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<p>1 Nome dos acadêmicos</p><p>2 Nome do Professor tutor externo</p><p>Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I - dd/mm/aa</p><p>Impacto dos Custos na Formação de preços e no</p><p>OrçamentoImpact</p><p>Dandara Amabeli Vorgerau¹</p><p>Welliton Botega Dutra¹</p><p>Wesley Bernardes de Oliveira¹</p><p>Juventino Neres²</p><p>RESUMO</p><p>O objetivo deste estudo é analisar os métodos de custeio, que podem ser utilizados tanto</p><p>pelas organizações industriais quanto pelas comerciais e prestadoras de serviço e a influência na</p><p>formação de preços. Entre os principais métodos de custeio podemos citar: Método de Custeio por</p><p>absorção e Método de Custeio Direto e Variável. De um lado apresenta-se o agrupamento dos</p><p>métodos que consistem na alocação de custos indiretos através de rateios e estimativas e de outros</p><p>métodos de custeio direto/variável, cuja apropriação não constitui nenhuma dificuldade e elimina a</p><p>necessidade de rateio, além de ser recomendável para fins gerenciais</p><p>Palavras-chave: Planejamento Organizacional. Gerenciamento de Custo. Orçamento Empresarial</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Diante da importância de conhecer os custos, com o presente artigo pretende analisar os dois</p><p>principais métodos de custeio, a formação do preço de venda dos produtos oferecidos, e analisar a</p><p>influência que os tributos têm nas empresas e suas consequências num mercado altamente</p><p>competitivo. No caso de uma empresa comercial objetivo do estudo, o sistema de formação de</p><p>preços pode ser visto como mais simples em comparação a uma indústria, uma vez que ela adquire</p><p>e revende as mercadorias. Entretanto a apuração desses valores deve ser realizada com muita</p><p>cautela, pois uma pequena alteração no valor do fornecedor, ou seja, no preço de aquisição, poderá</p><p>refletir no preço de venda. Dentro do custo dessas mercadorias adquiridas pelas empresas</p><p>comerciais, deve se dar atenção aos tributos passíveis de recuperação. Para isso foi efetuada</p><p>pesquisa bibliográfica que trava uma discussão do assunto em questão. A pesquisa classifica-se em</p><p>exploratória, aplicada e de caráter descritivo, realizada em uma pequena empresa que comercializa</p><p>Fio têxtil. Abordaremos os dois principais métodos de custeamento, o Método de Custeio por</p><p>Absorção que segue os Princípios Fundamentais de contabilidade, o Método de Custeio Direto e</p><p>Variável, não é um sistema aceito legalmente pelo fisco, sua utilização limita-se à contabilidade</p><p>para efeitos internos da empresa, chamada Contabilidade Gerencial. O estudo está estruturado da</p><p>seguinte forma: apresenta-se o sistema de custos e a importância dos diferentes métodos de</p><p>custeamento. Na sequência iniciasse o estudo de caso, seu sistema de custos, analisando o</p><p>comportamento dos gastos e apurando-se o custo através das modalidades de custeio. Entre os mais</p><p>diversos aspectos que devem ser considerados para definir o preço de venda, é imprescindível</p><p>observar o valor do custo de todos os insumos adquiridos pela empresa bem como outros custos</p><p>2</p><p>indiretos. Serão demostrados, na profundidade apropriada deste trabalho, como um planejamento</p><p>tributário aliado a um método de custeio pode influenciar positivamente no planejamento e</p><p>desempenho de uma empresa.</p><p>2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA</p><p>MÉTODOS DE CUSTEIO</p><p>Os Métodos de Custeios são critérios que a empresa utiliza para fazer uma apropriação dos</p><p>custos em sua produção ou comercialização.</p><p>Existem diversos métodos de custeio que podem ser utilizados tanto pelas organizações</p><p>industriais quanto pelas comerciais e prestadoras de serviços, sejam elas com ou sem fins lucrativos.</p><p>O Método de Custeio é um modelo para a decisão, mensuração e informação. A</p><p>mensuração da receita dos produtos e serviços, recursos e atividades da empresa têm como</p><p>fundamento o preço de mercado.</p><p>Segundo Martins (2003) Custeio significa apropriação de Custos. O principal objetivo do</p><p>sistema de custeio é determinar o custo incorrido no processo de produção de bens ou prestação de</p><p>serviços. No cenário empresarial atual, é de grande importância que se tenha maior detalhamento e</p><p>precisão das informações, o que auxilia as empresas na busca de um melhor desempenho</p><p>econômico financeiro e operacional e na análise estratégica do mercado onde atua.</p><p>A valorização da gestão de custos decorre do crescimento das empresas e do aumento da</p><p>complexidade no sistema produtivo, os quais elevaram o tratamento dos custos além das</p><p>determinações contábeis de cunho fiscal (BORNIA, 2010).</p><p>Assim, dentre os Métodos de Custeio estão: Método de Custeio por absorção e Método de</p><p>Custeio Direto e Variável. É possível identificar algumas vantagens e desvantagens no Sistema de</p><p>Custeio por Absorção, conforme Leone (1996): O sistema considera o total dos custos por produto,</p><p>que são demonstrados pelos custos fixos e variáveis; O sistema é utilizado para formação dos</p><p>estoques; O sistema permite apurar os custos por “centro de custos”; O sistema e o adotado pela</p><p>Legislação Comercial e Fiscal vigente no Brasil.</p><p>MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO</p><p>O método de Custeio por Absorção é o método válido para a elaboração e divulgação</p><p>das demonstrações financeiras, obedecendo aos princípios fundamentais da Contabilidade. Para</p><p>Crepaldi (2002) o custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios</p><p>fundamentais de contabilidade e, no Brasil é adotado pela legislação fiscal e pela legislação</p><p>comercial.</p><p>Um ponto importante referente ao sistema de Absorção diz respeito aos custos fixos, visto</p><p>que estes não sofrem variação em razão do volume de produção. Para estes custos serem</p><p>identificados aos produtos, os mesmos deverão ser rateados, ou seja, divididos de acordo com</p><p>algum critério, tais como número de unidades, número de horas de produção.</p><p>A principal distinção existente no uso do Custeio por Absorção é entre custos e despesas. A</p><p>separação é importante porque as despesas são jogadas imediatamente contra o resultado do</p><p>período, enquanto apenas os custos relativos aos produtos vendidos terão o mesmo tratamento. Já os</p><p>3</p><p>custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados que não tenham sido vendidos</p><p>são ativados nos estoques destes produtos. (MARTINS. 1998)</p><p>Barbosa et al. (2011) citam as seguintes vantagens da utilização desse método:</p><p>a) segue os princípios contábeis, sendo o método formalmente aceito, co mo requerido pela</p><p>legislação do imposto de renda para propósitos de lucro; b) agrega todos os custos, tanto os</p><p>diretos quanto os indiretos; c) pode ser menos custoso de implementar, desde que não</p><p>requeira a separação dos custos em fixos e variáveis. Os autores citam também as seguintes</p><p>desvantagens: a) os custos, por não se relacionarem co m este ou aquele bem ou se rviço,</p><p>são quase sempre distribuídos com base em critérios de rateio com grande grau d e</p><p>arbitrariedade; b) o custo fixo por unidade depende ainda do volume de produção , e o custo</p><p>de um produto pode variar em função da alteração de volume de outro produto; c) os custos</p><p>fixos existem independentes, da fabricação ou não desta ou daquela unidade e acabam</p><p>presentes no mesmo montante, mes mo que ocorram oscilações (dentro de certos limites),</p><p>portanto não devem ser alocados aos bens e serviços.</p><p>Pode-se considerar o custeio por absorção como o método de custeio em que são</p><p>apropriados todos os custos de fabricação, sejam eles diretos ou indiretos, fixos ou variáveis.</p><p>MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL</p><p>O Custeio Variável é o método onde apenas os custos variáveis são aplicados aos produtos e</p><p>os custos fixos lançados diretamente ao resultado como se fossem despesas. Esse sistema também é</p><p>conhecido como método de custeio direto, por causa dos custos variáveis ser como regra, direta.</p><p>Custeio Variável é indicado para controles</p><p>gerenciais, consiste na apropriação somente dos custos</p><p>variáveis aos produtos. São aqueles que variam proporcionalmente à produção, por exemplo:</p><p>matérias-primas. (VICECONTI, 2001).</p><p>Para Faria e Costa (2010, p. 238) O método de custeio variável preconiza a segregação dos</p><p>custos em fixos e variáveis. É importante frisarmos que para a valorização dos estoques só serão</p><p>atribuídos aos produtos os custos variáveis, sendo custos fixos tratamos como custos do período,</p><p>indo diretamente para a Demonstração do Resultado do Exercício. Esse método também pode ser</p><p>chamado de Custeio Direto, pois nele são apropriados somente os custos diretos envolvidos na</p><p>produção ou comercialização dos produtos. O método de custeio variável não é válido para fins</p><p>fiscais conforme a legislação brasileira vigente, pois não atende aos princípios da contabilidade.</p><p>Sendo apenas os custos variáveis aplicados aos produtos, os custos fixos são lançados diretamente</p><p>ao resultado como se fossem despesas. Com isso, elimina-se a necessidade de rateios e estimativas</p><p>e, consequentemente, as distorções geradas por eles.</p><p>Megliorini (2012), Barbosa et al. (2011) e Leone (1997) mencionam, entre outras, as</p><p>seguintes vantagens da utilização do Custeio Variável: a) os custos fixos, que existem,</p><p>independentemente, da produção ou não de determinado bem ou serviço ou do aumento ou</p><p>redução (dentro de determinada capacidade instalada) da quantidade produzida, são</p><p>considerados custos do período e, portanto, não são alocados aos bens ou serviços; b) não</p><p>ocorre a prática do rateio; c) identifica os bens ou serviços mais rentáveis; d) identifica a</p><p>quantidade de bens ou serviços que a organização necessita produzir e comercializar para</p><p>pagar seus custos fixos, despesas fixas e gerar lucro; e) os dados necessários para a análise</p><p>das relações custo/volume/lucro são rapidamente obtidos do sistema de informação</p><p>contábil. Em relação aos rateios, Gnisci (2010) reforça que, como a maioria dos custos</p><p>variáveis são diretos, não necessitam de rateios. Quanto às desvantagens, os referidos</p><p>autores citam as seguintes: a) não é aceito pela auditoria externa das entidades que tem</p><p>capital aberto e nem pela legislação do imposto de renda, bem como por uma parcela</p><p>significativa de contadores. A razão disso é porque o custeio variável fere os princípios</p><p>fundamentais de contabilidade, em especial, os princípios de realização da receita, da</p><p>4</p><p>confrontação e da competência; b) crescimento da proporção dos custos fixos na estrutura</p><p>de custos das organizações, devido aos contínuos investimentos em capacitação tecnológica</p><p>e produtiva; c) na prática, a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como</p><p>parece, pois, existem custos semivariáveis e semifixos, podendo no custeamento direto</p><p>incorrerem problemas de continuidade para a empresa.</p><p>CUSTEIO POR ABSORÇÃO X CUSTEIO VARIÁVEL</p><p>Os sistemas tradicionais utilizam o esquema básico de custos (separando os custos e as</p><p>despesas), acrescentam os custos diretos e os custos indiretos de fabricação aos produtos, mediante</p><p>critérios de rateio. Como a mão-de-obra direta representava a maior parte dos custos das empresas,</p><p>esta era utilizada como critério básico para se determinar como os custos indiretos seriam alocados</p><p>aos produtos, gerando distorções nos custos dos produtos. (VICECONTI, 2001).</p><p>Diante das várias definições, podem-se estabelecer algumas diferenças entre os Métodos de</p><p>Custeio. Entre elas, destacam- se:</p><p>Custeio Por Absorção Custeio Variável</p><p>Todos os custos de fabricação são considerados</p><p>como custo do produto.</p><p>Apenas os custos variáveis são considerados.</p><p>O resultado varia em função da produção. O resultado varia somente em função das</p><p>vendas.</p><p>É necessário utilizar métodos de rateio, muitas</p><p>vezes arbitrários, para atribuir os custos fixos</p><p>aos produtos.</p><p>Não se utiliza métodos de rateio, os custos fixos</p><p>são considerados como despesa e não como</p><p>custo do produto.</p><p>É possível estabelecer o custo total unitário aos</p><p>produtos.</p><p>Há um custo unitário parcial, pois considera os</p><p>custos variáveis.</p><p>Não identifica a margem de contribuição. Identifica a margem de contribuição unitária e</p><p>global.</p><p>Importante para decisões de longo prazo. Importante para decisões de curto prazo.</p><p>Como essas ferramentas podem se tornar poderosas aliadas dos tomadores de decisões das</p><p>empresas, o custeio por absorção tem as suas limitações para efeito de decisão gerencial, pois</p><p>necessita de informações adicionais que são preenchidas por um sistema auxiliar. Para a tomada de</p><p>decisões é muito utilizado pelas empresas o sistema de Custeio Variável. Os custos fixos não são</p><p>incorporados diretamente para o período, mas sim rateados aos produtos, permanecendo em estoque</p><p>e só vão para o resultado quando ocorrer à venda efetiva destes produtos. (LEONE. 1997)</p><p>3. METODOLOGIA</p><p>O estudo aborda o sistema de custos, as principais diferenças entre os métodos de</p><p>custeio e a importância do conhecimento da legislação tributária. Quanto aos procedimentos</p><p>metodológicos a pesquisa se configurou com estudo de caso de caráter exploratório.</p><p>Utilizou-se a forma de abordagem qualitativa. O objetivo do estudo se deu como pesquisa</p><p>descritiva e a estratégia foi consulta bibliográfica, documental e estudo de caso simulado.</p><p>Pelos resultados, concluiu-se que independentemente do método a ser utilizado, a empresa</p><p>deverá transferir para o consumidor o ônus da incidência dos tributos sobre o faturamento e</p><p>o lucro da empresa. Entre os principais tributos analisados estão: imposto de renda das</p><p>pessoas jurídicas (IRPJ), contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), as contribuições</p><p>5</p><p>ao PIS e a COFINS, o ICMS e o IPI. Em suma, é de grande importância avaliar os métodos</p><p>de custeio utilizado pelas empresas, analisar os fatores que influenciam na formação do</p><p>preço de venda de produtos bem como o planejamento tributário</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÕES</p><p>Na empresa de Fio têxtil que abordamos em nosso trabalho, o custeio variável se aplica em</p><p>relação ao preço de mercado, pois vários são pontos que atingem o preço unitário do produto a ser</p><p>comercializado EX: Mercado (oferta e demanda) , influência externa (importação de fio de outros</p><p>países) são decisões que devem ser tomadas a curto prazo, tanto para compra quanto a venda dos</p><p>produtos. Custeio por absorção se aplica na fabricação interna de produto ou alguma alteração na</p><p>forma natural do fio têxtil alterando assim o preço unitário do produto.</p><p>Para ter um planejamento organizacional mais eficiente é utilizado os dois métodos de</p><p>custeio conforme necessidade e oportunidades.</p><p>5. CONCLUSÃO</p><p>Em vista dos argumentos apresentados para ter um preço de venda devemos analisar custos,</p><p>despesas e o lucro, formando o preço de venda, porém são diversos fatores que podem influenciar</p><p>em cada uma dessas etapas.</p><p>Deve-se ter um Gerenciamento de custo eficiente analisando todos os elementos teóricos</p><p>apresentados, um planejamento organizacional para que possamos ter ganhos em processos ou em</p><p>tecnologia para que tenha uma margem de lucro maior.</p><p>Dessa forma a empresa de fio têxtil, pode ter margem de lucro visando melhorias em</p><p>processos, porém nesse ramo está muito entregue a variações de preço de mercado.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BARBOSA, C. A.; BARBOSA, J. C.; DIAS, L. C. N.; CREPALDI, S. A. Elaboração e análise de</p><p>diferentes métodos de custeio. 2011. . Elaboração e análise de diferentes métodos de custeio.</p><p>BORNIA, A. C. Análise Gerencial de custos: aplicação em empresas modernas, 3. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2010.</p><p>LEONE, George S.G.. Curso de Contabilidade de Custos: Contém Critério do Custeio abc. 2. ed.</p><p>São Paulo: Atlas, 2000.</p><p>MARTINS, EBC. Educação e serviço social: elo para a construção da cidadania [online]. São</p><p>Paulo: Editora UNESP. 2012.</p><p>MEGLIORINI, E. Custos: análise e gestão. 3. Ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012</p><p>VICECONTI, P. E. V.; NEVES, S. Contabilidade de custos: um enfoque direto e objetivo. 10.</p><p>ed.</p><p>rev. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2012.</p>