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<p>CURSO DE MEDICINA - AFYA</p><p>NOTA FINAL</p><p>Aluno:</p><p>Componente Curricular: Integração Ensino Serviço Comunidade VII</p><p>Professor (es):</p><p>Período: 202401 Turma: Data:</p><p>N1_ESPECIFICA_IESC7_17ABRIL2024</p><p>RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA</p><p>PROVA 11580 - CADERNO 001</p><p>1ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente masculino de 39 anos, vem à consulta referindo duas manchas no membro superior</p><p>esquerdo há 6 meses. Ficou preocupado porque notou que no local das manchas não nasceram</p><p>mais pelos e diminuiu a sensibilidade ao toque. Nega fraqueza e parestesias nos membros. Ao</p><p>exame físico, o médico constatou que as manchas eram hipocrômicas, com diminuição da</p><p>sensibilidade térmica, tátil e dolorosa e espessamento à palpação do nervo ulnar esquerdo. Não</p><p>foram observadas alterações de sensibilidade em outras partes do membro superior esquerdo e</p><p>nos demais membros. Força muscular preservada, reflexos normais. O médico de família, que</p><p>trabalha numa região endêmica para hanseníase, suspeita da doença e pede baciloscopias para</p><p>Hansen. Na segunda consulta, o paciente traz o resultado das baciloscopias, as quais vêm</p><p>negativas.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para este caso.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Considerar que o paciente tem hanseníase na forma paucibacilar e iniciar o tratamento.</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 1 de 12</p><p>Resposta comentada:</p><p>O diagnóstico de hanseníase é clínico. Não há outra doença que curse com manchas e</p><p>alterações de sensibilidade na pele. A ausência de bacilos sugere a forma paucibacilar da doença.</p><p>Referência:</p><p>GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e</p><p>comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática: Grupo A, 2019. E-book. ISBN</p><p>9788582715369. Capítulo 205. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 29 fev. 2024.</p><p>2ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Durante um atendimento na Unidade de Saúde da Família, um homem de 45 anos refere que</p><p>apresenta uma úlcera peniana única, indolor, fundo limpo e deseja saber se pode ser uma</p><p>infecção sexualmente transmissível, pois tem tido relações sexuais sem uso de preservativo com</p><p>múltiplas parceiras. O médico resolve realizar o teste rápido para sífilis que teve resultado</p><p>positivo. Considerando o diagnóstico de sífilis, qual seria o medicamento de primeira linha para o</p><p>tratamento e qual exame poderia ser solicitado para monitoramento da resposta ao tratamento.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Penicilina G Benzatina e VDRL.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Nos casos de sífilis, a droga de escolha é a penicilina G Benzatina e para monitoramento pode-se</p><p>usar testes não-treponêmicos como o VDRL.</p><p>Referência:</p><p>Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de</p><p>Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes</p><p>Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis –</p><p>IST [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento</p><p>de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília:</p><p>Ministério da Saúde, 2022.</p><p>3ª QUESTÃO</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 2 de 12</p><p>Enunciado:</p><p>Durante uma consulta médica em uma Unidade Básica de Saúde em uma comunidade indígena,</p><p>um paciente de 60 anos de idade apresenta queixas de dor crônica nas articulações. Durante a</p><p>consulta, o médico pergunta ao paciente sobre os métodos tradicionais de cura que ele possa ter</p><p>utilizado ou esteja utilizando para tratar sua condição. O paciente relata que tem recebido</p><p>tratamentos com ervas medicinais e rituais de cura realizados por um xamã da comunidade.</p><p>Analise as seguintes opções e indique a que melhor descreve a aplicação da política nacional de</p><p>atenção ao povo indígena durante este atendimento médico.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>O médico reconhece a importância das práticas de medicina tradicional indígena e busca</p><p>integrá-las ao tratamento convencional oferecido ao paciente.</p><p>Resposta comentada:</p><p>A alternativa correta é: O médico reconhece a importância das práticas de medicina tradicional</p><p>indígena e busca integrá-las ao tratamento convencional oferecido ao paciente.</p><p>Essa é a opção mais adequada, pois reflete uma abordagem respeitosa e culturalmente sensível</p><p>à saúde dos povos indígenas, alinhada com os princípios da Política Nacional de Atenção à</p><p>Saúde dos Povos Indígenas do Brasil. Integrar as práticas de medicina tradicional indígena ao</p><p>tratamento convencional reconhece a importância da cultura e dos saberes locais na promoção</p><p>da saúde e no bem-estar das comunidades indígenas, contribuindo para uma abordagem mais</p><p>holística e eficaz no cuidado com a saúde desses povos.</p><p>Referências:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.</p><p>Brasília, 2002. Disponível em:</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_saude_povos_indigenas.pd</p><p>f</p><p>OMS. Organização Mundial da Saúde. Estratégia da OMS sobre Medicina Tradicional 2014-2023.</p><p>Genebra, 2013. Disponível em:</p><p>https://www.who.int/medicines/publications/traditional/trm_strategy14_23/pt/.</p><p>4ª QUESTÃO</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 3 de 12</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente do sexo masculino, 32 anos, comparece à consulta com queixa de lesões cutâneas</p><p>disseminadas. Relata que as lesões surgiram há cerca de 2 meses, acompanhadas de febre,</p><p>mal-estar, perda de apetite e emagrecimento nas últimas semanas. Exame físico revela múltiplas</p><p>lesões mucocutâneas distribuídas pelo corpo incluindo palma das mãos e planta dos pés, além de</p><p>linfadenopatia generalizada. Diante do quadro clínico, você suspeita de sífilis.</p><p>Com base na situação apresentada, responda:</p><p>a) Em qual fase da doença o paciente se encontra e quais são os exames que devem ser</p><p>solicitados para o diagnóstico confirmatório? (0,75)</p><p>b) Qual o tratamento inicial recomendado neste caso? (0,75)</p><p>Alternativas:</p><p>--</p><p>Resposta comentada:</p><p>a) O paciente encontra-se em fase de sífilis secundária. Os exames VDRL e FTA-ABS são</p><p>utilizados como testes sorológicos confirmatórios para o diagnóstico de sífilis, sendo o VDRL um</p><p>teste não treponêmico que detecta anticorpos não específicos, e o FTA-ABS um teste</p><p>treponêmico que detecta anticorpos específicos contra o Treponema pallidum.</p><p>b) O tratamento inicial recomendado para sífilis secundária é a penicilina benzatina.</p><p>Referências:</p><p>DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em</p><p>evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap. 155).</p><p>Brasil. Guia de vigilância em saúde: volume 2 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde,</p><p>Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde e Ambiente. – 6. ed. – Brasília:</p><p>Ministério da Saúde, 2023, cap. 4.</p><p>5ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>As urgências e emergências são situações de saúde que requerem atendimento rápido e eficaz,</p><p>pois representam riscos iminentes à vida ou à integridade física do paciente. Na Atenção Primária</p><p>à Saúde, o médico generalista é o profissional responsável pelo atendimento inicial dessas</p><p>situações, devendo identificar a gravidade do caso, classificando como urgência ou emergência</p><p>para definir conduta: estabilizar o paciente, realizar os primeiros cuidados e encaminhá-lo, se</p><p>necessário, para um serviço de maior complexidade.</p><p>De acordo o enunciado, quais dessas situações podemos classificar como EMERGÊNCIA na</p><p>APS? Assinale a alternativa correta.</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 4 de 12</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, crises convulsivas prolongadas, parada</p><p>cardiorrespiratória, trauma grave.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Segundo GUSSO, G, et al., uma urgência é caracterizada por um problema de saúde que requer</p><p>intervenção imediata, mas não representa risco imediato à vida. Exemplos de situações de</p><p>urgência são: febre alta,</p><p>dores intensas e persistentes, sangramento moderado, cortes profundos,</p><p>crises de asma controláveis, entre outros. Já as emergências são situações de saúde que</p><p>colocam o paciente em risco iminente de morte ou sequelas graves, como infarto agudo do</p><p>miocárdio, acidente vascular cerebral, crises convulsivas prolongadas, parada cardiorrespiratória,</p><p>trauma grave. Nesses casos, é necessária uma intervenção imediata para preservar a vida do</p><p>paciente.</p><p>Referências:</p><p>GUSSO, G, et al. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação</p><p>e prática. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo A, 2019. (Cap. 250) Emergência</p><p>pré-hospitalar.</p><p>DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em</p><p>evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap.194).</p><p>6ª QUESTÃO</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 5 de 12</p><p>Enunciado:</p><p>O médico Dr. Gilberto, e sua equipe de Saúde da Família estão reunidos para construção do</p><p>Projeto Terapêutico Singular do paciente Geraldo Sergio, 48 anos, recém-chegado no território.</p><p>Paciente hipertenso, diabético e usuário de drogas, evoluiu com um transtorno psicótico pelo uso</p><p>de cocaína. Aos 22 anos iniciou o uso de drogas ilícitas, com várias internações para</p><p>desintoxicação e tentativas de abstinência sem sucesso nos últimos 10 anos. O núcleo familiar é</p><p>composto apenas pelos pais já idosos, com quem Geraldo reside. O paciente informa que deseja</p><p>tratar a dependência, mas o comportamento ainda é de procura por drogas, com a justificativa de</p><p>piora das alucinações e delírios na abstinência.</p><p>Diante da necessidade, da equipe identificar estratégias eficazes no manejo da dependência de</p><p>psicoativos, avalie as afirmativas a seguir:</p><p>I - Pacientes como Geraldo Sergio, que apresentam importante comorbidade psiquiátrica, ou</p><p>história de múltiplas tentativas de abstinência sem sucesso, podem ser encaminhados para</p><p>serviços especializados de referência mesmo no início do tratamento.</p><p>II - A estratégia de redução de danos pode ser uma alternativa para a equipe, já que propõe o</p><p>afastamento do paciente do ambiente de uso da substância e é focada na abstinência, sendo este</p><p>o maior desafio do paciente neste momento.</p><p>III - Estratégias como a Intervenção Breve e a Prevenção de Recaídas são modelos que podem</p><p>ser utilizados na abordagem pela equipe, uma vez que apresentam bons resultados para</p><p>pacientes com adicções.</p><p>Marque a alternativa que apresenta apenas as assertivas corretas.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>I e III, apenas.</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 6 de 12</p><p>Resposta comentada:</p><p>As assertivas I e III estão corretas, e a assertiva II está incorreta: as estratégias de redução de</p><p>danos não focam exclusivamente na abstinência da substância, mas sim na redução dos</p><p>comportamentos de risco associados ao uso desta. Objetivando a construção do vínculo quando</p><p>o paciente ainda se encontra sem motivação para o tratamento, a redução de danos pode</p><p>acontecer no próprio ambiente de uso de substância.</p><p>Referência:</p><p>DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em</p><p>evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap. 176).</p><p>7ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 45 anos, com histórico de tosse persistente por mais de 3 semanas, perda de</p><p>peso significativa e sudorese noturna, procura a unidade de saúde local. Ele relata também febre</p><p>baixa e fadiga. Ao exame físico, são encontradas crepitações em bases pulmonares</p><p>bilateralmente. Os exames de imagem mostram infiltrados pulmonares e cavitações típicas de</p><p>tuberculose pulmonar. Foram coletadas duas amostras de escarro do paciente as quais testaram</p><p>positivo para Mycobacterium tuberculosis no TRM (teste rápido molecular).</p><p>Quais são as opções de conduta e tratamento adequados para esse paciente?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Iniciar imediatamente o tratamento com uma combinação de isoniazida, rifampicina,</p><p>pirazinamida e etambutol por um período mínimo de 6 meses, com acompanhamento regular</p><p>para monitorar a resposta ao tratamento e possíveis efeitos adversos.</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 7 de 12</p><p>Resposta comentada:</p><p>A conduta mais apropriada para um paciente com suspeita de tuberculose pulmonar na atenção</p><p>primária à saúde é de iniciar o tratamento padrão. Esse tratamento consiste em uma combinação</p><p>de isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol por um período mínimo de 6 meses para</p><p>garantir a erradicação da infecção e evitar o desenvolvimento de resistência aos medicamentos,</p><p>monitorando os efeitos adversos.</p><p>Referências:</p><p>Manual de Controle da tuberculose. Disponível em:</p><p>manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf (saude.gov.br).</p><p>Brasil. Guia de vigilância em saúde: volume 2 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde,</p><p>Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde e Ambiente. – 6. ed. – Brasília:</p><p>Ministério da Saúde, 2023, cap. 5.</p><p>8ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente do sexo masculino, 32 anos, agenda consulta com sua Médica de Família e</p><p>Comunidade para mostrar exames que fez para poder doar sangue. “Dra. eu acabei abrindo o</p><p>exame e estou muito preocupado com os resultados”.</p><p>Resultado dos exames:</p><p>Anti-HIV: não reagente, Anti-HCV: não reagente, Anti-HBc total: reagente,</p><p>HBsAg: negativo, Anti HBs: reagente, HBeAg: não reagente</p><p>Em relação ao caso clínico descrito, analise as seguintes afirmativas.</p><p>I - Paciente encontra-se na fase imunotolerante para hepatite B.</p><p>II - Paciente está imune, após infecção pelo vírus da hepatite B.</p><p>III - Deve-se solicitar carga viral (RNA- HCV).</p><p>IV - Está indicado o início do tratamento para hepatite B.</p><p>Assinale a alternativa que contem apenas afirmação(ões) correta(s).</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C)</p><p>(CORRETA) II.</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 8 de 12</p><p>Resposta comentada:</p><p>O resultado reagente para Anti-HBc total indica que o paciente já teve contato com o vírus. O Anti-</p><p>HBs reagente indica a imunidade. Portanto o paciente encontra-se imune após infecção pelo</p><p>vírus da hepatite B. Não há necessidade de indicar tratamento para hepatite B (paciente imune).</p><p>Não há necessidade de solicitar carga viral para hepatite C, já que o teste de rastreio Anti- HCV</p><p>estão não reagente.</p><p>Referências:</p><p>GUSSO, G, et al. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação</p><p>e prática. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo A, 2019. Cap. 175. Hepatites.</p><p>Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais / Ministério da Saúde, Secretaria de</p><p>Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções</p><p>Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. – Brasília: Ministério da Saúde,</p><p>2018.</p><p>9ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Médico é chamado pela enfermeira da equipe de saúde da família de sua área de abrangência</p><p>para avaliar gestante com oito semanas na 1ª consulta de pré-natal e que teve resultado positivo</p><p>em um teste rápido para HIV.</p><p>Qual é a conduta inicial mais adequada para essa situação?</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 9 de 12</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Realizar um segundo teste rápido com antígeno diferente do 1º teste ainda nesta consulta.</p><p>Resposta comentada:</p><p>No pré-natal, recomenda-se o rastreamento da infecção pelo HIV no primeiro trimestre, no</p><p>terceiro trimestre (a partir de 28 semanas), no momento do parto e em quaisquer outras situações</p><p>como abortamentos ou em casos de exposição a violência sexual.</p><p>Os testes rápidos são a via preferencial de diagnóstico e uma vez positivos, devem ser seguidos</p><p>da carga viral (CV), da contagem de células CD4+ e da genotipagem, antes de iniciarmos o</p><p>tratamento com os antirretrovirais (ARV). A genotipagem é importante para rastrear possível</p><p>resistência à ação das medicações e deve ser realizado para toda gestante vivendo com HIV.</p><p>Para o diagnóstico de HIV devemos</p><p>sempre fazer dois exames, podemos fazer as seguintes</p><p>combinações para diagnosticar a infecção pelo HIV:</p><p>O Ministério da Saúde em 2022 recomenda independente da idade gestacional:</p><p>TENOFOVIR (TDF) + LAMIVUDINA (3TC) + DOLUTEGRAVIR (DTG)</p><p>Fique atento que, antes, haviam dúvidas quanto a segurança do dolutegravir no primeiro trimestre</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 10 de 12</p><p>da gestação, porém novas evidências científicas não confirmaram a associação do DTG com</p><p>defeitos do tubo neural.</p><p>Diante de um primeiro resultado positivo no teste rápido para HIV, está recomendado repetir o</p><p>quanto antes um segundo teste rápido com antígeno diferente do primeiro.</p><p>Diante de um primeiro teste rápido de HIV, recomenda-se um segundo teste rápido com antígeno</p><p>diferente do primeiro para confirmação imediata do HIV, para então solicitar a carga viral para o</p><p>HIV.</p><p>Deve-se pensar no teste rápido nas possibilidades de falso-positivo. Mas cuidado, não se deve</p><p>aguardar 1 semana. Está indicado repetir imediatamente um segundo teste rápido para a</p><p>confirmação diagnóstica e assim, solicitar a caga viral.</p><p>A contagem do CD4 e o início da TARV está indicado após a confirmação diagnóstica com pelo</p><p>menos 2 testes rápidos positivos.</p><p>Referências:</p><p>Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão</p><p>Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.</p><p>Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo de Enfermidades de Notificação Compulsória.</p><p>Brasília: Ministério da Saúde, 2022.</p><p>Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção</p><p>ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento</p><p>de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.</p><p>Organização Mundial da Saúde. Diretrizes Consolidadas sobre o HIV e o Trabalho de Parto,</p><p>Parto, o Puerpério e o Tratamento do HIV na Criança. Genebra: OMS, 2021.</p><p>American College of Obstetricians and Gynecologists. Management of Human Immunodeficiency</p><p>Virus in Pregnancy. ACOG Practice Bulletin No. 243. Obstet Gynecol. 2022.Parte superior do</p><p>formulário.</p><p>10ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>O médico de família é chamado para atender uma paciente em um domicílio ao lado da Unidade</p><p>Básica de Saúde. A família solicitou ajuda rapidamente uma vez que a encontrou desacordada,</p><p>caída em seu quarto. Não sabem o que aconteceu ao certo, apenas que a paciente se queixava,</p><p>nas últimas horas, de uma dor precordial de forte intensidade. O médico rapidamente inicia o</p><p>atendimento. De acordo com o caso, responda as questões a seguir:</p><p>a) Após a impressão inicial da paciente, descreva os passos a serem realizados neste</p><p>atendimento de emergência na APS, levando em consideração os princípios do atendimento de</p><p>Urgência e Emergência e Suporte Básico de Vida.</p><p>b) Em relação à abordagem do paciente de urgência/emergência na APS, identifique quatro dos</p><p>erros mais frequentemente cometidos ao encaminhar à Rede de Atenção à Urgência.</p><p>Alternativas:</p><p>--</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 11 de 12</p><p>Resposta comentada:</p><p>a) Em situações de perda de consciência, realizar a avaliação da responsividade do paciente.</p><p>Caso não responda, chamar por ajuda e solicitar um desfibrilador externo automático (DEA).</p><p>Verificar o pulso central (carotídeo ou femoral) e respiração. Caso o paciente não apresente pulso</p><p>e não respire, iniciar as compressões torácicas efetivas de 100 a 120 por minuto, até a chegada</p><p>da ajuda.</p><p>b) Erros mais frequentemente cometidos: Menosprezar ou supradimensionar a queixa da pessoa</p><p>(percepção situacional); Colocar a equipe em risco no local de atendimento; Fazer o diagnóstico</p><p>de exclusão antes de investigar a pessoa, como, por exemplo, diagnosticar o distúrbio</p><p>neurovegetativo como primeira hipótese sem avaliação criteriosa; Referenciar a pessoa ao</p><p>pronto-socorro sem avaliá-la; Solicitar exames em excesso, sem nenhuma ação com os</p><p>resultados alterados; Não examinar a pessoa com queixa recorrente ou com aparência saudável;</p><p>Associar medicamentos a possíveis efeitos adversos sinérgicos; Administrar medicação com</p><p>diluições erradas; Esquecer-se de utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs).</p><p>Referência:</p><p>GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e</p><p>comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática: Grupo A, 2019. E-book. ISBN</p><p>9788582715369. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/.</p><p>000115.800018.744063.b98e82.eb2c5e.57117e.95e9b4.bbc61 Pgina 12 de 12</p>