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<p>PRINCIPIOS FÍSICOS RELACIONADOS A RETENÇÃO E ESTABILIDADE EM PT</p><p>Pacientes desdentados totais esperam que as PT lhe tragam conforto e que sejam estéticas; - Requisitos funcionais (retenção, suporte e estabilidade); - Requisitos físicos: extensão, recorte muscular e selamento periférico; - PT permanecem aderidas.</p><p>- A retenção é a resistência ao deslocamento da base protética no sentido vertical, ou contrário ao seu eixo de inserção. Quando a prótese é deslocada contrariamente ao eixo da sua inserção, ela perde a retenção. Resistência oposta pela prótese ao desprendimento da sua base, é o meio pelo qual a prótese se mantém na boca, resistindo a força da gravidade, à adesividade dos alimentos e às forças envolvidas na abertura da boca.</p><p>- A estabilidade é a resistência que a prótese vai ter por forças laterais, ao deslocamento lateral, ou por forças oblíquas que tendem a deslocar a prótese no eixo horizontal. Resistência a movimento e forças horizontais que tendem a alterar a relação entre a base protética e o seu apoio de suporte em direção horizontal ou rotatória.</p><p>- A prótese total (superior ou inferior) fica suportada no rebordo, na mucosa e aí se estabelecem fenômenos que vão justificar a sua retenção e estabilização. Estes fenômenos que justificam a retenção da prótese total podem ser: físicos, fisiológicos, psíquicos, mecânicos, químicos ou cirúrgicos.</p><p>PRINCIPIOS FÍSICOS QUE REGEM A RETENÇÃO E A ESTABILIDADE EM PT - Os fenômenos físicos ocorrem diretamente entre a base da prótese, a parte interna da prótese e a mucosa do paciente. Os fenômenos físicos têm como intermediário a saliva que se interpõe entre a base da prótese e a mucosa.</p><p>GRAVIDADE: positivo para a prótese mandibular (cai) e negativo para a maxilar (não cai), é uma força que age de maneira positiva para a mandíbula e negativa para a maxila. Houve época em que se utilizava a gravidade como auxiliar para a retenção de próteses mandibulares, aumentando o peso delas.</p><p>ADESÃO: é a força física envolvida na atração entre moléculas diferentes. Uma gota de água introduzida na superfície de uma placa de vidro sólida resistirá ao movimento das placas em razão da adesão entre as moléculas diferentes. Em prótese total a adesão se manifesta entre as moléculas da mucosa, da saliva e da base da prótese. Embora ela atue principalmente em ângulo reto com a superfície, ela depende de 3 condições básicas: a) Máxima cobertura tecidual: b) Contato íntimo entre a base e a mucosa; c) Delgado filme de saliva entre a fibromucosa e a base da prótese.</p><p>COESÃO:  A adesão é uma força física que envolve a atração moléculas diferentes. Moléculas diferentes da prótese e da mucosa por intermédio da película de saliva.</p><p>TENSÃO SUPERFICIAL: A tensão superficial ocorre na região de junção da borda da prótese com a região de mucosa móvel do fundo de sulco vestibular. A película de saliva que fica entre a mucosa e a borda da prótese impede a penetração do ar, mantendo a pressão interna da saliva e mantendo a força coesiva. Caso se perca a tensão superficial e esse selamento periférico, entrará ar e a prótese cairá, pois ela perderá as forças de adesão e coesão.</p><p>PRESSÃO ATSMOFÉRICA: exerce uma influência menor que as anteriores. Está relacionada com o peso da atmosfera na superfície da terra. Quando um paciente está com a prótese na boca (falando, andando) a pressão externa é igual a pressão da película de saliva, mas quando forças tendem a deslocar a prótese, a pressão externa passa a ser maior do que a pressão da película de saliva, e com o aumento dessa pressão externa a pressão da película de saliva irá se romper. O lado bom é que toda vez que a pressão externa aumentar, as forças coesivas e adesivas vão atuar para evitar o deslocamento da prótese e o rompimento da película de saliva. Em pacientes com pouca salivação fica difícil manter a prótese retida na boca, justamente por não conseguir realizar essas forças de adesão e coesão.</p><p>- A quantidade e qualidade da saliva também influencia na retenção de prótese total. Pacientes com uma quantidade excessiva de saliva podem significar problema, pois o excesso de saliva ajuda a perder a adesão, o mesmo para aqueles pacientes com deficiência de saliva, uma vez que faltará selamento periférico e as forças adesivas e coesivas não ocorrerão para reter a prótese. A qualidade ideal da saliva é fluida e serosa; já a saliva viscosa e espessa pode atrapalhar no ato da moldagem.</p><p>FORÇAS QUE INCIDEM SOBRE AS BASES DAS DENTADURAS: FORÇAS INTRUSIVAS E EXTUSIVAS</p><p>FORÇAS EXTRUSIVAS: desalojamento (desloca a PT dos tecidos), como a mastigação ubilateral e movimentos mecânicos.</p><p>FORÇAS INTRUSIVAS: comprimem os tecidos que suportam a PT.</p><p>MÚSCULOS QUE INTERFEREM NA ESTABILIDADE DAS PRÓTESES TOTAIS</p><p>- O controle neuromuscular é a capacidade adaptativa do paciente que será usuário de prótese total. Alguns pacientes se adaptam mais rapidamente do que os outros que tem mais dificuldade de adaptação, porque ao redor do local em que a prótese total é inserida há diversas inserções musculares que tendem a deslocar a prótese do rebordo. No começo as inserções musculares vão deslocar a prótese quando o paciente fala, abre a boca, dá um sorriso, faz um bocejo; mas o paciente terá que reaprender a limitar esses movimentos e se adaptar a esse limite. Com o tempo este paciente vai adquirir um arco-reflexo e exercer esses movimentos (mais limitados) sem perceber. Por este motivo, o paciente que é usuário de prótese total consegue se adaptar melhor à nova prótese, por já ter adquirido esses arco-reflexos, enquanto aquele que nunca usou terá que passar por todo o processo de adaptação à PT.</p><p>MÚSCULOS DE AÇÃO DIRETA – quando interferem com a base da dentadura. MÚSCULOS DE AÇÃO INDIRETA – quando mobilizam outras massas musculares ou tecidos subjacentes.</p><p>Músculos paraprotéticos da maxila: orbicular dos lábios e bucinador. Múaculos paraprotéticos da mandíbula: quadrado do mento, bucinador, constritor superior da faringe, milohioídeo, genioglosso e língua.</p><p>FATORES QUE INTERFEREM NA RETENÇÃO E ESTABILIDADE</p><p>- Direção da força de fechamento; - Ação muscular sobre os dentes e superfícies polidas; - Superfície articular da ATM - Ângulos de abertura formado pelas superfície oclusais; - Ângulos formados pelos planos oclusais; - Compressibilidade do suporte; - Efeitos do alivio; - Pressão sobre as bordas; - Altura da linha de oclusão; - Magnitude das forças mastigatórias.</p><p>DIREÇÃO DA FORMA DE FECHAMENTO – o paciente deve desenvolver um esquema de movimento para os contatos oclusais, selecionados entre os seus movimentos habituais, que lhe seja favorável e eficiente. ÂNGULOS DE ABERTURA FORMADO PELAS SUPERFÍCIE OCLUSAIS – quanto mais paralela forem as superfícies oclusais, melhor será a estabilidade da PT, a divergência entre as forças oclusais geram forças que deslocam as próteses no sentido ântero-posterior. COMPRESSIBILIDADE DO SUPORTE – a resiliência dos suportes de sua forma determinada pela elasticidade dos tecidos ou pela troca de volume do conteúdo líquido, resulta em</p><p>ações de alavanca. EFEITOS DO ALIVIO – os alívios são necessários em determinadas áreas da mandíbula e da maxila para evitar o fenômeno do fulcro. Maxila: rebordo anterior e rugosidades palatinas. Mandíbula: crista do rebordo residual. PRESSÃO SOBRE AS BORDAS – a pressão dos tecidos sobre as bordas podem ser um fator de deslocamento das próteses totais.</p><p>FATORES FÍSIOLÓGICOS - RESILIÊNCIA DOS TECIDOS, CARACTERÍSTICAS DO REBORDO, CONTROLE NEUROMUSCULAR E SALIVA</p><p>FORMA DO REBORDO O rebordo pode apresentar forma quadrada, oval e triangular.</p><p>Outro fator que está ligado com a estabilidade é a forma do arco. O arco quadrado e o triangular tendem a resistir melhor à rotação de uma prótese do que um arco ovóide. A forma do palato também contribui para a estabilidade e está depende da angulação e do tamanho da vertente palatina. Um palato profundo pode proporcionar maior estabilidade porque apresenta grande área de superfície de contato e vertentes que estão em ângulo reto com as forças que incidem sobre o rebordo. Configuração ou formato do rebordo residual influencia bastante na retenção da prótese. Um rebordo residual muito absorvido, com pouco osso por exemplo, não terá área suficiente para reter a prótese, e vai ter pouca retenção. Quanto maior for o volume ósseo, a crista, vertentes da crista e do rebordo, maior será a retenção. As vezes existem rebordos volumosos, ricos em osso, mas com muito tecido mole, o que dificulta a retenção. O rebordo pode ser alto, normal ou baixo (com rebordo reabsorvido não é bom).</p><p>FATORES PSICOLÓGICOS Compreensão e cooperação, influência negativa, pessimismo e desequilíbrio mental.</p><p>FATORES CIRURGICOS Aumento da área de suporte, inserções musculares, flacidez de tecido, regularização de rebordo e colocação de implantes.</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p>

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