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<p>Ser homem na sociedade brasileira</p><p>Condições de conclusão</p><p>A sociedade pós-moderna tem evidenciado mudanças nos campos econômicos e do trabalho que refletem diretamente nas relações entre homens e mulheres. Uma dessas mudanças se refere à presença cada vez mais intensa da mulher no mercado de trabalho, o que sem dúvida reporta transformações sobre a responsabilidade com os afazeres domésticos, cuidados com os filhos e outros aspectos relacionados.</p><p>No entanto, não temos a intenção de culpabilizar a mulher por transformações e consequências negativas que possam ter sido desencadeadas por estas mudanças. Por outro lado, destacamos que a entrada da mulher no mercado de trabalho, provoca mudanças no desempenho de papéis relacionados à divisão de responsabilidades. Tanto homens quanto mulheres estão tendo que adequar às mudanças impostas para encarar esta situação. Falamos isto, a partir de observações de que as tarefas de âmbito doméstico não são mais percebidas como exclusivas de mulheres. Os homens estão assumindo o cuidado com filhos e afazeres domésticos em contra turno com suas esposas, como meio de dividir responsabilidades.</p><p>Deste modo, vale frisar que, para homens e mulheres encontrarem um direcionamento que os leve a relacionamentos mais saudáveis pautados no respeito e boa comunicação que deixem os dois se sentirem realizados, é necessário mudanças de comportamento de ambos. A este respeito, Biddulph (2003, p. 12) alerta que “se existe um primeiro passo a ser dado pelos homens em direção à cura, provavelmente é começarem a ser mais verdadeiros. Um homem que admite não ser feliz rompe com um padrão de negação e fingimento”.</p><p>A cultura machista e patriarcal presente na sociedade brasileira, na qual o homem é aquele que deve ser uma figura forte e imbatível. Portanto, não pode demonstrar fragilidade, já que a mulher e os filhos dependem de sua proteção. A partir disso, aceita-se, pensamentos como “homem não chora”, “homem não arruma casa e não cuida dos filhos, isso é tarefa de mulher”. Será mesmo?</p><p>Para Biddulph (2003, p. 13), comportamentos de autonegação sobrevivem a curto prazo como um recurso para ceder aos sentimentos que do contrário levariam ao desespero. No entanto, acreditamos que, no século XX, pode ter se tornado num estilo de vida, que incentivou homens a transformar-se em “verdadeiras toras de madeiras: distantes, inatingíveis, explosivos”. Favoravelmente, isto tem se transformado e começado a mudar. O movimento feminista foi impulsionado pelas inquietações de mulheres quanto às restrições e limitações designadas a estas quanto ao modo de ser, bem como no que se refere a atitudes nos aspectos familiares, laborais e sociais (BIDDULPH, 2003).</p><p>Já os homens, não tiveram um movimento social que propulsionou transformações em caráter coletivo. Diante disto, é possível entender críticas e questionamentos quanto a decretação de um Dia Internacional da Mulher como uma data de repercussão e comemorações ser encarada como discriminação contra os homens. Ao contrário, o que ocorre é que como os homens não se inserem em um movimento social em busca de mudanças quanto às questões de gênero, o Dia Internacional do Homem não tem, até o momento, tanta repercussão. No entanto, muitas pessoas não desconhecem que os homens têm um dia decretado como comemoração. Esse dia é o 19 de novembro que é instituído como data de celebração e incitação de discussões contra discriminações e também para incentivar o cuidado específico que os homens e os profissionais de saúde devem dar para aspectos referentes à saúde do homem.</p><p>A Política de Atenção Integral à Saúde do Homem aponta que: As masculinidades são construídas historicamente e sócio culturalmente, sendo a significação da masculinidade um processo em permanente construção e transformação. O ser homem, assim como o ser mulher é constituído tanto a partir do masculino como do feminino. Masculino e feminino são modelos culturais de gênero que convivem no imaginário dos homens e das mulheres (BRASIL, 2008, p. 6-7).</p><p>Em acordo a este direcionamento, também podemos afirmar que as feministas seriam responsáveis por criar o termo gênero, com o objetivo de que mulheres e homens fossem definidos mutuamente, já que assim seus estudos isolados não permitiriam compreender nenhum dos sexos. O uso do termo gênero rejeita a validade interpretativa de esferas separadas.</p><p>Deste modo alguns autores categorizam como análise a discussão de gênero, de modo que o estudo a respeito das mulheres não se desagrega da construção do sujeito masculino. Assim, podemos enfatizar que as mulheres fazem parte do mundo dos homens, e que é criado pelo mundo masculino. O uso do termo gênero busca então distanciar da interpretação vivenciada por homens e mulheres como uma ideia de esferas separadas. Por isso, estudar de maneira isolada as mulheres, garantirá a propagação do mito de que um sexo tem pouco ou nada a ver com o outro sexo.</p><p>Neste sentido, precisamos então deixar claro sobre as distinções entre o uso dos termos sexo e gênero. Partindo deste pressuposto, temos diversas definições de autores sobre o tema, a mais utilizada apresenta que sexo está relacionado à identidade biológica do indivíduo, enquanto gênero masculino e feminino</p><p>Neste sentido, precisamos então deixar claro sobre as distinções entre o uso dos termos sexo e gênero. Partindo deste pressuposto, alguns autores afirmam que sexo está relacionado à identidade biológica de um indivíduo, enquanto gênero seria uma construção social do sujeito como masculino e feminino.</p><p>Fica claro então se entendermos que sexo se refere às distinções entre homens e mulheres pelas diferenças fisiológicas e gênero pelas diferenças relacionadas à feminilidade e masculinidade. Agora que já deixamos claro sobre as diferenças sexuais e diferenças de gênero que distinguem homens e mulheres, partiremos então para a compreensão dos aspectos relevantes do cuidado com a saúde do homem.</p><p>Referências:</p><p>BIDDULPH, Steve. Porque os homens são assim? Tradução de Neuza Capelo. São Paulo: Fundamento Educacional, 2003.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Guia prático do cuidador / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2008.</p><p>Este material foi baseado em:</p><p>PINHEIRO, Ângela Fernanda Santiago. Saúde do Homem e do Idoso. Instituto Federal do Norte de Minas Gerais/Rede e-Tec Brasil, Montes Claros: 2015.</p><p>Ser</p><p>homem na sociedade brasileira</p><p>Condições de conclusão</p><p>A sociedade pós</p><p>-</p><p>moderna tem evidenciado mudanças nos campos econômicos e do</p><p>trabalho que refletem diretamente nas relações entre homens e mulheres. Uma dessas</p><p>mudanças se refere à presença cada vez mai</p><p>s intensa da mulher no mercado de trabalho,</p><p>o que sem dúvida reporta transformações sobre a responsabilidade com os afazeres</p><p>domésticos, cuidados com os filhos e outros aspectos relacionados.</p><p>No entanto, não temos a intenção de culpabilizar a mulher por t</p><p>ransformações e</p><p>consequências negativas que possam ter sido desencadeadas por estas mudanças. Por</p><p>outro lado, destacamos que a entrada da mulher no mercado de trabalho, provoca</p><p>mudanças no desempenho de papéis relacionados à divisão de responsabilidades.</p><p>T</p><p>anto</p><p>homens quanto mulheres estão tendo que adequar às mudanças impostas para encarar</p><p>esta situação. Falamos isto, a partir de observações de que as tarefas de âmbito</p><p>doméstico não são mais percebidas como exclusivas de mulheres. Os homens estão</p><p>assumindo</p><p>o cuidado com filhos e afazeres domésticos em contra turno com suas</p><p>esposas, como meio de dividir responsabilidades.</p><p>Deste modo, vale frisar que, para homens e mulheres encontrarem um direcionamento</p><p>que os leve a relacionamentos mais saudáveis pautados no</p><p>respeito e boa comunicação</p><p>que deixem os dois se sentirem realizados, é necessário mudanças de comportamento de</p><p>ambos.</p><p>A este respeito, Biddulph (2003, p. 12) alerta</p><p>que “se existe um primeiro passo a</p><p>ser dado pelos homens em direção à cura, provavelmente</p><p>é começarem a ser mais</p><p>verdadeiros. Um homem que admite não ser feliz rompe com um padrão de negação e</p><p>fingimento”.</p><p>A cultura machista e patriarcal presente na sociedade brasileira, na qual o homem é</p><p>aquele que deve ser uma figura forte e imbatível. Portan</p><p>to, não pode demonstrar</p><p>fragilidade, já que a mulher e os filhos dependem de sua proteção. A partir disso, aceita</p><p>-</p><p>se, pensamentos como “homem não chora”, “homem não arruma casa e não cuida dos</p><p>filhos, isso é tarefa de mulher”. Será mesmo?</p><p>Para Biddulph (2</p><p>003, p. 13), comportamentos de autonegação sobrevivem a curto prazo</p><p>como um recurso para ceder aos sentimentos que do contrário levariam ao desespero.</p><p>No entanto, acreditamos que, no século XX, pode ter se tornado num estilo de vida, que</p><p>incentivou homens</p><p>a transformar</p><p>-</p><p>se em “verdadeiras toras de madeiras: distantes,</p><p>inatingíveis, explosivos”. Favoravelmente, isto tem se transformado e começado a</p><p>mudar.</p><p>O movimento feminista foi impulsionado pelas inquietações de mulheres quanto</p><p>às restrições e limitações d</p><p>esignadas a estas quanto ao modo de ser, bem como no que</p><p>se refere a atitudes nos aspectos familiares, laborais e sociais (BIDDULPH, 2003).</p><p>Já os homens, não tiveram um movimento social que propulsionou transformações em</p><p>caráter coletivo. Diante disto, é p</p><p>ossível entender críticas e questionamentos quanto a</p><p>decretação de um Dia Internacional da Mulher como uma data de repercussão e</p><p>comemorações ser encarada como discriminação contra os homens.</p><p>Ao contrário, o que</p><p>ocorre é que como os homens não se inserem e</p><p>m um movimento social em busca de</p><p>mudanças quanto às questões de gênero, o Dia Internacional do Homem não tem, até o</p>

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