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Imunologia dos Tumores e do Transplante neoantígenos codificados por genes aleatoriamente mutados: expressão de proteínas mutantes (neoantígenos). Podem ser reconhecidas por MHC p/ célula T; produtos de oncogenes ou genes supressores de tumor mutantes: esses antígenos são provenientes de mutações condutoras (como deleção e substituição) que podem ser reconhecidas como estranhas; proteínas estruturalmente normais expressar de modo exagerado; antígenos virais: em tumores causados por vírus oncogênicos, os antígenos tumorais podem ser produtos dos vírus. não expressão de MHC classe I, o qual permitiria o reconhecimento do linf. T CD8. São as mais efetivas expressão de PD-L1, ligante do receptor inibitório das células T para a proteína de morte celular programada 1. fatores presentes no microambiente tumoral podem comprometer a capacidade das células dendríticas de induzir respostas antitumorais fortes. Por exemplo, as células dendríticas que capturam antígenos tumorais, muitas vezes, expressam apenas baixos níveis de coestimuladores B7, resultando no engajamento preferencial do receptor inibitório de CTLA-4 existente nas células T naive nos linfonodos drenantes, em vez do receptor estimulatório CD28. Alguns tumores podem induzir células T reguladoras, as quais também suprimem as respostas imunes antitumorais. secreção de citocinas imunossupressoras, como o fator de transformação do crescimento-β, inibem a ativação do linf. T. São situações em que o sistema imune não está respondendo aos microrganismos, como em geral costuma fazer, e sim às células não infecciosas que são percebidas como estranhas. RESPOSTA IMUNE CONTRA TUMORES Células tumorais são aquelas que se tornam estranhas e se multiplicam desordenadamente. O controle e a eliminação de células malignas pelo sistema imune são chamados imunovigilância tumoral. *Antígenos tumorais Os tumores malignos expressam vários tipos de moléculas que podem ser reconhecidas pelo sistema imune como antígenos estranhos. Estes antígenos tumorais devem estar presentes no citosol das células tumorais para serem reconhecidos pelos CTLs CD8+. Os antígenos tumorais, que induzem respostas imunes, podem ser classificados em vários grupos: *Mecanismos imunes de rejeição tumoral O principal mecanismo imune de erradicação tumoral é o killing das células tumorais por CTLs específicos para os antígenos tumorais. As APCs ingerem as células tumorais ou seus antígenos e apresentam os antígenos para células T CD8+ naive nos linfonodos drenantes (apresentação cruzada). Ao mesmo tempo que as células dendríticas apresentam os antígenos tumorais, também expressam coestimuladores que fornecem sinais para a ativação das células T. *Evasão das respostas imunes por tumores RESPOSTA IMUNE CONTRA TRANSPLANTES Transplante é quando se tem um órgão/tecido para outro indivíduo. O transplante pode ser autólogo (mesmo indivíduo), isogênico (gêmeos idênticos), alogênico (mesma espécie, indivíduos geneticamente diferentes) e xenogênico (espécie e indivíduos diferentes). A rejeição (fenômeno da imunidade adquirida) resulta das reações inflamatórias que lesam os tecidos transplantados. Ela ocorre principalmente em alogênicos e xenogênicos. A resposta (rejeição) é contra antígenos polimórficos do complexo principal de histocompatibilidade (MHC). O MHC no homem recebe o nome de HLA (antígeno leucocitário humano). Os genes do MHC são altamente polimórficos. *Indução de respostas imunes contra transplantes Os aloantígenos do enxerto são transportados por células dendríticas para os linfonodos drenantes, onde são reconhecidos por células T alorreativas. As células dendríticas apresentadoras de aloantígenos também fornecem coestimuladores e são capazes de estimular tanto células T auxiliares como CTLs alorreativos. As células T efetoras geradas circulam de volta para o transplante e medeiam a rejeição. alorreconhecimento direto: quando os tecidos são transplantados, as células dendríticas contidas no enxerto podem migrar para órgãos linfoides secundários do receptor. As células T do receptor reconhecem o MHC dessas células dendríticas do doador. alorreconhecimento indireto: células do enxerto (ou aloantígenos) podem ser ingeridas por células dendríticas do receptor e transportadas para os linfonodos drenantes. Aqui, os aloantígenos do doador são processados e apresentados por moléculas do MHC próprio nas APCs do receptor. Quando os aloantígenos são reconhecidos pela via indireta, a subsequente rejeição ao enxerto provavelmente é mediada sobretudo por células T CD4+ alorreativas. *Vias de apresentação de antígenos de enxerto rejeição hiperaguda: ocorre em questão de minutos após o transplante, e é caracterizada pela trombose dos vasos do enxerto e pela necrose isquêmica do enxerto. É quando já existe uma resposta imune contra o transplante, mediada por Ac que ativam complemento rejeição aguda: ocorre em dias ou semanas após o transplante, e é a principal causa de falência precoce do enxerto. Mediada por linf. T CD8 que levam a dano tecidual. Determinada por quantidade de MHC diferentes. rejeição crônica: é uma forma indolente de dano ao enxerto, que ocorre ao longo de meses ou anos, levando à perda progressiva da função do enxerto. Mediada por linf. T CD4. Causam inflamação, fibrose do enxerto, estreitamento de vasos sanguíneos. É determinada pela pouca presença de MHC diferentes A via direta pode ser mais importante para a rejeição aguda mediada por CTLs, e a via indireta pode ter um papel mais significativo na rejeição crônica. *Mecanismos imunes de rejeição ao enxerto *Mecanismos de ação dos fármacos imunossupressores São fármacos que depletam células T ou inibem a ativação e as funções efetoras da célula T. *Transplante de células sanguíneas e células-tronco hematopoéticas A principal barreira à transfusão é a presença de antígenos de grupos sanguíneos alogênicos, cujos protótipos são os antígenos ABO. Estes antígenos são expressos em eritrócitos, células endoteliais e muitos outros tipos celulares. Células da medula óssea ou, com mais frequência, células- tronco hematopoéticas mobilizadas no sangue de um doador são injetadas na circulação de um receptor, e se alojam na medula. O sistema imune reage fortemente contra células- tronco hematopoéticas alogênicas, por isso o transplante bem-sucedido requer a compatibilidade cuidadosa do HLA entre doador e receptor. A compatibilidade do HLA também previne a rejeição das células-tronco transplantadas pelas células NK, as quais são inibidas pelo reconhecimento de moléculas de MHC próprio Imunidade aos Microrganismos fungos. IMUNIDADE A PARASITAS São protozoários e helmintos. A imunidade inata para protozoários é mediada por fagocitose por macrófagos teciduais. Já a imunidade inata para helmintos é mediada pelas barreiras superficiais (produção de muco, pele). A imunidade adaptativa para protozoários é mediada principalmente por imunidade celular (Th1 que ativa macrófago) e para helmintos, é mediada pela ativação de células Th2, a qual resulta em produção de anticorpos IgE e ativação de eosinófilos. IMUNIDADE A VÍRUS A imunidade inata é mediada por NK e pelo estado antiviral (célula infectada produz IFN-a e IFN-b, que agem em células não infectadas p/ ativar seus mecanismos efetores antes mesmo deles infectarem as mesmas) A imunidade adquirida é mediada por anticorpos (fazem neutralização e ativam complemento) e por linf. T CD8, que irá destruir células infectadas. Os eventos-chave durante a infecção incluem a entrada do microrganismos, invasão e colonização de tecidos do hospedeiro, evasão da imunidade do hospedeiro, e lesão tecidual ou comprometimento funcional. A defesa contra os microrganismos é mediada pelos mecanismos efetores da imunidade inata e adaptativa. O sistema imune responde de maneira especializada e diferenciada aos diversos tipos de microrganismos, para combater mais efetivamente esses agentes infecciosos. A sobrevida e a patogenicidade dos microrganismos em um hospedeiro são criticamente influenciadas pela habilidadedesses microrganismos de evadir ou resistir aos mecanismos efetores de imunidade. Para microrganismos intracelulares, se tem predominância de resposta humoral. Para microrganismos extracelulares se tem predominância de resposta celular. IMUNIDADE A BACTÉRIAS EXTRACELULARES São capazes de se replicar fora das células hospedeiras. Elas causam inflamação levando a um dano tecidual local por meio de toxinas. O seu mecanismo de resposta imune inata é por meio da fagocitose dessas bactérias por macrófagos/CDs/neutrófilos e ativação do complemento por meio da vida da lectina e alternativa. O seu mecanismo de resposta imune adaptativa é por meio da neutralização das toxinas com anticorpos neutralizantes. Seus mecanismos de evasão são em sua maioria contra imunidade inata por meio das capsulas ricas em polissacarídeos que escapam da fagocitose IMUNIDADE A BACTÉRIAS INTRACELULARES A imunidade inata atua com fagócitos (neutrófilos e macrófagos) e células natural-killer (NK). NK quando detecta célula infectada, secreta IFN-y, que ativará macrófagos e iniciar sua atividade microbicida para destruir a bactéria que ele ingeriu. A imunidade adquirida é em sua maioria com imunidade celular por ação do TH1, que aumenta a atividade microbicida dos macrófagos para que eles matem as bactérias que ingeriram. Seus mecanismos de evasão podem ser escape do fagolisossomo para o citosol e inibição da fusão do fagolisossomo. IMUNIDADE A FUNGOS A imunidade inata vai ser por fagocitose (neutrófilos) e ativação do complemento. Já a imunidade adaptativa é mediada pelo Th17. As células dendríticas ativadas por meio desse receptor de lectina produzem citocinas Th17-indutoras, como IL-1, IL-6 e IL-23. As células Th17 estimulam inflamação, enquanto os neutrófilos recrutados e monócitos destroem os *Reação de Hipersensibilidade tipo IV: também conhecida como hipersensibilidade tardia. É mediada por linf. T CD4 e CD8. Eles atacam o tecido por meio de macrófagos. Em diferentes doenças mediadas por células T, a lesão tecidual é causada pela inflamação induzida por citocinas produzidas principalmente por células T CD4+ ou pelo killing das células do hospedeiro por linfócitos T citotóxicos CD8+.As células T CD4+ podem reagir contra antígenos celulares ou teciduais, e secretar citocinas que induzem inflamação local e ativam macrófagos. Diferentes doenças podem estar associadas à ativação de células Th1 e Th17. As células Th1 são a fonte de interferona-γ (IFN-γ), a principal citocina ativadora de macrófagos, e as células Th17 são responsáveis pelo recrutamento de leucócitos, incluindo neutrófilos. Esse tipo de reação demora 24 a 48h depois do indivíduo ao antígeno proteico. As reações de HT manifestam-se como infiltrados de células T e monócitos sanguíneos nos tecidos, edema e deposição de fibrina, causados por aumento da permeabilidade vascular em resposta a citocinas produzidas por células T CD4+, além de lesão tecidual induzida por produtos dos leucócitos, principalmente de macrófagos ativados pelas células T. As células T CD8+ específicas para antígenos nas células do hospedeiro podem matar diretamente estas células. As células T CD8+ também produzem citocinas, incluindo IFN-γ, que pode induzir inflamação em algumas doenças de hipersensibilidade. Reações imunes lesivas ou patológicas são chamadas reações de hipersensibilidade. A hipersensibilidade é o reflexo de respostas imunes excessivas ou aberrantes. As reações de hipersensibilidade podem ocorrer em duas situações. Primeiro, as respostas a antígenos estranhos (microrganismos e antígenos ambientais não infecciosos) podem causar lesão tecidual, especialmente se as reações forem repetitivas ou precariamente controladas. Segundo, as respostas imunes podem ser dirigidas contra antígenos próprios (autólogos), como resultado de falha da autotolerância. TIPOS DE REAÇÃO DE HIPERSENSIBILIDADE *Reação de Hipersensibilidade tipo I: também conhecida como hipersensibilidade imediata. Ocorre a geração de padrão Th2 que secretam IL- 4, acarretando a produção de IgE. Esse IgE se liga e desgranula o mastócito, liberando histamina (importante agente vasodilatador). Causa rápido extravasamento vascular e secreções mucosas, geralmente seguida de inflamação. É chamada também de alergia ou atopia. Os indivíduos sensíveis a este tipo de hipersensibilidade são conhecidos como atópicos. Os antígenos que deflagram as reações de hipersensibilidade imediata (alérgica) são normalmente chamado alergênios. Os outros mediadores dos mastócitos são as citocinas que recrutam neutrófilos e eosinófilos para o local da reação por um período de várias horas. Este componente inflamatório é chamado reação de fase tardia, e é responsável principalmente pela lesão tecidual que resulta de repetidas crises de hipersensibilidade imediata *Reação de Hipersensibilidade tipo II: é mediada por IgM e IgG. Atuam contra agentes celulares/teciduais. Causam lesões teciduais por meio da inflamação (ativação de complemento pela via clássica e resultando em inflamação), indução de fagocitose e destruição de células ou interferir na funções celulares normais. Ex: anemia hemolítica autoimune (PTN da membrana das hemácias são fagocitadas e destruídas. *Reação de Hipersensibilidade tipo III: é mediada por IgM e IgG. Atuam contra Ag solúveis, formando imunocomplexo. Ex: doença do sono (produção de Ac contra Ac, e formará um imunocomplexo e poderá "entupir' pequenos vasos e causar inflamação dos vasos (vasculite) e lesão tecidual) Hipersensibilidade *Janssen: vetor viral *Pfizer: tecnologia de RNAm (RNA mensageiro sintético dá as instruções ao organismo para a produção de proteínas encontradas na superfície do novo coronavírus, que estimulam a resposta do sistema imune) *Bivalente da Pfizer: cepa original + omicron OUTRAS VACINAS *Papilomavírus: vacinas contém proteínas L1 dos sorotipos 6, 11, 16 e 18. *VIP (vacina inativada da poliomielite): vacina injetável contendo vírus inativado; é menos eficaz que a VOP *VOP (vacina oral da poliomielite): vacina oral contendo o vírus atenuado INDICAÇÕES E FONTES DE ANTICORPOS *Fonte: doadores humanos e animais (mais frequentemente de equinos) *Pode ser usado em doenças infecciosas ou imunização de rotina *Soro total ou gamaglobulina fracionada concentrada (IgG) -imunoglobulina humana padrão: usada para tratar pacientes imunocomprometidos que não produzem e secretam anticorpos. Recebem a cada 20 dias. Consiste principalmente em IgG, embora traços de IgA, IgM e outras proteínas de soro possam estar presentes. -imunoglobulina específica: A globulina hiperimune é preparada a partir do plasma de pessoas com altos títulos de anticorpos contra um microrganismo ou antígeno específico. É derivada de pessoas que estão convalescendo de infecções naturais ou doadores imunizados artificialmente. Ex: tratamento de raiva *Só recebe Ig humano caso tenha contraindicação (hipersensibilidade tipo I e III) ao Ac do equino *Podem estar combinados a vacinas ou serem usados para controle dos efeitos de toxinas e venenos (ex: soro antitetânico, soro antirrábico) *Pode ocorrer administração assistida em unidade de saúde/hospilarar é usada para proteção de doenças virais ou bacterianas SRC/SCR/MMR (tríplice viral): protege contra caxumba, sarampo e rubéola vírus podem sofrer mutações, saindo do estado atenuado para o estado virulento novamente outros exemplos: BCG (contra formas graves da tuberculose), vírus da pólio (Sabin, oral) esse tipo de vacina possui contraindicações p/ imunocomprometidos e gestantes exemplos: raiva, poliomielite e cólera exemplos: Influenza e Hepatite B se esse polissacarídeo for conjungado com proteínas, se tem uma ativação de linfócito T e B. Neste caso, uma resposta T-dependente possibilita a troca de classe dos Ig, melhorando sua resposta. exemplos: S. pneumoniae, S. typhi (febre tifoide) e N. meningitidis exemplos: vacinas contra tétano e difteria DTPcelular: associação dos toxoides diftéricos e tetânicos com a bactéria inteira Bordetella pertussis inativada a formulaçãocelular pode dar contraindicações e causar convulsões em crianças. Nesse caso, se tem a forma acelular (DTPa). Neste caso a bactéria não está inteira, nessa formulação se tem Ag isolados/purificados da B. pertussis. Alguns exemplos de ações de imunoprofilaxia são: vacina, administração de Ac (soro imune). Vacina é uma forma de imunização ativa. Ela irá ativar linfócitos que irão produzir e secretar Ac. A vacinação pode ser com linfócitos T sensibilizados (pode haver problemas de compatibilidade; não é muito feita). A administração de Ac é uma imunização passiva, havendo transferência das Ac. A imunidade ativa é duradoura e tem memória; já a imunidade passiva é de duração curta. COMPOSIÇÃO DAS VACINAS *microrganismos vivos atenuados: esses microrganismos presentes nas vacinas possuem sua virulência diminuída. *microrganismos inativados: mais comum seu uso em vírus. É mais segura, precisa de mais de 1 dose e tem baixa eficácia. *proteínas isoladas purificadas do vírus: é bastante eficaz e não possui contraindicações *polissacarídeos (fragmentos subcelulares): ocorre ativação apenas de linfócito B, logo sua resposta tende a ser menor, já que não possui auxílio do linf. T CD4. Sem auxílio tem T CD4, se tem IgM e IgG *toxinas modificadas (toxóide): toxinas inativadas DIFERENÇA DE VACINA VIVA E VACINA MORTA CARACTERÍSTICAS DAS VACINAS EFETIVAS *Segura: não causa doença ou morte *Protetora: impedir doença após exposição ao patógeno e tem que ser duradoura *Produção de Ac neutralizantes: impedem infecção de neurônios p/ vírus da poliomielite *Ativação de células T frente a patógenos intracelulares *Baixo custo, estabilidade rígida, facilidade de administração e pouco efeito colateral *A forma de administração da vacina (oral, intramuscular) é determinada pela forma como o microrganismo contamina. ADJUVANTE Potencializa a imunização p/ meio do aumento da expressão de coestimuladores e produção de citocinas (IL-12). Em humanos, é usado o hidróxido de alumínio em gel (que aumenta a resposta de linf. B) e esqualeno (ativam fagócitos) DIFERENÇA ENTRE TRÍPLICE BACTERIANA, TETRAVALENTE E PENTAVALENTE *Tríplice bacteriana: DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) *Tetravalente: é uma vacina atenuada de vírus que causam sarampo, rubéola, caxumba e varicela (catapora) *Pentavalente: é uma vacina que contém DTPc, com Hib (polissacarídeo capsular de Haemophilus influenzae tipo B) e HB (proteína do vírus da hepatite B) VACINAS CONTRA COVID *CoronaVac: vírus atenuado *AstraZeneca: vetor viral (O adenovírus, que infecta chimpanzés, é manipulado geneticamente para que seja inserido o gene da proteína “Spike” (proteína “S”) do Sars-CoV-2) Imunoprofilaxia Vacina Viva X Vacina Morta -reduz infecção natural -segura -alto nível de proteção -baixa eficácia/proteção -menor nº de doses -alto nº de doses -tem contraindicação -sem contraindicações -alto intervalo entre as doses -baixo intervalo entre as doses Vírus da imunodeficiência humana: O HIV é um retrovírus que infecta células do sistema imune, principalmente linfócitos T CD4+, e causa a destruição progressiva destas células. Ciclo de vida do HIV: consiste nas seguintes etapas sequenciais: infecção de células (ligação das proteínas do envelope com receptores CD4 dos linf, T CD4), produção de uma cópia de DNA a partir do RNA viral e sua integração ao genoma do hospedeiro, expressão de genes virais e produção de partículas virais Patogênese: A AIDS desenvolve-se no decorrer de muitos anos, conforme o HIV latente se torna ativado e destrói as células do sistema imune. No início da infecção (síndrome aguda da infecção pelo HIV), se tem os sintomas (febre, dores pelo corpo e mal-estar) de uma viremia (vírus na corrente sanguínea). Ocorre um período de latência, onde ocorre a depleção de células T CD4+ após a infecção pelo HIV é causada por um efeito citopático do vírus, resultante da produção de partículas virais nas células infectadas, bem como pela morte de células não infectadas. A AIDS clínica por fim causa maior suscetibilidade a infecções e a alguns cânceres, como consequência de imunodeficiência. O tratamento atual da AIDS é voltado para o controle da replicação do HIV e das complicações infecciosas da doença. Combinações de fármacos que bloqueiam a atividade das enzimas virais transcriptase reversa, protease e integrase, estão sendo administradas no início do curso da infecção. Esta abordagem terapêutica é chamada terapia antirretroviral (TAR) combinada. O curso clínico da infecção pelo HIV tem sido drasticamente alterado pela terapia efetiva com fármacos antirretrovirais. Com o tratamento apropriado, os pacientes apresentam uma progressão muito mais lenta da doença, menos infecções oportunistas e incidência bastante reduzida de cânceres e demência. IMUNODEFICIÊNCIAS ADQUIRIDAS (SECUNDÁRIAS) Pode ocorrer por diversos fatores, dentre eles: *Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) Doença granulomatosa crônica (DGC). Ela induz mutações nos genes codificadores de subunidades da enzima NADPH oxidase do fagócito, a qual catalisa a produção de espécies reativas de oxigênio microbicidas no interior dos lisossomos. Algumas bactérias que infecta o homem, possuem a enzima catalase, que degradam peróxido de hidrogênio, uma fonte alternativa de radicais livres que pode ser utilizada pelos leucócitos para matar bactérias na DGC. O sistema imune tenta compensar o killing microbiano defeituoso recrutando mais macrófagos e ativando células T, o que estimula o recrutamento e a ativação de fagócitos. Isso leva a um acúmulo de células, causando granulomas. Deficiência-1 de C3 do complemento: mutações no gene C3 impede a ativação da cascata de complemento Imunodeficiência combinada grave (SCID): sua forma ligada ao X, afeta crianças do sexo masculino. Atinge linfócito B e T. É em sua maioria decorrente de mutações na subunidade sinalizadora da cadeia γ (γc) comum dos receptores para várias citocinas (IL-2,IL-21,IL-4). Quando a cadeia γc não é funcional, os linfócitos imaturos, em especial as células pró-T, não conseguem proliferar em resposta à IL-7, que é o principal fator de crescimento para estas células. A consequência desse bloqueio do desenvolvimento é uma profunda diminuição dos números de células T maduras, deficiência da imunidade mediada por células e imunidade humoral defeituosa, devido à ausência do auxílio das células T. As células NK também são deficientes, porque a cadeia γc também faz parte do receptor de IL-15, a principal citocina envolvida na proliferação e maturação das células NK. A Ig sérica (circulante) diminui também. Tratamento com gamaglobulina e transplante de medula óssea 50% compatível Agamaglobulinemia ligada ao X/Síndrome de Bruton: afeta linfócito B. As células pré-B na medula óssea falham em se expandir e isso resulta em acentuada diminuição ou mesmo na ausência de linfócitos B maduros e imunoglobulinas séricas. A doença é causada por mutações no gene codificador de uma quinase chamada tirosinoquinase de Bruton (BTK), resultando em defeito na produção ou na função da enzima. A enzima é ativada pelo receptor da célula pré-B expresso em células pré-B, e envia sinais que promovem sobrevivência, proliferação e maturação destas células. Leva a infecções piogênicas (produção de pus) recorrentes entre 5-6 meses. Tratamento com infusão intravenosa que aumente as doses de gamaglobulina Síndrome de George: é um defeito na maturação das células T. Resulta de uma deleção no cromossomo 22, a qual interfere no desenvolvimento do timo (e das glândulas paratireoides). Os linf. T ficam diminuídos e níveis séricos normais ou reduzidos. Deixa o indivíduo suscetível a Pneumocystis carinni, muitos vírus, bactérias atípicas e fungos Os distúrbios causados pela imunidade defeituosa são chamados doenças de imunodeficiência. Algumas podem resultar de anormalidades genéticasem componentes do sistema imune, sendo então chamadas imunodeficiências congênitas (ou primárias). Outras podem resultar de infecções, anormalidades nutricionais ou tratamentos médicos que causam perda de função ou funcionamento inadequado de vários componentes do sistema imune; estas doenças são conhecidas como imunodeficiências adquiridas (ou secundárias). IMUNODEFICIÊNCIAS CONGÊNITAS (PRIMÁRIAS) São causadas por defeitos genéticos que levam ao comprometimento da maturação ou da função de diferentes componentes do sistema imune. Os defeitos podem acontecer na imunidade inata, na imunidade celular e na imunidade humoral. *Defeitos na imunidade inata As principais causas são alterações nos fagócitos e no sistema complemento. *Defeitos na maturação do linfócito Causam bloqueio da maturação de linfócitos B, linfócitos T ou ambos. Imunodeficiências Congênitas e Adquiridas rante ou enzima que pode ser detectado na microscopia óptica. É amplamente utilizada para diagnóstico de doenças e para a pesquisa de biomarcadores em uma variedade de tecidos, incluindo tecidos tumorais. Ela permite a identificação de diferentes tipos de células e a caracterização de sua composição proteica. *Ensaio Imuno Enzimático (ELISA): detecta a presença de anticorpos no soro do paciente, contra determinado antígeno, por meio da marcação de uma enzima que fará a catálise de determinada substância, fazendo com que o meio mude de cor -ELISA indireto: Primeiramente prepara-se uma placa de ELISA, sensibilizando-a com o antígeno de interesse, em seguida adiciona-se o soro do paciente, fazendo com que os anticorpos contra este antígeno de interesse se liguem a ele na placa. Porém, para que possamos fazer a leitura do ELISA, é necessário que seja adicionado mais um anticorpo, o qual estará marcado com uma enzima (Peroxidase), denominado anticorpo conjugado. Quando se adiciona o substrato da enzima (no caso da Peroxidase, o substrato é o H2O2), ocorre a reação e pode-se observar uma mudança de cor. -ELISA sanduíche: Na técnica do ELISA sanduíche, haverá a formação de um “sanduíche” com dois anticorpos e o antígeno entre eles ao final do ensaio. Primeiramente, será adicionado um anticorpo denominado anticorpo de captura, o qual será fixado no fundo do poço da placa. Logo após, adiciona-se o antígeno de interesse. Será adicionado mais um anticorpo, dessa vez marcado com a enzima, para que possamos enxergar o resultado do teste, uma vez que ele estará marcado com a enzima e adicionaremos seu substrato para que ocorra a reação. Pode-se detectar Ac a partir de Ag ou detecta-se Ag a partir de Ac Estes exames conseguem identificar reações imunes. As propriedades das respostas imunes adaptativas que ele detecta são especificidade, diversidade, memória e especialização CARACTERÍSTICAS DESEJÁVEIS DA REAÇÃO AG-AC *Especificidade: capacidade de identificar ou reagir apenas com o “alvo” de interesse *Sensibilidade: capacidade de detectar pequenas quantidades do “alvo” de interesse PRINCIPAIS APLICAÇÕES *Diagnóstico de doenças infecciosas, autoimunes, hipersensibilidade e imunodeficiências *Identificação/quantificação de moléculas em fluídos biológicos *Localização de moléculas em superfície de células ou tecidos TESTES BASEADOS NAS PROPRIEDADES DOS ANTICORPOS *Imunoprecipitação: conhecida como imunodifusão. Utiliza-se Ac específico que se liga à proteína de interesse, e em seguida, a recuperação do completo proteína-Ac por meio de um reação de precipitação. Na simples, o Ag é adicionado em um poço escavado no gel. Já na dupla, o Ag e Ac são adicionados em poços diferentes e próximos no gel. *Nefelometria: a amostra é misturada com um reagente contendo anticorpos específicos para o antígeno de interesse. Os complexos imunes formados são detectados por um aparelho nefelômetro, que mede a intensidade da luz dispersa pelos complexos. Quanto maior a quantidade de complexos, maior a intensidade da luz dispersa. *Aglutinação -Hemaglutinação: identifica presença de Ag ou Ac em uma amostra biológica. Na detecção de Ac, uma solução contendo o Ac é misturada com as células vermelhas do sangue. Se o Ag estiver presente na membrana da hemácia, o Ac se liga no Ag e forma um aglutinado. -Aglutinação de partículas: nesta técnica, partículas inertes, como látex ou eritrócitos modificados, são revestidos com Ag ou Ac específicos e misturados com a amostra testada. Se o Ag ou Ac estiver presente na amostra, ele se ligará às partículas revestidas, formando aglomerados visíveis. A formação de aglomerados indica a presença de antígenos ou anticorpos específicos na amostra. Não consegue discriminar se é IgM e IgG, porque ambos aglutinam *Fixação do sistema complemento: uma amostra contendo o Ag é misturada com uma quantidade limitada de soro contendo Ac específicos p/ o Ag. O soro é tão diluído e misturado com as célula vermelhas do sangue de coelho, que tem a proteína do complemento em sua superfície. Se o Ag que está na amostra, ele se liga aos Ac do soro. A proteína do complemento é ativada e se fixa às células vermelhas do sangue do coelho, resultando na lise das células vermelhas e na liberação de hemoglobina, o que produz uma mudança na cor do meio de cultura *Imunofluorescência: detecta e visualiza presença de Ag ou Ac específicos em uma amostra biológica. Os Ac ou Ag são marcados com fluoróforo, um composto que emite luz quando excitado por uma fonte de luz específica, como laser. Na técnica direta, o Ac primário é o marcado. Já na técnica indireta, o Ac secundário que é o marcado, o qual se liga a um Ac que já estava ligado ao Ag. Dá pra saber qual Ac tem a partir do Ag (fonte animal), possibilitando identificar a fase da infecção (IgM-recente; IgG-tardia) *Citometria de fluxo: é uma técnica de análise celular utilizada para medir e classificar diferentes tipos de células em uma amostra. As células ficam suspensas em um líquido e são passadas através de um instrumento chamado citômetro de fluxo, que usa lasers para medir, várias propriedades das células, incluindo tamanho, forma e presença de proteínas na superfície celular *Quimiluminescência: processo químico que resulta na produção de luz a partir de uma reação química. Detecta e quantifica diferentes substâncias em amostras biológicas, como proteínas, hormônios e enzimas. *Imunohistoquímica: um Ac primário é usado para marcar uma proteína de interesse presente no tecido, seguido de um Ac secundário marcado com co- Imunodiagnóstico