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<p>RADICAIS LIVRES</p><p>Espécie atômica ou molecular que tem um ou mais elétrons</p><p>soltos</p><p>Esse elétron pode estar centrado em um átomo de oxigênio,</p><p>nitrogênio, carbono ou enxofre</p><p>Principais:</p><p>1. Radical Hidroxila (HO•):</p><p>Um dos radicais livres mais reativos e pode reagir com</p><p>quase todas as moléculas biológicas, como lipídios,</p><p>proteínas e DNA, causando danos significativos.</p><p>Geralmente produzido pela reação de peróxido de</p><p>hidrogênio (H₂O₂) com íons metálicos como ferro ou cobre</p><p>(Reação de Fenton).</p><p>2. Radical Ânion Superóxido (O₂•⁻):</p><p>Formado pela redução parcial do oxigênio molecular e é</p><p>menos reativo que o radical hidroxila, mas pode gerar</p><p>outros radicais, como o radical hidroxila, e participar da</p><p>formação de espécies reativas de oxigênio (EROs).</p><p>Contribui para o estresse oxidativo e pode ser desintoxicado</p><p>pela enzima superóxido dismutase (SOD).</p><p>3. Radical Óxido Nítrico (NO•):</p><p>Importante na sinalização celular e pode fazer a</p><p>vasodilatação.</p><p>4. Radical Peroxil (ROO•):</p><p>Formado pela adição de oxigênio a radicais alquil (R•).</p><p>É um intermediário importante na peroxidação lipídica,</p><p>processo que pode danificar membranas celulares ao oxidar</p><p>os ácidos graxos insaturados dos lipídios.</p><p>5. Radical Alcoxil (RO•):</p><p>Pode ser formado a partir da decomposição de peróxidos</p><p>orgânicos.</p><p>Thaís Pereira 6ºThaís Pereira 6ºThaís Pereira 6º</p><p>Período dePeríodo dePeríodo de</p><p>FarmáciaFarmáciaFarmácia</p><p>Espécies reativas</p><p>Moléculas que contém ou não nitrogênio reativo, capazes de</p><p>causar danos celulares</p><p>Espécies radicalares:</p><p>São moléculas que possuem um ou mais elétrons</p><p>desemparelhados, tornando-as altamente reativas.</p><p>Exemplos incluem o radical hidroxila (•OH), o radical</p><p>superóxido (O₂•⁻) e o óxido nítrico (•NO).</p><p>Devido à sua alta reatividade, podem causar danos a</p><p>proteínas, lipídios e DNA, contribuindo para o estresse</p><p>oxidativo e danos celulares.</p><p>Espécies não radicalares:</p><p>Não possuem elétrons desemparelhados, mas ainda são</p><p>reativas e podem participar de reações químicas que geram</p><p>radicais livres ou oxidam biomoléculas.</p><p>Exemplos incluem o peróxido de hidrogênio (H₂O₂), o ácido</p><p>hipocloroso (HOCl) e o ozônio (O₃).</p><p>Embora menos reativas que as espécies radicalares,</p><p>também podem contribuir para o estresse oxidativo e</p><p>inflamação.</p><p>ESPECIES NÃO RADICALARES</p><p>Sem elétrons desemparelhados, mas possui reatividade e</p><p>podem até chegar a gerar radicais livres</p><p>Principais:</p><p>Ácido Hipocloroso (HOCl):</p><p>Potente agente oxidante produzido por</p><p>neutrófilos durante a resposta imune. e pode</p><p>oxidar proteínas, lipídios e DNA, contribuindo para</p><p>autodestruição de patógenos, mas também pode causar danos</p><p>aos tecidos.</p><p>Peróxido de Hidrogênio (H₂O₂):</p><p>Menos reativo, mas pode gerar radicais livres perigosos como o</p><p>radical hidroxila.</p><p>Oxigênio Singlete (¹O₂):</p><p>Uma forma excitada do oxigênio molecular com alta</p><p>reatividade.</p><p>Ozônio (O₃):</p><p>Um oxidante forte, que pode reagir com componentes celulares</p><p>como lipídios e proteínas e pode contribuir para a inflamação e</p><p>danos respiratórios quando inalado.</p><p>Peroxinitrito (ONOO⁻):</p><p>Formado pela reação do óxido nítrico (NO•) com o ânion</p><p>superóxido (O₂•⁻) e além disso, também é altamente reativo,</p><p>pode causar nitratação e oxidação de biomoléculas, levando a</p><p>danos celulares.</p><p>FORMAÇÃO DE ESPÉCIEIS REATIVAS NO</p><p>ORGANISMO</p><p>Cadeia respiratória</p><p>Sistema imune (mieloperoxidase, NADPH oxidase e etc)</p><p>Auto-oxidação de moléculas: catecolaminas, hidroquinonas</p><p>(todas essas pragas vão gerar o radical ânion superóxido, e</p><p>isso pode levar ao estresse oxidativo que causa danos</p><p>celulares, fora os produtos de oxidação que são tóxicos e</p><p>causam condições neurodegenerativas, como a doença de</p><p>Parkinson)</p><p>Degradação de nucleotídeos (AMP e GMP)</p><p>Fatores externos como: metais, paraquat, tetracloreto de</p><p>carbono, tabagismo, álcool e etc.</p><p>Atenção ao paraquat, herbicida altamente</p><p>tóxico, gera ROS podendo induzir ao estresse</p><p>oxidativo, fora a toxicidade humana que a</p><p>ingestão/exposição a esse lixo pode causar</p><p>nos pulmões, fígado, rins e outros órgãos.</p><p>Metais</p><p>Mercúrio, chumbo, cádmio e etc</p><p>Inibição de enzimas antioxidantes</p><p>Efeito direto sobre as mitocôndrias</p><p>Participação na reação de FENTON</p><p>Mercúrio pode aumentar a formação de</p><p>peróxido a nível mitocondrial;</p><p>DEFESAS ANTIOXIDANTES</p><p>Sistemas enzimáticos1.</p><p>2. Sistemas não enzimáticos</p><p>Vitamina C</p><p>Funções: cofator de enzimas como a dopamina beta hidroxilase,</p><p>favorece também a absorção de ferro (importante tomar Vit C e</p><p>Ferro juntos por isso), importante para a síntese de colágeno e</p><p>antioxidante (protege as células da porra do ROS)</p><p>Ação antioxidante:</p><p>Neutraliza radicais livres como o radical hidroxila (HO•) e o</p><p>radical ânion superóxido (O₂•⁻), evitando danos oxidativos às</p><p>células</p><p>Doa elétrons e por isso faz essa neutralização</p><p>Regeneração da Vitamina E, que é outro antioxidante</p><p>importante</p><p>Vitamina E</p><p>Molécula lipossolúvel e tem ação antioxidante, porque</p><p>estabiliza radicais livres como o radical hidroxila (HO•), o</p><p>radical ânion superóxido (O₂•⁻), o radical peroxil (ROO•) e o</p><p>radical alcoxil (RO•), prevenindo a peroxidação lipídica e</p><p>protegendo as membranas celulares.</p><p>Glutationa</p><p>Tripeptídeo: Composta por glicina, cisteína e ácido</p><p>glutâmico e mais uma vez ela: a função antioxidante de</p><p>estabiliza o peróxido de hidrogênio (H₂O₂), prevenindo a</p><p>formação de radicais livres perigosos e mantendo o</p><p>equilíbrio redox nas células.</p><p>Melatonina</p><p>Molécula reguladora: Modula a expressão de enzimas</p><p>antioxidantes e outras que influenciam o metabolismo</p><p>celular.</p><p>Ação antioxidante: Estabiliza o radical hidroxila (HO•),</p><p>ajudando a proteger as células contra danos oxidativos.</p><p>Carotenóides (β-caroteno, Licopeno, etc.)</p><p>Pigmentos vegetais e tem a função antioxidante de</p><p>estabilizar o oxigênio singlete (¹O₂) e o radical peroxil (ROO•),</p><p>protegendo as células contra danos oxidativos.</p><p>CONSEQUÊNCIAS DO ESTRESSE OXIDATIVO</p><p>Promover oxidação de ácidos graxos1.</p><p>Alteração estrutural de proteínas/enzimas2.</p><p>Alteração dos ácidos nucleicos3.</p><p>Pode causar também:</p><p>Aterosclerose devido a oxidação da LDL, o que forma as</p><p>placas nas artérias</p><p>Alterações no Líquido Sinovial</p><p>Hemólise devido ao dano as membranas dos glóbulos</p><p>vermelhos</p><p>Artrite Reumatoide devido a inflamação crônica</p><p>Câncer causado pelos radicais livres</p><p>Lesão Hepática (hepatite ou cirrose)</p><p>Lesão Renal</p><p>Doença de Parkinson que já foi citada, que é devido a morte</p><p>dos neurônios dopaminérgicos</p><p>ESTRESSE OXIDATIVO</p><p>DOSAGEM DA VITAMINA C</p><p>Método colorimétrico</p><p>Plasma + TCA 15%: centrifugação (a dosagem é realizada</p><p>no sobrenadante)</p><p>Reagentes:</p><p>Padrão de ácido ascórbico (10 mg/dL)</p><p>Água destilada -</p><p>Ácido sulfúrico 65%</p><p>Ácido tricloroacético (TCA) 15%</p><p>DTC (DNPH; tioureia; CuSO4 )</p><p>IMPORTÂNCIA DA DOSAGEM:</p><p>Avaliação de escorbuto</p><p>Avaliação dos status antioxidante (útil na avaliação como</p><p>usuários de droga, profissionais expostos e etc)</p><p>Valor de referência: 0,4 - 1,5 mg/dL</p><p>ANOTAÇÃO DA AULA GRAVADA</p><p>Vai ter que ser na mão igual os incas e os maias</p>