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<p>07/10/2024 23:02:41 1/4</p><p>REVISÃO DE SIMULADO</p><p>Nome:</p><p>ELINALDO TEIXEIRA ALVES</p><p>Disciplina:</p><p>Português Instrumental</p><p>Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você.</p><p>Questão</p><p>001 (FAURGS – TJ) Quando Rocha Lima, em sua Gramática Normativa, fala de “fato social</p><p>por excelência, aquele acervo de sons, estruturas vocabulares e processos sintáticos</p><p>que a sociedade impõe a todos os membros de uma comunidade linguística”, ele está</p><p>se referindo a</p><p>A) discurso.</p><p>X B) língua.</p><p>C) linguagem.</p><p>D) idioma.</p><p>E) fala.</p><p>Questão</p><p>002 (FGV - 2017 - adaptada) Em São Paulo se diz “bexigas”, enquanto no Rio de Janeiro se</p><p>diz “balões”. Essa diferença é um exemplo de:</p><p>A) Linguagem erudita.</p><p>B) Linguagem coloquial.</p><p>C) Gíria.</p><p>X D) Regionalismo.</p><p>E) Arcaísmo.</p><p>Questão</p><p>003 (FADESP - adaptada) Conforme estudamos, como falantes da língua portuguesa,</p><p>precisamos conhecer e utilizar com maestria as mais diversas modalidades linguísticas</p><p>propostas pelo dinamismo de nossa língua, para se apropriar delas de acordo com a</p><p>situação de interação social que nos será apresentada.</p><p>No caso da linguagem coloquial, podemos dizer que ela apresenta</p><p>A) Traços de homogeneidade.</p><p>B) Maior grau de planejamento.</p><p>X C) Maior dependência contextual.</p><p>D) Menos argumentatividade.</p><p>E) Sintaxe mais complexa.</p><p>Questão</p><p>004 (UFMT – 2019 adaptado) Quanto ao uso dos registros da linguagem, analise as</p><p>assertivas.</p><p>I. WhatsApp de adolescente a um amigo: Oi, cara. Vamos no cinema no domingo? Me</p><p>responde logo. → Linguagem coloquial adequada.</p><p>II. E-mail de aluna do ensino médio a uma de suas professoras: Envio-lhe este e-mail</p><p>para justificar minha falta ontem, que era dia de prova. Infelizmente, amanheci muito</p><p>mal, com dores pelo corpo. Amanhã levarei atestado médico. Atenciosamente; →</p><p>Linguagem culta adequada.</p><p>III. Ligação telefônica de estudante universitário à secretaria de seu curso: Aí, cara, tô</p><p>ligando pra saber se amanhã vai ter aula, se vão abrir o portão. → Linguagem coloquial</p><p>adequada.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) III, apenas.</p><p>07/10/2024 23:02:41 2/4</p><p>X C) I e II, apenas.</p><p>D) II apenas.</p><p>E) II e III, apenas.</p><p>Questão</p><p>005 (ENEM 2015) Adaptado</p><p>Leia os textos I e II e reflita sobre os aspectos da língua.</p><p>A seguir, responda à questão de número 1.</p><p>Texto I</p><p>Antigamente</p><p>Antigamente, os pirralhos dobravam a língua diante dos pais e se um se esquecia de</p><p>arear os dentes antes de cair nos braços de Morfeu, era capaz de entrar no couro. Não</p><p>devia também se esquecer de lavar os pés, sem tugir nem mugir. Nada de bater na</p><p>cacunda do padrinho, nem de debicar os mais velhos, pois levava tunda. Ainda cedinho,</p><p>aguava as plantas, ia ao corte e logo voltava aos penates. Não ficava mangando na rua,</p><p>nem escapulia do mestre, mesmo que não entendesse patavina da instrução moral e</p><p>cívica. O verdadeiro smart calçava botina de botões para comparecer todo liró ao copo</p><p>d’água, se bem que no convescote apenas lambiscasse, para evitar flatos. Os bilontras</p><p>é que eram um precipício, jogando com pau de dois bicos, pelo que carecia muita</p><p>cautela e caldo de galinha. O melhor era pôr as barbas de molho diante de um treteiro</p><p>de topete, depois de fintar e engambelar os coiós, e antes que se pusesse tudo em</p><p>pratos limpos, ele abria o arco.</p><p>ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983 (fragmento).</p><p>Texto II</p><p>FIORIN, J. L. As línguas mudam. In: Revista Língua Portuguesa, n. 24, out. 2007 (adaptado).</p><p>Na leitura do fragmento do texto I Antigamente constata-se, pelo emprego de palavras</p><p>ultrapassadas ou que estão entrando em desuso, que itens lexicais outrora produtivos</p><p>não mais o são no português brasileiro atual. Esse fenômeno revela que</p><p>A) o português brasileiro apoia-se no léxico inglês para ser reconhecido como língua</p><p>independente.</p><p>X B) o léxico do português representa uma realidade linguística variável e diversificada.</p><p>07/10/2024 23:02:41 3/4</p><p>C) o português brasileiro se constitui evitando a ampliação do léxico proveniente do</p><p>português europeu.</p><p>D) a heterogeneidade do português leva a uma estabilidade do seu léxico no eixo</p><p>temporal.</p><p>E) a língua portuguesa de antigamente carecia de termos para se referir a fatos e coisas</p><p>do cotidiano.</p><p>Questão</p><p>006 (FAURGS – TJ) Assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) Há uma linguagem estabelecida pela articulação de sons humanos, a linguagem falada,</p><p>e outra produzida pela articulação dos símbolos gráficos, a linguagem escrita.</p><p>B) A língua é um código um sistema em que se encontram todos os signos e todas as</p><p>possibilidades articulatórias que a língua oferece.</p><p>C) Para Ferdinand Saussure, a língua é ao mesmo tempo um produto social da faculdade</p><p>da linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adotadas pelo corpo social</p><p>para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos.</p><p>D) Ao nos referirmos à capacidade que têm os seres de estabelecerem troca de</p><p>informações, estamos nos preocupando com a linguagem.</p><p>X E) Quando Evanildo Bechara fala em “um sistema de símbolos vocais arbitrários com que</p><p>um grupo social se entende”, está se referindo à fala.</p><p>Questão</p><p>007 (NUCEPE - 2019 adaptado) Leia o texto para responder à questão.</p><p>Para dizerem milho, dizem mio</p><p>Para melhor dizem mió</p><p>Para pior pió</p><p>Para telha dizem teia</p><p>Para telhado dizem teiado</p><p>E vão fazendo telhados</p><p>Oswald de Andrade. Poesias reunidas. In.: Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização</p><p>Brasileira, 1978, p. 47.</p><p>O poema de Oswald de Andrade, ao ilustrar a maneira como determinadas palavras são</p><p>pronunciadas,</p><p>X A) Chama-nos a atenção para as diferenças no uso da língua, por apresentar termos que</p><p>fogem à gramática normativa.</p><p>B) Satiriza os falantes que dizem “mio”, “mió”, “pió”, “teia”, “teiado”, por estarem</p><p>infringindo regras da norma culta.</p><p>C) Critica o modo de falar dos brasileiros, sobretudo das pessoas incultas, que não</p><p>conhecem as formalidades da língua. Apresenta a norma culta como superior ao</p><p>coloquialismo presente na fala das pessoas menos esclarecidas.</p><p>D) Apresenta a norma culta como superior ao coloquialismo presente na fala das pessoas</p><p>menos esclarecidas.</p><p>E) Revela total preconceito linguístico do autor, por ironizar os vícios típicos da linguagem</p><p>matuta.</p><p>07/10/2024 23:02:41 4/4</p><p>Questão</p><p>008 (UESPI - 2014 adaptada) Leia, a seguir, trechos de uma entrevista concedida pelo</p><p>Presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco</p><p>Aurélio Mello, à Revista Veja, para responder à questão proposta.</p><p>Veja: Nos últimos meses, houve uma série de manifestações no Brasil. Agora, há</p><p>rolezinhos em shopping centers. A sociedade e as autoridades estão sabendo lidar com</p><p>essas situações?</p><p>Ministro: Aquela crença de que o brasileiro é pacífico é falsa. O brasileiro protesta, sim.</p><p>A situação chegou a um limite extremo, os serviços prestados são tão ruins que há um</p><p>inconformismo generalizado. Mas a sociedade não é vítima quando a situação política</p><p>chega a esse ponto, ela é culpada. Reclama do governo e se esquece de que quem</p><p>colocou os políticos lá foi ela própria. A manifestação é uma maneira legítima de</p><p>mostrar sua insatisfação com a vida nacional. Razões para protestar não faltam. Ainda</p><p>mais com a carga tributária que temos, que mais parece um confisco. Mas todos</p><p>precisam perceber que são culpados pela situação [...]</p><p>Veja: A situação das prisões brasileiras é medieval. A falta de ação dos governos para</p><p>melhorá-las contribui para o aumento da criminalidade?</p><p>Ministro: Exatamente. A população carcerária provisória chegou ao mesmo número da</p><p>população definitiva, quando se prega na Constituição que só se pode prender depois</p><p>de assentada a culpa. Mas, no afã de dar uma satisfação vã à sociedade, transformou-</p><p>se a regra - o cidadão responder ao processo em liberdade - em exceção. Com isso, o</p><p>Estado não respeita a integridade do preso. As condições são desumanas e não há</p><p>ressocialização dos presos. Por isso os índices de reincidência são altíssimos. O preso</p><p>não sai reeducado para a vida em sociedade. Ele sai embrutecido.</p><p>Revista VEJA. Editora ABRIL. Edição 2360 - ano 47 - nº 7 - 12 de fevereiro de 2014 - p.</p><p>16.</p><p>Por</p><p>Otávio Cabral.</p><p>A entrevista é um evento comunicativo que se realiza sob condições contextuais</p><p>específicas. A entrevista, acima, desenvolve-se a partir de uma linguagem com</p><p>características de norma</p><p>X A) Culta, na modalidade oral.</p><p>B) Popular, na modalidade escrita.</p><p>C) Culta, na modalidade escrita.</p><p>D) Informal, na modalidade oral.</p><p>E) Coloquial, na modalidade escrita.</p>