do manejo do solo.</p><p>E vocês mesmos podem realizar uma análise de uma amostra em</p><p>campo, observando essas características.</p><p>Até mais, gente!</p><p>Aplicando a técnica!</p><p>Para complementar a informação que foi trazida na rede Papo</p><p>Agro por Rodolfo, a imagem seguinte ilustra como deve se apresen-</p><p>tar um solo mal estruturado e um solo bem estruturado para que</p><p>você possa comparar com as suas amostras coletadas em campo.</p><p>Por meio de análises de laboratório também é possível identificar o ín-</p><p>dice de estabilidade de um agregado, em que, diferentemente da análi-</p><p>se visual, você terá um valor do grau de estabilidade em porcentagem.</p><p>Para isso, é necessária a coleta de amostras e o envio para um labora-</p><p>tório credenciado para que o resultado tenha validade.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 30</p><p>Lá vem dica boa…</p><p>Para análise de solo, interpretação e recomendação, procure por</p><p>um técnico ou profissional da área agronômica de sua região, pode</p><p>ser pública (Emater, prefeitura...) ou privada.</p><p>Encerramos aqui a apresentação dos temas desta aula, mas é impor-</p><p>tante que você siga com seus estudos para atingir o objetivo do módu-</p><p>lo e depois, é claro, do curso!</p><p>Avance para a Aula 2 e conheça as classes de solo!</p><p>BOA LEITURA!</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 31</p><p>CLASSES DE SOLO:</p><p>AMBIENTE</p><p>E CARACTERÍSTICAS</p><p>AULA 2</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 32</p><p>Sistema Brasileiro de Classificação dos So-</p><p>los - SiBCS</p><p>Na aula anterior, foi abordada a formação dos solos, a qual é depen-</p><p>dente de diferentes fatores, como clima, material de origem, relevo,</p><p>organismos e tempo.</p><p>Sendo o Brasil um país tropical, mas com ampla variedade de clima</p><p>e temperatura, pesquisadores optaram por elaborar um sistema de</p><p>classificação dos solos do Brasil, e esse é o tema desta segunda aula.</p><p>Então, siga em frente!</p><p>DEFINIÇÃO DAS CLASSES DE SOLOS</p><p>A finalidade da classificação dos solos é organizar o conhecimento, es-</p><p>tabelecer relações com o ambiente e agrupar solos com características</p><p>semelhantes,</p><p>e com isso facilitar o estudo.</p><p>O SiBCS classifica os solos em níveis categóricos, sendo que o 5º e o 6º</p><p>níveis ainda estão em desenvolvimento por pesquisadores. A classifi-</p><p>cação é feita da seguinte forma:</p><p>SiBCS Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos</p><p>1º nível 2º nível 3º nível 4º nível 5º nível 6º nível</p><p>Possui 13</p><p>classes</p><p>(ordens).</p><p>Possui 44</p><p>classes</p><p>(subordens).</p><p>Possui 92 clas-</p><p>ses (grandes</p><p>grupos).</p><p>Possui 938</p><p>classes</p><p>(subgrupos).</p><p>Apresenta as</p><p>famílias.</p><p>Apresenta as</p><p>séries.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 33</p><p>Quer ver como é feita uma classificação na prática? Acompanhe!</p><p>A análise que você verá a seguir é a classificação de um tipo de solo que foi constatado</p><p>nos planaltos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e em Poços de Caldas</p><p>(MG): o Latossolo Bruno.</p><p>Latossolo Bruno Aluminoférrico rúbrico</p><p>• 1º Nível categórico – Latossolo</p><p>• 2º Nível categórico – Latossolo Bruno</p><p>• 3º Nível categórico – Latossolo Bruno</p><p>Aluminoférrico.</p><p>• 4º Nível categórico – Latossolo Bruno</p><p>Aluminoférrico rúbrico. LATOSSOLO BRUNO Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0</p><p><https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0></p><p>via Wikimedia Commons</p><p>IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO</p><p>Lucas @lucas</p><p>Rodolfo @rodolfo</p><p>Principaisdiscussões</p><p>#Hojeediadeplantar</p><p>#HeyAgroboy</p><p>Pesquisar em PapoAgro</p><p>Sugestões</p><p>Rafael</p><p>@rafael</p><p>Seguin...</p><p>Madalena</p><p>@madalena</p><p>Seguin...</p><p>Lucas</p><p>@lucas</p><p>Seguin...Oi, @lucas! Poxa, que bom que você gostou do vídeo.</p><p>É realmente um ótimo recurso de estudo!</p><p>Eu tenho algo aqui, sim, vou compartilhar contigo e</p><p>espero que te ajude. O vídeo traz dois exemplos de</p><p>classificação com a definição de algumas característi-</p><p>cas físicas e químicas. Bons estudos!</p><p>Olá, @rodolfo! Vi aqui na rede que você compartilhou</p><p>um vídeo com a @rosa, achei muito bom e consegui</p><p>compreender bem o assunto abordado! Eu queria</p><p>saber se você tem algo para enviar, nesse formato,</p><p>com exemplo de definição de características físicas</p><p>e químicas do solo a partir de sua classificação. Será</p><p>que consegue me ajudar, por favor?</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 34</p><p>Veja, a seguir, o conteúdo na íntegra do vídeo compartilhado pelo Rodolfo na</p><p>rede Papo Agro.</p><p>Classes de solo</p><p>Importância da classificação</p><p>Falando em classificação é preciso en-</p><p>tender quais são os solos existentes.</p><p>Atenção, pois os nomes são um</p><p>pouco diferentes, mas importantes</p><p>para a definição de suas caracterís-</p><p>ticas físicas e químicas.</p><p>Os solos classificados como Latos-</p><p>solo Bruno Distroférrico rúbrico</p><p>sofreram muitas ações do intem-</p><p>perismo e, portanto, são profun-</p><p>dos, com boa infiltração de água.</p><p>Possuindo alto teor de matéria orgânica na superfície, seu horizonte A possui cor</p><p>escura, e conta com alto teor de argila no horizonte B.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 35</p><p>O termo distroférrico significa que tem baixa fertilidade e alto teor de ferro.</p><p>Rúbrico está relacionado ao avermelhamento do solo em profundidade.</p><p>Avermelhamento do solo em profundidade</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 36</p><p>Outra classificação são os Neosso-</p><p>los Quartzarenicos hidromórficos</p><p>húmicos, que ocorrem em relevos</p><p>planos ou pouco ondulados, tendo</p><p>muita areia, baixos teores de maté-</p><p>ria orgânica e baixa fertilidade.</p><p>Segundo a Embrapa, esses solos</p><p>ocorrem em planaltos do Sul do</p><p>Brasil, onde a altitude supera os</p><p>oitocentos metros de altura. Nesses</p><p>locais, o solo é bastante utilizado</p><p>para o cultivo de frutas.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 37</p><p>Por isso são solos usados para o re-</p><p>florestamento e, em alguns lugares</p><p>de São Paulo, Ceará e Bahia, para o</p><p>cultivo de cana-de-açúcar e cajueiro.</p><p>O termo hidromórfico significa baixa</p><p>drenagem.</p><p>Já o termo húmico significa que o ho-</p><p>rizonte O é rico em matéria orgânica.</p><p>E assim você conheceu um pouco</p><p>sobre as características e as classifi-</p><p>cações de alguns tipos de solos. Até</p><p>a próxima!</p><p>Imagine uma parcela de rocha se desintegrando em grânulos de maneira natural. Isso</p><p>demanda muito tempo!</p><p>Excelente! Você está avançando muito bem nos estudos e estamos bem próxi-</p><p>mos de concluir o Módulo 1, mas não antes de estudar sobre os potenciais e</p><p>as limitações dos solos, que serão vistos na Aula 3. Siga em frente!</p><p>BOM ESTUDO!</p><p>Horizonte O</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 38</p><p>POTENCIAIS E</p><p>LIMITAÇÕES DOS SOLOS</p><p>AULA 3</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 39</p><p>Potenciais e limitações</p><p>das 13 classes de solos</p><p>Na Aula 2, você conheceu diferentes níveis categóricos para classificar os solos.</p><p>Então, agora, apresentaremos aqui os possíveis potenciais e as limitações das</p><p>13 classes de solos do primeiro nível categórico.</p><p>Mas, antes disso, o que você acha de conhecer um conteúdo bem interessante</p><p>e que está sendo abordado na nossa rede social Papo Agro?</p><p>Os nomes das 13 classes são formados pela associação de um elemento formativo com a</p><p>terminação “-SSOLOS”. Sabendo disso, siga para a rede Papo Agro!</p><p>Principaisdiscussões</p><p>#Hojeediadeplantar</p><p>#HeyAgroboy</p><p>Pesquisar em PapoAgro</p><p>Sugestões</p><p>Rafael</p><p>@rafael</p><p>Seguin...</p><p>Madalena</p><p>@madalena</p><p>Seguin...</p><p>Lucas</p><p>@lucas</p><p>Seguin...</p><p>Madalena @madalena</p><p>Rodolfo @rodolfo</p><p>Olá @rodolfo, tudo bem?!</p><p>Sabe que eu estou finalizando o meu curso Técnico em Agro-</p><p>negócio, né? Já comentei com você em outra ocasião aqui e,</p><p>agora, eu preciso muito de uma ajuda com um conteúdo que</p><p>estudei lá no início, sobre a nomenclatura das classes. Sabe</p><p>aquela coisa dos elementos formativos? Então, eles sempre</p><p>me confundem. Pode me ajudar, por gentileza?</p><p>@madalena! Hoje é seu dia sorte!</p><p>Eu acabei de produzir uma tabela exatamente com os nomes</p><p>das classes, em ordem alfabética, seus respectivos elementos</p><p>formativos e alguns significados. Vou enviar aqui para você.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 40</p><p>Elementos formativos, significados dos nomes das classes e % de</p><p>distribuição no Brasil</p><p>ARGISSOLO ARGI: Do latim ar-</p><p>gilla, “argila”</p><p>Conotativo a solos com proces-</p><p>so de acumulação de argila.</p><p>26,84</p><p>CAMBISSOLO</p><p>CAMBI: Do latim</p><p>cambiare, “trocar”,</p><p>“mudar”</p><p>Conotativo a solos em formação</p><p>(transformação).</p><p>5,26</p><p>CHERNOSSOLO CHERNO: Do russo</p><p>chorniy, “preto”</p><p>Conotativo a solos ricos em ma-</p><p>téria orgânica, com coloração</p><p>escura.</p><p>0,44</p><p>ESPODOSSOLO</p><p>ESPODO: Do grego</p><p>spodos, “cinza vege-</p><p>tal”</p><p>Conotativo a solos com hori-</p><p>zonte de acumulação iluvial de</p><p>matéria orgânica associada à</p><p>presença de alumínio.</p><p>1,89</p><p>GLEISSOLO</p><p>GLEI: Do russo gley,</p><p>“massa do solo pas-</p><p>tosa”</p><p>Conotativo a excesso de água. 4,67</p><p>LATOSSOLO LATO: Do latim lat,</p><p>“tijolo”</p><p>Conotativo a solos muito intem-</p><p>perizados.</p><p>31,49</p><p>LUVISSOLO LUVI: Do latim luere,</p><p>“lavar”</p><p>Conotativo à translocação de</p><p>argila.</p><p>2,84</p><p>NEOSSOLO NEO: Do grego neo,</p><p>“novo”</p><p>Conotativo a solos com pouco</p><p>desenvolvimento pedogenético.</p><p>13,18</p><p>NITOSSOLO NITO: Do latim niti-</p><p>dus, “brilhante”</p><p>Conotativo a superfícies brilhan-</p><p>tes nas unidades estruturais.</p><p>1,13</p><p>ORGANOSSOLO</p><p>ORGANO: Do latim</p><p>organicus, “pertinente</p><p>ou próprio dos com-</p><p>postos de carbono”</p><p>Conotativo a solos com maior</p><p>expressão da constituição orgâ-</p><p>nica.</p><p>0,03</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 41</p><p>PLANOSSOLO PLANO: Do latim</p><p>planus, “plano”</p><p>Conotativo a solos desenvolvi-</p><p>dos em planícies ou depressões,</p><p>com encharcamento estacional.</p><p>2,66</p><p>PLINTOSSOLO PLINTO: Do grego</p><p>plinthos, “ladrilho”</p><p>Conotativo a materiais argilosos</p><p>coloridos que endurecem quan-</p><p>do expostos ao ar.</p><p>6,98</p><p>VERTISSOLO VERTI: Do latim ver-</p><p>tere, “virar”, “inverter”</p><p>Conotativo ao movimento de</p><p>material de solo na superfície</p><p>e que atinge a subsuperfície</p><p>(expansão/contração).</p><p>0,21</p><p>Afloramentos de rocha, dunas, águas e outros. 2,37</p><p>São solos:</p><p>• profundos;</p><p>• com fertilidade natural costumeira-</p><p>mente baixa;</p><p>• com acidez elevada;</p><p>• susceptíveis à erosão, principalmente</p><p>quando há presença de cascalhos e quan-</p><p>do o relevo é declivoso; e</p><p>• recomendados para a agricultura quando o re-</p><p>levo for mais plano ou suavemente ondulado.</p><p>Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>Fonte: Adaptado de EMBRAPA. Sistema Brasileiro de Classificação</p><p>dos Solos. 5. ed. Brasília, 2018.</p><p>Vamos aos possíveis potenciais e às limitações das 13 classes de solos do pri-</p><p>meiro nível categórico? Siga com a leitura!</p><p>ARGISSOLOS</p><p>Esses solos possuem acúmulo de argila na subsuperfície, ou seja, no horizonte</p><p>B, cuja separação do horizonte A é nítida devido ao gradiente de cores.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 42</p><p>CAMBISSOLOS</p><p>São solos em formação pedogenéti-</p><p>ca, por isso o horizonte B é estreito.</p><p>São solos:</p><p>• bem variáveis quanto à textura e</p><p>à fertilidade;</p><p>• que ocorrem, geralmente, em relevos</p><p>mais declivosos; e</p><p>• como são jovens, pouco profundos, o</p><p>plantio de espécies arbóreas não é indi-</p><p>cado porque as raízes ficam restritas para</p><p>crescimento.</p><p>CHERNOSSOLOS</p><p>São solos em formação pedogenéti-</p><p>ca, por isso o horizonte B é estreito.</p><p>São solos:</p><p>• ricos em matéria orgânica;</p><p>• que apresentam o horizonte A muito fértil;</p><p>• que possuem elevados teores de cálcio e</p><p>magnésio; e</p><p>• que, quando presentes em várzeas com</p><p>baixa drenagem, são aptos para o cultivo</p><p>de arroz ou outros cultivos, desde que o</p><p>excesso de água seja removido.</p><p>Fonte: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>SANTOS, H. G. dos. Perfil de Cambissolo Húmico (Água</p><p>Doce, SC). fotografia. Sistema Brasileiro de Classificação</p><p>de Solos / Humberto Gonçalves dos Santos … [et al.]. –</p><p>5. ed., rev. e ampl. &#8722; Brasília, DF: Embrapa, 2018.</p><p>356 p. : il. color.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 43</p><p>ESPODOSSOLOS</p><p>Possuem acúmulo de matéria orgâ-</p><p>nica e/ou alumínio e predomínio da</p><p>fração de areia.</p><p>São solos:</p><p>• com baixa fertilidade; e</p><p>• baixa capacidade de retenção de água.</p><p>GLEISSOLOS</p><p>São solos:</p><p>• mal drenados, com horizonte B ou C de</p><p>coloração cinza devido à perda de ferro</p><p>pelo processo de redução, como se a</p><p>água lavasse o solo, removendo as molé-</p><p>culas de ferro; e</p><p>• típicos de áreas de várzea, com excesso</p><p>de água. Caso seja feita uma drenagem</p><p>da água, esses solos podem ter uso agrí-</p><p>cola, porém são bem pobres em nutrien-</p><p>tes, necessitam de fertilização.</p><p>Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 44</p><p>LATOSSOLOS</p><p>São solos:</p><p>• profundos, bastante intemperizados, é</p><p>difícil diferenciar os horizontes pela cor;</p><p>• bem drenados e muito porosos;</p><p>• são ácidos e possuem baixa fertilidade;</p><p>• geralmente, são encontrados em relevos</p><p>mais planos e, pelo fato de serem bem</p><p>intemperizados, normalmente não pos-</p><p>suem pedregulhos; e</p><p>• por todos esses motivos, têm boa apti-</p><p>dão agrícola.</p><p>LUVISSOLOS</p><p>São solos:</p><p>• pouco desenvolvidos;</p><p>• pouco profundos, com acúmulo de argila</p><p>no horizonte B, por isso a mudança de</p><p>horizonte é bem perceptível; e</p><p>• costumam ser susceptíveis à erosão e</p><p>apresentam boa fertilidade química.</p><p>Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 45</p><p>NEOSSOLOS</p><p>São solos:</p><p>• jovens, pouco evoluídos e, na maioria das</p><p>vezes, são rasos. Por esses motivos não</p><p>apresentam horizonte B para diagnóstico;</p><p>• que, em geral, possuem baixa fertilida-</p><p>de e presença de pedras, aspectos que</p><p>precisam ser levados em conta para o</p><p>uso agrícola.</p><p>Agora conheça mais cinco classes de solos do primeiro nível categórico com</p><p>seus potenciais e limitações.</p><p>NITOSSOLOS</p><p>São solos que apresentam superfí-</p><p>cie brilhante devido à presença de</p><p>filmes de argila que conferem ce-</p><p>rosidade a eles. Possuem estrutura</p><p>argilosa, são solos profundos e com</p><p>pouca diferenciação por cor dos ho-</p><p>rizontes.</p><p>JACOMINE, P. K. T. Perfil de Neossolo Flúvico (São Cristóvão,</p><p>SE). fotografia. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos</p><p>/ Humberto Gonçalves dos Santos … [et al.]. – 5. ed., rev. e</p><p>ampl. &#8722; Brasília, DF: Embrapa, 2018. 356 p. : il. color.</p><p>SANTOS, H. G. dos. Perfil de Nitossolo Bruno (Painel, SC). fo-</p><p>tografia. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos / Hum-</p><p>berto Gonçalves dos Santos … [et al.]. – 5. ed., rev. e ampl.</p><p>&#8722; Brasília, DF: Embrapa, 2018. 356 p. : il. color.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 46</p><p>PLANOSSOLOS</p><p>Solos desenvolvidos em planícies</p><p>e que possuem cor acinzentada.</p><p>Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>ORGANOSSOLOS</p><p>São solos formados por material</p><p>orgânico e podem ou não ter</p><p>material mineral na constituição.</p><p>Podem conter alto teor de enxofre,</p><p>de matéria orgânica e baixa</p><p>fertilidade química.de matéria orgâni-</p><p>ca e baixa fertilidade química.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 47</p><p>VERTISSOLOS</p><p>São solos que possuem argi-</p><p>lominerais com capacidade de</p><p>expansão e contração da argila.</p><p>Apresentam hachuras em sua su-</p><p>perfície quando secos.</p><p>Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>PLINTOSSOLOS</p><p>Possuem moderada ou baixa dre-</p><p>nagem. São solos com material ar-</p><p>giloso e com altos teores de ferro,</p><p>que endurecem quando expostos</p><p>ao ar, semelhantes a tijolos. Em al-</p><p>gumas regiões, essa camada rígida</p><p>é denominada canga, tapiocanga</p><p>ou laterita.Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 <https://creativecom-</p><p>mons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 48</p><p>Conclusão do módulo</p><p>Até aqui, você estudou um pou-</p><p>co sobre o solo: como é formado,</p><p>a diferenciação dos horizontes e</p><p>as suas principais características,</p><p>além das particularidades dos so-</p><p>los relacionadas à cor, à textura e à</p><p>estrutura. Viu também que é possí-</p><p>vel fazer uma análise simples em</p><p>campo da textura do solo por meio</p><p>das sensações táteis.</p><p>Ainda, viu que, por meio da classificação do solo pelo Sistema Brasileiro de</p><p>Classificação dos Solos, é possível compreender sobre a fertilidade natural,</p><p>o teor de argila, silte e areia, a presença de matéria orgânica ou a drenagem</p><p>de água.</p><p>Antes de avançar para o Módulo 2 sobre o Planejamento para o cultivo</p><p>das terras, você deve responder à atividade de aprendizagem disponível no</p><p>ambiente de aprendizagem.</p><p>Foto: Tony Oliveira. Sistema CNA/Senar</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 49</p><p>ATIVIDADE DE</p><p>APRENDIZAGEM</p><p>MÓDULO 1</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 50</p><p>Muito interessante conhecer mais sobre os solos, não é mesmo? Mas saiba</p><p>que sua experiência de aprendizagem não acaba por aqui! Ainda tem muita</p><p>informação boa vindo por aí! Este primeiro módulo é a base para que você</p><p>aprofunde o tema nos módulos seguintes.</p><p>E por que não rever os principais assuntos abordados antes de testar os seus</p><p>conhecimentos nas atividades?</p><p>No AVA, você pode acompanhar a revisão em um vídeo, não deixe de assistir!</p><p>E atenção! O conteúdo do módulo 2 só será liberado após a conclusão da ativi-</p><p>dade dentro do AVA.</p><p>As respostas devem ser enviadas obrigatoriamente por lá. Dessa forma,</p><p>você terá um feedback confirmando se você respondeu corretamente ou se</p><p>deverá tentar</p><p>novamente. Depois da segunda tentativa, a resposta correta</p><p>será apresentada.</p><p>Se você estiver conectado à internet e quiser ir direto para a página do Portal</p><p>EAD do Senar, clique no ícone ao lado.</p><p>Revendo o tema</p><p>Vamos relembrar alguns pontos importantes do reconhecimento do am-</p><p>biente de cultivo?</p><p>http://ead.senar.org.br/</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 51</p><p>A origem do solo pode ser mineral ou orgânica, e ele é formado por partes</p><p>gasosas, líquidas e sólidas.</p><p>É formado pela desintegração natural das rochas devido à pressão, à ação</p><p>das chuvas e à variação da temperatura.</p><p>É um processo longo e demorado, que ocorre em milhões de anos.</p><p>Materiais minerais, como as rochas e sedimentos, e materiais orgânicos,</p><p>como os resíduos vegetais, influenciam na sua composição química, na tex-</p><p>tura e na cor.</p><p>Os relevos planos favorecem a formação de solos mais profundos e indica-</p><p>dos para a agricultura.</p><p>Relevos inclinados favorecem a erosão e o solo menos profundo.</p><p>E, nos relevos abaciados, os solos possuem excesso de água e de sedimentos</p><p>orgânicos e minerais, e eles não são bons para o plantio.</p><p>Sobre o clima, nas regiões quentes e com chuvas abundantes, temos so-</p><p>los mais profundos.</p><p>No clima frio e úmido, os solos são jovens, rasos e têm muita matéria orgânica.</p><p>A classificação dos solos apresentada no SiBCS é importante porque pode-</p><p>mos definir algumas características físicas e químicas do solo local.</p><p>Um exemplo que vimos foi o Latossolo Bruno Distroférrico rúbrico.</p><p>Esse tipo de solo sofreu muito intemperismo e, por isso, é profundo e tem</p><p>boa infiltração da água.</p><p>Possui alto teor de matéria orgânica na superfície e de argila no subsolo.</p><p>Os latossolos são encontrados em relevos mais planos. São bem drenados</p><p>e muito porosos, e não costumam ter pedregulhos. No entanto, são ácidos e</p><p>possuem baixa fertilidade.</p><p>São bons para a agricultura quando tratados de forma adequada.</p><p>Dos treze tipos de solo da classificação SiBCS, os predominantes são o argis-</p><p>solo e o latossolo.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 52</p><p>Agora que você revisou o tema, leia os enunciados da atividade com atenção</p><p>e analise a informação trazida em cada alternativa.</p><p>Trouxemos as perguntas para cá. Assim, caso precise, antes de respondê-las</p><p>no AVA, você poderá rever o conteúdo estudado.</p><p>1. Joaquim resolveu tirar uns dias de férias em uma pousada e, pesquisando</p><p>na internet, encontrou um local próximo à sua casa, localizado na zona rural</p><p>de Retiro, na cidade de Gonçalves, MG. No site da pousada, Joaquim obser-</p><p>vou a seguinte imagem do local:</p><p>Joaquim ficou pensando qual poderia ser o tipo de solo daquela região onde</p><p>tiraria alguns dias de férias. A melhor hipótese que ele poderia ter sobre as</p><p>características do solo de Retiro é que:</p><p>a. O relevo de Retiro é mais inclinado porque é constituído por montanhas e</p><p>morros. Por esse motivo, o solo nesse local, possivelmente, é mais intemperi-</p><p>zado e argiloso.</p><p>b. Provavelmente, nas partes baixas do relevo existe um solo com acúmulo</p><p>de sedimentos, tanto minerais quanto orgânicos, carregados pela água que</p><p>escoa pela superfície declivosa.</p><p>c. O relevo da região é plano e, por isso, a água infiltra com facilidade pela</p><p>superfície do solo. Portanto, devem existir poucos processos erosivos.</p><p>d. Se por acaso for feita uma análise da textura desse solo pelo tato, as par-</p><p>tículas de argila seriam facilmente identificadas pela aspereza e pelo barulho</p><p>de rangido.</p><p>MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO</p><p>MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 53</p><p>2. Sr. Messias, residente no estado do Paraná, enviou algumas amostras de</p><p>solo para análise em laboratório e, dentre os resultados, encontrou o seguinte</p><p>termo: “Classificação do solo: LATOSSOLO BRUNO aluminoférrico rúbrico”.</p><p>A partir dessa classificação, e com base no primeiro nível categórico, espera-se</p><p>que o solo da propriedade do Sr. Messias tenha quais características?</p><p>Parabéns!</p><p>Você finalizou a análise da atividade de aprendizagem do Módulo 1.</p><p>SIGA EM FRENTE PARA O MÓDULO 2!</p><p>a. Lato significa “massa de solo pastosa”. Logo, a propriedade possui solos</p><p>mal drenados, com horizonte B ou C de coloração cinza. Solo típico de áreas</p><p>de várzea.</p><p>b. Rúbrico significa solo jovem. Então, o solo da propriedade tem muitas pe-</p><p>dras, pouca fração de argila e solo pouco profundo, ótimo para uso agrícola.</p><p>c. O solo da propriedade é indicado para uso agrícola porque é um solo con-</p><p>siderado fértil, profundo, bem drenado e possui boa porosidade, não tem</p><p>pedregulhos.</p><p>d. O solo da propriedade é indicado para uso agrícola porque é um solo pro-</p><p>fundo, bem drenado, possui boa porosidade e não tem pedregulhos.</p>

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