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Procurador Municipal - PGM-Rosana/SP - Ano: 2016 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Bens Públicos - PEÇA PRÁTICA - A 
Municipalidade de Rosana tem a propriedade de um 
imóvel desde o registro de um loteamento e o empresta 
para uso de um clube particular. Tendo vencido o 
contrato entre ambos, e considerando que o ocupante 
cercou a área e priva os demais munícipes de usá-la, o 
clube, por meio de seus representantes, foi notificado a 
desocupá-lo em trinta dias, porém, vencido o prazo, não 
devolveu o imóvel. Como procurador do município, 
promova a medida necessária para retomar o imóvel. 
 - Resposta: Trata-se de petição inicial de ação de 
reintegração de posse, com pedido de liminar, já que 
versa sobre um contrato de comodato, contando-se o 
esbulho desde o vencimento da data da notificação. O 
juízo competente é o da Comarca de Rosana. O 
candidato deve saber descrever na inicial os seguintes 
tópicos: a posse anterior do Município; o esbulho 
praticado pelo réu; a data do esbulho; a perda da 
posse. Deve também: deixar claro que se trata de um 
contrato de comodato e não de permissão ou cessão de 
uso, e o que está sendo discutido é o direito à posse e 
não um direito real; conter os requerimentos de 
produção de prova; procedência da ação; condenação 
do réu no pagamento das consequências da 
sucumbência; conter pedido de concessão de liminar 
para a reintegração e não a tutela antecipada, 
considerando que esta exige requisitos mais específicos 
e difere do pedido de liminar. dar valor à causa, ainda 
que fictício; Considerando o enunciado, não seria 
cabível ação que discutisse direito real, mas apenas a 
relação possessória. GRADE DE DISTRIBUIÇÃO DE 
PONTOS - Partes da Peça - A. Endereçamento, 
Qualificações e Indicação da Peça Processual 4 B. 
Descrição da posse, esbulho e seus desdobramentos 8 C. 
Pedidos finais de produção de prova, procedência da 
ação e condenação na sucumbência. 4 D. Pedido de 
liminar 3 E. Valor da causa 
Procuradoria Municipal - PGM-Curitiba/PR - Ano: 2015 - 
Banca: UFPR - Disciplina: Direito Administrativo - 
Contratos Públicos - PARECER - Em 07/10/2012, o 
Município de Curitiba firmou contrato com a sociedade 
empresária KICÓPIAS LTDA., tendo por objeto a 
prestação do serviço de reprografia, com locação de 
máquina de xerox e fornecimento de papel, pelo prazo 
de 12 (doze) meses, a partir da assinatura, com 
possibilidade de prorrogação prevista no edital e no 
contrato. O valor fixado para o contrato foi de R$ 
45.000,00 (quarenta e cinco mil reais) por 12 (doze) 
meses, conforme a proposta apresentada pela 
contratada na data de 07/09/2011. Em relação ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato, o reajuste e 
a revisão foram previstos no edital, mas não a 
repactuação. O instrumento contratual, por sua vez, 
mencionou apenas a possibilidade de reajuste, indicando 
índice de preço geral. Em 07/10/2013, contratante e 
contratada prorrogaram o prazo contratual por novos 12 
(doze) meses, sem qualquer alteração de valores. Em 
25/08/2014, a contratada solicitou a 2ª prorrogação 
contratual, agora pelo prazo de 24 (vinte e quatro) 
meses, sob a justificativa de que a prorrogação por 
apenas 12 (doze) meses não lhe seria favorável do ponto 
de vista econômico. Solicita ainda, pela primeira vez, o 
reequilíbrio econômico-financeiro, a contar de 
07/09/2012, tendo em vista a inflação acumulada no 
período, conforme o índice previsto no edital. O setor 
administrativo competente manifestou concordância 
com a prorrogação e com o reequilíbrio econômico-
financeiro, sugerindo a assinatura de termo de 
apostilamento, mas sem apresentar maiores 
justificativas. O departamento orçamentário atestou 
previsão orçamentária para a despesa, limitada ao 
exercício vigente. Não houve informação sobre a 
compatibilidade da despesa com o plano plurianual (PPA) 
e com a lei de diretrizes orçamentárias (LDO). Também 
não houve qualquer estimativa de impacto 
orçamentário-financeiro da despesa nos autos 
administrativos. Além disso, o departamento financeiro 
informou que não poderia assegurar a disponibilidade 
financeira equivalente ao montante contratado. Em face 
do exposto, com base na legislação nacional, na doutrina 
e na jurisprudência aplicáveis, elabore parecer jurídico 
opinativo sobre a possibilidade da 2ª prorrogação do 
prazo contratual e do reequilíbrio econômico-financeiro 
solicitados, considerando todos os pontos relevantes 
para o deslinde da questão, tais como a natureza do 
objeto contratual, o prazo da nova prorrogação, a 
justificativa para a prorrogação, a modalidade de 
reequilíbrio econômico porventura aplicável e seu termo 
inicial, a legitimidade da conduta adotada pelo setor 
administrativo competente, o instrumento cuja 
assinatura viabiliza a prorrogação e o reequilíbrio 
econômico-financeiro, a aparente ausência de inclusão 
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do objeto contratual no PPA e na LDO e a relevância ou 
não da falta de disponibilidade financeira. 
- Resposta: PARECER A - Prorrogação à luz do objeto 
contratual. Possibilidade. Art. 57, IV. Enfatizar a 
preponderância do serviço, não do fornecimento. 0,50 - 
B - Prorrogação por período maior que 12 meses: 
Possível, desde que: (i) respeite o prazo total de 48 
meses, (ii) seja justificada por escrito e previamente 
autorizada pela autoridade competente para celebrar o 
contrato, (iii) seja comprovada a vantajosidade 
econômica à luz dos preços praticados no mercado 
(princípios da eficiência e da economicidade) e (iv) 
observada a manutenção dos requisitos de habilitação 
(art. 57, § 2º e TCU. Licitações e contratos: orientações e 
jurisprudência do TCU. 4 ed. Brasília, 2010, p. 765-766). 
1,00 - C - Justificativa do particular para a prorrogação 
(irrelevante). O que importa é o interesse público, 
especialmente sob o prisma da vantajosidade 
econômica. 0,50 - D - Inidoneidade da concordância 
administrativa: não se aponta a vantajosidade 
econômica da prorrogação, não se comprova a 
manutenção das condições de habilitação, indicando-se 
instrumento indevido para a formalização do ato 
(termo de apostilamento). 0,50 - E - Apostilamento: 
inadequado, pois também haverá prorrogação de 
prazo, a ser feita por termo aditivo firmado por ambas 
as partes e publicado na imprensa oficial. 0,50 - Não há 
prova de compatibilidade com o PPA e a LDO: 
irrelevante – Acórdão TCU nº 883/2005 - Primeira 
Câmara e orientação 52/2014 – AGU. 1,00 - G - Não se 
assegura disponibilidade financeira: recomendável, 
porém desnecessária sob o ponto de vista meramente 
legal, já que se exige apenasà aà p evis oà deà e u sosà
o ça e t ios àpa aàoàexe í ioàe à u soà a t.à º,à§à º,à
III e IV, Lei 8.666/1993). 0,50 -H - Reajuste – pode ser 
concedido, pois há previsão editalícia e contratual. Em 
tese, deve-se concedê-lo a partir da data da proposta 
(07/09/2011), mas o contrato foi firmado e prorrogado 
uma vez sem que o contratado tenha solicitado 
reajuste. Logo, não se pode concedê-lo retroativamente, 
por preclusão lógica e disponibilidade do direito ao 
reajuste (e.g. (TCU, Plenário,Acórdão nº 477/2010, que 
trata de hipótese análoga). Deve-se conceder o reajuste 
para o período de 12 meses, considerada a variação 
inflacionária a partir de 07/09/2013. 0,50 - I Conclusão: 
possibilidade do reajuste e da prorrogação, desde que 
atendidas as recomendações registradas acima. 0,50 
Procuradoria Municipal - PGM-Jaú/SP - Ano: 2015 - 
Banca: CONSESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Licitação - PEÇA PROCESSUAL - Imagine a seguinte 
situação: você é advogado e recebe um microempresário 
que lhe relata o problema de que sua microempresa 
participou de uma Licitação junto à Prefeitura de seu 
município, da qual foi a vencedora. Porém, ao ser 
chamado para assinar o contrato, o Presidente da 
Comissão de Licitação informou-o que uma de suas 
certidões de regularidade fiscal apresentava uma 
restrição. Dois dias depois, o seu cliente protocolou a 
certidão com sua situação regularizada e sanou o 
problema. Posteriormente, recebeu uma notificação de 
que o segundo colocado na Licitação foi chamado a 
assinar o contrato, pois, embora ele tenha juntado a 
certidão sem restrição, os prazos licitatórios são 
decadenciais e não haveria outra alternativa, a não ser a 
de convocar o segundo colocado. Na elaboração da sua 
prova, lembre-se de que em sua comarca não há vara da 
fazenda pública, e sim apenas varas cíveis cumulativas, 
aliás, a comarca mais próxima que possui vara 
especializada em fazenda pública está distante, a cerca 
de 100 km da sua comarca. Suponha que seu cliente teve 
um direito violado e que seja possível socorrê-lo 
judicialmente, dessa forma, tome a medida adequada. O 
valor da Licitação é de R$20.000,00 (vinte mil reais). 
- Resposta: CORRETO ENDEREÇAMENTO: Ao Juiz de uma 
das varas cíveis da comarca, evidentemente será 
observada a formalidade, Ex.: EXMO. SR. DR. JUIZ DE 
DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS DA COMARCA 
DE...... POLO ATIVO: A microempresa citada no 
problema. POLO PASSIVO: O Presidente da Comissão de 
Licitação, lembrando que no polo passivo não deve 
figurar o nome de quem exerce a função, mas tão 
somente o Posto da autoridade coatora. MEDIDA 
PROCESSUAL ADEQUADA: Mandado de Segurança com 
pedido de Liminar FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA: São 
várias, como por exemplo a própria lei do mandado de 
segurança, mas a fundamentação jurídica essencial é o 
art. 43, parágrafo 1º da LC 123/2006. EXPOSIÇÃO 
REGULAR: Será analisado a objetividade, o poder de 
concisão do texto e a existência de repetições 
desnecessárias. TERMINOLOGIA JURÍDICA: É análise dos 
termos técnicos. Exemplos: Impetrante, impetrado, 
Fumus bonis juris, periculum in mora, liminar, writ, etc... 
CONCLUSÃO LÓGICA: S erá analisado o conteúdo do 
pedido. O objetivo e impedir que a 2ª colocada assine o 
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contrato e se reconheça o direito da impetrante através 
de liminar e ao final seja concedido o direito. O que se 
observará caso a caso é como o candidato trabalha 
essas informações. Ausência de valor da causa ou valor 
da causa inferior a R$ 20.000,00 implicará em zero na 
conclusão lógica. 
Advogado - RBTRANS - Ano: 2013 - Banca: FUNCAB - 
Disciplina: Direito Administrativo - Contratos Públicos - 
PEÇA JURÍDICA - A RBTRANS alugou, para fins não 
residenciais, imóvel urbano de sua propriedade, sito em 
Rio Branco – AC, à Copa Empreendimentos, mediante 
contrato com vigência entre 15/11/2010 e 15/11/2013, 
pelo valor original de R$ 20.000,00, encontrando-se ora 
vigente pelo valor de R$ 21.000,00 e tendo como 
fiadores os sócios da Copa, Srs. Ronaldo e Romário. 
Sobrevindo o termo final do prazo contratual e não 
desocupado o imóvel pela locatária até 08/12/2013, 
ajuíze, na qualidade de advogado da RBTRANS, a 
demanda cabível para a retomada do imóvel. 
Observação: Considerar como inexistente cláusula 
contratual não apontada pelo enunciado. Utilize até no 
máximo 60 (sessenta) linhas para sua resposta. 
 - ‘esposta:àDEMáNDáàCO‘‘ETáà: despejo à– arts. 9º e 
56, da Lei 8.245/91 - Incluir os fiadores no polo passivo 
da demanda; requerer a liminar (art. 59, §1º, VIII, da Lei 
8.245/91); mencionar o valor da causa o valor da causa 
(arts. 282, V, do CPC, e art. 58, III, da Lei 8.245/91). 
ESTRUTURA: Fundamentação e consistência/ 
Adequação da peça/ Legitimidade ativa e passiva / 
Competência/ Mérito/ Fundamento/ Pedidos/ Domínio 
do raciocínio jurídico – adequação da resposta ao 
problema; técnica profissional demonstrada; 
capacidade de interpretação e exposição) 
Advogado - RBTRANS - Ano: 2013 - Banca: FUNCAB - 
Disciplina: Direito Administrativo - Desapropriação - 
PARECER - A Prefeitura de Rio Branco figura como autora 
em processo de desapropriação de imóvel urbano, por 
utilidade pública, o qual será posteriormente destinado à 
utilização pela RBTRANS.O processo de desapropriação já 
foi sentenciado e havia sido concedida liminar de imissão 
da Prefeitura na posse, devidamente executada há seis 
meses, apenas com a realização de estudos e projetos, 
sem que fosse realizada qualquer obra no imóvel ou 
levantado o depósito realizado pela expropriante nos 
autos. Ocorre que, não mais subsistindo o interesse 
público na desapropriação do imóvel, haja vista a 
aquisição de outro imóvel pela RBTRANS que melhor 
atende à finalidade que constava do decreto 
expropriatório, a diretoria da RBTRANS questiona ao seu 
analista jurídico o seguinte: 1. É possível a desistência do 
processo de desapropriação? De que forma, até que 
momento e sob quais requisitos? 2. Quais as 
consequências, para a Prefeitura e para a RBTRANS, 
perante o expropriado, do pedido de desistência da 
referida desapropriação? 3. Qual a opinião do analista 
jurídico sobre a melhor conduta da Prefeitura e da 
RBTRANS para a solução desse caso concreto de forma a 
gerar o menor prejuízo possível? Utilize, no máximo, 15 
(quinze) linhas para elaborar as respostas na forma de 
parecer circunstanciado a partir da consulta proposta. 
 - Resposta: ESTRUTURA TEXTUAL ESSENCIAL DE UM 
PARECER: - Número do processo respectivo, no alto da 
folha, no centro do papel./ Título: parecer, seguido de 
número, de ordem, dia, mês e ano./ Ementa/ Texto/ 
Fecho: abreviatura do órgão a que pertence o redator, 
data, assinatura, cargo. a) cf. REsp 1397844/SP, Rel. 
Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado 
em 17/09/2013, DJe 24/09/2013; b) a Prefeitura deve 
arcar com os danos, custas e honorários, bem como 
devolver o mesmo imóvel ao expropriado – cf. 
GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. São 
Paulo: Saraiva, 17ª ed., 2012, p. 953); c) não alude à 
forma como deve a Prefeitura proceder para a 
desistência da desapropriação, nem mesmo qual a 
destinação que se poderia dar ao bem 
(obrigatoriamente de interesse público). 
Advogado - DER-RO - Ano: 2010 - Banca: FUNCAB - 
Disciplina: Direito Administrativo - Contrato Público - 
PARECER - Após efetuar contrato administrativo com a 
empresa 'X' para a construção de uma longa estrada de 
rodagem estadual, o DER-RO verifica que a empresa 
descumpriu várias das obrigações pactuadas, e rescinde 
o contrato. Emita parecer acerca da responsabilização 
cível, administrativa e penal da empresa. 
- Resposta: O parecer do candidato deve abordar os 
aspectos específicos da inexecução do contrato 
administrativo pela empresa contratada no que tange à 
responsabilização civil, como a possibilidade de 
apuração dos danos pela Adm. Pública ou a 
possibilidade de inscrição do crédito em dívida ativa 
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para a posterior execução fiscal. Abordar aspectos 
específicos da responsabilização administrativa, como a 
possibilidade de sanções administrativas 
extracontratuais e a necessidade de contraditórioprévio à aplicação dessas sanções. Aduzir também 
quanto à responsabilidade penal da pessoa jurídica na 
espécie. 
Advogado - Fund. Saúde de Uberlândia/MG - Ano: 2015 
- Banca: AOCP - Disciplina: Direito Administrativo - Atos 
Administrativos - PARECER - Você recebeu uma consulta 
questionando a regularidade da aplicação de multa por 
meio de decreto expedido pelo Município. O consulente 
é proprietário de obra de construção civil que conta 
efetivamente com alvará expedido pelo Município, tendo 
apresentado projeto de engenharia regular e contando, 
de fato, com o alvará de licença exposto no local da obra. 
A autoridade administrativa aplicou a multa sustentando 
que a obra não contaria com o alvará de licença e que 
esse alvará não estava exposto para fiscalização. Apesar 
da previsão de que tal infração só poderia ser verificada 
por fiscal municipal, a ação fiscal foi realizada por 
estagiário do Município, que assinou o decreto. Qual 
parecer você daria sobre o caso e com base em quais 
fundamentos? 
- Resposta: O caso em tela apresenta três nulidades 
patentes, que impedem a regularidade do ato praticado 
pela administração municipal. De início, verifica-se que 
a penalidade foi aplicada por decreto, que é ato 
administrativo normativo, inadequado para a matéria; 
nesse caso, a forma adequada seria a lavratura de um 
auto. Em um segundo momento, verifica-se que o ato 
administrativo praticado conta com vício de motivo, já 
que os fatos alegados para a aplicação da penalidade 
são falsos. Assim, cabe o controle do ato pela teoria dos 
motivos determinantes, ainda que a Lei considerasse 
este um ato discricionário. Por fim, o ato conta com 
vício de competência, já que o agente que praticou o 
ato não conta com essa incumbência legal. Frente as 
três incorretudes apuradas, o parecer é de que o ato 
administrativo praticado é nulo. 
Advogado - Fund. Saúde de Uberlândia/MG - Ano: 2015 
- Banca: AOCP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Licitação - PARECER - Um advogado recebeu uma 
consulta questionando a regularidade do procedimento 
de contratação pública realizado pelo Município. Trata-se 
de pregão presencial realizado para a contratação de 
obra de engenharia, de caráter técnico e especializado, 
em cuja sessão de julgamento – realizada cinco dias após 
a publicação do instrumento convocatório – somente 
foram admitidas as propostas dos licitantes que 
apresentaram a garantia de manutenção da proposta. 
Qual parecer deve ser dado sobre o caso e com base em 
quais fundamentos? 
 - Resposta: O caso em tela apresenta três nulidades 
patentes, que impedem a regularidade do 
procedimento realizado pela administração municipal. 
De início, verifica-se que foi realizado pregão presencial 
para a contratação de serviços técnicos especializados, 
o que deveria ser procedido por outra modalidade 
licitatória, já que o pregão só se aplica a serviços 
comuns. Em um segundo momento, verifica-se que o 
prazo mínimo para o recebimento das propostas, em 
pregão, é de oito dias úteis, sendo assim ferida a 
competitividade do certame. Por fim, é vedada a 
exigência de garantia de proposta em pregão, apesar 
de tal medida ser possível em outros procedimentos 
licitatórios. Frente às três incorretudes apuradas, o 
parecer é de que o ato administrativo praticado é nulo. 
Advocacia-Geral da União (AGU) - Advogado da União - 
Ano: 2015 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Improbidade Administrativa - PARECER 
- Um servidor público de determinado ministério havia 
sido autorizado pelo secretário-executivo da respectiva 
pasta a se afastar do país pelo período de 5 a 15 de junho 
de 2010, neste incluído o trânsito. No dia 5/6/2010, no 
aeroporto, seu passaporte e o valor das diárias, em 
espécie, foram furtados, o que impossibilitou a viagem a 
serviço. À época, provocado pelo órgão competente do 
ministério a restituir o valor das diárias pagas em 
1.º/6/2010, o servidor negou-se a fazê-lo, por entender 
que a ocorrência do furto das diárias seria suficiente para 
justificar a sua não devolução, uma vez que havia agido 
de boa-fé quando do recebimento do referido valor. A 
questão passou por sucessivas análises no referido 
órgão, tendo sido redigidas notas técnicas em duas de 
suas unidades, sem que se chegasse a conclusão quanto 
ao cabimento da restituição do valor das diárias. Em 
8/1/2016, os autos foram encaminhados à consultoria 
jurídica junto ao ministério, para o esclarecimento dos 
seguintes aspectos jurídicos: 1. obrigatoriedade de 
restituição do valor das diárias; 2. discricionariedade da 
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 7 
administração pública quanto à reposição do valor; 3. 
eventual procedimento administrativo de reposição ao 
erário; 4. ocorrência de prescrição administrativa da 
pretensão da administração pública de reposição ao 
erário. Na qualidade de advogado da União, elabore um 
parecer, devidamente fundamentado na legislação de 
regência, na jurisprudência do STJ e no entendimento 
sumulado da Advocacia-Geral da União, que esclareça os 
quatro aspectos jurídicos elencados no último parágrafo 
da situação hipotética acima relatada. Dispense o 
relatório e apresente conclusão. Observação: da 
pontuação correspondente ao domínio do conteúdo, 
3,50 pontos serão atribuídos à estrutura do parecer, e o 
restante da pontuação será atribuído, respectivamente, 
aos quatro aspectos jurídicos acima elencados, da 
seguinte forma: 18,00 pontos, 13,00 pontos, 14,00 
pontos e 18,00 pontos. 
 - Resposta: Espera-se que o candidato desenvolva, no 
Parecer, os seguintes aspectos: 1. Acerca da concessão 
de diárias e de sua eventual restituição, deve-se 
destacar o teor dos arts. 58 e 59 da Lei n.º 8.112/1990. 
á t.à 8. O servidor que, a serviço, afastar-se da sede 
em caráter eventual ou transitório para outro ponto do 
território nacional ou para o exterior, fará jus a 
passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas 
de despesas extraordinária com pousada, alimentação e 
locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento. 
Art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar 
da sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-
lasà i teg al e te,à oà p azoà deà i oà dias. à Daà leitu aà
dos referidos dispositivos legais, depreende-se que, na 
hipótese de o servidor ter recebido as diárias e não se 
ter afastado por qualquer motivo — o que abrangeria 
aqui o caso fortuito e a força maior —, teria ele o dever 
de restituir o seu respectivo valor. Logo, conclui-se que, 
mesmo na situação de furto das diárias, considerada 
um evento fortuito ou de força maior, tem o servidor o 
dever de restituição do valor das diárias, no prazo de 
cinco dias. No que tange à sistemática da reposição de 
valores ao erário, deve-se mencionar o conteúdo da 
Súmula n.º 34, de 16/9/2008, da Advocacia-Geral da 
União (AGU), cujos efeitos foram restabelecidos pela 
Súmula n.º 72, de 26/9/2013, da AGU. Veja-se o texto 
daà “ú ulaà .ºà .à N oà est oà sujeitosà à epetiç oà osà
valores recebidos de boa-fé pelo servidor público, em 
decorrência de errônea ou inadequada interpretação da 
leiàpo àpa teàdaàád i ist aç oàPú li a .àVe ifi a-se que, 
de acordo com a AGU, a única hipótese que justifica a 
não repetição de valores consiste no recebimento, de 
boa fé, de valores indevidos, em virtude de errônea ou 
inadequada interpretação da lei por parte da 
administração. É de se notar que, segundo a AGU, não 
basta a boa-fé no recebimento dos valores, tal como 
alegado pelo servidor, devendo, ainda, ter o pagamento 
decorrido de falha na interpretação da lei pela 
administração, ou seja, esses dois requisitos devem se 
fazer presentes na situação fática de forma 
concomitante, para justificar a desnecessidade de 
reposição ao erário. Impende, também, mencionar o 
entendimentodo Superior Tribunal de Justiça, nesse 
mesmo sentido, conforme se depreende da ementa do 
REsp 1244182 / PB (Recurso repetitivo-Tema 531). 
áDMINI“T‘áTIVO.à ‘ECU‘“Oà E“PECIáL.à “E‘VIDO‘à
PÚBLICO. ART. 46, CAPUT, DA LEI N. 8.112/90 VALORES 
RECEBIDOS INDEVIDAMENTE POR INTERPRETAÇÃO 
ERRÔNEA DE LEI. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO. 
BOA-FÉ DO ADMINISTRADO. RECURSO SUBMETIDO AO 
REGIME PREVISTO NO ARTIGO 543-C DO CPC. 1. A 
discussão dos autos visa definir a possibilidade de 
devolução ao erário dos valores recebidos de boa-fé 
pelo servidor público, quando pagos indevidamente 
pela Administração Pública, em função de interpretação 
equivocada de lei. 2. O art. 46, caput, da Lei n.º 
8.112/1990 deve ser interpretado com alguns 
temperamentos, mormente em decorrência de 
princípios gerais do direito, como a boa-fé. 3. Com base 
nisso, quando a Administração Pública interpreta 
erroneamente uma lei, resultando em pagamento 
indevido ao servidor, cria-se uma falsa expectativa de 
que os valores recebidos são legais e definitivos, 
impedindo, assim, que ocorra desconto dos mesmos, 
ante a boa-fé do servidor público. 4. Recurso afetado à 
Seção, por ser representativo de controvérsia, 
submetido a regime do art. 543-C do CPC e da Resolução 
.ºà /“TJ.à .à ‘e u soà espe ialà oà p ovido. à B‘á“IL.à
Superior Tribunal de Justiça. REsp 1244182/PB. Primeira 
Seção. Relator: Ministro Benedito Gonçalves. DJe 
19/10/2012)2. Diante dessa situação de ausência de 
restituição voluntária do valor das diárias no prazo 
fixado em lei, não há de se falar em discricionariedade 
da administração em promover a reposição ao erário do 
referido valor. Discricionariedade administrativa, 
o fo eà e si aà Celsoà á t ioà Ba dei aà Mello,à à aà
margem de liberdade que remanesça ao administrador 
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 8 
para eleger, segundo critérios consistentes de 
razoabilidade, um, dentre pelo menos dois 
comportamentos, cabíveis perante cada caso concreto, 
a fim de cumprir o dever de adotar a solução mais 
adequada à satisfação da finalidade legal, quando, por 
força da fluidez das expressões da lei ou da liberdade 
conferida no mandamento, dela não se possa extrair 
objetivamente uma solução unívoca para a situação 
ve te te à Celsoà á t ioà Ba dei aà deà Mello.à Cu soà deà
direito administrativo. São Paulo: Malheiros, 2014, p. 
990-1). No caso, deve-se conjugar o supracitado art. 59, 
que prevê a obrigatoriedade de restituição das diárias 
quando não há o afastamento do servidor, com o 
disposto no art. 46 da Lei n.º 8.112/1990, que prevê a 
possibilidade de reposição ao erário, para que se extraia 
a obrigatoriedade — e não a discricionariedade — da 
administração pública de buscar a reposição ao erário 
nessa hipótese. Veja-seà oà teo à doà a t.à .à á t.à .à ásà
reposições e indenizações ao erário, atualizadas até 30 
de junho de 1994, serão previamente comunicadas ao 
servidor ativo, aposentado ou ao pensionista, para 
pagamento, no prazo máximo de trinta dias, podendo 
se àpa eladas,àaàpedidoàdoài te essado. àPa aàta to,àaà
reposição ao erário deve se dar por meio de 
procedimento administrativo, conforme será abordado 
no próximo tópico. 3. Uma vez esclarecida a obrigação 
de o servidor restituir o valor das referidas diárias, bem 
como a obrigação da administração de promover a 
reposição de tais valores diante da não restituição pelo 
servidor no prazo de cinco dias, importa falar sobre o 
procedimento administrativo necessário para tanto. Na 
situação hipotética apresentada, deve o órgão 
competente do Ministério do Planejamento instaurar 
processo administrativo para a reposição dos referidos 
valores ao erário, o qual deve ser regido pelos princípios 
do contraditório e da ampla defesa, com a utilização 
dos meios e recursos admitidos em direito, dado o 
disposto nos arts. 2.º, 3.º e 28 da Lei n.º 9784/1999. 
á t.à .ºà áà ád i ist aç oà Pú li aà o ede e ,à e t eà
outros, aos princípios da legalidade, finalidade, 
motivação, razoabilidade, proporcionalidade, 
moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança 
jurídica, interesse público e eficiência. Art. 3.º O 
administrado tem os seguintes direitos perante a 
administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam 
assegurados: I – ser tratado com respeito pelas 
autoridades e servidores, que deverão facilitar o 
exercício de seus direitos e o cumprimento de suas 
obrigações; II – ter ciência da tramitação dos processos 
administrativos em que tenha a condição de 
interessado, ter vista dos autos, obter cópias de 
documentos neles contidos e conhecer as decisões 
proferidas; III – formular alegações e apresentar 
documentos antes da decisão, os quais serão objeto de 
consideração pelo órgão competente; IV – fazer-se 
assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando 
obrigatória a representação, por força de lei. Art. 28 
Devem ser objeto de intimação os atos do processo que 
resultem para o interessado em imposição de deveres, 
ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e 
atividades e os atos de outra natureza, de seu 
i te esse. àáde ais,ài po taàdesta a àoàteo àdaà“ú ulaà
n.º 63 da AGU, de 14/5/2012, a esse respeito. "A 
Administração deve observar o devido processo legal 
em que sejam assegurados os princípios da ampla 
defesa e do contraditório para proceder ao desconto em 
folha de pagamento de servidor público, para fins de 
ressarcimento ao erário." 4. Desde a data do 
pagamento das diárias pela administração até o 
momento do encaminhamento das dúvidas à 
consultoria jurídica, passaram-se mais de cinco anos. 
Impende, portanto, verificar a ocorrência da prescrição 
da pretensão da administração de reposição ao erário. 
A Constituição Federal, no § 5.º do art. 37, trata do 
prazo prescricional das ações de ressarcimento ao 
erário daà segui teà a ei a:à á t.à à ... à §à .ºà – A lei 
estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos 
praticados por qualquer agente, servidor ou não, que 
causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas 
aç esà deà essa i e to. à áà i te p etaç oà ueà ve 
sendo conferida pela doutrina administrativista (Mello, 
p. 1082-3) e pelo STJ (REsp 1289609/DF; REsp 
1318755/RN; REsp 1028330/SP) é de que a 
imprescritibilidade a que se refere o supracitado texto 
constitucional diz respeito às ações de ressarcimento 
decorrentes de atos ilícitos praticados em prejuízo ao 
erário. Assim, em situações nas quais o servidor não 
tenha concorrido para o prejuízo ao erário e tenha 
agido de boa-fé, deve incidir prazo prescricional para a 
atuação administrativa voltada ao ressarcimento. 
Contudo, não há, na legislação infraconstitucional, 
prazo prescricional específico para a União cobrar seus 
créditos de natureza não tributária, como é o caso do 
crédito oriundo da reposição de valor recebido 
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 9 
indevidamente por servidor. Atento a essa lacuna 
legislativa, o STJ, em diversos precedentes (AgRg no 
REsp 648953; AgRg no REsp 1496047/DF; AgRg no RESP 
1061001/SP), decidiu aplicar, por analogia, o prazo 
prescricional de cinco anos, constante no art. 1.º do 
Decreto n.º 20.910/1932, relacionado à prescrição de 
ações contra a fazenda pública. Veja-se o teor do 
efe idoà dispositivo.à á t.à .ºà ásà dívidasà passivasà daà
União, dos estados e dos municípios, bem assim todo e 
qualquer direito ou ação contra a fazenda federal, 
estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, 
prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou 
fatoà doà ualà seà o igi a e . à E te deuà oà “TJà pelaà
aplicação do prazo de cinco anos do art. 1.º do Decreto 
n.º 20.910/1932 porque se deve impor à administração 
pública, na cobrança de seus créditos, o mesmo prazo 
prescricionalimposto aos administrados no que tange 
às dívidas passivas da administração, considerando-se o 
princípio da igualdade. Veja-se, a propósito, precedente 
doà “TJà so eà oà te a,à i à ve is.à P‘OCE““UáLà CIVILà Eà
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 
ESPECIAL. DÍVIDA ATIVA NÃO TRIBUTÁRIA. PRINCÍPIO 
DA ISONOMIA. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. 
INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO. INOVAÇÃO RECURSAL. 
NÃO CONHECIMENTO. 1. O prazo prescricional para as 
ações de cobrança pela Fazenda Pública é quinquenal, 
ante a aplicação, por isonomia, do art. 1.º do Decreto 
n.º 20.910/1932. 2. A interrupção da prescrição é 
argumento que não foi suscitado nas contrarrazões do 
recurso especial, momento em que, em face da 
incidência do princípio da eventualidade, deveria ter 
sido arguido. 3. Agravo regimental a que se nega 
provimento. (Superior Tribunal de Justiça. AgRg no REsp 
648953. Relator Ministro Rogério Schietti Cruz. 6.ª 
Turma. DJe de 3/2/2014.) Assim, é de cinco anos o prazo 
prescricional para a União buscar, tanto 
administrativamente como judicialmente, a reposição 
ao erário de valores recebidos de boa-fé por servidor 
público, correspondendo o termo inicial do prazo 
prescricional à data da efetivação do pagamento 
indevido. Na situação hipotética em tela, o pagamento 
das diárias ao servidor e o seu não afastamento do país 
na data programada ocorreram em junho de 2010 
(termo a quo do prazo prescricional), tendo já se 
passado mais de cinco anos do pagamento na data da 
realização da consulta jurídica. Considerando-se o 
entendimento do STJ acerca da aplicação, por isonomia, 
do Decreto n.º 20.910/1932 à administração pública na 
cobrança de seus créditos, há de se verificar a 
ocorrência, no curso do processo administrativo, de 
causa de suspensão da prescrição. O art. 4.º do Decreto 
n.º 20.910/1932 assim dispõe a respeito da suspensão 
daà p es iç oà ui ue al.à á t.à .ºà N oà o eà aà
prescrição durante a demora que, no estudo, ao 
reconhecimento ou no pagamento da dívida, 
considerada líquida, tiverem as repartições ou 
funcionários encarregados de estudar e apurá-la. 
Parágrafo único. A suspensão da prescrição, neste caso, 
verificar-se-á pela entrada do requerimento do titular 
do direito ou do credor nos livros ou protocolos das 
repartições públicas, com designação do dia, mês e 
a o. à Ve ifi a-se, na situação hipotética narrada que, 
em dois diversos momentos, foi realizada análise 
quanto ao cabimento do ressarcimento do valor das 
diárias por parte do servidor, tendo sido redigidas notas 
técnicas em duas unidades do Ministério. Nos termos do 
art. 4.º do Decreto n.º 20.910/1932, durante cada 
período de análise, o prazo prescricional da pretensão 
da administração de ressarcimento ficou suspenso. 
Logo, considerando-se a suspensão do prazo 
prescricional nos dois referidos períodos de análise pela 
administração, conclui-se pela não ocorrência da 
prescrição da pretensão da administração de buscar o 
ressarcimento do valor pago ao servidor a título das já 
mencionadas diárias. Conclusão: Diante do exposto, 
conclui-se: a) pela obrigatoriedade de restituição do 
valor das diárias; b) pela ausência de discricionariedade 
da administração em promover a reposição do referido 
valor ao erário, diante da não restituição voluntária 
pelo servidor; c) pela necessidade de instauração de 
procedimento administrativo de reposição ao erário, 
com ampla defesa e contraditório; d) pela não 
ocorrência de prescrição administrativa da pretensão da 
administração pública de reposição ao erário. 
Advocacia-Geral da União (AGU) - Advogado da União - 
Ano: 2015 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Responsabilidade Civil - PEÇA PRÁTICA 
- Em 15/4/2009, Pedro foi vítima de acidente, que lhe 
mutilou um dedo de um dos pés, provocado por veículo 
oficial conduzido por servidor público federal. Em 
15/5/2014, ele ajuizou ação contra a União, pedindo 
indenização por danos morais, no valor de R$ 100.000, e 
danos materiais, no valor de R$ 20.000. Pedro juntou aos 
autos os comprovantes de despesas médicas resultantes 
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 10 
da sua internação e convalescença. A União foi citada, na 
forma da lei, e apresentou contestação, na qual alegou a 
ocorrência de prescrição e a responsabilidade do autor 
pelos danos causados, uma vez que, quando do acidente, 
não respeitou a sinalização de trânsito — semáforo e 
faixa de pedestre — ao atravessar a avenida onde se 
dera o fato, o que aponta para sua culpa. Ademais, a 
União alegou que o acidente acontecera devido a uma 
falha mecânica que ocasionou a parada repentina de 
veículo, conforme laudo pericial constante dos autos. 
Durante a audiência de instrução e julgamento, a União 
interpôs agravo retido em face da decisão que indeferiu 
o pedido de oitiva do condutor do veículo envolvido no 
acidente. O juiz afastou a prescrição, porque o autor, 
apesar de ter saído do hospital no mesmo dia, ficou com 
dificuldade de locomoção por um mês, e proferiu 
sentença em que julgou procedente o pedido e 
condenou a União ao pagamento de indenização por 
danos morais, no valor de R$ 40.000, acrescidos de 
correção monetária e juros de mora, a partir do evento 
danoso; ao pagamento de indenização por danos 
materiais, no valor de R$ 20.000, acrescidos de correção 
monetária e juros de mora, a partir do evento danoso; ao 
pensionamento mensal do autor, no valor referente a um 
salário mínimo mensal, até que este seja recolocado no 
mercado de trabalho; e ao pagamento de R$ 2.000 
referentes aos honorários de sucumbência. A União foi 
intimada pessoalmente no dia 6/1/2016. O mandado de 
intimação será juntado aos autos no dia 14/1/2016. Em 
face da situação hipotética acima apresentada, elabore, 
na qualidade de advogado da União, a peça processual 
cabível, abordando toda matéria pertinente à defesa dos 
interesses da União e datando-a no último dia do prazo. 
Dispense o relatório e não crie fatos novos. 
- Resposta: Apelação. Art. 513 CPC. Prazo: 15/2/2015. 
Art. 184, § 1.º, c/c 188 CPC O candidato deve elaborar 
peça de apelação dirigida ao juiz prolator da sentença, 
com as razões direcionadas ao tribunal, respeitando os 
requisitos do art. 514 CPC, datando-a em 15/2/2016. 
CPC Art. 184. Salvo disposição em contrário, computar-
se-ão os prazos, excluindo o dia do começo e incluindo o 
do vencimento. § 1.º Considera-se prorrogado o prazo 
até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriado 
ou em dia em que: (...) Art. 188. Computar-se-á em 
quádruplo o prazo para contestar e em dobro para 
recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o 
Ministério Público. (...) Art. 513. Da sentença caberá 
apelação (arts. 267 e 269). Art. 514. A apelação, 
interposta por petição dirigida ao juiz, conterá: I - os 
nomes e a qualificação das partes; II - os fundamentos 
de fato e de direito; III - o pedido de nova decisão. 
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE 
DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE 
DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO 
DE INSTRUMENTO. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR 
DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. ERRO DE FATO. 
OCORRÊNCIA. ACOLHIMENTO DOS ACLARATÓRIOS. 
TERMO INICIAL DA CONTAGEM DO PRAZO. FAZENDA 
PÚBLICA. JUNTADA AOS AUTOS DO MANDADO 
DEVIDAMENTE CUMPRIDO. PRECEDENTE. CORTE 
ESPECIAL. MANDADO DE INTIMAÇÃO DO INSS. 
EQUÍVOCO NA CONFECÇÃO DA CERTIDÃO QUE DEVERIA 
TER SIDO SANADO NO ÂMBITO DO TRF DA 1.ª REGIÃO. 
INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO 
DEVIDAMENTE ABORDADA. (...) 4. A propósito: "Em se 
tratando de intimação da fazenda pública ou da 
Advocacia-Geral da União por meio de oficial de justiça, 
o termo inicial do prazo para a interposição de recurso é 
a data da juntada aos autos do mandado cumprido, nos 
termos do disposto noartigo 241, II, do CPC" (EREsp 
605.510/RJ, Relator Ministro Castro Meira, Corte 
Especial, DJ de 4/8/2008). (...) 5. Embargos de 
declaração opostos pelo INSS acolhidos para corrigir 
erro material, sem impor, contudo, efeito modificativo 
ao julgado. (EDcl nos EDcl nos EDcl nos EDcl no AgRg no 
Ag 868.668/DF, Relator Ministro Benedito Gonçalves, 
Primeira Turma, julgado em 16/11/2010, DJe 
23/11/2010).Apreciação do agravo retido, nos termos 
do art. 523, § 1.º, CPC O candidato deve requerer a 
apreciação do agravo retido, nos termos do art. 523, 
§1.º, CPC. Art. 523. Na modalidade de agravo retido o 
agravante requererá que o tribunal dele conheça, 
preliminarmente, por ocasião do julgamento da 
apelação. § 1.º Não se conhecerá do agravo se a parte 
não requerer expressamente, nas razões ou na resposta 
da apelação, sua apreciação pelo Tribunal. Ocorrência 
da prescrição. Art. 189 do Código Civil O candidato deve 
deduzir que houve a ocorrência da prescrição, uma vez 
que o termo inicial é contado a partir da data do evento 
danoso, nos termos do art. 189 do Código Civil. Nos 
autos, não há relato de invalidez ou incapacidade. Art. 
189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, 
a qual se extingue, pela prescrição, nos prazos a que 
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 11 
aludem os arts. 205 e 206. ADMINISTRATIVO – 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO – PRETENSÃO DE 
INDENIZAÇÃO CONTRA A FAZENDA NACIONAL – ERRO 
MÉDICO – DANOS MORAIS E PATRIMONIAIS – 
PROCEDIMENTO CIRÚRGICO – PRESCRIÇÃO – 
QUINQUÍDIO DO ART. 1.º DO DECRETO N.º 20.910/1932 
– TERMO INICIAL – DATA DA CONSOLIDAÇÃO DO 
CONHECIMENTO EFETIVO DA VÍTIMA DAS LESÕES E SUA 
EXTENSÃO – PRINCÍPIO DA ACTIO NATA. 1 O termo a 
quo para aferir o lapso prescricional para ajuizamento 
de ação de indenização contra o Estado não é a data do 
acidente, mas aquela em que a vítima teve ciência 
inequívoca de sua invalidez e da extensão da 
incapacidade de que restou acometida. Precedentes da 
Primeira Seção. 2 É vedado o reexame de matéria 
fático-probatória em sede de recurso especial, a teor do 
que prescreve a Súmula n.º 7 desta Corte. Agravo 
regimental improvido. (AgRg no REsp 931.896/ES, 
Relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, 
julgado em 20/9/2007, DJ 3/10/2007, p. 194). Culpa 
concorrente da vítima. Art. 945 do Código Civil - O 
candidato deve alegar que houve pelo menos culpa 
concorrente da vítima devido ao fato de esta ter agido 
com negligência ao atravessar a avenida sem respeitar 
a sinalização do semáforo e da faixa de pedestre — que 
possibilita a travessia segura do pedestre — existente 
no local, o que não for considerado pelo juiz. Nesse 
caso, os valores das indenizações por danos materiais e 
morais devem ser fixados de forma proporcional, nos 
termos do art. 945 do Código Civil. Art. 945. Se a vítima 
tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a 
sua indenização será fixada tendo-se em conta a 
gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do 
dano. RESPONSABILIDADE CIVIL. LINHA FÉRREA. 
ACIDENTE ENTRE COMPOSIÇÃO FERROVIÁRIA E 
AUTOMÓVEL. SINALIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE DA 
CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇOS FERROVIÁRIOS. CULPA 
CONCORRENTE. LUTO. COMPROVAÇÃO. 
DESNECESSIDADE. FIXAÇÃO EM PARÂMETRO 
COMPATÍVEL. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. 
SÚMULA N.º 54 DO STJ. 13.º SALÁRIO. EXERCÍCIO DE 
ATIVIDADE REMUNERADA. PENSIONAMENTO. MORTE 
DE FILHO (A) DE COMPANHEIRO (A) E DE GENITOR (A). 
CABIMENTO DESDE A DATA DO ÓBITO. JUROS 
COMPOSTOS. VEDAÇÃO. VALOR DO DANO MORAL. 
SÚMULA N.º 7 DO STJ. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. 
POSSIBILIDADE. (...) 2. A ocorrência de culpa 
concorrente conduz à fixação das indenizações por 
danos materiais e morais de forma proporcional. (...) 
11. Recurso especial conhecido em parte e provido. 
(REsp 853.921/RJ, Relator Ministro João Otávio de 
Noronha, Quarta Turma, julgado em 16/3/2010, DJe 
24/5/2010) Correção monetária. Termo inicial. O 
candidato deve aduzir que o juiz laborou em erro 
quando fixou a correção monetária de indenização por 
dano moral, já que, de acordo com a Súmula n.º 362 do 
“upe io àT i u alàdeà Justiça,à aà o eç oà o et iaàdeà
indenização por dano moral incide a partir da data do 
a it a e to .à “e te çaà ext aà petita.à á t.à à CPC.à
Ausência de pedido de pensionamento mensal. O 
candidato deve alegar que o magistrado novamente 
laborou em erro ao conceder ao autor coisa diversa da 
que foi requerida em sua petição inicial, já que o autor 
não apresentou pedido de pensionamento mensal, fato 
que afrontou vedação expressa do CPC, contida em seu 
art. 460. Art. 460. É defeso ao juiz proferir sentença, a 
favor do autor, de natureza diversa da pedida, bem 
como condenar o réu em quantidade superior ou em 
objeto diverso do que lhe foi demandado. AGRAVO 
REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL 
CIVIL. PROPRIEDADE INTELECTUAL. UTILIZAÇÃO DE 
SOFTWARE SEM LICENÇA. REEXAME DE PROVAS. ÓBICE 
DA SÚMULA N.º 7/STJ. PEDIDO ESPECÍFICO DE 
INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. CONDENAÇÃO 
AO PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO DE NATUREZA 
PUNITIVA. JULGAMENTO EXTRA PETITA. OCORRÊNCIA. 
(...) 4. Ocorrência de julgamento extra petita na 
sentença que condena ao pagamento de indenização de 
natureza diversa da pedida. 5. AGRAVO REGIMENTAL 
DESPROVIDO. (AgRg no REsp 1365243/MG, Relator 
Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, 
julgado em 12/5/2015, DJe 15/5/2015) Modificação do 
julgado - Por fim, o candidato deve apresentar os 
seguintes requerimentos: 1 apreciação do agravo 
retido; 2 extinção do processo com julgamento de 
mérito, com declaração da prescrição; ou 3 redução 
pela metade das indenizações por danos morais e 
materiais fixadas em face da culpa concorrente; 4 
modificação do termo inicial de correção monetária da 
indenização por danos morais; 5 exclusão da 
condenação em pensionamento mensal; 6 inversão dos 
honorários de sucumbência 
Procuradoria Municipal - PGM-Goiânia/GO - Ano: 2015 - 
Banca: UFG - Disciplina: Direito Administrativo - 
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 12 
Intervenção do Estado na Propriedade - PEÇA JURÍDICA 
- Determinado município no Brasil, doravante nominado 
XY) ,à dia teà daà situaç oà deà aosà ueà seà ve ifi aà oà
trânsito, mormente nos horários de pico, elabora novo 
plano viário para a cidade, prevendo a construção de 
elevados, ciclovias e vias expressas. Na execução das 
obras, realizadas pela própria Administração, interdita 
uma rua ao tráfego de veículos em região nobre da 
cidade, já que ela seria usada como canteiro para a 
guarda de máquinas e equipamentos. Diante do 
impedimento do tráfego dos carros na rua interditada, o 
Município criou uma área de estacionamento próxima 
para uso dos munícipes, permitindo que guardassem os 
carros e caminhassem na calçada, acessando os 
estabelecimentos comerciais da rua interditada. As 
obras, cujo cronograma previa encerramento em seis 
meses, ainda não foram concluídas, mesmo decorrido o 
lapso de oito meses, havendo a previsão de que serão 
encerradas nos próximos dois meses. Diante dessa 
situação, o restaurante Tempero de Casa Ltda., 
localizado na rua interditada, sob o fundamento de que a 
clientela não consegue mais chegar ao seu 
estabelecimento de carro, maneja uma ação judicial 
o t aà oàMu i ípioà XY) ,à pleitea doà i de izaç oà pelosà
atos da Administração, na ordem de R$ 100.000,00 (cem 
mil reais), a título de danos materiais, e R$ 50.000,00 
(cinquenta mil reais), por danos morais. A ação foi 
dist i uídaà pa aà aà ªà Va aà Cívelà daà Co a aà XY) .à Oà
Município foi citado no dia 15 de outubro de 2015 
(quinta-feira), na pessoa do Sr. Prefeito. Na qualidade de 
Procurador Municipal, elabore a peça adequada para 
resguardar os interesses do Município,considerando 
que: (A) não é necessário relatar, em tópico específico, 
os fatos apresentados na peça inicial. Também não é 
necessário transcrever artigos da lei, sendo suficiente, 
quando o candidato entender oportuno, a mera 
referência ao dispositivo legal; (B) o proprietário do 
restaurante, aproveitando-se da obra pública, decidiu 
reformar o estabelecimento, de modo que somente 
tinha 50% das mesas disponíveis para os clientes; (C) o 
autor juntou aos autos alguns comprovantes que 
demonstram a queda no faturamento; (D) segundo o 
Código de Organização Judiciária do Estado, as causas em 
que o Município for parte na condição de autor, réu, 
assistente, interveniente ou oponente, serão 
processadas na vara da Fazenda Pública Municipal; (E) a 
peça deve ser datada no último dia do prazo para 
apresentação; (F) o Paço Municipal está situado no 
segui teà e de eço:à áve idaà á ,à ú e oà B ,à Cidadeà
XY) ,àB asil.à 
- Resposta: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE 
DIREITO DA 26ª VARA CIVEL DA COMá‘CáàDEà XY) à - 
MUNICÍPIOà XY) ,à pessoaà ju ídi aà deà di eitoà pú li oà
interno, CNPJ XXXXXXX, com sede no Paço Municipal, 
sitoà à áve idaà á ,à ú e oà B ,à Cidadeà XY) ,à B asil,à
vem, respeitosamente, à presença Vossa Excelência, 
através de seu Procurador, servidor efetivo, habilitado 
na forma da lei, apresentar CONTESTAÇÃO em face da 
AÇÃO ORDINÁRIA proposta por Restaurante Tempero 
de Casa Ltda., já qualificado nos autos, tudo nos termos 
abaixo alinhavados. I – DO RESUMO DOS FATOS. 
DISPENSADO SEGUNDO ORIENTAÇÃO DO ENUNCIADO. 
II – DO DIREITO. 2.1- Da preliminar. Defesa processual. 
Incompetência absoluta. Art. 301, II, CPC. Diante do que 
consta no Código de Organização Judiciária do Estado, 
as causas em que o Município for parte na condição de 
réu serão processadas na vara da Fazenda Pública 
Municipal. No caso vertente, a ação foi distribuída de 
forma incorreta para a 26ª Vara Civel, sendo imperioso 
o reconhecimento da incompetência absoluta, com a 
remessa dos autos ao juízo competente. 2.2 – Da defesa 
de mérito. Como é sabido, o Estado é responsável pelos 
danos causados a terceiros. Essa responsabilidade pode 
ser objetiva, na linha do artigo 37, § 6º, da CRFB/1988, 
para as hipóteses de condutas comissivas. Ademais, 
existe a possibilidade de responsabilização subjetiva por 
condutas omissivas. Tratando-se de responsabilidade 
objetiva, é imperativa a comprovação de três 
elementos, quais sejam: conduta, dano e nexo 
causalidade. De fundamental importância a observação 
de que o dano pode decorrer de condutas ilícitas ou 
lícitas. Tratando-se de condutas lícitas, resta imperioso 
anotar que deve ser anormal e específico 
(particularizado). Igualmente necessário o registro de 
que o Brasil, em termos de responsabilidade civil, 
adotou a teoria do risco administrativo, o que implica 
na possibilidade de se reconhecerem a presença de 
elementos que excluam e/ou atenuem a 
responsabilidade estatal. Fixadas as premissas 
necessárias, notamos que, na hipótese dos autos, o 
Município, numa conduta lícita, qual seja, execução de 
obra pública e interdição de rua, causou dano jurídico 
anormal e especifico ao Restaurante Tempero de Casa 
Ltda., devendo ser responsabilizado. Contudo, é 
importante ponderar que a parte autora concorreu para 
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 13 
o dano material, pois empreendeu reforma no 
estabelecimento comercial na mesma época da obra 
pública. Igualmente importante o destaque de que o 
Município empreendeu esforços para minimizar os 
impactos decorrentes da obra, criando áreas de 
estacionamento em local próxima. Assim sendo, não 
deve ser acolhida a indenização na ordem de R$ 
100.000,00 pelos danos materiais. Da queda no 
faturamento que eventualmente vier a ser comprovada 
(artigo 333, I, CPC), deve-se imprimir a redução da 
indenização pela concorrência da parte autora no dano. 
Lado outro, inexiste dano moral na situação dos autos, 
tratando-se de mero aborrecimento e/ou desconforto 
proveniente das obras públicas. III – DOS PEDIDOS. 3.1- 
o reconhecimento da incompetência absoluta, com a 
remessa dos autos ao juízo competente. 3.2- o 
julgamento improcedente do pedido de danos morais. 
3.3- o reconhecimento de que o autor concorreu para o 
dano material e, na hipótese de condenação, a 
indenização devida pelo Município deve ser reduzida, 
proporcional à sua conduta. 3.4- a condenação da parte 
autora nas custas e honorários sucumbenciais. 3.5- a 
produção de todas as provas em direito admitidas. 
Mu i ípioà XY) ,à àdeàdeze oàdeà à a t.à à / à
184, caput e § 2º, CPC) - ASSINATURA DO PROCURADOR 
DO MUNICÍPIO. 
Procurador Municipal - PGM-Manausprev - Ano: 2015 - 
Banca: FCC - Direito Administrativo - Convênio - 
PARECER - Foi celebrado convênio entre determinado 
Município, o Estado membro do qual faz parte e a 
empresa estatal responsável pela execução da política 
habitacional estadual, a fim de implementar um 
programa habitacional destinado à população de baixa 
renda, com previsão de entrega de centenas de 
unidades. - ao município caberia disponibilizar, às suas 
expensas, financeira, operacional e materialmente, todos 
os terrenos necessários aos empreendimentos; - a 
empresa estatal estadual caberia a realização das 
licitações para contratação das obras de construção, 
mediante remuneração para arcar com suporte 
operacional dos certames, e o gerenciamento das obras 
mediante contratação individualizada; - ao estado 
caberia repassar a empresa estatal todos os recursos 
necessários à implementação do programa habitacional 
e a remuneração daquela, tonto a fixada no convênio, 
quanto no contrato de gerenciamento de obras que será 
celebrado. Depois de ser transferida a posse das áreas 
municipais ao Estado, na forma ajustada no convênio, o 
novo prefeito analisou o projeto e discordou 
frontalmente da política levada a efeito, pois considerou 
que se atribuiu ao município o papel de coadjuvante na 
política habitacional, figurando como protagonista 
apenas do Governo do Estado. No firme propósito de 
desfazer o que estava combinado, e inclusive o que já 
tinha sido feito, encaminhou a câmara de vereadores, 
com a motivação indicada acima, projeto de lei cuja 
finalidade era proibir, nos limites territoriais do 
município, a construção de empreendimentos 
habitacionais de baixa renda com mais de 50 unidades, o 
que certamente inviabilizaria o programa vinculado ao 
convênio firmado entre Estado, Município e a empresa 
estatal estadual. Após a frustração do programa, 
pretendia o prefeito propor alterações ao ato normativo, 
a fim de adequar ao programa habitacional do seu 
governo. Elabore um parecer, manifestando-se, sobre os 
seguintes pontos: a - a regularidade ou irregularidade do 
convênio firmado, da contratação com empresa estatal 
estadual e do modelo estabelecido para a realização das 
licitações visando à contratação das obras; b - a 
regularidade ou irregularidade do desfazimento do 
convênio pelo prefeito; c - se, caso aprovada, a lei 
municipal seria compatível com a Constituição da 
República. 
- Resposta: Abordagem esperada: será avaliada quanto 
ao domínio técnico do conteúdo aplicado, a precisão da 
linguagem jurídica, a correção gramatical e a 
adequação vocabular considerada os mecanismos 
básicos de constituição do vernáculo e os 
procedimentos de coesão e argumentação. a - convênio 
está regular, mas estabelecimento de remuneração não 
é permitido; análise de contratação direta, mediante 
dispensa de licitação; licitação da administração direta 
com interposta figura - irregular - encarece o certame. 
Se o candidato considerar que a empresa licita em nome 
próprio, então estaria regular. b - denúncia do 
convênio. análise das possibilidades diante dos 
fundamentos do caso concreto.c - lei que proíbe a 
implementação de uma competência e o exercício de 
um direito constitucional viola a Constituição. 
Exacerbação da competência municipal para o 
ordenamento territorial. 
Procuradoria Estadual - PGE-RN - Ano: 2015 - Banca: FCC 
- Direito Administrativo - Licitação - PROVA PRATICA - A 
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 14 
Secretaria de infraestrutura de determinado Estado da 
federação realizou uma licitação, na modalidade 
concorrência e pelo critério de menor preço, para 
construção de uma unidade prisional no estado, a qual 
compareceu duas empresas interessadas. A licitação foi 
homologada e o objeto adjudicando a empresa 
vencedora, em conformidade com as regras do edital. O 
contrato , no entanto , não foi prontamente assinado, 
inclusive porque a Administração Pública Estadual estava 
em fase de transição de governo, o que demandava 
reanálise ordem orçamentário-financeira. Não obstante, 
o secretário da infraestrutura, tendo sido mantido no 
cargo e diante do cenário de crescente aumento da 
população carcerária, realizou uma reunião com empresa 
vencedora, solicitando que esta iniciasse a obra, a ser 
executada numa região de demanda aguda de vagas em 
estabelecimentos prisionais, e salientando que após a 
celebração do contrato a remuneração pelos serviços já 
realizados seria equacionada. Empresa assentiu, tendo 
sido , a seu pedido, lavrada uma ata em que ficou 
registrado o compromisso em questão, de forma que os 
trabalhos a cargo da empresa foram iniciados 
antecipadamente. A empresa foi convocada para 
assinatura do contrato nove meses mais tarde, 
celebração que teve lugar em solenidade realizada com 
secretário da infraestrutura, que subscreveu o 
instrumento como representante da Administração 
Estadual. Antes do advento do termo definido no 
cronograma contratual para entrega do projeto 
executivo, veio a notícia do protocolo de pedidos de 
falência da empresa contratada. Instada pela 
administração estadual, a empresa comunicou que não 
mais teria solvabilidade e, em consequência, não 
dispunha de condições materiais e financeiras de 
executar o contrato. Por outro lado, requerer o 
pagamento das despesas decorrentes dos trabalhos até 
então realizados. Diante do reconhecimento da 
inexequibilidade do contrato por parte da empresa 
vencedora, o secretário da pasta rescindir o contrato e 
notificou a contratada da decisão. Consultou, ainda, a 
empresa classificada em segundo lugar na concorrência, 
com vistas à contratação do remanescente de obra, para 
o qual deveria ser levado em consideração um novo 
cronograma, a se iniciar com a elaboração de projeto 
executivo e, se necessário, reelaboração do projeto 
básico. A esta empresa seria, ainda, atribuída a 
responsabilidade, não prevista no edital original, pelo 
processo de licenciamento ambiental, a fim de que 
houvesse compatibilização com os projetos básico e 
executivo. Em resposta, a empresa em questão 
manifestou interesse na contratação, sendo apresentado 
a atualização dos valores constantes de sua proposta por 
ocasião da licitação, os quais foram considerados 
adequados no âmbito da Pasta da Infraestrutura. A 
Administração pretende, assim, celebrar novo contrato 
com a segunda colocada, contemplando as referidas 
alterações de cronograma, valores e responsabilidades. 
Diante desse cenário, elabore um parecer, devidamente 
fundamentado, promovendo uma análise crítica de todas 
as situações enfrentadas pela administração Estadual, 
posicionando-se, expressamente, pela regularidade ou 
irregularidade das condutas de pessoas físicas e jurídicas 
envolvidas, inclusive com indicação de quais soluções 
você recomendaria a, na qualidade de Procurador do 
Estado, e quais as providências que, posto ocorrido, 
devem ser adotadas no âmbito administrativo e, 
eventualmente, judicial, considerando as diversas esferas 
passíveis de responsabilização. 
- Resposta: ABORDAGEM ESPERADA - I - Regularidade 
da licitação: modalidade, critério e procedimento 
adequados; não obrigatoriedade de lavratura do 
contrato (cotejar o prazo estabelecido no edital), salvo 
se a Administração pretendesse firmar contrato de 
mesmo objeto com terceiros. Ref.: art. 23, I, c. Lei n° 
8.666/93. II. Nulidade do contrato verbal firmado com 
a 1ª colocada; indenização da empresa pelos serviços 
prestados sem cobertura contratual (vedação de 
enriquecimento ilícito da Administração), possibilidade 
de rescisão unilateral do contrato diante do expresso 
reconhecimento pela contratada da impossibilidade de 
execução; sanções aplicáveis à empresa na esfera 
administrativa. Ref.: art. 60, paragrafo único: art. 59, 
parágrafo único: art. 78. I. Lei na 8.666/93. III. Análise 
da pretensão de contratação com a 2ª colocada: não 
enquadramento em hipótese de remanescente de obra 
e o que seria necessário para tanto (art. 24, XI, Lei n° 
8666/93). Fundamentos: não havia sido iniciada a 
execução formal do contrato; impossibilidade de 
formalização pelo valor da proposta da 2ª colocada. 
Impossibilidade de inovação nas condições, valores e 
responsabilidades contratuais, bem como de 
substituição do projeto básico, salvo consideração a 
propósito de alterações qualitativas que já fossem 
possíveis. Enfrentamento das possíveis soluções de 
proposta para o problema: celebração de nova 
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 15 
licitação, inclusive com análise da possibilidade ou não 
de enquadramento do regime Diferenciado de 
Contratação (RDC. Lei nº 12.462/11); impossibilidade 
de enquadramento como contrato emergencial, em 
especial em razão do prazo previsto para este (art. 24 
IV. Lei n° 8.666/93) IV. Regularidade ou irregularidade 
das condutas das pessoas físicas e jurídicas envolvidas: 
possível tipificação da conduta do Secretario de Estado 
como ato de improbidade, em especial diante do 
expresso compromisso firmado com a 1ª colocada para 
remuneração da execução de obras sem cobertura 
contratual (art. 10 da Lei nº 8429/92 – admite conduta 
culposa, art. 11, lei nº 8429/92 – necessidade de dolo); 
possível responsabilização da esfera administrativa, dos 
servidores envolvidos, por ocasião da viabilização da 
indenização pela execução de obras sem cobertura 
contratual; - possível configuração de improbidade para 
os responsáveis legais da 1ª colocada (art. 3º, lei nº 
8429/92). – possível responsabilização da empresa pela 
eventual possibilidade da sua condição econômica, 
diante do atraso ocasionado à administração pública, 
teve frustrada a contratação para construção de 
equipamento público essencial. Eventual regresso aos 
responsáveis legais (conduta culposa). 
Procuradoria Municipal - PGM-São João de Ubá-RJ - 
Ano: 2015 - Banca: GUALIMP - Direito Administrativo - 
Licitação - PEÇA PRÁTICA - A Prefeitura do Município X, 
ao constatar a necessidade de aquisição de cartuchos de 
tinta e toners para as impressoras, determinou a 
realização de processo licitatório para a compra de 
material de consumo (cartuchos e toners, originais ou 
similares, não recondicionados, não remanufaturados e 
não recarregado), com entrega parcelada mediante 
solicitação. A limitação para a aquisição de cartuchos e 
toners originais ou similares, baseou-se na preservação 
dos equipamentos de possíveis danos ocasionados pela 
utilização de produtos não originais, recondicionados, 
remanufaturados ou recarregados. O valor apurado para 
a realização da aquisição dos bens foi de R$80.000,00 
(oitenta mil reais), todavia, ressaltou-se a possibilidade 
de acréscimo legal decorrente de fatos futuros e 
imprevisíveis pela Administração Pública. Preocupado 
com a possibilidade de impugnação doedital e com a 
aquisição dos bens, o Secretário Municipal de 
Administração requisita a manifestação desta 
Procuradoria Jurídica quanto as seguintes questões: A) É 
possível a restrição do caráter competitivo do certame 
para a aquisição de cartuchos e toners originais ou 
similares, 100% novos, de primeiro uso, sendo vedado o 
fornecimento de produtos similares, recondicionados, 
remanufaturados ou recarregado? Haverá afronta ao 
caráter competitivo da licitação? B) O princípio da 
seleção mais vantajosa para a Administração Pública será 
lesado com a aquisição de produtos originais ou similares 
que apresentam preços superiores aos dos bens 
recondicionados, remanufaturados ou recarregados? C) 
Qual o percentual legal estabelecido para os acréscimos 
e supressões dos bens no contrato a ser celebrado? 
Deve-se considerar o valor expresso no contrato ou o 
valor inicial atualizado? O contratado estará obrigado a 
aceitar todos os acréscimos e supressões realizados 
dentro do percentual legal? D) Poderá a licitação ser 
realizada na modalidade pregão? Existe alguma limitação 
de valor para a sua adoção? E) As sanções de 
advertência, multa, suspensão temporária e declaração 
de idoneidade, previstas na Lei Federal n. 8.666/93, para 
as hipóteses de inexecução total ou parcial do contrato, 
podem ser aplicadas de forma cumulada? Na qualidade 
de Advogado do Município, redija um parecer jurídico 
respondendo a todos os questionamentos apresentados 
pelo Secretário Municipal de Administração. 
 - Resposta: 1. Peça processual: Parecer - 2. 
Endereçamento: Senhor Secretário Municipal de 
Administração - 3. Fundamentação legal e teses: a) É 
legítimo exigir em edital o fornecimento de cartucho de 
impressora, original ou similares, de primeiro uso e a 
não admissão de cartuchos remanufaturados, 
recondicionados ou recarregados, sem que isso 
configure preferência por marca ou restrição prejudicial 
ao caráter competitivo do certame. Tais exigências não 
comprometem o caráter competitivo, pois os produtos 
deverão ser 100% novos, podendo ser original ou 
similar. Art. 15, §7º da Lei Federal n. 8.666/93. b) O 
princípio da seleção da proposta mais vantajosa para a 
Administração não está só no preço, mas na qualidade, 
pois não se trata de comprar barato, tem que se 
comprar bem. Art. 3º da Lei Federal n. 8.666/93. c) O 
a t.à ,à § ºà daà Leià .à . / ,à esta ele eà ue:à Oà
contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas 
condições contratuais, os acréscimos ou supressões que 
se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% 
(vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do 
contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou 
de equipamento, até o limite de 50% (cinquenta por 
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 16 
e to à pa aà osà seusà a s i os. .à Oà pe e tualà legalà
estabelecido para os acréscimos e supressões de 
cartuchos e toners será de 25% do valor inicial 
atualizado do contrato, tratando-se de uma obrigação 
do contratado a alteração do fornecimento dentro 
desse percentual. d) Poderá ser adotada a licitação na 
modalidade pregão, pois se trata de aquisição de bens 
comuns e não existe limitação de valor para a sua 
realização. Art. 1º da Lei Federal n. 10.520/2002. e) As 
sanções de advertência, suspensão temporária e 
declaração de inidoneidade poderão ser aplicadas 
juntamente com a penalidade de multa, consoante §2º 
do art. 87 da Lei Federal n. 8.666/93. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM - FozPrevi - PR 
- Ano: 2012 - Banca: UFPR - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Administração Direta e 
Indireta - Admita que você faça parte do órgão de 
consultoria jurídica de determinada sociedade de 
economia mista e recebe uma consulta, formulada por 
diretor do dito órgão, solicitando um parecer acerca da 
legalidade da seguinte questão: A sociedade de 
economia mista em testilha exerce uma atividade 
econômica da qual não possui monopólio. 
Recentemente, o citado ente adquiriu, sem licitação, 
produto relacionado de modo direto à atividade que 
exerce. Destaca-se que as hipóteses de inexigibilidade e 
de dispensa de licitação, elencadas pela Lei Federal nº 
8.666/1993, não se aplicam na hipótese aventada. Ainda 
assim, as justificativas apresentadas pelo ente para 
deixar de realizar o procedimento licitatório levavam em 
conta os fatos de que (i) o bem tinha liame direto com a 
atividade exercida pela empresa, (ii) as sociedades de 
economia mista são entes jurídicos de direito privado e 
(iii) fazem parte da administração indireta. Elabore, nas 
linhas abaixo, um parecer relativo ao caso, abordando, 
necessariamente, a legalidade ou ilegalidade da situação 
narrada, bem como os conceitos e objetivos da licitação, 
além do conceito e do regime jurídico das sociedades de 
economia mista. Obs.: Não rubrique, assine nem 
identifique a peça. Caso julgue necessário, utilize a data 
de hoje e os seguintes dados do advogado signatário: 
Joaquim José das Couves, inscrito nos quadros da 
OAB/PR sob o nº 700.000. 
 - Resposta: GRADE DE CORREÇÃO - 1. Estrutura do 
parecer: Relatório, Fundamentação e Conclusão ou afins 
(10% da nota) - 2. Indicação do conceito de licitação 
(15% da nota) - 3. Indicação dos objetivos da licitação 
(15% da nota) - 4. Indicação do conceito de sociedade 
de economia mista( 15% da nota) - 5. Indicação dos 
objetivos de sociedade de economia mista ( 15% da 
nota) - 6. Conclusão pela legalidade da situação 
narrada ( 20% da nota) - 7. Raciocínio jurídico e 
raciocínio lógico, linguagem forense e argumentação. 
(10% da nota). 
Advogado - Concurso: EPE - EMPRESA DE PESQUISA 
ENERGÉTICA - Ano: 2014 - Banca: CESGRANRIO - 
Disciplina: Direito Administrativo - Assunto: 
Administração Direta e Indireta - A empresa K deseja 
receber aportes financeiros externos para investimento 
no Brasil. Ocorre que os investidores desejam obter as 
seguintes informações oficiais: 1- política adotada na 
área de águas e seus órgãos competentes, o regime 
estabelecido para a exploração, os prazos que devem ser 
respeitados, as áreas disponíveis para atuação e a 
eventual existência de um Sistema Nacional e os seus 
integrantes. O Presidente da empresa apresenta os 
pleitos dos investidores ao seu Departamento Jurídico 
que envia consulta formal ao órgão competente. Como 
integrante do corpo jurídico do órgão competente, 
apresente as informações solicitadas, que deverão ser 
encaminhadas ao Departamento Jurídico da empresa. 
- Resposta: A resposta deverá apresentar as 
informações a seguir. A legislação base sobre o tema é 
a Lei federal no 9.984, de 17/07/2000, que criou a ANA 
(Agência Nacional de Águas), órgão federal competente 
para determinar a política de exploração de águas. 
Também ocorreu a criação do Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos, estabelecendo a 
competência da ANA para instituir a Política Nacional 
de Recursos Hídricos. O regime estabelecido para 
exploração é o de outorga de direito de uso de recursos 
hídricos de domínio da União. Os prazos que deverão 
ser respeitados são: I – até dois anos, para início da 
implantação do empreendimento objeto da outorga; II – 
até seis anos, para conclusão da implantação do 
empreendimento projetado; III – até trinta e cinco anos, 
para vigência da outorga de direito de uso. (art. 5º) 
Poderão ser instituídas outorgas preventivas de uso de 
recursos hídricos, com a finalidade de declarar a 
disponibilidade de água para os usos requeridos. As 
áreas que podem ser exploradas serão determinadas 
pelo órgão competente, em regra a ANA. No caso de 
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 17 
exploração de geração de energia hidráulica, deverá 
existir a Agência Nacionalde Energia Elétrica (ANEEL) 
que deverá promover, junto à ANA, a prévia obtenção 
de declaração de reserva de disponibilidade hídrica. 
Integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de 
Recursos Hídricos: I – o Conselho Nacional de Recursos 
Hídricos;I – a Agência Nacional de Águas;II – os 
Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito 
Federal;III – os Comitês de Bacia Hidrográfica;IV – os 
órgãos dos poderes públicos federal, estaduais, do 
Distrito Federal e municipais cujas competências se 
relacionem com a gestão de recursos hídricos;V – as 
Agências de Água. 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGE-PA - Ano: 2005 - 
Banca: PGE-PA - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Ato Administrativo - JOÃO DA SILVA propôs 
contra o ESTADO DO PARÁ (CMT DA POLÍCIA MILITAR DO 
ESTADO DO PARÁ), em 1999, ação ordinária de 
reintegração no cargo de Soldado da Polícia Militar do 
qual foi excluído, mediante licenciamento abem da 
disciplina policial militar, consoante disposto no art. 31 
do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado 
do Pará vigente à época1 (processo judicial n. 
00000000000 – 00ª. Vara Cível da Capital). O 
licenciamento em tela foi publicado no Boletim Geral n. 
000, de 31 de março do ano de 1995. O autor da ação 
ingressou na Polícia Militar do Estado no dia 01 de 
dezembro de 1993, onde permaneceu até a data do 
licenciamento (31.03.1995). Impende salientar que o 
autor da ação foi afastado do serviço público em 
31.03.1995, através do Boletim 000, com base no art. 
312 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar 
(Decreto n. 2479, de 15.10.1982), art. 41, III3 do 
revogado Regulamento de Incorporação e Prorrogação 
de Tempo de Serviço de Praças da Polícia Militar e art. 
54, IV do Estatuto dos Policiais Militares, vigentes à 
época da aplicação da punição disciplinar, não tendo sido 
configurado crime militar. Cumpre mencionar que o 
autor ainda não possuía a estabilidade assegurada no art. 
,à ite à IV,à á ,à doà Estatuto dos Policiais Militares da 
PMPA, tendo em vista que não contava com 10 (dez) 
anos de efetivo serviço, por isso e com base na legislação 
então em vigor4, não houve a necessidade da 
instauração prévia do processo administrativo disciplinar 
ou sindicância administrativa para ensejar oafastamento, 
segundo regulamentação específica da corporação. Não 
houve interposição de recurso disciplinar. Acrescente-se 
que o ponto de discussão da ação judicial girou em torno 
das garantias constitucionais da ampla defesa e do 
devido processo legal. Em relação à ação judicial e em 
que pesem os argumentos expostos pelo Estado do Pará, 
mediante a utilização dos recursos cabíveis, todas as 
decisões (sentença, acórdão, acórdão dos Embargos de 
Declaração, decisões monocráticas trancando os RE e 
REsp e decisão monocrática improvendo o AI na Corte 
Suprema) foram contrárias às suas alegações de defesa. 
A sentença, publicada no Diário da Justiça de 19.09.2000, 
concluiu que o militar (autor da ação) foi excluído (de 
acordo com a sentença judicial) sem o devido processo 
legalàeàa plaàdefesa,àeà ueà e à e hu à o e toàoàa t.à
41 da Constituição Federal de 1988 afirma a 
obrigatoriedade de processo disciplinar apenas para 
se vido esà est veis ,à oà ueà e sejouà aà dete i aç oà
judicial de sua reintegração aos quadros da PM/Pa. 
Através de despacho datado de 17 de fevereiro de 2006, 
o Exmo. Dr. Procurador Geral do Estado determinou a V. 
Exa. Que elaborasse parecer a respeito da possibilidade 
de ser instaurado novo procedimento administrativo 
(inclusive de acordo com a nova legislação que 
estabelece os procedimentos para apuração da 
responsabilidade administrativa-disciplinar dos 
integrantes da PM/PA – Lei 6833, de 13.02.2006), 
visando a exclusão do ex-PM dos quadros daquela 
Corporação, bem como sobre a circunstância de ter 
ocorrido ou não a interrupção da prescrição pelo 
ajuizamento da ação ordinária em 10.11.1999. Por fim, a 
Corporação Militar informa nos autos administrativos 
que o ex-PM tem registro de diversas punições 
disciplinares na ficha disciplinar, inclusive uma detenção 
e três prisões, além da reincidência em faltas de natureza 
grave. Com base na análise das premissas acima 
relacionadas deve V.Excelência elaborar parecer 
posicionando-se sobre todos os itens abaixo elencados, 
considerando a análise das normas pertinentes, a 
posição da doutrina e da jurisprudência, inclusive se 
houver divergência, apontando, todavia, solução jurídica 
para a Administração Pública. I – Em face do ajuizamento 
da ação judicial e da anulação do ato de licenciamento, 
poderá valer-se a Administração da interrupção da 
prescrição contra o autor da ação? Analisar a questão da 
interrupção da prescrição pelo ajuizamento da ação 
judicial, nos termos do disposto no art. 219 do CPC e 
disposições legais pertinentes. II - O poder de autotutela 
dos atos administrativos sofre a incidência do prazo 
prescricional? Que prazo deve ser considerado para tal 
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fim? Como deve ser fixado o dies a quo para efeito de 
contagem do prazo de exercício da autotutela 
disciplinar? III – Ao julgar inválidos os atos da 
Administração Pública que resultem da inobservância das 
normas constitucionais, há necessidade de que fique 
assentado na decisão judicial determinação para 
abertura de novo procedimento administrativo? Caso 
não haja na decisão judicial a ressalvaà se àp ejuízoàdeà
egula à e ovaç oàdoàp o esso ,àpode àaàád i ist aç oà
Pública instaurar novo processo disciplinar, com base no 
mesmo fato? Analisar do ponto de vista da aplicação do 
princípio da res judicata. IV - Invalidado o ato demissório, 
e por força do contido em decisão judicial irrecorrível, 
deverá o servidor punido ser reintegrado ao cargo do 
qual foi despojado. Diante dessa determinação judicial, o 
processo administrativo, se for o caso, poderá ser 
instaurado sem o retorno do servidor faltoso? No caso de 
haver reintegração, o militar faz jus as verbas 
remuneratórias retroativas, já que o provimento 
jurisdicional que transitou em julgado, pelo princípio da 
adstrição ao pedido, não determinou esse efeito? Em 
caso afirmativo, quanto ao último quesito, qual o dies a 
quo desse efeito? Com esses questionamentos, os autos 
foram remetidos a V. Exa. para emissão de parecer. OBS: 
1- Decreto n. 2479, de 15.10.1982, revogado pela Lei 
Estadual n. 6833, de 13.02.2006, publicada no DOE 
30624, de 15.02.2006. 2- Regulamento Disciplinar da 
Polícia Militar revogado dispunha em seu art. 31, in 
bem da disciplinaExclusão aLicenciamento everbis:
o siste à oàafasta e toà ex-officio, do Policial Militar 
noprescritoconformeCorporação,dafileirasdas
aLicenciamento§1º.Policiais-Militares.dosEstatuto
sempraçaàaplicadoserdevedisciplinadabem
estabilidade assegurada, mediante a simples análise de 
suas alterações, por iniciativa do comandante, ou por 
ordem das autoridades relacionadas nos itens 1,2,3 e 4 
do art. 10 quando: 1 – a transgressão afete o sentimento 
do dever, a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro 
da classe e como repressão imediata tornando-se assim 
a soluta e teà e ess iaà à dis ipli a .à - Legislação 
vigente à época: Art. 41 do Decreto 3768, de 15 de abril 
de 1985 (atualmente revogado pelo Decreto n. 323 de 
14.08.2003) – áàp açaàse à li e iadaà ex-offi io :àIà- ...II 
...III – A bem da disciplina, quando cometer falta grave 
que a torne incompatível para o desempenho das 
funções de policial- ilita .à à - A título de informação é 
importante ressalvar que o Decreto n. 0323, de 14 de 
agosto de 2003, que aprovou o novo Regulamento de 
Incorporação e Prorrogação de tempo de serviço da 
polícia militar do Estado revogou o Decreto n. 3768, de 
15.04.1985 e, no que concerne ao licenciamento e 
exclusão tratou de assegurara necessidade do devido 
processo legal, nos termos a seguir: Art. 36. O praça será 
excluído da Polícia Militar: III – a bem da disciplina, 
quando cometer falta grave que o torne incompatível 
para o desempenho das funções de policial militar, após 
aà o lus oàdoàp o essoà legal .àáte ç o:àásàdisposiç esà
do Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar do Pará, 
do Regulamento Disciplinar da PM/PA não serão objeto 
de cobrança para efeito de correção, salvo aquelas 
transcritas na prova ou colocadas à sua disposição para 
consulta, haja vista que fazem parte dos fundamentos 
jurídicos discutidos na ação judicial que tramitou no 
âmbito do Poder Judiciário. 
- Resposta: GRADE DE RESPOSTAS ESPERADAS – 
FUNDAMENTOS SUSTENTADORES DAS TESES NO 
PARECER: I – INTERRUPÇÃO - 3,00 pts - Dispõe o art. 219 
doà C digoà deà P o essoà Civil:à áà itaç oà v lidaà to aà
prevento o juízo, induz litispendência e faz litigiosa a 
coisa; e, ainda quando ordenada por juiz incompetente, 
constitui em mora o devedor e interrompe a 
p es iç o .à Qua toà aosà efeitosà daà i te upç oà daà
prescrição, o princípio é de que ela aproveita tão 
somente a quem a promove, prejudicando aquele 
contra quem se processa. II – PODER DE AUTOTUTELA – 
DIES A QUO (2,00 pts) O Supremo Tribunal Federal 
assim trata da matéria nas Súmulas de números 346 e 
473. "346 - A administração pública pode declarar a 
nulidade dos seus próprios atos"; "473 - A 
Administração pode anular seus próprios atos, quando 
eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles 
não se originam direitos, ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos 
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a 
apreciação judicial". CONFRONTAR A JURISPRUDÊNCIA 
ACIMA: Artigo 1º do Decreto–Lei nº 20910/32, que 
disp e:à à ásà dívidasà passivasà daà U i o,à dosà Estadosà eà
dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou 
ação, contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, 
seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos 
contados da data do ato ou fato do qual se originaram. 
Artigo 54 da Lei Federal nº 9.784/99, restringe o direito 
do autocontrole, fixando o prazo improrrogável de 5 
(cinco) anos: O direito da Administração de anular os 
atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis 
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para os destinatários decai, em cinco anos, contados da 
data em que foram praticados, salvo comprovada má-
f . à DI“PO“IÇÕE“à DOà ‘EGIMEà JU‘ÍDICOà - 1 - A ação 
disciplinar prescreverá: I - em 5 (cinco) anos, quanto às 
infrações puníveis com demissão, cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo 
em comissão; - DA OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA 
PRETENSÃO PUNITIVA DA ADMINISTRAÇÃO (SUPREMO 
TRIBUNAL FEDERAL – MS. 22.679/DF, DE 03/09/1998) - 
DIES A QUO - Inexistindo processo administrativo e 
estando a Administração oficialmente ciente das faltas 
através do Boletim datado de 30.03.955, e, ainda, 
considerado o efeito extunc da anulação do ato de 
licenciamento por ausência do devido processo legal 
conforme declarado na sentença judicial transitada em 
julgado, expirou em 30.03.2000 o lapso temporal de 5 
(cinco) anos para a Administração proceder a 
competente ação disciplinar. §1º art. 142 da Lei n. 8112, 
de 11.12.90. O prazo de prescrição começa a correr da 
data em que o fato se tornou conhecido. III - 
RENOVAÇÃO DA AÇÃO DISCIPLINAR EM FACE DA RES 
JUDICATA (2,00 pts) - V. José Armando da Costa, pág. 
.à ássi ale-se, por fim, que nem mesmo o Poder 
Judiciário, no exercício de uma das três frações da 
soberania nacional que lhe compete, poderá 
legitimamente decidir de modo contrário à constituição 
– autoridade da res judicata, art. 5º, inciso XXXVI, 
CF/1988 – nessas lides de natureza disciplinar, deixando 
aberta a chance para que a Administração sucumbente 
desrespeite essa franquia constitucional do indivíduo 
(segurança da coisa julgada). A despeito da respeitável 
posição doutrinária (José Armando da Costa), a grande 
maioria da doutrina admite a renovação da ação 
disciplinar, em face do princípio da indisponibilidade do 
interesse público. Nesse sentido, é o próprio Judiciário 
que, na parte dispositiva de suas decisões, autoriza a 
Administração, em muitos dos casos levados a 
julgamento, a enfrentar novamente, no âmbito interno, 
a apuração do ato administrativo. IV - POSSIBILIDADE 
DE INSTAURAÇÃO DE PROCESSO SEM A REINTEGRAÇÃO 
(2,00 pts) - Art. 41, §2 da Constituição Federal que 
dete i a:à i validadaàpo àse te çaàjudi ialàaàde iss oà
do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem 
direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou 
postoà e à dispo i ilidade .à á d oà doà “up e oà
Tribunal Federal, que, em mandado de segurança, 
anulou o ato demissório de servidor e, sem prejuízo da 
instauração de novo processo disciplinar, determinou a 
reintegração deste. Processo instaurado sem o retorno 
do servidor ao seu cargo. Caso configurador de 
desacato à decisão do STF, em sua parte final. 5 A 
prescrição, nas infrações disciplinares, começa a correr 
da data em que o fato se tornou conhecido (Lei nº 
8.112/90, art. 142, § 1º e Formulação do DASP nº 76). 
Nesse sentido se transcreve acórdão unânime do STF, 
estampado na Reclamação n. 501-1 (Distrito Federal), 
interposta perante a Suprema Corte, em que se denota 
a desobediência a disposição judicial que determinou, 
sem prejuízo de novo processo, a reintegração de um 
servidor que havia sido irregularmente demitido: 
á d oà doà “up e oà T i u alà Fede al,à ue,à e à
mandado de segurança, anulou o ato demissório de 
servidor e, sem prejuízo da instauração de novo 
processo disciplinar, determinou a reintegração deste. 
Processo instaurado sem o retorno do servidor ao seu 
cargo. Caso configurador de desacato à decisão do STF, 
e àsuaàpa teàfi al.à‘e la aç oàpa ial e teàdefe ida .à
No caso de haver reintegração, o militar faz jus as 
verbas remuneratórias retroativas, mesmo em face da 
suposta omissão do provimento jurisdicional que 
transitou em julgado. Assim, o dies a quo desse efeito 
será a data de seu afastamento, presume-se março/95. 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGDF - Ano: 2013 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Atos Administrativos - Peça Jurídica - Em 1987, 
o então governador do Distrito Federal (DF), atendendo 
ao pleito dos servidores públicos da Secretaria da 
Fazenda, resolveu editar decreto para regulamentar a 
remuneração desses servidores. No artigo 10 do referido 
ato normativo, foi estabelecido reajuste automático, 
vinculando a remuneração dos servidores à variação do 
salário mínimo, de modo a combater a perda 
inflacionária ocorrida com o tempo. No referido artigo, 
foi estabelecido como remuneração dos servidores 
públicos o valor referente a vinte salários mínimos. A 
partir da promulgação da Constituição de 1988, o 
governo do DF passou a entender pela inaplicabilidade 
do decreto em razão de sua incompatibilidade com o 
texto constitucional. Inconformados com esse 
entendimento, os servidores públicos resolveram ajuizar 
ação para garantir a aplicabilidade do reajuste 
automático. O caso deu ensejo a vários processos 
judiciais, alguns com concessão de liminar por juízes de 
primeira instância, outros com sentença e alguns já com 
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 20 
decisões favoráveis do tribunal de justiça. Ressalte-se 
que nenhuma das decisões transitou em julgado, tendo 
todas elas sido favoráveis aos servidores, e que o STF 
ainda não decidiu sobre a matéria. O atual governador, 
de modo a resolver o problema, resolveu revogar o 
decreto e solicitarà Procuradoria-Geral do DF a 
elaboração de ação judicial para resolver o caso. Com 
base na situação hipotética apresentada, redija, na 
condição de procurador responsável pelo caso, a peça 
processual apta a atender ao interesse público do DF. Ao 
elaborar a peça, aborde todos os aspectos de direito 
material e processual pertinentes ao caso, observe os 
aspectos formais, dispense o relatório e não crie fatos 
novos. 
- Resposta: 1- Apresentação (legibilidade, respeito às 
margens e indicação de parágrafos) - e estrutura 
textual (organização das ideias em texto estruturado) - 
0,00 a 2,00 2,00 - 2 Desenvolvimento do tema - 2.1 Ação 
judicial adequada: ADPF 0,00 a 5,00 5,00 - 2.2 Objeto da 
ADPF: art. 10 do decreto e decisões judiciais 0,00 a 3,00 
1,50 - 2.3 Requisitos processuais: legitimidade ativa e 
pertinência temática 0,00 a 3,00 - 2.4 Cabimento da 
ADPF: art. 1.º da Lei n.º 9.882/1999 (reparar lesão a 
preceito fundamental decorrente de ato de poder 
público) - 0,00 a 2,00- 2.5 Cabimento da ADPF: indicação 
dos preceitos fundamentais violados (proibição de 
vinculação do salário mínimo para fins de reajuste 
automático e princípio federativo) - 0,00 a 5,00 - 2.6 
Cabimento da ADPF: indicação do ato do poder público 
questionado (art. 10 do decreto e decisões judiciais) - 
0,00 a 5,00- 2.7 Cabimento da ADPF: requisito da 
subsidiariedade (demonstração do não cabimento de 
ADI e ADC / direito pré-constitucional / direito revogado 
/ atos infralegais) - 0,00 a 10,00 - 2.8 Mérito: 
explicação sobre os preceitos fundamentais violados 
(proibição de vinculação do salário mínimo para fins de 
reajuste automático e princípio federativo) - 0,00 a 
10,00- 2.9 Pedidos: liminar (suspensão dos processos e 
dos efeitos das decisões judiciais) e principal 
(declaração de ilegitimidade ou não recepção do art. 10 
do decreto e de inconstitucionalidade das decisões 
judiciais) - 0,00 a 10,00 
Procuradoria Legislativa - Concurso: Câmara Municipal 
de Prudentópolis- Ano: 2014 - Banca: FAU - Disciplina: 
Direito Administrativo - Assunto: Concurso Público - 
PEÇA JUDICIAL - A Câmara Municipal de Prudentópolis 
promoveu um concurso público para preenchimento das 
2 (duas) vagas de zeladora, sendo que o edital do 
respectivo concurso previa o prazo de validade do 
concurso de 2 anos e que o mesmo seria improrrogável. 
O concurso mencionado teve a homologação do 
Resultado Final em 24 de junho de 2012. Após a 
realização do certame, 4 (quatro) candidatas foram 
aprovadas, sendo que a primeira colocada foi convocada 
e tomou posse em 02 de janeiro de 2013. A segunda 
colocada foi convocada, apresentou os documentos, fez 
os exames médicos necessários, mas no dia da posse 
apresentou carta declinando de tal nomeação, pois, por 
motivos particulares, não iria assumir ao cargo público. 
Ato contínuo, a 3ª colocada no certame foi convocada, 
em 20 de março de 2013, para apresentar os 
documentos e realizar os exames médicos necessários. 
Todavia, em decorrência de acidente automobilístico, a 
candidata conseguiu, via Mandado de Segurança, que lhe 
fosse garantida a vaga até a posterior recuperação física 
e lhe fosse proporcionada a realização dos exames 
médicos necessários, o que só ocorreu em 24 de junho 
de 2014. Após a realização dos exames médicos, em 26 
de junho de 2014, a 3ª colocada foi declarada inapta para 
as atividades que deveria desenvolver no serviço público, 
não reclamando da decisão administrativa. Tomando 
conhecimento da não nomeação da 3ª colocada, a 4ª 
colocada, denominada Terezinha Rosa, prontamente 
apresentou requerimento à Câmara Municipal de 
Prudentópolis, solicitando a sua imediata convocação, 
uma vez que a 2ª vaga prevista no edital de abertura do 
certame ainda estava em aberto. Em resposta à 
solicitação da 4ª colocada, o presidente da Casa 
Legislativa nega o pedido da candidata, com o 
fundamento de que o prazo do concurso havia expirado 
e o mesmo não seria prorrogado e seria aberto um novo 
concurso público. Não concordando com a decisão 
exarada no ofício recebido, a 4ª colocada no certame 
impetra Mandado de Segurança com a alegação de que 
está aprovada dentro do número de vagas previstas para 
o cargo de zeladora, pois, apesar de ter sido classificada 
em 4ª lugar, somente 1 (uma) pessoa assumiu o cargo, 
fazendo jus à convocação para continuar no certame. O 
mandamus impetrado pela candidata teve como 
autoridade coatora o presidente da Câmara Municipal de 
Prudentópolis, sendo que o juiz de primeiro grau 
concedeu a segurança à candidata, sob o fundamento de 
que a Câmara Municipal deixou expirar o prazo de 
concurso havendo vagas a serem preenchidas e 
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 21 
candidatos classificados aptos à nomeação e que uma 
vez que a impetrante está aprovada no concurso e tendo 
em vista que existe uma vaga sem preenchimento, 
flagrante é o seu direito líquido e certo à nomeação. Da 
decisão de primeiro grau, o advogado da Câmara 
Municipal é devidamente intimado e, apesar de 
reconhecer que inexiste obscuridade, contradição ou 
omissão na decisão tem o início do seu prazo em 09 de 
julho de 2014para manejar a peça processual cabível, 
uma vez que pretende a reforma da decisão do juízo 
monocrático. Diante da situação hipotética descrita 
acima, na qualidade de advogado da Câmara Municipal 
de Prudentópolis, redija a peça processual cabível, 
observando as regras formais e alegando toda a matéria 
jurídica aplicável ao caso. O candidato deverá, ainda, 
datar a peça judicial no último dia do prazo processual, 
considerando as regras processuais cabíveis. 
- Resposta: O enunciado exigia do candidato a 
apresentação de um Recurso de Apelação. 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 
VARA CÍVEL DA COMARCA DE PRUDENTÓPOLIS – 
PARANÁ. Autos nº- A CÂMARA MUNICIPAL DE 
PRUDENTÓPOLIS e/ou PRESIDENTE DA CÂMARA 
MUNICIPAL DE PRUDENTÓPOLIS, já qualificada nos 
presentes autos supra mencionado, impetrado por 
TEREZINHA ROSA, vem por intermédio de seu advogado 
infra assinado, com base nos arts. 513, 514 e 515 do 
CPC, c/c. art. 14 da Lei 12.016/2009, apresentar 
RECURSO DE APELAÇÃO, em face de sentença de fls. 
Requer, assim, o recebimento do presente recurso em 
seus efeitos devolutivos e suspensivos. (art. 520 do CPC). 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
Prudentópolis-PR., 7 de agosto de 2014. ADVOGADO - 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PRESIDENTE DO 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ. Autos nº - Origem: 
Vara Cível da Comarca de Prudentópolis. Recorrente: 
Câmara Municipal de Prudentópolis e/ou Presidente da 
Câmara Municipal de Prudentópolis. Recorrida: 
Terezinha Rosa. - Egrégio Tribunal - Colenda Turma. I – 
BREVE RESUMO DOS FATOS - Neste item, o candidato 
deve demonstrar capacidade de narrar os fatos de 
forma concisa e clara. II – FUNDAMENTAÇÃO DOS 
FATOS E DO DIREITO - Neste item, o candidato deve 
demonstrar conhecimento jurídico, bem como a 
construção ordenada de sua fundamentação. A 
fundamentação correta está no posicionamento do 
Tribunal de Justiça do Paraná, seguindo o 
posicionamento do Superior Tribunal de Justiça de que a 
inércia da administração pública, em convocar os 
candidatos aprovados, não pode fazer com que 
convoque os demais aprovados após o exaurimento do 
prazo do concurso. III – DO PEDIDO DE REFORMA - Ante 
o exposto, requer o recebimento do presente recurso, 
sendo-lhe concedido provimento, para reformar a 
sentença de primeiro grau e negada a segurança 
pleiteada pela impetrante ora recorrida, pelos fatos e 
fundamentos acima expostos. 3.12 A prova prática 
processual será avaliada considerando-se os seguintes 
aspectos: ASPECTO PONTUAÇÃO MÁXIMA 
Conhecimento técnico-científico sobre a matéria - 2,5 - 
Sistematização lógica 2,5 - Nível de persuasão 2,5 - 
Adequada utilizaçãodo vernáculo 2,5 - A prova Prática 
será avaliada considerando-se os seguintes aspectos: a) 
o conhecimento técnico-científico sobre a matéria; O 
candidato deve apresentar conhecimento teórico e 
prático a respeito do assunto/tema abordado pela 
questão, demonstrando conhecimento do recurso a ser 
apresentado, da peça e prazo para a interposição deste 
recurso, endereçamento e pedidos na peça de 
interposição e das razões. Estrutura da peça escolhida, 
clareza e no pedido. Conhecimento sobre a regra e 
prazo do concurso público. b) Sistematização Lógica - A 
resposta elaborada deve ser concernente ao tema 
proposto pela questão: Deverá o candidato apresentar 
um recurso de apelação utilizando-se dos fatos 
apresentados na pergunta, não podendo acrescentar 
fatos novos que aumentem ou diminuam a 
problematização da questão. Deverá apresentar uma 
construção lógica das ideias, sem criar hipóteses não 
apresentadas na questão. c) Nível de persuasão; A 
argumentação apresentada pelo candidato deve ser 
pertinente e clara, capaz de convencer seu interlocutor 
a respeito do ponto de vista defendido, além de 
demonstrar conhecimento aplicado ao tema da 
questão. d) Adequada utilização do vernáculo; A 
resposta elaborada deve apresentar em sua estrutura 
textual: constituição dos parágrafos conforme o assunto 
abordado, estruturação dos períodos no interior dos 
parágrafos (coerência entre porções textuais, relação 
lógica entre as ideias propostas, emprego adequado de 
articuladores no interior das porções textuais). 
Procuradoria Legislativa - Concurso: Assembléia 
Legislativa - TO - Ano: 2011 - Banca: UEPI - Disciplina: 
Direito Administrativo - Assunto: Contrato Público - A 
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 22 
Câmara Municipal de Teresina realizou licitação para a 
contratação de empresa de prestação de serviços de 
limpeza e conservação. A vencedora foi a SERVIÇOS 
LTDA, que celebrou, em 01/06/2011, o contrato com a 
entidade municipal. A partir de 05/09/2011, a contratada 
deixou de fornecer os serviços sob o argumento de que a 
Câmara Municipal atrasou o pagamento da 
contraprestação correspondente aos meses de julho e 
agosto, além de alterar, unilateralmente, o objeto 
contratual, o que resultou numa diminuição no valor do 
contrato de 15%, causando prejuízo financeiro à 
organização empresarial. Tomando conhecimento da 
interrupção dos serviços, o Presidente da Câmara 
determinou a abertura de processo administrativo para 
apuração dos fatos. O processo culminou com a rescisão 
unilateral do contrato e a aplicação de penalidade 
disciplinar à contratada, que foi suspensa de licitar e 
contratar com a Câmara Municipal pelo prazo de 2 (dois) 
anos, por decisão publicada no órgão oficial em 
03/10/2011, e, na mesma data, dado ciência à empresa 
contratada. A Câmara Municipal, ato contínuo, procedeu 
à contratação emergencial de empresa do ramo de 
serviços de limpeza, até a finalização de novo processo 
de licitação. Contra o ato do Presidente da Câmara, a 
SERVIÇOS LTDA impetrou, em 26/03/2012, mandado de 
segurança para anular a rescisão e a penalidade, além de 
tentar impedir a nova contratação realizada pela Câmara. 
Em sua pretensão de manter o contrato, a empresa 
argumentou na petição:A Câmara Municipal não poderia 
rescindir unilateralmente o contrato, uma vez que 
restava presente a justa causa para a interrupção de sua 
execução; A recusa na continuidade do contrato teria 
respaldo na regra da exceptio non adimpleticontractus 
(exceção do contrato não cumprido); A mudança de 
quantitativo do objeto contratual somente seria legítima 
com a concordância das partes contratantes, não 
podendo ser imposta de forma unilateral, pelo que, 
sendo ilícita a imposição do poder público, ilícita também 
seria a decisão de rescisão; A decisão da Câmara 
Municipal de alterar o contrato teria violado o princípio 
do equilíbrio econômico-financeiro, que deve sempre 
existir no contrato administrativo; A realização de nova 
contratação, sem licitação, representa uma afronta ao 
princípio da isonomia e da competitividade. Por fim, 
requereu a condenação da Câmara Municipal ao 
pagamento dos valores não quitados, referentes ao 
meses de julho e agosto. Com base na situação 
hipotética descrita acima, elabore as informações ao 
Mandado de Segurança, que serão prestadas pela 
autoridade coatora, rebatendo, de forma fundamentada, 
os itens apontados pela Impetrante. Atenção: atenha-se 
aos fundamentos jurídicos, dispensando o 
endereçamento. 
- Resposta: Questões indicadas e que deveriam ser 
atacadas na peça: 1) Poderia, nos termos do disposto no 
art. 79 (I e V), posto ter ocorrido o não cumprimento de 
cláusula contratual e se encontrar ausente justa causa 
para a paralização. 2) A exceção do contrato não 
cumprido (exceptio non adimpleti) não poderia ser 
invocada pelo particular. A Lei nº 8.666/93 prevê 
apenas duas hipóteses (art. 78, XV e VXI) em que a 
exceção do contrato não cumprido pode ser utilizada 
pelo particular: (i) atraso de 90 (noventa) dias dos 
pagamentos devidos; (ii) não liberação, pela 
Administração, de área, local ou objeto para execução 
de obras, serviço ou fornecimento, nos prazos 
contratuais, bem como fontes de materiais naturais 
especificadas no projeto. 3) A alteração quantitativa do 
objeto contratual poderia ser realizada pela 
Administração. A Lei nº 8.666/93 (art. 65, § 1º) fixa os 
limites dos percentuais que devem ser observados pela 
Administração. O dispositivo é imperativo ao consignar 
que o contratado fica obrigado a aceitar a redução 
apontada. 4) Não houve violação ao equilíbrio 
e o i o‐fi a ei oà doà o t ato.à áà di i uiç oà doà
escopo contratual representava circunstância previsível 
quando da celebração do contrato por expressa 
disposição legal apontada em 3. 5) A nova contratação 
levada a efeito decorreu da necessidade de não haver 
interrupção do serviço, o que causaria transtornos de 
toda ordem à Câmara Municipal. A realização de uma 
nova contratação, sem licitação, não se constitui, pois, 
em ato ilegal, violador do princípio da isonomia e 
competitividade. Diante da necessidade de não se poder 
interromper o serviço e tendo em vista o lapso de tempo 
demandado para realização de novo processo 
li itat io,à aà situaç oà e aà deà p o ede ‐seà o à u aà
contratação por dispensa de licitação, via emergência 
(art. 24, IV da Lei n. 8.666/93). A situação de 
emergência não decorreu de vontade da Administração. 
O princípio da isonomia e da competitividade, nestes 
casos, cede ao interesse público maior a ser tutelado 
pela Administração. 6) Não é possível o pedido de 
pagamento dos valores não quitados, pois o Mandado 
de Segurança não é substitutivo de ação de cobrança, 
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 23 
conforme Súmula nº 269, do Supremo Tribunal Federal. 
7) ainda um defeito era de ser observado, o qual 
motivaria a arguição de uma preliminar: aimpetração 
ocorreu após decorridos mais de 120 dias do ato coator. 
Advocacia de Estatais - Concurso: EPE - Ano: 2010 - 
Banca: CESGRANRIO - Disciplina: Direito Administrativo 
- Assunto: Contrato Público - Uma empresa pública 
federal, após regular procedimento licitatório, celebrou 
contrato de prestação de serviços de limpeza e 
conservação das unidades do imóvel onde funciona sua 
sede, pelo prazo de 12 meses. Expirado o prazo 
contratual, a empresa contratada prosseguiu prestando 
os serviços por mais três meses, sem qualquer oposição 
da administração pública, muito embora não tenha 
havido prorrogação do ajuste. Constatando que a 
prestação do serviço vinha ocorrendo sem a devida 
cobertura contratual, o Diretor-Presidente da empresa 
pública formula consultaà sua assessoria jurídica 
indagando como proceder juridicamente em relação ao 
assunto. Na qualidade de assessor jurídico, emita o 
parecer. 
- Resposta: RESPOSTA - 1) Necessidade de o candidato 
apresentar uma EMENTA, consolidando os principais 
aspectos a serem abordados no parecer. 
Exemplo:EMENTA: Prestação de serviços sem a devida 
cobertura contratual. Nulidade. Artigo 60, parágrafo 
único, da Lei nº 8.666/93. Provada a efetiva prestação 
do serviço, a Administração Pública tem o dever de 
indenizar o prestador do serviço, sob pena de 
enriquecimento sem causa. Necessidade de apuração 
de responsabilidades no âmbito da entidade. 2) 
Necessidade de o candidato iniciar o parecer 
SINTETIZANDO A CONSULTA FORMULADA E INDICANDO 
Oà CON“ULENTE.à Exe plo:à T ata-se de consulta 
formulada pelo Senhor Diretor- Presidente desta 
Empresa Pública Federal a respeito das implicações 
jurídicas decorrentes da prestação de serviços de 
limpeza e conservação durante o período de três meses 
se àaàdevidaà o e tu aà o t atual. à àNe essidadeàdeà
o candidato abordar A NORMA DO ARTIGO 60, 
PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 8.666/93, QUE 
CONSIDERA NULO E SEM NENHUM EFEITO O CONTRATO 
VERBAL CELEBRADO COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, 
resultando, portanto, em prática abertamente contrária 
à lei a prestação de serviços sem a devida cobertura 
contratual. 4) Necessidade de o candidato registrar que 
o TERMO DE AJUSTE DE CONTAS é o instrumento legal 
que tem por finalidade regularizar os contratos não 
formalizados e autorizar o pagamento de despesas 
contraídas sem prévio empenho. Vale dizer, trata-se do 
instrumento a ser utilizado nos casos excepcionais em 
que, em hipótese de extrema e comprovada urgência, 
ocorre o fornecimento de bens ou a prestação de 
serviços à Administração Pública sem a necessária 
cobertura contratual. A respeito do tema, confiram-se 
as lições do Professor Marcos Juruena Villela Souto, em 
sua obra Direito Administrativo Contratual (Rio de 
Janeiro: Lumen Juris, 2004, pg. 391): Diz-se que a 
vigência ocorre, em regra, com a assinatura porque há 
casos em que esta só tem o condão de reconhecer 
efeitos contratuais pretéritos. É o que ocorre nos casos 
de extrema e comprovada urgência, em que a 
formalização deverá ocorrer tão logo seja possível, 
convalidando a obra, compra ou serviço cuja execução 
já tenha porventura se iniciado, pelo seu caráter 
inadiável – princípio da continuidade do serviço público. 
Trata-se de exceção à regra de que é vedado atribuir 
efeitos retroativos aos contratos ou às suas alterações, 
sob pena de invalidade e responsabilidade de que lhe 
deu causa. Como é vedado o contrato verbal, tais 
pactos de efeitos retroativos são formalizados por 
Te osà deà ájusteà deà Co tas ,à oà ualà seà ide tifi aà eà
quantifica o objeto, bem como é reconhecida a sua 
prestação à Administração, que, em contrapartida, 
oferece uma reparação equivalente ao custo atualizado 
do bem ou serviço entregue. 5) Necessidade de o 
candidato fixar a NATUREZA INDENIZATÓRIA DO 
TERMO DE AJUSTE DE CONTAS, explicitando que é o 
PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO ENRIQUECIMENTO SEM 
CAUSA nas relações contratuais que justifica a 
celebração do termo de ajuste de contas e o 
consequente reconhecimento da dívida. Trata-se, em 
verdade, de reflexo dos princípios da moralidade e da 
boa-fé administrativa no campo das relações 
contratuais. Com efeito, a boa-fé funciona como 
antídoto para vedar que o Poder Público acabe se 
enriquecendo sem justa causa e em detrimento do 
sacrifício de particulares que com ele colaboram em 
situações de extrema urgência. Nesse sentido, aliás, é o 
próprio artigo 59 da Lei n.º 8.666/93 que, em seu 
parágrafo único, estabelece que a declaração de 
nulidade não exonera a Administração do dever de 
indenizar o contratado pelo que este houver 
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 24 
efetivamente executado até a data de tal declaração, 
desde que esta não lhe seja imputável. 6) Necessidade 
de o candidato abordar a questão relativa à 
RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR DO AGENTE QUE SE 
OMITIU NA FISCALIZAÇÃO DO CONTRATO e que acabou 
permitindo a prestação do serviço sem cobertura 
contratual. Fixar a necessidade de instauração de 
processo tendente a apurar a responsabilidade 
administrativa pela situação noticiada na consulta. 7) 
Necessidade de o candidato sugerir a IMEDIATA 
INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO LICITATÓRIO 
visando à celebração de contrato para dar 
prosseguimento aos serviços de limpeza e conservação, 
sendo necessário proceder a uma DISPENSA 
EMERGENCIAL DE LICITAÇÃO, COM BASE NO ARTIGO 24, 
INCISO IV, da Lei n. 8.666/93, para a prestação do 
serviço enquanto não for ultimado o procedimento 
licitatório, respeitando-se o prazo máximo de 180 
(cento e oitenta) dias e observando-se a norma do 
artigo 26 da Lei nº 8.666/93. 
Advogado - Concurso: Junta Comercial de Santa 
Catarina - Ano: 2013 - Banca: FEPESE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Contratos Públicos - Uma 
sociedade comercial, visando assinar contrato com a 
Administração Pública, requereu à Junta Comercial do 
Estado de Santa Catarina a emissão de certidão para fins 
de comprovação de exclusividade. No pedido, solicitou 
que ficasse consignado no documento que é 
representante comercial exclusivo de determinado 
produto. O processo interno foi encaminhado à 
Procuradoria Jurídica para parecer. Deve o candidato 
analisar a possibilidade jurídica da emissão de referido 
documento. 
- Resposta: Objetiva a questão saber se a Junta 
Comercial detém atribuição para atestar a 
exclusividade de determinada empresa para o fim 
específico de comprovação a que se refere o inciso I, do 
art. 25, da Lei n. 8.666/93, de 21 de junho de 1993. 
Comprovação essa que, torna a empresa apta a ser 
contrata por meio de inexigibilidade de licitação pelos 
órgão e entidades da Administração Pública. A resposta 
é negativa. Não está entre as atribuições e/ou 
competência da Junta Comercial emitir/lavrar 
documento de tal natureza. Isso porque, de acordo com 
a Lei n. 8.934, de 18 de novembro de 1994, o Registro 
Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins, 
possui as seguintes finalidades; I - dar garantia, 
publicidade, autenticidade, segurança e eficácia aos 
atos jurídicos das empresas mercantis, submetidos a 
registro na forma desta Lei; II - cadastrar as empresas 
nacionais e estrangeiras em funcionamento no País e 
manter atualizadas as informações pertinentes; e, III - 
proceder à matrícula dos agentes auxiliares do 
comércio, bem como ao seu cancelamento (art. 1º). Às 
Juntas Comercia incumbe registrar e dar publicidade 
aos atos constitutivos e alterações posteriores dos 
empresários e sociedades mercantis do Estado de Santa 
Catarina, conferindo-lhes personalidade jurídica; 
conceder a matrícula e seu cancelamento dos leiloeiros, 
tradutores públicos e intérpretes comerciais trapicheiros 
e administradores de armazéns gerais; o arquivamento 
das empresas mercantis registradas e dos agentes 
auxiliares do comércio. Ademais, há previsão legal 
expressa vendando a emissão de atestado de 
exclusividade para fins de licitação, conforme se extrai 
da Instrução Normativa n. 123, de 20 de dezembro de 
2012, que dispõe sobre a expedição de certidões, entre 
outros assuntos, a saber: Artigo 10. A Junta Comercial 
não atestará comprovação de exclusividade, a que se 
refere o inciso I, do art. 25, da Lei n. 8.666/93, de 21 de 
junho de 1993, limitando-se, tão somente, à expedição 
de inteiro teor do ato arquivado, devendo constar da 
certificação que os termos do ato são de exclusiva 
responsabilidade da empresa a que se referir. 
Advocacia de Estatais - Concurso: CASA DA MOEDA - 
Ano: 2009 - Banca: CESGRANRIO - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Convênio - Autarquiafederal 
celebrou convênio de cooperação técnica com instituição 
brasileira, sem fins lucrativos, incumbida 
estatutariamente do desenvolvimento institucional, 
tendo por objeto a implementação e o gerenciamento de 
programa de gestão da folha de pagamento dos 
servidores vinculados à autarquia, mediante o 
pagamento de uma taxa de administração. Emita parecer 
abordando a juridicidade da celebração do convênio. 
- Resposta: Basta uma singela leitura do objeto 
contratual para se concluir, sem maiores dificuldades, 
que o ajuste sub examine não pode ser caracterizado 
como verdadeiro convênio; trata-se, ao contrário, de 
contrato travestido de convênio, em que a obrigação 
principal do ente público é repassar os recursos 
financeiros necessários à execução do objeto e fiscalizá-
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 25 
lo e, de outro lado, a obrigação principal da entidade 
privada é executar o objeto contratual. Ora, como de 
conhecimento convencional, o convênio tem em comum 
com o contrato tão-somente o fato de ser um acordo de 
vontade. Cada qual, porém, apresenta características e 
tratamento próprios, sendo que o principal elemento de 
distinção concerne aos interesses das partes, que, no 
contrato, são opostos e contraditórios, ao passo que no 
convênio, são convergentes e recíprocos. No contrato, 
as partes têm interesses opostos: o ente pagador deseja 
a prestação dos serviços, o fornecimento de um bem ou 
a execução de uma obra, enquanto que o prestador de 
serviços/vendedor/empreiteiro tem o foco na 
remuneração. A professora Maria Sylvia Zanella Di 
Piet o,à e à suaà o aà Pa e iasà aà ád i ist aç oà
Pú li a ,à es la e eà aà dife e iaç oà e t eà asà fo asà deà
ajuste ora examinadas mediante a apresentação 
pontual das características básicas dos convênios. 
Confira-se:à a.à osà e tesà o ve iadosà t à o jetivosà
institucionais comuns e se reúnem, por meio do 
convênio, para alcançá-los; (...) b. os partícipes do 
convênio têm competências institucionais comuns; o 
resultado alcançado insere-se dentro das atribuições de 
cada qual; c.no convênio, verifica-se a mútua 
colaboração, que pode assumir várias formas, como 
repasse de verbas, uso de equipamentos, de recursos 
humanos e materiais, de imóveis, de know-how ou 
outros; por isso mesmo, no convênio não se cogita de 
preço ou e u e aç o; à O a,à oà p ese teà aso,à estaà
indene a qualquer dúvida que não se cogita de mera 
transferência de recursos vinculada à consecução de 
objeto específico comum, mas, ao contrário, trata-se de 
relação tipicamente sinalagmática, em que 
indisfarçavelmente a autarquia pretende a prestação de 
serviços por parte da instituição conveniada e, 
pretendendo burlar o necessário procedimento 
licitatório que deveria preceder o ajuste, o fez 
atribuindo-lhe o nomen juris de convênio. O fato de ao 
ajuste ter sido atribuída a denominação de convênio 
absolutamente não tem o condão de desnaturar a sua 
verdadeira essência contratual. Nesse sentido, é 
suficiente reportar-se à norma do artigo 2º, parágrafo 
único, da Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 
Por outro lado, tampouco serve de fundamento para 
sustentar-seàaàlegalidadeàdaà ele aç oàdoà o v io àaà
hipótese de contratação direta prevista no artigo 24, 
inciso XIII, da Lei nº 8.666/93. Isso porque a 
possibilidade de dispensa de licitação contemplada 
naquele dispositivo legal pressupõe a observância dos 
requisitos exigidos pelo artigo 26 do mesmo diploma, 
mediante a formalização de um procedimento de 
dispensa de licitação em que a autoridade 
administrativa deve evidenciar a hipótese de 
contratação direta, a razão da escolha do executante, 
bem como a justificativa do valor contratual (no caso, a 
taxa de administração). Conclusão: ilegalidade do 
convênio, por violação ao princípio licitatório. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-São Bernardo 
do Campo - SP - Ano: 2012 - Banca: IBAM - Disciplina: 
Direito Administrativo - Assunto: Desapropriação - 
Prefeito do Município de Alta Vista chama ao seu 
gabinete um Procurador do Município. Comunica-lhe a 
necessidade urgente de construir casas populares para 
comunidade de baixa renda que vive em zona de risco. 
Diz-lhe que não foi encontrado espaço físico habitável, 
desocupado e suficiente para a construção das moradias. 
Seu interesse é construí-las onde hoje se encontra imóvel 
de propriedade de um particular. O Prefeito mostrou 
ao Procurador o ato administrativo pertinente ao caso, 
editado em 02/02/2012. Pelo conteúdo, este verificou 
que se tratava de medida urgente e que havia 
autorização para a venda futura das casas que fossem 
construídas. O Prefeito informou também que tentou 
concretizar seu objetivo extrajudicialmente, mas não 
logrou êxito. O imóvel visado está localizado na zona 
urbana e é de propriedade do Sr. Bruno da Silva. A 
Prefeitura, no ano anterior, avaliou o bem, para fins 
tributários, em R$ 3.000.000,00. Corretor de imóveis, em 
30/01/2012, apurou o valor real do imóvel em R$ 
5.000.000,00. Em 06/02/2012, o proprietário realizou 
reparos na instalação elétrica, em razão de uma forte 
chuva que a danificou, no valor de R$ 30.000,00 e 
construiu um jardim com chafariz na entrada do imóvel, 
no valor de R$ 35.000,00. O imóvel está locado pelo valor 
de R$ 15.000,00 mensais à Sociedade Castelo Ltda., cujos 
sócios são o Sr. Daniel de Oliveira e o Sr. Eduardo de 
Almeida. O faturamento anual da Sociedade é de R$ 
2.000.000,00 e seu fundo empresarial foi 
avaliado, 08/12/2011, em R$ 20.000.000,00. Diante da 
situação hipotética apresentada, na qualidade de 
Procurador do Município, elabore a medida judicial 
apropriada para atender à pretensão do Prefeito. Além 
da narração dos fatos determinados, pertinentes e 
relevantes, apresente os fundamentos legais de 
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 26 
direito material e processual aplicáveis ao caso. 
Considere que o Município de Alta Vista está situado em 
Comarca de Vara única. Os dados eventualmente 
ausentes no contexto da situação hipotética, se 
obrigatórios sob o aspecto legal, devem ser 
complementados, observada a respectiva pertinência 
temática. 
- Resposta: Endereçar a peça ao Juízo de Vara única do 
Município de Alta Vista. CPC, art.282, I c/c art.95; Lei 
4.132/62, art.5º c/c Dec.-lei 3.365/41, art. 11. (1,0). 
Identificar e qualificar o Município de Alta Vista como 
legitimado para figurar no pólo ativo da relação 
processual. (01). CRFB, art. 23, IX c/c CPC, art.282, II c/c 
Lei 4.132/62, art.5º c/c Dec-lei 3.365/41, art. 13. (5,0). 
Ide tifi a à o eta e teà oà p o edi e toà o eà daà
aç o :àaç oàdeàdesap op iaç o.àCPC,àa t.à ,àVà / àLeià
4.132/62, art. 1º. (5,0) Identificar e qualificar o Sr. 
Bruno da Silva como legitimado para figurar no pólo 
passivo da relação processual, por ser ele o proprietário 
do imóvel desapropriado. CPC, art.282, II c/c Lei 
4.132/62, art.5º c/c Dec-lei 3.365/41, art. 13. (5,0). 
Indicar os fatos determinados, relevantes e necessários 
que justifiquem a desapropriação, imprescindivelmente: 
a necessidade de construção de casas populares em 
razão do risco, a edição do ato administrativo de 
declaração de interesse social, a autorização para 
venda das casas construídas e a impossibilidade do 
acordo extrajudicial. CPC, art.282, III c/c Lei 4.231/62, 
art. 2º, V c/c Dec-lei 3.365/41, arts..2º e 10 c/c Lei 
4.132/62, arts. 4º e 5º. (15,0). Indicar fundamentos 
jurídicos que justifiquem a competência comum do 
Município para promover a construção de moradias e, 
em consequência, a desapropriação por interesse social 
e a imissão provisória na posse em razão da urgência, 
bem como o dever de pagar justa e prévia indenização 
CRFB, art. 23, IX c/cLei 4.132/62, art. 2º, V; Lei 
4.132/62, art. 5º c/c Dec-lei 3.365/41, art. 15, §1º, c; 
CRFB, art. 5º, XXIV c/c art. 182, §3º. (20,0). Indicar os 
requisitos procedimentais específicos: instrução da 
petição inicial com a planta ou descrição do imóvel e do 
Jornal oficial que publicou o decreto de desapropriação. 
Dec-lei 3.365/41, art. 13 (10,0). Formular requerimento 
de imissão provisória na posse. Dec-lei 3.365/41, art. 15. 
(7,0). Indicar o valor do depósito para imissão provisória 
na posse, consistente no valor cadastral do imóvel. 
Dec.-lei 3.365/41, art. 15, §1º, c c/c verbete n. 652 da 
Súmula do STF. (7,0). Elaborar o pedido de 
desapropriação. CPC, art. 282, IV. (5,0). Indicar o preço 
ou indenização cabível, consistente na soma do valor 
real mais as benfeitorias necessárias. Considerar-se-á 
como valor real aquele indicado no enunciado e 
apurado pelo corretor de imóveis ou o valor cadastral 
do imóvel, desde que fosse desconsiderado, 
justificadamente, aquele valor como valor real. 
Excluem-se as benfeitorias voluptuárias e eventuais 
prejuízos sofridos pelo locatário Dec-lei 3.365/41, art. 
13 c/c art. 26, §1º. (5,0). Elaborar o requerimento de 
fixação dos juros compensatórios na alíquota máxima 
de 12% a.a, que deve incidir sobre a eventual diferença 
entre o valor fixado na sentença e 80% do preço ou 
Dec.-lei 3.365/41, art. 15-A c/c verbetes n. 408, da 
Súmula do STJ, e n. 618, da Súmula do STF. ADI 2.332-2 
(7,0) indenização ofertados. Elaborar requerimento de 
citação (AR ou mandado). CPC, arts. 221 e c/c art. 282, 
VII;Lei 4.132/62, art. 5º c/c Dec-lei 3.365/41, art. 16. 
(1,0). Elaborar protesto por provas, principalmente, por 
prova pericial. CPC, art. 282, VI. (1,0). Indicar o valor da 
causa, consistente na soma do valor real mais as 
benfeitorias necessárias.Considerar-se-á como valor 
real aquele indicado no enunciado e apurado pelo 
corretor de imóveis ou o valor cadastral do imóvel, em 
conformidade com a indenização ofertada. CPC, art. 
258. (5,0). Indicar local, data e assinatura. (1,0) 
Advocacia-Geral da União - Concurso: Advogado da 
União - Ano: 2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Improbidade Administrativa - 
PEÇA JUDICIAL - O Ministério X, iniciando a 
implementação de projeto de acesso amplo da 
população carente a determinado serviço, procedeu a 
processo licitatório visando adquirir 40 vans para 
viabilizar o atendimento móvel ao publico. Mediante 
pesquisa efetuada pelo setor competente, verificou-se 
que o preço médio de cada veiculo seria 
aproximadamente R$ 55 mil. O diretor administrativo do 
Ministério X, Francisco, competente para discutir sobre 
procedimentos licitatórios, determinou à comissão de 
licitação que a licitação fosse desmembrada, a fim de 
serem adquiridos separadamente os veículos e os 
equipamentos necessários à execução do serviço, 
optando-se pela modalidade convite, de forma que 
fossem adquiridos, em cada um dos procedimentos, 
respectivamente, uma van e os materiais para equipá-la. 
A comissão de licitação, formada por Carlos, seu 
presidente Lauro e Marcos, verificou que a aquisição dos 
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 27 
veículos e dos equipamentos em separado elevaria o 
preço de cada veiculo para R$80 mil, além de a forma 
determinada para aquisição contrariar a legislação de 
regência. Francisco explicou aos membros da comissão 
que tal procedimento poderia ser benéfico para todos, 
dado o fato de seu filho Antônio ser proprietário da 
empresa Filantropia, de revenda dos equipamentos 
necessários a prestação do serviço, e de seu sobrinho 
Zeus, ser gerente da revendedora de Veículos 
Honestidade, no Distrito Federal. Assim, segundo 
Francisco, cada um dos envolvidos no processo licitatório 
perceberia algum dinheiro extra ao final do processo, 
caso a aquisição fosse efetuada da forma por ele 
prevista. Em reunião posterior, presentes o diretor 
administrativo, Zeus, Antônio e os três membros da 
comissão, ficou acertado que os veículos seriam 
adquiridos por R$ 110 mil a fim de que a diferença entre 
o preço real e o de venda fosse dividida entre eles. 
Assim, a comissão de licitação, sem recorrer a consultoria 
jurídica do ministério e visando demonstrar que as 
exigências legais estavam sendo cumpridas, passou a 
enviar, a cada semana, uma carta-convite à empresa 
Filantropia, e outra à concessionária Honestidade, além 
de encaminhar outras duas cartas a pessoas jurídicas 
inexistentes, que, mediante fraude perpetrada por Zeus 
e Antônio, apresentavam proposta com valor bastante 
elevado. Assim, somente as propostas da Revendedora 
de Veículos Honestidade e da empresa Filantropia eram 
aceitas. Encerradas as aquisições em dezembro de 2007, 
Marcos, por distração, revelou a dois antigos colegas de 
trabalho, Celso e Dário, que a compra dos veículos 
destinados ao projeto de acesso amplo da população 
carente ao mencionado serviço rendera-lhe mais do que 
o esperado e, assim, conseguiria adquirir uma casa de 
dois quartos com piscina no Distrito Federal. Intrigados, 
Celso e Dário perguntaram-lhe como isso havia sido 
possível. Na certeza de que estes gostariam de participar 
de um esquema dessa natureza, Marcos revelou-lhes 
como ocorreria a aquisição dos veículos, a qual 
possibilitara que cada um dos envolvidos tivesse auferido 
o lucro de R$ 200 mil. Celso, após o conhecimento dos 
fatos, contou o fato narrado por Marcos ao consultor 
jurídico do Ministério X. De posse de tais informações, o 
referido consultor requisitou os autos do processo 
licitatório e verificou as irregularidades cometidas por 
Francisco, Carlos, Lauro, Marcos, Zeus e Antônio. Em 
seguida, representou o fato ao ministro de Estado, que, 
ato contínuo, instaurou processo disciplinar, cuja 
comissão constituída ouviu os depoimentos dos 
envolvidos no processo licitatório bem como os de Celso 
e de Dário, tendo estes relatado tudo que havia sido 
contado por Marcos. Os depoimentos dos envolvidos 
bem como as suas declarações de bens apontaram ter 
havido, após o término do processo licitatório, 
incremento no patrimônio de cada um deles 
incompatível com a renda declarada. Em 2008, Francisco 
adquirira uma chácara no valor de R$ 190 mil, Marcos, 
uma casa no valor de R$ 200 mil, Carlos, uma casa de 
praia no valor de R$ 195 mil, Lauro, um veiculo 
importado no valor de R$ 185 mil, Antônio, um 
apartamento no valor de R$ 190 mil e Zeus uma casa no 
valor de R$ 200 mil. Diante das irregularidades 
verificadas no processo licitatório e de posse do relatório 
final da comissão responsável pelo processo disciplinar, o 
consultor jurídico do Ministério X encaminhou cópias das 
informações e de todos os documentos colhidos à 
Procuradoria-Regional da União da 1ª Região. 
Considerando essa situação hipotética, elabore, na 
qualidade de Advogado da União, a petição inicial de 
ação de improbidade administrativa, deduzindo as 
matérias de mérito e processuais, aplicáveis ao caso. 
- Resposta: 1 Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade; respeito às margens; paragrafação) - 2 
Desenvolvimento do tema, 2.1 Ação civil com rito 
ordinário / Competência: vara da Justiça Federal do DF / 
Valor da causa fixado no montante do prejuízo sofrido 
pelo erário (aproximadamente R$ 2.200.000,00, mais 
juros e correção monetária); 2.2 Pólo ativo: União 
(pessoa jurídica de direito público interno) / Pólo 
passivo: Antônio, Zeus, além de Francisco, Marcos, 
Lauro e Carlos – com as devidas qualificações; 2.3 
Fracionamento da licitação / Compras balizadas pelos 
preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da 
administração pública / Ofensa ao princípio da 
competitividade / Não oitiva da assessoria jurídica; 2.4 
Descrição dos fatos e indicação dos documentos 
comprobatórios / Condutados réus: enriquecimento 
ilícito e ato lesivo ao erário; 2.5 Pedido de liminar de 
indisponibilidade dos bens dos réus / fumus boni iuris e 
periculum in mora / Oficiar DETRAN e cartórios; 2.6 
Requerimento de intimação do Ministério Público e 
notificação dos réus para manifestação por escrito / 
Recebimento da inicial e citação dos réus / 
Requerimento de procedência do pedido para 
condenação dos réus. 
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Advocacia-Geral da União - Concurso: Procurador do 
Banco Central - Ano: 2013 - Banca: CESPE - Disciplina: 
Direito Administrativo - Assunto: Lei de Acesso à 
Informação - Empresa do ramo jornalístico, de âmbito 
nacional, apresentou ao Departamento de Comunicação 
do BACEN, com fundamento na Lei n.º 12.527/2011, Lei 
de Acesso à Informação (LAI), diversos pedidos relativos 
à remuneração percebida por servidores ocupantes de 
cargo de direção, às despesas realizadas pela 
administração, às taxas e aos juros praticados pelas 
instituições financeiras, além de cópia de processos 
administrativos e pareceres emitidos pela Procuradoria-
Geral do BACEN. Em razão do alcance dos pedidos 
formulados, o Departamento de Comunicação 
encaminhou documento à apreciação e pronunciamento 
da Procuradoria-Geral, indicando as razões pelas quais 
pretendia recusar o atendimento dos diversos pleitos 
formulados pela empresa e solicitando parecer do órgão 
de assessoramento jurídico: (i) preliminarmente, não 
seria admissível que pessoa jurídica, particularmente 
uma empresa jornalística, formulasse pedido ao amparo 
da LAI, cujo campo de aplicação subjetivo é restrito às 
pessoas naturais; (ii) a empresa requerente não 
apresentara razões que justificassem o seu interesse nos 
dados pleiteados; (iii) ainda que se pudesse aplicar a LAI 
ao caso, os dados relativos à remuneração dos diretores 
e presidente da autarquia, nominalmente identificados, 
além de constituírem dados pessoais (LAI, art. 4.º, IV: 
i fo aç oà pessoal:à a uelaà ela io adaà à pessoaà
atu alàide tifi adaàeàide tifi vel ,àesta iam abrangidos 
pela exceção prevista no art. 23, VII, da LAI (dados que 
possam colocar em risco a segurança de altas 
autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares), 
notadamente em razão da ampla divulgação que, por 
certo, o requerente pretenderia dar à informação; (iv) no 
que concerne aos dados relativos às despesas com 
publicidade da autarquia, discriminados por veículo de 
comunicação, o fornecimento das informações, na forma 
solicitada, prejudicaria as estratégias de negociação do 
órgão público, dada a hipótese de inexigibilidade de 
licitação (Lei n.º 8.666/1993, art. 25), e os concorrentes 
poderiam conhecer os valores praticados na negociação 
com o BACEN, razão pela qual a prestação da informação 
não atenderia ao interesse público; (v) a solicitação de 
informações relativas às operações de crédito praticadas 
pelas instituições financeiras, incluindo-se as taxas de 
juros mínima, máxima e média e as respectivas tarifas 
bancárias, além de não se reportar a dados de interesse 
público, estaria inserida na exceção prevista no art. 13, II, 
doàde etoà egula e tado àdaàLáIà N oàse oàate didosà
pedidos de acesso à informação: II - que exijam trabalhos 
adicionais de análise, interpretação ou consolidação de 
dados e informações, ou serviço de produção ou 
tratamento de dados que não seja de competência do 
g oàouàe tidade. ;à vi àalgu sàdadosàdosàp o essosàdeà
homologação da escolha dos pretendentes a cargos de 
direção em instituições financeiras públicas, ainda que de 
interesse público, notadamente de acionistas e clientes 
das referidas instituições, estariam protegidos por sigilo 
bancário, o que imporia o indeferimento também desse 
pedido, ainda mais se aplicada à hipótese a previsão 
contida no art. 5.º, §2.º, do decreto regulamentador da 
LAI, segundo o qual não se sujeitam ao disposto no 
de etoà asài fo aç esà elativasà àatividadeàe p esa ialà
de pessoa física ou jurídica de direito privado obtidas 
pelo Banco Central (...) no exercício da atividade 
econômica cuja divulgação possa representar vantagem 
competitivaà aà out osà age tesà e o i os ;à eà vii à osà
pareceres jurídicos emitidos pela Procuradoria-Geral 
estariam protegidos por sigilo profissional, razão pela 
qual não é possível o atendimento com fundamento na 
LAI. Em face dessa situação hipotética, formule parecer, 
na qualidade de procurador responsável pela análise do 
documento em apreço, enfrentando, com a devida 
fundamentação, cada uma das razões alegadas para o 
indeferimento da informação solicitada. Ao final, 
conclua, conforme o caso, pelo deferimento ou pelo 
indeferimento do pedido de acesso aos dados, à luz das 
normas de regência da matéria e da jurisprudência a 
respeito dos temas. Dispense a apresentação de 
relatório. 
- Resposta: 1- Apresentação (legibilidade, respeito às 
margens e indicação de parágrafos) e estrutura textual 
(organização das idéias em texto estruturado). – 2- 
Desenvolvimento do tema – 2.1- Razão (i): pedido de 
pessoa jurídica ao amparo da LAI -2.2- Razão (ii): 
exigência de motivação para os pedidos. 2.3- Razão (iii): 
dados relativos à remuneração dos diretores e 
presdente da autarquia. 2.4- Razão (iv): dados relativos 
às despesas com publicidade da autarquia. – 2.5- Razão 
(v): informações relativas às operações de crédito 
praticadas pelas instituições financeiras. – 2.6- Razão 
(vi): dados dos processos de homologação da escolha 
dos pretendentes a cargos de direção em instituições 
financeiras públicas. 2.7- Razão (vii): pareceres jurídicos 
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 29 
emitidos pela Procuradoria-Geral do Bacen. 2.8- 
Conclusão. 
Advocacia de Estatais - Concurso: PETROBRAS - Ano: 
2009 - Banca: CESGRANRIO - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Licitação - Considerando o 
regime jurídico da Petróleo Brasileiro S.A – Petrobras, e 
com base em dispositivos da Lei do Petróleo e Decreto 
regulamentador, redija um parecer explicando se é 
constitucional a instituição de um procedimento 
licitatório simplificado para aquisição de bens e serviços 
que, entre outros aspectos, estabeleça a utilização de 
carta-convite para contratos que ultrapassem os limites 
de valores previstos na Lei no 8.666/93. 
- Resposta: Exige-se do candidato demonstrar, em 
forma de parecer, o conhecimento acerca das questões 
constitucionais envolvidas na instituição de regime 
licitatório simplificado para a PETROBRAS, abordando: - 
as alterações no texto constitucional introduzidas pela 
Emenda Constitucional nº 09/95, que flexibilizou o 
monopólio do petróleo, passando a PETROBRAS a 
explorar sua atividade econômica em regime de livre 
competição com agentes privados (art. 177, CF), 
pressupondo igualdade de condições entre agentes 
econômicos concorrentes; - o advento da Emenda 
Constitucional nº 19/98 e as alterações nos artigos 22, 
XXVII, e 173, §1º, inciso III, ambos da CF/88, que 
deixaram evidente a distinção da legislação de 
licitações aplicável às administrações diretas, 
autarquias e fundações públicas daquela aplicável às 
empresas públicas e sociedades de economia mista, 
como a PETROBRAS; - a submissão aos princípios da 
administração pública (art. 37, CF) no regime licitatório 
próprio das sociedades de economia mista e a exigência 
de lei que estabeleça o seu estatuto jurídico, dispondo 
sobre o seu regime licitatório próprio (art. 173, §1º, 
inciso III, CF/88); - o papel do artigo 67 da Lei nº 
9.478/97 (Lei do Petróleo) e do Decreto nº 2.745/98; - a 
validade do aludido Decreto como regulamento 
autônomo sobre organização e funcionamento da 
Administração, na forma do artigo 84, inciso VI, alínea 
a ,àdaàCF/à ECà ºà / ,àouà o oà egula e toàdeà
execução do artigo 67 da Lei do Petróleo; - se a 
disciplina das licitações estaria sujeita à reserva de lei 
formal ou à reserva absoluta de lei que invalide a 
aplicação do Decreto nº 2.745/98; - a existência de 
decisões, todas em sede liminar, proferidas pelo 
Supremo Tribunal Federal, afastando o entendimento 
do TCU de que seria inconstitucional o regime 
simplificado estabelecido pelo Decreto nº 2.745/98, 
conforme decidido nos Mandados se Segurança nºs 
25.888, 25.986, 26.783, 26.808, 27.232, 27.337, 27.344, 
27.743, entre outros. 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGE-BA - Ano: 2014 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Licitação - PARECER -Com o objetivo de 
aperfeiçoar a atividade administrativa, o secretário de 
Administração do estado da Bahia decidiu promover a 
capacitação de vinte servidores públicos em legislação de 
pessoal, por meio da participação no IV Seminário 
Internacional de Recursos Humanos, maior evento da 
área no Brasil, que contará com palestrantes de renome 
internacional e será realizado no período de 10 a 15 de 
julho de 2014 em Salvador–BA. A prestação dos serviços 
será feita mediante a contratação direta da empresa 
responsável pela organização do seminário, a RH 
Treinamentos, que presta, há vinte anos, serviços para 
diversos órgãos públicos nos âmbitos estadual e federal. 
O valor da contratação é de R$ 20.000,00, referentes ao 
valor das inscrições. Feita a seleção dos servidores 
interessados e reunida a documentação necessária, o 
secretário determinou a instauração do devido processo 
administrativo e o seu envio à procuradoria 
administrativa da PGE/BA para o exame jurídico da 
possibilidade da contratação direta, nos termos do art. 
38, parágrafo único, da Lei n.º 8.666/1993. Em face dessa 
situação hipotética, elabore, na qualidade de procurador 
estadual responsável pela análise do referido processo 
administrativo, parecer sobre o caso. Dispense o 
relatório e aborde, necessariamente, os seguintes 
aspectos:1- possibilidade ou não de contratação direta, 
modalidade adequada ao caso e requisitos legais; [valor: 
14,00 pontos] 2- documentos/elementos/atos que 
devem instruir o processo administrativo quanto ao 
serviço; [valor: 10,00 pontos] 3- 
documentos/elementos/atos que devem instruir o 
processo administrativo relacionados à empresa; [valor: 
6,00 pontos] 4- possibilidade ou não de realização de 
credenciamento; [valor: 3,00 pontos] 5- obrigatoriedade 
ou não de instrumento de contrato; [valor: 3,00 pontos] 
6- necessidade ou não de publicação da ratificação da 
autoridade superior na imprensa oficial. [valor: 2,00 
pontos] 
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- Resposta: O candidato deve desenvolver os seguintes 
aspectos no parecer: 2.1 – a modalidade de contração 
direta deve ser a inexigibilidade de licitação, pois, ao 
contrário da dispensa de licitação, não há viabilidade de 
competição. Ademais, o valor da contratação não está 
dentro dos limites da dispensa, em razão do valor. De 
acordo com o professor Eros Grau, na dispensa, a lei 
autoriza a Administração a, excepcionalmente, 
contratar sem licitação. Atua, aí, a conveniência 
administrativa, em nome da qual dá-se a dispensa do 
dever de licitar. O dever de licitar incide, mas é afastado 
pelo preceito legal. A enunciação legal das hipóteses de 
dispensa é exaustiva. Não está a Administração 
autorizada a dispensar a licitação senão, e 
exclusivamente, nas hipóteses expressamente indicadas 
pela lei. Já no que concerne aos casos de inexigibilidade 
de licitação, ao contrário, não incide o dever de licitar. A 
não realização da licitação decorre, não de razão de 
conveniência administrativa, mas da inviabilidade de 
competição. Dadas as circunstâncias do caso descrito, a 
possibilidade de contratação direta, por meio de 
inexigibilidade de licitação, está prevista no art. 25, II, 
da Lei nº 8.666/1993. A contratação não pode ser feita 
com base no inciso I, pois este é aplicável apenas às 
compras (Marçal Justen Filho. Curso de Direito 
Administrativo. Ed. Forum, 2012). Sobre o assunto, 
disp eà aà Leià ºà . / :à á t.à à Éà i exigívelà aà
licitação quando houver inviabilidade de competição, 
em especial: (...)2.2 – para a contratação de serviços 
técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza 
singular, com profissionais ou empresas de notória 
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços 
deàpu li idadeàeàdivulgaç o. Po ta to,àpa aàse àpossívelà
a referida contratação direta, é necessária 
demonstração de três requisitos: a) serviço técnico 
previsto no art. 13 da Lei 8.666/93; b) serviço de 
natureza singular; c) profissional ou empresa de notória 
especialização. Quanto ao primeiro requisito, o art. 13, 
IV,à p ev à ueà oà ape feiçoa e toà eà t ei a ento de 
pessoal à à ualifi adoà o oà se viçoà t i o.à Desseà
modo, pode-se concluir que o serviço a ser contratado 
satisfaz o requisito legal. Relativamente à 
singularidade, vale anotar que tal característica deve 
estar relacionada às peculiaridades do serviço, e não ao 
número de empresas capazes de prestá-lo. No caso, a 
singularidade revela-se no fato de que se trata de 
seminário internacional, maior evento realizado no 
Brasil, e que contará com palestrantes de renome 
internacional. Quanto à notória especialização, além 
dos palestrantes com reconhecimento internacional, a 
empresa contratada possui ampla experiência no 
mercado. Uma vez satisfeitos os três requisitos, 
constata-se a inviabilidade de competição. Não há 
como realizar licitação, pois o seminário é específico, 
realizado em data determinada e aberto ao público. No 
que toca à instrução do processo administrativo, a Lei 
nº 8.666/1993 exige a presença de vários documentos. 
Pode-se destacar os documentos relacionados à 
empresa e ao serviço. Com relação à empresa, faz-se 
necessário: a) documentos referentes à habilitação da 
empresa, em especial os relacionados à regularidade 
fiscal (art. 65, § 3º, XII e XIII, da Lei estadual nº 
9.433/2005 e art. 27 da Lei nº 8.666/1993); b) 
comprovação de que a empresa não está suspensa ou 
impedida de contratar com o estado da Bahia (art. 65, § 
3º, VII, da Lei estadual nº 9.433/2005). Quanto ao 
serviço, faz-se necessário: a) justificativa da necessidade 
da contratação do serviço (art. 26 da Lei nº 8.666/93); 
b) justificativa do preço a ser cobrado (art. 26 da Lei nº 
8.666/93). 2.3 – Quanto ao credenciamento, não há 
possibilidade de aplicação na hipótese descrita, pois 
não há a necessidade de contratação do maior número 
possível de empresas. No caso, a necessidade recai 
apenas em uma empresa, pois somente a RH 
Treinamentos possui o direito de organizar o citado 
seminário. Aplica-se, no caso, o disposto no art. 61 da 
Leiàestadualà ºà . / :à Éài exigívelàaàli itaç o,àpo à
inviabilidade de competição, quando, em razão da 
natureza do serviço a ser prestado e da impossibilidade 
prática de se estabelecer o confronto entre os 
interessados, no mesmo nível de igualdade, certas 
necessidades da Administração possam ser melhor 
atendidas mediante a contratação do maior número 
possível de prestadores de serviço, hipótese em que a 
Administração procederá ao credenciamento de todos 
os interessados que atendam às condições 
esta ele idasàe à egula e to .à . à– Relativamente ao 
instrumento de contrato, não há necessidade no caso 
descrito, pois o valor da contratação não está 
compreendido dentro dos limites da tomada de preços e 
concorrência, podendo ser substituído por carta-
contrato, nota de empenho ou ordem de execução de 
serviço, como autoriza o texto do art. 62 da Lei nº 
. / :à Oà i st umento de contrato é obrigatório 
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nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem 
como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços 
estejam compreendidos nos limites destas duas 
modalidades de licitação, e facultativo nos demais em 
que a Administração puder substituí-lo por outros 
instrumentos hábeis, tais como carta-contrato, nota de 
empenho de despesa, autorização de compra ou ordem 
deàexe uç oàdeàse viço .à . à – Por último, no que toca 
ao cumprimento do princípio da publicidade, o art. 26 
da Lei nº 8.666/1993 exige que a ratificação da situação 
de inexigibilidade seja publicada na imprensa oficial: 
ásà dispe sasà p evistasà osà§§à ºà eà ºà doà a t.à à eà oà
inciso III e seguintes do art. 24, as situações de 
inexigibilidade referidas no art. 25, necessariamente 
justificadas, e o retardamento previsto no final do 
parágrafo único do art. 8º desta Lei deverão ser 
comunicados, dentro de 3 (três) dias, à autoridade 
superior, para ratificação e publicação na imprensa 
oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, como condição para a 
efi iaàdosàatos .àáà o lus oàdoàpa e e àdeveàse àpelaà
possibilidade de contratação direta, por inexigibilidade 
de licitação, da empresa RH Treinamentos, para a 
prestação dos serviços técnicos no âmbito do IV 
Seminário Internacional de Recursos Humanos. 
Procuradoria Municipal - Concurso: 
PGM/ITAQUAQUECETUBA - SP - Ano: 2012 - Banca: 
INSTITUTO SOLER - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Licitação - Prefeito do Município, em virtude 
das comemorações do aniversário dacidade, quer 
contratar dupla sertaneja consagrada pela opinião 
pública em razão das apresentações em diversos 
programas de TV e rádio, bem como pela considerável 
venda de CD lançado recentemente. Como Procurador 
do Município, elabore parecer quanto a possibilidade de 
contratação e quais procedimentos a administração 
pública deve cumprir. 
- Resposta: PEÇA PRÁTICA: PARECER JURÍDICO: 
Indicação do nº do parecer 2) Local e data (opcional ao 
final) 3) Referência ao assunto tratado no parecer 4) 
Relatório ou Síntese Fática 5) Conteúdo do 
Relatório:5.1) Possibilidade de contratação da dupla 
sertaneja por inexigibilidade de licitação, nos termos do 
art. 25, inciso III, da Lei Federal nº 8.666/93, de forma 
direta ou através de empresário exclusivo, 
mencionando que são consagrados pela opinião pública 
em razão das apresentações em diversos programas de 
TV e rádio, bem como pela considerável venda de CD 
lançado recentemente.5.2.) Mencionar a necessidade de 
juntada no procedimento de contratação, de pesquisa 
de preços cobrados pela dupla em eventos ou 
apresentações já ocorridas, como forma de se evitar a 
constatação de superfaturamento, nos termos do § 2º, 
do art. 25, da Lei de Licitações.5.3) Mencionar a 
necessidade de juntada de documentos comprobatórios 
de regularidade fiscal e trabalhista da parte contratada, 
mencionando os documentos necessários, nos termos 
do art. 29, da Lei de Licitações, conforme a parte a ser 
contratada, ou seja, as pessoas físicas dos cantoresou 
da empresa que detém a exclusividade na contratação 
de suas apresentações. Nesse último caso, mencionar 
necessidade da juntada de documento comprobatório 
da exclusividade.5.4) Mencionar necessidade de 
aferição de existência de recursos orçamentários para 
suportar o valor da contratação.5.5) Mencionar a 
necessidade do Setor de Licitações submeter o 
procedimento à autoridade superior (Secretário 
Municipal ou Prefeito) para ratificação, bem como fazer 
publicar a contratação na imprensa oficial no prazo de 
05 dias, como condição para eficácia dos atos e 
justificativa, nos termos do art. 26, da Lei de 
LIcitações.5.6) Exprimir a opinião final sobre a 
possibilidade da contratação, nos termos acima, na 
qualidade de procurador jurídico do município, 
inserindo nome e registro na OAB. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Itararé/SP - 
Ano: 2013 - Banca: PUBLICONSULT - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Licitação - A Prefeitura de 
Itararé realiza uma licitação na modalidade Tomada de 
Preços visando à contratação de uma empresa para a 
construção de uma escola de tempo integral. Entregaram 
tempestivamente os envelopes quatro empresas a saber 
áà–EPP ,à Bà – EPP,à C àeà D ,à se doàasàduasàp i ei asà
devida e teà ede iadasà o oà EPPà - Empresa de 
Pe ue oà Po te .à Naà a e tu aà doà p i ei oà e velopeà aà
Comissão de Licitação constatou que a e p esaà áà – 
EPP àap ese touàaàCNDà– IN““àve ida.àáàe p esaà Bà– 
EPP à deixouà deà ap ese ta à aà Ce tid oà Negativaà deà
Fal ia.à áà e p esaà C à ap ese touà oà o t atoà so ialà
através de cópia simples, porém, apresentou 
concomitantemente o contrato social original e a 
e p esaà D à ap ese touà todosà osà do u e tosà deà
habilitação exigidos no Edital da referida Tomada de 
Preços. A Comissão de Licitação suspendeu a sessão e 
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consultou a Procuradoria Jurídica para auxiliar na análise 
dos documentos e emissão de parecer acerca do 
julgamento da fase de habilitação de referida licitação. 
Elabore um parecer objetivo sobre o julgamento da fase 
de habilitação da licitação levando em consideração a 
pa ti ipaç oà dasà e p esasà á-EPP ,à B-EPP ,à C à eà D à
no certame. 
 - Resposta: QUESITOS A SEREM CONSIDERADOS NA 
ELABORAÇÃO DA RESPOSTA: Considerando as 
prerrogativas da LEI COMPLEMENTAR 123/2006 - 
Estatuto das microempresas e empresas de pequeno 
po teà ,àaàe p esaà á àdeve àse àHáBILITáDáà à oà
certame, devendo ser exigida a comprovação da sua 
REGULARIDADE FISCAL perante o INSS apenas como 
CONDIÇÃO PARA ASSINATURA DO CONTRATO, nos 
termos do art. 42 de referida norma (3). Por sua vez a 
e p esaà B àapesa àdeàta àgoza àdosà e efí iosàdaà
Lei Complementar 123/2016 deixou de apresentar um 
documento que se refere à comprovação de sua 
QUALIFICAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA (4) e não 
regularidade fiscal, não se aplicando neste caso a 
exceção trazida pela Lei Complementar, devendo a 
mesma ser INABILITADA (5). No que se refere à empresa 
C àaà es a poderá ser HABILITADA (6), pois apesar da 
mesma apresentar cópia simples do contrato social 
apresentou a VIA ORIGINAL, permitindo, desta forma, 
sua AUTENTICAÇÃO por um dos membros da Comissão, 
nos termos do caput do art. 32 da Lei Federal nº 
8.666/93 (7). Daà es aà fo aà aà e p esaà D à deve à
ser HABILITADA (8) uma vez que apresentou todos os 
documentos exigidos para habilitação no ato 
convocatório de referido certame. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-
Guapimirim/RJ - Ano: 2014 - Banca: IBAP - Disciplina: 
Direito Administrativo - Assunto: Licitação - PARECER - 
Considere a seguinte situação hipotética. Uma empresa 
fo aà o t atadaàpeloàMu i ípioà X àpa aàp esta àse viçosà
de construção civil, mediante regular processo licitatório, 
na modalidade concorrência. No curso da execução, a 
empresa contratada constatou que vinha amargando 
severos prejuízos, decorrentes de atrasos no pagamento, 
sem motivo justo, que superavam 90 dias. Além deste 
fato, constatou que o aumento inesperado e 
absolutamente imprevisível do preço de determinados 
insumos também contribuiu para um desequilíbrio 
econômico e financeiro do contrato, tornando-o 
inexequível. Diante do cenário instalado, a empresa 
o t atadaà peti io ouà aoà Mu i ípioà X ,à expo doà aà
situação em que se encontrava, requerendo: (a) 
suspensão da execução do contrato até que os 
pagamentos em atraso fossem realizados; (b) que, após a 
regularização dos pagamentos em atraso, fosse deferido 
o reequilíbrio do contrato em 28% (vinte e oito por 
cento), percentual equivalente aos aumentos 
inesperados dos preços dos insumos. (desnecessária a 
citação de dispositivo legal). Na condição de Procurador 
doà Mu i ípioà X ,à e itaà Pa e e à Juídi o,à opi a doà
acerca de cada requerimento da contratada. 
 - Resposta: PARECER -Ementa: ..... - Relatório: .... - 
Fundamentação Legal - (a) No caso de atraso superior a 
90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela 
Administração decorrentes de obras, serviços ou 
fornecimento, ou parcelas destes, já recebidos ou 
executados, a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) assegura 
ao contratado o direito de optar pela suspensão do 
cumprimento de suas obrigações até que seja 
normalizada a situação. (b)O contrato poderá ser 
alterado para restabelecer a relação que as partes 
pactuaram inicialmente entre os encargos do 
contratado e a retribuição da administração para a 
justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, 
objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem 
fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de 
conseqüências incalculáveis, retardadores ou 
impeditivos da execução do ajustado, ou, ainda, em 
caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, 
configurando álea econômica extraordinária e 
extracontratual. O contratado fica obrigado a aceitar, 
nas mesmas condições contratuais, os acréscimos ou 
supressões que se fizerem nas obras, serviços ou 
compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do valor 
inicial atualizado do contrato. Nenhum acréscimo ou 
supressão poderá esse limite, salvo as supressões 
resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. 
É o parecer. Data. Assinatura do Advogado. 
Advocacia-Geral da União - Concurso: Procurador 
Federal - Ano: 2005 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Licitação - O presidente de 
uma autarquia federal pretende oferecer à população 
brasileira - notadamente àqueles segmentos que não 
têm acesso aos meios maissofisticados de comunicação e 
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que apresentam dificuldades de interpretação da 
informação - igualdade de oportunidades de 
compreensão das normas ediretrizes de um novo 
programa em implementação na área de atuação da 
citada autarquia. Para isso, a referida autoridade 
consultou sua Procuradoria a respeito da possibilidade 
de dispensa da obrigatoriedade de procedimento 
licitatório, fundada na conveniência administrativa, com 
o objetivo de facilitar a campanha de esclarecimento à 
sociedade. Em face da situação hipotética acima, 
elabore, na qualidade de procurador federal em exercício 
na referida autarquia, uma parecer jurídico abordando as 
questões constitucionais e legais relacionadas à situação-
problema em questão. 
- Resposta: Quesitos avaliados - 1. Apresentação e 
estrutura textuais (legibilidade, respeito às margens e 
indicação de parágrafos) - 0,00 a 1,00 -2. 
Desenvolvimento do tema - 2.1. Licitação inexigível, 
dispensada e dispensável: conceitos. Distinção e 
exemplos; Hipóteses de cabimento de dispensa em face 
da hipótese: pelo valor 10% convite. Dobro no caso de 
agências executivas - 0,00 a 2,00 2.2. A publicidade em 
face das licitações e contratos: Art. 25, inciso II, da Lei 
8.666/93 - vedação legal expressa de Inexigibilidade; 
Possibilidade de dispensa pelo valor. Art. 37, Parag. 1 
da CF/88 - vedação de promoção pessoal e caráter 
educativo. Crítica: Critérios objetivos de avaliação - 0,00 
a 2,00 - 2.3 Discricionariedade na licitação: cabimento 
na dispensa e rol taxativo do art. 24 da Lei 8.666/93. 
Vinculação na inexigibilidade de licitação - 0,00 a 2,00 
Advocacia Geral da União - Concurso: Procurador 
Federal - Ano: 2010 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Licitação - PARECER - No dia 
24/12/2009, a administração da FUNASA, em Brasília, 
encaminhou processo administrativo de fornecimento de 
energia elétrica de baixa tensão à unidade consumidora 
do prédio da autarquia denominado Anexo II. A previsão 
de consumo para o período de 12 meses é de R$5.000.00 
e a empresa contratada é a concessionaria de serviço 
publico que detém o monopólio desse serviço no Distrito 
Federal, a CEB. No processo, consta que o contrato foi 
celebrado, mediante dispensa de licitação, em 1/1/2005. 
O primeiro termo aditivo foi celebrado em 31/12/2006; o 
segundo, em 31/12/2007; e o terceiro, em 31/12/2008. 
Tanto o edital como o contrato consignaram que o prazo 
de vigência seria de doze meses e que poderia haver 
prorrogações por iguais e sucessivos períodos ate o 
limite legal. O processo encontra-se instruído com os 
seguintes documentos: - manifestação da empresa 
contratada afirmando o interesse na prorrogação 
contratual; - minuta do quarto termo aditivo; - 
justificativa da administração acerca da necessidadede se 
prorrogar o contrato e declaração de que os serviços 
vem sendo prestados a contento; - declaração de que a 
CEB se encontra em debito com o INSS e o FGTS. Com 
base na situação hipotética acima apresentada e 
considerando que o processo administrativo lhe tenha 
sido distribuído, elabore, na qualidade de procurador 
federal, o respectivo parecer, analisando a legalidade da 
prorrogação contratual. Ao elaborar seu texto, aborde, 
necessariamente, os seguintes pontos: - fundamento da 
dispensa de licitação no contrato originário; - definição 
de serviço continuo e enquadramento ou não do 
fornecimento de energia elétrica nesseconceito, segundo 
o entendimento do TCU; - requisitos (legais e 
consagrados pelo TCU) para a prorrogação dos contratos 
de prestação de serviços contínuos; - atendimento ao 
requisito temporal no caso em exame; - vigência do 
contrato de serviço continuo e limitação ao exercício 
financeiro; - possibilidade de prorrogação do contrato no 
caso de debito da contratada com o INSS e o FGTS, 
considerando-se ser desejável que o contratado 
mantenha, na hipótese de prorrogação, os requisitos de 
habilitação exigidos quando da assinatura do contrato 
originário. 
- Resposta: 1- Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade, respeito às margens e indicação de 
parágrafos); 2- Desenvolvimento do tema. 2.1- A 
dispensa pode ser realizada com fundamento no 
disposto no art. 24, XXII, da Lei n.º 8666/1993. 2.2- O 
conceito é dado sob o enfoque da permanência da 
necessidade pública a ser satisfeita. O serviço de 
fornecimento de energia elétrica é considerado 
contínuo (entendimento do TCU). 2.3- Dois pontos para 
cada requisito correto da prorrogação contratual para 
serviços contínuos 2.4- Não foi atendido o requisito 
temporal porque a primeira prorrogação ocorreu após o 
término da vigência do primeiro ano do contrato. Foram 
ultrapassados os 60 meses, mas a lei prevê a duração de 
72 meses em hipóteses excepcionais 2.5- A vigência do 
contrato de serviço contínuo não está adstrita ao 
exercício financeiro (não basta afirmar que o contrato 
de serviço contínuo não está adstrito à vigência dos 
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 34 
créditos orçamentários) 2.6- Ainda que a CEB se 
encontre inadimplente junto ao INSS e ao FGTS, poderá 
ser celebrado o termo aditivo almejado, pois a FUNASA 
não pode prescindir do serviço de energia elétrica, uma 
vez que a CEB presta o serviço sob o regime de 
monopólio. 
Advogado - Concurso: BHTRANS - Ano: 2013 - Banca: 
FUNDEP - Disciplina: Direito Administrativo - Assunto: 
Poderes Administrativos - PARECER - O Conselho de 
Administração da BHTRANS indaga a respeito da 
possibilidade de o exercício do poder de polícia de 
trânsito ser delegado à sociedade de economia mista. 
ELABORE um parecer jurídico fundamentado 
respondendo à consulta. 
 - Resposta: ESTRUTURA: EMENTA - RELATÓRIO - 
FUNDAMENTAÇÃO - CONCLUSÃO - ENTENDIMENTO DA 
BHTRANS: O exercício do poder de polícia de trânsito 
pode ser delegado a sociedade de economia mista. A Lei 
municipal de BeloHorizonte nº 5.953/91 autorizou a 
criação da BHTRANS com a finalidade de controlar e 
executar os serviços de trânsito da capital mineira, em 
conformidade com o artigo 24 do Código de Trânsito 
Brasileiro (Lei 9.503/97), bem como no interesse público 
local, nos termos do artigo 30 da Constituição Federal 
(CF). ENTENDIMENTO DO TJMG: MULTA DE TRÂNSITO - 
BHTRANS - SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA - 
COMPETÊNCIA PARA APLICAR SANÇÕES 
ADMINISTRATIVAS - INEXISTENTE - ATO DE SANÇÃO 
EXPRESSIVO DO PODER DE POLÍCIA - INDELEGÁVEL A 
PARTICULARES - PRECEDENTE DO STJ - SENTENÇA 
MANTIDA. A aplicação de multa àqueles que infringem 
as normas de trânsito caracteriza-se como exercício de 
poder de polícia e, como tal, não pode ser atribuída a 
particulares, justamente em razão da indelegabilidade 
dos atos sancionatórios, inerentes ao poder de coerção 
do Poder Público. Dessa forma, a BHTRANS, criada 
como sociedade de economia mista, com personalidade 
jurídica de direito privado, e com intuito lucrativo, não 
possui competência para aplicar multas de trânsito no 
Município de Belo Horizonte, detendo apenas 
competência para exercer a fiscalização do trânsito. 
ENTENDIMENTO DO STJ : O STJ permite o exercício do 
poder de polícia por sociedade de economia mista 
apenas em relação aos atos de fiscalização 
(policiamento), mas não a imposição de sanções 
(multas), com base há possibilidade de delegação do 
exercício do poder de polícia para sociedades de 
economia mista com base no alcance e conteúdo dos 
arts. 22, 30 e 175 da CR/88 e (ii) dos arts. 7º e 24 do 
CTB. Com base nesseentendimento, podemos concluir 
que é possível a delegaçãodo poder de polícia a pessoa 
jurídica de direito privado integrante da Administração 
Pública no que diz respeito aos aspectos fiscalizatórios e 
de consentimento. De outro lado, não se poderá 
delegar o Poder de Polícia quando se tratar deatividade 
legislativa e do poder de impor sanções, por exemplo 
multas de trânsito. 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGDF - Ano: 2013 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Poderes Administrativos - Parecer - 
Determinado ente federativo, no exercício de atividade 
fiscalizatória, tendo constatado a presença de construção 
irregular de imóvel em área pública a ele pertencente, 
emitiu notificação demolitória ao ocupante. O particular 
apresentou requerimento administrativo, com a 
finalidade de impedir a concretização da demolição, no 
qual, alegou que: (i) o ato seria nulo, ante a ausência da 
indispensável autorização judicial prévia; (ii) a ocupação 
seria de boa-fé, embora não houvesse título expresso e 
válido autorizando a ocupação do imóvel; (iii) como 
decorrência da boa-fé, teria posse do imóvel e o direito 
de retenção, de acordo com os institutos civilistas 
aplicáveis à matéria; e (iv) teria direito à indenização por 
benfeitorias úteis e necessárias, caso fosse 
implementada a medida. Para subsidiar a apresentação 
de resposta ao requerimento, foi solicitado parecer ao 
órgão jurídico competente a respeito das argumentações 
apresentadas pelo autor. Em face dessa situação 
hipotética, elabore, na condição de procurador 
responsável pela análise do tema, o parecer solicitado, 
com fundamento na legislação de regência e na 
jurisprudência do STJ. Ao elaborar seu texto, além de 
enfrentar todas as alegações do autor [valor: 28,00 
pontos], aborde, necessariamente, os seguintes 
aspectos: 1- conceito de poder de polícia; [valor: 5,00 
pontos] 2- atributos da discricionariedade, 
autoexecutoriedade e coercibilidade; [valor: 15,00 
pontos] 3- meios de atuação do poder de polícia em 
sentido amplo. [valor: 5,00 pontos] 
 - Resposta: 1- Apresentação (legibilidade, respeito às 
margens e indicação de parágrafos) e estrutura textual 
(organização das ideias em texto estruturado) - 0,00 a 
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2,00 - 2 Desenvolvimento do tema - 2.1 Desnecessidade 
de autorização judicial prévia 0,00 a 5,00 - 2.2 Ausência 
de boa-fé 0,00 a 3,00 - 2.3 Descabimento do direito de 
retenção 0,00 a 10,00 - 2.4 Ausência de direito à 
indenização por benfeitorias 0,00 a 10,00 - 2.5 Conceito 
de poder de polícia 0,00 a 5,00 - 2.6 Atributos da 
discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade 
0,00 a 15,00 - 2.7 Meios de atuação do poder de polícia 
em sentido amplo 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Bragança 
Paulista/SP - Ano: 2014 - Banca: ZAMBINI - Disciplina: 
Direito Administrativo - Assunto: Pregão - PEÇA PRÁTICA 
- O Secretário Municipal de Obras de Bragança Paulista 
encaminhou ao Departamento de Licitações e Contratos 
um pedido para abertura de procedimento licitatório, 
afim de adquirir 600 toneladas de Asfalto (Massa 
Asfáltica tipo CBUQ) para as operações de tapa buraco na 
cidade. De acordo com o setor de Obras o Asfalto deveria 
ser entregue no decorrer de um ano, mediante 
requisição. O responsável pelo setor de licitações colheu 
as informações técnicas do Asfalto e, por se tratar de 
produto de uso comum e ordinário em diversas 
Prefeituras, preparou uma minuta de pregão presencial. 
Preocupado com a qualidade do Asfalto e com a 
prontidão de sua entrega, quando de sua requisição, 
limitou a distância da Usina de Asfalto à no máximo 20 
km do centro da Prefeitura. Como Procurador(a) 
Municipal V.Sa. foi instado(a) a emitir parecer jurídico, 
em no máximo 10 linhas, acerca do presente 
procedimento, pautando-se pelas disposições legais e 
súmulas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. 
- Resposta: A escolha pelo procedimento do pregão foi 
correta, por se tratar de serviço comum e ordinário. A 
limitação de distância da usina de asfalto é irregular, 
conforme sumula 16 do TCE/SP, devendo ser retirada do 
instrumento licitatório. Fundamento - LEI No 10.520/02. 
- Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, 
poderá ser adotada a licitação na modalidade de 
pregão- SÚMULA Nº 16 do TCE/SP - Em procedimento 
licitatório, é vedada a fixação de distância para usina de 
asfalto. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM - FozPrevi - PR 
- Ano: 2012 - Banca: UFPR - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Processo Administrativo - O 
Sr. Aderbalino Luca lhe procura em seu escritório e lhe 
a aà aà segui teà situaç o:à “ouà do oà deà u aà ofi i aà
mecânica que está instalada há 20 anos no mesmo lugar. 
Há 10 (dez) dias, por ato do Diretor do órgão de 
fiscalização ambiental do Estado, meu estabelecimento 
foi interditado. Tenho cópia de todo o expediente 
administrativo e, nele, se lê que o fundamento para a 
interdição foi o de que minha oficina estaria 
ultrapassando o limite máximo de emissão de ruídos 
para o exercício da minha atividade. Quando falei com o 
Diretor do citado órgão, ele me informou que a lei que 
permite a interdição para casos análogos também 
contém previsão de que, em situações idênticas, é 
possível a aplicação de advertência e/ou a concessão de 
prazo para a adequação da emissão de ruídos ao limite 
acústico tolerado. Além de me aplicar a sanção mais 
gravosa, eu não tive oportunidade de me defender e, 
como se tal não bastasse, a medição sonora não foi feita 
no meu estabelecimento, que fica no bairro X, mas em 
um similar, localizado no bairro Y. Se eu estiver 
desrespeitando a lei, pretendo me adequar, mas acho 
injusta a postura do órgão de fiscalização ambiental. 
Além disso, sem a renda da minha oficina eu não consigo 
me sustentar. Fui informado de que posso me utilizar de 
um recurso administrativo, mas a sua eventual 
interposição não sustará os efeitos da interdição. O que 
posso fazer para que, até a resolução da situação, eu 
possa manter o estabeleci e toà a e to? .à Co oà
advogado(a) do Sr. Aderbalino Luca, expliquelhe, com as 
devidas fundamentações, qual é a mais efetiva medida aser intentada no sentido de sobrestar os efeitos do auto 
de infração, possibilitando-se, assim, a retomada das 
atividades de sua oficina. Para a opção da mais efetiva 
medida, leve em consideração a celeridade do 
procedimento, a natureza da sentença e os efeitos de 
eventual recurso. 
 - Resposta: GRADE DE CORREÇÃO - 1. Identificação da 
peça: inicial de MANDADO DE SEGURANÇA (20% da 
nota) - 2. Fundamentação legal: art. 5º, LXIX, da 
Constituição, e Lei nº 12.016/09 (10% da nota) - 3. 
Menção sobre a possibilidade de comprovação dos 
fatos: cópias do expediente administrativo (10% da 
nota) - 4. Ofensa à ampla defesa e ao contraditório 
(10% da nota) - 5. Ofensa ao devido processo legal (10% 
da nota) - 6. Ofensa à proporcionalidade: possibilidade 
de utilização de sanções menos gravosas. (10% da nota) 
- 7. Ausência de urgência [ou do que alguns chamam de 
pe i ulu à i à o aà i ve tido ]:à aà atividade já é 
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realizada, no mesmo lugar, há 20 anos. (10% da nota) - 
8. Menção à desnecessidade de esgotamento das 
esferas administrativas, máxime pela ausência de 
recurso que possua efeito suspensivo: art. 5º, XXXV, da 
Constituição, e/ou art. 5º, I, da Lei nº 12.016/2009. 
(10% da nota) - 9. Menção ao pedido de liminar e 
respectivas fundamentações: Periculum in mora, no 
mínimo, e fumus boni iuris. (10% da nota). 
Advocacia-Geral da União - Concurso: Procurador do 
Banco Central - Ano: 2013 - Banca: CESPE - Disciplina: 
Direito Administrativo - Assunto: Processos e Recursos 
Administrativos - A administração pública federal 
desencadeou processo administrativo disciplinar contra 
servidor público do BACEN, por suposta acumulação 
ilegal de cargos públicos. O procedimento foi instaurado 
tão logo a administração tomou ciência da ocorrência da 
infração. O servidor, que teve a oportunidade de exercer 
seu direito ao contraditório e à ampla defesa, constituiu 
advogado e não formalizou, durante o procedimento, 
opção por um dos cargos, na forma facultada pela 
legislação de regência. A comissão processante concluiu 
seus trabalhos, e a autoridade máxima da entidade, por 
delegação, aplicou ao servidor a penalidade de demissão, 
mediante portaria publicada no Diário Oficial da União. O 
servidor público impetrou mandado de segurança contra 
o ato de demissão, aduzindo que: i) a portaria de 
demissão seria nula, por afronta ao princípio da 
publicidade, visto que não fora intimado pessoalmente e 
tomara ciência do ato demissionário somente após trinta 
e dois dias da publicação no Diário Oficial da União; ii) a 
pretensão punitiva da administração pública estaria 
prescrita, visto que ele vinha acumulando os cargos havia 
mais de quinze anos, de boa-fé, circunstância que 
afastaria a irregularidade e que tornaria a situação 
consolidada pelo decurso de tempo; iii) seria descabida a 
penalidade de demissão, dada a boa-fé da acumulação. 
A autoridade apontada como coatora prestou as 
informações. O BACEN pediu seu ingresso no feito, tendo 
sido admitido. A liminar foi deferida para suspender os 
efeitos da portaria. O BACEN foi intimado da decisão. Em 
face dessa situação hipotética, redija, na condição de 
procurador responsável pela atuação no processo, a peça 
processual adequada para impugnar a liminar concedida, 
enfrentando os argumentos apresentados pelo servidor, 
com fundamento na legislação de regência e na 
jurisprudência. Dispense o relatório e não crie fatos 
novos. 
 - Resposta: 1- Apresentação (legibilidade, respeito às 
margens e indicação de parágrafos) e estrutura textual 
(organização das idéias em texto estruturado). – 2- 
Desenvolvimento do tema – 2.1 -Agravo regimental – 
2.2 – Ausência dos requisitos para a concessão da 
liminar: fumus boni iuris e periculum in mora. 2.3- 
Desnecessidade de intimação pessoal – 2.4 – Ausência 
de prescrição da pretensão punitiva (procedimento 
desencadeado pela administração quando tomou 
ciência do fato)/referência ao art. 133 da Lei 
8.112/90/incompatibilidade da situação com o art. 37, 
XVI e XVII, da CF/ Impossibilidade de convalidação de 
atos inconstitucionais. 2.5- Ausência de boa-fé (Lei 
8.112/90, art. 133, p. 5º). 2.6- Cabimento da penalidade 
de demissão (Lei 8.112/90, art. 133, p. 6º)/Ausência de 
discricionariedade da administração quanto à aplicação 
da demissão. 2.7 – Pedido de provimento do agravo / 
Cassação dos efeitos da liminar / Denegação da 
segurança. 
Advocacia-Geral da União - Concurso: Procurador 
Federal - Ano: 2013 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Processos e Recursos 
Administrativos - PARECER - A autarquia federal CR 
recebeu a denúncia anônima imputando a Jota, um de 
seus servidores, a prática da infração disciplinar prevista 
no art. 132, IX, da Lei nº 8.112/1990 (IX- revelação de 
segredo do qual se apropriou em razão do cargo), 
circunstancia que ensejou a deflagração de processo 
administrativo disciplinar. Na comissão processante além 
do presidente, ocupante de cargo efetivo superior ao do 
nível do indicado, figuraram dois servidores estáveis 
oriundos de órgão diverso daquele de lotação do 
servidor. A portaria de instauração, editada pela 
autoridade competente, identificou os integrantes da 
comissão, seu presidente, os fatos que desencadearam a 
instauração do procedimento, além do prazo para 
conclusão. Jota, representado por seu advogado teve 
acesso aos autos do processo administrativo, com amplo 
conhecimento dos fatos investigados, produziu as provas 
pertinentes e ofereceu defesa escrita. Durante os 
trabalhos, constatou-se que o indiciado respondia a 
processo criminal pelo mesmo fato, e, com autorização 
do juízo criminal, a comissão processante anexou ao 
processo administrativo interceptação telefônica 
emprestada do procedimento penal, que reforçava as 
acusações. Ainda durante o procedimento 
administrativo, o servidor requereu a realização de 
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 37 
acareação entre os envolvidos, meio de prova que foi 
indeferido pela comissão, em decisão motivada, na qual 
se destacou a ausência de depoimentos colidentes que 
tornasse necessária a sua realização. A comissão 
processante procedeu à oitiva de testemunhas e teve 
acesso a documentos e outros elementos de prova, que 
atestaram a infração cometida por Jota. Os trabalhos 
foram concluídos com a apresentação do relatório final. 
A autoridade julgadora, acatando a sugestão da 
comissão, determinou a aplicação da penalidade de 
demissão. A portaria demissionária foi publicada no 
Diário Oficial da União, em período no qual Jota estava 
em gozo de licença médica. Não obstante, este ingressou 
com pedido de reconsideração, aduzindo: a) inviabilidade 
da deflagração de processo administrativo disciplinar 
com fundamento em denúncia anônima; b) 
irregularidade na constituição da comissão processante, 
que não poderia contar entre seus membros, com 
servidores de outro órgão de lotação; c) nulidade da 
portaria de instauração por ausência de descrição 
detalhada dos fatos e do enquadramento legal da 
conduta circunstância que prejudicou sua defesa; d) 
impossibilidade de se considerar no processo disciplinar 
a prova produzida perante o juízo criminal; e) 
cerceamento de defesa, diante do indeferimento da 
acareação; f) ausência de sua intimação pessoal a cerca 
da portaria de demissão; g) impossibilidade de aplicação 
da penalidade de demissão no período em que estava de 
licença medica; h) violação do principio da presunção de 
inocência, diante da ausência de decisão na esfera 
criminal, aduzindo que o processo disciplinar deveria ter 
sido suspenso até a conclusão do processo criminal. A 
autoridade julgadora, antesde se posicionar quanto ao 
pedido de reconsideração, remeteu o processo para 
parecer jurídico. Na qualidade de procurador federal 
responsável pela análise da situação hipotética acima 
descrita, elabore parecer, enfrentando os pontos 
invocados por Jota, à luz da legislação de regência e da 
jurisprudência a respeito dos temas, dispensando-se o 
relatório. 
- Resposta: 1 - Apresentação (legibilidade, respeito às 
margens e indicação de parágrafos) e estrutura textual 
(organização das ideias em texto estruturado) 0,00 a 
3,50 – 2 - Desenvolvimento do tema - 2.1 -Viabilidade de 
deflagração de PAD por denúncia anônima; referência à 
jurisprudência 0,00 a 10,50 - 2.2 - Regularidade da 
composição da Comissão Processante; referência à 
jurisprudência 0,00 a 10,50 - 2.3 Desnecessidade de 
descrição minuciosa e enquadramento legal na portaria 
de instauração de PAD; referência à jurisprudência 0,00 
a 7,00 - 2.4 - Legitimidade da prova emprestada; 
referência à jurisprudência; requisitos para admissão da 
prova no PAD (prova licitamente produzida e 
autorização do juízo criminal) - 0,00 a 10,50 - 2.5 - 
Ausência de violação à ampla defesa; legitimidade do 
indeferimento da acareação; ausência dos pressupostos 
legais para a sua realização; presença de outras provas 
no PAD; referência à jurisprudência - 0,00 a 10,50 - 2.6 - 
Desnecessidade de intimação pessoal do servidor 
quanto à portaria de demissão; representação por 
advogado; entendimento do STJ; jurisprudência sobre o 
tema -0,00 a 7,00 - 2.7 - Possibilidade de aplicação da 
penalidade em período de licença médica 0,00 a 3,50 - 
2.8 - Ausência de afronta ao princípio da inocência; 
independência das esferas criminal e administrativa 
0,00 a 3,50 - 2.9 Conclusão do parecer pela rejeição dos 
argumentos do servidor e manutenção da penalidade 
imposta 0,00 a 3,50. 
Advocacia Geral da União - Concurso: Advogado da 
União - Ano: 2012 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Responsabilidade Civil - Com 
vistas a obter indenização por danos materiais sofridos 
em virtude de ato praticado por servidor público federal, 
Ernesto ajuizou ação contra a União. Como não lhe era 
possível determinar, de modo definitivo, as 
consequências do ato ilícito, Ernesto atribuiu à causa o 
valor de R$ 7 mil, tendo o juiz, proferido sentença 
ilíquida em seu favor, após instrução processual. A União 
não apelou, e o tribunal negou seguimento à remessa 
necessária, por ter sido atribuído à causa valor inferior a 
sessenta salários mínimos (CPC, art. 475, p. 2º). A União, 
então, interpôs recurso especial – devidamente recebido 
– alegando o fato de a sentença ilíquida estar sujeita ao 
duplo grau de jurisdição. No STJ, o relator negou 
seguimento ao recurso, alegando que deveria ser 
considerado, para efeitos de reexame necessário, o valor 
dado à causa e que a ausência de interposição de 
apelação impediria o manejo do recurso especial, pela 
ocorrência de preclusão lógica. Intimado da decisão, o 
advogado da União confirmou, em súmula e acórdãos 
proferidos pela Corte Especial do STJ, o entendimento no 
sentido de a sentença ilíquida estar sujeita ao duplo grau 
de jurisdição. A União foi intimada pessoalmente em 
19/8/2012, tendo sido o mandado, cumprido, juntado 
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aos autos em 29/08/2012, quarta feira. Com base na 
situação hipotética apresentada, redija, na condição de 
advogado da União, a peça judicial adequada para a 
defesa da tese da União. Fundamente suas explanações e 
aborde todo o conteúdo de direito material e processual 
pertinente. Dispense o relatório, não crie fatos novos e 
utilize, para datar peça, o último dia do prazo. 
 - Resposta: 1. Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade, respeito às margens e indicação de 
parágrafos). 2. Desenvolvimento do tema. 2.1 Agravo 
regimental (agravo interno) dirigido ao relator. 2.2 
Duplo grau de jurisdição - pedido genérico e ilíquido. 2.3 
Ausência de preclusão lógica. 2.4 Prazo: 10/9/2012. 2.5 
Pedido de reconsideração do relator ou apresentação 
do feito em mesa, para reforma da decisão. 
Advogado - Concurso: EPE - EMPRESA DE PESQUISA 
ENERGÉTICA - Ano: 2014 - Banca: CESGRANRIO - 
Disciplina: Direito Administrativo - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Superintendente de Regulação 
da Comercialização da Eletricidade da ANEEL enviou 
ofício à empresa Y, dedicada à piscicultura, no qual faz 
referência expressa ao enquadramento da empresa 
como consumidora de energia, enquadramento esse que 
estaria equivocado e pelo qual estaria orientando a 
empresa CPP S/A, concessionária de energia, com vistas 
ao reenquadramento da empresa Y, de consumidor rural 
para consumidor comercial, visto que a empresa Y se 
localiza em tanques no Rio Corrente, área não 
caracterizada como rural. A empresa CPP S/A, 
distribuidora de energia, seguindo a orientação da ANEEL 
fez o reenquadramento e cobrou a tarifa respectiva. A 
empresa Y se insurge em face desse enquadramento, 
entendendo fazer jus ao benefício tarifário como 
consumidora rural e irá propor demanda em face da 
ANEEL e da CPP S/A. A ANEEL entende que nenhuma 
pretensão pode ser arguída contra ela mesma, já que 
atuou segundo sua atividade normativa/reguladora, 
interpretando a legislação de regência, que refere área 
rural e atividade agropecuária, de forma literal, já que se 
trata de um benefício tarifário. A CPP S/A, por sua vez, 
registra que tão somente seguiu a orientação da Agência 
Reguladora. Há prova de que, de fato, a empresa Y se 
dedica à piscicultura e que atende o escopo do benefício 
tarifário, que é o de promover, incentivar e desonerar a 
atividade agropecuária. Quanto ao enquadramento da 
atividade da empresa Y como agropecuária, há 
depoimentos técnicos que referem que a piscicultura 
está incluída na agropecuária, por ser uma atividade 
pecuária como outra qualquer. A piscicultura é uma 
produção animal. Dentro da zootecnia é assim estudada. 
Com relação ao caso vertente, na hipótese de ser um 
advogado a se manifestar sobre o caso, emita um 
parecer jurídico, fundamentado, sobre os seguintes 
pontos:A ação a ser proposta e seus fundamentos, Em 
face de quem a empresa Y deve exercer sua pretensão, 
Interpretação a ser aplicada no caso, com relação ao 
benefício tarifário, Responsabilidade da Agência e da 
empresa de energia 
- Resposta: A hipótese registrada no enunciado da 
questão revela a responsabilidade civil, em primeiro 
lugar, da empresa pública CPP/SA que foi a agente do 
ato irregular de cobrança e subsidiária da Agência de 
Energia que emitiu o ato concreto equivocado que 
reclassificou a atividade da empresa Y. O parecer 
jurídico deve abordar: 1) A questão da legitimidade de 
ambas as agentes do dano, cada qual por um 
fundamento: emissão do ato regulador (agência); 
cobrança irregular (empresa pública); 2) A 
interpretação – quanto à natureza da atividade e ao 
benefício tarifário – que deve ser utilizada: sistemática e 
teleológica; 3) A responsabilidade civil de cada uma das 
rés (art. 43 CCB e art. 37 § 6º e art. 174 da CRFB); 4) A 
ação a ser proposta e respectivos pedidos – declaratória 
de nulidade da reclassificação e condenatória à 
repetição dos valores incorretamente recebidos com 
correção monetária e juros. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Limeira/SP - 
Ano: 2014 - Banca: LIMEIRA - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Servidor Público - PEÇA 
PROCESSUAL - "Pedro, professor de educação física, no 
ano de 2010, fora contratado temporariamente pela 
Secretaria de Educação do Município de Limeira, para o 
fim de substituir, durante a licença-gestante, uma 
docente de uma escola municipal de ensino 
fundamental. Naquele mesmo ano, três meses após 
haver exercido regularmente as atividades inerentesao 
cargo público em comento, Pedro é acusado de haver 
cometido um crime funcional, bem como de haver 
praticado condutas classificadas como faltas graves 
residuais, conexas com o crime, razão pela qual fora 
demitido, após regular processo administrativo, pela 
Administração Pública Municipal. No ano de 2012, Pedro 
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 39 
é absolvido no processo criminal a que fora submetido, 
pelo mesmo fato. Na sentença absolutória, o juiz criminal 
fundamenta inexistirem provas suficientes para 
condenar o réu. Pedro então ingressa em 2014 com 
Mandado de Segurança, objetivando sua imediata 
reintegração ao cargo público do qual fora demitido, ao 
seu ver, injustamente. O Mandado de Segurança é 
recebido pelo juiz que determina ao Município responder 
à referida ação. Dentre um dos argumentos deduzidos 
pelo autor, está o fato de que sua demissão fora 
subscrita pelo Prefeito Municipal, sendo que, ao seu ver, 
a autoridade competente deveria ser o Secretário 
Municipal de Educação. Postula assim a anulação do ato 
administrativo demissório, a restituição integral e 
imediata dos valores não percebidos no período, a contar 
do início de suas atividades letivas, bem como a 
responsabilização regressiva do Prefeito, seguida de 
imediata instauração de Ação Civil Pública de 
Improbidade em face do Chefe do Poder Executivo 
Municipal. Na qualidade de Procurador do Município de 
Limeira, identifique e elabore a medida judicial que pode 
ser adotada no caso aventado. 
- Resposta: Endereçamento - Juiz de Direito da ____ 
Vara Cível (ou Vara da Fazenda Pública) da Comarca de 
Limeira - Preliminar - Ausência de pressuposto 
processual imperativo – intempestividade do Mandado 
de Segurança e inadequação da via procedimental. 
Menção da Legitimidade Passiva - Município de Limeira 
- pessoa jurídica de direito público interno. No Mérito 
(1) - Regularidade da Contratação Temporária - Citação 
do fundamento constitucional - art. 37, IX da 
Constituição Federal - No Mérito (2) - Regularidade do 
Processo Administrativo - No Mérito (3) - Autonomia do 
processo administrativo frente ao processo penal - No 
Mérito (4) - Efeitos da absolvição penal frente a atos 
administrativos ablatórios. No Mérito (5) - Competência 
do Prefeito Municipal para a realização de ato 
administrativo demissório. No Mérito (6) - 
Impossibilidade jurídica de anulação do ato 
administrativo demissório, dada a regularidade de sua 
formalização. No Mérito (7) Impossibilidade jurídica de 
restituição integral e imediata dos valores não 
percebidos no período posterior à demissão do servidor, 
tendo em vista a regularidade do ato demissório, 
incabível a reintegração do agente público. No Mérito 
(8) Impossibilidade jurídica da responsabilização 
regressiva do Prefeito, haja vista a regularidade do ato 
administrativo e inexistência de dano passível de 
indenização pelo Estado (inadmissível, portanto, a Ação 
de Improbidade Administrativa). Pedido (1) - 
á olhi e toà i àtotu àdasàp eli i a esàa guidas,à o à
extinção do feito sem julgamento do mérito. Pedido (2) 
- Requerimento da improcedência da Ação, face à 
demonstração da ausência de ilegalidade, pressuposto 
indispensável para a propositura de pedido de 
reintegração de servidor público. 
 
 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Itumbiara/GO 
- Ano: 2014 - Banca: UEG - Disciplina: Direito 
Administrativo - Assunto: Servidores Públicos - PARECER 
- O servidor municipal Barnabé do Carimbo, fiscal de 
tributos, teve instaurado contra si processo 
administrativo pela prática de ato incompatível com a 
dignidade do cargo que ocupa, pois foi visto em 
companhia do empresário Cifrônio Cifrão em um bar da 
cidade, localizado às margens do rio Paranaíba, 
levantando suspeitas sobre a lisura de sua conduta, pois 
a empresa Piraíba Ltda., pertencente ao empresário 
indicado, encontrava-se em procedimento de fiscalização 
por sonegação de impostos. A comissão processante 
solicitou a emissão de parecer para fundamentar a 
decisão a ser proferida no processo instaurado. Assim, 
utilizando apenas os dados fornecidos, redija o parecer 
com orientação ao solicitante, observando a estrutura 
formal do ato: preâmbulo, ementa, relatório, 
fundamentação, conclusão. 
 - Resposta: Peça Processual - Utilizando os dados 
fornecidos pela banca para a Peça Processual espera-se 
que o candidato redija o parecer com orientação ao 
solicitante, observando a estrutura formal do ato: 1- 
Preâmbulo, 2- Ementa, 3- Relatório, 4- Fundamentação, 
5- Conclusão, 6. Assinatura e Data. 
Advocacia de Estatais - Concurso: INVESTERIO - Ano: 
2011 - Banca: FEC - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidores Públicos - Carlos Eduardo, servidor 
de autarquia estadual, passa em concurso para 
provimento de cargo de Analista da Administração 
Direta. No entanto, depois do período de dois anos do 
estágio probatório, previsto para o cargo, Carlos é 
considerado inapto para o cargo de analista e, desejando 
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 40 
reingressar no cargo que anteriormente ocupava, 
descobre que este está ocupado por outro servidor, José 
Antônio. Considere-se na condição de advogado da 
autarquia que recebeu o pedido de Carlos Eduardo e 
redija um parecer demonstrando capacidade de 
expressão e correta utilização da norma culta da Língua 
Portuguesa e respondendo objetivamente aos seguintes 
itens: 1. da necessidade de Carlos Eduardo ser submetido 
a estágio probatório no cargo de Analista, sendo servidor 
público estadual; 2. das consequências jurídicas do 
empossamento de Carlos Eduardo no cargo de Analista, 
com relação ao cargo que anteriormente ocupava na 
autarquia estadual; 3. do prazo do estágio probatório 
cumprido por Carlos Eduardo; 4. da possibilidade de 
retorno de Carlos Eduardo para o cargo que 
anteriormente ocupava; 5. das consequências, para José 
Antônio, do retorno de Carlos Eduardo. 
- Resposta: A questão exige do candidato a redação de 
parecer, entre 25 (vinte e cinco) e 30 (trinta) linhas, 
opinando acerca da possibilidade ou não do retorno de 
servidor público estadual, considerado inapto em 
estágio probatório, para o cargo que antes ocupava. 
Para obter a pontuação integral, o candidato deve 
abordar objetivamente os seguintes pontos: a) Carlos 
Eduardo deve cumprir o estágio probatório no novo 
cargo, mesmo já sendo servidor público, uma vez que o 
estágio é fase de habilitação do concurso público para 
qualquer cargo, exceto os de professor e de pessoal de 
apoio ao magistério, conforme estatuído no art. 2º, 
caput e seu parágrafo 11º, do Estatuto dos Funcionários 
Públicos Civis do Poder Executivo do Estado do Rio de 
Janeiro (Decreto-lei nº220/75); b) O estágio probatório 
de Carlos Eduardo deveria ter o prazo de três anos, pois 
embora haja previsão do período de dois anos de 
estágio probatóriopara o cargo, existe dispositivo 
constitucional que impõe o prazo de três anos para a 
aquisição de estabilidade (art. 41, CR), período este que 
deve ser o efetivamente cumprido. Embora institutos 
diferentes, a aprovação em estágio probatório é 
requisito para a estabilidade, devendo ter, portanto, o 
mesmo prazo. Neste sentido, o Superior Tribunal de 
Justiça já decidiu com relação ao período de estágio 
probatório para os servidores federais (MS 12523/DF); 
c) De acordo com o art. 2º, §5º, do Estatuto dos 
Funcionários Públicos Civis do Poder Executivo do 
Estado do Rio de Janeiro (Decreto-lei nº220/75): O 
candidato que, ao ser designado para o estágio 
experimental, for ocupante, em caráter efetivo, de 
cargo ou emprego em órgão da Administração Estadual 
direta ou autárquica ficará dele afastado com a perda 
do vencimentoou salário e vantagens, observado o 
disposto no inciso IV do art. 20 e ressalvado o salário-
família, continuando filiado à mesma instituição de 
previdência, sem alteração da base de contribuição. 
Desta forma, Carlos Eduardo não é exonerado do cargo. 
d) Em razão disso, poderá ele retornar ao cargo 
anteriormente ocupado, se considerado inapto para o 
outro. Tal é o disposto no art. 2º, § 6º: O candidato não 
aprovado no estágio experimental será considerado 
inabilitado no concurso e voltará automaticamente ao 
cargo ou emprego de que se tenha afastado, na 
hipótese do parágrafo anterior. e) Como consequência 
do retorno de Carlos Eduardo, José Antônio deverá ser 
realocado em outro cargo, ou posto em disponibilidade, 
podendo ser aproveitado em cargo de natureza e 
vencimento compatíveis com os do anteriormente 
ocupado (art. 6º, Decreto-lei 220/75). 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGE-AC - Ano: 2014 - 
Banca: FMP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidores Públicos - PARECER - O Procurador-
Geral do Estado encaminha à Equipe de Consultoria 
consulta acerca da viabilidade de edição de normativa 
administrativa, por ele subscrita, definindo o tempo de 
tolerância diário para que osservidores do órgão não 
tenham descontos em sua remuneração diária, com o 
seguinte teor: Art....: As marcações realizadas até cinco 
minutos do horário a que esteja sujeito o servidor não 
ensejarão descontos, desde que não excedam dez 
minutos no total diário, hipótese em que o desconto será 
efetuado a partir do excesso. A dúvida emerge da 
existência, no ordenamento jurídico estadual, de norma 
jurídica (Estatuto dos Servidores Públicos estaduais, lei 
complementar) que define que os descontos em razão de 
atrasos e/ou saídas antecipadas dos servidores somente 
ocorrerão se superarem os sessenta minutos diários. 
Diante disso, questiona o Procurador-Geral a 
compatibilidade com a Constituição Federal da norma 
que se pretende editar, bem como daquela presente no 
regulamento estatutário estadual, requerendo à Equipe 
de Consultoria que exare parecer a respeito do tema, 
com o objetivo de orientar a atividade da chefia do 
órgão. 
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 41 
- Resposta: PARECER – Estrutura (ementa, relatório, 
análise, conclusão) – 2,0 – Linguagem: adequação e 
coerência – 1,0 – Conteúdo – 7,0 – Competência – 
Organização do Serviço Público – Constitucionalidade – 
3,0 – Formal: competência – Material: hierarquia, 
continuidade do serviço, jornada, eficiência, 
moralidade. – Aspecto disciplinar – acréscimos: outros 
elementos trazidos pelo candidato, vinculados à 
temática. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM - Londrina/PR 
- Ano: 2011 - Banca: CONSULPLAN - Disciplina: Direito 
Ambiental - Assunto: Impacto Ambiental - Moradores 
deà Ri ei oà Novo ,à idadeà pe te e teà aà u aà egi oà
metropolitana, pretenderam impedir que a prefeitura 
construa um novo aterro sanitário em área de 
mananciais, a cinco quilômetros de um dos reservatórios 
de água que abastece não só a própria, mas outros 
municípios vizinhos. O terreno possui tamanho suficiente 
para resolver a questão do lixo por pelo menos dez anos. 
De acordo com o secretário de habitação, obras e 
urbanismo, o local é o mais adequado pelas 
características físicas e pela baixa densidade 
demográfica. Do ponto de vista dos princípios 
constitucionais e do direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, somando-se aos comandos 
da política nacional do meio ambiente, o prefeito solicita 
um parecer, que mencione as providências legais básicas 
necessárias para levar adiante a execução e instalação do 
aterro, de modo a solucionar o grave problema do lixo, 
uma vez que o aterro existente já está exaurido. Elabore 
esse parecer. 
- Resposta: O candidato deveria informar a exigência de 
aprovação do estudo prévio de impacto ambiental e seu 
respectivo relatório (EIA/RIMA) pelo órgão estadual 
competente e pela Secretaria Estadual do Meio 
Ambiente (SEMA), em caráter suplementar (Resolução 
nº. 1/86 do CONAMA), bem como deveria orientar 
sobre a obrigatoriedade da consecução 
pelaMunicipalidade das licenças ambientais necessárias 
à construção do aterro, a saber: Licença Prévia, Licença 
de Instalação e Licença de Operação (art. 5º, III e art. 8º, 
I, II e III da Resolução nº. 237 do CONAMA). Art. 2º - 
Dependerá de elaboração de estudo de impacto 
ambiental e respectivo relatório deimpacto ambiental - 
RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão 
estadual competente, e da Secretaria Especial do Meio 
Ambiente – SEMA em caráter supletivo, o licenciamento 
deà atividadesà odifi ado asà doà eioà a ie te,à taisà
como: (...) X - Aterros sanitários, processamento e 
desti oà fi alà deà esíduosà t xi osà ouà pe igosos; g ifosà
concluídos) . Considerando que a prova discursiva, 
conforme o disposto no edital do concurso, foi integrada 
pela elaboração de parecer, necessário esclarecer que 
este tipo de prova visa a avaliar a capacidade 
dissertativa do candidato frente à situação-problema 
proposta, utilizando-se dos conhecimentos jurídicos por 
ele adquiridos, de modo que os critérios utilizados para 
a correção seguiram os seguintes parâmetros: - A 
respeito de consulta do Chefe da Administração 
Municipal, o candidato deve orientar o Prefeito a 
respeito das providências a serem tomadas, quais 
sejam, estudo prévio de impacto ambiental, conforme a 
Constituição da República, pedido de aprovação do 
mesmo junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o 
licenciamento das atividades modificadoras, conforme 
Resolução Conama 1/86, por força do que conta na 
Resolução 237/97 do mesmo órgão, em busca da 
Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença 
de Operação (LO). Não há necessidade de citação 
expressa dos comandos legais e regimentais. - 
Formalmente, o candidato deve deixar claro que se 
trata de um parecer. - Além da resposta esperada 
acima, a estrutura do texto, os fundamentos 
pertinentes, a lógica e a conclusão apresentados 
também serão levados em consideração na correção. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Cuiabá (MT) - 
Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Licença Ambiental - PARECER- O proprietário 
de um lote submeteu à aprovação da Secretaria do Meio 
Ambiente do Município X, onde o loteamento regular em 
questão está localizado, projeto para construção de uma 
casa com 300 m2. De acordo com o projeto, parte desta 
nova construção ficaria a 10 metros do curso d´água 
existente no fundo do lote, que conta com área total de 
2.000 m2. O projeto foi indeferido pelo órgão ambiental, 
ao argumento de haver legislação superveniente pela 
qual se alterou a faixa de Área de Preservação 
Permanente (APP) ao longo de curso d´água, passando 
de 8 metros para 15 metros. O proprietário ingressou 
com recurso administrativo alegando: (i) tratar-se de 
loteamento aprovado pelo Município, o que lhe 
conferiria o direito de suprimir a vegetação nativa 
existente em seu lote; (ii) ter sido o projeto apresentado 
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 42 
sob a vigência da lei revogada, que considerava como 
APP a faixa de 8 metros ao longo de curso d´água, tendo, 
portanto, direito adquirido à construção do imóvel. 
Como Procurador do Município X, analise o recurso 
administrativo apresentado pelo particular e emita 
parecer contendo orientação jurídica para a Secretaria 
do Meio Ambiente. 
- Resposta: Na correção serão considerados, o acerto 
das respostas dadas, o grau de conhecimento do tema 
demonstrado, a fluência e a coerência da exposição, a 
correção gramatical e a precisão da linguagem jurídica. 
Deve ser negado provimento ao recurso administrativoem questão. A licença ambiental concedida para 
instalação do loteamento não autoriza a supressão de 
vegetação nativa existente nos lotes. Pelo contrario, 
permite apenas a implantação do loteamento, como o 
arruamento, o sistema de agua, luz e esgoto, as áreas 
verdes e as áreas institucionais. O comprador do lote 
deve verificar sua viabilidade ambiental, ou seja, qual a 
área que poderá utilizar para construir, de acordo com 
eventuais restrições ambientais existentes naquele lote 
especifico. Este aspecto não esta amparado pela licença 
ambiental concedida para a instalação do loteamento. 
Sem duvida, há uma expectativa de direito do 
adquirente do loto em nele exercer a atividade para a 
qual o adquiriu, seja moradia, lazer, comercio ou 
indústria. A avaliação ambiental do loteamento, no 
momento da expedição da licença, traz a certeza de que 
os lotes são viáveis sob o ponto de vista ambiental, pois 
não poderia existir lote com tamanha restrição a ponto 
de inutiliza-lo. Contudo, a forma de ocupação de 
determinado lote dependerá de licença ambiental 
especifica, que verificará o projeto em relação à 
legislação incidente sobre o lote. Aliás, a licença 
ambiental segue o mesmo padrão da licença urbanística 
concedida também pelo Município. Assim, a aprovação 
sob o ponto de vista urbanístico de um loteamento não 
exime o proprietário de um lote de submeter seu 
projeto de construçãode uma casa à aprovação do 
órgão competente, que, neste caso, fará a analise 
levando-se em consideração a legislação urbanística 
incidente. O argumento do direito adquirido utilizado 
para se afastar a imediata aplicação da lei mais 
protetiva ao meio ambiente também não convence. 
Sem entrar na discussão se há ou não direito adquirido 
em matéria ambiental, no caso em analise, o recorrente 
não preenche os requisitos para se atribuir a ele este 
instituto jurídico, pois não houve qualquer ato material 
a justificar uma situação fática já consolidada de 
incidência da lei revogada. Ou seja, com a mera 
apresentação do projeto ao órgão ambiental, o 
recorrente possui apenas uma expectativa de direito e 
não direito adquirido como pretende fazer crer. Diga-se, 
por fim, que a negativa do projeto apresentado não 
impede que o proprietário do lote apresente um novo 
projeto respeitando-se a legislação ambiental atual, 
que, por certo, não inviabiliza o uso da propriedade, 
mas apenas exige que tal uso se faça sob a égide da 
função social da propriedade. Pelos argumentos acima 
expostos, recomenda-se seja negado provimento ao 
recurso administrativo interposto, mantendo-se a 
decisão do órgão ambiental. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Itumbiara/GO 
- Ano: 2014 - Banca: UEG - Disciplina: Direito Ambiental 
- Assunto: Meio Ambiente - PEÇA PRÁTICA - A empresa 
Areia Fina Ltda. foi autuada pela Agência Municipal do 
Meio Ambiente de Itumbiara (AMMAI), por estar 
promovendo a retirada de areia do leito do Rio 
Paranaíba, sendo instaurado o procedimento 
administrativo correspondente. Em sua defesa, a 
empresa alegou que possui autorizações emitidas pelo 
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Agência Goiana do 
Meio Ambiente (AGMA), mas sem a correspondente 
autorização da AMMAI, que solicitou a emissão de 
parecer para fundamentar a decisão a ser proferida no 
processo instaurado. Assim, utilizando apenas os dados 
fornecidos, redija o parecer com orientação ao 
solicitante, observando a estrutura formal do ato: 
preâmbulo, ementa, relatório, fundamentação, 
conclusão. 
- Resposta: Peça Processual - Utilizando os dados 
fornecidos pela banca para a Peça Processual espera-se 
que o candidato redija o parecer com orientação ao 
solicitante, observando a estrutura formal do ato: 1- 
Preâmbulo, 2- Ementa, 3- Relatório, 4- Fundamentação, 
5- Conclusão, 6. Assinatura e Data. 
Procuradoria Municipal - PGM-Salvador/BA - Ano: 2015 
- Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Direitos Reais - 
PEÇA JURÍDICA - O restaurante Comida Caseira Ltda., 
representado por Adriana da Silva, OAB/BA n ° 123, com 
endereço profissional na rua A, ed. Alfa, sala 456, 
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 43 
Salvador - BA, impetrou Mandado de Segurança contra 
ato do secretário de fiscalização de obras da prefeitura 
de Salvador - BA, no qual alegou que fora lavrada contra 
o impetrante notificação de interdição de obra - 
construída sem o devido licenciamento, em área pública 
lindeira com o restaurante -, com fixação de multa é 
aviso de demolição. No mandado, o impetrante alegou 
que a notificação fora entregue durante o horário do 
almoço, o que ocasionou grandes constrangimentos, já 
que o restaurante estava cheio e os servidores públicos 
responsáveis pela notificação estavam vestidos com 
camisetas nas quais com estava, em letra de forma, a 
palavra fiscalização. Ademais , constava , ainda , no 
mandado , que , após ter lido a notificação na íntegra , o 
impetrante informara-se de que a área construída seria 
objeto de demolição em 48 horas , o que motivou a 
alegação de que a demolição do imóvel não seria 
razoável , ou seja , seria desproporcional e abusiva. De 
acordo com o impetrante, embora a construção tivesse 
sido realizada sem alvará, havia, em andamento, um 
projeto de lei cujo objetivo é autorizar e legalizar as 
obras construídas em áreas públicas da localidade em 
questão. Com base nessa argumentação, o impetrante 
requereu a anulação dos autos de infração, aplicação de 
multa diária ao município e sua condenação por danos 
morais em valor a ser fixado pelo juiz. Ao receber a 
petição inicial, o juiz determinou a notificação do coator, 
concedeu liminar na qual decretava a nulidade dos autos 
de infração, sob o fundamento de que a medida não 
estavam paradas em decisão judicial, me condenou o 
município ao pagamento de R$ 100.000 a título de danos 
morais. Por fim, o juiz determinou, ainda, a informação 
da procuradoria de Salvador - BA. Em face da situação 
hipotética acima apresentada, elabore, na condição de 
procurador do município de Salvador - BA, a peça 
processual pertinente a defesa dos interesses do referido 
município, abordando toda a matéria jurídica pertinente. 
dispense o relatório e não crie fatos novos. 
- Resposta: 2.1 – Agravo de Instrumento dirigido ao 
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA). Art. 7.º, 
§ 1.º, Lei n.º 2.016/2009. Art. 524 CPC. O candidato 
deverá elaborar agravo de instrumento dirigido ao 
TJ/BA, nos termos do art. 7.º, § 1.º, da Lei n.º 
12.016/2009 e do art. 524 do CPC. Na situação 
hipotética, não há dados que apontem para a existência 
de grave lesão à ordem, saúde, segurança e economia 
públicas que pudessem levar o candidato ao 
entendimento de que caberia a aplicação do art. 15 da 
Lei n.º 12.016/2009 — suspensão de segurança. No 
entanto, confere-se pontuação parcial ao candidato que 
apresentou suspensão de liminar. 2.2 – Nome e 
endereço completo do advogado. Art. 524, III, CPC. 
Cópias necessárias. Art. 525, I e II, CPC. O candidato 
deverá apontar na peça o nome e o endereço completo 
dos advogados constantes do processo — impetrante e 
impetrado —, bem como informar que está reunindo as 
cópias necessárias à instrução do agravo, conforme 
determinado pelo art. 525, I e II, do CPC. 2.3 – Art. 524, I 
e II, CPC. Poder de polícia. Autoexecutoriedade. O 
candidato deverá aduzir que a ordem de demolição se 
consubstancia em ato regular, imanente ao exercício do 
poder de polícia pela administração pública, que goza 
dos atributos da autoexecutoriedade, 
discricionariedade e coercibilidade. Ao poder público é 
permitido restringir direitos individuais para proteger o 
interesse público. A administração pública, mediante o 
poder de polícia, é dotada do poder-dever de fiscalizaras construções erigidas em áreas urbanas, podendo 
demolir as obras executadas em desconformidade com 
o legalmente exigido sem prévia autorização judicial, de 
modo que o detentor de obra irregular realizada em 
área pública lindeira ao imóvel que lhe pertence não 
está imune à ação municipal. Portanto, não é possível 
invalidar os autos de notificação, infração e interdição 
lavrados referentes à obra ilicitamente erigida. A 
realização de qualquer construção em área urbana 
depende da obtenção de prévia autorização 
administrativa por parte do interessado. Caso opte por 
realizar a construção em área pública, o particular 
assume o risco de a administração, que é dotada do 
poder-dever, exercitar o poder de polícia que lhe é 
assegurado e promover a demolição do imóvel. Ou seja, 
se verificar a existência de construção irregular em área 
pública, a administração poderá, legitimamente, por 
meio do poder de polícia que lhe é inerente, vistoriar, 
fiscalizar, notificar, autuar, embargar e demolir as 
acessões levadas a efeito em desacordo com a 
legislação, de forma a preservar o interesse público em 
suas diversas vertentes, a qual efetivamente não se 
coaduna com a tolerância à ocupação de áreas e 
construções à margem dos limites legalmente 
admitidos. Os atos de polícia são executados pela 
própria autoridade administrativa, independentemente 
de autorização judicial. A presunção de legitimidade, a 
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imperatividade, a exigibilidade e a executoriedade são, 
de fato, atributos comuns a todos os atos 
administrativos. 2.4 – Dano moral. Liminar. O candidato 
deverá apontar que, nesse caso, não é possível a 
condenação à indenização por dano moral em liminar, 
porquanto, além de se tratar de questão de mérito, não 
se encontram presentes o fumus boni iuris e o periculum 
in mora. Com efeito, o fumus boni iuris, ou a fumaça do 
bom direito, exige que a alegação que é submetida à 
apreciação seja plausível, isto é, que a lógica da 
narrativa leve à conclusão, ao menos inicial e em um 
juízo típico da cognição sumária, de que o quanto 
aduzido pela parte representa um direito que a ela 
assiste e que deve ser amparado por medida de 
urgência, o que não é o caso dos danos morais. Nesse 
caso, também não há periculum in mora para a 
condenação liminar em danos morais. O periculum in 
mora ocorre quando há um dano potencial, ou seja, há 
risco de que o processo não seja útil ao interesse 
demonstrado pela parte caso a tutela jurisdicional 
demore a ocorrer, o que não se aplica à condenação por 
danos morais. Além disso, o mandado de segurança não 
é o instrumento adequado para condenar em 
indenização, mas, sim, ação ordinária com ampla 
instrução probatória. Não há direito líquido e certo que 
ampara a pretensão de danos morais. DIREITO CIVIL E 
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NA MEDIDA 
CAUTELAR. AÇÃO DE DESPEJO. LIMINAR NEGADA PELAS 
INSTÂNCIAS DE ORIGEM. FUMUS BONI IURIS E 
PERICULUM IN MORA NÃO DEMONSTRADOS. [...] 2. O 
periculum in mora não se mostra evidente porque não 
foi comprovado risco de dano irreparável ou de difícil 
reparação. 3. Agravo regimental a que se nega 
provimento. (AgRg na MC 24.018/SP, Rel. Ministro 
ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado 
em 16/04/2015, DJe 23/04/2015) AGRAVO 
REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR. AÇÃO 
POSSESSÓRIA. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. POSSÍVEL 
ESBULHO PRÁTICO COM ÍNDIOS. DESTRANCAMENTO DE 
RECURSO ESPECIAL. RETENÇÃO COM FULCRO NO ART. 
542, § 3.º, DO CPC. PERICULUM IN MORA NÃO 
DEMONSTRADO DE PLANO. FUMUS BONI IURIS NÃO 
EVIDENCIADO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 
[...] 3. A liminar foi indeferida porquanto o periculum in 
mora e o fumus boni iuris apresentados não se 
encontram de plano demonstrados. Nesse caso, 
qualquer responsabilização que, por ventura, a 
agravante sofra será apurada ao final do processo e a 
impossibilidade da agravada cumprir ou não a 
determinação judicial demanda análise mais acurada 
do feito. [...] 5. Agravo regimental não provido. (AgRg 
na MC 23.800/MS, Rel. Ministro Mauro Campbell 
Marques, Segunda Turma, julgado em 10/3/2015, DJe 
16/3/2015) 2.5 – Cassação da liminar. Ausência de 
fundamento relevante. Art. 7.º, III, Lei n.º 12.016/2009 
O candidato deverá alegar que deve ser suspensa a 
liminar concedida devido à ausência de fundamento 
relevante para sua concessão. De fato, não houve, no 
ato praticado, ilegalidade ou abuso de poder que fosse 
capaz de ferir direito líquido e certo do impetrante (Art. 
5.º, LXIX, da CF e art. 1.º da Lei n.º 12.016/2009). 2.6 – 
Requerimento final. Suspensão liminar O candidato 
deverá requerer que o TJ/BA conheça o AGI e a ele dê 
provimento para suspender a liminar concedida. 
Procurador Municipal - PGM-Palmas/TO - Ano: 2016 - 
Banca: COPESE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Responsabilidade Civil - PEÇA PRÁTICA - Como 
Procurador Municipal, Vossa Senhoria recebe um 
Processo Administrativo com o seguinte teor, em síntese: 
Cássio Ramos, contratado pelo município de Itaquerão 
do Tocantins, como motorista temporário, em abril de 
,à agi doà o à i p ud ia,à ava çouà oà si alà
ve elho à e à u à uza e toà eà ati giuà oà veí uloà
automotor de Adenor Tite, causando-lhe prejuízos 
materiais. Ainda em 2004, Tite propôs uma ação de 
indenização por danos materiais que foi julgada 
totalmente procedente, condenando a Prefeitura 
Municipal ao pagamento da importância de R$ 9.000,00 
(nove mil reais), valor do prejuízo financeiro sofrido pelo 
autor. Em 2005, tramitou um Processo Administrativo 
contra Cássio, apurando sua responsabilidade no 
acidente de trânsito e pela condenação sofrida pelo 
Município. O julgamento do Processo Administrativo 
Disciplinar ocorreu no final de 2005, quando Cássio já 
não era mais contratado da Prefeitura. Por motivos que 
não se sabe ao certo, esse Procedimento Administrativo 
chegou à Procuradoria Municipal apenas agora, em 
fevereiro de 2016, seis meses após a morte de Cássio. 
Para defender os interesses do Município, como 
Procurador, qual a medida Vossa Senhoria adotaria? 
- Resposta: AÇÃO DE REGRESSO (ou Ação de 
Ressarcimento, ou Ação Condenatória) I - 
CONHECIMENTO TÉCNICO: Quesito Resposta que se 
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espera Valor por quesito a) Juízo competente Vara de 
feitos das fazendas e registros públicos Até 1,0 ponto b) 
Qualificação do autor e do requerido Autor : Município 
de Itaquerão do Tocantins Até 0,5 pontos Requerido: 
Sucessores de Cassio Ramos Até 1,5 ponto c) Síntese dos 
fatos Motorista contratado pela prefeitura Até 1,0 
ponto Ter agido com imprudência Até 1,0 ponto 
Condenação da prefeitura Até 1,0 ponto Danos ao 
erário público Até 1,0 ponto Processo Disciplinar que 
apurou a responsabilidade Até 1,0 ponto d) 
Fundamentos jurídicos Mesmo contratado 
temporariamente, possui vínculo com o Município. Até 
3,0 pontos Agente público que causar danos a terceiros, 
deve reparar. Até 3,0 pontos Imprescritibilidade do 
ressarcimento. Até 3,0 pontos Responsabilidade dos 
sucessores até a força da herança. Até 3,0 pontos e) 
Pedido(s) Recebimento da Ação Até 1,5 ponto 
Procedência total Até 1,5 ponto Condenação ao valor 
atualizado Até 1,0 ponto Condenação de custas e 
honorários Até 1,0 ponto f) Requerimentos Citação do(s) 
réu(s) Até 1,0 ponto Intimação pessoal do Ministério 
Público Até 1,0 ponto Produção de provas Até 1,0 ponto 
Valor da Causa Até 1,0 ponto g) Estrutura lógica da 
peça Até 5,0 pontos h) Correlação entre os fatos / 
fundamentos / pedido Até 6,0 pontos - II - DOMÍNIO DA 
LINGUAGEM - Quesito - Resposta que se espera - Valor 
por quesito - i) Uso correto do vernáculo Até 5,0 pontos 
- III - CLAREZA E OBJETIVIDADEDA EXPOSIÇÃO - Quesito 
- Resposta que se espera - Valor por quesito - j) 
Coerência e objetividade do texto - Até 5,0 
Repetida - Procuradoria Municipal - PGM-Suzano/SP - 
Ano: 2015 - Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos Reais - PEÇA PROCESSUAL - Alexandre 
é proprietário de extensa área, sem edificações, 
plantações ou qualquer outra forma de utilização. Em 
meados de fevereiro de 2012, um grupo de pessoas 
ocupou o terreno e nele construiu pequenas unidades 
habitacionais para uso próprio. Paulatinamente, 
considerável número de pessoas passou a ocupar o 
terreno e nele também estabeleceram sua residência. 
Considerando a grande extensão do imóvel, os 
moradores uniram-se e utilizaram a fração não edificada 
para o velado plantio e exploração de planta 
essencialmente utilizada para produção de droga ilícita. 
O local passou a ser utilizado para comercialização de 
drogas, constituindo fato notório na região. Receoso de 
pleitear judicialmente a recuperação da posse do imóvel, 
Alexandre ajuizou ação em face dos moradores e do 
município de Suzano, requerendo (i) a declaração de 
desapropriação judicial indireta e (ii) a condenação dos 
réus (moradores e município), solidariamente, ao 
pagamento de indenização. A ação foi regularmente 
distribuída na comarca de Suzano / SP. O município 
tomou conhecimento da ação judicial por meio de 
regular citação. Na qualidade de procurador municipal, 
confeccione a peça adequada para proteção dos 
interesses do município de Suzano. 
- Resposta: Resolução - Deverão os candidatos elaborar 
contestação, em proteção aos interesses do município. 
Direito material aplicável: Em suma, a questão vem 
regulada no artigo 1.228, § 4º e 5º do CC/2002, in 
verbis: Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de 
usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do 
poder de quem quer que injustamente a possua ou 
detenha. [...] § 4o O proprietário também pode ser 
privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em 
extensa área, na posse ininterrupta e de boa-fé, por 
mais de cinco anos, de considerável número de pessoas, 
e estas nela houverem realizado, em conjunto ou 
separadamente, obras e serviços considerados pelo juiz 
de interesse social e econômico relevante. § 5o No caso 
do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa 
indenização devida ao proprietário; pago o preço, 
valerá a sentença como título para o registro do imóvel 
em nome dos possuidores. Deverá ser abordado pelos 
candidatos: Os ocupantes não possuem o imóvel pelo 
p azoàdeà à i o àa os;ààN oàfo a à ealizadasà o asàeà
se viçosàdeài te esseàso ialàeàe o i oà eleva te .àPeloà
contrário, o imóvel é utilizado para atividade ilícita. O 
município não tem o dever de indenizar o proprietário. 
Devem os ocupantes indenizá-lo, se procedente a ação. 
Critério de avaliação - Nos termos do item 2.3. do Edital, 
a peça processual será valorada de 0 (zero) a 20 (vinte) 
pontos. A pontuação mínima para aprovação é de 10 
(dez) pontos. Diretrizes para distribuição de pontuação 
Elementos e estrutura da ação - I. Endereçamento - 0,5 
II. Partes e qualificação (incluindo menção aos 
elementos de qualificação1) 0,5 - III. Adequação da 
medida (contestação) - 3,0 IV. Síntese dos fatos 3,0 - V. 
Direito - V.1. Insuficiência do prazo para a 
desapropriação judicial indireta (3,0) 9,0 - V.2. Prática 
ilícita (plantação utilizada para produzir droga) (3,0) 
V.3. Ilegitimidade da municipalidade para pagamento 
de indenização (3,0) - Pedidos e finalização VI. 
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Improcedência do pedido 1,0 - VII. Ilegitimidade da 
municipalidade para pagamento de indenização - 1,0 
VIII. Condenação em honorários de sucumbência 0,5 - 
IX. Produção de provas 0,5 - 1 Identificação civil (RG e 
CPF), nacionalidade, estado civil, profissão e endereço. 
X. Pedido genérico de deferimento 0,5 XI. Menção à 
data e espaço para assinatura e nº da OAB 0,5 TOTAL 
20 - Nosà ite sà IV à eà V ,à aà po tuaç oà leva à e à
o side aç oà oà o he i e toà t i oà eà aà apa idadeà
teórica-prática do candidato em desenvolver a questão 
apresentada, com clareza, coerência e objetividade. 
Serão avaliadas, ainda, a organização do texto, a 
análise e síntese dos fatos examinados, assim como a 
o eç oàg a ati al à ite à . .àdoàEdital . 
Advogado - COPEL - Ano: 2013 - Banca: UFPR - 
Disciplina: Direito Civil - Responsabilidade Civil - PEÇA 
PRÁTICA - Em dia de chuva e ventos fortes, na cidade de 
Curitiba, Norberto chama a assistência técnica da 
Companhia Paranaense de Energia (COPEL), pois uma 
árvore havia sido derrubada pela força da natureza e 
danificara um poste em frente a sua casa. O fato deixou a 
região sem luz, mas o maior risco era o de que o poste 
to asse.à áoà hega à oà lo al,à Mau í io,à oà t i oà daà
COPEL ,à e p egadoà pú li oà o à ví uloà o à aà COPEL, 
esta Sociedade de Economia Mista, enviado para solver a 
situação, foi reconhecido por Norberto como o novo 
namorado de Maria, sua companheira de cinco anos. 
Norberto proferiu-lhe as mais graves ameaças, mas 
Maurício assumiu postura profissional e passou a 
trabalhar para evitar um acidente de proporções ainda 
maiores. A situação foi acompanhada por vizinhos 
consternados. Enquanto Maurício trabalhava para 
garantir a segurança de todos, Norberto prosseguia com 
as ofensas. Em um determinado momento, em que os 
ventos ficaram ainda mais fortes, o poste tombou, 
caindo na casa de Norberto e destruindo a alvenaria, 
bem como parte de sua sala de estar. Após cerca de um 
mês, Norberto ajuíza ação de reparação de danos em 
face da COPEL, alegando que por dolo do funcionário 
Maurício o poste tombou em cima de sua casa. 
Fundamenta seu pedido em duas declarações de 
vizinhos, que alegam ter visto e ouvido troca de ofensas 
entre Norberto e Maurício, e que este empurrou o poste 
para tombá-lo em cima da casa de Norberto. Ainda, 
sustenta a responsabilidade objetiva da COPEL, pelo que 
pleiteia indenização no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta 
mil reais), comprovando o valor com orçamentos de 
materiais e bens necessários para a reconstrução do 
cômodo. Em conversa com Maurício, este reconheceu 
que proferiu algumas ofensas contra Norberto, mas que 
o acidente com o poste não ocorreu por conta disso. Pelo 
contrário, alega que a queda da árvore foi a única 
responsável. Considerando que o Aviso de Recebimento 
da citação foi juntado aos autos no dia 19 de abril de 
2013, pelo juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública, Falências 
e Concordatas do Foro Central da Comarca da Região 
Metropolitana de Curitiba, elabore a peça judicial 
adequada a fim de resguardar, da melhor forma possível, 
os direitos da COPEL. Indique na peça eventuais provas 
necessárias para demonstrar as teses defendidas, bem 
como o último dia do prazo possível para se apresentar a 
medida adequada. 
 - Resposta: O candidato deve elaborar contestação 
(0,5), endereçada para o juízo da 1ª Vara da Fazenda 
Pública, Falências e Concordatas do Foro Central da 
Comarca da Região Metropolitana de Curitiba (0,5), 
com fundamento no art. 300 e ss. do Código de Processo 
Civil. A contestação deve ter três elementos principais: 1 
Preliminar de incompetência absoluta. As ações de 
reparação de danos contra a COPEL devem ser ajuizadas 
nas Varas Cíveis, pois a COPEL é Sociedade de Economia 
Mista* Assim, o candidato deve requerer a remessa dos 
autos ao juízo competente (art. 113, §2º, CPC); (1,5) 2. 
Na defesa de mérito, deve o candidato argumentar que 
não houve ato ilícito praticado no caso, pois o acidente 
ocorreu exclusivamente por conta da ação da chuva e 
do vento (1,0). Se não houve ação ou omissão 
voluntária, negligência ou imprudência, não se 
configura ato ilícito (art. 186, do Código Civil) e não há o 
dever de indenizar (art.927, do Código Civil); (1,0) 3. Em 
homenagem ao princípio da eventualidade, o candidato 
deve denunciar à lide o empregado Maurício, com fulcro 
no art. 70. II, do Código de Processo Civil (1,0), 
fundamentando, com narrativa fática e jurídica, o dolo 
ou a culpa do empregado, como preconiza o art. 37, §6º 
da Constituição da República. (1,0) Pedidos: 1. O 
recebimento da contestação e o julgamento pela total 
improcedência do pedido; (0,5) 2. O deferimento do 
pedido de denunciação da lide, sendo o empregado 
Maurício citado para contestar o pedido, e na hipótese 
de condenação da COPEL, seja reconhecido seu direito 
de regresso; (1,0) 3. Protesto pela produção de provas – 
rito ordinário; (0,5) 4. Condenação do autor ao 
pagamento de custas e honorários advocatícios. (0,5) 
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Data: 6 de maio de 2013. (1,0) Indicação de assinatura 
sem indicação do candidato. A Peça deve respeitar o 
limite máximo de 100 linhas. *APELAÇÃO CÍVEL. 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. AÇÃO DE COBRANÇA. COPEL. 
ADULTERAÇÃO DE LACRE DO MEDIDOR DE CONSUMO 
DE ENERGIA ELÉTRICA. MATÉRIA INSERIDA NO INCISO V, 
ALÍNEA "G", DO ARTIGO 90, DO REGIMENTO INTERNO 
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ. COMPETÊNCIA 
ESPECIALIZADA. REDISTRIBUIÇÃO. RECURSO NÃO 
CONHECIDO. (TJPR - 6ª C.Cível - AC 675333-7 - Foro 
Central da Comarca da Região Metropolitana de 
Curitiba - Rel.: Ângela Khury Munhoz da Rocha - 
Unânime - J. 24.08.2010) APELAÇÃO CÍVEL. DÚVIDA DE 
COMPETÊNCIA. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS EM 
FACE DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA (SANEPAR). 
PERSONALIDADE JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. 
MATÉRIA ALHEIA À COMPETÊNCIA DAS 1ª, 2ª E 3ª 
CÂMARA CÍVEL DESTE TRIBUNAL. ART. 90, I, RITJ. 
DÚVIDA SUSCITADA. RECURSO NÃO CONHECIDO. (TJPR 
- 1ª C.Cível - AC 741360-1 - Foro Central da Comarca da 
Região Metropolitana de Curitiba - Rel.: Sérgio Roberto 
N Rolanski - Unânime - J. 15.03.2011) APELAÇÃO CÍVEL. 
AÇÃO ORDINÁRIA DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO 
COBRANÇA DE VALORES DECORRENTES DA PRESTAÇÃO 
DE SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA COMPETÊNCIA DA 
DÉCIMA PRIMEIRA OU DÉCIMA SEGUNDA CÂMARAS 
CÍVEIS (RITJ ART. 88, V, "G"). Apelo não conhecido, com 
remessa. (TJPR - 6ª C.Cível - AC 649096-6 - Foro Central 
da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba - Rel.: 
Ivan Bortoleto - Unânime - J. 22.06.2010) 
Procuradoria Municipal - PGM-Curitiba/PR - Ano: 2015 - 
Banca: UFPR - Disciplina: Direito Civil - Responsabilidade 
Civil - PEÇA PRÁTICA - Na petição inicial, Cássio narrou 
que, em 05/02/2010, estava dentro do ônibus Santa 
Cândida/Capão Raso, passando pela Rua Sete de 
Setembro, quando o motorista do ônibus freou 
subitamente – por conta de uma criança ter atravessado 
a pista –, causando a queda de diversos passageiros 
dentro do veículo. O autor afirmou que, em razão da 
frenagem, caiu com o lado esquerdo do corpo no chão, o 
que ocasionou a quebra de seu braço esquerdo e do 
notebook que carregava dentro da mochila naquele 
momento. Assim, pleiteou a condenação solidária das 
requeridas ao pagamento de indenização por danos 
morais de R$ 24.000,00 (vinte e quatro mil reais), por 
conta do abalo e sofrimento psicológicos causados pelo 
fato narrado, e indenização por danos materiais de R$ 
7.000,00 (sete mil reais), referentes aos gastos com 
cirurgia no braço (R$ 5.000,00 – cinco mil reais) e à 
compra de um notebook idêntico ao que foi destruído no 
momento da queda (R$ 2.000,00 – dois mil reais), 
anexando as respectivas notas fiscais. A primeira 
requerida foi citada em 01/07/2015 (quarta-feira), com a 
juntada do mandado de citação aos autos em 
03/07/2015 (sexta-feira); a segunda requerida, em 
06/07/2015 (segunda-feira), com juntada do mandado 
aos autos em 07/07/2015 (terça-feira); e a terceira 
requerida, em 29/07/2015 (quarta-feira), com a juntada 
do mandado aos autos em 30/07/2015 (quinta-feira). 
Partindo do pressuposto de que os fatos ocorreram da 
forma como narrados por Cássio, na condição de 
procurador do Município de Curitiba, elabore a peça 
judicial adequada para defender o Município da melhor 
forma possível. Indique, como data de sua manifestação, 
o último dia do prazo para a apresentação de defesa. 
- Resposta: A - Endereçamento. 0,1375 B Qualificação. 
0,275 - C Denominação da peça.0,275 - D Resumo dos 
fatos. 0,1375 - E Ilegitimidade passiva. 0,55 - F 
Incompetência do Juízo. 0,55 - G Prescrição. 0,55 - H 
Ausência de ato ilícito. 0,55 - I Responsabilidade 
subsidiária. 0,55 - J Fato de terceiro. 0,55 K - Pedidos: 
preliminares. 0,1375 - L - Prejudicial. 0,1375 - M - 
Improcedência. 0,1375 - N - Provas. 0,1375 - O - 
Sucumbência. 0,1375 - P - Data. 0,55 - Q - Assinatura. 
0,1375 
Advogado - EMDAGR - Ano: 2014 - Banca: FUNCAB - 
Disciplina: Direito Civil - Direitos Reais - PEÇA PRÁTICA - 
A EMDAGRO – SE, emprestara imóvel rural para a 
Empresa X, pessoa jurídica de direito privado que era sua 
fornecedora, para o utilizar em atividades de pesquisa 
agropecuária de responsabilidade da Empresa X. O 
comodato em questão foi firmado por escrito e sem 
prazo determinado. Tendo interesse na utilização do 
imóvel e informada de que este era utilizado atualmente 
para atividades comerciais outras da Empresa X, a 
EMDAGRO – SE, cinco anos depois, notificou a Empresa X 
para denunciar o referido comodato, conferindo-lhe o 
prazo de 30 dias para a devolução do imóvel, cujo valor 
de venda se estima em R$ 5.000.000,00 e o de locação 
em R$ 20.000,00 por mês. A Empresa X respondeu à 
notificação, alegando que exercerá direito de retenção 
pelas despesas com a conservação do imóvel, estimadas 
no total de R$ 300.000,00 ao longo dos 5 anos de 
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comodato, negando-se a desocupar o imóvel. Diante 
disso, proponha a demanda judicial cabível para a defesa 
dos interesses da EMDAGRO– SE. 
- Resposta: PEÇA PROCESSUAL CORRETA (petição inicial 
de reintegração de posse), a) fazer o pedido de 
cobrança de aluguel pelo período de ocupação indevida 
(arts. 582, do CC, e 921, II, e 922, do CPC); atribuir valor 
à causa (art. 282, V, do CPC); pedir liminar possessória 
(art. 928, do CPC); pedir a cominação de pena para o 
caso de nova turbação ou esbulho (art. 921, II, do CPC). 
 
Procuradoria Estadual - PGE-MS - Ano: 2015 - Banca: 
PGE-MS - Direito Civil - Direitos Reais - PEÇA JUDICIAL - 
O Estado de Mato Grosso do Sul realiza a adjudicação de 
um imóvel nos autos de uma execução fiscal movida em 
face da pessoa jurídica Laranja Ltda. A adjudicação foi 
registrada na matrícula do imóvel. À época da penhora o 
imóvel estava desocupado. A executada, proprietária do 
imóvel, foi intimada, na pessoa de seu representante 
legal, quedando-se inerte. A ação executiva foi extinta 
por satisfação do crédito em razão da adjudicação. Dois 
anos depois dessa extinção é proposta, na Justiça 
Comum Estadual, uma ação de usucapião por Maria da 
Silva, apenas em face da pessoa jurídica que era 
proprietária do imóvel, a Laranja Ltda., com base em 
i st u e toà pa ti ula à deà o p aà eà ve daà oà o t atoà
deàgaveta à eà aàposse do imóvel por mais de 20 anos, 
devidamente comprovada por contas de luz em seu 
nome neste lapso temporal. Junta-se matrícula 
atualizada do imóvel, na qual consta a adjudicação, mas 
se argumenta que o prazo para a usucapião havia 
ocorrido antes mesmo da penhora do imóvel na 
execução fiscal. Há sentença de procedência na ação de 
usucapião. O Estado não foi incluído no polo passivo 
daquela ação. A sentença transita em julgado. Passados 
alguns meses o Cartório de Registro de Imóveis comunica 
o Estado sobre a determinação de transferência do 
imóvel para Maria da Silva. a) Redija a peça judicial 
cabível, em nome do Estado de Mato Grosso do Sul,com 
argumentação jurídica apropriada e desenvolvimento 
conciso da matéria versada no problema, abordando 
necessariamente a competência do órgão julgador e os 
fundamentos jurídicos aplicáveis ao caso. b) É 
desnecessário guardar espaçamento entre o 
endereçamento e o início do peticionamento bem como 
descrever qualificação e endereço das partes. Os dados 
ausentes no problema poderão ser insertos livremente 
na peça pelo candidato. Utilize para sua resposta o 
máximo de 20 linhas. (3,0 pontos) 
- Resposta: - Ação de querella nullitatis, endereçada ao 
juízo que proferiu a decisão nula, na primeira instância. 
A competência para a querela é do juízo que proferiu a 
decisão nula. - Imperioso constar contra quem a ação é 
movida, ou seja em desfavor de ambas as partes da 
ação que se quer declarar nula, Maria da Silva e Laranja 
Ltda. - Não se admite a rescisória, pois esta tem 
cabimento específico , numerus clausus. Neste sentido, 
STJ, 2ª S, AR n. 771-PA, rel. Min. Aldir passarinho Jr., j. 
13/12/2006. Outros julgados pertinentes: REsp 
1438426-CE, rel. Sidnei Benetti. - - Para fim de correção 
da prova não será admitida a fungibilidade, que aliás, é 
bastante controvertida no STJ. - Não se admite a ação 
anulatória prevista no art. 486 do CPC, que não é meio 
correto de impugnação de decisão judicial, mas de 
revisão de ato processual da parte. Neste sentido Fred 
Didier Jr., in Curso de Direito Processual Civil. Volume 
3.11ª Ed. Salvador: Jus Podium, p. 497. - Não se admite 
mandado de segurança, por óbvio, em razão do decurso 
de prazo. - Poderia ser admitida, excepcionalmente, a 
ação civil pública, perante a Justiça Comum Estadual. 
Neste sentido: STJ, 2ª T., REsp 445.664-AC., rel. 
originário Min. Peçanha Martins, rel. para acórdão Min. 
Edliana Calmon, j. em 15/4/2004. DJ de 07/03/2005. - 
Indispensável que o pedido final esteja correto, com 
observância dos requisitos exigidos no art. 282 do CPC: 
com requerimento de citação da ré Maria da Silva e da 
Laranja Lima Ltda, partes na ação de usucapião; com 
pedido de declaração de nulidade da sentença; protesto 
pela produção de provas e menção ao valor da causa. - 
Necessário, ainda, fazer constar pedido acautelatório, 
indispensável para suspender o registro perante o 
Cartório de Registro de Imóveis. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM - Piracaia (SP) - 
Ano: 2011 - Banca: APICE - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Direitos de Família - Peça Processual - Paula 
Maria, esposa de Caio José, ajuizou ação de separação 
judicial após 30 anos de casamento com regime universal 
de bens. Caio José, então, começa a dilapidar o 
patrimônio do casal. Como advogado de Paula Maria, 
considerando que ela não sabe quais são os bens do 
casal, já que Caio José sempre esteve à frente da 
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 49 
administração do patrimônio, qual medida judicial 
deverá ser tomada? Informações complementares: 
ambos residem na comarca de Piracaia. 
 - Resposta: A ação seria a de Ação Cautelar de 
Arrolamento de Bens com fundamento nos arts. 855 a 
860 do CPC - Entre os pedidos: - concessão de medida 
cautelar, na qual nomeava a autora como depositante 
dos bens do casal; - apensamento desta cautelar aos 
autos principais conforme determina o art. 809 do CPC; 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGE-PA - Ano: 2012 - 
Banca: PGE-PA - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos Reais - Em ação reivindicatória de domínio, 
ajuizada em 01 de setembro de 2005 por Afonso Carlos 
de Souza em face do Estado do Pará, foi este Ente 
condenado, através de sentença do Juízo da 2ª Vara de 
Fazenda de Belém, prolatada em 01 de agosto de 2009, 
ratificada no julgamento do reexame necessário em 02 
de agosto de 2012, nos autos de processo no qual o 
Estado do Pará foi revel, a restituir ao reivindicante 
terreno que o Ente público ocupava desde agosto de 
1998, nele havendo construído uma escola, ainda hoje 
em plena atividade, com um corpo discente de cerca de 
2000 (dois mil) alunos e docente de 70 (setenta) 
professores. A decisão proferida acatou a tese do 
reivindicante de que o Estado haveria se apossado, 
indevidamente, de terreno de propriedade daquele, 
havendo nele edificado o prédio em que, hoje, funciona 
a unidade escolar, acessão esta avaliada em R$ 
500.000,00 (quinhentos mil reais), sendo que o valor de 
mercado do terreno é de R$ 100.000,00 (cem mil reais). 
A decisão proferida transitou livremente em julgado, 
havendo a expedição de mandado para o Ente público 
desocupar a escola, no prazo de 30 dias, devolvendo o 
terreno para o reivindicante, sob pena de pagamento de 
multa de 50.000,00 (cinquenta mil reais), por dia de 
descumprimento da ordem judicial. Este mandado foi 
recebido pelo Procurador-Geral do Estado no último dia 
18 de outubro de 2012. 1.a) Havendo tocado a você 
atuar na questão, na qualidade de Procurador do Estado, 
promova a (s) medida (s) que entender de direito para a 
melhor salvaguarda dos interesses e patrimônio do 
Estado e da continuidade do serviço público. 
- Resposta: PEÇAS CABÍVEIS: AÇÃO RESCISÓRIA COM 
PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA E 
PETIÇÃO/MANIFESTAÇÃO AO JUÍZO RESPONSÁVEL PELO 
CUMPRIMENTO DA SENTENÇA (OUTRAS MEDIDAS 
IMPUGNATIVAS PODERÃO SER ADMITIDAS PELA 
APLICAÇÃO DA FUNGIBILIDADE, NO QUE COUBER). 
AÇÃO RESCISÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA 
ANTECIPADA - 1 Correto endereçamento, competência e 
identificação da decisão rescindenda 2 Correta 
exposição do quadro fático. Admissibilidade (art. 485, 
V,CPC) 3 Fundamento: violação ao artigo 1.255, p.u., do 
Código Civil 4 Fundamento: violação ao art. 35 do 
Decreto-lei nº 3.365/1941 5 Tutela Antecipada com a 
demonstração dos requisitos do art. 273/CPC, e 
expresso pedido de suspensão do cumprimento da 
sentença. 6 Correta formulação do pedido final, 
pugnando pela desconstituição da decisão rescindenda 
e por novo julgamento do feito Reivindicatório, com 
extinção do processo sem resolução de mérito 
(impossibilidade jurídica do pedido) ou, 
alternativamente, a conversão em desapropriação 
indireta e perdas e danos relativamente ao terreno 
indiretamente expropriado. 7 Valor da causa. 
PETIÇÃO/MANIFESTAÇÃO AO JUÍZO RESPONSÁVEL PELO 
CUMPRIMENTO DA SENTENÇA OU MEDIDA 
IMPUGNATIVA EQUIVALENTE (precedente RESP 
1008311/RN) - CORRETO ENDEREÇAMENTO E 
COMPETÊNCIA - CORRETA EXPOSIÇÃO DO QUADRO 
FÁTICO - FUNDAMENTO: IMPUGNAÇÃO AO 
CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ESPECÍFICA – ART. 
461/CPC, À LUZ DO INTERESSE PÚBLICO E 
FUNDAMENTOS UTILIZADOS NA RESCISÓRIA. - 
FUNDAMENTO: IMPUGNAÇÃO DA MULTA DIÁRIA 
EXCESSIVA.FUNDAMENTO: RETENÇÃO DAS 
BENFEITORIAS PELO ESTADO. PEDIDO FINAL: 
SUSPENSÃO DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA. 
IMINÊNCIA DE DANO DE DIFÍCIL REPARAÇÃO – ART. 
475-M/CPC. 
Advogado - Concurso: CONSELHO REGIONAL DE 
TÉCNICOS EM RADIOLOGIA-SP - Ano: 2014 - Banca: 
ZAMBINI - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Fernando é proprietário de bem imóvel situado 
na Comarca de Praia Grande. Em 02/02/2008 ele firmou 
um instrumento particular de promessa de venda e 
compra quitado com Luiz do referido imóvel, com firma 
reconhecida naquela mesma data, pelo preço de R$ 
180.000,00, transmitindo-lhe a posse. Porém, como Luiz 
não tinha condições de arcar com os impostos e 
emolumentos de cartório para lavrar escritura pública de 
compra e venda, preferiu adiar o ato e também não 
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 50 
levou o instrumento a registro. Quase cinco anos depois, 
Solange iniciou ação de cobrança de alugueis contra 
Fernando, na Comarca de São Paulo, que foi julgada 
procedente. Iniciada a execução, Fernando não pagou a 
dívida, que já alcançava R$ 250.000,00. Solange, 
realizando pesquisa em diversas cidades,descobriu 
aquele imóvel da Praia Grande e requereu a sua 
penhora, o que foi deferido pelo juiz. Finalmente, Luiz 
resolveu lavrar a escritura de venda e compra e, ao 
solicitar a certidão de matrícula atualizada no Registro de 
Imóveis, descobriu que fora registrada a penhora a 
pedido de Solange. Como advogado de Luiz, promova a 
medida judicial cabível. 
- Resposta: PEÇA PRÁTICA - Luiz deverá opor embargos 
de terceiro em face de Solange, distribuindo-se a ação 
por dependência à ação que originou a penhora, 
seguindo os requisitos dos artigos 1.046 a 1.054, bem 
como do artigo 282, todos do CPC. O embargante, após 
qualificar as partes, indicando a juntada de procuração, 
deverá fazer uma exposição resumida dos fatos, 
ressaltando-se que se tornou compromissário 
comprador em 02/02/2008, muito antes da existência 
da ação, data em que recebeu também a posse do bem, 
assim como a origem da penhora, juntando-se 
documentos respectivos. Deverá ainda indicar nos 
embargos o rol de testemunhas e protestar pela 
produção de outras provas. A citação deverá ser 
requerida na pessoa do procurador de Solange, 
constituído nos autos da ação de cobrança de alugueis. 
O pedido será para julgar integralmente procedente o 
feito, determinando-se o cancelamento da penhora 
sobre o imóvel e a condenação de Solange nas verbas 
de sucumbência. Indicar o valor da causa, que deverá 
ser equivalente ao valor do imóvel, mencionando por 
fim o recolhimento das custas iniciais. 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGE-MS - Ano: 2012 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Joao Ribeiro propõe ação 
indenizatória, material e moral, c.c_ obrigação de 
entrega de coisa certa, em face daFazenda Púbica de 
Mato Grosso, alegando a responsabilidade desta em 
decorrência de acidente automobilístico que sofreu, 
após colisão com viatura policial militar que desrespeitou 
sinalização semafóricas e que seguia sem suas luzes de 
advertência ligadas. For estar impossibilitado de 
locomover-se, em razão da gravidade das lesões sofridas, 
com amputação parcial de sua Perna direita, pleiteia por 
melo de tutela antecipada a entrega imediata pelo 
Estado de prótese, além do pagamento de pensão 
alimentícia mensal no valor dos salários que percebia, 
sob pena da fixação de "astreintes" diárias, além do 
enquadramento do Estado como litigante de má-fé, por 
ato atentatório ao exercício da jurisdição, se criados 
embaraços a efetivação do provimento judicial 
antecipatório. O juiz defere a antecipação tutelar em 
ambos os pedidos, fixando "astreintes" diárias de R$ 
1.000,00 (um mil reais) e advertindo que eventual 
descumprimento da tutela antecipada acarretara ao 
Estado seu enquadramento por má-fé processual, 
comando para essa hipótese a pagamento imediato de 
multa em montante equivalente a 20% do valor da causa, 
a qual se atribuiu a quantia de R$ 500.000,00 
(quinhentos mil reais). Na qualidade de Procurador do 
Estado de Mato Grosso, ofereça o recurso adequado ao 
ataque a decisão monocrática, no tocante aos aspectos 
processuais. 
- Resposta: PEÇA PROCESSUAL - DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL- 1. Admissibilidade: o problema prático proposto 
pede agravo, em sua modalidade instrumental, pela 
possibilidade efetiva de lesão grave e de difícil 
reparação ao erário de Mato Grosso. Agravo retido não 
teria qualquer resultado pratico e, por outro lado, como 
o enunciado foi expresso em pedir o recurso adequado, 
não serão aceitas outras medidas, como a suspens6o de 
liminar de que dispõe o artigo "caput", da Lei8.437/92, 
que não tem a natureza de recurso e sim de despacho 
fundamentado, o que essa própria lei esclarece. 2. Foi 
considerado na atribuição da nota: Acerto da peca e 
direcionamento correto ao Desembargador Presidente 
do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Exame da 
petição de interposição e seus requisitos, mormente 
quanto instrução do recurso (CPC, 525). Enquadramento 
legal correto no tocante as "astreintes" (CPC, 461-A), 
quanta a antecipação tutelar (CPC, 273) e suas 
especificidades no tocante ao Estado (Leis 9.494/97, 
8.437/92 e 12.016/09) e subsunção ao regime de 
precatórios (CF, artigo 100) e procedimentos licitatórios 
da Lei n2 8.666/93, a inviabilizar a antecipação tutelar 
concedida monocraticamente. Analise da litigância de 
má-fé (artigos 17 e 18, CPC) em confronto com o ato 
atentatório a dignidade da jurisdição previsto no artigo 
14 e, especialmente, inciso V e paragrafo único, postos 
na questão em deliberado equívoco; indicação de 
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 51 
ocorrência de confusão, como instituto de direito civil, 
na condenação do Estado de Mato Grosso no citado ato 
atentatório. iii. Com os corretos enquadramentos 
mencionados, para o desenvolvimento geral do 
recurso:linguagem forense adequada, divisão dos 
tópicos diversos, objetividade, fluidez e clareza da 
argumentação, enquadramento correto dos fatos as 
normas Iegais, raciocínio jurídico demonstrado. iv. 
Conclusão recursal,com a pedido final formulado do 
modo mais completo possível, devidamente separado 
por tópicos autônomos, inclusive no que tange aos 
pedidos subsidiários ou alternativos. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM - Campinas-SP 
- Ano: 2012 - Banca: CETRO - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Responsabilidade Civil - Santos Oliveira, 
proprietário de uma empresa de transportes, ingressou 
com uma ação indenizatória por danos morais e 
materiais em face da Prefeitura de Campinas. Segundo 
alega o autor, um veículo de sua empresa estava 
trafegando pelas ruas da cidade quando foi depredado 
por manifestantes liderados por um vereador, Soares 
Coelho, defronte à Câmara Municipal. Embora não 
estivesse no local dos fatos, Santos Oliveira sustenta que 
a depredação não teria ocorrido se não houvesse as 
incitações iniciadas pelo vereador Soares Coelho. Por 
isso, pediu ressarcimento em danos materiais na quantia 
de R$120.000,00 e ainda danos morais na quantia de 
R$500.000,00 em razão da mácula que o evento causou à 
imagem da empresa. O município de Campinas foi 
regularmente citado. Na qualidade de Procurador do 
Município, elabore a peça adequada para defender o 
Município. Observação: deve-se assinar a Peça 
Processual como TícioMerius, OAB/SP nº 000000. 
- Resposta: PEÇA CABÍVEL CONSTESTAÇÃO – 
COMPETÊNCIA - Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da 
______ Vara Cível da Comarca de Campinas – SP ou 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz da ____ Vara de 
Fazenda Pública da Comarca de Campinas – SP – 
PRELIMINARES 1) Ilegitimidade ativa da causa: a 
empresa de transporte que teve o veículo depredado 
tem personalidade jurídica própria e distinta de seu 
sócioproprietário. Ainda que Santos Oliveira seja 
proprietário da empresa não legitimidade por falta de 
pertinência subjetiva com a lide. Portanto, deve ser 
requerido a extinção do feito sem resolução do mérito. 
2) Ilegitimidade passiva da causa: a Prefeitura de 
Campinas também é parte ilegítima para figurar no 
pólo passivo da demanda porque os fatos imputados ao 
Vereador em nenhum momento dizem que ele estivesse 
no exercício de suas funções na Câmara. Assim, não 
resta configurada a responsabilidade conforme prevista 
no art. 37, §6º da CF. Obs.: duas causas que vão dar 
ensejo ao pedido de extinção do feito sem julgamento 
do mérito nos termos do art. 267, VI do CPC. – MÉRITO - 
1) A responsabilidade aqui é pessoal e regida pelo 
Direito Civil em relação direta entre o Vereador e a 
Empresa de transporte. Não houve prática no exercício 
das funções públicas conforme exige o art. 37, §6º da 
CF. 2) Inexistência de dano moral, pois os danos em 
veículo jamais atingem direito personalíssimo de 
imagem da empresa perante a sociedade. 3) Caso não 
seja possívelatender as teses explanadas o que se 
admite por mero amor ao debate, requer redução dos 
valores de indenização pleiteada pelo autor por ser 
desarrazoada e desproporcional. – PEDIDOS - 1) 
Extinção do feito sem resolução do mérito conforme o 
art. 267, VI do CPC. - 2) Superadas as preliminares, que 
sejam julgados improcedentes os pedidos da inicial. - 3) 
Condenação do autor ao ônus da sucumbência. - 4) 
Produção de todas as provas admitidas em direito. 
Nestes termos pede deferimento – Data 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM/Recife-PE - 
Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - 
Assunto: Responsabilidade Civil - PEÇA PRÁTICA - Antero 
Vaz, administrador de empresas, paulista em férias, 
nadava na praia de Boa Viagem quando foi atacado por 
um tubarão, perdendo dois dedos da mão direita. Ficou 
internado por 10 dias, propondo ação contra a 
Municipalidade do Recife, na qual pediu e obteve 
liminarmente a antecipação tutelar, para o fim de, nos 
termos do seu pedido inicial, ser indenizado por danos 
ate iaisà −à dis i i adosà eà o siste tesà e à gastosà
hospitalares e lucros cessantes, pelo tempo não 
t a alhadoà −,à o aisà e estéticos. Alegou falta de 
sinalização do perigo que corria, naquele trecho de praia, 
bem como ausência de guarda vidas que o houvesse 
alertado e impedido de nadar além dos recifes da praia, 
local do ataque. Afirmando a responsabilidade objetiva 
do Estado, que independeria de culpa, o juiz da causa 
concede antecipadamente os danos materiais, morais e 
estéticos, respectivamente nos valores de R$ 10.000,00, 
R$ 150.000,00 e R$ 160.000,00; considerou ainda as 
peculiaridades do caso e as provas dos autos para 
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 52 
conceder pensão vitalícia para o autor por perda parcial 
permanente da capacidade laborativa que intuiu pelo só 
fato da perda dos dedos. Como Procurador Judicial da 
Municipalidade do Recife, interponha o recurso 
pertinente à defesa judicial de seus interesses. 
- Resposta: I. Como Procurador Judicial da 
Municipalidade de Recife, defender civilmente que a 
responsabilidade do Estado por omissão só se 
caracteriza mediante apuração de culpa, tratando-se 
pois de responsabilidade subjetiva e não objetiva; 
defender a ausência de culpa, pela notoriedade dos 
fatos. II. Quanto ao aspecto processual, defender a 
impossibilidade jurídica de se conceder liminar contra o 
Poder Público de forma exauriente e sem sua oitiva 
prévia (Lei 8437/1992), além da inexistência de prova 
inequívoca dos danos, sem antes instaurado o 
contraditório, mormente no tocante aos danos morais e 
estéticos. III. Contestar os valores fixados, por sua 
exacerbação; contestar a natureza da pensão 
concedida, vitalícia, a uma por ter sido concedida de 
ofício, ultra petita; a duas por se tratar de juízo firmado 
em antecipação tutelar, a três pela pouca extensão dos 
danos físicos sofridos, irrelevantes para um 
administrador de empresas, não se caracterizando 
perda alguma da capacidade laborativa. IV. 
Processamento e pedido corretamente efetuados no 
agravo de instrumento. 
Procuradoria Municipal - PGM-Almirante 
Tamandaré/PR - Ano: 2015 - Banca: UFPR - Disciplina: 
Direito Constitucional - Educação - PEÇA PROCESSUAL - 
Laura e Cláudio – genitores de Gabriel, menor nascido 
em 26/12/2008 – entraram em contato com a escola 
municipal de Almirante Tamandaré para solicitar a 
matrícula de seu filho na pré-escola. Apesar de existirem 
vagas, em 05/01/2015, receberam a resposta negativa 
por escrito do diretor da escola. Em 10/05/2015, Laura, 
Cláudio e Gabriel (este último representado pelos 
genitores) impetraram Mandado de Segurança em face 
do Município de Almirante Tamandaré, anexando a 
negativa do diretor e requerendo a matrícula imediata de 
Gabriel na pré-escola, inclusive com pedido de 
antecipação dos efeitos da tutela. Pleitearam, ainda, a 
condenação ao pagamento das custas e honorários de 
sucumbência. A medida liminar foi indeferida pelo juiz da 
1ª Vara Federal de Curitiba. O diretor da escola 
manifestou-se no prazo legal. O Município foi intimado 
em 25/05/2015 (segunda-feira), com a juntada do 
mandado aos autos em 26/05/2015 (terça-feira). 
Partindo do pressuposto de que os fatos ocorreram da 
forma como narrados, na condição de advogado do 
Município de Almirante Tamandaré, para quem o caso foi 
distribuído, elabore a peça judicial adequada para 
defender o Município da melhor forma possível. Indique, 
como data de sua manifestação, o último dia do prazo 
para a apresentação da defesa. 
- Resposta: 1 - Endereçamento: Excelentíssimo Senhor 
Doutor Juiz Federal da XXXX Vara Federal Cível da 
Subseção Judiciária de Curitiba, Seção Judiciária do 
Paraná. 2- Qualificação das partes: Município de 
Almirante Tamandaré, pessoa jurídica de direito 
público, endereço. 3 - Denominação da peça: 
Co testaç o.à O s.:à oà à i fo aç es"à po ueà oà
município não é autoridade coatora, mas sim a parte 
requerida. 4 - Descrição dos fatos. 5 - Preliminares: 5.1 - 
incompetência absoluta do juízo: não é competência da 
Justiça Federal, pois não incide nas hipóteses do artigo 
109 da Constituição federal. é competência da Justiça 
Estadual. 5.2 - indeferimento da petição inicial: escoou 
o prazo decadencial de 120 dias (artigo 23 da LMS) para 
propositura. 6 - Fundamentos. 6.1 - ausência de direito: 
líquido e certo a criança tem mais de seis anos, 
inexistindo, portanto, o direito líquido e certo de 
matrícula, por ausência de previsão legal - art. 208 da 
CF diz que a obrigação do município em fornecer vaga 
em creche vai até os 5 anos de idade, e Gabriel já havia 
ultrapassado esta faixa etária quando seus pais 
realizaram requerimento. 6.2 - ausência de ilegalidade/ 
absoluto poder: o Município agiu de forma lícita, 
conforme o princípio da legalidade, pois o artigo 208 
prevê o dever de fornecer vaga em creche apenas até os 
5 anos de idade. 6.3 - impossibilidade de condenação 
em honorários de sucumbência previsão do artigo 25 da 
lei 12016/2009. 7 - Requerimentos. 7.1 - acolhimento 
das preliminares (art. 267, IV e V, do CPC). 7.2 - 
Intimação do Ministério Público. 7.3 - A denegação da 
segurança. 7.4 - protesto por produção das provas. 7.5 - 
a condenação dos impetrantes ao pagamento das 
custas processuais. 8 - Indicação de assinatura sem 
indicação do candidato. 
Procuradoria Municipal - PGM-Guarapari/ES - Ano: 2015 
- Banca: IBEG - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Saúde - PEÇA PRÁTICA - Moises Brito, 
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 53 
pecuarista, morador da cidade de Piúma - Es, após sofrer 
acidente de veículo em 10.03.2014 é informado por seu 
médico que seria recomendado a realização de uma 
cirurgia cardíaca, na hipótese de medicação não se 
mostrar totalmente eficiente. Em 22.08.2014, a 
operadora do plano de saúde foi consultada para arcar 
com os custos da cirurgia, tendo esta se negado a custear 
a cirurgia, sob alegação da existência de outros 
procedimentos mais recomendados e menos onerosos. 
Alegou, ainda que o procedimento cirúrgico é de alta 
complexidade e por isso não estava na cobertura do 
plano escolhido pelo cliente. Sabe-se que, a cidade de 
Piúma - ES, não dispõe de centro cirúrgico, sendo que 
tais procedimentos, na esfera pública, sã realizados na 
capital, sob a responsabilidade do Estado do Espírito 
Santo. Irresignado, Moises Brito procurou a Defensoria 
Pública Estadual da Cidade vizinha de Guarapari - ES, 
informou que a cirurgia custava aproximadamente R$ 
30.000,00 (trinta mil reais) e no momento não detinha 
aquela soma de recursos, pois havia gasto todas as suas 
economias na compra d um rebanho novo e na troca do 
carro de sua esposa.Diantedesse quadro, Moises Brito, 
através da Defensoria Púbica Estadual, em 02.06.2015, 
ajuizou ação ordinária com pedido de tutela antecipada 
em face no Município de Guarapari - ES, requerendo que 
o Município seja compelido, liminarmente, a realizar a 
cirurgia sob pena de bloqueio de verbas públicas e no 
mérito, seja ratificada a liminar. O juiz da Fazenda Pública 
da comarca de Guarapari - ES, deferiu-se a liminar 
determinado a realização da cirurgia, no praz de 20 
(vinte) dias, sob pena de boqueio de R$ 30.000 (trinta mil 
reais) das contas públicas, argumentando que o Sistema 
Único de Saúde é universal que emitisse parecer acerca 
do caso.Na qualidade de Procurador Municipal emita 
parecer abordado a medida judicial mais adequada a ser 
proposta pelo Município, bem como todos os pontos que 
a Fazenda Pública poderia alegar em Juízo. 
- Resposta: O candidato deverá elaborar um parecer 
com o objetivo de responder à consulta formulada pelo 
Prefeito do Município de Guarapari- Es. O parecer 
deverá ser estruturado em: Ementa, Relatório, 
Fundamentação e Conclusão. EMENTA: Deverá conter 
de for aà l gi aà eà oo de adaà asà p i ipaisà palav as-
have à ueà fo a àutilizadasà aàela o aç oàdoàpa e e .à
Exe plo:à P estaç oà doà se viçoà deà saúde,à Ci u giaà deà
alto custo pelo município de Guarapari-Es. Não 
viabilidade. Responsabilidade do estado do Espírito 
Santo. Inexistência de hipossuficiência pelo autor. 
Ilegitimidade da Defensoria Pública. Parecer 
i te posiç oà deà ag avoàdeà i st u e to. ‘ELáTÓ‘IO:àOà
candidato deverá descrever sinteticamente a consulta 
formulada, indicando, inclusive, a autoridade 
consulente.Exe plo:à T ata-se de consulta formulada 
pelo Senhor Prefeito Municipal de Guarapari-Es acerca 
de decisão judicial prolatada pelo MM Juiz da Vara da 
Fazenda Pública a que determinou liminarmente a 
realização da cirurgia, no prazo de 20 (vinte) dias, sob 
pena de bloqueio de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) das 
contas públicas, argumentando que o sistema único de 
saúde é universal, sendo responsabilidade solidária de 
todosàosàe tesàdaàFede aç o. ... Éàoà elat io.à Passoàaà
opi a FUNDáMENTO.à Oà a didatoà deve confrontar 
todos os pontos relevantes que orbitam a temática 
proposta, apontando os argumentos que poderiam ser 
apresentados em juízo.FUNDAMENTO. O candidato 
deverá responder que não há obrigatoriedade do 
Município em custear cirurgia de alto custo. Que há 
necessidade de interposição de Agravo de Instrumento 
com pedido de efeito suspensivo a fim de suspender a 
decisão que determinou a realização da cirurgia e o 
bloqueio das verbas públicas.O parecer deve ser datado 
e assinado pelo Procurador Municipal, com indicação de 
sia inscrição na OAB (Em atendimento ao exemplo 
contido no Edital).Conclusão. O candidato deverá 
responder que não há obrigatoriedade do Município em 
custear a cirurgia de alto custo. Que há necessidade de 
interposição de Agravo de Instrumento com pedido de 
efeito suspensivo a fim de suspender a decisão que 
determinou a realização da cirurgia e o bloqueio das 
verbas públicas.O parecer deve ser datado e assinado 
pelo Procurador Municipal, com indicação de sua 
inscrição na OAB (Em atendimento ao exemplo contido 
no Edital). 
Procurador Estadual - Concurso: PGE-AC - Ano: 2012 - 
Banca: FMP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Administração Pública - O GABINETE DO 
GOVERNADOR encaminha consulta à Equipe de 
Consultoria da Procuradoria-Geral do Estado, 
pretendendo propor à Assembleia Legislativa estadual, 
projeto de lei que fixe a remuneração dos Secretários de 
Estado em subsídios mensais, estabelecendo a 
possibilidade de pagamento diferenciado para os 
Secretários de Estado que sejam, também, servidores 
públicos e aqueles outros que não têm nenhum vínculo 
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 54 
com o ente público. A proposta prevê que os primeiros 
poderão optar pela remuneração do cargo ou emprego 
público de origem acrescido de uma gratificação mensal 
estabelecida em percentual do valor dos subsídios fixado 
para os segundos. Ainda, prevê o pagamento de 
gratificação natalina e adicional de férias apenas para os 
Secretários de Estado que tenham vínculo com o serviço 
público. Em razão da falta de consenso no âmbito do 
governo estadual, o Governador do Estado questiona a 
PGE acerca da constitucionalidade de tal ato normativo e 
de sua adequação no que tange ao tratamento dado ao 
servidor público, bem como, em caso afirmativo, à 
incidência da gratificação prevista no projeto de lei para 
o cálculo da gratificação natalina, para aqueles 
Secretários de Estado que tenham feito a opção 
pretendida pela remuneração de origem acrescida da 
gratificação.Elabore a resposta à consulta formulada, 
considerando os aspectos legais, doutrinários e 
jurisprudenciais que afetam os temas envolvidos . 
- Resposta: Tópicos a serem observados:- Estrutura 
formal do Parecer (até 1,0) - Verificar a ocorrência de 
vício formal na proposta. (até 2,0) - Discorrer acerca da 
possibilidade de tratamento diferenciado para 
Secretários de Estado servidores ou empregados 
públicos e os que não são (até 2,0) - Verificar e 
desenvolver o tema do estabelecimento de pagamento 
de adicional de férias e gratificação natalina para 
Agentes Políticos (até 2,0) - Tratar da possibilidade de 
incidência da gratificação prevista para os Secretários 
servidores ou empregados públicos no pagamento do 
13º salário (até 2,0) - Análise do coerência e da 
completude da argumentação (até 1,0) Obs: na 
avaliação para atribuição da pontuação acima indicada 
foi considerada a capacidade dissertativa e de 
argumentação, o conhecimento do vernáculo e a 
linguagem técnico-jurídica,nos termos do art. 42 do 
Edital. 
Procuradoria Legislativa - Concurso: Câmara de Porto 
Alegre - Ano: 2014 - Banca: FUNDATEC - Disciplina: 
Direito Constitucional - Assunto: Controle de 
Constitucionalidade - PEÇA PROCESSUAL - Em 01 de 
janeiro de 2013, ao tomar posse como novo Prefeito de 
Porto Alegre/RS, o Sr. João da Silva é informado pelo 
corpo técnico da Secretaria Municipal de Educação sobe 
a existência de estudos que apontam para um déficit de 
12,4 mil vagas na rede de Educação Infantil do Município 
de Porto Alegre. Preocupado com o problema da falta de 
creches, o Prefeito encaminha projeto de lei para a 
Câmara Municipal de Vereadores, objetivando sanar o 
problema e, por consequência, pôr fim ao crescente 
número de liminares concedidas, pelo poder Judiciário, 
em proveito de genitores que pleiteiam vagas para seus 
infantes. O projeto é recebido em 18 de janeiro de 2013 
e já em 01 de fevereiro do mesmo ano, tendo o projeto 
tramitado regularmente e seguindo o devido processo 
legislativo, é publicada a Lei Municipal nº 666, de 2013, 
que regulamenta o acesso à Educação Infantil no 
Município de Porto Alegre. O Art. 4º, da nova Lei, 
estabelece os seguintes requisitos para a concessão de 
vagaàe à e heàpelaàád i ist aç oàPú li aàMu i ipal:à I.à
Comprovada necessidade econômica da criança;II. 
Ambos os genitores devem estar empregados e com 
renda familiar bruta não superior a dois salários 
mínimos; III. Comprovação do não recebimento de 
auxílio-creche por parte dos empregadores de ambos 
genitores, mediante declaração de cada empregadora; 
IV. Inscrição regula da criança junto à Secretaria 
Municipal de Educação, a ser realizada, 
obrigatoriamente, entre os dias 01 e 31 de março do ano 
para o qual se pleiteia a vaga. Parágrafo único. A 
concessão das vagas seguirá a ordem de chegada dos 
requerimentos por parte do(s) genitor(es) junto à 
“e eta iaà Mu i ipalà deà Edu aç o. à I o fo adaà o à
os novos requisitos introduzidos pelo At. 4º, da Lei 
Municipal nº 666/2013, a Associação de Pais e Mestres 
C ia çaà Feliz ,à asso iaç oà ivilà seà fi sà lu ativos,à o à
finalidade institucional voltada exclusivamente para a 
proteção e defesa da Educação Infantil, regularmente 
construída em 12 de outubro de 2012, ajuíza Ação Civil 
Pública, nos termos do Art. 1º, IV, da Lei nº 7.347, de 
1985, em 18 de fevereiro de 2013, conta o Prefeito e a 
Mesa da câmara de Vereadores de Porto Alegre. Alega a 
inconstitucionalidade material da Lei atacada por ofensa 
à dignidade da pessoa humana, ao direito fundamental à 
Educação Infantil, ao princípio da razoabilidade, ao 
princípio da proporcionalidade e ao princípio da 
isonomia, no que concerne à criança, enquanto que, em 
relação aos pais, alega ofensa expressa no Art. 7º, XXV, 
da Constituição Federal de 1988. Requer ainda que seja, 
em caráter liminar, suspendidos os efeitos da Lei 
impugnada até o trânsito em julgado da ação em objeto. 
Em 22 de fevereiro de 2013, o juiz titular da 28ª Vara 
Especializada de Direito Público do Foro Central de Porto 
Alegre defere o pedido de suspensão, em caráter liminar, 
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 55 
dos efeitos da Lei nº 666/2013, acolhendo os 
argumentos da parte autora, determina a citação pessoal 
do Prefeito e do Presidente da Câmara de Vereadores, 
intima o Ministério Público para que se manifeste e 
ordena que, até o julgamento em definitivo da ação, 
sejam concedidas vagas em creche a todas as crianças 
que pleiteiem junto à Secretaria de Educação, sob o 
fundamento constitucional nos artigos 208, IV e 211, § 
2º. Ambas as citações do Prefeito e do Presidente da 
Câmara de Vereadores ocorreram, regularmente, no dia 
05 de março de 2013, tendo sido ambos os mandados de 
citação juntados aos autos no dia 07 do mesmo mês. 
Elabore a peça processual cabível para a melhor defesa 
dos interesses do Município de Porto Alegre, datando-a 
dentro do prazo legal. Na eventualidade do cabimento 
de mais de uma medida processual, elabore aquela que 
contar com o menor prazo legal, indicando, ao final da 
questão, um post scriptum, qual a subsequente medida 
processual cabível. Na eventualidade do não cabimento 
de nenhuma medida processual, fundamente sua 
resposta. 
 - Resposta: Agravo de instrumento ou suspensão de 
liminar são as peças corretas/aceitáveis, tendo em vista 
a primazia do interesse do Município na atuação do 
cargo pretendido. É inquestionável a necessidade de 
cassar a liminar, antes mesmo de apresentar 
contestação. Estruturar peça com requisitos legais 
obrigatórios, desde folha de encaminhamento do 
agravo de instrumento até data correta. 
Preliminarmente, alegar ilegitimidade ativa (requisito 
da pré-constituição da associação e ausência de 
finalidade institucional prevista em lei) e ilegitimidade 
passiva, com fulcro na Lei n. 7347/85 e CPC, em especial 
a personalidade judicial da Câmara de Vereadores. No 
mérito, enfrentar a alegação de inconstitucionalidade 
da lei atacada em todos os aspectos propostos pela 
parte autora, sobretudo situando o problema entre os 
arts. 6 e 7 da Constituição de 1988 (direito fundamental 
à educação infantil e direito do trabalhador a ter o filho 
matriculado em creche, respectivamente). Referências 
legais mínimas: Lei n. 7347/85, Código de Processo Civil, 
Constituição de 1988. 
Procurador Legislativo - Concurso: Assembléia 
Legislativa-PB - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina: 
Direito Constitucional - Assunto: Direitos Individuais e 
Coletivos - Ilustríssimo Senhor Procurador, Esta Mesa 
comumente recebe pedidos de uso das instalações da 
Casa por grupos e organizações da sociedade civil. 
Eventualmente, trata-se de manifestações e reuniões 
adversas à criminalização de práticas sociais 
controversas, tais como uso de drogas ilícitas, aborto e 
ocupações ou invasões de propriedade rurais e urbanas. 
Recentemente, o Procurador-Geral de Justiça oficiou a 
esta Mesa Diretora postulando o indeferimento desses 
pedidos, advertindo que tais eventos caracterizariam, em 
tese, utilização de espaços públicos para apologia de 
fatos criminosos (art. 278, do Código Penal), incorrendo 
seus participantes, portanto, nas penas e procedimentos 
criminais correspondentes, inclusive com prisão em 
flagrante delito. Posto que se trata de reuniões pacíficas, 
desarmadas e previamente comunicadas às autoridades, 
e abstraídas outras considerações de índole 
administrativa ou política, consulto V. Sa. Para, 
estritamente no plano penal e processual penal, resposta 
discriminada aos seguintes tópicos: a) Há algum 
entendimento da Justiça brasileira que pode ser 
invocado sobre esse assunto e obrigatório para a 
administração desta Casa? Em que termos ? b) A justiça 
brasileira já acenou com limites materiais a essa 
liberdade de reunião ? c) Como se regula a prisão em 
flagrante nesse delito d) Se algum Deputado desta Casa 
estiver participando dessas reuniões, ele pode ser preso 
em flagrante ? Por quê? e) Diante do poscionamento 
concreto já manifestado pelo Procurador-Geral de 
Justiça, qual e a quem será endereçada a medida 
especificamente processual penal mais eficiente e célere 
para que tais pessoas, possam, antecipadamente, ter 
assegurada sua liberdade no curso de reuniões dessa 
natureza? Sem mais, respeitosamente, Presidente da 
Mesa Diretora da Assembléia Legislativa da Paraíba. 
Diante do ofício recebido, elabore a peça prática 
correspondente, observando, inclusive, sua forma 
técnica adequada. 
- Resposta: A) Na ADPF 187, que cuidou do caso da 
Marcha da Maconha, o STF consignou interpretação de 
que não violam o art. 287 do CP as manifestações e 
eventos públicos pela legalização ou descriminalização 
das drogas hoje ilícitas. Esse julgado tem efeito 
vinculante somente em referência a temática das 
drogas, inclusive para a Assembléia Legislativa da 
Paraíba (art. 102, op. 2º, da CF). Porém, trata-se de 
assentar uma liberdade pública de reunião cuja lógica, 
em linha de princípio, pode ser estendida aos demais 
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 56 
casos aqui em referência. B) Na ADIN 4.274-DF, 
refletindo sobre o que desde antes já assentara no caso 
Eliwanger (HC 82.424-2), em que se cuidara da 
liberdade de expressão enquanto tópico das liberdades 
públicas em geral, o STF voltou a acenar que também a 
liberdade de reunião não é absoluta, de modo a não 
instrumentalizar propósitos e métodos de violência 
física, armada ou beligerante, não legitimando, 
portanto, atos ofensivos e direitos fundamentais e a 
condições básicas de convivência ética e democrática, 
ou que agridam a consciência coletiva e o próprio 
sistema jurídico-constitucional de um pais civilizado. 
Não se pode, portanto, tolerar reuniões com propósitos 
agressivos, totalitários, violentos ou discriminatórios, 
ainda que pacíficas e desarmadas. C) A pena prisional 
não superior a 6 meses classifica o crime como de 
menor potencial ofensivo. Conduzido à autoridade 
policial em situação de flagrancial, o autor do fato deve 
comprometer-se à apresentação voluntária em Juízo, 
lavrando-se simples termo circunstanciado. Com isso, o 
autor do fato deve ser imediatamente liberado, 
independentemente da fiança, de modo a não ficar 
preso em flagrante (Lei 9.099/95, arts. 61 e 69, p. 
único). D) Não, posto que aos Deputados Estaduais, 
assegura-se a imunidade material, trata-se do crime de 
opinião, e formal, esta por não se cuidar de crime 
tecnicamente inafiançável (CF, art. 53, caput, par. 2º c/c 
art. 27 par. 1º, Constituição da Paraíba, art. 55, caput e 
par. 2º). E) em tese, enseja-se a impetração de habeas 
corpus preventivo (CPP, art. 647, 2ª hipótese) perante o 
TJPB. A peça prática correta é um parecer endereçado à 
autoridade consulente. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Itararé/SP -Ano: 2013 - Banca: PUBLICONSULT - Disciplina: Direito 
Constitucional - Assunto: Educação - O Secretário 
Municipal de Educação pretende realizar dois projetos 
educacionais. O primeiro é um programa suplementar de 
assistência médico-odontológica, voltada exclusivamente 
para os alunos da rede pública de ensino, que consiste na 
construção, em cada escola municipal, de um 
ambulatório médico e odontológico para os alunos, bem 
como sua posterior manutenção, inclusive com a 
remuneração dos profissionais contratados para o 
atendimento. O segundo projeto consiste na realização 
de um levantamento estatístico das crianças em idade de 
creche e dos estabelecimentos particulares que atendem 
crianças nesta faixa etária, situados no município de 
Itararé, visando o aprimoramento da qualidade de 
atendimento através da expansão da rede de creches, 
haja vista o grande aumento na demanda por vagas que 
não pode ser atendida, no momento, pela rede pública 
municipal. Requer do Procurador Jurídico que analise a 
legalidades das despesas decorrentes dos projetos 
pretendidos, bem como a possibilidade de serem 
efetuadas utilizando-se recursos destinados à 
manutenção e desenvolvimento do ensino. Elabore um 
parecer objetivo em resposta à consulta, levando em 
consideração a eletividade das despesas do ensino de 
que tratam os artigos 70 e 71 da Lei nº 9.394/96 (Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional). 
- Resposta: QUESITOS A SEREM CONSIDERADOS NA 
ELABORAÇÃO DA RESPOSTA: O primeiro projeto, não 
obstante a LEGALIDADE (1) da despesa (CF/ art. 208 – O 
dever do Estado com a educação será efetivado 
mediante a garantia de (...) VII - atendimento ao 
educando, em todas as etapas da educação básica, por 
meio de programas suplementares de material didático-
escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde) 
(2), NÃO pode ser considerado como despesa com 
manutenção e desenvolvimento do ensino (3), pois é 
VEDADO pelo ARTIGO 71 da LDB (4), devendo ser 
atendido com recursos provenientes de contribuições 
sociais e outros recursos orçamentários (5), de acordo 
com o § 4º do art. 212 da CF (Os programas 
suplementares de alimentação e assistência à saúde 
previstos no art. 208, VII, serão financiados com 
recursos provenientes de contribuições sociais e outros 
recursos orçamentários) (6). Já o segundo projeto 
consta do rol das DESPESAS ELETIVAS à manutenção e 
desenvolvimento do ensino, inscritas no ARTIGO 70 da 
LDB (7), PODENDO, pois, ser realizado com recursos 
destinados à aplicação no ensino (8). 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM - Santa 
Barbara do Oeste - SP - Ano: 2010 - Banca: IDORT - 
Disciplina: Direito Constitucional - Assunto: Funções 
Essenciais à Justiça - Vereadores do Município de Santa 
Ba a aàd’Oesteàap ese ta àp ojetoàdeàleiào di iaà ueà
altera a lei sobre a organização e o funcionamento da 
Procuradoria-Geral do Município. Conforme teor da nova 
proposição, o Procurador-Geral do Município será 
nomeado pelo Prefeito, depois de aprovada a escolha 
pela maioria absoluta da Câmara Municipal. Você é 
Procurador Jurídico da Câmara Municipal. O Presidente 
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 57 
da Casa Legislativa solicita-lhe parecer sobre a 
constitucionalidade da proposição em face da 
Constituição da República Federativa do Brasil. Emita o 
parecer, (a) pronunciando-se de forma fundamentada, 
com no mínimo dois argumentos, sobre a 
constitucionalidade ou inconstitucionalidade da 
proposição e (b) contextualizando o caso à luz das 
possibilidades de controle preventivo de 
constitucionalidade em vigor no sistema brasileiro. 
- Resposta: A resposta à questão foi avaliada com base 
nos seguintes parâmetros: 1) Os argumentos expostos 
na resposta pelo(a) candidato(a) deveriam guardar 
referibilidade/aderência somente à Constituição da 
República Federativa do Brasil. No enunciado da 
questão, nenhuma referência há à Lei Orgânica do 
Mu i ípioàdeà“a taàB a aàd Oesteà e à àCo stituiç oà
do Estado de São Paulo. 2) O projeto de lei ordinária é 
inconstitucional. 3) Dois argumentos demonstram a 
inconstitucionalidade. 3.1) Argumento da separação de 
poderes (divisão de funções). Condicionar a nomeação 
do Procurador-Geral do Município à aprovação da 
Câmara Municipal viola a separação de poderes porque 
caracteriza interferência do Poder Legislativo em 
atribuição típica do Chefe do Executivo Municipal, a 
saber, a competência de nomeação para cargo em 
comissão em órgão da administração pública direta do 
Poder Executivo (Procuradoria ou Advocacia-Geral do 
Município), cargo este de livre nomeação e exoneração 
porque destinado apenas às atribuições de direção, 
chefia e assessoramento. Por simetria, e apenas para 
ilustrar, cite-se a livre nomeação, pelo Presidente da 
República, do chefe da Advocacia-Geral da União (CF, § 
1º do art. 131). 3.2) Argumento da simetria no processo 
legislativo. Valendo da CF como parâmetro (art. 61, § 
1º, II, c), por simetria, cabe, no âmbito do município, ao 
Prefeito a iniciativa de projeto de lei que disponha sobre 
os servidores públicos, seu regime jurídico, provimento 
de cargos, estabilidade e aposentadoria. 4) Houve 
candidatos(as) que alegaram a inconstitucionalidade 
com o argumento da inadequação da espécie normativa 
adotada. Para alguns, deveria ser projeto de lei 
complementar; para outros, proposta de emenda à lei 
orgânica do Município. Esse argumento não é válido. 
Primeiro: diferentemente do que estipulou para a 
Advocacia- Geral da União e para as Procuradorias dos 
Estados, a Constituição nada prescreveu sobre a 
organização e o funcionamento da advocacia pública 
municipal. Segundo: é verdade que a Constituição 
Federal determinou que a organização e o 
funcionamento da AGU deveriam ser regulados por 
meio de lei complementar. Contudo, isso não significa 
que todos os órgãos da Administração Pública – sua 
carreira e seu funcionamento – devem ser disciplinados 
por meio de lei complementar. Devem sê-lo apenas na 
hipótese de a Constituição expressamente determinar. 
Veja-se que ministérios ou secretarias com status de 
ministério e empresas estatais podem ser criados e 
regulados, em sua estrutura e funcionamento, por lei 
ordinária. No caso em tela, só caberia falar em 
regulação por meio de lei complementar ou por meio de 
lei orgânica se assim determinasse a Constituição 
Federal. Mas não é o caso, porque, repita-se, a 
Constituição Federal nada prescreveu sobre a 
organização e o funcionamento da advocacia pública 
municipal. (Obs.: certamente, trata-se de omissão 
intencional do legislador constituinte. Do ponto de vista 
pragmático, seria inviável tornar obrigatória para todos 
os municípios brasileiros, desde os mais ricos aos 
paupérrimos, a obrigatoriedade de uma advocacia 
pública estruturada em carreira.) 5) No que toca às 
possibilidades de controle preventivo de 
constitucionalidade de proposições legislativas, 
deveriam ser obrigatória e claramente explicitados na 
resposta o controle exercido pela Comissão de 
Constituição e Justiça do Poder Legislativo e o controle 
pelo Chefe do Executivo por meio de veto jurídico, 
hipótese na qual o Prefeito pode manifestar a não 
aquiescência, parcial ou total, à proposição legislativa 
alegando inconstitucionalidade (formal e/ou material). 
Na correção da resposta, a menção à hipótese de 
controle judicial, por meio de Mandado de Segurança, 
não era obrigatória, haja vista ser duvidosa essa 
possibilidade em sede de controle de 
constitucionalidade preventiva de proposição legislativa 
municipal. O argumento de que o STF, em princípio, 
admite mandado de segurança contra proposição 
legislativa é de aplicabilidade discutível no caso 
enunciado pela questão (projeto de lei ordinária no 
âmbito municipal). Por quê? Primeiro: a jurisprudênciado STF corroboradora (afirmativa) da possibilidade de 
controle judicial preventivo versa sobre proposta de 
emenda à Constituição tendente a abolir cláusula 
pétrea. No caso enunciado pela questão, não se trata de 
emenda à lei orgânica municipal com o objetivo de 
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 58 
suprimir a separação de poderes. Segundo: tratando-se 
de processamento e julgamento de Mandado de 
Segurança impetrado por Congressista(s), o STF atua 
como primeira e última instância, portanto, a questão é 
decidida originária e exclusivamente por um órgão 
judicial. Concedida a ordem, o debate político-
parlamentar sobre a proposição legislativa cessa 
definitivamente. No caso de proposição legislativa 
municipal, a concessão da ordem não faria cessar 
definitivamente o debate político-parlamentar, porque 
ainda caberia recurso a instância judicial superior, que 
poderia reformar a decisão. Isso geraria interferência e 
incerteza no processo político de formação das leis e, 
enfatize-se, desnecessárias porque logo à frente haveria 
a possibilidade de o próprio Chefe do Poder Executivo 
vetar a proposição alegando inconstitucionalidade. 
Terceiro:o cabimento de mandado de segurança requer 
a lesão ou a ameaça de lesão a direito líquido e certo. 
Ou seja, devem ser cristalinas a existência de um direito 
subjetivo do parlamentar e a lesão ou ameaça de lesão 
a esse direito subjetivo. No caso em tela, é justificável 
cogitar-se de violação ou ameaça de violação a direito 
su jetivoàdeàve eado es àdeà “a taàB a aàd Oeste?àÉà
no mínimo discutível. Por essas razões, entendeu-se que 
a resposta ótima à questão não exigia a menção ao 
controle de constitucionalidade preventivo pela via 
judicial (Mandado de Segurança). 
Advogado - Concurso: DETRAN-AC - Ano: 2009 - Banca: 
CESGRANRIO - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Organização do Estado - O Município X 
sancionou uma lei que determina o desligamento dos 
ada esà eà pa dais à osà si aisà deà t sito na sua 
circunscrição, entre as 22h e 5h, todas as noites, 
proibindo, ainda, a autuação dos motoristas que 
ultrapassem o sinal vermelho naquele horário. O 
Governo Estadual, inconformado com tal promulgação, 
ajuizou, junto ao Tribunal de Justiça do Acre, Ação de 
Inconstitucionalidade (artigo 104 da Constituição do Acre 
e artigo 125, § 2o, da Constituição Federal), ainda 
pendente de julgamento. Entretanto, o tribunal local 
deixou de conceder a liminar pleiteada, que buscava 
sustar os efeitos daquele ato normativo. Já na vigência 
da lei, a Junta Administrativa de Recursos de Infrações 
(JARI) recebeu recurso de motorista impugnando 
autuação lavrada por Policial Militar, no qual constava 
que o condutor avançou o sinal vermelho, em rua do 
Município X, às 23h55min. Afirmou que a existência 
daquela norma municipal denotaria a boa-fé do 
recorrente, que sustenta, ainda, a ilegalidade do auto de 
infração. A JARI consultou o advogado do DETRAN, 
solicitando a emissão de parecer acerca da plausibilidade 
da autuação. Redija o parecer que será encaminhado à 
JARI, que deverá considerar o posicionamento das Cortes 
Superiores sobre o tema. 
 - Resposta: Exmo. Sr. Dr. Presidente da Junta 
Administrativa de Recursos de Infrações A presente 
consulta diz respeito à solução jurídica a ser dada pela 
JARI a determinado recurso que contesta a legalidade 
de uma autuação de trânsito. In casu, o recorrente 
impugna autuação lavrada por Policial Militar, onde 
consta que o mesmo avançou o sinal vermelho, em 
ruado Município X, às 23h55min. Afirma que ante a 
vigência da Lei X, que autoriza o avanço de sinal 
vermelho naquele horário, a autuação seria ilegal e 
feriria o princípio da boa-fé. De plano, deve-se salientar 
que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem-
se mostrado inflexível no sentido de considerar que 
todas as formas de regulamentação do trânsito 
inserem-se na órbita da competência privativa da 
União, tal qual previsto no inciso XXII do artigo 22 da 
Constituição Federal. Assim, todas as tentativas de 
estabelecer regulamentos locais para situações de 
trânsito, entre os quais o desligamento de radares ou 
semáforos, foram consideradas inconstitucionais pelo 
Pretório Excelso, que não admite que a matéria seja 
tratada à luz do artigo 30, inciso I, da Constituição 
Federal (competência dos Municípios para tratar de 
assunto de interesse local) ou mesmo do artigo 23, XII 
da Carta da República, que trata da competência 
comum dos entes federativos para tratar da segurança 
do trânsito. Ante essa constatação, é forçoso 
reconhecer que, ainda que a ação em exame seja 
analisada pelo Supremo Tribunal Federal apenas em 
sede de um eventual recurso extraordinário, a 
tendência natural é pelo reconhecimento do vício de 
competência. Isto posto, duas alternativas se põem 
diante do administrador: 1) A primeira, respeitar o 
princípio da presunção de constitucionalidade da norma 
em exame, posto que não foi deferida a liminar 
requerida pelo Ilmo. Governador deste Estado. Nesta 
hipótese, o recurso em exame deverá ser provido, tendo 
em vista que a ilegalidade da autuação deflui da 
inconstitucionalidade da norma que a ampara. 2) A 
segunda, amparar-se na prerrogativa conferida ao 
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 59 
Chefe do Poder Executivo de descumprir a norma que 
repute inconstitucional. Independente da natureza que 
se dê a tal prerrogativa – forma de controle repressivo 
extrajudicial de constitucionalidade ou apenas exercício 
regular da função – o fato é que ela é amplamente 
aceita, especialmente com o efeito vinculante que tem 
sido conferido às decisões do Supremo Tribunal Federal 
proferidas em sede de controle difuso de 
constitucionalidade. De qualquer forma, a 
responsabilidade decorrente de tal conduta 
Departamento Estadual de Trânsito (notadamente o 
dever de devolver valores cobrados indevidamente) 
impõe manifestação expressa (ato formal) do Ilmo. 
Governador, não bastando a notícia do ajuizamento da 
ação direta. Por esta razão, mostra-se necessária 
remessa de expediente à Procuradoria-Geral do Estado, 
para que o Governador, querendo, se manifeste em um 
ou outro sentido. Importante salientar que qualquer das 
alternativas escolhidas pelo Administrador deve ser 
adotada como paradigma para os casos semelhantes, 
sob pena de violação de princípios caros à 
Administração, tais como a isonomia e a 
impessoalidade. Por fim, não parece que a questão 
deva ser tratada com fundamento no princípio da boa-
fé, mas sim da segurança jurídica do administrado. A 
boa-fé, ao menos no Direito Administrativo, não tem o 
condão de excluir a ilicitude da conduta, tendo 
relevância apenas na fixação da reprimenda. Por outro 
lado, as sanções previstas no Código de Trânsito 
Brasileiro impõem ao órgão de trânsito uma conduta 
vinculada no que tange à penalização, não havendo 
previsão de qualquer margem de tolerância: Art. 208. 
Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de parada 
obrigatória: Infração - gravíssima; Penalidade - multa. 
(...) Art. 259. A cada infração cometida são computados 
os seguintes números de pontos: I - gravíssima - sete 
pontos; (...) Porém, examinando a situação à luz da 
segurança jurídica, é forçoso concluir que, diante da 
plena vigência do dispositivo cuja constitucionalidade 
ainda está sendo discutida e diante da ausência – ainda 
– de manifestação expressa e pública do Chefe do Poder 
Executivo acenando no sentido do descumprimento da 
norma, o recurso em exame merece provimento. Do 
exposto, o parecer é no sentido de que sejam adotadas 
as seguintes providências: a) remessa de expediente à 
Procuradoria-Geral do Estado, solicitando manifestação 
expressa doIlmo. Governador do Estado acerca do 
desejo – ou não – em cumprir o comando da norma da 
Lei X, enquanto pendente o julgamento da ação direta; 
b) enquanto não houver manifestação da administração 
superior – ou em caso de decisão pelo cumprimento da 
norma – devem ser providos os recursos que 
impugnarem autuações lavradas em desacordo com o 
que prevê a Lei X; Departamento Estadual de Trânsito c) 
deve ser dada ampla publicidade sobre a postura 
assumida pela Administração, em respeito ao princípio 
da segurança jurídica, orientando-se, inclusive, os 
agentes de trânsito. É como nos parece. (localidade), 
(dia) de (mês) de (ano). 
Procuradoria Legislativa - Concurso: Assembléia 
Legislativa - ES - Ano: 2011 - Banca: CESPE - Disciplina: 
Direito Constitucional - Assunto: Processo Legislativo - 
Pedro, ex-deputado estadual pelo Partido da Providência 
Nacional (PPN), e o Partido da Providência Nacional 
(PPN), em litisconsórcio ativo, ingressaram, em 
25/8/2011, com ação ordinária, cumulando pedidos de 
medida cautelar e antecipação dos efeitos da tutela, em 
face da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito 
Santo, representada pelo seu presidente. Essa ação foi 
distribuída a uma das Varas da Fazenda Pública da 
Comarca de Vitória/ES, com o escopo de anular o Ato n.º 
345/2011 da Mesa da Casa Legislativa, publicado no 
Diário da Assembléia do dia 20/5/2011, que, de ofício, 
declarara a perda do mandato eletivo do então deputado 
Pedro, em razão de este ter deixado de comparecer, em 
cada sessão legislativa, à terça parte das sessões 
ordinárias, sem autorização da Assembléia Legislativa 
para afastamento. Preliminarmente, o autor justifica o 
manejo da ação ordinária em face de alguns embaraços 
burocráticos na tramitação dos documentos 
encaminhados à direção nacional do partido, tendo 
decorrido o lapso temporal superior aos 120 dias 
estabelecido para ajuizamento do mandado de 
segurança, consoante preceitua a lei mandamental de 
regência. Aduz na inicial, em suma, que a decisão da 
Mesa de declarar a perda do mandato eletivo violou 
dispositivos da Constituição Estadual e, do mesmo modo, 
da norma maior federal, destacando, entre outros 
argumentos, o vício de iniciativa de deflagrar, de ofício, o 
procedimento para a perda do mandato, uma vez que 
não houve provocação por partido político devidamente 
representado na Casa Legislativa, tampouco por 
deputado estadual. Sustenta a nulidade absoluta do ato 
da Mesa, visto que este usurpou a competência do 
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 60 
plenário da Casa Legislativa para conhecer e decidir a 
questão acerca da perda do mandato eletivo, bem como 
feriu os seguintes princípios constitucionais da 
administração pública: o da legalidade e o da 
impessoalidade. No mérito da questão em exame, alega 
erro no cômputo das ausências às sessões legislativas 
para compor a terça parte das sessões ordinárias, o qual 
resultara na autorização da perda do mandado, 
sobretudo porque teriam sido consideradas algumas 
sessões extraordinárias. Postula o reconhecimento da 
nulidade do procedimento por ofensa ao contraditório e 
à ampla defesa, uma vez que foram indeferidos pedidos 
de novas diligências e oitiva de outras testemunhas, em 
razão de a comissão tê-las considerado "[...] 
desnecessárias ao esclarecimento dos fatos imputados e 
[...] meramente protelatórias [...]".Almeja, igualmente, 
na presente demanda, a suspensão cautelar do mandato 
eletivo do candidato suplente da coligação partidária 
(Cresce Brasil), firmada nas eleições de 2010, inaudita 
altera pars, com a posterior declaração de nulidade do 
ato administrativo da Mesa convocatório e de posse do 
suplente da coligação, tombado sob o n.º 567/2011, 
publicado no diário da Casa Legislativa na data de 
21/6/2011, nos termos da ordem de sucessão informada 
pelo Tribunal Regional Eleitoral. O autor expõe, por 
derradeiro, a presença dos requisitos que ensejam a 
medida cautelar pleiteada, postulando, liminarmente, 
que seja ordenada a suspensão dos efeitos jurídicos dos 
atos administrativos n.º 345/2011 e n.º 567/2011 da 
Mesa da Casa Legislativa, publicados no Diário da 
Assembléia dos dias 20/5/2011 e 17/6/2011, 
respectivamente, e requer, de igual modo, a concessão 
antecipada dos efeitos da tutela jurisdicional, com o 
retorno imediato do parlamentar ao exercício da 
atividade legislativa. Nos pedidos finais, postula a 
confirmação dos efeitos da medida cautelar concedida, 
tornando-os definitivos, assim como a ratificação dos 
efeitos da tutela antecipatória 
concedida,independentemente de eventual recurso que 
venha a ser manejado em face da procedência dos 
pedidos firmados na sentença. Pretende a condenação 
da Casa Legislativa ao pagamento dos subsídios que o 
deputado deixou de receber durante o afastamento 
indevido, até o efetivo retorno ao exercício da atividade 
parlamentar, acrescido do pagamento de todos os 
benefícios, verbas e indenizações a que fazem jus os 
deputados em exercício, de forma retroativa, 
devidamente atualizados e corrigidos monetariamente. A 
parte autora postula ainda indenização por danos morais 
em favor do ex-deputado e em nome próprio, sob o 
fundamento de que os atos impugnados atribuíram 
imagem negativa ao parlamentar e ao partido perante a 
sociedade, de inestimável valor eleitoral e profissional, 
com repercussões negativas nas eleições vindouras, 
atribuindo o valor da reparação no montante de R$ 
500.000,00 para cada um. Os atuais dispositivos 
constitucionais e legais autorizam a responsabilidade civil 
por ato legislativo. Requer, por derradeiro, a citação da 
Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, 
representada por seu presidente, bem como a 
tramitação prioritária do feito por ser o ex-deputado 
maior, com 55 anos de idade. Postula o direito de 
produzir provas no curso da instrução do feito, além da 
condenação da ré nas custas processuais e nos 
honorários advocatícios, arbitrados em 20% do valor da 
causa. À causa foi atribuído o valor de R$ 1.000,000. A 
citação foi efetivada no dia 26/8/2011(sexta-feira), e o 
mandado, juntado aos autos, devidamente cumprido, na 
mesma data. O presidente da Assembléia proferiu 
despacho, ordenando remessa à Procuradoria da 
Assembléia Legislativa, no mesmo dia, para adoção das 
providências legais e regimentais pertinentes. Com base 
na situação hipotética apresentada acima, redija, na 
condição de procurador da Assembléia Legislativa, peça 
processual adequada ao caso, em forma e prazo legais. 
Dispense o relatório dos fatos, adotando a situação 
hipotética para esse fim. Ao elaborar o documento, 
exponha enfrentamento necessariamente justificado de 
todas as questões processuais e de mérito apresentadas 
na demanda, assegurando o exercício da plena defesa 
dos interesses da Assembléia Legislativa. Não adicione 
fatos e circunstâncias que não constem da hipótese em 
tela. Date a peça no último dia de prazo. 
 - Resposta: 1- Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade, respeito às margens e indicação de 
parágrafos) - 2 Desenvolvimento do tema -2.1 
Preliminar. Ilegitimidade ativa do partido político. 
Inexistência de relação jurídica. Extinção do processo 
sem resolução de mérito. Art. 267, VI, do CPC. - 2.2 
Preliminar. Ilegitimidade passiva da Assembleia 
Legislativa. Órgão do Estado. Art. 267, VI, do CPC. 
Extinção do processo sem resolução de mérito. Citação. 
- 2.3 Do litisconsórcio passivo necessário. Polo passivo. 
Deputado empossado. Efeitos jurídicos do provimento 
jurisdicional. - 2.4 Preliminar. Incompetência absoluta 
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 61 
do juízo. Pretensão com fundamento na legislação 
eleitoral. Remessa dos autosa juízo competente. Art. 
113, § 2.°, do CPC. - 2.5 Mérito. Perda do mandato. 
previsão constitucional. Iniciativa. Procedimento. 
Deflagração de ofício ou mediante provocação. 
Competência. Mesa da Assembleia. Ausência. Sessões 
ordinárias. Cômputo. Procedimento. Garantias 
constitucionais. devido processo. Contraditório e ampla 
defesa assegurados. Ausência de vícios. Manutenção 
dos atos. Legalidade. Constitucionalidade. Ato 
"internacorporis". - 2.6 Dano moral. Inexistência. 
Legalidade. Previsão Constituição e Legislação de 
regência. Ato administrativo, e não legislativo. 
Impugnação do montante. - 2.7 Ausência dos requisitos 
legais. Tutela de natureza cautelar. Confusão com 
matéria de mérito. Indeferimento. Oitiva da parte 
contrária. - 2.8 Antecipação dos efeitos da tutela 
jurisdicional. Inexistência dos requisitos legais. 
Restrições. Poder público. Restrições. Lei n.º 
9.494/1997. - 2.9 Tramitação prioritária. 
Impossibilidade. Ausência dos pressupostos legais. 
Estatuto do Idoso. Lei n.º 10.741/2003, art. 71. - 2.10 
Dos honorários advocatícios. Vencida fazenda pública. 
Fixação. Juiz. Apreciação equitativa. Art. 20, § 4.º, do 
CPC. - 2.11 Prazo. Contestação. Fazenda Pública. 
Art.188, c/c art. 297, do CPC. Data prazo final 
27/10/2011. 
Procuradoria Legislativa - Concurso: Assembléia 
Legislativa - ES - Ano: 2011 - Banca: CESPE - Disciplina: 
Direito Constitucional - Assunto: Processo Legislativo - 
No âmbito da Assembléia Legislativa do Estado do 
Espírito Santo, está em trâmite proposta de emenda à 
Constituição Estadual, de iniciativa parlamentar, fixando 
como limite único para fins do disposto no art. 37, § 12, 
da Constituição Federal — no âmbito de qualquer dos 
poderes do Estado, do Tribunal de Contas e do Ministério 
Público estadual —, o subsídio mensal dos 
desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado, 
limitado a 90,25% dos subsídios dos ministros do 
Supremo Tribunal Federal. Considerando-se o disposto 
no inciso XX do art. 3.º da Lei Complementar n.º 
287/2004 — que atribui à Procuradoria-Geral da 
Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo a 
competência para opinar sobre a constitucionalidade, 
legalidade, juridicidade e correta técnica legislativa das 
proposições apresentadas ao Poder Legislativo —, a 
referida proposição foi submetida ao procurador-geral, 
que, conforme o disposto no art. 4.º, I, do Ato n.º 2.517 
da Mesa Diretora, designou procurador para expedir 
parecer técnico nos termos do art. 9.º do referido ato. Na 
qualidade do procurador da Assembléia Legislativa 
designado pelo procurador-geral, redija, de forma 
fundamentada e de acordo com o posicionamento do 
Supremo Tribunal Federal, parecer técnico legislativo a 
respeito da proposição mencionada na situação 
hipotética apresentada acima. Ao elaborar seu texto, 
responda, necessariamente, às seguintes questões:1- A 
proposta de emenda constitucional fere a reserva de 
iniciativa prevista no art. 61, § 1.º, da Constituição 
Federal? 2- O conteúdo da proposta de emenda guarda 
relação de compatibilidade com a Constituição Federal, 
do ponto de vista material? 
 - Resposta: 1. Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade, respeito às margens e indicação de 
parágrafos) – 2. Desenvolvimento do tema - 2.1 Parecer 
dirigido ao procurador-geral. - 2.2 Afronta à cláusula de 
reserva de iniciativa (1,50); matéria relativa a regime 
jurídico de servidor público - 2.3 Ofensa ao disposto no 
art. 37, § 12 do inciso XXII, da CF (1,00); subsídio de 
deputado estadual fixado no art. 27, § 2.º, da CF; 
impossibilidade de equiparação ou vinculação de 
remunerações na forma do art. 37, XIII, da CF - 2.4 
Conclusão do parecer pela inconstitucionalidade formal 
e material. 
Advocacia Geral da União - Concurso: Advogado da 
União - Ano: 2012 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Constitucional - Assunto: Processo Legislativo - Em 
determinada lei ordinária estadual, de iniciativa 
parlamentar, está estabelecido o dever do presidente da 
assembléia legislativa do estado de encaminhar o 
relatório da comissão parlamentar de inquérito (CPI) e a 
resolução que o aprovar ao procurador-geral de justiça 
ao presidente do tribunal de contas do estado e ao 
governador do estado, para as providências inseridas no 
âmbito das respectivas competências. No referido 
diploma legal, é criado órgão específico vinculado à 
Secretaria de Estado da Justiça, com responsabilidade 
sobre o controle e administração das ações adotadas 
pelo Poder Executivo local, em face das conclusões do 
relatório. É também fixado prazo para que as aludidas 
autoridades informem ao Poder Legislativo do estado as 
providências adotadas, sendo estabelecida prioridade 
dos processos e procedimentos desencandeados por 
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 62 
essas autoridades com fundamento no relatório, em 
relação aos demais processos, excetuando-se os que 
veiculem pedido de habeas corpus, habeas data e 
mandado de segurança. Na norma, impõe-se, ainda, à 
autoridade administrativa ou judicial que venha a 
presidir o processo ou o procedimento instaurado em 
decorrência das conclusões da CPI o dever de comunicar 
periodicamente à assembléia legislativa o andamento 
processual. Segundo a lei, o descumprimento de 
qualquer dos temros nela contidos sujeita as referidas 
autoridades às sanções administrativas, civis e penais. A 
Advocacia-Geral da União (AGU) recebeu pedido para 
que fosse analisado, em relação à referida lei, o 
cabimento de enventual ação, no âmbito do controle 
concentrado de constitucionalidade, perante a Suprema 
Corte. Em face dessa situação hipotética, elabora, na 
condição de advogado da União responsável pelo exame 
do pedido, parecer, respondendo, necessariamente, com 
a devida fundamentação na lei e na jurisprudência do 
STF, às seguintes indagações: 1- Na situação hipotética 
descrita acima, cabe controle concentrado de 
constitucionalidade, perante a Suprema Corte? 2- O 
presidente da República tem legitimidade para propor 
eventual ação direta de inconstitucionalidade (ADI) ? 3- A 
norma padece de vício de inconstitucionalidade formal 
decorrente de eventual invasão de competência? Nessa 
eventualidade, de quem seria a competência ? 4- A 
espécie normativa configura instrumento adequado para 
estabelecer competências ao parquet estadual ? 5- A 
norma padece de vício de inconstitucionalidade material 
? 6- Eventual petição inicial de ADI assinada pelo 
advogado-geral da União juntamente com o presidente 
da República dispensa a manifestação posterior do chefe 
da AGU no processo ? O parecer deve conter, 
necessariamente, conclusão, devidamente 
fundamentada. 
- Resposta: 1. Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade, respeito às margens e indicação de 
parágrafos). 2 Desenvolvimento do tema. 2.1 
Cabimento da ADI. 2.2 Legitimidade do presidente da 
República. 2.3 Invasão da competência privativa da 
União. 2.4 Iniciativa privativa do chefe do Poder 
Executivo. 2.5 Espécie normativa inadequada para 
veicular competência do parquet. 2.6 
Inconstitucionalidade material: ofensa à autonomia do 
Ministério Público; do Poder Judiciário; ofensa ao 
princípio da separação dos poderes. 2.7 Atuação do 
advogado-geral. 2.8 Conclusão pela viabilidade da 
medida. 
Procuradoria Legislativa - Concurso: Assembleia 
Legislativa do Mato Grosso - Ano: 2013 - Banca: FGV - 
Disciplina: Direito Constitucional - Assunto: Processo 
Legislativo - O deputado X apresenta proposta de 
Emenda à Constituição do Estado de Mato Grosso 
inserindo, na competência exclusiva da Assembleia 
Legislativa,àaàdeàap ova àosà o esà dosàp eside tesàdasà
e tidadesà daà ad i ist aç oà pú li aà i di eta ,à ap sà
indicação do Governador do Estado. Elabore parecer 
acerca da constitucionalidade dessa proposta. 
 - Resposta:1. O Controle de Constitucionalidade de 
Emenda Constitucional Inicialmente devemos verificar a 
própria possibilidade de controle de constitucionalidade 
de Emendas à Constituição genericamente considerada. 
Ainda que possível no direito brasileiro, é válida a 
afirmação de que a aferição da constitucionalidade de 
Emenda observa um espectro mais restrito do que o 
controle de constitucionalidade dos demais atos 
normativos. Isso porque além da verificação do respeito 
às formalidades do processo legislativo (cujo 
descumprimento gera a chamada inconstitucionalidade 
formal), só é possível verificar a constitucionalidade 
material de uma emenda em face das cláusulas pétreas 
constitucionais, as quais estão elencadas no rol do 
artigo 60, § 4º, da CF. Na nossa história constitucional 
contemporânea – marcada pelo advento da 
constituição de 1988 – há precedentes de controle de 
constitucionalidade de emenda, sendo tal possibilidade 
aceita, pacificamente, pela jurisprudência do Supremo 
Tribunal Federal. Assim, o parâmetro possível para a 
aferição da compatibilidade da alteração constitucional 
proposta é se ela viola alguma das cláusulas pétreas 
presentes no texto constitucional, especificamente, 
aquela relativa a separação de poderes. 2. Analisando a 
proposta de emenda Conforme visto, a proposta de 
emenda cuja constitucionalidade se avalia aqui 
p ete deà i se i à aà o pet iaà ex lusivaà daà
Assembleia Legislativa a de aprovar os nomes os 
presidentes das entidades da administração pública 
i di eta àap sài di aç oàdoàGovernador do Estado. 2.1. 
As entidades da administração indireta Conforme 
tradicional conceito doutrinário a Administração 
Indireta é composta de pessoas jurídicas criadas ou 
autorizadas através de lei específica vinculadas a uma 
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 63 
entidade política (para o exercício de forma 
descentralizada de atividades administrativas). 
Compõem a administração indireta as entidades com 
personalidade jurídica: Autarquias, Fundações Públicas, 
Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. As 
Autarquias são entidades da Administração Indireta 
criadas por lei específica, com personalidade jurídica, 
patrimônio e receita próprios, para executar atividades 
típicas da Administração Pública que requeiram, para 
seu melhor funcionamento, gestão administrativa e 
financeira descentralizada. Fundações Públicas são 
entidades dotadas de personalidade jurídica de direito 
público ou de privado, segundo a jurisprudência do STF, 
criada após autorização legislativa, para o 
desenvolvimento de atividades que não exijam 
execução por órgãos ou entidades de direito público, 
com autonomia administrativa, patrimônio próprio 
gerido pelos respectivos órgãos de direção, e 
funcionamento custeado por recursos do Estado e de 
outras fontes. Empresa Pública é a entidade dotada de 
personalidade jurídica de direito privado, com 
patrimônio próprio e capital exclusivo do ente 
instituidor, criada por lei para a exploração de atividade 
econômica que o Governo seja levado a exercer por 
força de contingência ou de conveniência 
administrativa, podendo revestir-se de qualquer das 
formas admitidas no Direito. Também possível a 
existência de empresas públicas não exploradoras de 
atividade econômica, e sim prestadoras de serviço 
público. Sociedade de Economia Mista é a entidade 
dotada de personalidade jurídica de direito privado, 
criada por lei para a exploração de atividade 
econômica, sob a forma de Sociedade Anônima, cujas 
ações com direito a voto pertençam em sua maioria ao 
ente federativo criador ou à entidade de sua 
Administração Indireta. 2.2. A Separação de Poderes e a 
diferenciação entre as entidades pretensamente 
abrangidas pela norma O Princípio da separação de 
poderes é previsto no artigo 2° da Constituição Federal, 
sendo fundamento para a República. A atual previsão 
constitucional da Carta de 1988 se funda na doutrina de 
Montesquieu, que defendia a separação entre os 
Poderes para fins de autolimitação. A divisão de 
atribuições entre os Poderes Legislativo, Executivo e 
Judiciário é prevista de forma taxativa nas Constituições 
dos mais diversos países, entre eles o Brasil. Tais 
atribuições, entretanto, não apenas dizem respeito às 
atividades precípuas de cada um dos Poderes. Isto é, 
além da atividade de elaboração de normas, de 
administração do Estado através do cumprimento das 
leis e do julgamento de ações, as Constituições 
determinam meios de controle entre os Poderes. Tais 
meios de controle são denominados de freios e 
contrapesos. Através do sistema de freios e 
contrapesos, os Poderes acabam possuindo atribuições 
que limitam a atuação de outro Poder. Assim, são 
impedidas eventuais arbitrariedades e excessos de um 
Poder, no exercício de suas atribuições. Nesse sentido, a 
Constituição de 1988 prevê inúmeros mecanismos 
fundamentados nesse sistema. Por exemplo, a 
nomeação de Ministros do STF é realizada através da 
indicação do Chefe do Poder Executivo de pessoa que é 
sabatinada no Poder Legislativo para que, então, se 
aprovada para exercer cargo na cúpula do Poder 
Judiciário Nacional. In casu, é possível vislumbrar, em 
um primeiro momento, a possibilidade de Emenda à 
Constituição do Estado de Mato Grosso determinar a 
atribuição exclusiva da Assembleia Legislativa de 
ap ova à osà o esà dosà p eside tesà dasà e tidadesà daà
ad i ist aç oà pú li aà i di eta à ap sà i di aç oà doà
Governador do Estado. Tal mecanismo, em uma 
primeira análise, poderá ser considerado compatível 
com a Constituição Federal que, embora não o faça 
expressamente, admite o sistema de freios e 
contrapesos. A Constituição Federal, inclusive, traz 
previsão expressa no artigo 52, III, alínea d da 
atribuição do Senado Federal de aprovar, após arguição 
pública, a escolha de Presidente do Banco Central que é 
uma autarquia federal. Ressalte-se que a Lei Federal 
11.036/2004 previu, em seu artigo 2°, a transformação 
do cargo de Presidente do Banco Central em cargo de 
Ministro de Estado. Além disso, convém ressaltar que a 
Emenda Constitucional não irá retirar do Executivo a 
prerrogativa de escolher os dirigentes das entidades da 
Administração Indireta, cabendo ao Legislativo apenas 
aprová-la ou rejeitá-la. Não se está transferido ao 
Legislativo o poder de escolher os dirigentes das 
entidades da Administração Indireta, mas apenas de 
exercer um controle sobre a escolha efetuada pelo 
Governador. Conclui-se, portanto, que à luz do sistema 
de freios e contrapesos é possível que a Constituição do 
Estado do Mato Grosso preveja que a Assembleia 
Legislativa deverá aprovar, após arguição pública, os 
Presidentes de autarquias e fundações públicas. Nesse 
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 64 
sentido se orienta a jurisprudência do STF. Entretanto, 
quanto às empresas públicas e sociedades de economia 
mista, o entendimento daquela Corte Maior não é no 
mesmo sentido. A previsão da criação dessas entidades 
em decorrência de imperativo de segurança nacional ou 
relevante interesse coletivo, no artigo 173 da 
Constituição da República, determina que tais entidades 
se submetem ao regime jurídico de empresas privadas. 
Nas sociedades empresárias privadas inexiste tal 
mecanismo, ou seja, não há previsão no Código Civil, 
nem na Lei 6.404/64 de nomeação de dirigentes de 
entidades por terceiros que não fazem parte do quadro 
de sócios da sociedade. Nem sequer existe no direito 
privado a previsão de submissão da escolha dos 
dirigentes de empresas a pessoas que não possuem 
vinculo empresarial com a sociedade. Logo, ausente a 
previsão legal nesse sentido, não será possível que 
norma da Constituição do Estado de MatoGrosso 
preveja atribuição exclusiva da Assembleia Legislativa 
para aprovar os nomes dos presidentes das empresas 
públicas e sociedades de economia mista após indicação 
do Governador do Estado, eis que tal dispositivo viola o 
artigo 173, §1°, inciso I da CRFB. 2.3. A jurisprudência do 
STF acerca do tema A jurisprudência do STF é pacífica no 
sentido do descrito acima, ou seja, a impossibilidade de 
submissão à aprovação da Assembleia Legislativa dos 
indicados as empresas estatais, seja de que natureza 
estas forem. EMENTA: AÇÃO DIRETA DE 
INCON“TITUCIONáLIDáDE.àáLÍNEáà d àDOà INCI“OàXXIIIà
DO ARTIGO 62 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE 
MINAS GERAIS. APROVAÇÃO DO PROVIMENTO, PELO 
EXECUTIVO, DOS CARGOS DE PRESIDENTE DAS 
ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA 
ESTADUAL PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. ALEGAÇÃO 
DE VIOLAÇÃO DO DISPOSTO NO ARTIGO 173, DA 
CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. DISTINÇÃO ENTRE 
EMPRESAS ESTATAIS PRESTADORAS DE SERVIÇO 
PÚBLICO E EMPRESAS ESTATAIS QUE DESENVOLVEM 
ATIVIDADE ECONÔMICA EM SENTIDO ESTRITO. REGIME 
JURÍDICO ESTRUTURAL E REGIME JURÍDICO FUNCIONAL 
DAS EMPRESAS ESTATAIS. INCONSTITUCIONALIDADE 
PARCIAL. INTERPRETAÇÃO CONFORME À 
CONSTITUIÇÃO. 1. Esta Corte em oportunidades 
anteriores definiu que a aprovação, pelo Legislativo, da 
indicação dos Presidentes das entidades da 
Administração Pública Indireta restringe-se às 
autarquias e fundações públicas, dela excluídas as 
sociedades de economia mista e as empresas públicas. 
Precedentes. 2. As sociedades de economia mista e as 
empresas públicas que explorem atividade econômica 
em sentido estrito estão sujeitas, nos termos do 
disposto no § 1º do artigo 173 da Constituição do Brasil, 
ao regime jurídico próprio das empresas privadas. 3. 
Distinção entre empresas estatais que prestam serviço 
público e empresas estatais que empreendem atividade 
econômica em sentido estrito 4. O § 1º do artigo 173 da 
Constituição do Brasil não se aplica às empresas 
públicas, sociedades de economia mista e entidades 
(estatais) que prestam serviço público. 5. A intromissão 
do Poder Legislativo no processo de provimento das 
diretorias das empresas estatais colide com o princípio 
da harmonia e interdependência entre os poderes. A 
escolha dos dirigentes dessas empresas é matéria 
inserida no âmbito do regime estrutural de cada uma 
delas. 6. Pedido julgado parcialmente procedente para 
da ài te p etaç oà o fo eà àCo stituiç oà àalí eaà d à
do inciso XXIII do artigo 62 da Constituição do Estado de 
Minas Gerais, para restringir sua aplicação às 
autarquias e fundações públicas, dela excluídas as 
empresas estatais, todas elas. ADI 1642-MG 2.4. A 
interpretação conforme à Constituição A interpretação 
conforme a Constituição determina que, quando o 
aplicador de determinado texto legal se encontrar 
frente a normas de caráter polissêmico ou, até mesmo, 
plurissignificativo, deve priorizar a interpretação que 
possua um sentido em conformidade com a 
Constituição. Por conseguinte, uma lei não pode ser 
declarada nula quando puder ser interpretada em 
consonância com o texto constitucional. A interpretação 
conforme a Constituição pode ter lugar também quando 
um conteúdo ambíguo e indeterminado de uma norma 
resultar coerente graças ao conteúdo da Constituição. 
Pode-se perceber, com maior clareza no Brasil nas 
decisões do Supremo Tribunal Federal, duas dimensões 
abarcadas pelas possibilidades de interpretação 
conforme a Constituição. Por um lado, sua utilização em 
casos concretos vincularia apenas as partes envolvidas 
pela decisão, por meio do controle difuso de 
constitucionalidade. Por outro, a interpretação 
conforme a Constituição pode ser justamente utilizada 
no controle abstrato de normas. Em ambas as situações, 
limita-se o órgão judiciário a declarar a legitimidade do 
ato questionado desde que interpretado em 
conformidade com a Constituição. No presente, a 
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interpretação mais evidente da proposta de emenda 
constitucional confere à Assembleia Legislativa a 
prerrogativa de aprovar os nomes de todos os 
p eside tesà dasà e tidadesà daà ad i ist aç oà pú li aà
indi eta à ap sà i di aç oà doà Gove ado à doà Estado.à
Conforme vimos, tal possibilidade é vedada pelo 
ordenamento jurídico. Porém, adotando-se a técnica da 
interpretação conforme à Constituição temos que, é 
possível extrair da norma uma autolimitação, a qual 
restringe sua incidência somente aos presidentes das 
autarquias e fundações públicas, eis que assim, 
preserva-se o conteúdo da norma no seu sentido 
constitucionalmente possível. 3. Conclusão Pelo 
exposto, verificamos que a proposta de emenda é 
constitucional no que diz respeito à indicação dos 
presidentes da autarquias e fundações públicas não 
sendo porém, em relação às empresas públicas e 
sociedades de economia mista. Hipóteses 1. Assim 
sendo, levando-se em consideração a chamada 
i te p etaç oà o fo eàaàCo stituiç o àve ifi a-se que 
o preceito normativo é constitucional, desde que, tenha 
clareza que seu âmbito normativo é mais restrito do que 
aparenta ser, não se aplicando a empresas públicas e 
sociedades de economia mista. 2. Assim sendo, por 
razões de segurança jurídica, em que pese a 
possibilidade de adoção de interpretação conforme a 
constituição sugerimos a adoção de redação que 
expressamente aborde autarquias e fundações públicas. 
ESPELHO DE CORREÇÃO DA PEÇA Itens Pontos 1. 
Controle. Tratamento constitucional da matéria, 
cláusulas pétreas e parâmetro diferenciado de controle. 
0.0 2.0 2. Constitucionalidade da Emenda. Diferenciação 
entre entidades da administração indireta. 0.0 2.0 4.0 2. 
Constitucionalidade da Emenda. Preceito viola ou não a 
separação dos poderes. 0.0 8.0 12.0 16.0 2. 
Constitucionalidade da Emenda. Remissão a 
jurisprudência do STF 0.0 2.0 4.0 3. Constitucionalidade. 
Interpretação conforme a Constituição OU adoção de 
redação que expressamente aborde autarquias e 
fundações públicas. 0.0 3.0 6.0. 
Advogado - COPEL - Ano: 2015 - Banca: UFPR - 
Disciplina: Direito do Consumidor - Código do 
Consumidor - PEÇA PROCESSUAL - Marlene contratou os 
serviços de internet da COPEL. Após utilizá-los por um 
mês, a cliente recebeu a fatura para pagamento pela via 
digital, mas deixou de quitá-la n o prazo contratado 
(10/04/2015). Passados 20 (vinte) dias, Marlene recebeu 
uma notificação extrajudicial, na qual a COPEL solicitou o 
pagamento da fatura no prazo de 10 (dez) dias, sob pena 
de inclusão de seu nome nos cadastros de proteção ao 
crédito e corte do fornecimento do serviço. No dia 
15/05/2015, Marlene entrou em contato com a COPEL 
por telefone, informando que não havia feito o 
pagamento porque estava viajando e que, no momento, 
estava sem dinheiro. Sustentou que o pagamento seria 
feito quando pudesse e que, se a COPEL inserisse seu 
nome nos cadastros de proteção ao crédito iria sofrer as 
consequências, pois seu cunhado era advogado. Essa 
conversa foi gravada. Considerando o inadimplemento, 
no dia 20/05/2015, a Copel inseriu o nome de Marlene 
nos cadastros de proteção ao crédito e procedeu ao 
corte do fornecimento do serviço. Assim, Marlene 
propôs Ação de Indenização por Danos Materiais e 
Morais contra a COPEL, alegando ter havido a inscrição 
indevida de seu nome nos cadastros de inadimplentes e 
corte de serviço essencial. Nos pedidos, pleiteou: a) A 
antecipação dos efeitos da tutela para retirar seu nome 
dos cadastros de inadimplentes; b) A declaração de 
inexigibilidade da dívida e exclusão definitiva de seu 
nome; c) A condenação da Copel ao pagamento de 
indenização por danos materiais de R$ 2.000,00 (dois mil 
reais), diante do tempo que perdeu conversando com o 
funcionário da Copel no telefone; d) Indenização por 
danos morais de R$ 20.000,00 (vinte mil reais),pelo 
sofrimento causado pela negativação de seu nome. O 
Magistrado da 1ª Vara Cível de Curitiba recebeu a inicial 
no dia 01/06/2015 e afirmou que apreciaria o pedido de 
liminar após a citação. A COPEL foi citada em 
08/06/2015, com anexação do mandado aos autos em 
15/06/2015 e designação de audiência de conciliação 
para o dia 01/07/2015. Como advogado da Copel, 
apresente a peça processual cabível para defendê-la 
nesse caso, indicando, como data de sua manifestação, o 
último dia do prazo para a apresentação de defesa. 
 - Resposta: Endereçamento: Excelentíssimo Senhor 
Doutor Juiz de Direito da 1ª Vara Cível do Foro Central 
da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, 
Paraná. Qualificação das partes: O candidato deve dizer 
que a COPEL é pessoa jurídica de direito privado e 
sociedade de economia mista. Denominação da peça: 
contestação. Resumo dos fatos narrados pela autora. 
FUNDAMENTOS: Ausência de ato ilícito por parte da 
Copel : a consumidora estava inadimplente e deu causa 
à inserção de seu nome nos cadastros de proteção ao 
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crédito. Exercício regular de um direito: a consumidora 
estava inadimplente, então é direito da Copel realizar a 
inscrição de seu nome nos cadastros de proteção ao 
crédito. Culpa exclusiva do consumidor: a consumidora 
deu causa aos próprios danos, ao ter deixado de pagar 
a conta, sem possuir justificativa legítima (art. 14, §3º, 
II, CDC). Possibilidade de corte do serviço por não se 
tratar de serviço essencial: o serviço de internet não é 
essencial e seu fornecimento depende de 
contraprestação do consumidor. Ausência de prova dos 
danos materiais: os danos materiais são fatos 
constitutivos do direito do autor (art. 333, I, CPC) e a 
indenização é medida pela extensão do dano (art. 944 
do CC), pelo que o autor precisa comprovar a exata 
extensão dos danos materiais sofridos. Como a autora 
não comprovou, o pedido merece improcedência. 
PEDIDO CONTRAPOSTO - Com base no art. 278, §1º, do 
CPC, deve formular pedido contraposto pugnando pela 
condenação da autora ao pagamento da fatura em 
atraso, acrescida de correção monetária desde o 
vencimento e juros de mora de 1% ao mês desde a data 
do recebimento da notificação extrajudicial. 
REQUERIMENTOS - Indeferimento do pedido de 
antecipação dos efeitos da tutela e manutenção do 
nome da autora nos cadastros de proteção ao 
crédito.Julgamento de improcedência dos 
pedidos.Julgamento de procedência do pedido 
contraposto, para que a autora seja condenada ao 
pagamento da fatura atrasada, acrescida de correção 
monetária desde o vencimento e juros de mora de 1% 
ao mês a contar do recebimento da notificação 
extrajudicial.Protesto por produção de 
provas.Condenação do autor ao pagamento de custas 
processuais e honorários advocatícios de 
sucumbência.Indicação de assinatura sem indicação do 
candidato. Rol de testemunhas. Perícia. 
Advogado - Concurso: PROCON-Itumbiara/GO - Ano: 
2014 - Banca: UEG - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - PARECER - 
Em um caso hipotético, vários consumidores procuraram 
o PROCON local relatando a ocorrência da prática de 
conduta abusiva por agência bancária integrante do 
Banco Grana Fácil S/A, afirmando que são obrigados a 
passar longas horas na fila de espera para que sejam 
atendidos, sem acesso a cadeiras, banheiro e água, em 
clara violação a normas de proteção e defesa do 
consumidor. Para orientar a providência a ser tomada, o 
PROCON solicitou a emissão de parecer jurídico. Assim, 
utilizando apenas os dados fornecidos, redija o parecer 
com orientação ao solicitante, observando a estrutura 
formal do ato: preâmbulo, ementa, relatório, 
fundamentação, conclusão. 
 - Resposta: Peça Processual - Utilizando os dados 
fornecidos pela banca para a Peça Processual espera-se 
que o candidato redija o parecer com orientação ao 
solicitante, observando a estrutura formal do ato: 1- 
Preâmbulo, 2- Ementa, 3- Relatório, 4- Fundamentação, 
5- Conclusão, 6. Assinatura e Data. 
Advocacia de Estatais - Concurso: CAIXA - Ano: 2012 - 
Banca: CESGRANRIO - Disciplina: Direito do Consumidor 
- Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Um 
correntista do Banco Y propõe ação de reparação de 
danos, aduzindo que o seu cartão bancário foi clonado e 
foram realizadas diversas operações em caixas 
eletrônicos e pela internet, gerando prejuízosmateriais 
de R$ 20.000,00. Pleiteou danos morais no valor de R$ 
100.000,00, tendo sido adotado o procedimento 
sumário. Aduziu, ainda, que a sua conta-corrente seria 
em conjunto com sua esposa e que os prejuízos seriam 
dobrados. No entanto, não apresentou a referida 
procuração e propôs a ação individualmente. O processo 
foi distribuído ao Juízo da 10a Vara Cível da Comarca Z, 
vinculada ao estado W. Regularmente citada, a 
instituição financeira apresentou contestação indicando 
em resumo: a) vicio em condição da ação; b) 
procedimento inadequado; c) excesso de indenização; d) 
culpa do autor, com provas de saques por ele realizados 
em caixas eletrônicos. Postulou a produção de provas 
adequadas ao caso. Redija a peça defensiva, em 
resposta, desenvolvendo os itens indicados no 
enunciado. 
 - Resposta: O candidato deverá desenvolver a peça 
contestatória dirigida ao Juízo onde tramita a ação, 
abordando o que se segue. 1- Apresentação da 
contestação. 2- Em sede preliminar - desenvolvimento 
do tema condições de exercício do direito de ação com 
indicação de ilegitimidade ativa do correntista tendo 
em vista tratar-se de conta conjunta e ser direito que 
não pode ser exercido individualmente, postulando a 
extinção do processo sem exame de mérito. 3- Outra 
preliminar - referência ao procedimento inadequado, 
vez que pelo valor do benefício econômico postulado o 
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 67 
correto seria o ordinário e não o sumário. Deve pois ser 
adequado o procedimento, pena de extinção. 4- 
Quanto ao mérito - desenvolvimento do tema culpa 
exclusiva do correntista, ou ao menos culpa 
concorrente, vez que o cartão deve ser guardado pelo 
mesmo e a senha é individual e inacessível a terceiros. 
Havendo os fatos narrados há clara negligência do 
correntista. 5- Para provar o alegado - descrição do que 
foi filmado em agências da instituição que provam a 
presença do autor em caixas eletrônicas sacando 
quantias. Deve aduzir que no caso não se deve inverter 
o ônus da prova por não ser adequado ao princípio do 
contraditório e ampla defesa. 6- Ao final – postulação 
da produção de provas e da improcedência do pedido 
com a condenação do autor nas custas e em honorários 
advocatícios. 
Advocacia de Estatais - Concurso: PROCON-RJ - Ano: 
2012 - Banca: CEPERJ - Disciplina: Direito do 
Consumidor - Assunto: Código de Defesa do 
Consumidor - Agente administrativo do PROCON 
realizando diligências em empresa que comercializa 
produtos texteisverifica que vários lotes de produtos não 
são adequadamente identificados quanto à origem, 
natureza, composição, qualidade e preço, bem como 
sobre os riscos que apresentem. Após identificar o 
responsável pela empresa, lavra auto de infração 
cominando multa correspondente a R$ 1.000,00. 
Posteriormente a empresa julgando-se injustiçada 
apresenta ação pelo procedimento ordinário com pedido 
de liminar, que restou deferida. Instado a proferir 
parecer sobre os temas envolvidos, analise as questões 
pertinentes, observando a legislação de consumo e a 
processual aplicáveis. 
 - Resposta: GRADE DE AVALIAÇÃO -
CONTEÚDO/CRITÉRIO-PONTUAÇÃO - A- Natureza e 
atribuições do PROCON-RJ 0 a 15 - B- Direito Básico 0 a 
10 - C- Aspectos processuais 0 a 5 - D- Clareza, coesão e 
coerência0 a 5 - E- Correção gramatical 0 a 5 
Advocacia de Estatais - Concurso: PROCON-RJ - Ano: 
2012 - Banca: CEPERJ - Disciplina: Direito do 
Consumidor - Assunto: Código de Defesa do 
Consumidor - Em expediente ordinário, diversos 
consumidores aportam ao PROCON/RJ para apresentar 
reclamações, afirmando que a empresa WKY, atuando 
em variados ramos da produção, estaria importunando 
as pessoas com propostas insistentes sobre produtos de 
sua fabricação. Alguns consumidores reclamavam do 
recebimento não postulado de produtos e, 
posteriormente, recebendo faturas para pagamentos dos 
mesmos. Além disso, consumidores que efetivamente 
adquiriam os produtos indicam que os mesmos viriam 
com defeitos de fabricação e a fornecedora recusava-se a 
trocá-los, sendo ainda de difícil comunicação por não 
possuir setor especializado em atendimento aos clientes. 
Instado a proferir parecer sobre os temas envolvidos, 
analise as questões pertinentes observando as normas 
do Código de Defesa do Consumidor. 
- Resposta: GRADE DE AVALIAÇÃO - 
CONTEÚDO/CRITÉRIO – PONTUAÇÃO - A- Natureza e 
atribuições do PROCON-RJ 0 a 15 - B- Direitos do 
Consumidor 0 a 10 - C- Política nacional 0 a 5 - D- 
Clareza, coesão e coerência 0 a 5 - E- Correção 
gramatical 0 a 5 
Procuradoria Legislativa - Assembleia Legislativa de 
Goias - Ano: 2015 - Banca: UFG - Direito Eleitoral - 
Direito Eleitoral - PEÇA JURÍDICA - João Mariano da Silva 
concorreu, nas eleições em Goiás, ao cargo de Deputado 
Estadual pelo Partido Trabalhista Republicano (PTR). Foi 
o candidato mais votado do Estado, com mais de 200 mil 
votos, tendo sido regularmente diplomado no dia 3 de 
dezembro de 2014, pelo MM. Juízo eleitoral. No entanto, 
no curso da campanha eleitoral, o Partido Democrata 
Renovado (PDR) tomou conhecimento de que João 
Mariano distribuiu brindes, dentaduras, tijolos, 
remédios, combustível e diversos outros brindes à 
população do bairro Jardim das Fontes, na cidade de 
Goiânia, capital do Estado de Goiás, em troca de votos 
nas eleições que ocorreram no ano de 2014. Em razão 
desses fatos, João Mariano foi considerado inelegível por 
três anos, nos termos de sentença judicial proferida pelo 
Juízo da 1ª Zona Eleitoral do Estado de Goiás, em 15 de 
abril de 2015. Considerando a presente data, 21 de abril 
de 2015, proponha, como advogado constituído pelo 
Partido Democrata Renovado (PDR), a competente 
medida judicial para desconstituir a relação jurídica que 
deu suporte de direito ao exercício do mandato eletivo 
de João Mariano da Silva. (10 pontos) 
- Resposta: PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PRÁTICA - A 
resposta esperada deve conter uma peça processual 
de o i adaà áç oà deà I pug aç oà deà Ma datoà
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 68 
Eletivo .à ál à dosà e uisitosà fo ais,à deveà esta à
fundamentada no artigo 14, §§ 10 e 11 da Constituição 
Federal de 1988, no artigo 41-a da Lei n.9.504/97 e no 
Inciso IV, do artigo 1°, da Lei n.9265/96. (10 pontos) 
Procuradoria Municipal - PGM-Salvador/BA - Ano: 2015 
- Banca: CESPE - Disciplina: Direito do Trabalho - 
Responsabilidade Trabalhista - PEÇA JURÍDICA - Em 
1/2/2008, João, aprovado em processo seletivo público, 
foi contratado, em regime celetista, pelo Município de 
Salvador - BA para assumir um emprego de agente 
comunitário de saúde. em 1 de janeiro de 2010 , o 
município de Salvador foi desmembrado e , em ato 
contínuo , empregado foi designado para exercer suas 
funções no município de Maratins - BA, criado após o 
referido desmembramento. Em 1/2/2013, empregado 
foi despedido por justa causa devido ao fato, durante a 
realização de visitas domiciliares ter proferido palavras 
ofensivas e praticado atos grosseiros contra um cidadão. 
Em 15/1/2015, João ajuizou reclamação na 1a Vara do 
Trabalho de Salvador, em face dos municípios de 
Salvador - BA e de Maratins - BA, alegando que a rescisão 
deveria ser considerada nula, por entender que não se 
aplicam a sua categoria o regime e à hipótese celetistas 
de rescisão por justa causa. Ademais, embora tivesse 
assumido a responsabilidade do fato narrado, ele 
argumentou também que este teria sido um ato isolado, 
ou seja, não havia habitualidade na refererida conduta. A 
petição inicial, o empregado anexou um termo de não 
comparecimento do representante do município de 
Salvador - BA perante a comissão de conciliação prévia e 
um termo de quitação da rescisão do contrato de 
trabalho homologada pela referida comissão. O 
empregado alegou, ainda, que, inicialmente, estava 
cumprindo sua jornada de trabalho no turno da noite, 
contudo, dois anos após ter sido contratado, a jornada 
fora alterada unilateralmente pelo empregador para o 
período diurno, de modo que, na ocasião, lhe fora 
automaticamente suprimido, sem a sua anuência, o 
adicional noturno. João argumentou que durante o 
tempo em que atuou como agente de saúde , expusera 
sua própria saúde a riscos , já que , em diversas situações 
de , tiveram de manter contato com pacientes 
contaminados e com material infectocontagioso. Com 
base em um laudo pericial anexado a petição inicial, o 
qual constatava o agente insalubre, empregado alegou 
também que teria direito de receber adicional de 
periculosidade e de insalubridade. João pleiteou a 
declaração de validade do termo de quitação e da 
assistência prestada pela comissão de conciliação prévia 
e a aplicação de multa ao município de Salvador - BA 
pelo descumprimento da obrigação legal de submissão a 
referida comissão. Solicitou também a nulidade da 
rescisão e a convolação desta em dispensa sem justa 
causa e, ainda, requereu a condenação solidária dos 
reclamados ao pagamento de indenização pelas verbas 
rescisórias, caso fosse deferida a nulidade da dispensa. 
Sem , João requereu o pagamento do adicional noturno 
referente ao período em que passara a exercer suas 
funções no turno diurno até a data do término da relação 
empregatícia , adicionar de periculosidade e de 
insalubridade bem como do aviso prévio. Em face da 
situação hipotética acima apresentada, elabore, na 
condição de procurador do município de Salvador - BA, a 
peça processual cabível a ser apresentada Na audiência 
inaugural para tutelar o direito de ser representado, a luz 
da jurisprudência do TST e com a devida fundamentação 
em todo o conteúdo de direito material e processual 
pertinentes ao caso. Dispense o relatório e não crie fatos 
novos. 
- Resposta: Medida judicial cabível e juízo competente - 
O candidato deverá elaborar uma contestação 
trabalhista e direcioná-la ao juiz (a) da 1.ª Vara do 
Trabalho de Salvador – BA. Preliminar de incompetência 
em razão do lugar - O candidato deverá, 
primeiramente, requerer, em face do princípio da 
simplicidade que rege o processo do trabalho, que a 
exceção de incompetência seja processada nos próprios 
autos da reclamação. Posteriormente, ele deverá 
recorrer ao art. 651 da CLT para afirmar que a 
competência das varas trabalhistas é determinada pela 
localidade onde o reclamante presta serviços ao 
empregador, ainda que ele tenha sido contratado em 
outro local. Caso o reclamante tenha prestado serviço 
em dois locais, a reclamação deverá ser proposta no 
último local da prestação de serviços, ou seja, em 
Maratins – BA. Portanto, deverá requerer a remessa dos 
autos à Vara de Maratins – BA. Preliminar. Pedido 
declaratório. Comissão de conciliação prévia (CCP). O 
candidato deverá explicar que as (CCPs) são órgãos 
extrajudiciais que têm a atribuição legal de conciliar os 
conflitos individuais de trabalho e que não podem servir 
como órgão de assistência e de homologação de 
rescisão de contrato de trabalho. Portanto, embora não 
tenha participado de qualquer quitação de verbas 
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rescisórias, deverá alegar a contrariedade ao pleito 
declaratório. Preliminar. Aplicação de multa. Comissão 
de conciliação prévia. O candidato deverá explicar que 
não cabe falar em multa porque, embora haja 
controvérsia, conforme a literalidade do art. 625-A da 
CLT, as empresas deverão instituir CCP e submeter-se a 
elas. A administração pública direta, ainda que na 
condição de empregador, não pode ser enquadrada 
como empresa, em observância ao art. 2.º da CLT. 
Ademais, atualmente, o TST e o STF não exigem a 
obrigatoriedade de CCP devido ao fato de ferir o 
princípio da inafastabilidade de jurisdição. Preliminar 
de impossibilidade jurídica do pedido. Adicional de 
periculosidade e de insalubridade. O candidato deverá 
alegar a impossibilidade jurídica do pedido de adicional 
de periculosidade e de insalubridade porque o art. 193, 
§ 2.º, da CLT dispõe que caso o empregado trabalhe em 
atividade insalubre e perigosa deverá optar pelo 
recebimento de apenas um adicional. Preliminar. 
Prejudicial de prescrição. O candidato deverá, 
inicialmente, citar o inciso XXIX do artigo 7.º da 
Constituição Federal e afirmar que o prazo prescricional 
da ação, no que se refere aos créditos resultantes das 
relações de trabalho, é de cinco anos, até o limite de 
dois anos após a extinção do contrato de trabalho. 
Assim, há prescrição bienal em relação ao município de 
Salvador – BA porque houve ruptura da prestação dos 
serviços em 1.º/1/2010, de modo que o autor deveria 
ter feito a reclamação até 1.º/1/2012. Se houver 
prescrição bienal total com relação ao município de 
Salvador – BA, não haverá prescrição parcial referente 
aos cinco anos anteriores à data do ajuizamento da 
ação, já que houve extinção total de sua pretensão. O 
candidato deverá alegar a prescrição parcial 
quinquenal, caso o juízo entenda que não houve a 
prescrição bienal total, ou seja, estão também 
prescritas as verbas anteriores a 15/1/2010 (cinco anos 
após o ajuizamento da ação). Solidariedade dos 
municípios de Salvador e Maratins. O candidato deverá 
alegar que não cabe responsabilidade solidária, já que 
se aplica, ao caso, a OJ SDI-1 n.º 92, do TST, que dispõe 
ueà em caso de criação de novo município, por 
desmembramento, cada uma das novas entidades 
responsabiliza-se pelos direitos trabalhistas do 
empregado no período em que figurarem como real 
e p egado .à ássi ,à asoà oà seja à p es itos,à osà
direitos do autor persistirão até 1.º de fevereiro de 
2010, data em que o município de Salvador – BA foi 
desmembrado e o empregado passou a prestar serviços 
a outro ente. Nulidade da rescisão e da indenização das 
verbas rescisórias em caso de convolação da rescisão 
sem justa causa. O candidato deverá citar a Lei n.º 
11.350/2006 e argumentar que tal contratação se 
submete ao regime jurídico estabelecido pela CLT. Nesse 
caso, aplicam-se o art. 10, I, da Lei n.º 11.350/2006 e o 
art. 482 da CLT, os quais dispõem sobre as hipóteses de 
rescisão unilateral por justa causa. O candidato 
também deverá argumentar que a hipótese dos autos é 
o mau procedimento e não a incontinência de conduta, 
de modo que, nesse caso, não há necessidade de 
habitualidade, sendo suficiente um mero fato isolado. 
Portanto, são incabíveis as alegações referentes à 
nulidade, à convolação e, consequentemente, à 
indenização. Adicional noturno - O candidato deverá 
defender a aplicação da Súmula n.º 265 do TST, que 
disp eà ueà aà t a sfe iaà pa aà oà pe íodoà diu oà deà
trabalho implica a perda do direito ao adicional 
otu o. àássi ,àdeve àafi a à ue,àe o aàoàa t.à à
da CLT disponha que a alteração lícita só pode ocorrer 
se houver mútuo consentimento e não houver prejuízo 
ao empregado, existe, na relação empregatícia, o jus 
variandi decorrente do poder de direção do 
empregador, ou seja, que a alteração, mesmo que 
unilateral, deve ser considerada lícita, já que é benéfica 
ao empregado. Adicional de periculosidade e 
insalubridade - O candidato deverá inicialmente 
registrar que se aplicam a Súmula n.º 448 do TST e a 
Súmula n.º 460 do STF, para argumentar que o laudo 
pericial não é suficiente para constatar insalubridade e 
garantir ao empregado direito ao respectivo adicional. 
O Ministério do Trabalho e Emprego dispõe de uma 
relação oficial que classifica atividades insalubres, a 
qual não abarca a atividade praticada pelo autor. No 
que se refere à periculosidade, deverá alegar que não é 
cabível, nesse caso, porque o labor exercido pelo autor 
não configura a hipótese do art. 193 da CLT. No 
entanto, embora não tenha havido trabalho nessas 
condições insalubre e perigosa, o candidato deve 
requerer que seja deferida a realização de perícia 
técnica, caso o juízo não concorde com argumentação 
apontada acima. Aviso prévio - O candidato deverá 
explicar que, nesse caso, o aviso prévio não se aplica 
porque essa verba é devida quando o empregado é 
dispensado sem justa causa. Nessa situação, a rescisão 
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 70 
ocorreu por culpa do empregado, de modo que este só 
terá direito ao recebimento do saldo salarial e da 
indenização de férias não gozadas. 
Advogado - Concurso: Junta Comercial de Santa 
Catarina - Ano: 2013 - Banca: FEPESE - Disciplina: Direito 
Empresarial - Assunto: Sociedade- Determinada 
sociedade limitada protocolou requerimento de 
alteração contratual. Trata-se o pedido de exclusão 
extrajudicial de sócio. Autuado o processo, foi 
encaminhado à Procuradoria Jurídica para parecer.Deve 
o candidato analisar a possibilidade jurídica do caso. 
- Resposta: Às Juntas Comercia incumbe registrar e dar 
publicidade aos atos constitutivos e alterações 
posteriores dos empresários e sociedades mercantis. 
Nesse sentido, é possível o deferimento de pedido de 
alteração contratual consubstanciada na exclusão 
extrajudicial de sócio de sociedade limitada. Conforme 
se colhe do artigo 35 da Lei nº 8.934/94 e do artigo 54 
do Decreto nº 1800/96, que regulamentou a referida lei, 
em não havendo cláusula restritiva, a deliberação 
majoritária opera a exclusão de sócio. O Código Civil, 
por sua vez, em seu artigo 1.085, assevera que: 
"Ressalvado o disposto no art. 1.030, quando a maioria 
dos sócios, representativa de mais da metade do capital 
social, entender que um ou mais sócios estão pondo em 
risco a continuidade da empresa, em virtude de atos de 
inegável gravidade, poderá excluí-los da sociedade, 
mediante alteração do contrato social, desde que 
prevista neste a exclusão por justa causa. Parágrafo 
único. A exclusão somente poderá ser determinada em 
reunião ou assembleia especialmente convocada para 
esse fim, ciente o acusado em tempo hábil para permitir 
seuà o pa e i e toàeàoàexe í ioàdoàdi eitoàdeàdefesa. à
Assim, o candidato deveria responder que é possível a 
exclusão extrajudicial de sócio, devendo pois, estarem 
presentes os seguintes requisitos: a) o excluído deve ser 
sócio minoritário, comprovada a justa causa (colocar 
em risco as atividades sociais devido à prática de atos 
de inegável gravidade); b) previsão no instrumento de 
constituição da sociedade de tal possibilidade; e, c) 
procedimento realizado por meio de assembleia 
especialmente convocada para esse fim, com ata de 
aprovação, respeitado o direito ao contraditório e 
ampla defesa do excluído. Há também a possibilidade 
de exclusão do sócio remisso, pela via extrajudicial, a 
teor do art. 1004, do Código Civil. Além das hipóteses 
acima descritas, nos casos em que poderão ser 
aplicadas subsidiariamente às limitadas as regras 
referentes às sociedades simples, a exclusão de sócio 
por deliberação da maioria dos demais sócios pode 
ocorrer em decorrência da falência ou insolvência do 
sócio (arts. 1.026 e 1.030) e da liquidação de quota 
penhorada (art.1.030). As disposições acerca das cotas 
e valores devidos ao excluído também devem estar 
consignadas no requerimento. 
Procuradoria Municipal - PGM-Ibiraçu/ES - Ano: 2015 - 
Banca: CONSULPLAN - Disciplina: Direito Previdenciário 
- Aposentadoria - PEÇA PRÁTICA - á itaà deà Jesus,à
servidora efetiva do município de Ibiraçu/ES, por seu 
advogado, propôs ação ordinária de pedido de 
aposentadoria em face do referido Ente Federativo. Na 
petição inicial, interposta no juízo cabível, Anita sustenta: 
a) que ingressou no serviço público municipal em 01 de 
março de 1984, mediante concurso público para o 
provimento do cargo de cantineira, o qual exerceu até 15 
de julho de 2011; b) que no mesmo dia em que se 
exonerou do cargo de cantineira, tomou posse, após 
regular concurso, no cargo efetivo de auxiliar 
administrativo, cargo que exerce até os dias atuais; c) 
que completou 55 anos de idade em 10 de janeiro de 
2015; d) que protocolou requerimento de aposentadoria 
junto ao IPRESI, autarquia municipal gestora do RPPS, 
tendo sido o pedido negado em agosto último; e) que lhe 
assisteàoàdi eitoàdeàapose ta ‐seàpeloà u i ípio.àáoàfi al,à
a autora pede aposentadoria voluntária com proventos 
calculados pela últi aà e u e aç o. à Naà ualidadeà deà
procurador do município de Ibiraçu/ES, redija a peça 
processual cabível apresentando a resposta do réu, com 
base no CPC vigente até 2015. Identifique o juízo cabível; 
a qualificação adequada, indicando a natureza jurídica do 
réu; pedidos e demais requisitos. Responda a cada um 
dos fatos apontados pela autora e refute o pedido com 
fundamento, exclusivamente, no texto constitucional 
vigente. 
 - Resposta: Endereçamento Exmo. Sr. Juiz de Direito da 
__ Vara (Cível ou Fazenda ou Única) Da Comarca de 
Ibiraçu, Espírito Santo Réu Município de Ibiraçu Autora 
Anita de Jesus Qualificação/ representação do réu 
Qualificar o Município (Pessoa jurídica de direito 
público, CNPJ..., sede..., neste ato representada pelo 
procurador...) Identificação da peça Contestação 
Fundamento 1 Apesar de ter mais de 30 anos de efetivo 
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 71 
exercício, não possui cinco anos no cargo efetivo atual. 
Fundamento 2 Que a autarquia tem personalidade 
jurídica própria, não cabendo acionar o Município para 
fins da aposentação pretendida. Fundamento 3 Ainda 
que completasse os cinco anos de exercício, a 
aposentadoria seria pela média do período contributivo 
/ não é com proventos pela última remuneração. 
Pedido 1 Seja acolhida a contestação com a 
consequente improcedência do pedido. 
Pedido/requerimento 2 Deferimento da juntada dos 
documentos que instruem a contestação. Fechamento 
Nesses termos, pede deferimento. Critério geral 
Argumentação lógica, clareza da exposição, linguagem 
forense. 
Procurador Municipal - PGM-Ibiraçu/ES - Ano: 2016 - 
Banca: CONSULPLAN - Disciplina: Direito Previdenciário 
- Assunto: Aposentadoria - PEÇA PRÁTICA - á itaà deà
Jesus, servidora efetiva do município de Ibiraçu/ES, por 
seu advogado, propôs ação ordinária de pedido de 
aposentadoria em face do referido Ente Federativo. Na 
petição inicial, interposta no juízo cabível, Anita sustenta: 
a) que ingressou no serviço público municipal em 01 de 
março de 1984, mediante concurso público para o 
provimento do cargo de cantineira, o qual exerceu até 15 
de julho de 2011; b) que no mesmo dia em que se 
exonerou do cargo de cantineira, tomou posse, após 
regular concurso, no cargo efetivo de auxiliar 
administrativo, cargo que exerce até os dias atuais; c) 
que completou 55 anos de idade em 10 de janeiro de 
2015; d) que protocolou requerimento de aposentadoria 
junto ao IPRESI, autarquia municipal gestora do RPPS, 
tendo sido o pedido negado em agosto último; e) que lhe 
assisteàoàdi eitoàdeàapose ta ‐seàpeloà u i ípio.àáoàfi al,à
a autora pede aposentadoria voluntária com proventos 
al uladosà pelaà últi aà e u e aç o. à Naà ualidadeà deà
procurador do município de Ibiraçu/ES, redija a peça 
processual cabível apresentando a resposta do réu, com 
base no CPC vigente até 2015. Identifique o juízo cabível; 
a qualificação adequada, indicando a natureza jurídica do 
réu; pedidos e demais requisitos. Responda a cada um 
dos fatos apontados pela autora e refute o pedido com 
fundamento, exclusivamente, no texto constitucional 
vigente. - -- 
- Resposta: Endereçamento Exmo. Sr. Juiz de Direito da 
__ Vara (Cível ou Fazenda ou Única) - Da Comarca de 
Ibiraçu, Espírito Santo Réu Município de Ibiraçu -Autora 
Anita de Jesus - Qualificação/representação do réu - 
Qualificar o Município (Pessoa jurídica de direito 
público, CNPJ..., sede..., neste ato representada pelo 
procurador...) - Identificação da peça Contestação - 
Fundamento 1 Apesar de ter mais de 30 anos de efetivo 
exercício, não possui cinco anos no cargo efetivo atual. 
Fundamento 2 Que a autarquia tem personalidade 
jurídica própria, não cabendo acionar o Município para 
fins da aposentação pretendida. Fundamento 3 Ainda 
que completasse os cinco anos de exercício, a 
aposentadoria seria pela média do período contributivo 
/ não é com proventos pela última remuneração. Pedido 
1 Seja acolhida a contestação com a consequente 
improcedência do pedido. Pedido/requerimento 2 
Deferimento da juntada dos documentos que instruem 
a contestação. Fechamento Nesses termos, pede 
deferimento. Critério geral Argumentação lógica, 
clareza da exposição, linguagem forense. 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGE-RO - Ano: 2011 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Previdenciário - Assunto: 
Aposentadoria - PARECER: Uma servidora pública do 
Estado, professora, foi demitida em razão de 
cometimento de faltagrave. Ela ingressou no serviço 
público em 02/01/1984, quando possuía 24 anos. Em 
xx/07/2005 foi demitida e em xx/08ou09/2010 foi 
reintegrada em virtude de decisão judicial que anulou o 
ato demissional. Em xx/03/2011 a servidora requereu a 
liquidação do seu tempo de serviço para fins de 
aposentadoria. A Administração questiona como será 
contado o período de afastamento da servidora, em 
razão da demissão, e se atualmente ela preenche os 
requisitos para concessão de aposentadoria. 
 - Resposta: Peça Pratica Administrativa - Espera-se que 
o candidata formule a resposta, obedecendo a estrutura 
formal de um parecer jurídico, no qual analise de forma 
articulada e lógica, a situação relatada. 0 candidato 
deve analisar as características do instituto da 
reintegração de servidor publico, especialmente no que 
tange a anulação do ato demissional e os efeitos extunc 
do referido instituto, o qual restabelece o status quo 
ante do servidor demitido, com a garantia de todos os 
direitos próprios de seu cargo, inclusive o de contagem 
de tempo de serviço e de contribuição para fins de 
aposentadoria. Deve afastar a aplicação do art. 40, § 10 
da Constituição Federal, uma vez que com a 
reintegração, o ente p6blico devera promover a 
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 72 
retenção e repasse das contribuições devidas ao fundo 
previdenciário - tanto as imputadas ao servidor quanto 
as devidas pelo ente estatal. Também deve analisar o 
cumprimento dos requisitos temporais, em vista da 
natureza do cargo exercido, com correta aplicação das 
normas do Regime Próprio de Previdência do Servidor, 
devendo mencionar a possibilidade de aplicação da 
aposentadoria especial a professora, desde que 
cumprido os requisitos específicos do texto 
constitucional (art. 40, § da CF). 
Procurador Municipal - PGM-Presidente Prudente/SP - 
Ano: 2016 - Banca: VUNESP - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Recursos - PEÇA PRÁTICA -O 
município de Presidente Prudente, em estudo de 
planejamento urbano, identificoua necessidade de 
criação de novo cemitério para atender às necessidades 
do município, em curto prazo. A equipe técnica 
identificou área que bem atenderia à criação de um novo 
cemitério, e o prefeito, então, expediu decreto 
declarando a utilidade pública da área. Considerando que 
a área pertencia a um particular (Sr. Manuel de Jesus), o 
município ajuizou ação de desapropriação, ofertando R$ 
200.000,00 (duzentos mil reais) a título de indenização, 
com base no valor venal do imóvel. Houve regular 
citação do expropriado e, no curso do processo, foi 
elaborado laudo judicial prévio cuja conclusão foi de que 
o valor da propriedade era de R$ 300.000,00 (trezentos 
mil reais). Acatando o laudo, a municipalidade procedeu 
ao depósito judicial de R$ 300.000,00 (trezentos mil 
reais), requerendo ao juiz a expedição de mandado de 
imissão provisória na posse. Ato contínuo, o expropriado 
apresentou laudo divergente, indicando que o valor da 
propriedade é de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais). 
O magistrado proferiu decisão indeferindo o pedido de 
imissão provisória na posse, fundamentando sua decisão 
na inexistência de justa e prévia indenização, como prevê 
o inciso XXIV do artigo 5o da Constituição Federal de 
1988. A decisão foi disponibilizada do Diário da Justiça 
Eletrônico, em 18 de janeiro de 2016 (segunda-feira), e 
publicada em 19 de janeiro de 2016 (terça-feira). Na 
condição de procurador municipal, interponha o recurso 
adequado contra a decisão que indeferiu o pedido de 
imissão provisória na posse. A data do recurso deverá 
corresponder ao último dia do prazo, considerando que a 
intimação se deu pela imprensa oficial e 
desconsiderando as prerrogativas de prazos concedidas à 
Fazenda Pública. 
 - Resposta: O caso prático proposto exigia que o 
candidato elaborasse recurso contra decisão que 
indeferiu o pedido de imissão provisória na posse de 
imóvel, pela municipalidade. O critério de correção 
adotado pode ser retratado da seguinte forma: 
Diretrizes para distribuição de pontuação I. Elaboração 
de petição de interposição do recurso I.1. 
Endereçamento 3 I.2. Partes e qualificação (incluindo 
menção aos elementos de qualificação) 3 I.3. Menção 
ao nome e endereço completo dos advogados 3 II. 
‘az es àdoà e u soàII. .àExposiç oàdosàfatosà àaà à II. .à
Razões do pedido de reforma da decisão (direito) 0 a 20 
III. Pedido e finalização III.1. Provimento do recurso 3 
III.2. Pedido genérico de deferimento 3 III.3. 
Antecipação dos efeitos da tutela recursal 5 III.4. 
Correta data de interposição do recurso, considerando o 
último dia do prazo. 10 III.5. Espaço para assinatura e 
nº da OAB 0 a 2 Por primeiro, o recurso adequado era o 
recurso de agravo, em sua forma instrumental (artigo 
522 e seguintes do Código de Processo Civil). Como se 
depreende do caso prático proposto, a decisão que 
indeferiu a imissão provisória na posse é de natureza 
interlocutória. Incorreta a interposição de recurso de 
apelação, pois inadequada a via recursal. Assim, não 
foram atribuídos pontos aos candidatos que 
interpuseram recurso de apelação. A seguir, as 
observações e critérios adotados, ponto a ponto. I. 
Elaboração de petição de interposição do recurso I.1. 
Endereçamento - Em se tratando de recurso de agravo, 
o endereçamento correto é para o Tribunal de Justiça do 
Estado de São Paulo (artigo 524 do Código de Processo 
Civil). I.2. Partes e qualificação (incluindo menção aos 
elementos de qualificação) - Em se tratando e 
competência originária do Tribunal de Justiça, 
imprescindível apontar expressamente o nome de cada 
uma das partes, bem como expressa menção aos 
elementos de qualificação. Não foi atribuída pontuação 
aos candidatos que deixaram de mencionar, na petição 
de interposição do recurso, o nome das partes e 
expressa menção aos elementos de qualificação. É certo 
que o enunciado da questão não apresentava a 
qualificação das partes, circunstância que não impede a 
menção genérica (para o município: pessoa jurídica de 
direito público, cadastrada no CNPJ sob o nº, endereço; 
para a pessoa física: identificação civil (RG e CPF), 
nacionalidade, estado civil, profissão, endereço). I.3. 
Menção ao nome e endereço completo dos advogados - 
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 73 
Nos termos do inciso III do artigo 524 do Código de 
Processo Civil, é requisito essencial da petição o nome e 
o endereço completo dos advogados constantes do 
processo. Não basta, pois, mera referência ao 
instrumento de mandato, exigindo-se expresso 
apontamento do nome e endereço completo. II. 
‘az es à doà e u soà - II.1. Exposição dos fatos - A 
exposição dos fatos é requisito da petição (artigo 524, 
inciso I do CPC). A nota atribuída foi de 0 a 8 pontos, 
considerando a técnica de redação e a organização do 
texto (item 6.2.2. do Edital), no contexto da uma peça 
processual. Desse modo, a exposição de fatos de 
maneira confusa, incompleta, desorganizada ou com 
supressão de informações relevantes para o recurso 
foram considerados na atribuição da pontuação. II.2. 
Razões do pedido de reforma da decisão (direito) - O 
pedido de imissão provisória na posse tem fundamento 
no artigo 15 do Decreto-Lei nº 3.365, de 1941. Havendo 
o depósito do valor apurado em laudo prévio, não há 
violação à constitucional previsão de justa e prévia 
indenização. É neste sentido a jurisprudência, como se 
depreende dos acórdãos assim ementados: RECURSO 
ESPECIAL. REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC. 
DESAPROPRIAÇÃO. IMISSÃO PROVISÓRIA NA POSSE. 
DEPÓSITO JUDICIAL. VALOR FIXADO PELO MUNICÍPIO 
OU VALOR CADASTRAL DO IMÓVEL (IMPOSTO 
TERRITORIAL URBANO OU RURAL) OU VALOR FIXADO 
EM PERÍCIA JUDICIAL. - Diante do que dispõe o art. 15, § 
1º, alíneas "a", "b", "c" e "d", do Decreto-Lei n. 
3.365/1941, o depósito judicial do valor simplesmente 
apurado pelo corpo técnico do ente público, sendo 
inferior ao valor arbitrado por perito judicial e ao valor 
cadastral do imóvel, não viabiliza a imissão provisória 
na posse. - O valor cadastral do imóvel, vinculado ao 
imposto territorial rural ou urbano, somente pode ser 
adotado para satisfazer o requisito do depósito judicial 
se tiver "sido atualizado no ano fiscal imediatamente 
anterior" (art. 15, § 1º, alínea "c", do Decreto-Lei n. 
3.365/1941).- Ausente a efetiva atualização ou a 
demonstração de que o valor cadastral do imóvel foi 
atualizado no ano fiscal imediatamente anterior à 
imissão provisória na posse, "o juiz fixará independente 
de avaliação, a importância do depósito, tendo em vista 
a época em que houver sido fixado originalmente o 
valor cadastral e a valorização ou desvalorização 
posterior do imóvel" (art. 15, § 1º, alínea "d", do 
Decreto-Lei n. 3.365/1941). - Revela-se necessário, no 
caso em debate, para efeito de viabilizar a imissão 
provisória na posse, que a municipalidade deposite o 
valor já obtido na perícia judicial provisória, na qual se 
buscou alcançar o valor mais atual do imóvel objeto da 
apropriação. Recurso especial improvido. (REsp 
1185583/SP, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, Rel. 
p/ Acórdão Ministro CESAR ASFOR ROCHA, PRIMEIRA 
SEÇÃO, julgado em 27/06/2012, DJe 23/08/2012) 
AGRAVO DE INSTRUMENTO – Desapropriação – Imissão 
provisória na posse – Laudo judicial prévio bem 
elaborado e fundamentado – O depósito integral do 
valor apurado em avaliação prévia já autoriza a imissão 
provisória na posse, sem a necessidade de instauração 
do contraditório nesta fase processual – Possibilidade 
de discussão do valor da indenização no curso da 
demanda – Inexistência de afronta ao princípio da 
prévia e justa indenização – Decisão mantida – Recurso 
desprovido. (TJ/SP – Recurso de agravo nº 2194722-
78.2015.8.26.0000 – Rel. Des. Cristina Cotrofe – 8ª 
Câmara de Direito Público – Julgado em 21.10.2015). 
Não se exigiuque o candidato apontasse 
expressamente o dispositivo legal. Esperava-se que o 
candidato abordasse, de maneira sistemática, 
organizada e combativa (i) a apuração do valor da área 
por perito judicial, (ii) o depósito integral realizado pela 
municipalidade, (iii) a inexistência de prejuízo ao 
doapuraçãoaquestionarque poderáproprietário,
valor no curso da demanda e (iv) o interesse público 
envolvido no pedido de imissão provisória na posse. 
Ademais, a atribuição da pontuação levou ainda em 
consideração o conhecimento da matéria, o raciocínio 
aredação,detécnicaadesenvolvido,jurídico
pertinência dos aspectos abordados e a organização do 
texto (item 6.2.2. do Edital). III. Pedido e finalização - 
III.1. Provimento do recurso - É da estrutura do recurso o 
PedidoIII.2.provimento.seudepedidoexpresso
- genéricadaTrata-sedeferimentodegenérico
exp ess oà Te osà e à ue,à pedeà defe i e to ,à e à
qualquer de suas variações, conforme notória praxe 
forense. III.3. Antecipação dos efeitos da tutela recursal 
concreto,caso- dopeculiaridadesdasrazãoEm
imprescindível o pedido de antecipação dos efeitos da 
tutela recursal, que não se confunde com o pedido de 
dedataCorretaIII.4.ativo.suspensivoefeito
interposição do recurso, considerando o último dia do 
prazo. O prazo para interposição do recurso de agravo é 
de 10 (dez) dias. Assim, se a decisão foi publicada em 19 
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 74 
de janeiro de 2016, o prazo encerra-se em 29 de janeiro 
de 2016 (sexta-feira). A existência de feriado municipal 
no dia 20 de janeiro de 2016, na cidade de Presidente 
Prudente, é absolutamente irrelevante, na medida em 
que o recurso é interposto diretamente no Tribunal de 
Justiça, cujo expediente foi normal naquela data. Não 
há qualquer impedimento, suspensão ou interrupção do 
curso do prazo para interposição do recurso de agravo 
em virtude do feriado municipal na comarca de origem. 
E mesmo que se pudesse sustentar o contrário, na 
prática, o feriado teria caído no primeiro dia do curso 
do prazo, em nada prejudicando a elaboração do 
recurso, a extração de cópias dos autos (se físicos) ou 
sua interposição. III.5. Espaço para assinatura e nº da 
OAB - A assinatura do profissional é imprescindível para 
admissibilidade do recurso, assim como menção à 
inscrição na OAB. Por óbvio o candidato deveria apenas 
fazer menção ao nome/assinatura, pois não poderia 
identificar-se. Ressalta-se que o procurador do 
município possui inscrição na OAB (artigo 3º, § 1º da 
Lei nº 8.906/1994). Foi atribuída nota parcial (1 ponto) 
para os candidatos que fizeram menção apenas a um ou 
outro item (nome/assinatura ou número de inscrição na 
OAB). 
Procuradoria Municipal - PGM - Cacoal - RO - Ano: 2013 
- Banca: FUNCAB - Disciplina: Direito Processual Civil - 
Recursos - PEÇA JUDICIAL - O Prefeito do Município de 
Cacoal editara decreto de desapropriação de imóvel com 
aàfi alidadeàdeà ueàfosseà iadoà pa ueàe ol gi o àpelaà
Autarquia Municipal X. Referida Autarquia, por sua vez, 
ajuizou demanda de desapropriação e pagou a respectiva 
indenização ao expropriado, Sr. João, que explorava 
atividade pecuária no local. Após o trânsito em julgado 
da sentença da desapropriação, o imóvel foi incorporado 
ao patrimônio daAutarquia Municipal X. Entretanto, 
contrariando a finalidade específica que constava do 
decreto expropriatório, a Autarquia Municipal X optou 
por ceder o imóvel para construção de um terminal 
rodoviário público de cargas e passageiros pela Empresa 
Pública Municipal Y, o qual já está em funcionamento e 
atendendo aos munícipes. Diante disso, o expropriado, 
Sr. João, ajuizou demanda judicial, pelo procedimento 
comum ordinário, em face do Município de Cacoal, na 
qual requereu a retrocessão do imóvel, reivindicando 
para si o bem expropriado pelo preço atualizado da 
indenização que recebera. Pretendeu também a 
condenação do Município X ao pagamento de 
indenização por perdas e danos que seriam apurados em 
liquidação de sentença. O juiz da 1ª Vara Cível da 
Comarca de Cacoal julgou a demanda procedente para 
reconhecer o direito à retrocessão e determinar o 
cancelamento do registro da desapropriação e a 
devolução do imóvel ao autor mediante o depósito do 
valor atualizado da indenização que lhe fora paga. 
Ademais, condenou o réu a pagar indenização por perdas 
e danos, a serem apurados em liquidação, além de custas 
e despesas processuais e honorários advocatícios de 
sucumbência em valor correspondente a 20% da soma 
dos valores do imóvel e da indenização que vier a ser 
apurada. Na qualidade de Procurador do Município de 
Cacoal elabore o recurso cabível para a reforma da 
sentença. 
 - Resposta: O candidato deverá alegar ilegitimidade 
passiva do Município (cf. STJ, Resp. 983.390); impugnar 
o equivocado arbitramento dos honorários de 
sucumbência (art. 20, §4º, do CPC) e mostrar 
argumentação técnica quanto à tredestinação lícita. 
Procuradoria Legislativa - Assembleia Legislativa de 
Goiás - Ano: 2015 - Banca: UFG - Direito Processual Civil 
- Recursos - PEÇA JURÍDICA - Cerca de 100 pessoas 
integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto 
(MTST) ocuparam prédio de propriedade da empresa Vila 
Rica Transportes e Petróleo, com sede na cidade de 
Goiânia, capital do Estado de Goiás. O dono do prédio 
propôs Ação de Reintegração de Posse com Pedido de 
Liminar, alegando que, apesar de o prédio estar 
desocupado há mais de 10 dez anos, está realizando 
estudo e elaborando um projeto para transformá-lo em 
uma instituição de ensino superior. O juiz da 2ª Vara 
Cível da cidade de Goiânia determinou a reintegração de 
posse liminarmente, sem realização de audiência de 
justificação e sem a intervenção do Ministério Público do 
Estado de Goiás, devendo os ocupantes deixarem o local 
em dez dias, contados a partir da data em que foram 
intimados. De acordo com a decisão, após o prazo 
definido para desocupação da área, será instituída ainda 
multa diária de R$ 500,00 (quinhentos reais) por 
ocupante que desobedecer a ordem. Não obstante os 
pedidos de reconsideração, a decisão foi mantida. Com 
base nos fatos narrados, elabore a peça processual 
adequada para questionar a decisão proferida pelo juiz 
monocrático que concedeu a liminar. (10 pontos) 
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 75 
 - Resposta: PEÇA JURÍDICA - A peça processual a ser 
ela o adaà o oà espostaà espe adaà à u à ág avoà deà
I st u e toà o à efeitoà suspe sivo .à ál à dosà
requisitos formais, tais como a menção às peças a 
serem trasladadas e o endereçamento ao juiz 
competente, deve estar fundamentada nos artigos 522 
do Código de Processo Civil; no artigo 524, III, do Código 
de Processo Civil e no artigo 525, inciso I, também do 
Código de Processo Civil. (10 pontos) 
Advogado - Concurso: COFEN - Conselho Federal de 
Enfermagem - Ano: 2011 - Banca: CONSULPLAN - 
Disciplina: Direito Processual Civil - Assunto: Ação 
Rescisória - PEÇA PROCESSUAL/PARECER-ANTONINO 
SILVA CAMPOS, brasileiro, casado, Residente na Rua 
Olegário Maciel, 55, Brasília-DF o procuranarrando o 
seguinte fato: no ano de 1998 ANTONINO teve ajuizada 
contra si uma ação de investigação de paternidade por 
parte de ALESSANDRO DOS SANTOS. À época, devido à 
demora para se conseguir realizar exame de DNA, o 
Magistrado condenou ANTONINO apenas com base nas 
provas testemunhais. Elabore um parecer, indicando 
quais as alternativas que ANTONINO possui, tendo em 
vista que houve o trânsito em julgado da sentença, 
reconhecendo a paternidade. A questão deve se ater 
apenas ao aspecto Processual Civil e Constitucional, não 
sendo necessária a abordagem sob a ótica do Direito 
Civil. 
 - Resposta: A resposta é integrada pelaelaboração de 
peça processual, que envolve um estudo de caso, há a 
previsão de uma resposta esperada, onde o candidato 
deve indicar a possibilidade de ajuizamento de ação 
rescisória, sob o fundamento de um documento novo, 
além de tratar da relativização da coisa julgada, 
considerando o princípio da dignidade humana. 
Formalmente, havia a necessidade, ainda, de deixar 
claro que se trata de um parecer. Os argumentos 
aplicados na Prova Discursiva devem propor uma 
intervenção para o tema abordado em defesa de um 
ponto de vista. Portanto, o candidato deve demonstrar 
conhecimento dos mecanismos linguísticos 
indispensáveis para a construção da argumentação. 
Observância das normas de ortografia, pontuação, 
concordância, regência e flexão, paragrafação, 
estruturação de períodos, coerência e lógica na 
exposição das ideias. Pertinência da exposição relativa 
ao tema, à ordem de desenvolvimento proposto e ao 
conteúdo programático proposto. 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM - Paranavaí - 
PR - Ano: 2013 - Banca: AOCP - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Antecipação da Tutela - PEÇA 
JUDICIAL - O Ministério Público Federal em conjunto com 
o Ministério Público do Estado do Paraná ajuizaram Ação 
Civil Pública com pedido de liminar, perante a Vara 
Federal de Paranavaí-PR, em face da União Federal e do 
Município de Paranavaí, buscando garantir à população 
do município e da região que são atendidos na cidade de 
acordo com a composição administrativa do SUS, o 
acesso aos serviços médicos de urgência necessários ao 
tratamento intensivo (UTIs) quando em condições de 
grave risco à saúde. Alegaram que, após a instauração do 
Inquérito Civil Público, constatou-se um quadro de saúde 
pública extremamente agravado na região, a qual só 
disponibiliza 2 (dois) leitos de UTIs para atendimento aos 
pacientes do SUS, fato que ensejou a propositura da ação 
judicial. O Juiz da Vara Federal de Paranavaí ao apreciar a 
Ação Civil Pública, concedeu a liminar na forma pleiteada 
na inicial e determinou à União Federal e ao Município 
de Paranavaí a transferência de todos os pacientes 
necessitados de atendimento em Unidades de 
Tratamento Intensivo (UTIs) para hospitais públicos ou 
particulares que disponham de tais unidades, assim 
como o início de ações tendentes à instalação e ao 
funcionamento de 5 leitos de UTIs adultas, 2 leitos de 
UTIs neonatais e 2 leitos de UTIs pediátricas, no prazo 
máximo de 90 dias, determinou ainda, na hipótese de 
descumprimento, multa diária para cada réu no valor de 
R$ 10.000,00 (dez mil reais). Em face da referida decisão, 
a União Federal e o Município de Paranavaí, 
interpuseram Agravo de Instrumento perante o Tribunal 
Regional Federal da 4ª Região. O Desembargador Relator 
negou o efeito suspensivo ativo ao Agravo de 
Instrumento. O referido Tribunal ainda, no mérito, julgou 
improvido os agravos de instrumento interpostos e 
manteve a decisão agravada nos seus exatos termos. A 
União Federal e o Município de Paranavaí, não 
interpuseram no prazo legal, recurso em face da decisão 
proferida no julgamento dos agravos de instrumentos. 
Diante da liminar vigente, que envolve matéria 
eminentemente constitucional e que pode causar grave 
lesão à ordem e a economia pública do Município de 
Paranavaí, na qualidade de Procurador do Município, 
elabore a medida cabível visando subtrair a eficácia da 
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decisão liminar observando as regras formais e alegando 
toda a matéria jurídica aplicável ao caso. 
 - Resposta: O enunciado exigia do candidato, em razão 
dos fatos narrados no problema proposto a 
apresentação de um PEDIDO DE SUSPENSÃO da liminar 
concedida, pelos seguintes motivos:O direito de interpor 
o pedido de suspensão é conferido somente às pessoas 
jurídicas de direito público, sempre que houver lesão a 
interesses públicos relevantes ou sendo flagrantemente 
ilegítimo o provimento de urgência deferido.Tal pedido 
de suspensão, no caso de liminares concedidas em 
processo de ação popular, ação civil pública e em 
medidas cautelares, encontra fundamento também no 
artigo 4º, §1º da Lei n.º 8.437/1992.A competência para 
análise do pedido de suspensão de liminar é do 
presidente do tribunal hierarquicamente superior ao 
juízo que concedeu a liminar que se pretende 
suspender.Entretanto, caso a decisão proferida por um 
juiz de primeira instância que concedeu uma liminar 
seja impugnada através de agravo de instrumento e 
este seja improvido ao final, mantendo os efeitos da 
liminar (como descrito no problema proposto), o pedido 
de suspensão que vier a ser ajuizado após o 
conhecimento do agravo, já não poderá mais ser 
atribuído à competência do presidente do Tribunal local 
ou regional, mas sim ao Supremo Tribunal Federal, por 
se tratar de matéria eminentemente 
constitucional.Portanto, a medida judicial cabível ao 
problema proposta era o PEDIDO DE SUSPENSÃO, na 
forma prevista no artigo 4º, §1º da Lei n.º 8.437/1992. 
Assim, os candidatos que elaboraram a resposta em 
desacordo com o espelho padrão de correção, 
obtiveram a nota 0,00 (zero). Modelo de resposta - 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO 
PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (1,0 
ponto)O MUNICÍPIO DE PARANAVAÍ, pessoa jurídica de 
direito público interno, inscrita no CNPJ nº (...), com 
sede a Rua (...), na cidade de Paranavaí – PR, através de 
seu procurador judicial que esta subscreve, vem 
respeitosamente perante Vossa Excelência, apresentar: 
(1,0 ponto)PEDIDO DE SUSPENSÃO, com fundamento no 
art. 4º da Lei 8.437/92, em face da decisão liminar 
proferida pelo MM. Juiz da Vara Federal de Paranavaí 
na Ação Civil Pública n. (...) que foi interposta pelo 
Ministério Público Estadual e o Ministério Público 
Federal e que foi confirmada através do improvimento 
do recurso de Agravo de Instrumento interposto 
perante o Tribunal RegionalFederal da 4ª Região, pelos 
fatos e fundamentos que seguem: (1,00 ponto) I – DOS 
FATOS (1,00 ponto) - O candidato deveriam narrar os 
fatos e justificar o cabimento do pedido de suspensão. II 
– DOS FUNDAMENTOS (4,00) - O candidato deveria 
fundamentar o pedido de suspensão, com base nos 
seguintes argumentos: a)Ilegitimidade do Município de 
Paranavaí para figurar no pólo passivo. b)alegação de 
lesão à ordem público-administrativa, à saúde pública, 
à economia pública; c)violação ao princípio da 
separação funcional dos poderes; d) desrespeito ao 
princípio da legalidade orçamentária; e)inobservância 
da cláusula da reserva do financeiramente possível. III – 
PEDIDO (2,00) - Ante o exposto, requer-se que o 
presente pedido de suspensão de liminar, seja recebido, 
conhecido e deferido para o seguinte fim: a) suspender 
até o trânsito em julgado da decisão de mérito na ação 
principal, a liminar concedida que determinou à União 
Federal e ao Município de Paranavaí a transferência de 
todos os pacientes necessitados de atendimento em 
Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) para hospitais 
públicos ou particulares que disponham de tais 
unidades; b) suspender até o trânsito em julgado da 
decisão de mérito na ação principal, o início de ações 
tendentes à instalação e ao funcionamento de 5 leitos 
de UTIs adultas, 2 leitos de UTIs neonatais e 2 leitos de 
UTIs pediátricas, no prazo máximo de 90 dias. C ) 
suspender a decisão que arbitrou multa diária para 
cada réu no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), em 
caso de descumprimento da liminar. Nestes termos, 
Pede e espera deferimento. Local e Data. PROCURADOR 
DO MUNICÍPIO 
Advocacia Geral da União - Concurso: Procurador 
Federal - Ano: 2010 - Banca: CESPE - Disciplina: Direito 
Processual Civil - Assunto: Competência - PEÇA JUDICIAL 
- Sergio, empresário, deixou seu veiculo parado no meio 
de uma curva de uma via pública,em determinada região 
do Distrito Federal, em virtude de defeito mecânico 
apresentado pelo veiculo, quando este foi abalroado por 
ônibus da empresa concessionária de serviço público 
Alfa, o que lhe causou danos materiais no montante de 
R$12.000,00, soma necessária ao reparo do veiculo. Em 
razão desse acidente, Sergio ajuizou ação contra a 
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a 
empresa Alfa, sob o rito ordinário, visto que entendeu 
ser necessária a produção de prova pericial. Para essa 
ação, que foi distribuída ao juiz da 3ª Vara Federal da 
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Seção Judiciaria do Distrito Federal, Sergio narrou os 
fatos ocorridos e afirmou que, apesar de, na ocasião do 
acidente, estar anoitecendo e ele ter deixado seu veiculo 
na faixa de rolagem, e não no acostamento, havia 
sinalizado o local de forma adequada. Quanto ao mérito, 
Sergio alegou estarem provado à conduta, o dano e o 
nexo da causalidade entre eles, o que, por si só, ensejaria 
a responsabilidade objetiva das rés. Requereu, ainda, 
com espeque na responsabilidade pela perda da chance, 
indenização por danos no montante de R$15.000,00, 
haja vista os inúmeros negócios que deixou de realizar 
durante o período em que o veiculo esteve na oficina. 
Requereu, por fim, a condenação das rés ao pagamento 
da indenização pelos prejuízos apontados, acrescida de 
juros monetários no percentual de 1% ao mês e 
atualização monetária. Juntou procuração, cópia dos 
recibos das despesas com oficina e fotografias do local 
do acidente, requerendo perícia técnica para provar que 
a sinalização utilizada foi adequada. Os mandados de 
citação foram juntados aos autos em 26/01/2010, terça 
feira. Considerando a situação hipotética acima 
apresentada, na qualidade de procurador federal da 
ANTT, elabore a peça judicial cabível, abordando, 
necessariamente, o principio da eventualidade. Date a 
peça no ultimo dia do prazo. Não é necessário apresentar 
relatório. 
- Resposta: 1-Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade, respeito às margens e indicação de 
parágrafos)- 2 - Desenvolvimento do tema - 2.1 - 
Contestação apresentada em 29/3/2010. Preliminar de 
ilegitimidade passiva ad causam: responsabilidade da 
concessionária. Preliminar de incompetência absoluta: 
requerimento de perícia não torna o JEF incompetente 
2.2- Culpa exclusiva da vítima como excludente da 
responsabilidade das rés. Inexistência de dano por 
perda de uma chance. Ausência da prova de lucros 
cessantes. Cálculo da reparação devida, conforme 
critérios da Lei n.º 9.494/1997, art. 1.º-F. 2.3- Pedido de 
acolhimento das preliminares. Pedido de improcedência 
total do pleito do autor. Pedido de improcedência do 
pleito atinente ao lucro cessante. Pedido de cálculo da 
eventual condenação, conforme critérios da Lei n.º 
9.494/1997, art. 1º-F. Requerimento de condenação do 
autor ao pagamento de custas e honorários, totais ou 
parciais, conforme resultado da demanda 
Procuradoria Municipal - Concurso: PGM-Cuiabá (MT) - 
Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina: Direito Processual 
Civil - Assunto: Contestação - PEÇA PROCESSUAL - 
Considerando o enunciado abaixo, elabore, enquanto 
Procurador Judicial do Município de Cuiabá, defesa 
pertinente em seu favor, cumprindo as formalidades 
legais e abordando as questões processuais e de mérito 
referentes ao caso. Considere que a unidade de 
conservação mencionada no texto não se trata de uma 
APA. O Ministério Público do Mato Grosso ajuizou ação 
civil pública contra o Município de Cuiabá e a Tecelagem 
Primavera Ltda. sustentando que esta teria causado dano 
ambiental consistente no descarte de resíduos sólidos 
em afluente do Rio Cuiabá. Por sua vez, o Município de 
Cuiabá ter-se-ia omitido no dever de fiscalizar a atividade 
da empresa, situada em unidade de conservação 
instituída pela União. Argumentou-se que, em razão 
desta omissão, o Município de Cuiabá teria sido causador 
indireto do dano ambiental, especialmente porque 
caberia a ele o licenciamento da atividade da empresa. E, 
de acordo com o Ministério Público, entre as pessoas 
jurídicas de direito público, o ente que emite o 
licenciamento seria obrigado exclusivo pela fiscalização 
do empreendimento. Sustentou-se, também, que a 
responsabilidade civil do Estado seria sempre objetiva. 
Afirmou-se, por fim, que, em matéria de meio ambiente, 
não seria necessária a comprovação de nexo de 
causalidade. Requereu-se a condenação dos Réus a 
compensarem o dano ambiental mediante pagamento 
de R$1.000.000.000,00 (um bilhão de reais) aos cofres do 
Estado do Mato Grosso. 
- Resposta: Abordagem esperada: Na correção serão 
considerados, além dos itens abaixo, o atendimento aos 
requisitos legais da contestação e a utilização adequada 
do vernáculo. Na defesa do Município de Cuiabá, cabe 
elaborar uma contestação, expondo as razoes de fato e 
de direito com que impugna o pedido do autor (o não 
atendimento destes requisitos acarretará nota zero ao 
candidato). Preliminares: antes de discutir o mérito, 
cabe alegar (1) incompetência absoluta (art.301, inciso 
II, do Código de Processo Civil), pois na própria petição 
inicial mencionou-se interesse da União, de modo que o 
julgamentodo feito caberia à Justiça Federal ( artigo 
109, inciso I, da Constituição Federal); (2) ilegitimidade 
passiva, pois, levando em conta o teor do enunciado, 
cabe não ao Município de Cuiabá, mas a União, 
fiscalizar a atividade da empresa, nos termos do artigo 
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º,ài isosàXIIIàeàXIV,àalí eaà ,àdaàLeiàCo ple e ta à ºà
140/2011. Mérito: cabe sustentar, em defesa do 
Município de Cuiabá, que, na omissão, a 
responsabilidade civil do Estado demanda a 
comprovação de culpa administrativa. Além disto, de 
acordo com os artigos 14, §1º e 3º, inciso IV, da Lei 
nº6938/1981, são responsáveis pelo dano ambiental os 
poluidores direito e indireto e, para ser caracterizado 
como tal, o Ministério Público teria que ter descrito e 
comprovado nexo de causalidade entre omissão do 
Município de Cuiabá e o dano causado pela empresa. 
Cabe, por fim, defender ser exagerado o valor do pedido 
compensatório, além de inadequada sua eventual 
destinação, nos termos do artigo 13 da Lei nº7347/85. 
Advogado - Concurso: TERRACAP-DF - Ano: 2014 - 
Banca: CONSULPLAN - Disciplina: Direito Processual Civil 
- Assunto: Contestação - Ruià Ba osaà daà “ilvaà ajuizouà
ação de manutenção de posse em desfavor da TERRACAP 
– Companhia Imobiliária de Brasília, com o escopo de 
impedir supostos atos de turbação perpetrados por 
prepostos da ré. Afirmou, na inicial, que exerce, de 
maneira mansa e pacífica e há mais de 8 anos, a posse do 
imóvel pertencente à TERRACAP, mas que, no entanto, a 
ré encaminhou notificação para a desocupação do 
imóvel, turbando sua posse. Explicou ter feito 
benfeitorias úteis e necessárias no imóvel e, ao final, 
requereu a sua manutenção na posse do imóvel e a 
retenção pelas benfeitorias. Recebida a petição inicial, o 
juiz indeferiu a manutenção liminar, sendo a TERRACAP, 
devidamente, citada. à Co oà ádvogadoà daà TERRáCáPà
indique, de maneira objetiva, a peça, os argumentos e os 
requerimentos a serem apresentados. Não é necessário 
que a resposta seja apresentada na forma de peça 
processual, sendo suficiente a indicação da peça a ser 
adotada. 
- Resposta:à I i ial e te,àpode‐seàafi a à ueàaàpeçaàaà
ser apresentada é uma contestação, conforme dispõe o 
art. 930 do Código de Processo Civil. Com relação aos 
argumentos apresentados, prevê o art. 1.210 do Código 
Civilà ueà oà possuido à te à di eitoà aà se à a tido na 
posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e 
segurado de violênciaiminente, se tiver justo receio de 
se à olestado .à Naà es aà li ha,à p es eveà oà a t.à à
doàC digoàdeàP o essoàCivilà ueà oàpossuido àte àdi eitoà
a ser mantido na posse em caso de turbação e 
ei teg adoà oà deà es ulho .à “e doà assi ,à o stata‐seà
que, para a procedência do pedido de manutenção, é 
necessária a prova da posse e dos atos de turbação 
dessaàposse.àáàaç oàdeà a ute ç oàdeàposseàdesti a‐seà
a proteger o possuidor contra atos de turbação de sua 
posse, a fazer cessar o ato do turbador, que molesta o 
exercício da posse, sem, contudo, eliminar a própria 
posse. Ocorre que, muito embora a TERRACAP tenha 
natureza privada, pois se trata de Empresa Pública, ela 
gere bens pertencentes ao Distrito Federal e, assim, os 
bens por ela geridos são públicos. E sendo público o bem 
imóvel, o requerente não detém a sua posse. O que 
existe é a mera ocupação precária, tolerada pelo 
proprietário (TERRACAP), o que, evidentemente, não se 
confunde com posse nem dá lugar à tutela possessória 
em face do poder público. Consequentemente, se não 
há posse, mas mera detenção, a ação de manutenção 
na posse deve ser julgada improcedente (conforme 
precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do 
Tribunal de Justiça do Distrito Federal). E, pela mesma 
razão, não faz jus o requerente à retenção por 
benfeitorias. Isto porque o art. 1.219 do Código Civil 
estabelece a posse como requisito para que se possa ter 
o direito de retenção por benfeitoria. Por último, o art. 
àdoàC digoàdeàP o essoàCivilàestatuià ueà à lí itoàaoà
réu, na contestação, alegando que foi o ofendido em 
sua posse, demandar a proteção possessória e a 
indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou 
doà es ulhoà o etidoà peloà auto .à T ata‐se do caráter 
dúplice das ações possessórias, que consiste em que as 
posições de autor e réu podem se alternar, sendo lícita a 
outorga da tutela jurisprudencial a qualquer das partes, 
independentemente do polo que, inicialmente, tenham 
assumido. No caso, em virtude deste caráter dúplice da 
ação possessória, deve haver o requerimento de 
reintegração de posse e de indenização pelos prejuízos 
causados (precedentes do TJDFT em ações da própria 
TERRACAP). Por fim, vale ainda esclarecer que basta à 
TERRACAP a comprovação de sua propriedade, já que, 
em se tratando de bem público, a comprovação de que 
ela é a proprietária do imóvel equivale à comprovação 
de que também é a possuidora. A posse, em razão da 
natureza pública do bem, é exercida de forma 
permanente pelo detentor do domínio, inclusive, com 
exclusividade. No caso em análise é evidente o domínio 
da TERRACAP sobre o bem, restando, assim, 
caracterizada a posse indireta do imóvel público. Além 
do mais, cumpre ressaltar que a Administração Pública 
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exerce a posse indireta dos bens públicos por meio do 
exercício de seu poder de polícia, ou seja, pela 
fiscalização pelos órgãos competentes. Comprovada a 
ualidadeà deà p op iet iaà daà TE‘‘áCáP,à dispe sa‐seà aà
comprovação de qualquer ato de exteriorização da 
posse, em razão desta estar inexoravelmente aderida à 
propriedade (precedentes do TJDFT). Em resumo, deve 
ser apresentar uma contestação com as seguintes 
explicações: para a procedência do pedido deveria ser 
provada a posse e atos de turbação dessa posse; 
alegação de que a TERRACAP por gerir bens do Distrito 
Federal, estes são, consequentemente, públicos; por se 
tratar de bem público, não há que se falar em posse, 
mas em mera detenção, de modo que o pedido deve ser 
julgado improcedente; por não haver posse, não há 
direito de retenção sobre as benfeitorias; as ações 
possessórias têm caráter dúplice, portanto, deveria ser 
requerida a reintegração na posse e a indenização pelos 
prejuízos; a posse da TERRRACAP é indireta, a partir do 
domínio. Fontes:Código Civil. Código de Processo Civil. 
THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito 
Processual Civil. 38. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2007. p. 
131. WAMBIER, Luiz Rodrigues. Curso avançado de 
processo civil. Processo cautelar e procedimentos 
especiais. V. 3. 7. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 
2006. p. 164. A jurisprudência do STJ diz não ser possível 
a posse de bem público, pois sua ocupação irregular 
(ausente de aquiescência do titular do domínio) 
representa mera detenção de natureza precária. 
Consoante precedente da Corte Especial, são bens 
públicos os imóveis administrados pela Companhia 
Imobiliária de Brasília (TERRACAP), empresa pública em 
que figura a União como coproprietária (Lei nº 
5.861/1972) e que tem a gestão das terras públicas no 
DF, possuindo personalidade jurídica distinta desse ente 
federado. Sendo assim, na ação reivindicatória ajuizada 
por ela, não há que se falar em direito de retenção de 
benfeitorias (art. 516 do CC/1916 e art. 1.219 do 
CC/2002), que pressupõe a existência de posse. Por fim, 
essalte‐seà ue a Turma, conforme o art. 9º, §2º, I, do 
RIST J, é competente para julgar o especial. Precedentes 
itadosà doà “TF:à ‘Eà . ‐MG,à DJà / / ;à doà “TJ:à
‘Espà . ‐à DF,à DJà / / ;à ‘Espà . ‐DF,à DJà
/ / ;à ‘Espà . ‐DF,à DJà / / ;à
REsp146.367‐DF,à DJà / / ;à ág‘gà oà ágà
. . ‐‘J,àDJeà / / ;àág‘gà oàágà . . ‐‘J,à
DJeà / / ;à‘Espà . ‐DF,àDJà / / ;àág‘gà
oà ágà . . ‐DF,à DJeà / / ;à ‘Espà . . ‐‘J,à
DJeà / / ;à ‘Espà . ‐DF,à DJà / / ;à ‘Espà
. ‐DF,à DJeà / / ,à eà ‘Espà . ‐PE,à DJà
/ / .à ‘Espà . ‐DF,à ‘el.à Mi .à Luisà Felipeà
Salomão, julgado em 17/5/2011. Agravo regimental. 
Recurso especial não admitido. Manutenção de posse. 
Terra pública. Imóvel pertencente à TERRACAP. 1. O 
posicionamento do Tribunal está em perfeita harmonia 
com a jurisprudência da Corte, consolidada no sentido 
deà ueà aà o upaç oà deà e à pú li o,à ai daà ueà
dominical, não passa de mera detenção, caso em que se 
afigura inadmissível o pleito de proteção possessória 
contra o órgão público. Não induzem posse os atos de 
e aà tole iaà a t.à à doà CC/ à ‘Espà ºà
146.367/DF, Quarta Turma, Relator o Ministro Barros 
Monteiro, DJ de 14/3/05.) 2. Agravo regimental 
desprovido. (AgRg no Ag 648.180/DF, Rel. Ministro 
CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA, 
julgado em 15/02/2007, DJ 14/05/2007, p. 280.). 
DI‘EITOà CIVILà – REINTEGRAÇÃO DE POSSE – BEM 
PÚBLICO – OCUPAÇÃO IRREGULAR – MERA TOLERÂNCIA 
– POSSE PRECÁRIA – NOTIFICAÇÃO PARA 
DESOCUPAÇÃO DESATENDIDA – ESBULHO – SENTENÇA 
MANTIDA. 1. A ocupação de bem público, sem a 
proteção de regular de contrato administrativo por 
prazo certo, sempre se dará a título precário, como 
mera detenção física do bem, incapaz de gerar proteção 
possessória ao administrado. 2. A não restituição do 
imóvel, precariamente ocupado, após a devida 
notificação para desocupação, configura esbulho. 3. 
ápeloà oà p ovido. à áPC,à ‘elato à
HUMBERTO ADJUTO ULHÔA, 3ª Turma Cível, julgado 
em 11/11/2009, DJ 19/11/2009 p. 55.). DIREITOS REAIS. 
RECURSO ESPECIAL. POSSE DE BEM PÚBLICO GERIDO 
PELA TERRACAP OCUPADO SEM PERMISSÃO. 
IMPOSSIBILIDADE. DIREITO À RETENÇÃO E 
INDENIZAÇÃO POR BENFEITORIAS. INVIABILIDADE. 1. 
Conforme dispõe a Lei nº 5.861/72, incumbe à 
TERRACAP, empresa pública que tem a União como 
coproprietária, a gestão das terras públicas no Distrito 
Federal. 2. A jurisprudência firme desta Corte entende 
não ser possível a posse de bem público, constituindo a 
sua ocupação sem aquiescência formal do titular do 
domínio mera detenção de natureza precária. 3. Os arts. 
516, do Código Civil de 1916, e 1.219, do Código Civil em 
vigor, estabelecem a posse como requisito para que se 
possa fazer jus ao direito de retenção por benfeitoria. 4. 
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 80 
Recurso especial provido. (REsp 841.905/DF, Rel. 
Ministro LUIS FELIPESALOMÃO, QUARTA TURMA, 
julgado em 17/05/2011, DJe 24/05/2011.) PROCESSUAL 
CIVIL E ADMINISTRATIVO. OMISSÃO. NÃO 
OCORRÊNCIA. TERRACAP. IMÓVEL PÚBLICO. OCUPAÇÃO 
IRREGULAR. CONSTRUÇÃO DE GARAGEM A SER 
DEMOLIDA. INTERESSE DE AGIR SUBSISTENTE. 
BENFEITORIA INDENIZÁVEL. INEXISTÊNCIA. 1. A solução 
integral da controvérsia, com fundamento suficiente, 
não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC. 2. A 
alteração da destinação da área, que permitiria, em 
tese, a alienação do imóvel público ao ocupante 
irregular (recorrente), não afasta o interesse de agir da 
e o idaà aàáç oà‘eivi di at ia.à .à áà alegadaà oa‐f à
da ocupante, que ensejaria indenização pelas 
benfeitorias úteis e necessárias, não pode ser aferida 
em Recurso Especial, pois foi afastada 
peremptoriamente pelo Tribunal de origem com base na 
prova dos autos (Súmula 7/STJ). 4. A Corte Distrital 
inadmitiu a indenização das alegadas benfeitorias 
(garagem construída) porque deverão ser demolidas, o 
que demonstra a inexistência de benefício em favor do 
proprietário reivindicante. 5. No caso de ocupação 
irregular de imóvel público, não há posse, mas mera 
detenção, o que impede a aplicação da legislação 
civilista relativa à indenização por benfeitorias. 
Precedentes do STJ. 6. Como regra, a natureza do 
imóvel (público ou privado) não pode ser examinada 
pelo STJ com base em dissídio jurisprudencial, como 
pretende a recorrente. A divergência que dá ensejo a 
‘e u soàEspe ialà efe e‐seà ài te p etaç oàdaàlegislaç oà
federal, e não à qualificação jurídica pura e simples de 
determinados bens. 7. A mais recente jurisprudência do 
STJ, sedimentada pela Corte Especial, reconhece a 
natureza pública dos imóveis da TERRACAP. 8. O 
Tribunal de origem consignou que o bem foi ocupado, 
por mais de oito anos, irregularmente e sem qualquer 
autorização expressa, válida e inequívoca da 
Administração, o que implica dever de o particular 
indenizar o Poder Público pelo uso. Incabível, portanto, 
o argumento recursal de ter havido condenação sem 
comprovação de dano. 9. Quem ocupa ou utiliza 
ilicitamente bem público, qualquer que seja a sua 
natureza, tem o dever de, além de cessar de forma 
imediata a apropriação irregular, remunerar a 
sociedade, em valor de mercado, pela ocupação ou uso 
e indenizar eventuais prejuízos que tenham causado ao 
patrimônio do Estado ou da coletividade. 10. Recurso 
Especial não provido. (REsp 425.416/DF, Rel. Ministro 
HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 
25/08/2009, DJe 15/12/2009.). APELAÇÃO CÍVEL. 
REINTEGRAÇÃO DE POSSE. ÁREA PÚBLICA. CARÁTER 
DÚPLICE. 1. A ocupação de área pública por particular 
traduz mera detenção – inconfundível com posse – 
tole adaà peloà Pode à Pú li o,à ueà pode à eto ‐laà
quando lhe convier. 2. Dado o caráter dúplice da ação 
possess iaà eà o side a doà ueà aà posseà ap ese ta‐se,à
no caso, inseparável do domínio, a comprovação deste 
evidencia aquela e autoriza a tutela requerida pela 
TERRACAP na contestação. (Acórdão nº 681430, 
20060110901499APC, Relator: FERNANDO HABIBE, 
Revisor: ARNOLDO CAMANHO DE ASSIS, 4ª Turma Cível, 
Data de Julgamento: 04/07/2012, Publicado no DJE: 
06/06/2013. p. 120.). REINTEGRAÇÃO DE POSSE. 
TERRACAP. BEM PÚBLICO. MERA DETENÇÃO. CARÁTER 
DÚPLICE. BENFEITORIAS. INDENIZAÇÃO. PRECLUSÃO. 
TAXA DE OCUPAÇÃO. ILEGALIDADE. Comprovada a 
propriedade da TERRACAP sobre o bem objeto do litígio, 
i p e‐seà oà e o hecimento de que os apelantes 
exercem apenas mera detenção sobre o imóvel, não 
merecendo, portanto, proteção possessória. O caráter 
dúplice da ação possessória permite que a parte 
requerida formule pedido de proteção possessória e 
indenização por perdas e da os.àOpe a‐seàaàp e lus o,à
caso requerimento nesse sentido não tenha sido feito 
no momento oportuno. A taxa de ocupação, regulada 
pelo art. 24 da Lei nº 4.545/64, pressupõe a legítima 
ocupação do bem público por particular, ou seja, a 
existência de documento formal que autorize e regule a 
ocupação. (Acórdão nº 425444, 20030110852785APC, 
Relator: NATANAEL CAETANO, Revisor: FLAVIO 
ROSTIROLA, 1ª Turma Cível, Data de Julgamento: 
19/05/2010, Publicado no DJE: 01/06/2010. p. 63.). 
CIVIL E PROCESSO CIVIL. MANUTENÇÃO DE POSSE. 
CARÁTER DÚPLICE DA AÇÃO. BEM PÚBLICO. 
INEXISTÊNCIA DE POSSE. MERA DETENÇÃO. PEDIDO 
CONTRAPOSTO. DIREITO À PROTEÇÃO POSSESSÓRIA. I – 
O art. 922, do CPC, permite que o réu, na contestação, 
alegando que foi ofendido em sua posse, demande a 
proteção possessória resultante da turbação ou do 
esbulho cometido pelo autor, o que decorre da natureza 
dúpli eà daà aç oà possess ia,à t aduzi do‐seà e à
ve dadei aà o t a‐aç o,à poisà auto izaà ei teg a à oà uà
em sua posse, primando pelo princípio da economia 
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processual. II – Deu‐seàp ovi e toàaoà e u so.à á d oà
nº 351199, 20060111060595APC, Relator: JOSÉ DIVINO 
DE OLIVEIRA, Revisor: LEILA ARLANCH, 6ª Turma Cível, 
Data de Julgamento: 02/03/2009, Publicado no DJE: 
22/04/2009. p. 161.). PROCESSUAL CIVIL E 
ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE MANUTENÇÃO DE POSSE. 
TERRA PÚBLICA. INEXISTÊNCIA DE POSSE PARTICULAR 
EM FACE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. MERA 
DETENÇÃO. PRECEDENTES DO STJ E DESTA CORTE DE 
JUSTIÇA. AÇÕES POSSESSÓRIAS. CARÁTER DÚPLICE. 
REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM FAVOR DA TERRACAP. 
POSSIBILIDADE. SENTENÇA REFORMADA. 1 – É POSSÍVEL 
A DISCUSSÃO DE POSSE SOBRE BEM PÚBLICO EM 
LITÍGIO ENVOLVENDO DOIS PARTICULARES, POIS A 
POSSE, ENQUANTO SITUAÇÃO FÁTICA, NÃO ATINGE O 
DOMÍNIO DO ENTE PÚBLICO, NÃO SENDO A ELE 
OPONÍVEL A EFICÁCIA JURÍDICA DA DECISÃO 
PROFERIDA NO FEITO POSSESSÓRIO CUJAS PARTES 
SEJAM PARTICULARES. 2 – POR OUTRO LADO, A 
OCUPAÇÃO DE TERRAS PÚBLICAS POR PARTICULARES 
NÃO CONFIGURA POSSE EM FACE DA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA, MAS MERA DETENÇÃO POR ELA TOLERADA. 
PRECEDENTES DO STJ E DESTA CORTE DE JUSTIÇA. 3 – 
DADA A NATUREZA DÚPLICE DAS AÇÕES POSSESSÓRIAS, 
NOS TERMOS DO ART. 922 DO CPC, É POSSÍVEL A 
REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM FAVOR DA TERRACAP, 
UMA VEZ COMPROVADO O DOMÍNIO PÚBLICO DO BEM 
IMÓVEL EM DISCUSSÃO E, DIANTE DA INVIABILIDADE 
DE POSSE EM BENEFÍCIO DO PARTICULAR E EM 
DETRIMENTO DO ENTE PÚBLICO, ESTE FIGURA COMO 
ÚNICO POSSUIDOR DO BEM. APELAÇÃO CÍVEL PROVIDA. 
TJ‐DFà – APL: 54570520048070001 DF 
‐ . . . ,à ‘elato :à áNGELOà
PASSARELI. Data de Julgamento: 21/03/2012, 5ª Turma 
Cível,à Dataà deà Pu li aç o:à / / ,à DJ‐e.à p.à . à
OPOSIÇÃO. TERRACAP. BEM PÚBLICO. COMPROVAÇÃO 
DE DOMÍNIO. POSSE CONFIGURADA. Em se tratando de 
bem público, a alegação do opoente de que é seu 
proprietário equivale à alegação de que é o possuidor. A 
posse, na hipótese, é exercida de forma permanente 
pelo detentor do domínio e com exclusividade. 
(20010110245960APC) Relator CARMELITA BRASIL, 2ª 
Turma Cível, julgado em 14/03/2005, DJ 05/05/2005. p. 
58.) - ÁBUA DE CORREÇÃO – ASPECTOS TÉCNICOS – 30,0 
pontos - Contestação. Valor: 4,0 pontos -Posse e atos 
de turbação. Valor: 5,0 pontos -Bens da TERRACAP são 
públicos. Valor: 4,0 pontos -Detenção/Ocupação 
precária. Valor: 6,0 pontos -Retenção por benfeitorias. 
Valor: 5,0 pontos -Reintegração na posse e indenização. 
Valor: 6,0 pontos 
Procuradoria Estadual - Concurso: PGE/GO - Ano: 2013 - 
Banca: PGE/GO - Disciplina: Direito Processual Civil - 
Assunto: Execução Fiscal - O juízo da Vara das Fazendas 
Públicas da Comarca de Porangatu-GO, em ação de 
execução fiscal, proposta pelo Estado de Goiás em 1º de 
janeiro de 2011 para cobrança de ICMS do período de 
apuração de janeiro a maio de 2005, cuja decisão 
administrativa definitiva foi notificada ao sujeito passivo 
em 14 de março de 2006 e o crédito tributário inscrito 
em dívida ativa do Estado em 25 de abril de 2007, com 
despacho de citação do devedor prolatado em 17 de 
novembro de 2011, sendo este citado em 15 de 
novembro de 2011, ao decidir exceção de pré-

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