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<p>Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia</p><p>Projeto TEAM/CNPq-FAPEAM</p><p>Organização: Rosemary S. Vieira</p><p>Fotos e Processamento das borboletas:</p><p>Daniela Brito Agra e Lívia Maciel Lopes</p><p>Maio, 2008</p><p>Borboletas frugívoras</p><p>da Reserva Florestal Adolpho Ducke</p><p>(versão preliminar)</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Apresentação</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>O conjunto de fotos apresentado aqui é parte do trabalho produzido no laboratório de Borboletas</p><p>INPA/TEAM (Tropical Ecology Assesment and Monitoring) e apoio auxiliar do convênio CNPq/FAPEAM.</p><p>Optamos por disponibilizar as fotos neste site para atender a demanda de estudantes e técnicos do INPA</p><p>e de outras instituições envolvidas com o conhecimento e manutenção da biodiversidade. Também temos</p><p>como objetivo estimular o turismo científico e ecológico, numa reserva tão próxima a Manaus e de fácil</p><p>acesso.</p><p>Estando em corrente processo dese tornar uma publicação impressa, esta apresentação está aberta a</p><p>comentários e sugestões de seus usuários quanto à sua qualidade e aplicabilidade.</p><p>Agradecimentos</p><p>Além das fontes financiadoras e integral suporte proporcionado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da</p><p>Amazônia, foram de grande valia o trabalho dos bolsistas e técnicos que passam pelo Projeto TEAM. São os</p><p>profissionais que coletam as borboletas no campo, trazem para o laboratório, esticam, fazem 3 etiquetas</p><p>para cada borboleta. Muitas horas e dias e meses, respirando naftalina e outros produtos químicos, até</p><p>que o trabalho chegue a ser apresentado desta maneira, simplificada.</p><p>Foram colaboradores técnicos do Museu Emilio Goeldi, sob a coordenação do Dr. William Overall e Dr.</p><p>Evandro Gama Oliveira (Faculdades Ouro Preto).</p><p>A Reserva Florestal Adolpho Ducke</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>A Reserva Florestal Adolpho Ducke</p><p>É um fragmento florestal urbano de 100 km2 , pertencente ao conjunto de reservas administradas pelo</p><p>Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia desde 1963. É uma das áreas de floresta mais bem estudadas</p><p>da Amazônia central, contando com o resultado de coletas científicas desde a década de 50. Desde então,</p><p>muitos pesquisadores e alunos de variadas áreas do conhecimento, vêm agregando informações sobre a</p><p>flora, fauna e o ambiente físico (p.e. solo, clima).</p><p>A Reserva Ducke, é formada por floresta de terra-firme, pois esta floresta não sofre inundações na época</p><p>das chuvas intensas – "o inverno" nesta região. Esta floresta não é homogênea e os especialistas podem</p><p>definir 4 tipos de ambientes: floresta de platô, floresta de vertente, floresta de campinarana e floresta de</p><p>baixio. Estes ambientes são detalhadamente descritos em um livro chamado A Flora da Reserva Ducke da</p><p>autoria de José Eduardo Ribeiro e muitos colaboradores, editado no ano de 1999.</p><p>Borboletas e Floresta</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Qual a relação das borboletas com a floresta?</p><p>As centenas de espécies de borboletas existentes na Amazônia dependem de condições ambientais ótimas</p><p>para sua sobrevivência. É o mesmo que dizer: há espécies que vivem melhor em áreas bem iluminadas e</p><p>quentes, outras que vivem melhor em áreas sombreadas. Outras espécies podem viver em ambientes variados.</p><p>Então, o tipo de ambiente pode determinar quais espécies de borboleta habitam determinada área.</p><p>O tipo de ambiente afeta as espécies animais, e do mesmo modo afeta as espécies de plantas. Borboletas</p><p>nascem de ovos, de onde saem as lagartas. As lagartas se alimentam de folhas e se sobreviverem até aqui,</p><p>vão se transformar em casulos e depois nas borboletas adultas – formas voadoras e muito mais admiradas.</p><p>Assim é ovo, lagarta e casulo, que por último será uma borboleta adulta.</p><p>Quando adultas, as borboletas podem se alimentar de muitos tipos de substratos, alimentos diferentes.</p><p>Podem ser observadas sugando néctar de flores (potenciais agentes polinizadores); flores ou frutos podres,</p><p>carne podre. Também são vistas em beira de rios e igarapés,sugando a areia úmida, sabão, restos de comida, e</p><p>roupas penduradas no varal. Todas são fontes de nutrientes que as borboletas necessitam: açúcares,</p><p>proteínas ou sais minerais. A coleção de borboletas que monta este guia foi formada por espécies que se</p><p>alimentam de seiva, frutos e materiais em decomposição.</p><p>Do mesmo modo que há espécies que precisam de ambientes mais favoráveis, há aquelas que também são mais</p><p>exigentes quanto à alimentação. Há espécies de borboletas, que enquanto são adultas podem ter alimentos</p><p>variados, mas as lagartas em geral são mais exigentes - podem se alimentar exclusivamente de uma única</p><p>espécie de planta. Daí, alterações climáticas e mudanças do tipo de ambiente, se afetarem as plantas,</p><p>indiretamente afetarão as borboletas.</p><p>Borboletas e Floresta</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>A Reserva Ducke mostra boa qualidade ambiental</p><p>Embora esta porção de floresta tenha sido englobada pelo crescimento da cidade de Manaus, ainda conserva</p><p>uma qualidade ambiental semelhante ao que se encontra em outras reservas mais distantes de Manaus.</p><p>A fauna de borboletas investigada na Reserva Ducke não apresenta diferenças, quanto a composição de</p><p>espécies. Quando comparada com a fauna de outras reservas de floresta mais distantes do centro urbano, a</p><p>Reserva Ducke apresenta muitas espécies interessantes.</p><p>Para a elaboração deste guia, foram coletadas borboletas em duas parcelas de 100 ha dentro da Reserva</p><p>Florestal Adolpho Ducke (Parcela 1 georreferenciada em 2º 55'32"S, 59º 57'07"O e a Parcela 2 em 2º</p><p>57'53"S, 59º 54'34"O). O georreferenciamento é importante para que pesquisadores de qualquer parte do</p><p>mundo possam encontrar este mesmo local, e que seja feito o devido registro espacial da distribuição</p><p>geográfica das espécies.</p><p>Borboletas e Floresta</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>A importância do uso de armadilhas</p><p>As coletas científicas ou potencialmente utilizáveis como informação científica, devem ser mensuráveis, pois</p><p>destas medidas é que sairão os cálculos de esforço: quantas horas um observador empregou percorrendo uma</p><p>trilha? Ele andou rápido ou devagar? Era um observador de pernas longas ou curtas? De bom ou razoável</p><p>preparo físico? Qual seria o grau de experiência ou habilidade com o método que usou nas coletas? E a</p><p>disposição? Será a mesma durante a manhã e no fim da tarde? Seria o sujeito, pelo menos um bom observador</p><p>da natureza?</p><p>Estas são somente algumas das perguntas, e cada uma pode ter várias respostas diferentes. E a partir delas</p><p>identifica-se os bons observadores da natureza. Então, olhe, veja e transmita com honestidade o quê você</p><p>viu, e ponto.</p><p>Quando se usa armadilhas, uma grande parte das variantes pode ser eliminada. Com um treinamento rápido, os</p><p>tecnicos recebem as orientações de como posicionar as armadilhas, preparar as iscas e retirar os insetos de</p><p>dentro delas. Assim, as armadilhas permanecem instaladas e funcionando da mesma maneira, durante o mesmo</p><p>tempo, em mesmo número. Outros fatores serão variantes: dias de chuva podem ser menos produtivos que</p><p>dias de sol; há espécies que aparecem só durante uma parte do ano, são alguns exemplos.</p><p>Borboletas e Floresta</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Como as borboletas foram coletadas na Reserva Ducke?</p><p>Usando armadilhas com iscas atrativas, são capturadas borboletas aqui e em outras reservas de floresta</p><p>tropical. Muitas outras espécies não são capturadas</p><p>desta forma, por isso este trabalho não representa todos</p><p>os grupos existentes na Reserva Ducke.</p><p>As armadilhas utilizadas para este levantamento são formadas por um tubo cilìndrico de 1m x 25cm de</p><p>diâmetro, de tecido transparente, com uma base de madeira e cobertura plástica. São ativadas quando são</p><p>colocados potes plásticos com fruto fermentado. Foram dispostas na altura de 1,5 e 2,0 metros do solo para</p><p>inventariar a fauna de subbosque e entre 17,0 e 20,0 metros, logo abaixo da copa das árvores. As coletas</p><p>foram feitas mensalmente, segundo a padronização disponível em www.teaminitiative.org.</p><p>Armadilha preparada para coleta de fauna de subbosque</p><p>http://www.teaminitiative.org/</p><p>O processamento das borboletas</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Como foram trabalhadas?</p><p>Após cada período de coleta, as borboletas foram trazidas para o laboratório de borboletas INPA/TEAM</p><p>para seu processamento. O processamento envolve procedimentos padronizados de registro, montagem,</p><p>desidratação das borboletas e etiquetagem, para finalmente serem armazenadas na coleção zoológica do</p><p>INPA, onde devem permanecer durante muitos anos.</p><p>Técnicos do projeto TEAM preparando os insetos para armazenamento na coleção de invertebrados do INPA</p><p>Uma coleta útil</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Caso você seja habilitado (licenciado) para coletar borboletas; como deve preparar uma borboleta para ser</p><p>aproveitada cientificamente?</p><p>Se conseguir coletar o bicho deve ser preservado com as mesmas características apresentadas no momento</p><p>da coleta. A borboleta pode ter as asas já velhas e danificadas, as vezes muito danificadas aos nossos olhos.</p><p>Embora você considere que este bicho esteja feio, esta informação é muito útil, se você informar a data e</p><p>condições que coletou. Por quê? Se você coleta uma borboleta recém eclodida ela estará deslumbrante, mas</p><p>isto vai acontecer somente em algumas épocas do ano. As borboletas obedecem a um ciclo. Algumas</p><p>acompanham as estações de seca e chuva e outras acompanham contrariamente, ou não mostram um padrão.</p><p>São importantes as observações de leigos ou observadores que não sejam cientistas.</p><p>Embora a biologia de todas as espécies não seja conhecida, muito do conhecimento é complementado por</p><p>alguém que só está passeando pela floresta, desde que o observador seja sério no registro da informação.</p><p>É facilmente possível detectar informações que não são fiéis ao fato observado, pois há registros feitos</p><p>por vários outros observadores. Por isso não tente inventar. Simplesmente diga o quê realmente viu.</p><p>Então, se for autorizado poderá coletar o espécime. Se não for, poderá fotografar. Tente mostrar as asas do</p><p>lado dorsal, que é pelo lado de cima quando as borboletas pousam de asas abertas e deitadas. Para algumas</p><p>espécies isto é suficiente, para outras não. O lado ventral, ou de baixo das asas, também é necessário para a</p><p>determinação da espécie. Em vários casos, estas observações não serão suficientes. Será exigido um exame</p><p>microscópico das estruturas genitais, pois somente assim é determinada uma espécie.</p><p>Que fique claro, seu registro fotográfico pode ser muito útil.</p><p>No caso de coletar, quanto menos estressante for para o bicho, melhor – procure imobilizá-lo rapidamente .</p><p>Uma coleta útil</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Um envelope pode ser feito com um pedaço de papel comum. Dobre deixando uma aba de 2cm, dobre as</p><p>abas nos dois lados, dobre as duas pequenas pontas para fechar. Pode escrever no próprio envelope as</p><p>informações sobre a coleta.</p><p>Cuidadosamente, segure a borboleta dobrando suas asas para cima; pode usar uma pinça ou fazer de seus</p><p>dedos uma pinça. Faça isto, independente de ela ser uma espécie que pouse de asas deitadas ou na</p><p>vertical. Ficará perfeitamente acomodada neste envelope, e impossibilitada de agitar-se, danificando</p><p>ainda mais suas asas. Coloque na geladeira ou caixa de gelo, o mais rápido que puder, deixando-a por 24</p><p>horas. Isto vai anestiá-la aos poucos, até que o inseto morra. Encaminhe a um especialista.</p><p>Veja como pode usar os dedos</p><p>exatamente como uma pinça</p><p>Uma coleta útil</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Uma coleta será inútil, se você não registrar as seguintes informações:</p><p>• Onde coletou (país,cidade, fazenda ou reserva biológica) coordenadas geográficas são informações</p><p>importantes.</p><p>• Informações sobre o local (mata de terra firme, várzea, vegetação secundária, área de cultivo, há</p><p>quantos anos a área é cultivada, o quê se planta nesta área...)</p><p>• Como coletou (manualmente, usou algum atrativo ou armadilha)</p><p>• Horário do dia ou noite. O registro do tempo de atividade de uma espécie complementa as informaçãoes</p><p>sobre sua biologia.</p><p>• Data (imprescindíveis para marcar a sazonalidade ou ocorrência local de uma espécie).</p><p>• Seu nome completo e endereço (você é o contato para o registro deste bicho).</p><p>Imagine quando se tratam de espécies migratórias. Quão importante pode ser um registro em outros</p><p>lugares do mundo?</p><p>Resultados do levantamento de espécies de borboletas</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>A riqueza</p><p>As borboletas frugívoras da Reserva Ducke vêm sendo amostradas desde abril 2005. Até 2007, foram</p><p>registradas 69 espécies. Somente 26 espécies foram coletadas em número maior que 15 indivíduos, e</p><p>também foram registradas durante o ano inteiro, considerando contagens bimestrais.</p><p>Exceções de menores ocorrências, desde fins de março até julho, são registradas para as espécies Agrias</p><p>claudina, Archaeoprepona demophon, Memphis phantes, Taygetis laches, T. zippora, Temenis laothoe e</p><p>Zaretis itys. Morpho spp. foram coletadas a partir do mês de maio, mas as maiores ocorrências se dão entre</p><p>os meses chuvosos de novembro e dezembro.</p><p>Os estratos</p><p>Considerando que as capturas por meio de armadilhas e iscas atrativas podem ter influência sobre</p><p>direcionamento das borboletas, apresentamos os padrões mostrados pelos gêneros.</p><p>•Foram encontrados predominante ou exclusivamente na copa os gêneros Agrias, Baeotus, Memphis,</p><p>Opsiphanes, Prepona, Temenis, Historis.</p><p>•Foram encontrados predominante ou exclusivamente no sub-bosque, consequentemente mais fáceis de</p><p>serem observadas em alturas baixas, os gêneros Bia, Caligo, Catoblepia, Hypna, Morpho, Nessaea, Taygetis,</p><p>Tigridia, Archaeoprepona, Catonephele.</p><p>•Foram encontrados nos dois estratos em número mais equilibrado, os gêneros Colobura,</p><p>Zaretis,Hamadryas.</p><p>Como usar as pranchas</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>•Esta prancha não mostra as 69 espécies de borboletas frugívoras registradas para a Reserva Ducke; foi</p><p>feita uma seleção das espécies mais comuns, de espécies que podem ser identificadas pelas fotos desde que</p><p>olhadas com atenção.</p><p>•Considerando somente representantes da família Nymphalidae, em cada prancha as espécies são agrupadas</p><p>por sub-família. Lembrando que outras famílias de borboletas e outras subfamílias dentro da família</p><p>Nymphalidae existem na Reserva Ducke, mas não foram coletadas pelas técnicas usadas.</p><p>•As espécies são mostradas na posição dorsal (D) ou ventral (V), conforme a utilidade de cada face das asas</p><p>na identificação.</p><p>•No caso de espécies que apresentam dimorfismo sexual, os dois sexos macho (M) e fêmea (F) foram</p><p>retratados conforme disponibilidade de espécimes.</p><p>•Para a identificação das espécies foi seguida a nomemclatura de Lamas (2004).*</p><p>*Lamas, G. 2004. Atlas of Neotropical Lepidoptera – Checklist:Part 4A Hesperioidea - Papilionoidea</p><p>A. amydon MD A. narcissus MD</p><p>• claudina MD</p><p>(2 variações da mesma espécie)</p><p>Agrias</p><p>Charaxinae</p><p>A. narcissus FD</p><p>A. claudina FD</p><p>São muito coloridas e uma espécie pode</p><p>mostrar grandes variações – por isso as</p><p>morfotipagens devem ser bem cuidadosas.</p><p>São mais abundantes nos estratos mais altos</p><p>Machos sempre mostram androcônios, como</p><p>mostra a seta.</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Prepona pheridamas VPrepona laertes V</p><p>P. eugenes DM P. eugenes DF</p><p>Prepona</p><p>Charaxinae</p><p>Prepona dexamenes V</p><p>Prepona eugenes V</p><p>As cores no dorso das asas variam de</p><p>azul ao verde metálico; o lado ventral é mais</p><p>importante para diferenciar as espécies.</p><p>Os pares de ocelos são comuns nas asas</p><p>posteriores.</p><p>São mais abundantes nos estratos altos</p><p>Machos sempre mostram androcônios, e são</p><p>menores que as fêmas.</p><p>A. amphimachus V</p><p>A. meander V</p><p>A. licomedes V A. demophon V</p><p>A. demophoon V</p><p>Dorsalmente são muito semelhantes a</p><p>Prepona , mas na face ventral das asas</p><p>não há os pares de ocelos.</p><p>Machos possuem androcônios pretos – de difícil</p><p>visualização.</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Archaeoprepona</p><p>Charaxinae</p><p>mailto:rvieira@inpa.gov.br</p><p>Hypna clytemnestra V</p><p>Zaretis itys FD</p><p>Zaretis itys MD</p><p>Zaretis isidora FD</p><p>Zaretis isidora MD</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Charaxinae</p><p>Hypna clytemnestra D</p><p>Catonephele acontius FD</p><p>Nessaea obrina MD Nessaea obrina FD Nessaea obrina V</p><p>Hamadryas arinome D</p><p>Biblidinae</p><p>Catonephele acontius MD</p><p>Na Reserva Ducke também são encontradas Hamadryas amphinome, H. velutina e H. feronia..</p><p>Com exceção de Nessaea obrina,, que apresenta abundância dominante no subbosque, as outras espécies desta prancha</p><p>são comuns nos dois estratos.</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Morpho achilles MV Morpho helenor V</p><p>Morpho achilles MD</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Morphinae</p><p>M</p><p>orpho m</p><p>enelaus FD</p><p>M</p><p>or</p><p>ph</p><p>o</p><p>m</p><p>en</p><p>el</p><p>au</p><p>s</p><p>M</p><p>D</p><p>É muito grande a semelhança entre</p><p>M. helenor e M. achilles;</p><p>Atente para as setas.</p><p>Nas duas espécies os ocelos são</p><p>bem variáveis entre os indivíduos;</p><p>não é uma boa característica para</p><p>diferenciação.</p><p>Morphinae</p><p>Caligo teucer VCatoblepia xanthus V Bia actorion V</p><p>Bia actorion D Catoblepia xanthus D</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Caligo teucer D</p><p>Esta subfamília atualmente contempla</p><p>duas tribos: Morphini e Brassolini</p><p>Todos são abundantes no estrato de subbosque</p><p>As espécies de Opsiphanes costumam mostrar</p><p>Diferenças mais nítidas entre os sexos; todos</p><p>apresentam androcônios.</p><p>Opsiphanes quiteria V Opsiphanes cassina V Opsiphanes invirae V</p><p>Opsiphanes quiteria MD Opsiphanes cassina MD Opsiphanes invirae MD</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Morphinae</p><p>Colobura dirce D</p><p>Historis acheronta D</p><p>Nymphalinae</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Colobura dirce V</p><p>Historis odius D</p><p>Estas espécies são bem comuns e facilmente</p><p>reconhecíveis.</p><p>Macho e fêmea não apresentam dimorfismo</p><p>e nem portam androcônios.</p><p>H. acheronta é coletada durante o ano todo,</p><p>mas uma explosão populacional foi mostrada na</p><p>seca de 2005.</p><p>Tigridia acesta</p><p>B. japetus VB. aeilus VB. deucalion V</p><p>Baeotus</p><p>MD MD</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Nymphalinae</p><p>FD FD D</p><p>Taygetis zippora V</p><p>Taygetis zippora D</p><p>Taygetis laches VMegeoptychia antonoe V</p><p>Megeoptychia antonoe D Taygetis cleopatra V</p><p>Satyrinae</p><p>Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke rvieira@inpa.gov.br</p><p>Na Reserva Ducke, foram levantadas doze espécies de satiríneos. Exceto para M. antonoe e Taygetis spp., as</p><p>espécies deste grupo são raras. Em geral são borboletas bastante frágeis e podem ser mais danificadas com o</p><p>mínimo manuseio. Frequentemente são observadas nas áreas mais iluminadas, pelo chão e com as asas na vertical.</p><p>É bem fácil de identificar satiríneos, mas muito difícil distinguí-los, por isso não apresentamos outras espécies.</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15</p><p>Slide 16</p><p>Slide 17</p><p>Slide 18</p><p>Slide 19</p><p>Slide 20</p><p>Slide 21</p><p>Slide 22</p><p>Slide 23</p><p>Slide 24</p>