Prévia do material em texto
<p>Grupo:</p><p>Gabriel Pimenta de Pádua Brandão</p><p>João Pedro Figueiredo de Moraes</p><p>Pedro Henrique Jacomini</p><p>1- Segundo F. Teixeira, para que se haja um diálogo inter-religioso, de respeito mútuo de</p><p>ambas as partes com a religião, cultura e tradições do outro, é necessário atender a 5</p><p>condições principais:</p><p>A humildade (Não se colocar como superior ou como dono de uma verdade universal</p><p>que está acima da crença do outro. Ter humildade para conversar com o próximo de</p><p>forma respeitosa e enxergando a pessoa como detentora dos mesmos direitos), o</p><p>reconhecimento do valor da alteridade (reconhecer e respeitar a alteridade do</p><p>interlocutor. Dessa forma o diálogo deve ser feito com base hermenêutica da</p><p>diferença e não pela lógica da assimilação), a fidelidade à tradição (O diálogo inter-</p><p>religioso também faz com que nós mesmos possamos testar nossa fidelidade e fé a</p><p>tradição, respeitando outro porém mantendo seus princípios próprios), a abertura à</p><p>verdade (Estar aberto a ouvir e entender a visão do próximo sobre algum ponto, estar</p><p>aberto de forma geral para o novo, respeitando-o) e a capacidade de compaixão pelo</p><p>próximo (Manter o sentimento de compaixão pelo próximo mesmo que diferente,</p><p>respeitando suas diferenças e cultura).</p><p>Estas são as 5 condições basilares para que se possa haver um diálogo inter-religioso</p><p>de respeito entre diferentes culturas e crenças, sem deixar que o ódio e as próprias</p><p>diferenças</p><p>culturais nos faça criar conflitos.</p><p>2- O diálogo não é apenas uma troca de ideias, e sim um intercâmbio de dons. Para</p><p>que haja esse tipo de conversa é necessário ter humildade, reconhecimento do valor</p><p>da alteridades, a fidelidade a tradição, a abertura à verdade e a capacidade de</p><p>compaixão; isso porque, indivíduos com diferentes pensamentos e convicções dividem</p><p>ideias opostas, ou não. Assim, no texto de F. Teixeira, são expostos três tipos de</p><p>diálogo, sendo eles o autêntico, o técnico e o monólogo disfarçado em diálogo.</p><p>Podemos dizer que cada um tem uma definição. O diálogo autêntico é o verdadeiro</p><p>diálogo, ou seja, tem de fato em mente o outro ou os outros na sua presença e no seu</p><p>modo de ser e a eles se volta a intenção de estabelecer entre eles e si próprio uma</p><p>reciprocidade viva. Já o diálogo técnico tem a necessidade de um entendimento</p><p>objetivo, ou seja, é imprescindível, mas que tem reduzido enormemente as</p><p>perspectivas de comunicação humana. Acaba produzindo uma conversação</p><p>meramente funcional, não o diálogo. Por fim, temos o diálogo monólogo, uma</p><p>característica forte de atualmente, onde dois ou meus homens, reunidos em um local,</p><p>falam, cada um consigo mesmo por caminhos entrelaçados e creem ter escapado, em</p><p>ter que contar apenas com os próprios recursos. É denominado pelo desejo de ver</p><p>confirmada a própria autoconfiança, decifrado no outro a impressão deixada, ou tê-la</p><p>reforçada. Uma conversa amistosa, na qual cada um se vê a si próprio como absoluto e</p><p>legítimo e ao outro como relativizado e questionável. A forma de diálogo inter-</p><p>religioso mais difícil é a autêntica, pelo fato de que nela, você deve entender o outro e</p><p>sua forma de pensar, pois caso isso não aconteça, o diálogo se tornará uma discussão,</p><p>em que cada lado tenta impor o seu pensamento, assim como no vídeo "PAX" por</p><p>exemplo. Para que haja um diálogo, como dito anteriormente, é necessário ter</p><p>algumas condições. Logo, como esse tipo de conversa reduz as perspectivas de</p><p>comunicação humana, é preciso que haja mais diligência e consciência no que dizem,</p><p>gerando assim uma conversação funcional e não um diálogo.</p><p>3- No 1⁰ vídeo "PAX" o dialogo inter-religioso é apresentado a partir de uma discussão</p><p>entre 4 representantes de religiões diferentes, um cristão, um judeu, um islâmico e um</p><p>budista. A partir disso, cada um levanta diversos pontos durante a discussão</p><p>mostrando que a sua religião é superior às demais, portadora da verdade absoluta e é</p><p>a religião "certa". Diante disso, o vídeo mostra uma situação inicial em que não há</p><p>diálogo inter-religioso, pois esse diálogo traz a ideia de que as religiões devem evitar a</p><p>busca pela supremacia, parar de dizer que as outras crenças estão erradas diante da</p><p>sua. Esse diálogo também não se mostra presente em um primeiro momento no 2⁰</p><p>vídeo "A guerra do arco íris", em que as pessoas de cada reino doutrinam sua</p><p>população, mostrando que as outras cores fazem mal, são erradas, visto na cena em</p><p>que o homem amarelo dá uma flor vermelha para a rainha amarela, que recusa até</p><p>que ela esteja pintada de amarelo para que, assim, possa tocá-la. Porém, os dois</p><p>vídeos terminam com uma união, entre as cores que se juntam para salvar a mulher</p><p>pendurada e os representantes de suas religiões que se unem para a formação de uma</p><p>ONG, com o intúito de restaurar a paz no mundo.</p><p>4- Existem 4 tipos de reações ao pluralismo, reafirmar a tradição, secularizar a</p><p>tradição, pactuar com a dúvida e recuperar as experiências da tradição.</p><p>A partir disso, reafirmar a tradição seria uma busca de saída no passado, através do</p><p>isolamento, fechamento e até o enfrentamento com quem pensa diferente, em que</p><p>não suporta a dúvida ou o pluralismo, que é entendido como ameaça. O segundo tipo</p><p>é secularizar a tradição, em que essas religiões se dobram ao mercado, com o intuito</p><p>de obter lucro explorando as pessoas, sendo uma lógica moderna fantasiada de antiga.</p><p>A terceira reação é pactuar com a dúvida, que consiste em uma negociação para a</p><p>abertura à modernidade, como na Teologia Liberal, que se difere da segunda reação,</p><p>que é uma adesão simples, sem troca. Já a quarta reação, que é recuperar as</p><p>experiências da tradição, seria uma tradução das experiências antigas, como o êxodo</p><p>judaico, para o mundo contemporâneo, que já é utilizado pela Teologia da Libertação.</p><p>5- O texto tem como objetivo central demonstrar o pluralismo de culturas, crenças e</p><p>práticas religiosas realizadas por diferentes grupos e como dentro de um mundo com</p><p>tanta diversidade cultural, estabelecer uma relação pacífica de diálogo entre estas</p><p>diferentes religiões. A ideia central que o texto trás é de que devemos, por mais que</p><p>seja difícil, tentar ao máximo estabelecer uma relação de respeito ao diferente, a</p><p>aquele que não compartilha de suas mesmas práticas, costumes e crenças religiosas.</p><p>Como dito, o pluralismo entre estas diferentes religiões é gigantesco e por isso tão</p><p>grande o desafio de manter essa boa relação. O diálogo inter-religioso é a única forma</p><p>na qual diferentes religiões possam conviver em harmonia e respeito e isso é de</p><p>interesse é bem geral para todos.</p>