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<p>Diversidade Celular II – CÉLULA ANIMAL EUCARIOTA E MICROBIOTA DA CAVIDADE ORAL (16 / 08 / 2024)</p><p>Thalita Cardoso Viana</p><p>RGA: 202411807036</p><p>Biologia Celular; 2024/1; Curso de Medicina Veterinária</p><p>Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Sinop</p><p>1 – Discente da disciplina Biologia Celular, UFMT – CAMPUS SINOP.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A célula animal é eucariótica, com um núcleo verdadeiro e um sistema de membranas que organiza suas funções internas. Apesar de compartilhar alguns componentes com as células vegetais, apresenta diferenças marcantes. As células animais têm lisossomos, ausentes nas células vegetais, e não possuem parede celular, plastos, glioxissomas ou vacúolos de suco celular, que são encontrados nas células vegetais. Além disso, a maioria das células vegetais não possui centríolos, que estão presentes apenas em células flageladas, como os gametas masculinos.</p><p>A identificação das células animais na mucosa bucal é fundamental para a biologia celular, oferecendo analises e descobertas sobre a estrutura e função desta membrana crucial. A mucosa bucal reveste a cavidade oral e é composta por dois tipos principais de tecido: o epitélio e a lâmina própria. O epitélio, formado por células epiteliais, constitui a camada externa e é projetado para resistir ao desgaste mecânico, protegendo as camadas internas. A lâmina própria é composta por tecido conjuntivo que fornece suporte estrutural e contém vasos sanguíneos e nervos.</p><p>O método utilizado na aula prática ajuda na compreensão da célula animal, e é essencial para compreender como a mucosa bucal desempenha funções protetoras, mantém a umidade e facilita a absorção de substâncias. Técnicas de coloração e microscopia foram empregadas para identificar e analisar essas células, fornecendo informações importantes sobre suas funções e comportamentos em condições normais e patológicas.</p><p>MATERIAIS E MÉTODOS</p><p>EXPERIMENTO I</p><p>1. Células observadas em raspado da mucosa oral</p><p>Material: Raspa da mucosa oral, microscópio de luz, óleo de imersão, lâminas, lamínulas, conta gotas, espátula descartável, corante – azul de metileno, solução álcool: éter 3:1.</p><p>Método: Utilizando um conta-gotas, foi aplicada uma gota de água sobre uma lâmina de microscópio. Em seguida, a mucosa oral da bochecha foi raspada com uma espátula estéril e a área umedecida da espátula foi cuidadosamente depositada sobre a lâmina, distribuindo o material em um padrão de zigue-zague. A lâmina foi então deixada para secar ao ar livre. Após a secagem, foram adicionadas algumas gotas de solução de azul de metileno sobre o material, permanecendo por um período de 3 minutos. Finalmente, o espécime preparado foi examinado utilizando a objetiva de imersão do microscópio.</p><p>EXPERIMENTO II</p><p>2. Bactérias da mucosa oral em coloração de Gram</p><p>Material: Raspa da mucosa oral, microscópio de luz, óleo de imersão, lâminas, conta gotas, espátula descartável, álcool a 95%, baterias para Gram – solução de cristal violeta, água destilada, solução de Safranina, lugol.</p><p>Método: Inicialmente, foi realizado o procedimento descrito anteriormente para a preparação da amostra da mucosa oral. Após a secagem da amostra, o experimento foi conduzido em grupo com a orientação da professora. Meu colega aplicou uma solução de cristal violeta sobre o esfregaço, deixando-a agir por 1 a 2 minutos. A seguir, a lâmina foi lavada ligeiramente com água destilada para remover o excesso de cristal violeta e o excesso de água foi escorrido.</p><p>Subsequentemente, a amostra foi coberta com solução de lugol, também por 1 a 2 minutos. Após o tempo de incubação, a solução de lugol foi removida com água destilada para eliminar o excesso. O esfregaço foi então lavado com etanol 95% até que o etanol que escorria da lâmina se tornasse transparente, o que permitiu descolorir as áreas não coradas e melhorar o contraste. Após essa etapa, a lâmina foi lavada novamente com água destilada e secada cuidadosamente entre papéis absorventes, evitando qualquer fricção que pudesse danificar o esfregaço.</p><p>Finalmente, o esfregaço foi examinado ao microscópio óptico, começando com aumentos baixos e aumentando progressivamente até a objetiva de imersão (100x) para uma análise detalhada.</p><p>RESULTADOS E DISCUSSÕES</p><p>Através do experimento, foram observadas as células da mucosa bucal. O material distribuído na lâmina permitiu a visualização clara das células da mucosa bucal. O uso do corante azul de metileno foi particularmente útil para destacar as membranas celulares e o núcleo.</p><p>No entanto, é possível identificar bactérias e a estrutura das células, como: citoplasma, membrana e o núcleo. Nas imagens fornecidas (tiradas pelo meu celular), é possível identificar as estruturas encontradas.</p><p>É notorio a diferença estrutural entre a celula animal (analisada nesta aula) e a celula vegetal (analisada nas aulas passadas). Suas diferenças estruturais são fundamentais para as funções especializadas e as adaptações das células em seus respectivos organismos.</p><p>Células vegetais são caracterizadas por uma parede celular rígida de celulose, que proporciona suporte estrutural e proteção adicional. Elas contêm cloroplastos, organelas responsáveis pela fotossíntese, e um grande vacúolo central que armazena nutrientes e mantém a turgidez celular. A comunicação intercelular é facilitada por plasmodesmos. Células vegetais não possuem centrossomos com centríolos nem lisossomos, com funções de degradação realizadas pelo vacúolo.</p><p>Células animais possuem apenas uma membrana plasmática e não possuem parede celular, o que resulta em formas celulares mais variadas e flexíveis. Elas não contêm cloroplastos e têm vacúolos menores e menos proeminentes. Os centrossomos com centríolos são presentes e desempenham um papel crucial na divisão celular. Lisossomos são abundantes e envolvidos na digestão intracelular. Além disso, células animais podem ter cílios ou flagelos para locomoção e utilizam junções celulares, como desmossomos e junções tight, para a coesão e comunicação entre células.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Foi possível atingir parte dos objetivos estabelecidos para a prática de laboratório. No entanto, acabei precisando ir embora mais cedo devido ao transporte, o que, infelizmente, me impediu de analisar no microscópio o último experimento, porém, após assistir alguns vídeos na internet consegui compreender o objetivo da aula.</p><p>A observação do material biológico esclareceu a estrutura básica da célula animal e ajudou a compreender a função e o propósito de cada componente presente. Além disso, essa experiência inicial permitiu um aprofundamento nas pesquisas sobre as estruturas observadas, levando ao surgimento de novas questões, que foram posteriormente esclarecidas.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>https://www.biologianet.com/biologia-celular/celula-animal.htm</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=yRdajo70n4M</p><p>Data da realização: ___/___/___</p><p>Assinatura: _____________________________________</p><p>image1.jpg</p><p>image2.jpeg</p>