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SIMULADO1 Língua Portuguesa para Profissional Transpetro (TRANSPETRO) 2023

Conjunto de questões de Língua Portuguesa sobre conjugação e reconhecimento/emprego de modos e tempos verbais, com trecho da crônica 'O velho olhando o mar' (Affonso Romano de Sant'Anna) e questão de múltipla escolha sobre reescrita do verbo ser.

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201) 
Língua Portuguesa para Profissional Transpetro (TRANSPETRO) 2023
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q31w9m
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
www.tecconcursos.com.br/questoes/465845
CESGRANRIO - Seg Of (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Náutica/2016
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
O velho olhando o mar
Meu carro para numa esquina da praia de Copacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de branco numa
cadeira de rodas olhando o mar a distância. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes cabeleiras
adolescentes e os bíceps de jovens surfistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar a distância. [...]
O carro continua parado, o sinal fechado e o estupendo calor da vida batia de frente sobre mim. Tudo em
torno era uma ávida solicitação dos sentidos. Por isso, paradoxalmente, fixei-me por um instante naquele
corpo que parecia ancorado do outro lado das coisas. E sem fazer qualquer esforço comecei a imaginá-
lo quando jovem. É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar
movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante.
A gente tem a leviandade de achar que os velhos nasceram velhos, que estão ali apenas para assistir ao
nosso crescimento. Me lembro que, menino, ao ver um velho parente relatar fatos de sua juventude,
tinha sempre a sensação de que ele estava inventando uma estória para me convencer de alguma coisa.
No entanto, aquele velho que vejo na esquina da praia de Copacabana deve ter sido jovem algum dia,
em alguma outra praia, nos braços de algum amor, bebendo e farreando irresponsavelmente e achando
que o estoque da vida era ilimitado.
Teria ele algum desejo ao olhar as coxas das banhistas que passam? Olhando alguma delas teria se
posto a lembrar de outros corpos que conheceu? Os que por ele passam poderiam supor que ele fazia
maravilhas na cama ou nas pistas de dança? [...]
Ele está ali, eu no meu carro, e me dou conta de que um número crescente de amigos e conhecidos tem
me pronunciado a palavra “aposentadoria” ultimamente. Isso é uma síndrome grave. Em breve estarei
cercado de aposentados e forçosamente me aposentarão. Então, imagino, vou passear de short branco e
boné pelo calçadão da praia, fingindo ser um almirante aposentado, aproveitando o sol mais ameno das
9h30 até cair sentado numa cadeira e ficar olhando o mar. [...]
Meu carro, no entanto, continua parado no sinal da praia de Copacabana. O carro apenas, porque a
imaginação, entre o sinal vermelho e o verde, viajou intensamente. Vou ter de deixar ali o velho e sua
acompanhante olhando o mar por mim. Vou viver a vida por ele, me iludir de que no escritório
transformo o mundo com telefonemas, projetos e papéis. Um dia talvez esteja naquela cadeira olhando o
mar a distância, a vida distante.
Mas que ao olhar para dentro eu tenha muito que rever e contemplar. Nesse caso não me importarei que
o moço que estiver no seu carro parado no sinal imagine coisas sobre mim. Estarei olhando o mar, o mar
interior, e terei navegantes alegrias que nenhum passante compreenderá.
SANT’ANNA, A. R. Coleção melhores crônicas –
Affonso Romano de Sant’Anna. Seleção e prefácio: Letícia Malard. São Paulo: Global, 2003.
 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q31w9m
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/465845
202) 
O distanciamento do autor em relação à história narrada para destacar um ponto de vista seu sobre a
temática em foco é marcado pelo uso do verbo ser, no período “É um exercício estranho esse de
começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar movimento e desejo nos seus músculos, acelerando
nele, de novo, a avareza de viver cada instante.”
Caso o enunciador queira conferir ao trecho um caráter de possibilidade, a reescritura adequada à
norma-padrão e ao contexto empregará o verbo ser da seguinte forma:
a) Fosse
b) Seria
c) Foi
d) Era
e) Fora
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CESGRANRIO - Seg Of (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Náutica/2016
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
O velho olhando o mar
Meu carro para numa esquina da praia de Copacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de branco numa
cadeira de rodas olhando o mar a distância. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes cabeleiras
adolescentes e os bíceps de jovens surfistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar a distância. [...]
O carro continua parado, o sinal fechado e o estupendo calor da vida batia de frente sobre mim. Tudo em
torno era uma ávida solicitação dos sentidos. Por isso, paradoxalmente, fixei-me por um instante naquele
corpo que parecia ancorado do outro lado das coisas. E sem fazer qualquer esforço comecei a imaginá-
lo quando jovem. É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar
movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante.
A gente tem a leviandade de achar que os velhos nasceram velhos, que estão ali apenas para assistir ao
nosso crescimento. Me lembro que, menino, ao ver um velho parente relatar fatos de sua juventude,
tinha sempre a sensação de que ele estava inventando uma estória para me convencer de alguma coisa.
No entanto, aquele velho que vejo na esquina da praia de Copacabana deve ter sido jovem algum dia,
em alguma outra praia, nos braços de algum amor, bebendo e farreando irresponsavelmente e achando
que o estoque da vida era ilimitado.
Teria ele algum desejo ao olhar as coxas das banhistas que passam? Olhando alguma delas teria se
posto a lembrar de outros corpos que conheceu? Os que por ele passam poderiam supor que ele fazia
maravilhas na cama ou nas pistas de dança? [...]
Ele está ali, eu no meu carro, e me dou conta de que um número crescente de amigos e conhecidos tem
me pronunciado a palavra “aposentadoria” ultimamente. Isso é uma síndrome grave. Em breve estarei
cercado de aposentados e forçosamente me aposentarão. Então, imagino, vou passear de short branco e
boné pelo calçadão da praia, fingindo ser um almirante aposentado, aproveitando o sol mais ameno das
9h30 até cair sentado numa cadeira e ficar olhando o mar. [...]
Meu carro, no entanto, continua parado no sinal da praia de Copacabana. O carro apenas, porque a
imaginação, entre o sinal vermelho e o verde, viajou intensamente. Vou ter de deixar ali o velho e sua
acompanhante olhando o mar por mim. Vou viver a vida por ele, me iludir de que no escritório
transformo o mundo com telefonemas, projetos e papéis. Um dia talvez esteja naquela cadeira olhando o
mar a distância, a vida distante.
Mas que ao olhar para dentro eu tenha muito que rever e contemplar. Nesse caso não me importarei que
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/465846
203) 
o moço que estiver no seu carro parado no sinal imagine coisas sobre mim. Estarei olhando o mar, o mar
interior, e terei navegantes alegrias que nenhum passante compreenderá.
SANT’ANNA, A. R. Coleção melhores crônicas –
Affonso Romano de Sant’Anna. Seleção e prefácio: Letícia Malard. São Paulo: Global, 2003.
 
O verbo ver apresenta irregularidade na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, como se vê no 
texto: “vejo um velho”.
Um outro verbo que apresenta irregularidade nessas circunstâncias é:
a) viver
b) bater
c) imaginar
d) fazer
e) olhar
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Cartilha orienta consumidor
Lançada pelo SindilojasRio e pelo CDL-Rio,
em parceria com o Procon-RJ, guia destaca os principais
pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC),
selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais
comuns recebidas pelas duas entidades
O Sindicato de Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (SindilojasRio) e o Clube de Diretores Lojistas do
Rio de Janeiro (CDL-Rio) lançaram ontem uma cartilha para orientar lojistas e consumidores sobre seus
direitos e deveres. Como objetivo de dar mais transparência e melhorar as relações de consumo, a
cartilha tem apoio também da Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon)/
Procon-RJ.
Batizada de Boas Vendas, Boas Compras! – Guia prático de direitos e deveres para lojistas e
consumidores, a publicação destaca os principais pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC),
selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais comuns recebidas, tanto pelo SindilojasRio e CDL-
Rio, como pelo Procon-RJ.
“A partir da conscientização de consumidores e lojistas sobre seus direitos e deveres, queremos
contribuir para o crescimento sustentável das empresas, tendo como base a ética, a qualidade dos
produtos e a boa prestação de serviços ao consumidor”, explicou o presidente do SindilojasRio e do CDL-
Rio, Aldo Gonçalves.
Gonçalves destacou que as duas entidades estão comprometidas em promover mudanças que propiciem
o avanço das relações de consumo, além do desenvolvimento do varejo carioca.
“O consumidor é o nosso foco. É importante informá-lo dos seus direitos”, disse o empresário,
ressaltando que conhecer bem o CDC é vital não só para os lojistas, mas também para seus
fornecedores.
Jornal do Commercio. Rio de Janeiro. 08 abr. 2014, A-9. Adaptado.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/265984
204) 
O emprego do verbo destacado no trecho “‘queremos contribuir para o crescimento sustentável das
empresas’” contribui para indicar uma pretensão do presidente do Sindicato dos Lojistas, que começa no
presente e se estende no futuro.
Se, respeitando-se o contexto original, a frase indicasse uma pretensão que começasse no passado e se
estendesse no tempo, o verbo adequado seria o que se destaca em:
a) quisemos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
b) quisermos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
c) quiséssemos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
d) quereremos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
e) quisera poder contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
www.tecconcursos.com.br/questoes/301223
CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador
A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do
século XIX, com a Revolução Industrial.
Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um
processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a
sobrevivência e a reprodução do próprio processo.
Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus
operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições
filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual
ele, como empresário, poderia resolver tal situação. Baker respondeu-lhe:
“Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os
seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas
trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar
que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele
competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele
dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus
operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser
responsabilizado”.
A resposta do empregador foi a de contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo, assim, em
1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho.
Na verdade, despontam, na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos
básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços:
- deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que se dispusessem a
defendê-lo;
- deveriam ser serviços centrados na figura do médico;
- a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente
médica;
- a responsabilidade pela ocorrência dos problemas de saúde ficava transferida ao médico.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/301223
205) 
A implantação de serviços baseados nesse modelo rapidamente expandiu-se por outros países,
paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos, com a
transnacionalização da economia. A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer
como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública,
fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao
mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e
frequentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho.
MENDES, R; DIAS, E.C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista Saúde Pública, S.Paulo, 25: 341-9,
1991. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/ imagem/2977.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.
Adaptado.
 
No 4º parágrafo, insere-se no texto a voz do Dr. Robert Baker, médico que ensina ao empresário Robert
Dernham o que fazer com a saúde de seus trabalhadores.
Tal fala apresenta um tom de aconselhamento, o que se exemplifica por meio do uso de
a) verbos no modo imperativo
b) linguagem informal
c) coordenação sintática
d) pontuação exagerada
e) palavras repetidas
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador
A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do
século XIX, com a Revolução Industrial.
Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um
processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a
sobrevivência e a reprodução do próprio processo.
Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus
operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições
filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual
ele, como empresário, poderia resolver tal situação. Baker respondeu-lhe:
“Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os
seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas
trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar
que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele
competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele
dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus
operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser
responsabilizado”.
A resposta do empregador foi a de contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo, assim, em
1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho.
Na verdade, despontam, na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/301225
206) 
básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços:
- deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança doempresário e que se dispusessem a
defendê-lo;
- deveriam ser serviços centrados na figura do médico;
- a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente
médica;
- a responsabilidade pela ocorrência dos problemas de saúde ficava transferida ao médico.
A implantação de serviços baseados nesse modelo rapidamente expandiu-se por outros países,
paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos, com a
transnacionalização da economia. A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer
como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública,
fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao
mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e
frequentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho.
MENDES, R; DIAS, E.C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista Saúde Pública, S.Paulo, 25: 341-9,
1991. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/ imagem/2977.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.
Adaptado.
 
O presente do indicativo, em “A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na
Inglaterra, na primeira metade do século XIX, com a Revolução Industrial” ( l. 1), produz o seguinte
efeito de sentido:
a) aproxima o leitor do que é narrado.
b) põe em dúvida o contexto histórico referido.
c) confere um caráter de continuidade ao que é dito.
d) dissocia a origem da medicina do trabalho e o século XIX.
e) atribui à medicina do trabalho um valor anacrônico.
www.tecconcursos.com.br/questoes/301339
CESGRANRIO - Tec Ban (BASA)/BASA/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto II
Sobe e desce
Ascensorista é uma das profissões que desapareceram no mundo moderno. Era certamente a mais
tediosa das profissões, e não apenas porque o ascensorista estava condenado a passar o dia ouvindo
histórias pela metade, anedotas sem desenlace, brigas sem resolução, só nacos e vislumbres da vida dos
passageiros.
Pode-se imaginar que muitos ascensoristas tenham tentado combater o tédio, variando a sua própria
fala.
Dizendo “ascende”, em vez de “sobe”, por exemplo.
Ou “Eleva-se”.
Ou “Para cima”.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/301339
— Para o alto.
— Escalando.
Quando perguntassem “Sobe ou desce?”, responderia “A primeira alternativa”. Ou diria “Descendente”,
“Ruma para baixo”. “Cai controladamente”.
E se justificaria dizendo:
— Gosto de improvisar.
Mas, como toda arte tende para o excesso, o ascensorista entediado chegaria fatalmente ao preciosismo.
Quando perguntassem “Sobe?”, responderia “É o que veremos...” Ou então, “Como a Virgem Maria”.
Ou recorreria a trocadilhos:
— Desce?
— Dei.
Nem todo mundo o compreenderia, mas alguns o instigariam.
Quando comentassem que devia ser uma chatice trabalhar em elevador, ele não responderia “tem altos e
baixos”, como esperavam. Responderia, “cripticamente”, que era melhor do que trabalhar em escada.
Ou que não se importava, embora seu sonho fosse, um dia, comandar alguma coisa que também
andasse para os lados...
E quando ele perdesse o emprego porque substituíssem o elevador antigo por um moderno, daqueles
com música ambiental, diria:
— Era só me pedirem. Eu também canto!
Mas, enquanto não o despedissem, continuaria inovando.
— Sobe?
— A ideia é essa.
— Desce?
— Se ainda não revogaram a lei da gravidade, sim.
— Sobe?
— Faremos o possível.
— Desce?
— Pode acreditar.
VERISSIMO, L. F. Jornal O Globo, p. 15, 28 jun. 2015.
 
O verbo em destaque está conjugado de acordo com a norma-padrão em:
a) Pegue o outro elevador, por favor.
207) 
b) É preciso que você esteje atento a situações de perigo.
c) Será muito bom se você propor um outro acesso aos passageiros.
d) Seje sempre bem-humorado com os passageiros.
e) Gostaríamos de que você vesse esse filme.
www.tecconcursos.com.br/questoes/213670
CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Engenharia Ambiental/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
O futuro transumano
Um mundo habitado por seres com habilidades sobre-humanas parece ficção científica, mas essa poderia
ser a visão que nossos antepassados longínquos teriam de nós. Vive-se mais e com melhor qualidade
que eles; cruzam-se grandes distâncias em poucas horas e estabelece-se comunicação instantânea com
pessoas do outro lado do planeta, só para citar alguns exemplos que deixariam nossos tataravós
boquiabertos. O que esperar então dos humanos do futuro?
Uma das tendências, segundo especialistas, é a integração da tecnologia a nossos corpos – uma espécie
de hibridização. Seguindo o movimento que ocorreu ao longo do século 20, de miniaturização dos
artefatos tecnológicos, estes ficariam tão pequenos a ponto de serem incorporados a nosso organismo e
conectados a nosso sistema nervoso. Com o avanço dessa hibridização, haveria uma escala de
radicalidade na adoção da tecnologia, com alguns indivíduos optando por todas as modificações
possíveis, e outros sendo mais contidos. Em um horizonte mais distante, nos questionaríamos sobre qual
é o limite entre o natural e o artificial.
É provável que o leitor já tenha usado algum tipo de melhoramento das capacidades cognitivas, ou seja,
das habilidades de adquirir, processar, armazenar e recuperar informação. Se já tomou café para se
manter acordado, usou o estimulante cafeína, presente na bebida, para melhorar seu estado de alerta.
Isso não parece particularmente controverso, assim como não é o emprego de técnicas mnemônicas para
facilitar a memorização de uma determinada informação. Nos últimos anos, porém, novas modalidades
de melhoramento cognitivo surgiram, como o consumo de drogas que não se desenvolveram para esse
objetivo.
Um dos principais problemas éticos associados a esse tipo de melhoramento é que ele ampliaria a
desigualdade social, criando uma elite superinteligente, rica e poderosa, além de polarizar a sociedade
entre os mais e os menos aptos. Entretanto, segundo estudiosos, a tendência é que melhoramentos se
tornem mais baratos com o tempo, sendo acessíveis para todos. Se as pessoas puderem escolher quais
melhoramentos adquirir, é pouco provável que se formem apenas dois grupos sociais distintos, sendo
mais factível que haja um contínuo de indivíduos modificados.
O melhoramento físico e cognitivo dos humanos por meio de novas tecnologias é a principal bandeira do
transumanismo. Esse movimento defende que a forma atual do ser humano não representa o fim do
nosso desenvolvimento, mas sim uma fase relativamente precoce. Assim como usamos métodos
racionais para melhorar as condições sociais e o mundo externo, podemos utilizar essa mesma
abordagem no nosso organismo, sem necessariamente nos limitarmos a meios tradicionais, como
educação e desenvolvimento cultural.
Já os opositores dos transumanistas, chamados de bioconservadores, alertam sobre os vários problemas
que tecnologias de melhoramento criarão para a sociedade, como a já citada polarização e o aumento da
desigualdade social.
Além do melhoramento físico e cognitivo da humanidade, alguns transumanistas defendem a eliminação
do sofrimento, tanto físico quanto emocional. Sua intenção é eliminar males como depressão e síndrome
do estresse pós-traumático, para promover a saúde mental e a felicidade. Apesar de ser um objetivo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/213670
208) 
aparentemente nobre, esse tipo de alteração, mais do que melhoramentos físicos, parece tocar na nossa
essência, naquilo que consideramos o cerne da humanidade. Uma questão central nessa discussão é o
que é ser humano.
FURTADO, F. O futuro transumano. Revista Ciência Hoje,
n. 307, v. 52, set. 2013. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. p. 18-23. Adaptado
 
A forma verbal em destaque está empregada de acordocom a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a) Crianças e adultos estarão mais protegidos de várias doenças mortais se disporem de melhores
condições de saneamento básico.
b) Estudos concluídos recentemente preveram uma queda expressiva de produção nas culturas de
soja, arroz e trigo nas próximas décadas.
c) Médicos e nutricionistas interviram na dieta de adolescentes para prevenir problemas futuros,
como excesso de peso.
d) Parcerias poderão ser firmadas quando cientistas brasileiros verem os resultados obtidos por
europeus na área de engenharia genética.
e) Pesquisadores brasileiros mantiveram o mesmo nível de publicações nas áreas de física e de
ciências espaciais atingido no ano anterior.
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
A caçada metódica aos dados do internauta
revoluciona a publicidade
Um anúncio de máquina de lavar roupas invadiu todos os sites que você visita desde que fez uma
pesquisa para saber o preço dos modelos existentes? Esse é um sinal de que você está sendo rastreado
por meio dos famosos cookies, arquivos criados por um site, quando você o visita, com informações
sobre sua navegação. Mas, para se adaptar a usuários resistentes que ainda apagam cookies, alguns
integrantes do setor já estão no pós-cookies. Eles apostam principalmente na tecnologia de impressão
digital, estabelecida com base nos vestígios deixados pelo navegador ou pelo próprio aparelho. É o que
preocupa a Criteo, bem-sucedida companhia francesa: ela segmenta os internautas a partir dos cookies,
que, com os novos métodos de rastreamento, poderiam ser rejeitados, no futuro, pelo navegador
Chrome do Google.
O Google, aliás, tornou-se um especialista de segmentação em função do contexto editorial, por meio do
programa AdSense: ele envia anúncios baseando-se na temática da página da web visitada. Ou por meio
da comercialização de links patrocinados em resposta a pesquisas no programa de busca, ou ainda em
função de palavras encontradas nas contas do Gmail – por exemplo, um anúncio sobre “Férias no
Marrocos”, se um e-mail em sua caixa postal menciona esse país.
A essa segmentação contextual e comportamental soma-se uma nova dimensão, fundada na interação
social. Ainda menos transparente que o Google sobre o uso de dados pessoais, o Facebook explora
informações fornecidas voluntariamente por seus membros aos “amigos”. Faixa etária, cidade, interesses,
profissão... A isso se acrescentam os “amigos” geolocalizáveis dos usuários da rede social. “Nossos
catálogos de endereços são totalmente varridos pelo Facebook por meio de nosso telefone celular ou e-
mail, e uma identificação biométrica padrão permite reconhecer logotipos e fotos de rostos sem que o
contribuinte tenha dado permissão explícita”, diz a associação Internet sem Fronteiras (AFP, 18/05/2012).
Em 2007, o Facebook foi obrigado a desculpar-se pelo programa Beacon, que alertava a comunidade de
“amigos” sempre que um dos membros fazia uma compra on-line. Hoje, a publicidade dá lugar à
recomendação “social”. O internauta que clica em “Curti” e vira fã de uma marca compartilha
automaticamente a notícia com toda a sua rede. “A exposição a marca ‘curtida’ por um ou mais amigos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/265530
quadruplica a intenção de compra dos usuários expostos a esses anúncios”, indica Matthieu de Lesseux,
presidente da DDB Paris (Challenges, 05/04/2012). O anúncio aparece no feed de notícias (linha do
tempo), entre os elementos publicados pelos “amigos”. O Twitter também insere mensagens
patrocinadas nessa área reservada normalmente para as contas selecionadas pelo usuário. Um anúncio
qualificado de “nativo”, já que nasce no mesmo fluxo de informações.
A comunidade “amiga” pode saber o que o usuário está ouvindo, por meio do serviço de música on-line
Deezer; o que ele lê, graças a parcerias com jornais; e o que deseja comprar. “Pouquíssimos usuários
compreendem totalmente – e muito menos controlam – a exploração dos dados utilizados para
impulsionar a atividade publicitária do Facebook”, destaca Jeff Chester, diretor do Centro para a
Democracia Digital (AFP, 01/02/2012). Basta clicar no botão “Facebook Connect” para que a rede social
forneça a terceiros as informações sobre a identidade de um cliente. Os termos de uso da rede, que
muda regularmente seus parâmetros de confidencialidade, são geralmente ilegíveis. Seus data centers,
aliás, os parques de servidores que armazenam esses dados, também são de propriedade da gigante
californiana, escapando a qualquer controle das autoridades estrangeiras.
Poderíamos pensar que os mastodontes da internet que vivem da publicidade não nos custam nada. Isso
não é verdade, pois eles nos custam nossos dados, um valor total estimado em 315 bilhões de euros no
mundo em 2011, ou seja, 600 euros por indivíduo, de acordo com o Boston Consulting Group. Uma
riqueza fornecida pelos próprios internautas, que se tornam “quase funcionários, voluntários, das
empresas”, como escrevem Nicolas Colin e Pierre Collin em um relatório sobre a tributação na era digital.
Localizados em terras de asilo europeias, subtraídas da economia real por meio de sistemas de evasão
em paraísos fiscais, esses gigantes praticamente não pagam impostos sobre as empresas, ou escapam
da taxa sobre valor agregado. Para um montante de 2,5 bilhões a 3 bilhões de euros de volume de
negócios na França, as empresas Google, Apple, Facebook e Amazon pagam apenas 4 milhões de euros,
“quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente aplicado”,
de acordo com um parecer de 14 de fevereiro de 2012 do Conselho Nacional do Digital.
Os grandes atores norte-americanos da internet desestabilizam o mercado publicitário. Enquanto suas
receitas explodem, as dos meios de comunicação tradicionais não param de cair. Entre 2007 e 2012, na
França, o mercado publicitário passou de 4,8 bilhões para 3,2 bilhões de euros para a imprensa, e de 3,6
bilhões para 3,3 bilhões de euros para a televisão. Mas as mídias tradicionais financiam a criação de
obras de ficção, filmes cinematográficos, documentários, entrevistas, reportagens... Do 1,8 bilhão de
euros em receitas de publicidade on-line – incluídos os links patrocinados –, só o Google captou cerca de
1,5 bilhão de euros na França.
BÉNILDE, Marie. A caçada metódica aos dados do internauta revoluciona a
publicidade. Disponível em:<http://www.diplomatique. org.br/artigo.php?id=1555)>. Acesso em: 12 mar. 2014.
Adaptado.
 
Em “‘quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente
aplicado’” (l . 37-38), o verbo poder está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
De acordo com a norma-padrão, caso ele seja conjugado no futuro do presente, a forma fosse deverá
ser alterada para
a) era
b) for
c) fora
d) será
e) seria
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209) 
210) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto I
Eu e ele
No vertiginoso mundo dos computadores, o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser
definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e
é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos
símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para
serem revisadas com esferográfica, não havia maneira de escrever que não deixasse vestígio nos dedos.
Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora,
não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores
braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.
Mas com um custo.Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em
autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos
olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o
computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua
correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais
aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo
programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você
também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas
não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no
momento.
Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo
porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce.
Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”
VERISSIMO, L. F. Eu e ele. Disponível em: <http://oglobo. globo.com/opiniao/eu-ele-12305041#ixzz307alRnzu>. Acesso
em: 17 jun. 2014. Adaptado.
 
A forma verbal entre parênteses, destacada na frase, está empregada de acordo com a norma-padrão da
língua em:
a) Se o computador impusesse regras, seu uso não seria tão vantajoso. (impor)
b) Ela reaviu seu cargo depois de comprovar o roubo de informações. (reaver)
c) A tecnologia remedia muitos de nossos problemas contemporâneos. (remediar)
d) Eu valo mais do que qualquer processador de computador. (valer)
e) Poderíamos voltar a usar máquinas de escrever se todos querêssemos. (querer)
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto II
O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do
apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma
coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-
out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu
café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
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211) 
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou
me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do
apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
— Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém?”
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a
campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz
que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é
ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar
que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os
padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre
depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros
exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
 
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que
levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo
com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração
eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é
o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 11.ed. Rio de Janeiro:1996. p.36-37. Adaptado.
 
A frase em que o verbo está empregado no mesmo tempo e modo que o verbo destacado em “Eu não
quis detê-lo” (Texto II, l. 14) é:
a) Eu não fora vê-lo.
b) Eu não soube atendê-lo.
c) Eu não queria esperá-lo.
d) Eu não posso encontrá-lo.
e) Eu não tentarei bloqueá-lo.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
A negação do meio ambiente
O século 20 conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos
ecossistemas e da biosfera. Até o final do século 19, quando nasceu meu avô, a vida na Terra, em
qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem
dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar
máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e
fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor.
Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela
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eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final do século 19.
Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida
estável por equipamentos de ar-condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e
satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com
comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra.
Não se trata aqui de fazer uma negação dos benefícios do progresso científico, que claramente ajudou a
melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas, e também deixou à margem outros bilhões, mas de
fazer uma reflexão sobre o quanto de tecnologia é realmente necessário e o que se pode e o que não se
pode resolver a partir da engenharia. As distâncias foram encurtadas e hoje é possível ir a qualquer parte
do mundo em questão de horas, e isso é fantástico. No entanto, nas cidades, as distâncias não se
medem mais em quilômetros, mas sim em horas de trânsito. E isso se mostra um entrave para a
qualidade de vida.
Há certo romantismo em pensar na vida em comunhão com a natureza, na qual as pessoas dedicam
algum tempo para o contato com plantas, animais e ambientes naturais. Eu pessoalmente gosto e faço
caminhadas regulares em praias e trilhas. Mas não é disso que se trata quando falo na ruptura entre a
engenharia humana e as dinâmicas naturais. Há uma crença que está se generalizando de que a ciência,
a engenharia e a tecnologia são capazes de resolver qualquer problema ambiental que surja. E esse é
um engano que pode ser, em muitos casos, crítico para a manutenção do atual modelo econômico e
cultural das economias centrais e, principalmente, dos países que agora consideramos “emergentes”.
 
Alguns exemplos de que choques entre a dinâmica natural e o engenho humano estão deixando fraturas
expostas. A região metropolitana de São Paulo está enfrentando uma das maiores crises de
abastecimento de água de sua história. As nascentes e áreas de preservação que deveriam proteger a
água da cidade foram desmatadas e ocupadas, no entanto a mídia e as autoridades em geral apontam a
necessidade de mais obras de infraestrutura para garantir o abastecimento, como se a produção de água
pelo ecossistema não tivesse nenhum papel a desempenhar.
No caso da energia também existe uma demanda incessante por mais eletricidade, mais combustíveis e
mais consumo. Isso exige o aumentoincessante da exploração de recursos naturais e não renováveis.
Pouco ou nada se fala na elaboração de programas generalizados de eficiência energética, de modo a
economizar energia sem comprometer a qualidade de vida nas cidades.
Todos esses dilemas, porém, parecem alheios ao cotidiano das grandes cidades. A desconexão vai além
da simples percepção, nas cidades as pessoas se recusam a mudar comportamentos negligentes como o
descarte inadequado de resíduos ou desperdícios de água e energia. Há muito a mudar.
Pessoas, empresas, governos e organizações sociais são os principais atores de transformação,
mudanças desejáveis e possíveis, mas que precisam de uma reflexão de cada um sobre o papel do meio
ambiente na vida moderna.
DAL MARCONDES, (Adalberto Marcondes). A negação do meio ambiente. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br /sustentabilidade/ a-negacao-do-meio-ambiente-9277.html>. Acesso em: 02 jul. 2014.
Adaptado.
 
O verbo destacado em “o clima era regulado” ( l. 4) está conjugado no tempo passado.
Uma forma desse mesmo verbo conjugada no tempo futuro é
a) foi
b) fora
c) fosse
d) seja
e) será
212) 
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
A negação do meio ambiente
O século 20 conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos
ecossistemas e da biosfera. Até o final do século 19, quando nasceu meu avô, a vida na Terra, em
qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem
dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar
máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e
fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor.
Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela
eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final do século 19.
Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida
estável por equipamentos de ar-condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e
satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com
comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra.
Não se trata aqui de fazer uma negação dos benefícios do progresso científico, que claramente ajudou a
melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas, e também deixou à margem outros bilhões, mas de
fazer uma reflexão sobre o quanto de tecnologia é realmente necessário e o que se pode e o que não se
pode resolver a partir da engenharia. As distâncias foram encurtadas e hoje é possível ir a qualquer parte
do mundo em questão de horas, e isso é fantástico. No entanto, nas cidades, as distâncias não se
medem mais em quilômetros, mas sim em horas de trânsito. E isso se mostra um entrave para a
qualidade de vida.
Há certo romantismo em pensar na vida em comunhão com a natureza, na qual as pessoas dedicam
algum tempo para o contato com plantas, animais e ambientes naturais. Eu pessoalmente gosto e faço
caminhadas regulares em praias e trilhas. Mas não é disso que se trata quando falo na ruptura entre a
engenharia humana e as dinâmicas naturais. Há uma crença que está se generalizando de que a ciência,
a engenharia e a tecnologia são capazes de resolver qualquer problema ambiental que surja. E esse é
um engano que pode ser, em muitos casos, crítico para a manutenção do atual modelo econômico e
cultural das economias centrais e, principalmente, dos países que agora consideramos “emergentes”.
 
Alguns exemplos de que choques entre a dinâmica natural e o engenho humano estão deixando fraturas
expostas. A região metropolitana de São Paulo está enfrentando uma das maiores crises de
abastecimento de água de sua história. As nascentes e áreas de preservação que deveriam proteger a
água da cidade foram desmatadas e ocupadas, no entanto a mídia e as autoridades em geral apontam a
necessidade de mais obras de infraestrutura para garantir o abastecimento, como se a produção de água
pelo ecossistema não tivesse nenhum papel a desempenhar.
No caso da energia também existe uma demanda incessante por mais eletricidade, mais combustíveis e
mais consumo. Isso exige o aumento incessante da exploração de recursos naturais e não renováveis.
Pouco ou nada se fala na elaboração de programas generalizados de eficiência energética, de modo a
economizar energia sem comprometer a qualidade de vida nas cidades.
Todos esses dilemas, porém, parecem alheios ao cotidiano das grandes cidades. A desconexão vai além
da simples percepção, nas cidades as pessoas se recusam a mudar comportamentos negligentes como o
descarte inadequado de resíduos ou desperdícios de água e energia. Há muito a mudar.
Pessoas, empresas, governos e organizações sociais são os principais atores de transformação,
mudanças desejáveis e possíveis, mas que precisam de uma reflexão de cada um sobre o papel do meio
ambiente na vida moderna.
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213) 
DAL MARCONDES, (Adalberto Marcondes). A negação do meio ambiente. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br /sustentabilidade/ a-negacao-do-meio-ambiente-9277.html>. Acesso em: 02 jul. 2014.
Adaptado.
 
Flexionado na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, o verbo fazer assume forma irregular:
faço.
O mesmo acontece com o seguinte verbo:
a) depender
b) dominar
c) medir
d) pensar
e) dever
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Sobre Marte, os drones e vidas humanas
Na missão espacial mais ambiciosa dos últimos tempos, o robô Curiosity pousou recentemente no solo
marciano, um ambiente inóspito para seres humanos. A imagem da conquista de um planeta longínquo
por uma máquina reúne dois sonhos de ficção científica — a criação de robôs e a exploração espacial. O
robô que pousou em Marte é apenas o exemplo mais recente e eloquente de uma realidade que há
tempos já saiu dos livros e filmes para entrar em nosso dia a dia. Há mais de 8 milhões de robôs aqui
mesmo na Terra, em atividades tão distintas quanto aspirar o pó da sala, auxiliar médicos em cirurgias
delicadas, dirigir automóveis, vigiar as fronteiras e — em seu uso mais controverso — matar inimigos em
conflitos armados.
Na verdade, sem que o percebamos, os robôs começam a tomar conta de diferentes aspectos da nossa
vida. Até que ponto devemos delegar a máquinas tarefas que consideramos essencialmente humanas ou
mesmo a tomada de decisões que envolvem vidas e valores fundamentais? Qual o risco representado
pelos drones, os aviões que, comandados à distância, conseguem exterminar o inimigo com elevado grau
de precisão? Que tipo de aplicação essa nova realidade tem sobre a sociedade e sobre a visão que temos
de humanidade?
Tais questões representam um dos maiores desafios que deveremos enfrentar neste século. Seria um
despropósito deixar de aproveitar as conquistas da robótica para aperfeiçoar atividades tão necessárias
quanto a medicina, o policiamento ou mesmo a limpeza doméstica. Mas também seria ingênuo acreditar
que máquinas ou robôs podem um dia nos substituir em decisões complexas, que envolvem menos um
cálculo racional e mais emoções ou crenças. Para o futuro, prenunciam-se perguntas mais difíceis, mais
desafiadoras — e até ameaçadoras — do que aquelas relativas ao uso de drones. Perguntas cuja
resposta nenhum robô poderá dar.
GUROVITZ, Hélio. Revista Época, 13 ago. 2012, p. 8. Adaptado.
 
A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a) Se os governantes verem o prejuízo causado pelas variações do clima, talvez tomem medidascautelares.
b) A construção de novas hidrelétricas dependia de que as verbas se mantessem inalteradas.
c) As variações do clima não afetariam o meio ambiente se a população interviesse nas políticas
públicas.
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214) 
d) Todos ansiam que os eventos climáticos extremos não cheguem a causar problemas ambientais.
e) Um grupo de pesquisadores entreveu a possibilidade de prejuízos na produção de energia por
causa das alterações das chuvas na Amazônia.
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CESGRANRIO - Asst (CEFET RJ)/CEFET RJ/Alunos/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Escrever é fácil?
 
Para estimular crianças e jovens a escrever, há quem diga que escrever é fácil: basta pôr no papel o que
está na cabeça. Na maioria das vezes, porém, este estímulo é deveras desestimulante.
 
Há boas explicações para o desestímulo: se a pessoa não consegue escrever, convencê-la de que
escrever é fácil na verdade a convence apenas da sua própria incompetência, a convence apenas de que
ela nunca vai conseguir escrever direito; não se escreve pondo no papel o que está na cabeça, sob pena
de ninguém entender nada; quem escreve profissionalmente nunca acha que escrever é fácil, nem
mesmo quando escreve há muito tempo — a não ser que já escreva mecanicamente, apenas repetindo
frases e fórmulas.
 
Via de regra, nosso pensamento é caótico: funciona para alimentar nossas decisões cotidianas, mas não
funciona se for expresso, em voz alta ou por escrito, tal qual se encontra na cabeça. Para entender o
nosso próprio pensamento, precisamos expressá-lo para outra pessoa. Ao fazê-lo, organizamos o
pensamento segundo um código comum e então, finalmente, o entendemos, isto é, nos entendemos.
Não à toa o jagunço Riobaldo, personagem do escritor Guimarães Rosa, dizia: professor é aquele que de
repente aprende.
 
Todo professor conhece este segredo: você entende melhor o seu assunto depois de dar sua aula sobre
ele, e não antes. Ao falar sobre o meu tema, tentando explicá-lo a quem o conhece pouco, aumento
exponencialmente a minha compreensão a respeito. Motivado pelas expressões de dúvida e até de
estupor dos alunos, refino minhas explicações e, ao fazê-lo, entendo bem melhor o que queria dizer.
Costumo dizer que, passados tantos anos de profissão, gosto muito de dar aula, principalmente porque
ensinar ainda é o melhor método de estudar e compreender.
 
Ora, do mesmo jeito que ensino me dirigindo a um grupo de alunos que não conheço, pelo menos no
começo dos meus cursos, quem escreve o faz para ser lido por leitores que ele potencialmente não
conhece e que também não o conhecem. Mesmo ao escrever um diário secreto, faço-o imaginando um
leitor futuro: ou eu mesmo daqui a alguns anos, ou quem sabe a posteridade. Logo, preciso do outro e
do leitor para entender a mim mesmo e, em última análise, para ser e saber quem sou.
 
Exatamente porque esta relação com o outro, aluno ou leitor, é tão fundamental, todo professor sente
um frio na espinha quando encontra uma nova turma, não importa há quantos anos exerça o magistério.
 
Pela mesma razão, todo escritor fica “enrolando” até começar um texto novo, arrumando a escrivaninha
ou vagando pela internet, não importa quantos livros já tenha publicado. Pela mesmíssima razão, todo
aluno não quer que ninguém leia sua redação enquanto a escreve ou faz questão de colocá-la debaixo da
pilha de redações na mesa do professor, não importa se suas notas são boas ou não na matéria.
 
Escrever definitivamente não é fácil, porque nos expõe no momento mesmo de fazê-lo. [...] Quem
escreve sente de repente todas as suas hesitações, lacunas e omissões, percebendo como o seu próprio
pensamento é incompleto e o quanto ainda precisa pensar. Quem escreve de repente entende o quanto a
sua própria pessoa é incompleta e fraturada, o quanto ainda precisa se refazer, se inventar, enfim: se
reescrever.
 
BERNARDO, G. Conversas com um professor de
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215) 
literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2013. Adaptado.
 
Em “a não ser que já escreva mecanicamente”, a forma verbal destacada expressa um fato provável,
situado no tempo presente.
 
A forma verbal que expressa um fato provável situado no tempo passado é
a) escrevia
b) escreveu
c) escrevera
d) escreveria
e) escrevesse
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CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto I
 
Febre de liquidação
 
Passo em frente da vitrine. Observo um paletó quadriculado, uma calça preta e duas camisas polo,
devidamente acompanhados de um cartaz discreto anunciando a “remarcação”. Fujo apressadamente
pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisgado. Mal atinjo as escadas rolantes, inicio o caminho
de volta. O coração badala como um sino. A respiração ofegante. São os primeiros sintomas da febre por
liquidação, que me ataca cada vez que vejo uma vitrine com promessas sedutoras.
 
Atravesso as portas da loja, farejo em torno, com o mesmo entusiasmo de um leão vendo criancinhas em
um safári. No primeiro momento, tenho a impressão de que entrei numa estação de metrô. A febre já
atingiu a multidão. Os vendedores, cercados, parecem astros da Globo envoltos pelos fãs. Dou duas
cotoveladas em um dos rapazes com ar de executivos e peço o tal paletó. O funcionário explica que só
tem determinado número. Minto:
 
— Acho que é o meu.
 
Ele me observa, incrédulo. É dois algarismos menor, mas quem sabe? Acho que emagreci 100 gramas na
última semana. Experimento. Não fecha.
 
Respiro fundo e abotoo. Assim devem ter se sentido as mulheres com espartilho. Gemo, quase sem voz:
 
— Está um pouquinho apertado.
 
— É o maior que temos — diz, cruel.
 
Decido. Vou levar, apesar da barriga encolhida.
 
O vendedor arregala os olhos. Explico:
 
— Estou fazendo regime. No ano que vem vai caber direitinho.
 
De qualquer maneira, só poderia usá-lo no próximo inverno. É de lã pesada, e está fazendo o maior calor.
Só de experimentar fiquei suando. [...]
 
Concordo que fui precipitado em comprar uma roupa para quando estiver magro, só para aproveitar o
preço. Meu regime dura oito anos, sem resultados visíveis.
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216) 
 
Desabafo com uma amiga naturalista, que vive apregoando um modo de vida mais simples, sem muitas
posses. Ela me aconselha: Não compre mais nada. Resista. Aprendi muito quando passei a viver apenas
com o necessário. Revela, com ar culpado:
 
— Sabe, na minha fase consumista, juntei roupa para 150 anos.
 
Sorrio, solidário. Ela pergunta, por mera curiosidade, os preços da loja. Também pede o endereço.
 
Mais tarde a descubro no shopping, mergulhada na arara das blusas de lã. Febre de liquidação é pior que
gripe, dá até recaída. Com um detalhe: a gente gasta, gasta, e ainda acha que levou vantagem.
 
CARRASCO, W. O golpe do aniversariante e outras crônicas.
In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 2005. v.20, p. 60-63.
 
O recurso da repetição da forma verbal gasta, na frase final do Texto I (“Com um detalhe: a gente gasta,
gasta, e ainda acha que levou vantagem”), mostra o(a)
a) apoio à ideia de comprar roupas remarcadas.
b) grande arrependimento do comprador no final das compras.
c) autor ratificando a importância de aproveitarmos as liquidações.
d) reflexão sobre as recaídas da febre de liquidação.
e) intensidade e o exagero em gastar tanto dinheiro em liquidações.
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CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto II
 
Ao shopping center
 
Pelos teus círculos
Vagamos sem rumo
Nós almas penadas
Do mundo do consumo.
De elevador ao céu
Pela escada ao inferno:
Os extremos se tocam
No castigo eterno.
Cada loja é um novo
Prego em nossa cruz.
Por mais que compremos
Estamos semprenus
Nós que por teus círculos
Vagamos sem perdão
À espera (até quando?)
Da Grande Liquidação.
 
PAES, J. P. Os melhores poemas de José Paulo Paes. São Paulo: Global, 2003. p. 197.
 
No trecho do Texto II “Por mais que compremos, estamos sempre nus”, as formas verbais em
destaque referem-se à 1a pessoa do plural.
 
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217) 
218) 
Se fossem substituídas pela 1a pessoa do singular, mantendo- se o tempo verbal original, como ficaria a
frase?
a) Por mais que compre, estive sempre nu.
b) Por mais que compres, estás sempre nu.
c) Por mais que comprem, estão sempre nus.
d) Por mais que compre, estaremos sempre nus.
e) Por mais que compre, estou sempre nu.
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CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto II
 
Ao shopping center
 
Pelos teus círculos
Vagamos sem rumo
Nós almas penadas
Do mundo do consumo.
De elevador ao céu
Pela escada ao inferno:
Os extremos se tocam
No castigo eterno.
Cada loja é um novo
Prego em nossa cruz.
Por mais que compremos
Estamos sempre nus
Nós que por teus círculos
Vagamos sem perdão
À espera (até quando?)
Da Grande Liquidação.
 
PAES, J. P. Os melhores poemas de José Paulo Paes. São Paulo: Global, 2003. p. 197.
 
A palavra destacada está grafada e empregada de acordo com a norma-padrão em:
a) As pessoas não tem motivo para gastar tanto dinheiro!
b) Na semana passada, minha irmã não pôde ir ao shopping.
c) Quando ele foi por o paletó, percebeu que estava apertado.
d) As escadas do shopping não eram muito praticas.
e) Você vêm de longe só para comprar nesse shopping?
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CESGRANRIO - Adm (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
O dia: 28 de novembro de 1995. A hora: aproximadamente vinte, talvez quinze para a uma da
tarde.
 
O local: a recepção do Hotel Novo Mundo, aqui ao lado, no Flamengo.
 
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Acabara de almoçar com minha secretária e alguns amigos, descêramos a escada em curva que leva do
restaurante ao hall da recepção. Pelo menos uma ou duas vezes por semana cumpro esse itinerário e,
pelo que me lembre, nada de especial me acontece nessa hora e nesse lugar. É, em todos os sentidos,
uma passagem.
 
Não cheguei a ouvir o meu nome. Foi a secretária que me avisou: um dos porteiros, de cabelos brancos,
óculos de aros grossos, queria falar comigo.
 
E sabia o meu nome — eu que nunca fora hóspede do hotel, apenas um frequentador mais ou menos
regular do restaurante que é aberto a todos.
 
Aproximei-me do balcão, duvidando que realmente me tivessem chamado. Ainda mais pelo nome: não
haveria uma hipótese passável para que soubessem meu nome.
 
— Sim ...
 
O porteiro tirou os óculos, abriu uma gaveta embaixo do balcão e de lá retirou o embrulho, que parecia
um envelope médio, gordo, amarrado por barbante ordinário.
 
— Um hóspede esteve aqui no último fim de semana, perguntou se nós o conhecíamos, pediu que lhe
entregássemos este envelope ...
 
— Sim ... sim ...
 
Eu não sabia se examinava o envelope ou a cara do porteiro. Nada fizera para que ele soubesse meu
nome, para que pudesse dizer a alguém que me conhecia. O fato de duas ou três vezes por semana eu
almoçar no restaurante do hotel não lhe daria esse direito. [...]
 
Passou-me o envelope, que era, à primeira vista e ao primeiro contato, aquilo que eu desconfiava: os
originais de um livro, contos, romance ou poesias, talvez história ou ensaio.
 
— Está certo ... não terei de agradecer... a menos que o nome e o endereço do interessado estejam...
 
Foi então que olhei bem o embrulho. A princípio apenas suspeitei. E ficaria na suspeita se não houvesse
certeza. Uma das faces estava subscritada, meu nome em letras grandes e a informação logo embaixo,
sublinhada pelo traço inconfundível: “Para o jornalista Carlos Heitor Cony. Em mão”.
 
Era a letra do meu pai. A letra e o modo. Tudo no embrulho o revelava, inteiro, total. Só ele faria aquelas
dobras no papel, só ele daria aquele nó no barbante ordinário, só ele escreveria meu nome daquela
maneira, acrescentando a função que também fora a sua. Sobretudo, só ele destacaria o fato de alguém
ter se prestado a me trazer aquele embrulho. Ele detestava o correio normal, mas se alguém o avisava
que ia a algum lugar, logo encontrava um motivo para mandar alguma coisa a alguém por intermédio do
portador. [...]
 
Recente, feito e amarrado há pouco, tudo no envelope o revelava: ele, o pai inteiro, com suas manias e
cheiros.
 
Apenas uma coisa não fazia sentido. Estávamos — como já disse — em novembro de 1995. E o pai
morrera, aos noventa e um anos, no dia 14 de janeiro de 1985.
 
CONY, C. H. Quase Memória: quase-romance. São Paulo: Companhia das Letras. 2001. p. 9-11.
 
Considerem-se os tempos verbais empregados no trecho “não haveria uma hipótese passável para que
soubessem meu nome”.
 
A oração em destaque pode ser reescrita, mantendo-se a conjugação verbal de acordo com a norma-
padrão, assim:
219) 
220) 
a) para que intervissem nos negócios.
b) para que propossem um novo plano.
c) para que reouvessem a correspondência.
d) para que requisessem as fichas.
e) para que revessem os procedimentos.
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CESGRANRIO - Rev Tex (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto III
 
A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da comunicação
 
Contar histórias sempre foi uma tradição de todos os povos — dos mais primitivos aos mais sofisticados.
Com essas histórias evocam-se lembranças, exercita-se e revitaliza-se a memória de pessoas e,
principalmente, a coletiva. A diferença entre os povos primitivos e sofisticados não é a importância e o
prazer de contar e narrar histórias, mas o modo como essas são registradas. Grandes poetas épicos
como Horário, Virgílio, Camões, entre outros, tinham a função de coletar essas histórias e registrá-las
para preservar a memória e o período histórico de seu povo e sua nação.
 
O homem sempre contou histórias, antes mesmo de poder escrevê-las, porém o confronto entre a
cultura oral e a cultura escrita nunca deixou de existir, principalmente devido à visão preconceituosa da
sociedade “letrada”, tanto que à época da colonização toda a produção cultural dos povos ameríndios e,
posteriormente, a dos povos africanos foram desprezadas. Uma rápida análise da história da humanidade
deixa clara a importância do registro escrito na história dos povos e em suas relações. [...]
 
A memória coletiva perpassa pelas histórias orais, que também podem ser produzidas no campo do
poder, a partir de interesses pessoais e familiares. O filme de 2003, dirigido por Eliane Caffé, Narradores
de Javé, nos mostra isso. Na possibilidade de ser submerso o pequeno vilarejo de Javé pelas águas de
uma represa, os seus moradores se organizam para tentar salvá-lo. A salvação seria construir, já que não
tinham, um patrimônio histórico, que são as narrativas orais de cada morador a respeito das origens
históricas do vilarejo. [...]
 
GARCEZ, F. F. A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da
comunicação. Língua Portuguesa, n. 45. São Paulo: Escala. Adaptado.
 
O verbo perpassar no trecho “A memória coletiva perpassa pelas histórias orais” tem o sentido de
a) reconhecer
b) roçar de leve
c) fazer correr
d) passar ao longo de
e) decorrer
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CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/135920departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais
passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são
moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
Que forma verbal está empregada no mesmo tempo e modo que pudemos?
a) Forem
b) Cresceu
c) Será
d) Deixem
e) Indicam
221) 
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto
 
Dialética da mudança
 
Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas tendem a aceitar algumas
afirmações como verdades indiscutíveis e até mesmo a irritar-se quando alguém insiste em discuti-las. É
natural que isso aconteça, quando mais não seja porque as certezas nos dão segurança e tranquilidade.
Pô-las em questão equivale a tirar o chão de sob nossos pés. Não necessito dizer que, para mim, não há
verdades indiscutíveis, embora acredite em determinados valores e princípios que me parecem
consistentes. De fato, é muito difícil, senão impossível, viver sem nenhuma certeza, sem valor algum.
 
No passado distante, quando os valores religiosos se impunham à quase totalidade das pessoas, poucos
eram os que questionavam, mesmo porque, dependendo da ocasião, pagavam com a vida seu
inconformismo.
 
Com o desenvolvimento do pensamento objetivo e da ciência, aquelas certezas inquestionáveis passaram
a segundo plano, dando lugar a um novo modo de lidar com as certezas e os valores. Questioná-los,
reavaliá-los, negá-los, propor mudanças às vezes radicais tornou-se frequente e inevitável, dando-se
início a uma nova época da sociedade humana. Introduziram-se as ideias não só de evolução como de
revolução.
 
Naturalmente, essas mudanças não se deram do dia para a noite, nem tampouco se impuseram à
maioria da sociedade. O que ocorreu de fato foi um processo difícil e conflituado em que, pouco a pouco,
a visão inovadora veio ganhando terreno e, mais do que isso, conquistando posições estratégicas, o que
tornou possível influir na formação de novas gerações, menos resistentes a visões questionadoras.
 
A certa altura desse processo, os defensores das mudanças acreditavam-se senhores de novas verdades,
mais consistentes porque eram fundadas no conhecimento objetivo das leis que governam o mundo
material e social. Mas esse conhecimento era ainda precário e limitado.
 
Inúmeras descobertas reafirmam a tese de que a mudança é inerente à realidade tanto material quanto
espiritual, e que, portanto, o conceito de imutabilidade é destituído de fundamento.
 
Ocorre, porém, que essa certeza pode induzir a outros erros: o de achar que quem defende
determinados valores estabelecidos está indiscutivelmente errado. Em outras palavras, bastaria
apresentar-se como inovador para estar certo. Será isso verdade? Os fatos demonstram que tanto pode
ser como não.
 
Mas também pode estar errado quem defende os valores consagrados e aceitos. Só que, em muitos
casos, não há alternativa senão defendê-los. E sabem por quê? Pela simples razão de que toda sociedade
é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o
convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso
mesmo, inviável.
 
Por outro lado, como a vida muda e a mudança é inerente à existência, impedir a mudança é impossível.
Daí resulta que a sociedade termina por aceitar as mudanças, mas apenas aquelas que de algum modo
atendem a suas necessidades e a fazem avançar.
 
GULLAR, Ferreira. Dialética da mudança. Folha de São Paulo, 6 maio 2012, p. E10.
 
No Texto, a forma verbal seria é empregada para
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222) 
a) relatar um fato.
b) anunciar um acontecimento.
c) apresentar uma certeza.
d) afirmar um desejo.
e) expressar uma hipótese.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto
 
Cidade: desejo e rejeição
 
A cidade da modernidade se configurou a partir da Revolução Industrial e se tornou complexa pelo
tamanho territorial e demográfico, antes jamais alcançado, e pelas exigências de infraestrutura e de
serviços públicos. No início do século XX, se generalizou a ideia da cidade como instância pública. Até
então, esta seria uma construção que resultava de interesses específicos, de setores ou estratos sociais.
 
A mudança do milênio vê, contraditoriamente, a expansão de modelos urbanísticos e a ocupação
territorial que se opõem à “condição urbana” – de certo modo fazendo retornar a cidade à instância
privada. Tal ambiguidade estabelece um patamar para o debate sobre os rumos da cidade.
 
O sistema urbano brasileiro estava em processo de consolidação como instância pública, quando, a partir
dos anos 1960, sofre inflexão importante. Razões externas ao urbanismo influenciam no redesenho de
nossas cidades.
 
A opção pelo transporte urbano no modo rodoviário, em detrimento do transporte sobre trilhos, então
estruturador das principais cidades, é uma delas.
 
Outros elementos adentram o cenário brasileiro nas últimas décadas e dispõem a cidade como instância
privada: os condomínios fechados e os shopping centers. Ambos associados ao automóvel, exaltam a
segmentação de funções urbanas. A multiplicidade e a variedade, valores do urbano, ali não são
consideradas. O importante para os promotores imobiliáriose para os que aderem a tais propostas é a
sensação de que o modelo é algo à parte do conjunto. Há uma explícita “rejeição à cidade”.
 
Além disso, com o crescimento demográfico e a expansão do sistema urbano, as áreas informais
adquirem relevo e, em alguns casos, passam a compor a maior parte das cidades. Isto é, enquanto por
um século e meio se concebe e se desenvolve a ideia da cidade como instância pública, uma parte
maiúscula dessa mesma cidade é construída em esforço individual como instância privada.
 
MAGALHÃES, Sérgio Ferraz. Cidade: desejo e rejeição. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: ICH. n. 290, mar.
2012, p. 75.
 
O verbo dispor, utilizado no Texto, no trecho “Outros elementos adentram o cenário brasileiro nas
últimas décadas e dispõem a cidade como instância privada:”, apresenta irregularidade na sua
conjugação.
 
A sequência em que todos os verbos também são irregulares é:
a) crer, saber, exaltar
b) dizer, fazer, generalizar
c) opor, medir, vir
d) partir, trazer, ver
e) resultar, preferir, aderir
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223) 
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Modos e Tempos Verbais
Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais
passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são
moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
Em algumas circunstâncias, o verbo poder apresenta mudança gráfica em seu radical, como em “para
que técnico e atleta possam utilizá-las”.
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224) 
Um verbo que sofre também alteração em seu radical é
a) sujar
b) mostrar
c) morrer
d) valer
e) sorrir
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CESGRANRIO - Tec IGE (IBGE)/IBGE/2013
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Modos e Tempos Verbais
Sol novo, Sol velho
 
Você gostaria de se ver mais velho? Se houvesse um espelho mágico capaz de mostrar sua imagem em
uma, duas ou mais décadas, você olharia?
 
Imagino que a opinião seria dividida, uns tantos sim, outros tantos não. Afinal, ver o futuro teria
repercussão sobre como viveríamos no presente, o que criaria uma série de paradoxos.
 
Se no futuro eu me visse gordo e resolvesse fazer uma dieta, emagreceria? Se emagrecesse, não estaria
mudando o futuro? E será que isso é possível? Afinal, o espelho me mostrou gordo... Ou, quem sabe, o
futuro não seja um apenas, mas feito de múltiplas opções.
 
Deixando essas preocupações um tanto humanas de lado, o fato é que em astronomia, ao menos, ver o
futuro e o passado é extremamente útil.
 
Tanto assim que um time internacional de astrônomos vem buscando estrelas semelhantes ao Sol, mais
velhas e mais novas, para que possamos aprender sobre a evolução da nossa estrela-mãe. Para tal, é
usado um gigantesco telescópio. Em artigo, o grupo revela dados de duas estrelas “gêmeas” do Sol, uma
bem mais nova e outra bem mais velha. Ou seja, um olho no nosso passado e outro no nosso futuro ou,
ao menos, no futuro do Sol.
 
A mais velha tem 8,2 bilhões de anos e é bem mais velha do que o Sol, que tem 4,6 bilhões de anos. Na
região mais próxima dela, podem existir planetas rochosos como a Terra.
 
A questão de maior importância para o público é se o Sol é uma estrela típica ou atípica. É bom saber,
pois sua sobrevivência na Terra depende do Sol e da sua estabilidade. Caso seja uma estrela normal,
dentro de sua classificação (estrelas aparecem em classes diferentes, dependendo da sua massa,
temperatura etc.), o Sol continuará a gerar luz por muitos bilhões de anos, em torno do dobro da sua
idade. Caso não seja normal, as coisas podem complicar. E, se complicarem, a vida na Terra poderá estar
em apuros mais cedo do que gostaríamos.
 
Estudando elementos químicos presentes nas três estrelas, o grupo mostrou que o Sol é uma estrela
normal. Ou seja, da imagem do Sol idoso, aprendemos que o nosso Sol não foge à regra, o que
possibilita que outros como ele tenham planetas como a Terra e, quem sabe, abriguem também formas
de vida.
 
GLEISER, Marcelo. Folha de São Paulo, 1 set. 2013. Adaptado.
 
No trecho “Se no futuro eu me visse gordo e resolvesse fazer uma dieta, emagreceria?”, o tempo verbal
de emagreceria é determinado pela correlação com as formas verbais visse e resolvesse para
expressar uma hipótese.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/275425
225) 
De acordo com a norma-padrão, outra maneira de combinar os verbos para expressar hipótese está
presente em
a) Se estudassem todos os planetas do sistema solar, os astrônomos descobriram fatos
interessantíssimos.
b) Se destruírem a camada de ozônio, a vida na Terra ficará irremediavelmente comprometida para
as gerações futuras.
c) Se os homens construírem naves espaciais mais resistentes, chegariam a outras galáxias muito
distantes da nossa.
d) Se as pessoas se preocupam com o futuro do planeta, certamente evitariam tanta poluição nos
mares, rios e cidades.
e) Se não houvesse construções irregulares nas encostas, não morrerão tantas pessoas como
aconteceu recentemente.
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CESGRANRIO - Ana (IBGE)/IBGE/Administração Escolar/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Contra o estigma da pobrezaO livro ‘ Vozes do Bolsa Família – Autonomia, dinheiro
e cidadania’ traz pesquisa que mergulha no universo
dos beneficiários do programa do governo
 
Durante os protestos de junho, alguns cartazes pediam a revogação do direito de voto dos beneficiários
do programa Bolsa Família (BF). Tratava-se de um eco dos preconceitos veiculados nas redes sociais
depois das eleições de 2010, segundo os quais Dilma só se elegera por causa dos votos das famílias
beneficiárias, alegação fartamente desmontada por analistas eleitorais. É provável, contudo, que o BF
tenha contribuído para a perda de influência de políticos que aproveitavam a dependência de eleitores
extremamente pobres para formar clientelas com favores eventuais e personalizados, financiados com
recursos públicos. O caráter universalista e regular do BF despersonifica o benefício e o transfere do
registro da caridade pessoal para o campo da institucionalidade de Estado.
A desinformação não se restringe ao campo das paixões políticas. Empresários já manifestaram a opinião
de que o BF reduz a procura por empregos e dificulta a contratação, como se desconhecessem que o
valor máximo do benefício é bem inferior ao salário mínimo e que quase metade dos beneficiários é de
trabalhadores por conta própria. Alguns estudos mostram, ao contrário, que o BF tem um efeito muito
positivo sobre o emprego, ao animar mercados locais de bens e serviços de baixa renda. Também há
indícios de que o programa contribuiu para a redução da migração de regiões pobres para grandes
cidades, mas o deficit de capacitação dos beneficiados não lhes permitiria disputar vagas oferecidas, por
exemplo, pela indústria paulista caso forçados à migração.[...]
 
Os autores do livro Vozes do Bolsa Família... partem da hipótese de que os mitos que culpam o acaso ou
os próprios pobres pela pobreza secular herdada legitimam a indiferença dos ricos e humilham os pobres
até levá-los à resignação ou, mais raramente, à violência. No Brasil, o predomínio de uma visão liberal
que culpa os pobres por sua pobreza tem raízes históricas profundas. Seus antecedentes são os
estereótipos que taxaram homens livres e pobres como vagabundos depois da Abolição, e que
estigmatizavam o escravo como preguiçoso, leniente, lascivo e que, portanto, só trabalharia sob a
coerção mais absoluta.
A força dos estigmas produziu várias consequências políticas. Primeiro, vetou ou limitou políticas voltadas
a reformar os arranjos estruturais que reproduzem a pobreza. Esses arranjos resultam da privação
histórica do acesso à terra, à moradia e a oportunidades de capacitação política, econômica e
educacional de grande maioria da população brasileira. Segundo, legitimou ações que mitigavam os
efeitos da pobreza através da caridade, mantida no registro do favor a quem é culpado por seu próprio
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226) 
destino e, paradoxalmente, incapacitado de mudá-lo. Terceiro, emudeceu os pobres que internalizaram a
imagem depreciativa e os colocou em situação de dependência pessoal do favor, enfraquecidos como
sujeitos de direitos e incapacitados de mudar sua situação. Enfim, a ausência de reparação institucional,
a carência de capacitações e a internalização da humilhação se reforçaram mutuamente para reproduzir
a pobreza.
O BF, por sua vez, transfere o registro da pobreza (e sua atenuação) do campo da caridade pessoal para
a esfera da responsabilidade institucional e do direito à cidadania substantiva, ou seja, parte do
reconhecimento institucional de uma dívida social e inicia o processo de habilitação de cidadãos. É
diferente do assistencialismo tradicional porque, primeiro, assegura regularmente o atendimento de
necessidades básicas sem as quais qualquer direito à cidadania é puramente formal. Segundo, exige a
contrapartida da frequência escolar e, de fato, reduz o trabalho infantil, a repetência e a baixa
escolaridade nas famílias beneficiadas, um arranjo central da reprodução da pobreza e subcidadania.
Terceiro, a transferência de dinheiro aumenta a responsabilidade individual e confere uma autonomia
mínima antes desconhecida pelas mães beneficiárias.[...]
Os autores defendem que a ampliação dos direitos de cidadania seria reforçada se as prefeituras não se
limitassem a cadastrar as beneficiárias mas criassem canais de interlocução e controle social do
programa. Afinal, o BF não assegura nem a solução do problema da pobreza nem a formação de uma
cultura de cidadania ativa, embora seja o primeiro passo indispensável para ambas. Seu principal efeito,
argumentam, não é o de superar o círculo vicioso da pobreza, mas iniciar um círculo virtuoso dos
direitos, em que a expansão de um direito dá origem a reivindicações por outros direitos, em uma luta
pelo reconhecimento da legitimidade de novas expectativas. Se estiverem certos, os filhos das famílias
beneficiárias não apenas terão mais capacitações que os pais para cruzar as portas de saída do
programa. Nos protestos de rua e de campo no futuro, portarão os cartazes que os pais estiveram
incapacitados de escrever.
BASTOS, P.P.Z. Contra o estigma da pobreza. Carta Capital. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br/economia/vozes-da-pobreza-1525.html>. Acesso em: 26 set. 2013. Adaptado.
 
No trecho “estigmatizavam o escravo como preguiçoso, leniente, lascivo e que, portanto, só trabalharia
sob a coerção mais absoluta”, a forma verbal destacada tem o papel de
a) reiterar a polidez própria ao gênero textual adotado.
b) indicar um fato histórico considerado provável pelo autor.
c) manifestar um distanciamento do autor em relação ao conteúdo.
d) ressaltar frequência na circulação de imagens negativas.
e) destacar a duração pontual de uma ação no passado.
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CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:
a) Nos últimos anos, grandes incentivos e financiamentos de órgãos não governamentais têm
impresso um novo ritmo nas pesquisas climáticas.
b) O ideal para a vida em sociedade é que as pessoas só pudessem consumir aquilo que cabesse no
seu orçamento.
c) Naquela viagem que fizemos nas férias, um acidente aconteceu, mal havíamos chego ao hotel.
d) Depois dos resultados sobre o consumismo exagerado, os pesquisadores talvez possam dedicar-
se a outros estudos sobre o assunto.
e) Os consumidores mais preocupados com os gastos excessivos tinham trago nas suas compras
apenas os produtos necessários.
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227) 
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CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Civil/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim
 
Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se
chama o natural do Cairo?
 
O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova
de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância,
receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.
 
Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não
deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.
 
Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em
quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de
Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha
crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom
vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não
entristecer o homem.Espero que uma velhice tranquila — no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um
dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a
sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é
desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é
pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?)
 
Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem
de praticar a sua má ação — contra a língua.” Mas acho que isso é exagero.
 
Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos
quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais,
pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que
nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa
intenção.
 
Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem
saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um
desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar.
 
Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua
portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas histórias que uma pessoa conta para “pegar”
as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairel, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade
de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham
que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras
cruzadas da Última Hora ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de O Globo?
 
No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa
através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.
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228) 
 
Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo de póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de
Itapemirim!
 
BRAGA, Rubem. Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim. In: Ai de Ti, Copacabana. 11. ed. Rio de Janeiro: Record,
1993. p. 159-161.
 
O verbo destacado em “Que me aconteceria se eu dissesse” é uma forma do verbo dizer.
 
A forma verbal que apresenta o mesmo modo e tempo de dissesse e está acompanhada de seu
infinitivo correspondente, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte:
a) mantesse – manter
b) revisse – revisar
c) intervisse – intervir
d) cabesse – caber
e) repusesse – repor
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CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Civil/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim
 
Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se
chama o natural do Cairo?
 
O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova
de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância,
receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.
 
Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não
deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.
 
Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em
quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de
Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha
crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom
vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não
entristecer o homem.
 
Espero que uma velhice tranquila — no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um
dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a
sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é
desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é
pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?)
 
Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem
de praticar a sua má ação — contra a língua.” Mas acho que isso é exagero.
 
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229) 
Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos
quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais,
pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que
nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa
intenção.
 
Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem
saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um
desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar.
 
Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua
portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas histórias que uma pessoa conta para “pegar”
as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairel, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade
de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham
que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras
cruzadas da Última Hora ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de O Globo?
 
No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa
através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.
 
Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo de póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de
Itapemirim!
 
BRAGA, Rubem. Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim. In: Ai de Ti, Copacabana. 11. ed. Rio de Janeiro: Record,
1993. p. 159-161.
 
Muitas vezes, o emprego de um verbo determina a presença de uma preposição ou uma expressão
equivalente, como é o caso de “não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam”.
 
Se fosse empregada a forma verbal confiem em vez de se entendam, o resultado, de acordo com a
norma-padrão, seria o seguinte:
a) não alguma coisa com a qual as pessoas confiem.
b) não alguma coisa na qual as pessoas confiem.
c) não alguma coisa em virtude da qual as pessoas confiem.
d) não alguma coisa sem a qual as pessoas confiem.
e) não alguma coisa pela qual as pessoas confiem.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Contabilidade/2012
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto II
 
Fábrica de sabores
 
A maior parte dos sabores que sentimos ao provar alimentos industrializados não vêm de ingredientes de
verdade. Gosto de cogumelos, coco ou morango, nesse caso, é resultado de combinações de ácidos,
cetonas, aldeídos.
 
Além das substâncias químicas, extratos naturais também entram na equação para dar sabor e aroma
aos alimentos produzidos nas fábricas. Há3 formas de tudo isso ir parar em um produto. Quando você lê
“aroma natural”, quer dizer que ele foi obtido por meio de processos físicos que usam matéria-prima,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1345715
230) 
retiram sua essência e aplicam no alimento. Se está escrito “idêntico ao natural”, foi criado
sinteticamente em laboratório para replicar essas moléculas encontradas na natureza. Por
último, “artificial” no rótulo significa que os aromistas criaram moléculas que não existem na natureza, a
partir das substâncias de laboratório.
 
As sintéticas são as mais usadas por serem mais baratas. Para se ter uma ideia, é necessário espremer
uma tonelada de limões para obter cerca de 3 quilos do óleo essencial usado no “aroma natural”. O
processo encarece o produto e, por isso, é menos comum nessa indústria. Ser artificial, porém, não
significa que o aroma faz mal à saúde. Antes de enviar as moléculas às fábricas de alimentos, elas
passam por testes de toxicologia em instituições independentes.
 
PONTES, Felipe; AFFARO, Victor. Revista Galileu.
São Paulo: Globo, out. 2011, p. 74-77. Adaptado.
 
 
Algumas formas verbais na 3ª pessoa do plural terminam com êm conforme o exemplo destacado no
trecho do Texto II “A maior parte dos sabores que sentimos ao provar alimentos industrializados não
vêm de ingredientes de verdade.” 
 
Um verbo que também apresenta essa grafia na 3ª pessoa do plural é
a) crer
b) ler
c) manter
d) prever
e) ver
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CESGRANRIO - Ana (PQS)/PQS/Planejamento e Gestão Junior/2012
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
Texto
 
A doida
 
A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. [...] Os três garotos desceram manhã cedo,
para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e
provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. [...] Não
explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que
eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso
não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a
lapidar a doida, isolada e agreste no seu jardim. [...]
 
E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e
lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito
tempo, por hábito. [...]
 
Os três verificaram que quase não dava mais gosto apedrejar a casa. As vidraças partidas não se
recompunham mais. [...] Ainda haveria louça por destruir, espelho, vaso intato? Em todo caso, o mais
velho comandou, e os outros obedeceram [...]. Pegaram calhaus lisos, de ferro, tomaram posição. [...] O
chefe reservou-se um objetivo ambicioso: a chaminé. O projétil bateu no canudo de folha de flandres –
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2308325
blem – e veio espatifar uma telha, com estrondo. [...] A doida, porém, parecia não ter percebido a
agressão, a casa não reagia. [...]
 
Aí o terceiro do grupo, em seus onze anos, sentiu-se cheio de coragem e resolveu invadir o jardim. [...] O
garoto empurrou o portão: abriu-se. [...] Tinha a pedra na mão, mas já não era necessária; jogou-a fora.
[...] O menino foi abrindo caminho entre as pernas e braços de móveis, contorna aqui, esbarra mais
adiante. Atrás da massa do piano, encurralada a um canto, estava a cama. E nela, busto soerguido, a
doida esticava o rosto para a frente, na investigação do rumor insólito. [...] Ele encarava-a, com
interesse. Era simplesmente uma velha, [...] atrás de uma barricada de móveis. E que pequenininha! O
corpo sob a coberta formava uma elevação minúscula. [...] O menino aproximou-se, e o mesmo jeito da
boca insistia em soltar a mesma palavra curta, que entretanto não tomava forma. [...] Talvez pedisse
água. A moringa estava no criado-mudo, entre vidros e papéis. Ele encheu o copo pela metade,
estendeu-o. [...] Fazia tudo naturalmente, nem se lembrava mais por que entrara ali, nem conservava
qualquer espécie de aversão pela doida. A própria ideia de doida desaparecera. Havia no quarto uma
velha com sede, e que talvez estivesse morrendo. Nunca vira ninguém morrer, os pais o afastavam se
havia em casa um agonizante. Mas deve ser assim que as pessoas morrem. Um sentimento de
responsabilidade apoderou-se dele. Desajeitadamente, procurou fazer com que a cabeça repousasse
sobre o travesseiro. Os músculos rígidos da mulher não o ajudavam. Teve que abraçar-lhe os ombros –
com repugnância – e conseguiu, afinal, deitá-la em posição suave. [...] Seria caso talvez de chamar
alguém, avisar o farmacêutico mais próximo, ou ir à procura do médico, que morava longe. Mas hesitava
em deixar a mulher sozinha na casa aberta e exposta a pedradas. E tinha medo de que ela morresse em
completo abandono, como ninguém no mundo deve morrer, e isso ele sabia não apenas porque sua mãe
o repetisse sempre, senão também porque muitas vezes, acordando no escuro, ficara gelado por não
sentir o calor do corpo do irmão e seu bafo protetor. [...]
 
Não deixaria a mulher para chamar ninguém. Sabia que não poderia fazer nada para ajudá-la, a não ser
sentar-se à beira da cama, pegar-lhe nas mãos e esperar o que ia acontecer.
 
Vocabulário:
Agreste: rústico, áspero, indelicado.
Busto: parte superior do corpo humano.
Calhau: pedregulho.
Folha-de-flandres: material laminado composto de ferro e aço.
Insólito: incomum, diferente.
Lapidar: matar a pedrada, talhar.
Soerguer: levantar.
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. A doida. Contos de aprendiz. 16. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977, p. 32-
40. Adaptado.
 
Os verbos destacados a seguir estão no presente do indicativo: “O menino foi abrindo caminho entre as
pernas e braços de móveis, contorna aqui, esbarra mais adiante.”
 
Nos verbos destacados, o uso do presente do indicativo
a) agiliza as ações da personagem.
b) torna o texto mais fluente para o leitor.
c) demonstra a dificuldade de locomoção do menino.
d) aproxima o leitor do tempo em que se dão as ações.
e) caracteriza a personagem como alguém medroso.
231) 
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CESGRANRIO - Tec (CMB)/CMB/Administrativo/Assistente/2012
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
De quem são os meninos de rua?
 
Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui
logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
 
Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente
divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio
e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a
gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.
 
Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns
nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma
mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das
calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É
por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem- -vestida chorando sozinha num shopping center ou
num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de
alguma coisa. Mas, se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na
mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.
 
Na verdade, não existem meninos DE rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA
rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postosno
mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua.
E por quê.
 
[...]
 
Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas”, subentendemos que
foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao
âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não
queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar
amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”.
 
Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser
abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até
recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-lo. Mas, em
tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos
apenas passar adiante a responsabilidade.
 
COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002. Adaptado.
 
* Nova República: termo usado à época em que a crônica foi escrita (1986) para designar o Brasil no período
após o fi m do regime militar.
 
Os verbos irregulares oferecem uma dificuldade a mais em relação a sua conjugação, uma vez que não
seguem o modelo mais comum dos verbos regulares. Que forma verbal destacada abaixo está conjugada
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa?
a) Se essas crianças podessem, certamente não estariam nas ruas.
b) O que a sociedade deseja é que cada criança esteje em sua família.
c) É preciso que não meçamos esforços para tirar as crianças das ruas.
d) Se eu ver uma criança maltrapilha chorando na rua, não mais a ignorarei.
e) Seria importante que o Congresso proposse uma lei de proteção aos menores de rua.
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232) 
233) 
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CESGRANRIO - Tec (CMB)/CMB/Administrativo/Assistente/2012
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos
Modos e Tempos Verbais
O trecho abaixo poderia ser completado por uma oração que caracterizasse a palavra Brasil.
 
As crianças de rua são um grave problema a ser enfrentado pelo Brasil,
 
A oração que pode completar esse trecho, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte:
a) a quem devemos sempre respeito como nação.
b) onde não pode mais conviver com essa situação.
c) que muitos não acreditam mais nos governantes.
d) cuja população não tolera mais tanta omissão por parte das autoridades.
e) o qual os noticiários se referem como um país emergente no cenário mundial.
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CESGRANRIO - TRPDACGN (ANP)/ANP/Técnico em Química/2016
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Entrevista com Frédéric Martel
 
Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios de comunicação se trava pela conquista do público dentro
e fora dos países criadores. Batalhas se desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de programas de
TV e pela exibição de filmes, vídeos, música, livros. Nesse processo, um gigante domina: os Estados
Unidos, com sua capacidade de produzir cultura de massas que agrada ao grande público em todos os
continentes. Essa penetração cultural americana, que muitos críticos preferem chamar de imperialismo,
leva os filmes, a música e a televisão americana para o mundo. Sua arma é o inverso da alta cultura, da
contracultura, da subcultura, de nichos especializados. Visa o público em geral, cultura de massa, de
milhões. Tornou-se a cultura internacional dominante, principal, a chamada mainstream, conforme o
título do livro escrito pelo sociólogo francês Frédéric Martel. Para escrever Mainstream, ele percorreu 30
países durante cinco anos, entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas as capitais do entertainment,
analisou a ação dos protagonistas, a lógica dos grupos e acompanhou a circulação internacional de
conteúdo.
 
É um imperialismo diferente daquele político e militar. É uma espécie de imperialismo cultural que é bem
recebido no mundo. A esse respeito, afirma Frédéric Martel: “É o que basicamente chamamos de soft
power. Soft power significa influenciar as pessoas com coisas legais. Você é amigável, não é
contundente. Você tem as forças armadas, tem a diplomacia tradicional e grandes empresas econômicas,
que formam o hard power, e tem o soft power, que influencia as pessoas através de filmes, de livros, da
internet e de valores.”
 
“A língua é importante. Eu acredito — e essa é a principal conclusão do meu livro — que, no mundo em
que estamos entrando, que reúne globalização e digitalização, a língua é importante. E eu acredito que a
batalha, a luta, mesmo a guerra de conteúdo, será uma batalha a respeito da cultura nacional. Você
pode ouvir Lady Gaga, gostar de Avatar e ler O Código Da Vinci, mas, no final das contas, a maior parte
da cultura que você consome e ama geralmente é nacional, local, regional, e não global. A cultura global
é apenas uma pequena parte do que você gosta. Então, no final das contas, os americanos são os únicos
a poder prover essa cultura dominante global, mas essa cultura dominante global continua pequena. Por
quê? Porque a língua é muito importante, porque a identidade é muito importante. Quando você compra
um livro de não ficção, quer saber o que acontece aqui, no seu país, e não na Coreia do Sul, por
exemplo. Na Coreia do Sul você quer ouvir K-pop, que é a música pop coreana, e ver um drama coreano,
e não ouvir uma música brasileira. Portanto, nós estamos em um mundo cada vez mais global, mas, ao
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2334476
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/348498
mesmo tempo, a cultura ainda é e será muito nacional. Para resumir as coisas, eu diria que todos temos
duas culturas: a nossa e a americana.”
 
“Nós, como europeus, temos o mesmo tipo de relação que você, como brasileiro, tem com os EUA. Nós
os amamos e odiamos. É uma complicada relação de amor e ódio. Nós esperamos que eles sejam como
são; nós queremos criticá-los, mas, ao mesmo tempo, nós protestamos contra eles com tênis Nike nos
pés. Nós trabalhamos para ser um pouco como eles, muito embora nós queiramos manter nossa
identidade e cultura. E, a propósito, a boa notícia é que o debate no mundo hoje e no futuro não será
entre nós — brasileiros, franceses, europeus — e os americanos. Será entre todos nós. O que eu quero
dizer é que hoje não há apenas dois povos: nós e os EUA. O mundo é muito mais complicado, com
países emergentes, que serão fundamentais nesse novo jogo.”
 
“Para resumir, afirma Martel, eu diria que os EUA continuarão sendo peça importante da guerra de
conteúdo, podemos dizer, nos próximos anos e décadas. Eu não acredito e não compro a ideia do
declínio da cultura americana. Eu acho que eles são fortes e continuarão sendo fortes. Mas eles não são
os únicos no jogo. Agora temos os países emergentes, que estão emergindo não só demográfica e
economicamente, como pensávamos. E eu fui um dos primeiros a mostrar que eles estão emergindo com
sua cultura, sua mídia e com a internet.”
 
“Nesse mundo, a internet pode ser uma peça importante. O Brasil, por exemplo, vai crescer com a
internet, com certeza. Criam-se ferramentas inovadoras de alfabetização, por exemplo, em comunidades,
em favelas, em lugares onde os moradores não têm acesso a uma livraria ou biblioteca. Mas eles terão
acesso à internet em lan houses, por exemplo, e mesmo no telefone. Hoje, todo mundo tem um telefone
celular barato. Mesmo na África, todos têm celulares com funções básicas. Em cinco anos, todos terão
um smartphone, pois os preços estão caindo muito. Assim, todos poderão acessar a internet
pelo smartphone. Se você tem acesso à internet, pode baixar livros, acessar a rede, pode ver filmes e daí
por diante.”
 
“A questão não é se essa tecnologia é boa, conclui Martel. A questão é: ela não será boa ou ruim
sozinha. Ela será o que você, o povo, o governo deste país e nós formos capazes de fazer com ela,
criando umaboa internet e uma maneira melhor de ter acesso ao conteúdo através da internet.”
 
BOCCANERA, S. Entrevista concedida pelo sociólogo Frédéric Martel, Programa Milênio, Globo News. Disponível
em: <http://www.conjur.com.br/2013-jan-25/ideias-milenio-fredericmartel- sociologo-jornalista-frances>. Acesso
em: 10 nov. 2015. Adaptado.
 
As formas verbais estão empregadas coerente e adequadamente, de acordo com a norma-padrão da
Língua Portuguesa, em:
a) É desejável que a escola não desse importância apenas à futura profissão dos alunos, mas que
também atendesse às necessidades relativas à formação desses estudantes.
b) Os países em desenvolvimento teriam possibilidade de maior crescimento se a população fosse
atendida em suas necessidades básicas e tivesse oportunidade de estudar.
c) Se os resultados das pesquisas de mercado fossem positivos, o diretor da empresa apresentará
aos clientes detalhes do novo projeto a ser implementado.
d) É necessário que as empresas de comunicação global investissem em programas de popularização
dos meios de compartilhamento de informação.
e) As mudanças do mercado digital dependem das ações que as empresas desenvolverão junto aos
seus funcionários para que eles tivessem sucesso.
234) 
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CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/Apoio Administrativo/2012
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
METRÓPOLE SUSTENTÁVEL: É POSSÍVEL?
Conversamos com sociólogos, arquitetos, economistas, urbanistas e representantes de organizações
internacionais sobre o assunto. Será que estamos fadados a um colapso ou a metrópole sustentável é
um conceito viável?
 
Virou hábito na mídia e, provavelmente, em conversas cotidianas o uso do adjetivo ‘sustentável’.
Condomínios, materiais de construção, meios de transporte, edifícios... Tudo pode ser sustentável.
 
Quando perguntamos a urbanistas e economistas sobre o assunto, o conceito de sustentabilidade
aplicado a cidades não se configura unânime. Para alguns urbanistas, um elemento fundamental para ser
levado em conta, quando se fala de sustentabilidade urbana, é o futuro. “Uma metrópole sustentável é
aquela que, na próxima geração, tenha condições iguais ou melhores que as que temos hoje”, define o
presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Por ‘condições’ devemos entender os aspectos
fundamentais relacionados à vida urbana: habitação, alimentação, saúde, emprego, transporte,
educação, água, etc. Além disso, a articulação entre os campos ambiental e social é essencial para o
conceito de sustentabilidade urbana.
A primeira condição fundamental para o estabelecimento de uma cidade sustentável é a democratização
dos acessos a serviços e equipamentos públicos. Isso significa a redução drástica de todas as formas de
desigualdades – social, política, econômica e espacial.
Nesse cenário, para que infraestrutura, segurança, saúde, educação e outros serviços públicos sejam
acessíveis em toda a metrópole, a manutenção da cidade se torna cada vez mais cara. É imperativo
democratizar o acesso aos serviços básicos de uma metrópole e diminuir as desigualdades. No entanto,
como fazer isso quando o dinheiro é limitado? “Conter a expansão urbana”, resume o arquiteto.
A rede de transportes, por exemplo, é um dos aspectos a serem observados na constituição das cidades.
Quanto maiores as distâncias a serem percorridas, também maior e mais complexa ela será. A
priorização do automóvel faz com que a cidade se expanda horizontalmente, minando as possibilidades
de ter áreas não ocupadas, e contribui para a impermeabilização do solo, com a pavimentação contínua.
A superestima do automóvel é uma das marcas do subdesenvolvimento, no qual também o transporte
coletivo é precário.
 
Se alguns dados da ONU oferecem um prognóstico positivo do futuro das metrópoles, os urbanistas nos
lembram que o destino das cidades pode não ser tão brilhante, se não houver uma mudança mais
orgânica. Mudanças estruturais e na ordem do pensamento são fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade seja ao menos possível.
FRAGA, Isabela. Metrópole sustentável: é possível? Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje,
vol. 46, n. 274, setembro de 2010. p. 22-29. Adaptado.
 
No trecho abaixo, as formas verbais destacadas estão correlacionadas.
“Mudanças estruturais e na ordem do pensamento são fundamentais para que, se não garantida, a
sustentabilidade seja ao menos possível.”
Ao substituir a forma verbal são por seriam para expressar uma hipótese, a frase deve ser modificada,
de acordo com a norma-padrão, para:
a) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade era ao menos possível.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/291619
235) 
b) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade for ao menos possível.
c) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade fosse ao menos possível.
d) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade será ao menos possível.
e) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade seria ao menos possível.
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CESGRANRIO - Tec Adm (DETRAN AC)/DETRAN AC/2009
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
TRÂNSITO NAS GRANDES CIDADES:
O PREÇO DO TEMPO PERDIDO
 
Quem não passou pelo pesadelo de sair de casa para um compromisso com hora marcada e ver o
cronograma estourar por causa do trânsito? Assim se perderam viagens, reuniões de negócios, provas na
escola e outras oportunidades. Resultado: prejuízo na certa. Seja ele financeiro ou mesmo moral —
afinal, como fica a cara de quem chega atrasado ao trabalho? Mas será que existe um mecanismo que
leve ao cálculo das perdas provocadas por estes preciosos minutos gastos dentro de um automóvel — ou
transporte coletivo — numa avenida de uma grande cidade brasileira? Quanto custa um engarrafamento?
As respostas para estas perguntas, infelizmente, ninguém sabe ao certo.
 
Estudo do Denatran, em parceria com o Ipea, sobre “Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de
Trânsito nas Rodovias Brasileiras” revela que — além da perda de tempo — a retenção no trânsito
provoca ainda o aumento do custo de operação de cada veículo — combustível e desgaste de peças. Os
congestionamentos trazem danos também para os governos. Cidades e estados gastam fortunas com
esquemas de tráfego, engenheiros, equipamentos e guardas de trânsito.
 
Quando motivado por acidente, o engarrafamento fica ainda mais caro, pois envolve bombeiros,
ambulâncias, médicos, hospitais, internações, medicamentos, lucros cessantes e, eventualmente, custos
fúnebres, além das perdas familiares. Nos Estados Unidos, as autoridades incluíram, no custo financeiro
do engarrafamento, o estresse emocional provocado em suas 75 maiores cidades. Conta final: U$ 70
bilhões/ano. Isso sem falar nos custos ambientais — é consenso na comunidade científica que a queima
de combustíveis fósseis, como o petróleo, pelos automóveis é uma das principais causas de emissões de
carbono, um dos causadores do aquecimento global.
 
A maior cidade do Brasil tem também os maiores engarrafamentos. A frota da Grande São Paulo atingiu,
em 2008, a marca de seis milhões de veículos. Este número só aumenta: são vendidos cerca de 600
carros por dia — segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O
consultor de tráfego Horácio Figueira só vê uma solução: “É preciso priorizar o transporte coletivo. Caso
contrário, as cidades vão parar”, alerta. Enquanto 60% da população do país utilizam o transporte
público, apenas 47% dos paulistanos seguem o mesmo exemplo. A falta de conforto e os itinerários
limitados dos ônibus levaram 30% dos usuários a optar pelas vans, realimentando os quilométricos
congestionamentosda cidade.
 
CARNEIRO, Claudio. In: Opinião e Notícia, 20 mar. 2008. Disponível em:
http://opiniaoenoticia.com.br/vida/transito-nas-grandes-cidades-o-preco-do-tempo-perdido. Acesso em: 3 ago.
2009.
 
Observe o período.
A meta do governo é fazer com que as pessoas usem mais transportes coletivos.
Os verbos destacados no período acima podem ser substituídos, respectivamente, mantendo a correção
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/517565
236) 
237) 
gramatical, por
a) foi e tenham usado.
b) era e usassem.
c) era e usavam.
d) será e terão usado.
e) será e terem usado.
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CESGRANRIO - Assis Tec (INEA)/INEA/Técnico Administrativo/2008
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Complete a sentença com a forma verbal correta.
O governo pede que a população…
a) economiza água todos os dias.
b) esteje atenta ao desperdício.
c) propõe modos de poupar água.
d) não despeje dejetos em rios.
e) não consome água em excesso.
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CESGRANRIO - Rec (IBGE)/IBGE/2006
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
O problema ecológico
Se uma nave extraterrestre invadisse o espaço aéreo da Terra, com certeza seus tripulantes diriam que
neste planeta não habita uma civilização inteligente, tamanho é o grau de destruição dos recursos
naturais. Essas são palavras de um renomado cientista americano. Apesar dos avanços obtidos, a
humanidade ainda não descobriu os valores fundamentais da existência.
O que chamamos orgulhosamente de civilização nada mais é do que uma agressão às coisas naturais. A
grosso modo, a tal civilização significa a devastação das florestas, a poluição dos rios, o envenenamento
das terras e a deterioração da qualidade do ar. O que chamamos de progresso não passa de uma
degradação deliberada e sistemática que o homem vem promovendo há muito tempo, uma autêntica
guerra contra a natureza.
 
Afrânio Primo. Jornal Madhva (adaptado). Disponível em
http:www.syntonia.com/textos/textoseecologia/problemaecológico.htm
 
Se o homem cuidasse da natureza teria mais saúde.
Se o homem cuidar da natureza _______ mais saúde.
A forma verbal que completa corretamente a lacuna é:
a) teve.
b) tivera.
c) têm.
d) tinha.
e) terá.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/175904
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/314604
238) 
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CESGRANRIO - Tec 1-I (IBGE)/IBGE/2006
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
O mundo está envelhecendo. Em três décadas, haverá tantos idosos quantos jovens. Dessa
questão tratam agora a ONU, demógrafos e economistas em pânico com as conseqüências para a
previdência social. São problemas reais, mas do ponto de vista do indivíduo, a notícia do aumento da
longevidade só pode ser alvissareira. Ninguém quer a morte, só saúde e sorte, sentenciou Gonzaguinha
e, desde então, os brasileiros repetem em coro esse refrão. A geração dos que entram na terceira idade
está começando, se tiver saúde e sorte, uma terceira vida.
 
A constatação é perturbadora para quem chegou lá, porque será pioneiro em inventar essa terceira vida
e o fará sem parâmetros que lhe digam o que é certo ou errado, aceitável ou ridículo, sadio ou malsão.
Janus com uma face voltada para a liberdade e a outra para a angústia e a incerteza. Uma situação que
se assemelha, hoje, estranhamente, à adolescência.
 
“O que é chato no envelhecer é que eu sou jovem”, protestava Colette. Pessoas que se sentem jovens e
ainda não se reconhecem em um corpo que não lhes parece seu, lembram os adolescentes que, com um
pé na infância, assistem perplexos à revolução hormonal. Mas não é só o corpo que se torna morada
incerta. Incerto é o momento em que a chamada vida ativa já se transformou para a maioria em tempo
livre, em perda de identidade profissional e é preciso buscar um novo perfil, como o adolescente face à
vida adulta se perguntando o que eu vou ser quando crescer. O que se vai ser quando envelhecer é uma
questão nova em um tempo em que já ninguém responde simplesmente: velho.
 
A uma geração a quem se promete mais vinte ou trinta anos de vida, em boa saúde, física e mental,
estão colocados uma fantástica oferta de liberdade e um convite à invenção. Sobretudo em tempos de
mudança de era, quando proscreveram o quadro de valores nos quais essas pessoas foram criadas e um
corpo de conhecimentos que se tornou anacrônico.
 
Essa geração foi atropelada pelas crises da família e do trabalho, pela globalização e pelas novas
tecnologias. Já não é possível viver ignorando o que essas mutações representam como revolução na
convivência entre as pessoas, a transformação que operam no acesso à informação, exigindo dos mais
velhos um diálogo com essa cultura.
 
Os jovens sempre olharam para os mais velhos como velhos. Só que, hoje, os chamados idosos não se
comportam segundo a expectativa dos jovens. Mudou sua disposição de vestir os estereótipos com que
se lhes ditava uma vida sem futuro. A presença maciça na sociedade de pessoas idosas com projetos,
vivendo sua vida com energia e independência, dotadas de recursos e de tempo disponível, constitui um
fenômeno imprevisto que está mudando as sociedades por dentro e que, para além de saber quem vai
pagar a conta da previdência, questiona os costumes.
 
OLIVEIRA, Rosiska Darcy de. O Globo, 05 mar. 2006 (com adaptações)
 
Obs.: Janus – um dos antigos deuses de Roma, representado com dois rostos, um voltado para a direita
outro para a esquerda. Colette – escritora francesa.
 
Considere as frases.
 
I – Ficarei muito satisfeito se, ao envelhecer, me _____________ espiritualmente jovem.
 
II – Os economistas _____________ soluções para os problemas financeiros.
 
As formas verbais que preenchem corretamente as frases acima são:
a) manter – proporam.
b) mantiver – propuseram.
c) mantiver – propuserem.
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239) 
d) mantesse – propusessem.
e) mantivesse – proporam.
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Uma cena
 
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono
no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um
azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar,
pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as
amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada.
 
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
 
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de
pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem
pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras
e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das
gaiolas.
 
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido
estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem
surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se
num aceno, quando alguém passar.
 
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
 
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada,
observando as manhãs, está atrás das grades.
 
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as
grades. Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores
crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me
perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me
acostumara à paisagem gradeada, fiqueisem saber o que dizer.
 
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira
para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com
tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras
de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende,
constrange, restringe.
 
Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar
os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.
 
SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001.
 
“E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada,
fiquei sem saber o que dizer.”
 
O uso do verbo em destaque no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo estabelece que o fato
representado por esse verbo se deu antes de outro fato passado. Esse mesmo significado é encontrado
no que está destacado em:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1927567
240) 
a) Ela já foi uma mulher alegre e jovial.
b) A mesma cena se repete ao nascer de cada manhã.
c) A velha senhora estava sentada na calçada enquanto amanhecia.
d) Na última manhã, a velha senhora chegou e o sol já tinha surgido.
e) As grades impressionariam qualquer um que chegasse à cidade.
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CESGRANRIO - AET (BB)/BB/2014
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Um pouco distraído
Ando um pouco distraído, ultimamente. Alguns amigos mais velhos sorriem, complacentes, e dizem que é
isso mesmo, costuma acontecer com a idade, não é distração: é memória fraca mesmo, insuficiência de
fosfato.
O diabo é que me lembro cada vez mais de coisas que deveria esquecer: dados inúteis, nomes sem
significado, frases idiotas, circunstâncias ridículas, detalhes sem importância. Em compensação, troco o
nome das pessoas, confundo fisionomias, ignoro conhecidos, cumprimento desafetos. Nunca sei onde
largo objetos de uso e cada saída minha de casa representa meia hora de atraso em aflitiva procura:
quede minhas chaves? meus cigarros? meu isqueiro? minha caneta?
Estou convencido de que tais objetos, embora inanimados, têm um pacto secreto com o demônio, para
me atormentar: eles se escondem.
Recentemente, descobri a maneira infalível de derrotá-los. Ainda há pouco quis acender um cigarro, dei
por falta do isqueiro. Em vez de procurá-lo freneticamente, como já fiz tantas vezes, abrindo e fechando
gavetas, revirando a casa feito doido, para acabar plantado no meio da sala apalpando os bolsos vazios
como um tarado, levantei-me com naturalidade sem olhar para lugar nenhum e fui olimpicamente à
cozinha apanhar uma caixa de fósforos.
Ao voltar — eu sabia! — dei com o bichinho ali mesmo, na ponta da mesa, bem diante do meu nariz, a
olhar-me desapontado. Tenho a certeza de que ele saiu de seu esconderijo para me espiar.
Até agora estou vencendo: quando eles se escondem, saio de casa sem chaves e bato na porta ao voltar;
compro outro maço de cigarros na esquina, uma nova caneta, mais um par de óculos escuros; e não
telefono para ninguém até que minha caderneta resolva aparecer. É uma guerra sem tréguas, mas hei de
sair vitorioso. [...]
Alarmado, confidenciei a um amigo este e outros pequenos lapsos que me têm ocorrido, mas ele me
consolou de pronto, contando as distrações de um tio seu, perto do qual não passo de um mero
principiante.
Trata-se de um desses que põem o guarda-chuva na cama e se dependuram no cabide, como manda a
anedota. Já saiu à rua com o chapéu da esposa na cabeça. Já cumprimentou o trocador do ônibus
quando este lhe estendeu a mão para cobrar a passagem. Já deu parabéns à viúva na hora do velório do
marido. Certa noite, recebendo em sua casa uma visita de cerimônia, despertou de um rápido cochilo
e se ergueu logo, dizendo para sua mulher: “Vamos, meu bem, que já está ficando tarde.” [...]
Contou-me ainda o sobrinho do monstro que sair com um sapato diferente em cada pé, tomar ônibus
errado, esquecer dinheiro em casa, são coisas que ele faz quase todos os dias. Já lhe aconteceu tanto se
esquecer de almoçar como almoçar duas vezes. Outro dia arranjou para o sobrinho um emprego num
escritório de advocacia, para que fosse praticando, enquanto estudante.
— Você sabe — me conta o sobrinho: — O que eu estudo é medicina...
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241) 
Não, eu não sabia: para dizer a verdade, só agora o estava identificando. Mas não passei recibo — faz
parte da minha nova estratégia, para não acabar como o tio dele: dar o dito por não dito, não falar mais
no assunto, acender um cigarro. É o que farei agora. Isto é, se achar o cigarro.
SABINO, F. Deixa o Alfredo Falar. Rio de Janeiro: Record, 1976.
 
A expressão “hei de sair vitorioso” pode ser substituída no texto, sem alteração de sentido, por
a) sairei vitorioso
b) podia sair vitorioso
c) talvez saia vitorioso
d) gostaria de sair vitorioso
e) quem sabe eu possa sair vitorioso
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2011
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Texto
A REDESCOBERTA DO BRASIL
 
Na segunda metade do século XVI, quando o rei D. Manoel, o capitão-mor Pedro Álvares Cabral e o
escrivão Pero Vaz de Caminha já estavam mortos havia mais de duas décadas, começaria a surgir em
Lisboa a tese de que o Brasil fora descoberto(a) por acaso. Tal teoria foi obra dos cronistas e
historiadores oficiais da corte. [...]
Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais, os
cronistas reais descreveram(b) o descobrimento do Brasil com base na chamada Relação do Piloto
Anônimo. A questão intrigante é que em nenhum momento o "piloto anônimo" faz menção à tempestade
que, segundo os cronistas reais, teria feito Cabral "desviar- se" de sua rota. Embora a carta de Caminha
não tenha servido de fonte para os textos redigidos pelos cronistas oficiais do reino, esse documento
também não se refere a tormenta alguma. Pelo contrário: mesmo quando narra o desaparecimento da
nau de Vasco de Ataíde, ocorrido duas semanas depois da partida de Lisboa, Caminha afirma
categoricamente que esse navio sumiu "sem que houvesse tempo forte ou contrário para poder ser".
Na verdade, a leitura atenta da carta de Caminha e da Relação do Piloto Anônimo parece revelar que
tudo na viagem de Cabral decorreu na mais absoluta normalidade e que a abertura de seu rumo para
oeste foi proposital. De fato, é difícil supor que a frota pudesse ter-se desviado "por acaso" de sua rota
quando se sabe – a partir das medições astronômicas feitas por Mestre João – que os pilotos de Cabral
julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam. [...]
 
Reescrevendo a História
 
Mais de 300 anos seriam necessários até que alguns dos episódios que cercavam o descobrimento do
Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos. O primeiro passo foi o ressurgimento da
carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase três séculos estivera perdida(c) em arquivos
empoeirados. [...] O documento foi publicado pela primeira vez em 1817, pelo padre Aires do Casal, no
livro Corografia Brazílica. Ainda assim, a versão lançada por Aires do Casal era deficiente e incompleta
[...]. A "redescoberta" do Brasil teria que aguardar(d) mais algumas décadas.
Não por coincidência, ela se iniciou no auge do Segundo Reinado. Foi nesse período cheio de glórias que
o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para a própria história. Por determinação de D. Pedro II, o
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (fundado em 1838) foi incumbido(e) de desvendar os mistérios
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/80933
242) 
que cercavam o descobrimento do Brasil. [...]
Ainda assim, a teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual [...] não puderam, e talvez
jamais possam, ser definitivamente comprovadas. Pormais profundas e detalhadas que sejam as análises
feitas sobre os três únicos documentos originais relativos à viagem (as cartas de Pero Vaz de Caminha,
do Mestre João e do "piloto anônimo"), elas não são suficientes para provar se o descobrimento de
Cabral obedeceu a um plano preestabelecido ou se foi meramente casual.
BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p.
127-130. Adaptado.
Sem prejuízo do sentido original apresentado no Texto, a forma verbal que pode ser substituída pela
locução ao lado é:
a) fora descoberto – tinha sido descoberto
b) descreveram – tenham descrito
c) estivera perdida – tem estado perdida
d) teria que aguardar – tivera que aguardar
e) foi incumbido – fora incumbido
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2011
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Texto II
 
PALAVRA PEJORATIVA
 
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
 
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente
diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro
Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô
na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a
autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou
velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembrança a volta de um clichê: o termo
“diferenciada”.
 
A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e
publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre
para melhor).
 
– Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum
conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica,
nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara
(SP) e do Mackenzie.
 
Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um
deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela
configuração de sentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom,
ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou
algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa.
 
– Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda
ela. [...]
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243) 
 
MURANO, Edgard. Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>. Acesso em: 05 jul.
2011. Adaptado.
 
 
“Não me consta que já houvesse um ‘diferenciado’ negativamente marcado.” 
 
A respeito da ocorrência da forma verbal houvesse, destacada no trecho, teceram-se os seguintes
comentários:
 
I - A forma verbal houvesse, nessa estrutura, tem valor de existisse, e se apresenta como verbo
impessoal.
 
II - O verbo haver, quando impessoal, transmite sua impessoalidade a auxiliares.
 
III - A forma verbal houvesse, nesse trecho, desempenha uma função de verbo auxiliar.
 
É correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Análise de Sistemas - Suporte/2010
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Além da aparência
 
"Só existem dois dias em que nada pode ser feito: um se chama ontem e o outro amanhã" - Dalai Lama.
Início de ano é sempre a mesma coisa: "Este ano vou emagrecer", "Este ano vou arranjar um bom
trabalho", "Este ano vou achar o amor da minha vida", este ano, este ano... e por aí vai. Vale tudo (ou
quase tudo): roupa branca, pular sete ondas, comer lentilha, se consultar com cartomantes, tarólogos,
astrólogos que podem até nos dar uma previsão. Contudo, mais que prever o futuro é preciso concebê-
lo! Conceber o futuro é somar novos esforços àqueles já feitos anteriormente em busca de um objetivo
muito bem definido e planejado, sem esquecer que esse futuro que concebemos deve estar sempre em
congruência com nosso eu. São muitas as promessas que fazemos com o raiar de um novo ano.
A sensação que se tem é a de que ganhamos um caderno novinho em folha, com páginas em branco nas
quais escreveremos uma nova história. Mas muitos esquecem que para fazer uma vida nova é preciso
não apenas de um novo ano, mas sim de um conjunto de ações que, em minha opinião, podem ser
resumidas em três: visão, autoconhecimento e autodesenvolvimento. Assim, acredito que o primeiro
passo na construção de uma vida nova começa pela definição de uma visão: o que você quer da vida?
Tem gente que vive apenas fazendo o que a vida quer, usando o velho lema do Zeca Pagodinho "deixa a
vida me levar". Prefiro ficar com o Jota Quest que diz: "a gente leva da vida a vida que a gente leva".
A visão pessoal tem o poder de dar sentido às coisas, muitas vezes aparentemente insignificantes. Ela
responde aos porquês. Por que quero emagrecer? Por que quero conseguir um trabalho novo? Por que
estou fazendo isso ou aquilo? Ela nos guia e nos mantém no caminho, afinal para quem não sabe aonde
vai qualquer caminho serve. O Amir Klink tem uma frase brilhante que diz: "É muito triste passar a vida
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/81835
244) 
inteira cumprindo as suas obrigações sem nunca ter construído algo de fato". Primeiro passo concluído,
você sabe o que quer da vida. Agora é preciso saber o que é necessário para concretizar essa visão, para
transformá-la em ação.
O segundo degrau dessa escada é saber quem você é. "Conhece-te a ti mesmo", como diria Sócrates, é
fundamental. Literalmente, é preciso se olhar no espelho. Fazemos isso o tempo todo com os outros,
observando seus comportamentos, suas ações e até seus aspectos físicos. Mas, quanto tempo das
nossas vidas nos dedicamos à auto-observação? Olhar para si mesmo às vezes é duro: descobrimos
coisas que nem sempre nos agradam, mas só assim é possível corrigi-las.
Tendo um objetivo claro e se conhecendo fica muito mais fácil definir quais "armas" usar. É como viajar:
a depender do destino você arruma sua mala. Se você for para o Alasca e não tiver roupas de frio terá
que comprar ou pedir emprestado. O passo seguinte é se desenvolver. Ou seja, eu sei pra onde quero ir,
conheço minhas forças e fraquezas, o que preciso aprimorar e/ou adquirir para chegar lá? Conhecimento,
comportamento e atitudes.
Uma avaliação 360º tornará possível identificar em quais aspectos precisaremos "caprichar" mais. É
necessário armar-se competências, lembrando que o sucesso de ontem não nos garante o sucesso de
amanhã. Somando essas três ações e dedicando-se a elas está feito o caminho. Daí é fazer um acordo
consigo mesmo e segui-lo à risca. Mais do que estabelecer metas, é preciso planejar, buscar novas
oportunidades, ter iniciativa, adquirir as informações necessárias, dar o melhor de si, comprometer-se
com suas escolhas, cultivar sua rede de contatos, ter autoconfiança, correr riscos sempre calculados e
persistir.
Algumas pessoas tentam, fazem de tudo, mas não conseguem. Para esses deixo uma frase do
Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei: "Podemos até não vencer o campeonato,
mas precisamos deixar a quadra com a certeza de que fizemos o melhor que pudemos". Outras ganham
fôlego no início, mas acabam desistindo. Esses são aqueles que esperam pelos próximos anos, para
começar tudo novo de novo. E há ainda aqueles que vão até o final, caem, levantam a poeira e dão volta
por cima. Mas é assim que a vida segue. Mensagem final? Não. Mensagem inicial (aqui vai ela): "Pedras
no caminho? Guarde todas! Um dia construirá um castelo".Carolina Manciola Disponível em <http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/6506/ alem-da-aparencia.html>.
Acesso em: 01 jul 2010. (Adaptado).
A sequência de verbos destacada NÃO pode ser considerada uma locução verbal em
a) Eles iam estabelecendo metas.
b) Esperamos ser você o vitorioso.
c) As pessoas haviam feito suas escolhas.
d) Estou investindo em minha profissão.
e) Tenho de fazer planos para o futuro.
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CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/2010
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
A vista
Estava falando(a) ao telefone com um velho amigo, que mora há anos fora e com quem não tinha
contato há muito tempo. Como tenho o costume de andar de um lado para outro quando estou ao
telefone (sem fio, claro), caminhei até a janela e, meio distraída, me peguei olhando para o terraço
diante de mim, um estacionamento que vive repleto de carros. É uma visão que me desgosta, pois, no
passado, quando o shopping vizinho ainda não tinha sido construído(b), toda a beleza da Lagoa Rodrigo
de Freitas se descortinava à minha frente.
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– Sabe de uma coisa que nunca lhe contei? – disse a meu amigo. – Eu perdi a vista.
Houve alguns segundos de silêncio do outro lado do fio. Imaginei o que ele estava sentindo. Como me
conhece desde adolescente, muitas vezes se debruçou na janela da minha sala para apreciar, de dia ou
de noite, aquela beleza toda: de dia, o espelho d’água com seus diferentes matizes, variando segundo a
hora e a estação do ano, e por trás a sinuosidade das montanhas, do Sumaré ao Cantagalo, passando
pelo paredão do Corcovado; à noite, o mesmo espelho, só que transformado numa miríade de luzes, os
prédios acesos duplicados nas águas, tendo ao fundo o paredão escuro – então quase invisível – das
montanhas silenciosas. E mais as festas, os fogos, as noites de lua. E mais os domingos de regata, a
água da Lagoa pontilhada de velas brancas ou riscada pelos barcos a remo. E ainda, mais recentemente,
nos Natais, a árvore e seus brilhos, suas luzes mutantes, acendendo a água, deixando entrever no
espelho noturno as figuras minúsculas e curiosas dos pedalinhos. Todo um mundo de beleza que sempre
atiçou minha imaginação, enquanto tentava pensar em como é a vida dos homens que dormem dentro
daquela engrenagem, por entre os ferros que sustentam milhares de pequenas lâmpadas.
Tudo isso talvez estivesse passando na mente de meu amigo naqueles segundos de silêncio – ou terá
sido na minha própria?
O silêncio continuava. Meu amigo devia estar chocado. Eu, já nem tanto. Tenho procurado(c) me
acostumar. Afinal, é bom ter um shopping tão pertinho, com teatro, cinemas, uma livraria querida. A
princípio, achava que jamais iria lá, mas aos poucos fui me conformando. Hoje até passeio por suas
lojas, faço ali as compras de última hora, pela conveniência de ter tudo aberto até mais tarde – embora
ainda continue sempre dando preferência às lojas de rua.
Com o passar dos anos, até já esqueci o inferno que foi a construção do shopping, o metralhar de mil
britadeiras ao mesmo tempo, o som surdo do bate-estacas, o estalar dos metais, a poeira fina, o cheiro
de piche, o dia todo, de manhã à noite, dia após dia, semana após semana, meses e meses, um ano
depois do outro. Foram sete anos. Sete anos, como no sacrifício do pastor que servia a Labão. Sete anos
vendo a pedreira da minha infância sendo raspada, retalhada e finalmente morta, sem piedade. A
pedreira aonde, no início dos anos 1960, eu ia com meu irmão e seus amigos para soltar pipa. Se fecho
os olhos, quase posso sentir o contato morno da pedra que guardava o sol, o cheiro do capim
balançando ao vento. Mas tudo isso acabou, paciência. O Leblon mudou, o mundo mudou, o que fazer?
Não gosto de saudosismo. Há tantas coisas boas por aí, não é?
Do outro lado do fio, meu amigo continuava mudo. E então falou:
– Você perdeu... o quê?
– Perdi a vista – repeti. – Acho que ainda não tinha contado. Ou tinha?
E só então me dei conta de que a frase guardava dois significados: aquilo poderia querer dizer que eu
perdera(d) a visão. Isso explicaria(e) o silêncio prolongado dele. Então me apressei a completar:
– Estou falando do shopping que construíram aqui. Não dá mais para ver a Lagoa da minha janela.
Meu amigo riu, eu também. E acabamos falando daquele provérbio chinês, do homem que, reclamando
de não ter sapatos, encontra um que não tem pés. Desliguei o telefone e dei um suspiro. Que bom que
só preciso de óculos para leitura. E quando quiser ver a Lagoa, ainda posso ir até suas margens e encher
os olhos.
SEIXAS, Heloisa. In Seleções, jun.2009.
 
Dentre as formas verbais destacadas, aquela que pode ser substituída, no texto, pela alternativa
apresentada à sua direita, mantendo-se o sentido e a correção gramatical, é
a) “Estava falando...” – falei
245) 
246) 
b) “...tinha sido construído,”– foi construído
c) “Tenho procurado...”– procurei
d) “...perdera...”– tinha perdido
e) “...explicaria...”– havia explicado
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CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Municipal/2010
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
A AVENTURA DO COTIDIANO
Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma
pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar
cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas
agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o
registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o
nosso negocinho.
SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.
 
Analise a frase: “De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.” (l. 5). Flexionando-se a
locução verbal destacada no futuro do pretérito do modo indicativo, na 3ª pessoa do plural tem-se:
a) vão custar.
b) iriam custar.
c) fossem custar.
d) irão custar.
e) iam custar.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2010
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Não transforme o seu futuro em um passado de que você possa arrepender-se
 
(A)
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O futuro é construído a cada instante da vida, nas tomadas de decisões, nas aceitações e recusas, nos
caminhos percorridos ou não. Esse movimento é feito por nós diariamente sem percebermos e sem
muito impacto, contudo, quando analisado em um período de tempo maior, ficam nítidos os erros e
acertos. Sabemos, internamente, dos melhores caminhos, entretanto, pelas inseguranças, medos e
raivas, diversas vezes adotamos posturas impensadas que impactam pelo resto da vida, comprometendo
trilhas que poderiam ser melhores ou mais tranquilas.
 
Como podemos superar esses momentos? Como fazer para evitar esses erros súbitos? Perguntas a
que também quero responder, afinal, sou humano e cometo todos os erros inerentes a minha
condição, contudo, posso afirmar que o mundo não acaba amanhã e, retirando a morte, as decisões
podem ser adiadas, lembrando que algumas delas geram ônus e multas. No direito e na medicina isso é
mais complexo, mas em muitas outras áreas isso é perfeitamente aceito. A máxima de que “não deixe
para fazer amanhã o que você pode fazer hoje” não é tão máxima assim. Devemos lembrar que nada é
absoluto, mas relativo.
 
Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que vocêtem dúvida; se deixar,
limite o espaço. A pessoa mais importante da vida é o seu proprietário, o nosso maior erro é ser inquilino
dela, deixar entrar algo que se acha errado ou não se quer é tornar-se inquilino do que é seu, pagando
aluguel e preocupado com o final do contrato da sua vida. Não cometa esse erro.
 
A felicidade atual depende do passado, assim como a tristeza, a pobreza, a saúde e muitas outras coisas.
Nunca se esqueça disso, nunca. Torne mais flexível o seu orgulho, algo que hoje não deu certo, pode ser
perfeitamente aplicável daqui a um tempo. O orgulho impede de você tentar de novo. Não minta para
você, essa é a forma mais rápida de se perder. Quando tiver dúvida, fale alto com você mesmo, escute
as suas palavras e pense muito. É melhor ser taxado de louco do que ser infeliz.
 
Aceite que erramos, mas lembre que cometer os mesmos erros é burrice. O ideal é aprender com os
erros dos outros; para que isso aconteça, observe o que acontece com o mundo ao seu redor,
invariavelmente o seu problema já foi vivido por outras pessoas. Você não foi o primeiro a cometer erros
e, com absoluta certeza, não será o último. A observação é o melhor caminho para um futuro mais
tranquilo, mais equilibrado, mais pleno. Temos que separar um tempo do nosso dia para a reflexão e
meditação.
 
Utilize-se de profissionais especialistas, não cometa a bobagem de escutar amigos acerca de um
problema, eles são passionais e tendenciosos pelo nosso lado. Com eles, sentimo-nos seguros para
imaginarmos soluções perfeitas que nunca se concretizarão. O fracasso nessas ideias geniais
solucionadoras dos seus problemas, tipo “seus problemas acabaram” causam frustrações e raivas,
sentimentos que atacam nossa autoestima e podem prejudicar o resto de nossa vida. Cuidado com isso.
 
Por fim, tente ser feliz, tente amar, ajude as pessoas que precisam, seja bom. Nunca, mas nunca mesmo,
machuque as pessoas de caso pensado, só por vingança ou maldade, esse é com absoluta certeza o
mais vil de todos os pecados que um ser humano pode fazer. Quando machucar por outro motivo,
arrependa-se e peça desculpas sinceras e tente nunca mais machucar, tente com afinco. Evite criticar as
pessoas; como o mundo dá muitas voltas, um dia você pode ser o criticado. Aceite as pessoas como são,
não tente mudá-las, seja humilde e aceite os seus erros.
 
Esses comportamentos não resolvem os problemas, mas podem evitá-los. O nosso futuro pode ser um
passado legal, depende apenas de nós.
 
Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/33414/1/NAOTRANSFORME-O-SEU-FUTURO-EM-UM-PASSADO-
QUE-VOCEPOSSA-
SE-ARREPENDER-/pagina1.html (adaptado) Acessado em: 9 abril/2010.
 
Os verbos destacados NÃO podem ser considerados uma locução verbal em
a) “...de que você possa arrepender-se”
(B)
(C)
(D)
(E)
247) 
b) “Como podemos superar esses momentos?”
c) “Perguntas a que também quero responder,”
d) “posso afirmar que o mundo não acaba amanhã...” 
e) “não deixe entrar aquilo...” 
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CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Regional/2009
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Abreviados
Nem faz tanto tempo assim, as pessoas diziam vosmecê. “Vosmecê concede a honra desta dança?” Com
o tempo, fomos deixando a formalidade de lado e adotamos uma forma sincopada, o popular você. “Você
quer ouvir uns discos lá em casa?” Parecia que as coisas ficariam por isso mesmo, mas o mundo,
definitivamente, não se acomoda. Nesta onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras
começaram a perder algumas vogais pelo caminho e se transformaram em abreviaturas esdrúxulas, e
você virou vc. “Vc q tc cmg?”
 
Nenhuma linguagem é estática, elas acompanham as exigências da época, ganham e perdem
significados, mudam de função. Gírias, palavrões, nada se mantém os mesmos. Qual é o espanto?
 
Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma. No máximo, ficamos
levemente surpreendidos, que é como fiquei quando soube que um dos canais do Telecine iria abrir um
horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma
estratégia mercadológica para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda
pegar?
 
Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista toda escrita neste código, e
depois quem sabe um livro, e de repente estará todo mundo ganhando tempo e escrevendo apenas com
consoantes – adeus, vogais, fim de linha pra vocês.
O receio de todo cronista é ficar datado, mas, em contrapartida, dizem que é importante este nosso
registro do cotidiano, para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa
cabecinha jurássica. Posso imaginar, daqui a 50 anos, meus netos gargalhando diante deste meu texto:
“ctd d w”.
 
Coitada da vovó mesmo. Às vezes me sinto uma anciã, lamentando o quanto a vida está ficando
miserável. Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde, o que já é um
descalabro, mas da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos
convivência, abreviamos o ócio, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso
discernimento, vivendo resumidamente, com flashes do que outrora se chamou arte, com uma ideia
indistinta do que outrora se chamou liberdade. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não
conhecem ninguém. Modernidade ou penúria?
As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós
que são abertas e pronunciáveis.
MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 20 mar. 2005.
 
Observe as seguintes passagens do texto:
I - “fomos deixando a formalidade de lado...”
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248) 
II - “ ‘...quer ouvir uns discos lá em casa?’ ”
III - “as palavras começaram a perder algumas vogais...”
IV - “Amanhã, poderá ser lançada uma revista...”
V - “...o quanto a vida está ficando miserável.”
As locuções verbais em destaque exprimem desenvolvimento gradual da ação APENAS nas passagens
a) I e II.
b) I e V.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
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CESGRANRIO - Tec 1-I (IBGE)/IBGE/2006
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
O mundo está envelhecendo. Em três décadas, haverá tantos idosos quantos jovens. Dessa
questão tratam agora a ONU, demógrafos e economistas em pânico com as conseqüências para a
previdência social. São problemas reais, mas do ponto de vista do indivíduo, a notícia do aumento da
longevidade só pode ser alvissareira. Ninguém quer a morte, só saúde e sorte, sentenciou Gonzaguinha
e, desde então, os brasileiros repetem em coro esse refrão. A geração dos que entram na terceira idade
está começando, se tiver saúde e sorte, uma terceira vida.
 
A constatação é perturbadora para quem chegou lá, porque será pioneiro em inventar essa terceira vida
e o fará sem parâmetros que lhe digam o que é certo ou errado, aceitável ou ridículo, sadio ou malsão.
Janus com uma face voltada para a liberdade e a outra para a angústia e a incerteza. Uma situação que
se assemelha, hoje, estranhamente, à adolescência.
 
“O que é chato no envelhecer é que eu sou jovem”, protestava Colette. Pessoas que se sentem jovens e
ainda não se reconhecem em um corpo que não lhes parece seu, lembram os adolescentes que, com um
pé na infância, assistem perplexos à revolução hormonal. Mas não é só o corpo que se torna morada
incerta. Incerto é o momento em que a chamada vida ativa já se transformou para a maioria em tempo
livre, em perda de identidade profissional e é preciso buscar um novo perfil, como o adolescente face à
vida adulta se perguntando o que eu vou ser quando crescer. O que se vai ser quando envelhecer é uma
questão nova em um tempo em que já ninguém responde simplesmente: velho.
 
A uma geração a quem se promete mais vinte ou trinta anos de vida, em boa saúde, física e mental,
estão colocados uma fantástica oferta de liberdade e um convite à invenção. Sobretudo em tempos de
mudança de era, quando proscreveramo quadro de valores nos quais essas pessoas foram criadas e um
corpo de conhecimentos que se tornou anacrônico.
 
Essa geração foi atropelada pelas crises da família e do trabalho, pela globalização e pelas novas
tecnologias. Já não é possível viver ignorando o que essas mutações representam como revolução na
convivência entre as pessoas, a transformação que operam no acesso à informação, exigindo dos mais
velhos um diálogo com essa cultura.
 
Os jovens sempre olharam para os mais velhos como velhos. Só que, hoje, os chamados idosos não se
comportam segundo a expectativa dos jovens. Mudou sua disposição de vestir os estereótipos com que
se lhes ditava uma vida sem futuro. A presença maciça na sociedade de pessoas idosas com projetos,
vivendo sua vida com energia e independência, dotadas de recursos e de tempo disponível, constitui um
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249) 
fenômeno imprevisto que está mudando as sociedades por dentro e que, para além de saber quem vai
pagar a conta da previdência, questiona os costumes.
 
OLIVEIRA, Rosiska Darcy de. O Globo, 05 mar. 2006 (com adaptações)
 
Obs.: Janus – um dos antigos deuses de Roma, representado com dois rostos, um voltado para a direita
outro para a esquerda. Colette – escritora francesa.
“O mundo está envelhecendo.”
A locução verbal destacada indica que se trata de um processo:
a) prestes a se iniciar.
b) em seu início.
c) em curso.
d) interrompido.
e) em seu término.
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CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Especialista em
Proteção Radiológica/2022
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto
 
Maria José
Paulo Mendes Campos
 
Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino
e apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que
marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.
 
Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais
do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os
dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que
havia recebido, menina-e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um
ladrão, para espanto de meus cinco anos.
 
Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice;
já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e
dos netos.
 
Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou-
me a ler as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis;
apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de
Antônio Nobre que havia decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava
maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes,
Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso
que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira
ninguém sabe o que será”.
 
Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava
tudo.
 
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250) 
Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas,
renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos.
Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e
Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas.
 
Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que
sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
 
Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a
Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa
serenidade e aceitar com alegria o prato exótico.
 
Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava
que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.
 
Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir
para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito.
Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia
contra o mundo de revólver na mão.
 
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022.
 
Em que frase o verbo irregular destacado está empregado de acordo com a norma-padrão da Língua
Portuguesa?
a) Os médicos preveram que ela teria complicações da doença. (verbo PREVER)
b) Se eu me oposse a suas orientações, ela me advertia. (verbo OPOR)
c) Minha mãe sempre me acodia nos momentos difíceis. (verbo ACUDIR)
d) Maria José sempre soube defender filhos e netos. (verbo SABER)
e) Quando entrava numa briga, ela sempre intervia em meu favor. (verbo INTERVIR)
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CESGRANRIO - Cond (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Mecãnico/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
A forma verbal destacada está empregada adequadamente, de acordo com a norma-padrão no que
se refere aos verbos impessoais, em:
a) Os estudiosos do mundo inteiro calculam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou
a capacidade de recuperação total do planeta.
b) O alerta repetido pelos interessados na redução da pobreza é: “Quantos anos têm que as
políticas econômicas causam um enorme custo social!”
c) O curso de engenharia florestal foi inserido no currículo porque faziam três semestres que os
alunos demandavam essa nova formação.
d) Os jornais noticiaram que, durante a conferência sobre o clima, haviam boas oportunidades de
discutir temas relevantes para o planeta. 
e) É evidente que, nas questões de mudanças climáticas, tratam-se de opiniões que situam
ambientalistas e economistas em grupos distintos. 
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251) 
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CESGRANRIO - PTNM (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Ambiental/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na
história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação
ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da
informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou
podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de
informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma
vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas
diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais
de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados
permite estabelecer correlações entrefatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de
serem alcançados até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio
eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real,
em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -
guerra-virtual-pela-informacao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
 
A forma verbal destacada atende às exigências da norma -padrão da língua portuguesa em:
a) Ao digitar as senhas em público, é necessário que confiremos se há pessoas estranhas nos
observando para garantir a segurança virtual.
b) As informações pessoais deveriam ser digitadas de forma condensada para que cabessem todas
no espaço próprio do questionário socioeconômico.
c) Os meios eletrônicos contribuem para que os estudantes retenham a maior parte das
informações necessárias ao bom desempenho escolar.
d) Para evitar a espionagem virtual é preciso que nós não consintemos na utilização dos nossos
dados pessoais ao instalar novos aplicativos no celular.
e) Quando algum consumidor querer comprar o último modelo de smartphone, pode agredir outros
componentes da fila para tomar seu lugar.
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
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252) Uma cena
 
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono
no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um
azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar,
pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as
amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada.
 
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
 
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de
pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem
pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras
e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das
gaiolas.
 
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido
estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem
surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se
num aceno, quando alguém passar.
 
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
 
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada,
observando as manhãs, está atrás das grades.
 
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as
grades. Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores
crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me
perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me
acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem saber o que dizer.
 
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira
para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com
tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras
de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende,
constrange, restringe.
 
Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar
os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.
 
SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001.
 
O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em:
a) Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer.
b) O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes.
c) A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs.
d) Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar.
e) Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes
cumprimentar.
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INSTITUTO MAIS - PJM (Pref Mairinque)/Pref Mairinque/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
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253) 
254) 
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova
chanceb a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado. Chorou muito? Foi limpeza da alma. Ficou com raiva das
pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
 
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a portad até para os anjos. Acreditou que tudo estava
perdido? Era o início da tua melhora. Pois é … agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar
prazer nas coisas simples de novo. Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo curso, ou aquele
velho desejo de aprender a pintar, desenhar ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio, quanta coisa
nova nesse mundão de meu Deus te esperando …
 
Onde você quer chegar? Alto? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boasa para a vida.
Pensando assim, trazemos para nós aquilo que desejamos. Se pensamos pequeno, coisas pequenas
teremosc. Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai
se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental.
 
(ANDRADE, Carlos Drummond. Faxina na alma. Crônicas. Adaptado).
 
Assinale a alternativa cujo uso pronominal, entre parêntesis, corresponde à expressão destacada na
frase, segundo a norma-padrão da Língua Portuguesa.
a) Queira “coisas boas” para a vida. (Queira-lhes)
b) Recomeçar é “dar uma nova chance” a si mesmo. (lhe dar)
c) “Coisas pequenas teremos”. (Teremo-las)
d) É porque “fechaste a porta” até para os anjos. (fechaste-na)
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CESGRANRIO - Ass Adm (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto II
 
Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé
 
Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado
com uma peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao
fim, adiciona-se aguardente.
 
A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a
conhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha
encantado um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé,
Mussum, João Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do
carro).
 
Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro
estabelecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma
garagem, ganhou o nome de MiniBar.
 
A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade
e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens,
mas Diolino deu por falta das mulheresda época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público,
e então arranjavam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.
 
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255) 
256) 
Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros
que apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a
produzir 6.000 litros de batida por mês.
 
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, p. B2. Adaptado.
 
 
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com a
norma-padrão em:
a) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava- lhe]
b) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
c) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
d) Wando e Rô Rô também frequentavam o bar. [frequentavam- nos]
e) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se]
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NC UFPR (FUNPAR) - Adm (UFPR)/UFPR/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Considere as seguintes sentenças:
1. Nós já o analisamos em outras situações.
2. Eu te telefonarei assim que for possível.
3. O rapaz não foi visitar ela porque estava doente.
4. Não encontrei o jornal de cujo artigo você me falou.
Estão em conformidade com a norma padrão escrita:
a) 1 e 2 apenas.
b) 1 e 3 apenas.
c) 3 e 4 apenas.
d) 1, 2 e 4 apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
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COSEAC UFF - Doc I (Pref Maricá)/Pref Maricá/Língua Portuguesa/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto
 
– Por que o senhor está sentado aí tão sozinho? indagou Alice, sem querer iniciar uma discussão. – Ora essa,
porque não tem ninguém aqui comigo! – gritou Humpty-Dumpty. – Pensou que eu não saberia responder
essa, hein? Pergunte outra.
 
(CARROLL, Lewis. Através do espelho e o que Alice encontrou lá. Trad. de
Sebastião Uchoa Leite. 2 ed. Rio, Fontana-Summus, 1977, p. 192.)
 
No hilariante diálogo que trava com Humpty-Dumpty, personagem surrealista do País do Espelho, Alice
vê-se inúmeras vezes perplexa diante dos conceitos e da argumentação com que ele agressivamente a
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enfrenta. Conciliadora, ela procura sempre um novo assunto para reiniciar a conversa, tentando
apaziguar o mau humor de seu irascível interlocutor. É difícil: lá vem ele em nova investida verbal,
armado de um raciocínio aparentemente invulnerável. Nesta réplica alucinada, todavia, por mais vitorioso
que Humpty-Dumpty se considere, quem escorregou na lógica foi ele. Nem podia ser de outro modo,
pois sua cabeça (cabeça? ou corpo? Alice não sabe se a faixa que o circunda é uma gravata ou um cinto)
funciona, como tudo nesse mundo surreal, por um processo de inversão da realidade.
 
Preocupada com a situação daquele estranho ser com formato de ovo – sentado sobre um muro do qual
poderia a qualquer momento cair, espatifando-se –, Alice quer saber a causa de estar ele ali tão só. Sua
dúvida situa-se em um núcleo da frase interrogativa, precisamente aquele que corresponderia ao motivo
desconhecido, e por isso mesmo questionado: “por quê?”. A resposta a uma interrogação nuclear deve
preencher o vazio do mundo interrogante com um conteúdo esclarecedor. Os demais elementos da frase
já são do conhecimento de Alice e equivalem a uma asserção: “O senhor está sentado aí tão sozinho”.
 
Se Humpty-Dumpty não queria responder ao que ela indagava, então dissesse algo como “não me
amole”, ou “o problema é meu”. Mas, como ele pretendeu satisfazer a curiosidade da menina, esperava-
se um adjunto ou uma oração adverbial de causa, que poderia ser “por preguiça”, “por não ter coisa mais
interessante para fazer”, ou ainda “porque este é um bom lugar e porque gosto de estar só”.
 
A frase marota de Humpty-Dumpty é engraçada porque, em que pese sua aparente lógica, ele não
respondeu à pergunta feita. Ignorando o item “estar aí sentado”, que se inclui na dúvida de Alice,
pretendeu esclarecer somente a causa de sua solidão. Na verdade, porém, limitou-se a definir o que é
estar sozinho: é não ter ninguém consigo. Sua resposta é parecida com ele e com seu nome: os dois
lados de um ovo são praticamente iguais.
 
Menos que uma definição, suas palavras são uma redundância, uma imagem espelhada de algo que Alice
já sabia, visto que acabara de dizê-lo.
 
O fundamento dessa confusão armada por Humpty-Dumpty é de natureza gramatical – mais
especificamente, sintática: ele não utilizou, como deveria, uma oração subordinada causal (o que a
menina esperava), mas uma coordenada explicativa, que não esclarecia a dúvida de Alice.
 
O problema, então, é distinguir a explicativa da causal, quando a conjunção que as encabeça é, fonética
e fonologicamente, a mesma: porque. De um ponto de vista sintático, porém, não o é. Aliás, “não o são”
– no plural, visto que se trata de duas conjunções diferentes.
 
Como distingui-las? Não é simples. Mas esperamos que, ao término das reflexões que vamos
desenvolver, isso fique, no mínimo, claro. Ou até fácil. Mário de Andrade não diz que “abasta a gente
saber”?
 
(CARONE. Flávia de Barros. Coordenação e subordinação, confrontos e contrastes. São Paulo: Ática, 1988, p. 7-9.)
 
“A resposta a uma interrogação nuclear deve preencher o vazio do mundo interrogante com um
conteúdo esclarecedor”, afirma-se no texto. Dentre as interrogações nucleares a seguir, aquela cujo
núcleo interrogativo é um pronome encontra-se em:
a) Ignoro a quem ela está querendo se referir.
b) Gostaria de saber como você está se sentindo hoje.
c) É bom que me diga por que brigou com sua mãe.
d) Pergunto-lhe quando me devolverá os livros.
e) Faça o favor de me dizer onde estão seus pais.
 
257) 
258) 
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FCC - Ana (DPE RS)/DPE RS/Apoio Especializado (TI)/Desenvolvimento de
Sistemas/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
A questão baseia no texto apresentado abaixo
 
Sem privacidade
 
Ainda é possível ter privacidade em meio a celulares, redes sociais e dispositivos outros das mais
variadas conexões? Os mais velhos devem se lembrar do tempo em que era feio “ouvir conversa alheia”.
Hoje é impossível transitar por qualquer espaço público sem recolher informações pessoais de todo
mundo. Viajando de ônibus, por exemplo, acompanham-se em conversas ao celular brigas de casal,
reclamações trabalhistas, queixas de pais a filhos e vice-versa, declarações românticas, acordo de
negócios, informações técnicas, transmissão de dados e um sem-número de situações de que se é
testemunha compulsória. Em clara e alta voz, lances da vida alheia se expõem aos nossos ouvidos,
desfazendo-se por completo a fronteira que outrora distinguia entre a intimidade e a mais aberta
exposição. Nas redes sociais, emoções destemperadas convivem com confissões perturbadoras, o humor
de mau gosto disputa espaço com falácias políticas – tudo deixando ver que agora o sujeito só pode
existir na medida em que proclama para o mundo inteiro seu gosto, sua opinião, seu juízo, sua reação
emotiva. É como se todos se obrigassem a deixar bem claro para o resto da humanidade o sentido de
sua existência, seu propósito no mundo. A discrição, a fala contida, o recolhimento íntimo parecem fazer
parte de uma civilização extinta, de quando fazia sentido proteger os limites da própria individualidade.
Em meio a tais processos da irrestrita divulgação da personalidade, as reticências, a reflexão silenciosa e
o olhar contemplativo surgem como sintomas problemáticos de alienação. Impõe-se um tipo de
coletivismo no qual todos se obrigam a se falar, na esperança de que sejam ouvidos por todos. Nesse
imenso ruído social, a reclamação por privacidade é recebida como o mais condenável egoísmo.
Pretender identificar-se como um sujeito singular passou a soar como uma provocação escandalosa, em
tempos de celebração do paradigma público da informação.
(Jeremias Tancredo Paz,inédito)
 
Perdeu-se a antiga privacidade, enterramos a antiga privacidade sob os conectores modernos, tornamos
esses conectores modernos nossos deuses implacáveis, sob o comando desses conectores modernos
trocamos escandalosamente todas as informações mais pessoais. 
 
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem
dada, por: 
a) enterramo-la − tornamo-los − sob cujo comando
b) enterramos-lhe − tornamo-lhes − sob cujo comando
c) enterramo-la − os tornamos − sob o qual comando
d) a enterramos − tornamos-lhes − sob o comando deles
e) enterramo-lhe − lhes tornamos − sob o comando dos quais 
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FAUEL - Enf (PROAMUSEP)/PROAMUSEP/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Assinale a única alternativa que substitui adequadamente o termo em destaque da frase a seguir
pelo pronome corresponde:
 
“Pediu aos trabalhadores que terminassem a obra com a máxima urgência”.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/540111
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1018776
259) 
260) 
a) Pediu-os que terminassem a obra com a máxima urgência.
b) Pediu-los que terminassem a obra com a máxima urgência.
c) Pediu-nos que terminassem a obra com a máxima urgência.
d) Pediu-lhes que terminassem a obra com a máxima urgência.
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VUNESP - Ana Prog (FUNDUNESP)/FUNDUNESP/Júnior/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Leia os quadrinhos.
 
(Dik Browne. Hagar, o Horrível. Folha de S.Paulo, 27.12.2015. Adaptado)
 
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, a frase que preenche adequadamente a
fala da personagem, no segundo quadrinho, é:
a) Leva à mim!
b) Me leva!
c) Leva eu!
d) Leve a mim!
e) Me leve a mim!
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FCC - Adv (SABESP)/SABESP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Maias usavam sistema de água
eficiente e sustentável
Um estudo publicado recentemente mostra que a civilização maia da América Central tinha um método
sustentável de gerenciamento da água. Esse sistema hidráulico, aperfeiçoado por mais de mil anos, foi
pesquisado por uma equipe norte-americana.
As antigas civilizações têm muito a ensinar para as novas gerações. O caso do sistema de coleta e
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261) 
armazenamento de água dos maias é um exemplo disso. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores
fizeram uma escavação arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala.
Durante o estudo, coordenado por Vernon Scarborough, da Universidade de Cincinnati, em Ohio, e
publicado na revista científica PNAS, foram descobertas a maior represa antiga da área maia, a
construção de uma barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água em
Tikal, a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da região, em torno de 600
a.C., e o uso de filtragem por areia para limpar a água dos reservatórios.
No sistema havia também uma estação que desviava a água para diversos reservatórios. Assim, os maias
supriam a necessidade de água da população, estimada em 80 mil em Tikal, próximo ao ano 700, além
das estimativas de mais cinco milhões de pessoas que viviam na região das planícies maias ao sul.
No final do século IX a área foi abandonada e os motivos que levaram ao seu colapso ainda são
questionados e debatidos pelos pesquisadores. Para Scarborough é muito difícil dizer o que de fato
aconteceu. “Minha visão pessoal é que o colapso envolveu diferentes fatores que convergiram de tal
modo nessa sociedade altamente bem-sucedida que agiram como uma ‘perfeita tempestade’. Nenhum
fator isolado nessa coleção poderia tê-los derrubado tão severamente”, disse o pesquisador à Folha de S.
Paulo.
Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a ruína dessa sociedade, uma vez que eles dependiam
muito dos reservatórios que eram preenchidos pela chuva. É provável que a população tenha crescido
muito além da capacidade do ambiente, levando em consideração as limitações tecnológicas da
civilização. “É importante lembrar que os maias não estão mortos. A população agrícola que permitiu à
civilização florescer ainda é muito viva na América Central”, lembra o pesquisador.
(Adaptado de Revista Dae, 21 de Junho de 2013, www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=8413)
 
A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:
a) que permitiu à civilização = que lhe permitiu
b) envolveu diferentes fatores = envolveu-os
c) para fazer a dragagem = para fazê-la
d) que desviava a água = que lhe desviava
e) supriam a necessidade = supriam-na
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Não transforme o seu futuro em um passado de que você possa arrepender-se
 
O futuro é construído a cada instante da vida, nas tomadas de decisões, nas aceitações e recusas, nos
caminhos percorridos ou não. Esse movimento é feito por nós diariamente sem percebermos e sem
muito impacto, contudo, quando analisado em um período de tempo maior, ficam nítidos os erros e
acertos. Sabemos, internamente, dos melhores caminhos, entretanto, pelas inseguranças, medos e
raivas, diversas vezes adotamos posturas impensadas que impactam pelo resto da vida, comprometendo
trilhas que poderiam ser melhores ou mais tranquilas.
 
Como podemos superar esses momentos? Como fazer para evitar esses erros súbitos? Perguntas a que
também quero responder, afinal, sou humano e cometo todos os erros inerentes a minha condição,
contudo, posso afirmar que o mundo não acaba amanhã e, retirando a morte, as decisões podem ser
adiadas, lembrando que algumas delas geram ônus e multas. No direito e na medicina isso é mais
complexo, mas em muitas outras áreas isso é perfeitamente aceito. A máxima de que “não deixe para
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fazer amanhã o que você pode fazer hoje” não é tão máxima assim. Devemos lembrar que nada é
absoluto, mas relativo.
 
Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que você tem dúvida; se deixar,
limite o espaço. A pessoa mais importante da vida é o seu proprietário, o nosso maior erro é ser inquilino
dela, deixar entrar algo que se acha errado ou não se quer é tornar-se inquilino do que é seu, pagando
aluguel e preocupado com o final do contrato da sua vida. Não cometa esse erro.
 
A felicidade atual depende do passado, assim como a tristeza, a pobreza, a saúde e muitas outras coisas.
Nunca se esqueça disso, nunca. Torne mais flexível o seu orgulho, algo que hoje não deu certo, pode ser
perfeitamente aplicável daqui a um tempo. O orgulho impede de você tentar de novo. Não minta para
você, essa é a forma mais rápida de se perder. Quando tiver dúvida, fale alto com você mesmo, escute
as suas palavras e pense muito. É melhor ser taxado de louco do que ser infeliz.
 
Aceite que erramos, mas lembre que cometer os mesmos erros é burrice. O ideal é aprender com os
erros dos outros; para que isso aconteça, observe o que acontece com o mundo ao seu redor,
invariavelmente o seu problema já foi vivido por outras pessoas. Você não foi o primeiro a cometer erros
e, com absoluta certeza, não será o último. A observação é o melhor caminho para um futuro mais
tranquilo, mais equilibrado, mais pleno. Temos que separar um tempo do nosso dia para a reflexão e
meditação.
 
Utilize-se de profissionais especialistas, não cometa a bobagem de escutar amigos acerca de um
problema, eles são passionais e tendenciosos pelo nosso lado. Com eles, sentimo-nos seguros para
imaginarmos soluções perfeitas que nunca se concretizarão. O fracasso nessas ideias geniais
solucionadoras dos seus problemas, tipo “seus problemas acabaram” causam frustrações e raivas,
sentimentos que atacamnossa autoestima e podem prejudicar o resto de nossa vida. Cuidado com isso.
 
Por fim, tente ser feliz, tente amar, ajude as pessoas que precisam, seja bom. Nunca, mas nunca mesmo,
machuque as pessoas de caso pensado, só por vingança ou maldade, esse é com absoluta certeza o
mais vil de todos os pecados que um ser humano pode fazer. Quando machucar por outro motivo,
arrependa-se e peça desculpas sinceras e tente nunca mais machucar, tente com afinco. Evite criticar as
pessoas; como o mundo dá muitas voltas, um dia você pode ser o criticado. Aceite as pessoas como são,
não tente mudá-las, seja humilde e aceite os seus erros.
 
Esses comportamentos não resolvem os problemas, mas podem evitá-los. O nosso futuro pode ser um
passado legal, depende apenas de nós.
 
Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/33414/1/NAOTRANSFORME-O-SEU-FUTURO-EM-UM-PASSADO-
QUE-VOCEPOSSA-
SE-ARREPENDER-/pagina1.html (adaptado) Acessado em: 9 abril/2010.
 
A frase abaixo que deve ser completada, segundo o registro culto e formal da língua, com o pronome lhe
é
a) De início, o profissional especialista não ____ compreendera.
b) Prevenira- ____ de que, um dia, ela poderia ser alvo de críticas ácidas.
c) Eu ____ vi ontem pedindo desculpas sinceras por seus erros no passado.
d) A observação é o caminho que _____ conduzirá a um futuro próspero.
e) Disse ao amigo que _____ queria muito bem.
262) 
263) 
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RBO - Ag (Pref Itanhandu)/Pref Itanhandu/Comunitário de Saúde ESF
Central/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
“Se é para ____________ dizer o que penso, creio que a escolha se dará entre
________________”.
 
Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas.
a) mim – eu e tu
b) mim – mim e ti
c) eu – mim e ti
d) eu – mim e tu
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto I
 
O PROFISSIONAL DO FUTURO - Num mundo globalizado
 
A magnitude e a velocidade das mudanças em todo o mundo têm trazido um impacto dramático sobre as
pessoas e seus locais de trabalho nos últimos tempos. O ritmo das mudanças é muito rápido. E o futuro
nos acena com uma aceleração ainda maior em termos de inovação, tecnologia e globalização.
 
Quando há uma era de profundas modificações, o conhecimento se expande e aumenta em valor e em
poder. Uma das maiores mudanças é a transformação de uma economia baseada em indústrias para uma
economia baseada em informações. Atualmente a quantidade de conhecimento disponível é imensa,
sendo necessário saber selecionar o que devemos aprender e onde investir nosso tempo para nosso
crescimento intelectual e profissional.
 
Precisamos nos esforçar para melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade do trabalho realizado e
ainda dar importância para o que permanece como uma das medidas mais importantes: a produtividade.
 
Isto porque as organizações sabem que os clientes não apenas exigem produtos e serviços rápidos e
com qualidade impecável: eles também querem que os produtos e serviços não sejam caros.
 
Tudo mudou, está mudando e deverá mudar no futuro com uma rapidez cada vez maior. Por isso, nas
organizações e até mesmo em nossa casa, existem mudanças na maneira como nos relacionamos, na
forma como buscamos uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz.
 
Todos os trabalhadores, independente de trabalharem nas linhas de produção ou nos escritórios,
precisam ver-se como um empresário, um vendedor especializado de serviços com uma marca especial,
que seja conhecida por todos – VOCÊ. Então, se você não conseguir vender-se, não conseguirá atingir o
sucesso.
 
A cada dia mais os profissionais precisam preocupar- se em se conhecer para saber quais características
possuem, para poder fortalecer as qualidades e trabalhar os seus defeitos na área profissional. [...]
 
Uma boa maneira de conseguir diferenciar-se nesse novo contexto do mercado de trabalho é usar ao
máximo a sua criatividade. Veja que isso é simplesmente buscar fazer de forma diferente aquilo que
todos fazem de uma forma igual. Pensar uma nova maneira, mais prática, melhor, mais barata ou mais
rápida de fazer as suas atividades, para conseguir atingir os resultados esperados. Assim, o profissional
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264) 
que quiser crescer nas organizações precisa ser criativo, a fim de achar novas soluções para os
problemas do dia a dia.
 
Tendo todo um novo mundo de informações disponíveis e conhecendo bem essas regras do jogo, você
poderá destacar-se e inovar. Concentre-se em observar essas pequenas diferenças entre os profissionais,
lembrando-se sempre de que o jogo pode mudar a qualquer hora. E apenas um bom profissional, que
entenda e conheça tudo que acontece ao seu redor, será capaz de se adaptar a essas mudanças que
sempre acontecem.
 
E procure se lembrar sempre de que os líderes não gostam de dois tipos de colaboradores: os que não
fazem o que eles pedem e os que só fazem o que eles pedem. Busque fazer sempre mais. E melhor. A
melhoria contínua deve ser o maior desafio do ser humano.
 
JORDÃO, Sonia. Disponível em:<http://www.endeavor.org.br/wp- content/themes/endeavor/
downloads/artigos/O%20PROFISSIONAL%20DO%20FUTURO.pdf> (Com adaptações)
 
Para _______ , o maior desafio do ser humano são os relacionamentos na organização. Desse modo,
para _______ ascender profissionalmente, preciso acabar com as diferenças que há entre _______ e
_________ .
 
A sequência que completa corretamente a frase acima, segundo o registro culto e formal da língua, é:
a) mim – mim – eu – tu.
b) mim – eu – mim – você.
c) eu – mim – eu – você.
d) eu – eu – mim – ti.
e) eu – mim – mim – ti.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Inspetor de Segurança
Interna/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto II
 
RADINHO DE PILHA
 
Sempre adorei rádio. Principalmente ouvir futebol no radinho, mesmo que a AM não pegasse direito no
interior paulista, onde nasci e fui criada.
 
Mesmo em meio a chiados, ouvia jogos e mais jogos por meio da “caixa mágica”.
 
Mantendo este hábito que carrego há anos, estava eu precisando de um radinho novo para ouvir as
transmissões esportivas. Fui ao centro da cidade, entrei em todas, literalmente, todas as lojas de
eletroeletrônicos da rua. Mas não foi fácil realizar a compra. Pedir por um radinho de pilha, atualmente,
era como se eu dissesse ao vendedor: “Por favor, eu queria um disco voador...”. Ouvi as mais diversas
coisas, as quais muitas me deixavam incomodada, irritada. Gente, eu só quero um rádio de pilha! Das
coisas que ouvia dos vendedores, eis algumas pérolas:
 
- Rádio de pilha? Qual, daqueles pequenos?
 
Não, nós não recebemos mais daqueles...
 
- Ah, obrigada!
 
- Rádio de pilha? Olha, eu tenho esse que toca CD, é portátil, vende bem...
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- Não, eu queria de pilha mesmo, pequeno, apenas com AM e FM.
 
- Não, desse não vendemos mais.
 
- Rádio de pilha? Tenho MP3, MP4, por que você não compra um desses?
 
- Eu queria radinho de pilha, com AM e FM, sabe...
 
- Ah, não é pra você, é pra presente... Desses eu não tenho mais, nem recebo.
 
- É pra mim mesma, mas eu queria assim.
 
Obrigada!
 
- Rádio de pilha? É pra você mesma? Por que você não compra um MP3, salva músicas, dá pra ouvir na
rua, no ônibus...
 
- (Pensando comigo mesma: Eu sei o que é um MP3, minha filha, eu tenho um, mas não foi o que
pedi...).
 
Sim, é pra mim... é pra ouvir futebol, preciso que pegue AM.
 
- Ouvir futebol? Você quer um rádio pra você ouvir futebol? (risos irônicos da moça).
 
- (Eu, mantendo a classe e educação) Isso, mas MP3 não serve. (Viro as costas e saio andando).
 
Sei que coisas como estas estão ficando ultrapassadas no mundo loucamente moderno, mas um radinho
de pilha, daqueles com um fiozinho para segurar na mão quando se vai ao campo ver ojogo, para
aproximá-lo do ouvido, que pegue basicamente AM e FM com uma anteninha, é pedir demais?
 
Sim, eles estão em extinção. Algo tão folclórico, clássico, emblemático do futebol e do torcedor está
acabando.
 
Depois da saga, encontrei um sobrevivente à onda moderna de “MP coisas”. Comprei o radinho de pilha
que era para mim, para ouvir AM e para ouvir futebol.
 
Ah!, nada como ouvir o grito de gol através da caixinha mágica...
 
SANTIAGO, Gláucia. Disponível em:
http://glauciafalandocomasparedes.blogspot.com
/2009/05/radinho-depilha. html
 
De acordo com a norma culta da língua, a palavra destacada está INCORRETAMENTE usada em
a) Só se preocupa com si, não liga para os outros.
b) Se o prêmio é para mim, eu fico feliz.
c) Fiz este bolo de chocolate para ti.
d) As tarefas para eu fazer não esperam para depois.
e) A motivação que nos move é a realização pessoal.
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CEBRASPE (CESPE) - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Engenharia de
Equipamentos/Mecânica/2008
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1331062
265) 
266) 
Texto para a questão.
O petróleo sempre mobilizou politicamente a sociedade brasileira ao longo do século XX e assim continua
a fazê-lo(A) nesse começo de século. Por muitas razões, entre elas(B) a de seu alto valor estratégico para
a economia dos países e para o desenvolvimento das nações. O interessante é que passam os anos, mas
não(C) se alteram muito as posturas dos grupos que entre si(D) se opõem relativamente às formas de
exploração e de produção do petróleo no país.
Desde 1947, a opinião pública brasileira foi confrontada com essa duplicidade de atitudes, intensificada
pela campanha O Petróleo É Nosso, que alguns chegam a considerar tão intensa e apaixonante, no
século XX, quanto fora a da abolição da escravatura, no século XIX. No cenário que se seguiu(E) ao fim
da 2.ª Guerra Mundial, em que o liberalismo anglo-saxão vencedor repercutiu também no Brasil com a
queda do Estado Novo e da ditadura Vargas, os assim chamados entreguistas, com forte representação
na grande imprensa e nas grandes organizações patronais, propugnavam pela abertura total do país ao
capital estrangeiro para a exploração do petróleo em terras brasileiras. Contra eles, os nacionalistas, que
pregavam o monopólio estatal do petróleo, que acreditavam na capacidade de planejamento e de
atuação eficaz do Estado e que não admitiam outra alternativa que não fosse a da criação de uma
empresa nacional para a exploração do então chamado ouro negro.
Carlos Vogt. O petróleo é nosso. Internet:<www.comciencia.br> (com adaptações).
Assinale a opção correta a respeito do emprego dos pronomes oblíquos no texto.
a) A supressão do pronome oblíquo em “fazê-lo” provocaria erro gramatical visto que não haveria, na
oração, elemento que garantisse a coesão e a coerência do período.
b) Na linha, a substituição do pronome “elas” por si não só preservaria a coerência das idéias e a
correção gramatical, mas também conferiria estilo mais formal ao texto.
c) Na linha, caso se suprimisse da oração o advérbio “não”, o pronome “se” deveria,
obrigatoriamente, em respeito às regras gramaticais, ser utilizado depois do verbo: alteram-se.
d) Na linha, em respeito às regras gramaticais, o pronome “si” é empregado antes da forma verbal
“opõem” porque ela já está acompanhada do pronome “se”.
e) Na linha, apesar da possibilidade gramatical do emprego do pronome oblíquo depois da forma
verbal “seguiu”, em textos escritos na modalidade padrão da língua, tende-se a utilizá-lo antes do
verbo quando há, no início da oração, pronomes como “que”.
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CESGRANRIO - Con Leg (ALTO)/ALTO/Análise de Sistemas/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Nanotecnologia está na rua
 
Haverá um dia em que um cartaz na rua poderá ser uma televisão de alta definição. Os carros serão
econômicos, terão uma pintura que nunca fica arranhada e vidros que se limpam sozinhos e mudam de
cor de acordo com o ambiente. Você poderá curar um câncer de pele com um simples esparadrapo e
andar com roupas que não mancham. Tudo isso acontecerá um dia.
 
E esse dia é na semana que vem.
 
Sim, essas tecnologias já existem e muitas delas já estão à venda nas lojas. São alguns dos primeiros
produtos de uma das mais promissoras das ciências: a nanotecnologia — ciência que lida com objetos
em escala nanométrica (1 nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro). É o trabalho de cientistas
que estão construindo coisas de baixo para cima, manipulando átomo por átomo até criar substâncias
com características quase mágicas.(...)
 
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267) 
Alguns cientistas acham a tecnologia de hoje já ultrapassada. “Um palmtop tem muito mais memória que
o primeiro computador do mundo que ocupava um prédio inteiro. Mesmo assim, cada um dos seus
transistores precisa de um número absurdo de átomos apenas para dizer 0 ou 1”, afirma um químico da
USP.(...)
 
Mas, como toda novidade, a nanociência está assustando. Afinal, um material com características
incríveis poderia também causar danos incalculáveis ao homem ou ao meio ambiente. No mês passado,
um grupo de ativistas americanos tirou a roupa para protestar contra calças nanotecnológicas que seriam
superpoluentes.
 
NARLOCH, Leandro. Revista Superinteressante, jul. 2005, p.54 (Adaptado).
 
Assinale a opção em que, de acordo com a norma culta, o pronome oblíquo está adequadamente
empregado.
a) Hoje os vidros dos carros não limpam-se sozinhos.
b) Os ativistas tinham lembrado-se com pesar de alguns desastres ecológicos.
c) Os cientistas deveriam-se ocupar em desenvolver produtos práticos e baratos.
d) Em breve as pessoas esquecer-se-ão da época em que os computadores não existiam.
e) Se passarão muitos anos até que a nova tecnologia entre em todos os lares brasileiros.
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FGV - AJ (TJ RO)/TJ RO/Administrador/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Um estudante e um professor, que haviam marcado uma reunião de estudos após as aulas, se
encontram no corredor e travam o seguinte diálogo:
- Estudante: Oi, Paulo, você vai estar no seu gabinete amanhã às três horas, não é?
- Professor: Bom, não sei...
- Estudante: Mas, o senhor... (se afasta, contrariado)
Sobre essa conversação, é correto afirmar que:
a) o estudante mostra não dominar o uso correto da língua, ao misturar os tratamentos “você” e
“senhor”;
b) o emprego de “você” na primeira frase do estudante mostra descortesia, já que se trata de um
professor, a quem se deve dirigir um tratamento respeitoso;
c) o tratamento de “senhor” mostra um distanciamento em relação ao professor, em função da
situação criada;
d) as reticências ao final da fala do professor indicam que algo não foi registrado no texto;
e) as reticências ao final da segunda fala do estudante indicam dúvida sobre o que pensar.
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IADES - Ana Fisc (CAU AC)/CAU AC/Arquiteto e Urbanista/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/775850
268) 
269) 
270) 
 
Quanto à classificação gramatical do termo “você”, assinale a alternativa correta.
a) Preposição acidental
b) Pronome de tratamento
c) Conjunção integrante
d) Interjeição
e) Substantivo abstrato
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VUNESP - ASJ (TJ SP)/TJ SP/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Um funcionário do Judiciário que precise encaminhar um documento oficial a um juiz iniciará seu
texto da seguinte forma:
a) Ilustríssimo Juiz, segue o relatório para que Vossa Excelência analise a necessidade ou não de
incluir novas informações.
b) Juiz, segue o relatório para que Sua Excelência analiseis a necessidade ou não de incluir novas
informações.
c) Senhor Juiz, segue o relatório para que Vossa Excelência analise a necessidade ou nãode incluir
novas informações.
d) Senhor Juiz, segue o relatório para que Sua Excelência analise a necessidade ou não de incluir
novas informações.
e) Sua Excelência Senhor Juiz, segue o relatório para Vossa Excelência analisar a necessidade ou não
de incluir novas informações.
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CONSESP - EI (CIOP)/CIOP/Creche/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Quanto ao pronome, aponte a alternativa correta.
a) Sua Excelência, o Deputado Almir Silva, poderá atendê-los na sexta-feira.
b) A diretora falou conosco mesmos, ainda na sala de aula.
c) Os alunos levavam contigo os livros no final de semana.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/575475
271) 
272) 
273) 
274) 
d) Não deve mais haver dúvidas entre tu e eu.
e) Aos meus pais, sempre os tive respeito.
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CONSESP - Prof (Panorama)/Pref Panorama/Educação Infantil II/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
De acordo com os pronomes de tratamento, assinale a alternativa correta.
a) Vossa Reverendíssima – usado para imperadores.
b) Vossa Eminência – usado para cardeais.
c) Vossa Majestade – usado para príncipes. 
d) Vossa Santidade – usado para padres.
e) Vossa Magnificência – usado para duques.
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FUMARC - Inv Pol (PC MG)/PC MG/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Sobre o emprego dos Pronomes de Tratamento, a construção INCORRETA é:
a) Vossa Eminência dirigiu-se ao altar da Capela.
b) Vossa Excelência encaminhará seu parecer pela manhã.
c) Vossa Magnificência proferiu seu discurso no auditório principal.
d) Vossa Senhoria estais indignado com o desrespeito demonstrado pelos requerentes.
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FUMARC - Ana Pol (PC MG)/PC MG/Medicina/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Quanto à concordância com o pronome de tratamento, a estrutura CORRETA é:
a) Informo a V. Sa. que vosso prazo está expirado.
b) Requeiro a V. Exa. o seu parecer consubstanciado.
c) Solicito a V. Exa. que manifesteis sobre a sentença.
d) Encaminho o ofício a V. Sa. e aguardo vossas sugestões.
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CONSULPLAN - AJ TSE/TSE/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Texto para a questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/575776
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/415341
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/417135
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/248609
275) 
276) 
 
Assinale a alternativa em que a alteração da primeira fala do quadrinho tenha respeitado a norma culta.
a) Sua Senhoria ouvistes falar do menino que morreu comendo sucrilhos?
b) Vossa Senhoria ouvistes falar do menino que morreu comendo sucrilhos?
c) Vossa Excelência ouviu falar do menino que morreu comendo sucrilhos?
d) Sua Senhoria ouviste falar do menino que morreu comendo sucrilhos?
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CESGRANRIO - Inv Pol (PC RJ)/PC RJ/2006
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Indique a opção em que se encontra a única correspondência correta quanto às abreviações.
a) Vossa Excelência – V. Excia.
b) Vossa Senhoria – V. S.a
c) Sua Eminência – S. Emin.
d) Ilustríssimo Senhor – Ilmo S.
e) Digníssimo Senhor – Dig. Sr.
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AVANÇASP - Ass (CM Rib Pires)/CM Rib Pires/Técnico em Informática/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
O LAÇO E O ABRAÇO
 
Meu Deus! Como é engraçado!
 
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
 
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço:
coração com coração, tudo isso cercado de braço.
 
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
 
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz
o abraço.
 
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
 
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
 
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
 
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1845926
277) 
278) 
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do
laço.
 
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
 
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
 
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
 
Então o amor e a amizade são isso...
 
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
 
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
 
(Maria Beatriz Marinho dos Anjos)
 
Quanto ao uso de pronome possessivo, indique a alternativa INCORRETA:
a) Meu filho é indisciplinado.
b) Quebrei a minha perna.
c) Seu irresponsável, você podia ter morrido.
d) Aquela estátua já deve ter seus 10 anos.
e) Nós não dormimos no nosso quarto.
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IDCAP - AFS (Pref SR Canaã)/Pref SR Canaã/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Analise o trecho a seguir:
 
“Pádua desapareceu, como as suas esperanças do bilhete. Capitu inclinou-se para fora, eu relancei os
olhos pela rua, estava deserta.” (Dom Casmurro).
 
O termo destacado exerce a função de:
a) Pronome possessivo.
b) Pronome relativo.
c) Pronome demonstrativo.
d) Pronome pessoal.
e) Pronome indefinido.
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NUCEPE UESPI - Prof EIEF (Teresina)/Pref Teresina/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Leia o texto para responder a questão.
 
O Homem Nu
 
Ao acordar, disse para a mulher:
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1547482
 
– Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na
certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
 
– Explique isso ao homem – ponderou a mulher.
 
– Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações.
Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem
ninguém. Deixa ele bater até cansar – amanhã eu pago.
 
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se
trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de
serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para
outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do
parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão,
a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
 
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente
ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir.
Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
 
– Maria! Abre aí, Maria. Sou eu – chamou, em voz baixa.
 
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
 
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os
andares... Desta vez, era o homem da televisão!
 
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para
a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
 
– Maria, por favor! Sou eu!
 
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo...
Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia
executar um ballet grotescoe mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se
esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada
passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o
suor da testa com o embrulho do pão.
 
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
 
– Ah, isso é que não! – fez o homem nu, sobressaltado.
 
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser
algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe
de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele
momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
 
– Isso é que não – repetiu, furioso.
 
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou
fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o
botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência:
parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou
a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
 
279) 
– Maria! Abre esta porta! – gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que
outra porta se abria atrás de si.
 
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de
pão. Era a velha do apartamento vizinho:
 
– Bom dia, minha senhora – disse ele, confuso. – Imagine que eu...
 
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
 
– Valha-me Deus! O padeiro está nu!
 
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
 
– Tem um homem pelado aqui na porta!
 
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
 
– É um tarado!
 
– Olha, que horror!
 
– Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
 
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e
vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a
calma lá fora, bateram na porta.
 
– Deve ser a polícia – disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
 
Não era: era o cobrador da televisão.
 
SABINO, Fernando. In: MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro:
Objetiva, 2001. p. 249-251.
 
Em: “– Bom dia, minha senhora – disse ele, confuso.”, o pronome possessivo destacado foi usado para
expressar
a) posse.
b) afetividade.
c) aproximação.
d) hierarquia.
e) parentesco.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1575713
FUNCERN - AudF (Pref Extremoz)/Pref Extremoz/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Estamos preparados para as revoluções da biologia?
 
Hugo Aguilaniu
 
“Ciência sem consciência é simplesmente a ruína da alma”, diz o famoso aforismo de François Rabelais.
De tempos em tempos, a humanidade parece pôr à prova esta regra de ouro da ética. As diversas
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1575713
aplicações práticas das descobertas científicas têm melhorado nossas condições de vida, mas a história
mostra que seu uso inapropriado por vezes pode nos conduzir ao mal.
 
Somos especialmente atingidos quando esse limite diz respeito a descobertas na biologia, a ciência dos
organismos vivos. No campo da genética, por exemplo, graças às novas ferramentas tecnológicas e à
pesquisa intensiva das últimas décadas, hoje é possível cortar, ampliar e modificar qualquer forma de
DNA, a molécula que contém todas as informações necessárias para sustentar a vida.
 
Se o uso das técnicas da genética moderna amplia nossa compreensão do desenvolvimento humano —
e, consequentemente, abre novos caminhos para o tratamento de doenças —, ele pode, por outro lado,
nos aproximar de um nível de intervenção capaz de alterar significativamente o perfil genético das
espécies (inclusive a nossa, a Homo sapiens), sem que tenhamos noção exata de seus desdobramentos.
 
Em 2016, pesquisadores americanos conseguiram produzir em laboratório uma célula bacteriana viva a
partir de um genoma inteiramente artificial. Ainda que o feito não acarrete riscos evidentes, é no mínimo
inquietante a criação de novas formas de vida que não passaram pela seleção natural.
 
Uma equipe de pesquisa da Academia de Ciência Chinesa introduziu em macacos o gene humano mcph1
(que desempenha importante papel no desenvolvimento do cérebro). Como resultado, observou-se uma
melhora na memória de curto prazo desses indivíduos em comparação ao comportamento padrão da
espécie.
 
Recentemente, o governo japonês autorizou o desenvolvimento a longo prazo de estudos com seres
híbridos, formados por células humanas e de animais. Experimentos desse tipo podem viabilizar, no
futuro, o cultivo de órgãos humanos “reserva” em animais domesticados.
 
Hoje já acumulamos vasto conhecimento sobre o sequenciamento do DNA e temos ampliado nossa
capacidade de manipular sequências cada vez mais complexas — em ambientes controlados e artificiais.
 
Mas não temos domínio sobre a evolução. Por isso, um dos principais perigos de experimentos como
esses é a imprevisibilidade dos efeitos a longo prazo, em contato e sob a influência das inúmeras
variáveis envolvidas no processo evolutivo.
 
Um limite ético natural seria preservar nossa espécie evitando sua manipulação. Em novembro de 2018,
no entanto, o pesquisador chinês He Jiankui ultrapassou esta fronteira e modificou embriões humanos,
obtendo como resultado o nascimento de gêmeos cujo DNA foi alterado para reduzir o risco de
desenvolver Aids. Isso significa que já podemos modificar um ser humano antes que ele nasça — e de
maneira transmissível: a mutação introduzida no genoma dos gêmeos será, a princípio, transmitida para
os seus descendentes. As questões éticas são infindáveis. Vamos supor que células cerebrais humanas se
desenvolvam num camundongo. A partir de quantos genes ou de que nível de organização celular vamos
considerar a manifestação de um pensamento humano no cérebro de um roedor?
 
Toda descoberta gera um conhecimento que deve ser acompanhado de profunda reflexão ética.
 
Igualmente importante é sua democratização: a competição entre pesquisadores e países é natural e até
saudável, estimula o avanço científico e tecnológico; exige, porém, imenso esforço diplomático e
regulatório para que todo o potencial transformador desse bem não se torne um problema insolúvel.
 
Por ser o território mais rico do mundo em termos de vida e diversidade, o Brasil tem o dever de investir
nas ciências da vida à altura de sua riqueza. Assim, poderá manter e talvez até produzir diversidades
biológicas usando essas técnicas modernas. Se apostar suficientemente na produção científica neste
campo estratégico, o país vai deter uma legitimidade natural para participar dessas reflexões de forma
decisiva.
 
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br>.
Acesso em: 13 out. 2019.
 
280) 
O emprego de pronome para estabelecer uma relação de valor possessivo está exemplificado em
a) [...] hoje é possível cortar, ampliar e modificar qualquer forma de DNA, a molécula que contém
todas as informações necessárias para sustentar a vida.
b) De tempos em tempos, a humanidade parece pôr à prova esta regra de ouro da ética.
c) [...] e modificou embriões humanos, obtendo como resultado o nascimento de gêmeos cujo DNA
foi alterado para reduzir o risco de desenvolver Aids.
d) Assim, poderá manter e talvez até produzir diversidades biológicas usando essas técnicas
modernas.
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CEV URCA - Vet (Pref Mauriti)/Pref Mauriti/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
TEXTO: A palavra foi feita para dizer
Socorro Acioli, Publicado (01:30 | 15/09/2018)
Quando Vidas Secas foi publicado, na primeira metade do século XX, os artistas procuravam encontrar
seu lugar depois que os portões da criação tinham sido escancaradospelas vanguardas. A partir de então
era não só possível, mas necessário ousar em qualquer direção: nos temas, na forma e na linguagem. No
Brasil, o modernismo já fincara suas bases e, quase nos anos quarenta, contava com um time de autores
que a historiografia literária considerou pertencente ao que chamou de segunda fase do modernismo.
Quase todos eram regionalistas, essa alcunha tão mal compreendida e que, muitas vezes, desperta a
reação equivocada de um rótulo que diminui, mas que fortalece e amplia. Um dos pulsos de qualquer
literatura nacional está fundamentado justamente na capacidade de falar do próprio chão e de como
homens e mulheres andaram, marcharam e caíram sobre ele.
No ano de 1938, foram publicados, entre outros: Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo; Pedra
Bonita, de José Lins do Rego; A estrada do mar, de Jorge Amado; Cazuza, de Viriato Correia; Porão e
Sobrado, de Lygia Fagundes Telles e Vidas Secas, de Graciliano Ramos; talvez o aniversariante mais
lembrado do grupo e que merece um olhar cuidadoso e atento para os motivos de sua permanência no
cânone nacional.
Os homens e mulheres do Nordeste foram protagonistas de mais outras tantas obras dos
contemporâneos de Graciliano Ramos. Considero que o maior mérito de Vidas Secas, justamente por ser
o mais difícil de alcançar, é o trabalho com a linguagem e a narração. Apesar de ser contado por um
narrador onisciente, o uso impecável e invisível do discurso indireto livre provoca o efeito de uma
polifonia sofisticada.
Aos oitenta anos, não constato sinais de velhice neste livro. Ainda há muita vida aqui. É possível falar de
Vidas Secas pelos olhos da história, da sociologia, da literatura, do seu lugar na trajetória do autor, na
linha do tempo do Brasil, mas escolho outra via para dizer porque fechei o livro com a certeza de que
essa obra continua forte: há um grande poema escondido em Vidas Secas, adormecido. Há música no
chocalho das palavras. Barbicacho, trempe, macambira, suçuarana, baraúna, taramela, aió, pelame,
enxó, marrã, mundéu, pucumã, jirau, losna, craveiro, arribação - as aves que cobrem o mundo de penas,
expressão que quase batizou o livro.
Para além de um grande romance, Vidas Secas é também poesia e música, um bloco de camadas
sobrepostas de sentidos que o tempo tem tratado de realçar. Poucos octogenários chegam tão vivos ao
seu aniversário. Os passos desse livro ainda estão vindo pela estrada nos pés de Fabiano, Sinhá Vitória,
os meninos sem nome e os olhos vivos da cadela chamada Baleia, que também é Palavra. Graciliano
disse que a palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1452724
281) 
“... do seu lugar na trajetória do autor,...” O pronome possessivo, dentro da oração, é classificado como:
a) Funciona como pronome adjetivo e desempenha a função sintática de adjunto adnominal;
b) Funciona como pronome substantivo e desempenha a função sintática de adjunto adnominal;
c) Funciona como pronome adjetivo e desempenha a função sintática de predicativo do sujeito;
d) Funciona como pronome substantivo e desempenha a função sintática de complemento nominal;
e) Funciona como pronome possessivo e desempenha a função sintática de complemento nominal;
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CCON UFSM - Arq (UFSM)/UFSM/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
A Floresta Amazônica está mais ligada a nós do que a geografia pode sugerir. Ela é hoje o principal
alvo de exploração madeireira no Brasil, já que seus maiores consumidores – as regiões Sul e Sudeste do
país – esgotaram suas vegetações nativas (de peroba-rosa e pinho-doparaná, sobretudo) e hoje
recorrem a seu território para suprir a demanda. Sim, há ainda matas plantadas, especialmente de
eucalipto e pínus, mas grande parte delas abastece empresas de celulose e papel e siderúrgicas.
 O piso da sala, as portas e janelas, os móveis, a estrutura, as fôrmas empregadas na obra... Difícil
encontrar quem não tenha madeira em casa. Por isso mesmo, combater a derrubada criminosa e as
diversas fraudes hoje imiscuídas nessa cadeia é tarefa de todos: significa manter a floresta de pé em
tempos de mudanças climáticas e não apoiar via consumo um negócio bilionário que envolve corrupção,
trabalho escravo, conflitos fundiários e sonegação de impostos. “Cerca de 80% da produção amazônica é
ilegal e isso torna enorme o risco de uma pessoa levar esses cortes para casa”, afirma Aline Tristão,
diretora executiva do Conselho de Manejo Florestal (FSC), a principal entidade certificadora do país, que
atesta a origem responsável da matéria-prima florestal, do cultivo à venda – indo além da chancela da
legalidade.
 Os caminhos da ilegalidade são muitos. É comum a derrubada de árvores em áreas não autorizadas,
como unidades de conservação, terras indígenas e beiras de rios. Outros crimes são retirar volumes
maiores do que os permitidos nas licenças de exploração e extrair espécimes diferentes das
especificadas, favorecendo as mais valiosas. Ocorrem também fraudes documentais, quando a madeira
ilegal adquire documentação oficial. Exemplos: utilizar créditos de uma área autorizada, mas que não
será explorada, para lavar madeira roubada; inflar inventários florestais para aumentar o volume de
espécies valiosas permitidas; adulterar o sistema oficial (com ajuda de funcionários públicos), gerando
créditos fictícios.
 Entender esse complexo mercado é o primeiro passo no combate a essa situação. A concorrência
desleal do mercado ilícito é responsável por desmatamentos e condições precárias de trabalho. A
madeira ilegal não assume diversos custos criados no caminho entre a floresta e o consumidor, explica
Aline. “Ela não paga impostos, não oferece direitos a trabalhadores, gera impactos socioambientais etc ”.
Já a certificada, além de cumprir a legislação, inclui vantagens sociais e ambientais que, embora custem
mais, incentivam o desenvolvimento sustentável do setor. “Não é a madeira certificada que é mais cara,
mas, sim, a ilegal, que é falsamente barata”, complementa a diretora do FSC.
 A produção brasileira de madeira é monitorada pelo Documento de Origem Florestal (o Sistema DOF)
e pelo novo Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais), os quais em
breve serão combinados com outros bancos de dados de modo a rastrear a cadeia da madeira. “Essa
mudança tende a ser um marco, pois tudo ficará digital”, avalia Aline Tristão. “O controle é bastante
sofisticado, mas os fraudadores sempre descobrem meios de 'lavar' a madeira, alerta Maurício de Moura
Costa, diretor da Bolsa de Valores Ambiental (BVRio), plataforma para compra e venda de madeira legal
rastreada. Ele se refere a um efeito perverso da informatização: possibilitar que os lotes ilícitos cheguem
ao consumidor com documentação aparentemente regular. “Para evitar riscos, muitas construtoras
substituíram o material por cerâmica no revestimento e alumínio e PVC em portas e janelas. Mas isso
mata a economia da floresta, a qual precisa se fortalecer para combater o desmatamento, arrecadar
impostos e gerar empregos”, alega Moura Costa, autor de um relatório recente da BVRio que traça um
diagnóstico amplo e propõe bancos de dados para inibir a clandestinidade.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1616272
282) 
 Na base da história, no entanto, está o cidadão. “Madeira ilegal tem fornecedor, mas também
consumidor”, diz o arquiteto Marcelo Aflalo, de São Paulo. Na realidade, da floresta até a nossa casa, o
caminho é longo e, mesmo com o avanço das tecnologias de controle, ainda há muito a ser feito para
reduzir a ilegalidade e seus danos. Fraudes na cadeia produtiva comprometem a sustentabilidade da
floresta e impedem o crescimento de um importante setor da economia. Cabe, portanto, ao cidadão
consumir com segurança e responsabilidade e fazer disso um ato de combate à corrupção no país.
 
O elemento sublinhado expressa, semanticamente, uma relação de posse e é empregadocomo elemento
coesivo ao estabelecer uma relação entre um referente apresentado anteriormente no texto (o
possuidor) e outro introduzido posteriormente (a coisa possuída).
Essa dinâmica explica o funcionamento dos pronomes possessivos apresentados em todas as
alternativas, EXCETO em
a) a seus maiores consumidores (ℓ.4).
b) suas vegetações nativas (ℓ.5-6).
c) seu território (ℓ.7).
d) nossa casa (ℓ.87).
e) seus danos (ℓ.89).
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FCC - AJ TRF3/TRF 3/Administrativa/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
O museu é considerado um instrumento de neutralização – e talvez o seja de fato. Os objetos que
nele se encontram reunidos trazem o testemunho de disputas sociais, de conflitos políticos e religiosos.
Muitas obras antigas celebram vitórias militares e conquistas: a maior parte presta homenagem às
potências dominantes, suas financiadoras. As obras modernas são, mais genericamente, animadas pelo
espírito crítico: elas protestam contra os fatos da realidade, os poderes, o estado das coisas. O museu
reúne todas essas manifestações de sentido oposto. Expõe tudo junto em nome de um valor que se
presume partilhado por elas: a qualidade artística. Suas diferenças funcionais, suas divergências políticas
são apagadas. A violência de que participavam, ou que combatiam, é esquecida. O museu parece assim
desempenhar um papel de pacificação social. A guerra das imagens extingue-se na pacificação dos
museus.
Todos os objetos reunidos ali têm como princípio o fato de terem sido retirados de seu contexto. Desde
então, dois pontos de vista concorrentes são possíveis. De acordo com o primeiro, o museu é por
excelência o lugar de advento da Arte enquanto tal, separada de seus pretextos, libertada de suas
sujeições. Para o segundo, e pela mesma razão, é um "depósito de despojos". Por um lado, o museu
facilita o acesso das obras a um status estético que as exalta. Por outro, as reduz a um destino
igualmente estético, mas, desta vez, concebido como um estado letárgico.
A colocação em museu foi descrita e denunciada frequentemente como uma desvitalização do simbólico,
e a musealização progressiva dos objetos de uso como outros tantos escândalos sucessivos. Ainda seria
preciso perguntar sobre a razão do "escândalo". Para que haja escândalo, é necessário que tenha havido
atentado ao sagrado. Diante de cada crítica escandalizada dirigida ao museu, seria interessante
desvendar que valor foi previamente sacralizado. A Religião? A Arte? A singularidade absoluta da obra? A
Revolta? A Vida autêntica? A integridade do Contexto original? Estranha inversão de perspectiva. Porque,
simultaneamente, a crítica mais comum contra o museu apresenta-o como sendo, ele próprio, um órgão
de sacralização. O museu, por retirar as obras de sua origem, é realmente "o lugar simbólico onde o
trabalho de abstração assume seu caráter mais violento e mais ultrajante". Porém, esse trabalho de
abstração e esse efeito de alienação operam em toda parte. É a ação do tempo, conjugada com nossa
ilusão da presença mantida e da arte conservada.
(Adaptado de: GALARD, Jean. Beleza Exorbitante. São Paulo, Fap.-Unifesp, 2012, p. 68-71)
 
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283) 
... suas financiadoras
Suas diferenças funcionais...
... seu caráter mais violento...
Os pronomes dos trechos acima referem-se, respectivamente, a:
a) vitórias militares − manifestações − museu
b) vitórias militares − obras modernas − museu
c) potências dominantes − obras modernas − trabalho de abstração
d) potências dominantes − manifestações − trabalho de abstração
e) potências dominantes − obras modernas − museu
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QUADRIX - Fisc Bio (CRBio 05)/CRBio 05/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
 
Cérebro grande nasceu na cozinha
 
Imagine só o seguinte: O gorila é três vezes maior do que o homem, mas tem um cérebro três vezes
menor. Por quê? Qual foi o fator, ao longo dos milhões de anos de evolução que nos separam dos nossos
parentes primatas, que permitiu aos seres humanos desenvolver um cérebro tão grande,
proporcionalmente ao tamanho do seu corpo?
 
Segundo a pesquisa de uma neurocientista brasileira, foi a invenção da cozinha. Tecnicamente falando, a
capacidade de utilizar o fogo para "pré-digerir" os alimentos antes de consumi-los, o que permitiu aos
nossos antepassados obter uma quantidade muito maior de energia com muito menos esforço e em
muito menos tempo. ( Experimente comer uma mandioca crua versus uma mandioca cozida
para entender a diferença.)
 
Nosso cérebro corresponde, em média, a 2% da massa total do nosso corpo. Parece pouco, mas é muito!
Nos outros grandes primatas (chimpanzés, gorilas e orangotangos), essa proporção é de no máximo
0,6%. Uma diferença crucial, que, no fim das contas, é o que mais nos diferencia deles e do resto do
mundo animal.
 
O grande diferencial do Homo sopiens, afinal de contas, é o tamanho desproporcionalmente grande de
seu cérebro. De nada adiantaria andarmos eretos e termos dedos tão maravilhosamente articulados se
não tivéssemos um cérebro capaz de raciocinar sobre o que vemos e de controlar esses dedos com a
fineza e a destreza necessárias para produzir ferramentas, ornamentos e coisas desse tipo. Seria uma
anatomia sofisticada, mas não tão vantajosa assim... Sem falar, é claro, nas capacidades cognitivas, de
raciocínio, linguagem etc.
 
Ter um cérebro maior é bom porque nele cabem mais neurônios. E quanto maior o número de neurônios,
maior o seu "potencial de inteligência", por assim dizer.
 
Mas essa vantagem neuronal não sai de graça. Manter um cérebro grande (e com muitos neurônios)
funcionando custa caro, muito caro, em termos energéticos. Seis quilocalorias (6 kCal) por cada bilhão
de neurônios, para ser mais exato.
 
Um cérebro humano tem, em média, cerca de 80 bilhões de neurônios e consome cerca de 20% da
energia do corpo (apesar de ocupar apenas 2% da sua massa, como mencionado anteriormente).
Funciona como o motor de um carro de corrida: superpoderoso, porém pouco econômico. Precisa de
muito combustível para funcionar! E combustível, no nosso caso, significa comida.
 
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284) 
(Disponível em www.estadao.com.br)
 
Sobre a palavra "seu", que aparece em destaque no primeiro parágrafo do texto, assinale a alternativa
incorreta.
a) Refere-se a "seres humanos".
b) É um pronome possessivo.
c) Participa de um processo de coesão referencial anafórica.
d) Funciona, sintaticamente, como adjunto adnominal.
e) É um pronome de segunda pessoa do singular.
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OBJETIVA CONCURSOS - Ana Adm (TRENSURB)/TRENSURB/Médico do
Trabalho/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Texto
 
Como as aves migratórias conseguem se guiar pelo campo
magnético?
 
Todos os anos, milhares de passarinhos fogem do inverno escandinavo e buscam refúgio às margens do
Mediterrâneo, no sul da Europa. Eles sabem que rumo seguir porque a seleção natural os equipou com
bússolas nos olhos.
 
O truque começa com proteínas localizadas nos olhos, conhecidas pelo código Cry4, que se quebram em
duas moléculas menores quando são expostas à luz de comprimentos próximos da cor azul. Na época de
migrar, a produção de Cry4 aumenta nos piscos.
 
Moléculas comuns têm elétrons que andam em pares, e os membros desses pares são opostos no que
diz respeito a uma propriedade chamada spin, que tem a ver com magnetismo. O resultado desse
cancelamento mútuo é que a maioria das moléculas não é influenciável por campos magnéticos.
 
Acontece que as moléculas geradas pela quebra da Cry4 são de um tipo especial: chamam-se “radicais” e
têm elétrons solteiros – que, sem um spin oposto para cancelar o seu, agem como ímãs.
 
Após a quebra, os dois radicais podem tanto voltar a se unir na forma de Cry4 como gerar um novo
produto, diferente do original. Como os radicais possuem elétrons não pareados, a porcentagemde pares
de radicais que terá cada um desses destinos possíveis muda conforme a orientação do pássaro em
relação ao campo magnético.
 
É assim que o pássaro sabe em que direção está indo. Outra questão é entender de que maneira o
animal visualiza isso. Como é a sensação subjetiva de ter uma bússola instalada em nossos olhos?
 
É provável que os produtos da quebra da Cry4 afetem os demais receptores de luz nos olhos do pássaro,
gerando regiões mais escuras ou claras em seu campo de visão. Ou seja: as aves migratórias saberiam
para onde ir conforme uma espécie de filtro aplicado sobre a iluminação ambiente (mais ou menos como
pilotos de caça veem informações projetadas na frente do capacete em um tipo de visor translúcido
chamado HUD).
 
(Site: Abril - adaptado.)
 
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285) 
Considerando-se o período “Outra questão é entender de que maneira o animal visualiza isso.”, o termo
sublinhado é classificado, gramaticalmente, como:
a) Advérbio.
b) Substantivo.
c) Preposição.
d) Pronome.
e) Adjetivo.
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FUNDATEC - ASoc (Santa Rosa)/Pref Santa Rosa/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Há um jeito mais divertido de parecer mais confiante no trabalho
 
Algumas pessoas nascem com o dom de saber usar o humor a seu favor, já outras precisam aprender a
dominar essa técnica. Um profissional que queira desenvolver ou aperfeiçoar habilidades de comunicação
deve investir em técnicas para crescer na carreira e parecer mais confiante no trabalho.
 
José Luiz Martins, humorista e um dos criadores da Empório da Palestra, que oferece um curso sobre
como usar o humor como ferramenta profissional, afirma que ser bem-humorado vai muito além de
saber fazer piada. “Uma pessoa bem-humorada passa segurança, tranquilidade e você tem a impressão
de que a pessoa sabe o que está fazendo”, diz.
 
Não existe um manual com regras de quando e como contar piadas para quebrar o gelo em uma reunião,
por exemplo. Para Regis Folco, humorista e também criador da Empório da Palestra, trata-se muito mais
de ter habilidade de analisar o contexto, escolher o momento apropriado e fazer comentários relevantes
sem ser invasivo.
 
Melhore o ambiente de trabalho e solucione problemas
 
Um ambiente de trabalho em que o mau humor domina interfere negativamente nas relações
interpessoais. O local fica com uma energia pesada, as pessoas ficam com medo de sugerir ideias, pois
temem que as reações piorem ainda mais o cenário.
 
“O humor é muito mais que humor entretenimento. Ele ajuda você a questionar procedimentos e
atitudes. Além de trazer mais leveza para o ambiente de trabalho, tira o medo de lidar com certas
situações e desmistifica problemas. Faz com que você encare os problemas do tamanho que eles são”,
afirma Martins.
 
Para ele, ser bem-humorado no trabalho estimula a interação entre a equipe e incentiva as pessoas a
traçarem melhores estratégias. É encarar tudo de forma racional e, ao mesmo tempo, com positividade.
 
Demonstre confiança e passe segurança
 
Em 2009, Dick Costolo twittou a seguinte frase na noite anterior a assumir o cargo de COO: “First full day
as Twitter COO tomorrow. Task #1: undermine CEO, consolidate power.”. Em tradução literal: “Primeiro
dia inteiro como COO do Twitter amanhã. Tarefa # 1: enfraquecer o CEO, consolidar o poder.” As
respostas foram positivas, ele assumiu o cargo e um ano depois realmente se tornou o CEO do Twitter.
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1023960
286) 
287) 
Assumir um novo cargo pode ser estressante para os integrantes da equipe e cabe ao novo líder quebrar
o gelo. Costolo fez isso de uma forma simples usando o bom humor. O mais importante, nesses
momentos, é não deixar de ser autêntico. “Não tem nada mais irritante do que falsa alegria, é igual a
alguém tentar forçar a venda de algo para a gente. Nosso instinto humano repulsa certas atitudes”,
afirma Martins.
 
Conquiste qualquer audiência contando uma piada
 
Diferentemente do que a maioria das pessoas acredita, não é preciso ser uma pessoa extrovertida para
contar piada e fazer o público rir. Existem técnicas para você quebrar o protocolo de forma saudável e
estratégica, seja em uma palestra ou em uma reunião de trabalho.
 
“Tem que avaliar bem o contexto do momento. Colocar uma imagem divertida em uma apresentação, um
gif, ou abrir com uma coisa engraçada que aconteceu com você naquela manhã, por exemplo, isso é
bem-vindo, pois as pessoas gostam de sensações relacionadas ao bom humor. Cria simpatia, aproxima e
você conquista mais a audiência”, explica Folco.
 
Afinal, você quer que o público preste atenção no material que você preparou e absorva tudo que você
tenha a oferecer. Para evitar situações constrangedoras, ele ressalta que aquelas piadas de humor
pesado, agressivo e ácido devem ser deixadas de lado. Humor no ambiente de trabalho deve ser mais
leve e inclusivo.
 
(Camila Lam – Revista Exame – 25/07/2019 – Disponível em: https://exame.abril.com.br/ – adaptação)
 
No texto, temos o emprego do pronome “alguém”. Assinale a alternativa que apresenta sua correta
classificação.
a) Indefinido.
b) Pessoal.
c) Demonstrativo.
d) Relativo.
e) Possessivo.
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MÉTODO - Prof (Planalto S)/Pref Planalto Serra/Nível Superior/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Assinale a alternativa cuja frase contém pronome indefinido substantivo:
a) O futebol é um esporte;
b) Você nasceu nessa cidade;
c) Tenho uma coleção de quadros;
d) Ele gosta de quem o elogia.
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NUCEPE UESPI - Prof 2º C (Teresina)/Pref Teresina/Língua Portuguesa/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Analise a situação a seguir para responder à questão.
 
Em um bar de uma cidadezinha, o proprietário afixou uma placa semelhante à reproduzida abaixo.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1481475
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1547633
288) 
 
Disponível em:<https://brainly.com.br/ta.refa/16386362. Acesso em 12 de nov. 2019.
 
A respeito dessa situação, constata-se que
a) a mensagem, nesse contexto, deve ser interpretada como uma afirmação crítica aos caçadores e
pescadores.
b) o pronome indefinido “outros” deixa implícito que, entre os que mentem, incluem-se os caçadores
e os pescadores.
c) o proprietário do bar considera os caçadores e os pescadores fregueses díspares dos mentirosos.
d) a retirada do pronome “outros” inclui os caçadores e os pescadores na categoria dos mentirosos.
e) o termo “mentirosos” continuaria como adjetivo, caso o pronome “outros” fosse excluído da placa.
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FUNRIO - Proc (ALERR)/ALERR/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Relação com o consumidor: impactos das redes sociais no comportamento de consumo
 
Com a crescente popularização das redes sociais, diversos estudos sobre o impacto da conectividade no
comportamento de indivíduos e de grupos têm surgido. Novos hábitos, preferências e formas de
relacionamento surgem a cada dia, principalmente a partir do boom no uso dos smartphones.
 
Como não poderia ser diferente, as empresas têm enfrentado o desafio de se adequar às novas formas
de se relacionar com os clientes, e, para isso, muitos pesquisadores estão investindo na compreensão
sobre as formas de lidar cm a inovação dos meios de comunicação.
 
Para entender a influência no comportamento de compra e consumo diante das mudanças
proporcionadas pelo uso das redes sociais, conversamos com a Professora Sandra Salgado, que
atualmente cursa seu Doutorado em Gestão de Informação no IMS - Informarion Management School,
na Universidade Nova de Lisboa em coparticipação da ECA/USP.
 
Os consumidores na Era da Informação
 
De acordo com a especialista, a emergência das redes sociais tem transformado o modo como as
pessoas lidam com a sociedade, baseando-se em um modelo de interligação e comunicação de todos
para todos. Para se terdimensão da força das redes, de acordo com uma pesquisa divulgada pela União
Internacional de Telecomunicação (UIT), em 2014, mais de um bilhão de pessoas já estava ativo nesse
tipo de meio de comunicação. Assim, as empresas têm percebido cada vez mais a importância de utilizar
as redes sociais como forma de se aproximar de seu público-alvo.
 
Os novos consumidores surfaram a onda da inovação digital, adotaram a conectividade, mergulharam na
mobilidade, ganharam vozes diversas nas redes sociais e pediram uma nova forma de se relacionar com
marcas, empresas, instituições, explica Sandra Salgado.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/710067
Com o brasileiro se mostrando cada vez mais participativo e conectado, esses novos hábitos acabaram
afetando diretamente a forma com que as empresas têm se relacionado com os clientes e consumidores
em potencial. Um ponto de grande destaque sobre o assunto é que a hiperconectividade e toda a
facilidade com a qual as pessoas trocam informações atualmente tem feito com que as tradicionais
burocracias e demoras se tornem cada vez menos toleradas.
 
De acordo com Salgado, nesse contexto, as interações e soluções em 'real time' são cada vez mais
exigidas das empresas, assim estas têm a chance, como nunca antes tiveram, de ouvir e participar das
conversações com este novo consumidor. Há uma profusão de possibilidades e de informações que nunca
foram tão acessíveis aos usuários e uma multiplicidade de canais de interação com os clientes tão
numerosos quanto baratos. Essa é uma vantagem que precisa ser aproveitada para a construção de algo
que faça sentido para a vida das pessoas e que mantenha, portanto, a solidez e a sustentação dos
negócios ao longo do tempo.
 
A força da interação
 
Com toda a facilidade proporcionada pelas plataformas digitais, as redes sociais contribuem de forma
bastante significativa na exposição das marcas, oferecendo, inclusive, uma oportunidade interessante
para as empresas interessas na pesquisa com os consumidores e usuários, uma importante forma de
conhecer o seu público.
 
Segundo a pesquisa "Hábitos e comportamentos do usuários de redes sociais no Brasil", da empresa de
análise e interação da mídia gerada pelo consumidor E.life, as redes sociais foram o quarto canal mais
utilizado pelos usuários para se comunicarem com as empresas: deles, 66,9% acompanham as páginas e
perfis de empresas, produtos e serviços em redes sociais para terem atendimento on-line em caso de
necessidade; 93,3% curtem páginas de empresas, produtos ou serviços no Facebook; 48,5% passaram
a admirar mais as marcas depois de curti-las no Facebook, revela a entrevistada.
 
É fácil perceber como as redes sociais dão voz aos usuários. Já imaginou quantas informações são
compartilhadas diariamente? E isso inclui a divulgação da experiência do público com produtos e
serviços. Ora, com toda a atividade dos usuários nas redes sociais, não é de se surpreender o enorme
impacto que as postagens têm para melhoras ou prejudicar a imagem de uma companhia, não é
mesmo?
 
Sandra Salgado afirma que os consumidores engajados em comunidade virtuais geralmente têm amplo
conhecimento do produto e envolvem-se em discussões relacionadas a ele, além de apoiarem-se
mutuamente na resolução de problemas e geração de ideias. Portanto, essas interações representam
uma valiosa fonte de inovação para as empresas que buscam ampliar seu grau de competitividade
inserindo as plataformas digitais como forma de obter um conjunto maior de informações sobre seus
clientes/usuários.
 
Quem são os prosumers?
 
Algumas pesquisas internacionais têm falado sobre uma nova classe de consumidores que está
emergindo: os chamados prosumer. No processo convencional de criação de valor para uma marca, a
empresa e o consumidor tinham, anteriormente, claramente papéis distintos, de produção e consumo.
Porém, o que observa hoje, é que cada vez mais os consumidores estão se engajando na dupla tarefa de
definir e criar valor. Ou seja, a experiência de cocriação do consumo tem se tornado a base do valor.
 
A opinião do público é difundida cada vez mais facilmente por meio de blogs , websites de
relacionamento e outras formas de conectividade, aumentando a complexidade do contexto e dos fatores
externos que influenciam os hábitos dos consumidores. Nessa direção, nota-se que consumidores estão
agregando aprendizados e informações e cooperando para que as mudanças no mercado e no ambiente
ocorram de forma mais eficiente.
 
A pesquisadora explica ainda que, durante anos, as empresas mantiveram uma relação unilateral com
seu público, oferecendo produtos e serviços sem a preocupação de manter um diálogo aberto, postura
289) 
290) 
essa que está sendo reavaliada diante de consumidores cada vez mais ativos, barulhentos e conectados
socialmente. [...]
 
NEVES, Andressa. Relação com o consumidor: impactos das redes sociais no comportamento de consumo.
Canaltech, 20 jun. 2016. Disponível em: <https://canaltech.com.br/redes-sociais/redes-sociais-os-novos-
comportamentos-de-compra-e-consumo-70329/>. Acesso em: 27 de jun. 2018.(Texto adaptado)
 
A palavra em destaque está corretamente classificada no seguinte fragmento do texto:
a) [...] muitos pesquisadores estão investindo na compreensão sobre as formas de lidar com a
inovação dos meios de comunicação. (advérbio)
b) [...] as tradicionais burocracias e demoras se tornem cada vez menos toleradas. (pronome)
c) A opinião do público é difundida cada vez mais facilmente por meio de blogs [...] (advérbio)
d) Já imaginou quantas informações são compartilhadas diariamente? (pronome)
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CONSESP - Prof (Monte Castelo)/Pref Monte Castelo/Ensino Fundamental I Anos
Iniciais/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Em “ Ele gosta de quem o paparica.”, o termo destacado é classificado como pronome
a) demonstrativo.
b) indefinido.
c) possessivo.
d) relativo.
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CETAP - Eng (SM Guamá)/Pref SM Guamá (PA)/Florestal/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:
 
Olivia
Luís Fernando Veríssimo.
 
Querida Olivia Schmid, muito obrigado pela carta que você mandou no hospital Pró-Cardíaco, quando
soube que eu estava internado lá, semana passada. Sua carta me emocionou, bem como as muitas
mensagens que recebi dos amigos e de desconhecidos como você, desejando meu restabelecimento. O
restabelecimento era garantido, pois eu estava nas mãos dos médicos Claudio Domenico, Marcos
Fernandes, Aline Vargas, Felipe Campos e toda a retaguarda de craques do hospital, além do dr. Alberto
Rosa e do dr. Eduardo Saad, que instalou no meu peito o marca-passo que, se entendi bem, vai me
permitir competir. Mas, infelizmente, não pude responder sua cartinha porque você não colocou seu
endereço. Só sei que você se chama Olivia (lindo nome), tem 10 anos, mora na Tijuca e cursa o quinto
ano da Escola Municipal Friedenreich. E que gosta muito de ler.
 
Você me fez uma encomenda: pediu que eu escrevesse uma história sobre pessoas que não gostam de
acordar cedo de manhã, como você. Vou escrever a história, Olivia, inclusive porque pertenço à mesma
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1402915
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1187956
291) 
irmandade. Concordo que não existe maldade maior do que tirar a gente do quentinho da cama com o
pretexto absurdo de que é preciso ir à escola, trabalhar etc., todas essas coisas que não se comparam
com o prazer de ficar na cama só mais um pouquinho. Acho até que poderíamos formar uma associação
de pessoas que pensam como nós, uma Associação dos que Odeiam Sair da Cama de Manhã (AOSCM).
Poderíamos até fazer reuniões do nosso grupo - desde que não fossem muito cedo de manhã, claro.
 
Você me fez um pedido e eu vou fazer um a você, Olivia. Por favor, continue sendo o que você é. Não,
não quero dizer leitora dos meus livros, se bem que isto também. Continue sendo uma pessoa que
consegueemocionar outra pessoa com um simples ato de bondade, sem qualquer outro pretexto a não
ser sua vontade de ser solidária. Você deve ter notado que o pessoal anda muito mal-humorado, Olivia.
Se desentendem e brigam porque um não tolera a opinião do outro. Conversa vira bate-boca, debate
vira, às vezes, até troca de tapas. Uma das crises em que o Brasil está metido é uma crise de civilidade.
Não deixe que nada disso mude a sua maneira de ser, Olivia. O seu simples ato de bondade vale mais do
que qualquer um desses discursos rancorosos. Animou meu coração mais do que um marca-passo. O
Brasil precisa muito de você, Olivia.
 
Marque a alternativa em que "um" está classificado morfologicamente como pronome indefinido:
a) "Você me fez uma encomenda:( ... )".
b) "( ... ) só mais um pouquinho."
c) "( ... ) um não tolera a opinião do outro."
d) "( ... ) uma crise de civilidade."
e) "( ... ) mais de que um marca-passo."
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FEPESE - AFTM Florianópolis/Pref Florianópolis/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Texto 1
Os antiéticos e os aéticos
Existe alguém sem ética, posso falar que alguém não tem ética? Ou eu devo dizer que aquilo é antiético?
Aquele que frauda o imposto, aquele que pratica corrupção, aquele que para o carro em fila dupla
praticou um ato não ético ou antiético? Posso eu dizer que alguém não tem ética? Não. Por quê? Porque,
se você tem princípios e valores para decidir, avaliar e julgar, então você está submetido ao campo da
ética.
Não existe “falta de ética”. Essa expressão é equivocada, talvez o que se queira dizer é: “Isso é
antiético”, algo contrário a uma ética que esse grupo compartilha e aceita. Não confunda aético – isto é,
aquele a quem não se aplica a questão da ética – com antiético.
Existe algum tipo de ser humano que eu posso dizer que é aético? Sim, aquele que não pode decidir,
avaliar e julgar. Por exemplo, o Imposto de Renda tem uma legislação que permite que seja seu
dependente quem for incapaz: o menor até determinada idade, uma pessoa com muita idade, pessoas
com algum tipo de deficiência.
[…]
Uma palavra que designa conflito ético é “dilema”. Dilema é quando você quer os dois, por isso é que seu
prefixo é “di”. Os dois podem ser escolhidos, mas apenas um é eticamente correto. Se você tem
autonomia e liberdade, vive dilemas éticos. Não tem como você não vivê-los. E você a eles vai sobreviver
melhor quanto mais tiver claro quais são seus princípios e valores.
CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra?: inquietações propositivas sobre gestão,
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292) 
liderança e ética. 11. ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 2010. p. 109-111 [Adaptado]
 
Considere o trecho extraído do texto:
“Existe alguém sem ética, posso falar que alguém não tem ética? Ou eu devo dizer que aquilo é
antiético? Aquele que frauda o imposto, aquele que pratica corrupção, aquele que para o carro em fila
dupla praticou um ato não ético ou antiético? Posso eu dizer que alguém não tem ética? Não. Por quê?
Porque, se você tem princípios e valores para decidir, avaliar e julgar, então você está submetido ao
campo da ética.”
Assinale a alternativa correta.
a) O pronome “alguém”, nas duas ocorrências sublinhadas, exerce a função sintática de objeto direto
e de sujeito, respectivamente.
b) As locuções verbais “posso falar” e “devo dizer” são sinônimas, podendo ser intercambiáveis sem
prejuízo do sentido dos enunciados.
c) Na terceira frase do trecho destacado, há um sujeito composto que requer que o verbo esteja
obrigatoriamente no plural (“praticaram”), seguindo a regra geral de concordância verbal do
português.
d) O pronome “você” está usado com sentido indeterminado, não se referindo a um interlocutor
específico.
e) As duas ocorrências do pronome “eu” se constituem em desvio gramatical, pois a expressão
número-pessoal não pode ser marcada de forma redundante, e a locução verbal não pode ter sujeito
intercalado.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Advogado/2004
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
A tal da demanda social
 
Está para voltar (...) o critério da "demanda social" para abertura de cursos superiores. Para um
economista puro-sangue é uma contradição de palavras. Demanda tem a ver com gente querendo pagar.
Social teria a ver com interesse coletivo. Juntando as duas coisas só pode ser apagão intelectual. Mas
deixemos as querelas teóricas.
A idéia de buscar "demanda social" para autorizar um curso é antiga (...). O critério é um sobrevivente
anacrônico da época em que para cada novo graduado havia um emprego descrito por uma palavra com
a mesma raiz. Para os médicos, haveria empregos de médico, para os advogados, de advogado, e por aí
afora.
Mas já no censo de 1991 bem mais da metade dos graduados do ensino superior tinha empregos
distantes do que estava escrito no seu diploma. Hoje, é ainda maior a proporção dos
"desprofissionalizados". A muitos, dá gosto pôr a culpa em fatores externos. Mas, se é assim também
nos Estados Unidos e na Europa, é porque o número de diplomados do ensino superior tende a crescer
bem mais rápido do que a economia.
No fundo é simples. As profissões tradicionais crescem pouco. Em contraste, com as mudanças
tecnológicas, é célere a expansão das "genéricas", em que é preciso cursar os quatro anos do ensino
superior, mas não faz muita diferença o que nele se estuda. Envolvem comprar, vender, mandar,
organizar, comunicar-se etc. As competências requeridas são ler, escrever, usar números, resolver
problemas e trabalhar em grupo. Em suma, pensar analiticamente e aprender rápido o que quer que
apareça pela frente.
Diplomas como os de Medicina e Odontologia continuam levando às ocupações correspondentes. Mas em
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293) 
outras matérias, como Economia, nem sequer 10% dos graduados trabalham na função. Os filósofos têm
apenas 5%. Saturação dos mercados? Longe disso, as estatísticas mostram que entre os diplomados
nessas áreas as taxas de desemprego são pelo menos a metade da média nacional e os níveis de
rendimento pelo menos o dobro dos auferidos por quem não tem diploma. E, afora o choque inicial de
descobrir que o emprego terá outro nome, se é que tem nome, não há evidências de que gere menos
satisfação profissional.
Diante disso, como poderemos dizer se há ou não demanda social? Se definirmos o termo pela existência
de empregos com o nome do diploma, há varias décadas não há demanda social nem para 10% dos
cursos superiores. Se admitirmos que pode sobrar gente sem um determinado emprego, qual a
proporção mágica acima da qual não haverá demanda social? Por outro lado, e as outras ocupações que
requerem diploma superior, mas não curso específico? São muitas centenas. Teríamos de criar um curso
superior para cada uma?
As conclusões são inevitáveis. Não há critério prático para dizer se há ou não demanda social - de resto
nem para dizer o que é isto.
 
CASTRO, Cláudio de Moura. A tal da demanda social. Revista Veja, 10 mar. 2004 (com adaptações)
No título do artigo "A tal da demanda social", a classe de palavra de "tal" é:
a) pronome.
b) adjetivo.
c) advérbio.
d) substantivo.
e) preposição.
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IBFC - Per Crim (PC RJ)/PC RJ/Biologia/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos
Texto I
O silêncio é um grande tagarela
 
Acredite se quiser. O silêncio tem voz. O silêncio fala. O que é perfeitamente normal no universo
humano. Ou você pensa que só ou nosso falar, comunica? O silêncio também comunica. E muito. O
silêncio pode dizer muita coisa sobre um líder, uma organização, uma crise, uma relação.
 
Mesmo que a nudez seja uma ação estratégica, não adianta. Logo mais, alguém vai criar uma versão
sobre aquele silêncio. Interpretá-lo e formar uma opinião. As percepções serão múltiplas. As
interpretações vão correr soltas. As opiniões formarão novas opiniões e multiplicarão comentários. O
silêncio, coitado, que só queria sepreservar acabou alimentando uma rede de conversas a seu respeito.
Porque não adianta fingir que ninguém viu, que passou despercebido. Não passou. Nada passa
despercebido - nem o silêncio.
 
A rádio corredor então, é imediata. Na roda do café, no almoço, no happy-hour. Todos os empregados
vão comentar o que perceberam com aquele silêncio oficial, com o que ficou sem uma resposta. Com o
que ficou no ar. Com a falta da comunicação interna.
 
E as redes sociais, com suas vastidões de blogs, chats, comunidades e demais canais vão falar, vão
comentar e construir uma imagem a respeito do silêncio. Porque o silêncio, que não se defende porque
não emite sua versão oficial - perde uma grande oportunidade de esclarecer, de dar volta por cima e
mudar percepções, influenciar. Porque se a palavra liberta, conecta, use; o silêncio perde, esconde,
confunde, sonega.
 
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Afinal, não existem relações humanas sem comunicação. Sem conversa. São as pessoas que dão vida e
voz às empresas, aos governos e às organizações. Mesmo dois mudos se comunicam por sinais e gestos.
Portanto, o silêncio também fala. Mesmo que não queira dizer nada.
 
Por isso, é preciso conversar. Sabe o quê, quando, como falar. Sabe ouvir. Saber responder. Interagir. Este
é um mundo que clama por diálogo. Que demanda transparência. Assim como os mercados, os clientes e
os consumidores. Assim como os cidadãos e os eleitores, mais do que nunca! E o silêncio é uma voz
ruidosa. nunca foi bom conselheiro. Desde a briga de namorados. Até as suspeitas de escândalos
financeiros, fraudes, desastres ambientais, acidentes de trabalho.
 
O silêncio é um canto de sereia. Só parece uma boa solução, por que a voz do silêncio é um grito com
enorme poder de eco. E se você não gosta do que está ouvindo, preste atenção no que está emitindo.
Pois de qualquer maneira, sempre vai comunicar alguma coisa. Quer queira, quer não. De maneira
planejada, sendo previdente. Ou apagando incêndios, com enormes custos para a organização, o valor
da marca, a motivação dos empregados e o próprio futuro do negócio.
 
Enfim, o silêncio nem parece, mas é um grande tagarela.
 
(Luiz Antônio Gaulia) Disponível em http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_veasp?
ID_COLUNA=96&ID_COLUNISTA=27 Acesso em 19/07/2013
 
Texto II
Para Ver as Meninas
 
Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
Quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E anda mais nos braços
Só este amor
Assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
 
(Marisa Monte) Disponível em http://letras.mus.br/marisa-monte/47291/Acesso em 19/07/2013
 
No texto I, a frase “Ou você pensa que só o nosso falar, comunica?” apresenta o pronome você que não
faz referência a uma interlocutor específico. O mesmo procedimento é adotado, pelo vocábulo em
destaque, no seguinte verso do texto II:
a) “Enquanto esqueço um pouco!”
b) “ Eu não me lembro mais”
c) “ quem me deixou assim”
294) 
d) “ Quem não sabe nada se cale”
e) “Ao meu jeito eu vou fazer”
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Unifil - Prof (Pref Cambé)/Pref Cambé/Educação Infantil/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Especialista esclarece mitos e verdades sobre a alimentação saudável Da Redação, com Melhor da
Tarde Levar uma vida saudável é o dilema para muitos brasileiros. Uma alimentação saudável ajuda na
melhora do sistema imunológico, na qualidade do sono, humor, na perda de peso e até na capacidade de
concentração.
 
Por estes motivos, o Melhor Da Tarde entrevistou nesta quinta-feira, 3, o especialista Cláudio Mutti,
nutrólogo que esclareceu dúvidas, mitos e verdades sobre os alimentos que são bons e aqueles que são
uma verdadeira bomba-relógio para o nosso corpo. Veja a seguir:
 
Tomar leite faz bem para a saúde?
 
Mito. Segundo Mutti, o leite faz bem para saúde do bezerro. O leite para o ser humano é inflamatório e
não faz bem pois ele é a secreção da vaca. Ele esclarece que o leite tem a caseína, que chega a ser pior
que a lactose. O nutrólogo recomenda dar leite a criança até os 8 anos, após isso não mais.
 
Ele recomenda os derivados que também são ruins, mas não tanto quanto o leite.
 
O adoçante é melhor que o açúcar?
 
Mito. Ambos são ruins, porém o adoçante é péssimo pois cada vez que consumimos o adoçante
aumentamos a insulina do nosso corpo, a insulina é o hormônio mais inflamatório que temos e doenças
como infarto, derrame, Alzheimer e Parkinson são causadas por inflamação. Então, ambos são ruins para
a saúde. O aconselhável é diminuir a quantidade até o corpo se acostumar a ficar sem.
 
O ovo é o vilão do colesterol alto?
 
Mito, pois o próprio corpo produz o próprio colesterol.
 
Mutti deixa claro que obviamente tudo que consumimos em grande quantidade é muito ruim. Quando se
tem um aumento do colesterol no corpo, significa que seus hormônios não estão funcionando bem.
Segundo o nutrólogo, o colesterol não é o vilão da história e o ovo também não. O ovo é considerado o
segundo melhor alimento do mundo e o consumo dele sem exageros é aceitável.
 
Consumir ou não consumir legumes por causa dos agrotóxicos?
 
Segundo o nutrólogo, se você tiver condições de consumir os legumes orgânicos, consuma, mas caso
não seja possível é melhor consumir legumes que usam agrotóxicos do que consumir alimentos
industrializados. Ele aconselha a fazer “mais feira” e “menos mercado”.
 
Suco de fruta faz bem?
 
Segundo ele, suco é ruim. As frutas tem de ser consumidas com a casca para obtermos as fibras. O suco
natural de laranja irá se transformar em frutose e depois irá se tornar gordura, então o suco nunca é
bom. Caso tenha que beber, escolha o natural. Ao invés de mandar suco de caixinha para escola com seu
filho substitua por água de coco.
 
Melhor gordura de porco ou óleo de soja?
 
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295) 
Óleo de soja jamais, utilize óleo de coco. A gordura de porco é boa, mas é preciso saber a procedência
dessa gordura e desse porco. A gordura boa é daquele porco que é criado sem o consumo de hormônios,
então por via das dúvidas utilize o óleo de coco.
 
Alimentos integrais são realmente mais nutritivos que os considerados “normais”?
 
Os integrais são bem melhores, pois têm mais fibras e ajudam o nosso intestino. Os produtos com
poucas fibras são mais inflamatórios.
 
Manteiga ou margarina? Qual melhor opção?
 
A margarina, segundo o nutrólogo, é um veneno para o nosso corpo e aumenta chances de desenvolver
doenças. A manteiga é boa para flora intestinal, então ela é a melhor opção.
 
Leite de soja gera disfunção sexual nos homens?
 
Isso é uma verdade. Segundo Mutti, o leite de soja não deve ser consumido por homens, principalmente
os meninos. O leite diminui a velocidade do desenvolvimento dos homens e para as meninas também
podem ter uma menstruação precoce.
 
A soja não é boa pois é um alimento transgênico, mudou a genética da soja então foi contra a natureza.
Para o nutrólogo, o alimento é péssimo.
 
Disponível em https://www.band.uol.com.br/entretenimento/especialista-esclarecemitos
- e-verdades-sobre-a-alimentacao-saudavel-16318002
 
Com relação ao primeiro parágrafo, assinale a alternativa correta.
a) O pronome em destaque é possessivo.
b) O pronome em destaque é pessoal.
c) O pronome em destaque é oblíquo.
d) O pronome em destaque é demonstrativo.
e) O pronome em destaque é reflexivo.
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DÉDALUS - Cont (SAMS Ibitinga)/SAMS Ibitinga/2020
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
"Empregam-se ' e variações' quando o referente se encontra com o ser que fala.".
 
Com base no emprego dos pronomes demonstrativos, assinale a alternativa que completacorretamente a lacuna:
a) Nesse, nisso, naquilo.
b) Aquele, aquela, aquilo.
c) Esse, essa, isso.
d) Este, esta, isto.
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Marinha - Of RM2 (Marinha)/Marinha/Apoio à Saúde, Engenharia, Magistério,
Saúde e Técnica/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
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296) Inimigos
 
O apelido de Maria Teresa, para Norberto, era "Quequinha". Depois do casamento, sempre que queria
contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
 
- Pois a Quequinha...
 
E a Quequinha, dengosa, protestava:
 
- Ora, Beto!
 
Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao
seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
 
- A mulher aqui...
 
Ou, às vezes:
 
- Esta mulherzinha...
 
Mas nunca mais Quequinha.
 
(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O
tempo usa armas químicas.)
 
Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por "Ela".
 
- Ela odeia o Charles Bronson.
 
- Ah, não gosto mesmo.
 
Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de
mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer "essa aí" e a apontar com o queixo.
 
- Essa aí...
 
E apontava com o queixo, até curvando a boca com certo desdém.
 
(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...)
 
Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz maneio de
lado com a cabeça e diz:
 
- Aquilo...
 
VERISSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. P 70-71.
 
Os pronomes demonstrativos utilizados pelo personagem Norberto para se referir à esposa demonstram
a) as sinalizações que fazem sobre espaço, tempo e as pessoas do discurso.
b) um uso inadequado desses pronomes, visto que não exercem função dêitica, que caracteriza
fundamentalmente esta classe de pronomes.
c) o processo de afastamento vivido pelo casal, caracterizado um uso afetivo desses pronomes.
d) a função anafórica dos pronomes, visto que lembram ao leitor o que já foi mencionado no texto.
297) 
298) 
e) a proximidade física em relação à pessoa que fala, Norberto.
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FUNDEP - Ag Adm (CM Ponte N)/CM Ponte Nova/Analista/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Disponível em: <https://bit.ly/2BJ2AGV>. Acesso em: 24 ago. 2018.
 
Na fala do último quadrinho, há um desvio da norma-padrão explicado
a) pelo fato de o pronome demonstrativo ter sido utilizado incorretamente, já que a coisa
referenciada está bem-definida.
b) pela indeterminação da palavra “coisa”, que deixa o leitor sem parâmetros para determinar o que
pode ser trocado pelo jogo.
c) pelo uso incorreto da vírgula, já que para separar o advérbio que exprime a afirmação, uma pausa
mais longa é necessária.
d) pela utilização incorreta do pronome indefinido adjetivo “outra”, já que deveria ter sido utilizado
um pronome possessivo em seu lugar.
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CESGRANRIO - Psico (UNIRIO)/UNIRIO/Clínica/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
O suor e a lágrima
 
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o
mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
 
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o
trono de um rei desolado de um reino desolante.
 
O engraxate era gordo e estava com calor — o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando
posso estou sempre de tênis.
 
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a
testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
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299) 
que era abundante.
 
Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a
todo instante o usava para enxugar-se — caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
 
E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados.
 
Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado,
retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
 
Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos
assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive
vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.
 
CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil – 80
autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001. p. 319.
 
Em “No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o
milênio.”, o pronome destacado
a) torna ambíguo o termo referido.
b) marca a temporalidade do enunciado.
c) afasta o leitor da narração.
d) descentraliza o foco narrativo.
e) introduz um caráter irônico ao texto.
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Texto I
“Quando eu for bem velhinho /
Bem velhinho, que [precise] usar um bastão / Eu hei de ter um netinho, ah... / Pra me levar pela mão /
No carnaval, eu não fico em casa / Eu não fico, eu vou brincar! / Nem que eu vá me sentar na calçada /
Pra ver meu bloco passar...”
Lupicínio Rodrigues — autor de elaboradas e densas canções de amor — surpreende escrevendo, em
1936, ano em que nasci, essa singela e comovente marchinha carnavalesca. Uma raridade que constrói
e, ao mesmo tempo, define um carnaval. O carnaval como um ritual — como um encontro necessário,
como as festas religiosas e algumas cerimônias cívicas — e não como uma brincadeira da qual se
escolhe, livre e individualmente, participar. O carnaval faz parte do calendário religioso católico romano
que, mesmo no Brasil republicano, burguês e pós-moderno, continua a ser observado. Hoje, ao lado da
Semana Santa e da Semana da Pátria, ele talvez seja mais um feriado festivo do que uma ocasião que
coage o nosso comportamento, obrigando à participação, como deixa claro a marchinha de Lupicínio.
Ouvi a música pelo piano de mamãe quando era um menino: supunha-me o netinho que levava o avô
pela mão até o seu bloco de carnaval. Hoje, sendo um avô feliz e orgulhoso de cinco lindas moças e três
belos rapazes, tenho nada mais nada menos do que 16 mãos dispostas a, amorosamente, me
conduzirem ao meu bloco que passa todo ano pela minha calçada.
Leitor querido: se você tiver alguma recordação dessa música, ouça-a. Se você não souber manipular
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300) 
301) 
algum aparelho eletrônico, seu netinho o ajuda. E ouvindo a simplicidade dessa tocante canção, você vai
ler esta crônica como eu a escrevo: com os olhos molhados dos antigos carnavais.
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
 
O autor empregou os demonstrativos essa (“dessa música”; “dessa tocante canção”) e esta (“esta
crônica”). Considerando-se as regras da norma-padrão, tais construções estão adequadas à norma
porque
a) essa se refere ao destinatário, e esta se refere ao enunciador.
b) essa tem vínculo com algo mencionadoanteriormente no texto, e esta tem vínculo com o texto
em si.
c) essa tem valor memorialista depreciativo, e esta tem valor enunciativo jornalístico.
d) essa tem vínculo com a memória do destinatário, e esta tem vínculo com a mídia de publicação
da crônica.
e) essa é um pronome com amplo espectro de referência, e esta é um pronome que só pode ser
usado no presente.
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FGV - Ana Por (CODEBA)/CODEBA/Administrador/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
As virtudes e os perfumes são da natureza; _____ duram pouco e _____ perduram por longo
tempo, mas ambos perdem a essência quando expostos.
 
As formas dos demonstrativos que preenchem corretamente as lacunas são:
a) estes / aqueles.
b) aqueles / estes.
c) esses / aqueles.
d) estes / aquelas.
e) esses / aquelas.
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Instituto ANIMA - Aux Adm (CRB 14)/CRB 14/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
TEXTO I
(trecho)
Os que não são idiótes no sentido grego: os que se voltam para a vida privada menosprezando
completamente a vida pública jamais podem ignorar como a grande mídia mistifica a realidade e
manipula a opinião pública.
– partidárias, eleitorais, ideológicas e, sobretudo, pecuniárias. Já sabemos que nas democracias venais
contemporâneas o dinheiro deslavadamente gera poder e que o poder desavergonhadamente gera
dinheiro. A mídia, na medida em que filtra e manipula conteúdos, apresenta-se como uma das pontes
privilegiadas de ligação dessa política institucionalmente argentária.
Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/como-a-grande-midia-mistifica-e-manipula-a-
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/486730
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302) 
realidade/
TEXTO II
(trecho)
A política do Pão e circo ( panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o
modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem
estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano
Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do
povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o
alimento e o divertimento.
Fonte: http://www.infoescola.com/historia/politica-do-pao-e-circo/
 
Considere o seguinte trecho no texto I: “ Os que não são idiótes”. O elemento sublinhado é:
a) Pronome demonstrativo.
b) Pronome pessoal oblíquo.
c) Artigo definido.
d) Substantivo.
e) Preposição.
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FGV - AJ (TJ RJ)/TJ RJ/Comissário de Justiça da Infância, da Juventude e do
Idoso/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
BEM TRATADA, FAZ BEM
Sérgio Magalhães, O Globo
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia
imaginar a reversão cultural que se deu no consumo do tabaco?
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este jornal, em uma série de reportagens,
nestes dias, mostrou o privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao transporte
coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles –
um caso típico de cidade rodoviária e dispersa.
Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta geração com o futuro da humanidade e contra
o aquecimento global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente básico. (A USP acaba de
divulgar estudo advertindo que a poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.)
O transporte também esteve no centro dos protestos de junho de 2013. Lembremos: ele está
interrelacionado com a moradia, o emprego, o lazer.
Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.
 
Observe o emprego do demonstrativo “este” nos segmentos a seguir:
I – “O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória”;
II – “ Este jornal, em uma série de reportagens,...”;
III – “... nestes dias, mostrou o privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao
transporte coletivo”;
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/265707
303) 
IV – “a ONU reafirmou o compromisso desta geração com o futuro da humanidade”.
As frases acima que apresentam exatamente o mesmo motivo da utilização desse demonstrativo são:
a) I - II;
b) I - III;
c) II - IV;
d) III - IV;
e) II - III - IV.
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FGV - Assist Soc (Osasco)/Pref Osasco/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
FESTA
Uma explicação simples para a proliferação nas favelas e nos subúrbios de campinhos de terra batida: o
futebol, no Brasil, é esse fenômeno que leva à gloria e à fortuna um menino pobre, quase sempre negro
ou mulato, o que já o situa em um país que aboliu a escravidão mas não a sua herança.
Pelé ou Neymar, esse menino serve de espelho às esperanças de um povo inteiro a quem o futebol
oferece uma oportunidade — rara, quase única — de se sentir o melhor do mundo. A centralidade do
futebol na vida dos brasileiros é razão de sobra para vivermos este mês em estado de euforia como se na
Copa do Mundo estivesse em jogo a nossa identidade. (...)
A Copa do Mundo revela ambiguidades de nosso tempo. Um bilhão e meio de pessoas assistem às
mesmas imagens confirmando o avanço da globalização. Mas o conteúdo das imagens a que todos
assistem afirma os pertencimentos nacionais, expressos com símbolos ancestrais, bandeiras, emblemas,
hinos entoados com lágrimas nos olhos. O nosso é cantado a capela pelos jogadores e uma multidão em
verde e amarelo desafiando o regulamento da FIFA, entidade sem pertencimento que salpica no
espetáculo, em poucas notas mal tocadas, o que para cada povo é a evocação emocionada de sua
história. No mundo de hoje comunicação e mobilidade se fazem em escala global, mas os sentimentos
continuam tingidos pelas cores da infância.
O respeito às regras, saber ganhar e saber perder, são conquistas de um pacto civilizatório cuja validade
se testa a cada jogo. (...)
O futebol é useiro e vezeiro em contrariar cenários previsíveis. O acaso pode ser um desmancha-
prazeres. A multidão que se identifica com os craques e que conta com eles para realizar o gesto de
grandeza que em vidas sem aventuras nunca acontece, essa massa habitada pela nostalgia da glória
deifica os jogadores e esquece — e por isso não perdoa — que deuses às vezes tropeçam nos próprios
pés, na angústia e no medo.
É essa irrupção do acaso que faz do futebol mais do que um esporte, um jogo, cuja emoção nasce de
sua indisfarçada semelhança com a própria vida, onde sucesso ou fracasso depende tanto do
imponderável. Não falo de destino porque a palavra tem a nobreza das tragédias gregas, do que estava
escrito e fatalmente se cumprirá. O acaso é banal, é próximo do absurdo. É, como poderia não ter sido.
Se o acaso é infeliz chamamos de fatalidade. Feliz, de sorte. O acaso decide um jogo. Nem sempre a vida
é justa, é o que o futebol ensina.
(...)
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304) 
A melhor técnica, o treino mais cuidadoso estão sujeitos aos deslizes humanos.
(...)
O melhor do futebol é a alegria de torcer. Essa Copa do Mundo vem sendo uma festa vivida nos estádios,
nas ruas e em cada casa onde se reúnem os amigos para misturar ansiedades. A cada gol da seleção há
um grito que vem das entranhas da cidade. A cidade grita. Nunca tinha ouvido o Rio gritar de alegria.
Um bairro ou outro, talvez, em decisões de campeonato. Nunca a cidade inteira, um país inteiro. Em
tempos de justificado desencanto e legítimo mau humor, precisamos muito dessa alegria que se estende
noite adentro nas celebrações e na confraternização das torcidas.
 
Passada a Copa, na retomada do cotidiano, é provável que encontremos intactos o desencanto e o mau
humor, já que não há, à vista, sinais de mudança no que os causou. Uma razão a mais para valorizar
esse tempo de alegria na vida de uma população que, no jogoda vida, sofre tantas faltas.
(OLIVEIRA, Rosiska Darcy de. Festa. Seção: Opinião. O Globo, 21.6.2014, p. 20).
 
O elemento abaixo destacado que exerce uma função discursiva diferente das demais pelo fato de a
referência não estar no texto (função anafórica), mas fora dele é:
a) (...) o futebol, no Brasil, é esse fenômeno que leva (1º §);
b) (...) Pelé ou Neymar, esse menino serve (...) ( 2º §);
c) (...) para vivermos este mês em estado de euforia (...) (2º §);
d) (...) essa massa habitada pela nostalgia da glória (5º §);
e) (...) precisamos muito dessa alegria (...) (8º §).
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QUADRIX - PAS (CRQ 4)/CRQ 4 (SP)/Jornalista/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Para responder a questão, leia a tirinha.
 
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305) 
(www.humorcomciencia.comj2010jOljo-trinitrotolueno-tnt-e-umproduto.html)
 
Sobre o uso da palavra analise as afirmações. "essa" , no primeiro quadrinho,
 
I. Trata-se de um pronome demonstrativo.
 
II. Considerando que, em relação ao espaço, a mistura a que se refere o personagem está em suas
mãos, a palavra adequada seria "esta".
 
III. Concorda em gênero e número com "mistura".
 
Está correto o que se afirma em:
a) I, somente.
b) II, somente.
c) III, somente.
d) todas.
e) nenhuma.
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CONSULPLAN - Ana (COFEN)/COFEN/Comunicação Social I/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Adeus ao “em off”
Antes de o ano terminar, mais um fato explosivo: o vazamento de informações confidenciais pelo site
Wikileaks, comprometendo as relações diplomáticas de diversos países e causando muitas saias justas,
inclusive no Brasil. Não tenho opinião sacramentada sobre o assunto. Um lado meu tende a aplaudir que
informações de trincheira venham a público, já que o que é tramado por organizações governamentais
interessa a todos. Mas admito que há um certo idealismo nessa afirmação, pois dificilmente
conseguiremos destituir o poder do “em off” no universo cavernoso da política. Já aqui fora, o “em off”
desapareceu de vez.
Outro dia, assisti a uma reportagem em que se falava da invenção de uma touca de eletrodos que, ao
ser colocada na cabeça, emite sinais ao cérebro do usuário, possibilitando que ele acione comandos
através da força do pensamento. Aposto: num piscar de olhos, será patenteado e vendido nas
Americanas. E não vai parar aí: as pesquisas avançam, e logo será possível ler os pensamentos de outras
pessoas. Nada pode ser mais invasivo, considero um atrevimento até para com os criminosos. O
pensamento é o único reduto de liberdade e privacidade que nos resta. O dia em que pudermos ler os
pensamentos uns dos outros, acabou-se todo o mistério da vida.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/239026
306) 
Imagino que o mercado de trabalho dos detetives não esteja fácil. Quem precisa contratar os serviços de
um profissional na era do Facebook e do Twitter? Ninguém faz mais nada escondido. E se fizer, câmeras
estarão filmando a criatura desde o momento em que ela sai pela porta de casa, entra no elevador, cruza
a garagem do prédio, circula pelas ruas e chega ao escritório, sem falar na fiscalização dentro de bancos,
restaurantes, boates, lojas, agências lotéricas e igrejas.
Igrejas, sim. Não duvido.
Além disso, você pode ser filmado enquanto faz sexo e pode ser fotografado por algum celular enquanto
tem um ataque epilético na rua. Vai tudo para o YouTube. Todos sabem o que você fez no verão passado
e no minuto que passou também.
É um mundo mais seguro, reconheço. E mais rápido. Perder tempo é um esporte que ninguém mais
pratica. Dar uma sumida, então, nem pensar. Não existem mais portas, não existem mais paredes.
Alguém sabe exatamente onde você está, com quem e em que você está pensando. Se não sabe, você
mesmo irá contar.
Julian Assange, o criador do site Wikileaks, justifica a revelação de documentos confidenciais com o
argumento de que tem “aversão a segredos”. É uma frase que parece heróica, mas me apavora. Tudo
agora é rastreável: não existe mais o secreto, o particular, o reservado. Estamos dando adeus à matéria-
prima da poesia, do sentimento, da introspecção, do delírio e da liberdade. Optamos por viver todos
atados uns aos outros – curiosamente, com tecnologia wireless.
(Martha Medeiros. Revista O Globo, 12 de dezembro de 2010)
 
Assinale a opção em que a partícula “o” sublinhada aparece com o mesmo emprego que se apresenta no
seguinte trecho “... já que o que é tramado por organizações...” (1º§):
a) “Já aqui fora, o ‘em off’ desapareceu de vez.”
b) “Imagino que o mercado de trabalho dos detetives não esteja fácil.”
c) “Ele o olhou com muita desconfiança.”
d) “Todos sabem o que você fez no verão passado...”
e) “Julian Assauge, o criador do site...”
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CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Administrativo/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Abreviados
Nem faz tanto tempo assim, as pessoas diziam vosmecê. “Vosmecê concede a honra desta dança?” Com
o tempo, fomos deixando a formalidade de lado e adotamos uma forma sincopada, o popular você. “Você
quer ouvir uns discos lá em casa?” Parecia que as coisas ficariam por isso mesmo, mas o mundo,
definitivamente, não se acomoda. Nesta onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras
começaram a perder algumas vogais pelo caminho e se transformaram em abreviaturas esdrúxulas, e
você virou vc. “Vc q tc cmg?”
 
Nenhuma linguagem é estática, elas acompanham as exigências da época, ganham e perdem
significados, mudam de função. Gírias, palavrões, nada se mantém os mesmos. Qual é o espanto?
 
Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma. No máximo, ficamos
levemente surpreendidos, que é como fiquei quando soube que um dos canais do Telecine iria abrir um
horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/315298
307) 
308) 
estratégia mercadológica para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda
pegar?
 
Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista toda escrita neste código, e
depois quem sabe um livro, e de repente estará todo mundo ganhando tempo e escrevendo apenas com
consoantes – adeus, vogais, fim de linha pra vocês.
O receio de todo cronista é ficar datado, mas, em contrapartida, dizem que é importante este nosso
registro do cotidiano, para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa
cabecinha jurássica. Posso imaginar, daqui a 50 anos, meus netos gargalhando diante deste meu texto:
“ctd d w”.
 
Coitada da vovó mesmo. Às vezes me sinto uma anciã, lamentando o quanto a vida está ficando
miserável. Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde, o que já é um
descalabro, mas da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos
convivência, abreviamos o ócio, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso
discernimento, vivendo resumidamente, com flashes do que outrora se chamou arte, com uma ideia
indistinta do que outrora se chamou liberdade. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não
conhecem ninguém. Modernidade ou penúria?
As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós
que são abertas e pronunciáveis.
MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 20 mar. 2005.
 
“para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa cabecinha...”
 
A classe da palavra em destaque é
a) pronome pessoal.
b) pronome demonstrativo.
c) artigo definido.
d) interjeição.
e) substantivo.
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a
norma-padrão é:
a) As professoras de que falamos são ótimas.b) A folha em que deve ser feita a prova é essa.
c) A argumentação onde é provado o crime foi dele.
d) O aluno cujo pai chegou é Pedro.
e) As meninas que querem cortar os cabelos são aquelas.
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FCC - PJ (MPE MT)/MPE MT/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Linguagens
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309) 
Há muitas linguagens em nossa linguagem. Disse isso a um amigo, a propósito da diversidade de níveis
de comunicação, e ele logo redarguiu:
− Mas certamente você concordará em que haverá linguagens boas e linguagens ruins, melhores e
piores.
− Não é tão simples assim, respondi. Essa, como se sabe, é uma discussão acesa, um pomo da
discórdia, que envolve argumentos linguísticos, sociológicos e políticos. A própria noção de erro ou acerto
está mais do que relativizada. Tanto posso dizer “e aí, mano, tudo nos conformes?” como posso dizer
“olá, como está o senhor?”: tudo depende dos sujeitos e dos contextos envolvidos.
As linguagens de uma notícia de jornal, de uma bula de remédio, de um discurso de formatura, de uma
discussão no trânsito, de um poema e de um romance diferenciam-se enormemente, cada uma envolvida
com uma determinada função. Considerar a pluralidade de discursos e tudo o que se determina e se
envolve nessa pluralidade é uma das obrigações a que todos deveríamos atender, sobretudo os que
defendem a liberdade de expressão e de pensamento.
(Norton Camargo Pais, inédito)
 
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
a) Os chamados vícios de linguagem, aos quais recai a condenação dos gramáticos, são por vezes
expressões aonde não falta alguma virtude.
b) As linguagens de que se servem os usuários de uma língua encerram valores de uso aos quais
ninguém pode se furtar.
c) As restrições ao uso informal a cujas tantos abraçam não têm justificativas de que mereçam uma
atenção mais séria.
d) A linguagem dos surfistas, da qual os preconceituosos investem, atendem vivências às quais eles
desfrutam.
e) O tratamento de “mano”, em que o texto faz referência, é típico à bem determinadas parcelas da
população.
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AVANÇASP - OSP (Pref Pereiras)/Pref Pereiras/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
TEXTO
 
Benito Mussolini convenceu os italianos de que podia fazer algo para resolver os problemas da pátria. E
por algum tempo de fato conseguiu. Seu pai era ferreiro e também um revolucionário. Assim, deu ao
filho o nome de uma figura revolucionária, Benito Juarez, o libertador do México. Sua mãe, Rosa, era a
professora do povoado, uma católica devota que não queria revolução alguma. O jovem Benito, puxando
um pouco ao pai e um pouco à mãe, queria ser professor e revolucionário. No início do século XX, após
ser recusado como professor em diversas cidades, foi viver na Suíça. Talentoso com as palavras, tanto as
escritas quanto as pronunciadas do alto das tribunas, Mussolini voltou à Itália para ser editor de jornais
radicais em Forli, sua cidade natal, cuja publicação se chamava “Luta de Classes”, e em Trento, perto da
fronteira com a Áustria. Suas opiniões lhe renderam algum tempo na prisão. Por fim, foi convidado a
assumir a editoria do “Avanti”, jornal oficial dos socialistas. Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, ele
desafiou a posição dos socialistas – que queriam a neutralidade – e defendeu que a Itália tomasse parte
na guerra contra os povos de língua alemã, os quais considerava inimigos naturais, uma vez que
ocupavam parte do nordeste da Itália. Após a entrada do país na guerra, serviu como soldado nas
geladas montanhas do norte, perto da fronteira austríaca. Em 1917, foi ferido pela explosão de uma
granada. Seu período como soldado foi útil para a política – muitos veteranos de guerra acreditavam que,
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310) 
quando Mussolini falava em público, falava em nome deles. Combativo e ambicioso, o líder fundou o
Partido Fascista, em Milão, em março de 1919, quatro meses depois do fim da guerra (...).
 
(BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do século XX. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 112).
 
A palavra “cuja” utilizada pelo autor do texto possui a seguinte classificação gramatical:
a) pronome demonstrativo.
b) conjunção.
c) pronome relativo.
d) pronome explicativo.
e) advérbio.
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FUNDATEC - ARH (Cordilheira A)/Pref Cordilheira A/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão
citados na questão.
É proibido fumar
Na meta de reduzir o hábito de fumar, o Brasil recebeu notícias positivas no mês de julho: foi o segundo
país, depois da Turquia, a alcançar patamares da Organização Mundial da Saúde (OMS) em ações como a
proibição do tabaco em espaços públicos e a ajuda 
que querem largar o vício. Dados .............. pelo Ministério da Saúde também mostraram que, em 2018,
9,3% dos adultos brasileiros das 27 capitais declararam fumar – uma diminuição significativa em relação
a 2006, quando o percentual era de 16,2%.
Mas a publicação anual da qual estes dados fazem parte, o Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e
Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostrou também algo que é uma tendência
não só no Brasil, mas no mundo: o hábito de fumar persiste entre aqueles com menor escolaridade e
renda. O percentual dos que se declaram fumantes no Brasil cai medida que os anos de estudo
aumentam: tabagistas são 13% entre aqueles que estudaram durante 0 a 8 anos; 8,8% na faixa de 9 a
11 anos de estudo; e 6,2% para aqueles com 12 ou mais anos de estudo.
A publicação não traz dados para renda, mas, segundo especialistas, o fumo também acompanha os
mais pobres – afinal, sobretudo em países desiguais como o Brasil, os mais escolarizados tendem a ser
mais ricos. "A associação entre pobreza e fumo é uma das relações mais consolidadas no conhecimento
sobre tabagismo", resume Tânia Cavalcante, médica do Instituto Nacional do Câncer (Inca). "Estas
pessoas têm menor acesso à informação, como sobre os malefícios do tabagismo, e escolas , que hoje
de uma forma ou de outra abordam o tema. Também têm menos acesso tratamentos para deixar de
fumar."
Paula Johns, diretora da organização ACT Promoção em Saúde, lembra também que o acesso à
informação foi na história um divisor de águas no perfil de quem fuma. "No .............., o cigarro era
vendido como um produto glamuroso. Tinha um apelo da emancipação, que atingia os formadores de
opinião, como as sufragistas. A partir da década de 1960, 70, aumenta o conhecimento sobre os
malefícios do produto , e o perfil começa a mudar", explica.
"A questão do acesso à informação é a principal explicação para o fato de hoje os mais pobres fumarem
mais, globalmente". Johns aponta que isso implica em um maior impacto da participação do tabagismo
no orçamento dos mais pobres, que é menor – tomando o lugar de custos com alimentação, educação e
saúde.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1280841
311) 
Foi o que demonstrou uma pesquisa publicada em 2016, com o título Tabagismo e pobreza no Brasil :
uma análise do perfil da população tabagista a partir da POF 2008-2009. A partir de dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os autores concluíram que 84% da população tabagista
recebia entre 1 e 3 ........................ per capita; 8,4% de 3 a 5 salários; e 7,5% acima de 5.
Foram considerados tabagistas aqueles que consumiram produtos relacionados, como cigarros, charutos,
isqueiros e papel para cigarro. Na pesquisa, eles compuseram cerca de 10% da população, com
predominância de homens. O consumo com estes produtos comprometeu 1,5% da renda, em média.
"Isso mostra por que é uma medida efetiva para prevenir o tabagismo o aumento do preço destes
produtos", diz Johns, destacando a importância de taxas eimpostos incidindo sobre esses itens, o que é
classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "a ação com melhor ..........................."
para redução do tabagismo.
Se toda mudança de comportamento em relação ao dinheiro é difícil, isto é agravado, no caso do
tabagismo, por tratar-se de um vício.
(Texto adaptado para esta prova. Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia-esaude/ noticia/2019/08/03/por-que-fumar-cigarro-e-habito-mais-comum-entre-os-
mais-pobres.ghtml)
Assinale a alternativa que apresenta a ocorrência de um pronome relativo.
a) L. 04.
b) L. 08.
c) L. 21.
d) L. 27.
e) L. 32.
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CESGRANRIO - ProV (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Júnior/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação
entre duas orações.
 
Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que está em DESACORDO com
os ditames da norma-padrão é:
a) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
b) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
c) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
d) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
e) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/667980
312) 
313) 
314) 
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CESGRANRIO - Prof Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Direito/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
a) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
b) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
c) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
d) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
e) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
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CONSESP - Prof (Monte Castelo)/Pref Monte Castelo/Educação Infantil II/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Segundo o registro culto e formal da Língua Portuguesa, marque a alternativa em que o pronome
relativo está corretamente empregado.
a) Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude.
b) Preciso de um pincel, sem o cujo não poderei terminar o quadro.
c) Sempre gostei desse poeta de cujas poesias declamo até hoje.
d) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.
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IBFC - PO (PCie PR)/PCie PR/Médico Legista/Área A/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O médico que ousou afirmar que os médicos erram – inclusive os bons
 
Em um mesmo dia, o neurocirurgião Henry Marsh fez duas cirurgias. Operou o cérebro de uma mulher
de 28 anos, grávida de 37 semanas, para retirar um tumor benigno que comprimia o nervo óptico a
ponto de ser improvável que ela pudesse enxergar seu bebê quando nascesse. Em seguida, dissecou um
tumor do cérebro de uma mulher já na casa dos 50 anos. A cirurgia era mais simples, mas a malignidade
do tumor não dava esperanças de que ela vivesse mais do que alguns meses. Ao final do dia, Marsh
constatou que a jovem mãe acordara da cirurgia e vira o rostinho do bebê, que nascera em uma cesárea
planejada em sequência à operação cerebral. O pai do bebê gritara pelo corredor que Marsh fizera um
milagre. A seguir, em outro quarto do mesmo hospital, Marsh descobria que a paciente com o tumor
maligno nunca mais acordaria. Provavelmente, ele escavara o cérebro mais do que seria recomendável –
e apressara a morte da paciente, que teve uma hemorragia cerebral. O marido e a filha da mulher o
acusaram de ter roubado os últimos momentos juntos que restavam à família.
 
É esse jogo entre vida e morte, angústia e alívio, comum à vida dos médicos, que Marsh narra em seu
livro Sem causar mal – Histórias de vida, morte e neurocirurgia (...), lançado nesta semana no Brasil.
Para suportar essa tensão, Marsh afirma que uma boa dose de autoconfiança é um pré-requisito
necessário a médicos que fazem cirurgias consideradas por ele mais desafiadoras do que outras. Não
sem um pouco de vaidade, Marsh inclui nesse rol as operações cerebrais, nas quais seus instrumentos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/835723
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1402767
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/465360
315) 
cirúrgicos deslizam por “pensamentos, emoções, memórias, sonhos e reflexões”, todos da consistência de
gelatina. [...]
 
(Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/06/omedico-que-ousou-afirmar-que-os-medicos-erram-
inclusive-os-bons.html. Acesso em 01/01/17)
 
O pronome relativo destacado em “as operações cerebrais, nas quais seus instrumentos cirúrgicos
deslizam” (2º§) poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido e adequando-se à norma, por:
a) o qual.
b) das quais.
c) que.
d) as quais.
e) em que.
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IBADE - Ana Adm (PREVES)/PREVES/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto para responder à questão.
 
NÃO
Pelo cumprimento do estatuto
 
Os crimes cometidos por quatro adultos e um adolescente contra o casal de estudantes do Colégio São
Luis chocaram a todos. A dor dos pais é mais que justa e de igual forma o anseio pela responsabilização.
Da comoção provocada emerge, novamente, a discussão sobre a redução da maioridade penal.
 
O primeiro equívoco por trás desse debate é supor que o Estatuto da Criança e do Adolescente não pune
aqueles que infringem a lei. Isso não é verdade. O ECA prevê seis tipos de medidas socioeducativas para
os adolescentes infratores, que vão da advertência à internação, com privação de liberdade por um
período máximo de três anos.
 
Isso é pouco? Para alguém de 15 anos que fique preso até os 18, significou um sexto de sua vida. Não
se pode dar a isso o nome de impunidade. E o ECA, além de trazer uma concepção de reeducação em
vez da repressão, possui instrumento de ação rápida, que permite que um adolescente possa ser
sentenciado a uma medida de prestação de serviços à comunidade no dia seguinte ao ato. Tampouco
aqui temos impunidade.
 
O adolescente é uma pessoa em formação. Esse é o conceito adotado pela ONU e pela sociedade
brasileira. Analisando a legislação sobre idade penal de 57 países, a pesquisa "Crime Trends", realizada
pela ONU, constatou que apenas 17% adotam idade menor do que 18 anos como definição legal de
adulto. E, excetuando os EUA e a Inglaterra, todos os demais são países de médio ou baixo índice de
desenvolvimento humano.
 
O movimento nos países desenvolvidos é justamente o contrario: a Alemanha fez retornar a idade penal
para 18 anos e criou, inclusive, uma sistemática diferenciada para o tratamento de infratores entre 18 e
21 anos. O Japão, ao se surpreender com um súbito aumento da criminalidade entre seus jovens,
ampliou a maioridade penal para 20 anos, por entender que é com educação que se previne a violência.
Itália, Bélgica, França, Austria, Suécia, Dinamarca e Chile, dentre outros, seguem igualmente as
recomendações dos especialistas mundiais e as principais convenções internacionais. Diminuir a idade
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316) 
penal implica estar na contracorrente da maioria dos países desenvolvidos. Mais, significa lançar
adolescentes em prisões abarrotadas, dominadas por dentro pelo crime organizado.
 
A verdade é que o ECA jamais foi de fato implementado, e onde isso aconteceu os índices de reincidência
caíram, como prova a experiência da cidade de São Carlos (SP). Nos três anos de existência do Núcleo
de Atendimento Integrado, uma parceria de governo estadual, prefeitura, Ministério Público, sociedade
civil e Juizado da Infância e Juventude, houve queda de 70% nas ocorrências de roubo. [ ... ]
 
O que há de diferente ali? Trabalha-se principalmente com prevenção e reeducação. O adolescente que
cometeu um delito menos grave, como furto, é atendido para que não venha a praticarum ato mais
violento depois. É mais inteligente, mais humano e mais econômico.
 
Outro equívoco é o de que nossa juventude está cada vez mais violenta. Dos crimes violentos cometidos
no país, apenas 1.09% foram praticados por adolescentes.
 
[ ... ]
 
As organizações da sociedade civil trabalham pela efetiva implementação do ECA, uma legislação que
existe há 13 anos, para que possamos sair do pensamento repressivo e vingativo para uma perspectiva
educacional de responsabilização. Reduzir a idade penal é a falsa solução de um problema real. Nossos
jovens precisam de segurança para eles, não contra eles. Se o lar não oferece essa segurança ao jovem,
dizia o pediatra inglês Winnicott, este busca fora de casa as quatro paredes de que necessita. E essas
quatro paredes não são as de uma prisão, mas as da escola, da família, do clube, da associação de
bairro, do cinema, da igreja e da comunidade.
 
É importante envidarmos esforços para a construção do futuro da juventude brasileira, com propostas
que transformem essa sociedade geradora de tantos infratores.
 
NAVES, Rubens. Pelo cumprimento do estatuto. Folha de S. Paulo. São Paulo, 15nov. 2003. Brasil. Opinião, p.A3.
 
O sentido da palavra destacada em "O adolescente QUE cometeu um delito menos grave" é equivalente
ao de:
a) o qual.
b) onde.
c) porque.
d) de qualquer modo.
e) porquanto.
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CONSESP - PEI (CIOP)/CIOP/Creche/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Indique a alternativa que contém os termos que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas
abaixo.
O candidato ____ me refiro é aplicado, um jovem ____ mostrou iniciativa e confiança ao trazer os
documentos ____ necessitamos para formalizar sua contratação.
a) o qual / que / cujo.
b) que / o qual / de que.
c) a que / que / que.
d) a que / que / de que.
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317) 
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VUNESP - Ana GM (Pref SJC)/Pref SJC/Administração de Empresas/2015
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Leia o texto para responder à questão.
 
Competição a toda prova
 
Interessado em saber como a seleção dos melhores agiria na natureza, o pesquisador William Muir, da
Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, fez uma experiência com galinhas. Selecionou dois grupos:
um natural, em que as aves conviviam normalmente, e outro formado só pelas que mais produziam ovos.
Ele queria testar se o isolamento das superprodutivas aumentaria a quantidade de ovos gerada. Após
seis gerações, as galinhas do bando natural estavam saudáveis. Mas as do grupo das superaves estavam
depenadas, estressadas e sem botar nenhum ovo – com apenas três sobreviventes. As outras seis
tinham sido assassinadas.
 
A história é usada pela americana Margaret Heffernan, em seu livro A Bigger Prize: Why Competition
Isn’t Everything and How We Do Better (“Um prêmio maior: por que a competição não é tudo e como
podemos fazer melhor”, numa tradução livre), para demonstrar que a competitividade não é tão boa
quanto o mundo dos negócios faz parecer. Segundo a autora, que foi CEO de renomadas empresas de
tecnologia, ambientes de trabalho competitivos causam estresse e problemas de relacionamento que não
compensam os resultados. Ela cita o caso de Bill Gore que fundou sua indústria química com um modelo
hierárquico mais amigável e bateu recordes de patentes. “Pessoas colaborativas tornam as empresas
mais inteligentes”, diz Margaret.
 
Para alguns, a competitividade serve para criar uma atmosfera mais produtiva. Jack Welch, ex-presidente
da GE, deu fama a seus rankings que dividiam os funcionários entre os 20% potenciais, os 70%
medianos e os 10% incompetentes. Para Margaret, essa prática, embora dê lucro, cria cenários que
geram ansiedade e estresse. “Qualquer tarefa complexa requer muito de seu cérebro. Mas o estresse
prejudica especificamente o funcionamento do córtex pré-frontal, onde os pensamentos ocorrem, e o
hipocampo, responsável por coordenar as atividades mentais necessárias para resolver problemas.
Quando nos sentimos ameaçados, podemos ter toda a capacidade mental de que precisamos, mas
simplesmente não conseguimos articular as ideias”, comenta a autora em seu livro.
 
(Bárbara Nór. VocêS/A, janeiro de 2015. Adaptado)
 
Observe o emprego do pronome relativo onde no trecho do terceiro parágrafo: Mas o estresse prejudica
especificamente o funcionamento do córtex pré-frontal, onde os pensamentos ocorrem…
Esse pronome também está corretamente empregado em:
a) Aquele foi um período de sua vida onde ele se sentiu muito entusiasmado com seus projetos.
b) Esta instituição, reconhecida internacionalmente e onde estudaram famosos arquitetos, fará a
restauração da propriedade.
c) Nos próximos meses, onde todos os condôminos se comprometeram a colaborar, pretende-se
20% de economia no consumo de água.
d) Nossos avós paternos nos contaram que se conheceram na França em 1918, ano onde terminou
a Primeira Guerra.
e) Para a entrevista de trabalho, ela optou por um vestido chamativo onde deveria ter optado por
uma roupa mais discreta.
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Legalle - Con (Pref N Esp Sul)/Pref N Esper. do Sul/2015
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
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318) 
319) 
RIO – Amarildo de Souza foi submetido ___ choques elétricos e asfixiado com saco plástico.
 
Segundo investigação da Divisão de Homicídios, que levou ao indiciamento de dez policiais militares pela
morte do ajudante de pedreiro, Amarildo era epilético e não resistiu ___ sessão de tortura que ocorreu
num dos contêineres da UPP. Ainda segundo o inquérito, o major Edson Santos e seus comandados
pretendiam arrancar dele informações sobre ___ localização de armas e traficantes da parte baixa da
favela, onde ele vivia com a família. Pelo menos, outros três moradores da comunidade denunciaram
que foram torturados dentro da mesma unidade por policiais.
 
Dez policiais militares, da UPP da Rocinha, entre eles o major Edson dos Santos, foram indiciados pelos
crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. Oficial formado pelo Bope, Santos era o
comandante da unidade quando ocorreu o sumiço, em 14 de julho. E foi ele quem disse ___ família de
Amarildo que o pedreiro teria deixado a sede da UPP, pouco depois de ter a identidade checada.
 
Disponível em: <http://mariafro.com/2013/10/02/40386/>. 
Acesso em: 09/02/2015.
 
Levando em conta as relações de coesão estabelecidas pelas palavras destacadas no texto, assinale a
alternativa correta:
a) “que”, na 1ª ocorrência destacada, retoma, anaforicamente, Homicídios.
b) “que”, na 2ª ocorrência destacada, antecipa, cataforicamente, “contêineres”.
c) “seus” refere-se, anaforicamente, ao “major Edson Santos”.
d) “quem” retoma, cataforicamente, “família”.
e) “onde” refere-se, anaforicamente, ao termo “favela”.
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FCC - Ana (MPE SE)/MPE SE/Informática II/Gestão e Análise de Projeto de
Sistema/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Em 2010, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, o índice de pobreza foi maior nos subúrbios
do que nas grandes cidades em torno das quais eles gravitam.
Demógrafos, como William Frey, e urbanistas, como Vishaan Chakrabarti e outros, hoje chegam a
decretar a morte dos subúrbios, que consideram insustentáveis do ponto de vista econômico e pouco
eficientes como modelos de planejamento urbano. Em entrevista ao jornal Financial Times, Frey fala em
"puxar o freio" de um sistema que pautou os EUA até hoje. É uma metáfora que faz ainda mais sentido
quando se considera a enorme dependência dos subúrbios do uso do automóvel.
Detroit é o caso mais tangível. A cidade que dependia da indústria automobilística faliu porque os
moradores mais abastados migraram para os subúrbios a bordo de seus carros, deixando no centro as
classes maispobres, que pouco contribuem com impostos.
Mas é das cinzas de centros combalidos como esse que novas cidades estão surgindo. Em Detroit, os
únicos sinais de vida estão no miolo da cidade, em ruas que podem ser frequentadas por pedestres e
que aos poucos prescindirão dos carros, já que está em estudo a ressurreição de um sistema de bondes.
O número de jovens que dirigem carros também está em queda livre no país. Isso ajuda a explicar por
que o bonde urbano e grandes projetos de transporte público estão com toda a força. Enquanto o metrô
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320) 
321) 
de superfície ou linhas de ônibus não chegam a cidades desacostumadas ao transporte coletivo, as
bicicletas de aluguel ganham fôlego impressionante.
Nessa troca das quatro rodas por duas, ou mesmo pelos pés, volta a entrar em cena o poder de atração
das grandes metrópoles, a reboque da revitalização de grandes centros urbanos antes degradados. Há
dois anos, pela primeira vez, a população das metrópoles americanas superou o número de residentes
em seus subúrbios.
"Hoje mais pessoas vivem nas cidades do que nos subúrbios. Estamos vendo surgir uma nova geração
urbana nos Estados Unidos", diz Vishaan Chakrabarti. "Essas pessoas dirigem menos, moram em
apartamentos mais econômicos, têm mais mobilidade social e mais oportunidades." Nessa mesma linha,
arquitetos e urbanistas vêm escrevendo livro atrás de livro no afã de explicar o ressurgimento da
metrópole como panaceia urbanística global.
(Adaptado de: Silas Marti. Folha de S. Paulo, Ilustríssima. Acessado em: 28/07/2013)
 
A frase em que o elemento sublinhado NÃO é um pronome está em:
a) ... chegam a decretar a morte dos subúrbios, que consideram insustentáveis...
b) ... em ruas que podem ser frequentadas por pedestres...
c) ... já que está em estudo a ressurreição de um sistema de bondes.
d) ... nas grandes cidades em torno das quais eles gravitam.
e) É uma metáfora que faz ainda mais sentido quando...
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CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Químico de Petróleo/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
A frase Compramos apostilas que nos serão úteis nos estudos está reescrita de acordo com
a norma-padrão em:
a) Compramos apostilas cujas nos serão úteis nos estudos.
b) Compramos apostilas as cujas nos serão úteis nos estudos.
c) Compramos apostilas a qual nos serão úteis nos estudos.
d) Compramos apostilas as quais nos serão úteis nos estudos.
e) Compramos apostilas às quais nos serão úteis nos estudos.
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CEPUERJ - Sec Exec (CRBio 02)/CRBio 02/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
A COISA MAIS PRECIOSA
 
Quando desembarquei do avião, ele esperava por mim, erguendo um pedaço de papelão em que se
achava rabiscado o meu nome. Eu estava a caminho de uma conferência de cientistas e profissionais de
televisão cujo objetivo, aparentemente inútil, era melhorar a apresentação da ciência na televisão. Os
organizadores tinham gentilmente enviado um motorista.
 
– Você se importa se eu lhe perguntar uma coisa? – disse ele enquanto esperávamos pela minha mala.
Não, eu não me importava.
– Não é confuso ter o mesmo nome daquele cientista?
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Levei um momento para compreender. Ele estava caçoando de mim? Finalmente, comecei a entender.
– Eu sou aquele cientista – respondi.
Ele fez uma pausa e depois sorriu.
– Desculpe. Eu tenho esse tipo de problema. Pensei que também fosse o seu. – Estendeu a mão. – Meu
nome é William F. Buckley. (Bem, ele não era exatamente William F. Buckley, mas tinha o mesmo nome
do famoso e polêmico entrevistador de TV, o que devia lhe render uma boa dose de zombarias bem-
humoradas.)
 
Quando nos acomodamos no carro para a longa viagem, os limpadores de parabrisa batendo
ritmicamente, ele me disse que estava contente por eu ser “aquele cientista” – tinha tantas perguntas a
fazer sobre ciência. Eu me importaria?
 
Não, eu não me importaria.
 
E assim começamos a falar. Mas, como logo ficou claro, não foi sobre ciência que conversamos. Ele
queria falar sobre extraterrestres congelados que definhavam na base da Força Aérea perto de San
Antonio, sobre “canalização” (um modo de escutar o que se passa nas mentes dos mortos – pouca coisa,
pelo visto), sobre cristais, as profecias de Nostradamus, astrologia, o sudário de Turin ... Ele introduzia
cada um desses assuntos portentosos com um entusiasmo eufórico. E tive de desapontá-lo todas as
vezes.
 
– As evidências são precárias – eu repetia. – Existe uma explicação muito mais simples.
 
De certa maneira, ele era bem informado. Conhecia as várias nuanças especulativas sobre, digamos, os
“continentes afundados” de Atlântida e Lemuria. Sabia na ponta da língua as expedições submarinas que
deviam estar partindo para descobrir as colunas derrubadas e os minaretes quebrados de uma outrora
grande civilização, cujas ruínas só eram visitadas atualmente pelos peixes luminescentes do fundo do
mar e por gigantescos monstros marinhos. Só que ... embora o oceano contenha muitos segredos, eu
sabia que não existe nem sinal de confirmação oceanográfica ou geofísica para Atlântida e Lemuria. Pelo
que a ciência pode afirmar, esses continentes jamais existiram. Já um pouco relutante a essa altura, eu
lhe passei a informação.
 
Enquanto rodávamos pela chuva, podia vê-lo se tornar cada vez mais soturno. Eu não estava apenas
negando alguma doutrina falsa, mas uma faceta preciosa de sua vida interior.
 
Porém, tanta coisa na ciência verdadeira é igualmente emocionante, mais misteriosa, um estímulo
intelectual muito maior – além de estar bem mais perto da verdade. Ele sabia dos tijolos moleculares da
vida que existem lá fora, no gás frio e rarefeito entre as estrelas? Tinha ouvido falar sobre as pegadas de
nossos antepassados que foram encontradas em cinza vulcânica de 4 milhões de anos? E que dizer do
Himalaia se erguendo quando a Índia se espatifou contra a Ásia? Ou da maneira pela qual os vírus,
construídos como seringas hipodérmicas, introduzem furtivamente o seu DNA pelas defesas do
organismo hospedeiro e subvertem o mecanismo reprodutivo das células?; ou da procura de inteligência
extraterrestre pelo rádio?; ou da recém-descoberta antiga civilização de Elba que alardeava as virtudes
da cerveja Elba? Não, ele não tinha ouvido falar. Como também não conhecia, nem mesmo vagamente, a
indeterminação quântica, e reconhecia DNA apenas como três letras maiúsculas que frequentemente
aparecem juntas.
 
O sr. “Buckley” – bom papo, inteligente, curioso – não tinha ouvido virtualmente nada sobre a ciência
moderna. (...) Os nossos temas culturais, o nosso sistema educacional, os nossos meios de comunicação
haviam traído esse homem. O que a sociedade permitia que escoasse pelos seus canais era
principalmente simulacro e confusão. Nunca lhe ensinara como distinguir a ciência verdadeira da imitação
barata. Ele não tinha ideia de como a ciência funciona.
 
322) 
(SAGAN, Carl. O mundo assombrado pelos demônios. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p.17-9)
 
No segundo período do primeiro parágrafo do texto, o pronome relativo “cujo” funciona como elemento
coesivo, relacionando-se ao antecedente:
a) “profissionais”
b) “conferência”
c) “televisão”
d) “caminho’
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CESGRANRIO - Ana (FINEP)/FINEP/Administração de Materiais e Licitações/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
RETRATOS DE UMA ÉPOCA
 
Mostra exibe cartões-postais de um tempo que não volta mais
Em tempos de redes sociais e da presença cada vez maior da internet no cotidiano, pouca gente se
recorda de que nem sempre tudo foi assim tão rápido, instantâneo e impessoal. Se os adultos esquecem
logo, crianças e adolescentes nem sabem como os avós de seus avós se comunicavam. Há 15 dias, uma
educadora no Recife, Niedja Santos, indagou a um grupo de estudantes quais os meios de comunicaçãoque eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais.
Pois eles já foram tão importantes que eram usados para troca de mensagens de amor, de amizade, de
votos de felicidades e de versos enamorados que hoje podem parecer cafonas, mas que, entre os séculos
XIX e XX, sugeriam apenas o sentimento movido a sonho e romantismo. Para se ter uma ideia de sua
importância, basta lembrar um pouco da história: nasceram na Áustria, na segunda metade do século
XIX, como um novo meio de correspondência. E a invenção de um professor de Economia chamado
Emannuel Hermann fez tanto sucesso que, em apenas um ano, foram vendidos mais de dez milhões de
unidades só no Império Austro-Húngaro. Depois, espalharam-se pelo mundo e eram aguardados com
ansiedade.
– A moda dos cartões-postais, trazida da Europa, sobretudo da França, no início do século passado para
o Recife de antigamente, tornou-se uma mania que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador Liedo
Maranhão, que passou meio século colecionando- os e reuniu mais de 600, 253 dos quais estão na
exposição “Postaes: A correspondência afetiva na Coleção Liedo Maranhão”, no Centro Cultural dos
Correios, na capital pernambucana.
O pesquisador, residente em Pernambuco, começou a se interessar pelo assunto vendo, ainda jovem, os
postais que eram trocados na sua própria família. Depois, passou a comprá-los no Mercado São José,
reduto da cultura popular do Recife, onde eram encontrados em caixas de sapato ou pendurados em
cordões para chamar a atenção dos visitantes. Boa parte da coleção vem daí. [...]
– Acho que seu impacto é justamente o de trazer para o mundo contemporâneo o glamour e o
romantismo de um meio de comunicação tão usual no passado – afirma o curador Gustavo Maia.
– O que mais chama a atenção é o sentimento romântico como conceito, que pode ser percebido na
delicadeza perdida de uma forma de comunicação que hoje está em desuso – reforça Bartira Ferraz,
outra curadora da mostra. [...]
LINS, Letícia. Retratos de uma época. Revista O Globo, Rio de Janeiro, n. 353, p. 26-28, 1º maio 2011. Adaptado.
 
Cada período abaixo é composto pela união de duas orações.
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323) 
Em qual deles essa união está de acordo com a norma-padrão?
a) A exposição que o pesquisador se referiu foi prorrogada por mais um mês.
b) Mora em Recife o pesquisador que os postais estão sendo expostos.
c) Os estúdios em que eram elaborados os postais ficavam na Europa.
d) Foi impressionante o sucesso cuja exposição de cartões-postais alcançou.
e) O assunto que o pesquisador se interessou traz uma marca de romantismo.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto II
 
PALAVRA PEJORATIVA
 
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
 
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente
diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro
Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô
na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a
autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou
velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembrança a volta de um clichê: o termo
“diferenciada”.
 
A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e
publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre
para melhor).
 
– Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum
conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica,
nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara
(SP) e do Mackenzie.
 
Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um
deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela
configuração de sentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom,
ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou
algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa.
 
– Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda
ela. [...]
 
MURANO, Edgard. Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>. Acesso em: 05 jul.
2011. Adaptado.
 
 
Considere o trecho do Texto II abaixo.
 
“[...] colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô na região, onde se
concentra parte da elite paulistana.”
 
O emprego do pronome relativo onde está correto.
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324) 
 
PORQUE
 
Retoma o termo na região, que tem valor de lugar físico na oração antecedente.
 
Analisando-se as afirmações acima, conclui-se que
a) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
b) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
c) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
d) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
e) as duas afirmações são falsas.
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Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto II
 
Uma lição de vida
 
Uma coisa que sempre me comoveu (e intrigou) é a alegria da rapaziada da coleta de lixo. Dia sim, dia
não, o caminhão da SLU desce a minha rua e eles fazem aquela algazarra. Quase sempre estão
brincando, tirando sarro uns com os outros, sorridentes e solícitos com os moradores. Mesmo na pressa
de apanhar os sacos de lixo, encontram tempo para gritar “bom dia, patrão” ou para comentar a vitória
do Galo, a derrota do Cruzeiro ou vice-versa.
 
Dia desses levantei de bom humor, o que nem sempre acontece nas manhãs quentes de verão. No
momento em que saía de casa, vi surgir no topo da rua o grande caminhão amarelo. E eis que de sua
traseira saltou um negão todo suado, com um sorriso branco no meio da cara. A vizinha do lado estava
lavando o passeio, desperdiçando água como já é de costume.
 
O sujeito limpou o suor na manga da camisa e a cumprimentou. “Será que a senhora me deixa beber
um pouco d’água?”, ele perguntou sem rodeios. “Essa água não é boa”, ela disse. “Espera um pouco que
eu busco água filtrada.” “Que é isso, madame? Precisa não.
 
Água da mangueira já está bom demais.”
 
Ela estendeu o jato d’água e ele se deliciou. 
 
Depois de beber boas goladas, meteu a carapinha sob a água e se refrescou. O sol no céu azul estava
de arrebentar mamona e o alto da rua oscilava sob o efeito do calor. O negão agradeceu a “caridade” da
minha vizinha e seguiu correndo atrás do caminhão amarelo, dentro do qual atirava os sacos de lixo
apanhados no passeio.
 
Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o condomínio em frente sempre produz muitos sacos
plásticos. Quando passei pelo negão e seu companheiro, ambos atiravam sacos no triturador do
caminhão. Parei na sombra de uma quaresmeira para observar o trabalho deles enquanto esperava
ônibus.
 
O motorista saiu da boleia com um cigarro na boca e perguntou se eu tinha fósforo. Emprestei-lhe o
isqueiro e, enquanto ele acendia o seu “mata rato”, comentei: “Sempre admirei a alegria com que vocês
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325) 
trabalham.”
 
O motorista soprou a fumaça, devolveu-me o isqueiro e comentou: “E por que a gente devia de ser
triste?” “Não sei... Um trabalho desses não deve ser mole.”
 
“Claro que não”, ele retrucou. “Mas duro mesmo é a vida de quem revira o lixo à procura de comida. A
gente pelo menos não chegamos lá.” Em seguida, ele entrou na boleia,os dois homens de amarelo
terminaram a coleta e subiram na carroceria. O caminhão arrancou e eu fiquei pensativo, enquanto
esperava o “busun”.
 
SANTOS, Jorge Fernando dos.
Disponível em <http://umacoisaeoutra.com.br/cultura/jorge.htm>.
Acesso em 10 dez. 2009.
 
Assinale a opção em que o termo em que tem a mesma função sintática do destacado em “No momento
em que saía de casa,”.
a) Na casa em que ela morava antigamente não faltava água.
b) Existem determinadas histórias em que, às vezes, não acreditamos.
c) Foi providencial a época em que conheci pessoas tão generosas.
d) O argumento em que você se baseava foi rejeitado pelo diretor.
e) O projeto de reciclagem em que tinham absoluta confiança foi indeferido.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O PESO DA PALAVRA E DO RELACIONAMENTO
 
Quem diz que vai para o escritório para trabalhar e não para fazer amigos está enganado. Ou melhor,
estabelecer uma rede de relacionamentos, ser flexível, se adaptar rapidamente a uma nova situação,
saber se comunicar com a equipe ou colegas de trabalho, ter capacidade de negociação são
características extras no atual mercado, que exige mais do que diploma. Não se trata de fazer amigos,
mas de aprender o que se chama de linguagem corporativa. E este be-a-bá é feito de uma mistura de
palavras claras, ditas no momento e para a pessoa certa, somado a uma dose de carisma.
Não estou falando da política "mantenha um sorriso no rosto porque o cliente tem sempre razão", mas,
sim, tentando mostrar que a facilidade em se expressar ou fazer relacionamentos tem peso tão
importante quanto uma boa formação acadêmica. O que a intuição de muitos profissionais de recursos
humanos já indicava foi comprovado num estudo finalizado no primeiro semestre deste ano pela ISMA-
BR (International Stress Management Association no Brasil), associação internacional que estuda o
estresse e suas formas de prevenção.
De acordo com a pesquisa, feita entre 230 profissionais — gerentes de três grandes empresas nacionais
—, a eficiência na comunicação interpessoal funciona como um colete salva-vidas, atenuando os efeitos
negativos das pressões e demandas nos níveis físico, emocional e comportamental. Para chegar a esta
conclusão foram analisados três fatores: as pressões e as demandas no trabalho, o nível de ansiedade
(somática, comportamental e cognitiva) e o nível de tensão muscular e a satisfação profissional.
Conclui-se, então, que o gerenciamento do estresse passa pelo desenvolvimento pessoal, além de
programas efetivos de qualidade de vida no trabalho. Isso porque os custos do estresse não afetam
apenas a saúde do trabalhador, mas, também, o bolso do empregador. Sabe-se que nos Estados Unidos
o estresse profissional tem custo estimado em 300 bilhões de dólares ao ano e nos países membros da
União Europeia este valor gira em torno de 265 bilhões de euros – números relativos ao absenteísmo,
rotatividade, lesões no trabalho e seguro saúde. Por aqui, ainda não foi feito o cálculo desta conta, mas
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326) 
acredita-se que temos valores similares ao americano.
Então, que tal começar a exercitar a linguagem? Faz bem para você e para aqueles com quem se
relaciona.
 
ROSSI, Ana Maria. Disponível em: <http://www.catho.com.br> Acesso em: out. 2009. (com adaptações)
Assinale a frase em que se verifica uma transgressão ao registro culto e formal da língua no que se
refere ao emprego do pronome relativo.
a) O resultado a que chegaram confirmou sua intuição.
b) Os colegas de trabalho com quem não simpatizava foram excluídos do processo.
c) Recebi o relatório de um gerente de cujo nome não me recordo.
d) São várias as reivindicações por que estão lutando os trabalhadores.
e) O funcionário o qual me referi não tem nenhuma dose de carisma.
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FCC - ACE (TCE-GO)/TCE GO/Contabilidade/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.
A respeito do termo etnia
Por etnia entende-se um grupo de pessoas que partilham vários atributos, como espaço geográfico,
língua, costumes e valores, e que reivindicam para si o mesmo nome étnico e a mesma ascendência. Mas
sempre há nisso grande dose de subjetividade. Daí ser difícil estabelecer fronteiras claras entre as etnias
e quantificar os grupos étnicos existentes no planeta. A língua, por exemplo, que parece um critério
objetivo, não é suficiente para determinar diversas etnias, se tomada isoladamente, pois muitos grupos
étnicos usam o mesmo idioma.
 
O moderno conceito de etnia desenvolveu-se no século XX, em oposição às teorias racistas que
evocavam argumentos de ordem biológica para justificar a dominação de um grupo humano sobre
outros. A ciência considera incorreto falar em diferentes raças quando se trata de seres humanos. Todos
os homens pertencem ao gênero Homo e à espécie Homo sapiens . Eventuais variações genéticas são
mínimas e insuficientes para configurar diferenciações raciais.
Os homens agrupam-se socialmente, e as semelhanças e diferenças que estabelecem entre si decorrem
de processos históricos, sempre culturais, jamais naturais. Fundamentalmente, um indivíduo pertence a
determinada etnia porque acredita nisso, e tal crença é compartilhada pelos demais indivíduos que
compõem o mesmo grupo.
A existência de vários grupos étnicos no interior das mesmas fronteiras nacionais é uma situação comum,
pois as populações humanas não são homogêneas, em razão das migrações no decorrer da história. Mas
as diferenças étnicas, em diversos casos, são manipuladas para acirrar conflitos de fundo político ou
econômico. O próprio conceito de raça humana, há muito não admitido pela antropologia moderna,
serviu (e por vezes ainda serve) de pretexto para justificar as mais cruéis manifestações de preconceito,
violência e barbárie.
(Adaptado do Almanaque Abril Cultural 2009, p. 123)
 
Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:
a) São vários os atributos a que se pode recorrer para caracterizar um grupo étnico.
b) Não são claras as fronteiras em cujas se deseja estabelecer uma objetiva distinção entre etnias.
c) São mínimas as variações genéticas de que se poderia levar em conta para configurar alguma
diferenciação racial.
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327) 
328) 
d) O fenômeno das migrações é um fator concorrente de que as populações não sejam homogêneas.
e) O próprio conceito de raça humana, de cujo ninguém duvidava, é hoje dado como ultrapassado.
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COMPROV UFCG - Ass (UFCG)/UFCG/Administrativo/2008
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Complete as lacunas com os pronomes relativos regidos da preposição adequada e, em seguida,
assinale a alternativa correta.
 
Para os mais velhos - _____ muitos de nós - , entrar na web costuma ser uma atividade essencialmente
individual, seja para consultar o e-mail, ler as últimas notícias, seja para fazer uma pesquisa relacionada
ao trabalho. Para a nova geração, a internet é o lugar _______a vida acontece.
a) dos quais, em cuja.
b) em que, de cuja.
c) nos quais, de que.
d) entre os quais, onde.
e) aos quais, do qual.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Advogado/2004
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
A tal da demanda social
 
Está para voltar (...) o critério da "demanda social" para abertura de cursos superiores. Para um
economista puro-sangue é uma contradição de palavras. Demanda tem a ver com gente querendo pagar.
Social teria a ver com interesse coletivo. Juntando as duas coisas só pode ser apagão intelectual. Mas
deixemos as querelas teóricas.
A idéia de buscar "demanda social" para autorizar um curso é antiga (...). O critério é um sobrevivente
anacrônico da época em que para cada novo graduado havia um emprego descrito por uma palavra com
a mesma raiz. Para os médicos, haveriaempregos de médico, para os advogados, de advogado, e por aí
afora.
Mas já no censo de 1991 bem mais da metade dos graduados do ensino superior tinha empregos
distantes do que estava escrito no seu diploma. Hoje, é ainda maior a proporção dos
"desprofissionalizados". A muitos, dá gosto pôr a culpa em fatores externos. Mas, se é assim também
nos Estados Unidos e na Europa, é porque o número de diplomados do ensino superior tende a crescer
bem mais rápido do que a economia.
No fundo é simples. As profissões tradicionais crescem pouco. Em contraste, com as mudanças
tecnológicas, é célere a expansão das "genéricas", em que é preciso cursar os quatro anos do ensino
superior, mas não faz muita diferença o que nele se estuda. Envolvem comprar, vender, mandar,
organizar, comunicar-se etc. As competências requeridas são ler, escrever, usar números, resolver
problemas e trabalhar em grupo. Em suma, pensar analiticamente e aprender rápido o que quer que
apareça pela frente.
Diplomas como os de Medicina e Odontologia continuam levando às ocupações correspondentes. Mas em
outras matérias, como Economia, nem sequer 10% dos graduados trabalham na função. Os filósofos têm
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/890128
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329) 
apenas 5%. Saturação dos mercados? Longe disso, as estatísticas mostram que entre os diplomados
nessas áreas as taxas de desemprego são pelo menos a metade da média nacional e os níveis de
rendimento pelo menos o dobro dos auferidos por quem não tem diploma. E, afora o choque inicial de
descobrir que o emprego terá outro nome, se é que tem nome, não há evidências de que gere menos
satisfação profissional.
Diante disso, como poderemos dizer se há ou não demanda social? Se definirmos o termo pela existência
de empregos com o nome do diploma, há varias décadas não há demanda social nem para 10% dos
cursos superiores. Se admitirmos que pode sobrar gente sem um determinado emprego, qual a
proporção mágica acima da qual não haverá demanda social? Por outro lado, e as outras ocupações que
requerem diploma superior, mas não curso específico? São muitas centenas. Teríamos de criar um curso
superior para cada uma?
As conclusões são inevitáveis. Não há critério prático para dizer se há ou não demanda social - de resto
nem para dizer o que é isto.
 
CASTRO, Cláudio de Moura. A tal da demanda social. Revista Veja, 10 mar. 2004 (com adaptações)
Indique a opção em que somente a palavra "cujo" preenche corretamente a lacuna, de acordo com a
norma culta.
a) O escritor _________ estilo eu não gosto vai lançar mais duas obras este ano.
b) A empresa _________ o nome foi decidido em Assembleia vai ser inaugurada amanhã.
c) A professora _________ livro foi reeditado trabalhou em uma universidade estrangeira.
d) A universidade _________ vestibular meu filho se preparou fica no centro da cidade.
e) O rapaz, o _________ pai encontrei, trabalha na minha empresa.
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Legalle - Psic (Pref Ijuí)/Pref Ijuí/2020
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Para responder a questão, leia o texto abaixo.
 
Zap
 
Não faz muito que temos esta nova TV com controle remoto, mas devo dizer que se trata agora de um
instrumento sem o qual eu não saberia viver. Passo os dias sentado na velha poltrona, mudando de um
canal para outro - uma tarefa que antes exigia certa movimentação, mas que agora ficou muito fácil.
Estou num canal, não gosto - zap, mudo para outro. Não gosto de novo - zap, mudo de novo. Eu
gostaria de ganhar em dólar num mês o número de vezes que você troca de canal em uma hora, diz
minha mãe. Trata-se de uma pretensão fantasiosa, mas pelo menos indica disposição para o humor,
admirável nessa mulher.
 
Sofre, minha mãe. Sempre sofreu: infância carente, pai cruel etc. Mas o seu sofrimento aumentou muito
quando meu pai a deixou. Já faz tempo; foi logo depois que nasci, e estou agora com treze anos. Uma
idade em que se vê muita televisão, e em que se muda de canal constantemente, ainda que minha mãe
ache isso um absurdo. Da tela, uma moça sorridente pergunta se o caro telespectador já conhece certo
novo sabão em pó. Não conheço nem quero conhecer, de modo que - zap - mudo de canal. "Não me
 abandone, Mariana, não me abandone!" Abandono, sim. Não tenho o menor remorso, em se tratando
de novelas: zap, e agora é um desenho, que eu já vi duzentas vezes, e - zap - um homem falando. Um
homem, abraçado à guitarra elétrica, fala a uma entrevistadora. É um roqueiro. Aliás, é o que está
dizendo, que é um roqueiro, que sempre foi e sempre será um roqueiro. Tal veemência se justifica,
porque ele não parece um roqueiro. É meio velho, tem cabelos grisalhos, rugas, falta-lhe um dente. É o
meu pai.
 
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330) 
Autor: Moacyr Scliar (adaptado).
 
Acerca da classificação dos pronomes, assinale a alternativa INCORRETA.
a) esta - pronome demonstrativo.
b) outro - pronome indefinido.
c) Eu - pronome pessoal.
d) minha - pronome possessivo.
e) lhe - pronome relativo.
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FUNDATEC - Del Pol (PC RS)/PC RS/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
 
Os pilares da sustentabilidade: os desafios ambientais do século XXI para a iniciativa
privada
 
Entre os pilares para o desenvolvimento sustentável – aquele capaz de garantir as necessidades da
geração atual sem comprometer a futura – está a preservação e manutenção do meio ambiente. Nos
últimos tempos, tem sido uma das pautas mais discutidas por líderes políticos e empresariais de todo o
mundo, principalmente por conta dos impactos das mudanças climáticas.
 
Mesmo o Brasil, um país rico em recursos naturais, já sente as consequências dos eventos extremos,
como a seca que persiste no Nordeste e deixa muitas famílias sem acesso à água, recurso essencial para
a manutenção da vida. Por isso, pensar em formatos mais eficientes de uso é uma atitude urgente e que
deve permear as organizações, os governos e a própria sociedade.
 
Em 2015, o Brasil entrou para o grupo das 197 nações signatárias do Acordo de Paris, que determinou
metas para manter o aquecimento global bem abaixo de 2°C até 2030.
 
Ana Carolina Avzaradel Szklo, Gerente Sênior de Projetos e Assessora Técnica do CEBDS (Conselho
Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), acredita que esses eventos climáticos
extremos têm contribuído para que as empresas incorporem a sustentabilidade em suas agendas. As
atitudes para reverter esse quadro preocupante devem ser trabalhadas em conjunto, porque o setor
privado apresenta um papel tão importante quanto o governo para a efetivação das ações.
 
Neste contexto, é importante que a sustentabilidade faça parte da organização como um todo,
principalmente, da mais alta instância decisória. Investimentos em inovação para tornar processos mais
eficientes podem contribuir com uma série de oportunidades para as organizações.
 
Uma das tendências que estão sendo trabalhadas internacionalmente e sobre o que o CEBDS tem
promovido debates com o setor privado é a precificação do carbono. A medida defende a cobrança pela
emissão do CO2, o que faz com que as empresas tenham um maior controle sobre os seus processos.
Além disso, impulsiona uma economia mais limpa e que consequentemente pode frear o aquecimento
global.
 
Para consolidar uma economia com baixa emissão de carbono, é necessário pensar em toda a cadeia de
produção da economia, desde a extração da matéria-prima, o transporte, a produção e até o descarte.
Trabalhando com esses rejeitos, evita-se que os materiais acabem em aterros e lixões – locais em que a
decomposição emite gases responsáveis pelo efeito estufa, como o metano e o gás carbônico. Com a
reciclagem, os resíduos viram matéria-prima novamente, o que evita a extração e colabora para o uso
racional de recursos naturais.
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Com a ideia de eliminaro lixo, a empresa precisa investir bastante para reciclar materiais não
convencionais como esponjas de limpeza, cosméticos, tubos de pasta de dente, lápis e canetas. Por não
terem fluxos regulares de reciclagem, fazer o processo com esses rejeitos sai bem mais caro. “Esses
materiais são considerados ‘não recicláveis’, pois o custo para reciclá -los é superior ao valor obtido com
a matéria-prima resultante do processo. Percebemos, portanto, que não existe efetivamente nada que
não possa ser reciclado. O que existem são resíduos que valem a pena do ponto de vista financeiro, e
outros não, justamente por serem complexos”, explica Pirrongelli da TerraCycle.
 
O programa de coleta da TerraCycle engaja consumidores e produtores em seu processo. Não são
apenas os produtos de difícil reciclabilidade que preocupam ambientalistas, governos e empresas ao
redor do mundo. Mesmo materiais que já têm processos consolidados, como o plástico, acabam em
lixões e aterros, onde demoram anos para se decompor. Relatórios divulgados no início deste ano pela
Ellen MacArthur Foundation mostram que cerca de oito bilhões de toneladas de plástico são descartados
nos mares por ano – quantidade equivalente a um caminhão de lixo por minuto. A organização calculou
que, se esse ritmo continuar, haverá mais plástico do que peixe nos oceanos em 2050.
 
Por isso, a maior procura por produtos biodegradáveis sinaliza a crescente preocupação do setor privado
em relação ao meio ambiente. Nesse aspecto, a tecnologia é um aspecto fundamental para a
sustentabilidade.
 
Soluções como o plástico hidrossolúvel têm sido cada vez mais procuradas como um meio de evitar o
problema do descarte irresponsável. O material é novidade no Brasil e na América Latina e consiste em
um plástico que se dissolve na água em apenas alguns segundos. Há também, nesse mesmo viés,
bobinas, saquinhos hidrossolúveis sob medida, entretelas, entre outros. Essa solução, de acordo com um
empresário do setor, traz diversas vantagens ao comprador, como: redução de custos em transporte e
armazenagem, devido à concentração de produto na embalagem hidrossolúvel; diminuição no uso e
descarte do plástico convencional, que pode gerar créditos de carbono e também traz segurança na
aplicação e no manuseio de substâncias químicas que podem ser nocivas para o ser humano. As
empresas podem contribuir para um desenvolvimento sustentável valorizando produtos que têm um
apelo sustentável, criando uma cultura organizacional voltada para essas questões e investindo em
desenvolvimento de novas alternativas. É importante também que a organização, além de realizar esses
processos, valorize que os mesmos sejam adotados por toda cadeia produtiva, envolvendo desde seus
fornecedores até seus clientes.
 
(Fonte: Amcham Brasil, 26 de maio 2017 – http://economia.estadao.com.br/blogs – Texto adaptado)
 
Avalie as seguintes afirmações sobre o uso de pronomes no texto, assinalando V, se verdadeiro, ou F, se
falso.
( ) esses classifica-se como pronome adjetivo, porque determina o substantivo junto do qual se
encontra.
 
( ) O pronome –los funciona como complemento verbal, assumindo essa forma em face de a
forma verbal terminar em ‘r’.
( ) As duas ocorrências do pronome possessivo seus indica que o possuidor dos termos que
acompanham é processos.
 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) V – V – V.
b) F – V – V.
c) V – V – F.
d) F – F – V.
331) 
332) 
e) F – F – F.
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ADM&TEC - Prof (Pref Serra T)/Pref Serra Talhada/Educação Infantil e Ensino
Fundamental (1º ao 5º ano)/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
HELENA
 
A noite foi cruel para todos. D. Úrsula, profundamente abatida pela dor e pelas vigílias, não consentiu,
ainda assim, que outras mãos amortalhassem Helena; ela mesma lhe prestou esse derradeiro e triste
obséquio. A morte não diminuíra a beleza da donzela; pelo contrário, o reflexo da eternidade parecia dar-
lhe um encanto misterioso e novo. Estácio contemplou-a com os olhos exaustos, o padre com os seus
úmidos. Melchior suportara a dor até ao momento da definitiva separação; agora, que a moça se ia de
vez, deixou-se abater enfim, ao pé daqueles pálidos restos, despojo último de generosas ilusões.
 
No dia seguinte, prestes a sair o enterro, as senhoras deram à donzela morta as despedidas derradeiras.
D. Úrsula foi a primeira que lhe prestou esse dever; seguiu-se Eugênia e seguiram as outras. Estácio viu-
as subir, uma a uma, o estrado em que repousava a essa. Depois, quando ia fechar-se o féretro,
caminhou lentamente para ele; trepou ao estrado, e pela última vez contemplou aquele rosto, - sede há
pouco de tanta vida, - e a coroa de saudades que lhe cingia a cabeça, em vez de outra, que ele tinha
direito de pousar nela. Enfim, inclinou-se também, e a fronte do cadáver recebeu o primeiro beijo de
amor.
 
(ASSIS, Machado de. Helena. Disponível em: machado.mec.gov.br)
 
Com base no texto 'HELENA', leia as afirmativas a seguir:
 
I. Em “ela mesma lhe prestou esse derradeiro e triste obséquio”, o pronome oblíquo “lhe” refere-se à
personagem Helena.
 
II. A expressão “pelo contrário” tem valor semântico de oposição. Já a palavra “enfim”, no último
período, exprime valor conclusivo.
 
III. No trecho “ela mesma lhe prestou esse derradeiro e triste obséquio”, o pronome “esse” refere-
se ao ato de amortalhamento feito por D. Úrsula.
 
Marque a alternativa CORRETA:
a) Nenhuma afirmativa está correta.
b) Apenas uma afirmativa está correta.
c) Apenas duas afirmativas estão corretas.
d) Todas as afirmativas estão corretas.
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IADES - Ag Fisc (CRESS 6)/CRESS 6 (MG)/Assistente Social/2016
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Texto para responder a questão.
 
São duas as éticas: a que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os
filósofos dão o nome de ética de princípios; e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos
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333) 
e mutáveis, mas vivos, a que os filósofos dão o nome de ética contextual.
 
Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem a respeito das estrelas, que alguns dizem já
ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não veem essas estrelas, eles têm de
acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe.... Os jardineiros só acreditam no
que os seus olhos veem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...
 
Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. Uma mulher está com câncer em estado avançado. É
certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu
medo, no fundo dos olhos do médico, ela pergunta: “Doutor, será que eu escapo desta?”. Está
configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer?
 
Se o médico for um adepto da ética estelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá de decidir
ou escolher. O princípio é claro : dizer a verdade sempre. A enferma perguntou, a resposta terá de ser a
verdade. E ele, então, responderá : “Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer...”.
Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações.
 
A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo
e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor
da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos
olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá de produzir a bondade. E ele se
perguntará: “Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano (como ‘A senhora breve estará
curada...’), cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?” E ele dirá:
“Você me faz essa pergunta porque você está com medode morrer. Também tenho medo de morrer...”.
Aí, então, os dois conversarão longamente — como se estivessem de mãos dadas... — acerca da morte
que os dois haverão de enfrentar. Como sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à
bondade. Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: “Qual delas está mais a serviço do amor?”.
 
ALVES, Rubem. Folha de S. Paulo, 4 de março de 2008, com adaptações.
 
Com referência às estruturas linguísticas do texto, assinale a alternativa correta.
a) O pronome “sua” remete ao termo “daquela mulher”, ou seja, dela.
b) A construção “a que”, tem o mesmo sentido e a mesma função sintática nas duas ocorrências.
c) Seria inserido um erro gramatical caso se reescrevesse a frase “O médico vai visitá-la.” da seguinte
forma: O médico a vai visitar.
d) Os dois-pontos estão empregados pela mesma razão.
e) A palavra “metáfora” a que se refere o autor é a relação de semelhança estabelecida por ele
entre, de um lado, a ética de princípios e as estrelas, o imutável, o morto, o abstrato, o invisível; e,
de outro lado, a ética contextual, os jardins, o mutável, o vivo, o concreto, o visível.
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INCAB (ex-FUNCAB) - AOBMEC (CBM AC)/CBM AC/2015
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Texto para responder a questão.
 
O fragmento a seguir situa-se no último capítulo de Triste fim de Policarpo Quaresma.
 
Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço? Pois ele, o
Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim?
 
[...]
 
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Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que
saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum
conhecido no caminho [...]. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente,
protestando contra a cena que presenciara na véspera.
 
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a desoras, escolhidos a esmo, para uma
carniçaria distante, falara fundo a
todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua
coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão,
indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
 
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus
semelhantes como uma fera, como um criminoso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com
os seus detritos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da
revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese.
Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte,
mais esta que aquela.
 
[...]
 
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela
atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua
felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava
na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o
que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara –
todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não
provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a
tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe
contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele
tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folclore, das suas tentativas
agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
 
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E
a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra
decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a
doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros,
inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de
decepções. [...].
 
Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz
ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu
esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um
amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
 
Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.
 
BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo:Saraiva, 2007. p. 199-201 (Clássicos Saraiva).
 
 
“Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.”
 
A respeito do trecho acima, quanto aos aspectos gramatical, sintático e semântico, analise as afirmativas
a seguir.
 
I. A colocação enclítica do pronome LHE se dá em decorrência da presença de palavra de valor
negativo.
II. NADA, nas duas ocorrências, é um pronome indefinido e significa coisa nenhuma.
334) 
III. SUA é um pronome substantivo possessivo e produz ambiguidade dentro do texto.
 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II.
e) II e III.
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CESGRANRIO - Esc (BANRISUL)/BANRISUL/2023
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Implantação do código de ética nas empresas
 
Desde a infância, estamos sujeitos à influência de nosso meio social, por intermédio da família, da
escola, dos amigos, dos meios de comunicação de massa. Ao nascer, o homem já se defronta com um
conjunto de regras, normas e valores aceitos em seu grupo social. As palavras “ética” e “moral” indicam
costumes acumulados — conjunto de normas e valores dos grupos sociais em um contexto.
 
A ética é um conjunto de princípios e disposições cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe
como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar
cada vez mais humana. Ela pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude
diante da vida cotidiana. Mas ela não é um conjunto de verdades fixas, imutáveis. A ética se move
historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso acontece na história da
humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada "natural".
 
Ética é o que diz respeito à ação quando ela é refletida, pensada. A ética preocupa-se com o certo e com
o errado, mas não é um conjunto simples de normas de conduta como a moral. Ela promove um estilo
de ação que procura refletir sobre o melhor modo de agir que não abale a vida em sociedade e não
desrespeite a individualidade dos outros.
 
As empresas precisam desenvolver-se de tal forma que a conduta ética de seus integrantes, bem como
os valores e convicções primários da organização, se tornem parte de sua cultura. Assim, a ética vem
sendo vista como uma espécie de requisito para a sobrevivência das empresas no mundo moderno e
pode ser definida como a transparência nas relações e a preocupação com o impacto das suas atividades
na sociedade.
 
Muitos exemplos poderiam ser citados de empresas que estão começando a valorizar e a alertar seus
funcionários sobre a ética. Algumas empresas já implantaram, inclusive, um comitê de ética, o qual se
destina à proteção da imagem da companhia. É preciso, portanto, que haja uma conscientização da
importância de uma conduta ética ou mesmo a implantação de um código de ética nas organizações,
pois a cadadia que passa a ética tem mostrado ser um dos caminhos para o sucesso e para o bem
comum, agregando valor moral ao patrimônio da organização.
 
O Código de Ética é um instrumento de realização dos princípios, da visão e da missão da empresa.
Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos
diferentes públicos com os quais interage. É da máxima importância que seu conteúdo seja refletido nas
atitudes das pessoas a que se dirige e encontre respaldo na alta administração da empresa, que, tanto
quanto o último empregado contratado, tem a responsabilidade de vivenciá-lo.
 
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335) 
As relações com os funcionários, desde o processo de contratação, desenvolvimento profissional,
lealdade mútua, respeito entre chefes e subordinados, saúde e segurança, propriedade da informação,
assédio profissional e sexual, alcoolismo, uso de drogas, entre outros, são aspectos que costumam ser
abordados em um Código de Ética. Cumprir horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu melhor ao
executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos de atitudes que mostram aos superiores e
aos colegas que o funcionário valoriza os princípios éticos da empresa ou da instituição.
 
O Código também pode envolver situações de relacionamento com clientes, fornecedores, acionistas,
investidores, comunidade vizinha, concorrentes e mídia. O Código de Ética pode estabelecer ações de
responsabilidade social dirigidas ao desenvolvimento social de comunidades vizinhas, bem como apoio a
projetos de educação voltados ao crescimento pessoal e profissional de jovens carentes. Também pode
fazer referência à participação da empresa na comunidade, dando diretrizes sobre as relações com os
sindicatos, outros órgãos da esfera pública, relações com o governo, entre outras.
 
Portanto, conclui-se que o Código de Ética se fundamenta em deveres para com os colegas, clientes,
profissão, sociedade e para consigo próprio.
 
MARTINS,Rosemir. UFPR, 2003. Disponível em: https://acervodigital. ufpr.br. Acesso em: 16 nov. 2022. Adaptado.
 
No texto, a circunstância apresentada pela palavra ou expressão em destaque está corretamente
explicitada, entre colchetes, em:
a) Em breve os estudantes de tecnologia terão a oportunidade de adquirir informações sobre moral
e ética em suas aulas. [dúvida]
b) Jamais saberemos o resultado do concurso se não forem divulgados os gabaritos. [intensidade]
c) O bom relacionamento entre os participantes da instituição era esperado pelo gerente por ser tão
satisfatório o ambiente de trabalho. [causa]
d) O comportamento dos funcionários da empresa encarregados de orientar os candidatos à vaga de
escriturário provavelmente é muito eficaz. [negação]
e) O modo de agir dos empresários é responsável pela importância de sua instituição, uma vez que
eles é que gerenciam efetivamente os meios econômicos. [afirmação]
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
A palavra salário vem mesmo de “sal”?
 
Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de
sal. Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C., na forma de discos de metal
precioso (moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.
 
Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida:
barras de cobre (fundamentais para a fabricação de armas), sacas de grãos, pepitas de ouro (metal
favorito para ostentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.
 
Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda
por ele, então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia
trocá-las pelo que quisesse, a qualquer momento.
 
As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em
Roma, seja em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.
 
Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma
de sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C. A força militar da época era formada por
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1757430
336) 
cidadãos comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra
(questão de sobrevivência).
 
A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo
de Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após
batalhas bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários,
não um salário para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no
século 3 a.C., o soldo já era mesmo pago na forma de moedas.
 
VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”
VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.
 
A palavra destacada em “bem mais portáteis” (parágrafo 4) traz para o trecho uma ideia de
a) adição
b) adversidade
c) comparação
d) extensão
e) soma
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Texto II
 
O amor é valente
 
Mesmo que mil tipos
De ódio o mal invente,
O amor, mesmo sozinho,
Será sempre mais valente.
 
Valente, forte, profundo
Capaz de mudar o mundo
Acalmar qualquer dor
Vivemos nesse conflito.
Mas confio e acredito
Na valentia do amor.
 
BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.
 
 
A palavra que transmite a ideia de tempo no trecho do Texto II “O amor, mesmo sozinho, / Será sempre
mais valente” é
a) amor
b) mesmo
c) sempre
d) sozinho
e) valente
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337) 
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CESGRANRIO - AC (IBGE)/IBGE/Geoprocessamento/2014
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Comércio ambulante: sob as franjas do sistema
Definir uma política para a economia informal – ou mais especificamente para o comércio ambulante –
significa situá-la em contextos de desigualdade, entendendo de que maneira ela se relaciona com a
economia formal e de que forma ela é funcional para a manutenção dos monopólios de poder político e
econômico. Dependendo do contexto, o poder público formula políticas considerando o caráter provisório
do trabalho informal, justificando políticas de formalização com a crença de uma possível “erradicação”
da informalidade.
Desse ponto de vista, a falta de um plano municipal para o comércio ambulante nas grandes cidades é
emblemática. Trata-se de um sinal que aponta que o comércio ambulante é visto como política
compensatória, reservada a alguns grupos com dificuldades de entrada no mercado de trabalho, como
deficientes físicos, idosos e, em alguns países, veteranos de guerra. Entretanto, a realidade do comércio
ambulante em São Paulo mostra que essa atividade é uma alternativa consolidada para uma parcela
importante dos ocupados que não se
enquadram em nenhuma das três categorias acima. [...]
Há políticas que reconhecem a informalidade como exceção permanente do capitalismo e que acreditam
que somente podem “gerenciá-la” ou “domesticá-la” se determinada atividade não gerar conflitos e
disputas entre setores da sociedade. Nessa concepção, “gerenciar” a informalidade significa tolerá-la,
limitando-a arbitrariamente a um número ínfimo de pessoas que podem trabalhar de forma legalizada,
deixando um grande contingente de trabalhadores à mercê da falta de planejamento e vulnerável à
corrupção e à violência. Esse perfil de “gestão da exceção” delimita a inclusão de poucos e se omite no
planejamento para muitos. No caso de São Paulo, o número de licenças de trabalho vigentes, por
exemplo, corresponde no ano de 2013 a apenas 2,5% do contingente total de trabalhadores ambulantes.
Em Nova York, apesar de todaa gestão militarizada e excludente, o percentual é de 20%.
 
Dentro desse raciocínio, “domesticar” a informalidade significa destinar ao comércio ambulante apenas
alguns espaços na cidade, mas somente os que não confrontem a lógica de reprodução do capital e,
consequentemente, a imagem que se quer manter dos espaços em valorização imobiliária. Não só
trabalhadores ambulantes, como catadores de material reciclável, moradores de habitações precárias e
população em situação de rua são obrigados a ocupar espaços distantes dos vetores de reconfiguração
urbana e dos megaeventos corporativos e midiáticos. A “demarcação” de terras onde eles podem estar,
trabalhar ou circular passa a ser não uma política afirmativa do direito à cidade, mas do deslocamento
dessa população para longe das vistas do “progresso” e do “moderno”. [...]
Em resumo, a ausência de políticas de inclusão é em si uma política. Em algumas das grandes cidades
brasileiras, as leis que regulam o comércio ambulante apenas aparentemente servem para incluir,
quando, na verdade, são instrumentos de exclusão dos trabalhadores das ruas.
ALCÂNTARA, A.; SAMPAIO, G.; ITIKAWA, L. Comércio ambulante: sob as franjas do sistema. Disponível em:
<http://www.cartacapital. com.br/sociedade/sob-as-franjas-do-sistema-o-comercio-ambulante-nas-grandes-cidades-
325.html>. Acesso em: 26 dez. 2013. Adaptado.
 
No trecho “deixando um grande contingente de trabalhadores à mercê da falta de planejamento e
vulnerável à corrupção e à violência.”, o segmento introduzido pela expressão destacada expressa uma
circunstância de
a) modo
b) dúvida
c) finalidade
d) proporção
e) consequência
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338) 
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CESGRANRIO - Tec (BR)/BR/Segurança Júnior/2012
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Setor de Informações
I
O rapazinho que seguia à minha frente na Visconde de Pirajá abordou um velho que vinha em sentido
contrário:
– O senhor pode me informar onde é a Rua Gomes Carneiro?
O velho ficou calado um instante, compenetrado:
– Você vai seguindo por aqui - falou afinal, apontando com o braço: - Ali adiante, depois de passar a
praça, dobra à direita. Segue mais dois quarteirões.
Chegando na Lagoa...
Não resisti e me meti no meio:
– Me desculpe, mas Gomes Carneiro é logo ali.
Mostrei a esquina, na direção oposta.
– Ah, é aquela ali? – o velho não se abalou:
 
– Pois eu estava certo de que era lá para os lados da Lagoa.
E foi-se embora, muito digno. O rapazinho me agradeceu e foi-se embora também, depois de resmungar:
– Se não sabe informar, por que informa?
Realmente, não há explicação para esta estranha compulsão que a gente sente de dar informação,
mesmo que não saiba informar.
II
Pois ali estava eu agora na esquina das Ruas Bulhões de Carvalho e Gomes Carneiro (a tal que o
rapazinho procurava), quando fui abordado pelo motorista de um carro à espera do sinal.
– Moço, o senhor pode me mostrar onde fica a casa do sogro do doutor Adolfo?
Seu pedido de informação era tão surpreendente que não resisti e perguntei, para ganhar tempo:
– A casa do sogro do doutor Adolfo?
Ele deixou escapar um suspiro de cansaço:
– O doutor Adolfo me mandou trazer o Dodge dele de Pedro Leopoldo até a casa do sogro, aqui no Rio
de Janeiro. O carro está velho, penei como o diabo para trazer até aqui. Perdi o endereço, só sei que é
em Copacabana.
O Dodge do doutor Adolfo. O doutor Adolfo de Pedro Leopoldo. Aquilo me soava um tanto familiar:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/348528
339) 
– Como é o nome do sogro do doutor Adolfo?
Ele coçou a cabeça, encafifado:
– O senhor sabe que não me lembro? Um nome esquisito...
Esse doutor Adolfo de Pedro Leopoldo mora hoje em Belo Horizonte?
– Mora sim senhor.
– Tem um irmão chamado Oswaldo?
– Tem sim senhor.
 
– Por acaso o nome dele é Adolfo Gusmão?
– Isso mesmo. O senhor sabe onde é que é a casa do sogro dele?
Respirei fundo, mal podendo acreditar:
– Sei. O sogro dele mora na Rua Souza Lima. É aqui pertinho. Você entra por ali, vira aquela esquina,
torna a virar a primeira à esquerda...
Ele agradeceu com a maior naturalidade, como se achasse perfeitamente normal que a primeira pessoa
abordada numa cidade de alguns milhões de habitantes soubesse onde mora o sogro do doutor Adolfo,
de Pedro Leopoldo. Antes que se fosse, não sei como não me ajoelhei, tomei-lhe a bênção e pedi que me
informasse o caminho da morada de Deus.
SABINO, Fernando. A volta por cima. Rio de Janeiro: Record, 1990. p. 34-39. Adaptado.
 
Observe o emprego da palavra mal no período abaixo. “Respirei fundo, mal podendo acreditar.”
Essa palavra é empregada com o mesmo sentido em:
a) O cantor toca piano muito mal.
b) A inveja é um mal que deve ser evitado.
c) O menino não quebrou a vidraça por mal.
d) Qual é o mal que acomete aquele doente?
e) O perdedor mal conseguiu esconder sua decepção.
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CESGRANRIO - Ana (PQS)/PQS/Planejamento e Gestão Junior/2012
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Texto
 
A doida
 
A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. [...] Os três garotos desceram manhã cedo,
para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e
provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. [...] Não
explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que
eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso
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não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a
lapidar a doida, isolada e agreste no seu jardim. [...]
 
E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e
lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito
tempo, por hábito. [...]
 
Os três verificaram que quase não dava mais gosto apedrejar a casa. As vidraças partidas não se
recompunham mais. [...] Ainda haveria louça por destruir, espelho, vaso intato? Em todo caso, o mais
velho comandou, e os outros obedeceram [...]. Pegaram calhaus lisos, de ferro, tomaram posição. [...] O
chefe reservou-se um objetivo ambicioso: a chaminé. O projétil bateu no canudo de folha de flandres –
blem – e veio espatifar uma telha, com estrondo. [...] A doida, porém, parecia não ter percebido a
agressão, a casa não reagia. [...]
 
Aí o terceiro do grupo, em seus onze anos, sentiu-se cheio de coragem e resolveu invadir o jardim. [...] O
garoto empurrou o portão: abriu-se. [...] Tinha a pedra na mão, mas já não era necessária; jogou-a fora.
[...] O menino foi abrindo caminho entre as pernas e braços de móveis, contorna aqui, esbarra mais
adiante. Atrás da massa do piano, encurralada a um canto, estava a cama. E nela, busto soerguido, a
doida esticava o rosto para a frente, na investigação do rumor insólito. [...] Ele encarava-a, com
interesse. Era simplesmente uma velha, [...] atrás de uma barricada de móveis. E que pequenininha! O
corpo sob a coberta formava uma elevação minúscula. [...] O menino aproximou-se, e o mesmo jeito da
boca insistia em soltar a mesma palavra curta, que entretanto não tomava forma. [...] Talvez pedisse
água. A moringa estava no criado-mudo, entre vidros e papéis. Ele encheu o copo pela metade,
estendeu-o. [...] Fazia tudo naturalmente, nem se lembrava mais por que entrara ali, nem conservava
qualquer espécie de aversão pela doida. A própria ideia de doida desaparecera. Havia no quarto uma
velha com sede, e que talvez estivesse morrendo. Nunca vira ninguém morrer, os pais o afastavam se
havia em casa um agonizante. Mas deve ser assim que as pessoas morrem. Um sentimento de
responsabilidade apoderou-se dele. Desajeitadamente, procurou fazer com que a cabeça repousasse
sobre o travesseiro. Os músculos rígidos da mulher não o ajudavam. Teve que abraçar-lhe os ombros–
com repugnância – e conseguiu, afinal, deitá-la em posição suave. [...] Seria caso talvez de chamar
alguém, avisar o farmacêutico mais próximo, ou ir à procura do médico, que morava longe. Mas hesitava
em deixar a mulher sozinha na casa aberta e exposta a pedradas. E tinha medo de que ela morresse em
completo abandono, como ninguém no mundo deve morrer, e isso ele sabia não apenas porque sua mãe
o repetisse sempre, senão também porque muitas vezes, acordando no escuro, ficara gelado por não
sentir o calor do corpo do irmão e seu bafo protetor. [...]
 
Não deixaria a mulher para chamar ninguém. Sabia que não poderia fazer nada para ajudá-la, a não ser
sentar-se à beira da cama, pegar-lhe nas mãos e esperar o que ia acontecer.
 
Vocabulário:
Agreste: rústico, áspero, indelicado.
Busto: parte superior do corpo humano.
Calhau: pedregulho.
Folha-de-flandres: material laminado composto de ferro e aço.
Insólito: incomum, diferente.
Lapidar: matar a pedrada, talhar.
Soerguer: levantar.
 
ANDRADE, Carlos Drummond de. A doida. Contos de aprendiz. 16. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977, p. 32-
40. Adaptado.
 
O narrador, referindo-se ao menino, diz: “Fazia tudo naturalmente”.
 
O uso do advérbio em destaque expressa, por parte do menino, uma atitude
a) agressiva contra a doida
340) 
b) desvinculada de compaixão
c) isenta de preconceitos sociais
d) despreocupada com a situação da doida
e) distanciada de seus próprios sentimentos
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Engenharia/2011
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Texto
Vista cansada
 
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última
vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar
pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não
admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de
ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira
vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já
não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu
caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo
mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe
bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a
descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o
rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a
voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta
é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido
que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É
por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
 
RESENDE, Otto Lara. Disponível em: http://www.releituras.com/olresende_vista.asp Acesso em: 21 dez. 2010.
(Adaptado)
"...e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência."
"isso existe às pampas."
Quais as locuções destacadas que encerram, respectivamente, as mesmas circunstâncias das destacadas
nos trechos transcritos acima?
a) Aos poucos, ele ia percebendo que não precisava mais dela. / Nada em volta causava mais
surpresa.
b) Saiu às pressas porque tinha um compromisso. / De vez em quando, é preciso repensar as
estratégias.
c) Vá em frente que você encontrará o que procura. / De modo algum aceitarei a proposta feita
pelo meu superior.
d) Em breve, estarei terminando de escrever minha biografia. / Trabalhou em excesso para
apresentar seu projeto final.
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341) 
e) A notícia chegou de súbito causando, assim, um grande impacto. / Hoje em dia, as pessoas
pensam mais nelas próprias.
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CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2010
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
Sonhos, ousadia e ação
 
Albert Einstein (1879-1955), físico alemão famoso por desenvolver a Teoria da Relatividade, mencionou,
durante sua vida, várias frases famosas. Uma delas é: "Nunca penso no futuro. Ele chega rápido
demais". Para um gênio como Einstein que vivia muito à frente de sua época, tal frase poderia ter certo
sentido. Mas também deixa claro que sua preocupação era agir no presente, no hoje, e as consequências
dessas ações seriam repercutidas no futuro.
Ainda utilizando frases do físico, mais uma vez ele quebra um paradigma quando cita: "A imaginação é
mais importante do que o conhecimento". Os céticos podem insistir em afirmar que o mais importante é
adquirir conhecimento. No entanto, sem a criatividade nascida de uma boa imaginação, de nada adianta
possuir conhecimento se você não tem curiosidade em ir além.
O conhecimento é muito importante para validar a criatividade e colocá-la em prática, mas antes de
qualquer ação existiu a imaginação, um sonho que aliado ao conhecimento e habilidades pode
transformar-se em algo concreto. Já a imaginação criativa, sem ações, permanece apenas como um
sonho.
Ainda à frente de sua época e indiretamente colaborando para os dias atuais, Einstein mais uma vez
apresenta uma citação interessante: "no meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade". Ou
seja, mesmo em meio a uma crise, podemos encontrar oportunidades. Oportunidades aos
empreendedores, aos inovadores, às pessoas e empresas que tiverem atitude e criatividade, que saiam
da mesmice, que não se apeguem a fatos já conhecidos, mas busquem o novo, o desconhecido.
Como profissionais, precisamos ser flexíveis e multifuncionais. Devemos deixar de nos conformarmos em
saber executar apenas uma atividade e conhecer várias outras, nas quais com interesse e dedicação
podemos ser diferenciados. Já as organizações devem encontrar, em uma nova realidade, novos usos de
produtos e boas oportunidades para os mercados que passaram a existir.
E para fechar este artigo com chave de ouro, cito outra sábia frase de Einstein: "Algo só é impossível até
que alguém duvide e acabe provando o contrário". Acredite, tudo é possível desde que seja dado o
primeiro passo. Você pode realizar seus sonhos se tiver confiança e lutar por eles. Poderá encontrar
novas oportunidades desde que olhe "fora da caixa" e seja o primeiro a descobrir uma chance que
ninguém está conseguindo ver.
Para se chegar a uma longa distância é preciso, antes de tudo, dar o primeiro passo. Parecia impossível o
homem voar e ir à lua. Quem imaginou, 30 anos atrás, que poderíamos acessar milhares de informações
em milésimos de segundos através da Internet? Mas para estas perguntas, por mais óbvias que sejam as
soluções, faço das palavras de Einstein minha resposta: alguém que duvidou e provou o contrário.
 
CAMPOS, Wagner. Disponível em: <http://tbc.rosier.com.br/oktiva. net/2163/nota/158049>. Acesso em: 02 jul
2010. (adaptado)
A palavra destacada em "Algo só é impossível..." pode ser substituída, sem alterar o sentido, por
a) então.
b) também.
c) apenas.
d) até.
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342) 
e) ainda.
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CESGRANRIO - Ana (BACEN)/BACEN/Tecnologia da Informação/"Sem
Especialidade"/2009
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras.
 Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta.Pedia-nos um prato de comida.
Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha.
 Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da
vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos.
 A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como
um elemento da paisagem, algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada,
ora refugiada sob o viaduto.
 A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo,
suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.
 Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita
bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros.
 Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi
perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica.
 Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás.
Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma
torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos
excluía.
 Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma.
 A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro;
arranca os relógios dos braços distraídos.
 Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém
da miséria.
 A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente
modernização do país.
 
SOUZA, Josias de. "A vingança da miséria". Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 out. 1994.Caderno Opinião, p.2.
(Adaptado)
 
A circunstância expressa pelos termos em destaque está corretamente indicada em
a) "algo para ser visto pela janelinha do carro," - lugar
b) "...esparramada sobre a calçada," - concessão.
c) "...pingando esmolas em mãos rotas." - modo.
d) "Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV." - consequência.
e) "Embora violenta, a miséria ainda nos excluía." - condição.
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343) 
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CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/Administrativa/2008
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
NADA MUDOU
“Em outros declives semelhantes, vimos, com prazer, progressivos indícios de desbravamento, isto é,
matas em fogo ou já destruídas, de cujas cinzas começavam a brotar o milho, a mandioca e o feijão”.(...)
“Pode-se prever que em breve haverá falta até de madeira necessária para construções se, por meio de
uma sensata economia florestal, não se der fim à livre utilização e devastação das matas desta zona”.
“As ervas desse campo, para serem removidas e fertilizar o solo com carbono e extirpar a multidão de
insetos nocivos, são queimadas anualmente pouco antes de começar a estação chuvosa. Assistimos, com
espanto, à surpreendente visão da torrente de fogo ondulando poderosamente sobre a planície sem fim.”
“(…) Há a atividade dos homens que esburacam o solo (…) para a extração de metais. (...)”
“Infelizmente (…), ávidos da carne do tatu galinha, não ponderam sobre essas sábias disposições.
Perseguem-no com tanta violência, como se a espécie tivesse de ser extinta”. “No solo adubado com
cinzas das matas queimadas dá boas colheitas (…) Contudo, isso se refere somente à colheita do
primeiro ano; no segundo já é menor e, no terceiro, o solo em geral está parcialmente esgotado e em
parte tão estragado por um capim compacto, que a plantação é desfeita …”.
“Em parte, haviam sido queimadas grandes extensões das pradarias. Assisti hoje a este fenômeno
diversas vezes e, por um quarto de hora, atravessamos campos incendiados, crepitando em altas
chamas.”
Lendo as citações acima, o leitor pode estar se perguntando de onde elas foram extraídas, até pela
linguagem pouco usual, e a que lugares se referem. Poderá imaginar que são trechos de publicações
técnicas sobre o meio ambiente, talvez algum relato de um membro de uma ONG ambientalista ou de
um viajante de Portugal ou outra coisa qualquer do gênero. Pois bem, não é nada disso. Na verdade, as
citações foram extraídas do livro “Viagem no Interior do Brasil” (1976, Editora Itatiaia), do naturalista
austríaco Johann Emanuel Pohl. O detalhe que torna as citações mais interessantes para aquelas pessoas
preocupadas com o meio ambiente é a época em que foi feita a viagem: entre 1818 e 1819. Isto mesmo,
há quase 190 anos! Repito: cento e noventa anos atrás. Triste constatar que, de lá pra cá, não só pouca
coisa mudou como retrocedemos em outras.
O naturalista viajou pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Tocantins e descreveu os
caminhos por onde passou. (...) O imediatismo, a destruição pela cobiça, a nefanda prática das
queimadas, a falta de planejamento e o hábito de esgotar os recursos para posteriormente mudar o local
da destruição são facilmente percebidos ao longo do texto. Na verdade, dada a época em que o relato foi
feito, isto não constitui grande surpresa. O mais impressionante é a analogia com os dias atuais. (...)
Quase dois séculos se passaram. O discurso ambientalista ganhou força e as ONG são entidades de peso
político extraordinário. Mas tudo indica que, na prática, nada mudou.
Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, biólogo, é doutor em Comportamento Animal pela Universidade de Saint Andrews. JB
– Ecológico, ano V, nº 71, dez/2007.
 
Assinale a opção em que o termo destacado NÃO pertence à mesma classe gramatical dos destacados
nas demais opções.
a) “são queimadas anualmente pouco antes de começar a estação chuvosa.” (l. 4-5)
b) “Assistimos , com espanto, à surpreendente visão da torrente de fogo...” (l. 5)
c) “...ondulando poderosamente sobre a planície sem fim.” (l. 5-6)
d) “Infelizmente (...), ávidos da carne do tatu galinha, não ponderam...” (l. 7)
e) “o solo em geral está parcialmente esgotado...” (l. 9)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/136706
344) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/177155
CESGRANRIO - Ana Amb (INEA)/INEA/Secretário Executivo/2008
Língua Portuguesa (Português) - Advérbio
O lado perigoso do avanço dos computadores
Em 2008, o número de computadores pessoais (PCs) em funcionamento no mundo deve atingir a
astronômica cifra de 1 bilhão. Desde seu surgimento, nos anos 70, até chegar a essa marca, passou-se
um pouco mais de três décadas. Porém, para dobrar esse número, serão necessários apenas sete anos.
De acordo com estimativa divulgada pela consultoria Forrester Research, em 2015 haverá 2 bilhões de
PCs espalhados pelo mundo. A princípio, esse boom no consumo de PCs pode significar o acesso de mais
pessoas à tecnologia, o que, sem dúvida, é um avanço positivo. Mas essa expansão tem alguns aspectos
preocupantes. O primeiro é que a indústria de computadores e seus periféricos é uma das que,
proporcionalmente ao peso de seus produtos, mais consomem recursos naturais, tanto na forma de
matéria-prima como em termos de água e energia. Segundo a Universidade das Nações Unidas, um
computador comum (de 24 quilos, em média) emprega ao menos dez vezes seu peso em combustíveis
fósseis (contribuindo para o aquecimento global) e 1.500 litros de água em seu processo de fabricação.
Essa relação supera, por exemplo, a dos automóveis, que utilizam, no máximo, duas vezes seu peso em
matéria-prima e insumos. Um único chip de memória RAM consome 1,7 quilo de combustíveis fósseis e
substâncias químicas para ser produzido, o que corresponde a cerca de 400 vezes seu peso.
Alta demanda de matéria-prima
Na outra ponta, a indústria de computadores também apresenta um problema muito sério: o descarte
desses equipamentos resulta na geração de 50 milhões de toneladas de lixo todos os anos, segundo o
Programa

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