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<p>SISTEMA DE ENSINO</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e</p><p>Funções do SE</p><p>Livro Eletrônico</p><p>2 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Sumário</p><p>Apresentação .....................................................................................................................................................................3</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE ..................................................................................4</p><p>1. Bloco I: Pronomes Oblíquos e Colocação Pronominal ............................................................................4</p><p>1.1. Pronomes Pessoais .................................................................................................................................................5</p><p>1.2. Colocação Pronominal ..........................................................................................................................................9</p><p>1.3. Colocação Pronominal em Locuções Verbais ........................................................................................13</p><p>2. Bloco II – Vozes Verbais e Funções do SE ...................................................................................................17</p><p>2.1. As Vozes Verbais ....................................................................................................................................................17</p><p>2.2. A Transposição da Voz Ativa para a Passiva ........................................................................................19</p><p>2.3. A Voz Reflexiva ......................................................................................................................................................26</p><p>2.4. Outras Funções do SE ....................................................................................................................................... 28</p><p>Questões de Concurso ...............................................................................................................................................32</p><p>Gabarito ...............................................................................................................................................................................71</p><p>Gabarito Comentado ................................................................................................................................................... 72</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>3 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ApresentAção</p><p>Olá, querido(a)!</p><p>Aqui está um dos PDFs mais inusitados que já preparei. A Vunesp é a única banca que</p><p>conheço que dá prioridade significativa ao assunto pronomes oblíquos. É o xodó da banca, o</p><p>tema garantido em qualquer prova) E ela gosta de explorar a coesão, o emprego, a sintaxe e a</p><p>colocação!</p><p>Em contrapartida, essa mesma banca explora em menor quantidade as vozes verbais e as</p><p>funções do SE. Por esse motivo, resolvi unir esses assuntos (uma vez que o SE a ser tratado</p><p>aqui é um pronome oblíquo). Vamos juntos?</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>4 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>PRONOMES OBLÍQUOS, VOZES VERBAIS</p><p>E FUNÇÕES DO SE</p><p>1. Bloco I: pronomes oBlíquos e colocAção pronomInAl</p><p>Analise comigo o seguinte exemplo:</p><p>EXEMPLO</p><p>(1) O professor está feliz! O professor tem alunos dedicados!</p><p>A sentença acima é perfeitamente compreensível para qualquer pessoa (até demais)! Note</p><p>que o professor que está feliz é o mesmo que tem alunos dedicados. Todavia, você há de con-</p><p>vir comigo que é uma construção linguisticamente pobre, uma vez que apresenta um mesmo</p><p>vocábulo duas vezes. Esse é um mecanismo chamado de coesão por repetição. Consiste em</p><p>repetir uma mesma palavra para formar a malha textual. Vale aqui um aviso importante: repetir</p><p>palavras não é um erro gramatical, mas é um recurso que, quando adotado desnecessária ou</p><p>abusivamente, torna o texto paupérrimo.</p><p>Sei que você já está pensando em inúmeras formas de escrever o texto acima. Quero te</p><p>apresentar uma possibilidade:</p><p>EXEMPLO</p><p>(2) O professor está feliz! Ele tem alunos dedicados!</p><p>Em vez de repetir uma mesma palavra, optei por usar um pronome substantivo. A coesão</p><p>foi estabelecida, mas com vocábulos diferentes. Preciso que você relembre o que é um prono-</p><p>me, assunto visto no PDF 1.</p><p>Agora, veja comigo essa outra construção:</p><p>EXEMPLO</p><p>(3) O professor estava em reunião. A diretora chamou o professor.</p><p>Mais uma vez, fiz uso da repetição de palavras na construção do texto. Como você já sabe,</p><p>o pronome é uma possibilidade que pode resolver essa questão. Mas o que você acha desta?</p><p>EXEMPLO</p><p>(4) O professor estava em uma reunião. A diretora chamou ele. *</p><p>Sei que essa é uma forma comumente falada em nosso cotidiano. Ela não é, entretanto,</p><p>aceita pela norma culta. Meu objetivo não é (e nunca será) mudar o jeito como você fala, mas</p><p>te ensinar os padrões previstos para a língua escrita, a fim de que você seja mais assertivo em</p><p>provas e redija melhor. Conforme a tradição gramatical, o correto seria:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>5 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>EXEMPLO</p><p>(5) O professor estava em uma reunião. A diretora chamou-o.</p><p>Agora, você me questiona:</p><p>Professor, mas como saberei qual pronome usar? E esse pronome pode ficar antes do</p><p>verbo também?</p><p>Fique tranquilo! É isso que estudaremos neste PDF!</p><p>1.1. pronomes pessoAIs</p><p>Você se lembra que, no PDF 2, eu apresentei as pessoas do discurso? Existem, na nossa</p><p>gramática, pronomes responsáveis por designar cada uma delas. Esses são os chamados</p><p>pronomes pessoais. Eles são assim divididos:</p><p>Pronomes pessoais</p><p>Pessoas do</p><p>discurso Do caso reto</p><p>Do caso oblíquo</p><p>átonos (P.O.A.) tônicos (P.O.T.)</p><p>1ª p. do singular Eu me a mim, comigo</p><p>2ª p. do singular Tu te a ti, contigo</p><p>3ª p. do singular Ele o, a, lhe, se a ele, a ela, a si,</p><p>consigo</p><p>1ª p. do plural Nós nos a nós, conosco</p><p>2ª p. do plural Vós vos a vós, convosco</p><p>3ª p. do plural Eles os, as, lhes, se a eles, a elas, a</p><p>sim, consigo</p><p>Para você entender bem o que esses pronomes fazem, precisamos voltar um pouco no</p><p>tempo e falar sobre o latim. Nesta língua, as funções sintáticas eram chamadas de casos.</p><p>Como o português é uma língua derivada do latim, alguns resquícios ficaram na gramática. Em</p><p>outras palavras, os pronomes que são classificados em casos já possuem funções sintáticas</p><p>pré-definidas! Os pronomes pessoais do caso reto, por exemplo, são usados em posição de</p><p>sujeito. Já os pronomes pessoais do caso oblíquo, em geral, ocupam a posição de complementos!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>6 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>o contrário com os que declara-</p><p>vam estar no máximo em um processo de busca) Esses apresentavam, com maior frequência,</p><p>problemas de saúde)</p><p>(Sabrina Brito, Veja, 15.01.2020. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o trecho destacado está substituído, nos colchetes, de acordo</p><p>com a norma-padrão de emprego e colocação do pronome.</p><p>a) … desenhávamos figuras místicas… [lhes desenhávamos]</p><p>b) … pareciam auxiliar os homens daquela época… [auxiliar-lhes]</p><p>c) … chegar a uma razão única que justifique o viver… [justifique-o]</p><p>d) … aqueles que revelavam ter descoberto sentido… [tê-lo descoberto]</p><p>e) … para aqueles que não aceitam a fórmula de Deus… [aceitam-na]</p><p>006. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE GUARULHOS PREFEITURA – SP/PROFESSOR DE EDUCA-</p><p>ÇÃO INFANTIL)</p><p>Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo</p><p>pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da</p><p>história humana.</p><p>A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença</p><p>física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e,</p><p>consequentemente, não se coloque no lugar dele.</p><p>A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação</p><p>de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo per-</p><p>feito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e</p><p>isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.</p><p>O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro</p><p>saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.</p><p>Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e torna-</p><p>mos o egoísmo um hábito.</p><p>Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em</p><p>momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro.</p><p>(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso</p><p>em 11.12.2019. Adaptado)</p><p>A alternativa que apresenta o emprego do pronome e a colocação pronominal corretos, de</p><p>acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é:</p><p>a) Os individualistas criam um mundo irreal, em que não consegue-se viver plenamente.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>37 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Se conhece o individualista, hoje em dia, por meio das redes sociais.</p><p>c) O individualista sofre, por isso precisamos lhe ajudar.</p><p>d) Os individualistas querem a felicidade, só conseguindo encontrá-la nas redes sociais.</p><p>e) O mundo virtual gera vidas fictícias, mas as pessoas têm usado-o constantemente.</p><p>007. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE JUNDIAÍ – SP/AGENTE DE TRÂNSITO)</p><p>Pegar o bonde andando</p><p>Expressão antiga) Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para</p><p>não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura) Em sentido não literal,</p><p>significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se</p><p>trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido.</p><p>Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das</p><p>maiores cidades brasileiras.</p><p>O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos</p><p>que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha)</p><p>Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passagei-</p><p>ros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o</p><p>bilhete, mas o próprio veículo.</p><p>O bonde deixou saudade) Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da</p><p>popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito</p><p>conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no</p><p>rosto, iam cultivando seus sonhos.</p><p>Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes,</p><p>era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e</p><p>um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).</p><p>(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)</p><p>Considere as frases elaboradas a partir do texto.</p><p>Tombos espetaculares eram comuns, e pegar o bonde em movimento exigia cuidado para evi-</p><p>tar esses tombos.</p><p>A imagem dos bondes tornava-se popular, especialmente pelas passagens que traziam a ima-</p><p>gem dos veículos impressa no papel.</p><p>Atendendo ao emprego e à colocação dos pronomes determinados pela norma-padrão, as ex-</p><p>pressões destacadas podem ser substituídas por:</p><p>a) evitá-los; traziam-na</p><p>b) evitá-los; a traziam</p><p>c) evitar-lhes; a traziam</p><p>d) evitar-lhes; lhe traziam</p><p>e) evitar-lhes; traziam-na</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>38 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>008. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE PIRACICABA SEMAE – SP/PRO-</p><p>GRAMADOR JÚNIOR)</p><p>O mundo é dos românticos</p><p>O que querem as mulheres? Freud, que era Freud, não conseguiu responder à pergunta)</p><p>Mas o “Wall Street Journal” incendiou as sensibilidades com um cenário aterrador.</p><p>O mérito pertence a Gerard Baker. Escreveu o editorialista que, nos EUA, as mulheres já</p><p>representam 57% dos graduados com curso superior. Na pós-graduação, o número sobe para</p><p>59%. O futuro será delas, não deles.</p><p>Todavia esse triunfo, embora positivo para uma sociedade mais igualitária, traz um pro-</p><p>blema inusitado. Se existem três homens graduados para quatro mulheres na mesma situa-</p><p>ção, com quem vão se casar as mulheres?</p><p>Explico melhor. Para um homem, o estatuto social ou profissional de uma mulher não</p><p>é uma prioridade) E alguns, mais inseguros, até preferem parceiras que estejam um degrau</p><p>abaixo das suas habilitações acadêmicas ou contas bancárias.</p><p>Com as mulheres, é a situação inversa) As donzelas valorizam o estatuto social ou</p><p>profissional do homem de uma forma mais seletiva) É fazer as contas: não haverá doutores</p><p>suficientes para tantas doutoras exigentes.</p><p>Quando li o editorial, ri e me perguntei: de onde saiu esse dinossauro? Mas depois, com</p><p>o riso a apagar-se, dei por mim a pensar nas minhas amigas. Com quem casaram elas, afinal?</p><p>Na esmagadora maioria, casaram no interior da mesma classe) Em teoria, algumas delas, mé-</p><p>dicas ou jornalistas, poderiam se apaixonar pelo encanador. Na prática, isso só acontece nos</p><p>filmes de Hollywood) E se o leitor desconfia do meu universo pessoal, há sempre estudos</p><p>impessoais para esclarecer estas matérias. Um deles foi realizado pela Universidade de Swa-</p><p>nsea, no Reino Unido.</p><p>Os pesquisadores entrevistaram 2.700 alunos de cinco países (Singapura, Malásia, Aus-</p><p>trália, Noruega e Reino Unido) com uma pergunta fundamental: o que mais valoriza num poten-</p><p>cial parceiro? Na lista de opções, estas oito características: beleza, finanças, gentileza, humor,</p><p>castidade, religiosidade, criatividade, desejo de ter filhos.</p><p>Os resultados, partilhados pela revista “Time”, não mentem: os homens valorizam mais</p><p>a beleza;</p><p>as mulheres valorizam mais as finanças. O mundo é um lugar cruel?</p><p>Não, porque o mesmo estudo coloca no primeiro lugar para cada um dos sexos a mes-</p><p>ma virtude imaterial: a gentileza) Antes da beleza (para eles) ou do dinheiro (para elas), parece</p><p>que essa formosura da alma é o artigo mais cobiçado. A Ocidente e a Oriente.</p><p>Será que todo mundo realmente diz a verdade nessas pesquisas?</p><p>(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo. Https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/</p><p>2019/10/o-mundo-e-dosromanticos.shtml. Adaptado)</p><p>Considere as frases elaboradas a partir do texto.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>39 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>O editorial foi publicado pelo “Wall Street Journal”, e quando li esse editorial, comecei a rir.</p><p>Gerard Baker escreveu sobre um tema provocativo, e o mérito dessa escolha pertence a Ge-</p><p>rard Baker.</p><p>Quem desconfia das informações dadas pelo autor pode recorrer a estudos que esclarecem</p><p>essas informações.</p><p>De acordo com o emprego e a colocação dos pronomes estabelecidos pela norma-padrão, os</p><p>trechos destacados podem ser substituídos por:</p><p>a) li-o; o pertence; esclarecem-nas.</p><p>b) li-o; pertence-lhe; as esclarecem.</p><p>c) o li; o pertence; lhes esclarecem.</p><p>d) o li; pertence-lhe; esclarecem-nas.</p><p>e) o li; pertence-lhe; as esclarecem.</p><p>009. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO – SP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO)</p><p>Escritório Aluguei um escritório. Minha senhoria é a Venerável Ordem Terceira de São</p><p>Francisco da Penitência – o que quer dizer que começo bem, sob a égide de um santo de mi-</p><p>nha particular devoção. Espero que ele me assista nesta grave emergência.</p><p>Grave, porque assumi compromisso, com contrato registrado e sacramentado, de cum-</p><p>prir fielmente o regulamento do prédio na minha nova condição de inquilino. Não posso, por</p><p>exemplo, colocar pregos que danifiquem as paredes.</p><p>Mas escritório de quê? Advocacia? A tanto não ousaria, sendo certo que minha quali-</p><p>dade de bacharel nunca me animou sequer a ir buscar o diploma na Faculdade (onde, confio,</p><p>esteja ainda bem guardado à minha espera, se dele precisar para qualquer eventualidade: a de</p><p>ser inesperadamente convocado à vida pública, por exemplo, com uma honrosa nomeação,</p><p>sacrifício a que seria difícil esquivar-me). Pelo que, não ousariam a esta altura da minha vida,</p><p>iniciar-me na profissão a que o dito diploma presumivelmente me habilita) Além do mais, eu</p><p>não poderia mesmo colocar o prego para dependurá-lo na parede.</p><p>Fica sendo então escritório, tão-somente) Nem mesmo de literatura: apenas um local</p><p>onde possa acender diariamente o forno (no sentido figurado, apresso-me a tranquilizar o con-</p><p>domínio) desta padaria literária de cujo produto cotidiano, fresco ou requentado, vou vivendo</p><p>como São Francisco é servido. Levo para o meu novo covil uma mesa, uma cadeira, a máquina</p><p>de escrever – e me instalo, à espera de meus costumeiros clientes.</p><p>Estranhos clientes estes, que entram pela janela, pelas paredes, pelo teto, trazidos pelas</p><p>vozes de antigamente, vindos numa página de jornal, ou num simples ruído familiar: projeção</p><p>de mim mesmo, ecos de pensamento, fantasmas que se movem apenas na lembrança, figuras</p><p>feitas de ar e imaginação.</p><p>(Fernando Sabino. A mulher do vizinho. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa que apresenta emprego e colocação dos pronomes átonos de acordo</p><p>com a norma-padrão.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>40 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Quanto a pregos que danifiquem as paredes, nunca coloco-os.</p><p>b) Busco um local com um fogão, para lhe acender e fazer meu pão.</p><p>c) Prego? Coloquem-no na parede somente se for permitido.</p><p>d) São clientes que entram pela janela, sem que eu possa impedir-lhes.</p><p>e) São vozes que talvez façam-se ouvir no escritório.</p><p>010. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE PIRACICABA SEMAE – SP/</p><p>ALMOXARIFE)</p><p>Pacote americano</p><p>Avança, no Congresso dos Estados Unidos, um monumental pacote de gastos públicos</p><p>no esforço da guerra, à falta de melhor expressão, contra a epidemia de Covid-19.</p><p>O texto final do plano ainda não é conhecido, mas trata-se de gastos ou oferta de gastos</p><p>na casa dos US$ 2 trilhões – o equivalente a mais de 40% do gasto anual do governo federal</p><p>dos EUA, ou cerca de 9% do Produto Interno Bruto da maior economia global.</p><p>O programa complementa a renda de americanos mais pobres, desempregados e sem</p><p>renda) Serão transferidos US$ 1.200 para cada cidadão que recebe menos de US$ 75 mil por</p><p>ano, o dobro para casais, mais US$ 500 por criança.</p><p>O plano eleva ainda o valor do seguro-desemprego em US$ 600 por semana, quase o do-</p><p>bro do salário-mínimo nacional, o que provocou ameaça de obstrução por parte de senadores</p><p>republicanos. O auxílio será concedido inclusive para trabalhadores em empregos precários.</p><p>Para esses dois programas, haverá mais de US$ 500 bilhões.</p><p>Serão ofertados empréstimos para pequenas empresas, por meio de um fundo banca-</p><p>do pelo governo com mais de US$ 350 bilhões. Caso as beneficiadas não demitam pessoal, a</p><p>dívida será perdoada.</p><p>Grandes empresas em dificuldades financeiras contarão com outro fundo, de cerca de</p><p>US$ 500 bilhões, voltado especialmente para setores de início mais afetados pela crise do</p><p>novo coronavírus, como o das companhias aéreas.</p><p>Haverá dinheiro para serviços de saúde (mais de US$ 100 bilhões), ventiladores respira-</p><p>tórios e outros equipamentos hospitalares, remédios e vigilância sanitária) Estados e cidades</p><p>terão US$ 150 bilhões.</p><p>O programa, portanto, tenta proteger os empregos em pequenas empresas, oferece ren-</p><p>da mínima para os mais pobres e a classe média, providencia crédito corporativo, verbas para a</p><p>saúde e governos regionais. Parcela significativa dos recursos será concedida a fundo perdido</p><p>– em princípio, pouco mais da metade.</p><p>Trata-se de alento que, dada a dimensão do PIB americano, tem repercussão mundial.</p><p>Como outros líderes populistas, Donald Trump relutou em aceitar a necessidade de providên-</p><p>cias drásticas contra a pandemia, mas, ainda que tardiamente, rendeu-se à realidade)</p><p>(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.03.2020. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa que atende à norma-padrão quanto à colocação pronominal.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>41 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Se disponibilizará dinheiro para serviços de saúde, ventiladores respiratórios e outros equi-</p><p>pamentos hospitalares, remédios e vigilância sanitária.</p><p>b) Com o programa que avança no Congresso dos Estados Unidos, pretende-se complementar</p><p>a renda de americanos mais pobres, desempregados e sem renda.</p><p>c) Ainda não conhece-se o texto final do plano, mas trata-se de gastos ou oferta de gastos</p><p>equivalentes a mais de 40% do gasto anual do governo federal dos EUA.</p><p>d) É sabido que concederá-se parcela significativa dos recursos a fundo perdido – em princí-</p><p>pio, pouco mais</p><p>da metade.</p><p>e) Grandes empresas, como o das companhias aéreas, tendo prejudicado-se com a pandemia,</p><p>contarão um fundo de cerca de US$ 500 bilhões.</p><p>011. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE FERRAZ DE VASCONCELOS – SP/ASSISTENTE SOCIAL/ÁREA:</p><p>ASSISTÊNCIA SOCIAL)</p><p>Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na</p><p>areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retiran-</p><p>tes e por ali não existia sinal de comida) A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos</p><p>do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhan-</p><p>tes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a</p><p>ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação che-</p><p>gava) Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro</p><p>de rês perdida na caatinga) Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas</p><p>segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam:</p><p>festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspe-</p><p>ro, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa</p><p>atitude ridícula) Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a</p><p>si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo… Ordinariamente a família</p><p>falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras</p><p>curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.</p><p>Num cotovelo do caminho, Fabiano avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança</p><p>de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha) Calou-se para não</p><p>estragar força)</p><p>(Graciliano Ramos, Vidas Secas. 1996. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o trecho reescrito do texto está em conformidade com a norma</p><p>padrão de colocação pronominal.</p><p>a) A fome apertara demais os retirantes e por ali não se via sinal de comida.</p><p>b) Agora, Baleia estranhava não ver a gaiola em que mal equilibrava-se a ave.</p><p>c) Sinha Vitória tinha justificado-se declarando que o papagaio era mudo e inútil.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>42 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>d) E depois daquele desastre, raramente comunicavam-se com palavras curtas.</p><p>e) Fabiano sentiu desejo de cantar. Lhe saiu rouca e medonha a voz e, então, se calou.</p><p>012. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/FUNDAÇÃO PARAIBANA DE GESTÃO EM SAÚDE PB SAUDE – PB/ANALISTA/</p><p>ÁREA: DEPARTAMENTO PESSOAL)</p><p>O último censo da educação superior brasileira deixa claro que o sistema de ensino su-</p><p>perior está com dificuldades que ___________ se arrastando ao longo dos últimos anos.</p><p>Com a crise sanitária da Covid-19, os problemas ficaram mais ___________ e foram</p><p>__________ pela aceleração na queda do número de alunos matriculados e pelos altos índices</p><p>de evasão, criando uma situação ___________ para grande parcela de instituições, principalmen-</p><p>te às de pequeno porte do setor privado. Certamente o momento atual se apresenta como uma</p><p>boa oportunidade para o início de grandes projetos de transformação institucional.</p><p>(Oscar Hipólito. Redes de colaboração: uma estratégia para o ensino superior. Folha de S.Paulo, Caderno Opi-</p><p>nião. 07.04.2021. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que, na redação escrita a partir do texto, a colocação do pronome</p><p>atende à norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) Se arrastam nos últimos anos as dificuldades enfrentadas pelo sistema de ensino superior.</p><p>b) Com a crise sanitária, acentuaram-se as dificuldades enfrentadas pelas universidades.</p><p>c) A queda nas matrículas no ensino superior não restringe-se mais a poucas instituições.</p><p>d) A situação atual já revela-se uma oportunidade de transformação das instituições.</p><p>e) Algumas instituições têm mostrado-se melhor preparadas para lidar com a atual crise.</p><p>013. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/CÂMARA DE POTIM – SP/AGENTE LEGISLATIVO)</p><p>Atenção ao sábado</p><p>Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao</p><p>vento, e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana;</p><p>sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel,</p><p>aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o</p><p>quintal vai estar cheio de abelhas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra) Foi num</p><p>sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca</p><p>e pirão; nós já tínhamos tomado banho. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de</p><p>cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana) Se chovia só eu sabia que era sábado;</p><p>uma rosa molhada, não? No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com</p><p>grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, de súbito, antes</p><p>do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde) Tem sido sábado, mas já</p><p>não me perguntam mais. Então eu não digo nada, aparentemente submissa) Mas já peguei as</p><p>minhas coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana)</p><p>Não é propriamente rosa que eu quero dizer.</p><p>(Clarice Lispector, “Atenção ao sábado”. Os melhores contos [seleção Walnice Nogueira Galvão], 1996)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>43 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de coloca-</p><p>ção pronominal.</p><p>a) O sábado é a rosa da semana e nada tira-lhe esse seu título.</p><p>b) Se abre em rosa a semana, quando se pensa que ela vai morrer.</p><p>c) Ninguém mais tem perguntado-me se ainda tem sido sábado.</p><p>d) Certamente nos encontraríamos com outras abelhas farejando mel.</p><p>e) Ainda que pinte-se de rosa, o domingo não é propriamente rosa.</p><p>014. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE OSASCO – SP/TÉCNICO DE ENFERMAGEM INTERVENCIO-</p><p>NISTA – SAMU)</p><p>Perdendo o sono</p><p>Nos últimos anos, caí numa rotina de dormir entre cinco e seis horas por noite) Achava</p><p>que estava bem adaptado a esse regime, até ler “Por Que Nós Dormimos”, do neurocientista</p><p>Matthew Walker (Universidade da Califórnia, Berkeley). Ele me deu um susto.</p><p>A tese principal de Walker é simples. Todos os animais até hoje estudados dormem. Até</p><p>mamíferos aquáticos, que não conseguiriam respirar caso parassem de nadar, desenvolveram</p><p>um modo de dormir com metade do cérebro de cada vez e assim manter-se em movimento.</p><p>Daí dá para concluir que o sono tem um papel evolucionário bastante significativo.</p><p>Walker põe-se então a destrinchar as diferentes fases do sono e suas múltiplas funções.</p><p>O sono REM (sigla inglesa para “movimento rápido dos olhos”, aquele em que sonhamos) é</p><p>importante para trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais</p><p>e para a criatividade e solução de problemas. Já o sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é</p><p>crucial na consolidação das memórias e de habilidades motoras, sem mencionar a regulação</p><p>de processos fisiológicos.</p><p>Walker é também um militante) Ele está</p><p>convencido de que a modernidade nos lançou</p><p>numa epidemia de falta de sono com consequências tão graves como obesidade ou tabagis-</p><p>mo. Munido de um estoque quase inesgotável de estudos, ele liga o sono subótimo* a proble-</p><p>mas cardíacos, câncer, diabetes, obesidade, demência e até aos mais inocentes resfriados.</p><p>No plano psicológico, relaciona dormir pouco a piora do desempenho cognitivo, irritabilidade,</p><p>cansaço e, por decorrência, a boa parte dos acidentes automobilísticos.</p><p>Para Walker, as pessoas que acham que podem dormir pouco estão tão enganadas que</p><p>nem sequer conseguem perceber os prejuízos que já sofrem com o sono insuficiente) Segundo</p><p>o autor, a quase totalidade dos seres humanos precisa dormir oito horas por dia – e, de prefe-</p><p>rência, fazer também uma “siesta”.</p><p>(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 10.03.2019. Adaptado)</p><p>*subótimo: que não atinge a mais alta qualidade.</p><p>Considere as frases.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>44 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Muitas pessoas querem saber mais a respeito das etapas pelas quais passamos enquanto</p><p>dormimos, e, em seu livro, o neurocientista __________ de forma detalhada para os leitores.</p><p>O hábito de dormir poucas horas é apontado como uma das causas dos acidentes automobi-</p><p>lísticos, portanto, os motoristas que __________ deveriam repensar suas atitudes.</p><p>Considerando o emprego e a colocação de pronomes estabelecidos pela norma-padrão, as</p><p>lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, por:</p><p>a) descreve-lhes; o têm</p><p>b) descreve-lhes; lhe têm</p><p>c) as descreve; têm-no</p><p>d) descreve-as; têm-lhe</p><p>e) descreve-as; o têm</p><p>015. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE OSASCO – SP/ENFERMEIRO INTERVENCIONISTA/SAMU)</p><p>Alexandre Ventura Soares tinha seus vinte e cinco anos, bacharel em ciências físicas e</p><p>naturais, era preparador do Museu de História Natural. Tal cargo, obtido em concurso, lhe dera</p><p>direito a uma viagem à Europa, nos tempos em que as subvenções para isso largamente se</p><p>distribuíam, razão pela qual eram equitativa e sabiamente feitas. De volta, por acaso, viera a</p><p>morar defronte de um homem de idade, venerável, que vivia, pelo jardim de sua vasta casa, a</p><p>catar pedrinhas no chão. Pôs-se a observar o homem, curioso com os seus trejeitos, a fim de</p><p>descobrir o que significavam. Visou a Ásia e encontrou no caminho a América) El Levante por</p><p>el Poniente… A filha do ancião, muito naturalmente, pouco afeita a curiosidades sobre o seu</p><p>jardim que não tivessem a ela por objeto, supôs que o doutor estivesse apaixonado por ela)</p><p>Nenê, era o seu apelido familiar, sabia que o rapaz era dado a coisas de botânica; que pertencia</p><p>ao museu; que o tratavam de doutor; logo não se podia tratar senão de um médico.</p><p>A nossa mentecapta inteligência nacional, de que não fazem parte só as mulheres, não</p><p>admite que tratem de botânica senão os médicos; e de matemática os engenheiros; quando,</p><p>em geral, nem uns nem outros se preocupam em tais coisas.</p><p>Ela, porém, vivendo em círculo restrito, não tendo estudos especiais, convivências ou-</p><p>tras que não essa da sociedade, fossilizadas de cérebro e com receitas de formulário na ca-</p><p>beça, não podia ter outra opinião que a geral na nossa terra, de cima a baixo. Aquele moço</p><p>era por força doutor em medicina ou, no mínimo, estudante) Quando soube que não, teve uma</p><p>ponta de despeito; e custou-lhe a crer que fosse tão formado como outro qualquer doutor. Foi</p><p>o próprio pai quem a convenceu.</p><p>(Lima Barreto. Contos completos de Lima Barreto. Companhia das Letras, 2010. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado teve sua posição alterada em relação ao</p><p>trecho original, mantendo-se a correção da norma-padrão de colocação pronominal da língua</p><p>portuguesa:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>45 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Tal cargo, obtido em concurso, dera-lhe direito a uma viagem à Europa…</p><p>b) … nos tempos em que as subvenções para isso largamente distribuíam-se…</p><p>c) Se pôs a observar o homem, curioso com os seus trejeitos…</p><p>d) … sabia que o rapaz era dado a coisas de botânica; … que tratavam-no de doutor…</p><p>e) Foi o próprio pai quem convenceu-a.</p><p>016. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE SÃO PAULO TJM SP – SP/ANALISTA EM CO-</p><p>MUNICAÇÃO E PROCESSAMENTO DE DADOS JUDICIÁRIO (ANALISTA DE REDES))</p><p>Será uma boa ideia ter armas que definem seus alvos e disparam os gatilhos automati-</p><p>camente? Um robô capaz de selecionar contratados em uma empresa seria confiável? Como</p><p>garantir que a tecnologia faça bem ao ser humano? Essas são algumas perguntas presentes</p><p>no debate ético em torno da IA (inteligência artificial). O crescimento da área é acelerado e</p><p>muitas vezes incorre em aplicações questionáveis.</p><p>Diversos países correm para dominar a tecnologia visando benefícios comerciais e mi-</p><p>litares. Para isso, criam políticas nacionais a fim de fomentar a pesquisa e a criação de empre-</p><p>sas especializadas na área) EUA, China e União Europeia são destaques nesse mundo.</p><p>O caso chinês é o mais emblemático, com startups sendo incentivadas a desenvolver</p><p>sistemas sofisticados de reconhecimento facial. O governo usa a tecnologia para rastrear algu-</p><p>mas minorias, como os uigures, população majoritariamente muçulmana) Câmeras nas ruas e</p><p>aplicativos nos celulares monitoram os passos dos cidadãos. A justificativa chinesa é pautada</p><p>na segurança nacional: o objetivo é coibir ataques extremistas. O sistema de vigilância já foi</p><p>vendido a governos na África, como o do Zimbábue.</p><p>A discussão sobre ética no ocidente tenta impor limites à inteligência artificial para ten-</p><p>tar impedir que a coisa fuja do controle) Outras ferramentas poderosas já precisaram do mes-</p><p>mo tratamento. A bioética, que ajuda a estabelecer as regras para pesquisas em áreas como a</p><p>genética, é frequentemente citada como exemplo a ser seguido. Uma boa forma de lidar com</p><p>os riscos de grandes avanços sem impedir o progresso da ciência é por meio de consensos de</p><p>especialistas, em congressos. Eles podem suspender alguma atividade no mundo todo por um</p><p>período determinado – uma moratória – para retomar a discussão no futuro, com a tecnologia</p><p>mais avançada.</p><p>Essa ideia de pé no freio aparece na inteligência artificial. Um rascunho de documento</p><p>da União Europeia obtido pelo site “Politico”, em janeiro, mostra que o grupo considera banir o</p><p>reconhecimento facial em áreas públicas por um período de três a cinco anos. Nesse tempo,</p><p>regras mais robustas devem ser criadas.</p><p>(Raphael Hernandes. Inteligência artificial enfrenta questões éticas para ter evolução responsável. Disponível</p><p>em: https://temas.folha.uol.com.br. Acesso em: 25.02.2020. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que a construção entre colchetes substitui a original, de acordo com</p><p>a norma-padrão de emprego e colocação do pronome.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>46 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) O governo usa a tecnologia para rastrear algumas minorias [lhes rastrear]</p><p>b) … ter armas que definem seus alvos [definem-nos]</p><p>c) … armas que definem seus alvos e disparam os gatilhos [disparam-nos]</p><p>d) … criam políticas nacionais [criam-as]</p><p>e) … para retomar a discussão no futuro [retomar-lhe]</p><p>017. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE MARÍLIA PREFEITURA – SP/TELEFONISTA) Assinale a al-</p><p>ternativa em que a colocação dos pronomes está de acordo com a norma-padrão da língua</p><p>portuguesa.</p><p>a) Quando as crianças trazem perguntas difíceis, não sabe-se bem o que dizer a elas.</p><p>b) O pai já disse-lhes que certas questões não devem ser trazidas para pessoas estranhas</p><p>à família.</p><p>c) É importante que se esteja atento ao comportamento das crianças e se procure responder</p><p>às curiosidades delas.</p><p>d) Muitos pais ficam acanhados diante de determinadas perguntas que uma criança faz e pa-</p><p>recem nunca acostumarem-se a elas.</p><p>e) Agora sabe-se que a curiosidade infantil não é ruim, e o importante é dar a elas boas respostas</p><p>018. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DE NOVA ODESSA CODEN – SP/ASSIS-</p><p>TENTE SOCIAL)</p><p>Lições de vida</p><p>Em 2009, um avião pousou de emergência no rio Hudson. O piloto era Sully Sullenberger</p><p>e as 155 pessoas a bordo foram salvas por uma manobra impossível, perigosa, milagrosa)</p><p>Sully virou herói e a lenda estava criada.</p><p>Em 2016, no filme “Sully, o herói do rio Hudson”, Clint Eastwood revisitou a lenda para</p><p>contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria investigação às competências do capitão</p><p>Sully Sullenberger. Ele salvara 155 pessoas, ninguém contestava) Mas foi mesmo necessário</p><p>pousar no Hudson? Ou o gesto revelou uma imprudência criminosa, sobretudo quando exis-</p><p>tiam opções mais sensatas?</p><p>Foram feitas simulações de computador. E a máquina deu o seu veredicto: era possível</p><p>ter evitado as águas do rio e pousar em LaGuardia ou Teterboro. O próprio Sully começou a</p><p>duvidar das suas competências. Todos falhamos. Será que ele falhou?</p><p>Por causa desse filme, reli um dos ensaios de Michael Oakeshott, cujo título é “Rationa-</p><p>lism in Politics”. Argumenta o autor que, a partir do Renascimento, o “racionalismo” tornou- -se</p><p>a mais influente moda intelectual da Europa) Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na</p><p>razão dos homens como guia único, supremo, da conduta humana) Para o racionalista, o co-</p><p>nhecimento que importa não vem da tradição, da experiência, da vida vivida) O conhecimento</p><p>é sempre um conhecimento técnico, ou de uma técnica, que pode ser resumido ou aprendido</p><p>em livros ou doutrinas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>47 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Oakeshott argumentava que o conhecimento humano depende sempre de um conheci-</p><p>mento técnico e prático, mesmo que os ensinamentos da prática não possam ser apresenta-</p><p>dos com rigor cartesiano.</p><p>Clint Eastwood revisita a mesma dicotomia de Oakeshott para contar a história de Sul-</p><p>lenberger. O avião perde os seus motores na colisão com aves; o copiloto, sintomaticamente,</p><p>procura a resposta no manual de instruções; mas é Sully quem, conhecendo o manual, entende</p><p>que ele não basta para salvar o dia.</p><p>E, se os computadores dizem que ele está errado, ele sabe que não está – uma sabe-</p><p>doria que não se encontra em nenhum livro já que a experiência humana não é uma equação</p><p>matemática.</p><p>As máquinas são ideais para lidar com situações ideais. Infelizmente, o mundo comum</p><p>é perpetuamente devassado por contingências, ambiguidades, angústias, mas também súbi-</p><p>tas iluminações que só os seres humanos, e não as máquinas, são capazes de entender.</p><p>Quando li Oakeshott, encontrei um filósofo que, contra toda a arrogância da modernida-</p><p>de, mostrava como a nossa imperfeição pode ser, às vezes, uma forma de salvação. O ensaio</p><p>era, paradoxalmente, uma lição de humildade e uma apologia da grandeza humana) Eastwood,</p><p>aos 86 anos, traduziu essas imagens.</p><p>(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 29.11.2016. Adaptado)</p><p>Atendendo ao emprego e à colocação dos pronomes determinados pela norma-padrão, a ex-</p><p>pressão destacada pode ser substituída pela expressão entre parênteses na alternativa:</p><p>a) Para algumas pessoas, Sully deveria pousar o avião em LaGuardia ou Teterboro. (deve-</p><p>ria pousá-lo)</p><p>b) O filme de Eastwood motivou o jornalista a reler um ensaio filosófico que o marcou.</p><p>(motivou-lhe)</p><p>c) Oakeshott está entre os filósofos que estudaram tendências intelectuais do Renascimento.</p><p>(estudaram-nas)</p><p>d) O pouso do avião sobre o rio Hudson salvou 155 passageiros. (salvou-lhes)</p><p>e) Para os investigadores, o gesto do piloto provavelmente configurava imprudência crimino-</p><p>sa) (configurava-a)</p><p>019. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/PREFEITURA DE SUZANO – SP/ASSISTENTE SOCIAL)</p><p>Paisagem com figuras</p><p>Em meados dos anos 60, o poeta João Cabral de Mello Neto jantava na cantina Fiorenti-</p><p>na, no Leme, com seus colegas Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, pernambucanos</p><p>como ele) Em certo momento, ouviu-se um rumor na varanda e João Cabral perguntou o que</p><p>estava acontecendo. “É o Chacrinha, que acabou de chegar”, informou Fernando.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>48 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>“Chacrinha? Quem é Chacrinha?”, quis saber João Cabral. “É um apresentador de tevê,</p><p>muito famoso”, disseram. Cônsul do Brasil em Barcelona, com raras vindas ao Rio e famoso</p><p>por não se interessar por música e tomar dez aspirinas por dia para a dor de cabeça, o poeta</p><p>estava por fora do que acontecia por aqui.</p><p>E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João</p><p>Cabral. Na sua poesia grave e desidratada, altamente cerebral, as palavras eram de pedra; os</p><p>cães, sem plumas; e as facas, só lâminas. Já Chacrinha, o divino palhaço, era o barroco em</p><p>Technicolor, embora a tevê ainda fosse em preto e branco. Em seu programa, apresentava os</p><p>piores cantores do Brasil, atirava bacalhau para a plateia e promovia concursos de comer bara-</p><p>ta) Os comunicólogos ainda não o tinham descoberto como símbolo do “mau gosto genial”.</p><p>Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina, cercado de dez ou quinze aspones. Ao pas-</p><p>sar pela mesa de João Cabral, estacou e olhou-o fixamente) Então, abriu os braços e exclamou:</p><p>“Cabral!!!”.</p><p>O poeta levou um susto, mas não deixou a bola cair: “Abelardo!!!”, respondeu. Levan-</p><p>tou-se no ato e os dois se jogaram nos braços um do outro, aos soluços. O poeta João Cabral</p><p>de Mello Neto e o apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa, colegas de curso primário no</p><p>Colégio Marista, do Recife, e que não se viam havia mais de 30 anos, tinham acabado de se</p><p>reencontrar, reconhecer e abraçar. É o Brasil.</p><p>(Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018)</p><p>O pronome que, no contexto, contribui para apresentar o agente da ação verbal como indefini-</p><p>do está destacado em:</p><p>a) … ouviu-se um rumor na varanda… (1º parágrafo)</p><p>b) … famoso por não se interessar por música… (2º parágrafo)</p><p>c) Levantou-se no ato… (4º parágrafo)</p><p>d) … não se viam havia mais de 30 anos… (5º parágrafo)</p><p>e) … tinham acabado de se reencontrar… (5º parágrafo)</p><p>020. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/PREFEITURA DE SOROCABA – SP/FISCAL)</p><p>Mais um desastre</p><p>Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da bar-</p><p>ragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares,</p><p>entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre.</p><p>A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gêne-</p><p>ro. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação</p><p>desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade</p><p>de Bento Rodrigues (MG).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>49 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas</p><p>usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum.</p><p>Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis</p><p>no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança são</p><p>algumas das irregularidades identificadas.</p><p>Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais</p><p>não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mi-</p><p>neradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco.</p><p>Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penali-</p><p>dade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir</p><p>reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empe-</p><p>nhados em investigar as causas e identificar os culpados.</p><p>Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam</p><p>ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre.</p><p>(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o vocábulo “se” tem o mesmo emprego que no trecho: “Pouco ou</p><p>quase nada se fez desde então.” (3º parágrafo).</p><p>a) … não se trata de tragédia inédita no gênero.</p><p>b) Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes…</p><p>c) Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional.</p><p>d) … e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência…</p><p>e) … o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga…</p><p>021. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TJ SP – SP/CONTADOR JUDICIÁRIO)</p><p>Transpostas para a voz passiva, as passagens “O próximo governo não encontrará um ambien-</p><p>te econômico internacional sereno.” (1º parágrafo) e “Se até o início deste ano EUA, Europa e</p><p>China davam sinais de vigor…” (4º parágrafo) assumem a seguinte redação:</p><p>a) Um ambiente econômico internacional sereno não poderá ser encontrado pelo próximo go-</p><p>verno. / Se sinais de vigor deram EUA, Europa e China até o início deste ano…</p><p>b) O próximo governo não terá encontrado um ambiente econômico internacional sereno. / Se</p><p>foram dados sinais de vigor por EUA, Europa e China até o início deste ano…</p><p>c) Um ambiente econômico internacional sereno não terá sido encontrado pelo próximo gover-</p><p>no. / Se se deram sinais de vigor, até o início deste ano, por EUA, Europa e China…</p><p>d) Não será encontrado um ambiente econômico internacional sereno pelo próximo governo. /</p><p>Se sinais de vigor eram dados por EUA, Europa e China até o início deste ano…</p><p>e) Não se encontrará um ambiente econômico internacional sereno no próximo governo. / Se</p><p>EUA, Europa e China tinham dado sinais de vigor até o início deste ano…</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>50 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>022. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TJ SP – SP/ENFERMEIRO JUDICIÁ-</p><p>RIO) Observe as passagens do texto:</p><p>Um estudo realizado por pesquisadores do Porto concluiu que a intervenção de enfermeiros</p><p>especialistas em saúde mental… (1º parágrafo)</p><p>Os resultados indicam um “efeito positivo da intervenção psicoterapêutica da enfermagem”,</p><p>realizada por um enfermeiro especialista em saúde mental, registrando- -se uma clara diminui-</p><p>ção dos níveis de ansiedade… (3º parágrafo)</p><p>Transpondo-se as orações destacadas para a voz ativa, obtêm-se, correta e respectivamente,</p><p>as seguintes reescritas:</p><p>a) Pesquisadores do Porto realizaram um estudo que… /… e registram uma clara diminuição</p><p>dos níveis de ansiedade…</p><p>b) Pesquisadores do Porto tinham realizado um estudo que… /… e tem sido registrado uma</p><p>clara diminuição dos níveis de ansiedade…</p><p>c) Um estudo, que foi realizado por pesquisadores do Porto que… /… e registra uma clara dimi-</p><p>nuição dos níveis de ansiedade…</p><p>d) Pelos pesquisadores do Porto realizaram um estudo que… /… e tem sido registrada uma</p><p>clara diminuição dos níveis de ansiedade…</p><p>e) Realizou-se por pesquisadores do Porto um estudo que… /… e registram-se uma clara dimi-</p><p>nuição dos níveis de ansiedade…</p><p>023. (PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE SÃO ROQUE (SP)</p><p>VUNESP/2020)</p><p>Como controlar as brigas de casal?</p><p>Todo casal briga) Às vezes, por uma questão de momento, um dos dois está estressado</p><p>e acaba descontando no parceiro. Ou então, os dois estão nervosos e a situação piora ainda</p><p>mais. Só que, quando essas brigas acontecem a todo momento e são graves a ponto de atra-</p><p>palhar a vida de casal, é sinal de que algo não vai bem no relacionamento.</p><p>Existem vários tipos de casais. Aqueles que brigam a cada cinco minutos, mas são</p><p>pequenas discussões leves e tudo volta ao normal rapidamente) E há aqueles que, quando bri-</p><p>gam, é por algo mais sério, gerando uma grande batalha entre argumentos e pontos de vista)</p><p>O que não é saudável para um relacionamento é quando as brigas se tornam momentos de</p><p>agressão e xingamentos, quando as opiniões se tornam uma chuva de desaforos. Isso mostra</p><p>que o respeito e a tolerância já não fazem mais parte do relacionamento.</p><p>Brigar com frequência também acaba gerando um desgaste na relação. Justamente por</p><p>isso, é bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido. E, mesmo que seja, é</p><p>preciso aprender a ter uma discussão respeitosa e que renda bons frutos.</p><p>(Disponível em: http://www.psicologosberrini.com.br. Acesso em: 06.10.2019. Adaptado)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>51 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>No trecho –… é bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido. – a palavra</p><p>destacada estabelece sentido de</p><p>a) condição.</p><p>b) finalidade.</p><p>c) causa.</p><p>d) comparação.</p><p>e) tempo.</p><p>024. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE ILHABELA – SP/ANALISTA/ÁREA ECONOMIA)</p><p>Beijos proibidos</p><p>Manier Sael, um imigrante haitiano em São Paulo, por meio de tocante entrevista ao</p><p>jornal, contou que, ao chegar ao Brasil, e ao começar a namorar a brasileira que se tornaria sua</p><p>mulher e mãe de sua filha, disse-lhe que tinha um desejo: beijá-la em público, na rua) “No Haiti,</p><p>isso não existe”, ele explicou.</p><p>“É uma coisa que eu nunca tinha visto na vida real, só na televi-</p><p>são. Ela falou que tudo bem. Como eu me senti nessa hora [ao beijá-la]? Me senti brasileiro”.</p><p>É interessante como, às vezes, precisamos de que alguém de fora venha nos revelar</p><p>quem somos ou como somos. Haverá coisa mais corriqueira no Brasil do que beijar em públi-</p><p>co? Pelo menos, é o que pensamos e – considerando quantas vezes fizemos isso sem o me-</p><p>nor problema – será preciso um exercício intelectual para nos lembrar de que pode ter havido</p><p>exceções à regra.</p><p>Duas cidades do interior de São Paulo já tiveram juízes que proibiram beijos em praça</p><p>pública) E isso não foi no século 19, mas nos anos loucos de 1980 e 1981. Até a proibição ser</p><p>revogada por ridícula, vários casais foram parar na cadeia.</p><p>Um dos restaurantes mais antigos do Rio, a Adega Flor de Coimbra, até hoje ostenta na</p><p>parede um quadro dos velhos tempos: “Proibido beijos ousados”. O quadro continua lá pelo fol-</p><p>clore, claro – mesmo porque, tendo pedido sua farta e deliciosa feijoada à Souza Pinto, quem</p><p>pensará em dar beijos, mesmo ousados?</p><p>E uma querida senhora que conheci, ao ver um casal se beijando na novela da TV, deu</p><p>um profundo suspiro e, do alto de seus 90 anos, exclamou, talvez sem se dar conta de que</p><p>todos na sala podiam escutá-la: “Eu nunca fui beijada!”. Ali, naquele momento, todos nos cons-</p><p>cientizamos da nossa tremenda fragilidade)</p><p>(www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/10/beijos-proibidos.shtml Publicado em 28.10.2019. Adap-</p><p>tado)</p><p>Atendendo à norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, assinale a alternativa</p><p>em que a expressão destacada na frase pode ser substituída pela expressão entre parênteses.</p><p>a) Para o repórter, Manier Sael concedeu ao repórter uma entrevista tocante) (o concedeu)</p><p>b) Para a futura esposa, ele timidamente confessou à futura esposa o desejo de dar um beijo</p><p>em público. (confessou-lhe)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>52 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) Cenas de beijos, somente pela televisão é que Manier havia visto cenas de beijos. (ha-</p><p>via visto-as)</p><p>d) Exceções à regra, precisamos de um exercício intelectual para recordar exceções à regra)</p><p>(recordar-lhes)</p><p>e) Quanto ao pedido de Manier, a namorada, que nada viu de constrangedor na situação, acei-</p><p>tou o pedido de Manier. (aceitou-o)</p><p>025. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES/EBSERH EBSERH – BR/</p><p>ASSISTENTE SOCIAL)</p><p>Pensamentos, como cabelos, também acordam despenteados. Naquela faixa-zumbi</p><p>que vai em slow motion, desde sair da cama, abrir janelas, avaliar o tempo e calçar chinelos até</p><p>o primeiro jato da torneira – feito fios fora de lugar, emaranham-se, encrespam-se, tomam di-</p><p>reções inesperadas. Com água, pão, pente, você disciplina cabelos. E pensamentos? Que nem</p><p>são exatamente pensamentos, mas memórias, farrapos de sonho, um rosto, premonições, fan-</p><p>tasias, um nome) E às vezes também não há água, mão, nem pente, gel ou xampu capazes de</p><p>domá-los. Acumulando-se cotidianas, as brutalidades nossas de cada dia fazem pouco a pou-</p><p>co alguns recuar – acuados, rejeitados – para as remotas regiões de onde chegaram. Outros,</p><p>como cabelos rebeldes, renegam-se a voltar ao lugar que (com que direito) determinamos para</p><p>eles. Feito certas crianças, não se deixam engambelar assim por doce ou figurinha.</p><p>Pensamentos matinais, desgrenhados, são frágeis como cabelos finos demais que co-</p><p>meçam a cair. Você passa a mão, e ele já não está ali – o fio. No travesseiro sempre restam</p><p>alguns, melhor não olhar para trás: vira-se estátua de cinza) Compacta, mas cinza) Basta um</p><p>sopro. Pensamentos matinais, cuidado, são alterados feito um organismo mudando de fuso</p><p>horário. Não deveria estar ali naquela hora, mas está. Não deveria sentir fome às três da tarde,</p><p>mas sente) Não deveria sentir sono ao meio-dia, mas. Pensamentos matinais são um abrupto</p><p>mas com ponto-final a seguir. Perigosíssimos. A tal ponto que há o risco de não continuar de-</p><p>pois do que deveria ser curva amena, mas tornou-se abismo.</p><p>(Caio Fernando Abreu, “Lição para pentear cabelos matinais”. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado) 32.</p><p>[Q1694449]</p><p>Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.</p><p>a) Às vezes não há como domar os pensamentos, mas as brutalidades fazem-nos recuar.</p><p>b) E às vezes também não tem-se água, mão, nem pente, gel ou xampu capazes de domá-los.</p><p>c) Os pensamentos, tendo emaranhado-se e encrespado-se, tomam direções inesperadas. D)</p><p>Se renegam alguns pensamentos a voltar ao lugar que determinamos para eles.</p><p>e) Como disciplinam-se pensamentos, sem água, mão, pente, gel ou xampu capazes</p><p>de domá-los?</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>53 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>026. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/CÂMARA DE MOGI MIRIM CÂMARA DE MOGI MIRIM – SP/JORNALISTA)</p><p>Estônia tem governo quase 100% digital</p><p>A menor das três repúblicas bálticas, a Estônia é hoje considerada um dos grandes</p><p>laboratórios do mundo em matéria de digitalização e transparência de dados. Lá, apenas três</p><p>serviços ligados ao governo ainda demandam a presença física de seus cidadãos. Casamen-</p><p>tos, divórcios e transferências de titularidade de um imóvel ainda requerem uma testemunha</p><p>juramentada) Todo o resto pode ser feito pela internet, incluindo criar uma conta em banco,</p><p>abrir uma empresa ou até mesmo escolher representantes políticos.</p><p>Dos 1,3 milhão de estonianos, 99% possuem uma espécie de RG digital, um documento</p><p>com um chip que lhes garante acesso a mais 500 serviços do governo, incluindo acesso ao</p><p>sistema de saúde e ao transporte público.</p><p>Primeiro a vantagem. O sistema, de fato, torna todos os processos públicos muito mais</p><p>rápidos. Na Estônia, é possível abrir uma empresa em impressionantes 15 minutos. Uma conta</p><p>em banco leva um pouco mais de tempo: 24 horas. Sem contar o acesso ao amplo sistema de</p><p>benefícios estatais. A saúde é pública, o transporte é grátis e, com o documento digital, o go-</p><p>verno subsidia até a compra de medicamentos na farmácia – o benefício pode chegar a 50%.</p><p>Agora, a desvantagem. Todas as vezes que um estoniano saca seu RG digital para um</p><p>serviço, ele registra a movimentação na rede estatal, que passa a ter a posse da informação.</p><p>Além disso, em tese, qualquer cidadão pode consultar os dados de outro estoniano, mediante</p><p>solicitação prévia e intermediação do governo.</p><p>O Estado* acompanhou a consulta no perfil do primeiro ministro da Estônia, Jüri Ratas.</p><p>Viu seus três imóveis, onde estão e quanto custam. “Está tudo aqui, é só consultar”, afirma a</p><p>funcionária do governo digital da Estônia, Harle Pihlak. Assunto polêmico? Não para os locais.</p><p>Segundo o cientista de computação Edilson Osorio, que mora há dois anos naquele país, os es-</p><p>tonianos não se preocupam com a privacidade, mas “os estrangeiros ficam ressabiados com</p><p>tanta exposição”.</p><p>(Renato Jakitas. O Estado de S. Paulo, 01.03.2020. Adaptado) * Jornal o Estado de S.Paulo</p><p>Considere a frase elaborada a partir das ideias do texto.</p><p>Entre as diversas facilidades com que os estonianos podem contar, o país oferece aos esto-</p><p>nianos transporte gratuito. Quanto a tratamento médico, o governo tem incluído tratamen-</p><p>to médico entre os benefícios disponíveis</p><p>para a população e, tratando-se de quase 50% de</p><p>economia, geralmente garante a economia de quase 50% para quem precisa de remédios. De</p><p>acordo com as regras de emprego e de colocação dos pronomes estabelecidos pela norma</p><p>padrão, as expressões destacadas na frase podem ser substituídas por</p><p>a) oferece-lhes… tem incluído-o… a garante</p><p>b) oferece-lhes… o tem incluído… a garante</p><p>c) oferece-lhes… o tem incluído… lhes garante</p><p>d) os oferece… tem incluído-o… lhes garante</p><p>e) os oferece… o tem incluído… garante-lhes</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>54 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>027. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE MORRO AGUDO – SP/AGENTE DE LICITAÇÕES E CONTRATOS)</p><p>Rotulo, logo existo</p><p>Nosso cérebro é uma complexa estrutura forjada por milhões de anos de evolução. Por</p><p>outro lado, é também primitivo e foi lapidado para seres trogloditas que viveram há milhares</p><p>de anos. É curioso pensar que o mais refinado, erudito e urbano dos moradores deste planeta</p><p>tenha o mesmo hardware que um caçador coletor que passou a vida errando em uma pequena</p><p>área de algum lugar em busca de comer, aquecer-se e garantir a reprodução.</p><p>Desenvolvida para uma chave amigo-inimigo, nossa mente tende a rotular tudo o que</p><p>vê, julgando a novidade de acordo com seu conhecimento prévio. Isso garantiu nossa vida por</p><p>muitas gerações: se eu comer algo que me faz mal, toda vez que olhar para algo semelhante,</p><p>sentirei repulsa) Nosso cérebro rotula de acordo com a percepção de nossos sentidos. Isso</p><p>pode ser bom para evitar perigos, porém cria problemas para nossa atualidade.</p><p>Encerrar em caixas herméticas dá segurança) Começamos com a minha tribo e a do ou-</p><p>tro. Se é da minha, diminuem as chances de ataque) Classificar é a primeira forma de dominar</p><p>e de se defender. O vício entrou em nós. Da tribo, passamos a gostos musicais e sexuais ou</p><p>escolas artísticas. Classificar não é ruim ou errado. Supor que algo esteja controlado mental-</p><p>mente por estar etiquetado é, no fundo, estupidez.</p><p>Tudo pede que você classifique continuamente) Resistir à tentação é um desafio. Pen-</p><p>sar em aprofundar, dar uma segunda olhada, fugir do rótulo: parecem ser atitudes que exigem</p><p>o desafio da vontade férrea) Deixar que sentidos mais amplos invadam sua percepção sem</p><p>julgar e engavetar de imediato é um ato de resistência) Abrir espaço para complexidades é boa</p><p>meta) O resto? O remarema de frases superficiais, senso comum e a celebração da boçalida-</p><p>de) Talvez, um dia, descubram que se trata de uma bactéria específica transmitida pela digita-</p><p>ção. O remédio continua sendo ler com atenção, duvidar como método, analisar possibilidades</p><p>fora do que está posto e nunca ser o representante da verdade na Terra) Ah, e ajuda abandonar</p><p>redes sociais por pelo menos uma hora por dia) É preciso ter esperança)</p><p>(Leandro Karnal. Acesso em 09.11.2019. Adaptado) 34. [Q1597037]</p><p>Assinale a alternativa em que a expressão entre colchetes substitui a destacada, de acordo</p><p>com a norma-padrão de emprego e colocação de pronome.</p><p>a) … parecem ser atitudes que exigem o desafio da vontade férrea [exigem-no]</p><p>b) Deixar que sentidos mais amplos invadam sua percepção [invadam-na]</p><p>c) … um caçador coletor que passou a vida errando em uma pequena área [passou ela]</p><p>d) … analisar possibilidades fora do que está posto [analisar-lhes]</p><p>e) Resistir à tentação é um desafio. [Resisti-la]</p><p>028. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/FUNDAÇÃO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE OSASCO FITO – SP/TÉCNICO EM GES-</p><p>TÃO/ÁREA: RECURSOS HUMANOS)</p><p>No começo do mês, estive em Nova York. Durante as semanas que antecederam a via-</p><p>gem, fui anotando dicas de amigos em folhas de caderno, guardanapos, o que tivesse à mão.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>55 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Só de “o melhor hambúrguer do mundo”, consegui umas sete sugestões; de “o cheesecake ori-</p><p>ginal”, quatro; e, com os endereços para comer sanduíches, enchi frente e verso de um papel A4.</p><p>Como amizade e comida boa são duas coisas que respeito muito, em dez dias nos Estados</p><p>Unidos eu gabaritei as anotações: voltei dois quilos mais gordo e, ainda no avião, fiz a promes-</p><p>sa de, nos próximos seis meses, não chegar a menos de dez metros de uma batata frita.</p><p>O que de mais saboroso provei por lá, contudo, não foi fast-food nem era uma especia-</p><p>lidade local. Trata-se de um vegetal. Ou, para ser mais exato, um fruto: uma dádiva dos deuses</p><p>que, infelizmente, não a encontramos por aqui. Chama- se tomate.</p><p>Assemelha-se bastante, por fora, àquele fruto ao qual, em nosso país, também damos</p><p>o nome de tomate, mas uma vez que seus dentes penetram a carne macia, o suco abundante</p><p>escorre pelo queixo e o doce naturalmente se mescla ao sal em sua língua, você entende que</p><p>está diante de um alimento completamente diferente.</p><p>Acontece que a qualidade do tomate está ligada, entre outros fatores, à quantidade de</p><p>água nele contida) Quanto mais líquido, mais macio e saboroso. O problema é que a maior pre-</p><p>sença de suco aumenta o sabor na mesma medida em que reduz a durabilidade) Os agriculto-</p><p>res, pensando mais na performance de seu produto dentro dos caminhões do que em cima dos</p><p>pratos, passaram a priorizar os frutos mais “secos”, foram cruzando-os e manipulando suas</p><p>características até que os transformaram nesse tímido vegetal que aguenta todos os trancos</p><p>da estrada, dura séculos na geladeira e quase chega a ser crocante em nossos dentes.</p><p>Dou-me conta de que há questões mais urgentes a serem tratadas em nosso país: levar</p><p>água encanada para cinquenta milhões de pessoas, criar escolas que ensinem a ler e escrever</p><p>de verdade, evitar que a gente morra de bala perdida ou picada de mosquito. Mas queria pedir</p><p>às autoridades competentes, sejam elas públicas ou privadas, que, depois de resolvidos os</p><p>pepinos e descascados os abacaxis, ajudem a plantar tomates de verdade no Brasil. A vida é</p><p>curta, meus caros, e não podemos medir esforços para deixá-la mais doce, macia e suculenta)</p><p>(Antonio Prata) Fruto proibido. www.estadao.com.br, 13.12.2010. Adaptado)</p><p>Encontra-se em conformidade com a norma-padrão da língua quanto à colocação dos prono-</p><p>mes a seguinte frase:</p><p>a) … uma dádiva dos deuses que, infelizmente, não encontramos-a por aqui.</p><p>b) … o suco abundante escorre pelo queixo e o doce naturalmente mescla-se ao sal em</p><p>sua língua.</p><p>c) … manipulando suas características até que transformaram- nos nesse tímido vegetal… d)</p><p>Me dou conta de que há questões mais urgentes a serem tratadas em nosso país…</p><p>e) A vida é curta, meus caros, e não podemos medir esforços para a deixar mais doce…</p><p>029. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE CANANEIA – SP/AUXILIAR FEMININO DA CASA DA CRIAN-</p><p>ÇA E DO ADOLESCENTE) Assinale a alternativa em que a colocação e o emprego dos prono-</p><p>mes estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>56 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Nos comunicaram que não há intenção de colocar-lhes numa casa de repouso.</p><p>b) Já sabe-se que lhe convidaram para a festa de 77 anos do avô dele, no próximo sábado. C)</p><p>Nunca lhe telefonaram para oferecer uma ajuda para os remédios do pai e da sogra.</p><p>d) Aqui trata-se bem o idoso, principalmente na hora de oferecê-los os alimentos e a medicação.</p><p>e) Não deve-se discriminar os idosos, mas sim aceitar-lhes como nossos grandes educadores.</p><p>030. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE CANANEIA – SP/AGENTE DE CONTROLE DE VETORES) Assi-</p><p>nale a alternativa que apresenta o emprego do pronome e a colocação pronominal corretos de</p><p>acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) Os membros de uma família bem estruturada nunca se preocupam com as possíveis alte-</p><p>rações sociais.</p><p>b) É possível dizer que nos dias de hoje a família passa por forte reestruturação, mesmo assim</p><p>precisamos preservar-lhe.</p><p>c) Se fala pouco sobre a adoção de crianças, porque as famílias ainda preferem insistir em ter</p><p>filhos biológicos.</p><p>d) Quando sabe-se que pais e filhos são felizes, todos felicitam-los.</p><p>e) A inclusão da mulher no mercado de trabalho causou-a transtornos, pois ela não dedica-se</p><p>mais exclusivamente aos afazeres domésticos.</p><p>031. (2021/IBFC/PREFEITURA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE-RN/AGENTE ADMINIS-</p><p>TRATIVO) Há normas que orientam para o correto uso dos pronomes pessoais em frases e</p><p>textos. Eles podem ser usados antes, no meio ou após o verbo da oração. A este respeito, as-</p><p>sinale a alternativa correta.</p><p>a) Segue-se a norma da Ênclise quando a oração estiver na negativa) Exemplo: “Não se inco-</p><p>mode demais”.</p><p>b) Segue-se a norma da Próclise quando a oração for iniciada por verbo. Exemplo: “Cortou-se</p><p>sem querer”.</p><p>c) Segue-se a norma da Próclise quando o verbo estiver no gerúndio. Exemplo: “Correu ao seu</p><p>encontro, abraçando-o fortemente”.</p><p>d) Segue-se a norma da Mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente e não houver</p><p>palavras que exijam o uso da Próclise) Exemplo: “Encontrar-te-ei mais tarde”.</p><p>032. (2021/IBFC/PREFEITURA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE-RN/ADMINISTRADOR)</p><p>Em relação às regras de colocação pronominal, segundo a Gramática Normativa da Língua</p><p>Portuguesa, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Elas tinham avisado-me sobre as faltas excessivas.</p><p>b) Se apresentaram muito bem no recital as suas filhas.</p><p>c) Hoje nos preocupamos muito mais com as expressões que usamos.</p><p>d) Os alunos que mantiveram-se em silêncio durante a aula aprenderam.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>57 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>033. (2021/IBFC/IBGE/SUPERVISOR DE PESQUISA-GESTÃO) Para responder à questão, leia</p><p>o fragmento do texto abaixo do romance A Metamorfose, de Franz Kafka.</p><p>Aqueles foram bons tempos, mas que não se repetiram – ao menos, não com a mesma</p><p>intensidade –, embora, de toda forma, Gregor ganhasse o suficiente para arcar sozinho com</p><p>as necessidades domésticas. À medida que tudo isso foi se tornando costumeiro, a surpresa</p><p>e a alegria inicial arrefeceram e, assim, Gregor entregava o dinheiro com prazer espontâneo e</p><p>a família, de bom grado, recebia) Apenas a irmã permanecia mais próxima e afetuosa e, como</p><p>ela, ao contrário de Gregor, era amante da música e sabia tocar violino com muita graça, ele</p><p>tinha planos de enviá-la para o Conservatório no ano seguinte, sem importar-se com os gastos</p><p>extras que isso acarretaria) Em conversas com a irmã, nos curtos períodos em que ficava sem</p><p>viajar, sempre mencionava o projeto (que ela considerava lindo, mas impossível de se concre-</p><p>tizar), enquanto os pais demonstravam não aprovar nem um pouco a ideia) Contudo, Gregor</p><p>pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal.</p><p>Todos esses pensamentos, agora inúteis, fervilhavam em sua cabeça, enquanto ele es-</p><p>cutava as conversas, colado à porta) De vez em quando o cansaço obrigava-o a desligar-se,</p><p>apoiando pesadamente a cabeça na porta, mas logo recuperava a prontidão, pois sabia que</p><p>qualquer ruído era ouvido na sala e fazia com que todos se calassem. “Novamente aprontando</p><p>alguma coisa”, dizia o pai instantes depois, certamente olhando para a porta) Passado algum</p><p>tempo, eles continuavam a trocar palavras entre si.</p><p>Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações – seja por-</p><p>que há tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender –,</p><p>e Gregor, com satisfação, tomou conhecimento de que, a despeito da desgraça que haviam</p><p>sofrido, restava-lhes algum capital, que, se não era muito, ao menos tinha crescido nos últi-</p><p>mos anos por conta dos rendimentos de juros acumulados. Além disso, o dinheiro que Gregor</p><p>entregava (retinha apenas uma pequeníssima parte) não era gasto integralmente, e pouco a</p><p>pouco ampliava o montante economizado. De onde estava, ele aprovou, com a cabeça, o pro-</p><p>cedimento, contente com a inesperada provisão feita pelo pai. Era verdade que aquele dinheiro</p><p>poderia ter paulatinamente saldado a dívida que o pai tinha com seu patrão, livrando-o daquele</p><p>constrangimento. Não obstante, ele julgou que pai havia procedido corretamente.</p><p>(KAFKA, Franz. A Metamorfose) Trad) Lourival Holt Albuquerque) São Paulo: Abril, 2010, p.40-41)</p><p>Na frase “Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemen-</p><p>te na noite de Natal” (1º§), ocorrem dois pronomes. Sobre eles, é correto afirmar que:</p><p>a) possuem a mesma classificação morfológica.</p><p>b) o primeiro antecipa uma ideia inédita e o segundo a resgata.</p><p>c) ambos faz em referência a algo já dito no texto.</p><p>d) fazem referência à segunda pessoa do discurso.</p><p>e) o segundo está em posição proclítica em relação ao verbo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>58 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>034. (2020/IBFC/TRE-PA/OPERAÇÃO DE COMPUTADORES) A respeito das normas de Colo-</p><p>cação Pronominal, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) A mesóclise é o uso do pronome no interior do verbo em frases no presente do indicativo</p><p>b) A próclise é o uso do pronome antes do verbo, quando houver conjunções subordinativas.</p><p>c) A ênclise é o uso do pronome depois do verbo em frases iniciadas por verbo.</p><p>d) A próclise é o uso do pronome antes do verbo em frases que possuam advérbios ou outras</p><p>palavras atrativas.</p><p>035. (2020/IBFC/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADMINISTRATIVA) Leia atentamente o</p><p>texto abaixo para responder à questão.</p><p>Sem direito e Poesia</p><p>Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os</p><p>com as palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá vontade ser assim, hermético.</p><p>Talvez, porque eu sinta que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não me encaixe har-</p><p>monicamente no mundo, é que sinto esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez, a</p><p>vida seja mesmo um mal entendido.</p><p>Portanto, despiciendo as opiniões e me faço prolixo. Suasório para o intento de escrever</p><p>em uma língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário, quando quero, é um quarto</p><p>cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as palavras</p><p>devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do</p><p>mundo nada entendo, por que razão deveria me fazer</p><p>entender?</p><p>Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se do fluido vital, e, sem tempo para o recreio</p><p>desejado, com os ombros arcados pelos compromissos assumidos, tenho no plenilúnio um</p><p>desejo imarcescível de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o decesso, eu possa lá</p><p>estabelecer morada e, vivendo em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito. Na reali-</p><p>dade) Na iniludível realidade, meu recreio é uma sala ampla) Teto alto. Prateleiras rústicas com</p><p>farta literatura e filosofia) Nenhuma porta ou janela aberta a permitir à passagem do tempo.</p><p>Uma poltrona aveludada) Frio. Lareira acesa) Vinho tinto seco, Malbec.</p><p>O amor? O entregar-se? Não!</p><p>Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem entrega) Apenas eu. Apenas eu e o tempo.</p><p>Cerrado na sala cerrada) Divagando sobre o nada e refletindo sobre tudo. Imarcescível seria</p><p>tal momento. Mas a vida) A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno, e a criatura</p><p>humana é botão de rosa, matéria orgânica falível na passagem do eterno. Sigo… Soerguendo-</p><p>-me… Sobrevivo…</p><p>(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 – JUS Brasil)</p><p>Observe a construção verbal do enunciado a seguir: “Tratar-se-ia apenas de amor próprio.´</p><p>Quanto à norma de colocação pronominal utilizada, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Mesóclise – uso do pronome no interior do verbo no futuro do pretérito.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>59 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Mesóclise – uso do pronome no interior do verbo no futuro mais-que-perfeito.</p><p>c) Próclise – uso do pronome no interior do verbo no futuro do presente.</p><p>d) Mesóclise – uso do pronome no interior do verbo no pretérito imperfeito.</p><p>036. (2019/IBFC/CBM-BA) Leia o texto abaixo para responder a seguinte questão.</p><p>Inspeções de segurança geram benefícios para empresas e trabalhadores</p><p>Por Paulo Ribeiro Neres</p><p>Uma das atividades mais comuns entre os profissionais de saúde e segurança do traba-</p><p>lho são as inspeções de segurança) Estas podem ser específicas, como por exemplo, em equi-</p><p>pamentos de combate a incêndio ou gerais como: ordem, arrumação e limpeza) Normalmente,</p><p>alguns de seus objetivos são: reconhecer e antecipar as condições ou procedimentos que se</p><p>encontram abaixo dos padrões de segurança estabelecidos, ou ainda detectar situações peri-</p><p>gosas que possam acarretar perdas materiais ou pessoais no ambiente ocupacional.</p><p>Seja qual for o propósito ou tipo das inspeções, de rotina ou periódica, é de extrema</p><p>relevância que o próprio trabalhador, “aquele que põe a mão na massa”, participe dessas ativi-</p><p>dades e que sua opinião seja considerada e avaliada no momento da conclusão. Desta forma,</p><p>espera-se aumentar o interesse e motivação dos trabalhadores com as questões de saúde e</p><p>segurança no ambiente de trabalho e, paralelo a isso, desenvolver uma cultura que promova a</p><p>ideia de que a prevenção de perdas seja de interesse de todos e não apenas uma responsabi-</p><p>lidade do Departamento de Segurança, como é comum em diversas organizações. […]</p><p>O melhor e mais vantajoso de tudo isso é que podemos usar o conhecimento e experi-</p><p>ência prática de quem realmente sabe onde estão as condições perigosas e desvios que mais</p><p>ocorrem naquele ambiente de trabalho. Geralmente, as inspeções de segurança são realizadas</p><p>sem a participação dos trabalhadores do chão de fábrica) Precisamos quebrar esse paradig-</p><p>ma) […] Não será demérito para os profissionais do Serviço Especializado em Engenharia de</p><p>Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) adicionar os trabalhadores nas suas inspeções</p><p>de segurança) Para isso, será necessário capacitá-los, treiná- los e orientá-los para que sejam</p><p>capazes de auxiliar na identificação e avaliação dos perigos. […]</p><p>Se realizarmos inspeções com o auxílio dos próprios trabalhadores, é bem provável que</p><p>as medidas de controle, que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados, sejam mais co-</p><p>erentes e próximas da realidade do dia a dia) Assim, o bom resultado prático virá pela união do</p><p>conhecimento técnico do profissional da segurança com a opinião e visão de quem realmente</p><p>fica exposto, que são os trabalhadores.</p><p>(http://revistacipa.com.br/inspecoes-de-seguranca-geram-beneficios- para-empresas-e-trabalhadores/ acesso</p><p>em 14/11/2019. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa correta quanto à regra utilizada para a colocação pronominal destacada</p><p>no enunciado a seguir: “Para isso, será necessário capacitá-los, treiná-los e orientá-los”.</p><p>a) Ênclise – uso do pronome oblíquo após o verbo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>60 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Mesóclise – uso do pronome oblíquo após o verbo.</p><p>c) Próclise – uso do pronome oblíquo após o verbo em frases afirmativas.</p><p>d) Próclise – uso do pronome oblíquo após o verbo em frases no futuro do presente.</p><p>e) Mesóclise- uso do pronome oblíquo após uma sílaba tônica.</p><p>037. (2019/IBFC/PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO-PE/TÉCNICO EM SANE-</p><p>AMENTO) Observe o enunciado abaixo.</p><p>Vou-me embora pra Pasárgada,</p><p>lá sou amigo do Rei”.</p><p>(M.Bandeira)</p><p>Quanto à regra de colocação pronominal utilizada, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Ênclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou pretérito afirmativo, o pronome</p><p>oblíquo deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>b) Próclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou pretérito afirmativo, o pronome</p><p>oblíquo deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>c) Mesóclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou pretérito afirmativo, o pronome</p><p>oblíquo deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>d) Próclise: em orações iniciadas com verbos no imperativo afirmativo, o pronome oblíquo</p><p>deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>038. (2019/IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/</p><p>ANALISTA DE SISTEMAS)</p><p>Texto 1</p><p>“No meio do caminho tinha uma pedra</p><p>tinha uma pedra no meio do caminho</p><p>tinha uma pedra</p><p>no meio do caminho tinha uma pedra.</p><p>Nunca me esquecerei desse acontecimento</p><p>na vida de minhas retinas tão fatigadas.</p><p>Nunca me esquecerei que no meio do caminho</p><p>tinha uma pedra</p><p>tinha uma pedra no meio do caminho</p><p>no meio do caminho tinha uma pedra.”</p><p>Carlos Drummond de Andrade</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>61 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Texto 2</p><p>Observe: “Nunca me esquecerei desse acontecimento”. Assinale a alternativa que apresenta a</p><p>correta regra de colocação pronominal utilizada no enunciado.</p><p>a) Próclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com sentido negativo.</p><p>b) Ênclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com sentido negativo.</p><p>c) Mesóclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com sentido negativo.</p><p>d) Ênclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com advérbios de negação.</p><p>039. (2019/IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/PROFISSIONAL NÍVEL MÉDIO/OFICIAL</p><p>ADMINISTRATIVO) Leia o texto para responder à questão.</p><p>Coisas Antigas</p><p>[…] “Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um</p><p>canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Isso explica o que ocorre nos exemplos que já foram aqui apresentados. Em 2, o pronome “ele”</p><p>ficou adequado porque desempenhava a função de sujeito, mas não ficou bom em 4 porque</p><p>estava em função de objeto direto. Por isso, em 5, fiz uso de um pronome oblíquo átono de 3ª</p><p>pessoa do singular (“o”) para corrigir o texto. Aqui, algumas perguntas surgem:</p><p>Professor, mas pronomes como ele, ela, nós, vós, eles e elas aparecem tanto nos pesso-</p><p>ais do caso reto como nos pessoais do caso oblíquo tônico. Como vou diferenciá-los?</p><p>Não sei se você percebeu, mas os pronomes oblíquos tônicos são sempre dotados de</p><p>preposição! Essa é a diferença! Nem sempre será a preposição “a”, mas sempre haverá uma</p><p>preposição!</p><p>Professor, os pronomes oblíquos só desempenham a função de complemento verbal?</p><p>Não. Eles podem também desempenhar outras funções sintáticas, mas isso é pouco co-</p><p>brado em provas.</p><p>Elias, então o que cai muito em provas?</p><p>Os pronomes oblíquos átonos, principalmente os de 3ª pessoa, desempenhando a função</p><p>de complementos verbais (OD ou OI). Eu vou te apresentar outras funções dos pronomes, mas</p><p>só ao final do PDF – e de maneira breve! Lembre-se: o seu objetivo aqui é aprender a resolver</p><p>questões de gramática! Logo, atacaremos aquilo que é mais frequente em provas!</p><p>Como funcionam os pronomes oblíquos átonos?</p><p>Amigo(a), vou, em um quadro simples, apresentar a você como se distribuem os P.O.A. nas</p><p>funções de complemento verbal:</p><p>Funções sintáticas dos P.O.A.</p><p>me, te, nos, vos (1ª e 2ª p.v.) OD ou OI</p><p>o, a, os, as (3ª p.v.) OD</p><p>lhe, lhes (3ª p.v.) OI</p><p>se (3ª p.v.) estudaremos no PDF “vozes verbais e</p><p>funções do SE”</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>7 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Os pronomes de primeira e segunda pessoas verbais desempenham tanto a função de</p><p>objeto direto quanto a de objeto indireto. Isso, claro, vai depender do verbo a que se ligam. Veja</p><p>os exemplos:</p><p>EXEMPLOS</p><p>(6) Ela te encontrou na reunião.</p><p>(7) Ela te disse a verdade.</p><p>Em 6, o pronome “te” desempenha a função de OD porque quem encontra, encontra al-</p><p>guém. Em 7, o mesmo pronome é OI, uma vez que quem diz, diz algo (a verdade=OD) a alguém</p><p>(te=OI). Vamos garantir o entendimento por meio de mais um par de orações:</p><p>EXEMPLOS</p><p>(8) Ela nos viu durante o evento.</p><p>(9) Ela nos deu aquele lindo presente.</p><p>A situação é semelhante, mas agora com um pronome de primeira pessoa do plural. Em 8,</p><p>quem vê, vê alguém (por isso o pronome é OD). Já em 9, quem dá, dá algo a alguém (por isso</p><p>o pronome é OI).</p><p>Agora, eu vou ser muito sincero com você: são raras as questões de prova que abordam</p><p>pronomes oblíquos átonos de primeira ou de segunda pessoas. O grande foco dos examinado-</p><p>res são os pronomes de terceira pessoa. Isso ocorre por dois motivos: (a) são mais trabalho-</p><p>sos; (b) aparecem mais nos textos adotados nas provas.</p><p>Vamos ver então como funcionam os pronomes de terceira pessoa:</p><p>EXEMPLO</p><p>(10) Ela comunicou o ocorrido aos familiares.</p><p>Com a classificação sintática dos termos da oração, podemos determinar quais pronomes</p><p>usaremos. “O ocorrido” e “aos familiares” são pessoas de que se fala – por isso, terceira pes-</p><p>soa verbal. Como “o ocorrido” é um OD, devemos substituí-lo por “o” (“ocorrido” é masculino e</p><p>singular). Por sua vez, “aos familiares” é um OI e pode ser substituído por “lhes” (“familiares”</p><p>é singular). Claro que não empregaremos os dois pronomes ao mesmo tempo (essa era uma</p><p>possibilidade comum no português arcaico). No português contemporâneo, as construções</p><p>possíveis seriam:</p><p>EXEMPLOS</p><p>(11) Ela comunicou-o aos familiares. (“o”= o ocorrido)</p><p>(12) Ela comunicou-lhes o ocorrido. (“lhes” = aos familiares)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>8 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>001. (IADES/2014) Em “deu-lhe uma bronca” (linha 6), no lugar do pronome destacado, pode-</p><p>ria ser empregado o pronome o.</p><p>Note que, na construção, quem dá, dá algo (“uma bronca” = OD) a alguém (lhe = OI). A substi-</p><p>tuição sugerida é entre pronomes de funções sintáticas distintas.</p><p>Errado.</p><p>002. (CESPE/2013) Em busca de mais recursos, Marconi escreveu ao governo italiano, mas</p><p>um funcionário descartou a ideia, dizendo que era melhor apresentá-la em um manicômio.</p><p>No fragmento II, estaria mantida a correção gramatical do texto caso fosse inserido, logo após</p><p>a forma verbal “dizendo”, o pronome lhe ― dizendo-lhe ―, elemento que exerceria a função de</p><p>complemento indireto do verbo, retomando, por coesão, “Marconi”.</p><p>Pela semântica textual, é possível entender que o funcionário disse algo a Marconi. Colocar o</p><p>pronome lhe diante de “dizendo” significa tornar explícito o objeto indireto do verbo.</p><p>Certo.</p><p>003. (IBFC/2011) Assinale a alternativa que indica corretamente a substituição do nome des-</p><p>tacado pelo pronome.</p><p>Não contei a Paulo a verdade.</p><p>a) Não contei-lhe a verdade.</p><p>b) Não lhe contei a verdade.</p><p>c) Não o contei a verdade.</p><p>d) Não contei-o a verdade.</p><p>Primeiramente, preciso que você tenha certeza de algo: “a Paulo” é o OI do verbo “contei”. Por</p><p>isso, o pronome adequado é lhe) Isso nos permite dispensar as alternativas c e d) Mas surge</p><p>uma nova dúvida: qual é a posição correta do pronome? Antes ou depois do verbo “contei”? Por</p><p>enquanto, eu vou te deixar nessa expectativa!</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>9 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>1.2. colocAção pronomInAl</p><p>Em linhas gerais, existem três posições para se colocar um P.O.A.: depois do verbo (ên-</p><p>clise), antes do verbo (próclise) ou no meio do verbo (mesóclise). Existem princípios e regras</p><p>para o uso de cada uma delas. Vamos conhecê-los:</p><p>Princípios (estão acima das regras):</p><p>1) Não se usa um pronome oblíquo átono em início de frase ou após pontuação.1</p><p>2) Casos facultativos de colocação pronominal (os pronomes podem ser colocados em</p><p>duas das três posições previstas):</p><p>2.1) Verbos no infinitivo.</p><p>2.2) Sujeito explícito anteposto ao verbo.2</p><p>004. (IADES/2014)</p><p>Mande notícias do mundo de lá</p><p>Diz quem fica</p><p>Me dê um abraço, venha me apertar</p><p>Tô chegando</p><p>A colocação do pronome em “Me dê um abraço” (linha 3) está correta.</p><p>Conforme reza o princípio 1, não se inicia uma frase com um P.O.A.</p><p>Errado.</p><p>005. (CESPE/2013) O filósofo francês Jacques Rancière critica a ideia de democracia que tem</p><p>estruturado nossa vida social — regida por uma ordem policial, segundo ele —, devido ao fato</p><p>de ela se distanciar do que seria sua razão de ser.</p><p>A correção do texto seria mantida caso o pronome “se”, em vez de anteceder, passasse a ocu-</p><p>par a posição imediatamente posterior ao verbo: devido ao fato de ela distanciar-se.</p><p>Questão simples: você notou que o verbo “distanciar” está no infinitivo? Conforme está em 2.1,</p><p>trata-se de um caso facultativo de colocação pronominal. Logo, o pronome pode ser colocado</p><p>em próclise ou em ênclise.</p><p>Certo.</p><p>1 É possível ver P.O.A. Após pontuação quando esta representa uma intercalação na oração.</p><p>certa simpatia por ele; meu velho rancor con-</p><p>tra os guarda-chuvas cedeu lugar a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber</p><p>qual a origem desse carinho.</p><p>Pensando bem, ele talvez derive do fato, creio que já notado por outras pessoas, de ser o</p><p>guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quaren-</p><p>tão, e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva) De</p><p>máquinas como telefone, automóvel etc., nem é bom falar. Mil pequenos objetos de uso muda-</p><p>ram de forma, de cor, de material; em alguns casos, é verdade, para melhor; mas mudaram. […]</p><p>O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores</p><p>desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda) Ele permaneceu auste-</p><p>ro, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas. De junco fino ou pinho vulgar, de algodão</p><p>ou de seda animal, pobre ou rico, ele se tem mantido digno. […]”</p><p>Rubem Braga</p><p>Leia o trecho: “pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo”. Assinale a alter-</p><p>nativa que apresenta a regra correta que justifica o uso da expressão pronominal em destaque.</p><p>a) Próclise – uso do pronome após o verbo em enunciados afirmativos no pretérito imperfeito.</p><p>b) Ênclise – uso do pronome após o verbo no infinitivo impessoal regido por preposição.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>62 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) Mesóclise – uso do pronome após o verbo em enunciados afirmativos no presente do</p><p>indicativo.</p><p>d) Próclise – uso do pronome após o verbo em enunciados afirmativos no pretérito perfeito.</p><p>040. (2019/IBFC/MGS/ADVOGADO)</p><p>João Cruz e Sousa (1861 – 1898), lançador do Simbolismo no Brasil, é situado, por</p><p>alguns estudiosos, junto de Mallarmé e Stefan George, entre os três maiores simbolistas do</p><p>mundo, formando a “grande tríade harmoniosa”.</p><p>Além de ter uma boa apresentação física, era um homem extremamente culto e elogia-</p><p>do por seus mestres. Mas nada disso, para as pessoas da época, superava o fato de ser negro,</p><p>o que lhe causou sérios problemas.</p><p>Em vida, sofreu muito e não conheceu o sucesso. Mudou-se de Santa Catarina (seu es-</p><p>tado natal) para o Rio de Janeiro e, com muito empenho, chegou a ser arquivista da Central do</p><p>Brasil, cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava sequer um décimo de sua capaci-</p><p>dade intelectual. Terminou atacado pela “doença dos poetas”, a tuberculose, que matou, junto</p><p>com ele, toda sua família.</p><p>É nesse ambiente de dor que nasce sua incrível obra, onde transparecem a melancolia e</p><p>a revolta, porém com versos magicamente ricos e sonoros. Arte é a palavra-chave) Arte liber-</p><p>tária, ansiosa, criativa, que foge dos padrões métricos sem perder a classe e a musicalidade)</p><p>Cruz e Sousa é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da poesia brasileira) Entre suas obras</p><p>estão Missal, Broquéis, Os Faróis e Últimos Sonetos, todos livros de poesia.</p><p>(brasilescola.uol.com.br/biografa/joao-cruz-sousa)</p><p>A expressão sublinhada do texto apresenta um pronome enclítico. De acordo com a norma</p><p>gramatical de seu uso, a ênclise ocorre:</p><p>a) nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro), isto porque na</p><p>linguagem padrão da língua não é apropriado iniciar frase com pronome oblíquo.</p><p>b) nas orações iniciadas por verbos acompanhados de pronome refexivo seguido de preposição.</p><p>c) somente em frases afirmativas no pretérito perfeito.</p><p>d) quando há a partícula apassivadora “se” porque na linguagem culta essa formação é grama-</p><p>ticalmente correta.</p><p>041. (2017/IBFC/SEDUC-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO EDUCACIONAL)</p><p>Quando era novo, em Pringles, havia donos de automóveis que se gabavam, sem mentir,</p><p>de tê-los desmontado “até o último parafuso” e depois montá-los novamente) Era uma proeza</p><p>bem comum, e tal como eram os carros, então, bastante necessária para manter uma relação</p><p>boa e confiável com o veículo. Numa viagem longa era preciso levantar o capô várias vezes,</p><p>sempre que o carro falhava, para ver o que estava errado. Antes, na era heroica do automobilis-</p><p>mo, ao lado do piloto ia mecânico, depois rebaixado a copiloto. […]</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>63 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Na realidade, os bricoleurs* de vila ou de bairro não se limitavam aos carros, trabalha-</p><p>vam com qualquer tipo de máquinas: relógios, rádios, bombas d´água, cofres. […] Desnecessá-</p><p>rio dizer, assim, que desde que os carros vêm com circuitos eletrônicos, o famoso “até o último</p><p>parafuso” perdeu vigência.</p><p>Houve um momento, neste último meio século, em que a humanidade deixou de saber</p><p>como funcionavam as máquinas que utiliza) De forma parcial e fragmentária, sabem apenas</p><p>alguns engenheiros dos laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento de algumas grandes em-</p><p>presas, mas o cidadão comum, por mais hábil e entendido que seja, perdeu a pista há muito.</p><p>Hoje em dia usamos os artefatos tal como as damas de antigamente usavam os automóveis:</p><p>como “caixas-pretas”, com um Input (apertar um botão) e um Output (desliga-se o motor), na</p><p>mais completa ignorância do que acontece entre esses dois polos.</p><p>O exemplo do carro não é por acaso, acredito ter sido a máquina de maior complexida-</p><p>de até onde chegou o saber do cidadão comum. Até a década de 1950, antes do grande salto,</p><p>quando ainda se desmontavam carros e geladeiras no pátio, circulava uma profusa bibliografia</p><p>com tentativas patéticas de seguir o rastro do progresso. […]</p><p>Hoje vivemos num mundo de caixas-pretas. Ninguém se assusta por não saber o que</p><p>acontece dentro do mais simples dos aparelhos de que nos servimos para viver. […]</p><p>O que aconteceu com as máquinas é apenas um indício concreto do que aconteceu</p><p>com tudo. A sociedade inteira virou uma caixa-preta) A complicação da economia, os desloca-</p><p>mentos populacionais, os fluxos de informação traçando caprichosas espirais num mundo de</p><p>estatísticas contraditórias, acabaram por produzir uma cegueira resignada cuja única moral é</p><p>a de que ninguém sabe “o que pode acontecer”; ninguém acerta os prognósticos, ou acerta só</p><p>por casualidade) Antes isso acontecia apenas com o clima, mas à imprevisibilidade do clima</p><p>o homem respondeu com civilização. Agora a própria civilização, dando toda a volta, se tornou</p><p>imprevisível.</p><p>(César Aira) In: Marco M. Chaga, org. Pequeno manual de procedimentos. Tradução: Eduardo Marquardt. Cuuri-</p><p>tiba: Arte & Letra, 2007, p.49-51)</p><p>* bricoleur: aquele que faz qualquer espécie de trabalho</p><p>Dentre as ocorrências do emprego do pronome oblíquo átono abaixo, destacadas do texto,</p><p>assinale a alternativa incorreta de colocação considerando a Norma Culta.</p><p>a) “havia donos de automóveis que se gabavam” (1º§).</p><p>b) “até o último parafuso’ e depois montá-los” (1º§).</p><p>c) “os bricoleurs* de vila ou de bairro não se limitavam” (2º§).</p><p>d) “Ninguém se assusta por não saber o que acontece” (5º§).</p><p>e) “dando toda a volta, se tornou imprevisível.” (6º§).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>64 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções</p><p>do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>042. (2017/IBFC/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA/ASSISTENTE TÉCNICO</p><p>LEGISLATIVO)</p><p>A oração “Vou me aposentar amanhã” tem seu sentido preservado sem transgressão à norma</p><p>padrão no que diz respeito à colocação pronominal com a seguinte reescritura:</p><p>a) Vou me aposentando amanhã.</p><p>b) Me aposentaria amanhã.</p><p>c) Me aposentava amanhã.</p><p>d) Aposentar-me-ei amanhã.</p><p>043. (2016/IBFC/EBSERH/ASSISTENTE SOCIAL)</p><p>A mentirosa liberdade</p><p>Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe</p><p>em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma –</p><p>como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira:</p><p>medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não</p><p>ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, de um clu-</p><p>be mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular.</p><p>Medo de não ser livres.</p><p>Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em</p><p>liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o</p><p>que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos</p><p>pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos</p><p>escolher com calma) Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o</p><p>sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), […] a alegria, de tanta</p><p>tensão, nos escapa) […]</p><p>Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O</p><p>que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? […] Treze anos e ainda não ficou?</p><p>[…] Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e traba-</p><p>lhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?</p><p>Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres</p><p>reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa correnteza) Ter opiniões próprias,</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>65 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>amadurecer ajuda) Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo</p><p>desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda) Descobrir o que que-</p><p>remos e podemos é um aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia</p><p>social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter pro-</p><p>jetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna) Sem cumprir tantas</p><p>obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura,</p><p>desorientada, em crise) Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas</p><p>de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco</p><p>tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, más-</p><p>caras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente</p><p>gostaria mesmo de ter feito.</p><p>(LUFT, Lya) Veja, 25/03/09, adaptado)</p><p>Em “Nunca se falou tanto em liberdade” (2º§), ao observar a posição do pronome oblíquo em</p><p>destaque, percebe-se que ela, em função da norma padrão,</p><p>a) poderia ser alterada para mesóclise.</p><p>b) relaciona-se com o vocábulo “tanto”.</p><p>c) obedece à flexão do verbo.</p><p>d) deveria ser alterada para ênclise.</p><p>e) se deve ao advérbio “nunca”.</p><p>044. (2016/IBFC/EBSERH/ADVOGADO/HU-FURG) Observando o padrão culto da língua, as-</p><p>sinale a alternativa cujo fragmento transcrito do texto represente um emprego INCORRETO de</p><p>colocação pronominal:</p><p>a) “Me conquistou.” (1º§)</p><p>b) “E já estão me confundindo com Artur da Távola?” (2 °§)</p><p>c) “Disse que me lia sempre (…) (3º§)</p><p>d) “(…)sempre fui confundido com o Zuenir, o Veríssimo, o Arnaldo… só não me lembro (…)” (4 °§)</p><p>e) “(…)nunca escrevi às sextas, mas ela me interrompeu (…)” (4 °§)</p><p>045. (2016/IBFC/COMLURB/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO) Das opções abai-</p><p>xo, assinale a única que apresenta corretamente a colocação do pronome.</p><p>a) Esqueci de te contar que vi ele na rua.</p><p>b) Nunca pode-se falar mal de quem não conhece-se.</p><p>c) Esta situação se-refere a assuntos empresariais.</p><p>d) Precisa-se de bons funcionários.</p><p>046. (2021/IBFC/IBGE/SUPERVISOR DE PESQUISAS/GESTÃO) Para responder à questão,</p><p>considere o texto abaixo.</p><p>A roda dos não ausentes</p><p>O nada e o não,</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>66 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ausência alguma,</p><p>borda em mim o empecilho.</p><p>Há tempos treino</p><p>o equilíbrio sobre</p><p>esse alquebrado corpo,</p><p>e, se inteira fui,</p><p>cada pedaço que guardo de mim</p><p>tem na memória o anelar</p><p>de outros pedaços.</p><p>E da história que me resta</p><p>estilhaçados sons esculpem</p><p>partes de uma música inteira.</p><p>Traço então a nossa roda gira-gira</p><p>em que os de ontem, os de hoje,</p><p>e os de amanhã se reconhecem</p><p>nos pedaços uns dos outros.</p><p>Inteiros.</p><p>(EVARISTO, Conceição. Poemas da Recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017, p. 12)</p><p>Considere o verso “e os de amanhã se reconhecem” (v.16) e o contexto em que está inserido.</p><p>A construção em destaque ilustra:</p><p>a) um verbo pronominal.</p><p>b) a noção de reciprocidade.</p><p>c) a voz passiva sintética.</p><p>d) a indeterminação do sujeito.</p><p>e) uma construção passiva analítica.</p><p>047. (2014/IBFC/PC-RJ/PAPILOSCOPISTA POLICIAL DE 3ª CLASSE)</p><p>Corrida contra o ebola</p><p>Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África Ocidental despertou a atenção da</p><p>comunidade internacional, mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear</p><p>o avanço da doença tenham sido eficazes.</p><p>Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações registradas neste ano</p><p>ocorreram nas últimas três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermida-</p><p>de) A escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA,</p><p>Tom Frieden, a afirmar que a epidemia está fora de controle.</p><p>O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. De um lado, as condições sa-</p><p>nitárias e econômicas dos países afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização</p><p>Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um contingente expressivo de pro-</p><p>fissionais para atuar nessas localidades afetadas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>67 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros. Só</p><p>20% dos recursos da entidade vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o</p><p>restante é formado por doações voluntárias.</p><p>A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área,e a organização perdeu</p><p>quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação,</p><p>o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6 bilhões.</p><p>Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência passou a dar mais ên-</p><p>fase à luta</p><p>contra enfermidades globais crônicas, como doenças coronárias e diabetes.O de-</p><p>partamento de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado a outros. Muitos</p><p>profissionais experimentados deixaram seus cargos.</p><p>Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para reconhecer a gravidade da</p><p>situação. Seus esforços iniciais foram limitados e mal liderados.</p><p>O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais possível enfrentá-lo de Genebra,</p><p>cidade suíça sede da OMS. Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África Oci-</p><p>dental, com representantes dos países afetados.</p><p>Espera-se também maior comprometimento das potências mundiais, sobretudo Esta-</p><p>dos Unidos, Inglaterra e França, que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,</p><p>respectivamente.</p><p>A comunidade internacional tem diante de si um desafio enorme, mas é ainda maior</p><p>a necessidade de agir com rapidez. Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido</p><p>conta a favor da doença.</p><p>(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml:</p><p>Acesso em: 08/09/2014)</p><p>Na frase “Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financei-</p><p>ros. “(4º§), a construção em destaque ilustra:</p><p>a) a voz passiva analítica.</p><p>b) um caso de sujeito indeterminado.</p><p>c) a voz reflexiva.</p><p>d) uma oração sem sujeito.</p><p>e) a voz passiva sintética.</p><p>048. (2020/IBFC/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADMINISTRATIVA) Leia atentamente o</p><p>texto abaixo para responder à questão.</p><p>Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os</p><p>com as palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá vontade ser assim, hermético.</p><p>Talvez, porque eu sinta que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não me encaixe har-</p><p>monicamente no mundo, é que sinto esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez, a</p><p>vida seja mesmo um mal entendido.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>68 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Portanto, despiciendo as opiniões e me faço prolixo. Suasório para o intento de escrever</p><p>em uma língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário, quando quero, é um quarto</p><p>cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as palavras</p><p>devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do</p><p>mundo nada entendo, por que razão deveria me fazer entender?</p><p>Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se do fluido vital, e, sem tempo para o recreio</p><p>desejado, com os ombros arcados pelos compromissos assumidos, tenho no plenilúnio um</p><p>desejo imarcescível de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o decesso, eu possa lá</p><p>estabelecer morada e, vivendo em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito. Na reali-</p><p>dade) Na iniludível realidade, meu recreio é uma sala ampla) Teto alto. Prateleiras rústicas com</p><p>farta literatura e filosofia) Nenhuma porta ou janela aberta a permitir à passagem do tempo.</p><p>Uma poltrona aveludada) Frio. Lareira acesa) Vinho tinto seco, Malbec.</p><p>O amor? O entregar-se? Não!</p><p>Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem entrega) Apenas eu. Apenas eu e o tempo. Cerrado na</p><p>sala cerrada) Divagando sobre o nada e refletindo sobre tudo. Imarcescível seria tal momento.</p><p>Mas a vida) A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno, e a criatura humana é botão</p><p>de rosa, matéria orgânica falível na passagem do eterno. Sigo… Soerguendo-me… Sobrevivo…</p><p>(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 – JUS Brasil)</p><p>Com relação ao emprego de elementos de referência, substituição, funcionalidade e repetição</p><p>de conectores e de outros elementos da sequência textual, analise as afirmativas abaixo.</p><p>I – “Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as palavras que lhes</p><p>atribuem significado”. O pronome em destaque faz referência ao vocábulo “sentimentos”.</p><p>II – “Suasório para o intento de escrever em uma língua indecifrável ao homem comum”. O vo-</p><p>cábulo em destaque é uma conjunção subordinativa com função explicativa.</p><p>III – “Meu vocabulário, quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave</p><p>do entendimento”. O vocábulo em destaque faz referência à palavra “vocabulário”.</p><p>IV – “Dizem-me que as palavras devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer-</p><p>-se entender”. A partícula “se” transforma os vocábulos em destaque em verbos pronominais.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.</p><p>b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.</p><p>c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>69 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>049. (2017/IBFC/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA-SP/AGENTE ADMINISTRATIVO)</p><p>O pronome “se” presente em “O homem que se cuida” deve ser classificado, em função do pa-</p><p>pel que exerce como:</p><p>a) pronome apassivador.</p><p>b) parte integrante do verbo.</p><p>c) pronome reflexivo.</p><p>d) índice de indeterminação do sujeito.</p><p>050. (2019/IBFC/PREFEITURA DE VINHEDO-SP/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II-CI-</p><p>ÊNCIAS) Para responder à questão, leia atentamente o fragmento do poema “Ismália” do poe-</p><p>ta parnasiano Alphonsus de Guimaraens.</p><p>Ismália</p><p>Alphonsus de Guimaraens</p><p>Quando Ismália enlouqueceu,</p><p>Pôs-se na torre a sonhar…</p><p>Viu uma lua no céu,</p><p>Viu outra lua no mar.</p><p>No sonho em que se perdeu,</p><p>Banhou-se toda em luar…</p><p>Queria subir ao céu,</p><p>Queria descer ao mar…</p><p>E, no desvario seu,</p><p>Na torre pôs-se a cantar…</p><p>Estava perto do céu,</p><p>Estava longe do mar…</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>70 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>[…]</p><p>As asas que Deus lhe deu</p><p>Rufaram de par em par…</p><p>Sua alma subiu ao céu,</p><p>Seu corpo desceu ao mar…</p><p>De acordo com a leitura atenta do poema “Ismália” e com a Gramática Normativa da Língua</p><p>Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) O verbo “ver” na primeira estrofe está conjugado no pretérito perfeito indicando uma certeza,</p><p>enquanto o verbo “querer” na segunda estrofe está conjugado no pretérito imperfeito e expres-</p><p>sa um desejo da personagem.</p><p>b) As vírgulas presentes nos primeiros versos da primeira e da segunda estrofes são utilizadas</p><p>de acordo com a mesma regra gramatical.</p><p>c) Na expressão “Na torre pôs-se a cantar…”, a palavra “se” é classificada como partícula</p><p>apassivadora.</p><p>d) No verso “As asas que Deus lhe deu” a expressão destacada é uma Oração Subordinada</p><p>Adjetiva Restritiva.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>71 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>GABARITO</p><p>1. a</p><p>2. d</p><p>3. a</p><p>4. c</p><p>5. d</p><p>6. d</p><p>7. b</p><p>8. e</p><p>9. c</p><p>10. b</p><p>11. a</p><p>12. b</p><p>13. d</p><p>14. e</p><p>15. a</p><p>16. c</p><p>17. c</p><p>18. a</p><p>19. a</p><p>20. d</p><p>21. d</p><p>22. a</p><p>23. a</p><p>24. e</p><p>25. a</p><p>26. b</p><p>27. b</p><p>28. e</p><p>29. c</p><p>30. a</p><p>31. d</p><p>32. c</p><p>33. c</p><p>34. a</p><p>35. a</p><p>36. a</p><p>37. a</p><p>38. a</p><p>39. b</p><p>40. a</p><p>41. e</p><p>42. d</p><p>43. e</p><p>44. a</p><p>45. d</p><p>46. b</p><p>47. e</p><p>48. b</p><p>49. c</p><p>50. c</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>72 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>GABARITO COMENTADO</p><p>001. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2022/PREFEITURA DE JUNDIAÍ – SP/ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO)</p><p>A sardinha plebeia deixou o nobre salmão para trás</p><p>O nobre das águas gélidas está sendo desbancado pelo mais plebeu dos espécimes</p><p>que habitam os oceanos. A virada do jogo tem a ver com a poluição ambiental. O salmão, até</p><p>pelo porte, é um peixe que come outros peixes. Já a sardinha, que caberia na palma da mão,</p><p>não tem tamanho para comer de tudo – é totalmente vegana.</p><p>É preciso desmistificar a ideia de que o alimento mais saudável é sempre o mais caro.</p><p>Preço salgado e qualidade nutricional não andam necessariamente lado a lado. Alguns itens</p><p>pouco prestigiados estão justamente entre os mais nutritivos. É o caso do amendoim, que,</p><p>sendo o primo pobre das castanhas, é o mais rico em proteínas.</p><p>Considere, portanto, se não é hora de puxar a sardinha para a sua brasa)</p><p>(Veja, 10 de novembro de 2021. Adaptado)</p><p>A frase – … é um peixe que come outros peixes. – equivale, de acordo com a norma-padrão do</p><p>emprego e da colocação pronominal, a:</p><p>a) … é um peixe que os come.</p><p>b) … é um peixe que come-os.</p><p>c) … é um peixe que lhes come.</p><p>d) … é um peixe que come-los.</p><p>e) … é um peixe que come-lhes.</p><p>Na alternativa “A”, a colocação pronominal foi corretamente empregada, uma vez que o prono-</p><p>me relativo “que” é fator de atração, exigindo o emprego da próclise (pronome antes do verbo).</p><p>Como o verbo “comer” é transitivo direto, o pronome “os” foi empregado de forma correta.</p><p>b) Errada. A colocação pronominal está errada, devido à presença do pronome relativo “que”,</p><p>fator de próclise.</p><p>c) Errada. A colocação do pronome está correta) Entretanto, o pronome “lhes” não pode ser</p><p>usado, uma vez que o verbo “comer” é transitivo direto.</p><p>d) Errada. O erro foi apenas de acentuação gráfica, pois faltou o acento circunflexo na vogal “e”</p><p>do verbo (oxítona terminada em “e”). Devido ao fato de o verbo “comer” estar no infinitivo (comer</p><p>+ os = comê-los), o pronome poderia ter sido usado antes ou depois do verbo, colocação prono-</p><p>minal facultativa) O pronome escolhido também está correto, respeitando a regência verbal.</p><p>e) Errada. O pronome escolhido (“lhes”) está errado, uma vez que o verbo é transitivo direto. Como</p><p>regra, aquele pronome é utilizado para representar objetos indiretos, os quais exigem preposição.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>73 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>002. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2022/PREFEITURA DE JUNDIAÍ – SP/NUTRICIONISTA)</p><p>Ainda me lembro de meu pai. Era um homem alto e bonito, com uns olhos grandes e um</p><p>bigode preto. Sempre que estava comigo, era a me beijar, a me contar histórias, a me fazer os</p><p>gostos. Tudo dele era para mim. Eu mexia nos seus livros, sujava as suas roupas, e meu pai</p><p>não se importava) Às vezes, porém, ele entrava em casa calado. Sentava-se numa cadeira ou</p><p>passeava pelo corredor com as mãos para trás, e discutia muito com minha mãe) Gritava, dizia</p><p>tanta coisa, ficava com uma cara de raiva que me fazia medo. E minha mãe saía para o quarto</p><p>aos soluços. Eu não sabia compreender o porquê de toda aquela discussão. Sei que, com um</p><p>pouco mais, lá estava ele com a minha mãe aos beijos. E o resto da noite, até ir me deitar, era</p><p>só com ela que ele estava, com os olhos vermelhos de ter chorado também.</p><p>Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia, e brincava comigo no chão</p><p>como um menino da minha idade) Depois é que vim a saber muita coisa a seu respeito: que era</p><p>um temperamento excitado, um nervoso, para quem a vida só tivera o seu lado amargo. A sua</p><p>história, que mais tarde conheci, era a de um arrebatado pelas paixões, a de um coração sensí-</p><p>vel demais às suas mágoas. Coitado do meu pai! Parece que ainda o vejo quando saía de casa</p><p>levado pelos soldados, no dia de seu crime) Que ar de desespero ele levava, no rosto de moço!</p><p>E o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! Vim a compreender, com o tempo, porque</p><p>tinha se deixado levar ao desespero. O amor que tinha pela esposa era o amor de um louco.</p><p>(José Lins do Rego, Menino de Engenho. 94 ed) Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. Excerto adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que, com a alteração da posição do pronome destacado, conforme</p><p>indicado nos parênteses, a redação permanece em conformidade com a norma-padrão.</p><p>a) Ainda me lembro de meu pai. (Ainda lembro-me) [1º parágrafo]</p><p>b) … meu pai não se importava) (não importava-se) [1º parágrafo]</p><p>c) Sentava-se numa cadeira ou passeava… (Se sentava) [1º parágrafo]</p><p>d) Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia… (Eu amava-o) [2º parágrafo]</p><p>e) E o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! (que deu-me) [2º parágrafo]</p><p>Trata-se de caso facultativo de colocação pronominal. Poderia ser utilizada a próclise (frase</p><p>original) ou a ênclise (alteração), uma vez que não há fator de atração e o sujeito está explícito.</p><p>a) Errada. Só pode ser empregada a próclise, devido ao advérbio “Ainda” (fator de atração).</p><p>b) Errada. Somente a próclise pode ser utilizada, tendo em vista a presença do advérbio de</p><p>negação “não”. Palavras negativas são fatores de atração.</p><p>c) Errada. A colocação pronominal está errada, pois não se pode começar um período com</p><p>pronomes oblíquos átonos.</p><p>e) Errada. Só poderia ter sido usada a próclise, uma vez que o pronome relativo “que” é fator</p><p>de atração.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>74 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>003. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ARAÇARIGUAMA – SP/PROFESSOR/ÁREA: EDU-</p><p>CAÇÃO INFANTIL)</p><p>Da calma e do silêncio</p><p>Quando eu morder</p><p>a palavra,</p><p>por favor,</p><p>não me apressem,</p><p>quero mascar,</p><p>rasgar entre os dentes,</p><p>a pele, os ossos, o tutano</p><p>do verbo,</p><p>para assim versejar</p><p>o âmago das coisas.</p><p>Quando meu olhar</p><p>se perder no nada,</p><p>por favor,</p><p>não me despertem,</p><p>quero reter,</p><p>no adentro da íris,</p><p>a menor sombra,</p><p>do ínfimo movimento.</p><p>Quando meus pés</p><p>abrandarem na marcha,</p><p>por favor,</p><p>não me forcem.</p><p>Caminhar para quê?</p><p>Deixem-me quedar,</p><p>deixem-me quieta,</p><p>na aparente inércia.</p><p>Nem todo viandante</p><p>anda estradas,</p><p>há mundos submersos,</p><p>que só o silêncio</p><p>da poesia penetra.</p><p>(Conceição Evaristo. Poemas da recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017)</p><p>Assinale a alternativa em que o verso do poema está corretamente reescrito, no que se refere</p><p>à norma-padrão de colocação pronominal.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada,</p><p>por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>75 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Quero rasgá-los para assim versejar.</p><p>b) Não apressem-me, por favor.</p><p>c) Os quero mascar entre os dentes.</p><p>d) O silêncio atinge mundos submersos, os penetrando.</p><p>e) Por que deixas-me caminhar?</p><p>Verbos no infinitivo sempre admitem o uso da ênclise) Na alternativa “A”, também poderia ser</p><p>usada a próclise: “Quero os rasgar para assim versejar”.</p><p>b) Errada. O advérbio de negação “não” atrai o pronome) Portanto, deveria ter sido utilizada</p><p>a próclise.</p><p>c) Errada. Começa-se o período com um pronome oblíquo átono (“os”), o que é vedado pela</p><p>norma culta da gramática.</p><p>d) Errada. Emprega-se o pronome “os”, após pontuação, o que não é permitido, salvo se houver</p><p>uma intercalação.</p><p>e) Errada. A próclise deveria ter sido utilizada, devido à presença do pronome interrogativo</p><p>“que”. Ressalta-se que, tendo em vista que o verbo está no infinitivo, a ênclise também esta-</p><p>ria correta.</p><p>Letra a.</p><p>004. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TJ SP – SP/ESCREVENTE TÉCNICO</p><p>JUDICIÁRIO)</p><p>Vida ao natural</p><p>Pois no Rio tinha um lugar com uma lareira) E quando ela percebeu que, além do frio,</p><p>chovia nas árvores, não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado. O acordo do mundo com aqui-</p><p>lo que ela nem sequer sabia que precisava como numa fome) Chovia, chovia) O fogo aceso</p><p>pisca para ela e para o homem. Ele, o homem, se ocupa do que ela nem sequer lhe agradece;</p><p>ele atiça o fogo na lareira, o que não lhe é senão dever de nascimento. E ela – que é sempre</p><p>inquieta, fazedora de coisas e experimentadora de curiosidades – pois ela nem lembra sequer</p><p>de atiçar o fogo; não é seu papel, pois se tem o seu homem para isso. Não sendo donzela, que</p><p>o homem então cumpra a sua missão. O mais que ela faz é às vezes instigá-lo: “aquela acha*”,</p><p>diz-lhe, “aquela ainda não pegou”. E ele, um instante antes que ela acabe a frase que o esclare-</p><p>ceria, ele por ele mesmo já notara a acha, homem seu que é, e já está atiçando a acha) Não a</p><p>comando seu, que é a mulher de um homem e que perderia seu estado se lhe desse ordem. A</p><p>outra mão dele, a livre, está ao alcance dela) Ela sabe, e não a toma) Quer a mão dele, sabe que</p><p>quer, e não a toma) Tem exatamente o que precisa: pode ter.</p><p>Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se</p><p>referindo ao fogo, refere-se ao que sente) O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>76 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce</p><p>arde, arde, flameja) Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao</p><p>prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja)</p><p>(Clarice Lispector, Os melhores contos [seleção Walnice Nogueira Galvão], 1996)</p><p>* pequeno pedaço de madeira usado para lenha</p><p>Assinale a alternativa em que a reescrita de informações textuais atende à norma-padrão de</p><p>colocação pronominal.</p><p>a) Antes que ela esclareça onde está a acha, ele por ele mesmo já tinha notado-a, homem</p><p>seu que é.</p><p>b) Ela às vezes instiga o homem, dizendo-lhe: “aquela acha ainda não pegou e você não</p><p>atiçou-a”.</p><p>c) Como ela esquece de atiçar o fogo, pois não é seu papel, o seu homem dedica-se a</p><p>essa missão.</p><p>d) Ela acha que aquilo vai acabar. Não é ao fogo que refere-se, certamente refere-se ao que sente.</p><p>e) Se apercebendo de que chovia nas árvores, ela não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado.</p><p>O pronome “se” foi corretamente empregado, uma vez que o sujeito está explícito e não há</p><p>fator de atração. Poderia também ter sido usada a próclise.</p><p>a) Errada. Foi empregado o pronome após o verbo no particípio, o que é proibido. Não se usa</p><p>ênclise com verbos no particípio.</p><p>b) Errada. Deveria ter sido empregada a próclise, devido à presença do advérbio de ne-</p><p>gação “não”.</p><p>d) Errada. Há dois erros. O primeiro pronome “se” deveria estar antes do verbo, por causa do</p><p>pronome relativo “que” (fator de atração). O segundo pronome “se” também tinha de estar em</p><p>próclise, pela presença do advérbio “certamente” (fator de atração).</p><p>e) Errada. Iniciou-se a frase com um pronome oblíquo átono, o que é vedado pela norma culta</p><p>da gramática.</p><p>Letra c.</p><p>005. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE GUARULHOS PREFEITURA – SP/BIBLIOTECÁRIO)</p><p>A busca por um sentido</p><p>“Os dois dias mais importantes da sua vida são aqueles em que você nasceu e aquele</p><p>em que descobre o porquê.” A máxima atribuída ao escritor americano Mark Twain (1835-</p><p>1910), autor de clássicos como As Aventuras de Tom Sawyer (1876), resume com precisão o</p><p>valor de encontrar um propósito para a própria existência) Naturalmente, nunca é demais su-</p><p>blinhar, a busca por um sentido para estar vivo se confunde com o humano – ou, melhor ainda,</p><p>com “ser” humano.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>77 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Há cerca de 50 000 anos, quando, segundo achados recentes, o Homo Sapiens come-</p><p>çou a pintar nas paredes das cavernas, desenhávamos figuras místicas, como caçadores do-</p><p>tados de superpoderes, que pareciam auxiliar os homens daquela época a situar a si mesmos</p><p>em meio ao desconhecido. De lá para cá, não existem indícios de que se possa chegar a uma</p><p>razão única que justifique o viver – porém cada indivíduo pode descobrir a sua.</p><p>Diante da pergunta “por que estamos aqui?”, feita durante uma entrevista, o escritor</p><p>Charles Bukowski (1920- 1994), alemão radicado nos Estados Unidos, destacou: “Para quem</p><p>acredita em Deus, a maior parte das grandes questões pode estar respondida) Mas, para aque-</p><p>les que não aceitam a fórmula de Deus, as grandes respostas não estão cravadas na pedra)</p><p>Nós nos ajustamos a novas condições e descobertas”.</p><p>No rastro desse debate, outra indagação se impõe: afinal, vale tanto assim o esforço</p><p>de refletir acerca dos motivos de estar na Terra? Um estudo publicado em dezembro no perió-</p><p>dico científico Journal of Clinical Psychiatry (EUA) foi pioneiro ao garantir que, até mesmo do</p><p>ponto de vista da saúde física e mental, vale, sim, a pena) O veredito do estudo: aqueles que</p><p>revelavam ter descoberto sentido em sua vida demonstravam também melhores condições de</p><p>saúde, tanto psicológica como física) Enquanto isso, ocorreu o contrário com os que declara-</p><p>vam estar no máximo em um processo de busca) Esses apresentavam, com maior frequência,</p><p>problemas de saúde)</p><p>(Sabrina Brito, Veja, 15.01.2020. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o trecho destacado está substituído, nos colchetes, de acordo</p><p>com a norma-padrão de emprego e colocação do pronome.</p><p>a) … desenhávamos figuras místicas… [lhes desenhávamos]</p><p>b) … pareciam auxiliar os homens daquela época… [auxiliar-lhes]</p><p>c) … chegar a uma razão única que justifique o viver… [justifique-o]</p><p>d) … aqueles que revelavam ter descoberto sentido… [tê-lo descoberto]</p><p>e) … para aqueles que não aceitam a fórmula de Deus… [aceitam-na]</p><p>A ênclise foi corretamente</p><p>empregada, devido ao verbo estar no infinitivo (ter + os = tê-los).</p><p>Quando o verbo termina em “r”, “s” ou “z”, ocorre a retirada dessas consoantes. Além disso, os</p><p>pronomes passam a ser acrescidos da letra “l”: lo, la, los, las.</p><p>a) Errada. O verbo é transitivo direto. Logo, não poderia ter sido usado o pronome “lhes”.</p><p>b) Errada. O verbo “auxiliar” também é transitivo direto. Dessa forma, o pronome “lhes” não</p><p>poderia ter sido empregado.</p><p>c) Errada. Há a presença do pronome relativo “que” (fator de atração). Portanto, deveria ter sido</p><p>usada a próclise.</p><p>e) Errada. A próclise deveria ter sido empregada, devido à presença do advérbio de negação</p><p>“não” (fator de atração).</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>78 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>006. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE GUARULHOS PREFEITURA – SP/PROFESSOR DE EDUCA-</p><p>ÇÃO INFANTIL)</p><p>Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo</p><p>pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da</p><p>história humana.</p><p>A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença</p><p>física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e,</p><p>consequentemente, não se coloque no lugar dele.</p><p>A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação</p><p>de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo per-</p><p>feito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e</p><p>isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.</p><p>O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro</p><p>saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.</p><p>Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e torna-</p><p>mos o egoísmo um hábito.</p><p>Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em</p><p>momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro.</p><p>(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso</p><p>em 11.12.2019. Adaptado)</p><p>A alternativa que apresenta o emprego do pronome e a colocação pronominal corretos, de</p><p>acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é:</p><p>a) Os individualistas criam um mundo irreal, em que não consegue-se viver plenamente.</p><p>b) Se conhece o individualista, hoje em dia, por meio das redes sociais.</p><p>c) O individualista sofre, por isso precisamos lhe ajudar.</p><p>d) Os individualistas querem a felicidade, só conseguindo encontrá-la nas redes sociais.</p><p>e) O mundo virtual gera vidas fictícias, mas as pessoas têm usado-o constantemente.</p><p>A ênclise foi corretamente empregada, uma vez que o verbo se encontra no infinitivo.</p><p>a) Errada. O advérbio de negação “não” exige o uso da próclise.</p><p>b) Errada. O período foi iniciado pelo pronome “se”, o que é vedado pela norma culta da</p><p>gramática.</p><p>c) Errada. O pronome “lhe” não deveria ter sido empregado, uma vez que o verbo “ajudar” é</p><p>transitivo direto. Na assertiva, poderia ter sido usada a próclise ou a ênclise, tendo em vista</p><p>que o verbo está no infinitivo.</p><p>e) Errada. Foi usada a ênclise com o verbo no particípio, o que não é permitido pela norma culta</p><p>da gramática.</p><p>Letra d.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>79 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>007. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE JUNDIAÍ – SP/AGENTE DE TRÂNSITO)</p><p>Pegar o bonde andando</p><p>Expressão antiga) Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para</p><p>não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura) Em sentido não literal,</p><p>significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se</p><p>trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido.</p><p>Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das</p><p>maiores cidades brasileiras.</p><p>O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos</p><p>que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha)</p><p>Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passagei-</p><p>ros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o</p><p>bilhete, mas o próprio veículo.</p><p>O bonde deixou saudade) Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da</p><p>popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito</p><p>conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no</p><p>rosto, iam cultivando seus sonhos.</p><p>Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes,</p><p>era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e</p><p>um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).</p><p>(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)</p><p>Considere as frases elaboradas a partir do texto.</p><p>Tombos espetaculares eram comuns, e pegar o bonde em movimento exigia cuidado para evi-</p><p>tar esses tombos.</p><p>A imagem dos bondes tornava-se popular, especialmente pelas passagens que traziam a ima-</p><p>gem dos veículos impressa no papel.</p><p>Atendendo ao emprego e à colocação dos pronomes determinados pela norma-padrão, as ex-</p><p>pressões destacadas podem ser substituídas por:</p><p>a) evitá-los; traziam-na</p><p>b) evitá-los; a traziam</p><p>c) evitar-lhes; a traziam</p><p>d) evitar-lhes; lhe traziam</p><p>e) evitar-lhes; traziam-na</p><p>Na primeira frase, o verbo “evitar” é transitivo direto, logo exige um complemento direto. Tendo</p><p>em vista que o objeto direto é masculino e plural (“esses tombos”), deve-se utilizar o pronome</p><p>“os”. Como o verbo está no infinitivo, a ênclise fica correta (evitar + os = evitá-los).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>80 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Na segunda frase, deve-se empregar a próclise, devido à presença do pronome relativo “que” (fa-</p><p>tor de atração). O verbo “trazer” é transitivo direto, portanto exige um objeto direto. Como o seu</p><p>complemento é feminino e singular (“a imagem dos veículos”), deve-se utilizar o pronome “a”.</p><p>Nas letras “C”, “D” e “E”, a primeira troca está errada, pois o pronome “lhes” não poderia ter sido</p><p>escolhido.</p><p>c) Errada. A segunda troca está correta, por respeitar a escolha do pronome e a colocação.</p><p>d) Errada. A segunda troca está equivocada por dois motivos: escolha do pronome e sua</p><p>colocação.</p><p>e) Errada. A segunda troca está incorreta, por não respeitar a exigência da próclise.</p><p>Letra b.</p><p>008. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE PIRACICABA SEMAE – SP/PRO-</p><p>GRAMADOR JÚNIOR)</p><p>O mundo é dos românticos</p><p>O que querem as mulheres?</p><p>Freud, que era Freud, não conseguiu responder à pergunta)</p><p>Mas o “Wall Street Journal” incendiou as sensibilidades com um cenário aterrador.</p><p>O mérito pertence a Gerard Baker. Escreveu o editorialista que, nos EUA, as mulheres já</p><p>representam 57% dos graduados com curso superior. Na pós-graduação, o número sobe para</p><p>59%. O futuro será delas, não deles.</p><p>Todavia esse triunfo, embora positivo para uma sociedade mais igualitária, traz um pro-</p><p>blema inusitado. Se existem três homens graduados para quatro mulheres na mesma situa-</p><p>ção, com quem vão se casar as mulheres?</p><p>Explico melhor. Para um homem, o estatuto social ou profissional de uma mulher não</p><p>é uma prioridade) E alguns, mais inseguros, até preferem parceiras que estejam um degrau</p><p>abaixo das suas habilitações acadêmicas ou contas bancárias.</p><p>Com as mulheres, é a situação inversa) As donzelas valorizam o estatuto social ou</p><p>profissional do homem de uma forma mais seletiva) É fazer as contas: não haverá doutores</p><p>suficientes para tantas doutoras exigentes.</p><p>Quando li o editorial, ri e me perguntei: de onde saiu esse dinossauro? Mas depois, com</p><p>o riso a apagar-se, dei por mim a pensar nas minhas amigas. Com quem casaram elas, afinal?</p><p>Na esmagadora maioria, casaram no interior da mesma classe) Em teoria, algumas de-</p><p>las, médicas ou jornalistas, poderiam se apaixonar pelo encanador. Na prática, isso só acon-</p><p>tece nos filmes de Hollywood) E se o leitor desconfia do meu universo pessoal, há sempre</p><p>estudos impessoais para esclarecer estas matérias. Um deles foi realizado pela Universidade</p><p>de Swansea, no Reino Unido.</p><p>Os pesquisadores entrevistaram 2.700 alunos de cinco países (Singapura, Malásia, Aus-</p><p>trália, Noruega e Reino Unido) com uma pergunta fundamental: o que mais valoriza num</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>81 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>potencial parceiro? Na lista de opções, estas oito características: beleza, finanças, gentileza,</p><p>humor, castidade, religiosidade, criatividade, desejo de ter filhos.</p><p>Os resultados, partilhados pela revista “Time”, não mentem: os homens valorizam mais</p><p>a beleza; as mulheres valorizam mais as finanças. O mundo é um lugar cruel?</p><p>Não, porque o mesmo estudo coloca no primeiro lugar para cada um dos sexos a mes-</p><p>ma virtude imaterial: a gentileza) Antes da beleza (para eles) ou do dinheiro (para elas), parece</p><p>que essa formosura da alma é o artigo mais cobiçado. A Ocidente e a Oriente.</p><p>Será que todo mundo realmente diz a verdade nessas pesquisas?</p><p>(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo. Https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/</p><p>2019/10/o-mundo-e-dosromanticos.shtml. Adaptado)</p><p>Considere as frases elaboradas a partir do texto.</p><p>O editorial foi publicado pelo “Wall Street Journal”, e quando li esse editorial, comecei a rir.</p><p>Gerard Baker escreveu sobre um tema provocativo, e o mérito dessa escolha pertence a Ge-</p><p>rard Baker.</p><p>Quem desconfia das informações dadas pelo autor pode recorrer a estudos que esclarecem</p><p>essas informações.</p><p>De acordo com o emprego e a colocação dos pronomes estabelecidos pela norma-padrão, os</p><p>trechos destacados podem ser substituídos por:</p><p>a) li-o; o pertence; esclarecem-nas.</p><p>b) li-o; pertence-lhe; as esclarecem.</p><p>c) o li; o pertence; lhes esclarecem.</p><p>d) o li; pertence-lhe; esclarecem-nas.</p><p>e) o li; pertence-lhe; as esclarecem.</p><p>Na primeira frase, repete-se a palavra editorial. A fim de evitar essa repetição, poderia ter sido</p><p>escolhido o pronome “o”, uma vez que o verbo “ler” é transitivo direto. Devido à presença da</p><p>conjunção subordinativa “quando”, a próclise deve ser utilizada) Portanto, eliminam-se as alter-</p><p>nativas “A” e “B”.</p><p>Na segunda frase, o substantivo próprio “Gerard Baker” se repete) Para que essa repetição não</p><p>ocorresse, poderia ser usado o pronome “lhe”, uma vez que o verbo “pertence” é transitivo in-</p><p>direto (“o mérito da escolha pertence a ele ou pertence-lhe”). A colocação pronominal poderia</p><p>ser a próclise ou a ênclise, pois o sujeito está explícito e não há fator de atração. Descarta-se,</p><p>portanto, a letra “C”.</p><p>Na terceira frase, a palavra “informações” está repetida) A fim de evitar isso, poderia ser usa-</p><p>do o pronome “as”, uma vez que o verbo “esclarecer” é transitivo direto. Quanto à colocação</p><p>pronominal, somente a próclise poderia ter sido empregada, devido à presença do pronome</p><p>relativo “que” (fator de atração). Dessa forma, elimina-se a letra “D”, por ter usado a ênclise.</p><p>Letra e.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>82 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>009. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO – SP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO)</p><p>Escritório</p><p>Aluguei um escritório. Minha senhoria é a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da</p><p>Penitência – o que quer dizer que começo bem, sob a égide de um santo de minha particular</p><p>devoção. Espero que ele me assista nesta grave emergência.</p><p>Grave, porque assumi compromisso, com contrato registrado e sacramentado, de cum-</p><p>prir fielmente o regulamento do prédio na minha nova condição de inquilino. Não posso, por</p><p>exemplo, colocar pregos que danifiquem as paredes.</p><p>Mas escritório de quê? Advocacia? A tanto não ousaria, sendo certo que minha quali-</p><p>dade de bacharel nunca me animou sequer a ir buscar o diploma na Faculdade (onde, confio,</p><p>esteja ainda bem guardado à minha espera, se dele precisar para qualquer eventualidade: a de</p><p>ser inesperadamente convocado à vida pública, por exemplo, com uma honrosa nomeação,</p><p>sacrifício a que seria difícil esquivar-me). Pelo que, não ousariam a esta altura da minha vida,</p><p>iniciar-me na profissão a que o dito diploma presumivelmente me habilita) Além do mais, eu</p><p>não poderia mesmo colocar o prego para dependurá-lo na parede.</p><p>Fica sendo então escritório, tão-somente) Nem mesmo de literatura: apenas um local</p><p>onde possa acender diariamente o forno (no sentido figurado, apresso-me a tranquilizar o con-</p><p>domínio) desta padaria literária de cujo produto cotidiano, fresco ou requentado, vou vivendo</p><p>como São Francisco é servido. Levo para o meu novo covil uma mesa, uma cadeira, a máquina</p><p>de escrever – e me instalo, à espera de meus costumeiros clientes.</p><p>Estranhos clientes estes, que entram pela janela, pelas paredes, pelo teto, trazidos pelas</p><p>vozes de antigamente, vindos numa página de jornal, ou num simples ruído familiar: projeção</p><p>de mim mesmo, ecos de pensamento, fantasmas que se movem apenas na lembrança, figuras</p><p>feitas de ar e imaginação. (Fernando Sabino. A mulher do vizinho. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa que apresenta emprego e colocação dos pronomes átonos de acordo</p><p>com a norma-padrão.</p><p>a) Quanto a pregos que danifiquem as paredes, nunca coloco-os.</p><p>b) Busco um local com um fogão, para lhe acender e fazer meu pão.</p><p>c) Prego? Coloquem-no na parede somente se for permitido.</p><p>d) São clientes que entram pela janela, sem que eu possa impedir-lhes.</p><p>e) São vozes que talvez façam-se ouvir no escritório.</p><p>Foi empregado, na assertiva “C”, o pronome “o” de forma correta, uma vez que o verbo é transi-</p><p>tivo direto e seu referente é a palavra “prego” (masculino e singular). A próclise não poderia ter</p><p>sido utilizada, devido à presença da pontuação. A ênclise foi escolhida corretamente) Houve</p><p>a flexão do pronome, tendo em vista que o verbo termina com som nasal (“-em”).</p><p>Nesse caso,</p><p>acrescenta-se a letra “n”, antes do pronome (“no”, “na”, “nos”, “nas”).</p><p>a) Errada. Deveria ter sido usada a próclise, devido à presença do advérbio “nunca” (fator</p><p>de atração).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>83 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Errada. O pronome escolhido está errado, uma vez que o verbo “acender” é transitivo direto.</p><p>Deveria ter sido usado o pronome “o”, para concordar com o referente “fogão”.</p><p>A colocação pronominal poderia ser a próclise (“para o acender”) ou a ênclise (“para acendê-lo’’).</p><p>d) Errada. O pronome selecionado também está incorreto. O verbo “impedir” é transitivo direto.</p><p>Deveria ter sido escolhido o pronome “os”, uma vez que o referente é a palavra “clientes”. A co-</p><p>locação pronominal poderia ser a próclise (“sem que eu os possa impedir”) ou a ênclise (“sem</p><p>que eu possa impedi-los”).</p><p>e) Errada. Há a presença do advérbio “talvez” (fator de atração). Portanto, deveria ter sido usa-</p><p>da a próclise.</p><p>Letra c.</p><p>010. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/SERVIÇO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO DE PIRACICABA SEMAE – SP/</p><p>ALMOXARIFE)</p><p>Pacote americano</p><p>Avança, no Congresso dos Estados Unidos, um monumental pacote de gastos públicos</p><p>no esforço da guerra, à falta de melhor expressão, contra a epidemia de Covid-19.</p><p>O texto final do plano ainda não é conhecido, mas trata-se de gastos ou oferta de gastos</p><p>na casa dos US$ 2 trilhões – o equivalente a mais de 40% do gasto anual do governo federal</p><p>dos EUA, ou cerca de 9% do Produto Interno Bruto da maior economia global.</p><p>O programa complementa a renda de americanos mais pobres, desempregados e sem</p><p>renda) Serão transferidos US$ 1.200 para cada cidadão que recebe menos de US$ 75 mil por</p><p>ano, o dobro para casais, mais US$ 500 por criança.</p><p>O plano eleva ainda o valor do seguro-desemprego em US$ 600 por semana, quase o do-</p><p>bro do salário-mínimo nacional, o que provocou ameaça de obstrução por parte de senadores</p><p>republicanos. O auxílio será concedido inclusive para trabalhadores em empregos precários.</p><p>Para esses dois programas, haverá mais de US$ 500 bilhões.</p><p>Serão ofertados empréstimos para pequenas empresas, por meio de um fundo banca-</p><p>do pelo governo com mais de US$ 350 bilhões. Caso as beneficiadas não demitam pessoal, a</p><p>dívida será perdoada.</p><p>Grandes empresas em dificuldades financeiras contarão com outro fundo, de cerca de</p><p>US$ 500 bilhões, voltado especialmente para setores de início mais afetados pela crise do</p><p>novo coronavírus, como o das companhias aéreas.</p><p>Haverá dinheiro para serviços de saúde (mais de US$ 100 bilhões), ventiladores respira-</p><p>tórios e outros equipamentos hospitalares, remédios e vigilância sanitária) Estados e cidades</p><p>terão US$ 150 bilhões.</p><p>O programa, portanto, tenta proteger os empregos em pequenas empresas, oferece ren-</p><p>da mínima para os mais pobres e a classe média, providencia crédito corporativo, verbas para a</p><p>saúde e governos regionais. Parcela significativa dos recursos será concedida a fundo perdido</p><p>– em princípio, pouco mais da metade.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>84 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Trata-se de alento que, dada a dimensão do PIB americano, tem repercussão mundial.</p><p>Como outros líderes populistas, Donald Trump relutou em aceitar a necessidade de providên-</p><p>cias drásticas contra a pandemia, mas, ainda que tardiamente, rendeu-se à realidade)</p><p>(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.03.2020. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa que atende à norma-padrão quanto à colocação pronominal.</p><p>a) Se disponibilizará dinheiro para serviços de saúde, ventiladores respiratórios e outros equi-</p><p>pamentos hospitalares, remédios e vigilância sanitária.</p><p>b) Com o programa que avança no Congresso dos Estados Unidos, pretende-se complementar</p><p>a renda de americanos mais pobres, desempregados e sem renda.</p><p>c) Ainda não conhece-se o texto final do plano, mas trata-se de gastos ou oferta de gastos</p><p>equivalentes a mais de 40% do gasto anual do governo federal dos EUA.</p><p>d) É sabido que concederá-se parcela significativa dos recursos a fundo perdido – em princí-</p><p>pio, pouco mais da metade.</p><p>e) Grandes empresas, como o das companhias aéreas, tendo prejudicado-se com a pandemia,</p><p>contarão um fundo de cerca de US$ 500 bilhões.</p><p>Foi usada a ênclise de forma correta, na alternativa “B”, uma vez que, antes do verbo, há uma</p><p>vírgula, sem que exista uma intercalação. Logo, somente a ênclise poderia ter sido utilizada.</p><p>a) Errada. O erro se encontra logo no início. Não se pode começar uma frase com o pronome</p><p>“se”. Deveria ter sido usada a mesóclise (disponibilizar-se-á), uma vez que o verbo está no fu-</p><p>turo e não há fator de atração.</p><p>c) Errada. A presença do advérbio “Ainda” (fator de atração) exige o uso da próclise.</p><p>d) Errada. O verbo está no futuro. Logo, a ênclise não poderia ter sido empregada) Tendo em</p><p>vista que há fator de atração (“que”), também não se poderia utilizar da mesóclise) Somente</p><p>caberia a próclise, nesse caso.</p><p>e) Errada. Foi empregada a ênclise com o verbo no particípio, o que é vedado pela norma</p><p>gramatical.</p><p>Letra b.</p><p>011. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE FERRAZ DE VASCONCELOS – SP/ASSISTENTE SOCIAL/ÁREA:</p><p>ASSISTÊNCIA SOCIAL)</p><p>Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na</p><p>areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retiran-</p><p>tes e por ali não existia sinal de comida) A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos</p><p>do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhan-</p><p>tes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a</p><p>ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação che-</p><p>gava) Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>85 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>de rês perdida na caatinga) Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas</p><p>segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam:</p><p>festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspe-</p><p>ro, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa</p><p>atitude ridícula) Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a</p><p>si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo… Ordinariamente a família</p><p>falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras</p><p>curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.</p><p>Num cotovelo do caminho, Fabiano avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança</p><p>de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha) Calou-se para não</p><p>estragar força)</p><p>(Graciliano Ramos, Vidas Secas. 1996.</p><p>Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o trecho reescrito do texto está em conformidade com a norma</p><p>padrão de colocação pronominal.</p><p>a) A fome apertara demais os retirantes e por ali não se via sinal de comida.</p><p>b) Agora, Baleia estranhava não ver a gaiola em que mal equilibrava-se a ave.</p><p>c) Sinha Vitória tinha justificado-se declarando que o papagaio era mudo e inútil.</p><p>d) E depois daquele desastre, raramente comunicavam-se com palavras curtas.</p><p>e) Fabiano sentiu desejo de cantar. Lhe saiu rouca e medonha a voz e, então, se calou.</p><p>O pronome “se” foi empregado (próclise) corretamente, tendo em vista a presença do advérbio</p><p>“não” (fator de atração).</p><p>b) Errada. O pronome “se” deveria estar em próclise, por causa do advérbio “mal” (fator</p><p>de atração).</p><p>c) Errada. Foi usada a ênclise com o verbo no particípio, o que é vedado pela norma gramatical.</p><p>d) Errada. A presença do advérbio “raramente” (fator de atração) exige o uso da próclise.</p><p>e) Errada. O pronome “Lhe” não poderia ter sido utilizado no início do período.</p><p>Letra a.</p><p>012. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/FUNDAÇÃO PARAIBANA DE GESTÃO EM SAÚDE PB SAUDE – PB/ANALISTA/</p><p>ÁREA: DEPARTAMENTO PESSOAL)</p><p>O último censo da educação superior brasileira deixa claro que o sistema de ensino su-</p><p>perior está com dificuldades que ___________ se arrastando ao longo dos últimos anos.</p><p>Com a crise sanitária da Covid-19, os problemas ficaram mais ___________ e foram</p><p>__________ pela aceleração na queda do número de alunos matriculados e pelos altos índices</p><p>de evasão, criando uma situação ___________ para grande parcela de instituições, principalmen-</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>86 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>te às de pequeno porte do setor privado. Certamente o momento atual se apresenta como uma</p><p>boa oportunidade para o início de grandes projetos de transformação institucional.</p><p>(Oscar Hipólito. Redes de colaboração: uma estratégia para o ensino superior. Folha de S.Paulo, Caderno Opi-</p><p>nião. 07.04.2021. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que, na redação escrita a partir do texto, a colocação do pronome</p><p>atende à norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) Se arrastam nos últimos anos as dificuldades enfrentadas pelo sistema de ensino superior.</p><p>b) Com a crise sanitária, acentuaram-se as dificuldades enfrentadas pelas universidades.</p><p>c) A queda nas matrículas no ensino superior não restringe-se mais a poucas instituições.</p><p>d) A situação atual já revela-se uma oportunidade de transformação das instituições.</p><p>e) Algumas instituições têm mostrado-se melhor preparadas para lidar com a atual crise.</p><p>A ênclise foi empregada corretamente na letra “B”, uma vez que há pontuação antes do verbo,</p><p>sem que exista uma intercalação.</p><p>a) Errada. Iniciou-se o período com um pronome (“Se”), o que é vedado pela norma gramatical.</p><p>c) Errada. Deveria ter sido usada a próclise, por causa da presença do advérbio de negação</p><p>“não” (fator de atração).</p><p>d) Errada. O advérbio “já” (fator de atração) exige o uso da próclise.</p><p>e) Errada. O pronome foi empregado após o verbo no particípio. Nesse caso, a ênclise não é</p><p>admitida pela Gramática.</p><p>Letra b.</p><p>013. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/CÂMARA DE POTIM – SP/AGENTE LEGISLATIVO)</p><p>Atenção ao sábado</p><p>Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao</p><p>vento, e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana;</p><p>sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel,</p><p>aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o</p><p>quintal vai estar cheio de abelhas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra) Foi num</p><p>sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca</p><p>e pirão; nós já tínhamos tomado banho. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de</p><p>cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana) Se chovia só eu sabia que era sábado;</p><p>uma rosa molhada, não? No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com</p><p>grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, de súbito, antes</p><p>do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde) Tem sido sábado, mas já</p><p>não me perguntam mais. Então eu não digo nada, aparentemente submissa) Mas já peguei as</p><p>minhas coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana)</p><p>Não é propriamente rosa que eu quero dizer.</p><p>(Clarice Lispector, “Atenção ao sábado”. Os melhores contos [seleção Walnice Nogueira Galvão], 1996)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>87 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de coloca-</p><p>ção pronominal.</p><p>a) O sábado é a rosa da semana e nada tira-lhe esse seu título.</p><p>b) Se abre em rosa a semana, quando se pensa que ela vai morrer.</p><p>c) Ninguém mais tem perguntado-me se ainda tem sido sábado.</p><p>d) Certamente nos encontraríamos com outras abelhas farejando mel.</p><p>e) Ainda que pinte-se de rosa, o domingo não é propriamente rosa.</p><p>O advérbio “Certamente” (fator de atração) exige o uso da próclise) Sendo assim, a assertiva</p><p>está correta.</p><p>a) Errada. Deveria ter sido usada a próclise, tendo em vista a presença do pronome indefinido</p><p>(fator de atração) “nada”.</p><p>b) Errada. Iniciou-se o período com o pronome “Se”, o que não é permitido pela Gramática.</p><p>c) Errada. Foi usada a ênclise com o verbo no particípio, o que não é permitido. Nesta assertiva,</p><p>somente a próclise poderia ter sido utilizada, tendo em vista a presença do pronome indefinido</p><p>“Ninguém” (fator de atração). Em locuções verbais, se houver fator de atração, e o verbo princi-</p><p>pal estiver no particípio, como na alternativa, somente será permitida a próclise.</p><p>e) Errada. A conjunção subordinativa concessiva “Ainda que” (fator de atração) exige que o</p><p>pronome seja colocado antes do verbo (próclise).</p><p>Letra d.</p><p>014. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE OSASCO – SP/TÉCNICO DE ENFERMAGEM INTERVENCIO-</p><p>NISTA – SAMU)</p><p>Perdendo o sono</p><p>Nos últimos anos, caí numa rotina de dormir entre cinco e seis horas por noite) Achava</p><p>que estava bem adaptado a esse regime, até ler “Por Que Nós Dormimos”, do neurocientista</p><p>Matthew Walker (Universidade da Califórnia, Berkeley). Ele me deu um susto.</p><p>A tese principal de Walker é simples. Todos os animais até hoje estudados dormem. Até</p><p>mamíferos aquáticos, que não conseguiriam respirar caso parassem de nadar, desenvolveram</p><p>um modo de dormir com metade do cérebro de cada vez e assim manter-se em movimento.</p><p>Daí dá para concluir que o sono tem um papel evolucionário bastante significativo.</p><p>Walker põe-se então a destrinchar as diferentes fases do sono e suas múltiplas funções.</p><p>O sono REM (sigla inglesa para “movimento rápido dos olhos”, aquele em que sonhamos) é</p><p>importante para trabalharmos nossas emoções negativas, aprimorarmos habilidades sociais</p><p>e para a criatividade e solução de problemas. Já o sono NREM (mais profundo, sem sonhos) é</p><p>crucial na consolidação das memórias e de habilidades motoras, sem mencionar a regulação</p><p>de processos fisiológicos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132,</p><p>vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>88 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Walker é também um militante) Ele está convencido de que a modernidade nos lançou</p><p>numa epidemia de falta de sono com consequências tão graves como obesidade ou tabagis-</p><p>mo. Munido de um estoque quase inesgotável de estudos, ele liga o sono subótimo* a proble-</p><p>mas cardíacos, câncer, diabetes, obesidade, demência e até aos mais inocentes resfriados.</p><p>No plano psicológico, relaciona dormir pouco a piora do desempenho cognitivo, irritabilidade,</p><p>cansaço e, por decorrência, a boa parte dos acidentes automobilísticos.</p><p>Para Walker, as pessoas que acham que podem dormir pouco estão tão enganadas que</p><p>nem sequer conseguem perceber os prejuízos que já sofrem com o sono insuficiente) Segundo</p><p>o autor, a quase totalidade dos seres humanos precisa dormir oito horas por dia – e, de prefe-</p><p>rência, fazer também uma “siesta”.</p><p>(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 10.03.2019. Adaptado)</p><p>*subótimo: que não atinge a mais alta qualidade.</p><p>Considere as frases.</p><p>Muitas pessoas querem saber mais a respeito das etapas pelas quais passamos enquanto</p><p>dormimos, e, em seu livro, o neurocientista __________ de forma detalhada para os leitores.</p><p>O hábito de dormir poucas horas é apontado como uma das causas dos acidentes automobi-</p><p>lísticos, portanto, os motoristas que __________ deveriam repensar suas atitudes.</p><p>Considerando o emprego e a colocação de pronomes estabelecidos pela norma-padrão, as</p><p>lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, por:</p><p>a) descreve-lhes; o têm</p><p>b) descreve-lhes; lhe têm</p><p>c) as descreve; têm-no</p><p>d) descreve-as; têm-lhe</p><p>e) descreve-as; o têm</p><p>Na primeira frase, deve-se usar o pronome “as”, a fim de substituir “as etapas”, tendo em vista</p><p>que o verbo “descrever” é transitivo direto. A colocação pronominal poderia ser a próclise ou</p><p>a ênclise, pois não há fator de atração e o sujeito está explícito (“o neurocientista”). Portanto,</p><p>eliminam-se as letras “A” e “B”.</p><p>Na segunda frase, deve-se usar o pronome “o”, uma vez que o verbo “ter” é transitivo direto,</p><p>substituindo a palavra “hábito”. Tendo em vista o pronome relativo “que” (fator de atração),</p><p>deve-se usar a próclise) Logo, eliminam-se as letras “C” e “D”.</p><p>Letra e.</p><p>015. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE OSASCO – SP/ENFERMEIRO INTERVENCIONISTA/SAMU)</p><p>Alexandre Ventura Soares tinha seus vinte e cinco anos, bacharel em ciências físicas e</p><p>naturais, era preparador do Museu de História Natural. Tal cargo, obtido em concurso, lhe dera</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>89 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>direito a uma viagem à Europa, nos tempos em que as subvenções para isso largamente se</p><p>distribuíam, razão pela qual eram equitativa e sabiamente feitas. De volta, por acaso, viera a</p><p>morar defronte de um homem de idade, venerável, que vivia, pelo jardim de sua vasta casa, a</p><p>catar pedrinhas no chão. Pôs-se a observar o homem, curioso com os seus trejeitos, a fim de</p><p>descobrir o que significavam. Visou a Ásia e encontrou no caminho a América) El Levante por</p><p>el Poniente… A filha do ancião, muito naturalmente, pouco afeita a curiosidades sobre o seu</p><p>jardim que não tivessem a ela por objeto, supôs que o doutor estivesse apaixonado por ela)</p><p>Nenê, era o seu apelido familiar, sabia que o rapaz era dado a coisas de botânica; que pertencia</p><p>ao museu; que o tratavam de doutor; logo não se podia tratar senão de um médico.</p><p>A nossa mentecapta inteligência nacional, de que não fazem parte só as mulheres, não</p><p>admite que tratem de botânica senão os médicos; e de matemática os engenheiros; quando,</p><p>em geral, nem uns nem outros se preocupam em tais coisas.</p><p>Ela, porém, vivendo em círculo restrito, não tendo estudos especiais, convivências ou-</p><p>tras que não essa da sociedade, fossilizadas de cérebro e com receitas de formulário na ca-</p><p>beça, não podia ter outra opinião que a geral na nossa terra, de cima a baixo. Aquele moço</p><p>era por força doutor em medicina ou, no mínimo, estudante) Quando soube que não, teve uma</p><p>ponta de despeito; e custou-lhe a crer que fosse tão formado como outro qualquer doutor. Foi</p><p>o próprio pai quem a convenceu.</p><p>(Lima Barreto. Contos completos de Lima Barreto. Companhia das Letras, 2010. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado teve sua posição alterada em relação ao</p><p>trecho original, mantendo-se a correção da norma-padrão de colocação pronominal da língua</p><p>portuguesa:</p><p>a) Tal cargo, obtido em concurso, dera-lhe direito a uma viagem à Europa…</p><p>b) … nos tempos em que as subvenções para isso largamente distribuíam-se…</p><p>c) Se pôs a observar o homem, curioso com os seus trejeitos…</p><p>d) … sabia que o rapaz era dado a coisas de botânica; … que tratavam-no de doutor…</p><p>e) Foi o próprio pai quem convenceu-a.</p><p>O pronome “lhe” foi empregado corretamente, uma vez que exerce a função de objeto indireto.</p><p>O verbo “dar” é transitivo direto e indireto. A ênclise foi empregada corretamente) Ressalta–</p><p>se que a próclise também poderia ser utilizada) Apesar da presença de uma vírgula antes do</p><p>verbo, há um termo intercalado (“obtido em concurso”). Logo, o pronome poderia ficar após a</p><p>pontuação.</p><p>b) Errada. O advérbio “largamente” (fator de atração) exige o uso da próclise.</p><p>c) Errada. Iniciou-se a frase com um pronome “se”, o que é vedado pela norma culta da</p><p>gramática.</p><p>d) Errada. A conjunção integrante “que” (fator de atração) exige o uso da próclise.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>90 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) Errada. Deveria ter sido utilizada a próclise, tendo em vista a presença do pronome “quem”</p><p>(fator de atração).</p><p>Letra a.</p><p>016. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE SÃO PAULO TJM SP – SP/ANALISTA EM CO-</p><p>MUNICAÇÃO E PROCESSAMENTO DE DADOS JUDICIÁRIO (ANALISTA DE REDES))</p><p>Será uma boa ideia ter armas que definem seus alvos e disparam os gatilhos automati-</p><p>camente? Um robô capaz de selecionar contratados em uma empresa seria confiável? Como</p><p>garantir que a tecnologia faça bem ao ser humano? Essas são algumas perguntas presentes</p><p>no debate ético em torno da IA (inteligência artificial). O crescimento da área é acelerado e</p><p>muitas vezes incorre em aplicações questionáveis.</p><p>Diversos países correm para dominar a tecnologia visando benefícios comerciais e mi-</p><p>litares. Para isso, criam políticas nacionais a fim de fomentar a pesquisa e a criação de empre-</p><p>sas especializadas na área) EUA, China e União Europeia são destaques nesse mundo.</p><p>O caso chinês é o mais emblemático, com startups sendo incentivadas a desenvolver</p><p>sistemas sofisticados de reconhecimento facial. O governo usa a tecnologia para rastrear algu-</p><p>mas minorias, como os uigures, população majoritariamente muçulmana) Câmeras nas ruas e</p><p>aplicativos nos celulares monitoram os passos dos cidadãos. A justificativa chinesa é pautada</p><p>na segurança nacional: o objetivo é coibir ataques extremistas. O sistema de vigilância já foi</p><p>vendido a governos na</p><p>Ex.: O professor chegou atra-</p><p>sado; ele, todavia, nos dará aula.</p><p>2 Quando há um caso de sujeito explícito anteposto ao verbo interno a uma oração subordinada, só se pode usar a próclise, dei-</p><p>xando, portanto, de ser um caso facultativo. Falaremos sobre isso quando chegarmos ao período composto (em outro PDF).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>10 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>006. (CESPE/2013) O cenário se repete neste início de 2013, com a redução no nível de água</p><p>dos reservatórios.</p><p>Em “se repete”, o deslocamento do elemento “se” para depois da forma verbal — repete-se —</p><p>preservaria a correção gramatical do trecho.</p><p>Esta questão enquadra-se no princípio 2.2. Pergunte ao verbo: quem se repete? “O cenário”,</p><p>que é o sujeito da oração. Novamente, estamos diante de mais um caso facultativo!</p><p>Certo.</p><p>Regras</p><p>1. A ênclise é a regra geral! É a colocação em que primeiro devemos pensar! Só que exis-</p><p>tem casos em que ela não é aplicável. São eles:</p><p>• Quando há fator de atração antes do verbo;</p><p>• Quando o verbo estiver no futuro;</p><p>• Quando o verbo estiver no particípio.</p><p>Para resolver o primeiro caso, usamos a próclise. Para o segundo, a mesóclise. O último</p><p>veremos melhor quando estudarmos a colocação pronominal em locuções verbais.</p><p>2. A próclise é usada prioritariamente quando há um fator de atração antes do verbo (tam-</p><p>bém conhecido como fator de próclise). São algumas palavras que atraem o pronome para</p><p>perto delas, o que faz com que este fique antes do verbo. Eis a lista de fatores de atração:</p><p>• Palavras negativas (Ex.: Ele não se perdoa pelo ocorrido.)</p><p>• Advérbios (Ex.: Ontem me falaram a verdade.)</p><p>• Pronomes</p><p>− indefinidos (Ex.: Alguém te dará atenção.)</p><p>− interrogativos (Ex.: Quem lhe doou os cobertores?)</p><p>− relativos (Ex.: O homem que nos abordou era policial.)</p><p>• Conjunções subordinativas (Ex.: Ele disse que a ouviu atentamente.)</p><p>• Orações exclamativas ou optativas3 (Ex.: Que Jesus te acompanhe!)</p><p>• Em+gerúndio (Ex.: Em se tratando de gramática, não tenho dificuldades.)</p><p>Algumas dicas importantes sobre os fatores de atração:</p><p>a) Nenhum fator de atração é tão cobrado quando o NÃO. Sabemos que ele é um advérbio</p><p>de negação, mas prefiro separá-lo dos advérbios, uma vez que é muito mais fácil reconhecê-lo</p><p>como palavra negativa.</p><p>b) Todo QUE é um fator de atração. Mais tarde, você aprenderá comigo a diferenciar as</p><p>classificações dessa palavra. Por enquanto, quero que você saiba apenas que o QUE atrai</p><p>os P.O.A..</p><p>3 Orações optativas são as que exprimem desejo (quando se deseja algo a alguém).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>11 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) Os advérbios também são muito cobrados em provas, mas tome um certo cuidado! Se o</p><p>advérbio estiver isolado por pontuação, ele perde o valor atrativo!</p><p>007. (CESPE/2013) Mas a opção entre o certo e o errado não se coloca apenas na esfera de</p><p>temas polêmicos que atraem os holofotes da mídia.</p><p>Devido à presença do advérbio “apenas” (R.18), o pronome “se” poderia ser deslocado para</p><p>imediatamente após a forma verbal “coloca”, da seguinte forma: coloca-se.</p><p>Uma palavra só é fator de atração se estiver anteposta ao verbo. Logo, “apenas” não influencia</p><p>na colocação pronominal. Além disso, veja que, antes do verbo, há uma palavra negativa.</p><p>Errado.</p><p>008. (CESPE/2013) Diversidade é a semente inesgotável da autenticidade e da individualida-</p><p>de humana, que se expressam na subjetividade da liberdade pessoal.</p><p>No trecho “que se expressam na subjetividade da liberdade pessoal”, o emprego do pronome</p><p>átono “se” após a forma verbal — expressam-se — prejudicaria a correção gramatical do texto,</p><p>dada a presença de fator de próclise na estrutura apresentada.</p><p>Conforme eu disse, o QUE é sempre fator de atração. Não quero, agora, que você se preocupe</p><p>em identificar a função dele) Agora, preocupe-se apenas com a colocação do pronome.</p><p>Certo.</p><p>3. Há casos em que nem próclise e nem ênclise são aplicáveis. É aí que entra a mesó-</p><p>clise. Veja:</p><p>EXEMPLO</p><p>(13) Contarei uma história aos meus alunos.</p><p>Vou fazer uso do OI – que será substituído por lhes nas minhas construções seguintes.</p><p>Veja o resultado:</p><p>• Contarei-lhes uma história. (errado, pois o verbo está no futuro – que não admite ênclise)</p><p>• Lhes contarei uma história. (errado, pois fere o primeiro princípio)</p><p>• Contar-lhes-ei uma história. (certo)</p><p>A mesóclise só é aplicável a verbos no futuro! Vamos testar outras duas possibilidades:</p><p>EXEMPLO</p><p>(14) Eu contarei uma história aos meus alunos.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>12 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Eu contarei-lhes uma história. (errado, pois o verbo está no futuro – que não admite ênclise)</p><p>Eu lhes contarei uma história. (certo, conforme o segundo princípio – sujeito explícito)</p><p>Eu contar-lhes-ei uma história. (certo, conforme o segundo princípio – sujeito explícito)</p><p>EXEMPLO</p><p>(15) Eu não contarei uma história aos meus alunos.</p><p>Eu não contarei-lhes uma história. (errado, pois o verbo está no futuro – que não admi-</p><p>te ênclise)</p><p>Eu não lhes contarei uma história. (certo, pois há respeito ao fator de atração)</p><p>Eu não contar-lhes-ei uma história. (errado, pois desrespeita a presença do fator de atração)</p><p>009. (CESPE/2013) O Ministério Público Federal impetrou mandado de segurança contra a</p><p>decisão do juízo singular que, em sessão plenária do tribunal do júri, indeferiu pedido do im-</p><p>petrante para que às testemunhas indígenas fosse feita a pergunta sobre em qual idioma elas</p><p>se expressariam melhor, restando incólume a decisão do mesmo juízo de perguntar a cada</p><p>testemunha se ela se expressaria em português e, caso positiva a resposta, colher-se-ia o de-</p><p>poimento nesse idioma, sem prejuízo do auxílio do intérprete.</p><p>A posposição do pronome “se” ao verbo em “colher-se-ia” — colheria-se — comprometeria a</p><p>correção gramatical do trecho.</p><p>Primeiramente, note que o verbo colheria está no futuro do pretérito, o que já inviabiliza a êncli-</p><p>se) No trecho apresentado, a próclise também não é possível, na medida em que há um sinal</p><p>de pontuação anteposto ao verbo. A mesóclise é a única opção válida.</p><p>Certo.</p><p>Viu como é simples? Não há mistério na colocação dos P.O.A.!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>13 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ADENDO: adaptação fonética dos pronomes o, a, os, as</p><p>Por uma questão de eufonia – garantir a composição de uma sonoridade harmoniosa –, os</p><p>pronome o, a, os, as podem sofrer alterações. Veja o quadro abaixo:</p><p>Adaptação fonética (o, a, os, as)</p><p>Diante de verbos terminados em Usa-se</p><p>R, S ou Z lo, la, los, las</p><p>Sons nasais (M ou algo com ~) no, na, nos,</p><p>África, como o do Zimbábue.</p><p>A discussão sobre ética no ocidente tenta impor limites à inteligência artificial para ten-</p><p>tar impedir que a coisa fuja do controle) Outras ferramentas poderosas já precisaram do mes-</p><p>mo tratamento. A bioética, que ajuda a estabelecer as regras para pesquisas em áreas como a</p><p>genética, é frequentemente citada como exemplo a ser seguido. Uma boa forma de lidar com</p><p>os riscos de grandes avanços sem impedir o progresso da ciência é por meio de consensos de</p><p>especialistas, em congressos. Eles podem suspender alguma atividade no mundo todo por um</p><p>período determinado – uma moratória – para retomar a discussão no futuro, com a tecnologia</p><p>mais avançada.</p><p>Essa ideia de pé no freio aparece na inteligência artificial. Um rascunho de documento</p><p>da União Europeia obtido pelo site “Politico”, em janeiro, mostra que o grupo considera banir o</p><p>reconhecimento facial em áreas públicas por um período de três a cinco anos. Nesse tempo,</p><p>regras mais robustas devem ser criadas.</p><p>(Raphael Hernandes. Inteligência artificial enfrenta questões éticas para ter evolução responsável. Disponível</p><p>em: https://temas.folha.uol.com.br. Acesso em: 25.02.2020. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que a construção entre colchetes substitui a original, de acordo com</p><p>a norma-padrão de emprego e colocação do pronome.</p><p>a) O governo usa a tecnologia para rastrear algumas minorias [lhes rastrear]</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>91 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) … ter armas que definem seus alvos [definem-nos]</p><p>c) … armas que definem seus alvos e disparam os gatilhos [disparam-nos]</p><p>d) … criam políticas nacionais [criam-as]</p><p>e) … para retomar a discussão no futuro [retomar-lhe]</p><p>O pronome “nos” está corretamente empregado, substituindo o termo “os gatilhos”. Como o</p><p>verbo termina em som nasal (“am”, “em”), acrescenta-se a letra “n” ao pronome) A ênclise tam-</p><p>bém está correta, uma vez que não há fator de atração. Ressalta-se que a próclise poderia ser</p><p>utilizada.</p><p>a) Errada. Deveria ser usado o pronome “as”, para substituir “algumas minorias”, uma vez que</p><p>o verbo “rastrear” é transitivo direto. Como o verbo está no infinitivo, tanto a ênclise (“rastreá-</p><p>-las”) quanto a próclise (“as rastrear”) ficam corretas, mesmo que a oração seja subordinada</p><p>(fator de atração).</p><p>b) Errada. A próclise deveria ter sido escolhida, devido à presença do pronome relativo “que”</p><p>(fator de atração).</p><p>d) Errada. Faltou acrescentar a letra “n” ao pronome (“criam-nas”), uma vez que o verbo termina</p><p>com som nasal (“am”), o que exige o referido ajuste.</p><p>e) Errada. A colocação pronominal é facultativa (próclise ou ênclise), como na letra “A”. Porém,</p><p>houve erro na escolha do pronome) Deveria ser usado o pronome “a”, para substituir a palavra</p><p>“discussão”, uma vez que o verbo “retomar” é transitivo direto.</p><p>Letra c.</p><p>017. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE MARÍLIA PREFEITURA – SP/TELEFONISTA) Assinale a al-</p><p>ternativa em que a colocação dos pronomes está de acordo com a norma-padrão da língua</p><p>portuguesa.</p><p>a) Quando as crianças trazem perguntas difíceis, não sabe-se bem o que dizer a elas.</p><p>b) O pai já disse-lhes que certas questões não devem ser trazidas para pessoas estranhas</p><p>à família.</p><p>c) É importante que se esteja atento ao comportamento das crianças e se procure responder</p><p>às curiosidades delas.</p><p>d) Muitos pais ficam acanhados diante de determinadas perguntas que uma criança faz e pa-</p><p>recem nunca acostumarem-se a elas.</p><p>e) Agora sabe-se que a curiosidade infantil não é ruim, e o importante é dar a elas boas respostas</p><p>O pronome “se” foi corretamente empregado na posição proclítica, tendo em vista a presença</p><p>da conjunção integrante “que” (fator de atração).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>92 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Errada. O advérbio de negação “não” exige o emprego da próclise.</p><p>b) Errada. A presença do advérbio “já” (fator de atração) obriga o uso da próclise.</p><p>d) Errada. O advérbio “nunca” atrai o pronome para antes do verbo (próclise).</p><p>e) Errada. A presença do advérbio “agora” exige o emprego da próclise.</p><p>Letra c.</p><p>018. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO DE NOVA ODESSA CODEN – SP/ASSIS-</p><p>TENTE SOCIAL)</p><p>Lições de vida</p><p>Em 2009, um avião pousou de emergência no rio Hudson. O piloto era Sully Sullenberger</p><p>e as 155 pessoas a bordo foram salvas por uma manobra impossível, perigosa, milagrosa)</p><p>Sully virou herói e a lenda estava criada.</p><p>Em 2016, no filme “Sully, o herói do rio Hudson”, Clint Eastwood revisitou a lenda para</p><p>contar o que aconteceu depois do milagre: uma séria investigação às competências do capitão</p><p>Sully Sullenberger. Ele salvara 155 pessoas, ninguém contestava) Mas foi mesmo necessário</p><p>pousar no Hudson? Ou o gesto revelou uma imprudência criminosa, sobretudo quando exis-</p><p>tiam opções mais sensatas?</p><p>Foram feitas simulações de computador. E a máquina deu o seu veredicto: era possível</p><p>ter evitado as águas do rio e pousar em LaGuardia ou Teterboro. O próprio Sully começou a</p><p>duvidar das suas competências. Todos falhamos. Será que ele falhou?</p><p>Por causa desse filme, reli um dos ensaios de Michael Oakeshott, cujo título é “Rationa-</p><p>lism in Politics”. Argumenta o autor que, a partir do Renascimento, o “racionalismo” tornou- -se</p><p>a mais influente moda intelectual da Europa) Por “racionalismo”, entenda-se: uma crença na</p><p>razão dos homens como guia único, supremo, da conduta humana) Para o racionalista, o co-</p><p>nhecimento que importa não vem da tradição, da experiência, da vida vivida) O conhecimento</p><p>é sempre um conhecimento técnico, ou de uma técnica, que pode ser resumido ou aprendido</p><p>em livros ou doutrinas.</p><p>Oakeshott argumentava que o conhecimento humano depende sempre de um conheci-</p><p>mento técnico e prático, mesmo que os ensinamentos da prática não possam ser apresenta-</p><p>dos com rigor cartesiano.</p><p>Clint Eastwood revisita a mesma dicotomia de Oakeshott para contar a história de Sul-</p><p>lenberger. O avião perde os seus motores na colisão com aves; o copiloto, sintomaticamente,</p><p>procura a resposta no manual de instruções; mas é Sully quem, conhecendo o manual, entende</p><p>que ele não basta para salvar o dia.</p><p>E, se os computadores dizem que ele está errado, ele sabe que não está – uma sabe-</p><p>doria que não se encontra em nenhum livro já que a experiência humana não é uma equação</p><p>matemática.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>93 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>As máquinas são ideais para lidar com situações ideais. Infelizmente, o mundo comum</p><p>é perpetuamente devassado por contingências, ambiguidades, angústias, mas também súbi-</p><p>tas iluminações que só os seres humanos, e não as máquinas, são capazes de entender.</p><p>Quando li Oakeshott, encontrei um filósofo que, contra toda a arrogância da modernida-</p><p>de, mostrava como a nossa imperfeição pode ser, às vezes, uma forma de salvação. O ensaio</p><p>era, paradoxalmente, uma lição de humildade e uma apologia da grandeza humana) Eastwood,</p><p>aos 86 anos, traduziu essas imagens.</p><p>(João Pereira Coutinho. Folha de S.Paulo, 29.11.2016. Adaptado)</p><p>Atendendo ao emprego e à colocação dos pronomes determinados pela norma-padrão, a ex-</p><p>pressão destacada pode ser substituída pela expressão entre parênteses na alternativa:</p><p>a) Para algumas pessoas, Sully deveria pousar o avião em LaGuardia ou Teterboro. (deve-</p><p>ria pousá-lo)</p><p>b) O filme de Eastwood motivou o jornalista a reler um ensaio filosófico que o marcou.</p><p>(motivou-lhe)</p><p>c) Oakeshott está entre os filósofos que estudaram tendências intelectuais do Renascimento.</p><p>(estudaram-nas)</p><p>d) O pouso do avião sobre o rio Hudson salvou 155 passageiros. (salvou-lhes)</p><p>e) Para os investigadores, o gesto do piloto provavelmente configurava imprudência crimino-</p><p>sa) (configurava-a)</p><p>O pronome “o” foi corretamente empregado, substituindo “o avião”, uma vez que o verbo é tran-</p><p>sitivo direto. Como o verbo “pousar” termina em “r”, deve-se retirar esta letra e acrescentar a</p><p>letra “L” ao pronome (pousá-lo). A colocação pronominal (ênclise) está correta, uma vez que o</p><p>verbo está no infinitivo.</p><p>b) Errada. Deveria ter sido escolhido o pronome “o”, uma vez que o verbo é transitivo direto,</p><p>substituindo “o jornalista”. A colocação pronominal é facultativa (próclise ou ênclise), pois não</p><p>há fator de atração e o sujeito está explícito (“O filme de Eastwood”).</p><p>c) Errada. A presença do pronome relativo “que” exige o uso da próclise.</p><p>d) Errada. O verbo “salvar” é transitivo direto. Logo, deveria ter sido usado o pronome “os”,</p><p>substituindo “155 passageiros”. Como não há fator de atração e o sujeito está explícito (“O</p><p>pouso do avião sobre o rio Hudson”), poderia ser usada a próclise ou a ênclise.</p><p>e) Errada. O advérbio “provavelmente” (fator de atração) obriga o uso da próclise.</p><p>Letra a.</p><p>019. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/PREFEITURA DE SUZANO – SP/ASSISTENTE SOCIAL)</p><p>Paisagem com figuras</p><p>Em meados dos anos 60, o poeta João Cabral de Mello Neto jantava na cantina Fiorenti-</p><p>na, no Leme, com seus colegas Fernando Pessoa Ferreira e Felix de Athayde, pernambucanos</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>94 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>como ele) Em certo momento, ouviu-se um rumor na varanda e João Cabral perguntou o que</p><p>estava acontecendo. “É o Chacrinha, que acabou de chegar”, informou Fernando.</p><p>“Chacrinha? Quem é Chacrinha?”, quis saber João Cabral. “É um apresentador de tevê,</p><p>muito famoso”, disseram. Cônsul do Brasil em Barcelona, com raras vindas ao Rio e famoso</p><p>por não se interessar por música e tomar dez aspirinas por dia para a dor de cabeça, o poeta</p><p>estava por fora do que acontecia por aqui.</p><p>E, mesmo que estivesse a par, não podia haver ninguém menos Chacrinha do que João</p><p>Cabral. Na sua poesia grave e desidratada, altamente cerebral, as palavras eram de pedra; os</p><p>cães, sem plumas; e as facas, só lâminas. Já Chacrinha, o divino palhaço, era o barroco em</p><p>Technicolor, embora a tevê ainda fosse em preto e branco. Em seu programa, apresentava os</p><p>piores cantores do Brasil, atirava bacalhau para a plateia e promovia concursos de comer bara-</p><p>ta) Os comunicólogos ainda não o tinham descoberto como símbolo do “mau gosto genial”.</p><p>Chacrinha entrou ventando pela Fiorentina, cercado de dez ou quinze aspones. Ao pas-</p><p>sar pela mesa de João Cabral, estacou e olhou-o fixamente) Então, abriu os braços e exclamou:</p><p>“Cabral!!!”.</p><p>O poeta levou um susto, mas não deixou a bola cair: “Abelardo!!!”, respondeu. Levan-</p><p>tou-se no ato e os dois se jogaram nos braços um do outro, aos soluços. O poeta João Cabral</p><p>de Mello Neto e o apresentador Abelardo “Chacrinha” Barbosa, colegas de curso primário no</p><p>Colégio Marista, do Recife, e que não se viam havia mais de 30 anos, tinham acabado de se</p><p>reencontrar, reconhecer e abraçar. É o Brasil.</p><p>(Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro, Estação Brasil, 2018)</p><p>O pronome que, no contexto, contribui para apresentar o agente da ação verbal como indefini-</p><p>do está destacado em:</p><p>a) … ouviu-se um rumor na varanda… (1º parágrafo)</p><p>b) … famoso por não se interessar por música… (2º parágrafo)</p><p>c) Levantou-se no ato… (4º parágrafo)</p><p>d) … não se viam havia mais de 30 anos… (5º parágrafo)</p><p>e) … tinham acabado de se reencontrar… (5º parágrafo)</p><p>O agente da ação verbal encontra-se indefinido, quando se tem o “se” como partícula apassiva-</p><p>dora (voz passiva sintética) ou como índice de indeterminação do sujeito.</p><p>Nas alternativas, não há índice de indeterminação do sujeito, mas há partícula apassivadora na</p><p>alternativa “A”. Não é possível saber quem “ouviu um rumor na varanda”.</p><p>Para que o “se” seja considerado uma partícula apassivadora, o verbo precisa ser transitivo</p><p>direto (VTD) ou direto e indireto (VTDI). O verbo “ouvir” é VTD. Nesse caso, o “se” transforma o</p><p>objeto direto em sujeito (“um rumor na varanda”).</p><p>Para confirmar essa classificação, transforma-se a voz passiva sintética em analítica: “um ru-</p><p>mor foi ouvido”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>95 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Errada. O pronome “se” exerce a função de parte integrante do verbo “interessar”.</p><p>c) Errada. O “se” foi empregado como pronome expletivo.</p><p>d/e) Erradas. O “se” foi empregado como pronome reflexivo recíproco (uns aos outros).</p><p>Letra a.</p><p>020. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/PREFEITURA DE SOROCABA – SP/FISCAL)</p><p>Mais um desastre</p><p>Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da bar-</p><p>ragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares,</p><p>entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre.</p><p>A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gêne-</p><p>ro. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação</p><p>desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade</p><p>de Bento Rodrigues (MG).</p><p>Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas</p><p>usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum.</p><p>Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulnerá-</p><p>veis no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança</p><p>são algumas das irregularidades identificadas.</p><p>Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais</p><p>não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mi-</p><p>neradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco.</p><p>Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penali-</p><p>dade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir</p><p>reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empe-</p><p>nhados em investigar as causas e identificar os culpados.</p><p>Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam</p><p>ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre.</p><p>(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que o vocábulo “se” tem o mesmo emprego que no trecho: “Pouco ou</p><p>quase nada se fez</p><p>desde então.” (3º parágrafo).</p><p>a) … não se trata de tragédia inédita no gênero.</p><p>b) Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes…</p><p>c) Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional.</p><p>d) … e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência…</p><p>e) … o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga…</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>96 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>No enunciado, o pronome “se” foi empregado como partícula apassivadora) Transformando-se</p><p>para a voz passiva analítica, a frase seria escrita desta forma: “Pouco ou quase nada foi feito</p><p>desde então”.</p><p>A única alternativa que também apresenta uma partícula apassivadora é a letra “D” (“e o mes-</p><p>mo se diga da Vale” = “e o mesmo seja dito da Vale”).</p><p>a) Errada. Tem-se um índice de indeterminação do sujeito.</p><p>b) Errada. O “se” foi usado como pronome reflexivo.</p><p>c) Errada. O pronome “se” é parte integrante do verbo, uma vez que o verbo “tornar-se” é essen-</p><p>cialmente pronominal, ou seja, exige a presença do pronome em suas conjugações.</p><p>e) Errada. O “se” representa uma conjunção subordinativa condicional.</p><p>Letra d.</p><p>021. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TJ SP – SP/CONTADOR JUDICIÁRIO)</p><p>Transpostas para a voz passiva, as passagens “O próximo governo não encontrará um ambien-</p><p>te econômico internacional sereno.” (1º parágrafo) e “Se até o início deste ano EUA, Europa e</p><p>China davam sinais de vigor…” (4º parágrafo) assumem a seguinte redação:</p><p>a) Um ambiente econômico internacional sereno não poderá ser encontrado pelo próximo go-</p><p>verno. / Se sinais de vigor deram EUA, Europa e China até o início deste ano…</p><p>b) O próximo governo não terá encontrado um ambiente econômico internacional sereno. / Se</p><p>foram dados sinais de vigor por EUA, Europa e China até o início deste ano…</p><p>c) Um ambiente econômico internacional sereno não terá sido encontrado pelo próximo gover-</p><p>no. / Se se deram sinais de vigor, até o início deste ano, por EUA, Europa e China…</p><p>d) Não será encontrado um ambiente econômico internacional sereno pelo próximo governo. /</p><p>Se sinais de vigor eram dados por EUA, Europa e China até o início deste ano…</p><p>e) Não se encontrará um ambiente econômico internacional sereno no próximo governo. / Se</p><p>EUA, Europa e China tinham dado sinais de vigor até o início deste ano…</p><p>Na transposição para a voz passiva, o objeto direto vira sujeito. Este é transformado em agente</p><p>da passiva.</p><p>Na primeira frase, “um ambiente econômico internacional sereno” (objeto direto do verbo “en-</p><p>contrar”) passará a ser o sujeito. “O próximo governo” se transformará em agente da passiva)</p><p>A nova frase ficará desta forma: “Não será encontrado um ambiente econômico internacional</p><p>sereno pelo próximo governo”.</p><p>Na segunda frase, “sinais de vigor” (objeto direto do verbo “dar”) será transformado em sujeito.</p><p>“EUA, Europa e China” passarão a ser agentes da passiva) A nova frase deve ser reescrita desta</p><p>maneira: “Se sinais de vigor eram dados por EUA, Europa e China até o início deste ano”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>97 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>a) Errada. A primeira frase está errada, pois foi acrescentado o verbo “poderá”. Na segunda,</p><p>“EUA, Europa e China” continuam como sujeito composto da oração.</p><p>b) Errada. Foi empregado o verbo “ter” + particípio, porém a voz passiva analítica é represen-</p><p>tada pela locução verbal “ser” + particípio. Na segunda frase, não foi mantido o tempo verbal.</p><p>c) Errada. A primeira frase está errada, pois foi incluído o verbo “ter”. Na segunda, o verbo foi</p><p>empregado em um tempo diverso da frase original. Além disso, não deveria ser usado o agente</p><p>da passiva, porque foi empregada a partícula apassivadora.</p><p>e) Errada. A primeira frase está correta) A segunda, incorreta, pois “EUA, Europa e China” per-</p><p>maneceram como sujeito composto da oração.</p><p>Letra d.</p><p>022. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2019/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TJ SP – SP/ENFERMEIRO JUDICIÁ-</p><p>RIO) Observe as passagens do texto:</p><p>Um estudo realizado por pesquisadores do Porto concluiu que a intervenção de enfermeiros</p><p>especialistas em saúde mental… (1º parágrafo)</p><p>Os resultados indicam um “efeito positivo da intervenção psicoterapêutica da enfermagem”,</p><p>realizada por um enfermeiro especialista em saúde mental, registrando- -se uma clara diminui-</p><p>ção dos níveis de ansiedade… (3º parágrafo)</p><p>Transpondo-se as orações destacadas para a voz ativa, obtêm-se, correta e respectivamente,</p><p>as seguintes reescritas:</p><p>a) Pesquisadores do Porto realizaram um estudo que… /… e registram uma clara diminuição</p><p>dos níveis de ansiedade…</p><p>b) Pesquisadores do Porto tinham realizado um estudo que… /… e tem sido registrado uma</p><p>clara diminuição dos níveis de ansiedade…</p><p>c) Um estudo, que foi realizado por pesquisadores do Porto que… /… e registra uma clara dimi-</p><p>nuição dos níveis de ansiedade…</p><p>d) Pelos pesquisadores do Porto realizaram um estudo que… /… e tem sido registrada uma</p><p>clara diminuição dos níveis de ansiedade…</p><p>e) Realizou-se por pesquisadores do Porto um estudo que… /… e registram-se uma clara dimi-</p><p>nuição dos níveis de ansiedade…</p><p>Na primeira frase, o termo “Pesquisadores do Porto” (agente da passiva) se transforma em</p><p>sujeito do verbo “realizar”, para que haja a transposição para a voz ativa: “Pesquisadores do</p><p>Porto realizaram um estudo”.</p><p>Ocorre o caminho inverso ao da transformação para a voz passiva.</p><p>No segundo fragmento, é empregada uma partícula apassivadora ao final (“registrando-se uma</p><p>clara diminuição…”). O termo “clara diminuição dos níveis de ansiedade” exerce a função de</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>98 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>sujeito. Para que haja a transposição para a voz ativa, esse termo deve se tornar objeto direto</p><p>do verbo “registrar”, como disposto na alternativa “A”: “…e registram uma clara diminuição dos</p><p>níveis de ansiedade…”).</p><p>As outras alternativas apresentam transformações incorretas.</p><p>Letra a.</p><p>023. (PREFEITURA MUNICIPAL DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE SÃO ROQUE (SP)</p><p>VUNESP/2020)</p><p>Como controlar as brigas de casal?</p><p>Todo casal briga) Às vezes, por uma questão de momento, um dos dois está estressado</p><p>e acaba descontando no parceiro. Ou então, os dois estão nervosos e a situação piora ainda</p><p>mais. Só que, quando essas brigas acontecem a todo momento e são graves a ponto de atra-</p><p>palhar a vida de casal, é sinal de que algo não vai bem no relacionamento.</p><p>Existem vários tipos de casais. Aqueles que brigam a cada cinco minutos, mas são</p><p>pequenas discussões leves e tudo volta ao normal rapidamente) E há aqueles que, quando bri-</p><p>gam, é por algo mais sério, gerando uma grande batalha entre argumentos e pontos de vista)</p><p>O que não é saudável para um relacionamento é quando as brigas se tornam momentos de</p><p>agressão e xingamentos, quando as opiniões se tornam uma chuva de desaforos. Isso mostra</p><p>que o respeito e a</p><p>tolerância já não fazem mais parte do relacionamento.</p><p>Brigar com frequência também acaba gerando um desgaste na relação. Justamente por</p><p>isso, é bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido. E, mesmo que seja, é</p><p>preciso aprender a ter uma discussão respeitosa e que renda bons frutos.</p><p>(Disponível em: http://www.psicologosberrini.com.br. Acesso em: 06.10.2019. Adaptado)</p><p>No trecho –… é bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido. – a palavra</p><p>destacada estabelece sentido de</p><p>a) condição.</p><p>b) finalidade.</p><p>c) causa.</p><p>d) comparação.</p><p>e) tempo.</p><p>O “se” foi empregado no texto do enunciado com o sentido de condição. Trata-se de uma con-</p><p>junção subordinativa) Entende-se, de acordo com o texto, que brigar com frequência deve ser</p><p>evitado, caso realmente não haja um motivo válido.</p><p>Os outros sentidos não podem ser atribuídos à conjunção “se”.</p><p>Letra a.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>99 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>024. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE ILHABELA – SP/ANALISTA/ÁREA ECONOMIA)</p><p>Beijos proibidos</p><p>Manier Sael, um imigrante haitiano em São Paulo, por meio de tocante entrevista ao</p><p>jornal, contou que, ao chegar ao Brasil, e ao começar a namorar a brasileira que se tornaria sua</p><p>mulher e mãe de sua filha, disse-lhe que tinha um desejo: beijá-la em público, na rua) “No Haiti,</p><p>isso não existe”, ele explicou. “É uma coisa que eu nunca tinha visto na vida real, só na televi-</p><p>são. Ela falou que tudo bem. Como eu me senti nessa hora [ao beijá-la]? Me senti brasileiro”.</p><p>É interessante como, às vezes, precisamos de que alguém de fora venha nos revelar</p><p>quem somos ou como somos. Haverá coisa mais corriqueira no Brasil do que beijar em públi-</p><p>co? Pelo menos, é o que pensamos e – considerando quantas vezes fizemos isso sem o me-</p><p>nor problema – será preciso um exercício intelectual para nos lembrar de que pode ter havido</p><p>exceções à regra.</p><p>Duas cidades do interior de São Paulo já tiveram juízes que proibiram beijos em praça</p><p>pública) E isso não foi no século 19, mas nos anos loucos de 1980 e 1981. Até a proibição ser</p><p>revogada por ridícula, vários casais foram parar na cadeia.</p><p>Um dos restaurantes mais antigos do Rio, a Adega Flor de Coimbra, até hoje ostenta na</p><p>parede um quadro dos velhos tempos: “Proibido beijos ousados”. O quadro continua lá pelo fol-</p><p>clore, claro – mesmo porque, tendo pedido sua farta e deliciosa feijoada à Souza Pinto, quem</p><p>pensará em dar beijos, mesmo ousados?</p><p>E uma querida senhora que conheci, ao ver um casal se beijando na novela da TV, deu</p><p>um profundo suspiro e, do alto de seus 90 anos, exclamou, talvez sem se dar conta de que</p><p>todos na sala podiam escutá-la: “Eu nunca fui beijada!”. Ali, naquele momento, todos nos cons-</p><p>cientizamos da nossa tremenda fragilidade)</p><p>(www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/10/beijos-proibidos.shtml Publicado em 28.10.2019. Adap-</p><p>tado)</p><p>Atendendo à norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, assinale a alternativa</p><p>em que a expressão destacada na frase pode ser substituída pela expressão entre parênteses.</p><p>a) Para o repórter, Manier Sael concedeu ao repórter uma entrevista tocante) (o concedeu)</p><p>b) Para a futura esposa, ele timidamente confessou à futura esposa o desejo de dar um beijo</p><p>em público. (confessou-lhe)</p><p>c) Cenas de beijos, somente pela televisão é que Manier havia visto cenas de beijos. (ha-</p><p>via visto-as)</p><p>d) Exceções à regra, precisamos de um exercício intelectual para recordar exceções à regra)</p><p>(recordar-lhes)</p><p>e) Quanto ao pedido de Manier, a namorada, que nada viu de constrangedor na situação, acei-</p><p>tou o pedido de Manier. (aceitou-o)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>100 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>O pronome “o” foi escolhido corretamente, substituindo “o pedido de Manier”, uma vez que o</p><p>verbo “aceitar” é transitivo direto. A colocação pronominal (ênclise) também está correta, pois</p><p>não há fator de atração e o sujeito está explícito. Ressalta-se que a próclise poderia ter sido</p><p>usada, mesmo após a vírgula, devido à presença de uma oração intercalada (“que nada viu de</p><p>constrangedor na situação’’).</p><p>a) Errada. Deveria ter sido usado o pronome “lhe”, pois este substituiria o objeto indireto “ao</p><p>repórter”. A colocação pronominal está correta) Também poderia ser empregada a ênclise</p><p>(“concedeu-lhe”), uma vez que não há fator de atração.</p><p>b) Errada. O pronome foi escolhido corretamente) Entretanto, a ênclise não deveria ser usada,</p><p>tendo em vista a presença do advérbio “timidamente” (fator de atração).</p><p>c) Errada. O pronome está correto. Contudo, não se pode utilizar ênclise com o verbo no</p><p>particípio.</p><p>d) Errada. Deveria ter sido usado o pronome “as’’, uma vez que o verbo “recordar” é transitivo</p><p>direto. Poderia ter sido empregada a próclise ou a ênclise, pois o verbo está no infinitivo.</p><p>Letra e.</p><p>025. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES/EBSERH EBSERH – BR/</p><p>ASSISTENTE SOCIAL)</p><p>Pensamentos, como cabelos, também acordam despenteados. Naquela faixa-zumbi</p><p>que vai em slow motion, desde sair da cama, abrir janelas, avaliar o tempo e calçar chinelos até</p><p>o primeiro jato da torneira – feito fios fora de lugar, emaranham-se, encrespam-se, tomam di-</p><p>reções inesperadas. Com água, pão, pente, você disciplina cabelos. E pensamentos? Que nem</p><p>são exatamente pensamentos, mas memórias, farrapos de sonho, um rosto, premonições, fan-</p><p>tasias, um nome) E às vezes também não há água, mão, nem pente, gel ou xampu capazes de</p><p>domá-los. Acumulando-se cotidianas, as brutalidades nossas de cada dia fazem pouco a pou-</p><p>co alguns recuar – acuados, rejeitados – para as remotas regiões de onde chegaram. Outros,</p><p>como cabelos rebeldes, renegam-se a voltar ao lugar que (com que direito) determinamos para</p><p>eles. Feito certas crianças, não se deixam engambelar assim por doce ou figurinha.</p><p>Pensamentos matinais, desgrenhados, são frágeis como cabelos finos demais que co-</p><p>meçam a cair. Você passa a mão, e ele já não está ali – o fio. No travesseiro sempre restam</p><p>alguns, melhor não olhar para trás: vira-se estátua de cinza) Compacta, mas cinza) Basta um</p><p>sopro. Pensamentos matinais, cuidado, são alterados feito um organismo mudando de fuso</p><p>horário. Não deveria estar ali naquela hora, mas está. Não deveria sentir fome às três da tarde,</p><p>mas sente) Não deveria sentir sono ao meio-dia, mas. Pensamentos matinais são um abrupto</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>101 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>mas com ponto-final a seguir. Perigosíssimos. A tal ponto que há o risco de não continuar de-</p><p>pois do que deveria ser curva amena, mas tornou-se abismo.</p><p>(Caio Fernando Abreu, “Lição para pentear cabelos matinais”. Pequenas epifanias, 2014. Adaptado) 32.</p><p>[Q1694449]</p><p>Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.</p><p>a) Às vezes não há como domar os pensamentos,</p><p>mas as brutalidades fazem-nos recuar.</p><p>b) E às vezes também não tem-se água, mão, nem pente, gel ou xampu capazes de domá-los.</p><p>c) Os pensamentos, tendo emaranhado-se e encrespado-se, tomam direções inesperadas. D)</p><p>Se renegam alguns pensamentos a voltar ao lugar que determinamos para eles.</p><p>e) Como disciplinam-se pensamentos, sem água, mão, pente, gel ou xampu capazes</p><p>de domá-los?</p><p>O pronome “nos” foi empregado de forma correta, uma vez que o verbo “fazem” é transitivo</p><p>direto. Como ele termina em som nasal (“em”), acrescenta-se o “n” ao pronome (fazem + os =</p><p>fazem-nos. A colocação está correta) Poderia também ser utilizada a próclise.</p><p>b) Errada. O advérbio “não” (fator de atração) exige o uso da próclise.</p><p>c) Errada. Os pronomes foram empregados após verbos no particípio, o que é proibido pela</p><p>norma gramatical.</p><p>d) Errada. A frase foi iniciada pelo pronome “Se”, o que não é permitido pela norma culta.</p><p>e) Errada. O pronome interrogativo “Como” (fator de atração) obriga o uso da próclise.</p><p>Letra a.</p><p>026. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/CÂMARA DE MOGI MIRIM CÂMARA DE MOGI MIRIM – SP/JORNALISTA)</p><p>Estônia tem governo quase 100% digital</p><p>A menor das três repúblicas bálticas, a Estônia é hoje considerada um dos grandes</p><p>laboratórios do mundo em matéria de digitalização e transparência de dados. Lá, apenas três</p><p>serviços ligados ao governo ainda demandam a presença física de seus cidadãos. Casamen-</p><p>tos, divórcios e transferências de titularidade de um imóvel ainda requerem uma testemunha</p><p>juramentada) Todo o resto pode ser feito pela internet, incluindo criar uma conta em banco,</p><p>abrir uma empresa ou até mesmo escolher representantes políticos.</p><p>Dos 1,3 milhão de estonianos, 99% possuem uma espécie de RG digital, um documento</p><p>com um chip que lhes garante acesso a mais 500 serviços do governo, incluindo acesso ao</p><p>sistema de saúde e ao transporte público.</p><p>Primeiro a vantagem. O sistema, de fato, torna todos os processos públicos muito mais</p><p>rápidos. Na Estônia, é possível abrir uma empresa em impressionantes 15 minutos. Uma conta</p><p>em banco leva um pouco mais de tempo: 24 horas. Sem contar o acesso ao amplo sistema de</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>102 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>benefícios estatais. A saúde é pública, o transporte é grátis e, com o documento digital, o go-</p><p>verno subsidia até a compra de medicamentos na farmácia – o benefício pode chegar a 50%.</p><p>Agora, a desvantagem. Todas as vezes que um estoniano saca seu RG digital para um serviço,</p><p>ele registra a movimentação na rede estatal, que passa a ter a posse da informação. Além</p><p>disso, em tese, qualquer cidadão pode consultar os dados de outro estoniano, mediante solici-</p><p>tação prévia e intermediação do governo.</p><p>O Estado* acompanhou a consulta no perfil do primeiro ministro da Estônia, Jüri Ratas.</p><p>Viu seus três imóveis, onde estão e quanto custam. “Está tudo aqui, é só consultar”, afirma a</p><p>funcionária do governo digital da Estônia, Harle Pihlak. Assunto polêmico? Não para os locais.</p><p>Segundo o cientista de computação Edilson Osorio, que mora há dois anos naquele país, os es-</p><p>tonianos não se preocupam com a privacidade, mas “os estrangeiros ficam ressabiados com</p><p>tanta exposição”.</p><p>(Renato Jakitas. O Estado de S. Paulo, 01.03.2020. Adaptado) * Jornal o Estado de S.Paulo</p><p>Considere a frase elaborada a partir das ideias do texto.</p><p>Entre as diversas facilidades com que os estonianos podem contar, o país oferece aos esto-</p><p>nianos transporte gratuito. Quanto a tratamento médico, o governo tem incluído tratamen-</p><p>to médico entre os benefícios disponíveis para a população e, tratando-se de quase 50% de</p><p>economia, geralmente garante a economia de quase 50% para quem precisa de remédios. De</p><p>acordo com as regras de emprego e de colocação dos pronomes estabelecidos pela norma</p><p>padrão, as expressões destacadas na frase podem ser substituídas por</p><p>a) oferece-lhes… tem incluído-o… a garante</p><p>b) oferece-lhes… o tem incluído… a garante</p><p>c) oferece-lhes… o tem incluído… lhes garante</p><p>d) os oferece… tem incluído-o… lhes garante</p><p>e) os oferece… o tem incluído… garante-lhes</p><p>O verbo “oferecer” é transitivo direto e indireto. Como foi marcado o objeto indireto (“aos es-</p><p>tonianos”), deve-se usar o pronome “lhes”. A colocação pronominal é facultativa (próclise ou</p><p>ênclise), pois não há fator de atração. Logo, eliminam-se as letras “D” e “E”.</p><p>O verbo “incluir” é transitivo direto. O pronome “o” foi corretamente selecionado, para substituir</p><p>“tratamento médico”. A colocação pronominal está correta) Poderia também ser usada a ên-</p><p>clise em relação ao verbo “ter” (“tem-no incluído”), pois não há fator de atração. Somente não</p><p>poderia ser empregado o pronome, após o verbo “incluído”, pois ele está no particípio. Portan-</p><p>to, elimina-se a assertiva “A”.</p><p>O verbo “garantir” é transitivo direto. Deveria ser usado o pronome “a”, a fim de substituir “a eco-</p><p>nomia de quase 50%”. Devido à presença do advérbio “geralmente”, somente a próclise poderia</p><p>ter sido empregada) Sendo assim, elimina-se a letra “C”.</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>103 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>027. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE MORRO AGUDO – SP/AGENTE DE LICITAÇÕES E CONTRATOS)</p><p>Rotulo, logo existo</p><p>Nosso cérebro é uma complexa estrutura forjada por milhões de anos de evolução. Por</p><p>outro lado, é também primitivo e foi lapidado para seres trogloditas que viveram há milhares</p><p>de anos. É curioso pensar que o mais refinado, erudito e urbano dos moradores deste planeta</p><p>tenha o mesmo hardware que um caçador coletor que passou a vida errando em uma pequena</p><p>área de algum lugar em busca de comer, aquecer-se e garantir a reprodução.</p><p>Desenvolvida para uma chave amigo-inimigo, nossa mente tende a rotular tudo o que</p><p>vê, julgando a novidade de acordo com seu conhecimento prévio. Isso garantiu nossa vida por</p><p>muitas gerações: se eu comer algo que me faz mal, toda vez que olhar para algo semelhante,</p><p>sentirei repulsa) Nosso cérebro rotula de acordo com a percepção de nossos sentidos. Isso</p><p>pode ser bom para evitar perigos, porém cria problemas para nossa atualidade.</p><p>Encerrar em caixas herméticas dá segurança) Começamos com a minha tribo e a do ou-</p><p>tro. Se é da minha, diminuem as chances de ataque) Classificar é a primeira forma de dominar</p><p>e de se defender. O vício entrou em nós. Da tribo, passamos a gostos musicais e sexuais ou</p><p>escolas artísticas. Classificar não é ruim ou errado. Supor que algo esteja controlado mental-</p><p>mente por estar etiquetado é, no fundo, estupidez.</p><p>Tudo pede que você classifique continuamente) Resistir à tentação é um desafio. Pen-</p><p>sar em aprofundar, dar uma segunda olhada, fugir do rótulo: parecem ser atitudes que exigem</p><p>o desafio da vontade férrea) Deixar que sentidos mais amplos invadam sua percepção sem</p><p>julgar e engavetar de imediato é um ato de resistência) Abrir espaço para complexidades é boa</p><p>meta) O resto? O remarema de frases superficiais, senso comum e a celebração da boçalida-</p><p>de) Talvez, um dia, descubram que se trata de uma bactéria específica transmitida pela digita-</p><p>ção. O remédio continua sendo ler com atenção, duvidar como método, analisar possibilidades</p><p>fora do que está posto e nunca ser o representante</p><p>da verdade na Terra) Ah, e ajuda abandonar</p><p>redes sociais por pelo menos uma hora por dia) É preciso ter esperança)</p><p>(Leandro Karnal. Acesso em 09.11.2019. Adaptado) 34. [Q1597037]</p><p>Assinale a alternativa em que a expressão entre colchetes substitui a destacada, de acordo</p><p>com a norma-padrão de emprego e colocação de pronome.</p><p>a) … parecem ser atitudes que exigem o desafio da vontade férrea [exigem-no]</p><p>b) Deixar que sentidos mais amplos invadam sua percepção [invadam-na]</p><p>c) … um caçador coletor que passou a vida errando em uma pequena área [passou ela]</p><p>d) … analisar possibilidades fora do que está posto [analisar-lhes]</p><p>e) Resistir à tentação é um desafio. [Resisti-la]</p><p>Foi escolhido de forma correta o pronome “a”, tendo em vista que o verbo “invadir” é transitivo</p><p>direto. Acrescentou-se a letra “n” ao pronome, pois o verbo termina em som nasal (“am”). A</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>104 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>colocação pronominal foi considerada correta) Ressalta-se, porém, que a próclise seria mais</p><p>adequada, tendo em vista que o pronome integra uma oração subordinada (fator de atração</p><p>para alguns autores).</p><p>a) Errada. Deveria ter sido usada a próclise, devido à presença do pronome relativo “que” (fator</p><p>de atração). Nesse caso, seria empregado só o pronome “o” (“…que o exigem”).</p><p>c) Errada. Usou-se o pronome “ela” no lugar da expressão “a vida” (objeto direto), o que é equi-</p><p>vocado. Pronomes pessoais do caso reto somente podem ser empregados como sujeito.</p><p>d) Errada. Deveria ter sido usado o pronome “as”, uma vez que o verbo é transitivo direto.</p><p>A colocação pronominal está correta, pois a ênclise sempre pode ser usada com verbos no</p><p>infinitivo.</p><p>e) Errada. O verbo “resistir” é transitivo indireto. Portanto, deveria ter sido usado o pronome</p><p>“a ela” ou o “lhe”. A colocação pronominal está correta, pois a ênclise sempre pode ser usada</p><p>com verbos no infinitivo.</p><p>Letra b.</p><p>028. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/FUNDAÇÃO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE OSASCO FITO – SP/TÉCNICO EM GES-</p><p>TÃO/ÁREA: RECURSOS HUMANOS)</p><p>No começo do mês, estive em Nova York. Durante as semanas que antecederam a via-</p><p>gem, fui anotando dicas de amigos em folhas de caderno, guardanapos, o que tivesse à mão.</p><p>Só de “o melhor hambúrguer do mundo”, consegui umas sete sugestões; de “o cheesecake ori-</p><p>ginal”, quatro; e, com os endereços para comer sanduíches, enchi frente e verso de um papel A4.</p><p>Como amizade e comida boa são duas coisas que respeito muito, em dez dias nos Estados</p><p>Unidos eu gabaritei as anotações: voltei dois quilos mais gordo e, ainda no avião, fiz a promes-</p><p>sa de, nos próximos seis meses, não chegar a menos de dez metros de uma batata frita.</p><p>O que de mais saboroso provei por lá, contudo, não foi fast-food nem era uma especia-</p><p>lidade local. Trata-se de um vegetal. Ou, para ser mais exato, um fruto: uma dádiva dos deuses</p><p>que, infelizmente, não a encontramos por aqui. Chama- se tomate.</p><p>Assemelha-se bastante, por fora, àquele fruto ao qual, em nosso país, também damos</p><p>o nome de tomate, mas uma vez que seus dentes penetram a carne macia, o suco abundante</p><p>escorre pelo queixo e o doce naturalmente se mescla ao sal em sua língua, você entende que</p><p>está diante de um alimento completamente diferente.</p><p>Acontece que a qualidade do tomate está ligada, entre outros fatores, à quantidade de</p><p>água nele contida) Quanto mais líquido, mais macio e saboroso. O problema é que a maior pre-</p><p>sença de suco aumenta o sabor na mesma medida em que reduz a durabilidade) Os agriculto-</p><p>res, pensando mais na performance de seu produto dentro dos caminhões do que em cima dos</p><p>pratos, passaram a priorizar os frutos mais “secos”, foram cruzando-os e manipulando suas</p><p>características até que os transformaram nesse tímido vegetal que aguenta todos os trancos</p><p>da estrada, dura séculos na geladeira e quase chega a ser crocante em nossos dentes.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>105 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Dou-me conta de que há questões mais urgentes a serem tratadas em nosso país: levar</p><p>água encanada para cinquenta milhões de pessoas, criar escolas que ensinem a ler e escrever</p><p>de verdade, evitar que a gente morra de bala perdida ou picada de mosquito. Mas queria pedir</p><p>às autoridades competentes, sejam elas públicas ou privadas, que, depois de resolvidos os</p><p>pepinos e descascados os abacaxis, ajudem a plantar tomates de verdade no Brasil. A vida é</p><p>curta, meus caros, e não podemos medir esforços para deixá-la mais doce, macia e suculenta)</p><p>(Antonio Prata) Fruto proibido. www.estadao.com.br, 13.12.2010. Adaptado)</p><p>Encontra-se em conformidade com a norma-padrão da língua quanto à colocação dos prono-</p><p>mes a seguinte frase:</p><p>a) … uma dádiva dos deuses que, infelizmente, não encontramos-a por aqui.</p><p>b) … o suco abundante escorre pelo queixo e o doce naturalmente mescla-se ao sal em</p><p>sua língua.</p><p>c) … manipulando suas características até que transformaram- nos nesse tímido vegetal… d)</p><p>Me dou conta de que há questões mais urgentes a serem tratadas em nosso país…</p><p>e) A vida é curta, meus caros, e não podemos medir esforços para a deixar mais doce…</p><p>O pronome “a” foi empregado corretamente, substituindo a palavra “vida”, uma vez que o verbo</p><p>“deixar” é transitivo direto. A próclise está correta, pois o pronome se encontra em uma oração</p><p>subordinada (fator de atração). Como o verbo está no infinitivo, a ênclise poderia também ser</p><p>empregada.</p><p>a) Errada. Deveria ter sido usado a próclise, por causa da presença do advérbio “não” (fator</p><p>de atração).</p><p>b) Errada. O advérbio “naturalmente” exige o uso da próclise.</p><p>c) Errada. O “que” (fator de atração) exige que a próclise seja utilizada.</p><p>d) Errada. A frase foi iniciada com um pronome oblíquo átono (“Me”), o que não é admitido pela</p><p>norma culta.</p><p>Letra e.</p><p>029. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE CANANEIA – SP/AUXILIAR FEMININO DA CASA DA CRIAN-</p><p>ÇA E DO ADOLESCENTE) Assinale a alternativa em que a colocação e o emprego dos prono-</p><p>mes estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) Nos comunicaram que não há intenção de colocar-lhes numa casa de repouso.</p><p>b) Já sabe-se que lhe convidaram para a festa de 77 anos do avô dele, no próximo sábado. C)</p><p>Nunca lhe telefonaram para oferecer uma ajuda para os remédios do pai e da sogra.</p><p>d) Aqui trata-se bem o idoso, principalmente na hora de oferecê-los os alimentos e a medicação.</p><p>e) Não deve-se discriminar os idosos, mas sim aceitar-lhes como nossos grandes educadores.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>106 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>O pronome “lhe” foi empregado corretamente em próclise, por causa do advérbio “Nunca” (fator</p><p>de atração). A escolha do pronome também está correta, pois quem telefona o faz para alguém.</p><p>a) Errada. O primeiro pronome (“Nos”) foi empregado incorretamente, uma vez que não se</p><p>pode iniciar uma frase com pronomes</p><p>oblíquos átonos.</p><p>b) Errada. O advérbio “já” exige o uso da próclise) Além disso, o pronome “lhe” foi incorretamen-</p><p>te empregado, pois o verbo “convidar” é transitivo direto. Deveriam ter sido usados um destes</p><p>pronomes: o, a, os, as.</p><p>d) Errada. Há dois erros. O “se” deveria ter sido colocado antes do verbo (próclise), devido à</p><p>presença do advérbio “Aqui”. O pronome “los” está incorreto, pois representa o objeto indireto</p><p>do verbo “oferecer”. Logo, deveria ter sido empregado um destes pronomes: lhe, lhes.</p><p>e) Errada. Há também dois erros. O “se” deveria ter sido colocado em posição proclítica, por</p><p>causa do advérbio “não”. O pronome “lhes” está incorreto, pois o verbo “aceitar” é transitivo</p><p>direto. Deveria ter sido empregado o pronome “los”, para substituir “os idosos”.</p><p>Letra c.</p><p>030. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2020/PREFEITURA DE CANANEIA – SP/AGENTE DE CONTROLE DE VETORES) Assi-</p><p>nale a alternativa que apresenta o emprego do pronome e a colocação pronominal corretos de</p><p>acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>a) Os membros de uma família bem estruturada nunca se preocupam com as possíveis alte-</p><p>rações sociais.</p><p>b) É possível dizer que nos dias de hoje a família passa por forte reestruturação, mesmo assim</p><p>precisamos preservar-lhe.</p><p>c) Se fala pouco sobre a adoção de crianças, porque as famílias ainda preferem insistir em ter</p><p>filhos biológicos.</p><p>d) Quando sabe-se que pais e filhos são felizes, todos felicitam-los.</p><p>e) A inclusão da mulher no mercado de trabalho causou-a transtornos, pois ela não dedica-se</p><p>mais exclusivamente aos afazeres domésticos.</p><p>O pronome “se” foi corretamente empregado em próclise, pois a presença do advérbio “nun-</p><p>ca” a exige.</p><p>b) Errada. Deveria ter-se empregado o pronome “la”, substituindo “a família”, uma vez que o</p><p>verbo “preservar” é transitivo direto.</p><p>c) Errada. Começou-se a frase com um pronome, o que é vedado pela norma culta.</p><p>d) Errada. Há dois erros. O pronome “se” deveria ter sido empregado em próclise, devido à pre-</p><p>sença da conjunção subordinativa “Quando”. O pronome “los” está incorreto. Deveria ter sido</p><p>utilizada a próclise (“todos os felicitam”), uma vez que o pronome indefinido “todos” a exige.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>107 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>e) Errada. também há dois erros. O pronome “a” está incorreto, pois representa o objeto indireto</p><p>do verbo “causar”. Deveria ter sido usado o pronome “lhe” ou “a ela”. A colocação está correta,</p><p>pois não há fator de atração. O pronome “se” está incorreto, tendo em vista a presença do ad-</p><p>vérbio “não”, exigindo-se a próclise.</p><p>Letra a.</p><p>031. (2021/IBFC/PREFEITURA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE-RN/AGENTE ADMINIS-</p><p>TRATIVO) Há normas que orientam para o correto uso dos pronomes pessoais em frases e</p><p>textos. Eles podem ser usados antes, no meio ou após o verbo da oração. A este respeito, as-</p><p>sinale a alternativa correta.</p><p>a) Segue-se a norma da Ênclise quando a oração estiver na negativa) Exemplo: “Não se inco-</p><p>mode demais”.</p><p>b) Segue-se a norma da Próclise quando a oração for iniciada por verbo. Exemplo: “Cortou-se</p><p>sem querer”.</p><p>c) Segue-se a norma da Próclise quando o verbo estiver no gerúndio. Exemplo: “Correu ao seu</p><p>encontro, abraçando-o fortemente”.</p><p>d) Segue-se a norma da Mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente e não houver</p><p>palavras que exijam o uso da Próclise) Exemplo: “Encontrar-te-ei mais tarde”.</p><p>Próclise é quando o pronome aparece antes do verbo.</p><p>Ênclise é quando o pronome aparece depois do verbo.</p><p>Mesóclise é quando o pronome aparece no meio do verbo.</p><p>a) Errada. Na frase, o pronome está antes do verbo e segue a regra da próclise) No caso, a pa-</p><p>lavra negativa funciona como fator de atração.</p><p>b) Errada. Na frase, o pronome está depois do verbo e segue a regra da ênclise) No caso, não</p><p>se deve iniciar frases com pronomes oblíquo átono.</p><p>c) Errada. Na frase, o pronome está depois do verbo e segue a regra da ênclise.</p><p>d) Certa. O pronome está no meio do verbo e segue a regra da mesóclise) A mesóclise aconte-</p><p>ce com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito do modo indicativo</p><p>Letra d.</p><p>032. (2021/IBFC/PREFEITURA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE-RN/ADMINISTRADOR)</p><p>Em relação às regras de colocação pronominal, segundo a Gramática Normativa da Língua</p><p>Portuguesa, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Elas tinham avisado-me sobre as faltas excessivas.</p><p>b) Se apresentaram muito bem no recital as suas filhas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>108 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) Hoje nos preocupamos muito mais com as expressões que usamos.</p><p>d) Os alunos que mantiveram-se em silêncio durante a aula aprenderam.</p><p>a) Não se usa ênclise em construções com o verbo no particípio. Lembre-se: após o particípio,</p><p>não se usa pronome oblíquo.</p><p>b) Não se deve iniciar frases com pronomes oblíquos átonos.</p><p>c) Hoje é um advérbio de tempo e funciona como fator de atração na colocação pronominal.</p><p>d) O que é um pronome relativo e funciona como fator de atração na colocação pronominal.</p><p>Letra c.</p><p>033. (2021/IBFC/IBGE/SUPERVISOR DE PESQUISA-GESTÃO) Para responder à questão, leia</p><p>o fragmento do texto abaixo do romance A Metamorfose, de Franz Kafka.</p><p>Aqueles foram bons tempos, mas que não se repetiram – ao menos, não com a mesma</p><p>intensidade –, embora, de toda forma, Gregor ganhasse o suficiente para arcar sozinho com</p><p>as necessidades domésticas. À medida que tudo isso foi se tornando costumeiro, a surpresa</p><p>e a alegria inicial arrefeceram e, assim, Gregor entregava o dinheiro com prazer espontâneo e</p><p>a família, de bom grado, recebia) Apenas a irmã permanecia mais próxima e afetuosa e, como</p><p>ela, ao contrário de Gregor, era amante da música e sabia tocar violino com muita graça, ele</p><p>tinha planos de enviá-la para o Conservatório no ano seguinte, sem importar-se com os gastos</p><p>extras que isso acarretaria) Em conversas com a irmã, nos curtos períodos em que ficava sem</p><p>viajar, sempre mencionava o projeto (que ela considerava lindo, mas impossível de se concre-</p><p>tizar), enquanto os pais demonstravam não aprovar nem um pouco a ideia) Contudo, Gregor</p><p>pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal.</p><p>Todos esses pensamentos, agora inúteis, fervilhavam em sua cabeça, enquanto ele es-</p><p>cutava as conversas, colado à porta) De vez em quando o cansaço obrigava-o a desligar-se,</p><p>apoiando pesadamente a cabeça na porta, mas logo recuperava a prontidão, pois sabia que</p><p>qualquer ruído era ouvido na sala e fazia com que todos se calassem. “Novamente aprontando</p><p>alguma coisa”, dizia o pai instantes depois, certamente olhando para a porta) Passado algum</p><p>tempo, eles continuavam a trocar palavras entre si.</p><p>Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações – seja por-</p><p>que há tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender –,</p><p>e Gregor, com satisfação, tomou conhecimento de que, a despeito da desgraça que haviam</p><p>sofrido, restava-lhes algum capital, que, se não era muito, ao menos tinha crescido nos últi-</p><p>mos anos por conta dos rendimentos de juros acumulados. Além disso, o dinheiro que Gregor</p><p>entregava (retinha apenas uma pequeníssima parte) não era gasto integralmente, e pouco a</p><p>pouco ampliava o montante economizado. De onde estava, ele aprovou, com</p><p>a cabeça, o pro-</p><p>cedimento, contente com a inesperada provisão feita pelo pai. Era verdade que aquele dinheiro</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>109 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>poderia ter paulatinamente saldado a dívida que o pai tinha com seu patrão, livrando-o daquele</p><p>constrangimento. Não obstante, ele julgou que pai havia procedido corretamente.</p><p>(KAFKA, Franz. A Metamorfose) Trad) Lourival Holt Albuquerque) São Paulo: Abril, 2010, p.40-41)</p><p>Na frase “Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemen-</p><p>te na noite de Natal” (1º§), ocorrem dois pronomes. Sobre eles, é correto afirmar que:</p><p>a) possuem a mesma classificação morfológica.</p><p>b) o primeiro antecipa uma ideia inédita e o segundo a resgata.</p><p>c) ambos faz em referência a algo já dito no texto.</p><p>d) fazem referência à segunda pessoa do discurso.</p><p>e) o segundo está em posição proclítica em relação ao verbo.</p><p>a) Os dois pronomes são: nisso e lo. Nisso é um pronome demonstrativo formado pela contra-</p><p>ção da preposição em + o pronome isso; lo é um pronome oblíquo.</p><p>b) Os dois pronomes fazem referência ao mesmo elemento do texto: projeto.</p><p>Em conversas com a irmã, nos curtos períodos em que ficava sem viajar, sempre mencionava o</p><p>projeto (que ela considerava lindo, mas impossível de se concretizar), enquanto os pais demons-</p><p>travam não aprovar nem um pouco a ideia) Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e</p><p>pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal.</p><p>c) Exato. Os dois pronomes fazem referência a projeto.</p><p>d) Os dois elementos fazem uso da terceira pessoa do discurso (ele, o projeto).</p><p>e) O segundo pronome (lo) está em posição enclítica, ou seja, após o verbo.</p><p>Letra c.</p><p>034. (2020/IBFC/TRE-PA/OPERAÇÃO DE COMPUTADORES) A respeito das normas de Colo-</p><p>cação Pronominal, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) A mesóclise é o uso do pronome no interior do verbo em frases no presente do indicativo</p><p>b) A próclise é o uso do pronome antes do verbo, quando houver conjunções subordinativas.</p><p>c) A ênclise é o uso do pronome depois do verbo em frases iniciadas por verbo.</p><p>d) A próclise é o uso do pronome antes do verbo em frases que possuam advérbios ou outras</p><p>palavras atrativas.</p><p>a) Errada. A mesóclise é o uso do pronome no meio do verbo quando este está no futuro do</p><p>presente ou no futuro do pretérito.</p><p>b) Certa. A próclise é o uso do pronome antes do verbo. Uma das regras obrigatórias para a</p><p>próclise é quando há conjunções subordinativas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>110 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) Certa. Quando a frase começar com verbo, deve-se usar a ênclise, ou seja, o pronome</p><p>após o verbo.</p><p>d) Certa. A próclise é o uso do pronome antes do verbo em frases que possuam advérbios ou</p><p>outras palavras atrativas.</p><p>Relembrando quais são os fatores de atração na próclise: palavras negativas; advérbios; pro-</p><p>nomes relativos; pronomes indefinidos; conjunções subordinativas.</p><p>Letra a.</p><p>035. (2020/IBFC/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADMINISTRATIVA) Leia atentamente o</p><p>texto abaixo para responder à questão.</p><p>Sem direito e Poesia</p><p>Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os</p><p>com as palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá vontade ser assim, hermético.</p><p>Talvez, porque eu sinta que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não me encaixe har-</p><p>monicamente no mundo, é que sinto esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez, a</p><p>vida seja mesmo um mal entendido.</p><p>Portanto, despiciendo as opiniões e me faço prolixo. Suasório para o intento de escrever</p><p>em uma língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário, quando quero, é um quarto</p><p>cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as palavras</p><p>devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do</p><p>mundo nada entendo, por que razão deveria me fazer entender?</p><p>Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se do fluido vital, e, sem tempo para o recreio</p><p>desejado, com os ombros arcados pelos compromissos assumidos, tenho no plenilúnio um</p><p>desejo imarcescível de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o decesso, eu possa lá</p><p>estabelecer morada e, vivendo em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito. Na reali-</p><p>dade) Na iniludível realidade, meu recreio é uma sala ampla) Teto alto. Prateleiras rústicas com</p><p>farta literatura e filosofia) Nenhuma porta ou janela aberta a permitir à passagem do tempo.</p><p>Uma poltrona aveludada) Frio. Lareira acesa) Vinho tinto seco, Malbec.</p><p>O amor? O entregar-se? Não!</p><p>Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem entrega) Apenas eu. Apenas eu e o tempo.</p><p>Cerrado na sala cerrada) Divagando sobre o nada e refletindo sobre tudo. Imarcescível seria</p><p>tal momento. Mas a vida) A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno, e a criatura</p><p>humana é botão de rosa, matéria orgânica falível na passagem do eterno. Sigo… Soerguendo-</p><p>-me… Sobrevivo…</p><p>(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 – JUS Brasil)</p><p>Observe a construção verbal do enunciado a seguir: “Tratar-se-ia apenas de amor próprio.´</p><p>Quanto à norma de colocação pronominal utilizada, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Mesóclise – uso do pronome no interior do verbo no futuro do pretérito.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>111 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>b) Mesóclise – uso do pronome no interior do verbo no futuro mais-que-perfeito.</p><p>c) Próclise – uso do pronome no interior do verbo no futuro do presente.</p><p>d) Mesóclise – uso do pronome no interior do verbo no pretérito imperfeito.</p><p>A mesóclise é uma construção pouco usual e ocorre quando o pronome está no meio do verbo.</p><p>A mesóclise é obrigatória quando dois fatores são combinados:</p><p>- verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito</p><p>e</p><p>- ausência de fator atrativo da próclise.</p><p>Quando há alguns dos fatores atrativos da próclise, esta prevalece sobre a mesóclise.</p><p>Letra a.</p><p>036. 3(2019/IBFC/CBM-BA) Leia o texto abaixo para responder a seguinte questão.</p><p>Inspeções de segurança geram benefícios para empresas e trabalhadores</p><p>Por Paulo Ribeiro Neres</p><p>Uma das atividades mais comuns entre os profissionais de saúde e segurança do traba-</p><p>lho são as inspeções de segurança) Estas podem ser específicas, como por exemplo, em equi-</p><p>pamentos de combate a incêndio ou gerais como: ordem, arrumação e limpeza) Normalmente,</p><p>alguns de seus objetivos são: reconhecer e antecipar as condições ou procedimentos que se</p><p>encontram abaixo dos padrões de segurança estabelecidos, ou ainda detectar situações peri-</p><p>gosas que possam acarretar perdas materiais ou pessoais no ambiente ocupacional.</p><p>Seja qual for o propósito ou tipo das inspeções, de rotina ou periódica, é de extrema</p><p>relevância que o próprio trabalhador, “aquele que põe a mão na massa”, participe dessas ativi-</p><p>dades e que sua opinião seja considerada e avaliada no momento da conclusão. Desta forma,</p><p>espera-se aumentar o interesse e motivação</p><p>dos trabalhadores com as questões de saúde e</p><p>segurança no ambiente de trabalho e, paralelo a isso, desenvolver uma cultura que promova a</p><p>ideia de que a prevenção de perdas seja de interesse de todos e não apenas uma responsabi-</p><p>lidade do Departamento de Segurança, como é comum em diversas organizações. […]</p><p>O melhor e mais vantajoso de tudo isso é que podemos usar o conhecimento e experi-</p><p>ência prática de quem realmente sabe onde estão as condições perigosas e desvios que mais</p><p>ocorrem naquele ambiente de trabalho. Geralmente, as inspeções de segurança são realizadas</p><p>sem a participação dos trabalhadores do chão de fábrica) Precisamos quebrar esse paradig-</p><p>ma) […] Não será demérito para os profissionais do Serviço Especializado em Engenharia de</p><p>Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) adicionar os trabalhadores nas suas inspeções</p><p>de segurança) Para isso, será necessário capacitá-los, treiná- los e orientá-los para que sejam</p><p>capazes de auxiliar na identificação e avaliação dos perigos. […]</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>112 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Se realizarmos inspeções com o auxílio dos próprios trabalhadores, é bem provável que</p><p>as medidas de controle, que serão sugeridas para mitigar os riscos detectados, sejam mais co-</p><p>erentes e próximas da realidade do dia a dia) Assim, o bom resultado prático virá pela união do</p><p>conhecimento técnico do profissional da segurança com a opinião e visão de quem realmente</p><p>fica exposto, que são os trabalhadores.</p><p>(http://revistacipa.com.br/inspecoes-de-seguranca-geram-beneficios- para-empresas-e-trabalhadores/ acesso</p><p>em 14/11/2019. Adaptado)</p><p>Assinale a alternativa correta quanto à regra utilizada para a colocação pronominal destacada</p><p>no enunciado a seguir: “Para isso, será necessário capacitá-los, treiná-los e orientá-los”.</p><p>a) Ênclise – uso do pronome oblíquo após o verbo.</p><p>b) Mesóclise – uso do pronome oblíquo após o verbo.</p><p>c) Próclise – uso do pronome oblíquo após o verbo em frases afirmativas.</p><p>d) Próclise – uso do pronome oblíquo após o verbo em frases no futuro do presente.</p><p>e) Mesóclise- uso do pronome oblíquo após uma sílaba tônica.</p><p>A ênclise ocorre quando o pronome aparece após o verbo.</p><p>Letra a.</p><p>037. (2019/IBFC/PREFEITURA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO-PE/TÉCNICO EM SANE-</p><p>AMENTO) Observe o enunciado abaixo.</p><p>Vou-me embora pra Pasárgada,</p><p>lá sou amigo do Rei”.</p><p>(M.Bandeira)</p><p>Quanto à regra de colocação pronominal utilizada, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Ênclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou pretérito afirmativo, o pronome</p><p>oblíquo deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>b) Próclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou pretérito afirmativo, o pronome</p><p>oblíquo deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>c) Mesóclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou pretérito afirmativo, o pronome</p><p>oblíquo deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>d) Próclise: em orações iniciadas com verbos no imperativo afirmativo, o pronome oblíquo</p><p>deve ser usado posposto ao verbo.</p><p>Lembre-se que não se deve iniciar frases com pronome oblíquo. Por isso, o pronome deve ser</p><p>posposto ao verbo, caracterizando uma ênclise.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>113 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Observação: se o verbo do início da oração estiver no futuro (do presente ou do pretérito), pre-</p><p>valecerá a mesóclise.</p><p>Letra a.</p><p>038. (2019/IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/ANALISTA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO-</p><p>-ANALISTA DE SISTEMAS)</p><p>Texto 1</p><p>“No meio do caminho tinha uma pedra</p><p>tinha uma pedra no meio do caminho</p><p>tinha uma pedra</p><p>no meio do caminho tinha uma pedra.</p><p>Nunca me esquecerei desse acontecimento</p><p>na vida de minhas retinas tão fatigadas.</p><p>Nunca me esquecerei que no meio do caminho</p><p>tinha uma pedra</p><p>tinha uma pedra no meio do caminho</p><p>no meio do caminho tinha uma pedra.”</p><p>Carlos Drummond de Andrade</p><p>Texto 2</p><p>Observe: “Nunca me esquecerei desse acontecimento”. Assinale a alternativa que apresenta a</p><p>correta regra de colocação pronominal utilizada no enunciado.</p><p>a) Próclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com sentido negativo.</p><p>b) Ênclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com sentido negativo.</p><p>c) Mesóclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com sentido negativo.</p><p>d) Ênclise – uso de pronome antes do verbo em enunciados com advérbios de negação.</p><p>A próclise é o uso do pronome a antes do verbo. Em alguns casos, temos os chamados “fa-</p><p>tores de atração”, que tornam o uso da próclise obrigatória) Palavras negativas, como nunca,</p><p>nada, não, são exemplos de fatores que atraem o pronome para antes do verbo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>114 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Relembrando quais são os fatores de atração da próclise:</p><p>• palavras negativas</p><p>• advérbios</p><p>• pronomes relativos</p><p>• pronomes indefinidos</p><p>• conjunções subordinativas</p><p>Letra a.</p><p>039. (2019/IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/PROFISSIONAL NÍVEL MÉDIO/OFICIAL</p><p>ADMINISTRATIVO) Leia o texto para responder à questão.</p><p>Coisas Antigas</p><p>[…] “Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um</p><p>canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele; meu velho rancor con-</p><p>tra os guarda-chuvas cedeu lugar a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber</p><p>qual a origem desse carinho.</p><p>Pensando bem, ele talvez derive do fato, creio que já notado por outras pessoas, de ser o</p><p>guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quaren-</p><p>tão, e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva) De</p><p>máquinas como telefone, automóvel etc., nem é bom falar. Mil pequenos objetos de uso muda-</p><p>ram de forma, de cor, de material; em alguns casos, é verdade, para melhor; mas mudaram. […]</p><p>O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores</p><p>desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda) Ele permaneceu auste-</p><p>ro, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas. De junco fino ou pinho vulgar, de algodão</p><p>ou de seda animal, pobre ou rico, ele se tem mantido digno. […]”</p><p>Rubem Braga</p><p>Leia o trecho: “pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo”. Assinale a alter-</p><p>nativa que apresenta a regra correta que justifica o uso da expressão pronominal em destaque.</p><p>�a) Próclise – uso do pronome após o verbo em enunciados afirmativos no pretérito imperfeito.</p><p>b) Ênclise – uso do pronome após o verbo no infinitivo impessoal regido por preposição.</p><p>c) Mesóclise – uso do pronome após o verbo em enunciados afirmativos no presente do</p><p>indicativo.</p><p>d) Próclise – uso do pronome após o verbo em enunciados afirmativos no pretérito perfeito.</p><p>Lembre-se:</p><p>• próclise: ocorre antes do verbo</p><p>• mesóclise: ocorre no meio do verbo</p><p>• ênclise: ocorre após o verbo</p><p>Letra b.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição,</p><p>sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>115 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>040. (2019/IBFC/MGS/ADVOGADO)</p><p>João Cruz e Sousa (1861 – 1898), lançador do Simbolismo no Brasil, é situado, por</p><p>alguns estudiosos, junto de Mallarmé e Stefan George, entre os três maiores simbolistas do</p><p>mundo, formando a “grande tríade harmoniosa”.</p><p>Além de ter uma boa apresentação física, era um homem extremamente culto e elogia-</p><p>do por seus mestres. Mas nada disso, para as pessoas da época, superava o fato de ser negro,</p><p>o que lhe causou sérios problemas.</p><p>Em vida, sofreu muito e não conheceu o sucesso. Mudou-se de Santa Catarina (seu es-</p><p>tado natal) para o Rio de Janeiro e, com muito empenho, chegou a ser arquivista da Central do</p><p>Brasil, cargo que lhe garantia subsistência e não valorizava sequer um décimo de sua capaci-</p><p>dade intelectual. Terminou atacado pela “doença dos poetas”, a tuberculose, que matou, junto</p><p>com ele, toda sua família.</p><p>É nesse ambiente de dor que nasce sua incrível obra, onde transparecem a melancolia e</p><p>a revolta, porém com versos magicamente ricos e sonoros. Arte é a palavra-chave) Arte liber-</p><p>tária, ansiosa, criativa, que foge dos padrões métricos sem perder a classe e a musicalidade)</p><p>Cruz e Sousa é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da poesia brasileira) Entre suas obras</p><p>estão Missal, Broquéis, Os Faróis e Últimos Sonetos, todos livros de poesia.</p><p>(brasilescola.uol.com.br/biografa/joao-cruz-sousa)</p><p>A expressão sublinhada do texto apresenta um pronome enclítico. De acordo com a norma</p><p>gramatical de seu uso, a ênclise ocorre:</p><p>a) nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro), isto porque na</p><p>linguagem padrão da língua não é apropriado iniciar frase com pronome oblíquo.</p><p>b) nas orações iniciadas por verbos acompanhados de pronome refexivo seguido de preposição.</p><p>c) somente em frases afirmativas no pretérito perfeito.</p><p>d) quando há a partícula apassivadora “se” porque na linguagem culta essa formação é grama-</p><p>ticalmente correta.</p><p>Não é permitido iniciar frases com pronomes; por isso, deve-se usar a ênclise.</p><p>Lembre-se: se o verbo estiver no futuro do presente ou do pretérito, a mesóclise prevalece so-</p><p>bre a ênclise.</p><p>Letra a.</p><p>041. (2017/IBFC/SEDUC-MT/TÉCNICO ADMINISTRATIVO EDUCACIONAL)</p><p>Quando era novo, em Pringles, havia donos de automóveis que se gabavam, sem mentir,</p><p>de tê-los desmontado “até o último parafuso” e depois montá-los novamente) Era uma proeza</p><p>bem comum, e tal como eram os carros, então, bastante necessária para manter uma relação</p><p>boa e confiável com o veículo. Numa viagem longa era preciso levantar o capô várias vezes,</p><p>sempre que o carro falhava, para ver o que estava errado. Antes, na era heroica do automobilis-</p><p>mo, ao lado do piloto ia mecânico, depois rebaixado a copiloto. […]</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>116 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Na realidade, os bricoleurs* de vila ou de bairro não se limitavam aos carros, trabalha-</p><p>vam com qualquer tipo de máquinas: relógios, rádios, bombas d´água, cofres. […] Desnecessá-</p><p>rio dizer, assim, que desde que os carros vêm com circuitos eletrônicos, o famoso “até o último</p><p>parafuso” perdeu vigência.</p><p>Houve um momento, neste último meio século, em que a humanidade deixou de saber</p><p>como funcionavam as máquinas que utiliza) De forma parcial e fragmentária, sabem apenas</p><p>alguns engenheiros dos laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento de algumas grandes em-</p><p>presas, mas o cidadão comum, por mais hábil e entendido que seja, perdeu a pista há muito.</p><p>Hoje em dia usamos os artefatos tal como as damas de antigamente usavam os automóveis:</p><p>como “caixas-pretas”, com um Input (apertar um botão) e um Output (desliga-se o motor), na</p><p>mais completa ignorância do que acontece entre esses dois polos.</p><p>O exemplo do carro não é por acaso, acredito ter sido a máquina de maior complexida-</p><p>de até onde chegou o saber do cidadão comum. Até a década de 1950, antes do grande salto,</p><p>quando ainda se desmontavam carros e geladeiras no pátio, circulava uma profusa bibliografia</p><p>com tentativas patéticas de seguir o rastro do progresso. […]</p><p>Hoje vivemos num mundo de caixas-pretas. Ninguém se assusta por não saber o que</p><p>acontece dentro do mais simples dos aparelhos de que nos servimos para viver. […]</p><p>O que aconteceu com as máquinas é apenas um indício concreto do que aconteceu</p><p>com tudo. A sociedade inteira virou uma caixa-preta) A complicação da economia, os desloca-</p><p>mentos populacionais, os fluxos de informação traçando caprichosas espirais num mundo de</p><p>estatísticas contraditórias, acabaram por produzir uma cegueira resignada cuja única moral é</p><p>a de que ninguém sabe “o que pode acontecer”; ninguém acerta os prognósticos, ou acerta só</p><p>por casualidade) Antes isso acontecia apenas com o clima, mas à imprevisibilidade do clima</p><p>o homem respondeu com civilização. Agora a própria civilização, dando toda a volta, se tornou</p><p>imprevisível.</p><p>(César Aira) In: Marco M. Chaga, org. Pequeno manual de procedimentos. Tradução: Eduardo Marquardt. Cuuri-</p><p>tiba: Arte & Letra, 2007, p.49-51)</p><p>* bricoleur: aquele que faz qualquer espécie de trabalho</p><p>Dentre as ocorrências do emprego do pronome oblíquo átono abaixo, destacadas do texto,</p><p>assinale a alternativa incorreta de colocação considerando a Norma Culta.</p><p>a) “havia donos de automóveis que se gabavam” (1º§).</p><p>b) “até o último parafuso’ e depois montá-los” (1º§).</p><p>c) “os bricoleurs* de vila ou de bairro não se limitavam” (2º§).</p><p>d) “Ninguém se assusta por não saber o que acontece” (5º§).</p><p>e) “dando toda a volta, se tornou imprevisível.” (6º§).</p><p>a) O pronome relativo que funciona como fator de atração na próclise.</p><p>b) Pode-se usar próclise ou ênclise.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>117 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>c) O não é um fator de atração na próclise.</p><p>d) Ninguém é fator de atração na próclise.</p><p>e) A ênclise é obrigatória quando for precedida por um sinal de pontuação. O correto seria:</p><p>“dando toda a volta, tornou-se imprevisível.</p><p>Letra e.</p><p>042. (2017/IBFC/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA/ASSISTENTE TÉCNICO</p><p>LEGISLATIVO)</p><p>A oração “Vou me aposentar amanhã” tem seu sentido preservado sem transgressão à norma</p><p>padrão no que diz respeito à colocação pronominal com a seguinte reescritura:</p><p>a) Vou me aposentando amanhã.</p><p>b) Me aposentaria amanhã.</p><p>c) Me aposentava amanhã.</p><p>d) Aposentar-me-ei amanhã.</p><p>A mesóclise é pouco usual no dia a dia) Ela só é obrigatória quando há a combinação de dois</p><p>requisitos:</p><p>1º) o verbo precisa estar no futuro do presente ou do pretérito e iniciar a oração</p><p>e</p><p>2º) não pode haver fator de atração da próclise.</p><p>Letra d.</p><p>043. (2016/IBFC/EBSERH/ASSISTENTE SOCIAL)</p><p>A mentirosa liberdade</p><p>Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe</p><p>em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma –</p><p>como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira:</p><p>medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não</p><p>ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, de um clu-</p><p>be mais chique, de não ter</p><p>nas</p><p>Demais verbos o, a, os, as</p><p>Vejamos alguns exemplos:</p><p>• É hora de deixar o apartamento. = É hora de deixá-lo.</p><p>• Fiz as tarefas. = Fi-las.</p><p>• Ele quis alguns conselhos. = Ele qui=lo.</p><p>• Fecharei minha casa com cadeado. = Fechá-la-ei com cadeado.</p><p>• Declamaram minha poesia favorita. = Declamaram-na.</p><p>• Ele propõe novas regras. = Ele propõe-nas.</p><p>• Encontrei meu filho aos prantos. = Encontrei-o aos prantos.</p><p>1.3. colocAção pronomInAl em locuções VerBAIs</p><p>A colocação pronominal em locuções verbais é ainda mais simples do que em um único</p><p>verbo! Preciso, primeiramente, que você se lembre de que uma locução verbal é formada por</p><p>verbo auxiliar + verbo principal. Vejamos as possibilidades no esquema abaixo:</p><p>Nesse caso, pode-se usar o pronome antes do auxiliar, entre o auxiliar e o principal e após o</p><p>principal (exceto quando este estiver no particípio). Atenção: cuidado para não ferir o princípio</p><p>1. Veja exemplos:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>14 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>EXEMPLO</p><p>(16) Eu vou encontrar novos caminhos.</p><p>Eu os vou encontrar.</p><p>Eu vou(-)os encontrar.</p><p>Eu vou encontrá-los.</p><p>EXEMPLO</p><p>(17) Estou construindo uma nova casa.</p><p>A estou construindo. (Errado. Princípio 1.)</p><p>Estou(-)a construindo.</p><p>Estou construindo-a.</p><p>EXEMPLO</p><p>(18) Ele tinha imprimido o documento.</p><p>Ele o tinha imprimido.</p><p>Ele tinha(-)o imprimido.</p><p>Ele tinha imprimido-o. (Errado. Verbos no particípio não aceitam ênclise.)</p><p>Obs.: � Segundo muitos gramáticos, o emprego do hífen quando o pronome está entre o auxi-</p><p>liar e o principal é facultativo.</p><p>2. Com fator de atração antes da locução verbal:</p><p>Neste caso, o pronome deve ser empregado antes do auxiliar ou depois do principal. Aten-</p><p>ção: cuidado para não ferir o princípio 1. Veja exemplos:</p><p>EXEMPLO</p><p>(19) Eu não vou encontrar novos caminhos.</p><p>Eu não os vou encontrar.</p><p>Eu não vou encontrá-los.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>15 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>EXEMPLO</p><p>(20) Já estou construindo uma nova casa.</p><p>Já a estou construindo.</p><p>Já estou construindo-a.</p><p>EXEMPLO</p><p>(21) Ele nunca tinha imprimido o documento.</p><p>Ele nunca o imprimiu.</p><p>ADENDO – Apossínclise</p><p>Sempre há um aluno para me perguntar sobre essa quarta forma de colocação pronominal.</p><p>Ela é encontrada em registros literários antigos – e, ainda assim, raramente. Ocorre quando</p><p>há dois fatores de atração antepostos a um verbo.</p><p>O homem que se não respeita pode padecer.</p><p>Também seria gramaticalmente correto escrever</p><p>O homem que não se respeita pode padecer.</p><p>De coração: acrescentei isso por curiosidade de alguns! Não é uma preocupação para provas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>16 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ADENDO: outras funções sintáticas dos pronomes oblíquos átonos.</p><p>Conforme prometi, ao fim da unidade, apresento a você outras funções sintáticas que os</p><p>pronomes oblíquos átonos podem desempenhar. São elas: adjunto adnominal, complemen-</p><p>to nominal e sujeito.</p><p>1. Adjunto adnominal (sempre haverá a semântica de posse)</p><p>• Levaram-me a mala. (=Levaram a minha mala.)</p><p>• Cheirei-te os cabelos. (=Cheirei os seus cabelos.)</p><p>• A fila do banco nos tirou a paciência. (=A fila do banco tirou a nossa paciência.)</p><p>• Aquela garota lhe veio ao pensamento. (=Aquela garota veio ao seu pensamento.)</p><p>2. Complemento nominal</p><p>• Suas ideias sempre me foram agradáveis. (=Suas ideias sempre foram agradáveis a</p><p>mim.)</p><p>• Eu sempre te serei fiel. (=Eu sempre serei fiel a ti.)</p><p>• Eles sempre nos foram próximos. (=Eles sempre foram próximos a nós.)</p><p>• A falta de fé não lhe é favorável. (=A falta de fé não é favorável a ele.)</p><p>3. Sujeito (quando há um verbo causativo ou sensitivo + infinitivo ou gerúndio)</p><p>Os P.O.A. Só se tornam sujeitos na configuração que acima apresentei. Os verbos causativos</p><p>são mandar, deixar, fazer e os sensitivos são ver, ouvir, sentir, olhar (verbos sinônimos des-</p><p>ses também recebem a mesma classificação). Veja, agora, os exemplos:</p><p>• Deixe-me falar de amor! (me é o sujeito do verbo “falar”)</p><p>• Mandaram-te comprar um novo par de tênis. (te é o sujeito de “comprar”)</p><p>• Ele se deixou levar pela opinião alheia. (se é sujeito de “levar”)</p><p>• Sinto-nos levitando pela sala. (nos é sujeito de “levitando”)</p><p>• Fizeram-lhes falar a verdade. (lhes é sujeito de “falar”)</p><p>• Eu os vi namorando na praça. (os é sujeito de “namorando”)</p><p>Obs.: � Esse tipo de sujeito também é conhecido como sujeito acusativo.</p><p>Repito: isso pouco aparece em provas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>17 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>2. Bloco II – Vozes VerBAIs e Funções do se</p><p>Nesta seção, quero tratar de um assunto muito importante mesmo em provas de concur-</p><p>sos públicos! Primeiramente, falaremos acerca das vozes verbais. Ao falar desse assunto, ine-</p><p>vitavelmente, passaremos pelas funções do pronome oblíquo “SE”. Você se lembra de que, na</p><p>seção anterior, eu destaquei que, mais a diante, discutiríamos só o “SE”? Chegou o momento!</p><p>Prepare seu material! É hora de aprender!</p><p>2.1. As Vozes VerBAIs</p><p>As vozes verbais dizem respeito à forma como o verbo estabelece sua relação com o sujei-</p><p>to. A tradição gramatical diz que ocorre voz ativa quando o sujeito pratica a ação verbal (sujeito</p><p>agente); a voz passiva, quando o sujeito sofre a ação verbal (sujeito paciente); a voz reflexiva,</p><p>quando o sujeito pratica e sofre a ação verbal.</p><p>Todavia, grande parte dos estudantes de língua portuguesa dão um tratamento errado a</p><p>esse conteúdo, por pensar que é uma descrição meramente semântica) Na verdade, o sentido</p><p>é fruto de uma estrutura morfossintática) Entenda: para dominar as vozes verbais, você deve</p><p>conhecer as estruturas gramaticais que as caracterizam. O sentido é uma mera consequência</p><p>dessa estrutura.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>18 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Para facilitar a nossa vida, criei um quadro-resumo, que será detalhado ao longo deste PDF:</p><p>Voz verbal Estrutura gramatical Semântica</p><p>Passiva</p><p>Locução verbal</p><p>SER+PARTICÍPIO</p><p>(analítica4)</p><p>OU</p><p>Verbo-SE (pronome</p><p>apassivador) (sintética)</p><p>Paciente</p><p>Reflexiva Pronome reflexivo Agente+paciente</p><p>Ativa O resto Agente5</p><p>A partir dessas informações, vamos analisar as orações abaixo:</p><p>EXEMPLOS</p><p>(1) O carro foi levado pelos ladrões durante a madrugada.</p><p>(2) Encontrou-se</p><p>feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular.</p><p>Medo de não ser livres.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>118 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em</p><p>liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o</p><p>que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos</p><p>pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos</p><p>escolher com calma) Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o</p><p>sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), […] a alegria, de tanta</p><p>tensão, nos escapa) […]</p><p>Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O</p><p>que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? […] Treze anos e ainda não ficou?</p><p>[…] Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e traba-</p><p>lhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?</p><p>Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deve-</p><p>res reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa correnteza) Ter opiniões</p><p>próprias, amadurecer ajuda) Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas</p><p>no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda) Descobrir</p><p>o que queremos e podemos é um aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o</p><p>Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente</p><p>e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna) Sem cum-</p><p>prir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma socieda-</p><p>de insegura, desorientada, em crise) Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos</p><p>de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste,</p><p>sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver</p><p>conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o</p><p>que a gente gostaria mesmo de ter feito.</p><p>(LUFT, Lya) Veja, 25/03/09, adaptado)</p><p>Em “Nunca se falou tanto em liberdade” (2º§), ao observar a posição do pronome oblíquo em</p><p>destaque, percebe-se que ela, em função da norma padrão,</p><p>a) poderia ser alterada para mesóclise.</p><p>b) relaciona-se com o vocábulo “tanto”.</p><p>c) obedece à flexão do verbo.</p><p>d) deveria ser alterada para ênclise.</p><p>e) se deve ao advérbio “nunca”.</p><p>A próclise ocorre quando o pronome vem antes do verbo. Na maioria dos casos, é possível</p><p>usar a próclise) Ela é proibida em dois casos:</p><p>- não é permitido iniciar frases com pronomes oblíquos;</p><p>- não se deve usar a próclise quando o verbo aparecer no início da oração ou quando houver</p><p>uma pausa antes dele (marcada por um sinal de pontuação, por exemplo).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>119 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Em alguns casos, a próclise é obrigatória) Relembrando quais são os casos:</p><p>• palavras negativas;</p><p>• advérbios;</p><p>• pronome relativos;</p><p>• pronomes indefinidos;</p><p>• conjunções subordinativas.</p><p>Letra e.</p><p>044. (2016/IBFC/EBSERH/ADVOGADGO/HU-FURG) Observando o padrão culto da língua,</p><p>assinale a alternativa cujo fragmento transcrito do texto represente um emprego INCORRETO</p><p>de colocação pronominal:</p><p>a) “Me conquistou.” (1º§)</p><p>b) “E já estão me confundindo com Artur da Távola?” (2 °§)</p><p>c) “Disse que me lia sempre (…) (3º§)</p><p>d) “(…)sempre fui confundido com o Zuenir, o Veríssimo, o Arnaldo… só não me lembro (…)” (4 °§)</p><p>e) “(…)nunca escrevi às sextas, mas ela me interrompeu (…)” (4 °§)</p><p>Na Língua Portuguesa, não se admite iniciar frases com pronomes átonos.</p><p>Letra a.</p><p>045. (2016/IBFC/COMLURB/TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO) Das opções abai-</p><p>xo, assinale a única que apresenta corretamente a colocação do pronome.</p><p>a) Esqueci de te contar que vi ele na rua.</p><p>b) Nunca pode-se falar mal de quem não conhece-se.</p><p>c) Esta situação se-refere a assuntos empresariais.</p><p>d) Precisa-se de bons funcionários.</p><p>a) O correto seria: “Esqueci-me de te contar que o vi na rua”. O pronome relativo que funciona</p><p>como fator de atração na colocação pronominal.</p><p>b) Nunca e não sãos palavras negativas e funcionam como fatores de atração da próclise) O</p><p>correto seria: “Nunca se pode falar mal de quem não se conhece.”.</p><p>c) Não existe a construção se-refere) Não existe hífen na próclise.</p><p>d) O pronome está na posição correta, já que ele não poderia iniciar a oração.</p><p>Letra d.</p><p>046. (2021/IBFC/IBGE/SUPERVISOR DE PESQUISAS/GESTÃO) Para responder à questão,</p><p>considere o texto abaixo.</p><p>A roda dos não ausentes</p><p>O nada e o não,</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>120 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ausência alguma,</p><p>borda em mim o empecilho.</p><p>Há tempos treino</p><p>o equilíbrio sobre</p><p>esse alquebrado corpo,</p><p>e, se inteira fui,</p><p>cada pedaço que guardo de mim</p><p>tem na memória o anelar</p><p>de outros pedaços.</p><p>E da história que me resta</p><p>estilhaçados sons esculpem</p><p>partes de uma música inteira.</p><p>Traço então a nossa roda gira-gira</p><p>em que os de ontem, os de hoje,</p><p>e os de amanhã se reconhecem</p><p>nos pedaços uns dos outros.</p><p>Inteiros.</p><p>(EVARISTO, Conceição. Poemas da Recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017, p. 12)</p><p>Considere o verso “e os de amanhã se reconhecem” (v.16) e o contexto em que está inserido.</p><p>A construção em destaque ilustra:</p><p>a) um verbo pronominal.</p><p>b) a noção de reciprocidade.</p><p>c) a voz passiva sintética.</p><p>d) a indeterminação do sujeito.</p><p>e) uma construção passiva analítica.</p><p>A reciprocidade está presente na voz reflexiva, que ocorre quando o sujeito é agente e paciente</p><p>da ação praticada.</p><p>Letra b.</p><p>047. 2014/IBFC/PC-RJ/PAPILOSCOPISTA POLICIAL DE 3ª CLASSE)</p><p>Corrida contra o ebola</p><p>Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África Ocidental despertou a atenção da</p><p>comunidade internacional, mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear</p><p>o avanço da doença tenham sido eficazes.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>121 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações registradas neste ano</p><p>ocorreram nas últimas três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermida-</p><p>de) A escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA,</p><p>Tom Frieden, a afirmar que a epidemia está fora de controle.</p><p>O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. De um lado, as condições sa-</p><p>nitárias e econômicas dos países afetados são as piores possíveis.</p><p>De outro, a Organização</p><p>Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um contingente expressivo de pro-</p><p>fissionais para atuar nessas localidades afetadas.</p><p>Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros.</p><p>Só 20% dos recursos da entidade vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o</p><p>restante é formado por doações voluntárias.</p><p>A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área,e a organização perdeu</p><p>quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação,</p><p>o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6 bilhões.</p><p>Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência passou a dar mais ên-</p><p>fase à luta contra enfermidades globais crônicas, como doenças coronárias e diabetes.O de-</p><p>partamento de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado a outros. Muitos</p><p>profissionais experimentados deixaram seus cargos.</p><p>Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para reconhecer a gravidade da</p><p>situação. Seus esforços iniciais foram limitados e mal liderados.</p><p>O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais possível enfrentá-lo de Genebra,</p><p>cidade suíça sede da OMS. Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África Oci-</p><p>dental, com representantes dos países afetados.</p><p>Espera-se também maior comprometimento das potências mundiais, sobretudo Esta-</p><p>dos Unidos, Inglaterra e França, que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,</p><p>respectivamente.</p><p>A comunidade internacional tem diante de si um desafio enorme, mas é ainda maior</p><p>a necessidade de agir com rapidez. Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido</p><p>conta a favor da doença.</p><p>(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml:</p><p>Acesso em: 08/09/2014)</p><p>Na frase “Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financei-</p><p>ros. “(4º§), a construção em destaque ilustra:</p><p>a) a voz passiva analítica.</p><p>b) um caso de sujeito indeterminado.</p><p>c) a voz reflexiva.</p><p>d) uma oração sem sujeito.</p><p>e) a voz passiva sintética.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>122 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>“Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica por problemas financeiros.”</p><p>No caso, o verbo explicar não pede preposição, sendo, portanto, verbo transitivo direto. Quan-</p><p>do temos VTD + se, este é considerado partícula apassivadora, caracterizando a voz passiva</p><p>sintética.</p><p>Letra e.</p><p>048. (2020/IBFC/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADMINISTRATIVA) Leia atentamente o</p><p>texto abaixo para responder à questão.</p><p>Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os</p><p>com as palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá vontade ser assim, hermético.</p><p>Talvez, porque eu sinta que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não me encaixe har-</p><p>monicamente no mundo, é que sinto esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez, a</p><p>vida seja mesmo um mal entendido.</p><p>Portanto, despiciendo as opiniões e me faço prolixo. Suasório para o intento de escrever</p><p>em uma língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário, quando quero, é um quarto</p><p>cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as palavras</p><p>devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do</p><p>mundo nada entendo, por que razão deveria me fazer entender?</p><p>Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se do fluido vital, e, sem tempo para o recreio</p><p>desejado, com os ombros arcados pelos compromissos assumidos, tenho no plenilúnio um</p><p>desejo imarcescível de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o decesso, eu possa lá</p><p>estabelecer morada e, vivendo em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito. Na reali-</p><p>dade) Na iniludível realidade, meu recreio é uma sala ampla) Teto alto. Prateleiras rústicas com</p><p>farta literatura e filosofia) Nenhuma porta ou janela aberta a permitir à passagem do tempo.</p><p>Uma poltrona aveludada) Frio. Lareira acesa) Vinho tinto seco, Malbec.</p><p>O amor? O entregar-se? Não!</p><p>Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem entrega) Apenas eu. Apenas eu e o tempo.</p><p>Cerrado na sala cerrada) Divagando sobre o nada e refletindo sobre tudo. Imarcescível seria</p><p>tal momento. Mas a vida) A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno, e a criatura</p><p>humana é botão de rosa, matéria orgânica falível na passagem do eterno. Sigo… Soerguendo-</p><p>-me… Sobrevivo…</p><p>(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 – JUS Brasil)</p><p>Com relação ao emprego de elementos de referência, substituição, funcionalidade e repetição</p><p>de conectores e de outros elementos da sequência textual, analise as afirmativas abaixo.</p><p>I – “Incipiente na arte da escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as palavras que lhes</p><p>atribuem significado”. O pronome em destaque faz referência ao vocábulo “sentimentos”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>123 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>II – “Suasório para o intento de escrever em uma língua indecifrável ao homem comum”. O vo-</p><p>cábulo em destaque é uma conjunção subordinativa com função explicativa.</p><p>III – “Meu vocabulário, quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e jogo fora a chave</p><p>do entendimento”. O vocábulo em destaque faz referência à palavra “vocabulário”.</p><p>IV – “Dizem-me que as palavras devem ser um instrumento para comunicar-se e que isto é fazer-</p><p>-se entender”. A partícula “se” transforma os vocábulos em destaque em verbos pronominais.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>a) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.</p><p>b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.</p><p>c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.</p><p>d) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.</p><p>I – O pronome oblíquo os faz referência a sentimentos a fim de evitar a repetição de uma mes-</p><p>ma palavra na frase.</p><p>II – O para indica finalidade.</p><p>III – O nele faz referência a quarto.</p><p>IV – Verbos pronominais são aqueles acompanhados por pronome oblíquo.</p><p>Letra b.</p><p>049. (2017/IBFC/CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA-SP/AGENTE ADMINISTRATIVO)</p><p>O pronome “se” presente em “O homem que se cuida” deve ser classificado, em função do pa-</p><p>pel que exerce como:</p><p>a) pronome apassivador.</p><p>b) parte integrante do verbo.</p><p>c) pronome reflexivo.</p><p>d) índice de indeterminação do sujeito.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>124 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Na voz reflexiva, o sujeito é agente e paciente da ação praticada.</p><p>Letra c.</p><p>050. (2019/IBFC/PREFEITURA DE VINHEDO-SP/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA II-CI-</p><p>ÊNCIAS) Para responder à questão, leia atentamente o fragmento do poema “Ismália” do poe-</p><p>ta parnasiano Alphonsus de Guimaraens.</p><p>Ismália</p><p>Alphonsus de Guimaraens</p><p>Quando Ismália enlouqueceu,</p><p>Pôs-se na torre a sonhar…</p><p>Viu uma lua no céu,</p><p>Viu outra lua no mar.</p><p>No sonho em que se perdeu,</p><p>Banhou-se toda em luar…</p><p>Queria subir</p><p>ao céu,</p><p>Queria descer ao mar…</p><p>E, no desvario seu,</p><p>Na torre pôs-se a cantar…</p><p>Estava perto do céu,</p><p>Estava longe do mar…</p><p>[…]</p><p>As asas que Deus lhe deu</p><p>Rufaram de par em par…</p><p>Sua alma subiu ao céu,</p><p>Seu corpo desceu ao mar…</p><p>De acordo com a leitura atenta do poema “Ismália” e com a Gramática Normativa da Língua</p><p>Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) O verbo “ver” na primeira estrofe está conjugado no pretérito perfeito indicando uma certeza,</p><p>enquanto o verbo “querer” na segunda estrofe está conjugado no pretérito imperfeito e expres-</p><p>sa um desejo da personagem.</p><p>b) As vírgulas presentes nos primeiros versos da primeira e da segunda estrofes são utilizadas</p><p>de acordo com a mesma regra gramatical.</p><p>c) Na expressão “Na torre pôs-se a cantar…”, a palavra “se” é classificada como partícula</p><p>apassivadora.</p><p>d) No verso “As asas que Deus lhe deu” a expressão destacada é uma Oração Subordinada</p><p>Adjetiva Restritiva.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>125 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Na letra c, o correto é dizer que o se é classificado como partícula reflexiva.</p><p>Letra c.</p><p>Elias Santana</p><p>Licenciado em Letras – Língua Portuguesa e Respectiva Literatura – pela Universidade de Brasília. Possui</p><p>mestrado pela mesma instituição, na área de concentração “Gramática – Teoria e Análise”, com enfoque</p><p>em ensino de gramática. Foi servidor da Secretaria de Educação do DF, além de pro fessor em vários</p><p>colégios e cursos preparatórios. Ministra aulas de gramá tica, redação discursiva e interpretação de textos.</p><p>Ademais, é escritor, com uma obra literária já publicada. Por essa razão, recebeu Moção de Louvor da</p><p>Câmara Legislativa do Distrito Federal.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>Apresentação</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais</p><p>e Funções do SE</p><p>1. Bloco I: Pronomes Oblíquos e Colocação Pronominal</p><p>1.1. Pronomes Pessoais</p><p>1.2. Colocação Pronominal</p><p>1.3. Colocação Pronominal em Locuções Verbais</p><p>2. Bloco II – Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>2.1. As Vozes Verbais</p><p>2.2. A Transposição da Voz Ativa para a Passiva</p><p>2.3. A Voz Reflexiva</p><p>2.4. Outras Funções do Se</p><p>Questões de Concurso</p><p>Gabarito</p><p>Gabarito Comentado</p><p>AVALIAR 5:</p><p>Página 126:</p><p>uma nova evidência no local do crime.</p><p>(3) Aquele rapaz se olhava no espelho.</p><p>(4) O professor chegou atrasado.</p><p>(5) As crianças sofreram com a perda do avô.</p><p>Em 1, note a presença da locução “foi levado”. Ela indica que a frase está na voz passiva</p><p>(analítica). Em 2, além do pronome “se”, veja também que, na oração, ninguém praticou a ação</p><p>de encontrar – por isso, voz passiva (sintética). Em 3, também há o pronome “se”, todavia po-</p><p>demos identificar que alguém pratica a ação verbal de olhar: “aquele rapaz”. O pronome, aliás,</p><p>tem a função de revelar que a ação verbal foi praticada e sofrida pelo sujeito, uma vez que</p><p>“aquele rapaz” olhava a si mesmo – portanto, voz reflexiva. Agora, olhe com carinho para as</p><p>frases 4 e 5. Você está vendo alguma locução verbal? Você está vendo algum pronome para</p><p>ser classificado como apassivador ou reflexivo? NÃO, para as duas perguntas. Isso é o sufi-</p><p>ciente para afirmar que 4 e 5 são orações na voz ativa.</p><p>Tenho certeza de que você não tem dúvidas acerca da classificação da oração 4, mas deve</p><p>estar se remoendo com a 5. “Elias, mas as crianças sofreram! Ninguém pratica a ação de so-</p><p>frer!” Eu concordo com você, mas preciso que você tenha objetividade: as orações 4 e 5 não</p><p>possuem estrutura gramatical de voz passiva ou reflexiva, e isso deve bastar a você. O que</p><p>4A voz passiva analítica também pode ser formada pela locução verbal ESTAR+PARTICÍPIO.</p><p>Ex.: O prédio está cercado pela polícia.</p><p>Mas peço que você não se prenda a isso. A locução SER+PARTICÍPIO domina as provas de concursos públicos.</p><p>5Nem sempre, haverá a semântica de agente, conforme explicita Bechara (2008). Você entenderá isso melhor quando eu falar</p><p>sobre a diferença entre “voz passiva” e “passividade”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>19 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ocorre em 5 foi explicado na Moderna Gramática da Língua Portuguesa, de Evanildo Bechara.</p><p>A oração 5 possui semântica de passividade, mas estrutura de voz ativa! Isso porque a voz</p><p>passiva, depende, primeiramente, de uma estrutura morfossintática.</p><p>Detalhe: não vá pensando que, com essa explicação, você já sabe tudo sobre o assunto!</p><p>Eu te garanto que, na frase 2, o “se” é um pronome apassivador, assim como, a frase 3, o “se” é</p><p>reflexivo. Mas esse pronome não seria tão famoso se possuísse apenas duas funções, não é</p><p>mesmo? Depois das vozes verbais, falaremos das funções do SE!</p><p>2.2. A trAnsposIção dA Voz AtIVA pArA A pAssIVA</p><p>Agora que você já sabe superficialmente reconhecer as vozes verbais, podemos falar acer-</p><p>ca de um assunto MUITO cobrado em qualquer prova de concurso público: a transposição da</p><p>voz ativa para a passiva) Primeiramente, preciso que você saiba que nem toda oração da nossa</p><p>língua admite isso! Veja as construções abaixo:</p><p>EXEMPLOS</p><p>(6) As mulheres dominaram a sociedade.</p><p>(7) O delegado comunicou as medidas à população.</p><p>(8) As crianças gostam de palhaços.</p><p>(9) Renato Russo vivia em Brasília.</p><p>(10) Os palestrantes permaneceram calados.</p><p>Tente, em sua mente, colocar essas cinco construções na voz passiva. Acredito que você</p><p>só tenha obtido êxito nos exemplos 6 e 7. Sabe por quê?</p><p>COLOCAR UMA ORAÇÃO NA VOZ PASSIVA (OU APASSIVAR UMA ORAÇÃO) SIGNIFICA</p><p>TRANSFORMAR O OBJETO DIRETO EM SUJEITO PACIENTE.</p><p>Queridos, a condição para que uma frase possa ir à voz passiva é que ela apresente, inicial-</p><p>mente, um objeto direto, e só funciona com esse tipo de complemento, uma vez que ele, via de</p><p>regra, não é preposicionado. Em 6 e 7, existem objetos diretos (“a sociedade” e “a situação”).</p><p>Em 8, o verbo é transitivo indireto; em 9, intransitivo; em 10, de ligação.</p><p>Agora, analise comigo como é a transposição da voz ativa (VA) para a voz passiva analí-</p><p>tica (VPA):</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>20 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Note que a única parte que se preservou foi “a sociedade”. “Dominaram” passou a ser “foi</p><p>dominada”, e “as mulheres” passou a ser “pelas mulheres” (agente da passiva, que é quem</p><p>pratica a ação verbal na voz passiva). O verbo que, na voz ativa, concordava com “as mulheres”</p><p>passou a ser uma locução verbal que concorda com “a sociedade”.</p><p>Primeiramente, perceba que “as medidas” deixou de ser objeto direto e passou a ser sujeito</p><p>paciente) “Comunicou” passou a ser “foram comunicadas”, e “o delegado” passou a ser “pelo</p><p>delegado”. Nada ocorreu com “à população”, uma vez que o objeto indireto não participa da</p><p>formação da voz passiva.</p><p>E se colocarmos os trechos acima na voz passiva sintética (VPS)? Qual será o resultado?</p><p>Inicialmente, note o aparecimento da partícula “se”. Ela é responsável por transformar o</p><p>objeto direto em sujeito paciente) Por esse motivo, é conhecida como pronome apassivador,</p><p>ou partícula apassivadora (PA). Na VPS, não é permitida a presença do agente da passiva.</p><p>Vou listar aqui alguns cuidados que você deve ter acerca desse assunto:</p><p>• Em qualquer voz passiva, o que seria o objeto direto é transformado em sujeito paciente,</p><p>sempre.</p><p>• Em qualquer transposição de vozes, esteja atento(a) ao tempo e ao modo verbal. Eles</p><p>precisam ser preservados. Se, na voz ativa, o verbo estiver no presente do indicativo, ele</p><p>deve permanecer no presente do indicativo, tanto na VPA quanto na VPS.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>21 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>• Na voz passiva analítica, tome muito cuidado com a concordância verbal. O verbo auxi-</p><p>liar (verbo “ser”) concorda em número com o sujeito; o verbo principal (verbo no particí-</p><p>pio) concorda em gênero e número com o sujeito. Na VPA, pode aparecer o agente da</p><p>passiva.</p><p>• Na voz passiva sintética, é preciso ter muito cuidado com a concordância (apenas em</p><p>número) entre o sujeito paciente e o verbo. Na VPS, não há agente da passiva.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>22 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ADENDO: COMO DIFERENCIAR O PRONOME APASSIVADOR DO ÍNDICE DE INDETERMINA-</p><p>ÇÃO DO SUJEITO?</p><p>Vamos fazer um retorno aos exemplos de 6 a 10:</p><p>Orações na voz ativa Orações com a partícula SE</p><p>As mulheres dominaram a sociedade. Dominou-se a sociedade.</p><p>O delegado comunicou as medidas à</p><p>população. Comunicaram-se as medidas à</p><p>população.</p><p>As crianças gostam de palhaços. Gosta-se de palhaços.</p><p>Renato Russo vivia em Brasília. Vive-se em Brasília.</p><p>Os palestrantes permaneceram</p><p>calados. Permanece-se calado.</p><p>O que quero que você entenda: nem todas as cinco orações admitem a voz passiva, mas</p><p>todas admitem uma reescritura com o pronome “se”! As duas primeiras, por aceitarem a voz</p><p>passiva, possuem pronome apassivador. As três últimas, que não podem ser apassivadas,</p><p>apresentam índice de indeterminação do sujeito (IIS).</p><p>Vamos sistematizar a análise das cinco construções com o pronome “se”:</p><p>• Entre as cinco orações possuem algo em comum: em nenhuma delas, é possível</p><p>identificar quem pratica a ação verbal6.</p><p>• A partícula apassivadora serve para transformar objetos diretos (não preposiciona-</p><p>dos7) em sujeitos pacientes (que também não são preposicionados). Nesses casos,</p><p>como há sujeito, o verbo deve concordar com ele. A PA só ocorre com VTD ou VTDI.</p><p>• O índice de indeterminação só aparece quando não é possível apassivar. Isso ocorre</p><p>com o VTI, VI e VL. Nesses casos, como não há sujeito, o verbo deve ficar sempre no</p><p>singular.</p><p>6 Existe uma diferença entre identificar quem pratica a ação verbal e identificar o sujeito da oração. Identificar quem pratica</p><p>a ação verbal é completamente semântico (e nem sempre será o sujeito); identificar o sujeito da oração é sintático (e nem</p><p>sempre será quem pratica a ação verbal), pois sujeito é o termo com quem o verbo estabelece concordância.</p><p>7 Na língua portuguesa, existem os chamados “objetos diretos preposicionados”. Nesses casos, o verbo não é responsável</p><p>pela presença da preposição. Ela aparece para garantir algum efeito semântico ou para conferir ênfase. Veja:</p><p>Ex.: O aniversariante comeu do bolo. (A preposição só aparece para dar a ideia de que o aniversariante comeu apenas uma</p><p>parte do bolo.)</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>23 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>010. (2003/CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS) Na Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita a</p><p>el-rei D. Manuel, observam-se melhor as obsessões dos portugueses.</p><p>No texto, a estrutura da voz passiva em “observam-se” equivale a foram observados.</p><p>Primeiramente, nome que, no texto, não há quem pratica a ação de observar. Como o verbo</p><p>está no plural, sabemos que o pronome “se” é uma partícula apassivadora) O sujeito paciente</p><p>é a expressão “as obsessões dos portugueses”. Como o núcleo do sujeito é feminino e plural,</p><p>e o verbo está no presente do indicativo, a correta transposição para a voz passiva analítica</p><p>seria “são observadas as obsessões dos portugueses”. “Foram observados” está no pretérito</p><p>perfeito do indicativo, e o verbo no particípio está no masculino.</p><p>Errado.</p><p>011. (2013/CESPE/ANS) A avaliação das operadoras de planos de saúde em relação às ga-</p><p>rantias de atendimento, previstas na RN 259, é realizada de acordo com dois critérios.</p><p>Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir “é realizada” por realiza-se.</p><p>No texto, a forma “é realizada” está na voz passiva analítica, e o sujeito paciente tem como</p><p>núcleo o vocábulo “avaliação”. Para transpor para a voz passiva sintética, além da presença do</p><p>pronome apassivador, é necessário observar a concordância, o tempo e o modo verbal. Ambas</p><p>as construções estão no singular e no presente do indicativo. Portanto, não haveria prejuízo à</p><p>correção gramatical.</p><p>Errado.</p><p>012. (2013/CESPE/PCDF) Em agosto deste ano, foram registrados 39 casos de sequestro-</p><p>-relâmpago em todo o DF, o que representa redução de 32% do número de ocorrências dessa</p><p>natureza criminal em relação ao mesmo mês de 2012.</p><p>Ex.: Eu não vejo a ele desde o Natal. (Os pronomes oblíquos tônicos são sempre preposicionados.)</p><p>Ex.: O pai ama ao filho. (A preposição aparece para conferir ênfase, para garantir o entendimento de quem pratica e quem</p><p>recebe a ação de amar.)</p><p>Aí vem um detalhe: essas construções não podem ser apassivadas. Portanto, uma oração como “comeu-se do bolo” possui</p><p>um índice de indeterminação do sujeito, e não uma partícula apassivadora. Veja, novamente, como a voz passiva está com-</p><p>pletamente ligada à estrutura morfossintática. A ausência de um objeto direto sem preposição impede a possibilidade de</p><p>formação da voz passiva.</p><p>Observação importante: esse assunto praticamente não aparece em provas!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>24 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>A correção gramatical e o sentido da oração “Em agosto deste ano, foram registrados 39 casos</p><p>de sequestro-relâmpago em todo o DF” seriam preservados caso se substituísse a locução</p><p>verbal “foram registrados” por registrou-se.</p><p>A locução verbal “foram registrados” está no plural para concordar com o núcleo do sujeito “ca-</p><p>sos”. Coloque uma ideia em sua cabeça: o que é sujeito para a voz passiva analítica também</p><p>é sujeito para a voz passiva sintética! Portanto, não há motivos para que o verbo “registrou-se”</p><p>seja empregado, uma vez que está no singular. O correto seria registraram-se.</p><p>Os efeitos da seca espalham-se no campo e são visíveis nos incontáveis animais mortos por</p><p>onde passam as rodovias sertanejas.</p><p>Errado.</p><p>013. (2013/CESPE/MI) Os efeitos da seca espalham-se no campo e são visíveis nos incontá-</p><p>veis animais mortos por onde passam as rodovias sertanejas.</p><p>Em “espalham-se”, o termo “se” indica que o sujeito da oração é indeterminado.</p><p>Primeiramente, lembre-se de que o “se” só será índice de indeterminação do sujeito com ver-</p><p>bos no singular (o que já é suficiente para julgar o item). O verbo possui um sujeito paciente,</p><p>que é “os efeitos da seca”. O pronome é PA.</p><p>Errado.</p><p>014. (2013/IBFC/EBSERH) Considere as orações abaixo.</p><p>I – Prescreveu-se vários medicamentos.</p><p>II – Trata-se de doenças graves.</p><p>A concordância está correta em</p><p>a) somente I</p><p>b) somente II</p><p>c) I e II</p><p>d) nenhuma</p><p>Em I, a expressão “vários medicamentos” é sujeito paciente (uma vez que o “se” é PA). Por-</p><p>tanto, o correto seria “prescreveram-se”. Em contrapartida, a II está correta, pois “de doenças</p><p>graves” é um objeto indireto. O pronome é um IIS, e o verbo deve permanecer no singular.</p><p>Letra b.</p><p>015. (2013/IBFC/IDECI) Considere a oração e as afirmativas a seguir.</p><p>Precisa-se de funcionário com experiência.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>25 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>I – A oração encontra-se na voz passiva.</p><p>II – O sujeito é indeterminado.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>a) I</p><p>b) II</p><p>c) I e II</p><p>d) nenhuma</p><p>A forma verbal “precisa” é transitiva indireta, a expressão “de funcionário com experiência” é</p><p>o OI, e o pronome é IIS. Nesse caso, a frase está na voz ativa (só seria voz passiva se o “se”</p><p>fosse PA).</p><p>Letra b.</p><p>016. (2013/IBFC/PGE-SP) Assinale a alternativa em que a oração não está na voz passiva.</p><p>a) Necessita-se de funcionários capacitados.</p><p>b) Comentou-se o caso do sequestro.</p><p>c) O aluno foi reprovado no exame.</p><p>d) As ruas foram cercadas pela polícia.</p><p>e) Alugam-se salas.</p><p>Na letra a, a forma verbal “necessita” é transitiva indireta, e a expressão “de funcionários capa-</p><p>citados” é o objeto indireto. O pronome funciona como um índice de indeterminação do sujeito.</p><p>Detalhe importantíssimo: quando o “se” é IIS, a oração está na voz ativa! Nas alternativas b e e,</p><p>há a voz passiva sintética) Nas alternativas c e d, voz passiva analítica.</p><p>Letra a.</p><p>017. (2013/IBFC/ILSL) Considere as orações abaixo.</p><p>I – Devem-se pensar em todos os aspectos do problema.</p><p>II – Devem-se analisar</p><p>todos os aspectos do problema.</p><p>A concordância está correta em</p><p>a) somente I.</p><p>b) somente II.</p><p>c) I e II.</p><p>d) nenhuma.</p><p>Agora, estamos falando de casos em que o pronome “se” está associado a locuções verbais.</p><p>O procedimento será:</p><p>• buscar a transitividade no verbo principal;</p><p>• verificar a concordância no verbo auxiliar.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>26 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Em I, o verbo “pensar” é transitivo indireto, a expressão “em todos os aspectos do problema” é</p><p>o OI. Portanto, o “se” é IIS, e o verbo auxiliar deveria estar no singular. Em II, o verbo “analisar” é</p><p>transitivo direto, e a expressão “todos os aspectos do problema” é o sujeito paciente, uma vez</p><p>que o “se” é PA (e o verbo auxiliar está em concordância com o sujeito). Detalhe: as locuções</p><p>verbais apresentadas na questão são formadas pelo verbo auxiliar DEVER e pelo verbo princi-</p><p>pal no INFINITIVO. Nada de pensar em voz passiva analítica, ok?</p><p>Letra b.</p><p>2.3. A Voz reFlexIVA</p><p>Antes de iniciarmos a terceira seção, quero fazer um comentário importante: até aqui, vi-</p><p>mos a parte da matéria que cai em 90% das questões sobre funções do SE (e esse percentual</p><p>ainda pode ser maior)! A verdade é que PA e IIS dominam as provas de concursos!</p><p>Compare comigo as seguintes orações:</p><p>EXEMPLOS</p><p>(11) Vendem-se casas de praia.</p><p>(12) Não se depende de novas políticas públicas.</p><p>(13) Maria olhou-se no espelho.</p><p>(14) João se deu um carro novo.</p><p>Há algo em comum entre 11 e 12: não é possível identificar quem pratica a ação verbal.</p><p>Há algo em comum entre 13 e 14: é possível identificar quem pratica a ação verbal. Esse é o</p><p>primeiro passo que você deve dar sempre que for analisar as funções do “se”! Veja este quadro</p><p>e grave-o na sua memória:</p><p>SITUAÇÃO RESULTADO</p><p>Quando não é possível identificar</p><p>quem pratica a ação verbal. O pronome “se” ou é PA ou é IIS.</p><p>Quando é possível identificar quem</p><p>pratica a ação verbal.</p><p>O pronome “se” possui qualquer outra</p><p>função diferente de PA ou IIS.</p><p>Isso vai mudar a sua vida para sempre! Você precisa ter essa consciência antes de tentar</p><p>identificar a função do pronome! Sabemos agora que 11 e 12 possuem ou PA ou IIS, assim</p><p>como sabemos que 13 e 14 não podem apresentar PA ou IIS.</p><p>Em 11, temos PA, pois “casas de praia” é sujeito paciente. Em 12, temos IIS, pois “de novas</p><p>políticas públicas” é objeto indireto.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>27 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>Já em 13 e 14, note que a ação verbal que é praticada pelo sujeito recai sobre o próprio</p><p>sujeito! Maria poderia olhar outra pessoa, mas olhou a si mesma. João poderia dar algo a outra</p><p>pessoa, mas deu a si mesmo. Estamos diante da chamada voz reflexiva8, também conhecida</p><p>como voz medial. Nesses casos, o “se” é classificado como pronome reflexivo, e pode assumir</p><p>a função de objeto direto (como ocorre em 13) ou de objeto indireto (como ocorre em 14).</p><p>018. (2011/CESPE/CFO-BM) Acorriam todos os aguadeiros com suas pipas, e também os po-</p><p>pulares, que faziam longas filas até o chafariz mais próximo, transportando de mão em mão os</p><p>baldes de água, ao mesmo tempo em que se improvisavam escadas de madeira para efetuar</p><p>salvamentos, retirando-se os moradores, antes que eles se atirassem das janelas dos sobrados.</p><p>As partículas “se” destacadas exercem a mesma função sintática em ambas as ocorrências.</p><p>Note: pela estrutura textual, não é possível identificar quem praticou a ação de retirar, mas é</p><p>possível identificar quem praticou a ação de atirar (eles = os moradores). O primeiro “se” é uma</p><p>partícula apassivadora, ao passo que o segundo é um pronome reflexivo.</p><p>Errado.</p><p>019. (2011/CESPE/CORREIOS) Nos primeiros anos como seminarista, em Bois le Due, na</p><p>Holanda, Erasmo dedicou-se mais à pintura e à música do que à filosofia e à religião.</p><p>Na Universidade de Oxford, terminou os estudos da língua grega — idioma dominado apenas</p><p>por eruditos. A partir de então, conheceu o filósofo Juan Colet, que lhe apresentou a primeira</p><p>versão da Bíblia) O acesso ao livro foi decisivo para Erasmo se afastar da filosofia escolástica.</p><p>As formas verbais “dedicou-se” e “se afastar” estão na voz reflexiva.</p><p>Primeiramente, é possível identificar quem pratica a ação verbal, nos dois casos. Erasmo dedi-</p><p>cou a si mesmo. Erasmo afastou a si mesmo.</p><p>Certo.</p><p>020. (2013/CESPE/MPU) Há um dispositivo no Código Civil que condiciona a edição de bio-</p><p>grafias à autorização do biografado ou descendentes. As consequências da norma são ne-</p><p>gativas. Uma delas é a impossibilidade de se registrar e deixar para a posteridade a vida de</p><p>personagens importantes na formação do país, em qualquer ramo de atividade.</p><p>O termo se, em “se registrar”, é utilizado para indicar reflexividade.</p><p>8 A voz reflexiva também pode ser praticada com outros pronomes oblíquos. Tudo depende da pessoa verbal.</p><p>Ex.: Nós nos olhamos no espelho.</p><p>Ex.: Eu me dei um carro novo.</p><p>Todavia, em provas, esse assunto sempre aparece vinculado ao pronome “se”.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>28 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>É fácil dizer que o “se” não é reflexivo, pois, no texto, não é possível identificar quem pratica a</p><p>ação de registrar. O pronome é PA.</p><p>Errado.</p><p>ADENDO: Pronome recíproco?</p><p>Compare as seguintes construções:</p><p>• O garoto se machucou na cozinha.</p><p>• As amigas se abraçaram com carinho.</p><p>Há uma pequena diferença de sentido entre as duas construções. Na primeira, o garoto abra-</p><p>çou a si mesmo, ao passo que, na segunda, as amigas abraçaram umas às outras. A prono-</p><p>me “se” pode ser chamado de reflexivo nos dois casos, mas, no segundo, é possível também</p><p>atribuir uma outra nomenclatura: pronome recíproco ou pronome reflexivo recíproco!</p><p>2.4. outrAs Funções do se</p><p>Agora que você já conhece a partícula apassivadora, o índice de indeterminação do sujeito</p><p>e o pronome reflexivo, posso afirmar que você já sabe 99% da matéria! O pronome “se” possui,</p><p>na língua portuguesa, outras funções, mas são pouco exploradas em provas. Mas não pode-</p><p>mos deixar de falar sobre elas, não é mesmo?</p><p>2.4.1. Parte Integrante do Verbo</p><p>Compare comigo as seguintes construções:</p><p>EXEMPLOS</p><p>(15) Kurt se matou.</p><p>(16) Kurt se suicidou.</p><p>Semanticamente, as duas construções são semelhantes, pois ambas indicam que alguém</p><p>tirou a própria vida) Todavia, gramaticalmente, as duas construções são diferentes, pois os</p><p>verbos apresentam entendimentos diferentes. O verbo “matar” significa “tirar a vida”, que pode</p><p>ser a vida de alguém ou a do próprio sujeito que pratica ação. Portanto, podemos afirmar que a</p><p>reflexividade da oração 15 é de inteira responsabilidade do pronome, pois é ele quem faz com</p><p>que a ação recaia sobre o sujeito.</p><p>Já o verbo “suicidar-se” significa “tirar a própria vida”. É inconcebível a ideia de que “alguém</p><p>suicida outra pessoa”. Isso mostra que a reflexividade não está no pronome, mas no próprio</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios</p><p>e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>29 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>verbo. Vou ser ainda mais explícito: na língua portuguesa, não existe o verbo “suicidar”, mas</p><p>apenas “suicidar-se”. Ele só existe com o pronome! Por isso, o “se” é conhecido como parte</p><p>integrante do verbo, e o verbo que possui esse tipo de estrutura é conhecido como verbo</p><p>pronominal.</p><p>A parte integrante do verbo acompanha apenas verbos intransitivos ou transitivos indire-</p><p>tos. Eles podem indicar sentimentos (arrepender-se, queixar-se, lembrar-se, esquecer-se, or-</p><p>gulhar-se, alegrar-se, admirar-se) ou ações do ser que são praticadas em relação a si próprio</p><p>(suicidar-se, concentrar-se, precaver-se).</p><p>EXEMPLOS</p><p>A samaritana se arrependeu dos pecados cometidos.</p><p>A aluna se concentrou antes da prova.</p><p>Obs.: � os verbos pronominais se conjugam sempre com o pronome.</p><p>2.4.2. Pronome Expletivo</p><p>Também conhecido como partícula expletiva ou partícula de realce) É um elemento com-</p><p>pletamente dispensável na estrutura oracional. Sua presença (ou ausência) não altera o senti-</p><p>do ou a morfossintaxe da sentença) Ocorre, geralmente, com verbos intransitivos.</p><p>EXEMPLOS</p><p>Ela se riu da situação. → Ele riu da situação.</p><p>Ele se tremeu durante o assalto. → Ele tremeu durante o assalto.</p><p>O show se acabou. → O show acabou.</p><p>Ele se foi sem dizer nada. →Ele foi sem dizer nada.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>30 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ADENDO: lembrar X lembrar-se / esquecer X esquecer-se</p><p>Inicialmente, ao ver que as formas verbais acima apresentadas podem existir com ou sem o</p><p>pronome, pensamos que o pronome “se” se classifica como partícula expletiva. No entanto,</p><p>esse pensamento é incorreto. Veja o porquê:</p><p>• Ela lembrou o seu nome. (lembrar=VTD)</p><p>• Ela se lembrou do seu nome. (lembrar-se=VTI)</p><p>• Ele esqueceu o seu aniversário. (esquecer=VTD)</p><p>• Ele se esqueceu do seu aniversário. (esquecer-se=VTI)</p><p>Em resumo: as formas verbais lembrar e esquecer (sem o pronome) são transitivas diretas,</p><p>ao passo que lembrar-se e esquecer-se (com o pronome) são transitivas indiretas. Uma</p><p>partícula expletiva pode ser colocada ou retirada sem causar qualquer alteração na senten-</p><p>ça. E, para a nossa gramática, construções como</p><p>• Ela lembrou do seu nome.</p><p>• Ela se lembrou o seu nome.</p><p>• Ele esqueceu do seu aniversário.</p><p>• Ele se esqueceu o seu aniversário.</p><p>São consideradas agramaticais.</p><p>Verbos como lembrar-se e esquecer-se são classificados como acidentalmente pronomi-</p><p>nais, e a função do “se”, nesses casos, é parte integrante do verbo.</p><p>Fiz questão de fazer este adendo porque esses verbos são muito cobrados em prova. Os</p><p>examinadores não costumam perguntar sobre a função do “se” nesses casos, mas sobre a</p><p>regência desses verbos!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>31 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>O que cai, Elias?</p><p>Sobre o bloco I: TUDO é importante para a Vunesp, mas peço que você dê importância aos</p><p>pronomes oblíquos como complementos verbais (OD e OI), colocação pronominal (devore)</p><p>e adaptações fonéticas (lo, la, los, las/no, na, nos, nas). Só houve uma questão recente que</p><p>explorou o pronome “lhe” como adjunto adnominal. Além disso, não queira resolver colocação</p><p>pronominal com base naquilo que é aceitável pelos seus ouvidos. Assim, suas chances de er-</p><p>rar aumentam exponencialmente.</p><p>Sobre o bloco II: as bancas gostam mesmo é de concordância! Por esse motivo, dê muita</p><p>atenção às implicações da partícula apassivadora e do índice de indeterminação do sujeito</p><p>para a relação entre sujeito e verbo. Você também verá nas questões que outras funções do SE</p><p>foram exploradas (como pronome reflexivo/recíproco ou pronome expletivo), mas com baixa</p><p>recorrência.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>32 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>QUESTÕES DE CONCURSO</p><p>001. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2022/PREFEITURA DE JUNDIAÍ – SP/ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO)</p><p>A sardinha plebeia deixou o nobre salmão para trás</p><p>O nobre das águas gélidas está sendo desbancado pelo mais plebeu dos espécimes</p><p>que habitam os oceanos. A virada do jogo tem a ver com a poluição ambiental. O salmão, até</p><p>pelo porte, é um peixe que come outros peixes. Já a sardinha, que caberia na palma da mão,</p><p>não tem tamanho para comer de tudo – é totalmente vegana.</p><p>É preciso desmistificar a ideia de que o alimento mais saudável é sempre o mais caro.</p><p>Preço salgado e qualidade nutricional não andam necessariamente lado a lado. Alguns itens</p><p>pouco prestigiados estão justamente entre os mais nutritivos. É o caso do amendoim, que,</p><p>sendo o primo pobre das castanhas, é o mais rico em proteínas.</p><p>Considere, portanto, se não é hora de puxar a sardinha para a sua brasa)</p><p>(Veja, 10 de novembro de 2021. Adaptado)</p><p>A frase – … é um peixe que come outros peixes. – equivale, de acordo com a norma-padrão do</p><p>emprego e da colocação pronominal, a:</p><p>a) … é um peixe que os come.</p><p>b) … é um peixe que come-os.</p><p>c) … é um peixe que lhes come.</p><p>d) … é um peixe que come-los.</p><p>e) … é um peixe que come-lhes.</p><p>002. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2022/PREFEITURA DE JUNDIAÍ – SP/NUTRICIONISTA)</p><p>Ainda me lembro de meu pai. Era um homem alto e bonito, com uns olhos grandes e um</p><p>bigode preto. Sempre que estava comigo, era a me beijar, a me contar histórias, a me fazer os</p><p>gostos. Tudo dele era para mim. Eu mexia nos seus livros, sujava as suas roupas, e meu pai</p><p>não se importava) Às vezes, porém, ele entrava em casa calado. Sentava-se numa cadeira ou</p><p>passeava pelo corredor com as mãos para trás, e discutia muito com minha mãe) Gritava, dizia</p><p>tanta coisa, ficava com uma cara de raiva que me fazia medo. E minha mãe saía para o quarto</p><p>aos soluços. Eu não sabia compreender o porquê de toda aquela discussão. Sei que, com um</p><p>pouco mais, lá estava ele com a minha mãe aos beijos. E o resto da noite, até ir me deitar, era</p><p>só com ela que ele estava, com os olhos vermelhos de ter chorado também.</p><p>Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia, e brincava comigo no chão</p><p>como um menino da minha idade) Depois é que vim a saber muita coisa a seu respeito: que era</p><p>um temperamento excitado, um nervoso, para quem a vida só tivera o seu lado amargo. A sua</p><p>história, que mais tarde conheci, era a de um arrebatado pelas paixões, a de um coração sensível</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>33 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>demais às suas mágoas. Coitado do meu pai! Parece que ainda o vejo quando saía de casa le-</p><p>vado pelos soldados, no dia de seu crime) Que ar de desespero ele levava, no rosto de moço! E</p><p>o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! Vim a compreender, com o tempo, porque tinha</p><p>se deixado levar ao desespero. O amor que tinha pela esposa era o amor de um louco.</p><p>(José Lins do Rego, Menino de Engenho. 94 ed) Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. Excerto adaptado)</p><p>Assinale a alternativa em que, com a alteração da posição do pronome destacado, conforme</p><p>indicado nos parênteses, a redação permanece em conformidade com a norma-padrão.</p><p>a) Ainda me lembro de meu pai. (Ainda lembro-me) [1º parágrafo]</p><p>b) … meu pai não se importava) (não importava-se) [1º parágrafo]</p><p>c) Sentava-se numa cadeira ou passeava… (Se sentava) [1º parágrafo]</p><p>d) Eu o amava porque o que eu queria fazer ele consentia… (Eu amava-o) [2º parágrafo]</p><p>e) E o abraço doloroso que me deu nessa ocasião! (que deu-me) [2º parágrafo]</p><p>003. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ARAÇARIGUAMA – SP/PROFESSOR/ÁREA: EDU-</p><p>CAÇÃO INFANTIL)</p><p>Da calma e do silêncio</p><p>Quando eu morder</p><p>a palavra,</p><p>por favor,</p><p>não me apressem,</p><p>quero mascar,</p><p>rasgar entre os dentes,</p><p>a pele, os ossos, o tutano</p><p>do verbo,</p><p>para assim versejar</p><p>o âmago das coisas.</p><p>Quando meu olhar</p><p>se perder no nada,</p><p>por favor,</p><p>não me despertem,</p><p>quero reter,</p><p>no adentro da íris,</p><p>a menor sombra,</p><p>do ínfimo movimento.</p><p>Quando meus pés</p><p>abrandarem na marcha,</p><p>por favor,</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>34 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>não me forcem.</p><p>Caminhar para quê?</p><p>Deixem-me quedar,</p><p>deixem-me quieta,</p><p>na aparente inércia.</p><p>Nem todo viandante</p><p>anda estradas,</p><p>há mundos submersos,</p><p>que só o silêncio</p><p>da poesia penetra.</p><p>(Conceição Evaristo. Poemas da recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017)</p><p>Assinale a alternativa em que o verso do poema está corretamente reescrito, no que se refere</p><p>à norma-padrão de colocação pronominal.</p><p>a) Quero rasgá-los para assim versejar.</p><p>b) Não apressem-me, por favor.</p><p>c) Os quero mascar entre os dentes.</p><p>d) O silêncio atinge mundos submersos, os penetrando.</p><p>e) Por que deixas-me caminhar?</p><p>004. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TJ SP – SP/ESCREVENTE TÉCNICO</p><p>JUDICIÁRIO)</p><p>Vida ao natural</p><p>Pois no Rio tinha um lugar com uma lareira) E quando ela percebeu que, além do frio,</p><p>chovia nas árvores, não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado. O acordo do mundo com aqui-</p><p>lo que ela nem sequer sabia que precisava como numa fome) Chovia, chovia) O fogo aceso</p><p>pisca para ela e para o homem. Ele, o homem, se ocupa do que ela nem sequer lhe agradece;</p><p>ele atiça o fogo na lareira, o que não lhe é senão dever de nascimento. E ela – que é sempre</p><p>inquieta, fazedora de coisas e experimentadora de curiosidades – pois ela nem lembra sequer</p><p>de atiçar o fogo; não é seu papel, pois se tem o seu homem para isso. Não sendo donzela, que</p><p>o homem então cumpra a sua missão. O mais que ela faz é às vezes instigá-lo: “aquela acha*”,</p><p>diz-lhe, “aquela ainda não pegou”. E ele, um instante antes que ela acabe a frase que o esclare-</p><p>ceria, ele por ele mesmo já notara a acha, homem seu que é, e já está atiçando a acha) Não a</p><p>comando seu, que é a mulher de um homem e que perderia seu estado se lhe desse ordem. A</p><p>outra mão dele, a livre, está ao alcance dela) Ela sabe, e não a toma) Quer a mão dele, sabe que</p><p>quer, e não a toma) Tem exatamente o que precisa: pode ter.</p><p>Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se</p><p>referindo ao fogo, refere-se ao que sente) O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>35 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce</p><p>arde, arde, flameja) Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao</p><p>prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja)</p><p>(Clarice Lispector, Os melhores contos [seleção Walnice Nogueira Galvão], 1996)</p><p>* pequeno pedaço de madeira usado para lenha</p><p>Assinale a alternativa em que a reescrita de informações textuais atende à norma-padrão de</p><p>colocação pronominal.</p><p>a) Antes que ela esclareça onde está a acha, ele por ele mesmo já tinha notado-a, homem</p><p>seu que é.</p><p>b) Ela às vezes instiga o homem, dizendo-lhe: “aquela acha ainda não pegou e você não</p><p>atiçou-a”.</p><p>c) Como ela esquece de atiçar o fogo, pois não é seu papel, o seu homem dedica-se a</p><p>essa missão.</p><p>d) Ela acha que aquilo vai acabar. Não é ao fogo que refere-se, certamente refere-se ao que sente.</p><p>e) Se apercebendo de que chovia nas árvores, ela não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado.</p><p>005. (FUNDAÇÃO PARA O VESTIBULAR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA/VU-</p><p>NESP/2021/PREFEITURA DE GUARULHOS PREFEITURA – SP/BIBLIOTECÁRIO)</p><p>A busca por um sentido</p><p>“Os dois dias mais importantes da sua vida são aqueles em que você nasceu e aquele</p><p>em que descobre o porquê.” A máxima atribuída ao escritor americano Mark Twain (1835-</p><p>1910), autor de clássicos como As Aventuras de Tom Sawyer (1876), resume com precisão o</p><p>valor de encontrar um propósito para a própria existência) Naturalmente, nunca é demais su-</p><p>blinhar, a busca por um sentido para estar vivo se confunde com o humano – ou, melhor ainda,</p><p>com “ser” humano.</p><p>Há cerca de 50 000 anos, quando, segundo achados recentes, o Homo Sapiens come-</p><p>çou a pintar nas paredes das cavernas, desenhávamos figuras místicas, como caçadores do-</p><p>tados de superpoderes, que pareciam auxiliar os homens daquela época a situar a si mesmos</p><p>em meio ao desconhecido. De lá para cá, não existem indícios de que se possa chegar a uma</p><p>razão única que justifique o viver – porém cada indivíduo pode descobrir a sua.</p><p>Diante da pergunta “por que estamos aqui?”, feita durante uma entrevista, o escritor</p><p>Charles Bukowski (1920- 1994), alemão radicado nos Estados Unidos, destacou: “Para quem</p><p>acredita em Deus, a maior parte das grandes questões pode estar respondida) Mas, para aque-</p><p>les que não aceitam a fórmula de Deus, as grandes respostas não estão cravadas na pedra)</p><p>Nós nos ajustamos a novas condições e descobertas”.</p><p>No rastro desse debate, outra indagação se impõe: afinal, vale tanto assim o esforço</p><p>de refletir acerca dos motivos de estar na Terra? Um estudo publicado em dezembro no perió-</p><p>dico científico Journal of Clinical Psychiatry (EUA) foi pioneiro ao garantir que, até mesmo do</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para LUCCAS VINICIO DE SOUZA - 06593735132, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>https://www.grancursosonline.com.br</p><p>36 de 126www.grancursosonline.com.br</p><p>Pronomes Oblíquos, Vozes Verbais e Funções do SE</p><p>GRAMÁTICA</p><p>Elias Santana</p><p>ponto de vista da saúde física e mental, vale, sim, a pena) O veredito do estudo: aqueles que</p><p>revelavam ter descoberto sentido em sua vida demonstravam também melhores condições de</p><p>saúde, tanto psicológica como física) Enquanto isso, ocorreu</p>