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Bioquimica Clinica

Notas de aula sobre proteínas séricas e diagnóstico laboratorial. Contém estrutura (fibrosas e globulares), funções, proteínas de fase aguda, diferenças soro/plasma e gel separador, albumina (síntese, hipo/hiperalbuminemia e ligação a fármacos) e dosagem por biureto.

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<p>Bioquímica Aplicada à Farmácia</p><p>Prof. Me. Daniel Moreira</p><p>Proteínas séricas e diagnóstico laboratorial</p><p>Estrutura das proteínas</p><p>Proteínas Fibrosas</p><p>• Fibrinogênio</p><p>• Troponina</p><p>• Colágeno</p><p>• Miosina</p><p>Proteínas Globulares</p><p>• Hemoglobina</p><p>• Enzimas</p><p>• Hormônios peptídicos</p><p>• Proteínas plasmáticas</p><p>Função estrutural Interesse clínico</p><p>Mais de</p><p>300</p><p>Mais solúveisInsolúveis</p><p>Mantém suas características dentro de</p><p>faixa estreitas de temperatura e pH que,</p><p>quando superadas, geram a desnaturação.</p><p>Funções das proteínas</p><p>Enzimas Hormônios Imunidade</p><p>humoral</p><p>Função</p><p>colidosmótica</p><p>e tampão</p><p>Coagulação Transporte e</p><p>armazenamento Estruturais Proteínas de</p><p>fase aguda.</p><p>Proteínas de fase aguda</p><p>• Proteínas cuja concentração plasmática é alterada como resposta a infecção, lesão</p><p>tecidual ou outros processos agudos.</p><p>• Algumas dessas proteínas, chamadas de proteínas de fase aguda positivas, tem sua</p><p>concentração aumentada, como a proteína C reativa.</p><p>• Outras, por sua vez, como a albumina e a transtiterrina são consideradas proteínas</p><p>de fase aguda negativa, pois sua produção é reduzida em processos agudos.</p><p>proteínas</p><p>• Apesar de existirem centenas</p><p>de proteínas circulantes no</p><p>sangue, algumas são</p><p>consideradas clinicamente</p><p>relevantes e,</p><p>consequentemente, são</p><p>usadas para o diagnóstico e</p><p>acompanhamento de diversas</p><p>condições fisiopatológicas.</p><p>Após a coleta do sangue, o que determina a diferenciação entre plasma e soro é a</p><p>presença ou não de anticoagulante. Sendo assim, plasma é a parte líquida de um</p><p>sangue com presença de anticoagulante e soro é a parte líquida de um sangue</p><p>sem anticoagulante.</p><p>Soro x Plasma</p><p>O gel separador é uma substância</p><p>presente em alguns tubos de ensaio</p><p>usados para coleta de sangue. Ele</p><p>serve para separar o soro dos</p><p>componentes celulares após a</p><p>centrifugação. Quando o tubo é</p><p>centrifugado, o gel se posiciona entre</p><p>o soro (na parte superior) e as células</p><p>sanguíneas (na parte inferior),</p><p>facilitando a coleta do soro puro para</p><p>análises laboratoriais.</p><p>Proteínas plasmáticas de importância clínica</p><p>Hiperproteinemia</p><p>• Desidratação aguda</p><p>• Infecção aguda</p><p>• Vacinação</p><p>Hipoproteinemia</p><p>• Desnutrição</p><p>• Hepatopatias (perfil das</p><p>proteínas séricas)</p><p>• Perda urinária (proteinúria)</p><p>• Perda gastrointestinal</p><p>• Hemorragias</p><p>ALBUMINA</p><p>• Proteína mais abundante no plasma;</p><p>• Por conta do seu tamanho relativamente pequeno e sua</p><p>concentração plasmática, também é o componente</p><p>proteico majoritário da maioria dos líquidos biológicos.;</p><p>• Sintetizada exclusivamente no fígado;</p><p>• É solúvel em meio aquoso devido às cargas negativas em</p><p>pH fisiológico.</p><p>ALBUMINA</p><p>• Possui funções importantes:</p><p>-Manutenção da pressão coloido-</p><p>osmótica</p><p>-Transporte de substâncias</p><p>• Relativamente pequena e,</p><p>consequentemente, tende a se perder na</p><p>urina quando ocorre dano glomerular.</p><p>ALBUMINA</p><p>Síntese de albumina: controlada pela taxa osmótica e pelo consumo</p><p>de proteínas.</p><p> Síntese prejudicada (cirrose hepática e hepatite viral)</p><p> Aumento do catabolismo (infecção bacteriana grave,</p><p>neoplasias malignas, insuficiência cardíaca congestiva,</p><p>doenças inflamatórias e infecções crônicas)</p><p> Ingestão proteica inadequada</p><p>Perdas (via glomerular ou intestinal)</p><p>Desvios (edema e ascite).</p><p>Hipoalbuminemia</p><p>ALBUMINA</p><p>Alcóolatra</p><p>crônico</p><p>Fígado</p><p>comprometido Hipoalbuminemia</p><p>Função coloido-osmótica</p><p>comprometida;</p><p>Não tem albumina suficiente para</p><p>“Puxar” a água para dentro do vaso</p><p>Água vai se acumular fora do vaso:</p><p>articulações, cavidade abdominal</p><p>ALBUMINA</p><p>Maioria dos</p><p>fármacos</p><p>Hidrofóbicos</p><p>Insolúveis no sangue</p><p>Transportados pelas proteínas até o órgão-alvo</p><p>No órgão-alvo: o fármaco se desliga da proteína</p><p>Num caso de Hipoalbuminemia:</p><p>O fármaco livre é que vai fazer o efeito</p><p>Não vai ter albumina suficiente para se ligar com o fármaco</p><p>Mais fármaco livre</p><p>Maior toxicidade</p><p>ALBUMINA</p><p>Síntese de albumina: controlada pela taxa osmótica e pelo consumo</p><p>de proteínas.</p><p>Desidratação</p><p>Carcinomas,</p><p> Diarreia,</p><p>Estresse,</p><p>Outras condições específicas.</p><p>Hiperalbuminemia</p><p>ALBUMINA</p><p>Atletas</p><p>Alta ingestão</p><p>de proteína</p><p>Albumina em excesso</p><p>Albumina em excesso a</p><p>vai ser armazenada no</p><p>músculo</p><p>Hipertrofia muscular</p><p>DETERMINAÇÃO DAS PROTEÍNAS TOTAIS</p><p>Recomenda-se que o paciente não ingira uma dieta rica em gorduras em</p><p>até 8 horas antes do teste.</p><p>O cobre do reativo de biureto reage com as</p><p>proteínas, em meio alcalino, formando um</p><p>complexo cobre-proteína de cor roxa, que</p><p>absorve luz a 545 nm. A intensidade de cor</p><p>produzida é proporcional ao número de</p><p>ligações peptídicas que estão reagindo e,</p><p>portanto, à quantidade de proteína presente.</p><p>Aminoácidos e dipeptídios não reagem, mas</p><p>tripeptídios, oligopeptídios e polipeptídios</p><p>reagem e produz produtos de cor rosa a</p><p>violeta avermelhada.</p><p>DETERMINAÇÃO DAS PROTEÍNAS TOTAIS</p><p>Determinação das proteínas totais</p><p>Existem diversos testes para a</p><p>dosagem de proteínas totais</p><p>em amostras de soro</p><p>Método do reagente de</p><p>Biureto, o produto de</p><p>decomposição da ureia pelo</p><p>calor, permite avaliação de</p><p>alterações do metabolismo</p><p>de proteínas,</p><p>Na presença de íons cobre</p><p>desenvolve coloração</p><p>violeta por interação deste</p><p>com as ligações peptídicas.</p><p>Biureto</p><p>545 nm</p><p>Referência: 6 a 8 g/dL</p><p>Determinação da albumina</p><p>Referência: 3,5 a 5,5 g/dL</p><p>A quantificação usual da albumina em amostras de soro, comumente, se</p><p>dá utilizando corantes de bromocresol, como o verde de bromocresol,</p><p>mais utilizado por apresentar maior especificidade pela albumina e</p><p>menor interferência,</p><p>O soro é preferível ao plasma, a fim de evitar interferência do</p><p>fibrinogênio e da heparina.</p><p>Recomenda-se que o paciente não ingira uma dieta rica em gorduras em</p><p>até 48 horas antes do teste.</p><p>Amostras de soro são preferíveis, devendo-se evitar a estase prolongada</p><p>(garrote) na coleta, pois a pode haver hemoconcentração. Em adultos, a</p><p>albumina sérica está em torno de 3,5 a 5 g/dL</p><p>A dosagem de proteínas é uma ferramenta útil para o diagnóstico de várias condições médicas.</p><p>Dependendo do tipo de proteína medida e do contexto clínico, ela pode auxiliar no diagnóstico de:</p><p>1.Doenças hepáticas: Proteínas como a albumina são produzidas pelo fígado, e níveis baixos podem</p><p>indicar insuficiência hepática ou doenças como cirrose.</p><p>2.Doenças renais: A presença de proteínas na urina (proteinúria) pode ser um sinal de problemas nos rins,</p><p>como nefropatia diabética ou glomerulonefrite.</p><p>3.Doenças inflamatórias e infecciosas: Proteínas de fase aguda, como a proteína C - reativa (PCR) e o</p><p>fibrinogênio, são aumentadas em casos de infecção ou inflamação crônica, como artrite reumatoide ou</p><p>doenças autoimunes.</p><p>4.Doenças cardiovasculares: A dosagem de troponinas é crucial no diagnóstico de infarto agudo do</p><p>miocárdio, enquanto outras proteínas, como o BNP (peptídeo natriurético cerebral), são usadas para</p><p>diagnosticar insuficiência cardíaca.</p><p>5.Distúrbios nutricionais: Níveis alterados de proteínas séricas, como albumina e globulina, podem sugerir</p><p>desnutrição ou estados catabólicos.</p><p>6.Doenças oncológicas: Certas proteínas, como as paraproteínas ou proteínas monoclonais, são medidas</p><p>no sangue para diagnosticar condições como mieloma múltiplo.</p><p>7.Doenças autoimunes: A dosagem de autoanticorpos (que são proteínas) ajuda no diagnóstico de</p><p>condições autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico.</p><p>Leitura em 630 nm</p><p>Obrigado!</p><p>prof.dmoreira@gmail.com</p>

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