Logo Passei Direto
Buscar

AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE LIMINAR

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>AO DOUTO JUÍZO DA _ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SANTO</p><p>ANDRÉ – ESTADO DE SÃO PAULO</p><p>Ref.: Procedimento Administrativo nº 031/09.</p><p>DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, por</p><p>seu representante legal infra-assinado, no uso de suas atribuições legais e</p><p>constitucionais, vem, respeitosamente, à presença de V. Exª., com fulcro no artigo 129,</p><p>III, da Constituição Federal, na Lei nº 7.347/85 (Lei da Ação Civil Pública), na Lei nº</p><p>8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) e na Lei nº 9.985/00, propor a presente:</p><p>AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE LIMINAR</p><p>Em face do ESTADO DE SÃO PAULO, pessoa jurídica de direito público interno,</p><p>representada por seu Procurador Geral do Estado, com sede na cidade de São Paulo,</p><p>SP, pelos motivos de fato e de direito que passa a expor:</p><p>DOS FATOS</p><p>No dia 23 de abril de 2009, foi instaurado o procedimento</p><p>administrativo nº 031/09, no âmbito do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos</p><p>Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em atendimento à</p><p>provocação da Associação Amigos do Parque Central da cidade de Santo André/SP.</p><p>O procedimento foi distribuído para a Comissão Temática de</p><p>Meio Ambiente e Consumidor devido à relevância das questões ambientais</p><p>levantadas.</p><p>As principais questões abordadas referem-se à Chácara</p><p>Baronesa, incluindo sua transformação em Bairro Ecológico, a omissão estatal na</p><p>conservação da área de proteção ambiental, a ausência de Conselho Gestor da</p><p>Área de Proteção Ambiental (APA) e a redefinição de tombamento ambiental.</p><p>A Chácara Baronesa é reconhecida pela Lei Estadual nº</p><p>5.745/87 como uma Área de Proteção Ambiental (APA) e pela Lei Municipal nº 8.696/04</p><p>como Zona Especial de Interesse Ambiental, confirmando sua importância ecológica</p><p>e a necessidade de proteção especial.</p><p>Apesar das diligências realizadas e dos diversos ofícios</p><p>expedidos pela Defensoria Pública requisitando informações às autoridades</p><p>competentes, a Administração Pública permaneceu omissa na criação e</p><p>estruturação do Conselho Gestor da APA, conforme exigido pela legislação vigente.</p><p>A inércia estatal compromete a integridade ambiental da Chácara Baronesa e</p><p>viola os direitos difusos à proteção ambiental.</p><p>Diante da inércia das autoridades públicas em adotar as</p><p>medidas necessárias para garantir a proteção ambiental da Chácara Baronesa,</p><p>conforme exigido pela legislação vigente, e considerando a importância desta área como</p><p>patrimônio ambiental de relevante interesse ecológico, não resta alternativa à Defensoria</p><p>Pública do Estado de São Paulo senão ingressar com a presente Ação Civil Pública.</p><p>A omissão estatal não apenas compromete a integridade da</p><p>área protegida, mas também viola os direitos difusos de toda a coletividade à</p><p>preservação do meio ambiente, razão pela qual se faz indispensável a intervenção deste</p><p>Juízo para assegurar a tutela dos direitos e interesses coletivos envolvidos.</p><p>DA LEGITIMIDADE ATIVA</p><p>A Defensoria Pública do Estado de São Paulo possui</p><p>legitimidade ativa para a propositura da presente Ação Civil Pública, conforme dispõe o</p><p>artigo 5º, II, da Lei nº 7.347/85, bem como o artigo 134 da Constituição Federal, que a</p><p>designa como instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbida da</p><p>orientação jurídica e defesa, em todos os graus, dos necessitados.</p><p>DA LEGITIMIDADE PASSIVA</p><p>O Estado de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual</p><p>do Meio Ambiente, é parte legítima para figurar no polo passivo desta ação, conforme</p><p>previsto no artigo 2º da Lei nº 7.347/85.</p><p>A Constituição Federal, em seu artigo 225, impõe ao Poder</p><p>Público o dever de proteger o meio ambiente, configurando sua responsabilidade em</p><p>assegurar a gestão adequada das Áreas de Proteção Ambiental.</p><p>DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS</p><p>A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225,</p><p>assegura a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo dever</p><p>do Poder Público e da coletividade defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras</p><p>gerações.</p><p>O artigo 15, § 5º, da Lei Federal nº 9.985/00, que institui o</p><p>Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), determina que</p><p>as Áreas de Proteção Ambiental (APA) devem ter um Conselho Gestor, composto por</p><p>representantes do poder público e da sociedade civil, para garantir a gestão participativa</p><p>e a proteção efetiva dessas áreas.</p><p>A ausência de ações concretas por parte do Estado de São</p><p>Paulo, mesmo após quase uma década da vigência da referida lei, caracteriza omissão</p><p>e violação dos direitos difusos à participação e à proteção ambiental, o que justifica a</p><p>intervenção judicial para assegurar o cumprimento da legislação.</p><p>DA TUTELA DE URGÊNCIA</p><p>Nos termos do art. 300 do Código de Processo Civil, a</p><p>TUTELA DE URGÊNCIA será concedida quando houver elementos que evidenciem a</p><p>probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.</p><p>No caso em tela, a inércia do Estado em estruturar o</p><p>Conselho Gestor da Chácara Baronesa e adotar medidas de proteção efetivas ao meio</p><p>ambiente apresenta um risco iminente de dano irreparável ao patrimônio ambiental.</p><p>Dessa forma, é imperiosa a concessão de TUTELA</p><p>ANTECIPADA para determinar que o Estado de São Paulo implemente</p><p>imediatamente a criação e a estruturação do Conselho Gestor da Chácara</p><p>Baronesa, com a participação da sociedade civil, conforme prevê a legislação.</p><p>DOS PEDIDOS</p><p>Diante de todo o exposto, requer-se a Vossa Excelência:</p><p>a) A concessão de tutela antecipada, determinando que o Estado</p><p>de São Paulo implemente, no prazo de 30 dias, a criação e a</p><p>estruturação do Conselho Gestor da Chácara Baronesa, sob pena</p><p>de multa diária a ser fixada por este Juízo;</p><p>b) A citação do Estado de São Paulo, na pessoa de seu</p><p>representante legal, para, querendo, apresentar resposta, sob</p><p>pena de revelia;</p><p>c) Ao final, a procedência da presente ação, confirmando a liminar</p><p>concedida, e determinando que o Estado de São Paulo adote</p><p>todas as medidas necessárias para a preservação e conservação</p><p>ambiental da Chácara Baronesa, conforme prevê a legislação</p><p>vigente;</p><p>d) A condenação do réu ao pagamento de multa diária no valor de R$</p><p>5.000,00 (cinco mil reais) para o caso de descumprimento das</p><p>obrigações determinadas por este Juízo;</p><p>e) A intimação do Ministério Público para intervir no feito como fiscal</p><p>da ordem jurídica, conforme dispõe o artigo 178, I, do Código de</p><p>Processo Civil;</p><p>f) A produção de todas as provas admitidas em direito, especialmente</p><p>a documental, testemunhal e pericial;</p><p>g) A atribuição à causa do valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais).</p><p>Termos em que, pede deferimento.</p><p>São Paulo, 03 de setembro de 2024</p><p>Defensor Público do Estado de São Paulo</p>

Mais conteúdos dessa disciplina