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<p>Antibióticos no tratamento das</p><p>doenças periodontais</p><p>1. Introdução</p><p>2. Microbiologia Periodontal</p><p>3. Susceptibilidade de patógenos periodontais à</p><p>Antibacterianos</p><p>4. Efeito microbiólogico à Antibacteriano</p><p>5. Antibioticoterapia no tratamento periodontal</p><p>6. Eventos adversos</p><p>7. Alternativas para alérgicos a penicilinas</p><p>8. Recomendação Guidelines</p><p>9. Protocolo antibioticoterapia</p><p>10. Considerações finais</p><p>Bactéria em biofilme são mais resistentes a antimicrobianos</p><p>Quorum Sensing Sistema de comunicação intercelular</p><p>mediado por sinais químicos que é usado por bactérias</p><p>para coordenar ataques em massa a um hospedeiro por</p><p>meio de fatores de virulência.</p><p>Ou seja eles fitem da terapia bacteriana sem a remoção</p><p>de biofilme relacionado a causa</p><p>• Nunca operar (recobrir retração) em</p><p>inflamação, primeiro retirar o fator causal</p><p>(biofilme) para operar.</p><p>Microbiologia periodontal</p><p>Aeróbios Facultativos:</p><p>> actinomyces e</p><p>< Streptococcus</p><p>Aeróbios facultativos:</p><p>> Actinomyces e</p><p>< Streptococcus</p><p>Anaeróbios Estritos (45%):</p><p>Prevotella</p><p>Fusobacterim</p><p>Peptococcus</p><p>Bactérias proteolíticas</p><p>Anaeróbicos Estritos:</p><p>Porphyromonas</p><p>Tannerela</p><p>Treponema</p><p>↑ PLACA Bacteriana</p><p>TFGC</p><p>T</p><p>PLACA BACTERIANA SUDGENGIVAL</p><p>Disbiose</p><p>↑</p><p>fG2</p><p>↑</p><p>PLACA BACTERIANA</p><p>IFGC</p><p>Susceptibilidade de patógenos</p><p>periodontais à antibacterianoso</p><p>O grupamento nitro do metronidazol é</p><p>reduzido levando à formação de radicais</p><p>tóxicos que interrompem a síntese de</p><p>DNA da célula bacteriana, o que lhe</p><p>confere uma ação bactericida</p><p>• Ao utilizar o metronidazol não pode</p><p>beber, tem efeito antabuse.</p><p>Amoxicilina</p><p>São discretamente menos ativas do que a</p><p>penicilina V com relação aos cocos gram-</p><p>positivos, mas, em compensação, seu</p><p>espectro é estendido as cocos e bacilos</p><p>gram-negativos</p><p>• São medicamento beta-lactâmicos</p><p>• Inativadores das betalactamases</p><p>Clavulato de potássio</p><p>Efeito microbiológico e clínico da associação</p><p>Quando aplicar a antibioticoterapia?</p><p>Na reavaliação periodontal</p><p>Os critérios clínicos são casos refratários ao tratamento inicial:</p><p>• Sítios com aumento da PS com sangramento;</p><p>• Perda óssea progressiva;</p><p>• Mobilidade progressiva;</p><p>• Supuração</p><p>Prescrição: 1. Amoxicilina (500mg) - 1cp de 8/8h, por 14 dias</p><p>2. Metronidazol (400mg) - 1cp de 8/8h, por 14 dias</p><p>Efeitos adversos:</p><p>• Diarreia que passam 24h, prescrever floratil 200 ou 20bi</p><p>(probióticos)</p><p>• Gosto metálico</p><p>• Cansaço</p><p>• Sono excessivo</p><p>Pacientes ALÉRGICOS a penicilina:</p><p>Sinais de reação alérgica a Amoxicilina</p><p>incluem:</p><p>• Erupções cutâneas</p><p>• Urticária</p><p>• Inchaço na língua, lábios e rosto;</p><p>• Dificuldade para respirar</p><p>Opções medicamentosas para alérgicos a penicilina</p><p>1. Clindamicina 300mg a cada 8 h</p><p>A lincomicina é bacteriostática e de amplo espectro</p><p>de ação</p><p>Resumo:</p><p>Somente prescrever na reavaliação periodontal após</p><p>a constatação dos sinais clínicos:</p><p>1. Aumento de sítios com PS> 4mm com</p><p>sangramento</p><p>2. Perda óssea progressiva</p><p>3. Mobilidade progressiva</p><p>4. Supuração</p><p>Qual diagnóstico periodontal prévio e condições</p><p>sistêmicas devo considerar?</p><p>• paciente jovem periodontite estádio III e IV</p><p>• Paciente Diabético (Grau C)</p><p>Prescrição: Amoxicilina (500mg) - 1cp de 8/8h, por</p><p>14 dias</p><p>Metronidazol (400mg) - 1cp de 8/8h, por 14 dias</p><p>Se tiver efeito adverso ( Diarreia por mais de 24h):</p><p>• Probiótico 1x ou 2x por dia (conforme a bula)</p><p>antes das refeições até o final da terapia.</p><p>metronidazol 1980>Inibi a síntese próica</p><p>Creaplicaçãodeerial</p><p>1or2x pordia antes das refeições</p><p>até a finalização</p><p>da Terapia</p><p>* Alergicos a pericilina tem alta incidência de rea-</p><p>ção cruzada com afalosporina.</p><p>Raspagem Amox MTz</p><p>> Nosestágios 3e4</p><p>Efeito clínicodaassociação</p><p>< Raspagem + Amo +MTZ) Padrão</p><p>incisivo</p><p>molar</p><p>V</p><p>Diminui</p><p>as</p><p>bolsas PS) 5 mm</p><p>Complementação</p><p>Cirúrgica Periodontal</p><p>Finalidades:</p><p>Tratar as sequelas da periodontite,</p><p>Tratar defeitos mucogengivais e Estética.</p><p>• Tratamentos de defeitos mucogengivais</p><p>Retração gengivais, Inserção anormal de freios e bridas</p><p>Estética: correção do sorriso gengival/Assimetrias</p><p>gengivais</p><p>• Objetivos das Cirurgias Periodontais:</p><p>-Contribuir para a preservação do</p><p>periodonto no longo prazo;</p><p>-Facilitar a remoção e o controle do</p><p>biofilme;</p><p>-Melhora da estética</p><p>Como?</p><p>-Criando acesso a para RAR;</p><p>-Eliminando ou reduzindo a</p><p>profundidade das bolsas;</p><p>-Estabelecendo uma morfologia que</p><p>facilite o controle de placa;</p><p>-Regeneração da inserção periodontal</p><p>perdida pela doença destrutiva.</p><p>Quando indicar as cirurgias</p><p>corretivas?</p><p>• Bolsas residuais moderadas >4mm e sangramento à</p><p>sondagem</p><p>• Bolsas residuais profundas >= 6mm</p><p>* As cirurgias periodontais só devem ser</p><p>realizado APÓS o TRATAMENTO NÃO-CIRÚRGICO.</p><p>Princípios básicos da cirurgia</p><p>periodontal:</p><p>*Não operar tecido inflamado pois aumento o edema;</p><p>*Remover o máximo da inflamação antes de operar</p><p>2) Planejar a cirurgia:</p><p>• Área de abrangência - Extensão da cirurgia</p><p>• Técnica Cirúrgica : Diérese; Exérese; Síntese</p><p>Tipos de incisão:</p><p>Incisão Primária: Bísel externo -——- Gengivectomia</p><p>Bísel interno ——— Retalhos</p><p>Incisão Secundária: Intrasulcular</p><p>Incisões Relaxantes</p><p>Bísel</p><p>É uma agulha anestésica, corte de agulha, para direção do</p><p>osso</p><p>Bisel interno x Externo</p><p>• Incisão em bísel externo - Sem necessidade de</p><p>acessar o tecido ósseo.</p><p>45 graus em direção ao dente</p><p>Incisão em bisel interno - Acesso ao tecido ósseo</p><p>45° Em direção ao longo eixo do dente</p><p>Incisão Relaxante</p><p>Base maior que altura</p><p>Sempre no ângulo do dente</p><p>Não fazer incisões relaxantes:</p><p>• No centro do dente (pode ocorrer</p><p>retração);</p><p>• No Centro da papila (se tiver defeito</p><p>ósseo, ocorrerá perda de popila).</p><p>Suturas</p><p>Coaptação do retalho:</p><p>• Reposicionamento sobre a superfície óssea e radicular.</p><p>• Sem tensão - a sutura deve ser de fixação</p><p>• Fios não absorvíveis - seda e nylon</p><p>• Calibre do fio</p><p>Classificação das cirurgias</p><p>periodontais:</p><p>1. Quanto à exposição óssea após o deslocamento do</p><p>retalho.</p><p>-Retalho de espessura total: Descolar o tecido mole e o</p><p>periósteo.</p><p>• Feita em Bisel interno</p><p>• Ao tentar levantar e não subir a incisão não foi feita</p><p>corretamente e deve-se fazer novamente .</p><p>*Periósteo oferece suprimento para o tecido ósseo</p><p>• Periósteo após ser descolado expõe o osso e reduz</p><p>altura, perdendo 0,4mm</p><p>E acontece remodelação por falta de suprimento.</p><p>-Espessura parcial ou retalho dividido</p><p>• Para enxerto se faz o retalho dividido para que tenha</p><p>maior irrigação.</p><p>• Periósteo continua protegendo o osso</p><p>2. Quanto ao posicionamento do retalho após a cirurgia</p><p>-Reposto</p><p>Deslocado:</p><p>Na área coronal ou apical.</p><p>Coronal - Técnica de reposicionamento radicular</p><p>Apical - Ausência de tecido queratinizado</p><p>Oque</p><p>conecta no opo é</p><p>↳ profundo sempre s conjuntivo</p><p>cosso</p><p>-</p><p>Exposição Óssea após deslocamento do retalho</p><p>Espessura Parcial /dividido - Periósteo continua</p><p>protegendo o osso</p><p>Pré-operatório</p><p>imediato</p><p>Antissepsia Extra-oral: CHX2%</p><p>Intra-oral: CHX 0,12%</p><p>Bochecho por 1 minuto</p><p>Anestesia</p><p>Técnicas locais</p><p>(infiltrativas)</p><p>Técnicas bloqueio</p><p>Soluções anestésicas</p><p>Lidocaína - curta duração</p><p>Articaína - tecido ósseo</p><p>Mepivacaina - tecido mole</p><p>Pós-operatório imediato</p><p>Controle de sangramento → goze estéril</p><p>Medicação adicional → caso seja necessário</p><p>Orientações ao paciente → verbais e por escrito</p><p>Em 24h:</p><p>• Verificar se a anestesia passou por</p><p>completo</p><p>• Verificar se há sangramento intenso</p><p>• Verificar quadro de dor e edema</p><p>Em 7 dias:</p><p>• Retorno para acompanhar a evolução</p><p>da reparação</p><p>• Remoção da sutura</p><p>• Novas orientações higienização e dieta</p><p>Em 15 dias:</p><p>• Retorno para acompanhar evolução da</p><p>reparação</p><p>• Novas orientações acerca da</p><p>higienização e dieta</p><p>Métodos pa terapia residual</p><p>da bolsa</p><p>• Nova instrumentação subgengival</p><p>• Cirurgia periodontal de acesso para raspagem</p><p>• Cirurgia periodontal ressectiva</p><p>• Cirurgia periodontal regenerativa</p><p>Bolsa residual moderada (4-5 5mm) → Nova instrumentação</p><p>subgengival</p><p>Raspagem e alisamento radicular</p><p>Bolsa residual profunda (>6mm) → Tratamento cirúrgico da</p><p>bolsa residual</p><p>Quantidade de gengiva inserida</p><p>remanescente</p><p>Pouco tecido (procedimento conservadores)</p><p>Z</p><p>7</p><p>-</p><p>7</p><p>-</p><p>8</p><p>Procedimento</p><p>reectivos</p><p>• Remoção da parede mole da</p><p>boca</p><p>• Remoção da parede dental da</p><p>bolsa</p><p>• Remoção do osso</p><p>Técnicas cirúrgicas pa</p><p>redução/eliminação de bolsa</p><p>periodontal</p><p>• Técnica de widman</p><p>modificado</p><p>• Técnica de</p><p>gengivectomia</p><p>• Técnica de cunha distal</p><p>Widman modificado</p><p>Incisão 0,5 a 1 mm da</p><p>margem gengival</p><p>Técnica de raspagem com retalho aberto</p><p>A incisão é feita de 0,5 a 1 mm da margem</p><p>gengival e paralela ao longo eixo dos dentes.</p><p>Se as bolsas na área vestibular forem menores</p><p>que 2 mm</p><p>ou se considerações estéticas forem</p><p>importantes, é realizada uma incisão intra-</p><p>sulcular.</p><p>Após o cuidadoso afastamento do retalho é</p><p>realizada uma segunda incisão intra-sulcular até a</p><p>crista óssea alveolar para separar o tecido da</p><p>superficie radicular.</p><p>A terceira incisão é feita perpendicular a</p><p>superfície radicular e o mais próximo</p><p>possível da crista óssea, separando desse</p><p>modo, o colar de tecido do osso alveolar</p><p>O epitélio da bolsa e o tecido de granulação</p><p>são removidos com curetas. As raízes expostas</p><p>são cuidadosamente raspadas e aplainadas, os</p><p>defeitos ósseos angulares são cuidadosamente</p><p>curetados. Os retalhos são cuidadosamente</p><p>ajustados para proteger o osso alveolar e é</p><p>realizada a sutura.</p><p>Vantagens</p><p>• Possibilidade de obter uma mínima adaptação</p><p>dos tecidos moles as superfícies radiculares.</p><p>• Trauma mínimo em relação ao osso alveolar</p><p>exposto e o tecido conjuntivo</p><p>• Resultado esteticamente melhor devido a</p><p>menos exposição das superfícies radiculares</p><p>2-</p><p>-> Maior que s</p><p>3-</p><p>Correção de bolsa</p><p>4-</p><p>1-</p><p>Técnica de</p><p>gengivetomia</p><p>Objetivo:</p><p>Redução ou eliminação de</p><p>bolsa periodontal pela</p><p>remoção da parede mole</p><p>da bolsa</p><p>Indicações:</p><p>• eliminação de bolsas gengivais - (falsa</p><p>bolsa)</p><p>• eliminação de crescimento gengivais</p><p>(altura e espessura)</p><p>• aumento de cora clínica (sem a</p><p>necessidade de remoção óssea e na</p><p>presença de uma ampla faixa de mucosa</p><p>queratinizada)</p><p>Contraindicações:</p><p>Gerais</p><p>• Condições médicas não</p><p>controladas</p><p>• Pobre controle de placa</p><p>• Defeitos infra-ósseos</p><p>Locais</p><p>• Fundo da bolsa - nível ou</p><p>abaixo da linha/junção</p><p>mucogengival</p><p>• Bolsas profundas</p><p>(exposição radicular)</p><p>Técnica de gengivectomia</p><p>Incisão secundária - área interproximal</p><p>Remoção do colar de gengiva - cureta</p><p>Cimento cirúrgico - Proteção da ferida cirúrgica</p><p>Técnica de cunha distal</p><p>Indicações:</p><p>Bolsa periodontal na face</p><p>distal de molares devido o</p><p>presença de tecidos</p><p>fibrosos</p><p>Região de túber Região retromolar</p><p>Ausência de tecido queratinizado</p><p>→ Em casos de pericoronarite</p><p>→ Tratamento de bolsas ou pseudobolsa na</p><p>face distal de molares, em alguns casos pode</p><p>ser na mesial.</p><p>Técnica:</p><p>→ São realizadas incisões pela vestibular e pela</p><p>lingual na região retromotar ou ao longo da</p><p>tuberosidade, formando um triângulo atrás do</p><p>molar.</p><p>→ Por que o triangulo? É necessário</p><p>remover o excesso do meio e</p><p>conseguir fazer o procedimento mais</p><p>adequadamente</p><p>-> bisel</p><p>externo</p><p>Técnica cirúrgica para</p><p>aumento de coroa clínica</p><p>Objetivo:</p><p>• Restabelecer o espaço biológico numa</p><p>região mais apical, evitando a sua violação.</p><p>• Reestabelecer uma dimensão coronária</p><p>suficiente para que seja possível reabilitar o</p><p>dente</p><p>Indicações</p><p>• Cáries subgengivais</p><p>• Fraturas coronárias ou radiculares</p><p>• Reabsorção radicular cervical</p><p>• Perfurações radiculares cervicais</p><p>• Restaurações preexistentes que violaram o</p><p>espaço biológico</p><p>• Remanescente dentário com pouca altura</p><p>• Erupção passiva alterada (Estética)</p><p>• Assimetrias gengivais (Estética)</p><p>Contraindicações:</p><p>• Raiz com comprimento reduzido - perda de</p><p>inserção</p><p>• Suporte periodontal insuficiente</p><p>• Relação coroa raiz desfavorável</p><p>• Risco de exposição de furca</p><p>• Aumento de coroa em um único dente em</p><p>área estética</p><p>O que devemos</p><p>analisar para indicar?</p><p>1- Sondar</p><p>2- Periapical - Proximidade do término</p><p>da fratura/cárie com tecido ósseo e</p><p>furca (molares)</p><p>3- Restabelecer espaço biológico</p><p>Técnica: Restabelecer o espaço biológico</p><p>Incisão abaixo do</p><p>término da cárie</p><p>Osteoplastia para</p><p>recontornar o</p><p>tecido ósseo</p><p>Tecido ósseo 3mm do</p><p>término da cárie</p><p>Aumento de coroa clínica - Finalidade</p><p>protética</p><p>• Mais indicado em dentes posteriores -</p><p>(comprometimento estético)</p><p>• Devemos levar em consideração um possível</p><p>envolvimento de furca;</p><p>• Sempre reestabelecer o espaço biológico -</p><p>3mm</p><p>3mm</p><p>Quanto tempo deve-se esperar até realizar a</p><p>restauração final?</p><p>Dentes posteriores sem comprometimento estético → 6 a</p><p>12 semanas de pós - operatório</p><p>Dentes anteriores ou possível comprometimento estético</p><p>→ 3 a 6 meses de pós - operatório</p><p>Sutura</p><p>Fios de sutura: Nas cirurgias plásticas</p><p>periodontais, uma boa estabilização do retalho</p><p>promove a formação e organização precoce do</p><p>coágulo sanguíneo</p><p>Diagnóstico e tratamento de lesões</p><p>de furca</p><p>Definição:</p><p>Furca</p><p>área anatômica de um dente</p><p>multirradicular onde as raízes se</p><p>separam</p><p>Envolvimento da bifurcação</p><p>Extensão da destruição do dente ou</p><p>da periodontite em direção à furca</p><p>Tronco radicular</p><p>(Zona não dividida da raiz)</p><p>Considerações anatômicas</p><p>• Comprimento do tronco</p><p>• Teto da bifurcação</p><p>• Separação radicular</p><p>• Anatomia radicular</p><p>• Projeções / pérolas de esmalte</p><p>Acesso região de furca</p><p>O acesso pode ser feito tanto por</p><p>vestibular quanto por palatina ou</p><p>lingual.</p><p>Classe I: Perda horizontal</p><p>até 1/3 da largura do</p><p>dente</p><p>Classe II: Perda excede 1/3</p><p>mas não envolve de lado a</p><p>lado</p><p>Classe III: Perda de tecido de</p><p>lado a lado</p><p>Diagnóstico radiográfico</p><p>Bite-wing</p><p>(interproximal)</p><p>Periapical (paralelismo)</p><p>Com be ov *</p><p>Ápice</p><p>AVALIA</p><p>Etiologia</p><p>Primária:</p><p>Progressão apical da</p><p>doença periodontal</p><p>induzida por biofilme</p><p>Outras causas:</p><p>• Presença de projeções de</p><p>esmalte (pérola)</p><p>• Lesões endodônticas</p><p>• Fraturas radiculares</p><p>→ Presença de projeções de</p><p>esmalte</p><p>(Pérola de esmalte)</p><p>Prognóstico</p><p>Severidade da lesão</p><p>Dimensão vertical</p><p>Extensão horizontal</p><p>Número de lesões</p><p>Anatomia radicular</p><p>Comprimento do tronco</p><p>Separação radicular</p><p>Localização do defeito</p><p>Comprimento das raízes</p><p>Forma das raízes</p><p>Caroço duro em esmalte que se</p><p>desenvolve em região de raiz</p><p>podendo afetar a saúde deo dente</p><p>afetado e oferecer espaço para</p><p>que as bactérias se acumulem na</p><p>linha gengival Ca</p><p>roç</p><p>o</p><p>dur</p><p>o</p><p>em</p><p>es</p><p>ma</p><p>lte</p><p>qu</p><p>e</p><p>se</p><p>des</p><p>env</p><p>olv</p><p>e</p><p>em</p><p>reg</p><p>ião</p><p>de</p><p>rai</p><p>z</p><p>po</p><p>de</p><p>nd</p><p>o</p><p>afe</p><p>tar</p><p>a</p><p>saú</p><p>de</p><p>de</p><p>o</p><p>de</p><p>nte</p><p>afe</p><p>tad</p><p>o e</p><p>ofe</p><p>rec</p><p>er</p><p>esp</p><p>aç</p><p>o</p><p>par</p><p>a</p><p>qu</p><p>e</p><p>as</p><p>ba</p><p>cté</p><p>ria</p><p>s</p><p>se</p><p>acu</p><p>mul</p><p>em</p><p>na</p><p>linh</p><p>a</p><p>ge</p><p>ngi</p><p>val</p><p>Prognóstico</p><p>Severidade da lesão</p><p>Dimensão vertical</p><p>Extensão horizontal</p><p>Número de lesões</p><p>Anatomia radicular</p><p>Comprimento do tronco</p><p>Separação radicular</p><p>Localização do defeito</p><p>Comprimento das raízes</p><p>Forma das raízes</p><p>*Dentes com lesão de furca grau II e</p><p>III têm um prognóstico menos</p><p>favorável do que dentes sem tal</p><p>envolvimento, embora apresentem</p><p>boas taxas de sobrevivência</p><p>Opções terapêuticas</p><p>• Raspagem e alisamento</p><p>radicular</p><p>• Odontoplastia</p><p>Não-cirúrgico</p><p>Cirúrgico</p><p>• Retalho para acesso</p><p>• Ressecção /Hemissecção</p><p>radicular</p><p>• Tunelização</p><p>• Regeneração</p><p>• Extração</p><p>Raspagem e alisamento</p><p>radicular</p><p>Acesso limitado para raspagem</p><p>Remoção completa do cálculo e biofilme,</p><p>não é um desfecho factível</p><p>Ultrassom é mais eficaz do que os</p><p>instrumentos manuais em locais estreitos e</p><p>áreas de forças profundas</p><p>↑</p><p>Odontoplastia</p><p>• Indicações para furca grau I e II</p><p>• Pérolas de esmalte</p><p>Furca grau II</p><p>Retalho de espessura total enxerto</p><p>para furca somente para molares</p><p>inferiores</p><p>Ressecção radicular</p><p>Rizectomia</p><p>Indicações:</p><p>• Perda óssea severa, afetando uma ou mais raizes</p><p>• Lesão de furca Grau II ou III</p><p>• Proximidade radicular de dentes adjacentes</p><p>• Fratura, cárie e perfuração radicular</p><p>• Tratamento endodôntico satisfatório</p><p>Contra-indicações:</p><p>• Osso insuficiente</p><p>• Anatomia radicular desfavorável</p><p>• Raízes remanescentes não restauráveis</p><p>Implica a eliminação do tecido dentário</p><p>(odontoplastia) e uma remodelação da crista</p><p>alveolar (osteoplastia). A odontoplastia</p><p>deve ser</p><p>realizada com cuidado nos dentes vivos, para não</p><p>provocar hipersensibilidade radicular.</p><p>Hemissecção</p><p>Com extração</p><p>• Indicações furca grau II e III</p><p>A hemissecção é uma opção considerada quando a</p><p>doença periodontal ou as cáries se agravam na raiz de um</p><p>dos lados do dente. Podes pensar nisso como uma</p><p>estratégia de “dividir para conquistar” na luta contra a</p><p>perda dentária.</p><p>Tunelização</p><p>Vantagens</p><p>Técnica conservadora</p><p>Evita reconstrução protética</p><p>Evita tratamento endodôntico</p><p>Anatomia</p><p>Entrada da furca deve ser larga</p><p>Tronco radicular curto</p><p>• Definição: Procedimento cirúrgico que</p><p>visa a remoção de raízes.</p><p>• Indicações:</p><p>- Envolvimento extenso de furcas com extensa</p><p>reabsorção óssea ao redor das</p><p>raizes</p><p>- Dentes com perfurações ou trepanações no</p><p>assoalho da câmara pulpar</p><p>• Indicações:</p><p>- Envolvimento extenso de furcas com extensa</p><p>reabsorção óssea ao redor das</p><p>raizes</p><p>- Dentes com perfurações ou trepanações no assoalho</p><p>da câmara pulpar</p><p>- Dentes muito inclinados</p><p>- Dentes com cáries profundas no assoalho da câmara</p><p>pulpar</p><p>Procedimento cirúrgico que visa</p><p>apenas a separação das raízes.</p><p>• Definição: Procedimento cirúrgico que visa</p><p>aumentar o tamanho da furca através do contorno</p><p>do osso ou por remodelação interna das raízes.</p><p>• Objetivo: Promover espaço para higienização da</p><p>área da furca</p><p>• Indicação: Bifurcações de molares inferiores</p><p>↳Utiliza a Lima Schluger</p><p>Regeneração</p><p>• Perda de inseção compromete a função</p><p>• Anatomia dental/gengival não permite boa higiene</p><p>• Limitações/falhas endodônticas</p><p>• Planejamento restaurador</p><p>Inter-relação Periodontia e</p><p>saúde sistêmica</p><p>Introdução</p><p>Doença periodontal e doenças pulmonares</p><p>Meios de contaminação das vias aéreas inferiores</p><p>1-) aspiração de secreção orafaríngeas, alimentos ou conteúdos</p><p>gástricos;</p><p>2-) inalação de aerossóis infectados;</p><p>3) propagação de infecção de locais adjacentes</p><p>4) propagação hematogênica de sítios infectados extrapulmonares</p><p>Doenças Respiratórias</p><p>• Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)</p><p>• Pneumonia: adquiriras na comunidade</p><p>nosocomiais</p><p>Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)</p><p>Resposta inflamatória anormal dos pulmões</p><p>Partículas nocivas ou gases</p><p>Aumento da produção de muco</p><p>Bronquite crônica e/ou enfisema pulmonar</p><p>10% dos adultos > 40 anos de idade em todo o mundo</p><p>3º principal causa de morte em 2030</p><p>• Pacientes que fumam não tem mais os cílios que</p><p>protegem as vias respiratórias através do</p><p>fenômeno de metaplosia</p><p>DPOC</p><p>• Tabagismo</p><p>• Fatores genéticos, poeira e</p><p>materiais químicos</p><p>•Etiologia infecciosa</p><p>Klebsiella pneumoniae (45%)</p><p>Streptococcus pneumoniae (27%)</p><p>Psedomonas aeruginosa (15%)</p><p>Mecanismo patogênicos</p><p>semelhantes com a doença</p><p>periodontal</p><p>Terapia periodontal, consistindo em instruções</p><p>de higiene oral (passo 1), instrumentação</p><p>subgengival (etapa 2) e terapia periodontal de</p><p>suporte (etapa 4- ex: A cada 6 meses), tem</p><p>efeitos benéficos em termos de redução do</p><p>número da exacerbações e melhora da função</p><p>pulmonar, com valores mais altos por até 24</p><p>meses.</p><p>Pneumonia</p><p>*</p><p>=</p>