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Transmissão com polias e correias 
Tipos, fundamentos e dimensionamento 
 
 Este trabalho é um compendio de informações sobre o assunto, para obter mais detalhes 
sobre qualquer tópico recomenda-se consultar os originais conforme constam nas 
referências bibliográficas. 
 
Domingos F. O. Azevedo 
20/08/2018 
 
2 
SUMÁRIO 
CARACTERÍSTICAS ....................................................................................................................................................... 5 
Quadro 1: – Características das transmissões por correia: (2), (3). ....................................................................... 6 
Material das polias ............................................................................................................................................. 8 
Quadro 2: – Tipos de perfis para polias ............................................................................................................... 9 
TIPOS DE CORREIA .................................................................................................................................................10 
TIPOS DIFERENTES DE CORREIA EM “V” .............................................................................................................10 
TAMANHOS DIFERENTES DE CORREIAS SINCRONIZADORAS ...............................................................................12 
Material das correias ........................................................................................................................................12 
Relação de transmissão (i) .................................................................................................................................18 
CORREIAS DE PERFIL “V” ISO 4183: 1995 (DIN 2215) ..........................................................................................19 
Quadro 3: – Dimensões de polias de perfil “V”, ISO 4183: 1995. Fonte: (8), (9). ...................................................20 
Quadro 4: – Problemas com correias, causas e soluções. ....................................................................................21 
Quadro 5: – Vantagens nas transmissões com correias em “V”. .........................................................................22 
Relações geométricas em transmissão por correias ...........................................................................................23 
Tabela 1- Fator de serviço para cálculo de correias trapezoidais. Fonte: (3) ........................................................25 
Gráfico 1 - Seleção da correia trapezoidal clássica (Gates HI-Power II), Fonte: (3) ...............................................27 
Gráfico 2 - Seleção da correia trapezoidal dentada (Gates Super HC), Fonte: (3) .................................................28 
Tabela 2 - Diâmetros primitivos comuns para as polias em “V” clássicas (mm) ...................................................29 
Tabela 3 - Intervalo de diâmetros nominais recomendados para a polia do eixo mais rápido, conforme perfis das 
correias, (mm). (8) (10). .....................................................................................................................................29 
Quadro 6: – Influência do diâmetro da polia menor sobre a vida da correia. Perfil C. ..........................................30 
Tabela 4 - Comprimentos padronizados das correias dentadas (Gates Super HC), Fonte: (3) ...............................31 
Tabela 5 - Comprimentos padronizados das correias clássicas ............................................................................32 
Tabela 6 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “A” ........................................................33 
Tabela 7 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “B” Fonte: (3). ........................................34 
Tabela 8 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “C” ........................................................35 
Tabela 9 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “D” ........................................................36 
Tabela 10 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “E”.......................................................37 
Tabela 11 - Fator de correção de comprimento de correias trapezoidais, FLp .....................................................38 
Tabela 12 - Fator de correção de arco de contato de correias, Fac ......................................................................38 
Tabela 13 - Fator de correção da distância entre centros, h. Fonte: (3). ..............................................................39 
PRÉ-TENSIONAMENTO DAS CORREIAS NA MONTAGEM .....................................................................................39 
Tabela 14 – Valores para força de pré-tensionamento, (11). ..............................................................................40 
Tabela 15 – Distância entre centros mínima livre para instalação e pré-tensionamento, (11) e (12). ...................41 
FORÇAS E TENSÕES NAS CORREIAS .........................................................................................................................42 
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO .................................................................................................................................43 
ATRITO ENTRE CORREIAS E POLIAS ....................................................................................................................44 
3 
COEFICIENTES DE ATRITO ENTRE CORREIAS E POLIAS ..................................................................................................... 45 
Tabela 16 – Coeficientes de atrito entre correias e polias, µ. ..............................................................................45 
COEFICIENTE DE ATRITO EFETIVO .................................................................................................................................. 46 
Gráfico 3 - Capacidade e tensões em função da velocidade. Fonte: (1). ..............................................................48 
FORÇAS NOS EIXOS ................................................................................................................................................49 
ROTEIRO PARA DIMENSIONAMENTO DE POLIAS E CORREIAS EM “V”. ......................................................................50 
REFERÊNCIAS .............................................................................................................................................................56 
 
 
4 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1: Conjunto de polias e correia montadas no motor e máquina. _____________________________________ 5 
Figura 2: Movimentação de polias e correia. Fonte: (4) _________________________________________________ 6 
Figura 3: Montagem do conjunto de polias e correia. Fonte: (4) __________________________________________ 6 
Figura 4: Tipos de polias: plana e abaulada. Fonte: (4) _________________________________________________ 7 
Figura 5: Polias com braço ou disco. Fonte: (4) _______________________________________________________ 7 
Figura 6: Polias com canais ou dentes. Fonte: (4) ______________________________________________________ 8 
Figura 7: Tipos diferentes de perfis em “V” de correias. Fonte: (5) ________________________________________ 10 
Figura 8: Correias comuns para transmissão de potência. Fonte: (6) ______________________________________ 11 
Figura 9: Correias dentada s SPZ, SPA, SPB e SPC, respectivamente. Fonte: (6) ______________________________ 11 
Figura 10: Correias dentadas para maior flexibilidade. Fonte: (6) ________________________________________ 11 
Figura 11: Correias dentadas tipos 3V, 5V e 8V, respectivamente. Fonte: (6) ________________________________ 12 
Figura 12: Tamanhos diferentes de correias sincronizadoras em polegadas. Fonte: (6) _______________________12 
Figura 13: Materiais dos elementos das correias em V e plana. Fonte: (7) __________________________________ 13 
Figura 14: Polias com canais ou dentes. Fonte: (4) ____________________________________________________ 14 
Figura 15: Perfis de correias em V (trapezoidais) Fonte: (4) _____________________________________________ 14 
Figura 16: Polias com canais ou dentes. Fonte: (4) ____________________________________________________ 15 
Figura 17: Conjunto de polias com correia. Fonte: (4) _________________________________________________ 15 
Figura 18: Conjunto de polia e correia sincronizadora. Fonte: (4) ________________________________________ 15 
Figura 19: Posições de montagem de correias planas. Fonte: (4) _________________________________________ 16 
Figura 20: Transmissão entre eixos não paralelos de correias planas. Fonte: (4) ____________________________ 16 
Figura 21: Montagem com polia tensionadora. Fonte: (4) ______________________________________________ 17 
Figura 22: Montagem com polia tensionadora. Fonte: (4) ______________________________________________ 17 
Figura 23: Montagem com polias de diâmetros diferentes. Fonte: (4) _____________________________________ 18 
Figura 24: Principais dimensões das polias para correias trapezoidais. Fonte: (8) ____________________________ 19 
Figura 25: Principais dimensões das polias para correias trapezoidais. Fonte: (8) ____________________________ 23 
Figura 26: Pré-tensionamento de correias. Fonte: (11), (12) _____________________________________________ 39 
Figura 27: Ajuste da distância entre centros. _________________________________________________________ 41 
Figura 28: Sistema de pré-tensionamento de correias. Fonte: (13) ________________________________________ 42 
Figura 29: Tensionamento com carga inicial. Fonte: (7) ________________________________________________ 42 
Figura 30: Esquema de forças em polias e correias. ____________________________________________________ 43 
Figura 31: Variação das forças na correia durante um ciclo. Fonte: (14) ____________________________________ 44 
Figura 32: Decomposição da força aplicada pela correia no canal. ________________________________________ 46 
Figura 33: Distribuição de tensões ao longo da correia. Fonte: (1) ________________________________________ 49 
Figura 34: Forças aplicadas pela correia no eixo. ______________________________________________________ 49 
 
5 
CARACTERÍSTICAS 
Para transmitir potência de uma árvore à outra, alguns dos elementos mais antigos 
e mais usados são as correias e as polias. As transmissões por correias e polias 
apresentam as seguintes vantagens: (1). 
 Possuem custo inicial baixo; 
 Alto coeficiente de atrito e rendimento; 
 São flexíveis, elásticas e adequadas para grandes distâncias; 
 Elevada resistência ao desgaste; 
 Funcionamento silencioso; 
 Pequena quantidade de trabalho na montagem e manutenção; 
 Alta confiabilidade; 
 Capacidade de altas velocidades; 
 Boa adaptabilidade para aplicações individuais; 
 Em alguns casos, absorvem choques e ruídos; 
 Em alguns casos, podem ter variação contínua de velocidade. 
Algumas desvantagens, tais como: (1). 
 Limitação na capacidade de transmissão; 
 Limitação na relação de transmissão por conjunto; 
 Em alguns casos, a transmissão síncrona de potência é impossível; 
 Em alguns casos, são requeridas grandes distâncias entre eixos e forças de 
contato. 
. 
 Figura 1: Conjunto de polias e correia montadas no motor e máquina. 
 
6 
Quadro 1: – Características das transmissões por correia: (2), (3). 
Tipo de correia 
Potência 
máxima kW 
Rotação 
máxima (rpm) 
Velocidade 
máxima (m/s) 
Relação de 
transmissão 
Rendimento 
(%) 
Plana 
1 600 
(~ 2 200cv) 
18 000 90 
Ideal até = 1:5 
Máxima = 1:10 
Até 98 
Em “V” 
1 100 
(~ 1 500cv) 
5 000 
Em geral ≤ 30 
Especiais ≤ 42 
Ideal até = 1:8 
Máxima = 1:15 
Até 98 
Sincronizadora 
500 
(~ 680cv) 
10 000 ≤ 80 Ideal até = 1:10 > 98 
 
Definição de Polia 
As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo do motor e 
pelas correias. 
 
Figura 2: Movimentação de polias e correia. Fonte: (4) 
Uma polia é constituída de uma coroa ou face, na qual se enrola a correia. A face é 
ligada a um cubo de roda mediante disco ou braços. 
 
Figura 3: Montagem do conjunto de polias e correia. Fonte: (4) 
7 
 Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a correia se 
assenta. Elas podem ser planas ou trapezoidais. As polias planas podem apresentar dois 
formatos na sua superfície de contato. Essa superfície pode ser plana ou abaulada (DIN 
111). 
 
Figura 4: Tipos de polias: plana e abaulada. Fonte: (4) 
A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com superfície abaulada guia 
melhor as correias, sendo este tipo recomenda para altas rotações devido alinhamento 
automático das correias nas polias. As polias, normalmente, apresentam braços a partir 
de 200 mm de diâmetro. Abaixo desse valor, a coroa é ligada ao cubo por meio de discos. 
 
Figura 5: Polias com braço ou disco. Fonte: (4) 
 A polia trapezoidal recebe esse nome porque a superfície na qual a correia se 
assenta apresenta a forma de trapézio. As polias trapezoidais devem ser providas de 
canaletes (ou canais) e são dimensionadas de acordo com o perfil padrão da correia a ser 
utilizada. 
 Além das polias para correias planas e trapezoidais, existem as polias para cabos 
de aço, para correntes, polias (ou rodas) de atrito, polias para correias redondas e para 
correias dentadas. Algumas vezes, as palavras roda e polia são utilizadas como 
sinônimos. 
8 
 
Figura 6: Polias com canais ou dentes. Fonte: (4) 
 
 
 
 
Material das polias 
Os materiais que se empregam para a construção das polias são ferro fundido (o 
mais utilizado), aços, ligas leves e materiais sintéticos. A superfície da polia não deve 
apresentar porosidade, pois, do contrário, a correia irá se desgastar rapidamente. 
No quadro da próxima página, observe, com atenção, alguns exemplos de polias e, 
ao lado, a forma como são representadas em desenho técnico. 
9 
Quadro 2: – Tipos de perfis para polias 
 
10 
TIPOS DE CORREIA 
As correias são fabricadas com diversos tipos de materiais, formas, tamanhos e 
comprimentos para se adequarem ás diversas situações e exigências mecânicas. 
Em geral, as correias planas são aplicadas quando se deseja trabalhar com altas 
rotações, por exemplo, em retificadoras ou quando se deseja utilizá-las como elemento 
transportador. 
As correias em “V” geralmente são empregadas na transmissão de potência, 
quando se deseja transmitir forças elevadas para funcionamento adequado da máquina. 
As correias sincronizadoras são utilizadas quando não se deseja escorregamento 
mantendo-se o sincronismo de diferentes partes de uma máquina. Este é o caso da 
correia que interliga o eixo principal de motores a combustão e o comando de válvulas. 
TIPOS DIFERENTES DE CORREIA EM “V” 
 
 
Figura 7: Tipos diferentes de perfis em “V” de correias. Fonte: (5) 
11 
As correias em “V” encaixam se em canais das polias, que podem ter um ou mais 
canais. Cada canal irá acomodar uma correia de mesmo perfil e tamanho. 
Os tamanhos padronizados das correias clássicas mais comuns são: A, B, C, D e 
E. O tamanho “E” embora seja padronizado, é geralmente fabricado sob encomenda. 
 
Figura 8: Correias comuns para transmissão de potência. Fonte: (6) 
Alguns tipos de correias em “V” possuem sulcos transversais que aumentam a sua 
flexibilidade. Os tipos padronizados são SPZ, SPA, SPB e SPC, a Goodyear fabrica estes 
tipos sulcados em tamanhos até três metros, acima deste valor são lisas. 
 
Figura 9: Correias dentada s SPZ, SPA, SPB e SPC, respectivamente. Fonte: (6) 
Tamanhos e perfis alternativos, bem como, múltiplas conforme mostrados nas 
figuras a seguir também são fabricados regularmente. 
a) b) 
Figura 10: Correiasdentadas para maior flexibilidade. Fonte: (6) 
 
12 
 
Figura 11: Correias dentadas tipos 3V, 5V e 8V, respectivamente. Fonte: (6) 
Os perfis 3V, 5V e 8V também são oferecidas pelos fabricantes isoladamente ou 
como múltiplas, conforme mostradas na Figura 10 item b, a Goodyear fabrica estes tipos 
sulcados em tamanhos até três metros, acima deste valor são lisas. 
TAMANHOS DIFERENTES DE CORREIAS SINCRONIZADORAS 
 
Figura 12: Tamanhos diferentes de correias sincronizadoras em polegadas. Fonte: 
(6) 
As correias sincronizadoras são montadas sobre polias dentadas conforme 
mostradas na Figura 6 
 
Material das correias 
Os materiais empregados para fabricação das correias são o couro, a borracha, 
materiais fibrosos e sintéticos à base de algodão, pêlo de camelo, viscose, perlon e náilon 
e material combinado (couro e sintéticos). 
 
13 
As correias mais utilizadas são planas, sincronizadoras e as trapezoidais. 
 
Figura 13: Materiais dos elementos das correias em V e plana. Fonte: (7) 
A correia em V ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção transversal em forma 
de trapézio. É feita de borracha revestida de lona e é formada no seu interior por 
cordonéis vulcanizados para suportar as forças de tração. Estes cordonéis podem ser de 
fibra sintética (Poliéster/Aramida) ou de aço. Entretanto com os cordonéis de aço ganha-
se em capacidade de carga, mas perde-se em flexibilidade se comparados àqueles feitos 
com fibras. 
Na comparação entre cordonéis feitos de poliéster e aramida (Kevlar), a aramida 
apresenta mais que o dobro de resistência à tração que o poliéster e valores bem 
menores de alongamento. Em geral, as características da aramida não afetam a absorção 
de choques e vibrações necessárias as correias. 
14 
 
Figura 14: Polias com canais ou dentes. Fonte: (4) 
O emprego da correia trapezoidal ou em V. é preferível ao da correia plana porque: 
 Praticamente não apresenta deslizamento; 
 Permite o uso de polias bem próximas; 
 Eliminam os ruídos e os choques, típicos das correias emendadas (planas). 
Existem vários perfis padronizados de correias trapezoidais. 
 
 
Figura 15: Perfis de correias em V (trapezoidais) Fonte: (4) 
 A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da polia e nem tocar no 
fundo do canal, o que anularia o efeito de cunha. 
15 
 
Figura 16: Polias com canais ou dentes. Fonte: (4) 
 A transmissão de potência por correia plana se dá por meio de atrito que pode ser 
simples, quando existe somente uma polia motora e uma polia movida (figura abaixo), ou 
múltiplo, quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes. 
 
Figura 17: Conjunto de polias com correia. Fonte: (4) 
A correia plana, quando em serviço, desliza e portanto não transmite integralmente 
a potência. A velocidade periférica da polia movida é, na prática, sempre menor que a da 
polia motora. O deslizamento depende da carga, da velocidade periférica, do tamanho da 
superfície de atrito e do material da correia e das polias. 
Outra correia utilizada é a correia dentada, para casos em que não se pode ter 
nenhum deslizamento, como no comando de válvulas do automóvel. 
 
Figura 18: Conjunto de polia e correia sincronizadora. Fonte: (4) 
16 
Transmissão 
Na transmissão por polias e correias, a polia que transmite movimento e força é 
chamada polia motora ou condutora. A polia que recebe movimento e força é a polia 
movida ou conduzida. A maneira como a correia é colocada determina o sentido de 
rotação das polias. Assim, temos: 
 
Figura 19: Posições de montagem de correias planas. Fonte: (4) 
 
Figura 20: Transmissão entre eixos não paralelos de correias planas. Fonte: (4) 
 Para ajustar as correias nas polias, mantendo tensão correta, utiliza-se o esticador 
de correia. Vide figuras a seguir. 
17 
 
Figura 21: Montagem com polia tensionadora. Fonte: (4) 
 
Figura 22: Montagem com polia tensionadora. Fonte: (4) 
As polias tensionadoras podem atuar internamente ou externamente na correia. 
Quando atuam internamente devem ter as mesmas características das demais ou 
somente poderão ser colocadas em correias sem dentes. 
As correias, geralmente, são lisas externamente e não possuem dentes, o que 
facilita a montagem e operação de polias tensionadoras. 
As polias externas devem ter diâmetro mínimo 1,5 diâmetro da polia menor. 
 
18 
 Relação de transmissão (i) 
Na transmissão por polias e correias, para que o funcionamento seja perfeito, é 
necessário obedecer alguns limites em relação ao diâmetro das polias e o número de 
voltas pela unidade de tempo. Para estabelecer esses limites precisamos estudar as 
relações de transmissão. 
Costuma-se usar a letra i para representar a relação de transmissão. Ela é a 
relação entre o número de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus 
diâmetros. 
 
 
Figura 23: Montagem com polias de diâmetros diferentes. Fonte: (4) 
A velocidade tangencial (V) é a mesma para as duas polias, e é calculada pela 
equação: 
V = π . D . n 
Como as duas velocidades são iguais, tem-se: 
𝑣1 = 𝑣2 → 𝜋 . 𝐷1 . 𝑛1 = 𝜋 . 𝐷2 . 𝑛2 ∴ 
𝐷1 . 𝑛1 = 𝐷2 . 𝑛2 𝑜𝑢 
𝑛1
𝑛2
= 
𝐷2
𝐷1
= 𝑖 
𝑖 =
𝑛1
𝑛2
= 
𝐷2
𝐷1
 
Onde: 
D1 = Diâmetro da polia menor [mm] 
D2 = Diâmetro da polia maior [mm] 
n1 = Rotação da polia menor 
n2 = Rotação da polia maior 
 
 
19 
CORREIAS DE PERFIL “V” ISO 4183: 1995 (DIN 2215) 
 
 
Figura 24: Principais dimensões das polias para correias trapezoidais. Fonte: (8) 
 
20 
Quadro 3: – Dimensões de polias de perfil “V”, ISO 4183: 1995. Fonte: (8), (9). 
Principais dimensões de Polias para correias em V (Trapezoidais) 
Perfis dos canais 
V - 
Clássica 
V - 
Estreita 
Diâmetro 
Externo2) 
Ângulo 
do 
Canal, Φ 
wd 
b 
min. 
h 
min. 
e1) 
f3) 
min. 
j m 
Y 
≤ 60 
> 60 
32° 
36° 
5,3 1,6 4,7 8 6 1 1,5 
Z SPZ 
≤ 80 
> 80 
34° 
38° 
8,5 2 
7 
9 
12 7 1 1,5 
A SPA 
De 75 a 120 
De 125 a 190 
Acima de 200 
34° 
36° 
38° 
11 2,75 8,7 
11 
15 9 2 3 
B SPB 
De 125 a 170 
De 180 a 270 
Acima de 280 
34° 
36° 
38° 
14 3,5 10,8 
14 
19 11,5 2 3 
C SPC 
De 200 a 350 
Acima de 350 
36° 
38° 
19 4,8 
14,3 
19 
25,5 16 3 4 
D 
De 300 a 450 
Acima de 450 
36° 
38° 
27 8,1 19,9 37 23 4,5 6 
E 
De 485 a 630 
Acima de 630 
36° 
38° 
32 9,6 23,4 44,5 28 6 8 
 bg4) b+h5) e1) 
f3) 
min. 
 
3V 
Até 90 
De 90 a 150 
De 150 a 305 
Acima de 305 
36° 
38° 
40° 
42° 
8,89 8,6 10,3 9 - - 
5V 
Até 250 
De 250 a 405 
Acima de 405 
38° 
40° 
42° 
15,24 15,0 17,5 13 - - 
8V 
Até 400 
De 400 a 560 
Acima de 560 
38° 
40° 
42° 
25,4 25,1 28,6 19 - - 
Notas: 
21 
1) O uso de valores maiores para a dimensão “e” pode ser justificado em casos especiais, no caso 
polias de chapas prensadas. 
2) Os diâmetros de polias com perfis “Y e Z” são os nominais. 
3) As variações no valor “f” deveria tomar em consideração o alinhamento das polias. 
4) As larguras bg correspondem a abertura do canal para os tipos 3V, 5V e 8V. 
5) Os valores b+h correspondem a altura do canal para os tipos 3V, 5V e 8V. 
Quadro 4: – Problemas com correias, causas e soluções. 
 
Fonte: (4) 
22 
Quadro 5: – Vantagens nas transmissões com correias em “V”. 
 
 
Fonte: (4) 
 
23 
Relações geométricas em transmissão por correias 
 
Figura 25: Principais dimensões das polias para correias trapezoidais. Fonte: (8) 
𝑠𝑒𝑛 𝛽 =
𝐷2 − 𝐷1
2. 𝐶
 𝑒 𝐶 =
𝐷2 − 𝐷1
2. 𝑠𝑒𝑛 𝛽
 
Onde D1 e D2 são os diâmetros primitivos da transmissão e C é a distância entre 
centros. 
Quando se tem os diâmetros das polias pode-se admitir, inicialmente, a equação: 
(3). 
𝐶 =
𝐷2 + 3𝐷1
2
 
Recomenda-se que a distância entre centros esteja na faixa: (1). 
0,7 (𝐷1 + 𝐷2) ≤ 𝐶 ≥ 2(𝐷1 + 𝐷2) 
Distâncias entre centros que são demasiadas curtas (correia curta) resultam em 
altas frequências de flexão, causando um aquecimento excessivoe assim, falha 
prematura da correia. Distâncias entre centros que são muito longas (correias longas) 
podem resultar em vibrações na correia, especialmente do lado frouxo, também causando 
maior estresse na correia. (1). 
Os ângulos de contato nas polias são: 
α1 = π - 2.β [radianos] e α2 = π + 2.β [radianos] 
𝛼1 = 180° − 2 𝛽 [graus] 
24 
𝛼12 = 180° + 2 𝛽 [graus] 
O comprimento da correia é a soma dos dois trechos retos e dos dois arcos sobre 
as polias exatamente através da equação: 
𝐿 = 2. 𝐶 𝑐𝑜𝑠𝛽 +
𝜋
360°
. (𝛼2𝐷2 + 𝛼1𝐷1) 
Onde os ângulos α e β são dados em graus. 
O comprimento teórico da correia também pode ser calculado com grande 
aproximação pela equação a seguir que não exige o conhecimento prévio dos ângulos α e 
β: 
𝐿 = 2. 𝐶 + 1,57. (𝐷2 + 𝐷1) +
(𝐷2 − 𝐷1)2
2. 𝐶
 
Ocorre que os tamanhos das correias fechadas são padronizados conforme 
mostrados nas Tabela 4 e Tabela 5 e o comprimento obtido nem sempre é exatamente 
igual a um destes. Portanto, a necessidade de ajustar a distância entre centros a um 
comprimento padronizado. 
O ajuste da distância entre centros é realizado com as seguintes equações: 
𝐿𝑎 = 𝐿𝑡𝑎𝑏 − 1,57(𝐷2 + 𝐷1) 
e 
𝐶𝑎 =
𝐿𝑎 − ℎ. (𝐷2 − 𝐷1)
2
 
Onde h é um fator de correção obtido com a relação a seguir na Tabela 13. 
(𝐷2 − 𝐷1)
𝐿𝑎
 → ℎ 
Com isto, alteram-se os ângulos do arco de contato, α e também, β que terão de 
serem recalculados com as equações dadas anteriormente. 
Um aspecto importante no dimensionamento de correias e a verificação da 
velocidade para que esta não exceda o limite de 1800 m/min ou 30 m/s para correias 
clássicas. 
Com a expressão, v = π.D.n. 
Este cálculo pode ser feito a qualquer momento a partir de obtido um dos diâmetros 
e a rotação correspondente. Obs. Se a velocidade exceder o limite deve-se encontrar um 
diâmetro menor para a polia. 
25 
Tabela 1- Fator de serviço para cálculo de correias trapezoidais. Fonte: (3) 
 
26 
Recomenda-se acrescentar 0,1 ao fator de serviço quando o ambiente for poeirento 
ou úmido, valores entre 0,1 a 0,2 para os casos de uso de polia tensora e 0,2 quando a 
polia motriz for maior que a polia movida. 
As polias podem ter vários canais para acomodar as correias suficientes para 
transmitir a potência do motor, porém a quantidade de canais é limitada pelo perfil e 
diâmetro da polia menor. Em geral a quantidade não deve superar oito canais, pois o 
alinhamento entre eixos torna-se difícil com o aumento de largura das polias. 
 
27 
Gráfico 1 - Seleção da correia trapezoidal clássica (Gates HI-Power II), Fonte: (3) 
 
 
28 
Gráfico 2 - Seleção da correia trapezoidal dentada (Gates Super HC), Fonte: (3) 
 
29 
Tabela 2 - Diâmetros primitivos comuns para as polias em “V” clássicas (mm) 
Dd (dw) 
[mm] 
(1) 
[mm] 
(2) 
[mm] 
A B C D E 
Dd (dw) 
[mm] 
(1) 
[mm] 
(2) 
[mm] 
A B C D E 
50 ± 0,4 
± 0,2 
 224 ± 1,8 
± 0,4 
 
56 ± 0,4 236 ± 1,9 
63 ± 0,5 250 ± 2,0 
71 ± 0,6 280 ± 2,2 
± 0,5 
 
80 ± 0,6 300 ± 2,4 
90 ± 0,7 315 ± 2,5 
100 ± 0,8 355 ± 2,8 
112 ± 0,9 
± 0,3 
 400 ± 3,2 
118 ± 1,0 450 ± 3,2 
± 0,6 
 
125 ± 1,0 500 ± 4,0 
132 ± 1,0 560 ± 4,5 
140 ± 1,1 630 ± 5,0 
150 ± 1,2 710 ± 5,7 
± 0,8 
 
160 ± 1,3 800 ± 6,4 
180 ± 1,4 
± 0,4 
 900 ± 7,2 
190 ± 1,5 1000 ± 8,0 
200 ± 1,6 1120 ± 9,0 
± 1,0 
 
212 ± 1,7 1250 ± 10,0 
Notas: 
1 - Tolerância do diâmetro primitivo. 
2 - Tolerância de excentricidade entre o diâmetro externo e o primitivo. 
As cores indicam a faixa recomendada de diâmetros para cada tamanho de seção das correias. 
Tabela 3 - Intervalo de diâmetros nominais recomendados para a polia do eixo mais 
rápido, conforme perfis das correias, (mm). (8) (10). 
Perfil da correia 
Diâmetro 
mínimo 
Diâmetro 
Recomendado 
Diâmetro 
maior 
Y 20 35,5 50 
Z 50 80 110 
A 75 100 125 
B 112 160 200 
C 180 250 320 
30 
D 355 420 550 
E 432 550 710 
SPZ 63 80 110 
SPA 90 100 125 
SPB 140 160 200 
SPC 224 250 320 
3V 68 304 
5V 180 406 
8V 335 570 
 
Obs. Os diâmetros das polias podem ser encontrados em polegadas ou milímetros 
com valores arredondados. Valores menores de diâmetro que o mínimo especificado não 
devem serem utilizados, pois flexionam muito a correia e diminuem a sua vida. E os 
diâmetros muito grandes aumentam o custo e a velocidade da correia. 
No quadro a seguir percebe-se a influência do diâmetro da polia menor sobre a 
vida da correia. Pode-se observar que um decréscimo de cerca 20% no diâmetro 
recomendado da polia menor implica na redução da vida da correia na ordem de 70%. (7) 
 
Quadro 6: – Influência do diâmetro da polia menor sobre a vida da correia. Perfil C. 
 
Fonte: (7) 
 
 
 
 
 
 
31 
Tabela 4 - Comprimentos padronizados das correias dentadas (Gates Super HC), Fonte: 
(3) 
 
32 
Tabela 5 - Comprimentos padronizados das correias clássicas 
 
Fonte: (3) 
 
 
 
 
33 
Tabela 6 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “A” 
 
34 
Tabela 7 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “B” Fonte: (3). 
 
35 
Tabela 8 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “C” 
 
36 
Tabela 9 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “D” 
 
37 
Tabela 10 - Potência básica e adicional por correia trapezoidal de perfil “E” 
 
38 
Tabela 11 - Fator de correção de comprimento de correias trapezoidais, FLp 
 
Fonte: (3) 
Tabela 12 - Fator de correção de arco de contato de correias, Fac 
 Fonte: (3) 
 
39 
Tabela 13 - Fator de correção da distância entre centros, h. Fonte: (3). 
 
PRÉ-TENSIONAMENTO DAS CORREIAS NA MONTAGEM 
Para correias em “V” aplica-se uma força no meio do vão t, como mostra a figura 
abaixo, até que a correia apresente uma deflexão de 1,6% do comprimento t. Pode-se ver 
pela figura que t = C (distância entre centros). 
 
Figura 26: Pré-tensionamento de correias. Fonte: (11), (12) 
 
 
40 
 
Tabela 14 – Valores para força de pré-tensionamento, (11). 
Perfil Faixa de diâmetros da polia menor Variação da força em N. 
SPZ 
56 a 71 
75 a 90 
90 a 125 
Acima de 125 
16 
18 
20 
21 
SPA 
63 a 100 
106 a 140 
150 a 200 
Acima de 200 
22 
30 
37 
40 
SPB 
100 a 160 
170 a 224 
236 a 355 
Acima de 355 
40 
51 
63 
66 
SPC 
200 a 250 
265 a 355 
Acima de 375 
71 
94 
12 
Z 56 a 100 6 
A 
75 a 90 
95 a 120 
125 a 180 
16 a 23 
19 a 28 
22 a 32 
B 
85 a 105 
110 a 140 
145 a 220 
22 a 31 
29 a 41 
36 a 52 
C 
180 a 230 
240 a 405 
69 a 98 
75 a 108 
D 
305 a 455 
455 a 690 
125 a 182 
154 a 224 
A distância entre centros precisa ser ajustada tanto para a montagem quanto para 
o pré-tensionamento. Na montagem esta distância (Y) de ajuste permite aproximar os 
centros e é necessária para que seja realizada sem a utilização de ferramentas auxiliares 
que podem danificar polias e correias e a distância (X) permite afastar os centros e é 
41 
necessária para impor o pré-tensionamento, pois sem o qual a correia não terá a 
aderência mínima adequada à transmissão da potência. 
O ajuste da distância mínima de recuo entre centros para pré-tensionamento pode 
ser a princípio X ≥ 0,03L, onde L é o comprimento padronizado da correia em milímetros. 
 
Figura 27: Ajuste da distância entre centros. 
Tabela 15 – Distância entre centros mínima livre para instalação e pré-tensionamento, 
(11) e (12). 
Designação de 
comprimento 
padrão 
Distância entre centros mínima livre 
para instalação, (milímetros). Y. 
 
Distância de recuo para 
pré-tensionamento, 
(milímetros). X. 
A B C D E Para todos os Perfis 
Até 35 
36 até 55 
56 até 85 
19 
19 
19 
25 
25 
32 
- 
38 
38 
- 
- 
- 
- 
- 
-25 
32 
51 
86 até 112 
113 até 144 
145 até 180 
25 
25 
- 
32 
32 
32 
38 
38 
51 
- 
51 
51 
- 
51 
51 
63 
75 
90 
181 até 210 
211 até 240 
241 até 300 
- 
- 
- 
38 
38 
38 
51 
51 
51 
51 
63 
63 
51 
63 
63 
100 
125 
150 
301 até 390 
Acima de 390 
- 
- 
- 
- 
51 
63 
63 
75 
63 
75 
175 
1,5% do comprimento 
da correia 
42 
 
Figura 28: Sistema de pré-tensionamento de correias. Fonte: (13) 
FORÇAS E TENSÕES NAS CORREIAS 
O atrito é utilizado para transmitir a força periférica (força útil) entre a correia e a 
polia. Após a montagem das correias nas polias, se faz o tensionamento da correia em 
quantidade suficiente para a transmissão da força, através do distanciamento dos eixos. 
As correias durante o tensionamento são comprimidas nos canais e esta carga 
inicial na condição estacionária está em equilíbrio com ambos os ramos da correia. Vide 
Figura 29. 
 
Figura 29: Tensionamento com carga inicial. Fonte: (7) 
43 
Quando a transmissão está em funcionamento, a máquina que está sendo 
acionada exige força da correia tracionando um dos ramos, enquanto que o outro ramo é 
aliviado, pois à medida que a correia passa pela polia, a tensão gradualmente diminui de 
F1 para F2 e a correia sofre uma contração gradual. (7). 
Segundo Melconian, o motor aciona a transmissão através de uma força Ft 
(motora). Porém, em qualquer tipo de transmissão, existem as provocadas por oposição 
ao movimento. Neste caso, a mais importante dessas forças resistivas é F2 (resistiva), 
que se oporá ao movimento. 
Da soma vetorial dessas duas forças F1 e F2 nos resulta a força tangencial (Ft), que 
é a na realidade, a força resultante responsável pelo movimento. (3) 
Para calcular F1 e F2 deve-se utilizar a equação a seguir. 
𝐹1 − 𝐹2 = 𝐹𝑡 
Onde: 
F1 = Força ativa (lado tenso) 
F2 = Força resistiva (lado frouxo) 
Ft = Força Tangencial 
 
Figura 30: Esquema de forças em polias e correias. 
ESFORÇOS NA TRANSMISSÃO 
O eixo acoplado ao cubo da polia motriz fornece rotação e torque, de onde se 
obtém a força tangencial conforme a equação: 
Força Tangencial, 𝐹𝑡 =
2.𝑇
𝐷1
 
44 
Onde: 
T = Torque ou Momento torçor [N.mm] 
D1 = Diâmetro nominal da polia motriz [mm] 
O torque T na polia motriz fornecido pelo motor é: 
𝑇 = 𝐹𝑡.
𝐷1
2
= (𝐹1 − 𝐹2).
𝐷1
2
= 7,02. 106.
𝑁𝑚𝑜𝑡𝑜𝑟
𝑛1
 
Onde: 
Nmotor = Potência do motor [cv] 
n1 = Rotação da polia motriz [rpm] 
 
Figura 31: Variação das forças na correia durante um ciclo. Fonte: (14) 
Na correia também ocorre a força centrífuga nos arcos de contato com as polias, 
mas em geral, para a grande maioria dos casos a rotação e diâmetros são pequenos para 
que considere a força centrífuga nos cálculos dimensionamento. 
𝐹𝑐 =
2 .𝑚 .𝑣2
𝐷
 
ATRITO ENTRE CORREIAS E POLIAS 
A transmissão da força periférica entre a correia e a polia, em seguida, ocorre 
apenas dentro do arco ativo de contato com deformação na polia conduzida e o 
correspondente deslizamento e contração na polia motriz. 
45 
Entretanto, durante a operação, a correia se move sem escorregamento ao longo 
do arco inativo de contato, então, com deformação ao longo do arco de contato ativo. Se 
o arco inativo de contato é igual a zero, a correia pode deslizar na polia. 
Ao longo do arco de contato ativo, a velocidade é maior no lado tenso da correia, 
devido ao aumento de tensão do que o lado frouxo. Uma vez que esta diferença de 
velocidade tem de ser compensado, ocorre um deslizamento. Este deslizamento leva a 
uma diferença de velocidade entre o ponto de engajamento e o ponto de entrega em cada 
polia, o que equivale até 2%, dependendo do material da correia (módulo de elasticidade), 
e carga (1). 
Para a finalidade prática de projeto, os cálculos para correia são usualmente 
baseados em todo arco de contato da polia menor α. A relação entre o coeficiente atrito, 
arco de contato α, ângulo o canal e as forças, é expressa pela equação de Eytelwein, 
descrita mais adiante. 
COEFICIENTES DE ATRITO ENTRE CORREIAS E POLIAS 
Tabela 16 – Coeficientes de atrito entre correias e polias, µ. 
 
Fonte: (3) 
 Material da Polia 
Material da Correia Al Aço Vidro Madeira PE - 
Polietileno 
HDPE - 
Polietileno 
PU 75A 0,85 0,70 0,50 0,70 0,40 0,35 
PU 80A 0,80 0,60 0,45 0,65 0,35 0,30 
PU 85A 0,75 0,60 0,40 0,60 0,30 0,25 
PU 90A 0,70 0,50 0,30 0,45 0,30 0,25 
Polyester TPE 40D 0,70 0,50 0,30 0,45 0,30 0,25 
Polyester TPE 55D 0,45 0,35 0,30 0,35 0,15 0,10 
Fonte: (15) 
46 
COEFICIENTE DE ATRITO EFETIVO 
A correia trapezoidal encaixada no canal da polia aplica radialmente uma força “N” 
que se decompõe em forças normais “Nn” às faces laterais do canal, de tal forma que, em 
função da inclinação do canal são bem maiores que “N” quanto menor for o ângulo de 
inclinação. Vide figura a seguir. 
 
Figura 32: Decomposição da força aplicada pela correia no canal. 
Como a força de atrito é diretamente proporcional à força aplicada e ao coeficiente 
de atrito deve-se equacionar conforme descrito a seguir. 
A força normal à lateral do canal é 𝑁𝑛 =
𝑁
2.𝑠𝑒𝑛(
ϕ
2
)
. 
A força de atrito é Fatrito = µ.Nn. 
O atrito efetivo será, 𝜇′ =
𝜇
𝑠𝑒𝑛(
𝜙
2
)
 
Relacionando-se as forças efetivas e resistivas com o atrito efetivo e o arco de 
contato, a partir da equação de capstan (cabresto) também conhecida como equação de 
Eytelwein, tem-se: 
𝐹1
𝐹2
= 𝑒𝜇′.𝛼 
Onde: 
F1 = Força ativa (lado tenso) 
F2 = Força resistiva (lado frouxo) 
e = base dos logaritmos Neperianos 
µ’ = coeficiente de atrito efetivo correia-polia 
α = arco de contato [Radianos] 
47 
Note-se que sempre µ’ > µ e que Φ/2 deve ser maior que arctg µ. Os ângulos 
padronizados “Φ” para os canais são: 34°, 36° e 38°, das correias clássicas, conforme 
diâmetros das polias. Nota: O ângulo correias clássicas é sempre 40°. 
Obs. Ângulos muito pequenos podem fazer a correia prender-se no canal. 
A máxima capacidade de transmissão da correia pode ser determinada como 
segue: (1) 
𝑁 = 𝐹𝑡 . 𝑣 = 𝜎 . 𝐴 . 𝑣 
Onde: 
N = Potência transmitida [kW] 
Ft = Força tangencial [Newton] 
v = Velocidade da correia [m/s] 
σ = Tensão da correia [N/mm2] 
A = Seção da correia [mm2] 
A máxima capacidade de transmissão depende da velocidade ótima de 
transmissão e é dada por: (1). 
𝑣𝑜𝑡𝑖𝑚𝑎 =
𝑣𝑚á𝑥
√3
 
Em teoria, essa equação se aplica a todas as correias, sob a suposição de que a 
tensão de segurança σzul na correia [ou Ft (carga admissível)] é independente da 
velocidade da correia. (1) 
Desde que a tensão σzul diminui com o aumento da velocidade da correia, no 
entanto, o gráfico mostra que a capacidade de transmissão de potência também diminui a 
partir de aproximadamente 40 m/s, tal como mostrado no gráfico a seguir. 
48 
 
Gráfico 3 - Capacidade e tensões em função da velocidade. Fonte: (1). 
 
No gráfico mostrado tem-se: 
σ1 = tensão no lado tracionado 
σ2 = tensão no lado frouxo 
σn = tensão resultante no lado tracionado 
σf = tensão da força centrífuga 
σb = tensão de flexão 
Quando as recomendações mencionadas anteriormente nas tabelas e quadros são 
adotadas no projeto de correias em “V”, a vida da correia esperada é de 24 000 horas de 
operação. (1). 
Pré-tensionamento incorreto ou diâmetros menores que aquele recomendado 
diminuirá substancialmente a vida da correia. Em geral, a maior flexão na correia é dada 
pela polia menor, mas ocorre também nas outras polias e a frequência com que isto 
ocorre. A frequência normal é dada segundo a equação: 
𝑓𝑏 =
𝑣 . 𝑄𝑝
𝐿𝑡𝑎𝑏
 
Onde: 
fb = frequência de dobramento [Hertz] 
v = Velocidade da correia [m/s] 
Qp = Quantidade de polias [ ] 
Ltab = Comprimento padronizado da correia [m] 
49 
 
fb < 30 por segundo para correias clássicas (A, B, C, D e E) 
fb < 60 por segundo para correias com perfil mais agudo (por exemplo, SPZ, SPA, 
SPB e SPC ou 3V, 5V e 8V). 
Na figura a seguir tem-se adistribuição das tensões ao longo da correia com 
rotação invertida se comparada a Figura 31. 
 
Figura 33: Distribuição de tensões ao longo da correia. Fonte: (1) 
FORÇAS NOS EIXOS 
A força “Fe” em cada eixo é soma vetorial das forças F1 e F2, vide figura a seguir. 
 
Figura 34: Forças aplicadas pela correia no eixo. 
50 
|𝐹𝑒1| = |𝐹𝑒2| = √𝐹1
2 + 𝐹2
2 + 2. 𝐹1. 𝐹2. 𝑐𝑜𝑠(2𝛽) 
A expressão acima é importante quando só há interessante no valor absoluto da 
força no eixo. 
Das componentes na vertical e horizontal de F1 e F2, obtém-se as forças efetivas 
FeV e FeH. 
𝐹1𝑉=𝐹1 . 𝑠𝑒𝑛𝛽 
𝐹2𝑉=𝐹2 . 𝑠𝑒𝑛𝛽 
𝐹𝑒𝑉=𝐹1𝑉 − 𝐹2𝑉 
 
𝐹1𝐻=𝐹1 . 𝑐𝑜𝑠𝛽 
𝐹2𝐻=𝐹2 . 𝑐𝑜𝑠𝛽 
𝐹𝑒𝐻=𝐹1𝐻 + 𝐹2𝐻 
Com a relação F1/F2 obtém-se a proporção entre as forças. 
E considerando-se a equação que relaciona o torque do eixo à força tangencial, 
tem-se: 
𝑇1 = 𝐹𝑡 .
𝐷1
2
= (𝐹1 − 𝐹2).
𝐷1
2
 
 
 
ROTEIRO PARA DIMENSIONAMENTO DE POLIAS E CORREIAS EM “V”. 
A transmissão entre um motor elétrico de CA, com 5cv a 1750 rpm e um 
compressor alternativo de dois cilindros deve ser feita por correia “V” e serviço contínuo. A 
distância entre o motor e o eixo do compressor pode variar entre 400 mm e 500 mm, e o 
eixo do compressor deve girar a 500 rpm. As polias serão de aço e correia de poliuretano 
(semelhante a couro com curtimento vegetal). Pede-se: (11) 
1° - Seleção da seção e a quantidade de correias “V”. 
2° - Os deslocamentos para montagem e o pré-tensionamento. 
3° - As forças no eixo do motor. 
 
51 
1° PASSO 
Determinar a potência de projeto. Recomenda-se acrescentar 0,1 ao fator de 
serviço quando o ambiente for poeirento ou úmido, valores entre 0,1 a 0,2 para os casos 
de uso de polia tensora e 0,2 quando a polia motriz for maior que a polia movida. 
Usa-se a Tabela 1 para saber o fator de serviço. 
𝑁𝑝 = 𝑁𝑚𝑜𝑡𝑜𝑟 . 𝐹𝑠 𝑁𝑝 = 5 . 1,4 = 7𝑐𝑣 
2° PASSO 
Determinar a seção da polia/correia. 
Usando-se o gráfico 1 encontra-se a seção “A” no cruzamento entre a rotação do 
eixo mais rápido (motor) e a potência do projeto, Np. 
 
3° PASSO 
Determinar os diâmetros das polias e relação de transmissão. 
Usa-se inicialmente o valor recomendado da Tabela 3 para o perfil encontrado. 
Portanto: 100 mm (~4”) 
Como: 𝑖 =
𝑛1
𝑛2
=
𝐷2
𝐷1
 𝑖 =
1750
500
=
𝐷2
100
= 3,5 
D2 = 350mm (~14”) e i = 3,5 
 
4° PASSO 
Verificar se a velocidade não excede o limite de 1800 m/min ou 30 m/s 
Como v = π.D.n = 549 779 mm/min = 549,8 m/min = 9,16 m/s então OK. 
Este cálculo pode ser feito a qualquer momento a partir de obtido um dos 
diâmetros. Obs. Se a velocidade exceder o limite deve-se encontrar um diâmetro menor 
para a polia. 
 
5° PASSO 
Determinar o comprimento padronizado da correia. 
Deve-se calcular o comprimento inicial a partir da distância entre centros disponível 
para montagem, em geral, usa-se a distância média entre o máximo e o mínimo, Cm 
disponíveis no local da máquina. 
Sendo: 
𝐿𝑐𝑎𝑙𝑐 = 2. 𝐶𝑚 + 1,57. (𝐷2 + 𝐷1) +
(𝐷2 − 𝐷1)2
2. 𝐶𝑚
 
52 
𝐿𝑐𝑎𝑙𝑐 = 2.450 + 1,57. (350 + 100) +
(350 − 100)2
2.450
= 1676𝑚𝑚 
 
Onde D1 e D2 são os diâmetros primitivos da transmissão. 
Portanto: Lcalc = 1676 mm 
Consultando a Tabela 5, encontra-se o valor mais próximo menor Ltab = 1660 mm. 
Ou seja, o comprimento e designado como A-64. 
 
6° PASSO 
Determinar a distância entre centros final, Ca. A partir do comprimento de ajuste. 
𝐿𝑎 = 𝐿𝑡𝑎𝑏 − 1,57(𝐷2 + 𝐷1) = 1660 − 1,57(350 + 100) 
Portanto, o comprimento de ajuste é La = 953,5mm. 
Com a relação abaixo, se obtêm h interpolado, na Tabela 13. 
(𝐷2 − 𝐷1)
𝐿𝑎
= 
(350 − 100)
953,5
= 0,262 → ℎ ≈ 0,135 
 
𝐶𝑎 =
𝐿𝑎 − ℎ. (𝐷2 − 𝐷1)
2
= 
953,5 − 0,135. (350 − 100)
2
 
Portanto, Ca = 459,9mm. 
 
7° PASSO 
Verificar se a distância entre centros está dentro da faixa recomendada. 
0,7 (𝐷1 + 𝐷2) ≤ 𝐶 ≤ 2(𝐷1 + 𝐷2) 
0,7 (100 + 350) ≤ 𝐶 ≤ 2(100 + 350) 
315 ≤ 𝟒𝟓𝟗, 𝟗 ≤ 900 
Como o valor encontrado está dentro da faixa recomendada pode-se prosseguir. 
Entretanto caso ocorra da distância entre centros ficar fora desta faixa pode-se alterar os 
diâmetros das polias para adequá-la. 
 
8° PASSO 
Encontrar o fator de correção do arco de contato, Fac. 
Pode-se calcular o ângulo de contato pela equação a seguir. E consultar a Tabela 
12. 
53 
𝑠𝑒𝑛 𝛽 =
𝐷2 − 𝐷1
2. 𝐶𝑎
=
350 − 100
2.459,9
= 0,271798 → 𝛽 = 15,77° 
 
𝛼1 = 180 − 2 𝛽 = 148,46° [graus] 
Ou com a relação da equação a seguir e consultar Tabela 12. 
(𝐷2 − 𝐷1)
𝐶𝑎
= 0,5436 → 𝐹𝑎𝑐 = 0,9213 
Obs. Para valores intermediários, recomenda-se interpolação dos valores. 
9° PASSO 
Encontrar o fator de correção do comprimento da correia, FLP. 
Usa-se a Tabela 11. 
Para tamanhos padronizados não existentes, obtêm-se valores intermediários por 
interpolação. Portanto para A-64 → FLP = 0,99 
 
10° PASSO 
Determinar as potências básica e adicional. 
Usa-se a tabela correspondente a seção da correia, neste exemplo, Tabela 6. Para 
o diâmetro da polia mais rápida D1 = 100mm e rotação desta encontram-se: 
Nbas = 2,90 cv/correia e como a relação de transmissão é maior que 1,49 tem-se: 
Nadic. = 0,33 cv/correia 
 
11° PASSO 
Determinar a potência teórica por correia. 
𝑁𝑡𝑒𝑜𝑟 = 𝑁𝑏𝑎𝑠 + 𝑁𝑎𝑑𝑖𝑐 = 3,23 cv/correia 
 
12° PASSO 
Determinar a potência efetiva, Nef. 
𝑁𝑒𝑓 = 𝑁𝑡𝑒𝑜𝑟 . 𝐹𝑎𝑐 . 𝐹𝐿𝑃 = 2,95 𝑐𝑣/𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑖𝑎 
13° PASSO 
Determinar a quantidade de correias. 
𝑧 =
𝑁𝑝
𝑁𝑒𝑓
= 
7
2,95
= 2,37 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑖𝑎𝑠 
Portanto, a quantidade mínima de correias é três. 
54 
14° PASSO 
Determinar se a frequência é adequada. 
𝑓𝑏 =
𝑣 . 𝑄𝑝
𝐿𝑡𝑎𝑏
=
9163 . 2
1660
= 11,04 𝐻𝑧 
Como a frequência é menor que 30Hz, está adequada. 
 
MONTAGEM E PRÉ-TENSIONAMENTO 
Determinar a distância mínima entre centros livre para instalação e recuo para pré-
tensionamento. 
Conforme Tabela 15 para a seção “A” e comprimento padrão 64 tem-se: 
19 mm no mínimo para instalação. 
51 mm no mínimo para recuo e pré-tensionamento. 
O curso total mínimo para que se possam montar as correias é 70 mm. 
 
Aplicando-se uma força no meio do vão da correia ela pode se deformar até 1,6% 
da distância entre centros. 
𝐶
100%
=
𝑥
1,6%
∴ 𝑥 =
459,9 . 1,6%
100%
= 7,36 𝑚𝑚 
A força máxima a ser aplicada, conforme Tabela 14 está entre 19N e 28N para que 
ocorra a deformação máxima de 7,36 mm. 
 
FORÇAS NO EIXO NA SEÇÃO DA POLIA MOTORA. 
Determina-se o coeficiente de atrito para correias trapezoidais, admitindo-se µ = 
0,25. 
Como o ângulo da polia encontrado no Quadro 3 é Φ = 34°, 
𝜇′ =
𝜇
𝑠𝑒𝑛 (
𝜙
2
)
= 
0,25
𝑠𝑒𝑛(17°)
= 0,8551 
Como o ângulo do arco de contato é α1 = 148,46°, então em radianos: 
𝛼1𝑟𝑎𝑑 =
2. 𝜋. 𝛼1𝑔𝑟𝑎𝑢𝑠
360°
= 
𝜋. 148,46°
180°
 
α1 = 2,591 [radianos] 
𝐹1
𝐹2
= 𝑒𝜇′.𝛼 = 𝑒0,8551 .2,592 = 9,17 
55 
Portanto, a proporção entre F1 e F2 é: 𝐹1 = 9,17. 𝐹2 
O torque no eixo do motor é: 
𝑇 = 𝐹𝑡.
𝐷1
2
= (𝐹1 − 𝐹2).
𝐷1
2
= 7,02. 106.
𝑁𝑚𝑜𝑡𝑜𝑟
𝑛1
 
𝑇 = 7,02. 106.
5
1750
= 20 057,1 𝑁. 𝑚𝑚 
 
(9,17. 𝐹2 − 𝐹2). 50 = 20 057,1 
 
𝐹2 = 49,10 𝑁 𝑒 𝐹1 = 450,2 𝑁 
 
𝐹1𝑉 = 𝐹1 . 𝑠𝑒𝑛𝛽 = 450,2 . 0,27177 = 122,4 𝑁 
𝐹2𝑉 = 𝐹2 . 𝑠𝑒𝑛𝛽 = 49,10 . 0,27177 = 13,34 𝑁 
𝐹𝑒𝑉 = 𝐹1𝑉 − 𝐹2𝑉 = 122,4 − 13,34 = 109,1 𝑁 
 
𝐹1𝐻 = 𝐹1 . 𝑐𝑜𝑠𝛽 = 450,2 . 0,96236 = 433,3 𝑁 
𝐹2𝐻 = 𝐹2 . 𝑐𝑜𝑠𝛽 = 49,10 . 0,96236 = 47,25 𝑁 
𝐹𝑒𝐻 = 𝐹1𝐻 + 𝐹2𝐻 = 433,3 + 47,25 = 480,6 𝑁 
 
𝐹𝑒𝑉 = 109,1 𝑁 
𝐹𝑒𝐻 = 480,6 𝑁 
 
56 
REFERÊNCIAS 
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based on datum width). Genève : International Organization for Standardization, 1995. 
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Catálogo B-14995 A. São Paulo : GATES do Brasil Ind. e Com. Ltda., 2006. 
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Instituto Alemão para Normatização, 1988. 
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[ed.] R. Keith Mobley. 7. London : Mac Graw Hill, 2008. p. 1244. 
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component design. 3. Hoboken : Wiley, 2011. p. 1548. ISBN 978-1-118-21517-3. 
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Design. 8. s.l. : McGraw Hill, 2008. ISBN: 0−390−76487−6. 
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Bookman, 2004. 
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ISBN 8521200331.. 
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