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Artigo sobre técnicas de suavização e filtragem para remoção de ruído, detecção de bordas e segmentação em imagens. Contém discussão de ruídos (gaussiano e impulsivo), filtros lineares e não-lineares, conversão RGB→XYZ com fórmulas e histograma de luminância.

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Resumo—Este artigo aborda técnicas para utilização de filtros 
de suavização, juntamente com um processamento computacional, 
para eliminação de ruídos e detecção de bordas em imagens. O 
objetivo principal é extrair informações e transformar a imagem, 
eliminando ruídos, realçando bordas e segmentando para 
proporcionar aos especialistas ter uma análise completa da 
imagem e do nível de cor por histograma. Todas as aplicações 
inerentes da técnica favorecem a área de processamento digital de 
imagem, além de proporcionar um melhor processamento e 
extração de informações relevantes. 
Palavras chave—Equações Diferenciais Parciais, Filtragem, 
Histograma e Processamento Digital de Imagem. 
I. INTRODUÇÃO 
A imagem significa a representação visual de uma pessoa ou 
de um objeto. Existem várias outras explicações do que é uma 
imagem, mas para formação ou aquisição dela há geração de 
ruídos, os quais causam uma deterioração. Os dois tipos de 
ruídos que aparecem com mais frequência são o gaussiano, 
que é um ruído aditivo, distribuído sobre a imagem, com 
média zero e desvio padrão “” e o impulsivo com densidade 
"" onde aparecem pixels com valores alternadamente 
modificados para 0 e para o valor máximo da imagem. [1] 
Todas as distorções encontradas durante o processo de 
análise, precisam ser corrigidas antes de serem usadas em 
algum tipo de aplicação. As correções são feitas por meio de 
algoritmos específicos para filtragem. 
Os filtros podem ser classificados de duas formas, tais 
como, filtros lineares e não-lineares. Os lineares suavizam, 
realçam detalhes da imagem e minimizam efeitos de ruído, 
sem alterar o nível médio de cinza da imagem. Já os não-
lineares aplicam transformações sem o compromisso de 
manterem o nível médio de cinza da imagem original. 
O item II aborda o processo de conversão do padrão de cor. 
Em III, o histograma para análise do nível de cor. O item IV 
apresenta as técnicas de filtragem aplicadas nas imagens e os 
resultados obtidos. No item V, é abordado à conclusão. 
II. COR 
O padrão RGB (Fig. 1) não tem capacidade de mostrar 
todas as cores visíveis, isto é, não é possível reproduzir todas 
as cores do espectro visível pela combinação ponderada de 
luzes vermelha, verde e azul. [2] 
 
 
Fig. 1. RGB (α - comprimento de onda e β - valores de amostragem). 
 
 
Fig. 2. XYZ (α - comprimento de onda e β - valores de amostragem). 
Técnicas de suavização para eliminação de 
ruídos e detecção de bordas em imagens 
Daniel Rodrigues Ferraz Izario 
Universidade Estadual de Campinas - Unicamp 
daniel_izario@hotmail.com 
Yuzo Iano 
Universidade Estadual de Campinas - Unicamp 
yuzo@decom.fee.unicamp.br 
 
Bruno Rodrigues Ferraz Izario 
Universidade Estadual de Campinas 
- Unicamp 
bruno_izario@hotmail.com 
Diego Arturo Pajuelo Castro 
Universidade Estadual de Campinas 
- Unicamp 
diego.pajuelo.castro@gmail.com 
Carlos Nazareth Motta Marins 
Instituto Nacional de 
Telecomunicações - Inatel 
carlosn@inatel.br 
 
2017 Brazilian Technology Symposium 
ISSN 2447-8326. V.1. © 2017 BTSYM
 
 
Devido a esse problema, o padrão XYZ (Fig. 2) é adotado 
na técnica, cujas cores primarias não correspondem a cores 
visíveis, mas suas componentes de cor são positivas, sendo 
possível então reproduzir todos os comprimentos de ondas de 
luz visível realizando cálculos que permitem a obtenção de 
valores de grandezas no sistema XYZ a partir de grandezas do 
sistema RGB. 
O primeiro passo é analisar as coordenadas das cores RGB, 
representados pelos vetores (1): 
 
 (1) 
 
Os mesmos vetores representados em XYZ são (2): 
 
 (2) 
 
Para obter a transformação é preciso utilizar (3): 
 
 
; (3) 
 
 E a sua inversa é (4): 
 
 
; (4) 
III. HISTOGRAMA 
O histograma é uma das formas mais comuns de se 
representar a distribuição dos pixels, e possivelmente a mais 
útil. Os dados digitais são representados por colunas discretas, 
que não podem ser divididas ou "quebradas", correspondentes 
a números inteiros. 
Os histogramas de luminância são mais precisos que 
histogramas RGB ao descrever a percepção de distribuição de 
luminosidade em uma imagem, sendo assim, escolhido para 
análise matemática no artigo. A luminância leva em 
consideração o fato de que o olho humano é muito mais 
sensível a luz verde do que a vermelha ou a azul. 
Utilizando (5), o histograma de luminância é construído: 
 
 (5) 
 
A partir de (5), é visualizado que o histograma de 
luminância retém informação a respeito da localização de cada 
pixel de cor, enquanto o histograma RGB cria três análises 
diferentes utilizando suas camadas, soma todas elas e descarta 
a informação que indica se cada contagem de cor é originada 
ou não do mesmo pixel. Na Fig. 3, é apresentado a diferença 
entre os dois tipos de histograma. 
Como visualizado na Fig. 3, a imagem contém diversas 
manchas de cor pura, em cada mancha a intensidade alcança 
um máximo de 255, então há um corte significativo em cada 
uma das manchas. Em imagem que não contém nenhum pixel 
branco, o histograma RGB mostra um corte pronunciado, já 
que o histograma RGB não leva em consideração o fato de que 
cada um dos cortes de cor não acontece no mesmo lugar. 
 
 
Fig. 3. Comparação entre o histograma RGB e o de brilho (brightness) 
baseado na imagem de vários pontos de cor pura. 
 
O histograma da luminância mostra três picos distintos, uma 
para cada cor que foi cortada, já que a imagem contém mais 
azul, do que as outras cores. 
Sendo assim, esse modelo de histograma (luminância) 
representa precisamente que não há nenhum pixel inteiramente 
branco e nem inteiramente preto, sendo exatamente necessário 
utilizar a técnica XYZ para provar matematicamente que todas 
as cores do espectro visível estão sendo representadas em sua 
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respectiva localização do pixel. 
Para chegar aos valores das colunas discretas nesse modelo 
de luminância, podem ser usados dois métodos matemáticos, o 
normalizado e o acumulativo. 
O método normalizado é dado por (6): 
 
; (6) 
 
Onde 0 1: 
k = 0, 1, x-1 (x é o número de níveis de cinza da imagem); 
n = número total de pixels da imagem; 
 = número de pixels cujo nível de cinza corresponde à k; 
 = Probabilidade para nível de cinza; 
O método acumulativo é dado por (7): 
 
; (7) 
 
Onde 0 1: 
j = 0, 1, x-1 (x é o número de níveis de cinza da imagem); 
k = número total de pixels da imagem; 
 = número de pixels cujo nível de cinza corresponde à j; 
 = Probabilidade para nível de cinza; 
 = valores crescentes de quantidades de tons de cinza; 
Fig. 4. Comparação entre a imagem original 4K e a imagem com ruído. 
 
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IV. TÉCNICAS DE FILTRAGEM 
Processar uma imagem para que o resultado seja mais 
apropriado do que a imagem original, é conhecido como 
técnica de realce, ela enfatiza as bordas e outros detalhes numa 
imagem, mas também, pode realçar as imperfeições. Desse 
modo, é preciso retirar os ruídos das imagens de interesse 
antes de aplicar a técnica. [1] 
Os principais filtros existentes no mercado, utilizam a 
convolução de máscaras matriciais para correção de ruídos, 
como mediana, média e gaussiano. Os filtros para detecções de 
bordas são baseados em operadores diferenciais, como sobel, 
roberts, laplacian e prewitt, que podem eliminar alguns ruídos 
presentes em imagens. [3] 
Na aplicação desenvolvida em HTML (HyperText Markup 
Language) [4] e JavaScript [5], após a imagem ser convertida 
de RGB para XYZ, o histograma é gerado para comprovar a 
mudança realizada no processo, depois a filtragem é feita 
utilizando de suavização para eliminar os ruídos e também tem 
a opção de detecção de borda, a maior diferença é que todas as 
imagens são tratadasno domínio contínuo, fazendo uso de 
equações diferenciais parciais. 
A utilização de equações diferenciais parciais [6] no 
processamento de imagens digitais dá a solução esperada, que 
é a imagem restaurada. Fazendo uma modelagem matemática, 
todo o processo é apresentado a partir da Fig. 4, comparando a 
imagem original em 4k de resolução e a mesma imagem com a 
Fig. 5. Comparação entre a filtragem convencional - 72% e a filtragem com equações diferenciais parciais - 92%. 
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adição de ruído. Após a captura da imagem esse ruído deve ser 
tratado, usando como exemplo o filtro média, apresentado em 
(8), mais um processamento computacional de análise do pixel 
visitado. 
 
; (8) 
 
Pela filtragem convencional a imagem foi recuperada em 
72%, mas utilizando equações diferenciais parciais e análises 
matemáticas a imagem chega a 92%, como representado na 
Fig. 5. 
Fazendo uma comparação a nível de pixel em histograma 
RGB, entre as imagens: original, equações diferenciais 
parciais e convencional, as diferenças são visualizadas de uma 
melhor forma, representando que o método da aplicação criada 
é mais adequado, como apresentado na Fig. 6. 
A. Equações Diferenciais Parciais 
A utilização de equações diferenciais parciais [7][8] é uma 
alternativa para substituir os métodos de filtragens 
convencionais. Os resultados obtidos usando equações 
diferenciais parciais mostram uma significativa melhora na 
qualidade das imagens filtradas com perda mínima de 
resolução. 
No processamento digital, a imagem é representada por 
matriz, não importando o tamanho dela na aplicação, 
utilizando para isso a função , no qual, i, j = 1, 2, ..., 
representando o tamanho dessa matriz por linhas (i) e colunas 
(j). Para obter as diferenças relativas às derivadas parciais, 
referente a função , um método bastante usado é a 
aproximação por diferenças finitas, nesse modelo, efetuasse 
uma aproximação nas expressões (9), (10), (11), 
(12) e (13), para melhor representar matematicamente. 
 
Fig. 6. Comparação por histograma RGB, entre as imagens: original, equações diferenciais parciais e convencional. 
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; (9) 
 
; (10) 
 
; (11) 
 
; (12) 
 
; (13) 
 
A solução da equação diferencial parcial, se baseando em 
(9), (10), (11), (12) e (13), é obtida utilizando a escala do 
tempo , onde n = 1, 2, ..., representando assim o 
decorrer do tempo na aplicação. Usando desse conceito, a 
nova função é representada por (14): 
 
; (14) 
 
No final, para se obter a imagem resultante (Iresult), é 
preciso aplicar (15), gerando assim na aplicação uma imagem 
filtrada pelo método de equações diferenciais parciais. 
 
 
; (15) 
V. CONCLUSÃO 
A utilização de filtros já existentes no mercado para o 
processamento de imagens, utilizando técnicas de suavização 
para eliminação de ruídos e detecção de bordas em imagens 
tem se mostrado eficiente para imagens RGB de análise 
simples, mas o uso da técnica apresentada no artigo, tem 
grande vantagem sobre estes filtros, aumenta a precisão no 
processo numérico da cor, fazendo o passo a passo da 
conversão e aplicação do histograma para verificação do 
resultado obtido. 
No futuro será possível fazer a técnica com algoritmos 
específicos, tendo melhores resultados com detecções de 
bordas e eliminação de ruídos, dando maior eficiência na 
obtenção de imagens de monitoramento de segurança, 
satélites, entre outros equipamentos com uso de processamento 
digital de imagem. 
REFERÊNCIAS 
[1] G. A. Baxes, “Digital Image Processing: Principles and Applications”, 
1st ed., John Wiley & Sons, 1994. 
[2] L. Velho; A. C. Frery; J. Gomes, “Image Processing for Computer 
Graphics and Vision”, 2nd ed., Springer-Verlag London, 2009. 
 
 
 
 
[3] R. C. Gonzalez; R. E. Woods; S. L. Eddins, “Digital Image Processing 
Using Matlab”, 2nd ed., Gatesmark Publishing, 2009. 
[4] D. Flanagan, “JavaScript: The Definitive Guide”, 6th ed., O'Reilly 
Media, 2011. 
[5] J. Keith; R. Andrew, “HTML5 for Web Designers”, 2nd ed., A Book 
Apart, 2016. 
[6] W. A. Strauss, “Partial Differential Equations: An Introduction”, 2nd 
ed., John Wiley & Sons, 2008. 
[7] G. V. Pedrosa; C. A. Z. Barcelos, “Noise eliminations in images using 
partial differential equations”, VIII Encontro Interno / XII Seminário de 
Iniciação Científica da Universidade Federal de Uberlândia, 2008. 
[8] C. A. Z. Barcelos; M. Boaventura; E. C. S. Júnior. “A well-balanced 
flow equation for noise removal and edge detection”. IEEE Transaction 
on Image Processing, 2003. 
 
 
Daniel Rodrigues Ferraz Izario. Graduado 
no Instituto Nacional de Telecomunicações 
(Inatel) em Engenharia da Computação 
(2017), estudante de mestrado em 
Engenharia da Computação pela 
Universidade Estadual de Campinas 
(Unicamp). 
 
Yuzo Iano. Graduação - 1972, mestrado - 
1974 e doutorado - 1986 em Engenharia 
Elétrica pela Universidade Estadual de 
Campinas (Unicamp). Atualmente é 
Professor Titular MS6 do Departamento de 
Comunicações da Faculdade de Engenharia 
Elétrica e de Computação da Unicamp. 
 
Bruno Rodrigues Ferraz Izario. Graduado 
no Instituto Nacional de Telecomunicações 
(Inatel) em Engenharia Elétrica (2011), 
mestrado em Engenharia Elétrica na 
Universidade Presbiteriana Mackenzie 
(2015) e doutorando em Telecomunicações 
na Universidade Estadual de Campinas 
(Unicamp). 
 
Diego Arturo Pajuelo Castro. Graduado 
em Engenharia Elétrica pela Universidade 
Peruana de Ciências Aplicadas, Lima, Peru, 
em 2012. Atualmente, trabalha para o seu 
doutorado em Ciências e Telecomunicações 
na Universidade Estadual de Campinas 
(Unicamp). 
 
Carlos Nazareth Motta Marins. Doutor 
em Engenharia Elétrica pela Universidade 
Estadual de Campinas (Unicamp) - 2010. 
Mestre em Telecomunicações, pelo Instituto 
Nacional de Telecomunicações (Inatel) - 
2004. Graduado em Engenharia Elétrica 
(Inatel) - 1994. 
 
 
 
2017 Brazilian Technology Symposium 
ISSN 2447-8326. V.1. © 2017 BTSYM

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