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<p>Leishmania sp</p><p>Profª Mª Patrícia Benvenuti Mendes</p><p>Biomédica – Analista Clínica</p><p>Mestra em Ciências da Saúde</p><p>patricia.benvenuti81@gmail.com</p><p>As leishmanioses são doenças infecto-parasitárias</p><p>que acometem o homem, causadas por várias</p><p>espécies de protozoários do gênero Leishmania.</p><p>A doença pode apresentar diferentes formas</p><p>clínicas, dependendo da espécie de Leishmania</p><p>envolvida e da relação do parasita com seu</p><p>hospedeiro.</p><p>Leishmania sp.</p><p>O gênero Leishmania compreende protozoários</p><p>parasitas, com um ciclo de vida heteroxênico,</p><p>vivendo alternadamente em hospedeiros</p><p>vertebrados e insetos vetores, estes últimos sendo</p><p>responsáveis pela transmissão dos parasitas de um</p><p>mamífero a outro.</p><p>Leishmania sp.</p><p>• parasitas intracelulares do sistema retículo</p><p>endotelial (fagócitos) .</p><p>• transmitidos ao hospedeiro mamífero pela</p><p>picada de mosquitos infectados, os</p><p>flebotomíneos (mosquito-palha).</p><p>Leishmania sp.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Leishmaniose cutânea</p><p>• L.V.braziliensis,</p><p>• L.L.amazonensis</p><p>• L.V.guyanensis</p><p>• L.L.major</p><p>Leishmaniose mucosa</p><p>• L.V.braziliensis</p><p>Leishmaniose visceral</p><p>• L.L.chagasi,</p><p>• L.L.donovani</p><p>Leishmania sp.</p><p>Leishmania sp.</p><p>No ambiente doméstico, o cão é considerado um</p><p>importante hospedeiro e fonte de infecção para</p><p>os vetores, sendo um dos alvos nas estratégias</p><p>de controle.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Formas amastigotas</p><p>• Ovóides ou esféricas - macrófagos (mamíferos</p><p>e homem)</p><p>Formas promastigotas</p><p>• Alongadas – invertebrado (mosquito-palha)</p><p>Leishmania sp.</p><p>Morfologia</p><p>Amastigotas Promastigotas</p><p>Leishmania sp.</p><p>Morfologia</p><p>Leishmania sp.</p><p>Morfologia</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>No vetor:</p><p>A infecção do vetor ocorre quando as fêmeas,</p><p>ao sugarem o sangue de mamíferos infectados,</p><p>ingerem macrófagos parasitados.</p><p>No sistema digestório do mosquito ocorre o</p><p>rompimento dos macrófagos liberando as</p><p>formas amastigotas, que se reproduzem por</p><p>divisão binária e diferenciam-se rapidamente</p><p>em formas flageladas denominadas de</p><p>promastigotas.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>As formas promastigotas, sofrem divisão</p><p>binária, multiplicação e diferenciação em</p><p>formas paramastigotas, as quais colonizam o</p><p>esôfago e a faringe do vetor onde permanecem</p><p>aderidas ao epitélio pelo flagelo.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>No mamífero:</p><p>A inoculação do parasito na pele promove uma</p><p>resposta inflamatória local, levando à sua</p><p>fagocitose por células do sistema mononuclear</p><p>fagocitário, principalmente os macrófagos.</p><p>No interior dos macrófagos as formas</p><p>promastigotas perdem o flagelo,</p><p>diferenciando-se em amastigotas, que se</p><p>multiplicam por sucessivas divisões binárias.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>As células densamente parasitadas rompem-</p><p>se, liberando estas formas, que serão</p><p>fagocitadas por novos macrófagos.</p><p>Ocorre, então, a disseminação hematogênica e</p><p>linfática para tecidos ricos em células do</p><p>sistema mononuclear fagocitário.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>Leishmania sp.</p><p>Ciclo biológico</p><p>Leishmania sp.</p><p>Imunidade</p><p>A resposta imunitária a Leishmania é iniciada</p><p>no local de entrada do parasito, através das</p><p>células sentinelas, onde as formas</p><p>promastigotas são interiorizadas.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Imunidade</p><p>Macrófagos são células frequentes no local da</p><p>infecção causada por Leishmania sp e</p><p>apresentam múltiplas funções: servem como</p><p>células hospedeiras na multiplicação do</p><p>parasito, como célula apresentadora de</p><p>antígenos e como células produtoras de</p><p>citocinas moduladoras da resposta mediada</p><p>por linfócitos T.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Imunidade</p><p>Estas células medeiam a ativação de células</p><p>Th1 que agem sobre os macrófagos infectados</p><p>como efetores para a morte intracelular do</p><p>parasito.</p><p>Os macrófagos são oriundos da migração dos</p><p>monócitos ao sítio infeccioso, que ocorre nos</p><p>estágios iniciais após a picada do inseto,</p><p>promovida pelos produtos da saliva do inseto</p><p>vetor.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Imunidade</p><p>Alguns fatores têm a capacidade de influenciar</p><p>a resposta imunitária a Leishmania sp,</p><p>participando diretamente na resistência ou</p><p>susceptibilidade à doença, dentre eles</p><p>podemos citar os mediadores inflamatórios e</p><p>outras moléculas.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Imunidade</p><p>Leishmania sp.</p><p>Imunidade</p><p>Leishmania sp.</p><p>Patogenia</p><p>a) Ação do sistema do complemento:</p><p>Após a inoculação das formas promastigotas</p><p>na pele, a maioria é destruída pela ação lítica</p><p>do complemento. algumas das formas</p><p>promastigotas inoculadas, promastigotas</p><p>metacíclicas, são resistentes à ação lítica do</p><p>complemento;</p><p>Leishmania sp.</p><p>Patogenia</p><p>b) Adesão do parasito à membrana do</p><p>macrófago:</p><p>O próximo passo da forma promastigota</p><p>metacíclica é sua adesão ao macrófago.</p><p>Esta é uma etapa crítica para a infecção, sendo</p><p>mediada por receptores da membrana do</p><p>macrófago que se ligam às moléculas da</p><p>membrana das formas promastigotas</p><p>metacíclicas, chamadas ligantes do parasito.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Patogenia</p><p>c) Fagocitose e sobrevivência do parasito no</p><p>macrófago:</p><p>Depois da adesão, a fagocitose é um processo</p><p>rápido, acompanhado pela ativação da</p><p>respiração do macrófago, resultando na</p><p>produção de peróxido e superóxido de</p><p>hidrogênio, os quais são altamente tóxicos</p><p>para o parasito.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Patogenia</p><p>c) Fagocitose e sobrevivência do parasito no</p><p>macrófago:</p><p>Após a fagocitose o parasito transforma-se em</p><p>amastigota dentro do vacúolo parasitóforo.</p><p>Considerando que a forma amastigota é capaz</p><p>de superar os mecanismos microbicidas do</p><p>macrófago, a sua sobrevivência dependerá</p><p>então da capacidade de resistir, também, aos</p><p>mecanismos da resposta imune celular.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Patogenia</p><p>Leishmania sp.</p><p>Patogenia</p><p>Leishmania sp.</p><p>Sintomatologia</p><p>Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa</p><p>sistêmica. Os principais sintomas são:</p><p>• febre de longa duração</p><p>• aumento do fígado e baço</p><p>(hepatoesplenomegalia)</p><p>• perda de peso</p><p>• fraqueza</p><p>• redução da força muscular</p><p>• anemia</p><p>Leishmania sp.</p><p>Sintomatologia</p><p>Leishmania sp.</p><p>Sintomatologia</p><p>Leishmaniose Tegumentar são lesões na pele</p><p>e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser</p><p>única, múltiplas, disseminada ou difusa.</p><p>• entupimentos</p><p>• sangramentos</p><p>• coriza</p><p>• aparecimento de crostas</p><p>• feridas</p><p>Leishmania sp.</p><p>Sintomatologia</p><p>Leishmania sp.</p><p>Epidemiologia</p><p>• 88 países são considerados regiões</p><p>endêmicas (Américas, África, Ásia e sul da</p><p>Europa).</p><p>• 350 milhões de pessoas estão sob risco de</p><p>infecção</p><p>• Cerca de 15 milhões de pessoas estão</p><p>infectadas</p><p>• Estima-se que ocorram de 1.5 – 2 milhões</p><p>de novos casos por ano.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Epidemiologia</p><p>Leishmaniose cutânea</p><p>Leishmania sp.</p><p>Epidemiologia</p><p>Leishmaniose visceral</p><p>Leishmania sp.</p><p>Diagnóstico</p><p>✓ Diagnóstico imunológico</p><p>• Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI)</p><p>• Teste rápido imunocromatográfico</p><p>✓ Diagnóstico parasitológico: feito pelo</p><p>encontro de formas amastigotas do parasito,</p><p>obtido preferencialmente da medula óssea.</p><p>Outras amostras biológicas podem ser</p><p>utilizadas tais como o linfonodo ou baço.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Diagnóstico</p><p>Leishmania sp.</p><p>Diagnóstico</p><p>Teste rápido imunocromatográfico</p><p>Leishmania sp.</p><p>Profilaxia</p><p>Leishmania Visceral</p><p>• Limpeza periódica dos quintais, retirada da</p><p>matéria orgânica em decomposição, locais</p><p>onde os mosquitos se desenvolvem.</p><p>• Destino adequado do lixo orgânico, a fim de</p><p>impedir o desenvolvimento das larvas dos</p><p>mosquitos.</p><p>• Uso de inseticida (aplicado nas paredes de</p><p>domicílios e abrigos de animais).</p><p>Leishmania sp.</p><p>Profilaxia</p><p>Leishmania Visceral</p><p>• Limpeza periódica dos quintais, retirada da</p><p>matéria orgânica em decomposição, locais</p><p>onde os mosquitos se desenvolvem.</p><p>• Destino adequado do lixo orgânico, a fim de</p><p>impedir o desenvolvimento das larvas dos</p><p>mosquitos.</p><p>• Uso de inseticida (aplicado nas paredes de</p><p>domicílios e abrigos de animais) para</p><p>combate ao vetor.</p><p>Leishmania sp.</p><p>Tratamento</p><p>Leishmania sp.</p><p>Tratamento</p><p>Leishmania sp.</p><p>Tratamento</p>