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201) Língua Portuguesa para Concurso Nacional Unificado - 2024 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3JGru Ordenação: Por Matéria e Assunto (data) www.tecconcursos.com.br/questoes/1813170 CESGRANRIO - ERM (ANM)/ANM/Auditoria Externa/2006 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo A Amazônia é cheia de superlativos. Ocupa uma área de sete milhões de quilômetros quadrados – 40% do território nacional. Seu rio principal despeja 200 mil metros cúbicos por segundo de água doce no mar, o equivalente a um quinto do total lançado por todos os cursos de água doce no planeta. Seria estranho se o homem só tivesse ocupado a região com a esparsa população atual. Pois, do século XIX até hoje, foram encontrados mais de 400 sítios arqueológicos – desses, 180 só na última década – com datação de até nove mil anos. Os povos da floresta do passado e do presente se confundem na Amazônia. Sob as 80 casas da comunidade de Nossa Senhora das Graças, às margens do Rio Solimões, há um grande sítio arqueológico. De acordo com um arqueólogo da Ufam e pesquisador do Projeto Piatam, quase todos os povoados existentes atualmente na Amazônia estão assentados em solos habitados nos tempos pré- colombianos. Os caboclos, diz ele, começaram a compreender os vestígios do passado em suas terras depois de projetos de arqueologia. https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3JGru https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1813170 — Eles, às vezes, têm medo do que pode representar o passado. Não identificam restos de urnas e de outras peças com seus próprios hábitos e, por isso, pensam que os objetos estão associados a rituais macabros. Como a comunidade trabalha muito com a enxada na agricultura, encontra com freqüência material arqueológico no solo. O passado debaixo da terra é tão rico quanto a cultura da comunidade ali instalada atualmente. O pescador Sebastião Mendonça, um dos moradores de Nossa Senhora das Graças, até viu vestígios de outros povos quando trabalhava com enxada, mas está mais preocupado com os oito filhos, que dormem na rede de sua casa. [...] Dia desses, passou a receber, de um gerador, uma hora de energia elétrica, por dia. Comprou televisão, diz o pescador, “para saber do mundo, mas as crianças gostam é da tal novela”. [...] Um pesquisador da Ufam explica a estratégia de sobrevivência dessas populações: — Todo ano,eles plantam na seca do rio e pescam na cheia. [...] O pesquisador diz que o que define a qualidade de vida e o status do morador na comunidade é a propriedade de um barco e a energia elétrica em casa. Sebastião tem duas embarcações e é dono de uma das oito casas com uma hora de luz por dia na comunidade. Portanto, pode ser considerado uma pessoa bem-sucedida. O pescador conta que já lhe ofereceram na cidade grande — leia-se Manacapuru — o cartão de crédito de um banco local: — Recebi uns anúncios de viagem pelo cartão. Eu e minha esposa íamos dar uma volta por aí, mas depois que eu vi furacão no noticiário (referindo-se ao fenômeno que atingiu Nova Orleans), prefiro ficar por aqui mesmo. Esse rio eu já conheço. 202) BRANDÃO, Túlio. Revista O Globo. 11 dez. 2005. (com adaptações). “A Amazônia é cheia de superlativos.” O termo superlativos se justifica pelo(a): a) indisfarçável ufanismo do autor do texto. b) fato de os dados sobre a região estarem superestimados. c) uso dos adjetivos do 1o parágrafo, que estão no grau superlativo. d) grandiosidade dos números relativos à região. e) riqueza cultural das comunidades locais. www.tecconcursos.com.br/questoes/2663902 CESGRANRIO - Aux Adm (FENIG)/FENIG/2005 Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo Texto II Pobreza causa um tsunami a cada 5 dias, diz ONU: Organização pede ação global contra mortes decorrentes da miséria Doenças evitáveis relacionadas à pobreza matam, a cada cinco dias, tantas pessoas quanto o desastre da tsunami na Ásia. A cada ano, o total de mortes equivale a 68 tsunamis, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado para o lançamento de uma estratégia global de combate à pobreza, sua prioridade em 2005. A estratégia, estabelecida pelo Projeto Milênio da ONU, um grupo consultor independente chefiado pelo economista Jeffrey Sachs, diz que as Metas de Desenvolvimento para o Milênio, adotadas pelos países membros da ONU em 2000 com o objetivo de cortar pela metade a pobreza do mundo na próxima https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2663902 década, são “extremamente atingíveis” com uma assistência equivalente a 0,5% da renda dos países ricos. Entretanto, sem ação urgente em 2005, muitos países que poderiam alcançar as metas “estarão fadados ao fracasso”, disse o relatório. Tal fracasso poderia aumentar o risco de conflitos, adverte o relatório. Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio não é só uma questão de direitos humanos e justiça, mas também “vital à estabilidade e segurança nacional e internacional”, diz o texto. Enquanto isso, as agências internacionais ainda estão avaliando o tamanho do golpe que o desastre da tsunami de 26 de dezembro desferiu sobre os esforços de redução de pobreza na região. A devastação infligida pelas ondas levou milhões de pessoas à pobreza mais profunda, destruiu empregos e modos de vida, rompeu sistemas de educação em algumas áreas e causou danos ambientais que levarão anos para serem recuperados, observaram funcionários da ONU. Eles expressaram preocupação que as enormes somas que os governos prometeram para a assistência das vítimas da tsunami asiática sejam retiradas dos fundos existentes para ajuda e afetem os programas de redução de pobreza em outros países em desenvolvimento. Entretanto, a ONU vem fazendo esforços para conseguir a simpatia e o apoio internacional às vítimas da tsunami a longo prazo, contra agentes igualmente mortíferos, como a fome e a doença. O relatório, chamado “Investindo no Desenvolvimento”, é o primeiro exercício de cálculo detalhado de custos desse tipo. Ele diz que os remédios eficazes requerem um grande aumento nos fundos arrecadados internamente pelos próprios países em desenvolvimento. “Estamos em uma posição de acabar com a pobreza extrema em nossa geração”, disse Sachs na divulgação do relatório. “Não apenas cortar a pobreza ao meio. Se quisermos eliminar a extrema pobreza, podemos fazer isso até 2025. 203) Nick Cumming-Bruce. Tradução: Deborah Weinberg. International Herald Tribune, 18 jan.2005(adaptado). Apenas uma opção apresenta expressões em que as palavras destacadas são adjetivos. Assinale-a. a) Doenças evitáveis; enormes somas. b) Pessoas morrem; poderia aumentar. c) Muito baixa; freqüentemente inconsistente. d) Principal razão; relatório sugere. e) Enquanto isso; esta iniciativa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2399403 CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Pix: é o fim do dinheiro em espécie? O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção? E o velho cheque vai resistir a esses novos tempos? Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O Pix tem tudo para ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2399403 E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia. Mas a feira da semana e os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que escoram a circulação de papel-moeda no Brasil é a informalidade. Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para receber o auxílioemergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há tempos: a enorme quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco de dinheiro que entra no orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para subsistência. Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o time dos “sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia. O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você conheça alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos com cédulas simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa turma, dinheiro vivo é dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o dia virar para o boleto ser compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila da lotérica. Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava ficando para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa lacuna. A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e feriados. Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente. É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito exclusivo de acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o papelmoeda, mas para fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo. Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá ser descontinuado, mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não “morreu” com a chegada do cartão. No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de circulação, mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que esse cenário se torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a pouca familiaridade com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o país que o próprio comércio incentiva o público mais resistente a aderir a ele. ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie- brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado. O verbo implicar assume diferentes sentidos, dependendo de sua regência. No trecho “Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica envio ou recebimento imediato”, o seu sentido é a) acarretar b) comprometer c) hostilizar d) importunar e) requerer 204) www.tecconcursos.com.br/questoes/1755985 CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Privacidade digital: quais são os limites Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de brasileiros usuários de internet, representando cerca de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso pelo smartphone. Nesse cenário, pensar em privacidade digital é (quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está registrada para sempre: deixamos rastros que podem ser descobertos a qualquer momento. Ainda assim, mesmo diante de tamanha exposição, essa é uma discussão que precisa ser feita. Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza e consciência para os usuários. Vale lembrar, por exemplo, que não são apenas as redes sociais que expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um endereço de e- mail para ser rastreado por diferentes empresas e provedores. A questão central não se resume somente à política de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim, ao modo como cada sociedade vem paulatinamente estruturando a sua política de proteção de dados. A segurança da informação já se transformou em uma área estratégica para qualquer tipo de empresa. Independentemente da demanda de armazenamento de dados de clientes, as organizações têm um universo de dados institucionais que precisam ser salvaguardados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1755985 Estamos diante de uma realidade já configurada: a coleta de informações da internet não para, e esse é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós, clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limite da privacidade digital? O interesse maior é nosso! Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser? O conteúdo é realmente do usuário? Se considerarmos a atmosfera das redes sociais, muito possivelmente não. Isso porque, embora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes sociais prevê que, a partir do momento em que um conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é mais do usuário. Daí a importância da conscientização. É preciso que tanto clientes como empresas busquem mais informação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações, cabe o desafio de orientar seus clientes, já que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são os limites da privacidade digital. Vivemos em uma época em que todo mundo pode falar permanentemente o que quer. Nesse contexto, a informação deixou de ser algo confiável e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se proteger. Precisamos de consciência, senso crítico, responsabilidade e cuidado para levar a internet a um outro nível. É fato que ela não é segura, a questão, então, é como usá-la de maneira mais inteligente e contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é uma causa comum a todos os usuários da rede. Disponível em: <https://digitalks.com.br/artigos/privacidade-digital -quais-sao-os-limites>. 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021. Adaptado. No trecho “Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser?” (parágrafo 6), a forma verbal destacada expressa a noção de a) dever b) certeza 205) c) hipótese d) obrigação e) necessidade www.tecconcursos.com.br/questoes/834903 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto II O amor é valente Mesmo que mil tipos De ódio o mal invente, O amor, mesmo sozinho, Será sempre mais valente. Valente, forte, profundo Capaz de mudar o mundo Acalmar qualquer dor Vivemos nesse conflito. Mas confio e acredito Na valentia do amor. BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834903 206) No trecho do Texto II “O amor, mesmo sozinho, / Será sempre mais valente”, o verbo destacado está no tempo futuro. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, se ele estivesse no tempo presente, como ficaria o trecho? a) “O amor, mesmo sozinho, / Seria sempre mais valente” b) “O amor, mesmo sozinho, / É sempre mais valente” c) “O amor, mesmo sozinho, / Foi sempre mais valente” d) “O amor, mesmo sozinho, / Fosse sempre mais valente” e) “O amor, mesmo sozinho, / Era sempre mais valente” www.tecconcursos.com.br/questoes/835082 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/Operador de Gás I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Carta aos meus filhos adolescentes Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar. É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em nossos olhares. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/835082 Mas não durará a vida inteira, posso garantir.Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o chato daqui por diante. Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecionei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por um longo tempo. A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir. Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamento. Passarei essa vergonha. Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem. As confissões não acontecerão espontaneamente. “Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança. Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades. Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado. 207) Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação que digo, vão checar no Google. Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade. CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio- carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018. Adaptado. A frase em que o verbo em destaque está empregado em consonância com a norma-padrão é: a) Não mido esforços para a educação de meus filhos. b) Um dia, eles quererão ajuda com seus próprios bebês. c) Aqueles pais poram muita esperança no futuro de seus filhos. d) Os pais sempre proviram os recursos para a sobrevivência de sua família. e) Ah, se os pais cabessem na vida dos filhos adolescentes assim como os namoros e os amigos! www.tecconcursos.com.br/questoes/835090 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/Operador de Gás I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/835090 Carta aos meus filhos adolescentes Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar. É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em nossos olhares. Mas não durará a vida inteira, posso garantir. Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o chato daqui por diante. Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecionei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por um longo tempo. A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir. Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamento. Passarei essa vergonha. Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem. As confissões não acontecerão espontaneamente. “Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança. Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades. Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado. Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação que digo, vão checar no Google. Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade. CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio- carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018. Adaptado. A frase cujo verbo sublinhado é considerado regular é: a) Eu sempre digo que é difícil conviver em família. b) Quero que descubra como convencer seus pais. c) Sempre faremos o que é preciso pela saúde de nossas crianças e jovens. d) Estou de acordo quando se trata da segurança de meus filhos. e) Os pais sempre esperam que os jovens os comuniquem acerca de para onde vão. 208) www.tecconcursos.com.br/questoes/835164 CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana. No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso, então, que questões de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas. No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os moradores de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com congestionamentos insuportáveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do país. Depreendemos daí que a dependência do automóvel como meio de transporte é um fator que impede a mobilidade urbana. É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos serviços esteja próxima às moradias e haja opções de transporte não motorizado para nos locomovermos. BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <http://www.mobilize.org.br/noticias/2419/mobilidade-acessibilidade- e-deficiencias-fisicas.html>. Acesso em: 9 jul. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/835164 209) 2018. Adaptado. Glossário: Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade. Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, No trecho “é um fator que impede a mobilidade urbana” , o verbo que expressa o sentido contrário ao da palavra destacada é a) fechar b) prender c) facilitar d) atrapalhar e) interromper www.tecconcursos.com.br/questoes/834963 CESGRANRIO - Of (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Produção I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834963 Texto I Gente Humilde Tem certos dias em que eu penso em minha gente E sinto assimtodo o meu peito se apertar Porque parece que acontece de repente Feito um desejo de eu viver sem me notar Igual a como quando eu passo no subúrbio Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar E aí me dá como uma inveja dessa gente Que vai em frente sem nem ter com quem contar São casas simples com cadeiras na calçada E na fachada escrito em cima que é um lar Pela varanda, flores tristes e baldias Como a alegria que não tem onde encostar E aí me dá uma tristeza no meu peito Feito um despeito de eu não ter como lutar E eu que não creio peço a Deus por minha gente É gente humilde, que vontade de chorar. SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B. Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de Discos, p1970. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4. 210) A forma verbal em destaque está empregada de acordo com a norma-padrão em: a) Coado há pouco, o café perfumava todo o subúrbio às quatro da tarde. b) O trem tinha chego às onze horas e não sairia mais da estação. c) Eu soube que ela havia trago flores singelas para enfeitar as varandas. d) Eu tinha falo com Deus e pedido por minha gente. e) Todas as tardes, nós temos abrido as cadeiras na calçada, para uma boa conversa entre vizinhos. www.tecconcursos.com.br/questoes/834971 CESGRANRIO - Of (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Produção I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto I Gente Humilde Tem certos dias em que eu penso em minha gente E sinto assim todo o meu peito se apertar Porque parece que acontece de repente Feito um desejo de eu viver sem me notar https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834971 Igual a como quando eu passo no subúrbio Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar E aí me dá como uma inveja dessa gente Que vai em frente sem nem ter com quem contar São casas simples com cadeiras na calçada E na fachada escrito em cima que é um lar Pela varanda, flores tristes e baldias Como a alegria que não tem onde encostar E aí me dá uma tristeza no meu peito Feito um despeito de eu não ter como lutar E eu que não creio peço a Deus por minha gente É gente humilde, que vontade de chorar. SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B. Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de Discos, p1970. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4. Considere o emprego do verbo destacado no seguinte trecho do Texto I: “Que vai em frente sem nem ter com quem contar” . O verbo destacado tem o mesmo sentido em: a) O filho do barbeiro tem três anos e já sabe contar. b) Meu filho só consegue dormir depois de eu lhe contar uma história. 211) c) Hoje em dia temos que contar com a sorte. d) Esses anos contam como tempo de serviço? e) Minha cidade natal já conta duzentos anos. www.tecconcursos.com.br/questoes/665810 CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O ano da esperança O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde- se o dinheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de que era uma doação. A situação foi piorando. Os argumentos também. No início era para pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente. Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas internações, remédios. A situação piorando, eu já estava encomendando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu não ajudava mais. Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído na história. Só que esse rapaz havia perdido o emprego após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas, ao perder salário, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/665810 muita gente perde também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas buscam vagas nos mercados em expansão. Se a indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar. Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova consciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada história a meu respeito que nem sei o que dizer. Já inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo: — Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet. Duvidam. Acham que estou mentindo. CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. 2017, p.97. Adaptado. Considere o trecho “Depois vieram as mães e avós doentes.” A frase em que se emprega uma flexão do verbo destacado, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é: a) Não sei o que fazer depois que vinherem as mães e avós doentes. b) Depois que as mães e avós doentes virem, faremos alguma coisa. c) Depois que eu vim, as mães e avós doentes ficaram curadas. 212) d) Depois, as mães e avós doentes tiveram vindo até aqui. e) Talvez seja melhor ir depois de vierem as mães e avós doentes. www.tecconcursos.com.br/questoes/834858 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto I Exagerado Amor da minha vida Daqui até a eternidade Nossos destinos Foram traçados na maternidade Paixão cruel, desenfreada Te trago mil rosas roubadas Pra desculpar minhas mentiras Minhas mancadas Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834858 Adoro um amor inventado Eu nunca mais vou respirar Se você não me notar Eu posso até morrer de fome Se você não me amar E por você eu largo tudo Vou mendigar, roubar, matar Até nas coisas mais banais Pra mim é tudo ou nunca mais Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado E por você eu largo tudo Carreira, dinheiro, canudo Até nas coisas mais banais Pra mim é tudo ou nunca mais Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado Jogado aos teus pés 213) Com mil rosas roubadas Exagerado Eu adoro um amor inventado ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZUZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, se fosse substituído o pronome eu pelo pronome nós, no trecho do Texto I “Eu sou mesmo exagerado”, como ficaria o verbo destacado? a) “Nós é mesmo exagerados”. b) “Nós somos mesmo exagerados”. c) “Nós era mesmo exagerados”. d) “Nós sereis mesmo exagerados”. e) “Nós sois mesmo exagerados”. www.tecconcursos.com.br/questoes/667971 CESGRANRIO - ProV (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Júnior/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A forma verbal em destaque está em DESACORDO com o que prevê a norma-padrão da língua em: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/667971 214) a) Se a literatura condissesse com a realidade, não seria literatura. b) A imprensa medeia adialética que se estabelece entre ficção e realidade. c) Espera-se que as crianças adiram às propostas dos livros infanto-juvenis. d) Quando estava na escola, sempre punha um livro na mochila para ler no trajeto. e) Se requiséssemos novos livros, os alunos teriam uma biblioteca mais atualizada. www.tecconcursos.com.br/questoes/834909 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto II O amor é valente Mesmo que mil tipos De ódio o mal invente, O amor, mesmo sozinho, Será sempre mais valente. Valente, forte, profundo Capaz de mudar o mundo Acalmar qualquer dor https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834909 Vivemos nesse conflito. Mas confio e acredito Na valentia do amor. BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017. No trecho do Texto II “Mas confio e acredito / Na valentia do amor ” , os verbos destacados encontram-se no tempo presente. De acordo com a norma-padrão, se esses verbos destacados estivessem no tempo futuro, como ficaria o trecho? a) “Mas confiarei e acreditarei / Na valentia do amor” b) “Mas confiei e acreditei / Na valentia do amor” c) “Mas tenho confiado e acreditado / Na valentia do amor” d) “Mas confiara e acreditara / Na valentia do amor” e) “Mas confiando e acreditando / Na valentia do amor” www.tecconcursos.com.br/questoes/834879 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834879 215) Texto I Exagerado Amor da minha vida Daqui até a eternidade Nossos destinos Foram traçados na maternidade Paixão cruel, desenfreada Te trago mil rosas roubadas Pra desculpar minhas mentiras Minhas mancadas Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado Eu nunca mais vou respirar Se você não me notar Eu posso até morrer de fome Se você não me amar E por você eu largo tudo Vou mendigar, roubar, matar Até nas coisas mais banais Pra mim é tudo ou nunca mais Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado E por você eu largo tudo Carreira, dinheiro, canudo Até nas coisas mais banais Pra mim é tudo ou nunca mais Exagerado Jogado aos teus pés Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado Jogado aos teus pés Com mil rosas roubadas Exagerado Eu adoro um amor inventado ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZUZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1. Se a palavra ontem fosse acrescentada ao trecho do Texto I “por você eu largo tudo”, como ficaria a frase, mantendo-se a norma-padrão? a) “por você eu larguei tudo ontem.” 216) b) “por você eu largarei tudo ontem.” c) “por você eu largo tudo ontem.” d) “por você eu largue tudo ontem.” e) “por você eu hei de largar tudo ontem.” www.tecconcursos.com.br/questoes/373795 CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto III Quando eu for bem velhinho — continuação 2 O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa que dá sentido e razão ao tempo como uma majestade humana. Este imperador sem rivais que diz que passa quando, de fato, quem passa somos nós. Uma lenda escandinava, traduzida à luz da análise pelo sábio das línguas e costumes euro- -europeus Georges Dumézil, conta a história de um camponês que, sem querer, libertou o diabo de um caixote que ele transportava para um padre na sua carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu involuntário libertador, perguntando ansiosamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que ele construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que o diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava cumprida. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/373795 Aterrorizado porque ia apanhar novamente, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas não o tempo inteiro como ordenara o camponês. Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para a caixa. O tempo como potência impossível de ser apanhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos e tanto: Deus pede estrita conta de meu tempo. E eu vou do meu tempo dar-lhe conta. Mas como dar, sem tempo, tanta conta Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo? Para dar minha conta feita a tempo, O tempo me foi dado e não fiz conta, Não quis, sobrando tempo, fazer conta. Hoje, quero acertar conta, e não há tempo. Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta, Não gasteis vosso tempo em passatempo. Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta! Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo, Quando o tempo chegar de prestar conta, Chorarão, como eu, o não ter tempo... Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou é o carnaval que brinca conosco o tempo todo? 217) DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado. No final do primeiro parágrafo do Texto III, o autor compara o tempo a um imperador sem rivais, pois é o tempo “que diz que passa quando, de fato, quem passa somos nós”. O presente do indicativo, empregado três vezes nessa passagem, produz o seguinte efeito de sentido: a) atribui validade permanente a uma afirmação. b) confere atualidade a uma ação ocorrida no passado. c) retrata algo ocorrido no momento da fala do imperador. d) indica um fato próximo, cuja realização é dada como certa. e) infere à cena apresentada uma descrição do momento vivido. www.tecconcursos.com.br/questoes/372851 CESGRANRIO - Psico (UNIRIO)/UNIRIO/Clínica/2016 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O suor e a lágrima Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/372851 Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante. O engraxate era gordo e estava com calor — o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis. Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante. Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano. E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados. Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias. Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meussapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima. CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil – 80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001. p. 319. 218) Em “Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41.”, o uso do pretérito imperfeito do indicativo busca a) estabelecer uma relação de causa e efeito. b) contextualizar o tempo da narrativa. c) introduzir uma ambiência de suspense. d) banalizar o calor que fazia no Rio. e) projetar uma possibilidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/348274 CESGRANRIO - TA (ANP)/ANP/2016 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Banhos de mar Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda, Recife. Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes de o sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente prodigioso em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda ainda na escuridão? De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Nós nos vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/348274 Saímos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o bonde. Até que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta do banco, e minha felicidade começava . Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive de novo. No bonde mesmo o tempo começava a clarear, e uma luz trêmula de sol escondido nos banhava e banhava o mundo. Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé: “Olhe, um porco de verdade!” gritei uma vez, e a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras da minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe, um porco de verdade.” Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito infeliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária. LISPECTOR, C. A Descoberta do Mundo. São Paulo: Rocco, 1999, p. 175. Adaptado. O emprego dos verbos destacados no trecho “‘Eu me sentava bem na ponta do banco, e minha felicidade começava.” mostra as lembranças da narradora sobre um fato que ocorreu com ela repetidas vezes no passado. Se, respeitando-se o contexto original, a frase mostrasse um fato que ocorreu com ela uma única vez no passado, os verbos adequados seriam os que se destacam em: a) Eu me sentaria bem na ponta do banco, e minha felicidade começaria. b) Eu me sentei bem na ponta do banco, e minha felicidade começou. c) Se eu me sentasse bem na ponta do banco, minha felicidade começaria. 219) d) Eu me sento bem na ponta do banco para que minha felicidade comece. e) Eu ficava sentada bem na ponta do banco, e minha felicidade estava começando. www.tecconcursos.com.br/questoes/465846 CESGRANRIO - Seg Of (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Náutica/2016 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O velho olhando o mar Meu carro para numa esquina da praia de Copacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de branco numa cadeira de rodas olhando o mar a distância. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes cabeleiras adolescentes e os bíceps de jovens surfistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar a distância. [...] O carro continua parado, o sinal fechado e o estupendo calor da vida batia de frente sobre mim. Tudo em torno era uma ávida solicitação dos sentidos. Por isso, paradoxalmente, fixei-me por um instante naquele corpo que parecia ancorado do outro lado das coisas. E sem fazer qualquer esforço comecei a imaginá- lo quando jovem. É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante. A gente tem a leviandade de achar que os velhos nasceram velhos, que estão ali apenas para assistir ao nosso crescimento. Me lembro que, menino, ao ver um velho parente relatar fatos de sua juventude, tinha sempre a sensação de que ele estava inventando uma estória para me convencer de alguma coisa. No entanto, aquele velho que vejo na esquina da praia de Copacabana deve ter sido jovem algum dia, em alguma outra praia, nos braços de algum amor, bebendo e farreando irresponsavelmente e achando que o estoque da vida era ilimitado. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/465846 Teria ele algum desejo ao olhar as coxas das banhistas que passam? Olhando alguma delas teria se posto a lembrar de outros corpos que conheceu? Os que por ele passam poderiam supor que ele fazia maravilhas na cama ou nas pistas de dança? [...] Ele está ali, eu no meu carro, e me dou conta de que um número crescente de amigos e conhecidos tem me pronunciado a palavra “aposentadoria” ultimamente. Isso é uma síndrome grave. Em breve estarei cercado de aposentados e forçosamente me aposentarão. Então, imagino, vou passear de short branco e boné pelo calçadão da praia, fingindo ser um almirante aposentado, aproveitando o sol mais ameno das 9h30 até cair sentado numa cadeira e ficar olhando o mar. [...] Meu carro, no entanto, continua parado no sinal da praia de Copacabana. O carro apenas, porque a imaginação, entre o sinal vermelho e o verde, viajou intensamente. Vou ter de deixar ali o velho e sua acompanhante olhando o mar por mim. Vou viver a vida por ele, me iludir de que no escritório transformo o mundo com telefonemas, projetos e papéis. Um dia talvez esteja naquela cadeira olhando o mar a distância, a vida distante. Mas que ao olhar para dentro eu tenha muito que rever e contemplar. Nesse caso não me importarei que o moço que estiver no seu carro parado no sinal imagine coisas sobre mim. Estarei olhando o mar, o mar interior, e terei navegantes alegrias que nenhum passante compreenderá. SANT’ANNA, A. R. Coleção melhores crônicas – Affonso Romano de Sant’Anna. Seleção e prefácio: Letícia Malard. São Paulo: Global, 2003. O verbo ver apresenta irregularidade na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, como se vê no texto: “vejo um velho”. Um outro verbo que apresenta irregularidade nessas circunstâncias é: 220) a) viver b) bater c) imaginar d) fazer e) olhar www.tecconcursos.com.br/questoes/465845 CESGRANRIO - Seg Of (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Náutica/2016 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O velho olhando o mar Meu carro para numa esquina da praia de Copacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de branco numa cadeira de rodas olhando o mar a distância. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes cabeleiras adolescentes e os bíceps de jovens surfistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar a distância. [...] O carro continua parado, o sinal fechado e o estupendo calor da vida batia de frente sobre mim. Tudo em torno era uma ávida solicitação dos sentidos. Por isso, paradoxalmente, fixei-me por um instante naquele corpo que parecia ancorado do outro lado das coisas. E sem fazer qualquer esforço comecei a imaginá- lo quando jovem. É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante. A gente tem a leviandade de achar que os velhos nasceram velhos, que estão ali apenas para assistir ao nosso crescimento. Me lembro que, menino, ao ver um velho parente relatar fatos de sua juventude, tinha sempre a sensação de que ele estava inventando uma estória para me convencer de alguma coisa. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/465845No entanto, aquele velho que vejo na esquina da praia de Copacabana deve ter sido jovem algum dia, em alguma outra praia, nos braços de algum amor, bebendo e farreando irresponsavelmente e achando que o estoque da vida era ilimitado. Teria ele algum desejo ao olhar as coxas das banhistas que passam? Olhando alguma delas teria se posto a lembrar de outros corpos que conheceu? Os que por ele passam poderiam supor que ele fazia maravilhas na cama ou nas pistas de dança? [...] Ele está ali, eu no meu carro, e me dou conta de que um número crescente de amigos e conhecidos tem me pronunciado a palavra “aposentadoria” ultimamente. Isso é uma síndrome grave. Em breve estarei cercado de aposentados e forçosamente me aposentarão. Então, imagino, vou passear de short branco e boné pelo calçadão da praia, fingindo ser um almirante aposentado, aproveitando o sol mais ameno das 9h30 até cair sentado numa cadeira e ficar olhando o mar. [...] Meu carro, no entanto, continua parado no sinal da praia de Copacabana. O carro apenas, porque a imaginação, entre o sinal vermelho e o verde, viajou intensamente. Vou ter de deixar ali o velho e sua acompanhante olhando o mar por mim. Vou viver a vida por ele, me iludir de que no escritório transformo o mundo com telefonemas, projetos e papéis. Um dia talvez esteja naquela cadeira olhando o mar a distância, a vida distante. Mas que ao olhar para dentro eu tenha muito que rever e contemplar. Nesse caso não me importarei que o moço que estiver no seu carro parado no sinal imagine coisas sobre mim. Estarei olhando o mar, o mar interior, e terei navegantes alegrias que nenhum passante compreenderá. SANT’ANNA, A. R. Coleção melhores crônicas – Affonso Romano de Sant’Anna. Seleção e prefácio: Letícia Malard. São Paulo: Global, 2003. 221) O distanciamento do autor em relação à história narrada para destacar um ponto de vista seu sobre a temática em foco é marcado pelo uso do verbo ser, no período “É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante.” Caso o enunciador queira conferir ao trecho um caráter de possibilidade, a reescritura adequada à norma-padrão e ao contexto empregará o verbo ser da seguinte forma: a) Fosse b) Seria c) Foi d) Era e) Fora www.tecconcursos.com.br/questoes/386892 CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2016 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto Do fogo às lâmpadas de LED Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho. Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de maneira ímpar. O que denominamos luz no cotidiano é, de fato, uma onda eletromagnética que não é muito diferente, por exemplo, das ondas de rádio ou micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou dos raios X, empregados em exames médicos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/386892 Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam restos de queimadas naturais, mantendo as chamas em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o fogo poderia ser produzido ao se atritarem pedras ou madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia de iluminação artificial. A necessidade de transporte e manutenção do fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de iluminação mais compactos e de maior durabilidade. Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as primeiras lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas, tendo, como pavio, fibras vegetais que queimavam em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência desses dispositivos foi aumentada, com o uso de óleo de tecidos gordurosos de animais marinhos, como baleias e focas. As lâmpadas a óleo não eram adequadas para que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem iluminadas, o que motivou o surgimento das lâmpadas a gás obtido por meio da destilação do carvão mineral. Esse gás poderia ser transportado por tubulações ao local de consumo e inflamado para produzir luz. O domínio da tecnologia de geração de energia elétrica e o entendimento de efeitos associados à passagem de corrente elétrica em materiais viabilizaram o desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação: lâmpadas incandescentes, com filamentos de bambu carbonizado, que garantem durabilidade de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as lâmpadas halógenas, com maior vida útil e luz com maior intensidade e mais parecida com a luz solar. AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. n. 327, julho 2015, p. 38-40. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2015/327/ do-fogo-as-lampadas-led>. Acesso em: 4 ago. 2015. Adaptado. A frase em que a palavra destacada está flexionada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é: 222) a) Se você ver águas paradas, tome uma providência para evitar a proliferação do mosquito. b) Para comunicar a seus acionistas o resultado financeiro semestral, o relatório abrangeu os aspectos principais relacionados à produção da empresa. c) Se os moradores obterem lâmpadas modernas para iluminar suas casas, farão economia de eletricidade. d) Quando o Congresso propor que as lâmpadas incandescentes não sejam mais vendidas no país, a população terá de se acostumar ao novo padrão. e) O governo interviu na fabricação de lâmpadas quando decidiu que novos modelos deveriam tornar-se obrigatórios no nosso país. www.tecconcursos.com.br/questoes/301223 CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2015 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do século XIX, com a Revolução Industrial. Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a sobrevivência e a reprodução do próprio processo. Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições https://www.tecconcursos.com.br/questoes/301223 filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual ele, como empresário, poderia resolver tal situação. Baker respondeu-lhe: “Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser responsabilizado”. A resposta do empregador foi a de contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo, assim, em 1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho. Na verdade, despontam, na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços: - deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que se dispusessem a defendê-lo; - deveriam ser serviços centrados na figura do médico; - a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente médica; - a responsabilidade pela ocorrência dos problemas de saúde ficavatransferida ao médico. A implantação de serviços baseados nesse modelo rapidamente expandiu-se por outros países, paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos, com a transnacionalização da economia. A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública, fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e frequentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho. MENDES, R; DIAS, E.C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista Saúde Pública, S.Paulo, 25: 341-9, 1991. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/ imagem/2977.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015. Adaptado. No 4º parágrafo, insere-se no texto a voz do Dr. Robert Baker, médico que ensina ao empresário Robert Dernham o que fazer com a saúde de seus trabalhadores. Tal fala apresenta um tom de aconselhamento, o que se exemplifica por meio do uso de a) verbos no modo imperativo b) linguagem informal c) coordenação sintática d) pontuação exagerada e) palavras repetidas www.tecconcursos.com.br/questoes/265984 CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2015 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/265984 223) Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Cartilha orienta consumidor Lançada pelo SindilojasRio e pelo CDL-Rio, em parceria com o Procon-RJ, guia destaca os principais pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC), selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais comuns recebidas pelas duas entidades O Sindicato de Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (SindilojasRio) e o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) lançaram ontem uma cartilha para orientar lojistas e consumidores sobre seus direitos e deveres. Com o objetivo de dar mais transparência e melhorar as relações de consumo, a cartilha tem apoio também da Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon)/ Procon-RJ. Batizada de Boas Vendas, Boas Compras! – Guia prático de direitos e deveres para lojistas e consumidores, a publicação destaca os principais pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC), selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais comuns recebidas, tanto pelo SindilojasRio e CDL- Rio, como pelo Procon-RJ. “A partir da conscientização de consumidores e lojistas sobre seus direitos e deveres, queremos contribuir para o crescimento sustentável das empresas, tendo como base a ética, a qualidade dos produtos e a boa prestação de serviços ao consumidor”, explicou o presidente do SindilojasRio e do CDL- Rio, Aldo Gonçalves. Gonçalves destacou que as duas entidades estão comprometidas em promover mudanças que propiciem o avanço das relações de consumo, além do desenvolvimento do varejo carioca. 224) “O consumidor é o nosso foco. É importante informá-lo dos seus direitos”, disse o empresário, ressaltando que conhecer bem o CDC é vital não só para os lojistas, mas também para seus fornecedores. Jornal do Commercio. Rio de Janeiro. 08 abr. 2014, A-9. Adaptado. O emprego do verbo destacado no trecho “‘queremos contribuir para o crescimento sustentável das empresas’” contribui para indicar uma pretensão do presidente do Sindicato dos Lojistas, que começa no presente e se estende no futuro. Se, respeitando-se o contexto original, a frase indicasse uma pretensão que começasse no passado e se estendesse no tempo, o verbo adequado seria o que se destaca em: a) quisemos contribuir para o crescimento sustentável das empresas. b) quisermos contribuir para o crescimento sustentável das empresas. c) quiséssemos contribuir para o crescimento sustentável das empresas. d) quereremos contribuir para o crescimento sustentável das empresas. e) quisera poder contribuir para o crescimento sustentável das empresas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2667694 CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2015 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Donos do próprio dinheiro https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2667694 Quando pensamos em bancos, imaginamos grandes empresas com agências elegantes, equipadas com caixas eletrônicos e funcionários engravatados, muita burocracia e mil procedimentos de segurança. Mas dezenas de pequenas instituições financeiras estão mudando a relação que milhares de brasileiros têm com o próprio dinheiro. São os bancos comunitários, que contam com moeda e sistema de crédito próprios e desenvolvem as economias locais. Todas as agências são geridas e fiscalizadas pela comunidade. Hoje já existem 104 dessas instituições no país, e elas estão proliferando. De 2006 a 2012, o número de bancos comunitários aumentou dez vezes, de nove para 98 agências. Diferentemente das agências convencionais, essas instituições não consultam o nome do cliente no Serasa ou no Serviço de Proteção ao Crédito antes de abrir uma conta. Consultam a comunidade. Uma das condições para a criação de um banco comunitário, como o próprio nome já dá a entender, é o envolvimento da comunidade. Isso porque o objetivo final não é o lucro, e sim o desenvolvimento da economia do entorno. Para tanto é criada uma moeda própria, que circula apenas na comunidade. O dinheiro para iniciar os bancos comunitários também vem do local, seja de rifas, seja de vaquinhas ou de eventos de arrecadação de fundos. Os moradores podem pegar dois tipos de empréstimo: um para produção, como reforma de uma loja ou compra de estoque, em reais, e outro para consumo, compra de alimentos e outros produtos, na moeda do banco. Dessa forma, artigos como alimentos, roupas, sapatos e até serviços de beleza ou aulas são consumidos na comunidade, nas lojas que aceitam a nova moeda, fazendo com que o dinheiro não deixe a região e sirva para desenvolver a economia local. VELOSO, L. Revista Planeta. n. 504, novembro 2014. Adaptado. 225) A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em: a) Quando as pessoas fazerem compras nas lojas locais, poderão usar o cartão de crédito comunitário. b) Os consumidores preocupados com os gastos tinham trago pouco dinheiro para as suas compras. c) Os financiamentos serão ampliados quando os bancos estarem com os juros baixos. d) O ideal seria que os clientes dos bancos comunitários pudessem aumentar sua renda mensal. e) Se os bancos darem mais crédito aos moradores, aumentará a construção de casas na comunidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/301339 CESGRANRIO - Tec Ban (BASA)/BASA/2015 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto II Sobe e desce Ascensorista é uma das profissões que desapareceram no mundo moderno. Era certamente a mais tediosa das profissões, e não apenas porque o ascensorista estava condenado a passar o dia ouvindo histórias pela metade, anedotas sem desenlace, brigas sem resolução, só nacos e vislumbres da vida dos passageiros. Pode-se imaginar que muitos ascensoristas tenham tentado combater o tédio, variando a sua própria fala. Dizendo “ascende”, em vez de “sobe”, por exemplo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/301339 Ou “Eleva-se”. Ou “Para cima”. — Para o alto. — Escalando. Quando perguntassem “Sobe ou desce?”, responderia “A primeira alternativa”. Ou diria “Descendente”, “Ruma para baixo”. “Cai controladamente”. E se justificaria dizendo: — Gosto de improvisar. Mas, como toda arte tende para o excesso, o ascensorista entediado chegaria fatalmente ao preciosismo. Quando perguntassem “Sobe?”, responderia “É o que veremos...” Ou então, “Como a Virgem Maria”. Ou recorreria a trocadilhos: — Desce? — Dei. Nem todo mundo o compreenderia, mas alguns o instigariam. Quando comentassem quedevia ser uma chatice trabalhar em elevador, ele não responderia “tem altos e baixos”, como esperavam. Responderia, “cripticamente”, que era melhor do que trabalhar em escada. Ou que não se importava, embora seu sonho fosse, um dia, comandar alguma coisa que também andasse para os lados... E quando ele perdesse o emprego porque substituíssem o elevador antigo por um moderno, daqueles com música ambiental, diria: — Era só me pedirem. Eu também canto! Mas, enquanto não o despedissem, continuaria inovando. — Sobe? — A ideia é essa. — Desce? — Se ainda não revogaram a lei da gravidade, sim. — Sobe? — Faremos o possível. — Desce? — Pode acreditar. 226) VERISSIMO, L. F. Jornal O Globo, p. 15, 28 jun. 2015. O verbo em destaque está conjugado de acordo com a norma-padrão em: a) Pegue o outro elevador, por favor. b) É preciso que você esteje atento a situações de perigo. c) Será muito bom se você propor um outro acesso aos passageiros. d) Seje sempre bem-humorado com os passageiros. e) Gostaríamos de que você vesse esse filme. www.tecconcursos.com.br/questoes/301225 CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2015 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do século XIX, com a Revolução Industrial. Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a sobrevivência e a reprodução do próprio processo. Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições https://www.tecconcursos.com.br/questoes/301225 filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual ele, como empresário, poderia resolver tal situação. Baker respondeu-lhe: “Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser responsabilizado”. A resposta do empregador foi a de contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo, assim, em 1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho. Na verdade, despontam, na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços: - deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que se dispusessem a defendê-lo; - deveriam ser serviços centrados na figura do médico; - a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente médica; - a responsabilidade pela ocorrência dos problemas de saúde ficava transferida ao médico. A implantação de serviços baseados nesse modelo rapidamente expandiu-se por outros países, paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos, com a transnacionalização da economia. A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública, fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e frequentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho. MENDES, R; DIAS, E.C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista Saúde Pública, S.Paulo, 25: 341-9, 1991. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/ imagem/2977.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015. Adaptado. O presente do indicativo, em “A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do século XIX, com a Revolução Industrial” ( l. 1), produz o seguinte efeito de sentido: a) aproxima o leitor do que é narrado. b) põe em dúvida o contexto histórico referido. c) confere um caráter de continuidade ao que é dito. d) dissocia a origem da medicina do trabalho e o século XIX. e) atribui à medicina do trabalho um valor anacrônico. www.tecconcursos.com.br/questoes/2666610 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2015 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2666610 227) Texto II A água do planeta vai acabar? Dizem que a água do planeta Terra está diminuindo. Ela vai acabar um dia? Existe previsão de quando isso vai acontecer? O que está sendo feito para resolver a situação? O engenheiro Léo Heller, da Universidade Federal de Minas Gerais, explicou que a quantidade de água no planeta é a mesma nos últimos milênios e não deve mudar no futuro, ou seja, a água como um todo não vai acabar. O problema, porém, é que a quantidade de água de boa qualidade e disponível para o consumo humano – aquela que podemos usar para beber e cozinhar – está diminuindo. Ele conta que as mudanças no clima do planeta geram secas, enchentes e outros eventos que causam impactos nos rios e lagoas que abastecem as cidades. “Pouca coisa tem sido feita a respeito, mas é hora de planejarmos situações de emergência e de criarmos condições para que as cidades estejam mais preparadas para enfrentar a falta de água”, alerta Léo. Se cada um fizer sua parte, o desperdício de água será cada vez menor. Pequenas atitudes como evitar banhos muito demorados, fechar a torneira enquanto escovamos os dentes e até mesmo regar as plantas ao amanhecer e ao entardecer já fazem uma grande diferença! Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/a-agua- -do-planeta-vai-acabar>. Acesso em: 11 maio 2015. Respeitando-se a norma-padrão, se a palavra ele fosse substituída por nós, no trecho do Texto II “Ele conta que as mudanças no clima do planeta geram secas”, o resultado seria: a) Nós conta que as mudanças no clima do planeta geram secas. b) Nós conteis que as mudanças no clima do planeta geram secas. c) Nós contamos que as mudanças no clima do planeta geram secas. 228) d) Nós contas que as mudanças no clima do planeta geram secas. e) Nós contam que as mudanças no clima do planeta geram secas. www.tecconcursos.com.br/questoes/275452 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A negação do meio ambiente O século 20 conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos ecossistemas e da biosfera. Até o final do século 19, quando nasceu meu avô, a vida na Terra, em qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor. Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final doséculo 19. Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida estável por equipamentos de ar-condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra. Não se trata aqui de fazer uma negação dos benefícios do progresso científico, que claramente ajudou a melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas, e também deixou à margem outros bilhões, mas de fazer uma reflexão sobre o quanto de tecnologia é realmente necessário e o que se pode e o que não se pode resolver a partir da engenharia. As distâncias foram encurtadas e hoje é possível ir a qualquer parte https://www.tecconcursos.com.br/questoes/275452 do mundo em questão de horas, e isso é fantástico. No entanto, nas cidades, as distâncias não se medem mais em quilômetros, mas sim em horas de trânsito. E isso se mostra um entrave para a qualidade de vida. Há certo romantismo em pensar na vida em comunhão com a natureza, na qual as pessoas dedicam algum tempo para o contato com plantas, animais e ambientes naturais. Eu pessoalmente gosto e faço caminhadas regulares em praias e trilhas. Mas não é disso que se trata quando falo na ruptura entre a engenharia humana e as dinâmicas naturais. Há uma crença que está se generalizando de que a ciência, a engenharia e a tecnologia são capazes de resolver qualquer problema ambiental que surja. E esse é um engano que pode ser, em muitos casos, crítico para a manutenção do atual modelo econômico e cultural das economias centrais e, principalmente, dos países que agora consideramos “emergentes”. Alguns exemplos de que choques entre a dinâmica natural e o engenho humano estão deixando fraturas expostas. A região metropolitana de São Paulo está enfrentando uma das maiores crises de abastecimento de água de sua história. As nascentes e áreas de preservação que deveriam proteger a água da cidade foram desmatadas e ocupadas, no entanto a mídia e as autoridades em geral apontam a necessidade de mais obras de infraestrutura para garantir o abastecimento, como se a produção de água pelo ecossistema não tivesse nenhum papel a desempenhar. No caso da energia também existe uma demanda incessante por mais eletricidade, mais combustíveis e mais consumo. Isso exige o aumento incessante da exploração de recursos naturais e não renováveis. Pouco ou nada se fala na elaboração de programas generalizados de eficiência energética, de modo a economizar energia sem comprometer a qualidade de vida nas cidades. Todos esses dilemas, porém, parecem alheios ao cotidiano das grandes cidades. A desconexão vai além da simples percepção, nas cidades as pessoas se recusam a mudar comportamentos negligentes como o descarte inadequado de resíduos ou desperdícios de água e energia. Há muito a mudar. 229) Pessoas, empresas, governos e organizações sociais são os principais atores de transformação, mudanças desejáveis e possíveis, mas que precisam de uma reflexão de cada um sobre o papel do meio ambiente na vida moderna. DAL MARCONDES, (Adalberto Marcondes). A negação do meio ambiente. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br /sustentabilidade/ a-negacao-do-meio-ambiente-9277.html>. Acesso em: 02 jul. 2014. Adaptado. Flexionado na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, o verbo fazer assume forma irregular: faço. O mesmo acontece com o seguinte verbo: a) depender b) dominar c) medir d) pensar e) dever www.tecconcursos.com.br/questoes/2324318 CESGRANRIO - Rev Tex (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto III https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2324318 A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da comunicação Contar histórias sempre foi uma tradição de todos os povos — dos mais primitivos aos mais sofisticados. Com essas histórias evocam-se lembranças, exercita-se e revitaliza-se a memória de pessoas e, principalmente, a coletiva. A diferença entre os povos primitivos e sofisticados não é a importância e o prazer de contar e narrar histórias, mas o modo como essas são registradas. Grandes poetas épicos como Horário, Virgílio, Camões, entre outros, tinham a função de coletar essas histórias e registrá-las para preservar a memória e o período histórico de seu povo e sua nação. O homem sempre contou histórias, antes mesmo de poder escrevê-las, porém o confronto entre a cultura oral e a cultura escrita nunca deixou de existir, principalmente devido à visão preconceituosa da sociedade “letrada”, tanto que à época da colonização toda a produção cultural dos povos ameríndios e, posteriormente, a dos povos africanos foram desprezadas. Uma rápida análise da história da humanidade deixa clara a importância do registro escrito na história dos povos e em suas relações. [...] A memória coletiva perpassa pelas histórias orais, que também podem ser produzidas no campo do poder, a partir de interesses pessoais e familiares. O filme de 2003, dirigido por Eliane Caffé, Narradores de Javé, nos mostra isso. Na possibilidade de ser submerso o pequeno vilarejo de Javé pelas águas de uma represa, os seus moradores se organizam para tentar salvá-lo. A salvação seria construir, já que não tinham, um patrimônio histórico, que são as narrativas orais de cada morador a respeito das origens históricas do vilarejo. [...] GARCEZ, F. F. A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da comunicação. Língua Portuguesa, n. 45. São Paulo: Escala. Adaptado. O verbo perpassar no trecho “A memória coletiva perpassa pelas histórias orais” tem o sentido de a) reconhecer b) roçar de leve 230) c) fazer correr d) passar ao longo de e) decorrer www.tecconcursos.com.br/questoes/2320205 CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto I Febre de liquidação Passo em frente da vitrine. Observo um paletó quadriculado, uma calça preta e duas camisas polo, devidamente acompanhados de um cartaz discreto anunciando a “remarcação”. Fujo apressadamente pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisgado. Mal atinjo as escadas rolantes, inicio o caminho de volta. O coração badala como um sino. A respiração ofegante. São os primeiros sintomas da febre por liquidação, que me ataca cada vez que vejo uma vitrine com promessas sedutoras. Atravesso as portas da loja, farejo em torno, com o mesmo entusiasmo de um leão vendo criancinhas em um safári. No primeiro momento, tenho a impressão de que entrei numa estação de metrô. A febre já atingiu a multidão. Os vendedores, cercados, parecem astros da Globo envoltos pelos fãs. Dou duas cotoveladas em um dos rapazes com ar de executivos e peço o tal paletó. O funcionário explica que só tem determinado número. Minto: — Acho que é o meu. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2320205 Ele me observa, incrédulo. É dois algarismos menor, mas quem sabe? Acho que emagreci 100 gramas na última semana. Experimento. Não fecha. Respiro fundo e abotoo. Assim devem ter se sentido as mulheres com espartilho. Gemo, quase sem voz: — Está um pouquinho apertado. — É o maior que temos — diz, cruel. Decido. Vou levar, apesar da barriga encolhida. O vendedor arregala os olhos. Explico: — Estou fazendo regime. No ano que vem vai caber direitinho. De qualquer maneira, só poderia usá-lo no próximo inverno. É de lã pesada, e está fazendo o maior calor. Só de experimentar fiquei suando. [...] Concordo que fui precipitado em comprar uma roupa para quando estiver magro, só para aproveitar o preço. Meu regime dura oito anos, sem resultados visíveis. Desabafo com uma amiga naturalista, que vive apregoando um modo de vida mais simples, sem muitas posses. Ela me aconselha: Não compre mais nada. Resista. Aprendi muito quando passei a viver apenas com o necessário.Revela, com ar culpado: — Sabe, na minha fase consumista, juntei roupa para 150 anos. Sorrio, solidário. Ela pergunta, por mera curiosidade, os preços da loja. Também pede o endereço. 231) Mais tarde a descubro no shopping, mergulhada na arara das blusas de lã. Febre de liquidação é pior que gripe, dá até recaída. Com um detalhe: a gente gasta, gasta, e ainda acha que levou vantagem. CARRASCO, W. O golpe do aniversariante e outras crônicas. In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 2005. v.20, p. 60-63. O recurso da repetição da forma verbal gasta, na frase final do Texto I (“Com um detalhe: a gente gasta, gasta, e ainda acha que levou vantagem”), mostra o(a) a) apoio à ideia de comprar roupas remarcadas. b) grande arrependimento do comprador no final das compras. c) autor ratificando a importância de aproveitarmos as liquidações. d) reflexão sobre as recaídas da febre de liquidação. e) intensidade e o exagero em gastar tanto dinheiro em liquidações. www.tecconcursos.com.br/questoes/2320249 CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto II Ao shopping center Pelos teus círculos Vagamos sem rumo https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2320249 Nós almas penadas Do mundo do consumo. De elevador ao céu Pela escada ao inferno: Os extremos se tocam No castigo eterno. Cada loja é um novo Prego em nossa cruz. Por mais que compremos Estamos sempre nus Nós que por teus círculos Vagamos sem perdão À espera (até quando?) Da Grande Liquidação. PAES, J. P. Os melhores poemas de José Paulo Paes. São Paulo: Global, 2003. p. 197. A palavra destacada está grafada e empregada de acordo com a norma-padrão em: a) As pessoas não tem motivo para gastar tanto dinheiro! b) Na semana passada, minha irmã não pôde ir ao shopping. c) Quando ele foi por o paletó, percebeu que estava apertado. d) As escadas do shopping não eram muito praticas. e) Você vêm de longe só para comprar nesse shopping? www.tecconcursos.com.br/questoes/2320243 CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2320243 232) Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto II Ao shopping center Pelos teus círculos Vagamos sem rumo Nós almas penadas Do mundo do consumo. De elevador ao céu Pela escada ao inferno: Os extremos se tocam No castigo eterno. Cada loja é um novo Prego em nossa cruz. Por mais que compremos Estamos sempre nus Nós que por teus círculos Vagamos sem perdão À espera (até quando?) Da Grande Liquidação. PAES, J. P. Os melhores poemas de José Paulo Paes. São Paulo: Global, 2003. p. 197. No trecho do Texto II “Por mais que compremos, estamos sempre nus”, as formas verbais em destaque referem-se à 1a pessoa do plural. 233) Se fossem substituídas pela 1a pessoa do singular, mantendo- se o tempo verbal original, como ficaria a frase? a) Por mais que compre, estive sempre nu. b) Por mais que compres, estás sempre nu. c) Por mais que comprem, estão sempre nus. d) Por mais que compre, estaremos sempre nus. e) Por mais que compre, estou sempre nu. www.tecconcursos.com.br/questoes/2322278 CESGRANRIO - Adm (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O dia: 28 de novembro de 1995. A hora: aproximadamente vinte, talvez quinze para a uma da tarde. O local: a recepção do Hotel Novo Mundo, aqui ao lado, no Flamengo. Acabara de almoçar com minha secretária e alguns amigos, descêramos a escada em curva que leva do restaurante ao hall da recepção. Pelo menos uma ou duas vezes por semana cumpro esse itinerário e, pelo que me lembre, nada de especial me acontece nessa hora e nesse lugar. É, em todos os sentidos, uma passagem. Não cheguei a ouvir o meu nome. Foi a secretária que me avisou: um dos porteiros, de cabelos brancos, óculos de aros grossos, queria falar comigo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2322278 E sabia o meu nome — eu que nunca fora hóspede do hotel, apenas um frequentador mais ou menos regular do restaurante que é aberto a todos. Aproximei-me do balcão, duvidando que realmente me tivessem chamado. Ainda mais pelo nome: não haveria uma hipótese passável para que soubessem meu nome. — Sim ... O porteiro tirou os óculos, abriu uma gaveta embaixo do balcão e de lá retirou o embrulho, que parecia um envelope médio, gordo, amarrado por barbante ordinário. — Um hóspede esteve aqui no último fim de semana, perguntou se nós o conhecíamos, pediu que lhe entregássemos este envelope ... — Sim ... sim ... Eu não sabia se examinava o envelope ou a cara do porteiro. Nada fizera para que ele soubesse meu nome, para que pudesse dizer a alguém que me conhecia. O fato de duas ou três vezes por semana eu almoçar no restaurante do hotel não lhe daria esse direito. [...] Passou-me o envelope, que era, à primeira vista e ao primeiro contato, aquilo que eu desconfiava: os originais de um livro, contos, romance ou poesias, talvez história ou ensaio. — Está certo ... não terei de agradecer... a menos que o nome e o endereço do interessado estejam... Foi então que olhei bem o embrulho. A princípio apenas suspeitei. E ficaria na suspeita se não houvesse certeza. Uma das faces estava subscritada, meu nome em letras grandes e a informação logo embaixo, sublinhada pelo traço inconfundível: “Para o jornalista Carlos Heitor Cony. Em mão”. Era a letra do meu pai. A letra e o modo. Tudo no embrulho o revelava, inteiro, total. Só ele faria aquelas dobras no papel, só ele daria aquele nó no barbante ordinário, só ele escreveria meu nome daquela maneira, acrescentando a função que também fora a sua. Sobretudo, só ele destacaria o fato de alguém ter se prestado a me trazer aquele embrulho. Ele detestava o correio normal, mas se alguém o avisava que ia a algum lugar, logo encontrava um motivo para mandar alguma coisa a alguém por intermédio do portador. [...] Recente, feito e amarrado há pouco, tudo no envelope o revelava: ele, o pai inteiro, com suas manias e cheiros. Apenas uma coisa não fazia sentido. Estávamos — como já disse — em novembro de 1995. E o pai morrera, aos noventa e um anos, no dia 14 de janeiro de 1985. CONY, C. H. Quase Memória: quase-romance. São Paulo: Companhia das Letras. 2001. p. 9-11. Considerem-se os tempos verbais empregados no trecho “não haveria uma hipótese passável para que soubessem meu nome”. A oração em destaque pode ser reescrita, mantendo-se a conjugação verbal de acordo com a norma- padrão, assim: a) para que intervissem nos negócios. b) para que propossem um novo plano. c) para que reouvessem a correspondência. d) para que requisessem as fichas. e) para que revessem os procedimentos. 234) www.tecconcursos.com.br/questoes/2320073 CESGRANRIO - Asst (CEFET RJ)/CEFET RJ/Alunos/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Escrever é fácil? Para estimular crianças e jovens a escrever, há quem diga que escrever é fácil: basta pôr no papel o que está na cabeça. Na maioria das vezes, porém, este estímulo é deveras desestimulante. Há boas explicações para o desestímulo: se a pessoa não consegue escrever, convencê-la de que escrever é fácil na verdade a convence apenas da sua própria incompetência, a convence apenas de que ela nunca vai conseguir escrever direito; não se escreve pondo no papel o que está na cabeça, sob pena de ninguém entender nada; quem escreve profissionalmente nunca acha que escrever é fácil, nem mesmo quando escreve há muito tempo — a não ser que já escreva mecanicamente, apenas repetindo frases e fórmulas. Via de regra, nosso pensamento é caótico: funciona para alimentar nossas decisões cotidianas, mas não funciona se for expresso, em voz alta ou por escrito, tal qual se encontra na cabeça. Para entender o nosso próprio pensamento, precisamosexpressá-lo para outra pessoa. Ao fazê-lo, organizamos o pensamento segundo um código comum e então, finalmente, o entendemos, isto é, nos entendemos. Não à toa o jagunço Riobaldo, personagem do escritor Guimarães Rosa, dizia: professor é aquele que de repente aprende. Todo professor conhece este segredo: você entende melhor o seu assunto depois de dar sua aula sobre ele, e não antes. Ao falar sobre o meu tema, tentando explicá-lo a quem o conhece pouco, aumento https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2320073 exponencialmente a minha compreensão a respeito. Motivado pelas expressões de dúvida e até de estupor dos alunos, refino minhas explicações e, ao fazê-lo, entendo bem melhor o que queria dizer. Costumo dizer que, passados tantos anos de profissão, gosto muito de dar aula, principalmente porque ensinar ainda é o melhor método de estudar e compreender. Ora, do mesmo jeito que ensino me dirigindo a um grupo de alunos que não conheço, pelo menos no começo dos meus cursos, quem escreve o faz para ser lido por leitores que ele potencialmente não conhece e que também não o conhecem. Mesmo ao escrever um diário secreto, faço-o imaginando um leitor futuro: ou eu mesmo daqui a alguns anos, ou quem sabe a posteridade. Logo, preciso do outro e do leitor para entender a mim mesmo e, em última análise, para ser e saber quem sou. Exatamente porque esta relação com o outro, aluno ou leitor, é tão fundamental, todo professor sente um frio na espinha quando encontra uma nova turma, não importa há quantos anos exerça o magistério. Pela mesma razão, todo escritor fica “enrolando” até começar um texto novo, arrumando a escrivaninha ou vagando pela internet, não importa quantos livros já tenha publicado. Pela mesmíssima razão, todo aluno não quer que ninguém leia sua redação enquanto a escreve ou faz questão de colocá-la debaixo da pilha de redações na mesa do professor, não importa se suas notas são boas ou não na matéria. Escrever definitivamente não é fácil, porque nos expõe no momento mesmo de fazê-lo. [...] Quem escreve sente de repente todas as suas hesitações, lacunas e omissões, percebendo como o seu próprio pensamento é incompleto e o quanto ainda precisa pensar. Quem escreve de repente entende o quanto a sua própria pessoa é incompleta e fraturada, o quanto ainda precisa se refazer, se inventar, enfim: se reescrever. BERNARDO, G. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2013. Adaptado. 235) Em “a não ser que já escreva mecanicamente”, a forma verbal destacada expressa um fato provável, situado no tempo presente. A forma verbal que expressa um fato provável situado no tempo passado é a) escrevia b) escreveu c) escrevera d) escreveria e) escrevesse www.tecconcursos.com.br/questoes/213670 CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Engenharia Ambiental/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O futuro transumano Um mundo habitado por seres com habilidades sobre-humanas parece ficção científica, mas essa poderia ser a visão que nossos antepassados longínquos teriam de nós. Vive-se mais e com melhor qualidade que eles; cruzam-se grandes distâncias em poucas horas e estabelece-se comunicação instantânea com pessoas do outro lado do planeta, só para citar alguns exemplos que deixariam nossos tataravós boquiabertos. O que esperar então dos humanos do futuro? Uma das tendências, segundo especialistas, é a integração da tecnologia a nossos corpos – uma espécie de hibridização. Seguindo o movimento que ocorreu ao longo do século 20, de miniaturização dos artefatos tecnológicos, estes ficariam tão pequenos a ponto de serem incorporados a nosso organismo e https://www.tecconcursos.com.br/questoes/213670 conectados a nosso sistema nervoso. Com o avanço dessa hibridização, haveria uma escala de radicalidade na adoção da tecnologia, com alguns indivíduos optando por todas as modificações possíveis, e outros sendo mais contidos. Em um horizonte mais distante, nos questionaríamos sobre qual é o limite entre o natural e o artificial. É provável que o leitor já tenha usado algum tipo de melhoramento das capacidades cognitivas, ou seja, das habilidades de adquirir, processar, armazenar e recuperar informação. Se já tomou café para se manter acordado, usou o estimulante cafeína, presente na bebida, para melhorar seu estado de alerta. Isso não parece particularmente controverso, assim como não é o emprego de técnicas mnemônicas para facilitar a memorização de uma determinada informação. Nos últimos anos, porém, novas modalidades de melhoramento cognitivo surgiram, como o consumo de drogas que não se desenvolveram para esse objetivo. Um dos principais problemas éticos associados a esse tipo de melhoramento é que ele ampliaria a desigualdade social, criando uma elite superinteligente, rica e poderosa, além de polarizar a sociedade entre os mais e os menos aptos. Entretanto, segundo estudiosos, a tendência é que melhoramentos se tornem mais baratos com o tempo, sendo acessíveis para todos. Se as pessoas puderem escolher quais melhoramentos adquirir, é pouco provável que se formem apenas dois grupos sociais distintos, sendo mais factível que haja um contínuo de indivíduos modificados. O melhoramento físico e cognitivo dos humanos por meio de novas tecnologias é a principal bandeira do transumanismo. Esse movimento defende que a forma atual do ser humano não representa o fim do nosso desenvolvimento, mas sim uma fase relativamente precoce. Assim como usamos métodos racionais para melhorar as condições sociais e o mundo externo, podemos utilizar essa mesma abordagem no nosso organismo, sem necessariamente nos limitarmos a meios tradicionais, como educação e desenvolvimento cultural. Já os opositores dos transumanistas, chamados de bioconservadores, alertam sobre os vários problemas que tecnologias de melhoramento criarão para a sociedade, como a já citada polarização e o aumento da desigualdade social. Além do melhoramento físico e cognitivo da humanidade, alguns transumanistas defendem a eliminação do sofrimento, tanto físico quanto emocional. Sua intenção é eliminar males como depressão e síndrome do estresse pós-traumático, para promover a saúde mental e a felicidade. Apesar de ser um objetivo aparentemente nobre, esse tipo de alteração, mais do que melhoramentos físicos, parece tocar na nossa essência, naquilo que consideramos o cerne da humanidade. Uma questão central nessa discussão é o que é ser humano. FURTADO, F. O futuro transumano. Revista Ciência Hoje, n. 307, v. 52, set. 2013. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. p. 18-23. Adaptado A forma verbal em destaque está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em: a) Crianças e adultos estarão mais protegidos de várias doenças mortais se disporem de melhores condições de saneamento básico. b) Estudos concluídos recentemente preveram uma queda expressiva de produção nas culturas de soja, arroz e trigo nas próximas décadas. c) Médicos e nutricionistas interviram na dieta de adolescentes para prevenir problemas futuros, como excesso de peso. d) Parcerias poderão ser firmadas quando cientistas brasileiros verem os resultados obtidos por europeus na área de engenharia genética. e) Pesquisadores brasileiros mantiveram o mesmo nível de publicações nas áreas de física e de ciências espaciais atingido no ano anterior. www.tecconcursos.com.br/questoes/265530 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/265530 236) CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A caçada metódica aos dados do internauta revoluciona a publicidade Um anúncio de máquina de lavar roupas invadiu todos os sites que você visita desde que fez uma pesquisa para saber o preço dos modelos existentes? Esse é um sinal de que você está sendo rastreado por meio dos famosos cookies, arquivos criados por um site, quando você o visita, com informações sobresua navegação. Mas, para se adaptar a usuários resistentes que ainda apagam cookies, alguns integrantes do setor já estão no pós-cookies. Eles apostam principalmente na tecnologia de impressão digital, estabelecida com base nos vestígios deixados pelo navegador ou pelo próprio aparelho. É o que preocupa a Criteo, bem-sucedida companhia francesa: ela segmenta os internautas a partir dos cookies, que, com os novos métodos de rastreamento, poderiam ser rejeitados, no futuro, pelo navegador Chrome do Google. O Google, aliás, tornou-se um especialista de segmentação em função do contexto editorial, por meio do programa AdSense: ele envia anúncios baseando-se na temática da página da web visitada. Ou por meio da comercialização de links patrocinados em resposta a pesquisas no programa de busca, ou ainda em função de palavras encontradas nas contas do Gmail – por exemplo, um anúncio sobre “Férias no Marrocos”, se um e-mail em sua caixa postal menciona esse país. A essa segmentação contextual e comportamental soma-se uma nova dimensão, fundada na interação social. Ainda menos transparente que o Google sobre o uso de dados pessoais, o Facebook explora informações fornecidas voluntariamente por seus membros aos “amigos”. Faixa etária, cidade, interesses, profissão... A isso se acrescentam os “amigos” geolocalizáveis dos usuários da rede social. “Nossos catálogos de endereços são totalmente varridos pelo Facebook por meio de nosso telefone celular ou e- mail, e uma identificação biométrica padrão permite reconhecer logotipos e fotos de rostos sem que o contribuinte tenha dado permissão explícita”, diz a associação Internet sem Fronteiras (AFP, 18/05/2012). Em 2007, o Facebook foi obrigado a desculpar-se pelo programa Beacon, que alertava a comunidade de “amigos” sempre que um dos membros fazia uma compra on-line. Hoje, a publicidade dá lugar à recomendação “social”. O internauta que clica em “Curti” e vira fã de uma marca compartilha automaticamente a notícia com toda a sua rede. “A exposição a marca ‘curtida’ por um ou mais amigos quadruplica a intenção de compra dos usuários expostos a esses anúncios”, indica Matthieu de Lesseux, presidente da DDB Paris (Challenges, 05/04/2012). O anúncio aparece no feed de notícias (linha do tempo), entre os elementos publicados pelos “amigos”. O Twitter também insere mensagens patrocinadas nessa área reservada normalmente para as contas selecionadas pelo usuário. Um anúncio qualificado de “nativo”, já que nasce no mesmo fluxo de informações. A comunidade “amiga” pode saber o que o usuário está ouvindo, por meio do serviço de música on-line Deezer; o que ele lê, graças a parcerias com jornais; e o que deseja comprar. “Pouquíssimos usuários compreendem totalmente – e muito menos controlam – a exploração dos dados utilizados para impulsionar a atividade publicitária do Facebook”, destaca Jeff Chester, diretor do Centro para a Democracia Digital (AFP, 01/02/2012). Basta clicar no botão “Facebook Connect” para que a rede social forneça a terceiros as informações sobre a identidade de um cliente. Os termos de uso da rede, que muda regularmente seus parâmetros de confidencialidade, são geralmente ilegíveis. Seus data centers, aliás, os parques de servidores que armazenam esses dados, também são de propriedade da gigante californiana, escapando a qualquer controle das autoridades estrangeiras. Poderíamos pensar que os mastodontes da internet que vivem da publicidade não nos custam nada. Isso não é verdade, pois eles nos custam nossos dados, um valor total estimado em 315 bilhões de euros no mundo em 2011, ou seja, 600 euros por indivíduo, de acordo com o Boston Consulting Group. Uma riqueza fornecida pelos próprios internautas, que se tornam “quase funcionários, voluntários, das empresas”, como escrevem Nicolas Colin e Pierre Collin em um relatório sobre a tributação na era digital. Localizados em terras de asilo europeias, subtraídas da economia real por meio de sistemas de evasão em paraísos fiscais, esses gigantes praticamente não pagam impostos sobre as empresas, ou escapam da taxa sobre valor agregado. Para um montante de 2,5 bilhões a 3 bilhões de euros de volume de negócios na França, as empresas Google, Apple, Facebook e Amazon pagam apenas 4 milhões de euros, “quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente aplicado”, de acordo com um parecer de 14 de fevereiro de 2012 do Conselho Nacional do Digital. Os grandes atores norte-americanos da internet desestabilizam o mercado publicitário. Enquanto suas receitas explodem, as dos meios de comunicação tradicionais não param de cair. Entre 2007 e 2012, na França, o mercado publicitário passou de 4,8 bilhões para 3,2 bilhões de euros para a imprensa, e de 3,6 bilhões para 3,3 bilhões de euros para a televisão. Mas as mídias tradicionais financiam a criação de obras de ficção, filmes cinematográficos, documentários, entrevistas, reportagens... Do 1,8 bilhão de euros em receitas de publicidade on-line – incluídos os links patrocinados –, só o Google captou cerca de 1,5 bilhão de euros na França. BÉNILDE, Marie. A caçada metódica aos dados do internauta revoluciona a publicidade. Disponível em:<http://www.diplomatique. org.br/artigo.php?id=1555)>. Acesso em: 12 mar. 2014. Adaptado. Em “‘quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente aplicado’” (l . 37-38), o verbo poder está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo. De acordo com a norma-padrão, caso ele seja conjugado no futuro do presente, a forma fosse deverá ser alterada para a) era b) for c) fora d) será 237) e) seria www.tecconcursos.com.br/questoes/275740 CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Elétrica/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Sobre Marte, os drones e vidas humanas Na missão espacial mais ambiciosa dos últimos tempos, o robô Curiosity pousou recentemente no solo marciano, um ambiente inóspito para seres humanos. A imagem da conquista de um planeta longínquo por uma máquina reúne dois sonhos de ficção científica — a criação de robôs e a exploração espacial. O robô que pousou em Marte é apenas o exemplo mais recente e eloquente de uma realidade que há tempos já saiu dos livros e filmes para entrar em nosso dia a dia. Há mais de 8 milhões de robôs aqui mesmo na Terra, em atividades tão distintas quanto aspirar o pó da sala, auxiliar médicos em cirurgias delicadas, dirigir automóveis, vigiar as fronteiras e — em seu uso mais controverso — matar inimigos em conflitos armados. Na verdade, sem que o percebamos, os robôs começam a tomar conta de diferentes aspectos da nossa vida. Até que ponto devemos delegar a máquinas tarefas que consideramos essencialmente humanas ou mesmo a tomada de decisões que envolvem vidas e valores fundamentais? Qual o risco representado pelos drones, os aviões que, comandados à distância, conseguem exterminar o inimigo com elevado grau de precisão? Que tipo de aplicação essa nova realidade tem sobre a sociedade e sobre a visão que temos de humanidade? Tais questões representam um dos maiores desafios que deveremos enfrentar neste século. Seria um despropósito deixar de aproveitar as conquistas da robótica para aperfeiçoar atividades tão necessárias quanto a medicina, o policiamento ou mesmo a limpeza doméstica. Mas também seria ingênuo acreditar https://www.tecconcursos.com.br/questoes/275740 238) que máquinas ou robôs podem um dia nos substituir em decisões complexas, que envolvem menos um cálculo racional e mais emoções ou crenças. Para o futuro, prenunciam-se perguntas mais difíceis, mais desafiadoras — e até ameaçadoras — do que aquelas relativas ao uso de drones. Perguntas cuja resposta nenhum robô poderá dar. GUROVITZ, Hélio. Revista Época, 13 ago. 2012, p. 8. Adaptado. A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em: a) Se os governantes verem o prejuízo causado pelas variações do clima, talveztomem medidas cautelares. b) A construção de novas hidrelétricas dependia de que as verbas se mantessem inalteradas. c) As variações do clima não afetariam o meio ambiente se a população interviesse nas políticas públicas. d) Todos ansiam que os eventos climáticos extremos não cheguem a causar problemas ambientais. e) Um grupo de pesquisadores entreveu a possibilidade de prejuízos na produção de energia por causa das alterações das chuvas na Amazônia. www.tecconcursos.com.br/questoes/275362 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto I Eu e ele No vertiginoso mundo dos computadores, o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser https://www.tecconcursos.com.br/questoes/275362 definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para serem revisadas com esferográfica, não havia maneira de escrever que não deixasse vestígio nos dedos. Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora, não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos. Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no momento. Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce. Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?” VERISSIMO, L. F. Eu e ele. Disponível em: <http://oglobo. globo.com/opiniao/eu-ele-12305041#ixzz307alRnzu>. Acesso em: 17 jun. 2014. Adaptado. A forma verbal entre parênteses, destacada na frase, está empregada de acordo com a norma-padrão da língua em: 239) a) Se o computador impusesse regras, seu uso não seria tão vantajoso. (impor) b) Ela reaviu seu cargo depois de comprovar o roubo de informações. (reaver) c) A tecnologia remedia muitos de nossos problemas contemporâneos. (remediar) d) Eu valo mais do que qualquer processador de computador. (valer) e) Poderíamos voltar a usar máquinas de escrever se todos querêssemos. (querer) www.tecconcursos.com.br/questoes/275376 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto II O padeiro Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock- out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo. Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: — Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/275376 “Então você não é ninguém?” Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno. Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!” E assobiava pelas escadas. BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 11.ed. Rio de Janeiro:1996. p.36-37. Adaptado. A frase em que o verbo está empregado no mesmo tempo e modo que o verbo destacado em “Eu não quis detê-lo” (Texto II, l. 14) é: a) Eu não fora vê-lo. b) Eu não soube atendê-lo. 240) c) Eu não queria esperá-lo. d) Eu não posso encontrá-lo. e) Eu não tentarei bloqueá-lo. www.tecconcursos.com.br/questoes/275440 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2014 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A negação do meio ambiente O século 20 conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos ecossistemas e da biosfera. Até o final do século 19, quando nasceu meu avô, a vida na Terra, em qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor. Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final do século 19. Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida estável por equipamentos de ar-condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra. Não se trata aqui de fazer uma negação dos benefícios do progresso científico, que claramente ajudou a melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas, e também deixou à margem outros bilhões, mas de fazer uma reflexão sobre o quanto de tecnologia é realmente necessário e o que se pode e o que não se https://www.tecconcursos.com.br/questoes/275440 pode resolver a partir da engenharia. As distâncias foram encurtadas e hoje é possível ir a qualquer parte do mundo em questão de horas, e isso é fantástico.No entanto, nas cidades, as distâncias não se medem mais em quilômetros, mas sim em horas de trânsito. E isso se mostra um entrave para a qualidade de vida. Há certo romantismo em pensar na vida em comunhão com a natureza, na qual as pessoas dedicam algum tempo para o contato com plantas, animais e ambientes naturais. Eu pessoalmente gosto e faço caminhadas regulares em praias e trilhas. Mas não é disso que se trata quando falo na ruptura entre a engenharia humana e as dinâmicas naturais. Há uma crença que está se generalizando de que a ciência, a engenharia e a tecnologia são capazes de resolver qualquer problema ambiental que surja. E esse é um engano que pode ser, em muitos casos, crítico para a manutenção do atual modelo econômico e cultural das economias centrais e, principalmente, dos países que agora consideramos “emergentes”. Alguns exemplos de que choques entre a dinâmica natural e o engenho humano estão deixando fraturas expostas. A região metropolitana de São Paulo está enfrentando uma das maiores crises de abastecimento de água de sua história. As nascentes e áreas de preservação que deveriam proteger a água da cidade foram desmatadas e ocupadas, no entanto a mídia e as autoridades em geral apontam a necessidade de mais obras de infraestrutura para garantir o abastecimento, como se a produção de água pelo ecossistema não tivesse nenhum papel a desempenhar. No caso da energia também existe uma demanda incessante por mais eletricidade, mais combustíveis e mais consumo. Isso exige o aumento incessante da exploração de recursos naturais e não renováveis. Pouco ou nada se fala na elaboração de programas generalizados de eficiência energética, de modo a economizar energia sem comprometer a qualidade de vida nas cidades. Todos esses dilemas, porém, parecem alheios ao cotidiano das grandes cidades. A desconexão vai além da simples percepção, nas cidades as pessoas se recusam a mudar comportamentos negligentes como o descarte inadequado de resíduos ou desperdícios de água e energia. Há muito a mudar. 241) Pessoas, empresas, governos e organizações sociais são os principais atores de transformação, mudanças desejáveis e possíveis, mas que precisam de uma reflexão de cada um sobre o papel do meio ambiente na vida moderna. DAL MARCONDES, (Adalberto Marcondes). A negação do meio ambiente. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br /sustentabilidade/ a-negacao-do-meio-ambiente-9277.html>. Acesso em: 02 jul. 2014. Adaptado. O verbo destacado em “o clima era regulado” ( l. 4) está conjugado no tempo passado. Uma forma desse mesmo verbo conjugada no tempo futuro é a) foi b) fora c) fosse d) seja e) será www.tecconcursos.com.br/questoes/135920 CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Ciência do esporte – sangue, suor e análises Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um https://www.tecconcursos.com.br/questoes/135920 departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das necessidades. Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador. A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...] — Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais, que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara. A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia, treinamento esportivo e vídeo análise. Reposição individualizada Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa. — No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […] As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito: — Recuperação. Essa é a palavra-chave. […] CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio 2012. O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6. Que forma verbal está empregada no mesmo tempo e modo que pudemos? a) Forem b) Cresceu c) Será d) Deixem e) Indicam www.tecconcursos.com.br/questoes/135957 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2013 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/135957 242) Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto Cidade: desejo e rejeição A cidade da modernidade se configurou a partir da Revolução Industrial e se tornou complexa pelo tamanho territorial e demográfico, antes jamais alcançado, e pelas exigências de infraestrutura e de serviços públicos. No início do século XX, se generalizou a ideia da cidade como instância pública. Até então, esta seria uma construção que resultava de interesses específicos, de setores ou estratos sociais. A mudança do milênio vê, contraditoriamente, a expansão de modelos urbanísticos e a ocupação territorial que se opõem à “condição urbana” – de certo modo fazendo retornar a cidade à instância privada. Tal ambiguidade estabelece um patamar para o debate sobre os rumos da cidade. O sistema urbano brasileiro estava em processo de consolidação como instância pública, quando, a partir dos anos 1960, sofre inflexão importante. Razões externas ao urbanismo influenciam no redesenho de nossas cidades. A opção pelo transporte urbano no modo rodoviário, em detrimento do transporte sobre trilhos, então estruturador das principais cidades, é uma delas. Outros elementos adentram o cenário brasileiro nas últimas décadas e dispõem a cidade como instância privada: os condomínios fechados e os shopping centers. Ambos associados ao automóvel, exaltam a segmentação de funções urbanas. A multiplicidade e a variedade, valores do urbano, ali não são consideradas. O importante para os promotores imobiliários e para os que aderem a tais propostas é a sensação de que o modelo é algo à parte do conjunto. Há uma explícita “rejeição à cidade”. 243) Além disso, com o crescimento demográfico e a expansão do sistema urbano, as áreas informais adquirem relevo e, em alguns casos, passam a compor a maior parte das cidades. Isto é, enquanto por um século e meio se concebe e se desenvolve a ideia da cidade como instância pública, uma parte maiúscula dessa mesma cidade é construídaem esforço individual como instância privada. MAGALHÃES, Sérgio Ferraz. Cidade: desejo e rejeição. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: ICH. n. 290, mar. 2012, p. 75. O verbo dispor, utilizado no Texto, no trecho “Outros elementos adentram o cenário brasileiro nas últimas décadas e dispõem a cidade como instância privada:”, apresenta irregularidade na sua conjugação. A sequência em que todos os verbos também são irregulares é: a) crer, saber, exaltar b) dizer, fazer, generalizar c) opor, medir, vir d) partir, trazer, ver e) resultar, preferir, aderir www.tecconcursos.com.br/questoes/2402111 CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em: https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2402111 244) a) Nos últimos anos, grandes incentivos e financiamentos de órgãos não governamentais têm impresso um novo ritmo nas pesquisas climáticas. b) O ideal para a vida em sociedade é que as pessoas só pudessem consumir aquilo que cabesse no seu orçamento. c) Naquela viagem que fizemos nas férias, um acidente aconteceu, mal havíamos chego ao hotel. d) Depois dos resultados sobre o consumismo exagerado, os pesquisadores talvez possam dedicar- se a outros estudos sobre o assunto. e) Os consumidores mais preocupados com os gastos excessivos tinham trago nas suas compras apenas os produtos necessários. www.tecconcursos.com.br/questoes/135950 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto Dialética da mudança Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas tendem a aceitar algumas afirmações como verdades indiscutíveis e até mesmo a irritar-se quando alguém insiste em discuti-las. É natural que isso aconteça, quando mais não seja porque as certezas nos dão segurança e tranquilidade. Pô-las em questão equivale a tirar o chão de sob nossos pés. Não necessito dizer que, para mim, não há verdades indiscutíveis, embora acredite em determinados valores e princípios que me parecem consistentes. De fato, é muito difícil, senão impossível, viver sem nenhuma certeza, sem valor algum. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/135950 No passado distante, quando os valores religiosos se impunham à quase totalidade das pessoas, poucos eram os que questionavam, mesmo porque, dependendo da ocasião, pagavam com a vida seu inconformismo. Com o desenvolvimento do pensamento objetivo e da ciência, aquelas certezas inquestionáveis passaram a segundo plano, dando lugar a um novo modo de lidar com as certezas e os valores. Questioná-los, reavaliá-los, negá-los, propor mudanças às vezes radicais tornou-se frequente e inevitável, dando-se início a uma nova época da sociedade humana. Introduziram-se as ideias não só de evolução como de revolução. Naturalmente, essas mudanças não se deram do dia para a noite, nem tampouco se impuseram à maioria da sociedade. O que ocorreu de fato foi um processo difícil e conflituado em que, pouco a pouco, a visão inovadora veio ganhando terreno e, mais do que isso, conquistando posições estratégicas, o que tornou possível influir na formação de novas gerações, menos resistentes a visões questionadoras. A certa altura desse processo, os defensores das mudanças acreditavam-se senhores de novas verdades, mais consistentes porque eram fundadas no conhecimento objetivo das leis que governam o mundo material e social. Mas esse conhecimento era ainda precário e limitado. Inúmeras descobertas reafirmam a tese de que a mudança é inerente à realidade tanto material quanto espiritual, e que, portanto, o conceito de imutabilidade é destituído de fundamento. Ocorre, porém, que essa certeza pode induzir a outros erros: o de achar que quem defende determinados valores estabelecidos está indiscutivelmente errado. Em outras palavras, bastaria apresentar-se como inovador para estar certo. Será isso verdade? Os fatos demonstram que tanto pode ser como não. 245) Mas também pode estar errado quem defende os valores consagrados e aceitos. Só que, em muitos casos, não há alternativa senão defendê-los. E sabem por quê? Pela simples razão de que toda sociedade é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso mesmo, inviável. Por outro lado, como a vida muda e a mudança é inerente à existência, impedir a mudança é impossível. Daí resulta que a sociedade termina por aceitar as mudanças, mas apenas aquelas que de algum modo atendem a suas necessidades e a fazem avançar. GULLAR, Ferreira. Dialética da mudança. Folha de São Paulo, 6 maio 2012, p. E10. No Texto, a forma verbal seria é empregada para a) relatar um fato. b) anunciar um acontecimento. c) apresentar uma certeza. d) afirmar um desejo. e) expressar uma hipótese. www.tecconcursos.com.br/questoes/2403787 CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Civil/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2403787 Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se chama o natural do Cairo? O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância, receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão. Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu instrumento de trabalho, que é a língua. Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não entristecer o homem. Espero que uma velhice tranquila — no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?) Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem de praticar a sua má ação — contra a língua.” Mas acho que isso é exagero. Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais, pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa intenção. Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar. Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas históriasque uma pessoa conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairel, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras cruzadas da Última Hora ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de O Globo? No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele, gramático, aplica sobre nós, os ignaros. Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem antônimo de póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de Itapemirim! BRAGA, Rubem. Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim. In: Ai de Ti, Copacabana. 11. ed. Rio de Janeiro: Record, 1993. p. 159-161. 246) O verbo destacado em “Que me aconteceria se eu dissesse” é uma forma do verbo dizer. A forma verbal que apresenta o mesmo modo e tempo de dissesse e está acompanhada de seu infinitivo correspondente, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte: a) mantesse – manter b) revisse – revisar c) intervisse – intervir d) cabesse – caber e) repusesse – repor www.tecconcursos.com.br/questoes/2401906 CESGRANRIO - Of (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Produção I/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O verbo em destaque está empregado de acordo com a norma-padrão na seguinte frase: a) Subemos do fato pelos jornais. b) Os livros trazeram alívio a minha dor. c) Eu valho mais do que meus poemas. d) O editor tinha trago todas as publicações. e) Não poderam ler todo o conto naquela noite. www.tecconcursos.com.br/questoes/136027 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2401906 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/136027 247) CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Ciência do esporte – sangue, suor e análises Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das necessidades. Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador. A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...] — Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais, que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara. A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia, treinamento esportivo e vídeo análise. Reposição individualizada Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa. — No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […] As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito: — Recuperação. Essa é a palavra-chave. […] CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio 2012. O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6. Em algumas circunstâncias, o verbo poder apresenta mudança gráfica em seu radical, como em “para que técnico e atleta possam utilizá-las”. Um verbo que sofre também alteração em seu radical é a) sujar 248) b) mostrar c) morrer d) valer e) sorrir www.tecconcursos.com.br/questoes/2402022 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto Balada no 7 (Mané Garrincha) Sua ilusão entra em campo no estádio vazio Uma torcida de sonhos aplaude talvez O velho atleta recorda as jogadas felizes Mata a saudade no peito driblando a emoção Hoje outros craques repetem as suas jogadas Ainda na rede balança seu último gol Mas pela vida impedido parou E para sempre o jogo acabou Suas pernas cansadas correram pro nada E o time do tempo ganhou Cadê você, cadê você, você passou https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2402022 E o que era doce, o que não era se acabou Cadê você, cadê você, você passou No videoteipe do sonho, a história gravou Ergue os seus braços e corre outra vez no gramado Vai tabelando o seu sonho e lembrando o passado No campeonato da recordação faz distintivo do seu coração Que as jornadas da vida são bolas de sonho Que o craque do tempo chutou LUIZ, Alberto. Balada no 7 (Mané Garrincha). Intérprete: Moacyr Franco. In: MOACYR FRANCO. Nosso primeiro amor. São Paulo: Copacabana, p1970. 1 disco sonoro. Lado B, faixa 9. Se a palavra hoje for substituída por ontem, na frase do texto “Hoje outros craques repetem as suas jogadas”, como ficará essa frase, passando-se o verbo para o passado? a) Ontem outros craques repetirão as suas jogadas. b) Ontem outros craques repetissem as suas jogadas. c) Ontem outros craques repetiram as suas jogadas. d) Ontem outros craques repitam as suas jogadas. e) Ontem outros craques repetem as suas jogadas. www.tecconcursos.com.br/questoes/2402038 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2402038 249) 250) Na frase Esse time jogava no Maracanã, o verbo está no passado. Se o verbo estivesse no presente, a frase ficaria assim: a) Esse time joga no Maracanã. b) Esse time jogaria no Maracanã. c) Esse time jogará no Maracanã. d) Esse time jogou no Maracanã. e) Esse time talvez jogasse no Maracanã. www.tecconcursos.com.br/questoes/275425 CESGRANRIO - Tec IGE (IBGE)/IBGE/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Sol novo, Sol velho Você gostaria de se ver mais velho? Se houvesse um espelho mágico capaz de mostrar sua imagem em uma, duas ou mais décadas, você olharia? Imagino que a opinião seria dividida, uns tantos sim, outros tantos não. Afinal, ver o futuro teria repercussão sobre como viveríamos no presente, o que criaria uma série de paradoxos. Se no futuro eu me visse gordo e resolvesse fazer umadieta, emagreceria? Se emagrecesse, não estaria mudando o futuro? E será que isso é possível? Afinal, o espelho me mostrou gordo... Ou, quem sabe, o futuro não seja um apenas, mas feito de múltiplas opções. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/275425 Deixando essas preocupações um tanto humanas de lado, o fato é que em astronomia, ao menos, ver o futuro e o passado é extremamente útil. Tanto assim que um time internacional de astrônomos vem buscando estrelas semelhantes ao Sol, mais velhas e mais novas, para que possamos aprender sobre a evolução da nossa estrela-mãe. Para tal, é usado um gigantesco telescópio. Em artigo, o grupo revela dados de duas estrelas “gêmeas” do Sol, uma bem mais nova e outra bem mais velha. Ou seja, um olho no nosso passado e outro no nosso futuro ou, ao menos, no futuro do Sol. A mais velha tem 8,2 bilhões de anos e é bem mais velha do que o Sol, que tem 4,6 bilhões de anos. Na região mais próxima dela, podem existir planetas rochosos como a Terra. A questão de maior importância para o público é se o Sol é uma estrela típica ou atípica. É bom saber, pois sua sobrevivência na Terra depende do Sol e da sua estabilidade. Caso seja uma estrela normal, dentro de sua classificação (estrelas aparecem em classes diferentes, dependendo da sua massa, temperatura etc.), o Sol continuará a gerar luz por muitos bilhões de anos, em torno do dobro da sua idade. Caso não seja normal, as coisas podem complicar. E, se complicarem, a vida na Terra poderá estar em apuros mais cedo do que gostaríamos. Estudando elementos químicos presentes nas três estrelas, o grupo mostrou que o Sol é uma estrela normal. Ou seja, da imagem do Sol idoso, aprendemos que o nosso Sol não foge à regra, o que possibilita que outros como ele tenham planetas como a Terra e, quem sabe, abriguem também formas de vida. GLEISER, Marcelo. Folha de São Paulo, 1 set. 2013. Adaptado. No trecho “Se no futuro eu me visse gordo e resolvesse fazer uma dieta, emagreceria?”, o tempo verbal de emagreceria é determinado pela correlação com as formas verbais visse e resolvesse para 251) expressar uma hipótese. De acordo com a norma-padrão, outra maneira de combinar os verbos para expressar hipótese está presente em a) Se estudassem todos os planetas do sistema solar, os astrônomos descobriram fatos interessantíssimos. b) Se destruírem a camada de ozônio, a vida na Terra ficará irremediavelmente comprometida para as gerações futuras. c) Se os homens construírem naves espaciais mais resistentes, chegariam a outras galáxias muito distantes da nossa. d) Se as pessoas se preocupam com o futuro do planeta, certamente evitariam tanta poluição nos mares, rios e cidades. e) Se não houvesse construções irregulares nas encostas, não morrerão tantas pessoas como aconteceu recentemente. www.tecconcursos.com.br/questoes/2403788 CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Civil/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se chama o natural do Cairo? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2403788 O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância, receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão. Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu instrumento de trabalho, que é a língua. Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não entristecer o homem. Espero que uma velhice tranquila — no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?) Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem de praticar a sua má ação — contra a língua.” Mas acho que isso é exagero. Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais, pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa intenção. Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar. Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas histórias que uma pessoa conta para “pegar” as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairel, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras cruzadas da Última Hora ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de O Globo? No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele, gramático, aplica sobre nós, os ignaros. Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem antônimo de póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de Itapemirim! BRAGA, Rubem. Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim. In: Ai de Ti, Copacabana. 11. ed. Rio de Janeiro: Record, 1993. p. 159-161. Muitas vezes, o emprego de um verbo determina a presença de uma preposição ou uma expressão equivalente, como é o caso de “não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam”. 252) Se fosse empregada a forma verbal confiem em vez de se entendam, o resultado, de acordo com a norma-padrão, seria o seguinte: a) não alguma coisa com a qual as pessoas confiem. b) não alguma coisa na qual as pessoas confiem. c) não alguma coisa em virtude da qual as pessoas confiem. d) não alguma coisa sem a qual as pessoas confiem. e) não alguma coisa pela qual as pessoas confiem. www.tecconcursos.com.br/questoes/297079 CESGRANRIO - Ana (IBGE)/IBGE/Administração Escolar/2013 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Contra o estigma da pobreza O livro ‘ Vozes do Bolsa Família – Autonomia, dinheiro e cidadania’ traz pesquisa que mergulha no universo dos beneficiários do programa do governo Durante os protestos de junho, alguns cartazes pediam a revogação do direito de voto dos beneficiários do programa Bolsa Família (BF). Tratava-se de um eco dos preconceitos veiculados nas redes sociais depois das eleições de 2010, segundo os quais Dilma só se elegera por causa dos votos das famílias beneficiárias,alegação fartamente desmontada por analistas eleitorais. É provável, contudo, que o BF tenha contribuído para a perda de influência de políticos que aproveitavam a dependência de eleitores extremamente pobres para formar clientelas com favores eventuais e personalizados, financiados com https://www.tecconcursos.com.br/questoes/297079 recursos públicos. O caráter universalista e regular do BF despersonifica o benefício e o transfere do registro da caridade pessoal para o campo da institucionalidade de Estado. A desinformação não se restringe ao campo das paixões políticas. Empresários já manifestaram a opinião de que o BF reduz a procura por empregos e dificulta a contratação, como se desconhecessem que o valor máximo do benefício é bem inferior ao salário mínimo e que quase metade dos beneficiários é de trabalhadores por conta própria. Alguns estudos mostram, ao contrário, que o BF tem um efeito muito positivo sobre o emprego, ao animar mercados locais de bens e serviços de baixa renda. Também há indícios de que o programa contribuiu para a redução da migração de regiões pobres para grandes cidades, mas o deficit de capacitação dos beneficiados não lhes permitiria disputar vagas oferecidas, por exemplo, pela indústria paulista caso forçados à migração.[...] Os autores do livro Vozes do Bolsa Família... partem da hipótese de que os mitos que culpam o acaso ou os próprios pobres pela pobreza secular herdada legitimam a indiferença dos ricos e humilham os pobres até levá-los à resignação ou, mais raramente, à violência. No Brasil, o predomínio de uma visão liberal que culpa os pobres por sua pobreza tem raízes históricas profundas. Seus antecedentes são os estereótipos que taxaram homens livres e pobres como vagabundos depois da Abolição, e que estigmatizavam o escravo como preguiçoso, leniente, lascivo e que, portanto, só trabalharia sob a coerção mais absoluta. A força dos estigmas produziu várias consequências políticas. Primeiro, vetou ou limitou políticas voltadas a reformar os arranjos estruturais que reproduzem a pobreza. Esses arranjos resultam da privação histórica do acesso à terra, à moradia e a oportunidades de capacitação política, econômica e educacional de grande maioria da população brasileira. Segundo, legitimou ações que mitigavam os efeitos da pobreza através da caridade, mantida no registro do favor a quem é culpado por seu próprio destino e, paradoxalmente, incapacitado de mudá-lo. Terceiro, emudeceu os pobres que internalizaram a imagem depreciativa e os colocou em situação de dependência pessoal do favor, enfraquecidos como sujeitos de direitos e incapacitados de mudar sua situação. Enfim, a ausência de reparação institucional, a carência de capacitações e a internalização da humilhação se reforçaram mutuamente para reproduzir a pobreza. O BF, por sua vez, transfere o registro da pobreza (e sua atenuação) do campo da caridade pessoal para a esfera da responsabilidade institucional e do direito à cidadania substantiva, ou seja, parte do reconhecimento institucional de uma dívida social e inicia o processo de habilitação de cidadãos. É diferente do assistencialismo tradicional porque, primeiro, assegura regularmente o atendimento de necessidades básicas sem as quais qualquer direito à cidadania é puramente formal. Segundo, exige a contrapartida da frequência escolar e, de fato, reduz o trabalho infantil, a repetência e a baixa escolaridade nas famílias beneficiadas, um arranjo central da reprodução da pobreza e subcidadania. Terceiro, a transferência de dinheiro aumenta a responsabilidade individual e confere uma autonomia mínima antes desconhecida pelas mães beneficiárias.[...] Os autores defendem que a ampliação dos direitos de cidadania seria reforçada se as prefeituras não se limitassem a cadastrar as beneficiárias mas criassem canais de interlocução e controle social do programa. Afinal, o BF não assegura nem a solução do problema da pobreza nem a formação de uma cultura de cidadania ativa, embora seja o primeiro passo indispensável para ambas. Seu principal efeito, argumentam, não é o de superar o círculo vicioso da pobreza, mas iniciar um círculo virtuoso dos direitos, em que a expansão de um direito dá origem a reivindicações por outros direitos, em uma luta pelo reconhecimento da legitimidade de novas expectativas. Se estiverem certos, os filhos das famílias beneficiárias não apenas terão mais capacitações que os pais para cruzar as portas de saída do programa. Nos protestos de rua e de campo no futuro, portarão os cartazes que os pais estiveram incapacitados de escrever. BASTOS, P.P.Z. Contra o estigma da pobreza. Carta Capital. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/economia/vozes-da-pobreza-1525.html>. Acesso em: 26 set. 2013. Adaptado. 253) No trecho “estigmatizavam o escravo como preguiçoso, leniente, lascivo e que, portanto, só trabalharia sob a coerção mais absoluta”, a forma verbal destacada tem o papel de a) reiterar a polidez própria ao gênero textual adotado. b) indicar um fato histórico considerado provável pelo autor. c) manifestar um distanciamento do autor em relação ao conteúdo. d) ressaltar frequência na circulação de imagens negativas. e) destacar a duração pontual de uma ação no passado. www.tecconcursos.com.br/questoes/2686553 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo G/Ambiental/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais FAÇA UMA COISA DE CADA VEZ Você começa a escrever um e-mail de trabalho, e é interrompido pelo toque do celular. Atende à ligação e, quando desliga, vê avisos de mensagens na telinha. Abre uma delas e, antes mesmo de responder, algum colega chama você para terminar aquela conversa que começaram de manhã... E assim você vai, pulando de uma tarefa para outra. Ao final do dia, o desconforto de ter começado muitas coisas, concluído algumas e produzido bem menos do que gostaria. Vem a angústia de que sobrou muita coisa para o dia seguinte — e pouco tempo para aproveitar a vida. Esse comportamento, comum no multitasking*, estilo dos que desempenham várias tarefas ao mesmo tempo, começa aos poucos a ceder espaço a um estilo oposto: o monotasking**. Ou seja: concentrar em https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2686553 uma coisa de cada vez com a intenção de fazer tudo bem feito, de preferência passando algum tempo longe das distrações da internet. “É uma contratendência, uma antítese ao excesso de informação e estímulos que vivemos”, diz Linda Stone. Para essa ex-executiva da Apple e Microsoft e uma das maiores estudiosas de atenção humana hoje, estamos deixando a era de Atenção Parcial Contínua, em que prestamos um pouco de atenção a várias coisas o tempo inteiro, para entrarmos na era do unifoco, em que de fato nos concentraremos no que estamos fazendo no momento. “Tudo o que é escasso se torna valioso. A nova escassez é ter tempo para pensar e se concentrar”, afirma Henry Manson, chefe de pesquisa da agência de tendências de consumo Trendwatching, uma das maiores do mundo. “Vivemos uma aceleração do tempo: tudo tem que ser rápido, imediato. Mas não se pode ter inovação sem períodos de reflexão e preguiça”, diz a filósofa Olgária Matos, professora da USP. O analista de sistemas Fabiano Morais, 40 anos, de Brasília, é um representante dessa tendência. Fabiano é obrigado a passar horas e horas à frente do computador por conta de seu trabalho — ele desenvolve sistemas para a web. E entende bem o significado da palavra dispersão. [...] Como empreendia seus próprios projetos e trabalhava de casa, o empresário não sabia mais o que era horário de expediente, final de semana ou feriados. Mas reagiu a essa falta de limites e criou espaço para folgas e diversão. “Quis comandar o ritmo da minha vida”, diz. Um exemplo: Fabiano passou a fechar o e-mail e sites tentadores enquanto executa uma tarefa. Virou adepto da ioga e de meditação para aumentar seu foco no presente. [...] Computadores, smartphones, tablets e aplicativos trouxerama ideia de que a tecnologia poderia facilitar nossa vida e nos tornar mais eficientes. Assim, as empresas adotaram o pensamento de que, quanto mais coisas um profissional fizesse ao mesmo tempo, melhores seriam seus resultados. [...] “Isso vem de companhias que tentam obter o máximo de produtividade das pessoas nas horas de trabalho. Se você 254) conseguisse fazer 2, 3 coisas ao mesmo tempo, isso não significaria um melhor uso de seu tempo?”, diz o escritor americano Leo Babauta, autor de um livro sobre o assunto. “E isso é um mito”. A ciência já provou o que Babauta diz: nosso cérebro não é multitask. Quando tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo, só nos tornamos mais lentos e aumentamos a chance de erros. SANTOS, P.; ARRAIS,D.; KOKAY,E. Galileu, n. 243, outubro 2011, p.42-51. Adaptado. *multitasking - multitarefas **monotasking - tarefa única Em que sentença todos os verbos estão flexionados de acordo com o que estabelece a norma-padrão? a) Você prefere que eu faço o relatório mais tarde? b) O supervisor requereu os documentos que faltavam. c) É preciso que todos concluiam as tarefas no tempo devido. d) Se alguém propor mais de uma tarefa, pense antes de aceitar. e) O profissional sensato medea os conflitos com equilíbrio. www.tecconcursos.com.br/questoes/2685065 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo B/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A moça tecelã https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2685065 Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava- se ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias. Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram à porta. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. — Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou o homem. Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer. Levantou-se, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear. Segurou a lançadeira ao contrário, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. E novamente se viu na sua casa pequena. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. 255) Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Então, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, que a manhã repetiu na linha do horizonte. COLASANTI, Marina. Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento. Rio de Janeiro: Global Editora, 2000. p. 18. Adaptado. Em “Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido”, o emprego da forma verbal em destaque indica que a ação da moça tecelã era a) pontual e acabada b) pontual e inacabada c) repetida e acabada d) repetida e inacabada e) atual e inacabada www.tecconcursos.com.br/questoes/2334472 CESGRANRIO - Tec (CMB)/CMB/Administrativo/Assistente/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais De quem são os meninos de rua? Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2334472 Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem- -vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas, se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono. Na verdade, não existem meninos DE rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê. [...] Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas”, subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”. 256) Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-lo. Mas, em tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002. Adaptado. * Nova República: termo usado à época em que a crônica foi escrita (1986) para designar o Brasil no período após o fi m do regime militar. Os verbos irregulares oferecem uma dificuldade a mais em relação a sua conjugação, uma vez que não seguem o modelomais comum dos verbos regulares. Que forma verbal destacada abaixo está conjugada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa? a) Se essas crianças podessem, certamente não estariam nas ruas. b) O que a sociedade deseja é que cada criança esteje em sua família. c) É preciso que não meçamos esforços para tirar as crianças das ruas. d) Se eu ver uma criança maltrapilha chorando na rua, não mais a ignorarei. e) Seria importante que o Congresso proposse uma lei de proteção aos menores de rua. www.tecconcursos.com.br/questoes/2334476 CESGRANRIO - Tec (CMB)/CMB/Administrativo/Assistente/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais O trecho abaixo poderia ser completado por uma oração que caracterizasse a palavra Brasil. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2334476 257) As crianças de rua são um grave problema a ser enfrentado pelo Brasil, A oração que pode completar esse trecho, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte: a) a quem devemos sempre respeito como nação. b) onde não pode mais conviver com essa situação. c) que muitos não acreditam mais nos governantes. d) cuja população não tolera mais tanta omissão por parte das autoridades. e) o qual os noticiários se referem como um país emergente no cenário mundial. www.tecconcursos.com.br/questoes/2684183 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo A/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Texto I Asa Branca Quando olhei a terra ardendo Qual a fogueira de São João Eu perguntei a Deus do céu, ai Por que tamanha judiação Que braseiro, que fornalha Nem um pé de plantação https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2684183 Por falta d’água perdi meu gado Morreu de sede meu alazão Até mesmo a asa branca Bateu asas do sertão Então eu disse, adeus, Rosinha Guarda contigo meu coração Hoje longe, muitas léguas Numa triste solidão Espero a chuva cair de novo Pra mim voltar pro meu sertão Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na plantação Eu te asseguro não chore não, viu Que eu voltarei, viu, meu coração GONZAGA, Luiz; TEIXEIRA, Humberto. Asa Branca. Intérprete: Luiz Gonzaga. In: O canto jovem de Luiz Gonzaga [S.L.]: RCA, p.1971. Faixa 6. Adaptado. Se o pronome pessoal eu fosse substituído por nós, na frase do Texto I, “Eu te asseguro não chore não”, como ficaria a frase mantendo-se o tempo do verbo destacado? a) Nós te asseguraremos não chore não. b) Nós te asseguraríamos não chore não. c) Nós te assegurais não chore não. d) Nós te asseguramos não chore não. e) Nós vamos te assegurar não chore não. 258) www.tecconcursos.com.br/questoes/2674840 CESGRANRIO - Tec (TERMOBAHIA)/TERMOBAHIA/Administração e Controle/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Crescimento da população é “desafio do século”, diz consultor da ONU O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de forma adequada na Rio+20, segundo o consultor do Fundo de População das Nações Unidas, Michael Herrmann. “O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em crescimento, ao mesmo tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos naturais” [...] “As questões relacionadas à população estão sendo tratadas de forma adequada nas negociações atuais? Eu acho que não. O assunto é muito sensível e muitos preferem evitá-loA). Mas nós estaremos enganando a nós mesmos se acharmos que é possível falar de desenvolvimento sustentável sem falar sobre quantas pessoas seremos no planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de vida teremos”, afirmou. No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoasB). As projeções indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento é mais intenso nos países pobres, mas Herrmann defende que os esforços para o enfrentamento do problema precisam ser globais. “Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médioC), precisaremos ter cinco planetas para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é aceitável falar para os países em desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricosD), nós não temos recursos suficientes’. É um desafio globalE), que exige soluções globais e assistência ao desenvolvimento”, afirmou. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2674840 O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas de controle compulsório do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais adequadas são aquelas que permitem às mulheres fazerem escolhas sobre o número de filhos que querem e o momento certo para engravidar. Para isso, diz, é necessário ampliar o acesso à educação e aos serviços de saúde reprodutiva e planejamento familiar. [...] MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”, diz consultor da ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 jun. 2012. Ambiente. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com. br/ambiente. 1103277-crescimento-da-populacao-e-desafi o-do- -seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>. Acesso em: 22 jun. 2012. Adaptado. O modo subjuntivo dos verbos é aquele que pode expressar hipótese, dúvida. O trecho do Texto I que contém uma forma verbal no modo subjuntivo é: a) “muitos preferem evitá-lo” b) “a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas.” c) “Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio” d) “vocês não podem ser ricos” e) “É um desafio global” www.tecconcursos.com.br/questoes/2326683 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista I/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2326683 259) Texto I O mistério do futebol Começa quando a gente é criança. Quando qualquer coisa - até o corredor da casa - é um campo de futebol e qualquer coisa vagamente esférica é a bola. Se é genético, não se sabe. Um brasileiro criado na selva por chimpanzés, quando se pusesse de pé, começaria a fazer embaixadas com frutas, mesmo sem saber o que estava fazendo? Não se sabe. Nenhum prazer que teremos na vida depois, incluindo a primeira transa, se iguala ao prazer da primeira bola de verdade. Autobiografia: sou do tempo da bola de couro com cor de couro. A oficial, número 5. Ganhei a minha primeira com cinco ou seis anos. Ainda me lembro do cheiro. Depois de ganhá-la, você ficava num dilema: levá-la para a calçada e começar a chutá-la, ou preservar o seu couro reluzente? Uma bola futebol de verdade era uma coisa tão preciosa que se hesitava em estragá-la com o futebol. Futebol de calçada. O tamanho dos times variava. De um para cada lado a 14 ou 15 para cada lado. Duração das partidas: até escurecer ou a vizinhança reclamar, o que acontecesse primeiro. Nada interrompia as partidas. Ninguém saía. Joelho ralado, a mãe via depois. Gente passando na calçada que se cuidasse. Só se respeitava velhinha, deficiente físico e, vá lá, grávida. Os outros não estavam livres de ser atropelados. Quem mandara invadir nosso campo? Comparado com calçada, terreno baldio era estádio. E terreno baldio com goleiras, então, era Maracanã. As goleiras podiam ser feitas com sarrafos ou galhos de árvore. Não importava, eram goleiras. Um luxo antes inimaginável. O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar, na experiência humana? Ou na experiência humana de um brasileiro? Todos estes prazeres passam - com o tempo e as obrigações, com a vida séria, com a barriga - mas o amor pelo nosso time continua. Confiamos ao nosso time a tarefa de continuar nossa infância por nós. Passamos-lhe a guarda dos nossos prazeres com a bola. A relação com o nosso time é a única das nossas relações infantis que perdura, tão intensa e irracional quanto antes. Ou mais. De onde vem isso? Que tipo de amor é esse? Um mistério. Dizem que no fundo é uma necessidade de guerra. De ter uma bandeira, seruma nação e arrasar outras nações, nem que seja metaforicamente. Psicologia fácil. Não explica por que a pequena torcida do Atlético Cafundó, que nunca arrasará ninguém, continua torcendo pelo seu time. Talvez o que a gente ame no futebol seja o nosso amor pelo futebol. Isso que nos faz diferentes dos outros, que amam o futebol mas não tanto, não tão brasileiramente. Ou talvez o que a gente ame seja justamente o mistério. VERISSIMO, Luis Fernando. O mistério do futebol. Marca da Cal, Porto Alegre, p.6, abr. 2007. VOCABULÁRIO: goleira: baliza, meta, gol. É muito usada no sul do Brasil. No Texto I, a forma verbal mandara pode ser substituída, mantendo o sentido original do texto, por a) mandasse ∙ 260) b) mandaria c) mandava d) terá mandado e) tinha mandado www.tecconcursos.com.br/questoes/2684979 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo B/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A moça tecelã Acordava ainda no escuro,(a) como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo.(b) Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2684979 Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha,(c) e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram à porta. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta,(d) tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. — Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou o homem. Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior(e) que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer. Levantou-se, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear. Segurou a lançadeira ao contrário, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. E novamente se viu na sua casa pequena. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Então, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, que a manhã repetiu na linha do horizonte. COLASANTI, Marina. Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento. Rio de Janeiro: Global Editora, 2000. p. 18. Adaptado. O trecho que apresenta um elemento responsável pela continuidade dos fatos da narrativa é: a) “Acordava ainda no escuro” b) “a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo” c) “ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha” d) “O moço meteu a mão na maçaneta” e) “E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior” 261) 262) www.tecconcursos.com.br/questoes/2681881 CESGRANRIO - Op (CITEPE)/CITEPE/Têxtil/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais Considere a frase abaixo, atentando para o emprego da palavra em destaque. Se os escritores e suas obras fossem respeitados, os leitores podiam voltar a confiar no que consomem. De acordo com a norma-padrão, a palavra que substitui a destacada acima, sem alteração de sentido, é a) puderam b) poderiam c) podem d) possam e) poderão www.tecconcursos.com.br/questoes/2685023 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo B/2012 Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais A moça tecelã Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava- se ao tear. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2681881 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2685023 Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias. Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram à porta. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida. E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. — Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou o homem. Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer. Levantou-se, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear. Segurou a lançadeira ao contrário, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. E novamente se viu na sua casa pequena. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. 263) Então, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, que a manhã repetiu na linha do horizonte. COLASANTI, Marina. Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento. Rio de Janeiro: Global Editora, 2000. p. 18. Adaptado. No trecho “Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia.”, a forma verbal destacada encontra-se no presente do indicativo porque indica um fato a) atual b) futuro c) habitual d) imperativo e) permanente www.tecconcursos.com.br/questoes/2693649 CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Administração/2023 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal À moda brasileira Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena história da literatura brasileira. Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei quase num susto depois que li os primeiros versos do soneto à língua portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, esplendor e sepultura. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2693649 Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de Lácio eu não sabia onde ficava, mas de sepultura eu entendia bem, disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escrevia (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era a sepultura que esperava por esses meus escritos? Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sondagens antes de chegar até onde queria, os tais rodeios que ele ia ouvindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e ele não tinham viajado para o exterior. Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Brasil, meus avós é que tinham feito aquelas longas viagens de navio, Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade? Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, é que seria tão bom se ambos tivessem nascido lá longe e assim eu estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei repetindo e abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente fizer vai para debaixo da terra, desaparece! Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pegou os óculos. O soneto é muito bonito, disse me encarando com severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria língua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou espanhol ou alemão, você ficará na nossa língua mesmo, está me compreendendo? E as traduções? Renegar a língua é renegar o país, guarde isso E depois (ele voltou a abrir o livro), olha que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, desconhecida e obscura, veja que confissão de amor ele fez à nossa língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e calhou tão bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou- se. Deu alguns passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varanda: Já fez a sua lição de casa? 264) Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar: saía da poltrona e ia para a cadeira de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a gente falava noutra coisa ou ficava quieta. Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha morrido, fiquei pensando nisso, ah! se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a porta! TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111. Fragmento adaptado. Considerando-se a correlação adequada entre tempos e modos verbais, a alternativa que, respeitando a norma-padrão, completa o período iniciado pelo trecho “A autora também teria sido lida se...” é a) escrever seus contos em outra língua. b) escrevera seus contos em outra língua. c) tiver escrito seus contos em outra língua. d) teria escrito seus contos em outra língua. e) tivesse escrito seus contos em outra língua. www.tecconcursos.com.br/questoes/348498 CESGRANRIO - TRPDACGN (ANP)/ANP/Química/2016 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Entrevista com Frédéric Martel https://www.tecconcursos.com.br/questoes/348498 Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios de comunicação se trava pela conquista do público dentro e fora dos países criadores. Batalhas se desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de programas de TV e pela exibição de filmes, vídeos, música, livros. Nesse processo, um gigante domina: os Estados Unidos, com sua capacidade de produzir cultura de massas que agrada ao grande público em todos os continentes. Essa penetração cultural americana, que muitos críticos preferem chamar de imperialismo, leva os filmes, a música e a televisão americana para o mundo. Sua arma é o inverso da alta cultura, da contracultura, da subcultura, de nichos especializados. Visa o público em geral, cultura de massa, de milhões. Tornou-se a cultura internacional dominante, principal, a chamada mainstream, conforme o título do livro escrito pelo sociólogo francês Frédéric Martel. Para escrever Mainstream, ele percorreu 30 países durante cinco anos, entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas as capitais do entertainment, analisou a ação dos protagonistas, a lógica dos grupos e acompanhou a circulação internacional de conteúdo. É um imperialismo diferente daquele político e militar. É uma espécie de imperialismo cultural que é bem recebido no mundo. A esse respeito, afirma Frédéric Martel: “É o que basicamente chamamos de soft power. Soft power significa influenciar as pessoas com coisas legais. Você é amigável, não é contundente. Você tem as forças armadas, tem a diplomacia tradicional e grandes empresas econômicas, que formam o hard power, e tem o soft power, que influencia as pessoas através de filmes, de livros, da internet e de valores.” “A língua é importante. Eu acredito — e essa é a principal conclusão do meu livro — que, no mundo em que estamos entrando, que reúne globalização e digitalização, a língua é importante. E eu acredito que a batalha, a luta, mesmo a guerra de conteúdo, será uma batalha a respeito da cultura nacional. Você pode ouvir Lady Gaga, gostar de Avatar e ler O Código Da Vinci, mas, no final das contas, a maior parte da cultura que você consome e ama geralmente é nacional, local, regional, e não global. A cultura global é apenas uma pequena parte do que você gosta. Então, no final das contas, os americanos são os únicos a poder prover essa cultura dominante global, mas essa cultura dominante global continua pequena. Por quê? Porque a língua é muito importante, porque a identidade é muito importante. Quando você compra um livro de não ficção, quer saber o que acontece aqui, no seu país, e não na Coreia do Sul, por exemplo. Na Coreia do Sul você quer ouvir K-pop, que é a música pop coreana, e ver um drama coreano, e não ouvir uma música brasileira. Portanto, nós estamos em um mundo cada vez mais global, mas, ao mesmo tempo, a cultura ainda é e será muito nacional. Para resumir as coisas, eu diria que todos temos duas culturas: a nossa e a americana.” “Nós, como europeus, temos o mesmo tipo de relação que você, como brasileiro, tem com os EUA. Nós os amamos e odiamos. É uma complicada relação de amor e ódio. Nós esperamos que eles sejam como são; nós queremos criticá-los, mas, ao mesmo tempo, nós protestamos contra eles com tênis Nike nos pés. Nós trabalhamos para ser um pouco como eles, muito embora nós queiramos manter nossa identidade e cultura. E, a propósito, a boa notícia é que o debate no mundo hoje e nofuturo não será entre nós — brasileiros, franceses, europeus — e os americanos. Será entre todos nós. O que eu quero dizer é que hoje não há apenas dois povos: nós e os EUA. O mundo é muito mais complicado, com países emergentes, que serão fundamentais nesse novo jogo.” “Para resumir, afirma Martel, eu diria que os EUA continuarão sendo peça importante da guerra de conteúdo, podemos dizer, nos próximos anos e décadas. Eu não acredito e não compro a ideia do declínio da cultura americana. Eu acho que eles são fortes e continuarão sendo fortes. Mas eles não são os únicos no jogo. Agora temos os países emergentes, que estão emergindo não só demográfica e economicamente, como pensávamos. E eu fui um dos primeiros a mostrar que eles estão emergindo com sua cultura, sua mídia e com a internet.” “Nesse mundo, a internet pode ser uma peça importante. O Brasil, por exemplo, vai crescer com a internet, com certeza. Criam-se ferramentas inovadoras de alfabetização, por exemplo, em comunidades, em favelas, em lugares onde os moradores não têm acesso a uma livraria ou biblioteca. Mas eles terão acesso à internet em lan houses, por exemplo, e mesmo no telefone. Hoje, todo mundo tem um telefone celular barato. Mesmo na África, todos têm celulares com funções básicas. Em cinco anos, todos terão um smartphone, pois os preços estão caindo muito. Assim, todos poderão acessar a internet pelo smartphone. Se você tem acesso à internet, pode baixar livros, acessar a rede, pode ver filmes e daí por diante.” “A questão não é se essa tecnologia é boa, conclui Martel. A questão é: ela não será boa ou ruim sozinha. Ela será o que você, o povo, o governo deste país e nós formos capazes de fazer com ela, criando uma boa internet e uma maneira melhor de ter acesso ao conteúdo através da internet.” BOCCANERA, S. Entrevista concedida pelo sociólogo Frédéric Martel, Programa Milênio, Globo News. Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2013-jan-25/ideias-milenio-fredericmartel- sociologo-jornalista-frances>. Acesso em: 10 nov. 2015. Adaptado. As formas verbais estão empregadas coerente e adequadamente, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, em: a) É desejável que a escola não desse importância apenas à futura profissão dos alunos, mas que também atendesse às necessidades relativas à formação desses estudantes. b) Os países em desenvolvimento teriam possibilidade de maior crescimento se a população fosse atendida em suas necessidades básicas e tivesse oportunidade de estudar. c) Se os resultados das pesquisas de mercado fossem positivos, o diretor da empresa apresentará aos clientes detalhes do novo projeto a ser implementado. d) É necessário que as empresas de comunicação global investissem em programas de popularização dos meios de compartilhamento de informação. e) As mudanças do mercado digital dependem das ações que as empresas desenvolverão junto aos seus funcionários para que eles tivessem sucesso. 265) www.tecconcursos.com.br/questoes/2685247 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo C/2012 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Texto I Poesia: a melhor autoajuda Calma, esperançoso leitor, iludida leitora, não fiquem bravos comigo, mas ler autoajuda geralmente só é bom para os escritores de autoajuda. Pois não existe receita para ser feliz ou dar certo na vida. Sabe por quê? Porque, na maior parte das vezes, apenas você sabe o que é bom e serve para você. O que funciona para um nem sempre funciona para outro. Os únicos livros de autoajuda que merecem respeito, e são úteis mesmo, são aqueles que ensinam novas receitas de bolo, como consertar objetos quebrados em casa ou como operar um computador. Ou seja, lidar com as coisas concretas, reais, exige um conhecimento também real, tintim por tintim, item por item. Com gente é diferente. Gente não vem com manual de instruções quando nasce. Nem para viver nem para morrer. E se você precisa de conforto ou conselhos, existem caminhos bem mais fáceis, boa parte deles de graça: igrejas, templos, botecos, amigos ou parentes… Lembrou? Se alguém anda necessitado de regras, palavras de ordem e comandos enérgicos sobre o que fazer, melhor entrar para o exército. Mas, se você não quer deixar ninguém mandar em você, tenha coragem e encare-se de frente. Não adianta fugir de https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2685247 seus medos, suas dores, suas fragilidades, suas tristezas. Elas sempre correm juntinho, coladas em você. Tentar ser perfeito, fazer o máximo, transformar-se em outro dói mais ainda. Colar um sorriso no rosto, enquanto chora por dentro, é para palhaço de circo. Portanto, entregue-se, seja apenas um ser humano cheio de dúvidas e certezas, alegrias e aflições. Aproveite e use algo que, isso sim, com certeza é igual em todos nós: a capacidade de imaginar, de voar, se entregar. Se nem Freud explica, tente a poesia. A poesia vai resolver seus problemas existenciais? Provavelmente, não. A poesia, às vezes, é como aquele bordão do Chacrinha, não veio para explicar, mas para confundir. Quando acerta, é por acaso, como na vida. Ficar confuso é o normal, relaxe e aproveite. Selecionamos alguns trechos de poemas que provavelmente falam das respostas que você anda procurando em livros de autoajuda. Tomara que ajudem. O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud [...], admitiu que, aonde quer que ele fosse ou olhasse, um poeta já havia passado por ali. Então, venha junto com os poetas que indicamos aqui. O sábio poeta Mário Quintana já dizia que um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente… e não a gente a ele. [...] Poesia está mais para lição de vida que lição de casa. E depois vá em frente. Procure outros poetas. Estão todos na livraria, biblioteca ou página da internet mais próxima. Você nunca mais estará tão sozinho a ponto de achar que precisa de um livro de autoajuda para mostrar o caminho das pedras. TAVARES, Ulisses. Discutindo Literatura. Escala Educacional. 266) São Paulo, ano 2, n. 8. p. 20-21. Adaptado. Passando-se as formas verbais destacadas na sentença, retirada do Texto I, “O próprio pai da Psicanálise , Sigmund Freud [...], admitiu que, aonde quer que ele fosse ou olhasse, um poeta já havia passado por ali.” para o tempo presente, respeitando-se a norma-padrão, fica-se com: a) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, admite que, aonde quer que ele vá ou olhe, um poeta já passou por ali. b) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, admite que, aonde quer que ele fosse ou olhasse, um poeta já passou por ali. c) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, admite que, aonde quer que ele vai ou olha, um poeta já passou por ali. d) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, está admitindo que, aonde quer que ele fosse ou olhasse, um poeta já passou por ali. e) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, está admitindo que, aonde quer que ele irá ou olhará, um poeta já passou por ali. www.tecconcursos.com.br/questoes/291619 CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/Apoio Administrativo/2012 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal METRÓPOLE SUSTENTÁVEL: É POSSÍVEL? Conversamos com sociólogos, arquitetos, economistas, urbanistas e representantes de organizações internacionais sobre o assunto. Será que estamos fadados a um colapso ou a metrópole sustentável é um conceito viável? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/291619 Virou hábito na mídia e, provavelmente, em conversas cotidianas o uso do adjetivo ‘sustentável’. Condomínios, materiais de construção, meios de transporte, edifícios... Tudo pode ser sustentável. Quando perguntamos a urbanistas e economistas sobre o assunto, o conceito de sustentabilidade aplicado a cidades não se configura unânime. Para alguns urbanistas, um elemento fundamental para ser levado em conta, quando se fala de sustentabilidade urbana, é o futuro. “Uma metrópole sustentável é aquela que, na próxima geração, tenha condições iguais ou melhores que as que temos hoje”, define o presidente do Institutode Arquitetos do Brasil (IAB). Por ‘condições’ devemos entender os aspectos fundamentais relacionados à vida urbana: habitação, alimentação, saúde, emprego, transporte, educação, água, etc. Além disso, a articulação entre os campos ambiental e social é essencial para o conceito de sustentabilidade urbana. A primeira condição fundamental para o estabelecimento de uma cidade sustentável é a democratização dos acessos a serviços e equipamentos públicos. Isso significa a redução drástica de todas as formas de desigualdades – social, política, econômica e espacial. Nesse cenário, para que infraestrutura, segurança, saúde, educação e outros serviços públicos sejam acessíveis em toda a metrópole, a manutenção da cidade se torna cada vez mais cara. É imperativo democratizar o acesso aos serviços básicos de uma metrópole e diminuir as desigualdades. No entanto, como fazer isso quando o dinheiro é limitado? “Conter a expansão urbana”, resume o arquiteto. A rede de transportes, por exemplo, é um dos aspectos a serem observados na constituição das cidades. Quanto maiores as distâncias a serem percorridas, também maior e mais complexa ela será. A priorização do automóvel faz com que a cidade se expanda horizontalmente, minando as possibilidades de ter áreas não ocupadas, e contribui para a impermeabilização do solo, com a pavimentação contínua. A superestima do automóvel é uma das marcas do subdesenvolvimento, no qual também o transporte coletivo é precário. Se alguns dados da ONU oferecem um prognóstico positivo do futuro das metrópoles, os urbanistas nos lembram que o destino das cidades pode não ser tão brilhante, se não houver uma mudança mais orgânica. Mudanças estruturais e na ordem do pensamento são fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade seja ao menos possível. FRAGA, Isabela. Metrópole sustentável: é possível? Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, vol. 46, n. 274, setembro de 2010. p. 22-29. Adaptado. No trecho abaixo, as formas verbais destacadas estão correlacionadas. “Mudanças estruturais e na ordem do pensamento são fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade seja ao menos possível.” Ao substituir a forma verbal são por seriam para expressar uma hipótese, a frase deve ser modificada, de acordo com a norma-padrão, para: a) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade era ao menos possível. b) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade for ao menos possível. c) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade fosse ao menos possível. d) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade será ao menos possível. e) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade seria ao menos possível. 267) www.tecconcursos.com.br/questoes/2677621 CESGRANRIO - Eng (PQS)/PQS/Equipamentos/Eletricidade/2010 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Já devo ter contado aqui, ao longo de todos estes anos, que meu avô materno, o iracundo coronel Ubaldo (...) não punha as mãos em nada que fosse elétrico. Mas talvez não tenha contado e, de qualquer forma, há sempre alguém lendo esta coluna pela primeira vez, e espero que não pela última, de maneira que, somando- se o cada vez maior número de desmemoriados, pode ser que esteja oferecendo a alguns uma novidade. O coronel não era propriamente avesso ao progresso. Por exemplo, lembro quando as saias encurtaram e ele apoiou grandemente a nova usança. Sim, mas meu avô deve ter lido em algum livro do século XIX uns dois vaticínios alarmantes sobre os mecanismos elétricos, porque a verdade é que de fato nunca tocou em nada elétrico, nem no interruptor de uma lâmpada. Se precisava que acendessem a lâmpada, chamava alguém entre seus muitos agregados para pôr a mão naquele instrumento que se comunicava com forças demoníacas. Nem mesmo quando inventaram a pilha e explicaram a ele que era uma eletricidadezinha fraca, que não dava choque, ele só saía à noite com o caminho iluminado por uma lanterna na mão de um acompanhante. Telefone, nas raríssimas vezes em que o utilizou, ele só pegava com um lenço e não encostava a orelha, ouvia a uma distância prudente. E, mesmo assim, virou surdo seletivo pouco tempo depois, o que lhe dava uma excelente desculpa para manter a longinquidade do telefone. Tampouco conheceu televisão. A gente ligava o aparelho na sala e ele imediatamente se retirava. Já fora da sala, num lugar de onde era impossível ver a televisão, ele ouvia pacientemente nossos argumentos. Era em preto e branco como nas fotos, mas as imagens se mexiam, falavam. “É como no cinema”, disse alguém de fora certa vez, desconhecendo a circunstância de que ele também jamais entrou num cinema. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2677621 – Creio, creio – dizia ele – Podem deixar, que um dia desses eu venho ver. Nunca foi, é claro. Da mesma forma, não há fotos dele em “instantâneos”, como se dizia na minha infância, quando a maioria das máquinas exigia que os fotografados ficassem imóveis até a “chapa” ser batida. Já homem feito, eu tinha uma máquina então muito moderna e rápida, mas nunca consegui pegar um instantâneo dele. Mas por que estou falando tudo isto, que não tem nada a ver com o que se passa em torno? Aí é que vocês se enganam, tem, sim. Não haverá entre vocês quem não esteja começando a cansar de abrir uma geringonça antigamente inútil ou inconcebível, para perceber que ela já está obsoleta e, o que é pior, para usar a próxima, você vai ter que comprar e aprender um programa inteiramente novo? Não me refiro somente aos velhotes, ou mais para lá do que para cá, mas a gente aí de seus trinta, quarenta anos, que embarcou entusiasta na onda da internet, usa tudo quanto é tipo de aparelhinho imaginável, tem um celular que pega a BBC, passa a ferro e resolve problemas de cálculo infinitesimal, mas agora vê que não faz mais nada na vida a não ser mexer com essa bagulhada. O computador e seus assemelhados vieram para facilitar o trabalho – e realmente facilitam muito. Mas quantas pessoas trabalham bem mais no computador e para o computador do que no seu trabalho propriamente dito? Leio aqui numa revista americana que muita gente, inclusive jovens, já anda de saco cheio. Antigamente, para regular o som, o sujeito dispunha dos botões de volume, graves e agudos. Alguns metidos a besta tinham médio. Não complicava a vida de ninguém. Aí vieram os equalizadores, cheios de reguinhas e frequências para escolher, com o sujeito usando tabelas, medidores incompreensíveis e horas de seu tempo para achar a configuração certa, com a qual seu melhor amigo jamais concordará, levando ao desespero obsessivo que já acomete milhões e milhoas. Pelo menos deem um tempo, umas semaninhas, para a gente conviver brevemente com algo de que gosta, mas cuja extinção é decretada tiranicamente em prazos cada vez mais curtos. RIBEIRO, João Ubaldo O Globo – 11 maio 2008. (Adaptado) 268) Às vezes me perguntava: inovações que agradá-lo? De acordo com o registro culto e formal da língua, as formas verbais que preenchem as lacunas do trecho acima são, respectivamente, a) Há - possa. b) Havia - podia. c) Haviam - podiam. d) Haveria - pudessem. e) Haveriam - pudesse. www.tecconcursos.com.br/questoes/517565 CESGRANRIO - Tec Adm (DETRAN AC)/DETRAN AC/2009 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal TRÂNSITO NAS GRANDES CIDADES: O PREÇO DO TEMPO PERDIDO Quem não passou pelo pesadelo de sair de casa para um compromisso com hora marcada e ver o cronograma estourar por causa do trânsito? Assim se perderam viagens, reuniões de negócios, provas na escola e outras oportunidades. Resultado: prejuízo na certa. Seja ele financeiro oumesmo moral — afinal, como fica a cara de quem chega atrasado ao trabalho? Mas será que existe um mecanismo que leve ao cálculo das perdas provocadas por estes preciosos minutos gastos dentro de um automóvel — ou transporte coletivo — numa avenida de uma grande cidade brasileira? Quanto custa um engarrafamento? As respostas para estas perguntas, infelizmente, ninguém sabe ao certo. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/517565 Estudo do Denatran, em parceria com o Ipea, sobre “Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras” revela que — além da perda de tempo — a retenção no trânsito provoca ainda o aumento do custo de operação de cada veículo — combustível e desgaste de peças. Os congestionamentos trazem danos também para os governos. Cidades e estados gastam fortunas com esquemas de tráfego, engenheiros, equipamentos e guardas de trânsito. Quando motivado por acidente, o engarrafamento fica ainda mais caro, pois envolve bombeiros, ambulâncias, médicos, hospitais, internações, medicamentos, lucros cessantes e, eventualmente, custos fúnebres, além das perdas familiares. Nos Estados Unidos, as autoridades incluíram, no custo financeiro do engarrafamento, o estresse emocional provocado em suas 75 maiores cidades. Conta final: U$ 70 bilhões/ano. Isso sem falar nos custos ambientais — é consenso na comunidade científica que a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, pelos automóveis é uma das principais causas de emissões de carbono, um dos causadores do aquecimento global. A maior cidade do Brasil tem também os maiores engarrafamentos. A frota da Grande São Paulo atingiu, em 2008, a marca de seis milhões de veículos. Este número só aumenta: são vendidos cerca de 600 carros por dia — segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O consultor de tráfego Horácio Figueira só vê uma solução: “É preciso priorizar o transporte coletivo. Caso contrário, as cidades vão parar”, alerta. Enquanto 60% da população do país utilizam o transporte público, apenas 47% dos paulistanos seguem o mesmo exemplo. A falta de conforto e os itinerários limitados dos ônibus levaram 30% dos usuários a optar pelas vans, realimentando os quilométricos congestionamentos da cidade. CARNEIRO, Claudio. In: Opinião e Notícia, 20 mar. 2008. Disponível em: http://opiniaoenoticia.com.br/vida/transito-nas-grandes-cidades-o-preco-do-tempo-perdido. Acesso em: 3 ago. 2009. Observe o período. 269) A meta do governo é fazer com que as pessoas usem mais transportes coletivos. Os verbos destacados no período acima podem ser substituídos, respectivamente, mantendo a correção gramatical, por a) foi e tenham usado. b) era e usassem. c) era e usavam. d) será e terão usado. e) será e terem usado. www.tecconcursos.com.br/questoes/2676708 CESGRANRIO - ERPDACGN (ANP)/ANP/Direito/2008 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal O novo Brasil Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, decisivas e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país independenteI. Por essa razão, o balanço que a maioria dos estudiosos faz de D. João VI tende a ser positivo, apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais: assegurou a integridade territorial e deu início à classe dirigente que se reponsabilizaria pela construção do novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”, afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson Martins. “Não https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2676708 só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em breve espaço de tempo as estruturas de uma nação propriamente dita.” Uma forma de avaliar a herança de D. João VI é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro? Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte dos historiadores concorda que o país simplesmente não existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a Independência e a República teriam vindo mais cedo, mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um retalho de pequenos países autônomos, muito parecido com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma outra afinidade além do idioma. É fácil imaginar as conseqüências dessa separação: • Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem de longe teria o poder e a influência que o país exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de um Brasil grande e integrado, o papel provavelmente caberia à Argentina, que seria, então, o maior país do continente. [...] • Na escola, quando abrissem seus livros de Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que a floresta amazônica é um santuário ecológico de um país distante, situado ao norte, na fronteira com a Colômbia, a Venezuela e o Peru. • As diferenças regionais se teriam acentuado. É possível que, a esta altura, as regiões mais ricas desse mosaico geográfico estivessem discutindo medidas de controle da imigração dos vizinhos mais pobres, como fazem hoje os americanos em relação aos mexicanos. • Nordestinos seriam impedidos de migrar para São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará, os paulistas teriam de providenciar passaportes e, eventualmente, pedir vistos de entrada. [...] À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a importância de D. João VI na construção da identidade dos brasileiros de hoje. [...] Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI veio criar e realmente fundou na América um império, pois merece bem assim ser classificado o ter dado foros de nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa. “Ele próprio regressava menos rei do que chegou”, acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre. GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007. Observe os termos destacados no trecho a seguir. “Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, decisivas e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro.”. A relação temporal existente entre as formas verbais em destaque se mantém quando estas são substituídas por: a) tinha testemunhado - teria morado. b) terá testemunhado - mora. c) testemunharia - moraria. d) testemunha - mora. e) testemunhava - morara. www.tecconcursos.com.br/questoes/175904 CESGRANRIO - Assis Tec (INEA)/INEA/Técnico Administrativo/2008 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal https://www.tecconcursos.com.br/questoes/175904 270) 271) Complete a sentença com a forma verbal correta. O governo pede que a população… a) economiza água todos os dias. b) esteje atenta ao desperdício. c) propõe modos de poupar água. d) não despeje dejetos em rios. e) não consome água em excesso. www.tecconcursos.com.br/questoes/2681595 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo B/2006 Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal Se ele , com os amigos de infância. A opção que completa corretamente a frase acima é: a) puder telefonar, tinha falado. b) puder telefonar, falara. c) pudesse telefonar, falará. d) pudesse telefonar, terá falado. e) pudesse telefonar, falaria. www.tecconcursos.com.br/questoes/314748 CESGRANRIO - Tec 1-I (IBGE)/IBGE/2006 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2681595https://www.tecconcursos.com.br/questoes/314748 272) Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal O mundo está envelhecendo. Em três décadas, haverá tantos idosos quantos jovens. Dessa questão tratam agora a ONU, demógrafos e economistas em pânico com as conseqüências para a previdência social. São problemas reais, mas do ponto de vista do indivíduo, a notícia do aumento da longevidade só pode ser alvissareira. Ninguém quer a morte, só saúde e sorte, sentenciou Gonzaguinha e, desde então, os brasileiros repetem em coro esse refrão. A geração dos que entram na terceira idade está começando, se tiver saúde e sorte, uma terceira vida. A constatação é perturbadora para quem chegou lá, porque será pioneiro em inventar essa terceira vida e o fará sem parâmetros que lhe digam o que é certo ou errado, aceitável ou ridículo, sadio ou malsão. Janus com uma face voltada para a liberdade e a outra para a angústia e a incerteza. Uma situação que se assemelha, hoje, estranhamente, à adolescência. “O que é chato no envelhecer é que eu sou jovem”, protestava Colette. Pessoas que se sentem jovens e ainda não se reconhecem em um corpo que não lhes parece seu, lembram os adolescentes que, com um pé na infância, assistem perplexos à revolução hormonal. Mas não é só o corpo que se torna morada incerta. Incerto é o momento em que a chamada vida ativa já se transformou para a maioria em tempo livre, em perda de identidade profissional e é preciso buscar um novo perfil, como o adolescente face à vida adulta se perguntando o que eu vou ser quando crescer. O que se vai ser quando envelhecer é uma questão nova em um tempo em que já ninguém responde simplesmente: velho. A uma geração a quem se promete mais vinte ou trinta anos de vida, em boa saúde, física e mental, estão colocados uma fantástica oferta de liberdade e um convite à invenção. Sobretudo em tempos de mudança de era, quando proscreveram o quadro de valores nos quais essas pessoas foram criadas e um corpo de conhecimentos que se tornou anacrônico. Essa geração foi atropelada pelas crises da família e do trabalho, pela globalização e pelas novas tecnologias. Já não é possível viver ignorando o que essas mutações representam como revolução na convivência entre as pessoas, a transformação que operam no acesso à informação, exigindo dos mais velhos um diálogo com essa cultura. Os jovens sempre olharam para os mais velhos como velhos. Só que, hoje, os chamados idosos não se comportam segundo a expectativa dos jovens. Mudou sua disposição de vestir os estereótipos com que se lhes ditava uma vida sem futuro. A presença maciça na sociedade de pessoas idosas com projetos, vivendo sua vida com energia e independência, dotadas de recursos e de tempo disponível, constitui um fenômeno imprevisto que está mudando as sociedades por dentro e que, para além de saber quem vai pagar a conta da previdência, questiona os costumes. OLIVEIRA, Rosiska Darcy de. O Globo, 05 mar. 2006 (com adaptações) Obs.: Janus – um dos antigos deuses de Roma, representado com dois rostos, um voltado para a direita outro para a esquerda. Colette – escritora francesa. Considere as frases. I – Ficarei muito satisfeito se, ao envelhecer, me _____________ espiritualmente jovem. II – Os economistas _____________ soluções para os problemas financeiros. As formas verbais que preenchem corretamente as frases acima são: a) manter – proporam. b) mantiver – propuseram. c) mantiver – propuserem. d) mantesse – propusessem. e) mantivesse – proporam. 273) www.tecconcursos.com.br/questoes/1927567 CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Uma cena É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada. Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol. É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas. Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando alguém passar. É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1927567 Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando as manhãs, está atrás das grades. Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades. Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem saber o que dizer. Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe. Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores. SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001. “E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem saber o que dizer.” O uso do verbo em destaque no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo estabelece que o fato representado por esse verbo se deu antes de outro fato passado. Esse mesmo significado é encontrado no que está destacado em: a) Ela já foi uma mulher alegre e jovial. b) A mesma cena se repete ao nascer de cada manhã. 274) c) A velha senhora estava sentada na calçada enquanto amanhecia. d) Na última manhã, a velha senhora chegou e o sol já tinha surgido. e) As grades impressionariam qualquer um que chegasse à cidade. www.tecconcursos.com.br/questoes/184491 CESGRANRIO - AET (BB)/BB/2014 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Um pouco distraído Ando um pouco distraído, ultimamente. Alguns amigos mais velhos sorriem, complacentes, e dizem que é isso mesmo, costuma acontecer com a idade, não é distração: é memória fraca mesmo, insuficiência de fosfato. O diabo é que me lembro cada vez mais de coisas que deveria esquecer: dados inúteis, nomes sem significado, frases idiotas, circunstâncias ridículas, detalhes sem importância. Em compensação, troco o nome das pessoas, confundo fisionomias, ignoro conhecidos, cumprimento desafetos. Nunca sei onde largo objetos de uso e cada saída minha de casa representa meia hora de atraso em aflitiva procura: quede minhas chaves? meus cigarros? meu isqueiro? minha caneta? Estou convencido de que tais objetos, embora inanimados, têm um pacto secreto com o demônio, para me atormentar: eles se escondem. Recentemente, descobri a maneira infalível de derrotá-los.Ainda há pouco quis acender um cigarro, dei por falta do isqueiro. Em vez de procurá-lo freneticamente, como já fiz tantas vezes, abrindo e fechando gavetas, revirando a casa feito doido, para acabar plantado no meio da sala apalpando os bolsos vazios como um tarado, levantei-me com naturalidade sem olhar para lugar nenhum e fui olimpicamente à cozinha apanhar uma caixa de fósforos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/184491 Ao voltar — eu sabia! — dei com o bichinho ali mesmo, na ponta da mesa, bem diante do meu nariz, a olhar-me desapontado. Tenho a certeza de que ele saiu de seu esconderijo para me espiar. Até agora estou vencendo: quando eles se escondem, saio de casa sem chaves e bato na porta ao voltar; compro outro maço de cigarros na esquina, uma nova caneta, mais um par de óculos escuros; e não telefono para ninguém até que minha caderneta resolva aparecer. É uma guerra sem tréguas, mas hei de sair vitorioso. [...] Alarmado, confidenciei a um amigo este e outros pequenos lapsos que me têm ocorrido, mas ele me consolou de pronto, contando as distrações de um tio seu, perto do qual não passo de um mero principiante. Trata-se de um desses que põem o guarda-chuva na cama e se dependuram no cabide, como manda a anedota. Já saiu à rua com o chapéu da esposa na cabeça. Já cumprimentou o trocador do ônibus quando este lhe estendeu a mão para cobrar a passagem. Já deu parabéns à viúva na hora do velório do marido. Certa noite, recebendo em sua casa uma visita de cerimônia, despertou de um rápido cochilo e se ergueu logo, dizendo para sua mulher: “Vamos, meu bem, que já está ficando tarde.” [...] Contou-me ainda o sobrinho do monstro que sair com um sapato diferente em cada pé, tomar ônibus errado, esquecer dinheiro em casa, são coisas que ele faz quase todos os dias. Já lhe aconteceu tanto se esquecer de almoçar como almoçar duas vezes. Outro dia arranjou para o sobrinho um emprego num escritório de advocacia, para que fosse praticando, enquanto estudante. — Você sabe — me conta o sobrinho: — O que eu estudo é medicina... Não, eu não sabia: para dizer a verdade, só agora o estava identificando. Mas não passei recibo — faz 275) parte da minha nova estratégia, para não acabar como o tio dele: dar o dito por não dito, não falar mais no assunto, acender um cigarro. É o que farei agora. Isto é, se achar o cigarro. SABINO, F. Deixa o Alfredo Falar. Rio de Janeiro: Record, 1976. A expressão “hei de sair vitorioso” pode ser substituída no texto, sem alteração de sentido, por a) sairei vitorioso b) podia sair vitorioso c) talvez saia vitorioso d) gostaria de sair vitorioso e) quem sabe eu possa sair vitorioso www.tecconcursos.com.br/questoes/80933 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2011 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Texto A REDESCOBERTA DO BRASIL Na segunda metade do século XVI, quando o rei D. Manoel, o capitão-mor Pedro Álvares Cabral e o escrivão Pero Vaz de Caminha já estavam mortos havia mais de duas décadas, começaria a surgir em Lisboa a tese de que o Brasil fora descoberto(a) por acaso. Tal teoria foi obra dos cronistas e historiadores oficiais da corte. [...] Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais, os cronistas reais descreveram(b) o descobrimento do Brasil com base na chamada Relação do Piloto https://www.tecconcursos.com.br/questoes/80933 Anônimo. A questão intrigante é que em nenhum momento o "piloto anônimo" faz menção à tempestade que, segundo os cronistas reais, teria feito Cabral "desviar- se" de sua rota. Embora a carta de Caminha não tenha servido de fonte para os textos redigidos pelos cronistas oficiais do reino, esse documento também não se refere a tormenta alguma. Pelo contrário: mesmo quando narra o desaparecimento da nau de Vasco de Ataíde, ocorrido duas semanas depois da partida de Lisboa, Caminha afirma categoricamente que esse navio sumiu "sem que houvesse tempo forte ou contrário para poder ser". Na verdade, a leitura atenta da carta de Caminha e da Relação do Piloto Anônimo parece revelar que tudo na viagem de Cabral decorreu na mais absoluta normalidade e que a abertura de seu rumo para oeste foi proposital. De fato, é difícil supor que a frota pudesse ter-se desviado "por acaso" de sua rota quando se sabe – a partir das medições astronômicas feitas por Mestre João – que os pilotos de Cabral julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam. [...] Reescrevendo a História Mais de 300 anos seriam necessários até que alguns dos episódios que cercavam o descobrimento do Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos. O primeiro passo foi o ressurgimento da carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase três séculos estivera perdida(c) em arquivos empoeirados. [...] O documento foi publicado pela primeira vez em 1817, pelo padre Aires do Casal, no livro Corografia Brazílica. Ainda assim, a versão lançada por Aires do Casal era deficiente e incompleta [...]. A "redescoberta" do Brasil teria que aguardar(d) mais algumas décadas. Não por coincidência, ela se iniciou no auge do Segundo Reinado. Foi nesse período cheio de glórias que o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para a própria história. Por determinação de D. Pedro II, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (fundado em 1838) foi incumbido(e) de desvendar os mistérios que cercavam o descobrimento do Brasil. [...] Ainda assim, a teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual [...] não puderam, e talvez 276) jamais possam, ser definitivamente comprovadas. Por mais profundas e detalhadas que sejam as análises feitas sobre os três únicos documentos originais relativos à viagem (as cartas de Pero Vaz de Caminha, do Mestre João e do "piloto anônimo"), elas não são suficientes para provar se o descobrimento de Cabral obedeceu a um plano preestabelecido ou se foi meramente casual. BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p. 127-130. Adaptado. Sem prejuízo do sentido original apresentado no Texto, a forma verbal que pode ser substituída pela locução ao lado é: a) fora descoberto – tinha sido descoberto b) descreveram – tenham descrito c) estivera perdida – tem estado perdida d) teria que aguardar – tivera que aguardar e) foi incumbido – fora incumbido www.tecconcursos.com.br/questoes/1361721 CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2011 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Texto II PALAVRA PEJORATIVA O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1361721 “Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembrança a volta de um clichê: o termo “diferenciada”. A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre para melhor). – Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica, nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara (SP) e do Mackenzie. Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela configuração desentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom, ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa. – Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda ela. [...] MURANO, Edgard. Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>. Acesso em: 05 jul. 2011. Adaptado. “Não me consta que já houvesse um ‘diferenciado’ negativamente marcado.” A respeito da ocorrência da forma verbal houvesse, destacada no trecho, teceram-se os seguintes comentários: I - A forma verbal houvesse, nessa estrutura, tem valor de existisse, e se apresenta como verbo impessoal. II - O verbo haver, quando impessoal, transmite sua impessoalidade a auxiliares. III - A forma verbal houvesse, nesse trecho, desempenha uma função de verbo auxiliar. É correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) I e III, apenas. e) I, II e III. www.tecconcursos.com.br/questoes/285270 CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/2010 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/285270 277) Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal A vista Estava falando(a) ao telefone com um velho amigo, que mora há anos fora e com quem não tinha contato há muito tempo. Como tenho o costume de andar de um lado para outro quando estou ao telefone (sem fio, claro), caminhei até a janela e, meio distraída, me peguei olhando para o terraço diante de mim, um estacionamento que vive repleto de carros. É uma visão que me desgosta, pois, no passado, quando o shopping vizinho ainda não tinha sido construído(b), toda a beleza da Lagoa Rodrigo de Freitas se descortinava à minha frente. – Sabe de uma coisa que nunca lhe contei? – disse a meu amigo. – Eu perdi a vista. Houve alguns segundos de silêncio do outro lado do fio. Imaginei o que ele estava sentindo. Como me conhece desde adolescente, muitas vezes se debruçou na janela da minha sala para apreciar, de dia ou de noite, aquela beleza toda: de dia, o espelho d’água com seus diferentes matizes, variando segundo a hora e a estação do ano, e por trás a sinuosidade das montanhas, do Sumaré ao Cantagalo, passando pelo paredão do Corcovado; à noite, o mesmo espelho, só que transformado numa miríade de luzes, os prédios acesos duplicados nas águas, tendo ao fundo o paredão escuro – então quase invisível – das montanhas silenciosas. E mais as festas, os fogos, as noites de lua. E mais os domingos de regata, a água da Lagoa pontilhada de velas brancas ou riscada pelos barcos a remo. E ainda, mais recentemente, nos Natais, a árvore e seus brilhos, suas luzes mutantes, acendendo a água, deixando entrever no espelho noturno as figuras minúsculas e curiosas dos pedalinhos. Todo um mundo de beleza que sempre atiçou minha imaginação, enquanto tentava pensar em como é a vida dos homens que dormem dentro daquela engrenagem, por entre os ferros que sustentam milhares de pequenas lâmpadas. Tudo isso talvez estivesse passando na mente de meu amigo naqueles segundos de silêncio – ou terá sido na minha própria? O silêncio continuava. Meu amigo devia estar chocado. Eu, já nem tanto. Tenho procurado(c) me acostumar. Afinal, é bom ter um shopping tão pertinho, com teatro, cinemas, uma livraria querida. A princípio, achava que jamais iria lá, mas aos poucos fui me conformando. Hoje até passeio por suas lojas, faço ali as compras de última hora, pela conveniência de ter tudo aberto até mais tarde – embora ainda continue sempre dando preferência às lojas de rua. Com o passar dos anos, até já esqueci o inferno que foi a construção do shopping, o metralhar de mil britadeiras ao mesmo tempo, o som surdo do bate-estacas, o estalar dos metais, a poeira fina, o cheiro de piche, o dia todo, de manhã à noite, dia após dia, semana após semana, meses e meses, um ano depois do outro. Foram sete anos. Sete anos, como no sacrifício do pastor que servia a Labão. Sete anos vendo a pedreira da minha infância sendo raspada, retalhada e finalmente morta, sem piedade. A pedreira aonde, no início dos anos 1960, eu ia com meu irmão e seus amigos para soltar pipa. Se fecho os olhos, quase posso sentir o contato morno da pedra que guardava o sol, o cheiro do capim balançando ao vento. Mas tudo isso acabou, paciência. O Leblon mudou, o mundo mudou, o que fazer? Não gosto de saudosismo. Há tantas coisas boas por aí, não é? Do outro lado do fio, meu amigo continuava mudo. E então falou: – Você perdeu... o quê? – Perdi a vista – repeti. – Acho que ainda não tinha contado. Ou tinha? E só então me dei conta de que a frase guardava dois significados: aquilo poderia querer dizer que eu perdera(d) a visão. Isso explicaria(e) o silêncio prolongado dele. Então me apressei a completar: – Estou falando do shopping que construíram aqui. Não dá mais para ver a Lagoa da minha janela. 278) Meu amigo riu, eu também. E acabamos falando daquele provérbio chinês, do homem que, reclamando de não ter sapatos, encontra um que não tem pés. Desliguei o telefone e dei um suspiro. Que bom que só preciso de óculos para leitura. E quando quiser ver a Lagoa, ainda posso ir até suas margens e encher os olhos. SEIXAS, Heloisa. In Seleções, jun.2009. Dentre as formas verbais destacadas, aquela que pode ser substituída, no texto, pela alternativa apresentada à sua direita, mantendo-se o sentido e a correção gramatical, é a) “Estava falando...” – falei b) “...tinha sido construído,”– foi construído c) “Tenho procurado...”– procurei d) “...perdera...”– tinha perdido e) “...explicaria...”– havia explicado www.tecconcursos.com.br/questoes/315167 CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Municipal/2010 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal A AVENTURA DO COTIDIANO Parábola da falta d’água: Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/315167 Um dia o tal sujeito o abordou: — O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros. — Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido? — Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três. — E posso saber que manobreiro é esse? — Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar. — Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor. — Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740. Analise a frase: “De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.” (l. 5). Flexionando-se a locução verbal destacada no futuro do pretérito do modo indicativo, na 3ª pessoa do plural tem-se: a) vão custar. b) iriam custar. 279) c) fossem custar. d) irão custar. e) iam custar. www.tecconcursos.com.br/questoes/1388686 CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2010 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Não transforme o seu futuro em um passado de que você possa arrepender-se O futuro é construído a cada instante da vida, nas tomadas de decisões, nas aceitações e recusas, nos caminhos percorridos ou não. Esse movimento é feito por nós diariamente sem percebermos e sem muito impacto, contudo, quando analisado em um período de tempo maior, ficam nítidos os erros e acertos. Sabemos, internamente, dos melhores caminhos, entretanto, pelas inseguranças, medos e raivas, diversas vezes adotamos posturas impensadas que impactam pelo resto da vida, comprometendo trilhas que poderiam ser melhores ou mais tranquilas. Comopodemos superar esses momentos? Como fazer para evitar esses erros súbitos? Perguntas a que também quero responder, afinal, sou humano e cometo todos os erros inerentes a minha condição, contudo, posso afirmar que o mundo não acaba amanhã e, retirando a morte, as decisões podem ser adiadas, lembrando que algumas delas geram ônus e multas. No direito e na medicina isso é mais complexo, mas em muitas outras áreas isso é perfeitamente aceito. A máxima de que “não deixe para fazer amanhã o que você pode fazer hoje” não é tão máxima assim. Devemos lembrar que nada é absoluto, mas relativo. Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que você tem dúvida; se deixar, limite o espaço. A pessoa mais importante da vida é o seu proprietário, o nosso maior erro é ser inquilino (A) (B) (C) (D) (E) https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1388686 dela, deixar entrar algo que se acha errado ou não se quer é tornar-se inquilino do que é seu, pagando aluguel e preocupado com o final do contrato da sua vida. Não cometa esse erro. A felicidade atual depende do passado, assim como a tristeza, a pobreza, a saúde e muitas outras coisas. Nunca se esqueça disso, nunca. Torne mais flexível o seu orgulho, algo que hoje não deu certo, pode ser perfeitamente aplicável daqui a um tempo. O orgulho impede de você tentar de novo. Não minta para você, essa é a forma mais rápida de se perder. Quando tiver dúvida, fale alto com você mesmo, escute as suas palavras e pense muito. É melhor ser taxado de louco do que ser infeliz. Aceite que erramos, mas lembre que cometer os mesmos erros é burrice. O ideal é aprender com os erros dos outros; para que isso aconteça, observe o que acontece com o mundo ao seu redor, invariavelmente o seu problema já foi vivido por outras pessoas. Você não foi o primeiro a cometer erros e, com absoluta certeza, não será o último. A observação é o melhor caminho para um futuro mais tranquilo, mais equilibrado, mais pleno. Temos que separar um tempo do nosso dia para a reflexão e meditação. Utilize-se de profissionais especialistas, não cometa a bobagem de escutar amigos acerca de um problema, eles são passionais e tendenciosos pelo nosso lado. Com eles, sentimo-nos seguros para imaginarmos soluções perfeitas que nunca se concretizarão. O fracasso nessas ideias geniais solucionadoras dos seus problemas, tipo “seus problemas acabaram” causam frustrações e raivas, sentimentos que atacam nossa autoestima e podem prejudicar o resto de nossa vida. Cuidado com isso. Por fim, tente ser feliz, tente amar, ajude as pessoas que precisam, seja bom. Nunca, mas nunca mesmo, machuque as pessoas de caso pensado, só por vingança ou maldade, esse é com absoluta certeza o mais vil de todos os pecados que um ser humano pode fazer. Quando machucar por outro motivo, arrependa-se e peça desculpas sinceras e tente nunca mais machucar, tente com afinco. Evite criticar as pessoas; como o mundo dá muitas voltas, um dia você pode ser o criticado. Aceite as pessoas como são, não tente mudá-las, seja humilde e aceite os seus erros. 280) Esses comportamentos não resolvem os problemas, mas podem evitá-los. O nosso futuro pode ser um passado legal, depende apenas de nós. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/33414/1/NAOTRANSFORME-O-SEU-FUTURO-EM-UM-PASSADO- QUE-VOCEPOSSA- SE-ARREPENDER-/pagina1.html (adaptado) Acessado em: 9 abril/2010. Os verbos destacados NÃO podem ser considerados uma locução verbal em a) “...de que você possa arrepender-se” b) “Como podemos superar esses momentos?” c) “Perguntas a que também quero responder,” d) “posso afirmar que o mundo não acaba amanhã...” e) “não deixe entrar aquilo...” www.tecconcursos.com.br/questoes/81835 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Análise de Sistemas - Suporte/2010 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Além da aparência "Só existem dois dias em que nada pode ser feito: um se chama ontem e o outro amanhã" - Dalai Lama. Início de ano é sempre a mesma coisa: "Este ano vou emagrecer", "Este ano vou arranjar um bom https://www.tecconcursos.com.br/questoes/81835 trabalho", "Este ano vou achar o amor da minha vida", este ano, este ano... e por aí vai. Vale tudo (ou quase tudo): roupa branca, pular sete ondas, comer lentilha, se consultar com cartomantes, tarólogos, astrólogos que podem até nos dar uma previsão. Contudo, mais que prever o futuro é preciso concebê- lo! Conceber o futuro é somar novos esforços àqueles já feitos anteriormente em busca de um objetivo muito bem definido e planejado, sem esquecer que esse futuro que concebemos deve estar sempre em congruência com nosso eu. São muitas as promessas que fazemos com o raiar de um novo ano. A sensação que se tem é a de que ganhamos um caderno novinho em folha, com páginas em branco nas quais escreveremos uma nova história. Mas muitos esquecem que para fazer uma vida nova é preciso não apenas de um novo ano, mas sim de um conjunto de ações que, em minha opinião, podem ser resumidas em três: visão, autoconhecimento e autodesenvolvimento. Assim, acredito que o primeiro passo na construção de uma vida nova começa pela definição de uma visão: o que você quer da vida? Tem gente que vive apenas fazendo o que a vida quer, usando o velho lema do Zeca Pagodinho "deixa a vida me levar". Prefiro ficar com o Jota Quest que diz: "a gente leva da vida a vida que a gente leva". A visão pessoal tem o poder de dar sentido às coisas, muitas vezes aparentemente insignificantes. Ela responde aos porquês. Por que quero emagrecer? Por que quero conseguir um trabalho novo? Por que estou fazendo isso ou aquilo? Ela nos guia e nos mantém no caminho, afinal para quem não sabe aonde vai qualquer caminho serve. O Amir Klink tem uma frase brilhante que diz: "É muito triste passar a vida inteira cumprindo as suas obrigações sem nunca ter construído algo de fato". Primeiro passo concluído, você sabe o que quer da vida. Agora é preciso saber o que é necessário para concretizar essa visão, para transformá-la em ação. O segundo degrau dessa escada é saber quem você é. "Conhece-te a ti mesmo", como diria Sócrates, é fundamental. Literalmente, é preciso se olhar no espelho. Fazemos isso o tempo todo com os outros, observando seus comportamentos, suas ações e até seus aspectos físicos. Mas, quanto tempo das nossas vidas nos dedicamos à auto-observação? Olhar para si mesmo às vezes é duro: descobrimos coisas que nem sempre nos agradam, mas só assim é possível corrigi-las. Tendo um objetivo claro e se conhecendo fica muito mais fácil definir quais "armas" usar. É como viajar: a depender do destino você arruma sua mala. Se você for para o Alasca e não tiver roupas de frio terá que comprar ou pedir emprestado. O passo seguinte é se desenvolver. Ou seja, eu sei pra onde quero ir, conheço minhas forças e fraquezas, o que preciso aprimorar e/ou adquirir para chegar lá? Conhecimento, comportamento e atitudes. Uma avaliação 360º tornará possível identificar em quais aspectos precisaremos "caprichar" mais. É necessário armar-se competências, lembrando que o sucesso de ontem não nos garante o sucesso de amanhã. Somando essas três ações e dedicando-se a elas está feito o caminho. Daí é fazer um acordo consigo mesmo e segui-lo à risca. Mais do que estabelecer metas, é preciso planejar, buscar novas oportunidades, ter iniciativa, adquirir as informações necessárias, dar o melhor de si, comprometer-se com suas escolhas, cultivar sua rede de contatos, ter autoconfiança, correr riscos sempre calculados e persistir. Algumas pessoas tentam, fazem de tudo, mas não conseguem. Para esses deixo uma frase do Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei: "Podemos até não vencer o campeonato, mas precisamos deixar a quadra com a certeza de que fizemos o melhor que pudemos". Outras ganham fôlego no início, mas acabam desistindo. Esses são aqueles que esperam pelos próximos anos, para começar tudo novo de novo. E há ainda aqueles que vão até o final, caem, levantam a poeira e dão voltapor cima. Mas é assim que a vida segue. Mensagem final? Não. Mensagem inicial (aqui vai ela): "Pedras no caminho? Guarde todas! Um dia construirá um castelo". Carolina Manciola Disponível em <http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/6506/ alem-da-aparencia.html>. Acesso em: 01 jul 2010. (Adaptado). A sequência de verbos destacada NÃO pode ser considerada uma locução verbal em a) Eles iam estabelecendo metas. 281) b) Esperamos ser você o vitorioso. c) As pessoas haviam feito suas escolhas. d) Estou investindo em minha profissão. e) Tenho de fazer planos para o futuro. www.tecconcursos.com.br/questoes/315239 CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Regional/2009 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal Abreviados Nem faz tanto tempo assim, as pessoas diziam vosmecê. “Vosmecê concede a honra desta dança?” Com o tempo, fomos deixando a formalidade de lado e adotamos uma forma sincopada, o popular você. “Você quer ouvir uns discos lá em casa?” Parecia que as coisas ficariam por isso mesmo, mas o mundo, definitivamente, não se acomoda. Nesta onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras começaram a perder algumas vogais pelo caminho e se transformaram em abreviaturas esdrúxulas, e você virou vc. “Vc q tc cmg?” Nenhuma linguagem é estática, elas acompanham as exigências da época, ganham e perdem significados, mudam de função. Gírias, palavrões, nada se mantém os mesmos. Qual é o espanto? Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma. No máximo, ficamos levemente surpreendidos, que é como fiquei quando soube que um dos canais do Telecine iria abrir um horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma estratégia mercadológica para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda pegar? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/315239 Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista toda escrita neste código, e depois quem sabe um livro, e de repente estará todo mundo ganhando tempo e escrevendo apenas com consoantes – adeus, vogais, fim de linha pra vocês. O receio de todo cronista é ficar datado, mas, em contrapartida, dizem que é importante este nosso registro do cotidiano, para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa cabecinha jurássica. Posso imaginar, daqui a 50 anos, meus netos gargalhando diante deste meu texto: “ctd d w”. Coitada da vovó mesmo. Às vezes me sinto uma anciã, lamentando o quanto a vida está ficando miserável. Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde, o que já é um descalabro, mas da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos convivência, abreviamos o ócio, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso discernimento, vivendo resumidamente, com flashes do que outrora se chamou arte, com uma ideia indistinta do que outrora se chamou liberdade. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não conhecem ninguém. Modernidade ou penúria? As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós que são abertas e pronunciáveis. MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 20 mar. 2005. Observe as seguintes passagens do texto: I - “fomos deixando a formalidade de lado...” II - “ ‘...quer ouvir uns discos lá em casa?’ ” 282) III - “as palavras começaram a perder algumas vogais...” IV - “Amanhã, poderá ser lançada uma revista...” V - “...o quanto a vida está ficando miserável.” As locuções verbais em destaque exprimem desenvolvimento gradual da ação APENAS nas passagens a) I e II. b) I e V. c) II e III. d) II e IV. e) III e IV. www.tecconcursos.com.br/questoes/155479 CESGRANRIO - Ag Adm (TCE-RO)/TCE RO/2007 Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal O Senhor Computador Acabo de perder a crônica que havia escrito. Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta, desenhando garranchos que não vou entender daqui a meia hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores. E hoje os dois me deixaram órfão, fora do ar, batendo pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça de mesa pifou depois de um pico de energia. O portátil, que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho cheio de idéias, entrou em conflito com a atualização do antivírus e não quer “iniciar”. O temperamental está fazendo beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homem máquina com ele. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/155479 Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência de que a crônica sobre as agruras do escritor com computadores indolentes virou um clichê, um subgênero batido como são as crônicas sobre falta de idéia. Mas não tenho opção que não seja registrar meu desalento com as máquinas nos poucos minutos que me restam até que a redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente esse texto. E registrar a decepção comigo mesmo – com a minha dependência estúpida do computador. Não somente deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais subordinados ao senhor computador. Vemos televisão no computador, vamos ao cinema no computador, fazemos compras no computador, amigos no computador. Música no computador. Trabalho no computador. Escritores mais graduados me confessam escrever somente a lápis. Depois de vários tratamentos, passam o texto para o computador, “quando já está pronto”. Faço parte de uma geração que não apenas cria direto no computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos com olhos dilatados e dedos frementes sobre a cortina branca do processador de texto, encarando uma tela que esconde, por trás de si, um trilhão de outras janelas, “o mundo ao toque de um clique”. Nada mais ilusório. O que assustou por aqui foi minha sincera reação de pânico à possibilidade de perder tudo – como se a casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil músicas em cada um dos computadores – a cópia de segurança dos arquivos de um estava no outro. Claro, seria impossível que os dois quebrassem – “ainda mais no mesmo dia!” Os técnicos e entendidos em informática dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão. Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do computador, espero. 283) CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007. (com adaptações) “Acabo de perder...” (l. 1) A locução verbal nos informa que se trata de: a) início da ação. b) ação iminente. c) ação em desenvolvimento. d) repetição da ação. e) término recente da ação. www.tecconcursos.com.br/questoes/2037059 CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Especialista em Proteção Radiológica/2022 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Texto Maria José Paulo Mendes Campos Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2037059 Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina-e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão, para espanto de meus cinco anos. Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos. Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler as primeiras sentenças;me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”. Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo. Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas. Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza. Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato exótico. Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste. Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022. Em que frase o verbo irregular destacado está empregado de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa? a) Os médicos preveram que ela teria complicações da doença. (verbo PREVER) b) Se eu me oposse a suas orientações, ela me advertia. (verbo OPOR) c) Minha mãe sempre me acodia nos momentos difíceis. (verbo ACUDIR) d) Maria José sempre soube defender filhos e netos. (verbo SABER) e) Quando entrava numa briga, ela sempre intervia em meu favor. (verbo INTERVIR) www.tecconcursos.com.br/questoes/636697 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/636697 284) CESGRANRIO - PTNM (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Ambiental/2018 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo “Guerra” virtual pela informação A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes. As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros. A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes. Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas. Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcançados até agora. Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de base para decisões estratégicas. CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- - guerra-virtual-pela-informacao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado. A forma verbal destacada atende às exigências da norma -padrão da língua portuguesa em: a) Ao digitar as senhas em público, é necessário que confiremos se há pessoas estranhas nos observando para garantir a segurança virtual. b) As informações pessoais deveriam ser digitadas de forma condensada para que cabessem todas no espaço próprio do questionário socioeconômico. c) Os meios eletrônicos contribuem para que os estudantes retenham a maior parte das informações necessárias ao bom desempenho escolar. d) Para evitar a espionagem virtual é preciso que nós não consintemos na utilização dos nossos dados pessoais ao instalar novos aplicativos no celular. e) Quando algum consumidor querer comprar o último modelo de smartphone, pode agredir outros componentes da fila para tomar seu lugar. www.tecconcursos.com.br/questoes/615398 CESGRANRIO - Cond (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Mecãnico/2018 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo https://www.tecconcursos.com.br/questoes/615398 285) 286) A forma verbal destacada está empregada adequadamente, de acordo com a norma-padrão no que se refere aos verbos impessoais, em: a) Os estudiosos do mundo inteiro calculam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou a capacidade de recuperação total do planeta. b) O alerta repetido pelos interessados na redução da pobreza é: “Quantos anos têm que as políticas econômicas causam um enorme custo social!” c) O curso de engenharia florestal foi inserido no currículo porque faziam três semestres que os alunos demandavam essa nova formação. d) Os jornais noticiaram que, durante a conferência sobre o clima, haviam boas oportunidades de discutir temas relevantes para o planeta. e) É evidente que, nas questões de mudanças climáticas, tratam-se de opiniões que situam ambientalistas e economistas em grupos distintos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2672775 CESGRANRIO - Eng (TERMOBAHIA)/TERMOBAHIA/Segurança/2012 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo 7 bilhões: expresso Terra lotado Um menino pobre nascido em outubro de 2011, na Índia, pode imprimir um novo marco na história, por ser o sétimo bilionésimo habitante do planeta. Todas as estatísticas convergem: o país tem o maior número de nascimentos no mundo – 27 milhões por ano – e a incidência natural de nascimentos por https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2672775 sexo, na região, favorece os meninos. Em 2018, a Índia deterá o “inacreditável” título de país mais populoso do mundo, à frente da China. O expresso Terra está lotado, mas é preciso dar “mais um passinho à frente” para acomodar 9 bilhões em 2030. Como vamos fazer isso? Todas as gerações tiveram o seu “profeta do apocalipse” demográfico. Porém a grande crise não chega, e a contagem aumenta, ano após ano, atualizando a pergunta recorrente: até quando? Não há limite? Quanta gente cabe no mundo? Afinal, há apenas 12 anos o planeta possuía 6 bilhões de habitantes. Há 100, em 1911, éramos somente 1,6 bilhão. Uma resposta à ansiedade pode ser “9 bilhões”. Segundo a ONU, a população mundial deverá estabilizar- se em torno de 2050,atingindo o equilíbrio entre nascimentos e mortes, com uma população entre 8 bilhões e 10,5 bilhões de habitantes - se não houver imprevistos. A melhor aposta é 9 bilhões, em 2045. Depois desse patamar, os números deverão começar a diminuir, uma vez que o crescimento já estagnou na maioria dos países em desenvolvimento. O problema será organizar 9 bilhões. Sete bilhões já dão trabalho. “É óbvio que, quanto mais gente existir, maiores serão os impactos ambientais e sociais”, diz o biólogo Paul Ehrlich, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. “Os 2 bilhões a mais até 2050 gerarão muito mais dano ambiental do que os últimos 2 bilhões agregados, porque os padrões de consumo são mais intensivos”, ressalta. Mas o olhar pessimista também pode ser invertido, e o crescimento demográfico ser visto como sinal de prosperidade. A mortalidade infantil declina e a expectativa de vida aumenta na maior parte dos países. O esgoto, o saneamento e o tratamento da água corrigiram a incubação de pestes e doenças nas cidades, como tifo e cólera. A higiene e os antibióticos elevaram a expectativa de vida europeia de 35 anos, em 1800, para 77 anos, em 2010. Apesar da desigualdade do desenvolvimento tecnológico, depois da Segunda Guerra Mundial os antibióticos e a Revolução Verde ampliaram enormemente os poderes da medicina e da agricultura. A biotecnologia e os alimentos processados industrialmente tornaram os surtos de fome “nacionais” mais raros, mesmo ampliando o risco de epidemias, como a da vaca louca, em 1992. Além disso, o crescimento econômico vem aumentando a prosperidade dos países. Com tanto crescimento, a espaçonave Terra está cada vez mais pesada. Os cálculos indicam que o consumo global ultrapassou a capacidade de regeneração do planeta em 1987 e, se continuarmos no ritmo atual, a humanidade precisará de dois planetas. Para os ambientalistas, a demanda econômica está erodindo o solo, esgotando a água, poluindo a atmosfera e gerando montanhas de lixo cada vez maiores. A espécie humana talvez seja uma “praga” sobre a Terra. ARNT, Ricardo. 7 bilhões: expresso Terra lotado Revista Planeta. São Paulo: Editora Três. jun. 2011, ano 39, n. 465. p. 22-28. Adaptado. No trecho “Quanta gente cabe no mundo? Afinal, há apenas 12 anos o planeta possuía 6 bilhões de habitantes.”, o verbo destacado é empregado no sentido de tempo decorrido. Esse mesmo sentido é identificado no verbo destacado em: a) Embora haja premência de conter a expansão populacional em todos os países, a expansão econômica ainda é necessária para os pobres. b) Estimativas animadoras fazem crer que, em algum lugar, deve haver leis que protegem o solo dos efeitos da erosão. c) Há necessidade de limites quanto ao crescimento demográfico, porque, junto com a prosperidade, a crise ambiental vem se agravando. d) O crescimento econômico fez crescer a prosperidade dos países, mas gerou danos ambientais devido ao consumo mais intensivo. e) Os cálculos indicam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou a capacidade de regeneração do planeta. 287) www.tecconcursos.com.br/questoes/2675184 CESGRANRIO - Tec (Innova)/Innova/Administração e Controle/2012 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Texto I A vida de um homem normal Uma noite, voltando de metrô para casa, como fazia cinco vezes por semana, onze meses por ano, ele ouviu uma voz. Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos. De repente, antes mesmo de poder perceber a interrupção, a música que vinha ouvindo cessou sem explicações e, ao cabo de um breve silêncio, no lugar dela surgiu uma voz que ele não sabia nem como, nem de quem, nem de onde. Ergueu a cabeça. Olhou para os lados, para os outros passageiros. Mas era só ele que a ouvia. Falava aos seus ouvidos. Recompôs-se. A voz lhe disse umas tantas coisas, que ele ouviu com atenção, que era justamente o que ela pedia. Poderia ter cutucado o vizinho de banco. Poderia ter saído do metrô e corrido até em casa para anunciar o fato extraordinário que acabara de acontecer. Poderia ter sido tomado por louco e internado num hospício. Poderia ter passado o resto da vida sob o efeito de tranquilizantes. Poderia ter perdido o emprego e os amigos. Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera. Poderia não ter tido os filhos e os netos que acabou tendo. Poderia ter fundado uma seita. Poderia ter feito uma guerra. Poderia ter arregimentado seus seguidores entre os mais simples, os mais fracos e os mais idiotas. Poderia ter sido perseguido. Poderia ter sido preso. Poderia ter sido assassinado, crucificado, martirizado. Poderia vir a ser lembrado séculos depois, como líder, profeta ou fanático. Tudo por causa da voz. Mas entre os mandamentos que ela lhe anunciou naquela primeira noite em que voltava de metrô para casa, e que lhe repetiu ao longo de mais cinquenta e tantos anos em que voltou de metrô para casa, o mais peculiar foi que não a mencionasse a ninguém, em hipótese alguma. E, como ele a ouvia com atenção, ao longo desses cinquenta e tantos anos nunca disse nada a ninguém, nem à própria mulher quando chegou em https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2675184 288) casa da primeira vez, muito menos aos filhos quando chegaram à idade de saber as verdades do mundo. Acatou o que lhe dizia a voz. Continuou a ouvi-la todos os dias, sempre com atenção, mas para os outros era como se nunca a tivesse ouvido, que era o que ela lhe pedia. Morreu cinquenta e tantos anos depois de tê-la ouvido pela primeira vez, sem que ninguém nunca tenha sabido que a ouvia, e foi enterrado pelos filhos e netos, que choraram em torno do túmulo a morte de um homem normal. CARVALHO, Bernardo. A vida de um homem normal. In: Boa companhia: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 11-12. É possível resumir o sentido global do Texto I com a seguinte frase: O homem seria outro se dissesse a todos o que ouviu. De acordo com a norma-padrão, se a 1ª forma verbal destacada na frase fosse será, a 2º deveria ser a) disse b) dizer c) diria d) disser e) dissera www.tecconcursos.com.br/questoes/2683109 CESGRANRIO - Ana (CITEPE)/CITEPE/Comércio Exterior/2012 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Texto II Mais ritos https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2683109 Coluna recente, em que falei de certos rituais do cinema americano do passado, envelopes que se fechavam com uma simples lambida, cigarros soltos dentro dos bolsos, etc., despertou a memória de meu amigo Celso Arnaldo Araújo, companheiro de “Manchete” nos anos 70. Ele me lembrou de outras manias daqueles filmes. Por exemplo, quando as balas do revólver do bandido acabavam, este jogava o revólver fora. Qualquer cheque, mesmo de milhões de dólares, era preenchido e assinado perfunctoriamente, em menos de dois segundos. [...] As ligações telefônicas eram sempre interrompidas abruptamente, com a pessoa batendo o telefone no gancho — ninguém dizia um simples “tchau, tchau” ao fim da conversa, mesmo que não estivesse braba com o interlocutor. E, nos apartamentos, a campainha tocava, o herói ia abrir e a visita era sempre surpreendente — nunca se viu um porteiro ou interfone nos velhos filmes americanos. Eu acrescentaria aqueles fósforos que se acendiam ao ser riscados em qualquer lugar na parede, na sola do sapato e até na careca do coadjuvante. Em 1974, percorri meio EUA em busca dos tais fósforos, mas não os encontrei em lugar nenhum. Assim como eu, Celso Arnaldo vê com divertida perplexidade esses ritos de Hollywood ou de Brasília, em que, por mais que um político pinte e borde, não bastam as provas mais contundentes para classificá-lo como corrupto e justificar sua defenestração. Como nos filmes, exige-se que se faça de conta que tudo aquilo é normal. CASTRO, Ruy. Mais ritos. Disponível em:< http://avaranda.blogspot.com/ 2009/08/ruy-castro_03.html>.Acesso em: 13 out. 2011. Adaptado. 289) O Pretérito Imperfeito, marcante na construção da crônica, é um tempo verbal que pode ser empregado com valores diversos. Na passagem “E, nos apartamentos, a campainha tocava, o herói ia abrir e a visita era sempre surpreendente, nunca se viu um porteiro ou interfone nos velhos filmes americanos”, qual a explicação correta para o emprego do Pretérito Imperfeito? a) Expressão de ação acabada b) Marcação de ação simultânea c) Remissão a um passado recente d) Demonstração de ação habitual no passado e) Indicação de uma ação anterior a outra no passado www.tecconcursos.com.br/questoes/2326585 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2012 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Texto II O Sol vai esfriar? O Sol, como toda estrela, tem seus altos e baixos. O astro parece nascer forte, quente e brilhante todo dia. Mas essa constância é aparente. Nosso Sol passa por períodos de maior ou menor atividade, que afetam a quantidade de calor que ele transmite para a Terra. Agora, ele pode estar prestes a dar uma esfriada. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2326585 290) No início de junho, pesquisadores previram que o Sol poderá entrar em uma longa fase mais fria em torno de 2020. Isso aconteceu entre 1600 e 1700, período chamado de Pequena Era do Gelo. Os invernos foram tão frios que a população europeia passou fome. Será que estamos diante de uma nova era do gelo como aquela? Não. Como a previsão para o aquecimento global é de 3 graus Celsius, a baixa atividade solar reduziria a temperatura no planeta em 0,3 grau até o fim do século, isto é, apenas um décimo da elevação prevista pelos cientistas. Portanto, a atividade solar pode se reduzir, mas não vai refrescar a vida de ninguém. TELLES, Margarida; MOON, Peter. Revista Época, n. 685, 4 jul. 2011, p. 28. Adaptado. No título do Texto II, “O Sol vai esfriar?”, a expressão destacada pode ser substituída por uma outra forma verbal, conservando seu valor de futuro. Essa forma é a) esfriara b) esfriará c) esfriasse d) esfriava e) esfriou www.tecconcursos.com.br/questoes/2670691 CESGRANRIO - Adm (Innova)/Innova/2012 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Bate-papo é telepatia https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2670691 Antes do advento da internet, “bate-papo” significava conversa informal entre duas ou mais pessoas, em visitas e encontros de corpo e voz presentes. Um casal de mãos dadas na rua. Uma discussão animada de bar. Ou, no máximo, à distância, por telefone, no fim do dia, para contar as últimas, falar mal dos outros ou se indignar com os preços do chuchu e o resultado do futebol. Por cartas não se batia papo: no máximo, trocavam- se correspondências, impressões, declarações, notícias da vida. As respostas demoravam dias, semanas, meses. Poesia agônica. Extravios. Grandes verdades e mentiras. A internet e o e-mail mudaram o ritmo: a troca de mensagens mais rápida logo permitiu que as “cartas” pudessem ser curtas, tão curtas quanto frases, tão diretas quanto falas, tão sucintas quanto uma palavra, uma sílaba, um sinal de interjeição. Ou, mesmo, o vazio, reticente. [...] Foi no ambiente de e-mails que surgiram os primeiros bate-papos eletrônicos exclusivamente textuais, em grande escala, trazendo toda uma nova gama de esferas informacionais. As novas senhoras da mensagem eram palavras divorciadas de entonação e de expressão, com alto grau de ambiguidade, mas com intensidade e frequência ilimitadas: a qualquer hora do dia inicia-se, interrompe-se, termina-se ou continua-se uma conversa.[...] Mas é nas ferramentas de conversa instantânea das redes sociais (e também nos torpedos de celular) que, creio, está acontecendo o fenômeno mais interessante e surpreendente das comunicações interpessoais dos dias de hoje. Certas trocas de informação, principalmente entre duas pessoas, estão se transformando, na prática, em formas concretas de telepatia. Não que ocorra a transmissão direta de pensamento, energética, via moléculas de ar, entre dois cérebros emissores de ondas. É mais uma telepatia lato sensu e aleatória, no sentido de que a probabilidade de o conteúdo transmitido ser semelhante ao fluxo de pensamento naquela troca sequencial de informações é altíssima. Pois, nessas horas, a velocidade frenética com que se escreve o que vai à mente não deixa muito espaço para elaboração, censura, reflexão, autoexames ou juízos de causa-efeito. O superego fica assim sufocado e o inconsciente começa a surgir em torrente, a despeito da vontade do emissor. Este se vê engendrado numa espécie de fusão com o outro, que se verte num espelho invisível, e vice-versa, quando o caminho for de mão dupla confessional. Assim, vidas inteiras, segredos íntimos, pensamentos transcendentes, temores de momento, impulsos inesperados, insights são comerciados em poucos minutos, entre pessoas que mal se conhecem. O ritmo é muito semelhante ao da associação livre de ideias, só que o intuito expresso não é o de uma sessão de análise nem de um processo formal de escrita instantânea. Não é estética, não é arte, que se busca, embora ela possa estar presente na malha egoica obsessiva e narcisista que ali se estabelece. É apenas uma vontade de conversar convertida em espanto, tempestade, revelação. A sensação após essas catarses repentinas (às vezes em série) é de um alívio alienado de si: é possível até que o emissor sequer se lembre da maioria das coisas que disse ou para quantas pessoas, e que o mesmo ocorra com o receptor. Se o mesmo estiver numa vibração igual, produzem- se verdadeiros milagres de aconselhamento e fenômenos epifânicos. [...] 291) BLOCH, Arnaldo. Bate-papo é telepatia. O Globo, Rio de Janeiro, 2o Caderno. 09 jun. 2012, p.10. Adaptado. O verbo que está conjugado no mesmo tempo e modo de for, como no trecho “quando o caminho for de mão dupla confessional” é a) reouve b) esteja c) punha d) tiver e) propor www.tecconcursos.com.br/questoes/2327051 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2012 Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Texto II https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2327051 Disponível em: <http://www.tecnologianaeducacaopdg.blogspot. com/2011/09/ formacao-do-professor-para-o-uso.html>. Acesso em: 05 mar. 2012. A frase do Texto II “Me liga mais tarde!” apresenta uma forma verbal na segunda pessoa do modo imperativo afirmativo. Se a frase fosse reescrita em terceira pessoa do singular do imperativo, o verbo ficaria flexionado da seguinte forma: a) liga b) ligas c) ligue d) ligues e) ligasse www.tecconcursos.com.br/questoes/2683437 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo F/Ambiental/2010 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2683437 292) 293) Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo Em um certo momento, percebido que já meses que não se tão belas imagens da vida cotidiana. Quanto à concordância verbal, a opção que completa, corretamente, segundo o registro culto e formal da língua, as lacunas acima é a) havia – fazia – via b) havia – faziam – via c) haviam – fazia – viam d) haviam – faziam – viam e) haviam – faziam – via www.tecconcursos.com.br/questoes/1927556 CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Uma cena É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada. Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1927556É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas. Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando alguém passar. É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente. Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando as manhãs, está atrás das grades. Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades. Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem saber o que dizer. Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe. 294) Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores. SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001. O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em: a) Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer. b) O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes. c) A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs. d) Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar. e) Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes cumprimentar. www.tecconcursos.com.br/questoes/1174210 CESGRANRIO - Ass Adm (UNIRIO)/UNIRIO/2019 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Texto II Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado com uma peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim, adiciona-se aguardente. A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a conhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1174210 encantado um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do carro). Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabelecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem, ganhou o nome de MiniBar. A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens, mas Diolino deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público, e então arranjavam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel. Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros que apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a produzir 6.000 litros de batida por mês. SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio 2019, p. B2. Adaptado. A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com a norma-padrão em: a) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava- lhe] b) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la] c) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe] 295) d) Wando e Rô Rô também frequentavam o bar. [frequentavam- nos] e) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se] www.tecconcursos.com.br/questoes/2320049 CESGRANRIO - Asst (CEFET RJ)/CEFET RJ/Alunos/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Escrever é fácil? Para estimular crianças e jovens a escrever,(a) há quem diga que escrever é fácil: basta pôr no papel o que está na cabeça. Na maioria das vezes, porém, este estímulo é deveras desestimulante. Há boas explicações para o desestímulo: se a pessoa não consegue escrever, convencê-la de que escrever é fácil na verdade a convence apenas da sua própria incompetência, a convence apenas de que ela nunca vai conseguir escrever direito; não se escreve pondo no papel o que está na cabeça, sob pena de ninguém entender nada; quem escreve profissionalmente nunca acha que escrever é fácil, nem mesmo quando escreve há muito tempo — a não ser que já escreva mecanicamente, apenas repetindo frases e fórmulas. Via de regra, nosso pensamento é caótico: funciona para alimentar nossas decisões cotidianas, mas não funciona se for expresso, em voz alta ou por escrito, tal qual se encontra na cabeça. Para entender o nosso próprio pensamento, precisamos expressá-lo para outra pessoa. Ao fazê-lo, organizamos o pensamento segundo um código comum(b) e então, finalmente, o entendemos, isto é, nos entendemos. Não à toa o jagunço Riobaldo, personagem do escritor Guimarães Rosa, dizia: professor é aquele que de repente aprende. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2320049 Todo professor conhece este segredo:(c) você entende melhor o seu assunto depois de dar sua aula sobre ele, e não antes. Ao falar sobre o meu tema, tentando explicá-lo a quem o conhece pouco, aumento exponencialmente a minha compreensão a respeito. Motivado pelas expressões de dúvida e até de estupor dos alunos, refino minhas explicações e, ao fazê-lo, entendo bem melhor o que queria dizer. Costumo dizer que, passados tantos anos de profissão, gosto muito de dar aula, principalmente porque ensinar ainda é o melhor método de estudar e compreender. Ora, do mesmo jeito que ensino me dirigindo a um grupo de alunos que não conheço, pelo menos no começo dos meus cursos, quem escreve o faz para ser lido por leitores que ele potencialmente não conhece e que também não o conhecem. Mesmo ao escrever um diário secreto,(d) faço-o imaginando um leitor futuro: ou eu mesmo daqui a alguns anos, ou quem sabe a posteridade. Logo, preciso do outro e do leitor para entender a mim mesmo e, em última análise, para ser e saber quem sou. Exatamente porque esta relação com o outro, aluno ou leitor, é tão fundamental, todo professor sente um frio na espinha quando encontra uma nova turma, não importa há quantos anos exerça o magistério. (e) Pela mesma razão, todo escritor fica “enrolando” até começar um texto novo, arrumando a escrivaninha ou vagando pela internet, não importa quantos livros já tenha publicado. Pela mesmíssima razão, todo aluno não quer que ninguém leia sua redação enquanto a escreve ou faz questão de colocá-la debaixo da pilha de redações na mesa do professor, não importa se suas notas são boas ou não na matéria. Escrever definitivamente não é fácil, porque nos expõe no momento mesmo de fazê-lo. [...]Quem escreve sente de repente todas as suas hesitações, lacunas e omissões, percebendo como o seu próprio pensamento é incompleto e o quanto ainda precisa pensar. Quem escreve de repente entende o quanto a sua própria pessoa é incompleta e fraturada, o quanto ainda precisa se refazer, se inventar, enfim: se reescrever. 296) BERNARDO, G. Conversas com um professor de literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2013. Adaptado. A expressão destacada está adequadamente substituída pelo pronome, de acordo com a norma-padrão, em: a) “Para estimular crianças e jovens a escrever” estimular-lhes b) “organizamos o pensamento segundo um código comum” organizamos-lhe c) “Todo professor conhece este segredo” conhece-o d) “Mesmo ao escrever um diário secreto” escrevo-no e) “não importa há quantos anos exerça o magistério” exerça-lo www.tecconcursos.com.br/questoes/2682384 CESGRANRIO - Almo (CITEPE)/CITEPE/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais TEXTO II O trabalho Tal como a chuva caída Fecunda a terra, no estio, Para fecundar a vida O trabalho se inventou. Feliz quem pode, orgulhoso, Dizer: “Nunca fui vadio: E, se hoje sou venturoso, ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2682384 Devo ao trabalho o que sou!” É preciso, desde a infância, Ir preparando o futuro; Para chegar à abundância, É preciso trabalhar. Não nasce a planta perfeita, Não nasce o fruto maduro; E, para ter a colheita, É preciso semear... Vocabulário: Fecundar: fertilizar, desenvolver, conceber. Estio: verão. Semear: lançar sementes, tornar fértil. Venturoso: feliz. BILAC, Olavo. Poesias Infantis. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1929. No Texto II, caso se substituísse, mantendo-se a norma-padrão, o complemento verbal em destaque em “Devo ao trabalho o que sou!” por um pronome oblíquo, respeitaria a regência do verbo devo e a pessoa gramatical do termo substituído o seguinte emprego: a) Devo-lhe o que sou. b) Devo-te o que sou. c) Devo-o o que sou. d) Devo-nos o que sou. e) Devo-se o que sou. ∙ ∙ ∙ ∙ 297) www.tecconcursos.com.br/questoes/2675185 CESGRANRIO - Tec (Innova)/Innova/Administração e Controle/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Texto I A vida de um homem normal Uma noite, voltando de metrô para casa, como fazia cinco vezes por semana, onze meses por ano, ele ouviu uma voz. Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos. De repente, antes mesmo de poder perceber a interrupção, a música que vinha ouvindo cessou sem explicações e, ao cabo de um breve silêncio, no lugar dela surgiu uma voz que ele não sabia nem como, nem de quem, nem de onde. Ergueu a cabeça. Olhou para os lados, para os outros passageiros. Mas era só ele que a ouvia. Falava aos seus ouvidos. Recompôs-se. A voz lhe disse umas tantas coisas, que ele ouviu com atenção, que era justamente o que ela pedia. Poderia ter cutucado o vizinho de banco. Poderia ter saído do metrô e corrido até em casa para anunciar o fato extraordinário que acabara de acontecer. Poderia ter sido tomado por louco e internado num hospício. Poderia ter passado o resto da vida sob o efeito de tranquilizantes. Poderia ter perdido o emprego e os amigos. Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera. Poderia não ter tido os filhos e os netos que acabou tendo. Poderia ter fundado uma seita. Poderia ter feito uma guerra. Poderia ter arregimentado seus seguidores entre os mais simples, os mais fracos e os mais idiotas. Poderia ter sido perseguido. Poderia ter sido preso. Poderia ter sido assassinado, crucificado, martirizado. Poderia vir a ser lembrado séculos depois, como líder, profeta ou fanático. Tudo por causa da voz. Mas entre os mandamentos que ela lhe anunciou naquela primeira noite em que voltava de metrô para casa, e que lhe repetiu ao longo de mais cinquenta e tantos anos em que voltou de metrô para casa, o mais peculiar foi que não a mencionasse a ninguém, em hipótese alguma. E, como ele a ouvia com atenção, ao longo desses cinquenta e tantos anos nunca disse nada a ninguém, nem à própria mulher quando chegou em https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2675185 298) casa da primeira vez, muito menos aos filhos quando chegaram à idade de saber as verdades do mundo. Acatou o que lhe dizia a voz. Continuou a ouvi-la todos os dias, sempre com atenção, mas para os outros era como se nunca a tivesse ouvido, que era o que ela lhe pedia. Morreu cinquenta e tantos anos depois de tê-la ouvido pela primeira vez, sem que ninguém nunca tenha sabido que a ouvia, e foi enterrado pelos filhos e netos, que choraram em torno do túmulo a morte de um homem normal. CARVALHO, Bernardo. A vida de um homem normal. In: Boa companhia: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 11-12. O emprego do pronome lhe respeita algumas regras sintáticas, conforme ocorreu no trecho abaixo, retirado do Texto I. “Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera.” O pronome lhe está também empregado de acordo com a norma-padrão no seguinte período: a) Nunca lhe vejo cedo por aqui. b) Nós lhe encontraremos amanhã. c) Posso devolver-lhe o livro agora? d) Não lhe visito porque não posso. e) Todos lhe aguardavam apreensivos. www.tecconcursos.com.br/questoes/2674829 CESGRANRIO - Tec (TERMOBAHIA)/TERMOBAHIA/Administração e Controle/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Crescimento da população é https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2674829 “desafio do século”, diz consultor da ONU O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de forma adequada na Rio+20, segundo o consultor do Fundo de População das Nações Unidas, Michael Herrmann. “O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em crescimento, ao mesmo tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos naturais” [...] “As questões relacionadas à população estão sendo tratadas de forma adequada nas negociações atuais? Eu acho que não. O assunto é muito sensível e muitos preferem evitá-lo. Mas nós estaremos enganando a nós mesmos se acharmos que é possível falar de desenvolvimento sustentável sem falar sobre quantas pessoas seremos no planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de vida teremos”, afirmou. No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas. As projeções indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento é mais intenso nos países pobres, mas Herrmann defende que os esforços para o enfrentamento do problema precisam ser globais. “Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio, precisaremos ter cinco planetas para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é aceitável falar para os países em desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricos, nós não temos recursos suficientes’. É um desafio global, que exige soluções globais e assistência ao desenvolvimento”, afirmou. O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas de controle compulsório do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais adequadas são aquelas que permitem às mulheres fazerem escolhas sobre o número de filhos que querem e o momento certo para engravidar. Para isso, diz, é necessário ampliar o acesso à educação e aos serviços de saúde reprodutiva e planejamento familiar. [...] MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”, 299) diz consultor da ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 jun. 2012. Ambiente. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com. br/ambiente. 1103277-crescimento-da-populacao-e-desafi o-do- -seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>. Acesso em: 22 jun. 2012. Adaptado. A substituição da expressão em negrito por um pronome pessoal foi feita de acordo com a norma-padrão da língua e manteve o sentido básicono seguinte exemplo: a) O desafio do século é promover bem-estar – promover- lhe b) Mas nós estaremos enganando a nós mesmos – enganando- os c) a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas – atingiu-na d) aquelas que permitem às mulheres – permitem-as e) é necessário ampliar o acesso à educação – ampliá-lo www.tecconcursos.com.br/questoes/80937 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2011 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Texto UM MORRO AO FINAL DA PÁSCOA Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, em "muita quantidade", balançando nas águas translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer. Os marujos as reconheceram de imediato, antes que sumissem no horizonte: chamavam-se botelhos as grandes algas que dançavam nas ondulações formadas pelo avanço da frota imponente. Pouco mais tarde, mas ainda antes que a escuridão se estendesse sobre a amplitude do oceano, outra espécie de planta marinha iria lamber o casco das naves, alimentando a expectativa e desafiando os conhecimentos daqueles homens temerários o bastante para navegar por águas desconhecidas. Desta vez eram rabos-de-asno: um emaranhado de https://www.tecconcursos.com.br/questoes/80937 ervas felpudas "que nascem pelos penedos do mar". Para marinheiros experimentados, sua presença era sinal claro da proximidade de terra. Se ainda restassem dúvidas, elas acabariam no alvorecer do dia seguinte, quando os grasnados de aves marinhas romperam o silêncio dos mares e dos céus. As aves da anunciação, que voavam barulhentas por entre mastros e velas, chamavam-se fura-buxos. Após quase um século de navegação atlântica, o surgimento dessa gaivota era tido como indício de que, muito em breve, algum marinheiro de olhar aguçado haveria de gritar a frase mais aguardada pelos homens que se fazem ao mar: "Terra à vista!" Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas que, havia menos de três anos, ao navegar por águas destas latitudes, o grande Vasco da Gama também avistara? De fato, em 22 de agosto de 1497, quando a armada do Gama se encontrava a cerca de 3 mil quilômetros da costa da África, em pleno oceano Atlântico, um dos tripulantes empunhou a pena para anotar em seu Diário: "Achamos muitas aves feitas como garções – e quando veio a noite tiravam contra o su-sueste muito rijas, como aves que iam para terra." BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p. 7-8 Na sentença "Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, [...]", o pronome elas refere-se a a) águas b) cores c) algas d) ondulações e) naves 300) www.tecconcursos.com.br/questoes/1388643 CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Não transforme o seu futuro em um passado de que você possa arrepender-se O futuro é construído a cada instante da vida, nas tomadas de decisões, nas aceitações e recusas, nos caminhos percorridos ou não. Esse movimento é feito por nós diariamente sem percebermos e sem muito impacto, contudo, quando analisado em um período de tempo maior, ficam nítidos os erros e acertos. Sabemos, internamente, dos melhores caminhos, entretanto, pelas inseguranças, medos e raivas, diversas vezes adotamos posturas impensadas que impactam pelo resto da vida, comprometendo trilhas que poderiam ser melhores ou mais tranquilas. Como podemos superar esses momentos? Como fazer para evitar esses erros súbitos? Perguntas a que também quero responder, afinal, sou humano e cometo todos os erros inerentes a minha condição, contudo, posso afirmar que o mundo não acaba amanhã e, retirando a morte, as decisões podem ser adiadas, lembrando que algumas delas geram ônus e multas. No direito e na medicina isso é mais complexo, mas em muitas outras áreas isso é perfeitamente aceito. A máxima de que “não deixe para fazer amanhã o que você pode fazer hoje” não é tão máxima assim. Devemos lembrar que nada é absoluto, mas relativo. Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que você tem dúvida; se deixar, limite o espaço. A pessoa mais importante da vida é o seu proprietário, o nosso maior erro é ser inquilino dela, deixar entrar algo que se acha errado ou não se quer é tornar-se inquilino do que é seu, pagando aluguel e preocupado com o final do contrato da sua vida. Não cometa esse erro. A felicidade atual depende do passado, assim como a tristeza, a pobreza, a saúde e muitas outras coisas. Nunca se esqueça disso, nunca. Torne mais flexível o seu orgulho, algo que hoje não deu certo, pode ser https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1388643 perfeitamente aplicável daqui a um tempo. O orgulho impede de você tentar de novo. Não minta para você, essa é a forma mais rápida de se perder. Quando tiver dúvida, fale alto com você mesmo, escute as suas palavras e pense muito. É melhor ser taxado de louco do que ser infeliz. Aceite que erramos, mas lembre que cometer os mesmos erros é burrice. O ideal é aprender com os erros dos outros; para que isso aconteça, observe o que acontece com o mundo ao seu redor, invariavelmente o seu problema já foi vivido por outras pessoas. Você não foi o primeiro a cometer erros e, com absoluta certeza, não será o último. A observação é o melhor caminho para um futuro mais tranquilo, mais equilibrado, mais pleno. Temos que separar um tempo do nosso dia para a reflexão e meditação. Utilize-se de profissionais especialistas, não cometa a bobagem de escutar amigos acerca de um problema, eles são passionais e tendenciosos pelo nosso lado. Com eles, sentimo-nos seguros para imaginarmos soluções perfeitas que nunca se concretizarão. O fracasso nessas ideias geniais solucionadoras dos seus problemas, tipo “seus problemas acabaram” causam frustrações e raivas, sentimentos que atacam nossa autoestima e podem prejudicar o resto de nossa vida. Cuidado com isso. Por fim, tente ser feliz, tente amar, ajude as pessoas que precisam, seja bom. Nunca, mas nunca mesmo, machuque as pessoas de caso pensado, só por vingança ou maldade, esse é com absoluta certeza o mais vil de todos os pecados que um ser humano pode fazer. Quando machucar por outro motivo, arrependa-se e peça desculpas sinceras e tente nunca mais machucar, tente com afinco. Evite criticar as pessoas; como o mundo dá muitas voltas, um dia você pode ser o criticado. Aceite as pessoas como são, não tente mudá-las, seja humilde e aceite os seus erros. Esses comportamentos não resolvem os problemas, mas podem evitá-los. O nosso futuro pode ser um passado legal, depende apenas de nós. 301) Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/33414/1/NAOTRANSFORME-O-SEU-FUTURO-EM-UM-PASSADO- QUE-VOCEPOSSA- SE-ARREPENDER-/pagina1.html (adaptado) Acessado em: 9 abril/2010. A frase abaixo que deve ser completada, segundo o registro culto e formal da língua, com o pronome lhe é a) De início, o profissional especialista não ____ compreendera. b) Prevenira- ____ de que, um dia, ela poderia ser alvo de críticas ácidas. c) Eu ____ vi ontem pedindo desculpas sinceras por seus erros no passado. d) A observação é o caminho que _____ conduzirá a um futuro próspero. e) Disse ao amigo que _____ queria muito bem. www.tecconcursos.com.br/questoes/2683208 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo C/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Observe as sentenças abaixo. O diretor chamou para dar uma boa notícia. A inventora pediu para testar o novo produto. Todos acreditaram na história, com exceção de . https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2683208 302) Os pronomes de primeira pessoa que, na sequência, preenchem as lacunas acima corretamente são a) me – me – eu – mim. b) me – me – mim – mim. c) me – mim – eu – mim. d) mim – mim – eu – eu. e) mim – me – mim – eu. www.tecconcursos.com.br/questoes/1530136 CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais TextoI O PROFISSIONAL DO FUTURO - Num mundo globalizado A magnitude e a velocidade das mudanças em todo o mundo têm trazido um impacto dramático sobre as pessoas e seus locais de trabalho nos últimos tempos. O ritmo das mudanças é muito rápido. E o futuro nos acena com uma aceleração ainda maior em termos de inovação, tecnologia e globalização. Quando há uma era de profundas modificações, o conhecimento se expande e aumenta em valor e em poder. Uma das maiores mudanças é a transformação de uma economia baseada em indústrias para uma economia baseada em informações. Atualmente a quantidade de conhecimento disponível é imensa, sendo necessário saber selecionar o que devemos aprender e onde investir nosso tempo para nosso crescimento intelectual e profissional. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1530136 Precisamos nos esforçar para melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade do trabalho realizado e ainda dar importância para o que permanece como uma das medidas mais importantes: a produtividade. Isto porque as organizações sabem que os clientes não apenas exigem produtos e serviços rápidos e com qualidade impecável: eles também querem que os produtos e serviços não sejam caros. Tudo mudou, está mudando e deverá mudar no futuro com uma rapidez cada vez maior. Por isso, nas organizações e até mesmo em nossa casa, existem mudanças na maneira como nos relacionamos, na forma como buscamos uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz. Todos os trabalhadores, independente de trabalharem nas linhas de produção ou nos escritórios, precisam ver-se como um empresário, um vendedor especializado de serviços com uma marca especial, que seja conhecida por todos – VOCÊ. Então, se você não conseguir vender-se, não conseguirá atingir o sucesso. A cada dia mais os profissionais precisam preocupar- se em se conhecer para saber quais características possuem, para poder fortalecer as qualidades e trabalhar os seus defeitos na área profissional. [...] Uma boa maneira de conseguir diferenciar-se nesse novo contexto do mercado de trabalho é usar ao máximo a sua criatividade. Veja que isso é simplesmente buscar fazer de forma diferente aquilo que todos fazem de uma forma igual. Pensar uma nova maneira, mais prática, melhor, mais barata ou mais rápida de fazer as suas atividades, para conseguir atingir os resultados esperados. Assim, o profissional que quiser crescer nas organizações precisa ser criativo, a fim de achar novas soluções para os problemas do dia a dia. Tendo todo um novo mundo de informações disponíveis e conhecendo bem essas regras do jogo, você poderá destacar-se e inovar. Concentre-se em observar essas pequenas diferenças entre os profissionais, lembrando-se sempre de que o jogo pode mudar a qualquer hora. E apenas um bom profissional, que 303) entenda e conheça tudo que acontece ao seu redor, será capaz de se adaptar a essas mudanças que sempre acontecem. E procure se lembrar sempre de que os líderes não gostam de dois tipos de colaboradores: os que não fazem o que eles pedem e os que só fazem o que eles pedem. Busque fazer sempre mais. E melhor. A melhoria contínua deve ser o maior desafio do ser humano. JORDÃO, Sonia. Disponível em:<http://www.endeavor.org.br/wp- content/themes/endeavor/ downloads/artigos/O%20PROFISSIONAL%20DO%20FUTURO.pdf> (Com adaptações) Para _______ , o maior desafio do ser humano são os relacionamentos na organização. Desse modo, para _______ ascender profissionalmente, preciso acabar com as diferenças que há entre _______ e _________ . A sequência que completa corretamente a frase acima, segundo o registro culto e formal da língua, é: a) mim – mim – eu – tu. b) mim – eu – mim – você. c) eu – mim – eu – você. d) eu – eu – mim – ti. e) eu – mim – mim – ti. www.tecconcursos.com.br/questoes/1533093 CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Inspetor de Segurança Interna/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Texto II https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1533093 RADINHO DE PILHA Sempre adorei rádio. Principalmente ouvir futebol no radinho, mesmo que a AM não pegasse direito no interior paulista, onde nasci e fui criada. Mesmo em meio a chiados, ouvia jogos e mais jogos por meio da “caixa mágica”. Mantendo este hábito que carrego há anos, estava eu precisando de um radinho novo para ouvir as transmissões esportivas. Fui ao centro da cidade, entrei em todas, literalmente, todas as lojas de eletroeletrônicos da rua. Mas não foi fácil realizar a compra. Pedir por um radinho de pilha, atualmente, era como se eu dissesse ao vendedor: “Por favor, eu queria um disco voador...”. Ouvi as mais diversas coisas, as quais muitas me deixavam incomodada, irritada. Gente, eu só quero um rádio de pilha! Das coisas que ouvia dos vendedores, eis algumas pérolas: - Rádio de pilha? Qual, daqueles pequenos? Não, nós não recebemos mais daqueles... - Ah, obrigada! - Rádio de pilha? Olha, eu tenho esse que toca CD, é portátil, vende bem... - Não, eu queria de pilha mesmo, pequeno, apenas com AM e FM. - Não, desse não vendemos mais. - Rádio de pilha? Tenho MP3, MP4, por que você não compra um desses? - Eu queria radinho de pilha, com AM e FM, sabe... - Ah, não é pra você, é pra presente... Desses eu não tenho mais, nem recebo. - É pra mim mesma, mas eu queria assim. Obrigada! - Rádio de pilha? É pra você mesma? Por que você não compra um MP3, salva músicas, dá pra ouvir na rua, no ônibus... - (Pensando comigo mesma: Eu sei o que é um MP3, minha filha, eu tenho um, mas não foi o que pedi...). Sim, é pra mim... é pra ouvir futebol, preciso que pegue AM. - Ouvir futebol? Você quer um rádio pra você ouvir futebol? (risos irônicos da moça). - (Eu, mantendo a classe e educação) Isso, mas MP3 não serve. (Viro as costas e saio andando). Sei que coisas como estas estão ficando ultrapassadas no mundo loucamente moderno, mas um radinho de pilha, daqueles com um fiozinho para segurar na mão quando se vai ao campo ver o jogo, para aproximá-lo do ouvido, que pegue basicamente AM e FM com uma anteninha, é pedir demais? Sim, eles estão em extinção. Algo tão folclórico, clássico, emblemático do futebol e do torcedor está acabando. 304) Depois da saga, encontrei um sobrevivente à onda moderna de “MP coisas”. Comprei o radinho de pilha que era para mim, para ouvir AM e para ouvir futebol. Ah!, nada como ouvir o grito de gol através da caixinha mágica... SANTIAGO, Gláucia. Disponível em: http://glauciafalandocomasparedes.blogspot.com /2009/05/radinho-depilha. html De acordo com a norma culta da língua, a palavra destacada está INCORRETAMENTE usada em a) Só se preocupa com si, não liga para os outros. b) Se o prêmio é para mim, eu fico feliz. c) Fiz este bolo de chocolate para ti. d) As tarefas para eu fazer não esperam para depois. e) A motivação que nos move é a realização pessoal. www.tecconcursos.com.br/questoes/2675086 CESGRANRIO - Elet (PQS)/PQS/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Fora de foco Eu estava sentada na sala de embarque do aeroporto, aguardando a chamada do voo, quando minha paz foi interrompida por um senhor aflito que dizia: “Estava aqui, tenho certeza, ainda tem que estar por aqui”. A mulher dele já não tinha esperança de encontrar o que o marido havia perdido, mas ele estava inconformado e não pretendia desistir: “Não posso viajar sem eles, não posso”. Eles quem? Documentos? https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2675086 Filhos? Era coisa séria, sem dúvida. O homem suava, passava a mão na nuca e fiscalizava todos os assentos, um por um, olhando bem de perto, franzindo os olhos para ajustar o foco. Até que um adolescente foi até o casal com um objeto juntado do chão e perguntou se era aquilo que procuravam. Nunca vi êxtase igual. “Graças a Deus! Meus óculos!!!” Tempos atrás eu teria achado o episódio exagerado. O homem passava por cima das pernas das outras pessoas, levantava bolsas, pacotes, parecia um cão farejador. Se tivesse perdidoos filhos, vá lá, mas tanto alvoroço e gritaria por um par de óculos? Tempos atrás eu ainda enxergava feito uma águia, não tinha como entender. Já havia escutado alguns comentários sobre o efeito que a entrada nos 40 anos exerce sobre os olhos do aniversariante. Diziam que era tudo muito rápido: num dia via-se o mundo em alta definição, no outro ele amanhecia embaçado. Eu não acreditava muito nisso, mas foi exatamente assim: num dia eu vi o mundo em alta definição, no outro eu trouxe para casa um produto com o prazo de validade vencido porque enxerguei 2008 onde estava escrito 2003. Uma visitinha ao oftalmo e minha sorte estava lançada: adicionaria ao meu visual um belo par de lentes bifocais. Só para ler, tentou me consolar o médico. Pensei: tudo bem. Apenas para ler um livro, uma revista, um jornal. Uso doméstico, nem preciso carregar na bolsa. Até que me vi plantada numa loja de discos segurando um CD da Gretchen achando que estava escrito Gershwin. A verdade é que até quem não gosta de ler, lê a toda hora: bulas, rótulos, outdoors, placas de trânsito, etiquetas, cheques, mapas, regulamentos, cardápios, mensagens do celular. Óculos só para ler significa óculos no mínimo 16 horas por dia, isso no caso de você sonhar sem legendas. Hoje de manhã precisei dos meus óculos e não os encontrei onde sempre costumam estar. Procurei aqui, ali, e nada. Lembrei-me do homem do aeroporto, que quase teve um piripaque diante da possibilidade de viajar sem seus óculos. Eu não estava embarcando para lugar algum, queria apenas procurar uma rua 305) no guia telefônico, e foi então que percebi a falta que eles me fariam caso eu não os encontrasse. Mas os encontrei. Estão em cima do meu nariz neste exato momento, lembrando que na vida há o tempo de ser águia e o tempo de se conformar em ser um homem− ou mulher−morcego. MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, 3 jul. 2005. (Adaptado) Considere o trecho de um suposto diálogo. - Este não é um trabalho para assumir sozinha. As responsabilidades serão divididas entre e . De acordo com o registro culto e formal da língua, os pronomes que preenchem corretamente as lacunas do trecho acima são, respectivamente, a) eu – eu – tu. b) eu – mim – tu. c) eu – mim – ti. d) mim – mim – ti. e) mim – eu – tu. www.tecconcursos.com.br/questoes/155503 CESGRANRIO - Ag Adm (TCE-RO)/TCE RO/2007 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais O Senhor Computador Acabo de perder a crônica que havia escrito. Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho https://www.tecconcursos.com.br/questoes/155503 onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta, desenhando garranchos(a) que não vou entender daqui a meia hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores. E hoje os dois me deixaram órfão, fora do ar, batendo pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça de mesa pifou depois de um pico de energia. O portátil, que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho cheio de idéias, entrou em conflito com a atualização do antivírus e não quer “iniciar”. O temperamental está fazendo beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homem máquina(b) com ele. Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência de que a crônica sobre as agruras do escritor com computadores indolentes virou um clichê, um subgênero batido como são as crônicas sobre falta de idéia. Mas não tenho opção que não seja registrar meu desalento(c) com as máquinas nos poucos minutos que me restam até que a redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente esse texto. E registrar a decepção comigo mesmo – com a minha dependência estúpida do computador. Não somente deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais subordinados ao senhor computador. Vemos televisão no computador, vamos ao cinema no computador, fazemos compras(d) no computador, amigos no computador. Música no computador. Trabalho no computador. Escritores mais graduados me confessam escrever somente a lápis. Depois de vários tratamentos, passam o texto(e) para o computador, “quando já está pronto”. Faço parte de uma geração que não apenas cria direto no computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos com olhos dilatados e dedos frementes sobre a cortina branca do processador de texto, encarando uma tela que esconde, por trás de si, um trilhão de outras janelas, “o mundo ao toque de um clique”. Nada mais ilusório. O que assustou por aqui foi minha sincera reação de pânico à possibilidade de perder tudo – como se a casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil 306) músicas em cada um dos computadores – a cópia de segurança dos arquivos de um estava no outro. Claro, seria impossível que os dois quebrassem – “ainda mais no mesmo dia!” Os técnicos e entendidos em informática dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão. Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do computador, espero. CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007. (com adaptações) Há ERRO na substituição do termo destacado pelo pronome pessoal oblíquo correspondente em: a) “desenhando garranchos...”: desenhando-os. b) “...discutir a relação homem-máquina...”: discuti-la. c) “...registrar meu desalento...”: registrá-lo. d) “fazemos compras...”: fazemos-las. e) “passam o texto...”: passam-no. www.tecconcursos.com.br/questoes/2267064 CESGRANRIO - AMTT (Pref N Iguaçu)/Pref Nova Iguaçu/2005 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Marque a opção em que a forma pronominal utilizada está INCORRETA. a) É difícil, para mim, praticar certos exercícios físicos. b) Ainda existem muitas coisas importantes para eu fazer. c) Os chinelos da aposentadoria não são para ti. d) Quando a aposentadoria chegou, eu caí em si. e) Para tu não teres aborrecimentos, evita o excesso de velocidade. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2267064 307) www.tecconcursos.com.br/questoes/404309 CESGRANRIO - Ana Leg (ALETO)/ALETO/Análise de Sistemas/2005 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Nanotecnologia está na rua Haverá um dia em que um cartaz na rua poderá ser uma televisão de alta definição. Os carros serão econômicos, terão uma pintura que nunca fica arranhada e vidros que se limpam sozinhos e mudam de cor de acordo com o ambiente. Você poderá curar um câncer de pele com um simples esparadrapo e andar com roupas que não mancham. Tudo isso acontecerá um dia. E esse dia é na semana que vem. Sim, essas tecnologias já existem e muitas delas já estão à venda nas lojas. São alguns dos primeiros produtos de uma das mais promissoras das ciências: a nanotecnologia — ciência que lida com objetos em escala nanométrica (1 nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro). É o trabalho de cientistas que estão construindo coisas de baixo para cima, manipulando átomo por átomo até criar substâncias com características quase mágicas.(...) Alguns cientistas acham a tecnologia de hoje já ultrapassada. “Um palmtop tem muito mais memória que o primeiro computador do mundo que ocupava um prédio inteiro. Mesmo assim, cada um dos seus transistores precisa de um número absurdo de átomos apenas para dizer 0 ou 1”, afirma um químico da USP.(...) Mas, como toda novidade, a nanociência está assustando. Afinal, um material com características incríveis poderia também causar danos incalculáveis ao homem ou ao meio ambiente. No mês passado, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/404309 308) um grupo de ativistas americanos tirou a roupa para protestar contra calças nanotecnológicas que seriam superpoluentes. NARLOCH, Leandro. Revista Superinteressante, jul. 2005, p.54 (Adaptado). Assinale a opção em que, de acordo com a norma culta, o pronome oblíquo está adequadamente empregado. a) Hoje os vidros dos carros não limpam-se sozinhos. b) Os ativistas tinham lembrado-se com pesar de alguns desastres ecológicos. c) Os cientistas deveriam-seocupar em desenvolver produtos práticos e baratos. d) Em breve as pessoas esquecer-se-ão da época em que os computadores não existiam. e) Se passarão muitos anos até que a nova tecnologia entre em todos os lares brasileiros. www.tecconcursos.com.br/questoes/2694396 CESGRANRIO - AECI (CMB)/CMB/2005 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais Guarani, a língua proibida Até meados do século XVIII, falar português não era o suficiente para se comunicar no Brasil. Na Colônia, predominava ainda a chamada língua geral. Baseada originariamente no tupi, ela passou por modificações ao longo dos contatos entre índios e europeus, até tornar-se a linguagem característica da sociedade colonial. A língua geral era, portanto, falada não apenas pelos índios, mas também por amplas camadas da população. Em algumas regiões da Colônia, como em São Paulo e na Amazônia, ela era utilizada pela maioria dos habitantes, a ponto de exigir que as autoridades portuguesas enviadas a esses lugares se valessem de intérpretes para se comunicar. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2694396 309) Por tudo isso, na segunda metade do século XVIII, a Coroa portuguesa criou uma série de leis para transformar os índios em súditos iguais aos demais colonos. Com as mudanças, pretendia-se eliminar as diferenças culturais características dos grupos indígenas, fazendo deles pessoas “civilizadas”. (...) O principal mentor desta política foi Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido mais tarde como Marquês de Pombal. A Coroa pretendia impor o uso do idioma português entre as populações nativas da América porque Pombal entendia que as línguas indígenas reforçavam os costumes tribais, que ele pretendia extinguir. Na sua visão, o uso da língua portuguesa ajudaria a erradicar esses costumes, aumentando a sujeição das populações indígenas ao Rei e à Coroa. F. GARCIA, Elisa. Revista de História da Biblioteca Nacional, jul. 2005, p.73/74 (com adaptações). Assinale a opção em que o pronome pessoal NÃO está usado de acordo com a norma culta. a) Ele trouxe esse presente para mim. b) A salada de tomate é para eu comer. c) Pedi-lhe licença para sair da sala. d) Ele precisava da ajuda dos pais. e) Este programa é para mim fazer. www.tecconcursos.com.br/questoes/2666557 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2015 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Súplica Cearense https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2666557 Oh! Deus, perdoe este pobre coitado Que de joelhos rezou um bocado Pedindo pra chuva cair sem parar Oh! Deus, será que o Senhor se zangou E só por isso o sol arretirou Fazendo cair toda a chuva que há Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho Pedi pra chover, mas chover de mansinho Pra ver se nascia uma planta no chão Oh! Deus, se eu não rezei direito, o senhor me perdoe Eu acho que a culpa foi Desse pobre que nem sabe fazer oração Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água E ter-lhe pedido cheinho de mágoa Pro sol inclemente se arretirar Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno Desculpe eu pedir para acabar com o inferno Que sempre queimou o meu Ceará 310) MACEDO, W. A. (Gordurinha); NELINHO. Súplica cearense. Intérprete: Luiz Gonzaga. In: LUIZ GONZAGA. Eu e meu pai. São Paulo: RCA, p1979. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 3. No Texto I, o sertanejo demonstra muito respeito ao se dirigir a Deus. A palavra que ele usa para demonstrar esse profundo respeito é a) Coitado b) Pobre c) Inclemente d) Senhor e) Ceará www.tecconcursos.com.br/questoes/2672728 CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/2009 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Não nos falta informação e sim sabedoria Vivemos em um mundo repleto de informação, com o volume de dados dobrando a cada 18 meses, sedento por conhecimento e desesperado por sabedoria. A transição da informação para conhecimento acontece através da experiência. Esta é a diferença entre um profissional recém-formado e outro com 10 anos de trabalho, mas a experiência não traz sabedoria. Posso garantir que você conheceu muitos com um conhecimento vasto, mas sem sabedoria. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2672728 TÍTULO FORMA DETRATAMENTO ABREVIATURA (singular) Altas autoridades Vossa V.Exª A diferença entre quem tem conhecimento e quem tem sabedoria é que um sábio analisa o mundo não somente através do conhecimento técnico, mas também através de valores. Valores que levam em consideração um maior número de perspectivas e, por isso mesmo, inclui uma quantidade maior de pessoas. Segundo o psicólogo Robert Sternberg, a sabedoria é um conhecimento tácito, isto é, adquirido por prática, que permite ao indivíduo balancear duas áreas. A primeira é o equilíbrio das suas próprias necessidades com as dos outros, sendo capaz de incluir as necessidades de pessoas e coisas que possam ser afetadas a longo prazo, como instituições e o meio ambiente. A segunda área corresponde à capacidade do sábio de equilibrar três respostas às situações de vida: a adaptação (mudando a si mesmo para se ajustar ao mundo), a intervenção (mudando o ambiente a sua volta) e a seleção (escolhendo mudar para um novo ambiente). Portanto, para aumentar a nossa sabedoria, o conhecimento é necessário, mas não suficiente e, acima de tudo, temos de refletir a respeito dos nossos valores, e do impacto de nossas ações sobre o universo, como um todo. PORTO, Frederico. Disponível em: . Acesso em: 06 nov. 2008. No quadro abaixo, indique a forma de tratamento e sua respectiva abreviatura, no singular, que estão INCORRE TAMENTE relacionadas ao título. a) b) c) Excelência Reitores de Universidades Vossa Magnificência V. Magª Príncipes, duques Vossa Majestade V.Mª Cardeais Vossa Eminência V.Emª Sacerdotes Vossa Reverendíssima V.Revma 311) d) e) www.tecconcursos.com.br/questoes/1095758 CESGRANRIO - Inv Pol (PC RJ)/PC RJ/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Indique a opção em que se encontra a única correspondência correta quanto às abreviações. a) Vossa Excelência – V. Excia. b) Vossa Senhoria – V. S.a c) Sua Eminência – S. Emin. d) Ilustríssimo Senhor – Ilmo S. e) Digníssimo Senhor – Dig. Sr. www.tecconcursos.com.br/questoes/2694371 CESGRANRIO - Tec Mun (Manaus)/Pref Manaus/Administrativa/2004 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1095758 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2694371 312) Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento Texto I A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) revelou alterações significativas na mesa dos brasileiros. Os gastos com alimentos caíram quase dez pontos percentuais nas três décadas que separam o Estudo Nacional de Despesa Familiar (Endef, de 1974-1975) da POF 2002-2003. Parte da queda tem a ver com o aumento das despesas com habitação e transportes, parte está relacionada à redução no preço dos alimentos. Ao mesmo tempo, a POF verificou a diminuição no consumo de alimentos em casa — o acelerado processo de urbanização ampliou a oferta de comida fora dos lares. — Em 30 anos, o Brasil mudou muito: se urbanizou de forma acelerada. Houve maior participação da mulher no mercado de trabalho. Surgiram novos bens de consumo e serviços, como computadores e celulares. O gasto da família com alimentação diminuiu de forma expressiva — diz Eduardo Pereira Nunes, presidente do IBGE. A Pesquisa foi realizada em todo o território nacional. Ao todo, mil pesquisadores coletaram informações de 48.470 famílias e passaram nove dias, em cada domicílio, observando os hábitos de consumo dos brasileiros. O levantamento foi feito ao longo de vários meses para serem acompanhados os consumos típicos de diferentes períodos, como verão, inverno, férias, festas natalinas, Páscoa, etc. É a primeira vez, em quase 30 anos, que o IBGE faz pesquisa sobre orçamento em âmbito nacional. O último levantamento desse tipo foi o Estudo Nacional da Despesa Familiar (Endef, de 1974-1975) que, entretanto, não levantoudados sobre famílias da zona rural da Região Norte. Em 1987-1988 e 1995- 1996, foram realizadas POF, mas com dados apenas para as nove maiores regiões metropolitanas do país, a cidade de Goiânia e o Distrito Federal. 313) Para visitar áreas rurais que às vezes ficavam a mais de 400 quilômetros do perímetro urbano mais próximo, os pesquisadores do IBGE chegaram a alugar barcos e usaram até avião. Foram visitadas comunidades indígenas e habitações irregulares, como favelas e palafitas. O objetivo principal das pesquisas é medir o consumo das famílias e usá-lo como referência nos cálculos dos índices de inflação do IBGE. A partir de 2006, o instituto terá cálculo de inflação nacional e para cada estado da Federação. D'ERCOLE, Ronaldo, RODRIGUES, Luciana e OLIVEIRA, Flávia. O Globo, 20 maio 2004 (com adaptações) A emissora informa que __________________, o Presidente da República, falará às 20 horas. Marque a opção que completa corretamente a frase. a) Vossa Excelência. b) Sua Excelência. c) Vossa Senhoria. d) Sua Senhoria. e) Vossa Eminência. www.tecconcursos.com.br/questoes/2666562 CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2015 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Súplica Cearense Oh! Deus, perdoe este pobre coitado https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2666562 Que de joelhos rezou um bocado Pedindo pra chuva cair sem parar Oh! Deus, será que o Senhor se zangou E só por isso o sol arretirou Fazendo cair toda a chuva que há Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho Pedi pra chover, mas chover de mansinho Pra ver se nascia uma planta no chão Oh! Deus, se eu não rezei direito, o senhor me perdoe Eu acho que a culpa foi Desse pobre que nem sabe fazer oração Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água E ter-lhe pedido cheinho de mágoa Pro sol inclemente se arretirar Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno Desculpe eu pedir para acabar com o inferno Que sempre queimou o meu Ceará MACEDO, W. A. (Gordurinha); NELINHO. Súplica cearense. Intérprete: Luiz Gonzaga. In: LUIZ GONZAGA. 314) Eu e meu pai. São Paulo: RCA, p1979. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 3. No trecho do Texto I “Que sempre queimou o meu Ceará”, o pronome possessivo em negrito acrescenta a “Ceará” uma ideia de a) comparação b) intensidade c) tempo d) causa e) afeto www.tecconcursos.com.br/questoes/2677618 CESGRANRIO - Eng (PQS)/PQS/Equipamentos/Eletricidade/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Já devo ter contado aqui, ao longo de todos estes anos, que meu avô materno, o iracundo coronel Ubaldo (...) não punha as mãos em nada que fosse elétrico. Mas talvez não tenha contado e, de qualquer forma, há sempre alguém lendo esta coluna pela primeira vez, e espero que não pela última, de maneira que, somando- se o cada vez maior número de desmemoriados, pode ser que esteja oferecendo a alguns uma novidade. O coronel não era propriamente avesso ao progresso. Por exemplo, lembro quando as saias encurtaram e ele apoiou grandemente a nova usança. Sim, mas meu avô deve ter lido em algum livro do século XIX uns dois vaticínios alarmantes sobre os mecanismos elétricos, porque a verdade é que de fato nunca tocou em nada elétrico, nem no interruptor de uma lâmpada. Se precisava que acendessem a lâmpada, chamava alguém entre seus muitos https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2677618 agregadosA) para pôr a mão naquele instrumento que se comunicava com forças demoníacas. Nem mesmo quando inventaram a pilha e explicaram a ele que era uma eletricidadezinha fraca, que não dava choque, ele só saía à noite com o caminho iluminado por uma lanterna na mão de um acompanhante. Telefone, nas raríssimas vezes em que o utilizou, ele só pegava com um lenço e não encostava a orelha, ouvia a uma distância prudente. E, mesmo assim, virou surdo seletivo pouco tempo depois, o que lhe dava uma excelente desculpa para manter a longinquidade do telefone. Tampouco conheceu televisão. A gente ligava o aparelho na sala e ele imediatamente se retirava. Já fora da sala, num lugar de onde era impossível ver a televisão, ele ouvia pacientemente nossos argumentos. Era em preto e branco como nas fotos, mas as imagens se mexiam, falavam. “É como no cinema”, disse alguém de fora certa vez, desconhecendo a circunstância de que ele também jamais entrou num cinema. – Creio, creio – dizia ele – Podem deixar, que um dia desses eu venho ver. Nunca foi, é claro. Da mesma forma, não há fotos dele em “instantâneos”, como se dizia na minha infância, quando a maioria das máquinas exigia que os fotografados ficassem imóveis até a “chapa” ser batida. Já homem feito, eu tinha uma máquina então muito moderna e rápida, mas nunca consegui pegar um instantâneo dele. Mas por que estou falando tudo isto, que não tem nada a ver com o que se passa em torno? Aí é que vocês se enganam, tem, sim. Não haverá entre vocês quem não esteja começando a cansar de abrir uma geringonça antigamente inútil ou inconcebível, para perceber que ela já está obsoleta e, o que é pior, para usar a próxima, você vai ter que comprar e aprender um programa inteiramente novo? Não me refiro somente aos velhotes, ou mais para lá do que para cá, mas a gente aí de seus trinta, quarenta anos,B) que embarcou entusiasta na onda da internet, usa tudo quanto é tipo de aparelhinho imaginável, tem um celular que pega a BBC, passa a ferro e resolve problemas de cálculo infinitesimal, mas agora vê que não faz mais nada na vida a não ser mexer com essa bagulhada. O computador e seus 315) assemelhadosC) vieram para facilitar o trabalho – e realmente facilitam muito. Mas quantas pessoas trabalham bem mais no computador e para o computador do que no seu trabalho propriamente dito?D) Leio aqui numa revista americana que muita gente, inclusive jovens, já anda de saco cheio. Antigamente, para regular o som, o sujeito dispunha dos botões de volume, graves e agudos. Alguns metidos a besta tinham médio. Não complicava a vida de ninguém. Aí vieram os equalizadores, cheios de reguinhas e frequências para escolher, com o sujeito usando tabelas, medidores incompreensíveis e horas de seu tempo para achar a configuração certa, com a qual seu melhor amigo jamais concordaráE), levando ao desespero obsessivo que já acomete milhões e milhoas. Pelo menos deem um tempo, umas semaninhas, para a gente conviver brevemente com algo de que gosta, mas cuja extinção é decretada tiranicamente em prazos cada vez mais curtos. RIBEIRO, João Ubaldo O Globo – 11 maio 2008. (Adaptado) O trecho em que o pronome possessivo NÃO exprime uma relação de posse ou pertinência é a) “chamava alguém entre seus muitos agregados...” b) “... gente aí de seus trinta, quarenta anos,” c) “O computador e seus assemelhados...” d) “...do que seu trabalho propriamente dito?” e) “com a qual seu melhor amigo jamais concordará,” www.tecconcursos.com.br/questoes/1815024 CESGRANRIO - TAM (ANM)/ANM/Geologia e Mineração/2006 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos Na idade da pedra lascada https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1815024 Outro dia um leitor me dizia que me considerava muito moderna. Escrever em jornal tem dessas coisas, acabamos passando uma imagem que nem sempre corresponde ao que a gente é de fato. Naturalmente que não sou uma cabeça dura, fechada. E me considero até bem aberta para as novidades e as possibilidades que a vida coloca em nosso caminho. Mas para merecer o título de moderna, pra valer, eu já deveria ao menos ter-me rendido à tecnologia. E, neste quesito, eu sigo na idade da pedra lascada. Por exemplo, tenho a maior dificuldade em mandar mensagem pelo celular. (...) Outro dia recebi uma mensagem de uma amiga, fui tentar responder e perdi meu sábado inteiro. Computador? Estou em frente a um no momento. Além de escrever, sei abrir e-mails e responder a eles. Arquivos eu só abro de quem conheço e mesmo assim torcendo para que não seja algum famigerado power point. Entro no Google para algumaspesquisas. Confiro a previsão do tempo. Orkut? MSN? Passo ao largo. Não tenho tempo, nem vontade, nem curiosidade. Ainda sinto saudades das cartas enviadas pelo correio normal, escritas à mão. Tá bom, podiam ser datilografadas. Não sou tãããão antiga. Hoje, toda mulher descolada leva na bolsa um iPod. Acho chique à beça. Um dia vou descobrir o que é isto e ter um. Mas a prova irrefutável do meu atraso mental são as máquinas fotográficas digitais. Comprei uma bem bacana e nunca usei, está mofando numa gaveta. Fotografar é um ritual, exige dedicação, sensibilidade, afeto e ajuste de foco. Assim era, ao menos. Agora todo mundo sai clicando histericamente, em qualquer lugar, sem a menor reverência ao ato. Se a foto ficou ruim, apaga-se; se ficou boa, arquiva-se no micro. Brrrrrr. Gélido. Ah, temos em casa uma filmadora também. Dei de Natal, anos atrás, para o meu marido. Assim que ele a retirou da caixa, foi para a sacada testá-la. A primeira coisa que ele viu foi uma briga em frente ao nosso prédio. Foi sua primeira e última experiência como cinegrafista amador: acabou filmando um garoto recebendo uma garrafada na cabeça, o sangue jorrando, a polícia chegando, tudo num perfeito espírito natalino. No dia seguinte as crianças ainda brincaram um pouco com a câmera e depois, adeus! Foi pra gaveta dos objetos inúteis. Ela e a máquina fotográfica digital dividem a mesma cela. CD eu gosto. DVD também. Já existe algo mais revolucionário que isso? Não me informe, não me informe. Que decepção devo estar causando àquele leitor que me julgava uma mulher à frente do meu tempo. Logo eu que acho microondas uma invenção desprezível. Que só entro num helicóptero em caso de resgate. Que desconfio de carro hidramático. Que prefiro relógio com ponteiros. Não sinto orgulho algum por esta minha falta de encanto pelo high tech, mas culpa, tampouco. Sentir culpa é coisa de mulher careta – e em alguma coisa tinha que ser moderna. MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 30 out. 2005 (com adaptações) Marque a opção em que NÃO é possível substituir o pronome pessoal oblíquo destacado por um pronome possessivo. a) A tecnologia confunde-me a cabeça. b) Não pôde fotografar-lhe o rosto. 316) c) Alguns inventos alegram-nos a vida. d) A amiga respondeu-lhes pelo correio. e) Reconheceu-te a voz imediatamente. www.tecconcursos.com.br/questoes/2681284 CESGRANRIO - Adm (TERMOAÇU)/TERMOAÇU/2008 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos Os pescadores de camarão, nas noites de escuro, iluminavam a lagoa com suas tochas e candeeiros e na água mansa deitavam as redes, furavam a terra com varas, faziam rumor, e no silêncio e na paz da noite escura pareciam uma multidão de guerreiros. Às vezes conversavam, cantavam e o sacudir das redes na lagoa ecoava surdamente até longe. A noite inteira na pescaria monótona, sem os grandes rasgos do alto-mar, a luta com os peixes grandes e as ondas bravias. Ali era no manso. Quando a lagoa se encrespava e o vento cortava forte, deixavam o trabalho para a outra noite. Nos tempos de frio agüentavam quase despidos a crueldade do sudoeste. Mas ficavam até o clarear do dia, no duro, manobrando as redes, sofrendo horrores. Só queriam a lagoa quieta, sem água revolta. Os pescadores de largo curso olhavam para eles com certo desprezo. Aquilo era serviço de mulher. Aonde a coragem de se meter no mar alto, de se deixar cercar pelos tubarões, de lutar braço a braço com os peixes gigantes, os meros de dentes afiados, os cações de três braças e vencer, e sangrar os bichos, retalhar as carnes e trazer os troféus sangrentos, marcas de dentadas, cortes fundos dos combates. Pescar camarão de lamparina acesa, ficar ali horas como se estivessem em velório de defunto, bebendo cachaça no descanso, para matar o frio, dormir até em cima das canoas, tudo aquilo era mesmo para gente mofina, sem disposição ao perigo. E, no entanto, os pescadores de camarão sabiam que não era fácil assim o seu trabalho, que as dificuldades do seu ofício não eram tão maneiras. O vento da noite cortava-lhes o lombo, atravessava-lhes a carne até os ossos. O céu estrelado, a escuridão da noite, os terrores das histórias de almas penadas, as dores, tudo ficava com eles, no silêncio prolongado. Às vezes cantavam. Cantavam tristes, vozes conduzidas pelo pavor da escuridão, vozes que se elevavam de dentro dos seus corações, como se estivessem chamando gente em socorro. Não era um cantar de trabalho festivo, era https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2681284 mais um lamento. As barcaças que desciam para o porto passavam a horas mortas por eles, e, um grito de boa noite, um dito de camaradagem, era como se todo o mundo se aproximasse para aconchegá-los. Caras tristes, corpos marcados de fome e insônia, curtidos pela cachaça. De manhã, chegavam ao mercado do peixe para negociar a presa da noite. E conversavam, falavam ainda, discutiam os preços com o cesto carregado da mercadoria que lhes custara a noite inteira, o sono e o medo das horas de solidão. Viam-se cercados pelos fregueses. Vinham cozinheiras, homens de importância da terra, para conversar, regatear. Respondiam às perguntas, recusavam ofertas, não cediam no preço. Pareciam quietos, de noite bem dormida, mas a cara amarela, os lábios roxos, o olhar vivo, diriam do esforço, da resistência contra o frio e o sono. LINS DO REGO, José. Água-Mãe. Ficção Completa. Vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, S.A. 1976. Considere as afirmações a seguir sobre o emprego dos pronomes nas frases. I – “O vento da noite cortava-lhes o lombo,” – Pronome pessoal com sentido possessivo. II – “Os pescadores de largo curso olhavam para eles com certo desprezo.” – Pronome indefinido atenuando o sentido do substantivo desprezo. III – “era como se todo o mundo se aproximasse para aconchegá-los.” – Pronome indefinido todo equivalendo a qualquer. É(São) verdadeira(s), APENAS, a(s) afirmação(ões) a) I b) II c) III d) I e II e) II e III 317) www.tecconcursos.com.br/questoes/84728 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Advogado/2004 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos A tal da demanda social Está para voltar (...) o critério da "demanda social" para abertura de cursos superiores. Para um economista puro-sangue é uma contradição de palavras. Demanda tem a ver com gente querendo pagar. Social teria a ver com interesse coletivo. Juntando as duas coisas só pode ser apagão intelectual. Mas deixemos as querelas teóricas. A idéia de buscar "demanda social" para autorizar um curso é antiga (...). O critério é um sobrevivente anacrônico da época em que para cada novo graduado havia um emprego descrito por uma palavra com a mesma raiz. Para os médicos, haveria empregos de médico, para os advogados, de advogado, e por aí afora. Mas já no censo de 1991 bem mais da metade dos graduados do ensino superior tinha empregos distantes do que estava escrito no seu diploma. Hoje, é ainda maior a proporção dos "desprofissionalizados". A muitos, dá gosto pôr a culpa em fatores externos. Mas, se é assim também nos Estados Unidos e na Europa, é porque o número de diplomados do ensino superior tende a crescer bem mais rápido do que a economia. No fundo é simples. As profissões tradicionais crescem pouco. Em contraste, com as mudanças tecnológicas, é célere a expansão das "genéricas", em que é preciso cursar os quatro anos do ensino superior, mas não faz muita diferença o que nele se estuda. Envolvem comprar, vender, mandar, organizar, comunicar-se etc. As competências requeridas são ler, escrever, usar números, resolver problemas e trabalhar em grupo. Em suma, pensar analiticamente e aprender rápido o que quer que https://www.tecconcursos.com.br/questoes/84728 apareça pela frente. Diplomas como os de Medicina e Odontologia continuam levando às ocupações correspondentes. Mas em outras matérias, como Economia, nem sequer 10% dos graduados trabalham na função. Os filósofos têm apenas 5%. Saturação dos mercados? Longe disso, as estatísticas mostram que entre os diplomadosnessas áreas as taxas de desemprego são pelo menos a metade da média nacional e os níveis de rendimento pelo menos o dobro dos auferidos por quem não tem diploma. E, afora o choque inicial de descobrir que o emprego terá outro nome, se é que tem nome, não há evidências de que gere menos satisfação profissional. Diante disso, como poderemos dizer se há ou não demanda social? Se definirmos o termo pela existência de empregos com o nome do diploma, há varias décadas não há demanda social nem para 10% dos cursos superiores. Se admitirmos que pode sobrar gente sem um determinado emprego, qual a proporção mágica acima da qual não haverá demanda social? Por outro lado, e as outras ocupações que requerem diploma superior, mas não curso específico? São muitas centenas. Teríamos de criar um curso superior para cada uma? As conclusões são inevitáveis. Não há critério prático para dizer se há ou não demanda social - de resto nem para dizer o que é isto. CASTRO, Cláudio de Moura. A tal da demanda social. Revista Veja, 10 mar. 2004 (com adaptações) No título do artigo "A tal da demanda social", a classe de palavra de "tal" é: a) pronome. b) adjetivo. c) advérbio. d) substantivo. e) preposição. 318) www.tecconcursos.com.br/questoes/2646422 AVANÇASP - Ag Fis (Rio Claro)/Pref Rio Claro/2023 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos Cachorro também sonha? Saiba o que diz veterinária e como agir diante de possíveis pesadelos Patinhas agitadas, orelhas inquietas e movimentos com o focinho. Esses são alguns dos sinais que podem indicar que seu pet está passando por uma experiência muito comum entre os humanos: sonhos e até pesadelos durante o sono. Segundo a médica veterinária Amanda Pellizzer, não há comprovação científica sobre cães e gatos vivenciarem sonhos, mas as similaridades do padrão de sono animal com o dos humanos indica que sim, é possível que pets também deixem a imaginação "voar" enquanto descansam. E por que o sono de animais e humanos é parecido? De acordo com Pellizzer, tanto os mamíferos quanto os humanos apresentam as fases REM (mais profunda) e não REM (mais superficial) de sono. Na primeira, acontecem os movimentos dos olhos, músculos e patinhas, e os cães podem até latir ou uivar. Com o que os pets sonham? Possivelmente, com as experiências e aprendizados que tiveram durante o dia. Já os pesadelos podem ser baseados em traumas e medos que os animais apresentam. Se o cão tiver pesadelo, devo acordar? Não. A médica veterinária explica que, ao ser acordado abruptamente, o animal pode ficar nervoso e confuso, então o ideal é esperar o pesadelo passar. "Se começar a ficar muito tenso, você verá que o animal está angustiado durante esse suposto sonho ou pesadelo, o ideal seria chamar ele, não tocar, não acordar pegando nele. A gente não sabe a reação que ele vai ter, inclusive ele pode morder", afirma Pellizzer. Quanto tempo os pets dormem? Para os cães, o tempo de sono é de 12 a 14 horas por dia, enquanto os gatos dormem cerca de 12 a 16 horas. "O sono deles é mais fracionado, porque o ciclo do sono, as fases https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2646422 319) do sono, são menores", explica a médica veterinária. "Os cães têm hábitos diurnos, e os gatos têm hábitos noturnos, mas isso não significa que o gatinho não possa tirar um cochilo mais à noite e os cães não possam tirar um cochilo durante o dia". Quando devo me preocupar com o sono do meu pet? Tanto dormir menos quanto dormir demais podem ser sinais de problemas hormonais ou neurológicos, diz Pellizzer. Além disso, mudanças de rotina ou de local podem interferir no sono dos animais. "Tende a melhorar com o passar do tempo porque ele vai se acostumar com essa nova rotina, esse novo ambiente, esse novo pet ou filho que foi inserido na família", explica. Já a apneia, quando a respiração do pet para durante o sono, é um cenário mais grave e deve ser acompanhado de perto pelos tutores. A doença é comum em cães e gatos de focinho curto e, caso aconteça com muita frequência, a recomendação é que um médico veterinário seja consultado. Portal G1 Considere o excerto: “Quanto tempo os pets dormem?” Na sentença dada, a palavra “quanto” é um(a): a) conjunção. b) advérbio. c) pronome interrogativo. d) substantivo. e) pronome relativo. www.tecconcursos.com.br/questoes/373776 CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos Texto I “Quando eu for bem velhinho / https://www.tecconcursos.com.br/questoes/373776 Bem velhinho, que [precise] usar um bastão / Eu hei de ter um netinho, ah... / Pra me levar pela mão / No carnaval, eu não fico em casa / Eu não fico, eu vou brincar! / Nem que eu vá me sentar na calçada / Pra ver meu bloco passar...” Lupicínio Rodrigues — autor de elaboradas e densas canções de amor — surpreende escrevendo, em 1936, ano em que nasci, essa singela e comovente marchinha carnavalesca. Uma raridade que constrói e, ao mesmo tempo, define um carnaval. O carnaval como um ritual — como um encontro necessário, como as festas religiosas e algumas cerimônias cívicas — e não como uma brincadeira da qual se escolhe, livre e individualmente, participar. O carnaval faz parte do calendário religioso católico romano que, mesmo no Brasil republicano, burguês e pós-moderno, continua a ser observado. Hoje, ao lado da Semana Santa e da Semana da Pátria, ele talvez seja mais um feriado festivo do que uma ocasião que coage o nosso comportamento, obrigando à participação, como deixa claro a marchinha de Lupicínio. Ouvi a música pelo piano de mamãe quando era um menino: supunha-me o netinho que levava o avô pela mão até o seu bloco de carnaval. Hoje, sendo um avô feliz e orgulhoso de cinco lindas moças e três belos rapazes, tenho nada mais nada menos do que 16 mãos dispostas a, amorosamente, me conduzirem ao meu bloco que passa todo ano pela minha calçada. Leitor querido: se você tiver alguma recordação dessa música, ouça-a. Se você não souber manipular algum aparelho eletrônico, seu netinho o ajuda. E ouvindo a simplicidade dessa tocante canção, você vai ler esta crônica como eu a escrevo: com os olhos molhados dos antigos carnavais. DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado. O autor empregou os demonstrativos essa (“dessa música”; “dessa tocante canção”) e esta (“esta crônica”). Considerando-se as regras da norma-padrão, tais construções estão adequadas à norma 320) porque a) essa se refere ao destinatário, e esta se refere ao enunciador. b) essa tem vínculo com algo mencionado anteriormente no texto, e esta tem vínculo com o texto em si. c) essa tem valor memorialista depreciativo, e esta tem valor enunciativo jornalístico. d) essa tem vínculo com a memória do destinatário, e esta tem vínculo com a mídia de publicação da crônica. e) essa é um pronome com amplo espectro de referência, e esta é um pronome que só pode ser usado no presente. www.tecconcursos.com.br/questoes/372845 CESGRANRIO - Psico (UNIRIO)/UNIRIO/Clínica/2016 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos O suor e a lágrima Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos. Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante. O engraxate era gordo e estava com calor — o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/372845 Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva. Pegou aquele paninhoque dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante. Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano. E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados. Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias. Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima. CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil – 80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001. p. 319. Em “No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio.”, o pronome destacado a) torna ambíguo o termo referido. b) marca a temporalidade do enunciado. c) afasta o leitor da narração. d) descentraliza o foco narrativo. 321) e) introduz um caráter irônico ao texto. www.tecconcursos.com.br/questoes/315298 CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Administrativo/2009 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos Abreviados Nem faz tanto tempo assim, as pessoas diziam vosmecê. “Vosmecê concede a honra desta dança?” Com o tempo, fomos deixando a formalidade de lado e adotamos uma forma sincopada, o popular você. “Você quer ouvir uns discos lá em casa?” Parecia que as coisas ficariam por isso mesmo, mas o mundo, definitivamente, não se acomoda. Nesta onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras começaram a perder algumas vogais pelo caminho e se transformaram em abreviaturas esdrúxulas, e você virou vc. “Vc q tc cmg?” Nenhuma linguagem é estática, elas acompanham as exigências da época, ganham e perdem significados, mudam de função. Gírias, palavrões, nada se mantém os mesmos. Qual é o espanto? Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma. No máximo, ficamos levemente surpreendidos, que é como fiquei quando soube que um dos canais do Telecine iria abrir um horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma estratégia mercadológica para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda pegar? Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista toda escrita neste código, e depois quem sabe um livro, e de repente estará todo mundo ganhando tempo e escrevendo apenas com consoantes – adeus, vogais, fim de linha pra vocês. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/315298 O receio de todo cronista é ficar datado, mas, em contrapartida, dizem que é importante este nosso registro do cotidiano, para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa cabecinha jurássica. Posso imaginar, daqui a 50 anos, meus netos gargalhando diante deste meu texto: “ctd d w”. Coitada da vovó mesmo. Às vezes me sinto uma anciã, lamentando o quanto a vida está ficando miserável. Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde, o que já é um descalabro, mas da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos convivência, abreviamos o ócio, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso discernimento, vivendo resumidamente, com flashes do que outrora se chamou arte, com uma ideia indistinta do que outrora se chamou liberdade. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não conhecem ninguém. Modernidade ou penúria? As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós que são abertas e pronunciáveis. MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 20 mar. 2005. “para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa cabecinha...” A classe da palavra em destaque é a) pronome pessoal. b) pronome demonstrativo. c) artigo definido. d) interjeição. e) substantivo. 322) 323) www.tecconcursos.com.br/questoes/1757446 CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a norma-padrão é: a) As professoras de que falamos são ótimas. b) A folha em que deve ser feita a prova é essa. c) A argumentação onde é provado o crime foi dele. d) O aluno cujo pai chegou é Pedro. e) As meninas que querem cortar os cabelos são aquelas. www.tecconcursos.com.br/questoes/835723 CESGRANRIO - Prof Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Direito/2018 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em: a) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam. b) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres. c) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas. d) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1757446 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/835723 324) 325) e) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados. www.tecconcursos.com.br/questoes/667980 CESGRANRIO - ProV (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Júnior/2018 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que está em DESACORDO com os ditames da norma-padrão é: a) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe. b) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham. c) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei. d) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal. e) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea. www.tecconcursos.com.br/questoes/2321364 CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Segurança/2014 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Árvores de araque https://www.tecconcursos.com.br/questoes/667980 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2321364 — Você está vendo alguma coisa esquisita nessa paisagem? — perguntou o meu amigo Fred Meyer. Olhei em torno. Estávamos no jardim da residência da Embaixada do Brasil no Marrocos, onde ele vive — é o nosso embaixador no país —, cercados de tamareiras, palmeiras e outras árvores de diferentes tipos. Um casal de pavões se pavoneava pelo gramado, uma dezena de galinhas d’angola ciscava no chão, passarinhos iam e vinham. No terraço da casa ao lado, onde funciona a Embaixada da Rússia, havia um mar de parabólicas, que devem captar até os suspiros das autoridades locais. Lá longe, na distância, mais tamareiras e palmeiras espetadas contra um céu azul de doer. Tudo me parecia normal. — Olha aquela palmeira alta lá na frente. Olhei. Era alta mesmo, a maior de todas. Tinha um ninho de cegonhas no alto. — Não é palmeira. É uma torre de celular disfarçada. Fiquei besta. Depois de conhecer sua real identidade, não havia mais como confundi-la com as demais; mas enquanto eu não soube o que era, não me chamara a atenção. Passei os vinte dias seguintes me divertindo em buscar antenas disfarçadas na paisagem. Fiz dezenas de fotos delas, e postei no Facebook, onde causaram sensação. A maioria dos meus amigos nunca tinha visto isso; outros já conheciam de longa data, e mencionaram até espécimes plantados no Brasil. Alguns, como Luísa Cortesão, velha amiga portuguesa que acompanho desde os tempos do Fotolog, têm posição radicalmente formada a seu respeito: odeiam. Parece que Portugal está cheio de falsas coníferas. [...] A moda das antenas disfarçadas em palmeiras começou em 1996, quando a primeirada espécie foi plantada em Cape Town, na África do Sul; mas a invenção é, como não podia deixar de ser, Made in USA. Lá, uma empresa sediada em Tucson, Arizona, chamada Larson Camouflage, projetou e desenvolveu a primeiríssima antena metida a árvore do mundo, um pinheiro que foi ao ar em 1992. A Larson já tinha experiência, se não no conceito, pelo menos no ramo: começou criando paisagens artificiais e camuflagens para áreas e equipamentos de serviço. Hoje existem inúmeras empresas especializadas em disfarçar antenas de telecomunicações pelo mundo afora, e uma quantidade de disfarces diferentes. É um negócio próspero num mundo que quer, ao mesmo tempo, boa conexão e paisagem bonita, duas propostas mais ou menos incompatíveis. Os custos são elevados: um disfarce de palmeira para torre de telecomunicações pode sair por até US$ 150 mil, mas há fantasias para todos os bolsos, de silos e caixas d’água à la Velho Oeste a campanários, mastros, cruzes, cactos, esculturas. A Verizon se deu ao trabalho de construir uma casa cenográfica inteira numa zona residencial histórica em Arlington, Virgínia, para não ferir a paisagem com caixas de switches e cabos. A antena ficou plantada no quintal, pintada de verde na base e de azul no alto; mas no terreno em frente há um jardim sempre conservado no maior capricho e, volta e meia, entregadores desavisados deixam jornais e revistas na porta. A brincadeira custou cerca de US$ 1,5 milhão. A vizinhança, de início revoltada com a ideia de ter uma antena enfeiando a área, já se acostumou com a falsa residência, e até elogia a operadora pela boa manutenção do jardim. RONAI, C. O Globo, Economia, p. 33, 22 mar. 2014. Adaptado. Vocabulário: de araque - expressão idiomática que signifi ca “falso”. No trecho “casa ao lado, onde” a palavra onde pode ser substituída, sem alteração de sentido e mantendo- se a norma-padrão, por a) que b) cuja c) em que d) o qual e) no qual 326) 327) www.tecconcursos.com.br/questoes/352334 CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Químico de Petróleo/2012 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos A frase Compramos apostilas que nos serão úteis nos estudos está reescrita de acordo com a norma-padrão em: a) Compramos apostilas cujas nos serão úteis nos estudos. b) Compramos apostilas as cujas nos serão úteis nos estudos. c) Compramos apostilas a qual nos serão úteis nos estudos. d) Compramos apostilas as quais nos serão úteis nos estudos. e) Compramos apostilas às quais nos serão úteis nos estudos. www.tecconcursos.com.br/questoes/1361725 CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2011 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Texto II PALAVRA PEJORATIVA O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe “Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a https://www.tecconcursos.com.br/questoes/352334 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1361725 autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembrança a volta de um clichê: o termo “diferenciada”. A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre para melhor). – Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica, nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara (SP) e do Mackenzie. Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela configuração de sentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom, ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa. – Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda ela. [...] MURANO, Edgard. Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>. Acesso em: 05 jul. 2011. Adaptado. Considere o trecho do Texto II abaixo. 328) “[...] colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô na região, onde se concentra parte da elite paulistana.” O emprego do pronome relativo onde está correto. PORQUE Retoma o termo na região, que tem valor de lugar físico na oração antecedente. Analisando-se as afirmações acima, conclui-se que a) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. b) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. c) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. d) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. e) as duas afirmações são falsas. www.tecconcursos.com.br/questoes/199334 CESGRANRIO - Ana (FINEP)/FINEP/Administração de Materiais e Licitações/2011 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos RETRATOS DE UMA ÉPOCA Mostra exibe cartões-postais de um tempo que não volta mais https://www.tecconcursos.com.br/questoes/199334 Em tempos de redes sociais e da presença cada vez maior da internet no cotidiano, pouca gente se recorda de que nem sempre tudo foi assim tão rápido, instantâneo e impessoal. Se os adultos esquecem logo, crianças e adolescentes nem sabem como os avós de seus avós se comunicavam. Há 15 dias, uma educadora no Recife, Niedja Santos, indagou a um grupo de estudantes quais os meios de comunicação que eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais. Pois eles já foram tão importantes que eram usados para troca de mensagens de amor, de amizade, de votos de felicidades e de versos enamorados que hoje podem parecer cafonas, mas que, entre os séculos XIX e XX, sugeriam apenas o sentimento movido a sonho e romantismo. Para se ter uma ideia de sua importância, basta lembrar um pouco da história: nasceram na Áustria, na segunda metade do século XIX, como um novo meio de correspondência. E a invenção de um professor de Economia chamado Emannuel Hermann fez tanto sucesso que, em apenas um ano, foram vendidos mais de dez milhões de unidades só no Império Austro-Húngaro. Depois, espalharam-se pelo mundo e eram aguardados com ansiedade. – A moda dos cartões-postais, trazida da Europa, sobretudo da França, no início do século passado para o Recife de antigamente, tornou-se uma mania que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador Liedo Maranhão, que passou meio século colecionando- os e reuniu mais de 600, 253 dos quais estão na exposição “Postaes: A correspondência afetiva na Coleção Liedo Maranhão”, no Centro Cultural dos Correios, na capital pernambucana. O pesquisador, residente em Pernambuco, começou a se interessar pelo assunto vendo, ainda jovem, os postais que eram trocados na sua própria família. Depois, passou a comprá-los no Mercado São José, reduto da cultura popular do Recife, onde eram encontrados em caixas de sapato ou pendurados em cordões para chamar a atenção dos visitantes. Boa parte da coleção vem daí. [...] – Acho que seu impacto é justamente o de trazer para o mundo contemporâneo o glamour e o 329) romantismo de um meio de comunicação tão usual no passado – afirma o curador Gustavo Maia. – O que mais chama a atenção é o sentimento romântico como conceito, que pode ser percebido na delicadeza perdida de uma forma de comunicaçãoque hoje está em desuso – reforça Bartira Ferraz, outra curadora da mostra. [...] LINS, Letícia. Retratos de uma época. Revista O Globo, Rio de Janeiro, n. 353, p. 26-28, 1º maio 2011. Adaptado. Cada período abaixo é composto pela união de duas orações. Em qual deles essa união está de acordo com a norma-padrão? a) A exposição que o pesquisador se referiu foi prorrogada por mais um mês. b) Mora em Recife o pesquisador que os postais estão sendo expostos. c) Os estúdios em que eram elaborados os postais ficavam na Europa. d) Foi impressionante o sucesso cuja exposição de cartões-postais alcançou. e) O assunto que o pesquisador se interessou traz uma marca de romantismo. www.tecconcursos.com.br/questoes/1530164 CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2010 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Texto II Uma lição de vida Uma coisa que sempre me comoveu (e intrigou) é a alegria da rapaziada da coleta de lixo. Dia sim, dia não, o caminhão da SLU desce a minha rua e eles fazem aquela algazarra. Quase sempre estão https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1530164 brincando, tirando sarro uns com os outros, sorridentes e solícitos com os moradores. Mesmo na pressa de apanhar os sacos de lixo, encontram tempo para gritar “bom dia, patrão” ou para comentar a vitória do Galo, a derrota do Cruzeiro ou vice-versa. Dia desses levantei de bom humor, o que nem sempre acontece nas manhãs quentes de verão. No momento em que saía de casa, vi surgir no topo da rua o grande caminhão amarelo. E eis que de sua traseira saltou um negão todo suado, com um sorriso branco no meio da cara. A vizinha do lado estava lavando o passeio, desperdiçando água como já é de costume. O sujeito limpou o suor na manga da camisa e a cumprimentou. “Será que a senhora me deixa beber um pouco d’água?”, ele perguntou sem rodeios. “Essa água não é boa”, ela disse. “Espera um pouco que eu busco água filtrada.” “Que é isso, madame? Precisa não. Água da mangueira já está bom demais.” Ela estendeu o jato d’água e ele se deliciou. Depois de beber boas goladas, meteu a carapinha sob a água e se refrescou. O sol no céu azul estava de arrebentar mamona e o alto da rua oscilava sob o efeito do calor. O negão agradeceu a “caridade” da minha vizinha e seguiu correndo atrás do caminhão amarelo, dentro do qual atirava os sacos de lixo apanhados no passeio. Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o condomínio em frente sempre produz muitos sacos plásticos. Quando passei pelo negão e seu companheiro, ambos atiravam sacos no triturador do caminhão. Parei na sombra de uma quaresmeira para observar o trabalho deles enquanto esperava ônibus. O motorista saiu da boleia com um cigarro na boca e perguntou se eu tinha fósforo. Emprestei-lhe o isqueiro e, enquanto ele acendia o seu “mata rato”, comentei: “Sempre admirei a alegria com que vocês trabalham.” O motorista soprou a fumaça, devolveu-me o isqueiro e comentou: “E por que a gente devia de ser triste?” “Não sei... Um trabalho desses não deve ser mole.” “Claro que não”, ele retrucou. “Mas duro mesmo é a vida de quem revira o lixo à procura de comida. A gente pelo menos não chegamos lá.” Em seguida, ele entrou na boleia, os dois homens de amarelo terminaram a coleta e subiram na carroceria. O caminhão arrancou e eu fiquei pensativo, enquanto esperava o “busun”. SANTOS, Jorge Fernando dos. Disponível em <http://umacoisaeoutra.com.br/cultura/jorge.htm>. Acesso em 10 dez. 2009. Assinale a opção em que o termo em que tem a mesma função sintática do destacado em “No momento em que saía de casa,”. a) Na casa em que ela morava antigamente não faltava água. b) Existem determinadas histórias em que, às vezes, não acreditamos. c) Foi providencial a época em que conheci pessoas tão generosas. d) O argumento em que você se baseava foi rejeitado pelo diretor. e) O projeto de reciclagem em que tinham absoluta confiança foi indeferido. www.tecconcursos.com.br/questoes/2680268 CESGRANRIO - Eng (PQS)/PQS/Processamento Júnior/2009 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2680268 330) Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Texto Somos o resultado das nossas escolhas! Tenho o hábito de caminhar de uma a duas horas, três a quatro vezes por semana, junto à orla da cidade onde moro. Enquanto estou caminhando, geralmente estou com a cabeça fervilhando de ideias e pensamentos. Em muitas dessas reflexões, acabo percorrendo caminhos mentais que me levam a diferentes descobertas, [A] tanto no plano pessoal quanto no profissional. Gosto muito desse “duplo” exercício e do que ele me proporciona. A habilidade de pensar é constantemente praticada no nosso dia a dia, muito embora não a aproveitemos com qualidade e profundidade. Mas, em geral, estamos sempre pensando em “nosso universo”. Em uma determinada tarde, ao final do dia, decidi sair para uma das minhas “andanças”. Tomei o rumo e comecei a praticar o meu “bate papo mental”. Despertei em meus pensamentos o questionamento sobre qual o motivo, o que me fazia optar por aquela ação, porque eu saía sistematicamente para caminhar. Julguei, em um primeiro instante, através de uma análise superficial, que caminhava para praticar uma atividade física, mas, aprofundando as minhas inferências, cheguei a um ponto que tem feito [B] com que eu aja, me comporte e me relacione de um modo diferente e especial, as minhas escolhas. Entre várias propriedades e peculiaridades que diferem os seres humanos dos demais animais, [C] o poder da escolha tornou-se o objeto dos meus questionamentos, do meu monólogo. Todos os dias nós acordamos e somos servidos de um leque incalculável de opções. De simples escolhas que eventualmente passam despercebidas [D] a decisões que requerem análises mais complexas. [E] (...) 331) Sim, as escolhas dependem de mim. (...) É evidente que não temos o controle total sobre os resultados e consequências, simplesmente porque estes são variáveis, mas diversas coisas que fazem positivamente a diferença como sorrir, planejar, acreditar, agir, trabalhar são ações determinadas por nós e essas, por sua vez, geram seus respectivos resultados e consequências. NOBRE, Marcio Campos. Disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/4324/somos-o-resultado-de- nossas-escolhas.html . Acesso em: 6 jun. 2009. (Adaptado) Assinale a opção em que NÃO há correspondência semântica entre o pronome relativo e a palavra ou expressão a ele relacionada. a) “...que me levam a diferentes descobertas,” – reflexões b) “...que tem feito...” – um ponto c) “...que diferem os seres humanos dos demais animais,” – várias propriedades e peculiaridades. d) “...que eventualmente passam despercebidas...” – simples escolhas. e) “...que requerem análises mais complexas.” – decisões. www.tecconcursos.com.br/questoes/82108 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2009 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos O PESO DA PALAVRA E DO RELACIONAMENTO Quem diz que vai para o escritório para trabalhar e não para fazer amigos está enganado. Ou melhor, estabelecer uma rede de relacionamentos, ser flexível, se adaptar rapidamente a uma nova situação, saber se comunicar com a equipe ou colegas de trabalho, ter capacidade de negociação são características extras no atual mercado, que exige mais do que diploma. Não se trata de fazer amigos, https://www.tecconcursos.com.br/questoes/82108 mas de aprender o que se chama de linguagem corporativa. E este be-a-bá é feito de uma mistura de palavras claras, ditas no momento e para a pessoa certa, somado a uma dose de carisma. Não estou falando da política "mantenha um sorriso no rosto porque o cliente tem sempre razão", mas, sim, tentando mostrar que a facilidade em se expressar ou fazer relacionamentos tem peso tão importante quanto uma boa formação acadêmica. O que a intuição de muitos profissionais de recursos humanos já indicava foi comprovado num estudo finalizado no primeiro semestre deste ano pela ISMA- BR (International Stress ManagementAssociation no Brasil), associação internacional que estuda o estresse e suas formas de prevenção. De acordo com a pesquisa, feita entre 230 profissionais — gerentes de três grandes empresas nacionais —, a eficiência na comunicação interpessoal funciona como um colete salva-vidas, atenuando os efeitos negativos das pressões e demandas nos níveis físico, emocional e comportamental. Para chegar a esta conclusão foram analisados três fatores: as pressões e as demandas no trabalho, o nível de ansiedade (somática, comportamental e cognitiva) e o nível de tensão muscular e a satisfação profissional. Conclui-se, então, que o gerenciamento do estresse passa pelo desenvolvimento pessoal, além de programas efetivos de qualidade de vida no trabalho. Isso porque os custos do estresse não afetam apenas a saúde do trabalhador, mas, também, o bolso do empregador. Sabe-se que nos Estados Unidos o estresse profissional tem custo estimado em 300 bilhões de dólares ao ano e nos países membros da União Europeia este valor gira em torno de 265 bilhões de euros – números relativos ao absenteísmo, rotatividade, lesões no trabalho e seguro saúde. Por aqui, ainda não foi feito o cálculo desta conta, mas acredita-se que temos valores similares ao americano. Então, que tal começar a exercitar a linguagem? Faz bem para você e para aqueles com quem se relaciona. ROSSI, Ana Maria. Disponível em: <http://www.catho.com.br> Acesso em: out. 2009. (com adaptações) 332) Assinale a frase em que se verifica uma transgressão ao registro culto e formal da língua no que se refere ao emprego do pronome relativo. a) O resultado a que chegaram confirmou sua intuição. b) Os colegas de trabalho com quem não simpatizava foram excluídos do processo. c) Recebi o relatório de um gerente de cujo nome não me recordo. d) São várias as reivindicações por que estão lutando os trabalhadores. e) O funcionário o qual me referi não tem nenhuma dose de carisma. www.tecconcursos.com.br/questoes/2683111 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo C/2009 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Texto I E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS? Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista. Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimosA) diariamente. Sem carne, que é uma fonteB) rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que substituem a carneC). https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2683111 Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente. Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias. Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de 10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás da caça, que estava no quintal,D) nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra. Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades? [...] O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívorosE) por natureza, ou seja, nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista vegetariano George Guimarães. [...] AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações). Indique a opção na qual a palavra que, destacada na coluna da esquerda, NÃO substitui, no Texto I, a palavra que a antecede, transcrita na coluna da direita. a) “...que ingerimos...” energia b) “que é uma fonte...” carne c) “...que substituem a carne.” vegetais d) “que estava no quintal,” caça e) “...que somos onívoros...” fato 333) www.tecconcursos.com.br/questoes/2678747 CESGRANRIO - AJ (TJ RO)/TJ RO/Administrador/2008 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Bolsa-Floresta Quando os dados do desmatamento de maio saíram esta semana da gaveta da Casa Civil, onde ficaram trancados por vários dias, ficou-se sabendo que maio foi igual ao abril que passou: perdemos de floresta mais uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Ao ritmo de um Rio por mês, o Brasil vai pondo abaixo a maior floresta tropical. No Amazonas, visitei uma das iniciativas para tentar deter a destruição. O Estado do Amazonas é o que tem a floresta mais preservada. O número repetido por todos é que lá 98% da floresta estão preservados, 157 milhões de hectares, 1/3 da Amazônia brasileira. A Zona Franca garante que uma parte do mérito lhe cabe, porque criou alternativa de emprego e renda para a população do estado. Há quem acredite que a pressão acabará chegando ao Amazonas depois de desmatados os estados mais acessíveis. João Batista Tezza, diretor técnico-científico da Fundação Amazonas Sustentável, acha que é preciso trabalhar duro na prevenção do desmatamento. Esse é o projeto da Fundação que foi criada pelo governo, mas não é governamental, e que tem a função de implementar o Bolsa-Floresta, uma transferência de renda para pessoas que vivem perto das áreas de preservação estadual. A idéia é que elas sejam envolvidas no projeto de preservação e que recebam R$ 50 por mês, por família, como uma forma de compensação pelos serviços que prestam. [...] Tezza é economista e acha que a economia é que trará a solução: — A destruição ocorre porque existem incentivos econômicos; precisamos criar os incentivos da proteção. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2678747 [...] Nas áreas próximas às reservas estaduais, estão instaladas 4.000 famílias e, além de ganharem o Bolsa- Floresta, vão receber recursos para a organização da comunidade. — Trabalhamos com o conceito dos serviços ambientais prestados pela própria floresta em pé e as emissões evitadas pela proteção contra o desmatamento. Isso é um ativo negociado no mercado voluntário de redução das emissões — diz Tezza. Atualmente a equipe da Fundação está dedicada a um trabalho exaustivo: ir a cada uma das comunidades, viajando dias e dias pelos rios, para cadastrar todas as famílias. A Fundação trabalha mirando dois mapas. Um mostra o desmatamento atual, que é pequeno. Outro projeta o que acontecerá em 2050 se nada for feito. Mesmo no Amazonas, onde a floresta é mais preservada, os riscos são visíveis. Viajei por uma rodovia estadual que liga Manaus a Novo Airão. À beira da estrada, vi áreas recentemente desmatadas, onde a fumaça ainda sai de troncos queimados. [...] LEITÃO, Miriam. In: Jornal O Globo. 19 jul. 2008. (adaptado) Assinale a afirmativa em que a palavra “onde” está usada corretamente. a) Trabalhamos com o conceito de serviços onde o fator ambiental é preponderante. b) Durante a discussão dos técnicos foi levantado um novo argumento onde o diretor não gostou. c) Nas áreas próximasàs reservas, onde estão instaladas famílias, haverá grandes investimentos. d) Alguns estudos apontam o ano de 2050 como decisivo, onde ocorrerá uma grande devastação. e) As propostas onde se encontram as soluções mais econômicas para a melhoria do ambiente serão aprovadas. 334) www.tecconcursos.com.br/questoes/2676726 CESGRANRIO - ERPDACGN (ANP)/ANP/Direito/2008 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos O novo Brasil Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudançasA) tão profundas, decisivas e aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num espaço de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser uma colônia fechada e atrasada para se tornar um país independenteI. Por essa razão, o balanço que a maioria dos estudiosos fazB) de D. João VI tende a ser positivo, apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o historiador Oliveira Lima, ele foi “o verdadeiro fundador da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais: assegurou a integridade territorial e deu início à classe dirigente que se reponsabilizaria pela construção do novo país. “Com ele começou a descolonização efetiva”, afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em breve espaço de tempo as estruturas de uma nação propriamente dita.” Uma forma de avaliar a herança de D. João VI é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil se a corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro? Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte dos historiadores concorda que o país simplesmente não existiria na sua forma atual. Na hipótese mais provável, a Independência e a República teriam vindo mais cedo, mas a antiga colônia portuguesa se fragmentaria em um retalho de pequenos países autônomos, muito parecido com seus vizinhos da América espanhola, sem nenhuma outra afinidade além do idioma. É fácil imaginar as conseqüências dessa separação: • Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem de longe teria o poder e a influência que o país exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de um Brasil grande e integrado, o papel https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2676726 provavelmente caberia à Argentina, que seriaC), então, o maior país do continente. [...] • Na escola, quando abrissem seus livros de Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que a floresta amazônica é um santuário ecológico de um país distante, situado ao norte, na fronteira com a Colômbia, a Venezuela e o Peru. • As diferenças regionais se teriam acentuado. É possível que, a esta altura, as regiões mais ricas desse mosaico geográfico estivessem discutindo medidas de controle da imigração dos vizinhos mais pobresD), como fazem hoje os americanos em relação aos mexicanos. • Nordestinos seriam impedidos de migrar para São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias para as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará, os paulistas teriam de providenciar passaportes e, eventualmente, pedir vistos de entrada. [...] À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar a importância de D. João VI na construção da identidade dos brasileirosE) de hoje. [...] Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI veio criar e realmente fundou na América um império, pois merece bem assim ser classificado o ter dado foros de nacionalidade a uma imensa colônia amorfa”, escreveu Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria desfrutado por D. João ou pela metrópole portuguesa. “Ele próprio regressava menos rei do que chegou”, acrescentou Oliveira Lima. “Deixava contudo o Brasil maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao mudar o Brasil, D. João VI o perdeu para sempre. GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007. No quadro abaixo, foram reescritos trechos do texto, utilizando-se pronomes relativos. O pronome NÃO está usado de acordo com a norma culta da língua em Texto Reescritura a) “...período da história brasileira testemunhou mudanças...” período da história brasileira cujas mudanças... b) “o balanço que a maioria dos estudiosos faz...” o balanço onde a maioria dos estudiosos faz... c) “o papel provavelmente caberia à Argentina, que seria,” o papel provavelmente caberia à Argentina, à qual seria dada a condição... d) “...medidas de controle da imigração dos vizinhos mais pobres,” medidas que controlam a imigração dos vizinhos mais pobres 335) 336) e) “não se deve subestimar a importância de D. João VI na construção da identidade dos brasileiros...” a construção da identidade dos brasileiros em que não se deve subestimar a importância de D. João VI www.tecconcursos.com.br/questoes/2687547 CESGRANRIO - SEAD AM (SEAD AM)/SEAD AM/2005 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Indique a opção em que o uso do pronome relativo é INACEITÁVEL, segundo a norma culta. a) Todas as pessoas que, em Codajás, plantam açaí, obtêm sucesso. b) Os agricultores, cujos os produtos não são açaí, querem mudar. c) São bons os consultores, os quais deram assessoria à plantação de açaí. d) Não sei a que se refere quando cita o projeto de Codajás, no Amazonas. e) Foram feitos estudos sérios para a agricultura amazonense, a qual deu certo. www.tecconcursos.com.br/questoes/2663839 CESGRANRIO - Aux Adm (FENIG)/FENIG/2005 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Texto I https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2687547 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2663839 Moda & Guerra: Um retrato da França ocupada O livro Moda & Guerra, de Dominique Veillon, traz uma análise da vida cotidiana, especificamente dos hábitos de vestimenta na França durante a Segunda Guerra Mundial. Dominique Veillon traça um quadro original sobre os anos negros da ocupação alemã – que impôs à França pesadas leis de reserva de estoques e limitações drásticas de recursos para o fabrico de vestimentas e acessórios – e a criativa resistência cultural dos franceses, para quem “improvisar” passou a ser a palavra de ordem, conservando assim a fama de Paris como capital mundial da moda. A autora relata, por exemplo, como a descoberta de materiais alternativos e a redução das metragens habitualmente empregadas permitiram à alta-costura francesa manter-se inovadora, apesar de todos os estratagemas empregados pelos alemães a fim de transferir o centro da moda para Berlim. A edição brasileira inclui glossário de termos da moda, biografia de celebridades do mundo da alta- costura no século XX e descrição das revistas e periódicos citados. Moda & Guerra vem enriquecer o que já se conhecia sobre a economia e a ideologia na Europa nos difíceis tempos da ocupação. Como diz a autora, trata-se de buscar na moda aquilo que ela tem de revelador do ambiente político, econômico e cultural de sua época. Segundo o Jornal The New Yorker, Moda & Guerra constitui “leitura essencial para os interessados em moda e história cultural da França. Somente agora ficamos sabendo como a iniciativa das valentes mulheres francesas para se expressar através da vestimenta adaptou-se a uma realidade difícil, e como a indústria francesa escapou da extinção”. TELLES, André. Jornal do Brasil- Caderno Idéias, 17 jun. 2005 (com adaptações). O pronome relativo que inicia a frase colocada entre travessões (“que”) destacado no texto, faz referência a: a) Dominique Veillon. 337) b) hábitos de vestimenta. c) quadro original. d) ocupação alemã. e) anos negros. www.tecconcursos.com.br/questoes/84730 CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Advogado/2004 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos A tal da demanda social Está para voltar (...) o critério da "demanda social" para abertura de cursos superiores. Para um economista puro-sangue é uma contradição de palavras. Demanda tem a ver com gente querendo pagar.Social teria a ver com interesse coletivo. Juntando as duas coisas só pode ser apagão intelectual. Mas deixemos as querelas teóricas. A idéia de buscar "demanda social" para autorizar um curso é antiga (...). O critério é um sobrevivente anacrônico da época em que para cada novo graduado havia um emprego descrito por uma palavra com a mesma raiz. Para os médicos, haveria empregos de médico, para os advogados, de advogado, e por aí afora. Mas já no censo de 1991 bem mais da metade dos graduados do ensino superior tinha empregos distantes do que estava escrito no seu diploma. Hoje, é ainda maior a proporção dos "desprofissionalizados". A muitos, dá gosto pôr a culpa em fatores externos. Mas, se é assim também nos Estados Unidos e na Europa, é porque o número de diplomados do ensino superior tende a crescer https://www.tecconcursos.com.br/questoes/84730 bem mais rápido do que a economia. No fundo é simples. As profissões tradicionais crescem pouco. Em contraste, com as mudanças tecnológicas, é célere a expansão das "genéricas", em que é preciso cursar os quatro anos do ensino superior, mas não faz muita diferença o que nele se estuda. Envolvem comprar, vender, mandar, organizar, comunicar-se etc. As competências requeridas são ler, escrever, usar números, resolver problemas e trabalhar em grupo. Em suma, pensar analiticamente e aprender rápido o que quer que apareça pela frente. Diplomas como os de Medicina e Odontologia continuam levando às ocupações correspondentes. Mas em outras matérias, como Economia, nem sequer 10% dos graduados trabalham na função. Os filósofos têm apenas 5%. Saturação dos mercados? Longe disso, as estatísticas mostram que entre os diplomados nessas áreas as taxas de desemprego são pelo menos a metade da média nacional e os níveis de rendimento pelo menos o dobro dos auferidos por quem não tem diploma. E, afora o choque inicial de descobrir que o emprego terá outro nome, se é que tem nome, não há evidências de que gere menos satisfação profissional. Diante disso, como poderemos dizer se há ou não demanda social? Se definirmos o termo pela existência de empregos com o nome do diploma, há varias décadas não há demanda social nem para 10% dos cursos superiores. Se admitirmos que pode sobrar gente sem um determinado emprego, qual a proporção mágica acima da qual não haverá demanda social? Por outro lado, e as outras ocupações que requerem diploma superior, mas não curso específico? São muitas centenas. Teríamos de criar um curso superior para cada uma? As conclusões são inevitáveis. Não há critério prático para dizer se há ou não demanda social - de resto nem para dizer o que é isto. CASTRO, Cláudio de Moura. A tal da demanda social. Revista Veja, 10 mar. 2004 (com adaptações) 338) Indique a opção em que somente a palavra "cujo" preenche corretamente a lacuna, de acordo com a norma culta. a) O escritor _________ estilo eu não gosto vai lançar mais duas obras este ano. b) A empresa _________ o nome foi decidido em Assembleia vai ser inaugurada amanhã. c) A professora _________ livro foi reeditado trabalhou em uma universidade estrangeira. d) A universidade _________ vestibular meu filho se preparou fica no centro da cidade. e) O rapaz, o _________ pai encontrei, trabalha na minha empresa. www.tecconcursos.com.br/questoes/2685320 CESGRANRIO - Bibl Doc (CP II)/CP II/2004 Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos Texto 1 OS ARROIOS Os arroios são rios guris ... Vão pulando e cantando dentre as pedras. Fazem borbulhas d'água no caminho bonito! Dão vau aos burricos, às belas morenas, curiosos das pernas das belas morenas E às vezes vão tão devagar que conhecem o cheiro a a cor das flores que se debruçam sobre eles nos motos que atravessam e onde parece quererem sestear. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2685320 As vezes uma asa branca roça-os, súbita emoção como a nossa se recebêssemos o miraculoso encontrão de um Anjo .. Mas nem nós nem os rios sabemos nada disso, Os rios tresandam óleo e alcatrão e refletem, em vez de estrelas, os letreiros das firmas que transportam utilidades. Que pena me dão os arroios, os Inocentes arroios ... QUINTANA, Mario, Baú de Espantos " ... que se desbruçam .. ." " ... que atravessam .. ." "... que transportam ... " No processo coesivo textual, os elementos acima, destacados do Texto 1, referem-se. respectivamente, a: a) arroios - matos - rios. b) cheiro e cor- arroios firmas. c) flores - arroios - firmas. d) arroios • matos • rios e) flores - rios - letreiros. www.tecconcursos.com.br/questoes/2681874 CESGRANRIO - Op (CITEPE)/CITEPE/Têxtil/2012 https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2681874 339) Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes O termo em destaque foi substituído pela forma de pronome oblíquo, de acordo com a norma- padrão, em: a) Deram a notícia em primeira página. Deram-la em primeira página. b) Joguei as melhores fotos no computador. Joguei-las no computador. c) Merece o prêmio pelo seu trabalho. Merece-lo pelo seu trabalho. d) Vender o livro pela internet foi fácil. Vendê-lo pela internet foi fácil. e) Escolheram as crônicas mais interessantes. Escolheram-las. www.tecconcursos.com.br/questoes/2682394 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo B/2010 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2682394 340) Texto Fui ao Maracanã pela primeira vez no dia 21 de abril de 1990, para ver o show do Paul McCartney. Havia pouca gente, só 139 mil pessoas. Minhas lembranças da noite são impressionistas: é que já esqueci de quase tudo. Que músicas ele cantou? Como estava vestido? Quem se apresentou junto? O que ficou mesmo foi um conjunto de sensações: um Beatle ao vivo, a fenomenal energia da plateia emocionada, a ligação para os meus filhos que estavam em Brasília, segurando o telefone virado para o palco, para que eles também pudessem ouvir um pouquinho. Telefone esse um orelhão, bem entendido, porque os celulares, embora tivessem chegado ao Rio no ano anterior, ainda eram, essencialmente, aparelhos móveis que, por causa das antenas enormes e das baterias pesadas, só funcionavam em automóveis — quando funcionavam. A lembrança de maior impacto, no entanto, ficou sendo mesmo, para sempre, a entrada no Maracanã. O espaço reservado à imprensa ficava no gramado, e chegávamos lá através de um daqueles túneis por onde passavam os jogadores antes e depois das partidas. Eu estava com o Xexéo e, ainda na área dos vestiários, já se ouvia a gritaria das arquibancadas. Falem-me em “luz no fim do túnel” e, até hoje, a associação que me vem de imediato é a dos holofotes que iluminavam o gramado, lotado de gente, e o palco onde, em breve, se apresentaria o Paul. Nos poucos segundos em que se atravessava o túnel ouvindo o barulho cada vez mais alto até a saída naquele mundo de luz, não havia como não se pôr na pele de um jogador. Imaginei a adrenalina, a responsabilidade, o que deve ser a assustadora noção de saber que cada uma daquelas pessoas está de olho nos seus mínimos movimentos. Ainda hoje, tanto tempo depois, evocar essa lembrança me dá um frio automático na barriga. Na terça-feira retrasada, passados 18 anos, fui pela segunda vez ao Maracanã — agora, para conversar com o Cesar Osmar Santos da Silva, jardineiro que cuida para que os ninhos dos quero-queros não sejam massacrados durante os jogos. O dia estava lindo, o estádio, vazio, e, até a sua chegada, tive a glória de ser a única pessoa no gramado. Não sou de futebol, mas tenho, caramba, o sentimento da História. Olhei para o céu recortado pela moldura do estádio e para as cadeiras coloridas, passei a mão na grama (mais dura do que eu imaginava), percorri com o dedo um trecho dos traços brancos que marcam o campo. Finalmente, me postei debaixo de uma das balizas e, juro, fiquei arrepiada dos pés à cabeça. Já visitei praticamente todos os palácios e sítios históricos do país, mas em nenhum tive a mesma emoção, o mesmosentimento de estar vivendo um instante privilegiado. [...] Se, naquela hora, alguém cantasse o Hino Nacional, eu teria me desmanchado em lágrimas. Fui poupada do vexame pela chegada do Cesar Osmar, que me contou tudo a respeito dos seus quero-queridos. ... Pode ser que todos já saibam, mas aceito o risco de chover no molhado: Ir ao Maracanã, aberto à visitação diariamente, é um passeio lindo e muito especial, até porque os visitantes podem percorrer áreas que, em dias de jogo, ficam inacessíveis a mortais comuns, como a tribuna de honra ou os vestiários e a área de aquecimento dos atletas. Além disso, o passeio tem calçada da fama, painéis que relembram os grandes momentos do futebol e até um “túnel do tempo”, com o clamor da torcida, para não falar na indefectível lojinha de souvenirs. No fim da tarde, na entrada do gramado, quem gosta de pássaros pode ver os cinco quero-queros que moram lá. Durante a cobertura da Copa, na Alemanha, visitei vários estádios de futebol, mas, sinceramente, não achei nenhum tão bonito quanto o nosso Maracanã. Um dia ainda vou lá ver um jogo. RONAI, Cora. O Globo. 29.05.2008 (Adaptado) Observe as frases a seguir. I – Tenho IPOD e celular, este é mais importante para mim do que aquele. II – A gritaria das arquibancadas lhes perturbava o sono. III – O jardineiro veio até eu para cumprimentar-me. De acordo com a norma culta da língua, os pronomes estão corretamente empregados APENAS na(s) frase(s) a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. 341) www.tecconcursos.com.br/questoes/2681791 CESGRANRIO - Adm (PBIO)/PBIO/2010 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Será a felicidade necessária? Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta “Você é feliz?”, dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara. Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança. “É a felicidade necessária?” é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2681791 nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre “satisfação”, como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (...) constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17.000 dólares para 27.000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, “por que trabalhar tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB”? Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (...) informa que os nigerianos, com seus 1.400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia. (...) Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho. TOLEDO, Roberto Pompeu. In: Veja, 24 Mar. 2010. 342) A alternativa à direita substitui adequadamente a expressão destacada em a) convidar os governantes a afinar seu foco — convidar-lhes. b) aconselha ao governo americano programas — aconselha- o. c) facilitar o acesso a medicamentos — facilitar-lhes. d) proporcionar atividades esportivas para as crianças — proporcioná-las. e) cumprir todos os desejos e ambições — cumpri-los. www.tecconcursos.com.br/questoes/2684675 CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo G/2009 Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes Texto II Os medos dos profissionais De um lado, estão as empresas, que exigem que seus funcionários cumpram metas e prazos agressivos, sejam pró-ativos, criativos, ousados, trabalhem em equipe, entre uma série de funções. No outro lado, existe o próprio funcionário, que, por conta dessas exigências, vive se perguntando se ele está no caminho certo, se é um bom profissional, se age de acordo com os ideais da organização. E rodeando esses dois lados, está o medo, sentimento comum a todos os seres humanos. Saiba que o medo, na medida exata, pode ser benéfico. Mas, em exagero, pode atrapalhar, e muito, a sua carreira. O medo é fundamental para a sobrevivência das espécies, segundo os especialistas, pois, sem o medo, seria fácil encontrar um rato enfrentando um leão ou um motorista dirigindo sem nenhum cuidado ou atenção. No entanto, a importância e o peso que esse sentimento tem muda conforme a cultura do país. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2684675 “No Japão, por exemplo, perder o emprego é visto de forma dramática. Em casos extremos, muitos chegam a cometer o suicídio”, explica José Roberto Heloani, professor da Fundação Getúlio Vargas. No campo profissional, o impacto do medo nas pessoas foi mais fortemente percebido nas duas ou três últimas décadas. E isso não significa que nossos pais não tivessem medo de perder o emprego ou não temessem o insucesso. Com o desenvolvimento da economia, houve o crescimento do medo. Assim como a economia é muito dinâmica, as empresas passaram a exigir que seus funcionários