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<p>PREPARO</p><p>AULA 9 – ENDODONTIA LABORATORIAL</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>“Conceito: é a fase do tratamento endodôntico na qual promove-se a limpeza e modelagem do canal radicular</p><p>por meio da ação mecânica de instrumentos endodônticos associada à ação química de uma solução irrigadora,</p><p>criando condições morfológicas para que o canal seja corretamente obturado”</p><p>É preciso fazer a limpeza do canal radicular e a sua modelagem. É essa instrumentação que vai ampliar, que vai dar</p><p>forma ao canal radicular, com o objetivo de que ao final do PQM o dente esteja pronto, preparado para receber a</p><p>obturação e assim o tratamento ser finalizado. Ao longo dos anos o PQM passou por várias denominações. Existem</p><p>várias formas para denominar essa fase do tratamento. Na disciplina é utilizada a denominação de preparo</p><p>químico-mecânico, que é uma denominação dada por Ingle em 1958.</p><p>Quando se fala de canal radicular, levamos em conta o sistema de canais radiculares como um todo. Os</p><p>instrumentos atuam no canal principal, é onde se consegue a maior limpeza e a modelagem do canal radicular. O</p><p>desbridamento adequado do sistema contaminado (o sistema como um todo), não só do canal principal, é</p><p>essencial como pré-requisito para um tratamento endodôntico satisfatório. Por mais que no tratamento o dentista</p><p>atue com a instrumentação no canal principal, ele tem de pensar na ação do sistema como um todo (istmos, canais</p><p>acessórios, laterais, recorrentes, delta apical, colaterais, interradiculares...)</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Para conseguir realizar o PQM com qualidade o dentista tem</p><p>de utilizar:</p><p>● Meios químicos</p><p>→ Soluções irrigadoras</p><p>● Meios físicos</p><p>→ Atos de irrigar e aspirar</p><p>● Meios mecânicos</p><p>→ Instrumentação → Esvaziar → Limpar</p><p>→ Conformar → Desinfetar</p><p>OBS.: O hipoclorito de sódio tem ação bactericida em sua</p><p>efetividade, ele tem diferentes concentrações.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>1. Objetivo</p><p>um dos principais objetivos do PQM é a modelagem. Essa modelagem é conseguida</p><p>graças a ação dos instrumentos endodônticos. Uma das funções do PQM é ampliar o</p><p>canal radicular, mas não modificar a sua forma, a sua forma ainda deve ser cônica. A</p><p>modelagem no PQM visa a regularização e a planificação das paredes do canal radicular</p><p>com o intuito de melhor adaptar o material obturador.</p><p>→ O canal principal sem instrumentação é chamado de canal anatômico (VERMELHO). E o</p><p>canal já ampliado, modelado, preparado é chamado de canal cirúrgico (VERDE).</p><p>→ O canal cirúrgico deve conter em seu interior o canal anatômico. Assim sendo, o canal</p><p>cirúrgico engloba o canal anatômico.</p><p>→ É muito importante respeitar a anatomia do canal em todos os tratamentos que forem</p><p>realizados. As substâncias químicas têm o objetivo de sanificação, ou seja, desinfecção,</p><p>limpeza. Então, quanto mais utilizar o hipoclorito de sódio, mais iremos favorecer o</p><p>cumprimento desse objetivo realizando a desinfecção e a limpeza.</p><p>MODELAGEM</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES O canal cirúrgico (em</p><p>verde) contém, engloba,</p><p>o canal anatômico (em</p><p>vermelho) em toda a sua</p><p>extensão</p><p>MODELAGEM</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Limpeza</p><p>Tanto na polpa viva quanto na necrosada o dentista vai remover todo o conteúdo do sistema de canais, antes e</p><p>durante a modelagem. Enquanto está se preparando o canal radicular com a sucessão das limas, deve-se irrigar</p><p>constantemente, instrumentando e mantendo o canal inundado, porém sem causar extravasamento ao ápice. A</p><p>cada troca de instrumento o canal radicular deve estar sendo irrigado. Devemos assegurar uma irrigação efetiva</p><p>que não prejudique o paciente e, ao mesmo tempo, que não seja insuficiente deixando a desejar tudo aquilo que é</p><p>necessário para a limpeza do sistema de canais radiculares. Principalmente quando o dente está necrosado,</p><p>quando ele tem a presença da infecção, das bactérias, a bactéria não está apenas presente no canal principal. A</p><p>bactéria entra pelos túbulos dentinários, vai para os canais acessórios. Muitas vezes essa desinfecção vai acontecer</p><p>por meio da solução irrigadora, também por meio da medicação intracanal. Sempre temos de lembrar que não</p><p>ocorre desinfecção apenas no canal principal, mas em todo o sistema de canais radiculares e isso acontece antes e</p><p>durante a modelagem. Nessa limpeza tem a remoção de tecido vivo, de tecido necrosado, de microrganismos, de</p><p>quaisquer outros produtos da degeneração tecidual.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>● Eliminação do tecido vivo → Pulpectomia; Biopulpectomia</p><p>● Eliminação do tecido não vital (tecido necrosado) → Necropulpectomia</p><p>É requerido realizar tanto a penetração desinfetante como o desbridamento do</p><p>forame. Uma limpeza inadequada não remove totalmente essas bactérias dentro</p><p>do canal radicular, consequentemente tem uma permanência/persistência da</p><p>inflamação e/ou infecção perirradicular e, a longo prazo, insucesso do tratamento</p><p>endodôntico. Por exemplo, quando se realiza um tratamento endodôntico em um</p><p>dente com lesão periapical muito extensa, o dente está necrosado, tem uma lesão</p><p>visível radiograficamente... o que se espera de um tratamento endodôntico desse é</p><p>que depois de alguns meses exista radiograficamente a regressão dessa lesão.</p><p>Então, depois de 1 ano se faz uma nova radiografia e aquela lesão permenece, e o</p><p>paciente já pode ter algum outro tipo de sintoma associado, já caracteriza um</p><p>insucesso no tratamento endodôntico, e a limpeza inadequada pode ser um dos</p><p>motivos que ocasiona isso.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Da mesma forma, uma modelagem inadequada pode provocar uma</p><p>obturação inadequada e também um insucesso a longo prazo. Uma</p><p>modelagem inadequada é quando não se utiliza a sequência dos</p><p>instrumentos endodônticos compatível com a anatomia do canal.</p><p>Então, não consegue preparar bem, modelar, dar forma. Assim,</p><p>quando não tem uma modelagem adequada, quando não utiliza a</p><p>sequência de limas, quando não dá a forma que o canal precisa ter,</p><p>então, pode ficar com um canal muito fino, mal obturado, mal</p><p>adaptado. Existem vários problemas quando se tem um preparo ruim,</p><p>quando se tem uma modelagem inadequada. E isso pode ocasionar o</p><p>insucesso a longo prazo, porque a intenção do tratamento</p><p>endodôntico é preencher todo o canal, não deixar espaços vazios e</p><p>em uma modelagem inadequada muitas vezes ficam espaços vazios</p><p>após a obturação. Nesses espaços vazios pode ter a proliferação</p><p>bacteriana e isso pode ocasionar um insucesso no tratamento.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3. Princípios → Biológicos e mecânicos</p><p>3.1 Princípios biológicos</p><p>1. Limitar toda instrumentação ao interior do canal radicular → O limite CDC é a</p><p>área de maior constrição apical e que separa o canal dentinário do canal</p><p>cementário, e a saída do canal cementário é o forame apical. A odontometria</p><p>deve ser 1mm aquém do ápice, ou seja, a instrumentação, o preparo, tudo aquilo</p><p>que for realizado na terapia endodôntica não pode ultrapassar o limite CDC.</p><p>Considera-se que esse limite CDC é 1mm aquém do ápice. Muitas vezes no</p><p>dente com polpa viva esse canal cementário está preenchido com tecido vital,</p><p>que não está inflamado e, por tanto, não pode ser lesionado. Assim, o dentista</p><p>deve buscar a preservação desse tecido vital que fica no canal cementário. Na</p><p>polpa necrosada pode ter a presença de bactérias</p><p>naquela região, mas de</p><p>qualquer maneira o canal cementário não é instrumentado.</p><p>1. Cemento</p><p>2. Dentina</p><p>3. Canal dentinário</p><p>4. Limite CDC</p><p>5. Canal cementário</p><p>6. Forame apical</p><p>7. Ápice radicular</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.1 Princípios biológicos</p><p>É um princípio biológico não ultrapassar o limite CDC; não sair do canal dentinário; não ultrapassar para o canal</p><p>cementário; não ampliar forame, o forame não deve ser instrumentado, nem ampliado.</p><p>2. Evitar empurrar restos contaminados além do forame. Pensando no dente que tem uma presença bacteriana,</p><p>que está muito contaminado. Por mais que o dente esteja infectado, de uma certa maneira ele consegue</p><p>encontrar um equilíbrio, ele está em uma situação de equilíbrio. Por exemplo, a lima para a odontometria é</p><p>escolhida de acordo com o diâmetro do canal. Em um dente infectado, cheio de bactérias o dentista vai até o</p><p>limite de trabalho, para poder fazer a radiografia. O dentista tem o terço cervical e o terço médio que são mais</p><p>amplos que o terço apical. Pela lógica, essas áreas mais amplas do canal radicular têm mais bactérias e indo com o</p><p>instrumento endodôntico até o comprimento de trabalho o dentista está empurrando todas as bactérias do terço</p><p>cervical e médio para a parte apical do dente. E quando faz isso, corre-se o risco de deslocar essas bactérias para</p><p>fora do ápice. A área periapical que até então estava em equilíbrio entra em desequilíbrio e o paciente que estava</p><p>assintomático volta com o abaulamento, abscesso, fruto de uma primeira sessão endodôntica onde não teve esse</p><p>cuidado.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.1 Princípios biológicos</p><p>Nesses casos de necrose pulpar envolvendo bactéria, antes da</p><p>fase da odontometria tem uma outra fase que é a penetração</p><p>desinfetante. Com essa penetração desinfetante, entra-se</p><p>com a lima aos poucos no canal radicular, irrigando e</p><p>aspirando para que esse conteúdo infectado que está no terço</p><p>médio-cervical saia pela coroa e não seja empurrado a ponto</p><p>de extravasar pelo forame. Se chegar a acontecer um caso</p><p>desse de desequilíbrio, o quadro do paciente pode agudizar,</p><p>como resultado do despreparo, da falta de cuidado, desleixo</p><p>do dentista. Em casos de necrose pulpar devemos ter esse</p><p>cuidado:</p><p>● exploração do canal radicular → preparo do terço cervical</p><p>● odontometria → preparo do terço apical</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.1 Princípios biológicos</p><p>3. Eliminar todos os irritantes potenciais do interior do sistema de canais. Isso se consegue fazer a partir do PQM.</p><p>Assim, por meio da limpeza, da instrumentação, da modelagem, consegue-se eliminar os irritantes que estão no</p><p>interior do canal radicular. A limpeza do canal radicular depende do tipo de instrumento e da técnica de preparo</p><p>empregada, do efeito limpador da substância irrigadora e principalmente da anatomia do conduto.</p><p>4. Estabelecer a odontometria exata, limpar e modelar completamente o sistema de canais durante a 1ª sessão</p><p>terapêutica. Ou seja, o ideal é que o tratamento endodôntico seja realizado em duas sessões. Às vezes é necessário</p><p>uma terceira sessão, mas o dentista deve ter a meta de realizar em duas sessões.</p><p>● 1ª sessão: acesso; odontometria; iniciar e finalizar o PQM; colocar uma medicação intracanal para que na próxima</p><p>sessão o paciente retorne para poder fazer a etapa da obturação.</p><p>● 2ª sessão: remoção da medicação, limpeza, obturação e restauração definitiva</p><p>→ Então, é um princípio biológico para que se estabeleça a odontometria, limpe e modele completamente o</p><p>sistema de canais durante a primeira sessão terapêutica.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.1 Princípios biológicos</p><p>5. Alargar suficientemente o terço coronário do canal</p><p>→ Criar uma dilatação na metade coronária do canal que permita uma irrigação abundante e uma limpeza</p><p>adequada.</p><p>→ Quando não se tem um bom acesso coronário a irrigação é dificultada. Na irrigação se introduz um pouco a</p><p>agulha dentro do canal, e se a abertura coronária não foi preparada, não se ampliou adequadamente o terço</p><p>coronário, fica difícil essa parte da limpeza. Por isso que deve-se ampliar, realizar essa dilatação do terço coronário,</p><p>facilitando também preparar melhor por meio da ação dos instrumentos.</p><p>PQM → Canal seco: JAMAIS!!!</p><p>● Entulhamento da área próxima ao forame com raspas de dentina</p><p>● Risco de fratura dos instrumentos</p><p>É um grande perigo na terapia endodôntica.</p><p>→ O canal tem de estar muito irrigado para ser instrumentado/preparado.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.2. Princípios mecânicos</p><p>1. Preparar uma matriz apical de dentina nas proximidades de união/limite CDC. Nesse limite deve-se fazer o</p><p>batente/matriz apical. Quando estiver realizando a instrumentação, quando estiver avançando sucessivamente os</p><p>instrumentos endodônticos, na fase de instrumentação do terço apical é preciso confeccionar o batente apical,</p><p>esse é um dos princípios mecânicos. Esse batente precisa ser criado porque é nele que o cone de guta-percha vai</p><p>travar, promover o vedamento hermético, durante a obturação. Se esse batente não for criado, corre o risco de que</p><p>quando o cone de guta-percha venha a ser inserido na etapa de obturação, o mesmo venha a ultrapassar, passar o</p><p>forame, ou seja, ele se desloca para um lugar que não é para ficar por falha na construção do BATENTE APICAL.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.2. Princípios mecânicos</p><p>2. Dar forma afunilada em direção apical</p><p>→ Os canais devem ser sempre dilatados, mesmo quando inicialmente amplos.</p><p>→ O PQM é um método eficaz de limpeza pela remoção de irregularidades de dentina e alisamento da superfície.</p><p>→ Sempre respeitando a anatomia do canal radicular. Anatomicamente o terço apical é mais estreito e ele vai</p><p>ampliando em direção ao terço médio e depois ao terço cervical. Com o PQM a forma continuará a mesma, a</p><p>diferença é que será uma forma mais ampla.</p><p>OS CANAIS DEVEM SER</p><p>SEMPRE DILATADOS,</p><p>MESMO EM CASOS ONDE</p><p>JÁ SÃO INICIALMENTE</p><p>AMPLOS!</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.2. Princípios mecânicos</p><p>3. Devolver um preparo cônico e tridimensional na totalidade do sistema de canais. Os canais não são todos</p><p>circulares, eles também são achatados. Então como a instrumentação desses canais achatados é feita? Na imagem</p><p>abaixo temos um canal circular, o instrumento vai entrar e preparar o canal. Mas quando o canal é achatado,</p><p>percebe-se pela imagem que ficam áreas sem instrumentação. O instrumento vai no centro do canal e ficarão</p><p>áreas sem instrumentação. A literatura mostra que nesses polos de achatamento é onde as bactérias mais se</p><p>encontram. Mas se o instrumento não toca nessas paredes, como se consegue remover as bactérias e limpar essas</p><p>paredes? A solução para isso é deslocar horizontalmente um instrumento de menor diâmetro. Então, não só vai</p><p>precisar entrar com o instrumento no que seria o centro do canal, mas também pegar uma lima de menor</p><p>diâmetro e passá-la nas paredes, fazendo esse deslocamento instrumentando. No final terá apenas um cone</p><p>principal como mostra a imagem abaixo e esses outros espaços também serão preenchidos.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3.2. Princípios mecânicos</p><p>4. Eliminar todos os resíduos produzidos durante a instrumentação. Esses resíduos são as raspas de dentina. Então,</p><p>precisam ser removidos de dentro do canal, com tudo aquilo que foi sendo</p><p>produzindo na instrumentação. É</p><p>importante limpar a lima suja com as raspas de dentina com gaze e um pouquinho de hipoclorito antes de ser</p><p>levada novamente ao interior do canal. Com a ação do instrumento e com a irrigação, elimina-se tudo aquilo</p><p>produzido durante a instrumentação.</p><p>5. Limitar os procedimentos de limpeza e modelação ao sistema de canais, mantendo o forame em sua posição</p><p>espacial original. O transporte do forame apical deve ser evitado, pré-curvando a lima quando se está trabalhando</p><p>em canais curvos, pois é diferente de um canal reto onde não precisa de tal manobra. Objetivos mecânicos:</p><p>● Forma cônica afunilada no sentido apical</p><p>● Preparo no interior do canal dentinário → Não ultrapassar a instrumentação</p><p>● Manter a forma original do canal</p><p>● Manter a posição foraminal</p><p>PRINCÍPIOS</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>P Q M</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Cavidade de acesso</p><p>Observar e priorizar que ocorra:</p><p>● Acesso direto ao canal radicular</p><p>● Eliminação do teto da câmara pulpar</p><p>● Expulsividade das paredes. Um acesso mal feito é prejudicial</p><p>ao longo do processo.</p><p>● Localização da entrada dos canais radiculares. Não pode ficar</p><p>procurando canal com broca. As entradas dos canais são</p><p>procuradas com a sonda, se não conseguir com a sonda, com</p><p>algum instrumento, uma lima de pequeno calibre, como a lima</p><p>#10, por exemplo.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Movimento de exploração ou cateterismo para reconhecimento</p><p>do canal radicular. Com o CAD calculamos o CPD para a</p><p>introdução da lima, e execução do cateterismo. → O que é esse</p><p>cateterismo?</p><p>● Com uma lima 10 ou 15 executar o reconhecimento do canal</p><p>com movimentos de ¼ de volta. Assim, o dentista introduz a lima</p><p>e vai com ela ¼ de volta para direita e/ou esquerda, ou seja, a</p><p>lima não vai girar dentro do canal radicular, o dentista não vai</p><p>ficar dando voltas circulares com o instrumento endodôntico.</p><p>● Avança-se no canal radicular nesse movimento de cateterismo.</p><p>O dentista está reconhecendo o canal radicular e vai fazer a</p><p>odontometria.</p><p>● O instrumento avança com esse movimento de acordo com o</p><p>CPD (CAD - 2 ou 3 mm). Vai fazendo esse avanço até chegar na</p><p>medida do CP, depois tem de fazer uma odontometria criteriosa.</p><p>CAD</p><p>CPD</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Odontometria criteriosa</p><p>O que engloba essa odontometria criteriosa é ter um bom ponto de referência coronário. É saber em que parte do</p><p>dente o cursor da lima está tocando.</p><p>OBS.: O cursor não pode ficar torto no ponto de referência, ele tem de ficar reto.</p><p>É necessário estbelecer um ponto de referência e anotá-lo, pois é naquela medida, com o cursor exatamente</p><p>naquele ponto e o instrumento dentro do canal radicular que obteremos a odontometria correta.</p><p>Deve-se fazer uma odontometria criteriosa; anotar qual é o ponto de referência coronário; durante o PQM utilizar</p><p>as limas na sequência técnica no ponto de referência escolhido durante a odontometria.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Ampliação do orifício de entrada do canal</p><p>● Gates-Glidden</p><p>● Batt</p><p>● Ampliadores de orifício</p><p>● Orifice Shaper</p><p>● Endo Z</p><p>↪ Essa ampliação permite uma entrada mais reta dos instrumentos. Reduzindo, assim, a formação de degraus,</p><p>desvios apicais e fratura de instrumentos.</p><p>O preparo deve ser feito em meio úmido</p><p>● Hipocloritos</p><p>● Detergentes</p><p>● Quelantes</p><p>↪ Tem de sempre lembrar que o preparo é feito em meio úmido, nunca com o canal seco. Nunca é demais a</p><p>irrigação, o que é demais é quando se irriga errado acarretando problemas ao paciente.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Os instrumentos devem ser pré-curvados para canais curvos</p><p>● Facilita o preparo até o ponto de referência apical</p><p>● Reduz a formação de degraus</p><p>↪ Principalmente para os canais curvos.</p><p>↪ Utilizar as limas mais flexíveis, principalmente quando for grandes curvaturas.</p><p>→ Um dente reto, amplo, o instrumento não precisa ser pré-curvado.</p><p>Durante o preparo os instrumentos devem obedecer a sequência de uso</p><p>↪ O planejamento ajuda bastante no preparo</p><p>A forma do canal deve ser mantida durante o PQM</p><p>↪Manter a forma cônica, afunilada, mas ampliando-a.</p><p>Seleção do primeiro instrumento:</p><p>Esse primeiro instrumento é selecionado com base na anatomia do canal. Então,</p><p>a seleção desse primeiro instrumento vai variar diante do diâmetro do dente e do</p><p>comprimento do dente (se vai ser uma lima de 21 mm ou 25 mm ou 31 mm).</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Seleção do último instrumento. Quanto dilatar? Qual vai ser a</p><p>seleção do último instrumento? CONSIDERAR:</p><p>● Curvatura do canal</p><p>→ Canal muito curvo já não consegue-se dilatar tanto quanto em</p><p>um canal amplo</p><p>● Patologia pulpar</p><p>→ Por exemplo, um dente com polpa viva às vezes podemos</p><p>instrumentar com uma lima a menos do que um instrumento com</p><p>polpa necrosada.</p><p>Quando concluir o PQM?</p><p>● Quando percebemos que o dente já pode ser obturado</p><p>→ Quando já limpou, deu a conicidade, deu a forma, fez a</p><p>modelagem, preparou o batente/matriz apical. Assim sendo, tem</p><p>uma sequência de instrumentação e ela deve ser concluída.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>Erros na limpeza e modelagem dos canais</p><p>● Perda do CT</p><p>→ Como evitar:</p><p>● Cursores firmes, seguros e vigiados</p><p>● Obedecer a sequência dos instrumentos</p><p>● Irrigação abundante e recapitulação</p><p>→ A recapitulação é a utilização da lima memória</p><p>● Formação de degrau</p><p>→ Bloqueio do canal impedindo a passagem do instrumento</p><p>→ Como evitar:</p><p>● Pré-curvar o instrumento endodôntico</p><p>● Não forçar o instrumento apicalmente</p><p>● Obedecer a sequência dos instrumentos</p><p>● Realizar movimentos curtos</p><p>● Irrigação abundante</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>● Transporte apical interno</p><p>→ Causas:</p><p>● Instrumentos calibrosos</p><p>● Instrumentos não pré-curvados</p><p>● Irrigação insuficiente</p><p>● Transporte apical externo</p><p>→ Também é chamado de zip apical</p><p>● Estabelecimento de uma forma de rasgar em “lágrima” no forame</p><p>↪ É pior do que o interno porque dificulta muito a obturação do canal.</p><p>● Perfuração</p><p>→ Formação de um falso canal que se comunica com o forame apical ou periodonto lateral.</p><p>→ Pode-se afirmar que a perfuração é um degrau de uma forma mais grave.</p><p>Técnicas de instrumentação:</p><p>● Técnica convencional ● Técnicas apico-coronais ● Técnicas corono-apicais ● Técnicas rotatórias</p><p>degrau</p><p>debris</p><p>desvio Desvio interno</p><p>Canal real</p><p>Transporte</p><p>apical externo</p><p>Canal real</p><p>ZIP DEGRAU PERFURAÇÃO</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>1. Técnica convencional (clássica)</p><p>Aumento sequencial do calibre das limas, atuando no mesmo</p><p>CT.</p><p>● Vai com a lima 15 no CT, depois com a lima 20, depois com a</p><p>25, vai aumentando sequencialmente as limas e todas elas</p><p>alcançam o CT.</p><p>Vantagens:</p><p>● Simplicidade da técnica</p><p>● Uniformidade de procedimentos</p><p>Desvantagens:</p><p>● Dificuldade nos canais curvos</p><p>● Falta de conicidade no preparo</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Técnicas apico-coronais (escalonada ou Stepback) → Clem, 1969</p><p>Instrumentos endodônticos de maior calibre e menor flexibilidade à medida que o preparo segue na direção</p><p>coronária, reduzindo as iatrogenias. Redução gradativa e progressiva do CT em direção coronária, à</p><p>medida que os</p><p>instrumentos aumentam em calibre. Essa técnica promove alargamento da porção apical e um alargamento maior</p><p>do conduto em direção coronária, respeitando a anatomia do canal radicular.</p><p>Justificativas que embasam essa técnica:</p><p>● Limas mais flexíveis na porção apical → Se utiliza as limas menos calibrosas, ou seja, as limas mais flexíveis.</p><p>● Maior quantidade de dentina apical</p><p>● Melhor irrigação</p><p>● Manobras de obturação facilitadas</p><p>Então, para fazer a matriz apical na técnica apico-coronal, primeiro se trabalha no terço apical e depois amplia-se</p><p>em direção a cervical. Após a odontometria já se faz a matriz apical com três ou quatro instrumentos no CT. Por</p><p>exemplo, se começou com a lima 25 na odontometria, segue-se com as limas 30, 35 e 40 no CT, assim, está</p><p>confeccionando-se o batente/matriz apical. Depois disso, parte para o escalonamento, fazendo o recuo com mais</p><p>quatro instrumentos a partir do último utilizado na matriz (#35). Esse recuo pode ser programado ou anatômico.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Técnicas apico-coronais (escalonada ou Stepback) → Clem, 1969</p><p>Escalonamento:</p><p>Depois de fazer a matriz seguimos para o escalonamento, que pode ser programado ou anatômico, com um recuo</p><p>no sentido ápice-coroa.</p><p>● Supondo que a última lima no batente apical foi a lima 40 e tendo um CT de 20 mm, recuamos esse instrumento</p><p>de forma programada ou anatômica. A cada vez que for fazer escalonamento, recolocamos a lima 40 no canal, que</p><p>foi a última lima da matriz apical e que por ser a última é definida como a lima memória. Então, quando se</p><p>confeccionou a matriz apical e vai fazer o escalonamento, que pode ser programado ou anatômico, a cada troca de</p><p>lima nessa fase deve-se voltar com a lima memória no CT, fazendo a recapitulação para não perder o comprimento</p><p>de trabalho. Instrumento/lima memória: é o último instrumento da matriz apical. No exemplo dado, a lima</p><p>memória é a 40. Irrigando sempre abundantemente, segue-se realizando o recuo com as limas posteriores que são</p><p>as limas 45, 50, 55 e 60 sempre voltando com a lima 40 a cada troca de instrumento. Normalmente em dente com</p><p>polpa viva se utiliza 1 instrumento e mais 3. Já o dente com polpa necrosado normalmente é 1 instrumento e mais</p><p>4. Mas existem exceções por conta da anatomia, entre outros aspectos.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Técnicas apico-coronais (escalonada ou Stepback) → Clem, 1969</p><p>Avança-se 3/4 limas a</p><p>mais, além, da lima do CT</p><p>TODAS AS LIMAS DEVEM</p><p>IR ATÉ O COMPRIMENTO</p><p>DE TRABALHO PARA</p><p>CONSTRUÇÃO DA</p><p>MATRIZ APICAL!</p><p>1 mm Lima memória</p><p>C</p><p>T 20</p><p>m</p><p>m</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Técnicas apico-coronais (escalonada ou Stepback) → Clem, 1969</p><p>Escalonamento com recuo programado:</p><p>A primeira lima utilizada foi a lima 25, foi a lima que radiografou, que fez a odontometria. Vai utilizar essa primeira</p><p>lima e mais 3, a cada troca de lima irriga, pois o PQM é feito com irrigação abundante. Quando terminar o</p><p>batente/matriz com a lima 40, começamos a recuar de forma programado.</p><p>O recuo tem o nome programado porque se programa recuar a cada lima 1 mm a menos que o CT. Em um CT de 20</p><p>mm, a próxima lima do recuo, a lima 45, deve ir até 19 mm. Com esse recuo já não se amplia mais o terço apical,</p><p>pois já chegou no ponto da ampliação necessário apicalmente; amplia-se agora terço médio e cervical. Como já</p><p>dito, nas técnicas apico-coronais, primeiro se amplia a parte apical e depois vai ampliar terço médio e cervical.</p><p>Então, já começa a ampliar o instrumento, recua o instrumento e já utiliza uma lima de maior calibre do que aquela</p><p>utilizada na matriz. Depois tem de voltar com a lima memória (#40) em 20 mm, para não perder essa medida, para</p><p>não deixar com que as raspas de dentina possam entulhar o terço apical, seguimos recuando no sentido coronário,</p><p>em direção cervical. Quando acaba de usar a lima memória, recua-se mais 1 mm, chegando em 19 mm, com uma</p><p>lima de maior calibre na sequência, que é a #45. seguimos aumentando o calibre com o avançar das limas, sempre</p><p>recuando 1 mm a menos do valor anterior e intercalando com a lima memória sob exaustiva irrigação.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Técnicas apico-coronais (escalonada ou Stepback)</p><p>Construção do batente</p><p>apical com + 3 limas!</p><p>1 mm</p><p>C</p><p>T 20</p><p>m</p><p>m</p><p>Lima memória</p><p>É feito um recuo com a última lima</p><p>do batente apical (#40) no sentido</p><p>coronário, de forma programada</p><p>(recuando de 1 em mm) ou</p><p>anatômica (baseando-se na</p><p>anatomia do canal), mais 3/4 limas</p><p>a partir da lima memória</p><p>A cada troca de lima nessa</p><p>fase, recolocamos a lima</p><p>memória até o CT, dando</p><p>manutenção e verificando o</p><p>comprimento de trabalho.</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>20 mm 19 mm 20 mm 18 mm 20 mm 17 mm 20 mm 16 mm</p><p>4</p><p>0</p><p>20 mm</p><p>Normalmente polpa viva usa-se 1 lima + 3.</p><p>Em dentes necrosados, 1 lima + 4</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Técnicas apico-coronais (escalonada ou Stepback) → Clem, 1969</p><p>Escalonamento com recuo anatômico:</p><p>De outra forma pode-se fazer um recuo anatômico, ou seja, não programando de quantos em quantos milímetros</p><p>será feito esse recuo, mas o princípio é o mesmo do outro tipo de recuo. Faz a matriz apical no CT e começa a</p><p>recuar aumentando o calibre dos instrumentos, mas não necessariamente essa lima tem de chegar em 20 mm, 19</p><p>mm, 18 mm, 17 mm... mas ela vai até onde a anatomia do canal permite que o instrumento avance e a cada troca</p><p>de lima, recolocamos a lima memória em 20 mm, nosso comprimento de trabalho.</p><p>OBS.: Quando se pergunta qual o último instrumento utilizado é o último instrumento do batente, não é o último</p><p>instrumento do escalonamento. A informação do último instrumento do batente é importante para saber qual é o</p><p>cone de obturação, para saber com que cone é que vai obturar.</p><p>Existem algumas variações da técnica, existem casos em que se faz a dilatação coronária e do terço médio com as</p><p>brocas Gates em alguns casos.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>2. Técnicas apico-coronais (escalonada ou Stepback)</p><p>Construção do batente</p><p>apical com + 3 limas!</p><p>1 mm</p><p>C</p><p>T 20</p><p>m</p><p>m</p><p>Lima memória</p><p>É feito um recuo com a última lima</p><p>do batente apical (#40) no sentido</p><p>coronário, de forma programada</p><p>(recuando de 1 em mm) ou</p><p>anatômica (baseando-se na</p><p>anatomia do canal), mais 3/4 limas</p><p>a partir da lima memória</p><p>A cada troca de lima nessa</p><p>fase, recolocamos a lima</p><p>memória até o CT, dando</p><p>manutenção e verificando o</p><p>comprimento de trabalho.</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>Recuo é feito de acordo com a anatomia</p><p>do canal instrumentado, e não – 1 mm!</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3. Técnicas corono-apicais (Crown-Down) → Universidade de Oregon (1978)</p><p>↪ Crown-Down Pressureless Technique</p><p>↪ Crown-Down</p><p>↪ Coroa-ápice; Cérvico-Apical</p><p>Nessa fase acontece:</p><p>● Ampliação do orifício → Primeiro o orifício de entrada é ampliado</p><p>● Dilatação e retificação dos terços coronário e médio</p><p>● Facilitar o acesso direto dos instrumentos endodônticos</p><p>↪ Então, primeiro amplia o terço cervical e médio para depois ampliar o terço apical. Facilitando assim o acesso</p><p>direto dos instrumentos endodônticos. Indicações:</p><p>● Necropulpectomias → É importante porque os terços cervical e médio são os de maiores diâmetros e</p><p>consequentemente têm mais bactérias, para não correr o risco de empurrar as bactérias para fora do forame.</p><p>● Biopulpectomia → Utilizá-la após a remoção da polpa. É indicado principalmente se tiver canais curvos,</p><p>porque</p><p>nos canais curvos existe a dificuldade de ter acesso para o instrumento. E com essa técnica consegue-se preparar</p><p>melhor essa entrada do canal para poder facilitar o acesso ao terço apical.</p><p>As bactérias são detectadas em</p><p>maior número no terço cervical,</p><p>portanto, essas técnicas</p><p>reduzem a possibilidade de</p><p>carrear este material séptico</p><p>para essa região, provocam</p><p>menos extrusão apical.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>3. Técnicas corono-apicais (Crown-Down) → Universidade de Oregon (1978)</p><p>JUSTIFICATIVAS</p><p>● As bactérias são detectadas em maior número no terço cervical, portanto, essas técnicas reduzem a</p><p>possibilidade de carrear este material para o ápice radicular</p><p>● Provocam menos extrusão apical</p><p>● Irrigação facilitada pela introdução mais profunda da agulha irrigadora.</p><p>● Deposição mais profunda da solução irrigadora desinfetante.</p><p>→ Como já ampliou terço cervical e médio, a agulha consegue penetrar mais no interior do canal radicular.</p><p>● Permite um preparo mais eficaz na zona apical quando a lima encontra menos obstáculos na zona coronária</p><p>→ A sensibilidade tátil aos instrumentos endodônticos é maior quando interferências coronárias são removidas.</p><p>Resumindo: dentes amplos, retos, podemos utilizar as técnicas apico-coronais. Mas nas necropulpectomias, nas</p><p>biopulpectomias de dentes curvos deve-se utilizar as técnicas corono-apicais.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada</p><p>Primeiro amplia-se o terço cervical e médio, para ter um melhor acesso ao terço apical, eliminando assim grande</p><p>parte do conteúdo séptico do canal.</p><p>1. Acesso e irrigação</p><p>2. Odontometria</p><p>→ No caso do exemplo a odontometria foi com a lima 20 (#20)</p><p>3. Instrumentação coroa-ápice</p><p>→ Começa o crow-down, o preparo de terço cervical e médio.</p><p>→ Pega 6 instrumentos acima da primeira lima, incluindo a (#20) como o 1ª: #20, #25, #30, #35, #40, #45.</p><p>→ Supondo que o CT é 21 mm.</p><p>→ Depois da odontometria começa a instrumentação com a lima 45 (a última dos seis instrumentos).</p><p>→ Começa a instrumentar com a lima 45 do terço cervical indo em direção ao ápice. Com a lima 45 realiza-se</p><p>movimentos de limagem, limpando as paredes, SEM força. Vai com a #45 até onde ela consegue chegar, faz a</p><p>limpeza e volta. Irriga o canal e entra com a #40, irriga o canal e vai com a #35, vai fazendo isso até chegar</p><p>novamente em 21 mm.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada</p><p>→ Na maioria das vezes, como está ampliando o terço cervical e médio,</p><p>removendo as interferências, isso melhora o acesso ao terço apical. Se melhora o</p><p>acesso ao terço apical, é muito possível que agora chegue-se em 21 mm do CT</p><p>com uma lima mais calibrosa do que uma lima 20 que entrou a primeira vez para</p><p>odontometria. Por isso é bom marcar 21 mm nessas limas com os cursores, porque</p><p>instrumentando no sentido coroa-ápice e fazendo esse alargamento primeiro de</p><p>terço cervical e médio, qual vai ser a lima que vai chegar em 21 mm?</p><p>→ Quando começa a fazer o coroa-ápice a partir do sexto instrumento vai</p><p>descendo esses instrumentos para que eles alcancem a medida da odontometria.</p><p>Começa a avançar para ver qual é a lima que vai chegar em 21 mm.</p><p>→ Supondo que a lima 25 chegou em 21 mm.</p><p>21 mm</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada</p><p>Ampliação do terço</p><p>cérvico-medial</p><p>1 mm</p><p>C</p><p>T 21 m</p><p>m</p><p>Inicialmente, amplia-se o terço</p><p>cervical e médio, começando</p><p>com a última lima dentre as seis,</p><p>instrumentando em direção ao</p><p>ápice, com todas marcadas com</p><p>o stop de silicone no CT, até</p><p>chegar na primeira lima que</p><p>alcance o CT novamente!</p><p>Avança-se até o 6º instrumento, contando</p><p>a partir da lima utilizada para o CT</p><p>C</p><p>T 21 m</p><p>m</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada</p><p>1. Instrumentação do terço apical (matriz apical)</p><p>Agora o primeiro instrumento já não é mais o #20, agora é o #25 (porque foi ele que chegou</p><p>primeiro em 21mm). É o #25 porque foi a lima que chegou no CT depois que fez o movimento</p><p>coroa-ápice. Na primeira fase tem o preparo de terço cervical e médio, agora vai fazer a matriz</p><p>apical. Para a confecção da matriz apical, como já visto, pode ser um instrumento mais três ou um</p><p>instrumento mais quatro, a depender da patologia pulpar. Iremos considerar um instrumento e</p><p>mais três. Nessa fase da instrumentação apical aumenta-se o diâmetro dos instrumentos e todos</p><p>eles (#30, #35 e #40) devem ir na medida do CT, que no caso do exemplo é 21 mm. E assim</p><p>constrói-se a matriz apical, o batente apical. A partir do momento que a #25 chegou, o dentista</p><p>vai começar nesse movimento de ¼ de volta a desgastar essa dentina que está apical. Cada vez</p><p>que se leva um instrumento, alarga-se mais o canal. Então, é o movimento da instrumentação,</p><p>com esse ¼ de volta, nessa sucessão das limas K é que se consegue fazer com que exista essa</p><p>evolução, essa passagem de uma lima para outra. Vai passando sucessivamente essas limas até</p><p>conseguir confeccionar o batente apical.</p><p>21 mm</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada</p><p>Avança-se 3 limas a mais,</p><p>além, da lima do CT</p><p>TODAS AS LIMAS DEVEM</p><p>IR ATÉ O COMPRIMENTO</p><p>DE TRABALHO PARA</p><p>CONSTRUÇÃO DA</p><p>MATRIZ APICAL!</p><p>1 mm Lima memória</p><p>C</p><p>T 21 m</p><p>m</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada</p><p>Escalonamento (programado ou anatômico)</p><p>Na técnica feita na UFBA junta-se o coroa-ápice com o ápice-coroa. Por isso que é denominada biescalonada,</p><p>porque faz o escalonamento em direção apical, promovendo um maior afastamento/ampliação dos terços médio</p><p>e cervical; e depois faz a ampliação, esse novo de escalonamento voltando no sentido ápice-coroa, alargando mais</p><p>a porção radicular. Depois que o terço apical já foi preparado, tendo reduzido interferências, porque ampliou-se o</p><p>terço cervical e médio antes, segue-se com o escalonamento programado ou anatômico, unindo todo esse</p><p>preparo. Tem de pegar o último instrumento da matriz apical, que no exemplo foi a lima 40. Essa lima 40 é a lima</p><p>memória, é a lima de recapitulação, é a lima que precisa retornar e descer até os 21 mm a cada troca dessas limas</p><p>sucessivas. E nesse escalonamento utiliza-se pelo menos quatro limas, recuando no sentido ápice-coroa. Então, se</p><p>for um escalonamento programado, ele é programado de 1 em 1 mm. Não muda muito o escalonamento</p><p>programado do anatômico, mas o dentista deve recuar à medida que aumenta o calibre, lembrando de diminuir o</p><p>comprimento e sempre recolocar a lima memória, que no exemplo é a lima #40.</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada</p><p>Escalonamento</p><p>programado ou anatômico</p><p>1 mm</p><p>C</p><p>T 21 m</p><p>m</p><p>Lima memória</p><p>É feito um recuo com a última lima</p><p>do batente apical (#40) no sentido</p><p>coronário, de forma programada</p><p>(recuando de 1 em mm) ou</p><p>anatômica (baseando-se na</p><p>anatomia do canal), mais 3/4 limas</p><p>a partir da lima memória</p><p>A cada troca de lima nessa</p><p>fase, recolocamos a lima</p><p>memória até o CT, dando</p><p>manutenção e verificando o</p><p>comprimento de trabalho.</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>4</p><p>0</p><p>Normalmente polpa viva usa-se 1 lima + 3.</p><p>Em dentes necrosados, 1 lima + 4</p><p>PREPARO q u í m i c o - m e c â n i c o AULA 9 – PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO</p><p>PREPARO QUÍMICO-MECÂNICO DOS CANAIS RADICULARES</p><p>4. Técnica da UFBA → Técnica Biescalonada: resumo da técnica adotada → PQM:</p><p>● Acesso e irrigação</p><p>● Odontometria → 1 mm aquém do ápice</p><p>● Instrumentação coroa-ápice → Do instrumento que fez a odontometria, conta o sexto instrumento depois dele e</p><p>aí faz a instrumentação no sentido coroa-ápice.</p><p>● Matriz apical → Nesse sentido do movimento coroa-ápice, o instrumento que chegar no CT primeiro é eleito para</p><p>iniciar a matriz apical, com três ou quatro instrumentos a mais a partir dele</p><p>● Escalonamento progressivo ou anatômico → O escalonamento é no sentido ápice-coroa e ele pode ser</p><p>progressivo ou anatômico, com 3 ou 4 limas a partir da lima memória.</p><p>● Planejar antes de intervir ● Separar os instrumentos a serem utilizados</p><p>● Isolamento absoluto adequado ● Dar a segurança e a tranquilidade de realizar todo o preparo</p><p>● Respeitar o protocolo da técnica ● Irrigação-aspiração a cada troca de limas</p><p>● Irrigação abundante ao final do preparo</p><p>IMPORTANTE</p>