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<p>24</p><p>148. (CEBRASPE/CESPE – 2020)</p><p>Texto CG4A1-I</p><p>O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina da</p><p>família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os</p><p>filhos saíam para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo</p><p>carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da</p><p>sua vida infeliz. Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para</p><p>a escola, e como preencher as horas do dia depois de arru-</p><p>mar as camas, regar as plantas, varrer a sala, lavar a roupa,</p><p>temperar o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os</p><p>bifes? Porque Eurídice, vejam vocês, era uma mulher brilhan-</p><p>te. Se lhe dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes.</p><p>Se lhe dessem um laboratório, ela inventaria vacinas. Se lhe</p><p>dessem páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto,</p><p>o que lhe deram foram cuecas sujas, que Eurídice lavou muito</p><p>rápido e muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando</p><p>as unhas e pensando no que deveria pensar. E foi assim que</p><p>concluiu que não deveria pensar, e que, para não pensar, deve-</p><p>ria se manter ocupada todas as horas do dia, e que a única</p><p>atividade caseira que oferecia tal benefício era aquela que</p><p>apresentava o dom de ser quase infinita em suas deman-</p><p>das diárias: a culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira,</p><p>nunca poria os pés em um laboratório e não ousaria escrever</p><p>versos, mas essa mulher se dedicou à única atividade permi-</p><p>tida que tinha um certo quê de engenharia, ciência e poesia.</p><p>Todas as manhãs, depois de despertar, preparar, alimentar e</p><p>se livrar do marido e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas</p><p>da Tia Palmira.</p><p>Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).</p><p>No trecho “e que a única atividade caseira que oferecia tal</p><p>benefício era aquela que apresentava o dom de ser quase infi-</p><p>nita em suas demandas diárias: a culinária”, do texto CG4A1-I, o</p><p>vocábulo “demandas” foi empregado no sentido de</p><p>a) diligência.</p><p>b) exigência.</p><p>c) determinação.</p><p>d) desígnio.</p><p>e) busca.</p><p>149. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Infere-se do texto CG4A1-I que a</p><p>personagem Eurídice dedicava-se à culinária porque</p><p>a) essa atividade era um meio de expressar suas</p><p>potencialidades.</p><p>b) ela alimentava aversão aos estudos acadêmicos.</p><p>c) essa atividade consistia em uma das suas habilidades natas.</p><p>d) ela tinha receio de fazer um curso superior.</p><p>e) essa atividade permitia expandir suas relações</p><p>interpessoais.</p><p>150. (CEBRASPE/CESPE – 2020)</p><p>Texto CG2A1-I</p><p>A tecnologia, especialmente a Internet, exerce grande</p><p>influência em vários segmentos do nosso dia a dia. Você já</p><p>reparou que hoje assistimos a filmes e ouvimos músicas via</p><p>computador e celulares com sistema operacional? Esses exem-</p><p>plos são só alguns que sofrem influência das novas tecnolo-</p><p>gias de informação e comunicação e que refletem no modo</p><p>como consumimos entretenimento. A praticidade que as lojas</p><p>virtuais oferecem para quem quer adquirir um produto é outro</p><p>exemplo. Graças ao comércio eletrônico, bastam alguns cli-</p><p>ques no mouse para você efetuar a sua compra.</p><p>O trânsito também é influenciado diariamente pelas novas</p><p>tecnologias. O modo como trabalham as oficinas, como ensi-</p><p>nam os centros de instrução de condutores e até como atua</p><p>a legislação na fiscalização das infrações tem relação com os</p><p>recursos proporcionados pelas ferramentas tecnológicas.</p><p>Graças a programas de computador avançados, a educa-</p><p>ção no trânsito passou por alguns avanços, como, por exem-</p><p>plo, a criação de um sistema de escola online, que traz controle</p><p>de frequência, grade de conteúdo e disponibilidade de ativi-</p><p>dades e tarefas para alunos. Há, também, simuladores que</p><p>atuam para aperfeiçoar a prática dos alunos na direção de um</p><p>veículo.</p><p>Quem reside nas grandes cidades brasileiras sabe que é</p><p>possível perder horas preciosas do dia em engarrafamentos</p><p>intermináveis. O fato é que, quanto maior a cidade, melhor</p><p>deve ser o planejamento urbano. Assim, algumas ferramentas</p><p>da tecnologia podem dar uma mãozinha: controle de semáfo-</p><p>ros por meio de sensores que percebem a presença de veícu-</p><p>los e regulam o funcionamento do semáforo conforme o fluxo</p><p>de tráfego, de forma a evitar o acúmulo de carros; monitora-</p><p>mento remoto por câmeras de alta resolução com capacidade</p><p>de captar infrações às leis de trânsito, tais como não utilização</p><p>de cinto de segurança, estacionamento em local indevido e</p><p>excesso de velocidade; análises de tráfego (por exemplo, ruas</p><p>onde passam mais veículos de carga, horários em que determi-</p><p>nada via apresenta maior fluxo de veículos etc.).</p><p>Seja para a educação de pedestres e motoristas, seja para</p><p>quem quer iniciar um investimento no ramo automotivo, as</p><p>ferramentas tecnológicas atuais estão aí para trazer mais facili-</p><p>dade. Portanto, se você é (ou pretende se tornar) um profissio-</p><p>nal que atua nesse segmento, deve, sempre, estar atualizado</p><p>com as novidades tecnológicas criadas para essa área.</p><p>Como a tecnologia influencia o trânsito. 19/9/2019. Internet: (com adaptações).</p><p>No texto CG2A1-I, a expressão “dar uma mãozinha” é</p><p>a) popular e significa ajudar.</p><p>b) literal e significa oferecer ajuda.</p><p>c) popular e significa avaliar as próprias ações.</p><p>d) figurada e significa passar de uma pessoa a outra.</p><p>e) figurada e significa adquirir uma habilidade específica.</p><p>151. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Infere-se do texto CG2A1-I que</p><p>a Internet</p><p>a) alterou noções de tempo e distância.</p><p>b) afastou os clientes dos fornecedores de serviços.</p><p>c) substituiu as interações pessoais.</p><p>d) mecanizou o contato humano.</p><p>e) incentivou relações breves entre as pessoas.</p><p>152. (CEBRASPE/CESPE – 2020)</p><p>Mães, pais, filhos, outra família e amigos, todas as pessoas</p><p>são a felicidade de alguém, porque a solidão é uma perda de</p><p>sentido que faz pouca coisa valer a pena.</p><p>Na solidão só vale a pena tentar encontrar alguém. O resto</p><p>é tristeza. A tristeza a gente respeita e deita fora. A tristeza a</p><p>gente respeita e, na primeira oportunidade, deita fora. É como</p><p>algo descartável. Precisamos de usar mas não é bom ficar</p><p>guardada.</p><p>Valter Hugo Mãe. O paraíso são os outros. 2.ª ed. Rio de Janeiro: Biblioteca</p><p>Azul, 2018.</p><p>No texto, a expressão “deita fora” significa o mesmo que</p><p>a) dorme fora.</p><p>b) recosta fora.</p><p>c) joga fora.</p><p>d) repousa fora.</p><p>e) espalha fora.</p><p>https://www.instagram.com/zeusebooks/</p>