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<p>Unidade 3</p><p>Imunologia Aplicada</p><p>Introdução</p><p>Microrganismos diferentes geram respostas iguais ?</p><p> Para cada tipo de microrganismo o sistema imunológico gera um tipo</p><p>de resposta efetora específica para a sua eliminação</p><p>Tópico 1</p><p>Resposta Imunológica aos Microrganismos</p><p>Imunidade aos Microrganismos</p><p> Apesar das respostas imunes serem variadas e bastante específicas,</p><p>existem alguns pontos comuns entre elas</p><p> A defesa contra os microrganismos é mediada pelos mecanismos efetores da</p><p>imunidade inata e adaptativa</p><p> O sistema imunológico responde de maneira especializada, distinta e eficaz</p><p>aos diferentes tipos de agentes infecciosos</p><p> A sobrevivência e a patogenicidade dos microrganismos em um hospedeiro são</p><p>criticamente influenciadas pela capacidade desses de evadir-se ou resistir aos</p><p>mecanismos efetores da imunidade</p><p> Os microrganismos podem estabelecer infecções latentes ou persistentes, nas</p><p>quais a resposta imune controla, mas não elimina o microrganismo e ele</p><p>sobrevive sem propagar a infecção</p><p> Em respostas aos microrganismos, podem ocorrer lesões teciduais</p><p>Bactérias Extracelulares</p><p>Pág.138</p><p> As bactérias extracelulares possuem uma característica muito importante:</p><p>são capazes de se replicar fora das células hospedeiras, por exemplo, no</p><p>sangue, em tecidos conjuntivos, nos espaços teciduais e nos lúmens das vias</p><p>aéreas e do trato gastrointestinal.</p><p> Existem muitas bactérias extracelulares patogênicas e a doença por elas</p><p>causada se desenvolve por meio de dois mecanismos:</p><p> (1) essas bactérias induzem uma resposta inflamatória, o que resulta na</p><p>destruição dos tecidos no local da infecção;</p><p> (2) essas bactérias produzem toxinas que levam a diversos efeitos patológicos</p><p>Bactérias Extracelulares</p><p>Bactérias Extracelulares</p><p>Bactérias Extracelulares</p><p>Em resposta às bactérias extracelulares, o</p><p>organismo responde com um intenso processo</p><p>inflamatório, que pode levar a um choque</p><p>séptico. O choque séptico é uma consequência</p><p>patológica grave, caracterizada por um colapso</p><p>circulatório e coagulação intravascular</p><p>disseminada. As mesmas reações de neutrófilos</p><p>e macrófagos que agem para erradicar a</p><p>infecção também causam danos teciduais</p><p>através da produção local de espécies reativas</p><p>de oxigênio e enzimas lisossomais (produtos</p><p>responsáveis por eliminar/destruir</p><p>microorganismos). O choque séptico é uma</p><p>consequência patológica grave da infecção</p><p>disseminada por algumas bactérias Gram-</p><p>negativas e bactérias Gram-positivas. Na Figura</p><p>2, podemos observar as consequências de um</p><p>choque séptico.</p><p>Bactérias Intracelulares</p><p> As bactérias intracelulares facultativas têm como característica</p><p>importante:</p><p> A capacidade de sobreviver e até mesmo se replicar dentro de um fagócito</p><p> A manutenção dessas bactérias dentro de um fagócito constitui um</p><p>mecanismo de escape ou de defesa do microrganismo</p><p> Uma vez dentro de uma célula do hospedeiro, a bactéria fica inacessível a</p><p>anticorpos circulantes e células fagocitárias</p><p> A resposta imune inata às bactérias intracelulares envolve:</p><p> As células fagocitárias (inicialmente neutrófilos e posteriormente macrófagos) e</p><p>as células Natural Killer (NK)</p><p> Na imunidade adaptativa às bactérias intracelulares ocorre a</p><p>predominância da imunidade celular</p><p> Através do recrutamento e ativação de fagócitos mediados por células T</p><p>Bactérias Intracelulares</p><p>Bactérias Intracelulares</p><p>Bactérias Intracelulares</p><p>Vírus</p><p> Os vírus possuem como particularidade serem microrganismos</p><p>intracelulares obrigatórios</p><p> Utilizam os componentes do ácido nucleico e a maquinaria da síntese</p><p>de proteínas do hospedeiro para se replicar e se espalhar</p><p> A replicação viral também interfere na síntese de proteínas e nas funções</p><p>normais da célula, levando à morte da célula infectada</p><p>Vírus Exemplos de Doenças</p><p>Pólio Poliomielite</p><p>Gripe (influenza) Pneumonia da gripe</p><p>Raiva Encefalite rábica</p><p>Herpes simples Várias infecções herpéticas</p><p>Hepatite B e C Hepatites virais</p><p>HIV AIDS</p><p>Vírus</p><p>Vírus</p><p>Ciclo de vida do HIV</p><p>O diagnóstico do HIV pode ser feito através do teste</p><p>rápido, que é um exame que não precisa ser feito</p><p>necessariamente em um laboratório, a leitura e</p><p>interpretação são realizadas em 30 minutos, o</p><p>resultado é obtido a partir da detecção de antígenos</p><p>e/ou anticorpos do vírus no sangue do paciente.</p><p>Quando o teste sorológico rápido apresentar resultado</p><p>negativo, mas o médico desconfia que o paciente</p><p>esteja em período de janela imunológica, é necessária</p><p>a utilização de métodos moleculares para a detecção</p><p>do genoma viral. Os métodos moleculares e sorológicos</p><p>mais utilizados são os testes de ácidos nucleicos (NAT)</p><p>e o teste imunoenzimático (ELISA). Utiliza-se também a</p><p>avaliação da carga viral, que é quantidade de cópias</p><p>virais no sangue do indivíduo infectado, e é realizada a</p><p>contagem de TCD4+ e TCD8+, que é fundamental no</p><p>acompanhamento da progressão da doença e se a</p><p>terapia antirretroviral é indicada ao portador do vírus</p><p>HIV (BRASIL, 2018).</p><p>O tratamento Antirretroviral (TARV) do HIV,</p><p>segundo o Ministério da Saúde, deve ter início</p><p>imediato a descoberta da soropositividade da</p><p>doença. Devem ser informados ao paciente os</p><p>riscos e benefícios do tratamento, e que iniciado</p><p>não pode ser interrompido. Atualmente, são usados</p><p>como medicamentos para o HIV, substâncias que</p><p>atuam inibindo a transcriptase reversa, impedindo</p><p>que o vírus se replique, podemos citar: lamivudina,</p><p>tenofovir, ziduvodina, abacavir. Ainda existem</p><p>substâncias que atuam nas enzimas protease,</p><p>bloqueando sua ação e impedindo a criação de</p><p>novas cópias virais (exemplos: atazanavir,</p><p>darunavir), algumas substâncias inibem a entrada</p><p>do vírus nas células TCD4+ (enfuvirtida); também</p><p>tem as que inibem a enzima integrase responsável</p><p>pela inserção do DNA do HIV no DNA humano</p><p>(dolutegravir), e ainda as que atuam inibindo a</p><p>entrada do vírus nas células de defesas, impedindo</p><p>a sua replicação (maraviroc). A terapia inicial deve</p><p>sempre incluir três tipos de ARV (antirretrovirais).</p><p>No Brasil, o esquema inicial consiste em dois ARV</p><p>inibidores da transcriptase reversa, associando com</p><p>um ARV inibidor de integrasse (BRASIL, 2018).</p><p>Pág.151</p><p>Parasitas Pág.151</p><p>Parasitas</p><p> A resposta imunológica aos parasitas vai depender da sua classe (protozoário ou</p><p>helminto). A principal resposta inata aos protozoários é a fagocitose, mas muitos</p><p>desses parasitas são resistentes a esta resposta imune e podem se replicar mesmo</p><p>dentro de macrófagos, assim burlando o sistema imunológico. Alguns protozoários</p><p>expressam moléculas de superfície que são reconhecidas por receptores Toll-like</p><p>(TLRs) e ativam os fagócitos.</p><p> As espécies de Plasmodium (o protozoário responsável pela malária), o</p><p>Toxoplasma gondii (o agente que causa a toxoplasmose), e espécies de</p><p>Cryptosporidium (o principal parasita que causa a diarreia em pacientes infectados</p><p>pelo HIV), todos expressam lipídios na sua superfície celular que podem ativar</p><p>receptores TLR2 e TLR4. E, assim, ativar as células fagocitárias para destruir os</p><p>protozoários, esse mecanismo de defesa do nosso sistema imunológico age pelo</p><p>reconhecimento dos receptores TLRs</p><p>Pág.152</p><p>Parasitas</p><p>• Já na imunidade inata no caso de parasitas helmintos, os fagócitos podem secretar substâncias microbicidas</p><p>para matar os organismos que são muito grandes para serem fagocitados. No entanto, muitos helmintos</p><p>possuem a pele espessa, o que os tornam resistentes aos mecanismos de fagocitose. Em vista disso, a defesa</p><p>de parasitas helmintos é mediada, principalmente, pela imunidade celular, pela ativação de células TH2,</p><p>caracterizada pela produção de anticorpos da classe IgE e a ativação de eosinófilos.</p><p>• A imunidade celular acontece porque os helmintos estimulam a diferenciação de células TCD4+ imaturas em</p><p>células efetoras TH2, que secretam IL-4, IL-5 e IL-13. A IL-4 estimula a produção de IgE, a qual se liga aos</p><p>receptores de eosinófilos e de mastócitos; já IL-5 estimula o desenvolvimento dos eosinófilos e ativa os</p><p>eosinófilos (ABBAS, 2015). A IgE reveste os parasitas e os eosinófilos se ligam à IgE e são ativados</p><p>para liberar</p><p>seus conteúdos granulares, conhecida como proteína básica principal, que destroem os helmintos. As ações</p><p>combinadas de mastócitos e eosinófilos também contribuem para a expulsão dos parasitas do intestino.</p><p>Podemos observar esses eventos, voltando à Unidade 2, na Figura 35. A IL-13 também induz a produção</p><p>excessiva de muco, e isso também pode promover a expulsão dos vermes do intestino ou pulmões, a Figura</p><p>10 esquematiza os eventos para a expulsão dos helmintos do intestino (WOOD, 2013).</p><p>Pág.154</p><p>Fungos</p><p> As infecções por fungos, também chamadas de micoses, são</p><p>importantes causas de morbidade e mortalidade em seres humanos</p><p> Diferentes fungos infectam os seres humanos e podem viver em</p><p>tecidos extracelulares e dentro de fagócitos</p><p> Portanto, as respostas imunológicas são frequentemente combinações das</p><p>respostas a bactérias extracelulares e intracelulares</p><p> A imunidade inata contra fungos intracelulares é mediada pelas células</p><p>fagocitárias (neutrófilos e macrófagos)</p><p> Já a imunidade adaptativa contra os fungos é mediada por células TCD4+ e é</p><p>diferente para fungos intracelulares e extracelulares</p><p> Para fungos intracelulares ocorre predominantemente uma resposta celular</p><p>do tipo TH1</p><p> Já os fungos extracelulares provocam fortes reações do tipo TCD4+ TH17</p><p>Pág.155</p><p>Introdução</p><p>O que é uma Doença Autoimune ?</p><p> São doenças em que o nosso organismo passa a atacar suas próprias</p><p>células</p><p> Nesses casos o nosso sistema imunológico ataca os autoantígenos</p><p> Assim são chamados os antígenos do nosso próprio corpo, presente em</p><p>tecidos e órgãos dos diversos sistemas</p><p> A primeira doença autoimune registrada foi a Tireoidite de Hashimoto</p><p> Nessa, o corpo produz anticorpos para a tiroglobulina, uma proteína importante</p><p>da glândula tireoide</p><p> Degrada parte da glândula e prejudica seu funcionamento</p><p> Nesse tópico falaremos sobre as hipersensibilidades e doenças</p><p>causadas por ela</p><p>Tópico 2</p><p>Hipersensibilidade e Doenças Autoimunes</p><p>Doenças Autoimunes – Conceitos</p><p>• As doenças autoimunes se manifestam quando o nosso sistema imune ataca o</p><p>nosso próprio corpo. Os anticorpos produzidos contra autoantígeno, são</p><p>chamados de autoanticorpos e os linfócitos cujos receptores de antígenos são</p><p>específicos para autoantígenos são chamados de células autorreativas. Quase</p><p>todas as doenças autoimunes envolvem a produção de células TCD4+</p><p>autorreativas e, dependendo da doença, pode haver também a produção de</p><p>células TCD8+ autorreativas e células B autorreativas (WOOD, 2013).</p><p>• As doenças autoimunes englobam um grupo distintos de doenças, cuja causas</p><p>não são totalmente estabelecidas, podendo envolver fatores de vias</p><p>moleculares ou celulares do organismo e o seu sistema imunológico. Alguns</p><p>fatores têm sido descritos como gatilho das doenças autoimunes como</p><p>fatores genéticos, status hormonal, exposição a xenobióticos, infecções por</p><p>bactérias e vírus, fatores ambientais e estresse (COSTA; SILVA JÚNIOR;</p><p>PINHEIRO, 2019).</p><p>Pág.163</p><p>Doenças Autoimunes – Conceitos</p><p>Sistema Biológico afetado Doença Efeitos principais</p><p>Tireoide Tireoide de Hashimoto Destruição e mau</p><p>funcionamento da tireoide</p><p>Tireoide Doença de Grave Estimulação e funcionamento</p><p>excessivo da tireoide</p><p>Ilhotas de Langerhans</p><p>(pâncreas)</p><p>Diabetes mellitus dependente</p><p>da insulina</p><p>Destruição das células β</p><p>(células produtoras de insulina)</p><p>Glândula adrenal Doença de Addison Insuficiência renal</p><p>Células vermelhas (hemácias) Anemia hemolítica autoimune Anemia</p><p>Plaquetas Trombocitopenia autoimune Sangramento anormal</p><p>Sistema nervoso central Esclerose múltipla Paralisia progressiva</p><p>Junção neuromuscular Miastenia grave Fraqueza muscular progressiva</p><p>Sinóvia Artrite reumatoide Destruição progressiva</p><p>Sinóvia Lúpus eritematoso sistêmico Deformidade</p><p>Glomérulo Lúpus eritematoso sistêmico Glomerulonefrite</p><p>Pág.164</p><p>Características Imunológicas</p><p> Em geral, as doenças autoimunes tem suas respostas imunológicas</p><p>semelhantes as que ocorrem contra antígenos externos</p><p> São bastante variadas, diferindo seus mecanismos para cada doença em</p><p>questão</p><p> Podem ser sistêmicas ou órgão-específicas</p><p> Tendem a ser crônicas, progressivas e de autoperpetuação</p><p> Fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento</p><p>dessas doenças</p><p> Dentre os agentes ambientais pode-se citar infecções, drogas, toxinas</p><p>etc.</p><p> Normalmente essas doenças ocorrem por conta de erros nos mecanismos de</p><p>tolerância imunológica</p><p> São responsáveis por impedir respostas autoimunes</p><p>Pág.164</p><p>Mecanismos de tolerância</p><p>Mecanismos de tolerância</p><p>Falha mecanismos de tolerância</p><p>Pág.167</p><p>Hipersensibilidade – Tipos</p><p> O termo hipersensibilidade surgiu da definição clínica da imunidade</p><p>como uma sensibilidade.</p><p> Existem quatro tipos de hipersensibilidades:</p><p> Hipersensibilidade do Tipo I é a mais comum, também é conhecida como</p><p>alergia</p><p> Hipersensibilidade do Tipo II é causada por anticorpos citotóxicos contra</p><p>componentes do tecido normal</p><p> Hipersensibilidade do Tipo III é causada pela deposição de complexos</p><p>antígenos-anticorpos em vasos sanguíneos de vários tecidos</p><p> Hipersensibilidade do Tipo IV é uma resposta imunológica tardia e não envolve</p><p>anticorpos, mas células T</p><p>Pág.168</p><p>Hipersensibilidade do Tipo I</p><p> Também conhecida como Hipersensibilidade Imediata</p><p> Se inicia poucos minutos após o contato com o alérgeno</p><p> Podem ser definidas como reações alérgicas causadas pela produção</p><p>de IgE contra antígenos inócuos</p><p> A resposta imediata que se caracteriza pela introdução do alérgeno, que</p><p>estimula as células TCD4+TH2 a produzirem IL-4 e produção de IgE</p><p> Após a resposta imediata ocorre o desenvolvimento mais lento do</p><p>componente inflamatório chamado de reação de fase tardia</p><p> Caracterizado pela acumulação de neutrófilos, eosinófilos e macrófagos</p><p> As alergias compartilham características comuns, apesar de serem</p><p>diferentes para cada antígeno</p><p>Hipersensibilidade do Tipo I</p><p>Hipersensibilidade do Tipo I</p><p>Mediador Principais efeitos biológicos</p><p>Pré-formado (liberado após a degranulação)</p><p>Histamina Vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular</p><p>Enzimas (proteases) Degradação da membrana endotelial do vaso</p><p>sanguíneo</p><p>Fator quimiotático de eosinófilo Atração de eosinófilos do sangue</p><p>Fator quimiotático de neutrófilo Atração de neutrófilos do sangue</p><p>Fator de necrose tumoral α Inflamação</p><p>Recém-sintetizado após ativação do mastócito</p><p>Prostaglandinas Vasodilatação, agregação de plaquetas</p><p>Leucotrienos Aumento da permeabilidade vascular, secreção de</p><p>muco</p><p>Fator de ativação de plaquetas Agregação e degranulação de plaquetas</p><p>Fator de necrose tumoral α Inflamação</p><p>Pág.170</p><p>Alergia de Pele</p><p>Hipersensibilidade do Tipo II Pág.174</p><p>A hipersensibilidade do Tipo II envolve a produção de anticorpos da classe IgG ou</p><p>IgM que reagem com antígenos em células ou tecidos. Os anticorpos IgG e IgM</p><p>podem causar lesão tecidual por meio da ativação do sistema complemento,</p><p>recrutando células inflamatórias e interferindo nas funções celulares normais.</p><p>Alguns desses anticorpos são específicos para antígenos de determinadas células</p><p>ou da matriz extracelular e são encontrados ligados a essas células ou tecidos ou</p><p>como anticorpos livres na circulação (ABBAS, 2015).</p><p>Opsonização e fagocitose: os anticorpos IgG ou</p><p>IgM opsonizam as células e podem ativar o</p><p>sistema complemento, gerando produtos do</p><p>complemento que também opsonizam células, o</p><p>que leva à fagocitose dessas células por meio dos</p><p>receptores de Fc ou receptores para C3b nos</p><p>fagócitos.</p><p>Hipersensibilidade do Tipo II</p><p>2) Inflamação: os anticorpos recrutam os leucócitos pela ligação aos receptores</p><p>de Fc ou pela ativação do complemento e, então, liberam subprodutos que são</p><p>quimiotáticos para leucócitos.</p><p>Hipersensibilidade do Tipo II</p><p>3) Funções celulares anormais: os anticorpos que se ligam a receptores</p><p>celulares normais ou outras proteínas podem interferir nas funções destes</p><p>receptores ou proteínas e causar doença sem inflamação ou dano tecidual</p><p>(ABBAS, 2015).</p><p>Hipersensibilidade do Tipo II</p><p>Doença</p><p>Antígeno-alvo Mecanismo da doença Manifestações</p><p>clínicas</p><p>Anemia Hemolítica</p><p>autoimune</p><p>Proteínas da membrana das</p><p>hemácias</p><p>Opsonização e fagocitose</p><p>das hemácias, lise mediada</p><p>pelo complemento</p><p>Hemólise e anemia</p><p>Púrpura</p><p>trombocitopênica</p><p>autoimune</p><p>Proteínas da membrana de</p><p>plaquetas</p><p>Opsonização e fagocitose de</p><p>plaquetas</p><p>Sangramentos</p><p>Febre reumática</p><p>aguda</p><p>Antígeno da parede celular de</p><p>estreptococos; o anticorpo reage</p><p>cruzadamente com o anticorpo</p><p>miocárdico</p><p>Inflamação e ativação de</p><p>macrófagos</p><p>Miocardite e artrite</p><p>Miastenia Graves Receptor de acetilcolina Anticorpo inibe a ligação de</p><p>acetilcolina, regulando</p><p>negativamente os receptores</p><p>Fraqueza muscular,</p><p>paralisia</p><p>Doença de Graves</p><p>(hipertireoidismo)</p><p>Receptor TSH Estimulação dos receptores</p><p>TSH mediada por anticorpos</p><p>Hipertireoidismo</p><p>Diabetes</p><p>insulinoresistentes</p><p>Receptor de insulina Anticorpo inibe a ligação de</p><p>insulina</p><p>Diabete melito</p><p>Doença Hemolítica do Recém-nascido</p><p>Pág.177</p><p>Hipersensibilidade do Tipo III</p><p>A hipersensibilidade do Tipo III é causada por imunocomplexos que são formados de antígenos-anticorpos. Esses</p><p>imunocomplexos são depositados nos tecidos, particularmente nas paredes dos vasos sanguíneos, causando lesões. As</p><p>doenças mediadas por imunocomplexos tendem a ser sistêmicas e afetam vários órgãos e tecidos, embora sejam mais</p><p>suscetíveis nos rins e nas articulações (ABBAS, 2015). Observe a Figura 20, que demonstra como pode ocorrer uma</p><p>doença mediada por imunocomplexo. Os imunocomplexos circulantes se depositam na parede de vasos sanguíneos,</p><p>onde ativarão as proteínas do sistema complemento, e consequentemente, o recrutamento e ativação de células</p><p>inflamatórias no vaso sanguíneo, levanto a uma resposta inflamatória intensa no vaso, no caso da imagem (vasculite).</p><p>Pág.178</p><p>Hipersensibilidade do Tipo III</p><p>O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença</p><p>autoimune em que os imunocomplexos de antígenos e</p><p>anticorpos nucleares (anticorpos contra ácidos</p><p>nucleicos e nucleoproteínas) depositam-se nos rins,</p><p>nos vasos sanguíneos, na pele e em outros tecidos. Os</p><p>anticorpos nucleares, também conhecidos como fator</p><p>antinuclear, são anticorpos que estão mais elevados</p><p>em pessoas com doenças autoimunes. O antígeno alvo</p><p>do LES é o DNA e as nucleoproteínas. A doença pode</p><p>causar erupções na pele, nefrite, artrite, vasculite,</p><p>glomerulonefrite e os outros sintomas. Existe a teoria</p><p>de que no LES ocorre uma falha na tolerância central e</p><p>periférica de linfócitos; e a patogenia pode estar</p><p>relacionada às células apoptóticas (que sofrem</p><p>apoptose – morte programada) não serem removidas</p><p>eficientemente (ABBAS, 2015; ROITT, 2013).</p><p>Pág.180</p><p>Hipersensibilidade do Tipo IV</p><p>A hipersensibilidade do Tipo IV, também conhecida</p><p>como hipersensibilidade tardia, é encontrada em muitas</p><p>reações alérgicas a agentes infecciosos, na dermatite de</p><p>contato resultante de sensibilização a determinadas</p><p>substâncias químicas simples e na rejeição a</p><p>transplantes (ROITT, 2013). As hipersensibilidades do</p><p>Tipo IV são mediadas por linfócitos T que induzem</p><p>inflamação e matam diretamente as células-alvo,</p><p>causando lesão no tecido. O principal tipo de linfócito T</p><p>ativado nas reações de hipersensibilidades do Tipo IV</p><p>são as células auxiliares CD4+, as quais secretam</p><p>citocinas que promovem a inflamação e ativam</p><p>leucócitos, especialmente neutrófilos e macrófagos. As</p><p>células T auxiliares também estimulam a produção de</p><p>anticorpos que danificam os tecidos e induzem a</p><p>inflamação, observado na Figura 22 (A). Os CTLs</p><p>(citotóxicas) contribuem para a lesão de tecidos em</p><p>determinadas doenças, observados na Figura 22 (B)</p><p>(ABBAS, 2015).</p><p>Hipersensibilidade do Tipo IV</p><p>Doença Patologia Especificidade das</p><p>células T</p><p>Mecanismos principais de lesão</p><p>tecidual</p><p>Artrite reumatoide Doença sistêmica</p><p>que afeta pequenas</p><p>circulações</p><p>Pode estar relacionado ao</p><p>colágeno ou proteínas</p><p>próprias citrulinadas</p><p>Inflamação mediada por citocinas</p><p>produzidas pelas células Th1 e Th17</p><p>Esclerose</p><p>múltipla</p><p>Doença autoimune</p><p>do SNC</p><p>Antígenos proteicos na</p><p>mielina (neurônios)</p><p>Inflamação mediada por citocinas</p><p>produzidas pelas células Th1 e Th17.</p><p>Destruição da bainha de mielina nos</p><p>neurônios por macrófagos ativados</p><p>Diabete Melitos</p><p>do Tipo 1</p><p>Doença crônica em</p><p>que o pâncreas</p><p>produz pouca ou</p><p>nenhuma insulina</p><p>Antígenos das células β</p><p>das ilhotas pancreáticas</p><p>(insulina, descarboxilase</p><p>do ácido glutâmico,</p><p>outros)</p><p>Inflamação por células T Destruição</p><p>das células das ilhotas por CTLs</p><p>Doença intestinal</p><p>inflamatória</p><p>Doença de Crohn e</p><p>a colite ulcerativa</p><p>Bactérias entéricas</p><p>Antígenos próprios? (Não</p><p>se sabe ainda)</p><p>Inflamação mediada pelas citocinas</p><p>TH1 e TH17</p><p>Psoríase Doença cutânea Antígenos cutâneos</p><p>desconhecidos</p><p>Inflamação mediada por citocinas</p><p>derivadas de células T</p><p>Transplantes</p><p>Transplante Doença Tratada</p><p>Rim Nefrite, complicações de diabetes</p><p>Coração Insuficiência cardíaca</p><p>Pulmão/coração+pulmão Fibrose cística</p><p>Pâncreas Diabetes mellitus dependente de</p><p>insulina</p><p>Fígado Defeitos congênitos do fígado,</p><p>hepatite, cirrose</p><p>Córnea Catarata</p><p>Pele Queimaduras</p><p>Medula óssea Defeitos hematopoiéticos congênitos</p><p>Rosto Ataques de animais, câncer</p><p>Tópico 3</p><p>Imunologia e Transplantes</p><p>Tipos de Transplantes</p><p> Autoenxerto</p><p> Transplante de tecido de um local para o outro no mesmo indivíduo</p><p> Por ser realizado com tecidos de um mesmo indivíduo, o risco de rejeição é menor</p><p> Isoenxerto</p><p> Transplante entre indivíduos singênicos, tais como irmãos gêmeos idênticos.</p><p> Como os indivíduos são geneticamente idênticos, normalmente não há rejeição</p><p> Aloenxerto</p><p> Transplante entre indivíduos alogênicos</p><p> Nesse caso, o enxerto sofre rejeição na ausência de uma terapia imunossupressora</p><p> Xenoenxerto</p><p> Transplante entre indivíduos de espécies diferentes</p><p> Nesse tipo de enxerto ocorre uma forte resposta de rejeição</p><p>Pág.188</p><p> Também precisamos conhecer alguns outros termos dentro da imunologia dos</p><p>transplantes. As moléculas ou antígenos que são reconhecidas como estranhas em</p><p>enxertos são chamadas de aloantígenos e aquelas nos xenoenxertos são chamadas</p><p>xenoantígenos. Os linfócitos e anticorpos que reagem contra os aloantígenos ou</p><p>xenoantígenos são descritos como alorreativo ou xenorreativo, respectivamente (ABBAS,</p><p>2015).</p><p>Discutiremos os mecanismos moleculares e celulares de alorreconhecimento, com ênfase</p><p>sobre a natureza dos antígenos do enxerto que estimulam respostas alogênicas e as</p><p>propriedades da resposta dos linfócitos. Os aloantígenos provocam tanto respostas</p><p>imunológicas celulares quanto humorais. Os antígenos que estimulam a resposta</p><p>imunológica adaptativa contra aloenxertos são proteínas de histocompatibilidade (MHC),</p><p>codificadas por genes polimórficos que diferem entre os indivíduos</p><p>Imunologia dos Transplantes</p><p>Imunologia dos Transplantes</p><p>Imunologia dos Transplantes</p><p>Tipos de Rejeição e Tratamento</p><p>Tipo de</p><p>Rejeição</p><p>Evolução temporal Causa Caraterísticas</p><p>Hiperaguda Minutos O receptor tem</p><p>anticorpos</p><p>preexistentes</p><p>contra o</p><p>enxerto</p><p>Os anticorpos ligam-se ao endotélio dos vasos</p><p>sanguíneos do enxerto e provocam ativação do</p><p>complemento, recrutamento dos neutrófilos,</p><p>agregação das plaquetas e coagulação do sangue. A</p><p>rejeição deve ser prevenida por compatibilidade</p><p>Aguda Vários dias Ativação dos</p><p>linfócitos</p><p>(equivalente a</p><p>resposta imune</p><p>primária dos</p><p>linfócitos).</p><p>As células T citotóxicas atacam as células do doador</p><p>que expressam o MHC estranho. As células T</p><p>auxiliares e os linfócitos B colaboram com a</p><p>produção de anticorpos contra os aloantígenos. Sem</p><p>a imunossupressão o enxerto será rejeitado em 7 a</p><p>20 dias.</p><p>Crônica Meses a anos Vários</p><p>mecanismos</p><p>imunes ou</p><p>recidiva da</p><p>doença original.</p><p>Os mecanismos não estão totalmente esclarecidos.</p><p>Podem envolver linfócitos, fagócitos, anticorpo e</p><p>complemento. Uma das principais mudanças</p><p>patológicas é o espessamento das paredes arteriais</p><p>do enxerto, o que pode levar a oclusão da artéria e</p><p>isquemia, por fim grande parte do enxerto</p><p>fica sem</p><p>suprimento e para de funcionar</p><p>Sinais de perigo após os transplantes: febre, hipertensão, edema, aumento súbito de peso, mudança de</p><p>ritmo cardíaco e dor no local do transplante</p>

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