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<p>Professor Wagner Damazio</p><p>1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo (Resolvidas e Comentadas)</p><p>1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>907</p><p>1436</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>51. 2015/ FCC / MANAUSPREV /Procurador Autárquico</p><p>O Tabelionato de Notas de um determinado município procedeu ao reconhecimento de firma</p><p>de uma procuração que outorgava poderes para alienação de um imóvel. Apurou-se,</p><p>posteriormente, que a assinatura era falsa e que a procuração fora efetivamente utilizada no</p><p>processo de alienação, lesando o real titular do domínio do bem. Diante desse cenário, afigura-</p><p>se como solução coerente com o ordenamento jurídico a</p><p>a) responsabilização objetiva do Estado, em decorrência da atividade notarial, exercida por</p><p>meio de delegação do Poder Público, sem prejuízo do direito de regresso em face do causador</p><p>dos danos.</p><p>b) responsabilidade objetiva do delegatário do serviço público e a responsabilidade subjetiva</p><p>do funcionário que reconheceu a firma, sem prejuízo do direito de regresso em face do Estado.</p><p>c) responsabilização pessoal do funcionário que reconheceu a firma, eximindo-se o Tabelião e</p><p>o Estado do dever de indenização aos prejudicados, salvo se comprovado dolo.</p><p>d) responsabilização subjetiva do delegatário do serviço público prestado, mediante</p><p>comprovação de culpa, tendo em vista que o regime privado do serviço afasta qualquer</p><p>pretensão indenizatória em face do Tabelião ou do Estado.</p><p>e) responsabilidade objetiva pura do Tabelião e a responsabilidade subjetiva do Estado, que só</p><p>responde subsidiariamente mediante a comprovação de dolo ou culpa.</p><p>Comentários</p><p>A questão trata sobre a responsabilidade dos tabeliães pelos atos praticados no exercício da função</p><p>delegada de prestador de serviços públicos. A jurisprudência do STF tem entendimento pacificado</p><p>no sentido de que o Estado responde objetivamente pelos atos praticados pelos tabeliães, cabendo</p><p>ação regressiva contra eles em caso de culpa ou dolo. A seguir um julgado do STF sobre o tema:</p><p>Vistos. Estado do Paraná interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso</p><p>extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 37, § 6º, e 236 da Constituição Federal. Insurge-se, no</p><p>apelo extremo, contra acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim do:</p><p>APELAÇÃO CÍVEL. REPARAÇÃO DE DANOS. TABELIONATO. COMPRA DE IMÓVEL. ANULAÇÃO JUDICIALMENTE</p><p>POR FALSIDADE DO INSTRUMENTO PÚBLICO DE MANDATO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO</p><p>CONFIGURADA. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO TITULAR DO TABELIONATO. NÃO CONFIGURAÇÃO. ART. 37,</p><p>§ 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. APELAÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ, PROVIDA PARCIALMENTE, PARA</p><p>EXCLUSÃO DOS DANOS MORAIS. APELAÇÃO DOS AUTORES, NÃO CONHECIDA, POR EXTEMPORÂNEA.</p><p>Demonstrada, na alienação imobiliária, a fraude por meio de procuração pública falsa, responde</p><p>objetivamente o Estado pelos danos experimentados pelos adquirentes de boa-fé. O Tabelião só responde</p><p>pela indenização se demonstrada sua culpa ou dolo, no caso inexistentes. Para o caso, é excluída a indenização</p><p>por danos morais, mantendo-se a sentença no tocante aos materiais e ao termo inicial dos juros (a partir da</p><p>citação)” (fls. 300/301) (grifos não constantes do original)</p><p>(...)</p>

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