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<p>SENAI Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria SÉRIE AUTOMOTIVA DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS</p><p>Iniciativa da CNI Confederação Nacional da Indústria SÉRIE AUTOMOTIVA DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS</p><p>CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA - CNI Robson Braga de Andrade Presidente DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor de Educação e Tecnologia Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL SENAI Conselho Nacional Robson Braga de Andrade Presidente SENAI - Departamento Nacional Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor Geral Julio Sergio de Maya Pedrosa Moreira Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia Gustavo Leal Sales Filho Diretor de Operações</p><p>SENAI Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria SÉRIE AUTOMOTIVA DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS</p><p>2015. SENAI - Departamento Nacional 2015. SENAI - Departamento Regional de Santa Catarina A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utiliza- da por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica - UNIEP SENAI Departamento Regional de Santa Catarina Gerência de Educação e Tecnologia GEDUT FICHA CATALOGRÁFICA S491s Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Diagnósticos em sistemas automotivos / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília : SENAI/DN, 2015. 108 p. il. (Série Automotiva). ISBN 978-85-7519-853-7 1. Automóveis - Peças 2. Automóveis - Diagnóstico I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina II. Título III. Série CDU: 629.3314 SENAI Sede Serviço Nacional de Setor Bancário Norte Quadra 1 . Bloco C Edifício Roberto Aprendizagem Industrial Simonsen 70040-903 Brasília - DF Tel.: (0xx61) 3317- Departamento Nacional 9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 http://www.senai.br</p><p>Ilustrações Figura 1 - Ferramentas para testes de sistemas mecânicos, elétricos e eletrônicos 12 Figura 2 Reparador utilizando um estetoscópio 13 Figura 3 - Reparador analisando valores de trabalho do sistema através de um scanner automotivo 14 Figura 4 - Reparadores analisando valores apresentados pelos equipamentos de diagnósticos 15 Figura 5 - Profissional automotivo com preocupações sobre inconvenientes 16 Figura 6 Consultor técnico mostrando ao cliente uma peça de reposição de qualidade 17 Figura 7 - Reparador fazendo uma nova reposição de peça 18 Figura 8 Reparador técnico fazendo uma entrevista com o cliente referente a falha apresentada .19 Figura 9 - Agendamento de veículo 20 Figura 10 - Reparador técnico dando detalhes ao cliente sobre a falta de peça na reposição 21 Figura 11 - Análise dos valores de regulagem de válvulas do manual de serviço em relação ao apresentado no veículo 22 Figura 12 - Componentes sobre uma bancada que foram condenados sem estarem com falha 23 Figura 13 - Catalisador danificado por combustível adulterado 24 Figura 14 - Relatório sobre resultado de serviços e procedimentos executados durante a reparação 25 Figura 15 - Formas de arquivar dados de estoque, clientes e veículos, em formato antigo 26 Figura 16 - Imagem de um sistema de gerenciamento geral de uma oficina mecânica 27 Figura 17 - Checklist simples do que foi verificado no veículo ao entrar na oficina mecânica 27 Figura 18 - Coletores para coleta seletiva 32 Figura 19 - Um chefe de oficina mostrando aos reparadores técnicos de que forma deve se iniciar o diagnóstico 36 Figura 20 - Catálogo de aplicação de cores para pintura do veículo 37 Figura 21 - Teste de acionamento da bomba elétrica de combustível direto pela bateria 39 Figura 22 - Forma de instalação do manômetro na linha de alimentação de combustível 44 Figura 23 - Reparador utilizando um scanner para acionamento da ventoinha 50 Figura 24 - Utilização da mangueira própria para eliminação dos gases de escapamento do ambiente de trabalho 51 Figura 25 - Acionamento da ventoinha pelo aparelho scanner (tela do scanner) 52 Figura 26 - Cliente explicando ao reparador o tipo de falha apresentada durante a condução 53 Figura 27 - Técnico automotivo fazendo uma solda com equipamentos de segurança 54 Figura 28 - Tipos de ferramentas e equipamentos para o diagnóstico automotivo 55 Figura 29 - Scanner automotivo 56 Figura 30 - Leitura de códigos de falhas no sistema de gerenciamento de injeção feita pelo scanner 57 Figura 31 - Ferramenta de vazão de cilindro 59 Figura 32 - Utilização do medidor de vazão de cilindro no motor 60 Figura 33 Ferramenta de compressão do cilindro 61 Figura 34 - Relógio comparador 62</p><p>Figura 35 - Verificação do sincronismo do motor com a utilização do relógio comparador 63 Figura 36 - Verificação do empenamento do disco de freio 63 Figura 37 - Caneta de testes/polaridade 64 Figura 38 - Verificação do polo negativo no circuito 65 Figura 39 - Verificação do controle da central para o acionamento das bobinas de ignição 66 Figura 40 Década resistiva 67 Figura 41 - Acionamento do eletroventilador com a década resistiva conectada no lugar do sensor de temperatura do veículo 68 Figura 42 - Ferramentas para teste de pressão e vazão da linha de combustível, manômetro e um rotâmetro 69 Figura 43 - Indicação para instalação do manômetro para medir pressão e vazão da linha de combustível 70 Figura 44 - Osciloscópio automotivo 71 Figura 45 - Osciloscópio de bancada 72 Figura 46 - Multímetro automotivo 73 Figura 47 - Multímetro analógico e multímetro digital 74 Figura 48 - 75 Figura 49 - Técnico mecânico com dúvidas de aplicação da ferramenta 76 Figura 50 - Reparador automotivo fazendo a leitura do manual de instruções de uso do equipamento 77 Figura 51 - Instruções de segurança para utilização de equipamentos 78 Figura 52 Reparador automotivo fazendo uso de EPIs para manutenção da bateria como orienta manual da fabricante 79 Figura 53 - Taxímetro corretamente aferido e com lacre de segurança 80 Figura 54 - Lacre de segurança 80 Figura 55 - Organizando o estoque da oficina e armazenando equipamentos corretamente 82 Figura 56 - Armazenagem de alguns tipos de ferramentas e equipamentos 83 Figura 57 - Equipamento para simulações de sinais 84 Figura 58 - Consultor e reparador técnico fazendo a entrega do veículo na revisão 90 Figura 59 - Termo e regras de garantia de um rolamento de roda 93 Figura 60 - Certificado de garantia de prestação de serviços 94 Figura 61 - Ampulheta relacionando a garantia estendida 96 Quadro 1 - Modelo de checklist para inspeção de veículos 29 Quadro 2 - Normas e descrições voltadas ao meio automotivo 41</p><p>Sumário 1 Introdução 9 2 Planejamento do Diagnóstico a ser Realizado 11 2.1 Ferramentas do diagnóstico 12 2.2 Interpretação de inconvenientes 16 2.3 Análise de resultados 21 2.4 Ferramentas de registro 25 2.5 Qualidade ambiental 30 2.5.1 Resíduos 31 3 Metodologia do Diagnóstico 35 3.1 Catálogos e manuais 36 3.2 Normas técnicas 38 3.3 Procedimentos técnicos 42 4 Testes, Ferramentas, Instrumentos e Equipamentos para Diagnósticos 49 4.1 Tipos de testes 50 4.2 Tipos e características 55 4.2.1 Scanner automotivo 56 4.2.2 Ferramenta para medir vazão do cilindro 58 4.2.3 Relógio comparador 61 4.2.4 Caneta de polaridade 64 4.2.5 Década resistiva 67 4.2.6 Manômetro de vazão e pressão de combustível 69 4.2.7 Osciloscópio automotivo 71 4.2.8 Multímetros 73 4.2.9 75 4.3 Normas de aplicação 76 4.4 Normas de segurança 78 4.5 Calibração 79 4.6 Limpeza e armazenagem 82 4.7 Simulação da falha 84 5 Coberturas de Garantias 89 5.1 Do veículo 90 5.2 De peças substituídas 92 5.3 De serviços realizados 94 5.4 Tipos de garantias (normal ou estendida) 95 Referências 101 Minicurrículo Do Autor 103 105</p><p>Introdução 1 Seja bem-vindo à Unidade Curricular Diagnósticos em sistemas automotivos. Esta uni- dade curricular embasa e favorece, a partir de conhecimentos ligados ao planejamento básico para dar início a um determinado diagnóstico dentro de qualquer meio automotivo, o desen- volvimento de capacidades técnicas, sociais, organizativas e metodológicas. Tal diagnóstico pode ser mecânico, elétrico ou eletrônico seguindo a mesma linha de pensamento indiferente do tipo de falha que o veículo apresente. o diagnóstico em sistemas automotivos é muito importante, porque agiliza a reparação e faz com que o reparador técnico se diferencie, no mercado de trabalho, pois para realizar o diagnóstico correto ele deverá ter conhecimentos e habilidades para colher resultados pre- cisos e consertar qualquer tipo de falha ou avaria. Tendo em vista que a maioria dos veículos desenvolvidos a partir dos anos 1990 já estão dispostos de controle eletrônico de injeção de combustível, por isso, devem receber uma atenção maior, conhecimento e equipamentos es- pecíficos para o correto diagnóstico. A presente unidade curricular está dividida em 3 capítulos. Inicialmente, você aprenderá a interpretar cada tipo de diagnóstico, podendo, em seguida, realizar o planejamento a ser apli- cado. capítulo seguinte está relacionado à metodologia do diagnóstico e nele você conhe- cerá métodos de diagnósticos, procedimentos e normas aplicadas. No quarto capítulo você es- tudará algumas das principais ferramentas, instrumentos e equipamentos para o diagnóstico automotivo. E, em seguida entenderá como funciona a cobertura de garantias gerais. Bons estudos!</p><p>Planejamento do Diagnóstico a ser Realizado 2 Você já deve ter se perguntado de que forma um reparador do meio automotivo chega até determinada falha no diagnóstico dos veículos em geral, seja ele mecânico, elétrico ou eletrô- nico. Pois bem, é a partir deste questionamento que você estudará as principais características da interpretação de falhas no diagnóstico automotivo e no processo de entrada do veículo na oficina. Logo, diante de toda a tecnologia existente na área industrial é, cada vez mais impres- cindível ter um planejamento amplo para abordar todas as variantes que podem influenciar no diagnóstico final do veículo que o reparador avaliará. Você, também, estudará algumas ferramentas de excelência no quesito organização opera- cional do trabalho. Esse conhecimento é muito importante para que você tenha um histórico de procedimento realizado detalhado, incluindo registros dos mais variados processos. São exem- plos de tais registros o tempo de mão de obra, as peças e os resultados da execução de serviço. Assim, ao finalizar este capítulo, você estará apto a: a) reconhecer as ferramentas de diagnóstico automotivo; b) interpretar os inconvenientes apresentados pelos sistemas automotivos; c) analisar os resultados obtidos durante os testes e diagnósticos realizados; d) aplicar as ferramentas de registro empregados no processo de planejamento e diagnós- tico em sistemas automotivos. Siga em frente!</p><p>12 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS 2.1 FERRAMENTAS DO DIAGNÓSTICO Neste setor do meio automotivo, o conhecimento técnico e prático do reparador e as mais variadas ferramentas de diagnóstico, nas áreas mecânica, elétrica ou eletrônica, facilitam o diagnóstico da falha apresentada pelo veículo. Figura 1 Ferramentas para testes de sistemas mecânicos, elétricos e eletrônicos Fonte: Bao (2015) A partir dos anos 1990, para facilitar as torções da carroceria e uma série de modificações nos sistemas e tornar os projetos mais baratos para os consumidores, os veículos vêm se tornando mais leves e com peças de reposição cada vez mais fragmentadas. Tais fatores contribuem para que o próprio veículo tenha uma estrutura segura, além disso, a eletrônica embarcada é cada vez mais presente nos veículos. Foi-se aquele tempo em que um fazia grande parte do diagnóstico automotivo. Nos anos 1980, esse equipamento era altamente valorizado e quem o utilizava, nos veículos com injeção mecânica de combustível nos carburadores, era considerado mestre para o diagnóstico automotivo, pois o estetos- cópio era um equipamento difícil de ser encontrado nas oficinas. Já por volta do início dos 1990, com o estetoscópio o reparador tinha maior facilidade de determinadas peças no veículo, consideran- do o som produzido por elas. 1 Ferramenta para se ouvir o movimento interno de trabalhos 2 Ato em que o reparador tira a conclusão de que determinado componente não está mais apto para funcionar perfeitamente no veículo.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 13 Figura 2 Reparador utilizando um Fonte: Thinkstock (2015) Entretanto, para utilizar o para diagnosticar algum problema mecânico, era necessário que o profissional conhecesse bem o som produzido pelo motor. Pois, caso o reparador confundisse algum som, ou até mesmo por alguma interferência de ruídos do próprio motor, poderia cometer falhas no diag- nóstico. Assim, o uso do poderia provocar problemas como o desperdício de tempo e a troca de peças que estavam funcionando perfeitamente. E isso gerava despesas desnecessárias para a empresa e para o cliente que pagava por peças que não precisavam ser trocadas. No entanto, o ainda é utilizado para diagnósticos de falhas de veículos, porém, hoje, é usado com outras ferramentas de precisão. Tais ferramentas, você conhecerá no decorrer desta unidade curricular. As indústrias que desenvolvem equipamentos e ferramentas voltadas ao meio automotivo de-</p><p>14 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS senvolveram e, ainda, desenvolvem uma grande variedade desses equipamentos e ferramentas para apli- cação em diagnósticos de falhas. Assim, a escolha do que será utilizado e a avaliação da qualidade e con- fiabilidade do equipamento ou ferramenta, fica a critério do reparador. Atualmente, há várias ferramentas para realizar testes em um veículo com avaria mecânica em sua câmara de combustão. Alguns exemplos são a videoscopia/endoscopia mecânica, para testar a compressão do motor e a vazão de cilindro, e o scan- automotivo para verificar a depressão do coletor, do fluxo de e o tempo de injeção. Essas e outras ferramentas você conhecerá nos próximos capítulos. Figura 3 Reparador analisando valores de trabalho do sistema através de um scanner automotivo Fonte: Thinkstock (2015) É importante salientar que, em nenhum caso de diagnóstico automotivo, alguma ferramenta ou equipamento fará todo o trabalho de diagnóstico sozinho, pois sempre será necessário que um reparador automotivo, com capacitação técnica para manusear as ferramentas e equipamentos, interprete as infor- mações mostradas pelo equipamento ou ferramenta. Ele também, deverá, a partir do seu conhecimento, traduzir de modo claro para o cliente o resultado do teste feito e os motivos que possam ocasionar deter- minada falha e apresentar a melhor solução para problema.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 15 Figura 4 Reparadores analisando valores apresentados pelos equipamentos de diagnósticos Fonte: Thinkstock (2015) Além do mais, para fazer a aplicação da ferramenta de diagnóstico correta, é de extrema importância que o profissional conheça todos os problemas que o veículo apresenta. Pois, assim, ao aplicar uma ferra- menta poderá esperar maior precisão na identificação da causa da falha apresentada pelo veículo. ! FIQUE Para evitar um diagnóstico incorreto e impedir que a falha continue no veículo o re- ALERTA parador técnico deve ficar muito atento durante a análise dos resultados apresenta- dos pelos aparelhos de diagnóstico.</p><p>16 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Cabe ressaltar, ainda, que parte das oficinas mecânicas se afiliam à empresas de renome, conhecidas mundialmente na produção de sistemas e produtos automotivos. Essa afiliação permite que as oficinas usem em suas fachadas o nome e as cores padrões dessas grandes empresas. Além disso, as grandes em- presas, visando aprimorar cada vez mais a qualidade do diagnóstico e o conhecimento dos reparadores au- tomotivos, oferecem às oficinas afiliadas diversos equipamentos para diagnóstico automotivo nas partes mecânicas, elétricas e eletrônicas. Elas também promovem vários cursos de autodiagnóstico e diagnóstico. 2.2 INTERPRETAÇÃO DE INCONVENIENTES Nas mais diversas indústrias, montadoras, instituições privadas, empresas de pequeno e médio porte, há uma preocupação generalizada em conhecer a necessidade do cliente com relação a determinados pro- dutos. Cabe a elas entender tal necessidade para poder elaborar um produto específico para satisfazer os desejos do cliente. Além de agregar valor sobre o produto oferecido e gerar mais lucros, novos negócios, qualidade e empregabilidade no mercado. Figura 5 Profissional automotivo com preocupações sobre inconvenientes Fonte: Thinkstock (2015) Segundo Guimarães (2007, p. 227), podemos classificar as falhas em duas categorias, sendo as possíveis de serem identificadas pelo motorista e as identificadas somente com o auxílio de ferramentas especiais. Assim, com foco no meio automotivo, toda metodologia funciona da mesma forma, desde a entrada do cliente na oficina, ao modo que é abordado para identificar determinadas falhas que acontecem com o veículo. E, até mesmo na hora de oferecer produtos de qualidade para que, não somente o processo de manutenção, revisão e outros serviços mais, possam sair com alta qualidade no resultado final.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 17 Figura 6 Consultor técnico mostrando ao cliente uma peça de reposição de qualidade Fonte: Thinkstock (2015) Assim, para que o veículo tenha um uso contínuo dentro das quilometragens específicas em prazos determinados pelo fabricante com qualidade no serviço executado, é de vital importância o uso de mate- riais, equipamentos e peças de qualidade no processo completo. Isso deve começar com o registro de uma ordem de serviço (popularmente conhecida como O.S.), continuar com o diagnóstico e se estender até a entrega do veículo ao cliente. Pois para fazer parte da manutenção e diagnóstico automotivo o reparador técnico precisa ter conhecimento para averiguar e diagnosticar falhas com precisão. Esse técnico já deve ter em mente o planejamento correto para sanar o problema do veículo, bem como todas as qualidades no processo a ser seguido. É importante ressaltar que, se não forem utilizados componentes de qualidade, não será possível garantir um bom resultado no trabalho. Imagine que você tenha atendido um cliente e conseguiu transmitir ao mesmo segurança e ter conhe- cimento suficiente para resolver o problema de seu veículo. Mas, ao realizar seu trabalho, você utilizou uma peça de péssima qualidade, ao final, na entrega do veículo, todo o processo de diagnóstico e manutenção sai conforme o esperado e o cliente sai satisfeito. Entretanto, dois dias depois o cliente volta reclamando do mesmo defeito e, agora, analisando o que poderia ser, você é constata defeito na peça de reposição.</p><p>18 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Figura 7 Reparador fazendo uma nova reposição de peça Fonte: Thinkstock (2015) Por isso, os processos de registros, assim como todo o processo a ser utilizado para o diagnóstico de falhas, fazem parte da interpretação de Existem alguns sistemas próprios para registros de O.S. e você os conhecerá no decorrer do capítulo. A interpretação de inconvenientes deve estar voltada para a relação com cliente e para processo de manu- tenção e mão de obra dentro da oficina, solicitação de peças, materiais e equipamentos que também estão diretamente ligados ao processo como um todo. Sistemas de gerenciamento da oficina podem fazer o trabalho completo desde CURIOSIDADE registros dos clientes, registro de veículos, orçamentos ordens de produção e até o fluxo de caixa da empresa, fazendo um controle geral e muito organizado de todo procedimento. Para que um diagnóstico seja bem executado, é necessário que o técnico realize uma pequena entrevis- ta com o cliente, pois ele, mais do que ninguém sabe o que realmente acontece com o veículo, em quais situações determinada falha é apresentada. Para ficar mais claro, pense na seguinte situação: determinado veículo corta a aceleração ao passar sobre um quebra-molas, depois ela volta ao normal. Com esta informa- ção, o reparador técnico já sabe que para iniciar um diagnóstico, deverá sair com o veículo para verificar se o mesmo apresenta a falha somente ao passar sobre quebra-molas. Ao fazer o teste, você percebe que a falha era um ponto de aterramento mal fixado ao motor, pois quando o veículo passava por rua esburacada ou sobre um quebra-molas, o torque do motor e as vibrações ocasionavam o mau contato, fazendo o veículo perder aterramento em determinados componentes, o que gerava a falha.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 19 Figura 8 Reparador técnico fazendo uma entrevista com o cliente referente a falha apresentada Fonte: Thinkstock (2015) Os veículos, em geral, costumam apresentar falhas em aterramentos causados por ! FIQUE problemas como zinabres (oxidações) e pontos de aterramentos mal fixados, o que ALERTA acaba ocasionando falhas graves nos sistemas dos veículos. Um exemplo clássico do dia a dia é aquela falha que acontece com o veículo do cliente em determinado trecho, já com o reparador não, dessa forma há a necessidade do reparador e do cliente percorrerem juntos esse trecho da rodovia ou estrada. Por exemplo, um barulho de estalo na suspensão dianteira esquerda, somente no trecho de uma curva acentuada antes do cliente chegar ao seu trabalho, era causada por uma trinca na bandeja dianteira esquerda, quase visualmente. A trinca somente foi vista na des- montagem completa do sistema de suspensão dianteira. Outro fator importante e que acaba esclarecendo muito diagnóstico para reparador técnico é le- vantar, junto ao cliente, um histórico completo do veículo, pois ele pode ter vindo de outras oficinas com defeitos como a desmontagem e montagem errada de algum componente. Por isso, é importante que você, como profissional da área, fique sempre atento ao que outro reparador ou mesmo o cliente diz ter feito em outra oficina mecânica. Por exemplo, em uma troca completa do sistema de ignição é importante analisar se sistema realmente foi trocado, se é por uma marca de confiança, do contrário, reparador pode avançar no diagnóstico e tais componentes podem, na verdade, não terem sido trocados ou ainda, terem sido instalados de forma errada.</p><p>20 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Os exemplos citados, anteriormente, ressaltam a importância da interação com o cliente no momento da pré-avaliação do veículo. Momento no qual você deve procurar demonstrar interesse na solução do problema e conhecimento técnico para um diagnóstico preciso. Além dessa interpretação de inconve- niente de falha junto ao cliente, existem outros procedimentos a serem seguidos, por exemplo, no caso de agendamento dos veículos para fazer uma reparação na oficina é necessário analisar corretamente o tem- po necessário para a execução de mão da obra, verificar se a peça do veículo a ser trocada está à disposição no estoque da oficina e caso não esteja, qual será é o tempo hábil para que ela chegue à sua oficina. Além disso deve haver tempo hábil para a realização de processos finais aplicados em algumas oficinas nicas, como testes no veículo e lavação. Pois, isso evitará transtornos durante o tempo em que o veículo permanecer na oficina e atrasos na entrega. E, vale ressaltar que respeitar o prazo de entrega combinado com o cliente é essencial. 3 4 5 6 7 9 10 11 12 13 14 20 21 16 17 26 27 28 23 24 25 30 Figura Agendamento de veículo Thinkstock (2015) Desta forma, o trabalho no veículo é feito com qualidade, sem problemas de inconvenientes relacionados ao tempo de estada na oficina e em relação a falta de peças. Além do mais, ao aprimorar o processo de entrada de cada veículo na oficina, evita-se uma série de inconvenientes gerados, desde o recebimento do veículo, até a mão de obra a ser realizada, peças em estoque, prazo limite de entrega do veículo para o cliente e até mesmo relacionado ao histórico de falha dado pelo cliente, e, ainda, se chega mais rápido ao diagnóstico. É importante salientar, tendo em vista o que você estudou até aqui, que mesmo com todo o processo planejado, imprevistos podem acontecer e esses também devem ser analisados sempre que algum serviço for executado. Por exemplo, pode haver a falta de um colaborador, o atraso na entrega de determinada peça, ou até a falta de energia elétrica na região da oficina.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 21 Para evitar que ocorra a falta de uma peça em estoque, que constava como existente no sistema de controle, é importante fazer um inventário mensal de estoque e realizar uma análise estratégica para que o processo completo saia de modo que o cliente fique satisfeito. Além disso, comunique o cliente sempre que ocorrer algum contratempo que faça com que a manutenção do veículo não saia dentro do prazo planejado, pois isso evita transtornos e, sabendo do atraso, o cliente poderá se programar em relação ao uso do veículo. Figura 10 Reparador técnico dando detalhes ao cliente sobre a falta de peça na reposição Fonte: Thinkstock (2015) Os resultados obtidos por oficinas mecânicas que seguem essa metodologia nos processos de interpre- tação de inconvenientes, comprovam que o método é excelente para o correto processo de diagnóstico e manutenção do veículo indiferente da falha apresentada em relação ao tempo estipulado e informado ao cliente, estando todo o processo finalizado dentro do prazo e com 100% de satisfação pelo cliente. Esse processo completo contempla o orçamento inicial, agendamento do veículo, entrada na oficina, diagnóstico, levantamento de orçamento final, encomenda de peças ou solicitação das mesmas ao esto- que, tempo de mão de obra, testes finais, lavação e entrega. 2.3 ANÁLISE DE RESULTADOS Tanto no início quanto ao final de um diagnóstico realizado, o reparador técnico deve fazer uma análise dos resultados obtidos, comparando com o que o fabricante indica para cada tipo de resultado colhido. Deve, também, analisar o tipo de teste feito, verificar se está sendo aplicado de forma correta, com a ferra- menta correta e se o valor colhido confere com o que deveria estar sendo apresentado.</p><p>22 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Caso um determinado componente apresente uma incoerência de valor ou tipo de trabalho em algum teste, não será possível determinar que a falha esteja no componente sem antes fazer uma análise geral da situação. Figura 11 Análise dos valores de regulagem de válvulas do manual de serviço em relação ao apresentado no veículo Fonte: Thinkstock (2015) o reparador técnico deve fazer uma investigação do porquê de tal componente apresentar valores incoerentes com o que a fabricante indica, pois, em grande parte dos casos, certos componentes são con- denados e trocados sem necessidade, ou seja, a troca ocorre com 100% da integridade da peça. Também pode ocorrer de o componente apresentar o defeito, mas a falha ser decorrente de outra avaria no sistema, como a interferência eletromagnética do motor de partida durante uma partida para o circuito do sensor de rotação. Assim, a falha estaria no circuito ou no motor de partida e não no circuito ou sensor de rotação. SAIBA Para mais informações sobre análise dos resultados obtidos durante o diagnóstico acesse: e vá ao fórum do site, faça o cadastro e fi- MAIS que por dentro de defeitos e soluções de diversos sistemas. Contudo, é importante estar atento ao tipo de valor apresentado ao final de um teste, se o equipamen- to está bem aferido e se o reparador técnico tem domínio sobre o equipamento que está utilizando. Pois, se um teste for interpretado de forma incorreta, o técnico pode condenar um componente em perfeito estado de</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 23 Figura 12 Componentes sobre uma bancada que foram condenados sem estarem com falha Fonte: Bao (2015) Esses são os principais detalhes que o reparador técnico deve observar quando fizer uma análise dos resultados obtidos. Ele deverá relatar não somente onde estava a falha do veículo, como também porque tal falha aconteceu. Esta última informação é de extrema importância. Um exemplo disso, recorrente no dia a dia das oficinas mecânicas, são os veículos que utilizam uma son- da lambda depois do catalisador, esta sonda tem a função de fazer uma leitura de como o catalisador está se comportando, caso ela esteja com seu valor incorreto, o reparador pode condenar tanto catalisador quan- to o componente em questão, ou seja, a sonda lambda. Mas é que vem a questão: por que está ocorrendo a falha na sonda ou no catalisador? que gerou isso? Você saberia como chegar a resposta para estas per- guntas? É esse tipo de investigação que reparador precisa realizar para obter a conclusão do diagnóstico. Caso a sonda lambda esteja funcionando corretamente após alguns testes e o catalisador for condenado, após realizar a troca do componente falho, o veículo voltará a ter o funcionamento dentro do esperado. Então, retome a pergunta, por que ocorreu a falha no catalisador? Depois de analisar os resultados, o reparador poderá chegar à conclusão de que a causa do dano no catalizador foi que o tipo de combustível utilizado no veículo estava adulterado. Pois, conforme informado pelo cliente, o veículo era abastecido sempre no mesmo posto e foi isso que danificou o componente. Esse exemplo mostra quão importante é analisar o histórico do veículo e o que foi executado nele, para chegar a uma conclusão efetiva.</p><p>24 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Figura 13 Catalisador danificado por combustível adulterado Fonte: Bao (2015) Para que você tenha resultados positivos dentro dos processos realizados no meio automotivo, sempre deve estar atento aos resultados obtidos em cada processo realizado para manutenção ou reparação de algum veículo, mesmo que esse tenha saído dentro do esperado. Pois, é importante verificar possíveis mu- danças no processo para se ter uma nova perspectiva de como determinado processo poderia melhorar. Você pode tomar como exemplo, um auxiliar técnico que faz somente um serviço, sua responsabilidade é a execução de um checklist verificando nível de óleo do motor, água no sistema de arrefecimento, fluído do freio, combustível no tanque, entre outros. Ele poderia fazer a conexão do aparelho de diagnóstico ao veículo para comunicação com o sistema, colher dados gerais do sistema e passar as informações para um relatório. relatório seria analisado pelo reparador para diagnosticar a falha no veículo, otimizando assim, o processo e ganhando tempo. Você viu que um simples detalhe pode adiantar muito serviço a ser realizado no veículo. Por isso, algu- mas concessionárias retiraram o consultor técnico e puseram o próprio reparador como ouvinte do cliente, assim aproximaram cliente e reparador e otimizaram o processo. Pois, a mesma pessoa faz relatório dos defeitos do veículo e das peças a serem encomendadas. Agora imagine no último exemplo sobre as concessionárias, se uma pessoa fizesse o relatório/checklist, outra entrevistasse o cliente e oferecesse os produtos e peças, por fim, tudo teria que ser analisado pelo reparador técnico para prosseguir no diagnóstico e executar o trabalho. Para uma melhor análise dos resultados obtidos, uma das ferramentas mais indicadas que a empresa pode ter em mãos, ainda é a conhecida tabela de valores, que deve estar em diversos pontos da oficina, desde a recepção até a entrega final do veículo. Pois, ela deve demonstrar os mais diversos números e dados técnicos, para que esses sejam analisados pelos gestores e reparadores técnicos da empresa e os mesmos possam colher os resultados e verificar possíveis mudanças que forem</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 25 Infographic Elements 86% 37% 43% 48% 55% 100% 41% 65% 52% Lorem 21% un 34% 1% 94% 7% 78% 16% 29% Lorem ipsum dolor sit amet 2012 48% 36% 72% 21% 35% 15% 17% 18% 19% 10% 10% 37% 10% e 40% 60% 100% Figura 14 Relatório sobre resultado de serviços e procedimentos executados durante a reparação Fonte: Thinkstock (2015) Outro fator importante é a análise da dificuldade, ou da possível melhoria do processo realizado pelo reparador ao executar a manutenção ou reparação de algum veículo. Pois, objetivando a melhoria de re- sultados, o reparador pode promover novas ideias de processo. Visando 100% de qualidade do serviço executado, esse tipo de relatório base ou tabela de valores pode estar nos mais diferentes setores da oficina. Como exemplos pode-se citar a seção da produção e do prazo desde a entrada do veículo até a saída do mesmo e o setor de vendas de peças entre outros. 2.4 FERRAMENTAS DE REGISTRO Nos anos 1980 e 1990, aproximadamente, era comum se ver os reparadores automotivos com planilhas e com fichas de cadastros de clientes em um bloquinho de papel para realizar o orçamento e repassar ao</p><p>26 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS cliente. Nessas fichas o reparador tinha o endereço, o telefone e alguns dados do veículo e até histórico do que foi feito. estoque mal era contabilizado, era registrado em folhas, somente as peças que entravam e e outros materiais mais, sem um controle exato do que acontecia. No sistema de fluxo de caixa da empresa, também, não havia controle correto dos custos e lucros gerados pela oficina. Figura 15 Formas de arquivar dados de estoque, clientes e veículos, em formato antigo Fonte: Thinkstock (2015) A pesquisa, a análise e a tecnologia da informação foram primordiais para o desenvolvimento de siste- mas digitais de monitoramento geral dos processos realizados nesse nicho de mercado. Nos anos de 2000, passaram a existir sistemas capazes de produzir diversas operações desenvolvidos diretamente para o gerenciamento de oficina e conforme a utilização e cargo do operador do sistema. Por exemplo, o reparador mecânico alimenta sistema informando dados sobre o reparo dos veículos, o responsável financeiro emite documentos referentes ao seu setor e o gerente tem acesso e controla todo o sistema. Esse tipo de sistema procura aperfeiçoar todo o processo e fazer a combinação dos dados de um mesmo cliente e veículo. Pois, nele, há várias informações, desde um checklist até o orçamento feito, peças a serem trocadas, informações contábeis como valores de custo das peças e mão de obra, valor líquido a receber, entre várias outras informações disponibilizadas, conforme a necessidade da oficina.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 27 Figura 16 Imagem de um sistema de gerenciamento geral de uma oficina mecânica Fonte: Thinkstock (2015) checklist, também, é uma ferramenta de grande importância ao setor automotivo de reparação. Ele pode estar dentro do sistema digital de gerenciamento geral citado, anteriormente, ou pode ser feito por meio de uma folha de registros. o checklist, geralmente, é aplicado na entrada do veículo na oficina e visa deixar todas as informações do veículo registradas. Nele você encontrará informações como os danos na carroceria, lâmpadas queima- das, quilometragem total e o nível de combustível. Figura 17 - Checklist simples do que foi verificado no veículo ao entrar na oficina mecânica Fonte: Thinkstock (2015)</p><p>28 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Esse documento de registro de informações é assinado pelo cliente, garantindo, assim, que a manu- tenção ou reparo do mesmo aconteça de forma correta e evitando transtornos na entrega do veículo ao cliente. Pois, assim, ele não poderá alegar, por exemplo, que a quilometragem está alterada ou que o nível de combustível está diferente do momento em que o veículo entrou na oficina. o checklist também pode ser aplicado para desenvolvimento de processos no momento da repara- ção, facilitando a mão de obra a ser executada e diminuindo o tempo total do processo. Um checklist, aplicado dessa forma, pode conter informações inseridas pelo próprio reparador nico, como os tipos de ferramentas que ele utilizou em determinado processo, os valores dos resultados colhidos de acordo com o teste realizado, histórico do que foi planejado/executado, o resultado obtido em um diagnóstico, tipo de reparação e a manutenção executada. CASOS E RELATOS Contar para não faltar João, proprietário de uma oficina mecânica, está com grandes problemas relacionados à falta de produtos no estoque, pois sempre que pega um veículo para fazer determinado serviço, precisa sair correndo para buscar em uma revenda alguma peça que faltou. Mas a referida peça consta nos registros de estoque da oficina. Tal transtorno faz com que João atrase muitas entregas de veículos deixando clientes insatisfeitos e comprometendo a própria mão de obra pela falta de tempo para efetuar o reparo. Ele decidiu, então, fazer uma análise minuciosa do processo de entrada e saída de peças do esto- que. Observando procedimento de saída de uma peça, ele notou que o funcionário do balcão de peças, por estar sobrecarregado de trabalho, deixava de anotar a saída de algumas peças. E isso fazia com que a peça sem ser registrada, ou seja, sem baixa no estoque. Após identificar problema, João implantou um sistema de gerenciamento digital, que controla todo processo de entrada e saída de peças, deixando estoque sempre atualizado e evitando transtornos como a falta de Outra importante ferramenta de processos de qualidade, utilizada por poucos, é a folha de verificação. Ela é um tipo de checklist. Veja um exemplo de lista de verificação a seguir.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 29 CHECKLIST DE INSPEÇÃO DE VEÍCULOS Data: Horário: Veículo: Placa: ITENS INSPECIONADOS SITUAÇÃO OBSERVAÇÃO Nível do óleo do motor Nível do óleo hidráulico (freio e direção) Nível de água de arrefecimento do motor Nível de água para limpeza de para-brisa Palas contra o sol Habilitação - CNH DO Banco/assento Assoalho Buzina Cinto de segurança Espelho retrovisor Extintor de incêndio Macaco/triängulo Freio de estacionamento Para-brisas/vidros Portas - abrir por dentro Condições pedais Baú/carroceria Pneus/estepe Farol/farolete Limpador de para-brisa Setas Alarme de ré/Luz de ré Luz de freio Pisca de alerta Travamento do capô Recomendações: Quadro 1 - Modelo de checklist para inspeção de veículos Fonte: do Autor (2015)</p><p>30 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS A folha de verificação pode ser utilizada na revisão de entrega dos veículos, pois registra informações dos resultados obtidos ao final do processo de reparação do veículo. E, ainda, indica o grau de satisfação em relação a manutenção realizada e porcentagem ou grau de solução do problema. Pode ser aplicada a vários veículos em uma mesma ficha de verificação, permitindo, assim, avaliar o resultado final entre uma quantidade pré-estabelecida de veículos. 2.5 QUALIDADE AMBIENTAL É cada vez maior a preocupação com meio ambiente, e esta preocupação também está inserida no con- texto das oficinas mecânicas, que visam à coleta e destinação correta dos resíduos. Você está ciente de que há normas e legislação que regulamentam as questões ambientais relacionadas às oficinas? Saberia dizer o que é certo ou errado, segundo essas leis? Então, conheça, a seguir, os principais órgãos regulamentadores. Legislação Municipal As leis, normas e decretos municipais são elaborados pela administração pública de cada município, e as leis ambientais estão inclusas nelas. Geralmente essas leis são desenvolvidas por órgãos ambientais pertencentes à prefeitura, como as secretarias de meio ambiente, e tem como objetivo promover a preser- vação do meio ambiente, fiscalizando, penalizando e estabelecendo diretrizes para: a utilização de recur- sos naturais; a emissão de poluentes líquidos, sólidos e gasosos; a definição de limites de tolerância para a presença de elementos químicos em sedimentos, águas superficiais e Estas leis são subordinadas às leis estaduais e federais, sendo que suas diretrizes não podem ser menos restritivas que as leis estaduais e federais. Legislação Estadual As leis, decretos e normas estaduais, assim como as leis municipais, são elaboradas pela administração pública do estado, sendo desenvolvidas por fundações ou conselhos ligados ao governo do estado, e tem como objetivo promover a preservação do meio ambiente, fiscalizando, penalizando e estabelecendo di- retrizes para itens sobre os quais os órgãos municipais não atuam. Além disso, ainda é possível que um ór- gão ambiental estadual fiscalize e penalize um órgão municipal que venha a descumprir qualquer lei. Estas leis são superiores às leis municipais e subordinadas às leis federais, sendo que suas diretrizes não podem ser menos restritivas que as leis federais.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 31 Legislação Federal As normas, leis e decretos federais servem de base para a elaboração das leis estaduais e municipais, sendo que estas nunca podem ser menos restritivas que as leis federais. Assim como as leis estaduais e municipais, as federais têm como objetivo promover a preservação do meio ambiente, fiscalizando, pena- lizando e estabelecendo diretrizes para as mesmas questões que os órgãos estaduais e municipais. Você já pensou qual é a ligação existente entre uma oficina mecânica e uma lei ambiental? Como você leu nos parágrafos anteriores, as leis ambientais objetivam a preservação ambiental, definindo padrões a serem seguidos por todas as empresas quanto à emissão de poluentes. Como você pode imaginar, uma oficina mecânica que trabalha com a manutenção de sistemas de freios por exemplo, possui um grande potencial contaminante, pois todo e qualquer componente extraído de um veículo (como discos de freio usados, pastilhas de freio desgastadas, fluido de freio já utilizado) deve ser descartado de maneira adequa- da uma vez que, se forem armazenados inapropriadamente, podem causar a contaminação do solo e, em alguns casos, até mesmo a contaminação do lençol freático. 2.5.1 RESÍDUOS Os resíduos automotivos mais prejudiciais, ao meio ambiente e à saúde pública, gerados em uma oficina são: a) óleo lubrificante e fluido de freio usado; b) emissões de gases; c) panos, e peças usadas; d) sólidos embebidos em óleo; e) produtos minerais e ferrosos; f) plásticos; g) baterias. Os resíduos sólidos provenientes da atividade de manutenção automotiva são classificados, segundo a NBR 10.004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, de acordo com as características de periculosidade apresentadas, em: Classe (perigosos) ou Classe (não-perigosos); Classe A Inertes e Classe B - Não- -inertes. A classificação de resíduos só pode ser realizada através de processo de análise em laboratório.</p><p>32 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Coleta Seletiva de resíduos Em muitas cidades existe, além da coleta normal de resíduos, a coleta seletiva, que recolhe resíduos recicláveis para a destinação correta. No caso das oficinas mecânicas, isto se torna uma regra, pois como você viu, as leis determinam que as oficinas devem dar o destino correto aos Diversos materiais são recicláveis, como o papel, o plástico, o vidro, o metal, entre tantos outros. As ofi- cinas precisam ter em seu ambiente de trabalho tambores com identificações de separação dos Essas identificações dos tambores devem ser escritas e coloridas, pois cada resíduo possui uma pa- drão na coleta seletiva. A adoção dos padrões da coleta seletiva permite uma maior agilidade na segrega- ção e no descarte dos materiais, além de deixar sua oficina com um aspecto mais organizado, o que auxilia a conquistar novos clientes e também manter os clientes atuais. Veja, a seguir, alguns exemplos de representação das cores da coleta seletiva. PLASTICO Figura 18 Coletores para coleta seletiva Fonte: Bao (2015) Repare que todos os tipos de resíduos possuem uma cor padrão de coletor para realizar a sua coleta seletiva. É importante que você tenha o habito de separar os resíduos corretamente. Além disso, mantenha sempre seu local de trabalho limpo e organizado.</p><p>2 PLANEJAMENTO DO DIAGNÓSTICO A SER REALIZADO 33 RECAPITULANDO Nesse capítulo, você iniciou os estudos sobre o planejamento de diagnóstico a ser realizado pelo reparador e percebeu a importância de sempre verificar junto ao cliente quais falhas e inconve- nientes são causados pelo veículo, podendo traçar, assim, um início de diagnóstico no automóvel com a falha determinada, sendo ela elétrica, eletrônica ou mecânica. Também pôde ver que a entrevista com o cliente é de fundamental importância para chegar a um diagnóstico preciso, pois ela diminui o tempo de mão de obra e permite que se chegue mais facilmente à falha. Detalhes relacionados à interpretação de inconvenientes como falhas no veículo e de processos na oficina foram mostrados como meios de registros para melhor análise dos resultados e diag- nósticos, em geral. Com essas informações, você aprendeu como deve iniciar um processo de diagnóstico no veículo, para que ao longo de todo processo, você possa ter informações gerais do veículo de forma a realizar um diagnóstico melhor e mais rápido, evitar inconvenientes gerais e resultar em um pro- cesso de manutenção e/ou reparação positiva. Ao final do capítulo, você conheceu sobre a legislação ambiental, os tipos de resíduos gerados por uma oficina mecânica e formas adequadas de segregação e descarte destes</p><p>Metodologia do Diagnóstico 3 Você já parou para pensar como o reparador automotivo pode saber tantas informações no momento de um diagnóstico? E como pode estar tão atento a detalhes e procedimentos em específico? Esses questionamentos irão auxiliá-lo ao longo do capítulo. Nele você verá onde estão dispostas determinadas informações, como procedimentos para diagnóstico, reparação e aplicação de peças específicas de acordo com o veículo para o reparador automotivo. Procedimentos esses, que fazem o reparador automotivo ganhar pontos no momento do diagnóstico, aplicando o correto procedimento para diagnosticar determinada falha, ou para saber como chegar a ela. o domínio de tais conhecimentos farão de você um profissional pre- parado para identificar falhas e aplicar o correto procedimento, ferramentas e peças em cada manutenção ou reparação do veículo automotor. Para que você se torne referência na área estude com muita atenção, pois ao finalizar este capítulo você estará apto à: a) selecionar e aplicar, nos sistemas, as normas e os métodos de diagnóstico conforme ma- nuais de reparação; b) identificar a fonte de consulta, tendo em vista a manutenção a ser realizada nos sistemas; c) reconhecer as diferentes fontes de pesquisa de conteúdos técnicos relacionados à reparação de sistemas automotivos. Siga em frente!</p><p>36 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS 3.1 CATÁLOGOS E MANUAIS Nos anos 2010, no mercado de veículos, sejam eles de ciclo Otto (movidos a etanol, gasolina, flex e GNV) ou de ciclo Diesel, para executar alguns tipos de reparos elétricos, eletrônicos ou a troca parcial dos com- ponentes mecânicos do motor, como pistões, anéis, bielas, válvulas entre outros, há a necessidade de o reparador ter em mãos o manual técnico de reparação e manutenção daquele veículo. Ao se fazer um diagnóstico da parte mecânica, por exemplo, de um veículo que apresenta baixa potên- cia e fumaça azul vinda do escapamento, sintomas característicos de um motor consumindo boa parte do óleo de lubrificação das partes móveis do motor no momento da combustão, queimando esse óleo com a mistura ar/combustível existente na câmara de combustão, é necessário ter em mãos o manual técnico para verificações do sistema. Figura 19 Um chefe de oficina mostrando aos reparadores técnicos de que forma deve se iniciar o diagnóstico Fonte: Thinkstock (2015) Para que reparador possa fazer os testes específicos e analisar os valores padrão de trabalho do siste- ma mecânico, deverá ter em mãos valores de medidas de folgas de anéis do pistão, folga entre o pistão e a camisa do pistão, folgas axiais e radiais do virabrequim e outras. Ele terá, ainda, que conferir medidas padrões aplicadas a determinados veículos. Tais medidas podem ser encontradas em diversos manuais de reparação. Esses valores indicarão se o componente está ou não comprometido por desgaste e se ele realmente precisa ser trocado. reparador também utiliza o manual de serviço, que é de fundamental importância não somente para diagnosticar e avaliar componentes, mas também, para realizar a correta montagem e disposição das pe- ças no motor durante todo procedimento. Este manual indica formas de encaixe, medidas, posições e cuidados, em geral, durante a execução da manutenção e reparo. Você pode estar se perguntando se existem manuais somente para reparação mecânica, não é mesmo? A resposta é não. Há manuais para qualquer outra parte do veículo, desde a retirada de um estofamento do</p><p>3 METODOLOGIA DO DIAGNÓSTICO 37 banco, retirada de um para-lama, torque de aperto de parafusos das partes móveis e fixas do motor e chassi em geral, até um correto procedimento de emenda de condutor elétrico no chicote do veículo. ! FIQUE Evite problemas! Sempre procure manuais técnicos para fazer manutenções e repa- ALERTA ros, pois determinados sistemas exigem procedimentos e ajustes específicos para perfeito funcionamento. Contudo, os manuais originais, nem sempre são facilmente acessíveis para reparadores automotivos. Então é necessário adquirir manuais técnicos de empresas terceirizadas, especializadas no desenvolvimen- to deste tipo de material, para a devida manutenção ou reparação. Empresas que fabricam peças de reposição, por exemplo, também possuem catálogos de produtos, como as que produzem velas automotivas. Cada veículo possui uma vela com características específicas de acordo com o projeto do motor. Essa vela é desenvolvida de acordo com a necessidade da câmara de combustão, com o tamanho da centelha para melhor queima da mistura, resistividade da vela, dissipação de calor entre outros. o reparador não tem como saber qual vela aplicar corretamente e, mesmo tendo em mãos a vela retirada do veículo, não há como confirmar se aquela é a original, ou se ela já foi substituída. Por isso, as empresas que produzem essas peças de reposição, criam catálogos de aplicações dos seus produtos, indicando o tipo de veículo em que tal produto deve ser aplicado. 50 mm Figura 20 Catálogo de aplicação de cores para pintura do veículo Fonte: Thinkstock (2015)</p><p>38 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS SAIBA Adquira este tipo de tabelas e informativos, gratuitamente, solicitando nas lojas de au- topeças ou em contato direto com as fabricantes. Assim, você terá a informação especí- MAIS fica da peça em relação ao veículo. Os catálogos de aplicação e descrição de produtos para cada tipo de veículo, apresentam informações como eletroválvulas injetoras de combustível, bomba de combustível, filtros em geral, amortecedores, pneus, lâmpadas, entre vários outros componentes. Por isso, é tão importante fazer uso deles no dia a dia da oficina, pois, usando como base as informações padrões para diagnóstico em geral, se evita a troca de um componente que não é o de aplicação do veículo e se assegura a correta manutenção e reparação. 3.2 NORMAS TÉCNICAS As normas técnicas também interferem no momento de realizar um diagnóstico, pois são aplicadas des- de a fabricação de peças até determinados procedimentos de diagnóstico e reparação. Você já imaginou a quantidade de peças produzidas somente no meio automotivo? Há muitos anos existe uma área específica da indústria voltada ao meio automotivo, para a criação e desenvolvimento da tecnologia aplicada aos vei- culos, não somente no que diz respeito a veículos automotores, mas também para produções e desenvolvi- mentos gerais, diagnósticos e projetos. Tendo em vista esse contexto, explica-se a necessidade de padronizar a execução de certos processos, garantindo um resultado final padrão. E para isso existe a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), fundada em 1940 com intuito da padronização e desenvolvimento na tecnologia brasileira. Dentre os mais variados processos de fabricação e utilização de produtos, as normas técnicas sempre estão presentes, até mesmo em processos de testes de componentes e procedimentos de autodiagnós- tico, como testes de sonda Lambda (sensor de oxigênio dos gases de escapamento), bomba elétrica de combustível e outros. Essa padronização foi elaborada e desenvolvida, para auxiliar o reparador mecânico a testar determina- do componente. Assim, com esta padronização descrita, o técnico em reparação mecânica pode ler o pro- cedimento e efetuar o teste corretamente, seguindo, assim, um padrão de teste técnico. Essa necessidade surgiu da falta de informação no meio automotivo para fazer determinados procedimentos. E, também, por alguns terem sido feitos de modo errado o que não permitiu um resultado final preciso. Dessa forma, com a descrição detalhada de um teste, de determinado componente e seguindo as especifi- cações e dicas do processo de diagnóstico padrão determinado pela ABNT, o reparador automotivo soma co- técnico suficiente para condenar componente, caso ele esteja com defeito elétrico ou mecânico. Esse tipo de procedimento, levando em consideração conhecimento técnico do reparador e a descri- ção do procedimento técnico pela ABNT, ajuda no diagnóstico de uma bomba elétrica de combustível, por exemplo. Com os testes, reparador poderá desenvolver um relatório técnico para apresentar ao cliente, mostrando quais foram os testes efetuados e qual é a falha do componente.</p><p>3 METODOLOGIA DO DIAGNÓSTICO 39 Baseando-se em tais procedimentos, acompanhe um diagnóstico utilizando a bomba elétrica de com- bustível, como exemplo, após realizar diversos testes como corrente de acionamento da bomba, pressão, estanqueidade, vazão etc. Você poderá apresentar ao cliente a falha elétrica, tendo em vista que a ça de potencial de 12 volts aplicado no terminal de alimentação elétrica da bomba, simultaneamente, nos polos positivo e negativo, deveria acionar a bomba elétrica. Caso isso não tenha ocorrido, pode-se dizer que a bomba está com uma falha elétrica do componente. Do Figura 21 Teste de acionamento da bomba elétrica de combustível direto pela bateria Fonte: Bao (2015) A falha mecânica do componente pode ser vista em testes de pressão e vazão. Esses testes mostram o que a bomba pode gerar e a estanqueidade que ela pode assegurar. Lembre-se de que os valores in- dicados nos testes terão que estar de acordo com o que mostra na aplicação da bomba informada pelo fabricante. Então é necessário que a bomba de combustível não gere a pressão, vazão e estanqueidade suficientes. Caso gere, seu defeito é mecânico, o que sugere a troca do componente. Veja no quadro a seguir algumas das normas técnicas existentes para o desenvolvimento de procedi- mentos padrões para o correto diagnóstico e teste de componentes e sistemas. Algumas destas normas são disponibilizadas gratuitamente, informe-se junto ao Conselho Nacional de de Motores (http://</p><p>40 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS NORMAS AUTOMOTIVAS ABNT CÓDIGO TÍTULO DATA Veículos rodoviários automotores - Remoção e reinstalação de ABNT NBR 15831:2010 07/05/2010 motores ABNT NBR 13032:2008 Veículos rodoviários automotores de motores alternativos 03/11/2008 Versão Corrigida:200 de combustão interna Veículos rodoviários Carroçaria - Reparação e pintura dos ABNT NBR 14284:1999 28/02/1999 componentes ABNT NBR Radiadores Características de desempenho - Termos técnicos 30/06/1999 Veículos rodoviários automotores - Diagnóstico e manutenção em ABNT NBR 14481:2008 01/02/2008 motores ciclo Otto Veículos rodoviários do ciclo Otto Substituição de bateria de ABNT NBR 14482:2000 30/03/2000 partida Veículos rodoviários automotores - Bomba elétrica de combustível ABNT NBR 14752:2001 30/10/2001 Ensaios de manutenção ABNT NBR 14753:2001 Veículos rodoviários - Válvula injetora - Ensaios de manutenção 30/10/2001 Veículos rodoviários automotores - Sensor de oxigênio Ensaios de ABNT NBR 14754:2001 30/10/2001 manutenção Veículos rodoviários automotores - Sensor de massa de - Ensaios ABNT NBR 14755:2001 30/10/2001 de manutenção Veículos rodoviários automotores em manutenção - Remoção e ABNT NBR 14777:2001 30/11/2001 instalação de vidros Veículos rodoviários automotores em manutenção Inspeção, ABNT NBR 14778:2001 30/11/2001 diagnóstico, reparação e/ou substituição em sistema de freios Veículos rodoviários automotores em manutenção Inspeção, diag- ABNT NBR 30/11/2001 nóstico, reparação e/ou substituição em sistema de direção Veículos rodoviários automotores em manutenção Inspeção, diag- ABNT NBR 14780:2001 30/11/2001 nóstico, reparação e/ou substituição em sistema de suspensão Veículos rodoviários automotores em manutenção Inspeção, diag- ABNT NBR 14781:2001 30/11/2001 nóstico, reparação e/ou substituição em sistema de exaustão</p><p>3 METODOLOGIA DO DIAGNÓSTICO 41 NORMAS AUTOMOTIVAS ABNT CÓDIGO TÍTULO DATA Veículos rodoviários automotores Procedimentos de segurança ABNT NBR 14828:2002 para manutenção em veículos equipados com bolsa inflável (air 30/03/2002 bag) Veículos rodoviários automotores - Regulador de pressão de com- ABNT NBR 14843:2002 30/04/2002 bustivel Ensaio ABNT NBR 14845:2002 Veículos rodoviários automotores - Motor de partida Ensaio 30/04/2002 Veículos rodoviários automotores Alternador e regulador de ABNT NBR 14846:2002 30/04/2002 tensão Ensaio Veículos rodoviários automotores em manutenção Inspeção, diag- ABNT NBR 14889:2002 nóstico, reparação e/ou substituição em regulagem de motores 30/09/2002 Versão Corrigida:2003 ciclo Diesel Veículos rodoviários automotores - Sistema de arrefecimento do ABNT NBR 15563:2008 01/02/2008 motor - Diagnóstico e manutenção Veículos rodoviários automotores Manutenção em sistemas de ABNT NBR 15629:2008 29/09/2008 climatização Veículos rodoviários automotores Qualificação de mecânico de ABNT NBR 15681:2009 13/02/2009 manutenção ABNT NBR 15745:2009 Baterias chumbo - Ácido para veículos automotores Terminologia 06/08/2009 Veículos rodoviários automotores Procedimentos de inspeção e/ ABNT NBR 15759:2009 ou substituição de correias de sincronismo e acessórios em moto- 04/09/2009 res de combustão interna ciclos Otto e Diesel ABNT NBR 12603:1992 Geometria da suspensão de veículos rodoviários automotores. 30/04/1992 Veículos rodoviários automotores - Sistema elétrico, eletrônico e ABNT NBR 6071:1980 30/07/1980 iluminação Alterador ABNT NBR 6071:1980 Veículos rodoviários automotores - Sistema elétrico, eletrônico e 30/08/1998 Errata 1:1998 iluminação Alterador Veículos rodoviários automotores - Sistema elétrico eletrônico e ABNT NBR 6082:1980 30/07/1980 iluminação Limpador do pára-brisa ABNT NBR 7023:1981 Direção - Veículos rodoviários automotores 30/12/1981 Quadro 2 Normas e descrições voltadas ao meio automotivo Fonte: ABNT (2015)</p><p>42 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS Alguns veículos disponibilizam um módulo de controle específico da bom- ba, como alguns modelos de Focus, Captiva, Ecosport com variação da CURIOSIDADE pressão da linha conforme solicitação de carga. Sendo que não é o controle simples através de um relé como na grande maioria dos veículos que é con- trolado pela central de injeção. 3.3 PROCEDIMENTOS TÉCNICOS Cada vez mais reparadores automotivos trocam informações técnicas entre si, melhorando assim, a bi- blioteca de informações técnicas automotivas, tipos de procedimentos e diagnósticos característicos de cada veículo. Isso favorece o conhecimento e aprendizagem técnica de cada reparador, mas, para que isso se torne um procedimento formal, é necessário que o reparador saiba como determinado sistema ou com- ponente funciona para que possa fazer os testes adequados para chegar a um diagnóstico preciso e correto. A partir da necessidade de padronização dos procedimentos técnicos é que o mercado em conjunto com a ABNT e instituições de ensino, planejarem procedimentos e normas padrões para testes de determinados componentes, diagnósticos de falhas etc., viabilizando uma melhor performance em testes e diagnósticos automotivos e visando o desenvolvimento do mercado de serviços automotivos. Com isso em mente, você poderá acompanhar o correto diagnóstico no sistema de alimentação de combustível, especificamente da bomba elétrica de combustível, como fazer o teste de pressão, vazão e estanqueidade para garantir o funcionamento correto no sistema. E, também, para fazer um diagnóstico preciso do componente aplicado ao veículo, que é de vital importância para o sistema. Dessa forma, evita problemas em outros componentes do sistema por excesso ou falta de combustível, como no regulador de pressão de combustível, filtro, bomba, injetores entre outros. que pode acarretar em alteração no consumo de Segundo a norma NBR 14752 Veículos rodoviários automotores Bomba elétrica de combustível En- de manutenção (ABNT, 2001), pode-se iniciar o teste de pressão junto com o teste de vazão de combustível. Esse teste se faz necessário sempre que cliente entrar na oficina fazendo queixas sobre o consumo de combustível em excesso. Também se deve realizar esse teste diante da falta de desempenho, ou outras falhas relacionadas ao consumo de combustível. Vale lembrar que tal consumo pode variar de acordo com a forma de condução do veículo. Para esse teste deve-se usar um sobre o qual você estudará no próximo capítulo, pois este equipamento tem a característica de fazer a medição da pres- são e vazão da linha de 3 Instrumento de medição para medidas de pressão, consiste em um relógio calibrado que é ligado em série ou paralelo à um sistema para indicar a pressão de trabalho desse sistema.</p><p>3 METODOLOGIA DO DIAGNÓSTICO 43 Para testar especificamente a bomba elétrica, conecte o manômetro na linha de combustível, logo na saída de combustível no copo que acopla a bomba, pois nesse local, em veículos que tem retorno de com- bustível da linha ao copo da bomba, é possível testar a pressão e vazão da linha, Você deve instalar a mangueira da saída da bomba em uma das extremidades do manômetro e, na ou- tra extremidade, conectar a mangueira que alimentará a flauta e vai para a frente do veículo, consequen- temente, alimentando de combustível as eletroválvulas injetoras de combustível. ? CURIOSIDADE Dependendo do tipo de manômetro, este já vem com ponteiras de engate rá- pido e vários adaptadores para medições rápidas e precisas. Estando o manômetro instalado, ligue o veículo e analise a pressão gerada pela bomba elétrica, cada veículo deve trabalhar entre um valor mínimo e um máximo. Outro fator de extrema importância e que, em parte, não é analisado pelos reparadores, é a vazão da linha, que em veículos de 4 cilindros e em alguns de 6 cilindros é de pelo menos 1,5 litros por minuto, sendo que pode ter modelos com, excepcionalmente, 1 litro por minuto, estando tal vazão abaixo do especificado, pode levar o veículo a ter sérios problemas com rendimento e consumo. Também é importante levar em consideração a pressão máxima que a bomba pode gerar, esse teste se faz "estrangulando" a bomba, ou seja, fechando registro do manômetro situado na linha de combustível e verificando a pressão máxima gerada pela bomba. A pressão deve aumentar, valor da pressão deve subir em pelo menos 30%, mostrando, assim, que ela está conseguindo gerar pressão suficiente, o que exclui a possibilidade de problema mecânico da bomba para gerar pressão. Para concluir teste, também deve ser testada a estanqueidade da bomba, que nada mais é do que, ao desligar o veículo com o manômetro posicio- nado no mesmo lugar, analisar a pressão de combustível residual. Essa pressão não pode cair a zero, ela terá que manter no sistema uma pressão suficiente para dar a partida após longo tempo com motor parado. Caso a pressão caia a zero, pode ser um indicativo de problemas mecânicos na bomba, na vedação mecânica interna, pois ela não consegue assegurar uma pressão residual do sistema. Lembre-se de que teste é especificamente da bomba, os outros componentes já foram testados. Observe na figura a seguir a forma de instalação do manômetro na linha de alimentação de combustível.</p><p>44 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS 3 4- Manômetro -1 5- Tubo distribuidor -0 6- BAR Regulador Tomada de vácuo de pressão de passagem Do tanque Para o tanque de combustível de injetora Mangueira de entrada de Manqueira de retorno do combustível Figura 22 Forma de instalação do na linha de alimentação de combustível Fonte: do Autor (2015) Com esse exemplo de procedimento técnico, você pode ver o quanto alguns detalhes podem fazer uma grande diferença no momento de diagnosticar uma falha ou de testar um componente. A análise do funcionamento do sistema de alimentação de combustível não somente é válida para a bomba elétrica de combustível, mas sim, para todo o restante do sistema do veículo, como uma suspensão com barulho, motor gerando fumaça azul, preta ou branca, problemas elétricos e eletrônicos, em geral.</p><p>3 METODOLOGIA DO DIAGNÓSTICO 45 CASOS E RELATOS Troca troca Certo dia, Pedro levou seu veículo de motor 1.6 à oficina do Sr. João, pois ele apresentava um de- sempenho aquém do normal ao subir por um da autoestrada, ou mesmo todas as vezes em que era exigido torque pelo condutor. gerente da oficina não fez qualquer teste e orçou a troca do filtro de combustível, limpeza em máquina das eletroválvulas injetoras de combustível, teste de pressão da linha de combustível e outros itens que compõem uma revisão completa. Ao final dos testes e da troca dos componentes, veículo não melhorou em nada seu desempenho, a partir do que o gerente decidiu trocar a bomba mesmo ela gerando pressão suficiente. Essa troca também nada resolveu. o Sr. João não estava conformado com a continuidade do problema no veículo de Pedro e foi tro- car ideias com um amigo de outra oficina, que orientou a testar a estanqueidade e vazão da linha de combustível conforme pede a norma ABNT para o referido sistema. Não deu outra, ao testar sistema, o único resultado que ficou fora do especificado pela norma foi a vazão de combustível. Analisando toda a linha até a chegada do combustível aos bicos injetores, o senhor João encontrou a falha dentro do cofre do motor, a mangueira que levava combustível estava dobrada, que fazia com que o sistema gerasse a pressão especificada. Mas com a vazão abaixo do que sistema precisava. Então, trocou a parte dobrada da linha por uma nova e sistema voltou a operar normal- mente. Depois dessa experiência ele orientou todos os funcionários da oficina a primeiro fazerem todos os testes de acordo com as normas técnicas específicas para só então, dar o diagnóstico e o orçamento ao cliente.</p><p>46 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS As normas técnicas não são importantes apenas para executar determinado trabalho, com qualidade, para que seja reconhecido pelo cliente, mas também para diagnosticar adequadamente falha no veículo. Além de auxiliarem a garantir o histórico técnico do teste realizado para apresentar o motivo da falha, como e porque ela acontece e valorizar ainda mais diagnóstico realizado com embasamento em proce- dimentos técnicos já estabelecidos. RECAPITULANDO Durante os estudos desse capítulo você pode verificar o quanto os métodos e padrões aplicados para o diagnóstico e procedimentos de reparação e manutenção são importantes na execução do serviço. Pode perceber, também, que com a informação técnica de manuais de manutenção é possível fazer os reparos e a manutenção correta do sistema. Pois, sem as informações dos manuais, não se teria valores e tabelas de aplicações para se trocar determinado componente por outro ou até mesmo para um torque exato de uma peça do motor. A partir da necessidade que os reparadores tiveram de centralizar ideias e criar procedimentos para serem aplicados aos sistemas dos veículos, eis que surge a criação e desenvolvimento de nor- mas padrões pela ABNT, dando qualidade ao resultado final dos procedimentos feitos dentro das oficinas mecânicas e outras empresas da área. Por fim, você compreendeu que, a partir da aplicação destes conhecimentos e padrões, pode-se fazer qualquer serviço no meio automotivo com máximo de qualidade e objetividade. que demonstra ao cliente, conhecimento técnico e padronização nos procedimentos realizados. No próximo capítulo você conhecerá ferramentas, equipamentos e instrumentos para a realização de diagnósticos.</p><p>3 METODOLOGIA DO DIAGNÓSTICO 47 Anotações:</p><p>Testes, Ferramentas, Instrumentos e Equipamentos para Diagnósticos 4 De que forma um reparador automotivo pode fazer um diagnóstico de problema mecânico no motor do veículo sem nem mesmo abri-lo para verificar? A resposta para esta pergunta você encontrará ao longo deste capítulo. Nele você estudará mais alguns testes, ferramentas, equi- pamentos e instrumentos importantes para o diagnóstico automotivo. Como há diversas ferramentas, instrumentos e equipamentos voltados para o diagnóstico automotivo, você verá somente alguns deles aplicados ao veículo, aprenderá assim a diagnos- ticar as falhas que o veículo apresenta e a forma que o instrumento deve ser utilizado. Este capítulo ressalta novamente como a organização para o diagnóstico ou aferição de deter- minado equipamento pode fazer diferença no resultado final da investigação, sendo que um diag- nóstico mal feito pode até mesmo condenar um componente que está em perfeito estado de uso. Para que você entenda ainda mais o diagnóstico automotivo e compreenda informações importantes para o dia a dia da oficina estude atentamente este capítulo. Ao finalizar seus es- tudos, você estará apto a: a) selecionar corretamente o tipo de teste a ser realizado durante o processo de diagnóstico de sistemas automotivos; b) definir para fins de diagnóstico de sistemas automotivos as ferramentas, equipamentos e instrumentos necessários; c) compreender a importância do segmento de normas técnicas e da correta calibração de ferramentas, equipamentos e instrumentos; d) aplicar métodos de limpeza e conservação de ferramentas, equipamentos e instrumentos. Siga em frente!</p><p>50 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS 4.1 TIPOS DE TESTES Certamente, não é uma tarefa fácil definir qual a ferramenta mais adequada para cada tipo de teste de falha que um veículo possa apresentar, assim como não é tão simples definir o procedimento de diagnós- tico a ser aplicado. Somando tudo o que já foi visto por você dentro dos conhecimentos técnicos de cada competência, este procedimento dos tipos de testes é o que você mais utilizará em qualquer tipo de oficina mecânica veicular, desde mais simples diagnóstico como um cabo da bateria frouxo até o mais complexo, como um veículo esquentar muito e não ocorrer o acionamento da ventoinha pela central de injeção. Figura 23 - Reparador utilizando um scanner para acionamento da ventoinha Fonte: Thinkstock (2015) Antes de iniciar um teste seja ele qual for, fique atento para todos os procedimentos relacionados ao teste a ser feito, pois muitas vezes é necessário usar EPIs para sua própria proteção, como luvas, protetores auriculares e sapatos, além dos EPCs para garantir a segurança do grupo. Por exemplo, ao fazer um diag- nóstico com o veículo em funcionamento dentro da oficina, coloque, no escapamento do veículo, uma mangueira própria para fazer com que os gases de escapamento não sejam inalados pelos reparadores que estão na oficina mecânica. Outro exemplo, ao utilizar um compressor, cubra-o com uma estrutura que melhor absorva o som emitido por ele, para que as pessoas que estão próximas não fiquem constantemen- te em contato com este barulho.</p><p>4 TESTES, FERRAMENTAS, INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS PARA DIAGNÓSTICOS 51 Do Figura 24 Utilização da mangueira própria para eliminação dos gases de escapamento do ambiente de trabalho Fonte: do Autor (2015) Para todo tipo de teste, o reparador deve traçar uma linha de pensamento única, começando pelo que o veículo precisa de básico para entrar em funcionamento, como o ar, o combustível e o calor. E, assim, ramificar para cada tipo de falha que veículo apresentar. Compreenda melhor por meio do exemplo, anteriormente, citado o veículo esquenta sem que o sistema de injeção acione a ventoinha, de início o reparador deve se certificar do funcionamento do sensor de temperatura do motor, testando-o parale- lamente e verificando se o mesmo está de acordo com os valores pré-dispostos pelo fabricante. Se tudo estiver normal, você deve partir para o sistema elétrico para conferir se o chicote do sensor até a unidade de gerenciamento eletrônico do motor está funcionando Ao fazer uso do equipamento de diagnóstico, verifique se o valor de temperatura do motor está sendo lido pela central e se a temperatura está variando de acordo com a temperatura do motor. Por fim, com o diagrama elétrico do veículo em mãos, teste acionamento do eletroventilador do sistema de arrefecimento, fusíveis e relés, caso todo o sistema esteja com o funcionamento perfeito, teste as alimentações negativas e positivas da central eletrô- nica, pois a falha poderá ainda estar na central eletrônica ou nas alimentações dela. Você ainda consegue fazer acionamento do eletroventilador com o auxílio do equipamento de scan- ner, que você conhecerá no decorrer deste capítulo. É por meio dele que você pode fazer a comunicação com o sistema de injeção eletrônica do veículo e fazer o acionamento assistido do sistema, fazendo ele- troventilador funcionar por meio de um comando do equipamento.</p><p>52 DIAGNÓSTICOS EM SISTEMAS AUTOMOTIVOS ELETROVENT VELOC Atuando R Figura 25 Acionamento da ventoinha pelo aparelho scanner (tela do scanner) Fonte: do Autor (2015) Você estudou que para realizar um teste de acionamento do eletroventilador do sistema de arrefecimen- to do veículo, foram testados vários outros sistemas e componentes paralelos de grande importância para o perfeito funcionamento do sistema. Também percebeu que, se tudo estiver funcionando perfeitamente, de acordo com os resultados, deve-se dar atenção a parte mecânica do sistema. Tais como a circulação da água pelo sistema, sangria, entre vários outros já salientados no sistema de arrefecimento do veículo.</p><p>4 FERRAMENTAS, INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS PARA DIAGNÓSTICOS 53 Seguindo em frente, há ainda certos testes que podem ou não ser executados com o veículo andan- do (teste dinâmico) ou parado (teste estático), por exemplo, para um teste em que o cliente reclama de barulhos em certos regimes de funcionamento do veículo e o reparador necessite ouvir os barulhos da suspensão, freio ou no próprio motor, é necessário rodar com veículo (teste dinâmico) para que se inicie um diagnóstico correto a partir do barulho apresentado. Veja outro exemplo para teste estático, o reparador nota que o valor da depressão do coletor está fora dos padrões, geralmente relacionada a falhas mecânicas, como entradas falsas de ar no coletor de admis- são, sincronismo incorreto do motor, regulagem de válvulas, entre outros motivos. Há a necessidade de fazer leituras e testes mecânicos com o veículo parado. Figura 26 Cliente explicando ao reparador o tipo de falha apresentada durante a condução Fonte: Thinkstock (2015) Para fazer testes e verificações com o veículo no elevador automotivo, utilize óculos de proteção e lu- vas, pois para uma melhor análise dos sistemas, reparador terá que tocar no veículo e mexer em determi- nados componentes, usando os EPIs citados, ele poderá fazer um diagnóstico seguro e evitará acidentes.</p>