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CASO CONCRETO AÇÃO CIVIL PÚBLICA EP IV No dia 23 de Abril de 2009 foi instaurado, após a provocação da Associação Amigos do Parque Central da cidade de Santo André/SP, no âmbito do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, o procedimento administrativo nº 031/09. É de suma relevância frisar que a instauração do procedimento administrativo nº 031/09 somente ocorreu após exame de delibação do Coordenador do referido Núcleo Especializado da Defensoria Pública, quando então foi determinada a distribuição do feito para a Comissão Temática de Meio Ambiente e Consumidor. Em apertada síntese, todos os quatro fatos abordados na representação – transformação em Bairro Ecológico, omissão estatal na conservação de área de proteção ambiental, ausência de Conselho Gestor de APA e redefinição de tombamento ambiental - tinham como questão de fundo a Chácara Baronesa. Nesse momento, surge importante tópico, qual seja, apresentar o que vem a ser a Chácara Baronesa. Independente da dogmática jurídica pode-se afirmar que referido local possui relevância ambiental. Essa assertiva é corroborada por dois diplomas legais, a saber: a Lei Estadual nº 5.745, de 10 de Julho de 1987, que a define como Área de Proteção Ambiental e a Lei Municipal nº 8.696, de 17 de Dezembro de 2004 – Plano Diretor de Santo André, que a considera como Zona Especial de Interesse Ambiental No decorrer da investigação foram realizadas as diligências entendidas como pertinentes, sendo relevante destacar a expedição de diversos ofícios requisitando informações das autoridades da Administração Pública. No que se refere à ausência do Conselho Gestor da Chácara Baronesa, é oportuno transcrever o ofício DP/EJN/ nº 054/09, de 16 de Julho de 2009, que foi encaminhado ao Secretário Estadual do Meio Ambiente, in verbis: Considerando o fato de que a Lei Estadual nº 5.745/87 declarou a referida área como APP [rectius APA], bem como o contido no artigo 15, § 5º, Lei Federal nº 9.985/00, como está estruturado o Conselho da referida APP [rectius APA]? Na hipótese de não ter sido estabelecido o Conselho da Área de Preservação Permanente [rectius Ambiental] em comento, apresentar as razões fundamentadas para tanto.” Em que pese o esforço da autoridade administrativa, em momento algum foi enfrentada a questão objeto da requisição, o que justificou a expedição de novo ofício. A resposta apresentada, em 09 de Setembro passado, pela Fundação para a conservação e a produção Florestal do Estado de São Paulo foi categórica em afirmar que “no caso específico da APA Haras São Bernardo (Chácara Baronesa), até a conclusão do processo de contratação e nomeação do gestor responsável pela área, bem como a subseqüente estruturação de seu Conselho Gestor, o expediente e as demais providências ficam sob responsabilidade da Diretoria de Assistência Técnica – DAT desta Fundação Florestal.” apesar de se encontrar em vigor há mais de 9 (nove) anos a Lei nº 9985/00, até o presente momento, não se encontra em funcionamento qualquer instituto próprio da democracia participativa junto à Chácara Baronesa. Diante do problema, você Defensor Público do Estado de São Paulo, que vem investigando o caso, redija a peça processual cabível. Considere ainda se há urgência e perigo de dano para requerer medida liminar no caso concreto.