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<p>AFYA</p><p>CURSO DE MEDICINA - AFYA</p><p>NOTA FINAL</p><p>Aluno:</p><p>Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas VII</p><p>Professor (es):</p><p>Período: 202402 Turma: Data:</p><p>N1 ESPECÍFICA_7 PERIODO_30SETEMBRO_2024.2_PROVA_HAM</p><p>RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA</p><p>PROVA 13654 - CADERNO 003</p><p>1ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>Um RN de 35 semanas de idade gestacional, parto cesárea por indicação materna. Apgar de 5 no</p><p>primeiro e 7 no quinto minuto. Após os procedimentos iniciais e habituais de reanimação, com 15</p><p>minutos de vida, apresenta desconforto respiratório caracterizado por gemência, batimento de asa</p><p>nasal, tiragem intercostal e retração diafragmática. A saturação de oxigênio pré-ductal é de 91%</p><p>com FC 110 bpm e FR 80 irpm.</p><p>Marque a alternativa que informa a conduta mais adequada para o caso.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Indicar suporte respiratório com pressão contínua nas vias aéreas (CPAP).</p><p>(alternativa B)</p><p>Iniciar oferta de oxigênio por via inalatória.</p><p>(alternativa C)</p><p>Administrar sufarctante exógeno nas primeiras duas horas de vida.</p><p>(alternativa D)</p><p>Realizar ventilação por pressão positiva (VPP) com balão e máscara com FR de 40-60 irpm.</p><p>Resposta comentada:</p><p>O RN tem múltiplos fatores de risco para taquipneia transitória, como cesárea eletiva,</p><p>prematuridade limítrofe e taquipneia. O tratamento é de suporte, sendo CPAP a melhor forma de</p><p>oferecer oxigênio para esse paciente, visto o grave comprometimento respiratório que ele</p><p>apresenta.</p><p>Referência:</p><p>Almeida MFB, Guinsburg R; Coordenadores Estaduais e Grupo Executivo PRN-SBP; Conselho</p><p>Científico Departamento Neonatologia SBP. Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas em</p><p>sala de parto: diretrizes 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: Sociedade</p><p>Brasileira de Pediatria; 2022.https://doi.org/10.25060/PRN-SBP-2022-2.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 1 de 16</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>2ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>(AFYA PARAIBA) Escolar, de 6 anos, é trazida ao Pronto Atendimento (PA) pelos pais após ter</p><p>ingerido acidentalmente um pedaço de bolo com amendoim. A criança tem história pregressa de</p><p>alergia a amendoim. Logo após a ingestão do bolo, apresentou placas urticariforme em face,</p><p>tronco e membros, edema nos lábios e face e evoluiu com desconforto respiratório. Na admissão</p><p>na emergência, apresentava-se agitada, com tosse, rouquidão e estridor. A frequência cardíaca</p><p>era de 150 bpm, pressão arterial de 75/40 mmHg, tempo de enchimento capilar de 2 segundos,</p><p>extremidades quentes e edema de lábios e pálpebras significativo. A ausculta pulmonar revelava</p><p>sibilos difusos.</p><p>A alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável e a conduta inicial recomendada é:</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>choque distributivo; administrar epinefrina intramuscular imediatamente.</p><p>(alternativa B)</p><p>choque séptico; iniciar antibióticos e reposição volêmica com solução cristaloide.</p><p>(alternativa C)</p><p>choque cardiogênico; iniciar inotrópicos imediatamente.</p><p>(alternativa D)</p><p>choque hipovolêmico; iniciar reposição volêmica agressiva com solução cristaloide.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 2 de 16</p><p>Resposta comentada:</p><p>Choque cardiogênico; iniciar reposição volêmica agressiva com solução cristaloide.</p><p>Embora a hipotensão e taquicardia possam sugerir choque, os sinais de anafilaxia (urticária,</p><p>angioedema, estridor, sibilos) indicam uma reação alérgica grave, tornando essa opção</p><p>inadequada para o cenário descrito.</p><p>Choque distributivo; administrar epinefrina intramuscular imediatamente.</p><p>O quadro clínico é compatível com anafilaxia, que está evoluindo para choque anafilático. A</p><p>epinefrina intramuscular é a primeira linha de tratamento e deve ser administrada imediatamente</p><p>para reverter a vasodilatação, broncoespasmo e edema de vias aéreas.</p><p>Choque cardiogênico; iniciar inotrópicos imediatamente.</p><p>Choque cardiogênico geralmente não se apresenta com manifestações alérgicas como urticária,</p><p>angioedema e estridor. Além disso, o quadro clínico não sugere uma falência de bomba cardíaca,</p><p>o que torna essa opção inadequada.</p><p>Choque distributivo; iniciar antibióticos e reposição volêmica com solução cristaloide.</p><p>Apesar de a hipotensão e taquicardia poderem sugerir choque séptico, a presença de sintomas</p><p>alérgicos claros (urticária, angioedema, estridor) indica que a causa do choque é anafilaxia e não</p><p>uma infecção. A administração de antibióticos não é a prioridade nesse caso.</p><p>Este caso descreve uma criança de 4 anos com sinais de anafilaxia grave, que está evoluindo</p><p>para choque anafilático. Segundo o PALS 2020, a anafilaxia é uma emergência médica que requer</p><p>intervenção imediata com epinefrina intramuscular para reverter os sintomas. O reconhecimento</p><p>rápido dos sinais de anafilaxia e a administração imediata de epinefrina são fundamentais para</p><p>evitar a progressão para insuficiência respiratória ou colapso cardiovascular.</p><p>Referência:</p><p>AMERICAN HEART ASSOCIATION. Pediatric Advanced Life Support (PALS) Provider</p><p>Manual. 2020 ed. Dallas: American Heart Association, 2020.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>3ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>(UNIVAÇO) Uma criança, de 18 meses, é levada ao pronto atendimento após ter apresentado</p><p>palidez, letargia e diminuição na quantidade de urina nas últimas 12 horas. A mãe relata que a</p><p>criança há 15 teve uma infecção respiratória com diagnóstico de COVID-19 , mas que parecia</p><p>estar melhorando até que esses novos sintomas surgiram. Ao exame físico, a criança</p><p>apresentava-se taquicardia, hidratada, taquipneia leve, pálida, com extremidades frias e perfusão</p><p>capilar prolongada (4 segundos). Os sinais vitais eram: frequência cardíaca de 160 bpm, pressão</p><p>arterial de 70/45 mmHg, frequência respiratória de 48 irpm. A ausculta pulmonar apresentava</p><p>estertores bolhosos bilaterais, saturação de oxigênio igual a 94% em ar ambiente. O radiografia de</p><p>tórax apresentava aumento da área cardíaca e sinais de congestão pulmonar.</p><p>De acordo com as diretrizes pediátricas avançadas, após a estabilização inicial com</p><p>oxigenoterapia e acesso venoso, a próxima intervenção para o manejo deste paciente deverá ser:</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 3 de 16</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A)</p><p>iniciar infusão de noradrenalina para aumentar a pressão arterial e melhorar o débito cardíaco,</p><p>enquanto continua a monitorização invasiva hemodinâmica.</p><p>(alternativa B)</p><p>administrar rapidamente uma infusão de bolus de cristaloide isotônico (20 ml/kg) para aumentar a</p><p>pré-carga, enquanto monitora sinais de sobrecarga hídrica.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>iniciar dobutamina em infusão contínua para melhorar a contratilidade cardíaca, ajustando a dose</p><p>conforme a resposta clínica e monitorando o débito urinário.</p><p>(alternativa D)</p><p>administrar uma dose de albumina para melhora mais rápida da pré carga reduzindo o risco de</p><p>disfunção orgânica por má perfusão tecidual.</p><p>Resposta comentada:</p><p>Administrar rapidamente uma infusão de bolus de cristaloide isotônico (20 ml/kg) para aumentar a</p><p>pré-carga, enquanto monitora sinais de sobrecarga hídrica. INCORRETA: o aumento do volume</p><p>circulante ainda mais rapidamente, irá piorar a congestão pulmonar e a falência cardíaca ,</p><p>Administrar uma dose de albumina para melhora mais rápida da pré carga reduzindo o risco de</p><p>disfunção orgânica por má perfusão tecidual. INCORRETA: o aumento do volume circulante irá</p><p>piorar a congestão pulmonar e a falência cardíaca</p><p>CORRETA: O uso de um inotrópico como a dobutamina ajuda a aumentar a contratilidade</p><p>cardíaca e melhorar o débito cardíaco. É a opção mais apropriada para o manejo inicial do choque</p><p>cardiogênico em uma criança. O ajuste da dose de acordo com a resposta clínica é crucial, e a</p><p>monitorização do débito urinário ajuda a avaliar a perfusão renal e a resposta ao tratamento. O</p><p>choque cardiogênico é caracterizado por falha na função cardíaca que leva à insuficiência de</p><p>perfusão, e a melhora da contratilidade é uma intervenção central nas diretrizes pediátricas</p><p>avançadas.</p><p>Iniciar infusão de noradrenalina para aumentar a pressão arterial e melhorar o débito cardíaco,</p><p>enquanto continua</p><p>a monitorização invasiva hemodinâmica. Incorreta: A noradrenalina é</p><p>vasopressor, mas não melhora a contratilidade cardíaca. INCORRETA.</p><p>Referência:</p><p>American Heart Association. Pediatric Advanced Life Support (PALS) Provider Manual. American</p><p>Heart Association, 2020.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>4ª QUESTÃO</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 4 de 16</p><p>Enunciado:</p><p>(UNIPTAN) Lactente, 1 ano 10 meses, masculino, previamente hígido, é trazido ao pronto</p><p>atendimento com história de febre de 38 ℃ , coriza e tosse espasmódica há 2 dias. Hoje evoluiu</p><p>com tosse ladrante, recusa alimentar e desconforto respiratório. O exame físico revelava um</p><p>paciente prostrado, com estridor audível em repouso e retração subcostal, mas com boa entrada</p><p>de ar nos campos pulmonares. A saturação de oxigênio era de 89%. A primeira hipótese</p><p>diagnóstica para este paciente é crupe moderado.</p><p>Descreva as sequencias de intervenções iniciais na abordagem desde paciente, conforme</p><p>proposto pelo PALS.</p><p>Alternativas:</p><p>--</p><p>Resposta comentada:</p><p>Segundo a classificação do PALS trata-se de um crupe moderado, caracterizado por estridor</p><p>facilmente audível em repouso, retrações em repouso, pouca ou nenhuma agitação e boa entrada</p><p>de ar na ausculta de campos pulmonares periféricos. Neste caso o tratamento proposto pelo</p><p>PALS é composto por: manter posicionamento da via aérea, monitorização do paciente,</p><p>administração de O2 umidificado, administração de adrenalina nebulizada e administração de</p><p>dexametasona. É necessário a observação por, no mínimo 2 horas, após a administração de</p><p>epinefrina, para assegurar melhoria contínua.</p><p>Referência:</p><p>AMERICAN HEART ASSOCIATION (org.). Tratamento de desconforto e insuficiência</p><p>respiratória. In: AMERICAN HEART ASSOCIATION (org.). Suporte avançado de vida em</p><p>pediatria. Texas, USA: Orora Visual, 2023. ISBN 978-1-61669-957-4.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>5ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>(UNIFIPMOC) Escolar, 6 anos é levado à emergência com história de tosse, febre e dispneia há</p><p>72h horas. O paciente é portador de síndrome nefrótica e faz uso crônico de corticoide. Ao exame</p><p>físico, a criança apresentava-se sonolenta, taquipneica (frequência respiratória de 38 ipm),</p><p>cianótica com tiragem subcostal importante, gemente. A saturação de oxigênio em ar ambiente</p><p>era de 84%. Ausculta pulmonar revelava: diminuição do murmúrio vesicular bilateral, estertores</p><p>creptantes em terço médio de hemitórax direito. Após administração de oxigênio suplementar</p><p>com máscara de alto fluxo, a saturação aumentou para 89%, entretanto, o esforço respiratório</p><p>persistiu e a criança manteve-se com alteração significativa do nível de sensório (torporosa e</p><p>pouco responsiva).</p><p>Levando-se em consideração a faixa etária, a conduta adequada para esse bebê é:</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 5 de 16</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A)</p><p>iniciar ventilação não invasiva com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e monitorar</p><p>a saturação e esforço respiratório.</p><p>(alternativa B)</p><p>manter a oxigenoterapia com máscara de alto fluxo e observar a evolução clínica por mais 30</p><p>minutos.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>realizar intubação orotraqueal e iniciar ventilação mecânica invasiva o mais rápido possível.</p><p>(alternativa D)</p><p>administrar broncodilatadores e corticosteroides, mantendo a oxigenoterapia em máscara de alto</p><p>fluxo.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 6 de 16</p><p>Resposta comentada:</p><p>Manter a oxigenoterapia com máscara de alto fluxo e observar a evolução clínica por mais</p><p>30 minutos.</p><p>Incorreto. Embora a oxigenoterapia por máscara de alto fluxo seja uma intervenção inicial</p><p>adequada para melhorar a saturação de oxigênio, ela não aborda o quadro de insuficiência</p><p>respiratória grave evidente. A persistência do esforço respiratório, mesmo após a melhora parcial</p><p>da saturação, o nível de consciência contraindica o uso de ventilação não invasiva na qual a</p><p>ventilação não invasiva.. A observação sem intervenção adicional pode resultar em agravamento</p><p>da insuficiência respiratória, potencialmente levando à parada respiratória.</p><p>Iniciar ventilação não invasiva com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) e</p><p>monitorar a saturação e esforço respiratório.</p><p>Incorreto. O CPAP pode ser uma opção para pacientes com insuficiência respiratória leve a</p><p>moderada que ainda conseguem manter a ventilação espontânea de forma eficaz. No entanto, o</p><p>quadro descrito, sugere insuficiência respiratória grave, o nível de consciência contraindica o uso</p><p>de ventilação não invasiva na qual a ventilação não invasiva.</p><p>Realizar intubação orotraqueal e iniciar ventilação mecânica invasiva.</p><p>Correto. O bebê apresenta sinais de insuficiência respiratória grave, incluindo cianose, taquipneia</p><p>severa e gemência respiratória, que são indicativos de uma ventilação inadequada e de risco de</p><p>falência respiratória. A intubação orotraqueal seguida de ventilação mecânica invasiva é indicada</p><p>para garantir a manutenção da oxigenação e ventilação adequadas, além de reduzir o esforço</p><p>respiratório do bebê. O nível de consciência contraindica o uso de ventilação não invasiva na qual</p><p>a ventilação não invasiva.</p><p>De acordo com as diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support), em casos de</p><p>insuficiência respiratória grave ou falência respiratória, a intubação orotraqueal e o início de</p><p>ventilação mecânica invasiva são indicados para estabilizar a criança, garantir a oxigenação e</p><p>evitar a progressão para uma parada respiratória. A ventilação mecânica invasiva permite um</p><p>controle mais preciso dos parâmetros ventilatórios, ajustando a pressão, volume e frequência</p><p>respiratória de acordo com as necessidades do paciente.</p><p>Administrar broncodilatadores e corticosteroides, mantendo a oxigenoterapia em máscara</p><p>de alto fluxo.</p><p>Incorreto. Embora broncodilatadores e corticosteroides possam ser úteis em casos de</p><p>broncoespasmo, as manifestações clínicas descritas sugere um quadro de pneumonia</p><p>associada a insuficiência respiratória que requer suporte ventilatório imediato.</p><p>Solicitar uma radiografia de tórax para excluir a possibilidade de pneumotórax antes de</p><p>qualquer intervenção adicional.</p><p>Incorreto. A radiografia de tórax pode ser útil para avaliação adicional, mas não deve atrasar o</p><p>manejo inicial da insuficiência respiratória grave. Neste caso, a prioridade é estabilizar a</p><p>ventilação e a oxigenação do paciente, o que exige intubação e ventilação mecânica. Após</p><p>estabilização, exames adicionais podem ser realizados conforme necessário. O nível de</p><p>consciência contraindica o uso de ventilação não invasiva na qual a ventilação não invasiva.</p><p>Referências:</p><p>JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria.</p><p>v.2. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767483.</p><p>AMERICAN HEART ASSOCIATION. Pediatric Advanced Life Support (PALS) Provider</p><p>Manual. Dallas: American Heart Association, 2020.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 7 de 16</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>6ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>(UNIDEP) Lactente de 18 meses é trazida ao Pronto Socorro pela mãe que relata que a criança</p><p>iniciou nas últimas 24 h diarreia (8 episódios) e vômitos nas últimas 6 horas, não tem conseguido</p><p>ingerir líquidos. Relata também que a criança encontra-se muito hipoativa e sonolenta. Ao exame</p><p>físico apresenta-se pálida, olhos fundos, taquicardíaca, taquipneica com pulsos finos e</p><p>extremidades frias. Frequência cardíaca de 150 bpm; frequência respiratória de 42 irpm, tempo de</p><p>enchimento capilar prolongado (4segundos).</p><p>Qual a conduta inicial adequada para o lactente?</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A) (CORRETA)</p><p>Realizar uma avaliação primária rápida, seguindo o protocolo MOVE. Fornecer oxigênio, obter</p><p>acesso venoso periférico, e administrar um bolus de fluidos de 20 ml/Kg. Solicitar exames</p><p>laboratoriais e administrar medicamentos conforme necessário, com reavaliações frequentes.</p><p>(alternativa B)</p><p>Realizar uma avaliação rápida e outros cuidados necessários, incluindo fornecimento de oxigênio,</p><p>obtenção de acesso venoso central, e administração de fluidos</p><p>a 10 ml/Kg lentamente por bomba</p><p>de infusão. Exames laboratoriais e medicamentos são secundários ao tratamento inicial, com</p><p>reavaliações frequentes.</p><p>(alternativa C)</p><p>Realizar uma avaliação primária rápida, seguindo o protocolo MOVE. Fornecer oxigênio, obter</p><p>acesso venoso periférico, e administrar um bolus de fluidos de 30 ml/Kg. Solicitar exames</p><p>laboratoriais e administrar medicamentos conforme necessário, com reavaliações frequentes.</p><p>(alternativa D)</p><p>Realizar uma avaliação primária rápida, seguindo o protocolo MOVE. Fornecer oxigênio por</p><p>cateter nasal a 1 l/min, obter acesso venoso central, e administrar um bolus de fluidos de 20</p><p>ml/Kg. Solicitar exames laboratoriais e administrar medicamentos conforme necessário, com</p><p>reavaliações frequentes.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 8 de 16</p><p>Resposta comentada:</p><p>CORRETA: Realizar uma avaliação primária rápida, seguindo o protocolo MOVE. Fornecer</p><p>oxigênio, obter acesso venoso periférico, e administrar um bolus de fluidos de 10 a 20 ml/Kg.</p><p>Solicitar exames laboratoriais e administrar medicamentos conforme necessário, com</p><p>reavaliações frequentes. O tratamento inicial deve incluir:</p><p>Avaliação primária rápida (seguindo o protocolo MOVE).</p><p>Fornecimento de oxigênio .</p><p>Acesso venoso periférico.</p><p>Administração de fluidos isotônicos em bolus de 10 a 20 ml/Kg, reavaliando a resposta</p><p>após cada bolus.</p><p>Realização de exames laboratoriais e administração de medicamentos conforme</p><p>necessário, com reavaliações frequentes.</p><p>Explicação: A administração inicial de fluidos em bolus de 10 a 20 ml/Kg é recomendada para</p><p>crianças com choque hipovolêmico. A reavaliação frequente é essencial para determinar a</p><p>necessidade de mais fluidos ou outras intervenções.</p><p>INCORRETA: Realizar uma avaliação primária rápida, seguindo o protocolo MOVE. Fornecer</p><p>oxigênio, obter acesso venoso periférico, e administrar um bolus de fluidos de 10 a 20 ml/Kg.</p><p>Solicitar exames laboratoriais e administrar medicamentos conforme necessário, com</p><p>reavaliações frequentes. Justificativa: Administração de fluidos isotônicos em bolus de 10 a 20</p><p>ml/Kg, reavaliando a resposta após cada bolus.</p><p>INCORRETA. Realizar uma avaliação primária rápida, seguindo o protocolo MOVE. Fornecer</p><p>oxigênio por cateter nasal a 1 l/min, obter acesso venoso central, e administrar um bolus de</p><p>fluidos de 10 a 20 ml/Kg. Solicitar exames laboratoriais e administrar medicamentos conforme</p><p>necessário, com reavaliações frequentes. Porque paciente com instabilidade hemodinâmica deve</p><p>receber oxigênio a 100%, além disso a abordagem inicial é com acesso periférico. Depois se</p><p>necessário providenciar acesso profundo.</p><p>INCORRETA: Realizar uma avaliação rápida e outros cuidados necessários, incluindo</p><p>fornecimento de oxigênio, obtenção de acesso venoso central, e administração de fluidos a 10</p><p>ml/Kg por bomba de infusão. Exames laboratoriais e medicamentos são secundários ao</p><p>tratamento inicial, com reavaliações frequentes. Justificativa: Administração de fluidos isotônicos</p><p>em bolus de 10 a 20 ml/Kg, reavaliando a resposta após cada bolus. A administração lenta está</p><p>contraindicada pelo quadro de choque hipovolêmico.</p><p>Referência:</p><p>AMERICAN HEART ASSOCIATION. SAVP: Suporte avançado de vida em pediatria: manual do</p><p>profissional. Texas, USA: Orora Visual, 2021. 330p. ISBN 978-1-61669-957-4.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>7ª QUESTÃO</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 9 de 16</p><p>Enunciado:</p><p>(BANCO AFYA) Escolar, 7 anos, feminino, é levada ao pronto-socorro infantil com história de</p><p>febre de 38.5-39 C, vômitos e cefaleia. Ao exame apresentava-se: sonolenta, taquicardia,</p><p>taquipneica com extremidades frias, perfusão periférica de 4 segundos e pulsos finos. Frequência</p><p>cardíaca de 140 bpm, frequência respiratória de 34 irpm, saturação 97%, PA dentro do limite para</p><p>idade. Ausculta pulmonar sem ruídos adventícios. Palpação abdominal sem alterações. O</p><p>hemograma revelava 20.000/mm3 leucócitos, as custas de 16% de bastões.</p><p>O tipo mais provável de choque apresentado neste caso é:</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A)</p><p>hipovolêmico.</p><p>(alternativa B)</p><p>obstrutivo.</p><p>(alternativa C)</p><p>cardiogênico.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>séptico.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 10 de 16</p><p>Resposta comentada:</p><p>Choque séptico (Correta)</p><p>Os dados clínicos sugestivos de infecção grave associados a instabilidade hemodinâmica são</p><p>altamente sugestivos de choque séptico e clinicamente, apresenta-se com , taquicardia e</p><p>extremidades frias, sinais de alteração perfusional ( sonolência e lentificação da perfusão</p><p>periférica) como observado na criança em questão. A hipotensão ocorre em estágios mais</p><p>avançados, refletindo a falha dos mecanismos compensatórios. Fontes: Wyckoff et al. (2020),</p><p>American Heart Association (2021).</p><p>Choque cardiogênico (Incorreta)</p><p>O choque cardiogênico ocorre devido à incapacidade do coração em bombear sangue de forma</p><p>eficaz, geralmente por disfunção miocárdica. Ele pode se manifestar com sinais de congestão</p><p>pulmonar, taquicardia e pulsos periféricos finos. A história clínica não inclui algum fator de risco</p><p>cardíaco. O choque séptico pode apresentar um componente cardiogênico mas a ausência de</p><p>estertores bolhosos e de hepatomegalia não sugerem origem cardiogênica. Fontes: American</p><p>Heart Association (2021), Sociedade Brasileira de Pediatria (2016).</p><p>Choque distributivo (Incorreta)</p><p>O choque distributivo, que inclui o choque anafilático, caracteriza-se por vasodilatação sistêmica e</p><p>redistribuição anômala do fluxo sanguíneo, levando a extremidades quentes e vasodilatação, o</p><p>oposto do que é descrito na criança do caso. Embora a hipotensão possa estar presente, as</p><p>extremidades tendem a ser quentes, diferentemente das extremidades frias observadas no</p><p>choque hipovolêmico. Fontes: Wyckoff et al. (2020), American Heart Association (2021).</p><p>Choque obstrutivo (Incorreta)</p><p>O choque obstrutivo ocorre devido a uma obstrução ao fluxo sanguíneo, como em tamponamento</p><p>cardíaco ou embolia pulmonar. Ele pode causar hipotensão e taquicardia, mas tipicamente</p><p>apresenta-se com distensão jugular ou outros sinais específicos da causa subjacente, o que não</p><p>foi mencionado no caso apresentado. Fontes: American Heart Association (2021), Sociedade</p><p>Brasileira de Pediatria (2016).</p><p>Referências:</p><p>Wyckoff, M. H. et al. (2020). Neonatal Life Support: 2020 International Consensus on</p><p>Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care Science With Treatment</p><p>Recommendations. Circulation, 142(16_suppl_1).</p><p>AMERICAN HEART ASSOCIATION. Pediatric Advanced Life Support (PALS) Provider</p><p>Manual. 2020 ed. Dallas: American Heart Association, 2020.</p><p>JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria.</p><p>v.2. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767483.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>8ª QUESTÃO</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 11 de 16</p><p>Enunciado:</p><p>(AFYA PARAÍBA) Lactente de 10 meses é levado ao Pronto Atendimento (PA) com quadro de</p><p>dispneia há 48 horas, que evoluiu com piora progressiva nas últimas 6 horas. A mãe relata que</p><p>ele começou com tosse, coriza e febre baixa, mas nas últimas horas passou a apresentar</p><p>dificuldade intensa para respirar, com aumento da frequência respiratória, uso de musculatura</p><p>acessória, gemência, e episódios de apneia. Ao exame físico, o bebê está letárgico, cianótico,</p><p>com frequência respiratória de 70 irpm, SpO2 de 84% em ar ambiente, tiragem subcostal e</p><p>supraclavicular intensa, batimento de asa nasal, e ausculta pulmonar com sibilos e roncos</p><p>difusos. Após a administração de oxigênio por máscara com reservatório, a SpO2 melhora para</p><p>apenas 88%, e a criança apresenta sinais evidentes de fadiga respiratória (com algumas apneias)</p><p>e redução progressiva da resposta aos estímulos.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta em relação ao suporte ventilatório para</p><p>essa lactente.</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A)</p><p>Iniciar oxigenoterapia por cateter nasal de alto fluxo (CNAF).</p><p>(alternativa B)</p><p>Continuar com máscara com reservatório de oxigênio e observar a evolução</p><p>clínica.</p><p>(alternativa C)</p><p>Iniciar ventilação não invasiva com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP).</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Iniciar ventilação mecânica invasiva por intubação orotraqueal.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 12 de 16</p><p>Resposta comentada:</p><p>Continuar com máscara com reservatório de oxigênio e observar a evolução clínica.</p><p>Embora a máscara com reservatório tenha sido capaz de melhorar parcialmente a saturação de</p><p>oxigênio, a criança ainda apresenta uma SpO2 baixa (88%) e sinais clínicos graves, como</p><p>letargia, cianose e fadiga respiratória. A observação passiva sem intensificação do suporte</p><p>respiratório pode levar ao agravamento do quadro e potencial risco de parada respiratória ou</p><p>cardiorrespiratória. Portanto, esta não é uma conduta segura nem apropriada para este caso.</p><p>Iniciar ventilação não invasiva com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP).</p><p>O CPAP é útil em muitos casos de insuficiência respiratória, especialmente em condições como</p><p>a bronquiolite ou insuficiência respiratória leve a moderada. No entanto, a presença de sinais de</p><p>fadiga respiratória grave, letargia e episódios de apneia sugerem que a criança está se</p><p>aproximando de um quadro de exaustão, onde o suporte ventilatório invasivo seria mais indicado</p><p>para garantir a estabilidade. Neste caso, o CPAP pode não ser suficiente e atrasar uma</p><p>intervenção mais necessária, como a intubação.</p><p>Iniciar ventilação mecânica invasiva por intubação orotraqueal.</p><p>Esta é a conduta mais apropriada para a criança descrita no enunciado. A ventilação mecânica</p><p>invasiva está indicada em pacientes que apresentam sinais de exaustão respiratória, hipoxemia</p><p>persistente apesar de oxigenoterapia, apneias, e alteração do nível de consciência (como</p><p>letargia). A intubação orotraqueal e a ventilação mecânica garantirão uma via aérea segura,</p><p>ventilação adequada, e permitirão o manejo de forma mais segura e eficaz, evitando o risco de</p><p>falência respiratória ou parada cardiorrespiratória.</p><p>Iniciar oxigenoterapia por cateter nasal de alto fluxo (CNAF).</p><p>O CNAF é uma excelente opção para suporte respiratório em casos de insuficiência respiratória</p><p>moderada e até mesmo grave, oferecendo um suporte ventilatório superior ao oxigênio por</p><p>máscara e ao CPAP, com melhor tolerância. No entanto, no cenário descrito, onde a criança</p><p>apresenta sinais claros de falência respiratória iminente (letargia, apneias, cianose), o CNAF não</p><p>seria suficiente para estabilizar o quadro. A ventilação mecânica invasiva é necessária para</p><p>garantir a oxigenação e ventilação adequadas.</p><p>A intubação e a ventilação mecânica oferecem o suporte necessário para uma criança em estado</p><p>crítico, garantindo a ventilação adequada e prevenindo a evolução para uma parada respiratória</p><p>ou cardiorrespiratória. As outras alternativas representam opções de suporte respiratório para</p><p>quadros menos graves ou, no caso da primeira, uma conduta insuficiente e arriscada para o</p><p>quadro apresentado.</p><p>Referências:</p><p>JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria.</p><p>v.2. Barueri: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767483.</p><p>AMERICAN HEART ASSOCIATION. SAVP: Suporte avançado de vida em pediatria: manual do</p><p>profissional. Texas, USA: Orora Visual, 2021. 330 p. ISBN 978-1-61669-957-4.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>9ª QUESTÃO</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 13 de 16</p><p>Enunciado:</p><p>(IESVAP) Escolar, 7 anos, masculino, é trazido ao Pronto-Socorro por seus pais, que relatam que</p><p>ele começou a se sentir mal após uma partida de futebol. No momento está letárgico, com</p><p>dificuldade para respirar, e ficou desorientado após um episódio de vômitos. Ao exame: torporoso,</p><p>pele fria e pegajosa, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, extremidades pálidas e</p><p>cianóticas, frequência cardíaca de 160 bpm, pressão arterial de 70/40 mmHg, pulsos periféricos</p><p>filiformes. Os pais mencionam que ele não urinou nas últimas 8 horas. O Pediatra reconhece os</p><p>sinais de choque e inicia atendimento de urgência.</p><p>Qual o tipo do choque observado no paciente? (0,5)</p><p>Descreva pelo menos quatro características fisiopatológicas deste tipo de choque. (total 2,0-0,5</p><p>para cada característica).</p><p>Alternativas:</p><p>--</p><p>Resposta comentada:</p><p>Para responder a essa questão, o aluno deve descrever três características de cada choque.</p><p>Segue as principais características de cada choque:</p><p>Choque Hipovolêmico: (0,083 pontos por cada característica. Máximo de 0,25 pontos)</p><p>Extremidades frias e pegajosas.</p><p>Taquicardia.</p><p>Hipotensão tardia.</p><p>Tempo de enchimento capilar prolongado.</p><p>Pele pálida ou acinzentada.</p><p>Diminuição da diurese.</p><p>Confusão ou letargia.</p><p>Taquipneia sem desconforto respiratório.</p><p>Choque Cardiogênico: (0,083 pontos por cada característica. Máximo de 0,25 pontos)</p><p>Taquicardia.</p><p>Pulso filiforme ou fraco.</p><p>Sinais de congestão pulmonar (estertores, dispneia).</p><p>Hepatomegalia.</p><p>Distensão venosa jugular.</p><p>Extremidades frias e cianóticas.</p><p>Hipotensão.</p><p>Alteração do estado mental.</p><p>Taquipneia.</p><p>Choque Distributivo (ex: séptico, anafilático): (0,083 pontos por cada característica. Máximo de</p><p>0,25 pontos)</p><p>Extremidades quentes e ruborizadas nas fases iniciais.</p><p>Hipotensão refratária à reposição volêmica.</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 14 de 16</p><p>Taquicardia.</p><p>Pele quente e seca (choque séptico.</p><p>Alteração do estado mental.</p><p>Disfunção multiorgânica: Como insuficiência renal, hepática ou respiratória.</p><p>Febre.</p><p>Broncoespasmo ou edema laríngeo (choque anafilático.</p><p>Taquipneia.</p><p>Choque Obstrutivo: (0,083 pontos por cada característica. Máximo de 0,25 pontos)</p><p>Distensão venosa jugular.</p><p>Desvio da traqueia.</p><p>Pulso paradoxal.</p><p>Hipotensão resistente à reposição volêmica.</p><p>Taquicardia.</p><p>Extremidades frias e pálidas.</p><p>Sinais de congestão pulmonar (em embolia pulmonar).</p><p>Dor torácica ou desconforto.</p><p>Taquipneia.</p><p>Referência:</p><p>PALS. Suporte Avançado de Vida em Pediatria. Manual do Profissional PALS da American Heart</p><p>Association e American Academy of Pediatrics. 2020.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>10ª QUESTÃO</p><p>Enunciado:</p><p>(UNIDEP) Recém-nascido a termo, masculino, peso de nascimento 2850g, nascido de parto</p><p>cesáreo por eclampsia materna, apresenta-se na sala de parto com cianose generalizada,</p><p>ausência de movimentos respiratórios e frequência cardíaca (FC) de 50 bpm. Foram iniciadas</p><p>manobras de reanimação.</p><p>Baseado nas diretrizes da Sociedade brasileira de Pediatria de 2022 para a Reanimação do</p><p>recém-nascido ≥34 semanas em sala de parto, analise as seguintes afirmativas:</p><p>I. A VPP (ventilação com pressão positiva) está indicada na presença de FC inferior a</p><p>100 bpm e/ou apneia ou respiração irregular, após os passos iniciais.</p><p>II. Após 30 segundos de VPP com oxigênio suplementar, se o RN mantiver FC inferior a</p><p>60 bpm, inicia-se a massagem cardíaca realizando as compressões torácicas, no terço</p><p>inferior do esterno, comprimindo 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax.</p><p>III. A ventilação e a massagem cardíaca são realizadas sincronicamente, com uma</p><p>relação de 15:2, reavaliando o paciente a cada 60 segundos.</p><p>IV. A adrenalina está indicada quando a ventilação adequada e a massagem cardíaca</p><p>efetiva não produziram elevação da FC para valores >100 bpm.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 15 de 16</p><p>Alternativas:</p><p>(alternativa A)</p><p>III , IV.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>I, II</p><p>(alternativa C)</p><p>I, II e III.</p><p>(alternativa D)</p><p>I, II e IV.</p><p>Resposta comentada:</p><p>I - Correta. A VPP (ventilação com pressão positiva) está indicada na presença de FC inferior</p><p>a100 bpm e/ou apneia ou respiração irregular, após os passos iniciais.</p><p>II - Correta. Após 30 segundos de VPP(ventilação com pressão positiva) com oxigênio</p><p>suplementar, o RN mantiver FC inferior a 60 bpm, inicia-se a compressão torácica, no terço</p><p>inferior do esterno, comprimindo 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax.</p><p>III - Incorreta. A ventilação e a massagem cardíaca são realizadas sincronicamente, com uma</p><p>relação de 3:1, reavaliando o paciente a cada 60 segundos.</p><p>IV - Incorreta. A adrenalina</p><p>está indicada quando a ventilação adequada e a massagem cardíaca</p><p>efetiva não produziram elevação da FC para valores >60 bpm e não acima de 100.</p><p>Referência:</p><p>ALMEIDA, Maria Fernanda Branco de; GUINSBURG, Ruth; COORDENADORES ESTADUAIS e</p><p>GRUPO EXECUTIVO PRN-SBP; CONSELHO CIENTÍFICO DEPARTAMENTO DE</p><p>NEONATOLOGIA SBP. Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas em sala de parto:</p><p>diretrizes 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: SBP, 2022.</p><p>Feedback:</p><p>--</p><p>000136.540015.04a72a.84024e.a7cfa7.9a3698.70ab18.20e18 Pgina 16 de 16</p>