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<p>AVALIAÇÃO</p><p>NEUROPSICOLÓGICA</p><p>E OS TESTES PSICOLÓGICOS</p><p>E NEUROPSICOLÓGICOS</p><p>PARA CRIANÇAS</p><p>UNIDADE II</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Elaboração</p><p>Carolina Luísa Beckenkamp</p><p>Produção</p><p>Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração</p><p>SUMÁRIO</p><p>UNIDADE II</p><p>AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA ..............................................................................................5</p><p>CAPÍTULO 1</p><p>SESSÃO DE ACOMPANHAMENTO ........................................................................................ 5</p><p>CAPÍTULO 2</p><p>ESPECIFICIDADES DA AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA DE CRIANÇAS PEQUENAS ............. 9</p><p>CAPÍTULO 3</p><p>INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA ...................................................... 13</p><p>REFERÊNCIAS ........................................................................................................................17</p><p>5</p><p>UNIDADE IIAVALIAÇÃO</p><p>NEUROPSICOLÓGICA</p><p>CAPÍTULO 1</p><p>SESSÃO DE ACOMPANHAMENTO</p><p>Figura 11. Sessão de acompanhamento.</p><p>Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/psychotherapy-counseling-child-concept-young-</p><p>psychologist-1289902201.</p><p>É chamada de sessão de acompanhamento (do inglês follow-up session) a sessão que</p><p>pode ser agendada após a devolução e entrega do laudo de avaliação neuropsicológica.</p><p>A sessão de acompanhamento permite checar a adesão aos encaminhamentos indicados</p><p>no laudo e esclarecer dúvidas sobre os resultados da avaliação.</p><p>A sessão de acompanhamento geralmente é agendada por iniciativa do psicólogo</p><p>responsável pela avaliação, podendo ser inclusive sugerida no laudo. No entanto, os</p><p>responsáveis da criança também podem demandar uma sessão de acompanhamento</p><p>para abordar questões relacionadas aos encaminhamentos, intervenções e prognóstico.</p><p>É comum que o solicitante da avaliação ou profissionais da área da Saúde e Educação</p><p>que aplicarão as intervenções indicadas no laudo entrem em contato para discutir os</p><p>achados da avaliação. Muitas vezes, o acompanhamento com esses profissionais é</p><p>realizado por telefone.</p><p>6</p><p>UNIDADE II | AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Não existe um período certo após a entrevista devolutiva para realização da sessão</p><p>de acompanhamento. Seu agendamento vai depender do momento em que surgirem</p><p>demandas dos responsáveis pela criança ou de profissionais que a acompanhem e</p><p>também de características do caso em questão.</p><p>Caso o agendamento da sessão de acompanhamento seja proposto pelo psicólogo</p><p>que realizou a avaliação, sugere-se que o período entre a devolução e a sessão de</p><p>acompanhamento seja longo o suficiente para que haja tempo hábil da família buscar</p><p>e usufruir dos encaminhamentos indicados para a criança, ou da família e da escola</p><p>aplicarem orientações descritas no laudo neuropsicológico, como mudanças na forma</p><p>de responder a determinados comportamentos da criança e aplicação de adaptações</p><p>pedagógicas. Assim, a sessão de acompanhamento possibilita a verificação de efeitos das</p><p>intervenções indicadas ou de obstáculos à sua adesão, permitindo a realização de um</p><p>trabalho conjunto no sentido de superá-los ou de adaptar as indicações às possibilidades</p><p>da criança, de sua família e de sua escola.</p><p>Alguns casos também são acompanhados a partir de um processo de reavaliação</p><p>neuropsicológica. A reavaliação costuma ser indicada quando o monitoramento da</p><p>progressão das dificuldades identificadas contribui para o diagnóstico diferencial e</p><p>planejamento de intervenções. A reavaliação também é essencial em casos em que se</p><p>deseja avaliar a eficácia de alguma intervenção, como reabilitação cognitiva, psicoterapia,</p><p>adaptações escolares ou uso de medicação.</p><p>Algumas condições têm a avaliação pós-intervenção como condição para o diagnóstico,</p><p>como é o caso do transtorno específico de aprendizagem. Conforme a quinta edição do</p><p>Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V; APA, 2014), os dois</p><p>primeiros critérios diagnósticos para esse transtorno são:</p><p>» a presença de dificuldades na aprendizagem e na aplicação de habilidades</p><p>acadêmicas que persistem por no mínimo seis meses mesmo com intervenções</p><p>focadas nessas dificuldades (critério A);</p><p>» habilidades acadêmicas estando substancial e quantitativamente abaixo do</p><p>esperado para a idade do indivíduo, causando prejuízo significativo em sua vida</p><p>escolar/acadêmica ou em suas atividades diárias, confirmada por meio de “medidas</p><p>de desempenho padronizadas administradas individualmente e por avaliação clínica</p><p>abrangente” (DSM-V, critério B).</p><p>A partir desses critérios, entende-se que a confirmação do diagnóstico de transtorno</p><p>específico de aprendizagem ocorre apenas após intervenção voltada para as dificuldades</p><p>apresentadas durante o período mínimo de seis meses.</p><p>7</p><p>AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA | UNIDADE II</p><p>Isso significa que, se a avaliação neuropsicológica indicar que a criança apresenta</p><p>dificuldades compatíveis com esse transtorno, não podemos fechar o diagnóstico se ela</p><p>não tiver passado por intervenções voltadas às habilidades prejudicadas. Precisa constar</p><p>no laudo a indicação de intervenções por pelo menos seis meses e de reavaliação após</p><p>esse período para monitorar os efeitos da intervenção e a progressão dos sintomas.</p><p>Além disso, conforme o critério B, não é possível que esse transtorno seja diagnosticado</p><p>sem a aplicação individual de instrumentos psicométricos padronizados que avaliem as</p><p>habilidades acadêmicas. Esses instrumentos devem, portanto, integrar os métodos da</p><p>avaliação e da reavaliação da criança.</p><p>Mas atenção, a reavaliação neuropsicológica não pode ser realizada de forma</p><p>indiscriminada. Ao mesmo tempo que sua aplicação pode ser vantajosa em diversos</p><p>casos, ela também apresenta desvantagens importantes.</p><p>Dentre elas, destaca-se o efeito da prática sobre o desempenho nos instrumentos</p><p>aplicados. O efeito da prática se refere aos fatores que podem contribuir para que</p><p>um indivíduo apresente desempenho superior em determinado instrumento quando</p><p>o responde mais de uma vez (McCaffrey; Duff; Westervelt, 2000). Esses fatores não</p><p>são relacionados a uma mudança no desempenho no construto mensurado pelo</p><p>instrumento. A aprendizagem de estratégias para responder às questões do instrumento</p><p>ou a memorização de determinados estímulos ou respostas esperadas de um teste são</p><p>exemplos de fatores do efeito da prática.</p><p>O efeito da prática é influenciado por fatores como idade e diagnóstico do avaliando,</p><p>tempo de intervalo entre a avaliação inicial e a reavaliação e o uso de formas alternadas</p><p>dos instrumentos (Calamia; Markon; Tranel, 2012). Esses fatores devem ser analisados</p><p>pelo neuropsicólogo ao indicar e planejar a reavaliação de seu paciente.</p><p>Em 2010, a Academia Americana de Neuropsicologia Clínica publicou seu posicionamento</p><p>oficial sobre reavaliação neuropsicológica (Heilbronner et al., 2010). Esse documento</p><p>indica outros aspectos acerca do processo de reavaliação que devem ser considerados</p><p>com cautela pelo neuropsicólogo. São eles:</p><p>» o impacto da quantidade de reavaliações com um mesmo instrumento no efeito</p><p>da prática;</p><p>» a influência de características psicométricas do instrumento no efeito de prática;</p><p>» o quanto a natureza do construto avaliado pode afetar o desempenho na reavaliação;</p><p>» a interferência de fatores sociodemográficos do examinando (como idade,</p><p>escolaridade e sexo) sobre o desempenho na reavaliação.</p><p>8</p><p>UNIDADE II | AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Na reavaliação neuropsicológica infantil, é especialmente importante considerar o</p><p>efeito da idade da criança. A variabilidade no desempenho entre avaliações costuma</p><p>ser maior em crianças menores de cinco anos de idade e tende a diminuir de forma</p><p>constante durante a infância e adolescência. Além disso, o desenvolvimento de certas</p><p>habilidades cognitivas ocorre de forma mais acentuada em alguns períodos do processo</p><p>de maturação cerebral, de modo que uma variabilidade maior de desempenho em alguns</p><p>instrumentos neuropsicológicos é esperada, conforme o período desenvolvimental da</p><p>criança (Heilbronner et al., 2010).</p><p>Sabe-se, por</p><p>exemplo, que o período de desenvolvimento mais acentuado das funções</p><p>executivas costuma ocorrer entre os 6 e 8 anos de idade (Semrud-Clikeman; Ellison,</p><p>2007). Com base nessa informação, é esperado que uma criança avaliada aos 5 anos</p><p>de idade e reavaliada aos 7 anos tenha um desempenho maior em tarefas de funções</p><p>executivas na reavaliação.</p><p>Heilbronner et al. (2010) também enfatizam algumas particularidades da reavaliação</p><p>neuropsicológica de crianças pré-escolares. A atenção e o comportamento de crianças</p><p>dessa faixa etária são mais suscetíveis à influência de fatores ambientais do que a atenção</p><p>e comportamento de crianças mais velhas. Sendo assim, as crianças pré-escolares</p><p>podem ter desempenho prejudicado em instrumentos aplicados em um processo de</p><p>reavaliação neuropsicológica por conta da familiaridade com os estímulos dos testes,</p><p>que os torna menos interessantes e estimulantes para a criança, de forma prejudicial</p><p>ao seu engajamento no processo avaliativo.</p><p>No próximo capítulo, as especificidades da avaliação neuropsicológica com crianças</p><p>pré-escolares serão discutidas em mais detalhes.</p><p>9</p><p>CAPÍTULO 2</p><p>ESPECIFICIDADES DA AVALIAÇÃO</p><p>NEUROPSICOLÓGICA DE CRIANÇAS PEQUENAS</p><p>Quando se trata da avaliação de crianças pré-escolares, a primeira questão que surge é</p><p>por que avaliar esse público. De acordo com Carim et al. (2018), a avaliação de crianças</p><p>pequenas possibilita a identificação de potenciais dificuldades enquanto ainda estão em</p><p>níveis mais brandos. O reconhecimento de forças e fraquezas da criança nesse estágio</p><p>auxilia o planejamento e aplicação de estratégias de intervenção precoce, que permitem</p><p>potencializar seu desenvolvimento.</p><p>Figura 12. Avaliação neuropsicológica de crianças pequenas.</p><p>Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/speechlanguage-pathologist-basic-language-</p><p>skills-articulation-1661742247.</p><p>Ademais, crianças dos dois aos seis anos de idade tendem a se beneficiar de</p><p>intervenções focadas na orientação a pais (CARIM et al., 2018). Nesse sentido, a avaliação</p><p>neuropsicológica nos permite mapear as dificuldades e potencialidades específicas de</p><p>cada criança, facilitando a compreensão das estratégias parentais mais adequadas ao</p><p>atendimento de suas necessidades.</p><p>Há algumas especificidades da população pré-escolar que devem ser levadas em</p><p>consideração pelo neuropsicólogo ao trabalhar com esse público. Antunes, Júlio-Costa</p><p>e Malloy-Diniz (2018) destacam alguns desses aspectos:</p><p>» as mudanças emocionais, cognitivas e comportamentais ocorrem mais rapidamente</p><p>em crianças pré-escolares do que em outras fases do desenvolvimento;</p><p>» crianças pequenas apresentam capacidade de autorregulação limitada, o que está</p><p>associado a mais problemas de comportamento do que em crianças mais velhas;</p><p>» a manifestação das dificuldades percebidas pela própria criança é limitada em</p><p>função da fase de desenvolvimento da fala.</p><p>10</p><p>UNIDADE II | AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Essas características trazem implicações importantes para a avaliação neuropsicológica,</p><p>que serão discutidas a seguir.</p><p>Em primeiro lugar, considerando que as mudanças que ocorrem na primeira infância</p><p>se dão de forma mais rápida do que mudanças em outras etapas do desenvolvimento,</p><p>é preciso que o neuropsicólogo esteja atento às tabelas normativas dos instrumentos</p><p>utilizados na avaliação.</p><p>Se utilizamos um teste que tem normas para cada ano de idade da criança, mas não tem</p><p>normas mês a mês, precisamos analisar se faz sentido que comparemos os dados de um</p><p>paciente de 5 anos e 11 meses com uma amostra composta por crianças de 5 anos e um</p><p>mês, por exemplo. Afinal, 10 meses podem fazer diferença no que se refere a habilidades</p><p>cognitivas, emocionais e comportamentais desenvolvidas pela criança pequena. Esse</p><p>aspecto precisa ser levado em conta no raciocínio clínico do neuropsicólogo.</p><p>Em segundo lugar, a baixa capacidade de autorregulação de crianças pequenas está</p><p>associada a maior distração, menor inibição e menor flexibilidade cognitiva do que</p><p>apresentado por crianças mais velhas. Esse perfil requer que o avaliador esteja atento a</p><p>indícios de desmotivação e fadiga por parte da criança, adotando uma postura flexível,</p><p>que lhe permita adaptar a avaliação conforme situações inesperadas forem surgindo, mas</p><p>sem deixar de lado a padronização da aplicação dos instrumentos (Carim et al., 2018).</p><p>Em terceiro lugar, precisamos levar em conta o estágio de desenvolvimento da linguagem</p><p>da criança em todos os aspectos da avaliação, começando pelo primeiro encontro com</p><p>ela. O psicólogo precisa adaptar sua forma de se comunicar para envolver a criança no</p><p>processo de avaliação.</p><p>Faz parte do trabalho do avaliador usar palavras e expressões que a criança entenda ou até</p><p>mesmo recursos lúdicos para facilitar a comunicação. Buscamos identificar quais demandas</p><p>a criança traz e o que ela entende sobre os motivos de estar vindo para a avaliação,</p><p>explicando esses motivos em uma linguagem adequada à sua capacidade de compreensão.</p><p>Vale ressaltar, também, que não há consenso acerca da adequação dos critérios</p><p>diagnósticos do DSM-V para aplicação em pré-escolares. Até então, apenas sinais de</p><p>transtorno do espectro do autismo e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade</p><p>são bem descritos em crianças de 0 a 6 anos (Antunes; Júlio-Costa; Malloy-Diniz, 2018).</p><p>Portanto, há menor foco sobre a questão diagnóstica na avaliação neuropsicológica</p><p>dessas crianças. Em vez disso, a avaliação de pré-escolares visa compreender quais</p><p>habilidades desenvolvimentais foram ou não adquiridas até o momento da avaliação</p><p>e quais as estratégias de enfrentamento adotadas pela criança diante de situações</p><p>desafiadoras (Antunes; Júlio-Costa; Malloy-Diniz, 2018).</p><p>11</p><p>AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA | UNIDADE II</p><p>Essa investigação é realizada com diferentes métodos de avaliação, sendo eles</p><p>entrevistas, observação e aplicação de testes.</p><p>Na avaliação de qualquer criança, mas principalmente na de pré-escolares, precisamos</p><p>entrevistar diversos informantes. É importante conversarmos com os pais, mas também</p><p>com outros cuidadores que passam tempo com a criança, inclusive profissionais da</p><p>escolinha ou creche se a criança frequenta algum desses espaços.</p><p>Às vezes, os informantes podem ter dificuldades de recordar dados gestacionais ou</p><p>do neurodesenvolvimento da criança. Nesses casos, buscamos solicitar que tragam</p><p>documentos ou registros que nos permitam acessar essas informações. Fotos e filmagens</p><p>da criança também podem ser úteis para compreendermos quando que começou a</p><p>engatinhar, a andar, a produzir as primeiras palavras etc.</p><p>Para que as entrevistas e observações do comportamento de pré-escolares sejam</p><p>informativas, é necessário que o psicólogo tenha conhecimento dos marcos esperados</p><p>no desenvolvimento típico. Desse modo, o avaliador consegue selecionar perguntas-</p><p>chave para fazer aos entrevistados e observar se a criança apresenta comportamentos</p><p>que seriam esperados para a sua idade.</p><p>Existem escalas e testes de desenvolvimento infantil de uso multiprofissional que podem</p><p>ser usados de forma complementar para orientar a escolha de perguntas para fazer nas</p><p>entrevistas com cuidadores da criança e no processo de observação do comportamento</p><p>das crianças. Exemplos desses instrumentos são as Escalas de Desenvolvimento do Bebês</p><p>e da Criança Pequena (Bayley-III; BAYLEY, 2018) e o Teste de Triagem do Desenvolvimento</p><p>(Denver-II) (Frankenburg et al., 2018).</p><p>Há poucos testes psicológicos voltados à avaliação de pré-escolares validados no Brasil</p><p>(Antunes; Júlio-Costa; Malloy-Diniz, 2018). Essa situação reforça o papel das entrevistas</p><p>e da observação na avaliação desse público. Alguns dos principais e mais adequados</p><p>instrumentos para avaliação de crianças pequenas (menores de 6 anos) são apresentados</p><p>no quadro 8.</p><p>Quadro 8. Instrumentos para avaliação neuropsicológica de pré-escolares e construtos</p><p>avaliados.</p><p>Instrumento Autores Construtos</p><p>SON-R 2 ½ - 7 Laros e Tellegen (2015) Eficiência intelectual</p><p>Escala de Maturidade Mental</p><p>Columbia 3 (CMMS-3)</p><p>Burgemeister et al.</p><p>(2018)</p><p>Eficiência intelectual</p><p>Matrizes Progressivas Coloridas de</p><p>Raven</p><p>Raven, Raven e Court</p><p>(2018)</p><p>Eficiência intelectual</p><p>12</p><p>UNIDADE II | AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Instrumento Autores Construtos</p><p>Figuras Complexas de Rey Rey (2014) Memória e visuoconstrução</p><p>Teste Infantil de Memória (TIME-R)</p><p>Mecca, Duarte e</p><p>Macedo (2019)</p><p>Memória</p><p>Teste de Repetição de Palavras e</p><p>Pseudopalavras (TRPP)</p><p>Seabra (2012) Memória</p><p>Teste de Habilidades e</p><p>Conhecimentos Pré-alfabetização</p><p>(THCP)</p><p>Silva, Flores-Mendoza</p><p>e Telles (2013)</p><p>Memória, atenção,</p><p>visuoconstrução, linguagem,</p><p>habilidades acadêmicas</p><p>Teste de Trilhas para Pré-escolares</p><p>(TTP)</p><p>Trevisan e Seabra</p><p>(2012)</p><p>Flexibilidade cognitiva</p><p>Teste de Atenção por Cancelamento</p><p>(TAC)</p><p>Montiel e Seabra</p><p>(2012)</p><p>Atenção</p><p>Teste de Nomeação Automática</p><p>(TENA)</p><p>Silva, Mecca e Macedo</p><p>(2018)</p><p>Linguagem</p><p>Teste Infantil de Nomeação (TIN)</p><p>Seabra, Trevisan e</p><p>Capovilla (2012)</p><p>Linguagem</p><p>Prova de consciência fonológica</p><p>por produção oral (PCFO)</p><p>Seabra e Capovilla</p><p>(2012)</p><p>Linguagem</p><p>Tarefa de reconhecimento das letras</p><p>e sons (TRLS)</p><p>Pazeto (2012) Habilidades acadêmicas</p><p>Fonte: elaborado pela autora.</p><p>Uma vez observada alguma dificuldade ou atraso no desenvolvimento da criança,</p><p>o neuropsicólogo busca compreender se há fatores do contexto que podem estar</p><p>associados a origem ou manutenção dessas questões, como estilo parental, contingências</p><p>ambientais e a presença ou ausência de estimulação adequada (Antunes; Júlio-Costa;</p><p>Malloy-Diniz, 2018).</p><p>A partir da verificação desses aspectos, o profissional de neuropsicologia sugere</p><p>intervenções e encaminhamentos com o intuito de potencializar o desenvolvimento</p><p>da criança com base em suas facilidades e dificuldades.</p><p>Se você pretende trabalhar com o público pré-escolar, indica-se fortemente a</p><p>seguinte leitura: DIAS, N. M.; SEABRA, A. G. (orgs.). Neuropsicologia com pré-</p><p>escolares: avaliação e intervenção. São Paulo: Pearson Clinical Brasil, 2018.</p><p>13</p><p>CAPÍTULO 3</p><p>INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Conforme Mader-Joaquim (2018), os instrumentos neuropsicológicos podem</p><p>ser divididos em testes formais e exercícios. Os testes formais são instrumentos</p><p>padronizados, que têm instruções específicas para aplicação e interpretação e que</p><p>possuem uma amostra normativa. Esse tipo de instrumento possibilita uma avaliação</p><p>quantitativa do desempenho, mas a interpretação de seus resultados também pode ser</p><p>feita qualitativamente.</p><p>Figura 13. Avaliação neuropsicológica.</p><p>Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/psychologist-online-human-brain-psychology-</p><p>tuning-1669839184.</p><p>Retomando as especificações da Resolução n. 31/2022 do CFP, compreendemos que</p><p>há instrumentos que podem ser utilizados como fontes fundamentais de informação</p><p>e outros que podem ser usados como fontes complementares de informação.</p><p>Os instrumentos que podem ser utilizados como fontes fundamentais de informação são</p><p>os testes formais presentes na lista do SATEPSI, que são de uso exclusivo do psicólogo.</p><p>Porém, conforme visto anteriormente, a Neuropsicologia é uma área interdisciplinar. Em</p><p>função disso, há testes padronizados com bom embasamento científico que podem ser</p><p>utilizados também por profissionais de outras áreas. Esses instrumentos são classificados</p><p>como fontes complementares na avaliação neuropsicológica. Exemplos de instrumentos</p><p>de uso multidisciplinar são: o Teste de Desempenho Escolar (TDE-II) (Stein; Giacomoni;</p><p>Fonseca, 2019), o Teste Infantil de Nomeação (TIN) (Seabra; Trevisan; Capovilla, 2012),</p><p>o Teste de Stroop (Strauss; Sherman; Spreen, 2006) dentre outros.</p><p>Esses instrumentos são embasados por estudos científicos que estão publicados em</p><p>forma de artigo (Oliveira et al., 2016), capítulo de livro (Seabra; Trevisan; Capovilla, 2012)</p><p>ou manual (Stein; Giacomoni; Fonseca, 2019).</p><p>14</p><p>UNIDADE II | AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Para interpretar os resultados de qualquer instrumento psicométrico, seguimos as</p><p>orientações de seu manual ou do artigo/livro que lhe deu origem. Porém, para identificar</p><p>o que esse resultado quantitativo de fato indica sobre as dificuldades de determinado</p><p>paciente, precisamos compreender como os resultados dos testes e escalas se relacionam</p><p>com as informações obtidas na anamnese, com exames clínicos ou avaliações realizadas</p><p>por outros profissionais, com os resultados de outros instrumentos aplicados e com</p><p>outras funções cognitivas requisitadas para responder ao teste. Sem essas informações,</p><p>corremos o risco de interpretar os resultados dos instrumentos de forma equivocada.</p><p>Se pegarmos como exemplo o Teste de Stroop, veremos que um dos construtos que ele</p><p>se propõe a avaliar é o de atenção seletiva. Mas será que um desempenho abaixo do</p><p>esperado nesse teste pode ser diretamente interpretado como dificuldade de atenção</p><p>seletiva? Essa resposta vai depender das outras informações que temos sobre o paciente.</p><p>Em sua versão mais tradicional, o Teste de Stroop é composto por três tarefas diferentes.</p><p>Na primeira tarefa, é apresentado ao examinando um cartão com pontos de diferentes</p><p>cores e é solicitado que ele nomeie as cores de cada estímulo. Na segunda tarefa,</p><p>apresentamos à criança um cartão em que há várias palavras escritas com fonte de cores</p><p>diferentes e lhe pedimos que leia essas palavras. Na última tarefa, colocamos diante da</p><p>criança um cartão no qual nomes de cores (p. ex.: azul, verde, rosa etc.) estão escritos</p><p>com fontes de cores incongruentes (p. ex.: palavra azul escrita com fonte rosa) e lhe</p><p>solicitamos que nos diga o nome da cor da fonte das palavras.</p><p>O Teste de Stroop requer boa capacidade visual para identificar as cores dos estímulos.</p><p>Também demanda habilidades de linguagem para ler os estímulos e elaborar uma</p><p>resposta verbal. Para manter as instruções do teste em mente do início ao fim, o</p><p>avaliando precisa ter preservada a memória de trabalho. Além disso, para responder</p><p>ao teste corretamente, precisa apresentar boa capacidade de inibição e flexibilidade</p><p>cognitiva. Desse modo, um escore abaixo do esperado no Teste de Stroop pode indicar</p><p>dificuldade em qualquer um desses processos.</p><p>A fim de identificar qual desses fatores pode estar relacionado ao escore deficitário</p><p>obtido pelo paciente no Teste de Stroop, precisamos considerar seu desempenho em</p><p>outros testes que avaliam esses mesmos construtos psicológicos, seu comportamento</p><p>nas sessões de avaliação e as informações que coletamos nas entrevistas.</p><p>Se o paciente teve desempenho prejudicado em outros testes de atenção que envolviam</p><p>estímulos com palavras escritas, mas apresentou desempenho dentro do esperado</p><p>para sua idade e escolaridade em testes atencionais que continham outros tipos de</p><p>estímulo (como estímulos auditivos ou gráficos, por exemplo), podemos pensar que a</p><p>dificuldade no Teste de Stroop pode estar relacionada à dificuldade de leitura, não em</p><p>15</p><p>AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA | UNIDADE II</p><p>atenção seletiva. A partir dessa constatação, poderíamos aplicar outros instrumentos</p><p>desenvolvidos especificamente para avaliar a habilidade de leitura desse paciente.</p><p>Além disso, para interpretar corretamente os resultados de um teste formal, precisamos</p><p>também considerar informações qualitativas. Conforme Miotto e Navatta (2018), o</p><p>raciocínio clínico qualitativo envolve a observação:</p><p>» da postura do paciente diante da aplicação dos instrumentos (se é colaborativo,</p><p>desinteressado, resistente etc.);</p><p>» das expressões emocionais do paciente (se manifesta preocupação em cometer</p><p>erros, frustração diante das dificuldades, raiva do examinador, dentre outras);</p><p>» das estratégias utilizadas pelo paciente para responder aos instrumentos (se</p><p>desiste diante de questões mais difíceis, se pede ajuda, se busca novas respostas</p><p>de alguma forma);</p><p>» de características da relação que o paciente estabelece com o avaliador (se</p><p>trata o examinador de forma respeitosa, se mantém contato visual, se tem</p><p>comportamentos desafiadores etc.);</p><p>» da forma como</p><p>o paciente se comunica (se usa vocabulário adequado à sua idade,</p><p>inicia conversas etc.).</p><p>Seguindo com o exemplo da interpretação do resultado do Teste de Stroop: se uma</p><p>criança se mostrava resistente durante a aplicação do teste, é possível que um escore</p><p>deficitário apresentado por ela não seja sugestivo de dificuldades em construtos</p><p>psicológicos que o teste se propõe a mensurar. Em vez disso, é mais provável que o</p><p>desempenho abaixo do esperado para sua idade e escolaridade seja melhor explicado</p><p>por sua indisponibilidade em responder ao teste.</p><p>Os exercícios neuropsicológicos, por sua vez, são outra ferramenta utilizada para avaliar a</p><p>cognição e o comportamento. Eles são desenvolvidos para avaliar as diferentes etapas de</p><p>um processo cognitivo e são embasados em sintomas neuropsicológicos observáveis em</p><p>diferentes quadros clínicos (Mader-Joaquim, 2018). Esses exercícios não propõem uma</p><p>forma padronizada de quantificar e interpretar os resultados. Seu objetivo é proporcionar</p><p>a observação da forma como o paciente responde ao exercício e às estratégias que utiliza</p><p>para isso. Tarefas de teoria da mente são exemplos de exercícios neuropsicológicos.</p><p>Teoria da mente se refere à habilidade de fazer inferências sobre o estado mental de</p><p>outras pessoas e de predizer o seu comportamento a partir disso (Premack; Woodruff,</p><p>1978). Essa habilidade costuma estar prejudicada em crianças com transtorno do</p><p>espectro do autismo (TEA).</p><p>16</p><p>UNIDADE II | AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA</p><p>Existem diferentes tarefas que avaliam a teoria da mente. Algumas delas são apresentadas</p><p>na Bateria de Tarefas de Teoria da Mente. Essa bateria foi desenvolvida originalmente por</p><p>Hutchins e Prelock e adaptada para o português por Chagas, Chagas e Osório (2016).</p><p>Um exemplo de tarefa dessa bateria é apresentado na figura 14.</p><p>Figura 14. Tarefa da Bateria de Tarefas de Teoria da Mente.</p><p>Fonte: Chagas, Chagas e Osório, 2016.</p><p>Essas tarefas não permitem o cálculo de um escore quantitativo do desempenho</p><p>do indivíduo. Porém, podemos aplicá-las para observar as respostas da criança e</p><p>ter um raciocínio qualitativo sobre sua habilidade em compreender as emoções e</p><p>comportamentos de outras pessoas.</p><p>Exercícios neuropsicológicos como esse também podem ser utilizados como fontes</p><p>complementares de informação na avaliação neuropsicológica. Assim como ocorre com</p><p>instrumentos psicométricos, a interpretação do desempenho da criança nessas tarefas</p><p>deve ser embasada pelo raciocínio clínico sobre seu caso.</p><p>17</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALBORNOZ, A. C. G. Devolução das informações do psicodiagnóstico. In: HUTZ, C. S.; BANDEIRA, D. R.;</p><p>TRENTINI, C. M.; KRUG, J. S. (orgs.). Psicodiagnóstico. Porto Alegre: Artmed, 2016. pp. 160-171.</p><p>AMERICAN EDUCATIONAL RESEARCH ASSOCIATION (AERA); AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION</p><p>(APA); NATIONAL COUNCIL ON MEASUREMENT IN EDUCATION (NCME). Standards for educational and</p><p>psychological testing. 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Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/cartilha_avaliacao_</p><p>psicologica1.pdf. Acesso em 3 de fevereiro de 2023.</p><p>Figura 3. Sistema Nervoso Central. Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/</p><p>image-vector/central-nervous-system-cns-brain-organ-2185752209. Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 4. O neuropsicólogo e seu paciente. Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.</p><p>com/pt/image-vector/psychotherapy-counseling-child-concept-young-psychologist-1296639937. Acesso</p><p>em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 5. Detetive levantando hipóteses. Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.</p><p>com/pt/image-vector/detective-male-thinking-1371984365. Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 6. Detetive checando residência de cidadão desaparecido com uma lupa. Fonte: Shutterstock.</p><p>Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/detective-has-magnifying-glass-427108738.</p><p>Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 7. Integração das informações obtidas pelo detetive e conclusão do caso. Fonte: Shutterstock.</p><p>Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/detective-board-composition-view-</p><p>investigators-workspace-1663231924. Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 8. Neuropsicometria. Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-</p><p>vector/different-degree-impact-hammer-vector-set-752699017. Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 9. Curva de distribuição normal. Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.com/</p><p>pt/image-vector/business-marketing-concepts-illustration-standard-deviation-1890255907. Acesso em:</p><p>19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 10. Curva de distribuição do QI. Adaptada de Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.</p><p>com/pt/image-vector/business-marketing-concepts-illustration-standard-deviation-1890255907. Acesso</p><p>em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 11. Sessão de acompanhamento. Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.</p><p>com/pt/image-vector/psychotherapy-counseling-child-concept-young-psychologist-12899022017. Acesso</p><p>em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 12. Avaliação neuropsicológica de crianças pequenas. Fonte: Shutterstock. Disponível em:</p><p>https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/speechlanguage-pathologist-basic-language-skills-</p><p>articulation-1661742247. Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 13. Avaliação neuropsicológica. Fonte: Shutterstock. Disponível em: https://www.shutterstock.</p><p>com/pt/image-vector/psychologist-online-human-brain-psychology-tuning-1669839184. Acesso em:</p><p>19 de dezembro de 2022.</p><p>23</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Figura 14. Tarefa da Bateria de tarefas de Teoria da Mente. Fonte: CHAGAS, M; H. N.; CHAGAS, N. M. S.;</p><p>OSÓRIO, F. L. Bateria de tarefas de Teoria da Mente: Adaptação da ToM Task Battery para língua</p><p>portuguesa (Brasil). 2016.</p><p>Figura 15. Capa do manual da Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC-IV). WECHSLER, D.</p><p>Escala Wechsler de Inteligência para Crianças: manual técnico. 4 ed. São Paulo: Casa do Psicólogo,</p><p>2013. Fonte: site da loja Valor do Conhecimento Disponível em: https://www.valordoconhecimento.com.</p><p>br/produto/wisc-iv-manual-tecnico-86794). Acesso em: 3 de fevereiro de 2023.</p><p>Figura 16. Capa do manual do instrumento Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (CPM-Raven).</p><p>RAVEN, J.; RAVEN, J. C.; COURT, J. H. Matrizes Progressivas Coloridas de Raven: CPM-RAVEN. São</p><p>Paulo: Pearson Clinical Brasil, 2018. Fonte: site da loja Valor do Conhecimento Disponível em: https://www.</p><p>valordoconhecimento.com.br/produto/cpm-raven-matrizes-progressivas-coloridas-de-raven-kit-completo-</p><p>86842?gclid=CjwKCAiA_vKeBhAdEiwAFb_nrVsJ2VRTIbchB58hb2S1ZHBHWeMdNY-VBX0LHpVHLml-</p><p>q3Du_XXukxoCalcQAvD_BwE . Acesso em: 3 de fevereiro de 2023.</p><p>Figura 17. Capa do manual do instrumento Figuras Complexas de Rey. REY, A. Figuras Complexas</p><p>de Rey. São Paulo: Pearson-Casa do Psicólogo, 2014. Fonte: site da loja Valor do Conhecimento.</p><p>Disponível em: https://www.valordoconhecimento.com.br/produto/figuras-complexas-</p><p>de-rey-kit-completo-86623?gclid=CjwKCAiA_vKeBhAdEiwAFb_nrXD0DezfM3iaLD9D1wcT-</p><p>PFbCwBb3ODif0ZfOiKMDHE7vZ7mJJjE-xoC028QAvD_BwE. Acesso em: 3 de fevereiro de 2023.</p><p>Figura 18. Capa do manual do Teste dos Cinco Dígitos. Disponível em: https://zh-tw.facebook.com/</p><p>recog.rio/photos/a.501513880253832/865275383877678/?type=3&theater. Acesso em: 13 de fevereiro</p><p>de 2023</p><p>Figura 19. Exemplos de estímulos e respostas esperadas para cada parte do FDT. Fonte: SEDÓ, M.; PAULA,</p><p>J. J.; MALLOY-DINIZ, L. F. Teste dos cinco dígitos - Five Digit Test. São Paulo: Hogrefe, 2015. p. 9</p><p>Figura 20. Capa do manual do Teste de Habilidades Sociais para</p><p>Crianças e Adolescentes em Situação</p><p>Escolar (THAS-C). BARTHOLOMEU, D.; SILVA, M. C. R.; MONTIEL, J. M. Teste de Habilidades Sociais para</p><p>Crianças e Adolescentes em Situação Escolar - THA-C. São Paulo: Memnon, 2014. Fonte: site da editora</p><p>Memnon. Disponível em: https://memnon.com.br/produto/teste-de-habilidades-sociais-para-criancas-</p><p>e-adolescentes-em-situacao-escolar/ ) . Acesso em 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 21. Capa do manual do Teste de Criatividade Figural Infantil. NAKANO, T. C.; WECHSLER, S. M.;</p><p>PRIMI, R. TCFI: Teste de Criatividade Figural Infantil. São Paulo: Vetor, 2011. Fonte: site da editora</p><p>Vetor Disponível em: https://www.vetoreditora.com.br/produto/colecao-tcfi-teste-de-criatividade-figural-</p><p>infantil-70286. Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>Figura 22. Capa do manual da Escala de Avaliação da Motivação para Aprender de Alunos do Ensino</p><p>Fundamental (EMA-EF). NEVES, E. R. C.; BORUCHOVITCH, E. EMA-EF: Escala de Avaliação da Motivação</p><p>para Aprender de Alunos do Ensino Fundamental. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2014. Fonte: site da</p><p>loja Projecto. Disponível em: https://www.projecto-psi.com.br/produto/ema-ef-kit-completo-escala-de-</p><p>avaliacao-da-motivacao-para-aprender-1732. Acesso em: 3 de fevereiro de 2023.</p><p>Figura 23. Capa do manual da Escala de Traços de Personalidade para Crianças (ETPC). SISTO, F. F. ETPC:</p><p>Escala de Traços de Personalidade para Crianças. 2 ed. São Paulo: Vetor, 2019. Fonte: site da editora</p><p>Vetor. Disponível em: https://www.vetoreditora.com.br/produto/colecao-etpc-escala-de-tracos-de-</p><p>personalidade-para-criancas-70520. Acesso em: 19 de dezembro de 2022.</p><p>24</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Figura 24. Capa do manual da Escala Baptista de Depressão Infanto-Juvenil (EBADEP-IJ). BAPTISTA, M. N.</p><p>Escala Baptista de Depressão Infanto-Juvenil (EBADEP-IJ). São Paulo: Hogrefe, 2018. Fonte: site da Valor</p><p>do Conhecimento. Disponível em: https://www.valordoconhecimento.com.br/produto/ebadep-ij-escala-</p><p>baptista-de-depressao-infanto-juvenil-colecao-86950?gclid=Cj0KCQiA2-2eBhClARIsAGLQ2RnJrAdhJ9e_</p><p>AczVPw7jTshPg5UyV4rM2AvocFVw7XOXCR00cxRUZGoaAjJmEALw_wcB. Acesso em: 2 de fevereiro de 2023.</p><p>Site</p><p>Conselho Federal de Psicologia. Disponível em: https://satepsi.cfp.org.br/testesfavoraveis.cfm. Acesso:</p><p>13 de fevereiro de 2023.</p><p>Tabelas</p><p>Quadro 1. Elaborada pela autora a partir de informações da Resolução 31/2022 do CFP. CONSELHO</p><p>FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). Resolução n. 31, de 15 de dezembro de 2022. Estabelece diretrizes para</p><p>a realização de Avaliação Psicológica no exercício profissional da psicóloga e do psicólogo, regulamenta o</p><p>Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos – SATEPSI e revoga a Resolução CFP n. 09/2018. Brasília, 2022.</p><p>Disponível em: https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-31-2022-estabelece-</p><p>diretrizes-para-a-realizacao-de-avaliacao-psicologica-no-exercicio-profissional-da-psicologa-e-do-</p><p>psicologo-regulamenta-o-sistema-de-avaliacao-de-testes-psicologicos-satepsi-e-revoga-a-resolucao-</p><p>cfp-no-09-2018?origin=instituicao. Acesso em: 2 de fevereiro de 2023.</p><p>Quadro 2. Diferenças entre avaliação psicológica e neuropsicológica. Fonte: Elaborada pela autora.</p><p>Quadro 3. Temas a serem investigados e questões a serem feitas na anamnese infantil. Fonte: Adaptado</p><p>de Trevisan, Campanholo e Serrao (2018). TREVISAN, B. T.; CAMPANHOLO, K. R.; SERRAO, V. T. A entrevista</p><p>clínica (anamnese). In: MIOTTO, E. C.; CAMPANHOLO, K. P; SERRAO, V. T.; TREVISAN, B. T. (orgs.). Manual</p><p>de avaliação neuropsicológica: a prática da testagem cognitiva - Volume 1. São Paulo: Memnon,</p><p>2018. pp. 17-29.</p><p>Quadro 4. Hipóteses diagnósticas e métodos de investigação para caso fictício. Fonte: Elaborada pela autora.</p><p>Quadro 5. Estrutura de um laudo neuropsicológico. Fonte: Elaborada pela autora a partir da Resolução n.</p><p>06/2019 do CFP. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). Resolução n. 6, de 29 de março de 2019.</p><p>Institui regras para a elaboração de documentos escritos produzidos pela(o) psicóloga(o) no exercício</p><p>profissional e revoga a Resolução CFP n. 15/1996, a Resolução CFP n. 07/2003 e a Resolução CFP n.</p><p>04/2019. Brasília, 2019. Disponível em: https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-</p><p>n-6-2019-institui-regras-para-a-elaboracao-de-documentos-escritos-produzidos-pela-o-psicologa-o-no-</p><p>exercicio-profissional-e-revoga-a-resolucao-cfp-no-15-1996-a-resolucao-cfp-no-07-2003-e-a-resolucao-</p><p>cfp-no-04-2019?q=006/2019. Acesso em: 8 de dezembro de 2022.</p><p>Quadro 6. Métodos de mensuração da fidedignidade de um instrumento. Fonte: Elaborado pela autora</p><p>a partir de informações de Bertrand, Mograbi e Landeira-Fernandez (2019) e Carvalho e Seabra (2018).</p><p>BERTRAND, E.; MOGRABI, D. C.; LANDEIRA-FERNANDEZ, J. Avaliação neuropsicológica. In: BAPTISTA, M. N.</p><p>et al. (orgs.). Compêndio de Avaliação Psicológica. Petrópolis: Vozes, 2019. pp. 273-283. CARVALHO, L.</p><p>F.; SEABRA, A. G. Psicometria aplicada à avaliação neuropsicológica. In: MIOTTO, E. C.; CAMPANHOLO, K.</p><p>P; SERRAO, V. T.; TREVISAN, B. T. (orgs.). Manual de avaliação neuropsicológica: a prática da testagem</p><p>cognitiva - Volume 1. São Paulo: Memnon, 2018. pp. 43-50.</p><p>25</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Quadro 7. Fontes de evidências de validade de um instrumento e sua caracterização. Fonte: Aera et</p><p>al. (2014), Bertola (2019) e Bertrand, Mograbi e Landeira-Fernandez (2019). AMERICAN EDUCATIONAL</p><p>RESEARCH ASSOCIATION (AERA); AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION (APA); NATIONAL COUNCIL</p><p>ON MEASUREMENT IN EDUCATION (NCME). Standards for educational and psychological testing.</p><p>Washington: American Educational Research Association, 2014. BERTOLA, L. Psicometria e estatística</p><p>aplicadas à neuropsicologia clínica. São Paulo: Pearson Clinical Brasil, 2019. BERTRAND, E.; MOGRABI,</p><p>D. C.; LANDEIRA-FERNANDEZ, J. Avaliação neuropsicológica. In: BAPTISTA, M. N. et al. (orgs.). Compêndio</p><p>de Avaliação Psicológica. Petrópolis: Vozes, 2019. p. 273-283.</p><p>Quadro 8. Instrumentos para avaliação neuropsicológica de pré-escolares e construtos avaliados. Fonte:</p><p>elaborado pela autora.</p><p>Quadro 9. Subtestes da WISC-V, seus índices correspondentes e funções cognitivas avaliadas. Fonte:</p><p>elaborado pela autora.</p><p>Quadro 10. Orientações para interpretação da THAS-C. Fonte: elaborado pela autora com informações</p><p>de Bartholomeu, Silva e Montiel (2014). BARTHOLOMEU, D.; SILVA, M. C. R.; MONTIEL, J. M. Teste de</p><p>Habilidades Sociais para Crianças e Adolescentes em Situação Escolar - THA-C. São Paulo: Memnon,</p><p>2014.</p><p>Quadro 11. Orientações para interpretação da ETPC. Fonte: adaptado de Campanholo (2019).</p><p>CAMPANHOLO, K. R.; SERRAO, V. T. Planejamento de um protocolo de avaliação neuropsicológica.</p><p>In: MIOTTO, E. C.; CAMPANHOLO, K. P; SERRAO, V. T.; TREVISAN, B. T. (orgs.). Manual de avaliação</p><p>neuropsicológica: a prática da testagem cognitiva - Volume 1. São Paulo: Memnon, 2018. p. 30-35.</p><p>Tabela A. Tabela de conversão e interpretação de escores para tarefas com subgrupos normativos com</p><p>distribuição normal. Fonte: Adaptada de Miotto (2017) e Guilmette et al. (2020). MIOTTO, E. C.; LUCIA, M.</p><p>C. S.; SCAFF, M. (orgs.). Neuropsicologia clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Roca, 2017. GUILMETTE, T. J. et al.</p><p>American Academy of Clinical Neuropsychology consensus conference statement on uniform labeling</p><p>of performance test scores. The Clinical Neuropsychologist, pp. 1-17, 2020.</p><p>UNIDADE II</p><p>Avaliação neuropsicológica</p><p>Capítulo 1</p><p>Sessão de acompanhamento</p><p>Capítulo 2</p><p>Especificidades da avaliação neuropsicológica de crianças pequenas</p><p>Capítulo 3</p><p>Instrumentos de avaliação neuropsicológica</p><p>Referências</p>