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Avaliação 1 SAEP_2013-1

Conjunto de questões de Língua Portuguesa com textos para interpretação: inclui texto sobre desperdício de órgãos, tirinha, narrativa de um menino leitor e fragmento "O homem que entrou no cano", acompanhados de questões de múltipla escolha sobre compreensão e aspectos linguísticos.

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<p>BLOCO 01 – LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>Leia o texto abaixo para responder a questão número 01.</p><p>Desperdícios de órgãos</p><p>Cerca de 50% dos órgãos potencialmente aptos para doação são desperdiçados no Brasil,</p><p>todos os anos. Os dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) apontam que</p><p>entre os motivos desse desperdício estão a falta de notificação dos casos de morte encefálica, o</p><p>despreparo das equipes que abordam as famílias de doadores e a infraestrutura hospitalar</p><p>inadequada. Atualmente, a taxa de doações é de seis pessoas para cada milhão de habitantes. Até</p><p>quando o nosso país ignorará as 70 mil pessoas que esperam por um transplante?</p><p>Revista Mundo Jovem. Abril 2008, p. 23.</p><p>QUESTÃO 01 – (SPAECE 2011) O assunto tratado nesse texto é a</p><p>(A) doação de órgãos e as causas dos desperdícios.</p><p>(B) falta de notificação e os casos de morte encefálica.</p><p>(C) falta de preparo das equipes que abordam as famílias de doadores.</p><p>(D) inadequação de infraestrutura hospitalar para doação de órgãos.</p><p>Observe a tirinha abaixo:</p><p>QUESTÃO 02 – (EDITORA SARAIVA 5AEF) Nesse texto, só o garoto tem desconto no corte</p><p>de cabelo porque</p><p>(A) o cabeleireiro está ocupado.</p><p>(B) o cabeleireiro gosta de crianças.</p><p>(C) o garoto é educado.</p><p>(D) o garoto tem pouco cabelo.</p><p>Leia o texto abaixo com atenção:</p><p>O recado depois dos travessões</p><p>Esta é a história de um menino viciado em romances. Com 12 anos, o garoto já conhece o</p><p>que muito adulto metido a sábio jamais conhecerá. Sabe que Julio Cortázar não foi centroavante do</p><p>Boca Juniors, que Ernest Hemingway nunca jogou no Los Angeles Lakers e que são necessárias</p><p>várias Iracemas para fazer uma Capitu.</p><p>Literatura é a sua obsessão. Almoça lendo Dickens, janta devorando Kafka, sonha com os</p><p>personagens de Saint-Exupéry, tem pesadelos com os de Allan Poe e Stephen King. Ama os</p><p>românticos e os realistas, os modernos e os oitocentistas. Essa fixação, é claro, o faz ser um pouco</p><p>diferente dos outros. Não que ele não conviva com os meninos de sua idade, não participe de suas</p><p>brincadeiras, não jogue bola com eles. Conversa. Participa. Joga. Tudo, porém, ao seu estilo. Nas</p><p>partidas de futebol, por exemplo, incentiva os companheiros com o "vai", o "entra" e o "racha" de</p><p>praxe, mas entre esses tradicionais gritos de guerra introduz outros que soam aos ouvidos da</p><p>petizada como pura feitiçaria: "eia", "sus", "às armas", "avante". Goleiro do time, não tem</p><p>vergonha de pedir ajuda com os usuais "volta", "marca", "fecha" ou "pega firme". Até aí, tudo em</p><p>casa. A confusão só se estabelece entre seus zagueiros quando ele esquece onde está e começa a</p><p>berrar "aqui-del-rei", "guarneçam os flancos", "rechacem com denodo".</p><p>A família está habituada às suas literatices. Mas certos dias ele enfia na conversa</p><p>extravagâncias tamanhas que a avó, desconfiada, volta a pensar se não seria o caso de dar umas</p><p>palmadas no menino ou chamar um padre.</p><p>[...]</p><p>É assim o garoto viciado em romances. Se Machado de Assis dava seus recados mais</p><p>importantes nas entrelinhas, ele não fica atrás. Depois dos travessões é que se revela. Como</p><p>anteontem. A mãe saiu e o deixou encarregado de algumas tarefas.</p><p>Sozinho em casa, ele naturalmente fez o que todos imaginam: começou a ler.</p><p>Estava na parte de As Aventuras de Tom Sawyer em que o menino é perseguido na</p><p>caverna pelo terrível índio Joe, quando ouviu a chave na fechadura da sala e, segundos depois, um</p><p>estrondo na cozinha. O irmão, que tinha acabado de entrar, não precisou perguntar nada. O garoto</p><p>foi logo explicando: “Nada de pânico, caríssimo irmão. Foi só a panela de pressão que explodiu –</p><p>disse o jovem, correndo para a cozinha e já imaginando o que aconteceria quando a mãe</p><p>chegasse”.</p><p>(DREWNICK, Raul. Pais, filhos e outros bichos. São Paulo: Cia Editora Nacional, 2006)</p><p>QUESTÃO 03 – (SAERJ - adaptada) Considerando o amor do menino pelos livros e o seu</p><p>vocabulário, podemos dizer que ele</p><p>(A) briga com todos que estão ao seu redor.</p><p>(B) não valoriza aqueles que não são como ele.</p><p>(C) é diferente dos outros meninos.</p><p>(D) é triste e vive isolado num mundo diferente.</p><p>QUESTÃO 04 – (SAEP 2013) Observe este trecho do texto:</p><p>“Conversa. Participa. Joga. Tudo, porém, ao seu estilo”.</p><p>Qual das palavras destacadas acima NÃO forma um verbo?</p><p>(A) Joga</p><p>(B) Participa</p><p>(C) Tudo</p><p>(D) Conversa</p><p>Faça a leitura do texto a seguir para responder a questão 05.</p><p>O homem que entrou no cano</p><p>Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava-o a estreiteza do tubo.</p><p>Depois se acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos</p><p>familiares. Vez ou outra, um desvio, era uma secção que terminava em torneira.</p>

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