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SIMULADO1 - Bloco 8 - Nível Intermediário - Língua Portuguesa para Concurso Nacional Unificado - 2024

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Apenas uma opção apresenta expressões em que as palavras destacadas são adjetivos. Assinale-a.

a) Doenças evitáveis; enormes somas.
b) Pessoas morrem; poderia aumentar.
c) Muito baixa; frequentemente inconsistente.
d) Principal razão; relatório sugere.
e) Enquanto isso; esta iniciativa.

No trecho “Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser?” (parágrafo 6), a forma verbal destacada expressa a noção de
a) dever
b) certeza
c) hipótese
d) obrigação
e) necessidade

A frase cujo verbo sublinhado é considerado regular é:
a) Eu sempre digo que é difícil conviver em família.
b) Quero que descubra como convencer seus pais.
c) Sempre faremos o que é preciso pela saúde de nossas crianças e jovens.
d) Estou de acordo quando se trata da segurança de meus filhos.
e) Os pais sempre esperam que os jovens os comuniquem acerca de para onde vão.

No trecho “é um fator que impede a mobilidade urbana”, o verbo que expressa o sentido contrário ao da palavra destacada é
a) fechar
b) prender
c) facilitar
d) atrapalhar
e) interromper

A forma verbal em destaque está em DESACORDO com o que prevê a norma-padrão da língua em:
a) Se a literatura condissesse com a realidade, não seria literatura.
b) A imprensa medeia a dialética que se estabelece entre ficção e realidade.
c) Espera-se que as crianças adiram às propostas dos livros infanto-juvenis.
d) Quando estava na escola, sempre punha um livro na mochila para ler no trajeto.
e) Se requiséssemos novos livros, os alunos teriam uma biblioteca mais atualizada.

Se a palavra ontem fosse acrescentada ao trecho do Texto I “por você eu largo tudo”, como ficaria a frase, mantendo-se a norma-padrão?

a) “por você eu larguei tudo ontem.”
b) “por você eu largarei tudo ontem.”
c) “por você eu largo tudo ontem.”
d) “por você eu largue tudo ontem.”
e) “por você eu hei de largar tudo ontem.”

A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:

a) Quando as pessoas fazerem compras nas lojas locais, poderão usar o cartão de crédito comunitário.
b) Os consumidores preocupados com os gastos tinham trago pouco dinheiro para as suas compras.
c) Os financiamentos serão ampliados quando os bancos estarem com os juros baixos.
d) O ideal seria que os clientes dos bancos comunitários pudessem aumentar sua renda mensal.
e) Se os bancos darem mais crédito aos moradores, aumentará a construção de casas na comunidade.

O verbo em destaque está conjugado de acordo com a norma-padrão em:
a) Pegue o outro elevador, por favor.
b) É preciso que você esteje atento a situações de perigo.
c) Será muito bom se você propor um outro acesso aos passageiros.
d) Seje sempre bem-humorado com os passageiros.
e) Gostaríamos de que você vesse esse filme.

a) Pegue o outro elevador, por favor.
b) É preciso que você esteje atento a situações de perigo.
c) Será muito bom se você propor um outro acesso aos passageiros.
d) Seje sempre bem-humorado com os passageiros.
e) Gostaríamos de que você vesse esse filme.

Respeitando-se a norma-padrão, se a palavra ele fosse substituída por nós, no trecho do Texto II “Ele conta que as mudanças no clima do planeta geram secas”, o resultado seria:
a) Nós conta que as mudanças no clima do planeta geram secas.
b) Nós conteis que as mudanças no clima do planeta geram secas.
c) Nós contamos que as mudanças no clima do planeta geram secas.
d) Nós contas que as mudanças no clima do planeta geram secas.
e) Nós contam que as mudanças no clima do planeta geram secas.

a) Nós conta que as mudanças no clima do planeta geram secas.
b) Nós conteis que as mudanças no clima do planeta geram secas.
c) Nós contamos que as mudanças no clima do planeta geram secas.
d) Nós contas que as mudanças no clima do planeta geram secas.
e) Nós contam que as mudanças no clima do planeta geram secas.

Flexionado na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, o verbo fazer assume forma irregular: faço. O mesmo acontece com o seguinte verbo:

a) depender
b) dominar
c) medir
d) pensar
e) dever

O verbo perpassar no trecho “A memória coletiva perpassa pelas histórias orais” tem o sentido de

a) reconhecer
b) roçar de leve
c) fazer correr
d) passar ao longo de
e) decorrer

Considerem-se os tempos verbais empregados no trecho “não haveria uma hipótese passável para que soubessem meu nome”.
A oração em destaque pode ser reescrita, mantendo-se a conjugação verbal de acordo com a norma-padrão, assim:
a) para que intervissem nos negócios.
b) para que propossem um novo plano.
c) para que reouvessem a correspondência.
d) para que requisessem as fichas.
e) para que revessem os procedimentos.

Em “‘quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente aplicado’” (l . 37-38), o verbo poder está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo. De acordo com a norma-padrão, caso ele seja conjugado no futuro do presente, a forma fosse deverá ser alterada para
a) era
b) for
c) fora
d) será
e) seria

A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a) Se os governantes verem o prejuízo causado pelas variações do clima, talvez tomem medidas cautelares.
b) A construção de novas hidrelétricas dependia de que as verbas se mantessem inalteradas.
c) As variações do clima não afetariam o meio ambiente se a população interviesse nas políticas públicas.
d) Todos ansiam que os eventos climáticos extremos não cheguem a causar problemas ambientais.
e) Um grupo de pesquisadores entreveu a possibilidade de prejuízos na produção de energia por causa das alterações das chuvas na Amazônia.

Que forma verbal está empregada no mesmo tempo e modo que pudemos?
a) Forem
b) Cresceu
c) Será
d) Deixem
e) Indicam
a) Forem
b) Cresceu
c) Será
d) Deixem
e) Indicam

A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:
a) Nos últimos anos, grandes incentivos e financiamentos de órgãos não governamentais têm impresso um novo ritmo nas pesquisas climáticas.
b) O ideal para a vida em sociedade é que as pessoas só pudessem consumir aquilo que cabesse no seu orçamento.
c) Naquela viagem que fizemos nas férias, um acidente aconteceu, mal havíamos chego ao hotel.
d) Depois dos resultados sobre o consumismo exagerado, os pesquisadores talvez possam dedicar-se a outros estudos sobre o assunto.
e) Os consumidores mais preocupados com os gastos excessivos tinham trago nas suas compras apenas os produtos necessários.
a) Nos últimos anos, grandes incentivos e financiamentos de órgãos não governamentais têm impresso um novo ritmo nas pesquisas climáticas.
b) O ideal para a vida em sociedade é que as pessoas só pudessem consumir aquilo que cabesse no seu orçamento.
c) Naquela viagem que fizemos nas férias, um acidente aconteceu, mal havíamos chego ao hotel.
d) Depois dos resultados sobre o consumismo exagerado, os pesquisadores talvez possam dedicar-se a outros estudos sobre o assunto.
e) Os consumidores mais preocupados com os gastos excessivos tinham trago nas suas compras apenas os produtos necessários.

O verbo destacado em “Que me aconteceria se eu dissesse” é uma forma do verbo dizer. A forma verbal que apresenta o mesmo modo e tempo de dissesse e está acompanhada de seu infinitivo correspondente, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte:

a) mantesse – manter
b) revisse – revisar
c) intervisse – intervir
d) cabesse – caber
e) repusesse – repor

Na frase Esse time jogava no Maracanã, o verbo está no passado. Se o verbo estivesse no presente, a frase ficaria assim:

a) Esse time joga no Maracanã.
b) Esse time jogaria no Maracanã.
c) Esse time jogará no Maracanã.
d) Esse time jogou no Maracanã.
e) Esse time talvez jogasse no Maracanã.

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Questões resolvidas

Apenas uma opção apresenta expressões em que as palavras destacadas são adjetivos. Assinale-a.

a) Doenças evitáveis; enormes somas.
b) Pessoas morrem; poderia aumentar.
c) Muito baixa; frequentemente inconsistente.
d) Principal razão; relatório sugere.
e) Enquanto isso; esta iniciativa.

No trecho “Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser?” (parágrafo 6), a forma verbal destacada expressa a noção de
a) dever
b) certeza
c) hipótese
d) obrigação
e) necessidade

A frase cujo verbo sublinhado é considerado regular é:
a) Eu sempre digo que é difícil conviver em família.
b) Quero que descubra como convencer seus pais.
c) Sempre faremos o que é preciso pela saúde de nossas crianças e jovens.
d) Estou de acordo quando se trata da segurança de meus filhos.
e) Os pais sempre esperam que os jovens os comuniquem acerca de para onde vão.

No trecho “é um fator que impede a mobilidade urbana”, o verbo que expressa o sentido contrário ao da palavra destacada é
a) fechar
b) prender
c) facilitar
d) atrapalhar
e) interromper

A forma verbal em destaque está em DESACORDO com o que prevê a norma-padrão da língua em:
a) Se a literatura condissesse com a realidade, não seria literatura.
b) A imprensa medeia a dialética que se estabelece entre ficção e realidade.
c) Espera-se que as crianças adiram às propostas dos livros infanto-juvenis.
d) Quando estava na escola, sempre punha um livro na mochila para ler no trajeto.
e) Se requiséssemos novos livros, os alunos teriam uma biblioteca mais atualizada.

Se a palavra ontem fosse acrescentada ao trecho do Texto I “por você eu largo tudo”, como ficaria a frase, mantendo-se a norma-padrão?

a) “por você eu larguei tudo ontem.”
b) “por você eu largarei tudo ontem.”
c) “por você eu largo tudo ontem.”
d) “por você eu largue tudo ontem.”
e) “por você eu hei de largar tudo ontem.”

A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:

a) Quando as pessoas fazerem compras nas lojas locais, poderão usar o cartão de crédito comunitário.
b) Os consumidores preocupados com os gastos tinham trago pouco dinheiro para as suas compras.
c) Os financiamentos serão ampliados quando os bancos estarem com os juros baixos.
d) O ideal seria que os clientes dos bancos comunitários pudessem aumentar sua renda mensal.
e) Se os bancos darem mais crédito aos moradores, aumentará a construção de casas na comunidade.

O verbo em destaque está conjugado de acordo com a norma-padrão em:
a) Pegue o outro elevador, por favor.
b) É preciso que você esteje atento a situações de perigo.
c) Será muito bom se você propor um outro acesso aos passageiros.
d) Seje sempre bem-humorado com os passageiros.
e) Gostaríamos de que você vesse esse filme.

a) Pegue o outro elevador, por favor.
b) É preciso que você esteje atento a situações de perigo.
c) Será muito bom se você propor um outro acesso aos passageiros.
d) Seje sempre bem-humorado com os passageiros.
e) Gostaríamos de que você vesse esse filme.

Respeitando-se a norma-padrão, se a palavra ele fosse substituída por nós, no trecho do Texto II “Ele conta que as mudanças no clima do planeta geram secas”, o resultado seria:
a) Nós conta que as mudanças no clima do planeta geram secas.
b) Nós conteis que as mudanças no clima do planeta geram secas.
c) Nós contamos que as mudanças no clima do planeta geram secas.
d) Nós contas que as mudanças no clima do planeta geram secas.
e) Nós contam que as mudanças no clima do planeta geram secas.

a) Nós conta que as mudanças no clima do planeta geram secas.
b) Nós conteis que as mudanças no clima do planeta geram secas.
c) Nós contamos que as mudanças no clima do planeta geram secas.
d) Nós contas que as mudanças no clima do planeta geram secas.
e) Nós contam que as mudanças no clima do planeta geram secas.

Flexionado na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, o verbo fazer assume forma irregular: faço. O mesmo acontece com o seguinte verbo:

a) depender
b) dominar
c) medir
d) pensar
e) dever

O verbo perpassar no trecho “A memória coletiva perpassa pelas histórias orais” tem o sentido de

a) reconhecer
b) roçar de leve
c) fazer correr
d) passar ao longo de
e) decorrer

Considerem-se os tempos verbais empregados no trecho “não haveria uma hipótese passável para que soubessem meu nome”.
A oração em destaque pode ser reescrita, mantendo-se a conjugação verbal de acordo com a norma-padrão, assim:
a) para que intervissem nos negócios.
b) para que propossem um novo plano.
c) para que reouvessem a correspondência.
d) para que requisessem as fichas.
e) para que revessem os procedimentos.

Em “‘quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente aplicado’” (l . 37-38), o verbo poder está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo. De acordo com a norma-padrão, caso ele seja conjugado no futuro do presente, a forma fosse deverá ser alterada para
a) era
b) for
c) fora
d) será
e) seria

A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a) Se os governantes verem o prejuízo causado pelas variações do clima, talvez tomem medidas cautelares.
b) A construção de novas hidrelétricas dependia de que as verbas se mantessem inalteradas.
c) As variações do clima não afetariam o meio ambiente se a população interviesse nas políticas públicas.
d) Todos ansiam que os eventos climáticos extremos não cheguem a causar problemas ambientais.
e) Um grupo de pesquisadores entreveu a possibilidade de prejuízos na produção de energia por causa das alterações das chuvas na Amazônia.

Que forma verbal está empregada no mesmo tempo e modo que pudemos?
a) Forem
b) Cresceu
c) Será
d) Deixem
e) Indicam
a) Forem
b) Cresceu
c) Será
d) Deixem
e) Indicam

A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:
a) Nos últimos anos, grandes incentivos e financiamentos de órgãos não governamentais têm impresso um novo ritmo nas pesquisas climáticas.
b) O ideal para a vida em sociedade é que as pessoas só pudessem consumir aquilo que cabesse no seu orçamento.
c) Naquela viagem que fizemos nas férias, um acidente aconteceu, mal havíamos chego ao hotel.
d) Depois dos resultados sobre o consumismo exagerado, os pesquisadores talvez possam dedicar-se a outros estudos sobre o assunto.
e) Os consumidores mais preocupados com os gastos excessivos tinham trago nas suas compras apenas os produtos necessários.
a) Nos últimos anos, grandes incentivos e financiamentos de órgãos não governamentais têm impresso um novo ritmo nas pesquisas climáticas.
b) O ideal para a vida em sociedade é que as pessoas só pudessem consumir aquilo que cabesse no seu orçamento.
c) Naquela viagem que fizemos nas férias, um acidente aconteceu, mal havíamos chego ao hotel.
d) Depois dos resultados sobre o consumismo exagerado, os pesquisadores talvez possam dedicar-se a outros estudos sobre o assunto.
e) Os consumidores mais preocupados com os gastos excessivos tinham trago nas suas compras apenas os produtos necessários.

O verbo destacado em “Que me aconteceria se eu dissesse” é uma forma do verbo dizer. A forma verbal que apresenta o mesmo modo e tempo de dissesse e está acompanhada de seu infinitivo correspondente, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte:

a) mantesse – manter
b) revisse – revisar
c) intervisse – intervir
d) cabesse – caber
e) repusesse – repor

Na frase Esse time jogava no Maracanã, o verbo está no passado. Se o verbo estivesse no presente, a frase ficaria assim:

a) Esse time joga no Maracanã.
b) Esse time jogaria no Maracanã.
c) Esse time jogará no Maracanã.
d) Esse time jogou no Maracanã.
e) Esse time talvez jogasse no Maracanã.

Prévia do material em texto

201) 
Língua Portuguesa para Concurso Nacional Unificado - 2024
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3JGru
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
www.tecconcursos.com.br/questoes/1813170
CESGRANRIO - ERM (ANM)/ANM/Auditoria Externa/2006
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
A Amazônia é cheia de superlativos. Ocupa uma área de sete milhões de quilômetros quadrados –
40% do território nacional. Seu rio principal despeja 200 mil metros cúbicos por segundo de água doce
no mar, o equivalente a um quinto do total lançado por todos os cursos de água doce no planeta. Seria
estranho se o homem só tivesse ocupado a região com a esparsa população atual. Pois, do século XIX
até hoje, foram encontrados mais de 400 sítios arqueológicos – desses, 180 só na última década – com
datação de até nove mil anos.
 
Os povos da floresta do passado e do presente se confundem na Amazônia. Sob as 80 casas da
comunidade de Nossa Senhora das Graças, às margens do Rio Solimões, há um grande sítio
arqueológico. De acordo com um arqueólogo da Ufam e pesquisador do Projeto Piatam, quase todos os
povoados existentes atualmente na Amazônia estão assentados em solos habitados nos tempos pré-
colombianos.
 
Os caboclos, diz ele, começaram a compreender os vestígios do passado em suas terras depois de
projetos de arqueologia.
 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3JGru
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1813170
— Eles, às vezes, têm medo do que pode representar o passado. Não identificam restos de urnas e de
outras peças com seus próprios hábitos e, por isso, pensam que os objetos estão associados a rituais
macabros. Como a comunidade trabalha muito com a enxada na agricultura, encontra com freqüência
material arqueológico no solo.
 
O passado debaixo da terra é tão rico quanto a cultura da comunidade ali instalada atualmente. O
pescador Sebastião Mendonça, um dos moradores de Nossa Senhora das Graças, até viu vestígios de
outros povos quando trabalhava com enxada, mas está mais preocupado com os oito filhos, que dormem
na rede de sua casa.
 
[...] Dia desses, passou a receber, de um gerador, uma hora de energia elétrica, por dia. Comprou
televisão, diz o pescador, “para saber do mundo, mas as crianças gostam é da tal novela”. [...]
 
Um pesquisador da Ufam explica a estratégia de sobrevivência dessas populações:
 
— Todo ano,eles plantam na seca do rio e pescam na cheia. [...]
 
O pesquisador diz que o que define a qualidade de vida e o status do morador na comunidade é a
propriedade de um barco e a energia elétrica em casa. Sebastião tem duas embarcações e é dono de
uma das oito casas com uma hora de luz por dia na comunidade. Portanto, pode ser considerado uma
pessoa bem-sucedida.
 
O pescador conta que já lhe ofereceram na cidade grande — leia-se Manacapuru — o cartão de crédito
de um banco local:
 
— Recebi uns anúncios de viagem pelo cartão. Eu e minha esposa íamos dar uma volta por aí, mas
depois que eu vi furacão no noticiário (referindo-se ao fenômeno que atingiu Nova Orleans), prefiro ficar
por aqui mesmo. Esse rio eu já conheço.
202) 
 
BRANDÃO, Túlio. Revista O Globo. 11 dez. 2005. (com adaptações).
 
“A Amazônia é cheia de superlativos.” O termo superlativos se justifica pelo(a):
a) indisfarçável ufanismo do autor do texto.
b) fato de os dados sobre a região estarem superestimados.
c) uso dos adjetivos do 1o parágrafo, que estão no grau superlativo.
d) grandiosidade dos números relativos à região.
e) riqueza cultural das comunidades locais.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2663902
CESGRANRIO - Aux Adm (FENIG)/FENIG/2005
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Texto II
 
Pobreza causa um tsunami a cada 5 dias, diz ONU: Organização pede ação global contra
mortes decorrentes da miséria
 
Doenças evitáveis relacionadas à pobreza matam, a cada cinco dias, tantas pessoas quanto o desastre da
tsunami na Ásia. A cada ano, o total de mortes equivale a 68 tsunamis, de acordo com um relatório da
Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado para o lançamento de uma estratégia global de
combate à pobreza, sua prioridade em 2005.
 
A estratégia, estabelecida pelo Projeto Milênio da ONU, um grupo consultor independente chefiado pelo
economista Jeffrey Sachs, diz que as Metas de Desenvolvimento para o Milênio, adotadas pelos países
membros da ONU em 2000 com o objetivo de cortar pela metade a pobreza do mundo na próxima
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2663902
década, são “extremamente atingíveis” com uma assistência equivalente a 0,5% da renda dos países
ricos. Entretanto, sem ação urgente em 2005, muitos países que poderiam alcançar as metas “estarão
fadados ao fracasso”, disse o relatório.
 
Tal fracasso poderia aumentar o risco de conflitos, adverte o relatório. Alcançar os Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio não é só uma questão de direitos humanos e justiça, mas também “vital à
estabilidade e segurança nacional e internacional”, diz o texto.
 
Enquanto isso, as agências internacionais ainda estão avaliando o tamanho do golpe que o desastre da
tsunami de 26 de dezembro desferiu sobre os esforços de redução de pobreza na região. A devastação
infligida pelas ondas levou milhões de pessoas à pobreza mais profunda, destruiu empregos e modos de
vida, rompeu sistemas de educação em algumas áreas e causou danos ambientais que levarão anos para
serem recuperados, observaram funcionários da ONU.
 
Eles expressaram preocupação que as enormes somas que os governos prometeram para a assistência
das vítimas da tsunami asiática sejam retiradas dos fundos existentes para ajuda e afetem os programas
de redução de pobreza em outros países em desenvolvimento.
 
Entretanto, a ONU vem fazendo esforços para conseguir a simpatia e o apoio internacional às vítimas da
tsunami a longo prazo, contra agentes igualmente mortíferos, como a fome e a doença.
 
O relatório, chamado “Investindo no Desenvolvimento”, é o primeiro exercício de cálculo detalhado de
custos desse tipo. Ele diz que os remédios eficazes requerem um grande aumento nos fundos
arrecadados internamente pelos próprios países em desenvolvimento.
 
“Estamos em uma posição de acabar com a pobreza extrema em nossa geração”, disse Sachs na
divulgação do relatório. “Não apenas cortar a pobreza ao meio. Se quisermos eliminar a extrema
pobreza, podemos fazer isso até 2025.
203) 
 
Nick Cumming-Bruce. Tradução: Deborah Weinberg. International Herald Tribune, 18 jan.2005(adaptado).
 
Apenas uma opção apresenta expressões em que as palavras destacadas são adjetivos. Assinale-a.
a) Doenças evitáveis; enormes somas.
b) Pessoas morrem; poderia aumentar.
c) Muito baixa; freqüentemente inconsistente.
d) Principal razão; relatório sugere.
e) Enquanto isso; esta iniciativa.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2399403
CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Pix: é o fim do dinheiro em espécie?
 
O Pix muda a forma como realizamos transações financeiras. Representará realmente o fim do DOC e da
TED? O boleto bancário está ainda mais ameaçado de extinção? E o velho cheque vai resistir a esses
novos tempos?
 
Abrangente como é, o Pix pode reduzir ou acabar com a circulação das notas de real? Essa é uma
pergunta sem resposta fácil. O fato é que o avanço das transações financeiras eletrônicas, em detrimento
do uso do dinheiro em papel, pode ser benéfico para o Brasil, em vários sentidos. O Pix tem tudo para
ser o empurrãozinho que nos falta para chegarmos a esse cenário.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2399403
E por que o dinheiro em espécie resiste? Talvez você esteja entre aqueles que compram no
supermercado com cartão de crédito ou usam QR Code para pagar a farmácia. Mas a feira da semana e
os churros na esquina você paga com “dinheiro vivo”, certo? Um dos fatores que escoram a circulação de
papel-moeda no Brasil é a informalidade.
 
Atrelada a isso está a situação dos desbancarizados. A dificuldade que muita gente teve para receber o
auxílioemergencial, durante a pandemia, jogou luz sobre um problema notado há tempos: a enorme
quantidade de brasileiros que não têm acesso a serviços bancários. O pouco de dinheiro que entra no
orçamento dessas pessoas precisa ser gasto rapidamente para subsistência.
 
Não há base financeira suficiente para justificar movimentações bancárias. Também pesa para o time dos
“sem-banco” o baixo nível de educação ou a falta de familiaridade com a tecnologia.
 
O fator cultural também favorece a circulação do dinheiro em espécie. É provável que você conheça
alguém que, mesmo tendo boa renda, prefere pagar boletos ou receber pagamentos com cédulas
simplesmente por estar acostumado a elas. Para muita gente que faz parte dessa turma, dinheiro vivo é
dinheiro recebido ou pago na hora. Não é preciso esperar a TED cair ou o dia virar para o boleto ser
compensado. Isso pesa mais do que a conveniência de se livrar da fila da lotérica.
 
Embora o Brasil tenha um sistema bancário que suporta vários tipos de transações, o país estava ficando
para trás no que diz respeito a pagamentos instantâneos. O Pix veio para preencher essa lacuna.
 
A modalidade permite transações em qualquer horário e dia, incluindo finais de semana e feriados.
 
Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois implica
envio ou recebimento imediato: as transações via Pix são concluídas rapidamente.
 
É o fim do papel-moeda? Não é tão simples assim. O Pix não foi idealizado com o propósito exclusivo de
acabar com os meios de pagamento e transferência atuais, muito menos com o papelmoeda, mas para
fazer o sistema financeiro do Brasil evoluir e ficar mais competitivo.
 
Apesar disso, não é exagero esperar que, à medida que a população incorpore o sistema à sua rotina, o
uso de DOC, TED, boletos e cartões caia. Eventualmente, algum desses meios poderá ser descontinuado,
mas isso não acontecerá tão cedo — vide o exemplo do cheque, que não “morreu” com a chegada do
cartão.
 
No caso das cédulas, especialistas do mercado financeiro apontam para uma diminuição de circulação,
mas não para um futuro próximo em que o papel-moeda deixará de existir. Para que esse cenário se
torne realidade, é necessário, sobretudo, atacar a desbancarização. O medo ou a pouca familiaridade
com a tecnologia podem ser obstáculos, mas o Pix é tão interessante para o país que o próprio comércio
incentiva o público mais resistente a aderir a ele.
 
ALECRIM, E. Disponível em: https://tecnoblog.net/especiais/ pix-fim-dinheiro-especie-
brasil/. Publicado em novembro de 2020. Acesso em: 2 dez. 2022. Adaptado.
 
O verbo implicar assume diferentes sentidos, dependendo de sua regência.
 
No trecho “Essa característica, por si só, já é capaz de mudar a forma como lidamos com o dinheiro, pois
implica envio ou recebimento imediato”, o seu sentido é
a) acarretar
b) comprometer
c) hostilizar
d) importunar
e) requerer
204) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/1755985
CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Privacidade digital: quais são os limites
 
Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de brasileiros usuários de internet, representando cerca de
69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a
rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso pelo smartphone.
 
Nesse cenário, pensar em privacidade digital é (quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está
registrada para sempre: deixamos rastros que podem ser descobertos a qualquer momento.
 
Ainda assim, mesmo diante de tamanha exposição, essa é uma discussão que precisa ser feita. Ela é
importante, inclusive, para trazer mais clareza e consciência para os usuários. Vale lembrar, por exemplo,
que não são apenas as redes sociais que expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um endereço de e-
mail para ser rastreado por diferentes empresas e provedores.
 
A questão central não se resume somente à política de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim, ao
modo como cada sociedade vem paulatinamente estruturando a sua política de proteção de dados.
 
A segurança da informação já se transformou em uma área estratégica para qualquer tipo de empresa.
Independentemente da demanda de armazenamento de dados de clientes, as organizações têm um
universo de dados institucionais que precisam ser salvaguardados.
 
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Estamos diante de uma realidade já configurada: a coleta de informações da internet não para, e esse é
um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós, clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limite
da privacidade digital? O interesse maior é nosso! Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor,
se ele assim quiser? O conteúdo é realmente do usuário?
 
Se considerarmos a atmosfera das redes sociais, muito possivelmente não. Isso porque, embora muitas
pessoas não saibam, a maioria das redes sociais prevê que, a partir do momento em que um conteúdo é
postado, ele faz parte da rede e não é mais do usuário.
 
Daí a importância da conscientização. É preciso que tanto clientes como empresas busquem mais
informação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações, cabe o desafio de orientar seus clientes,
já que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são os limites da privacidade digital.
 
Vivemos em uma época em que todo mundo pode falar permanentemente o que quer. Nesse contexto, a
informação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se proteger. Precisamos de consciência, senso crítico,
responsabilidade e cuidado para levar a internet a um outro nível. É fato que ela não é segura, a
questão, então, é como usá-la de maneira mais inteligente e contribuir para fortalecer a privacidade
digital? Essa é uma causa comum a todos os usuários da rede.
 
Disponível em: <https://digitalks.com.br/artigos/privacidade-digital
-quais-sao-os-limites>. 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021.
Adaptado.
 
No trecho “Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser?” (parágrafo 6), a
forma verbal destacada expressa a noção de
a) dever
b) certeza
205) 
c) hipótese
d) obrigação
e) necessidade
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto II
 
O amor é valente
 
Mesmo que mil tipos
De ódio o mal invente,
O amor, mesmo sozinho,
Será sempre mais valente.
 
Valente, forte, profundo
Capaz de mudar o mundo
Acalmar qualquer dor
Vivemos nesse conflito.
Mas confio e acredito
Na valentia do amor.
 
BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834903
206) 
No trecho do Texto II “O amor, mesmo sozinho, / Será sempre mais valente”, o verbo destacado está no
tempo futuro.
 
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, se ele estivesse no tempo presente, como ficaria o
trecho?
a) “O amor, mesmo sozinho, / Seria sempre mais valente”
b) “O amor, mesmo sozinho, / É sempre mais valente”
c) “O amor, mesmo sozinho, / Foi sempre mais valente”
d) “O amor, mesmo sozinho, / Fosse sempre mais valente”
e) “O amor, mesmo sozinho, / Era sempre mais valente”
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/Operador de Gás I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Carta aos meus filhos adolescentes
 
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei
sempre de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
 
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio
grudará em nossos olhares.
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Mas não durará a vida inteira, posso garantir.Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me
o chato daqui por diante.
 
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos,
colecionei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei
nenhuma jura por um longo tempo.
 
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém
essencial e corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
 
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no
interior de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta
de repente. Às vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem
dentro do apartamento. Passarei essa vergonha.
 
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo
bem. As confissões não acontecerão espontaneamente.
 
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
 
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
 
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
 
207) 
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram
os meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer
informação que digo, vão checar no Google.
 
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração.
Espero vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
 
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018. Adaptado.
 
A frase em que o verbo em destaque está empregado em consonância com a norma-padrão é:
a) Não mido esforços para a educação de meus filhos.
b) Um dia, eles quererão ajuda com seus próprios bebês.
c) Aqueles pais poram muita esperança no futuro de seus filhos.
d) Os pais sempre proviram os recursos para a sobrevivência de sua família.
e) Ah, se os pais cabessem na vida dos filhos adolescentes assim como os namoros e os amigos!
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
 
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Carta aos meus filhos adolescentes
 
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei
sempre de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
 
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio
grudará em nossos olhares.
 
Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
 
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me
o chato daqui por diante.
 
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos,
colecionei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei
nenhuma jura por um longo tempo.
 
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém
essencial e corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
 
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no
interior de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta
de repente. Às vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem
dentro do apartamento. Passarei essa vergonha.
 
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo
bem. As confissões não acontecerão espontaneamente.
 
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
 
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
 
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
 
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram
os meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer
informação que digo, vão checar no Google.
 
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração.
Espero vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
 
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018. Adaptado.
 
A frase cujo verbo sublinhado é considerado regular é:
a) Eu sempre digo que é difícil conviver em família.
b) Quero que descubra como convencer seus pais.
c) Sempre faremos o que é preciso pela saúde de nossas crianças e jovens.
d) Estou de acordo quando se trata da segurança de meus filhos.
e) Os pais sempre esperam que os jovens os comuniquem acerca de para onde vão.
 
208) 
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CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
 
A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do planeta,
e até 2050 prevê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana.
 
No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso,
então, que questões de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.
 
No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com congestionamentos
insuportáveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do
país. Depreendemos daí que a dependência do automóvel como meio de transporte é um fator que
impede a mobilidade urbana.
 
É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados de
ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos
serviços esteja próxima às moradias e haja opções de transporte não motorizado para nos
locomovermos.
 
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em:
<http://www.mobilize.org.br/noticias/2419/mobilidade-acessibilidade- e-deficiencias-fisicas.html>. Acesso em: 9 jul.
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209) 
2018. Adaptado.
 
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida,
 
 
 
No trecho “é um fator que impede a mobilidade urbana” , o verbo que expressa o sentido contrário ao
da palavra destacada é
a) fechar
b) prender
c) facilitar
d) atrapalhar
e) interromper
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CESGRANRIO - Of (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Produção I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
 
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Texto I
 
Gente Humilde
 
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assimtodo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver sem me notar
 
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
 
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda, flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
 
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar.
 
SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.
Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de Discos, p1970. 1
disco sonoro. Lado 1, faixa 4.
 
210) 
A forma verbal em destaque está empregada de acordo com a norma-padrão em:
a) Coado há pouco, o café perfumava todo o subúrbio às quatro da tarde.
b) O trem tinha chego às onze horas e não sairia mais da estação.
c) Eu soube que ela havia trago flores singelas para enfeitar as varandas.
d) Eu tinha falo com Deus e pedido por minha gente.
e) Todas as tardes, nós temos abrido as cadeiras na calçada, para uma boa conversa entre vizinhos.
 
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CESGRANRIO - Of (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Produção I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto I
 
Gente Humilde
 
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver sem me notar
 
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Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
 
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda, flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
 
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar.
 
SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.
Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de Discos, p1970. 1
disco sonoro. Lado 1, faixa 4.
 
 
Considere o emprego do verbo destacado no seguinte trecho do Texto I: “Que vai em frente sem nem
ter com quem contar” .
 
O verbo destacado tem o mesmo sentido em:
a) O filho do barbeiro tem três anos e já sabe contar.
b) Meu filho só consegue dormir depois de eu lhe contar uma história.
211) 
c) Hoje em dia temos que contar com a sorte.
d) Esses anos contam como tempo de serviço?
e) Minha cidade natal já conta duzentos anos.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O ano da esperança
 
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um
atrás do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-
se o dinheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de que era uma doação.
A situação foi piorando. Os argumentos também. No início era para pagar a escola do filho. Depois
vieram as mães e avós doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que
não conheço pessoalmente. Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. Comecei
pagando a físio. Vieram sucessivas internações, remédios. A situação piorando, eu já estava
encomendando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o
caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até que o coloquei contra a
parede. Ou se consultava ou eu não ajudava mais.
 
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita de suplementos para ficar com o corpo atlético.
Nunca conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído na história. Só que esse rapaz havia
perdido o emprego após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas, ao perder salário,
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muita gente perde também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas buscam vagas nos
mercados em expansão. Se a indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.
 
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão
surgir. Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de velhos? Todos pedem que a gente tenha
uma nova consciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas pela internet, em
que muitos sites servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada história a meu respeito
que nem sei o que dizer. Já inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. Depois todo
mundo me pergunta por que isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo:
 
— Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet.
 
Duvidam. Acham que estou mentindo.
 
CARRASCO, W. O ano da esperança.
Época, 25 dez. 2017, p.97. Adaptado.
 
 
Considere o trecho “Depois vieram as mães e avós doentes.”
 
A frase em que se emprega uma flexão do verbo destacado, de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, é:
a) Não sei o que fazer depois que vinherem as mães e avós doentes.
b) Depois que as mães e avós doentes virem, faremos alguma coisa.
c) Depois que eu vim, as mães e avós doentes ficaram curadas.
212) 
d) Depois, as mães e avós doentes tiveram vindo até aqui.
e) Talvez seja melhor ir depois de vierem as mães e avós doentes.
 
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto I
 
Exagerado
 
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
 
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
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Adoro um amor inventado
 
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
 
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
Jogado aos teus pés
213) 
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
 
ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In:
CAZUZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.
 
 
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, se fosse substituído o pronome eu pelo pronome
nós, no trecho do Texto I “Eu sou mesmo exagerado”, como ficaria o verbo destacado?
a) “Nós é mesmo exagerados”.
b) “Nós somos mesmo exagerados”.
c) “Nós era mesmo exagerados”.
d) “Nós sereis mesmo exagerados”.
e) “Nós sois mesmo exagerados”.
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CESGRANRIO - ProV (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Júnior/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A forma verbal em destaque está em DESACORDO com o que prevê a norma-padrão da língua
em:
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214) 
a) Se a literatura condissesse com a realidade, não seria literatura.
b) A imprensa medeia adialética que se estabelece entre ficção e realidade.
c) Espera-se que as crianças adiram às propostas dos livros infanto-juvenis.
d) Quando estava na escola, sempre punha um livro na mochila para ler no trajeto.
e) Se requiséssemos novos livros, os alunos teriam uma biblioteca mais atualizada.
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto II
 
O amor é valente
 
Mesmo que mil tipos
De ódio o mal invente,
O amor, mesmo sozinho,
Será sempre mais valente.
 
Valente, forte, profundo
Capaz de mudar o mundo
Acalmar qualquer dor
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/834909
Vivemos nesse conflito.
Mas confio e acredito
Na valentia do amor.
 
BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.
 
 
No trecho do Texto II “Mas confio e acredito / Na valentia do amor ” , os verbos destacados
encontram-se no tempo presente.
 
De acordo com a norma-padrão, se esses verbos destacados estivessem no tempo futuro, como ficaria o
trecho?
a) “Mas confiarei e acreditarei / Na valentia do amor”
b) “Mas confiei e acreditei / Na valentia do amor”
c) “Mas tenho confiado e acreditado / Na valentia do amor”
d) “Mas confiara e acreditara / Na valentia do amor”
e) “Mas confiando e acreditando / Na valentia do amor”
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2018
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
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215) Texto I
 
Exagerado
 
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
 
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
 
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
 
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
 
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
 
ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In:
CAZUZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.
 
 
Se a palavra ontem fosse acrescentada ao trecho do Texto I “por você eu largo tudo”, como ficaria a
frase, mantendo-se a norma-padrão?
a) “por você eu larguei tudo ontem.”
216) 
b) “por você eu largarei tudo ontem.”
c) “por você eu largo tudo ontem.”
d) “por você eu largue tudo ontem.”
e) “por você eu hei de largar tudo ontem.”
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto III
Quando eu for bem velhinho — continuação 2
O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa que
dá sentido e razão ao tempo como uma majestade humana. Este imperador sem rivais que diz que passa
quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da análise pelo sábio das línguas e costumes euro- -europeus
Georges Dumézil, conta a história de um camponês que, sem querer, libertou o diabo de um caixote que
ele transportava para um padre na sua carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre fazendo
alguma coisa — começou a surrar o seu involuntário libertador, perguntando ansiosamente: “O que devo
fazer?” O camponês mandou que ele construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela ficou pronta. E
logo o diabo perguntou novamente: “O que devo fazer?” O camponês mandou que o diabo juntasse
todos os excrementos de cavalo do reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava cumprida.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/373795
Aterrorizado porque ia apanhar novamente, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o diabo
recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não conseguia
alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas não o tempo inteiro como ordenara o camponês. Não tendo
observado a tarefa, o diabo voltou para a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apanhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio das
Chagas num poema escrito nos mil seiscentos e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo...
Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?
217) 
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
No final do primeiro parágrafo do Texto III, o autor compara o tempo a um imperador sem rivais, pois é
o tempo “que diz que passa quando, de fato, quem passa somos nós”.
O presente do indicativo, empregado três vezes nessa passagem, produz o seguinte efeito de sentido:
a) atribui validade permanente a uma afirmação.
b) confere atualidade a uma ação ocorrida no passado.
c) retrata algo ocorrido no momento da fala do imperador.
d) indica um fato próximo, cuja realização é dada como certa.
e) infere à cena apresentada uma descrição do momento vivido.
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CESGRANRIO - Psico (UNIRIO)/UNIRIO/Clínica/2016
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O suor e a lágrima
 
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o
mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
 
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Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o
trono de um rei desolado de um reino desolante.
 
O engraxate era gordo e estava com calor — o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando
posso estou sempre de tênis.
 
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a
testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
que era abundante.
 
Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a
todo instante o usava para enxugar-se — caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
 
E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados.
 
Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado,
retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
 
Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos
assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meussapatos e tive
vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.
 
CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil – 80
autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001. p. 319.
 
218) 
Em “Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41.”, o uso do pretérito imperfeito do indicativo
busca
a) estabelecer uma relação de causa e efeito.
b) contextualizar o tempo da narrativa.
c) introduzir uma ambiência de suspense.
d) banalizar o calor que fazia no Rio.
e) projetar uma possibilidade.
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CESGRANRIO - TA (ANP)/ANP/2016
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Banhos de mar
 
Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz
quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda, Recife.
 
Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes de o sol nascer. Como
explicar o que eu sentia de presente prodigioso em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio
que nos levaria para Olinda ainda na escuridão?
 
De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu
acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Nós nos vestíamos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
 
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Saímos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o bonde. Até
que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta do banco, e
minha felicidade começava . Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive de novo. No bonde
mesmo o tempo começava a clarear, e uma luz trêmula de sol escondido nos banhava e banhava o
mundo.
 
Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé: “Olhe, um
porco de verdade!” gritei uma vez, e a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras da
minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe, um porco de verdade.”
 
Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me
serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me
agarrava, dentro de uma infância muito infeliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.
 
LISPECTOR, C. A Descoberta do Mundo. São Paulo: Rocco, 1999, p. 175. Adaptado.
 
O emprego dos verbos destacados no trecho “‘Eu me sentava bem na ponta do banco, e minha
felicidade começava.” mostra as lembranças da narradora sobre um fato que ocorreu com ela
repetidas vezes no passado.
 
Se, respeitando-se o contexto original, a frase mostrasse um fato que ocorreu com ela uma única vez no
passado, os verbos adequados seriam os que se destacam em:
a) Eu me sentaria bem na ponta do banco, e minha felicidade começaria.
b) Eu me sentei bem na ponta do banco, e minha felicidade começou.
c) Se eu me sentasse bem na ponta do banco, minha felicidade começaria.
219) 
d) Eu me sento bem na ponta do banco para que minha felicidade comece.
e) Eu ficava sentada bem na ponta do banco, e minha felicidade estava começando.
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CESGRANRIO - Seg Of (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Náutica/2016
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O velho olhando o mar
Meu carro para numa esquina da praia de Copacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de branco numa
cadeira de rodas olhando o mar a distância. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes cabeleiras
adolescentes e os bíceps de jovens surfistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar a distância. [...]
O carro continua parado, o sinal fechado e o estupendo calor da vida batia de frente sobre mim. Tudo em
torno era uma ávida solicitação dos sentidos. Por isso, paradoxalmente, fixei-me por um instante naquele
corpo que parecia ancorado do outro lado das coisas. E sem fazer qualquer esforço comecei a imaginá-
lo quando jovem. É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar
movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante.
A gente tem a leviandade de achar que os velhos nasceram velhos, que estão ali apenas para assistir ao
nosso crescimento. Me lembro que, menino, ao ver um velho parente relatar fatos de sua juventude,
tinha sempre a sensação de que ele estava inventando uma estória para me convencer de alguma coisa.
No entanto, aquele velho que vejo na esquina da praia de Copacabana deve ter sido jovem algum dia,
em alguma outra praia, nos braços de algum amor, bebendo e farreando irresponsavelmente e achando
que o estoque da vida era ilimitado.
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Teria ele algum desejo ao olhar as coxas das banhistas que passam? Olhando alguma delas teria se
posto a lembrar de outros corpos que conheceu? Os que por ele passam poderiam supor que ele fazia
maravilhas na cama ou nas pistas de dança? [...]
Ele está ali, eu no meu carro, e me dou conta de que um número crescente de amigos e conhecidos tem
me pronunciado a palavra “aposentadoria” ultimamente. Isso é uma síndrome grave. Em breve estarei
cercado de aposentados e forçosamente me aposentarão. Então, imagino, vou passear de short branco e
boné pelo calçadão da praia, fingindo ser um almirante aposentado, aproveitando o sol mais ameno das
9h30 até cair sentado numa cadeira e ficar olhando o mar. [...]
Meu carro, no entanto, continua parado no sinal da praia de Copacabana. O carro apenas, porque a
imaginação, entre o sinal vermelho e o verde, viajou intensamente. Vou ter de deixar ali o velho e sua
acompanhante olhando o mar por mim. Vou viver a vida por ele, me iludir de que no escritório
transformo o mundo com telefonemas, projetos e papéis. Um dia talvez esteja naquela cadeira olhando o
mar a distância, a vida distante.
Mas que ao olhar para dentro eu tenha muito que rever e contemplar. Nesse caso não me importarei que
o moço que estiver no seu carro parado no sinal imagine coisas sobre mim. Estarei olhando o mar, o mar
interior, e terei navegantes alegrias que nenhum passante compreenderá.
SANT’ANNA, A. R. Coleção melhores crônicas –
Affonso Romano de Sant’Anna. Seleção e prefácio: Letícia Malard. São Paulo: Global, 2003.
 
O verbo ver apresenta irregularidade na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, como se vê no 
texto: “vejo um velho”.
Um outro verbo que apresenta irregularidade nessas circunstâncias é:
220) 
a) viver
b) bater
c) imaginar
d) fazer
e) olhar
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Tempos Verbais
O velho olhando o mar
Meu carro para numa esquina da praia de Copacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de branco numa
cadeira de rodas olhando o mar a distância. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes cabeleiras
adolescentes e os bíceps de jovens surfistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar a distância. [...]
O carro continua parado, o sinal fechado e o estupendo calor da vida batia de frente sobre mim. Tudo em
torno era uma ávida solicitação dos sentidos. Por isso, paradoxalmente, fixei-me por um instante naquele
corpo que parecia ancorado do outro lado das coisas. E sem fazer qualquer esforço comecei a imaginá-
lo quando jovem. É um exercício estranho esse de começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar
movimento e desejo nos seus músculos, acelerando nele, de novo, a avareza de viver cada instante.
A gente tem a leviandade de achar que os velhos nasceram velhos, que estão ali apenas para assistir ao
nosso crescimento. Me lembro que, menino, ao ver um velho parente relatar fatos de sua juventude,
tinha sempre a sensação de que ele estava inventando uma estória para me convencer de alguma coisa.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/465845No entanto, aquele velho que vejo na esquina da praia de Copacabana deve ter sido jovem algum dia,
em alguma outra praia, nos braços de algum amor, bebendo e farreando irresponsavelmente e achando
que o estoque da vida era ilimitado.
Teria ele algum desejo ao olhar as coxas das banhistas que passam? Olhando alguma delas teria se
posto a lembrar de outros corpos que conheceu? Os que por ele passam poderiam supor que ele fazia
maravilhas na cama ou nas pistas de dança? [...]
Ele está ali, eu no meu carro, e me dou conta de que um número crescente de amigos e conhecidos tem
me pronunciado a palavra “aposentadoria” ultimamente. Isso é uma síndrome grave. Em breve estarei
cercado de aposentados e forçosamente me aposentarão. Então, imagino, vou passear de short branco e
boné pelo calçadão da praia, fingindo ser um almirante aposentado, aproveitando o sol mais ameno das
9h30 até cair sentado numa cadeira e ficar olhando o mar. [...]
Meu carro, no entanto, continua parado no sinal da praia de Copacabana. O carro apenas, porque a
imaginação, entre o sinal vermelho e o verde, viajou intensamente. Vou ter de deixar ali o velho e sua
acompanhante olhando o mar por mim. Vou viver a vida por ele, me iludir de que no escritório
transformo o mundo com telefonemas, projetos e papéis. Um dia talvez esteja naquela cadeira olhando o
mar a distância, a vida distante.
Mas que ao olhar para dentro eu tenha muito que rever e contemplar. Nesse caso não me importarei que
o moço que estiver no seu carro parado no sinal imagine coisas sobre mim. Estarei olhando o mar, o mar
interior, e terei navegantes alegrias que nenhum passante compreenderá.
SANT’ANNA, A. R. Coleção melhores crônicas –
Affonso Romano de Sant’Anna. Seleção e prefácio: Letícia Malard. São Paulo: Global, 2003.
 
221) 
O distanciamento do autor em relação à história narrada para destacar um ponto de vista seu sobre a
temática em foco é marcado pelo uso do verbo ser, no período “É um exercício estranho esse de
começar a remoçar um corpo na imaginação, injetar movimento e desejo nos seus músculos, acelerando
nele, de novo, a avareza de viver cada instante.”
Caso o enunciador queira conferir ao trecho um caráter de possibilidade, a reescritura adequada à
norma-padrão e ao contexto empregará o verbo ser da seguinte forma:
a) Fosse
b) Seria
c) Foi
d) Era
e) Fora
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CESGRANRIO - Ag PM (IBGE)/IBGE/2016
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Do fogo às lâmpadas de LED
 
Ao longo de nossa evolução, desenvolvemos uma forma muito eficiente de detectar a luz: nosso olho.
Esse órgão nos permite enxergar formas e cores de maneira ímpar. O que denominamos luz no cotidiano
é, de fato, uma onda eletromagnética que não é muito diferente, por exemplo, das ondas de rádio ou
micro-ondas, usadas em comunicação via celular, ou dos raios X, empregados em exames médicos.
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Para que pudesse enxergar seu caminho à noite, o homem buscou o desenvolvimento de fontes de
iluminação artificial. Os primeiros humanos recolhiam restos de queimadas naturais, mantendo as
chamas em fogueiras. Posteriormente, descobriu-se que o fogo poderia ser produzido ao se atritarem
pedras ou madeiras, dando o primeiro passo rumo à tecnologia de iluminação artificial.
 
A necessidade de transporte e manutenção do fogo levou ao desenvolvimento de dispositivos de
iluminação mais compactos e de maior durabilidade. Assim, há cerca de 50 mil anos, surgiram as
primeiras lâmpadas a óleo, feitas a partir de rochas e conchas, tendo, como pavio, fibras vegetais que
queimavam em óleo animal ou vegetal. Mais tarde, a eficiência desses dispositivos foi aumentada, com o
uso de óleo de tecidos gordurosos de animais marinhos, como baleias e focas.
 
As lâmpadas a óleo não eram adequadas para que áreas maiores (ruas, praças etc.) fossem iluminadas,
o que motivou o surgimento das lâmpadas a gás obtido por meio da destilação do carvão mineral. Esse
gás poderia ser transportado por tubulações ao local de consumo e inflamado para produzir luz.
 
O domínio da tecnologia de geração de energia elétrica e o entendimento de efeitos associados à
passagem de corrente elétrica em materiais viabilizaram o desenvolvimento de novas tecnologias de
iluminação: lâmpadas incandescentes, com filamentos de bambu carbonizado, que garantem
durabilidade de cerca de 1,2 mil horas à sua lâmpada; e as lâmpadas halógenas, com maior vida útil e
luz com maior intensidade e mais parecida com a luz solar.
 
AZEVEDO, E. R.; NUNES, L. A. O. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. n. 327, julho 2015,
p. 38-40. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2015/327/ do-fogo-as-lampadas-led>. Acesso
em: 4 ago. 2015. Adaptado.
 
A frase em que a palavra destacada está flexionada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
é:
222) 
a) Se você ver águas paradas, tome uma providência para evitar a proliferação do mosquito.
b) Para comunicar a seus acionistas o resultado financeiro semestral, o relatório abrangeu os
aspectos principais relacionados à produção da empresa.
c) Se os moradores obterem lâmpadas modernas para iluminar suas casas, farão economia de
eletricidade.
d) Quando o Congresso propor que as lâmpadas incandescentes não sejam mais vendidas no país,
a população terá de se acostumar ao novo padrão.
e) O governo interviu na fabricação de lâmpadas quando decidiu que novos modelos deveriam
tornar-se obrigatórios no nosso país.
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador
A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do
século XIX, com a Revolução Industrial.
Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um
processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a
sobrevivência e a reprodução do próprio processo.
Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus
operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições
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filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual
ele, como empresário, poderia resolver tal situação. Baker respondeu-lhe:
“Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os
seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas
trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar
que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele
competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele
dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus
operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser
responsabilizado”.
A resposta do empregador foi a de contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo, assim, em
1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho.
Na verdade, despontam, na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos
básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços:
- deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que se dispusessem a
defendê-lo;
- deveriam ser serviços centrados na figura do médico;
- a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente
médica;
- a responsabilidade pela ocorrência dos problemas de saúde ficavatransferida ao médico.
A implantação de serviços baseados nesse modelo rapidamente expandiu-se por outros países,
paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos, com a
transnacionalização da economia. A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer
como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública,
fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao
mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e
frequentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho.
MENDES, R; DIAS, E.C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista Saúde Pública, S.Paulo, 25: 341-9,
1991. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/ imagem/2977.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.
Adaptado.
 
No 4º parágrafo, insere-se no texto a voz do Dr. Robert Baker, médico que ensina ao empresário Robert
Dernham o que fazer com a saúde de seus trabalhadores.
Tal fala apresenta um tom de aconselhamento, o que se exemplifica por meio do uso de
a) verbos no modo imperativo
b) linguagem informal
c) coordenação sintática
d) pontuação exagerada
e) palavras repetidas
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2015
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223) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Cartilha orienta consumidor
Lançada pelo SindilojasRio e pelo CDL-Rio,
em parceria com o Procon-RJ, guia destaca os principais
pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC),
selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais
comuns recebidas pelas duas entidades
O Sindicato de Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (SindilojasRio) e o Clube de Diretores Lojistas do
Rio de Janeiro (CDL-Rio) lançaram ontem uma cartilha para orientar lojistas e consumidores sobre seus
direitos e deveres. Com o objetivo de dar mais transparência e melhorar as relações de consumo, a
cartilha tem apoio também da Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon)/
Procon-RJ.
Batizada de Boas Vendas, Boas Compras! – Guia prático de direitos e deveres para lojistas e
consumidores, a publicação destaca os principais pontos do Código de Defesa do Consumidor (CDC),
selecionados a partir das dúvidas e reclamações mais comuns recebidas, tanto pelo SindilojasRio e CDL-
Rio, como pelo Procon-RJ.
“A partir da conscientização de consumidores e lojistas sobre seus direitos e deveres, queremos
contribuir para o crescimento sustentável das empresas, tendo como base a ética, a qualidade dos
produtos e a boa prestação de serviços ao consumidor”, explicou o presidente do SindilojasRio e do CDL-
Rio, Aldo Gonçalves.
Gonçalves destacou que as duas entidades estão comprometidas em promover mudanças que propiciem
o avanço das relações de consumo, além do desenvolvimento do varejo carioca.
224) 
“O consumidor é o nosso foco. É importante informá-lo dos seus direitos”, disse o empresário,
ressaltando que conhecer bem o CDC é vital não só para os lojistas, mas também para seus
fornecedores.
Jornal do Commercio. Rio de Janeiro. 08 abr. 2014, A-9. Adaptado.
 
O emprego do verbo destacado no trecho “‘queremos contribuir para o crescimento sustentável das
empresas’” contribui para indicar uma pretensão do presidente do Sindicato dos Lojistas, que começa no
presente e se estende no futuro.
Se, respeitando-se o contexto original, a frase indicasse uma pretensão que começasse no passado e se
estendesse no tempo, o verbo adequado seria o que se destaca em:
a) quisemos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
b) quisermos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
c) quiséssemos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
d) quereremos contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
e) quisera poder contribuir para o crescimento sustentável das empresas.
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CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Donos do próprio dinheiro
 
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Quando pensamos em bancos, imaginamos grandes empresas com agências elegantes, equipadas com
caixas eletrônicos e funcionários engravatados, muita burocracia e mil procedimentos de segurança. Mas
dezenas de pequenas instituições financeiras estão mudando a relação que milhares de brasileiros têm
com o próprio dinheiro. São os bancos comunitários, que contam com moeda e sistema de crédito
próprios e desenvolvem as economias locais.
 
Todas as agências são geridas e fiscalizadas pela comunidade. Hoje já existem 104 dessas instituições no
país, e elas estão proliferando. De 2006 a 2012, o número de bancos comunitários aumentou dez vezes,
de nove para 98 agências. Diferentemente das agências convencionais, essas instituições não consultam
o nome do cliente no Serasa ou no Serviço de Proteção ao Crédito antes de abrir uma conta. Consultam
a comunidade.
 
Uma das condições para a criação de um banco comunitário, como o próprio nome já dá a entender, é o
envolvimento da comunidade. Isso porque o objetivo final não é o lucro, e sim o desenvolvimento da
economia do entorno. Para tanto é criada uma moeda própria, que circula apenas na comunidade. O
dinheiro para iniciar os bancos comunitários também vem do local, seja de rifas, seja de vaquinhas ou de
eventos de arrecadação de fundos.
 
Os moradores podem pegar dois tipos de empréstimo: um para produção, como reforma de uma loja ou
compra de estoque, em reais, e outro para consumo, compra de alimentos e outros produtos, na moeda
do banco.
 
Dessa forma, artigos como alimentos, roupas, sapatos e até serviços de beleza ou aulas são consumidos
na comunidade, nas lojas que aceitam a nova moeda, fazendo com que o dinheiro não deixe a região e
sirva para desenvolver a economia local.
 
VELOSO, L. Revista Planeta. n. 504, novembro 2014. Adaptado.
 
225) 
A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:
a) Quando as pessoas fazerem compras nas lojas locais, poderão usar o cartão de crédito
comunitário.
b) Os consumidores preocupados com os gastos tinham trago pouco dinheiro para as suas compras.
c) Os financiamentos serão ampliados quando os bancos estarem com os juros baixos.
d) O ideal seria que os clientes dos bancos comunitários pudessem aumentar sua renda mensal.
e) Se os bancos darem mais crédito aos moradores, aumentará a construção de casas na
comunidade.
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CESGRANRIO - Tec Ban (BASA)/BASA/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto II
Sobe e desce
Ascensorista é uma das profissões que desapareceram no mundo moderno. Era certamente a mais
tediosa das profissões, e não apenas porque o ascensorista estava condenado a passar o dia ouvindo
histórias pela metade, anedotas sem desenlace, brigas sem resolução, só nacos e vislumbres da vida dos
passageiros.
Pode-se imaginar que muitos ascensoristas tenham tentado combater o tédio, variando a sua própria
fala.
Dizendo “ascende”, em vez de “sobe”, por exemplo.
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Ou “Eleva-se”.
Ou “Para cima”.
— Para o alto.
— Escalando.
Quando perguntassem “Sobe ou desce?”, responderia “A primeira alternativa”. Ou diria “Descendente”,
“Ruma para baixo”. “Cai controladamente”.
E se justificaria dizendo:
— Gosto de improvisar.
Mas, como toda arte tende para o excesso, o ascensorista entediado chegaria fatalmente ao preciosismo.
Quando perguntassem “Sobe?”, responderia “É o que veremos...” Ou então, “Como a Virgem Maria”.
Ou recorreria a trocadilhos:
— Desce?
— Dei.
Nem todo mundo o compreenderia, mas alguns o instigariam.
Quando comentassem quedevia ser uma chatice trabalhar em elevador, ele não responderia “tem altos e
baixos”, como esperavam. Responderia, “cripticamente”, que era melhor do que trabalhar em escada.
Ou que não se importava, embora seu sonho fosse, um dia, comandar alguma coisa que também
andasse para os lados...
E quando ele perdesse o emprego porque substituíssem o elevador antigo por um moderno, daqueles
com música ambiental, diria:
— Era só me pedirem. Eu também canto!
Mas, enquanto não o despedissem, continuaria inovando.
— Sobe?
— A ideia é essa.
— Desce?
— Se ainda não revogaram a lei da gravidade, sim.
— Sobe?
— Faremos o possível.
— Desce?
— Pode acreditar.
226) 
VERISSIMO, L. F. Jornal O Globo, p. 15, 28 jun. 2015.
 
O verbo em destaque está conjugado de acordo com a norma-padrão em:
a) Pegue o outro elevador, por favor.
b) É preciso que você esteje atento a situações de perigo.
c) Será muito bom se você propor um outro acesso aos passageiros.
d) Seje sempre bem-humorado com os passageiros.
e) Gostaríamos de que você vesse esse filme.
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador
A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na Inglaterra, na primeira metade do
século XIX, com a Revolução Industrial.
Naquele momento, o consumo da força de trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um
processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma intervenção, sob pena de tornar inviável a
sobrevivência e a reprodução do próprio processo.
Quando Robert Dernham, proprietário de uma fábrica têxtil, preocupado com o fato de que seus
operários não dispunham de nenhum cuidado médico a não ser aquele propiciado por instituições
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filantrópicas, procurou o Dr. Robert Baker, seu médico, pedindo que indicasse qual a maneira pela qual
ele, como empresário, poderia resolver tal situação. Baker respondeu-lhe:
“Coloque no interior da sua fábrica o seu próprio médico, que servirá de intermediário entre você, os
seus trabalhadores e o público. Deixe-o visitar a fábrica, sala por sala, sempre que existam pessoas
trabalhando, de maneira que ele possa verificar o efeito do trabalho sobre as pessoas. E se ele verificar
que qualquer dos trabalhadores está sofrendo a influência de causas que possam ser prevenidas, a ele
competirá fazer tal prevenção. Dessa forma você poderá dizer: meu médico é a minha defesa, pois a ele
dei toda a minha autoridade no que diz respeito à proteção da saúde e das condições físicas dos meus
operários; se algum deles vier a sofrer qualquer alteração da saúde, o médico unicamente é que deve ser
responsabilizado”.
A resposta do empregador foi a de contratar Baker para trabalhar na sua fábrica, surgindo, assim, em
1830, o primeiro serviço de medicina do trabalho.
Na verdade, despontam, na resposta do fundador do primeiro serviço médico de empresa, os elementos
básicos da expectativa do capital quanto às finalidades de tais serviços:
- deveriam ser serviços dirigidos por pessoas de inteira confiança do empresário e que se dispusessem a
defendê-lo;
- deveriam ser serviços centrados na figura do médico;
- a prevenção dos danos à saúde resultantes dos riscos do trabalho deveria ser tarefa eminentemente
médica;
- a responsabilidade pela ocorrência dos problemas de saúde ficava transferida ao médico.
A implantação de serviços baseados nesse modelo rapidamente expandiu-se por outros países,
paralelamente ao processo de industrialização e, posteriormente, aos países periféricos, com a
transnacionalização da economia. A inexistência ou fragilidade dos sistemas de assistência à saúde, quer
como expressão do seguro social, quer diretamente providos pelo Estado, via serviços de saúde pública,
fez com que os serviços médicos de empresa passassem a exercer um papel vicariante, consolidando, ao
mesmo tempo, sua vocação enquanto instrumento de criar e manter a dependência do trabalhador (e
frequentemente também de seus familiares), ao lado do exercício direto do controle da força de trabalho.
MENDES, R; DIAS, E.C. Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista Saúde Pública, S.Paulo, 25: 341-9,
1991. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/ imagem/2977.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.
Adaptado.
 
O presente do indicativo, em “A medicina do trabalho, enquanto especialidade médica, surge na
Inglaterra, na primeira metade do século XIX, com a Revolução Industrial” ( l. 1), produz o seguinte
efeito de sentido:
a) aproxima o leitor do que é narrado.
b) põe em dúvida o contexto histórico referido.
c) confere um caráter de continuidade ao que é dito.
d) dissocia a origem da medicina do trabalho e o século XIX.
e) atribui à medicina do trabalho um valor anacrônico.
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2015
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
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227) Texto II
A água do planeta vai acabar?
 
Dizem que a água do planeta Terra está diminuindo. Ela vai acabar um dia? Existe previsão de quando
isso vai acontecer? O que está sendo feito para resolver a situação?
 
O engenheiro Léo Heller, da Universidade Federal de Minas Gerais, explicou que a quantidade de água no
planeta é a mesma nos últimos milênios e não deve mudar no futuro, ou seja, a água como um todo não
vai acabar. O problema, porém, é que a quantidade de água de boa qualidade e disponível para o
consumo humano – aquela que podemos usar para beber e cozinhar – está diminuindo.
 
Ele conta que as mudanças no clima do planeta geram secas, enchentes e outros eventos que causam
impactos nos rios e lagoas que abastecem as cidades. “Pouca coisa tem sido feita a respeito, mas é hora
de planejarmos situações de emergência e de criarmos condições para que as cidades estejam mais
preparadas para enfrentar a falta de água”, alerta Léo.
 
Se cada um fizer sua parte, o desperdício de água será cada vez menor. Pequenas atitudes como evitar
banhos muito demorados, fechar a torneira enquanto escovamos os dentes e até mesmo regar as
plantas ao amanhecer e ao entardecer já fazem uma grande diferença!
 
Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/a-agua- -do-planeta-vai-acabar>. Acesso em: 11 maio
2015.
 
Respeitando-se a norma-padrão, se a palavra ele fosse substituída por nós, no trecho do Texto II “Ele
conta que as mudanças no clima do planeta geram secas”, o resultado seria:
a) Nós conta que as mudanças no clima do planeta geram secas.
b) Nós conteis que as mudanças no clima do planeta geram secas.
c) Nós contamos que as mudanças no clima do planeta geram secas.
228) 
d) Nós contas que as mudanças no clima do planeta geram secas.
e) Nós contam que as mudanças no clima do planeta geram secas.
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A negação do meio ambiente
O século 20 conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos
ecossistemas e da biosfera. Até o final do século 19, quando nasceu meu avô, a vida na Terra, em
qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem
dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar
máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e
fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor.
Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela
eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final doséculo 19.
Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida
estável por equipamentos de ar-condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e
satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com
comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra.
Não se trata aqui de fazer uma negação dos benefícios do progresso científico, que claramente ajudou a
melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas, e também deixou à margem outros bilhões, mas de
fazer uma reflexão sobre o quanto de tecnologia é realmente necessário e o que se pode e o que não se
pode resolver a partir da engenharia. As distâncias foram encurtadas e hoje é possível ir a qualquer parte
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do mundo em questão de horas, e isso é fantástico. No entanto, nas cidades, as distâncias não se
medem mais em quilômetros, mas sim em horas de trânsito. E isso se mostra um entrave para a
qualidade de vida.
Há certo romantismo em pensar na vida em comunhão com a natureza, na qual as pessoas dedicam
algum tempo para o contato com plantas, animais e ambientes naturais. Eu pessoalmente gosto e faço
caminhadas regulares em praias e trilhas. Mas não é disso que se trata quando falo na ruptura entre a
engenharia humana e as dinâmicas naturais. Há uma crença que está se generalizando de que a ciência,
a engenharia e a tecnologia são capazes de resolver qualquer problema ambiental que surja. E esse é
um engano que pode ser, em muitos casos, crítico para a manutenção do atual modelo econômico e
cultural das economias centrais e, principalmente, dos países que agora consideramos “emergentes”.
 
Alguns exemplos de que choques entre a dinâmica natural e o engenho humano estão deixando fraturas
expostas. A região metropolitana de São Paulo está enfrentando uma das maiores crises de
abastecimento de água de sua história. As nascentes e áreas de preservação que deveriam proteger a
água da cidade foram desmatadas e ocupadas, no entanto a mídia e as autoridades em geral apontam a
necessidade de mais obras de infraestrutura para garantir o abastecimento, como se a produção de água
pelo ecossistema não tivesse nenhum papel a desempenhar.
No caso da energia também existe uma demanda incessante por mais eletricidade, mais combustíveis e
mais consumo. Isso exige o aumento incessante da exploração de recursos naturais e não renováveis.
Pouco ou nada se fala na elaboração de programas generalizados de eficiência energética, de modo a
economizar energia sem comprometer a qualidade de vida nas cidades.
Todos esses dilemas, porém, parecem alheios ao cotidiano das grandes cidades. A desconexão vai além
da simples percepção, nas cidades as pessoas se recusam a mudar comportamentos negligentes como o
descarte inadequado de resíduos ou desperdícios de água e energia. Há muito a mudar.
229) 
Pessoas, empresas, governos e organizações sociais são os principais atores de transformação,
mudanças desejáveis e possíveis, mas que precisam de uma reflexão de cada um sobre o papel do meio
ambiente na vida moderna.
DAL MARCONDES, (Adalberto Marcondes). A negação do meio ambiente. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br /sustentabilidade/ a-negacao-do-meio-ambiente-9277.html>. Acesso em: 02 jul. 2014.
Adaptado.
 
Flexionado na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, o verbo fazer assume forma irregular:
faço.
O mesmo acontece com o seguinte verbo:
a) depender
b) dominar
c) medir
d) pensar
e) dever
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CESGRANRIO - Rev Tex (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto III
 
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A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da comunicação
 
Contar histórias sempre foi uma tradição de todos os povos — dos mais primitivos aos mais sofisticados.
Com essas histórias evocam-se lembranças, exercita-se e revitaliza-se a memória de pessoas e,
principalmente, a coletiva. A diferença entre os povos primitivos e sofisticados não é a importância e o
prazer de contar e narrar histórias, mas o modo como essas são registradas. Grandes poetas épicos
como Horário, Virgílio, Camões, entre outros, tinham a função de coletar essas histórias e registrá-las
para preservar a memória e o período histórico de seu povo e sua nação.
 
O homem sempre contou histórias, antes mesmo de poder escrevê-las, porém o confronto entre a
cultura oral e a cultura escrita nunca deixou de existir, principalmente devido à visão preconceituosa da
sociedade “letrada”, tanto que à época da colonização toda a produção cultural dos povos ameríndios e,
posteriormente, a dos povos africanos foram desprezadas. Uma rápida análise da história da humanidade
deixa clara a importância do registro escrito na história dos povos e em suas relações. [...]
 
A memória coletiva perpassa pelas histórias orais, que também podem ser produzidas no campo do
poder, a partir de interesses pessoais e familiares. O filme de 2003, dirigido por Eliane Caffé, Narradores
de Javé, nos mostra isso. Na possibilidade de ser submerso o pequeno vilarejo de Javé pelas águas de
uma represa, os seus moradores se organizam para tentar salvá-lo. A salvação seria construir, já que não
tinham, um patrimônio histórico, que são as narrativas orais de cada morador a respeito das origens
históricas do vilarejo. [...]
 
GARCEZ, F. F. A escrita e a oralidade em tempos de novas tecnologias da
comunicação. Língua Portuguesa, n. 45. São Paulo: Escala. Adaptado.
 
O verbo perpassar no trecho “A memória coletiva perpassa pelas histórias orais” tem o sentido de
a) reconhecer
b) roçar de leve
230) 
c) fazer correr
d) passar ao longo de
e) decorrer
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CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto I
 
Febre de liquidação
 
Passo em frente da vitrine. Observo um paletó quadriculado, uma calça preta e duas camisas polo,
devidamente acompanhados de um cartaz discreto anunciando a “remarcação”. Fujo apressadamente
pelos labirintos do shopping. Tarde demais, fui fisgado. Mal atinjo as escadas rolantes, inicio o caminho
de volta. O coração badala como um sino. A respiração ofegante. São os primeiros sintomas da febre por
liquidação, que me ataca cada vez que vejo uma vitrine com promessas sedutoras.
 
Atravesso as portas da loja, farejo em torno, com o mesmo entusiasmo de um leão vendo criancinhas em
um safári. No primeiro momento, tenho a impressão de que entrei numa estação de metrô. A febre já
atingiu a multidão. Os vendedores, cercados, parecem astros da Globo envoltos pelos fãs. Dou duas
cotoveladas em um dos rapazes com ar de executivos e peço o tal paletó. O funcionário explica que só
tem determinado número. Minto:
 
— Acho que é o meu.
 
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Ele me observa, incrédulo. É dois algarismos menor, mas quem sabe? Acho que emagreci 100 gramas na
última semana. Experimento. Não fecha.
 
Respiro fundo e abotoo. Assim devem ter se sentido as mulheres com espartilho. Gemo, quase sem voz:
 
— Está um pouquinho apertado.
 
— É o maior que temos — diz, cruel.
 
Decido. Vou levar, apesar da barriga encolhida.
 
O vendedor arregala os olhos. Explico:
 
— Estou fazendo regime. No ano que vem vai caber direitinho.
 
De qualquer maneira, só poderia usá-lo no próximo inverno. É de lã pesada, e está fazendo o maior calor.
Só de experimentar fiquei suando. [...]
 
Concordo que fui precipitado em comprar uma roupa para quando estiver magro, só para aproveitar o
preço. Meu regime dura oito anos, sem resultados visíveis.
 
Desabafo com uma amiga naturalista, que vive apregoando um modo de vida mais simples, sem muitas
posses. Ela me aconselha: Não compre mais nada. Resista. Aprendi muito quando passei a viver apenas
com o necessário.Revela, com ar culpado:
 
— Sabe, na minha fase consumista, juntei roupa para 150 anos.
 
Sorrio, solidário. Ela pergunta, por mera curiosidade, os preços da loja. Também pede o endereço.
231) 
 
Mais tarde a descubro no shopping, mergulhada na arara das blusas de lã. Febre de liquidação é pior que
gripe, dá até recaída. Com um detalhe: a gente gasta, gasta, e ainda acha que levou vantagem.
 
CARRASCO, W. O golpe do aniversariante e outras crônicas.
In: Para Gostar de Ler. São Paulo: Ática, 2005. v.20, p. 60-63.
 
O recurso da repetição da forma verbal gasta, na frase final do Texto I (“Com um detalhe: a gente gasta,
gasta, e ainda acha que levou vantagem”), mostra o(a)
a) apoio à ideia de comprar roupas remarcadas.
b) grande arrependimento do comprador no final das compras.
c) autor ratificando a importância de aproveitarmos as liquidações.
d) reflexão sobre as recaídas da febre de liquidação.
e) intensidade e o exagero em gastar tanto dinheiro em liquidações.
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CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto II
 
Ao shopping center
 
Pelos teus círculos
Vagamos sem rumo
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Nós almas penadas
Do mundo do consumo.
De elevador ao céu
Pela escada ao inferno:
Os extremos se tocam
No castigo eterno.
Cada loja é um novo
Prego em nossa cruz.
Por mais que compremos
Estamos sempre nus
Nós que por teus círculos
Vagamos sem perdão
À espera (até quando?)
Da Grande Liquidação.
 
PAES, J. P. Os melhores poemas de José Paulo Paes. São Paulo: Global, 2003. p. 197.
 
A palavra destacada está grafada e empregada de acordo com a norma-padrão em:
a) As pessoas não tem motivo para gastar tanto dinheiro!
b) Na semana passada, minha irmã não pôde ir ao shopping.
c) Quando ele foi por o paletó, percebeu que estava apertado.
d) As escadas do shopping não eram muito praticas.
e) Você vêm de longe só para comprar nesse shopping?
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CESGRANRIO - Aux (CEFET RJ)/CEFET RJ/Administração/2014
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232) 
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Tempos Verbais
Texto II
 
Ao shopping center
 
Pelos teus círculos
Vagamos sem rumo
Nós almas penadas
Do mundo do consumo.
De elevador ao céu
Pela escada ao inferno:
Os extremos se tocam
No castigo eterno.
Cada loja é um novo
Prego em nossa cruz.
Por mais que compremos
Estamos sempre nus
Nós que por teus círculos
Vagamos sem perdão
À espera (até quando?)
Da Grande Liquidação.
 
PAES, J. P. Os melhores poemas de José Paulo Paes. São Paulo: Global, 2003. p. 197.
 
No trecho do Texto II “Por mais que compremos, estamos sempre nus”, as formas verbais em
destaque referem-se à 1a pessoa do plural.
233) 
 
Se fossem substituídas pela 1a pessoa do singular, mantendo- se o tempo verbal original, como ficaria a
frase?
a) Por mais que compre, estive sempre nu.
b) Por mais que compres, estás sempre nu.
c) Por mais que comprem, estão sempre nus.
d) Por mais que compre, estaremos sempre nus.
e) Por mais que compre, estou sempre nu.
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CESGRANRIO - Adm (CEFET RJ)/CEFET RJ/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O dia: 28 de novembro de 1995. A hora: aproximadamente vinte, talvez quinze para a uma da
tarde.
 
O local: a recepção do Hotel Novo Mundo, aqui ao lado, no Flamengo.
 
Acabara de almoçar com minha secretária e alguns amigos, descêramos a escada em curva que leva do
restaurante ao hall da recepção. Pelo menos uma ou duas vezes por semana cumpro esse itinerário e,
pelo que me lembre, nada de especial me acontece nessa hora e nesse lugar. É, em todos os sentidos,
uma passagem.
 
Não cheguei a ouvir o meu nome. Foi a secretária que me avisou: um dos porteiros, de cabelos brancos,
óculos de aros grossos, queria falar comigo.
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E sabia o meu nome — eu que nunca fora hóspede do hotel, apenas um frequentador mais ou menos
regular do restaurante que é aberto a todos.
 
Aproximei-me do balcão, duvidando que realmente me tivessem chamado. Ainda mais pelo nome: não
haveria uma hipótese passável para que soubessem meu nome.
 
— Sim ...
 
O porteiro tirou os óculos, abriu uma gaveta embaixo do balcão e de lá retirou o embrulho, que parecia
um envelope médio, gordo, amarrado por barbante ordinário.
 
— Um hóspede esteve aqui no último fim de semana, perguntou se nós o conhecíamos, pediu que lhe
entregássemos este envelope ...
 
— Sim ... sim ...
 
Eu não sabia se examinava o envelope ou a cara do porteiro. Nada fizera para que ele soubesse meu
nome, para que pudesse dizer a alguém que me conhecia. O fato de duas ou três vezes por semana eu
almoçar no restaurante do hotel não lhe daria esse direito. [...]
 
Passou-me o envelope, que era, à primeira vista e ao primeiro contato, aquilo que eu desconfiava: os
originais de um livro, contos, romance ou poesias, talvez história ou ensaio.
 
— Está certo ... não terei de agradecer... a menos que o nome e o endereço do interessado estejam...
 
Foi então que olhei bem o embrulho. A princípio apenas suspeitei. E ficaria na suspeita se não houvesse
certeza. Uma das faces estava subscritada, meu nome em letras grandes e a informação logo embaixo,
sublinhada pelo traço inconfundível: “Para o jornalista Carlos Heitor Cony. Em mão”.
 
Era a letra do meu pai. A letra e o modo. Tudo no embrulho o revelava, inteiro, total. Só ele faria aquelas
dobras no papel, só ele daria aquele nó no barbante ordinário, só ele escreveria meu nome daquela
maneira, acrescentando a função que também fora a sua. Sobretudo, só ele destacaria o fato de alguém
ter se prestado a me trazer aquele embrulho. Ele detestava o correio normal, mas se alguém o avisava
que ia a algum lugar, logo encontrava um motivo para mandar alguma coisa a alguém por intermédio do
portador. [...]
 
Recente, feito e amarrado há pouco, tudo no envelope o revelava: ele, o pai inteiro, com suas manias e
cheiros.
 
Apenas uma coisa não fazia sentido. Estávamos — como já disse — em novembro de 1995. E o pai
morrera, aos noventa e um anos, no dia 14 de janeiro de 1985.
 
CONY, C. H. Quase Memória: quase-romance. São Paulo: Companhia das Letras. 2001. p. 9-11.
 
Considerem-se os tempos verbais empregados no trecho “não haveria uma hipótese passável para que
soubessem meu nome”.
 
A oração em destaque pode ser reescrita, mantendo-se a conjugação verbal de acordo com a norma-
padrão, assim:
a) para que intervissem nos negócios.
b) para que propossem um novo plano.
c) para que reouvessem a correspondência.
d) para que requisessem as fichas.
e) para que revessem os procedimentos.
234) 
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Escrever é fácil?
 
Para estimular crianças e jovens a escrever, há quem diga que escrever é fácil: basta pôr no papel o que
está na cabeça. Na maioria das vezes, porém, este estímulo é deveras desestimulante.
 
Há boas explicações para o desestímulo: se a pessoa não consegue escrever, convencê-la de que
escrever é fácil na verdade a convence apenas da sua própria incompetência, a convence apenas de que
ela nunca vai conseguir escrever direito; não se escreve pondo no papel o que está na cabeça, sob pena
de ninguém entender nada; quem escreve profissionalmente nunca acha que escrever é fácil, nem
mesmo quando escreve há muito tempo — a não ser que já escreva mecanicamente, apenas repetindo
frases e fórmulas.
 
Via de regra, nosso pensamento é caótico: funciona para alimentar nossas decisões cotidianas, mas não
funciona se for expresso, em voz alta ou por escrito, tal qual se encontra na cabeça. Para entender o
nosso próprio pensamento, precisamosexpressá-lo para outra pessoa. Ao fazê-lo, organizamos o
pensamento segundo um código comum e então, finalmente, o entendemos, isto é, nos entendemos.
Não à toa o jagunço Riobaldo, personagem do escritor Guimarães Rosa, dizia: professor é aquele que de
repente aprende.
 
Todo professor conhece este segredo: você entende melhor o seu assunto depois de dar sua aula sobre
ele, e não antes. Ao falar sobre o meu tema, tentando explicá-lo a quem o conhece pouco, aumento
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exponencialmente a minha compreensão a respeito. Motivado pelas expressões de dúvida e até de
estupor dos alunos, refino minhas explicações e, ao fazê-lo, entendo bem melhor o que queria dizer.
Costumo dizer que, passados tantos anos de profissão, gosto muito de dar aula, principalmente porque
ensinar ainda é o melhor método de estudar e compreender.
 
Ora, do mesmo jeito que ensino me dirigindo a um grupo de alunos que não conheço, pelo menos no
começo dos meus cursos, quem escreve o faz para ser lido por leitores que ele potencialmente não
conhece e que também não o conhecem. Mesmo ao escrever um diário secreto, faço-o imaginando um
leitor futuro: ou eu mesmo daqui a alguns anos, ou quem sabe a posteridade. Logo, preciso do outro e
do leitor para entender a mim mesmo e, em última análise, para ser e saber quem sou.
 
Exatamente porque esta relação com o outro, aluno ou leitor, é tão fundamental, todo professor sente
um frio na espinha quando encontra uma nova turma, não importa há quantos anos exerça o magistério.
 
Pela mesma razão, todo escritor fica “enrolando” até começar um texto novo, arrumando a escrivaninha
ou vagando pela internet, não importa quantos livros já tenha publicado. Pela mesmíssima razão, todo
aluno não quer que ninguém leia sua redação enquanto a escreve ou faz questão de colocá-la debaixo da
pilha de redações na mesa do professor, não importa se suas notas são boas ou não na matéria.
 
Escrever definitivamente não é fácil, porque nos expõe no momento mesmo de fazê-lo. [...] Quem
escreve sente de repente todas as suas hesitações, lacunas e omissões, percebendo como o seu próprio
pensamento é incompleto e o quanto ainda precisa pensar. Quem escreve de repente entende o quanto a
sua própria pessoa é incompleta e fraturada, o quanto ainda precisa se refazer, se inventar, enfim: se
reescrever.
 
BERNARDO, G. Conversas com um professor de
literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2013. Adaptado.
 
235) 
Em “a não ser que já escreva mecanicamente”, a forma verbal destacada expressa um fato provável,
situado no tempo presente.
 
A forma verbal que expressa um fato provável situado no tempo passado é
a) escrevia
b) escreveu
c) escrevera
d) escreveria
e) escrevesse
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O futuro transumano
Um mundo habitado por seres com habilidades sobre-humanas parece ficção científica, mas essa poderia
ser a visão que nossos antepassados longínquos teriam de nós. Vive-se mais e com melhor qualidade
que eles; cruzam-se grandes distâncias em poucas horas e estabelece-se comunicação instantânea com
pessoas do outro lado do planeta, só para citar alguns exemplos que deixariam nossos tataravós
boquiabertos. O que esperar então dos humanos do futuro?
Uma das tendências, segundo especialistas, é a integração da tecnologia a nossos corpos – uma espécie
de hibridização. Seguindo o movimento que ocorreu ao longo do século 20, de miniaturização dos
artefatos tecnológicos, estes ficariam tão pequenos a ponto de serem incorporados a nosso organismo e
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conectados a nosso sistema nervoso. Com o avanço dessa hibridização, haveria uma escala de
radicalidade na adoção da tecnologia, com alguns indivíduos optando por todas as modificações
possíveis, e outros sendo mais contidos. Em um horizonte mais distante, nos questionaríamos sobre qual
é o limite entre o natural e o artificial.
É provável que o leitor já tenha usado algum tipo de melhoramento das capacidades cognitivas, ou seja,
das habilidades de adquirir, processar, armazenar e recuperar informação. Se já tomou café para se
manter acordado, usou o estimulante cafeína, presente na bebida, para melhorar seu estado de alerta.
Isso não parece particularmente controverso, assim como não é o emprego de técnicas mnemônicas para
facilitar a memorização de uma determinada informação. Nos últimos anos, porém, novas modalidades
de melhoramento cognitivo surgiram, como o consumo de drogas que não se desenvolveram para esse
objetivo.
Um dos principais problemas éticos associados a esse tipo de melhoramento é que ele ampliaria a
desigualdade social, criando uma elite superinteligente, rica e poderosa, além de polarizar a sociedade
entre os mais e os menos aptos. Entretanto, segundo estudiosos, a tendência é que melhoramentos se
tornem mais baratos com o tempo, sendo acessíveis para todos. Se as pessoas puderem escolher quais
melhoramentos adquirir, é pouco provável que se formem apenas dois grupos sociais distintos, sendo
mais factível que haja um contínuo de indivíduos modificados.
O melhoramento físico e cognitivo dos humanos por meio de novas tecnologias é a principal bandeira do
transumanismo. Esse movimento defende que a forma atual do ser humano não representa o fim do
nosso desenvolvimento, mas sim uma fase relativamente precoce. Assim como usamos métodos
racionais para melhorar as condições sociais e o mundo externo, podemos utilizar essa mesma
abordagem no nosso organismo, sem necessariamente nos limitarmos a meios tradicionais, como
educação e desenvolvimento cultural.
Já os opositores dos transumanistas, chamados de bioconservadores, alertam sobre os vários problemas
que tecnologias de melhoramento criarão para a sociedade, como a já citada polarização e o aumento da
desigualdade social.
Além do melhoramento físico e cognitivo da humanidade, alguns transumanistas defendem a eliminação
do sofrimento, tanto físico quanto emocional. Sua intenção é eliminar males como depressão e síndrome
do estresse pós-traumático, para promover a saúde mental e a felicidade. Apesar de ser um objetivo
aparentemente nobre, esse tipo de alteração, mais do que melhoramentos físicos, parece tocar na nossa
essência, naquilo que consideramos o cerne da humanidade. Uma questão central nessa discussão é o
que é ser humano.
FURTADO, F. O futuro transumano. Revista Ciência Hoje,
n. 307, v. 52, set. 2013. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje. p. 18-23. Adaptado
 
A forma verbal em destaque está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a) Crianças e adultos estarão mais protegidos de várias doenças mortais se disporem de melhores
condições de saneamento básico.
b) Estudos concluídos recentemente preveram uma queda expressiva de produção nas culturas de
soja, arroz e trigo nas próximas décadas.
c) Médicos e nutricionistas interviram na dieta de adolescentes para prevenir problemas futuros,
como excesso de peso.
d) Parcerias poderão ser firmadas quando cientistas brasileiros verem os resultados obtidos por
europeus na área de engenharia genética.
e) Pesquisadores brasileiros mantiveram o mesmo nível de publicações nas áreas de física e de
ciências espaciais atingido no ano anterior.
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236) 
CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Medicina do Trabalho/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A caçada metódica aos dados do internauta
revoluciona a publicidade
Um anúncio de máquina de lavar roupas invadiu todos os sites que você visita desde que fez uma
pesquisa para saber o preço dos modelos existentes? Esse é um sinal de que você está sendo rastreado
por meio dos famosos cookies, arquivos criados por um site, quando você o visita, com informações
sobresua navegação. Mas, para se adaptar a usuários resistentes que ainda apagam cookies, alguns
integrantes do setor já estão no pós-cookies. Eles apostam principalmente na tecnologia de impressão
digital, estabelecida com base nos vestígios deixados pelo navegador ou pelo próprio aparelho. É o que
preocupa a Criteo, bem-sucedida companhia francesa: ela segmenta os internautas a partir dos cookies,
que, com os novos métodos de rastreamento, poderiam ser rejeitados, no futuro, pelo navegador
Chrome do Google.
O Google, aliás, tornou-se um especialista de segmentação em função do contexto editorial, por meio do
programa AdSense: ele envia anúncios baseando-se na temática da página da web visitada. Ou por meio
da comercialização de links patrocinados em resposta a pesquisas no programa de busca, ou ainda em
função de palavras encontradas nas contas do Gmail – por exemplo, um anúncio sobre “Férias no
Marrocos”, se um e-mail em sua caixa postal menciona esse país.
A essa segmentação contextual e comportamental soma-se uma nova dimensão, fundada na interação
social. Ainda menos transparente que o Google sobre o uso de dados pessoais, o Facebook explora
informações fornecidas voluntariamente por seus membros aos “amigos”. Faixa etária, cidade, interesses,
profissão... A isso se acrescentam os “amigos” geolocalizáveis dos usuários da rede social. “Nossos
catálogos de endereços são totalmente varridos pelo Facebook por meio de nosso telefone celular ou e-
mail, e uma identificação biométrica padrão permite reconhecer logotipos e fotos de rostos sem que o
contribuinte tenha dado permissão explícita”, diz a associação Internet sem Fronteiras (AFP, 18/05/2012).
Em 2007, o Facebook foi obrigado a desculpar-se pelo programa Beacon, que alertava a comunidade de
“amigos” sempre que um dos membros fazia uma compra on-line. Hoje, a publicidade dá lugar à
recomendação “social”. O internauta que clica em “Curti” e vira fã de uma marca compartilha
automaticamente a notícia com toda a sua rede. “A exposição a marca ‘curtida’ por um ou mais amigos
quadruplica a intenção de compra dos usuários expostos a esses anúncios”, indica Matthieu de Lesseux,
presidente da DDB Paris (Challenges, 05/04/2012). O anúncio aparece no feed de notícias (linha do
tempo), entre os elementos publicados pelos “amigos”. O Twitter também insere mensagens
patrocinadas nessa área reservada normalmente para as contas selecionadas pelo usuário. Um anúncio
qualificado de “nativo”, já que nasce no mesmo fluxo de informações.
A comunidade “amiga” pode saber o que o usuário está ouvindo, por meio do serviço de música on-line
Deezer; o que ele lê, graças a parcerias com jornais; e o que deseja comprar. “Pouquíssimos usuários
compreendem totalmente – e muito menos controlam – a exploração dos dados utilizados para
impulsionar a atividade publicitária do Facebook”, destaca Jeff Chester, diretor do Centro para a
Democracia Digital (AFP, 01/02/2012). Basta clicar no botão “Facebook Connect” para que a rede social
forneça a terceiros as informações sobre a identidade de um cliente. Os termos de uso da rede, que
muda regularmente seus parâmetros de confidencialidade, são geralmente ilegíveis. Seus data centers,
aliás, os parques de servidores que armazenam esses dados, também são de propriedade da gigante
californiana, escapando a qualquer controle das autoridades estrangeiras.
Poderíamos pensar que os mastodontes da internet que vivem da publicidade não nos custam nada. Isso
não é verdade, pois eles nos custam nossos dados, um valor total estimado em 315 bilhões de euros no
mundo em 2011, ou seja, 600 euros por indivíduo, de acordo com o Boston Consulting Group. Uma
riqueza fornecida pelos próprios internautas, que se tornam “quase funcionários, voluntários, das
empresas”, como escrevem Nicolas Colin e Pierre Collin em um relatório sobre a tributação na era digital.
Localizados em terras de asilo europeias, subtraídas da economia real por meio de sistemas de evasão
em paraísos fiscais, esses gigantes praticamente não pagam impostos sobre as empresas, ou escapam
da taxa sobre valor agregado. Para um montante de 2,5 bilhões a 3 bilhões de euros de volume de
negócios na França, as empresas Google, Apple, Facebook e Amazon pagam apenas 4 milhões de euros,
“quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente aplicado”,
de acordo com um parecer de 14 de fevereiro de 2012 do Conselho Nacional do Digital.
Os grandes atores norte-americanos da internet desestabilizam o mercado publicitário. Enquanto suas
receitas explodem, as dos meios de comunicação tradicionais não param de cair. Entre 2007 e 2012, na
França, o mercado publicitário passou de 4,8 bilhões para 3,2 bilhões de euros para a imprensa, e de 3,6
bilhões para 3,3 bilhões de euros para a televisão. Mas as mídias tradicionais financiam a criação de
obras de ficção, filmes cinematográficos, documentários, entrevistas, reportagens... Do 1,8 bilhão de
euros em receitas de publicidade on-line – incluídos os links patrocinados –, só o Google captou cerca de
1,5 bilhão de euros na França.
BÉNILDE, Marie. A caçada metódica aos dados do internauta revoluciona a
publicidade. Disponível em:<http://www.diplomatique. org.br/artigo.php?id=1555)>. Acesso em: 12 mar. 2014.
Adaptado.
 
Em “‘quando poderiam pagar 500 milhões de euros, se o sistema tributário lhes fosse plenamente
aplicado’” (l . 37-38), o verbo poder está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
De acordo com a norma-padrão, caso ele seja conjugado no futuro do presente, a forma fosse deverá
ser alterada para
a) era
b) for
c) fora
d) será
237) 
e) seria
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CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Elétrica/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Sobre Marte, os drones e vidas humanas
Na missão espacial mais ambiciosa dos últimos tempos, o robô Curiosity pousou recentemente no solo
marciano, um ambiente inóspito para seres humanos. A imagem da conquista de um planeta longínquo
por uma máquina reúne dois sonhos de ficção científica — a criação de robôs e a exploração espacial. O
robô que pousou em Marte é apenas o exemplo mais recente e eloquente de uma realidade que há
tempos já saiu dos livros e filmes para entrar em nosso dia a dia. Há mais de 8 milhões de robôs aqui
mesmo na Terra, em atividades tão distintas quanto aspirar o pó da sala, auxiliar médicos em cirurgias
delicadas, dirigir automóveis, vigiar as fronteiras e — em seu uso mais controverso — matar inimigos em
conflitos armados.
Na verdade, sem que o percebamos, os robôs começam a tomar conta de diferentes aspectos da nossa
vida. Até que ponto devemos delegar a máquinas tarefas que consideramos essencialmente humanas ou
mesmo a tomada de decisões que envolvem vidas e valores fundamentais? Qual o risco representado
pelos drones, os aviões que, comandados à distância, conseguem exterminar o inimigo com elevado grau
de precisão? Que tipo de aplicação essa nova realidade tem sobre a sociedade e sobre a visão que temos
de humanidade?
Tais questões representam um dos maiores desafios que deveremos enfrentar neste século. Seria um
despropósito deixar de aproveitar as conquistas da robótica para aperfeiçoar atividades tão necessárias
quanto a medicina, o policiamento ou mesmo a limpeza doméstica. Mas também seria ingênuo acreditar
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238) 
que máquinas ou robôs podem um dia nos substituir em decisões complexas, que envolvem menos um
cálculo racional e mais emoções ou crenças. Para o futuro, prenunciam-se perguntas mais difíceis, mais
desafiadoras — e até ameaçadoras — do que aquelas relativas ao uso de drones. Perguntas cuja
resposta nenhum robô poderá dar.
GUROVITZ, Hélio. Revista Época, 13 ago. 2012, p. 8. Adaptado.
 
A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a) Se os governantes verem o prejuízo causado pelas variações do clima, talveztomem medidas
cautelares.
b) A construção de novas hidrelétricas dependia de que as verbas se mantessem inalteradas.
c) As variações do clima não afetariam o meio ambiente se a população interviesse nas políticas
públicas.
d) Todos ansiam que os eventos climáticos extremos não cheguem a causar problemas ambientais.
e) Um grupo de pesquisadores entreveu a possibilidade de prejuízos na produção de energia por
causa das alterações das chuvas na Amazônia.
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto I
Eu e ele
No vertiginoso mundo dos computadores, o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser
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definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e
é só o que lhe peço. Desde que literalmente metíamos a mão no barro e depois gravávamos nossos
símbolos primitivos com cunhas em tabletes até as laudas arrancadas da máquina de escrever para
serem revisadas com esferográfica, não havia maneira de escrever que não deixasse vestígio nos dedos.
Nem o abnegado monge copiando escrituras na sua cela asséptica estava livre do tinteiro virado. Agora,
não. Damos ordens ao computador, que faz o trabalho sujo por nós. Deixamos de ser trabalhadores
braçais e viramos gerentes de texto. Ficamos pós-industriais. Com os dedos limpos.
Mas com um custo. Nosso trabalho ficou menos respeitável. O que ganhamos em asseio perdemos em
autoridade. A um computador não se olha de cima, como se olhava uma máquina de escrever. Ele nos
olha na cara. Tela no olho. A máquina de escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o
computador impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está implícito na sua
correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está subentendido que você jamais
aproveitará metade do que ele sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo
programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever podia ter recursos que você
também nunca usaria (abandonei a minha sem saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas
não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa melhor, no
momento.
Eu e o computador jamais seríamos íntimos. Nosso relacionamento é puramente profissional. Mesmo
porque, acho que ele não se rebaixaria ao ponto de ser meu amigo. E seu ar de reprovação cresce.
Agora mesmo, pedi para ele enviar esta crônica para o jornal e ele perguntou: “Tem certeza?”
VERISSIMO, L. F. Eu e ele. Disponível em: <http://oglobo. globo.com/opiniao/eu-ele-12305041#ixzz307alRnzu>. Acesso
em: 17 jun. 2014. Adaptado.
 
A forma verbal entre parênteses, destacada na frase, está empregada de acordo com a norma-padrão da
língua em:
239) 
a) Se o computador impusesse regras, seu uso não seria tão vantajoso. (impor)
b) Ela reaviu seu cargo depois de comprovar o roubo de informações. (reaver)
c) A tecnologia remedia muitos de nossos problemas contemporâneos. (remediar)
d) Eu valo mais do que qualquer processador de computador. (valer)
e) Poderíamos voltar a usar máquinas de escrever se todos querêssemos. (querer)
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto II
O padeiro
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do
apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma
coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um lock-
out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu
café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E, enquanto tomo café, vou
me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do
apartamento, ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
— Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
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“Então você não é ninguém?”
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a
campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz
que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é
ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar
que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os
padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre
depois de uma passagem pela oficina — e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros
exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
 
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que
levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo
com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração
eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é
o padeiro!”
E assobiava pelas escadas.
BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 11.ed. Rio de Janeiro:1996. p.36-37. Adaptado.
 
A frase em que o verbo está empregado no mesmo tempo e modo que o verbo destacado em “Eu não
quis detê-lo” (Texto II, l. 14) é:
a) Eu não fora vê-lo.
b) Eu não soube atendê-lo.
240) 
c) Eu não queria esperá-lo.
d) Eu não posso encontrá-lo.
e) Eu não tentarei bloqueá-lo.
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2014
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A negação do meio ambiente
O século 20 conseguiu consolidar o apartheid entre a humanidade e as dinâmicas próprias dos
ecossistemas e da biosfera. Até o final do século 19, quando nasceu meu avô, a vida na Terra, em
qualquer que fosse o país, tinha estreitos laços com os produtos e serviços da natureza. O homem
dependia de animais para a maior parte do trabalho, para locomoção e mal começava a dominar
máquinas capazes de produzir força ou velocidade. Na maioria das casas, o clima era regulado ao abrir e
fechar as janelas e, quando muito, acender lareiras, onde madeira era queimada para produzir calor.
Cem anos depois, a vida é completamente dominada pela tecnologia, pela mecânica, pela química e pela
eletrônica, além de todas as outras ciências que tiveram um exponencial salto desde o final do século 19.
Na maior parte dos escritórios das empresas que dominam a economia global, a temperatura é mantida
estável por equipamentos de ar-condicionado, as comunicações são feitas através de telefones sem fio e
satélites posicionados a milhares de quilômetros em órbita, as dores de cabeça são tratadas com
comprimidos, e as comidas vêm em embalagens com códigos de barra.
Não se trata aqui de fazer uma negação dos benefícios do progresso científico, que claramente ajudou a
melhorar a qualidade de vida de bilhões de pessoas, e também deixou à margem outros bilhões, mas de
fazer uma reflexão sobre o quanto de tecnologia é realmente necessário e o que se pode e o que não se
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pode resolver a partir da engenharia. As distâncias foram encurtadas e hoje é possível ir a qualquer parte
do mundo em questão de horas, e isso é fantástico.No entanto, nas cidades, as distâncias não se
medem mais em quilômetros, mas sim em horas de trânsito. E isso se mostra um entrave para a
qualidade de vida.
Há certo romantismo em pensar na vida em comunhão com a natureza, na qual as pessoas dedicam
algum tempo para o contato com plantas, animais e ambientes naturais. Eu pessoalmente gosto e faço
caminhadas regulares em praias e trilhas. Mas não é disso que se trata quando falo na ruptura entre a
engenharia humana e as dinâmicas naturais. Há uma crença que está se generalizando de que a ciência,
a engenharia e a tecnologia são capazes de resolver qualquer problema ambiental que surja. E esse é
um engano que pode ser, em muitos casos, crítico para a manutenção do atual modelo econômico e
cultural das economias centrais e, principalmente, dos países que agora consideramos “emergentes”.
 
Alguns exemplos de que choques entre a dinâmica natural e o engenho humano estão deixando fraturas
expostas. A região metropolitana de São Paulo está enfrentando uma das maiores crises de
abastecimento de água de sua história. As nascentes e áreas de preservação que deveriam proteger a
água da cidade foram desmatadas e ocupadas, no entanto a mídia e as autoridades em geral apontam a
necessidade de mais obras de infraestrutura para garantir o abastecimento, como se a produção de água
pelo ecossistema não tivesse nenhum papel a desempenhar.
No caso da energia também existe uma demanda incessante por mais eletricidade, mais combustíveis e
mais consumo. Isso exige o aumento incessante da exploração de recursos naturais e não renováveis.
Pouco ou nada se fala na elaboração de programas generalizados de eficiência energética, de modo a
economizar energia sem comprometer a qualidade de vida nas cidades.
Todos esses dilemas, porém, parecem alheios ao cotidiano das grandes cidades. A desconexão vai além
da simples percepção, nas cidades as pessoas se recusam a mudar comportamentos negligentes como o
descarte inadequado de resíduos ou desperdícios de água e energia. Há muito a mudar.
241) 
Pessoas, empresas, governos e organizações sociais são os principais atores de transformação,
mudanças desejáveis e possíveis, mas que precisam de uma reflexão de cada um sobre o papel do meio
ambiente na vida moderna.
DAL MARCONDES, (Adalberto Marcondes). A negação do meio ambiente. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br /sustentabilidade/ a-negacao-do-meio-ambiente-9277.html>. Acesso em: 02 jul. 2014.
Adaptado.
 
O verbo destacado em “o clima era regulado” ( l. 4) está conjugado no tempo passado.
Uma forma desse mesmo verbo conjugada no tempo futuro é
a) foi
b) fora
c) fosse
d) seja
e) será
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CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
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departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais
passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são
moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
Que forma verbal está empregada no mesmo tempo e modo que pudemos?
a) Forem
b) Cresceu
c) Será
d) Deixem
e) Indicam
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2013
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242) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Cidade: desejo e rejeição
 
A cidade da modernidade se configurou a partir da Revolução Industrial e se tornou complexa pelo
tamanho territorial e demográfico, antes jamais alcançado, e pelas exigências de infraestrutura e de
serviços públicos. No início do século XX, se generalizou a ideia da cidade como instância pública. Até
então, esta seria uma construção que resultava de interesses específicos, de setores ou estratos sociais.
 
A mudança do milênio vê, contraditoriamente, a expansão de modelos urbanísticos e a ocupação
territorial que se opõem à “condição urbana” – de certo modo fazendo retornar a cidade à instância
privada. Tal ambiguidade estabelece um patamar para o debate sobre os rumos da cidade.
 
O sistema urbano brasileiro estava em processo de consolidação como instância pública, quando, a partir
dos anos 1960, sofre inflexão importante. Razões externas ao urbanismo influenciam no redesenho de
nossas cidades.
 
A opção pelo transporte urbano no modo rodoviário, em detrimento do transporte sobre trilhos, então
estruturador das principais cidades, é uma delas.
 
Outros elementos adentram o cenário brasileiro nas últimas décadas e dispõem a cidade como instância
privada: os condomínios fechados e os shopping centers. Ambos associados ao automóvel, exaltam a
segmentação de funções urbanas. A multiplicidade e a variedade, valores do urbano, ali não são
consideradas. O importante para os promotores imobiliários e para os que aderem a tais propostas é a
sensação de que o modelo é algo à parte do conjunto. Há uma explícita “rejeição à cidade”.
 
243) 
Além disso, com o crescimento demográfico e a expansão do sistema urbano, as áreas informais
adquirem relevo e, em alguns casos, passam a compor a maior parte das cidades. Isto é, enquanto por
um século e meio se concebe e se desenvolve a ideia da cidade como instância pública, uma parte
maiúscula dessa mesma cidade é construídaem esforço individual como instância privada.
 
MAGALHÃES, Sérgio Ferraz. Cidade: desejo e rejeição. Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: ICH. n. 290, mar.
2012, p. 75.
 
O verbo dispor, utilizado no Texto, no trecho “Outros elementos adentram o cenário brasileiro nas
últimas décadas e dispõem a cidade como instância privada:”, apresenta irregularidade na sua
conjugação.
 
A sequência em que todos os verbos também são irregulares é:
a) crer, saber, exaltar
b) dizer, fazer, generalizar
c) opor, medir, vir
d) partir, trazer, ver
e) resultar, preferir, aderir
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CESGRANRIO - Ass (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Administrativo I/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:
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244) 
a) Nos últimos anos, grandes incentivos e financiamentos de órgãos não governamentais têm
impresso um novo ritmo nas pesquisas climáticas.
b) O ideal para a vida em sociedade é que as pessoas só pudessem consumir aquilo que cabesse no
seu orçamento.
c) Naquela viagem que fizemos nas férias, um acidente aconteceu, mal havíamos chego ao hotel.
d) Depois dos resultados sobre o consumismo exagerado, os pesquisadores talvez possam dedicar-
se a outros estudos sobre o assunto.
e) Os consumidores mais preocupados com os gastos excessivos tinham trago nas suas compras
apenas os produtos necessários.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Dialética da mudança
 
Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas tendem a aceitar algumas
afirmações como verdades indiscutíveis e até mesmo a irritar-se quando alguém insiste em discuti-las. É
natural que isso aconteça, quando mais não seja porque as certezas nos dão segurança e tranquilidade.
Pô-las em questão equivale a tirar o chão de sob nossos pés. Não necessito dizer que, para mim, não há
verdades indiscutíveis, embora acredite em determinados valores e princípios que me parecem
consistentes. De fato, é muito difícil, senão impossível, viver sem nenhuma certeza, sem valor algum.
 
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No passado distante, quando os valores religiosos se impunham à quase totalidade das pessoas, poucos
eram os que questionavam, mesmo porque, dependendo da ocasião, pagavam com a vida seu
inconformismo.
 
Com o desenvolvimento do pensamento objetivo e da ciência, aquelas certezas inquestionáveis passaram
a segundo plano, dando lugar a um novo modo de lidar com as certezas e os valores. Questioná-los,
reavaliá-los, negá-los, propor mudanças às vezes radicais tornou-se frequente e inevitável, dando-se
início a uma nova época da sociedade humana. Introduziram-se as ideias não só de evolução como de
revolução.
 
Naturalmente, essas mudanças não se deram do dia para a noite, nem tampouco se impuseram à
maioria da sociedade. O que ocorreu de fato foi um processo difícil e conflituado em que, pouco a pouco,
a visão inovadora veio ganhando terreno e, mais do que isso, conquistando posições estratégicas, o que
tornou possível influir na formação de novas gerações, menos resistentes a visões questionadoras.
 
A certa altura desse processo, os defensores das mudanças acreditavam-se senhores de novas verdades,
mais consistentes porque eram fundadas no conhecimento objetivo das leis que governam o mundo
material e social. Mas esse conhecimento era ainda precário e limitado.
 
Inúmeras descobertas reafirmam a tese de que a mudança é inerente à realidade tanto material quanto
espiritual, e que, portanto, o conceito de imutabilidade é destituído de fundamento.
 
Ocorre, porém, que essa certeza pode induzir a outros erros: o de achar que quem defende
determinados valores estabelecidos está indiscutivelmente errado. Em outras palavras, bastaria
apresentar-se como inovador para estar certo. Será isso verdade? Os fatos demonstram que tanto pode
ser como não.
 
245) 
Mas também pode estar errado quem defende os valores consagrados e aceitos. Só que, em muitos
casos, não há alternativa senão defendê-los. E sabem por quê? Pela simples razão de que toda sociedade
é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o
convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso
mesmo, inviável.
 
Por outro lado, como a vida muda e a mudança é inerente à existência, impedir a mudança é impossível.
Daí resulta que a sociedade termina por aceitar as mudanças, mas apenas aquelas que de algum modo
atendem a suas necessidades e a fazem avançar.
 
GULLAR, Ferreira. Dialética da mudança. Folha de São Paulo, 6 maio 2012, p. E10.
 
No Texto, a forma verbal seria é empregada para
a) relatar um fato.
b) anunciar um acontecimento.
c) apresentar uma certeza.
d) afirmar um desejo.
e) expressar uma hipótese.
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CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Civil/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
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Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim
 
Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se
chama o natural do Cairo?
 
O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova
de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância,
receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.
 
Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não
deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.
 
Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em
quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de
Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha
crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom
vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não
entristecer o homem.
 
Espero que uma velhice tranquila — no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um
dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a
sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é
desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é
pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?)
 
Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem
de praticar a sua má ação — contra a língua.” Mas acho que isso é exagero.
 
Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos
quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais,
pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que
nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa
intenção.
 
Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem
saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um
desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar.
 
Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua
portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas históriasque uma pessoa conta para “pegar”
as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairel, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade
de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham
que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras
cruzadas da Última Hora ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de O Globo?
 
No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa
através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.
 
Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo de póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de
Itapemirim!
 
BRAGA, Rubem. Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim. In: Ai de Ti, Copacabana. 11. ed. Rio de Janeiro: Record,
1993. p. 159-161.
246) 
 
O verbo destacado em “Que me aconteceria se eu dissesse” é uma forma do verbo dizer.
 
A forma verbal que apresenta o mesmo modo e tempo de dissesse e está acompanhada de seu
infinitivo correspondente, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte:
a) mantesse – manter
b) revisse – revisar
c) intervisse – intervir
d) cabesse – caber
e) repusesse – repor
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CESGRANRIO - Of (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Produção I/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O verbo em destaque está empregado de acordo com a norma-padrão na seguinte frase:
a) Subemos do fato pelos jornais.
b) Os livros trazeram alívio a minha dor.
c) Eu valho mais do que meus poemas.
d) O editor tinha trago todas as publicações.
e) Não poderam ler todo o conto naquela noite.
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247) 
CESGRANRIO - Tec Adm (BNDES)/BNDES/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Ciência do esporte – sangue, suor e análises
Na luta para melhorar a performance dos atletas […], o Comitê Olímpico Brasileiro tem, há dois anos, um
departamento exclusivamente voltado para a Ciência do Esporte. De estudos sobre a fadiga à compra de
materiais para atletas de ponta, a chave do êxito é uma só: o detalhamento personalizado das
necessidades.
Talento é fundamental. Suor e entrega, nem se fala. Mas o caminho para o ouro olímpico nos dias atuais
passa por conceitos bem mais profundos. Sem distinção entre gênios da espécie e reles mortais, a
máquina humana só atinge o máximo do potencial se suas características individuais forem
minuciosamente estudadas. Num universo olímpico em que muitas vezes um milésimo de segundo pode
separar glória e fracasso, entra em campo a Ciência do Esporte. Porque grandes campeões também são
moldados através de análises laboratoriais, projetos acadêmicos e modernos programas de computador.
A importância dos estudos científicos cresceu de tal forma que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) há
dois anos criou um departamento exclusivamente dedicado ao tema. [...]
— Nós trabalhamos para potencializar as chances de resultados. O que se define como Ciência do
Esporte é na verdade uma quantidade ampla de informações que são trazidas para que técnico e atleta
possam utilizá-las da melhor maneira possível. Mas o líder será sempre o treinador. Ele decide o que é
melhor para o atleta — ressalta o responsável pela gerência de desenvolvimento e projetos especiais,
que cuida da área de Ciência do Esporte no COB, Jorge Bichara.
A gerência também abrange a coordenação médica do comitê. Segundo Bichara, a área de Ciência do
Esporte está dividida em sete setores: fisiologia, bioquímica, nutrição, psicologia, meteorologia,
treinamento esportivo e vídeo análise.
 
Reposição individualizada
 
Na prática, o atleta de alto rendimento pode dispor desde novos equipamentos, que o deixem em
igualdade de condições de treino com seus principais concorrentes, até dados fisiológicos que indicam o
tipo de reposição ideal a ser feita após a disputa.
 
— No futebol feminino, já temos o perfil de desgaste de cada atleta e pudemos desenvolver técnicas
individuais de recuperação. Algumas precisam beber mais água, outras precisam de isotônico — explica
Sidney Cavalcante, supervisor de Ciência do Esporte do comitê. […]
 
As Olimpíadas não são laboratório para testes. É preciso que todas as inovações, independentemente da
modalidade, estejam testadas e catalogadas com antecedência. Bichara afirma que o trabalho da área de
Ciências do Esporte nos Jogos pode ser resumida em um único conceito:
 
— Recuperação. Essa é a palavra-chave. […]
 
CUNHA, Ary; BERTOLDO, Sanny. Ciência do esporte – sangue, suor e análises. O Globo, Rio de Janeiro, 25 maio
2012.
O Globo Olimpíadas - Ciência a serviço do esporte, p. 6.
 
Em algumas circunstâncias, o verbo poder apresenta mudança gráfica em seu radical, como em “para
que técnico e atleta possam utilizá-las”.
Um verbo que sofre também alteração em seu radical é
a) sujar
248) 
b) mostrar
c) morrer
d) valer
e) sorrir
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Balada no 7 (Mané Garrincha)
 
Sua ilusão entra em campo no estádio vazio
Uma torcida de sonhos aplaude talvez
O velho atleta recorda as jogadas felizes
Mata a saudade no peito driblando a emoção
 
Hoje outros craques repetem as suas jogadas
Ainda na rede balança seu último gol
Mas pela vida impedido parou
E para sempre o jogo acabou
Suas pernas cansadas correram pro nada
E o time do tempo ganhou
 
Cadê você, cadê você, você passou
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E o que era doce, o que não era se acabou
Cadê você, cadê você, você passou
No videoteipe do sonho, a história gravou
 
Ergue os seus braços e corre outra vez no gramado
Vai tabelando o seu sonho e lembrando o passado
No campeonato da recordação faz distintivo do seu coração
Que as jornadas da vida são bolas de sonho
Que o craque do tempo chutou
 
LUIZ, Alberto. Balada no 7 (Mané Garrincha). Intérprete: Moacyr Franco. In: MOACYR FRANCO. Nosso primeiro
amor. São Paulo: Copacabana, p1970. 1 disco sonoro. Lado B, faixa 9.
 
Se a palavra hoje for substituída por ontem, na frase do texto “Hoje outros craques repetem as suas
jogadas”, como ficará essa frase, passando-se o verbo para o passado?
a) Ontem outros craques repetirão as suas jogadas.
b) Ontem outros craques repetissem as suas jogadas.
c) Ontem outros craques repetiram as suas jogadas.
d) Ontem outros craques repitam as suas jogadas.
e) Ontem outros craques repetem as suas jogadas.
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
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249) 
250) 
Na frase Esse time jogava no Maracanã, o verbo está no passado.
 
Se o verbo estivesse no presente, a frase ficaria assim:
a) Esse time joga no Maracanã.
b) Esse time jogaria no Maracanã.
c) Esse time jogará no Maracanã.
d) Esse time jogou no Maracanã.
e) Esse time talvez jogasse no Maracanã.
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CESGRANRIO - Tec IGE (IBGE)/IBGE/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Sol novo, Sol velho
 
Você gostaria de se ver mais velho? Se houvesse um espelho mágico capaz de mostrar sua imagem em
uma, duas ou mais décadas, você olharia?
 
Imagino que a opinião seria dividida, uns tantos sim, outros tantos não. Afinal, ver o futuro teria
repercussão sobre como viveríamos no presente, o que criaria uma série de paradoxos.
 
Se no futuro eu me visse gordo e resolvesse fazer umadieta, emagreceria? Se emagrecesse, não estaria
mudando o futuro? E será que isso é possível? Afinal, o espelho me mostrou gordo... Ou, quem sabe, o
futuro não seja um apenas, mas feito de múltiplas opções.
 
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Deixando essas preocupações um tanto humanas de lado, o fato é que em astronomia, ao menos, ver o
futuro e o passado é extremamente útil.
 
Tanto assim que um time internacional de astrônomos vem buscando estrelas semelhantes ao Sol, mais
velhas e mais novas, para que possamos aprender sobre a evolução da nossa estrela-mãe. Para tal, é
usado um gigantesco telescópio. Em artigo, o grupo revela dados de duas estrelas “gêmeas” do Sol, uma
bem mais nova e outra bem mais velha. Ou seja, um olho no nosso passado e outro no nosso futuro ou,
ao menos, no futuro do Sol.
 
A mais velha tem 8,2 bilhões de anos e é bem mais velha do que o Sol, que tem 4,6 bilhões de anos. Na
região mais próxima dela, podem existir planetas rochosos como a Terra.
 
A questão de maior importância para o público é se o Sol é uma estrela típica ou atípica. É bom saber,
pois sua sobrevivência na Terra depende do Sol e da sua estabilidade. Caso seja uma estrela normal,
dentro de sua classificação (estrelas aparecem em classes diferentes, dependendo da sua massa,
temperatura etc.), o Sol continuará a gerar luz por muitos bilhões de anos, em torno do dobro da sua
idade. Caso não seja normal, as coisas podem complicar. E, se complicarem, a vida na Terra poderá estar
em apuros mais cedo do que gostaríamos.
 
Estudando elementos químicos presentes nas três estrelas, o grupo mostrou que o Sol é uma estrela
normal. Ou seja, da imagem do Sol idoso, aprendemos que o nosso Sol não foge à regra, o que
possibilita que outros como ele tenham planetas como a Terra e, quem sabe, abriguem também formas
de vida.
 
GLEISER, Marcelo. Folha de São Paulo, 1 set. 2013. Adaptado.
 
No trecho “Se no futuro eu me visse gordo e resolvesse fazer uma dieta, emagreceria?”, o tempo verbal
de emagreceria é determinado pela correlação com as formas verbais visse e resolvesse para
251) 
expressar uma hipótese.
 
De acordo com a norma-padrão, outra maneira de combinar os verbos para expressar hipótese está
presente em
a) Se estudassem todos os planetas do sistema solar, os astrônomos descobriram fatos
interessantíssimos.
b) Se destruírem a camada de ozônio, a vida na Terra ficará irremediavelmente comprometida para
as gerações futuras.
c) Se os homens construírem naves espaciais mais resistentes, chegariam a outras galáxias muito
distantes da nossa.
d) Se as pessoas se preocupam com o futuro do planeta, certamente evitariam tanta poluição nos
mares, rios e cidades.
e) Se não houvesse construções irregulares nas encostas, não morrerão tantas pessoas como
aconteceu recentemente.
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CESGRANRIO - Eng Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Civil/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim
 
Conhece o vocábulo escardinchar? Qual o feminino de cupim? Qual o antônimo de póstumo? Como se
chama o natural do Cairo?
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O leitor que responder “não sei” a todas estas perguntas não passará provavelmente em nenhuma prova
de Português de nenhum concurso oficial. Mas, se isso pode servir de algum consolo à sua ignorância,
receberá um abraço de felicitações deste modesto cronista, seu semelhante e seu irmão.
 
Porque a verdade é que eu também não sei. Você dirá, meu caro professor de Português, que eu não
deveria confessar isso; que é uma vergonha para mim, que vivo de escrever, não conhecer o meu
instrumento de trabalho, que é a língua.
 
Concordo. Confesso que escrevo de palpite, como outras pessoas tocam piano de ouvido. De vez em
quando um leitor culto se irrita comigo e me manda um recorte de crônica anotado, apontando erros de
Português. Um deles chegou a me passar um telegrama, felicitando-me porque não encontrara, na minha
crônica daquele dia, um só erro de Português; acrescentava que eu produzira uma “página de bom
vernáculo, exemplar”. Tive vontade de responder: “Mera coincidência” — mas não o fiz para não
entristecer o homem.
 
Espero que uma velhice tranquila — no hospital ou na cadeia, com seus longos ócios — me permita um
dia estudar com toda calma a nossa língua, e me penitenciar dos abusos que tenho praticado contra a
sua pulcritude. (Sabem qual o superlativo de pulcro? Isto eu sei por acaso: pulquérrimo! Mas não é
desanimador saber uma coisa dessas? Que me aconteceria se eu dissesse a uma bela dama: a senhora é
pulquérrima? Eu poderia me queixar se o seu marido me descesse a mão?)
 
Alguém já me escreveu também — que eu sou um escoteiro ao contrário. “Cada dia você parece que tem
de praticar a sua má ação — contra a língua.” Mas acho que isso é exagero.
 
Como também é exagero saber o que quer dizer escardinchar. Já estou mais perto dos cinquenta que dos
quarenta; vivo de meu trabalho quase sempre honrado, gozo de boa saúde e estou até gordo demais,
pensando em meter um regime no organismo — e nunca soube o que fosse escardinchar. Espero que
nunca, na minha vida, tenha escardinchado ninguém; se o fiz, mereço desculpas, pois nunca tive essa
intenção.
 
Vários problemas e algumas mulheres já me tiraram o sono, mas não o feminino de cupim. Morrerei sem
saber isso. E o pior é que não quero saber; nego-me terminantemente a saber, e, se o senhor é um
desses cavalheiros que sabem qual é o feminino de cupim, tenha a bondade de não me cumprimentar.
 
Por que exigir essas coisas dos candidatos aos nossos cargos públicos? Por que fazer do estudo da língua
portuguesa uma série de alçapões e adivinhas, como essas histórias que uma pessoa conta para “pegar”
as outras? O habitante do Cairo pode ser cairense, cairel, caireta, cairota ou cairiri — e a única utilidade
de saber qual a palavra certa será para decifrar um problema de palavras cruzadas. Vocês não acham
que nossos funcionários públicos já gastam uma parte excessiva do expediente matando palavras
cruzadas da Última Hora ou lendo o horóscopo e as histórias em quadrinhos de O Globo?
 
No fundo o que esse tipo de gramático deseja é tornar a língua portuguesa odiosa; não alguma coisa
através da qual as pessoas se entendam, mas um instrumento de suplício e de opressão que ele,
gramático, aplica sobre nós, os ignaros.
 
Mas a mim é que não me escardincham assim, sem mais nem menos: não sou fêmea de cupim nem
antônimo de póstumo nenhum; e sou cachoeirense, de Cachoeiro, honradamente — de Cachoeiro de
Itapemirim!
 
BRAGA, Rubem. Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim. In: Ai de Ti, Copacabana. 11. ed. Rio de Janeiro: Record,
1993. p. 159-161.
 
Muitas vezes, o emprego de um verbo determina a presença de uma preposição ou uma expressão
equivalente, como é o caso de “não alguma coisa através da qual as pessoas se entendam”.
 
252) 
Se fosse empregada a forma verbal confiem em vez de se entendam, o resultado, de acordo com a
norma-padrão, seria o seguinte:
a) não alguma coisa com a qual as pessoas confiem.
b) não alguma coisa na qual as pessoas confiem.
c) não alguma coisa em virtude da qual as pessoas confiem.
d) não alguma coisa sem a qual as pessoas confiem.
e) não alguma coisa pela qual as pessoas confiem.
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CESGRANRIO - Ana (IBGE)/IBGE/Administração Escolar/2013
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Contra o estigma da pobreza
O livro ‘ Vozes do Bolsa Família – Autonomia, dinheiro
e cidadania’ traz pesquisa que mergulha no universo
dos beneficiários do programa do governo
 
Durante os protestos de junho, alguns cartazes pediam a revogação do direito de voto dos beneficiários
do programa Bolsa Família (BF). Tratava-se de um eco dos preconceitos veiculados nas redes sociais
depois das eleições de 2010, segundo os quais Dilma só se elegera por causa dos votos das famílias
beneficiárias,alegação fartamente desmontada por analistas eleitorais. É provável, contudo, que o BF
tenha contribuído para a perda de influência de políticos que aproveitavam a dependência de eleitores
extremamente pobres para formar clientelas com favores eventuais e personalizados, financiados com
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recursos públicos. O caráter universalista e regular do BF despersonifica o benefício e o transfere do
registro da caridade pessoal para o campo da institucionalidade de Estado.
A desinformação não se restringe ao campo das paixões políticas. Empresários já manifestaram a opinião
de que o BF reduz a procura por empregos e dificulta a contratação, como se desconhecessem que o
valor máximo do benefício é bem inferior ao salário mínimo e que quase metade dos beneficiários é de
trabalhadores por conta própria. Alguns estudos mostram, ao contrário, que o BF tem um efeito muito
positivo sobre o emprego, ao animar mercados locais de bens e serviços de baixa renda. Também há
indícios de que o programa contribuiu para a redução da migração de regiões pobres para grandes
cidades, mas o deficit de capacitação dos beneficiados não lhes permitiria disputar vagas oferecidas, por
exemplo, pela indústria paulista caso forçados à migração.[...]
 
Os autores do livro Vozes do Bolsa Família... partem da hipótese de que os mitos que culpam o acaso ou
os próprios pobres pela pobreza secular herdada legitimam a indiferença dos ricos e humilham os pobres
até levá-los à resignação ou, mais raramente, à violência. No Brasil, o predomínio de uma visão liberal
que culpa os pobres por sua pobreza tem raízes históricas profundas. Seus antecedentes são os
estereótipos que taxaram homens livres e pobres como vagabundos depois da Abolição, e que
estigmatizavam o escravo como preguiçoso, leniente, lascivo e que, portanto, só trabalharia sob a
coerção mais absoluta.
A força dos estigmas produziu várias consequências políticas. Primeiro, vetou ou limitou políticas voltadas
a reformar os arranjos estruturais que reproduzem a pobreza. Esses arranjos resultam da privação
histórica do acesso à terra, à moradia e a oportunidades de capacitação política, econômica e
educacional de grande maioria da população brasileira. Segundo, legitimou ações que mitigavam os
efeitos da pobreza através da caridade, mantida no registro do favor a quem é culpado por seu próprio
destino e, paradoxalmente, incapacitado de mudá-lo. Terceiro, emudeceu os pobres que internalizaram a
imagem depreciativa e os colocou em situação de dependência pessoal do favor, enfraquecidos como
sujeitos de direitos e incapacitados de mudar sua situação. Enfim, a ausência de reparação institucional,
a carência de capacitações e a internalização da humilhação se reforçaram mutuamente para reproduzir
a pobreza.
O BF, por sua vez, transfere o registro da pobreza (e sua atenuação) do campo da caridade pessoal para
a esfera da responsabilidade institucional e do direito à cidadania substantiva, ou seja, parte do
reconhecimento institucional de uma dívida social e inicia o processo de habilitação de cidadãos. É
diferente do assistencialismo tradicional porque, primeiro, assegura regularmente o atendimento de
necessidades básicas sem as quais qualquer direito à cidadania é puramente formal. Segundo, exige a
contrapartida da frequência escolar e, de fato, reduz o trabalho infantil, a repetência e a baixa
escolaridade nas famílias beneficiadas, um arranjo central da reprodução da pobreza e subcidadania.
Terceiro, a transferência de dinheiro aumenta a responsabilidade individual e confere uma autonomia
mínima antes desconhecida pelas mães beneficiárias.[...]
Os autores defendem que a ampliação dos direitos de cidadania seria reforçada se as prefeituras não se
limitassem a cadastrar as beneficiárias mas criassem canais de interlocução e controle social do
programa. Afinal, o BF não assegura nem a solução do problema da pobreza nem a formação de uma
cultura de cidadania ativa, embora seja o primeiro passo indispensável para ambas. Seu principal efeito,
argumentam, não é o de superar o círculo vicioso da pobreza, mas iniciar um círculo virtuoso dos
direitos, em que a expansão de um direito dá origem a reivindicações por outros direitos, em uma luta
pelo reconhecimento da legitimidade de novas expectativas. Se estiverem certos, os filhos das famílias
beneficiárias não apenas terão mais capacitações que os pais para cruzar as portas de saída do
programa. Nos protestos de rua e de campo no futuro, portarão os cartazes que os pais estiveram
incapacitados de escrever.
BASTOS, P.P.Z. Contra o estigma da pobreza. Carta Capital. Disponível em:
<http://www.cartacapital.com.br/economia/vozes-da-pobreza-1525.html>. Acesso em: 26 set. 2013. Adaptado.
 
253) 
No trecho “estigmatizavam o escravo como preguiçoso, leniente, lascivo e que, portanto, só trabalharia
sob a coerção mais absoluta”, a forma verbal destacada tem o papel de
a) reiterar a polidez própria ao gênero textual adotado.
b) indicar um fato histórico considerado provável pelo autor.
c) manifestar um distanciamento do autor em relação ao conteúdo.
d) ressaltar frequência na circulação de imagens negativas.
e) destacar a duração pontual de uma ação no passado.
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo G/Ambiental/2012
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
FAÇA UMA COISA DE CADA VEZ
 
Você começa a escrever um e-mail de trabalho, e é interrompido pelo toque do celular. Atende à ligação
e, quando desliga, vê avisos de mensagens na telinha. Abre uma delas e, antes mesmo de responder,
algum colega chama você para terminar aquela conversa que começaram de manhã... E assim você vai,
pulando de uma tarefa para outra.
 
Ao final do dia, o desconforto de ter começado muitas coisas, concluído algumas e produzido bem menos
do que gostaria. Vem a angústia de que sobrou muita coisa para o dia seguinte — e pouco tempo para
aproveitar a vida.
 
Esse comportamento, comum no multitasking*, estilo dos que desempenham várias tarefas ao mesmo
tempo, começa aos poucos a ceder espaço a um estilo oposto: o monotasking**. Ou seja: concentrar em
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uma coisa de cada vez com a intenção de fazer tudo bem feito, de preferência passando algum tempo
longe das distrações da internet.
 
“É uma contratendência, uma antítese ao excesso de informação e estímulos que vivemos”, diz Linda
Stone. Para essa ex-executiva da Apple e Microsoft e uma das maiores estudiosas de atenção humana
hoje, estamos deixando a era de Atenção Parcial Contínua, em que prestamos um pouco de atenção a
várias coisas o tempo inteiro, para entrarmos na era do unifoco, em que de fato nos concentraremos no
que estamos fazendo no momento. “Tudo o que é escasso se torna valioso. A nova escassez é ter tempo
para pensar e se concentrar”, afirma Henry Manson, chefe de pesquisa da agência de tendências de
consumo Trendwatching, uma das maiores do mundo.
 
“Vivemos uma aceleração do tempo: tudo tem que ser rápido, imediato. Mas não se pode ter inovação
sem períodos de reflexão e preguiça”, diz a filósofa Olgária Matos, professora da USP.
 
O analista de sistemas Fabiano Morais, 40 anos, de Brasília, é um representante dessa tendência.
 
Fabiano é obrigado a passar horas e horas à frente do computador por conta de seu trabalho — ele
desenvolve sistemas para a web. E entende bem o significado da palavra dispersão. [...] Como
empreendia seus próprios projetos e trabalhava de casa, o empresário não sabia mais o que era horário
de expediente, final de semana ou feriados. Mas reagiu a essa falta de limites e criou espaço para folgas
e diversão. “Quis comandar o ritmo da minha vida”, diz. Um exemplo: Fabiano passou a fechar o e-mail e
sites tentadores enquanto executa uma tarefa. Virou adepto da ioga e de meditação para aumentar seu
foco no presente. [...]
 
Computadores, smartphones, tablets e aplicativos trouxerama ideia de que a tecnologia poderia facilitar
nossa vida e nos tornar mais eficientes. Assim, as empresas adotaram o pensamento de que, quanto
mais coisas um profissional fizesse ao mesmo tempo, melhores seriam seus resultados. [...] “Isso vem de
companhias que tentam obter o máximo de produtividade das pessoas nas horas de trabalho. Se você
254) 
conseguisse fazer 2, 3 coisas ao mesmo tempo, isso não significaria um melhor uso de seu tempo?”, diz
o escritor americano Leo Babauta, autor de um livro sobre o assunto. “E isso é um mito”.
 
A ciência já provou o que Babauta diz: nosso cérebro não é multitask. Quando tentamos fazer várias
coisas ao mesmo tempo, só nos tornamos mais lentos e aumentamos a chance de erros.
 
SANTOS, P.; ARRAIS,D.; KOKAY,E. Galileu, n. 243, outubro 2011, p.42-51. Adaptado.
 
*multitasking - multitarefas
**monotasking - tarefa única
 
Em que sentença todos os verbos estão flexionados de acordo com o que estabelece a norma-padrão?
a) Você prefere que eu faço o relatório mais tarde?
b) O supervisor requereu os documentos que faltavam.
c) É preciso que todos concluiam as tarefas no tempo devido.
d) Se alguém propor mais de uma tarefa, pense antes de aceitar.
e) O profissional sensato medea os conflitos com equilíbrio.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A moça tecelã
 
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Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-
se ao tear.
 
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos,
enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
 
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios
cinzentos do algodão mais felpudo.
 
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a
moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
 
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e
para trás, a moça passava os seus dias.
 
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou
em como seria bom ter um marido ao lado.
 
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a
entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi
aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente
acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
 
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua
vida.
 
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque
tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe
dar.
 
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher.
 
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
 
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou o homem.
 
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e
poços.
 
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto
quarto da mais alta torre.
 
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse.
 
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos.
 
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os
seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
 
Só esperou anoitecer. Levantou-se, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
 
Segurou a lançadeira ao contrário, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens,
as estrebarias, os jardins. E novamente se viu na sua casa pequena.
 
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.
 
255) 
Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés
desaparecendo, sumindo as pernas.
 
Então, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, que a manhã repetiu na
linha do horizonte.
 
COLASANTI, Marina. Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento.
Rio de Janeiro: Global Editora, 2000. p. 18. Adaptado.
 
Em “Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido”, o emprego da forma verbal em destaque
indica que a ação da moça tecelã era
a) pontual e acabada
b) pontual e inacabada
c) repetida e acabada
d) repetida e inacabada
e) atual e inacabada
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
De quem são os meninos de rua?
 
Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui
logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
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Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente
divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio
e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a
gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.
 
Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns
nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma
mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das
calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É
por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem- -vestida chorando sozinha num shopping center ou
num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de
alguma coisa. Mas, se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na
mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.
 
Na verdade, não existem meninos DE rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA
rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no
mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua.
E por quê.
 
[...]
 
Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos “crianças abandonadas”, subentendemos que
foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao
âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não
queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar
amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que “nos pertencem”.
 
256) 
Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser
abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até
recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo, e responsabilizá-lo. Mas, em
tempos de Nova República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos
apenas passar adiante a responsabilidade.
 
COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002. Adaptado.
 
* Nova República: termo usado à época em que a crônica foi escrita (1986) para designar o Brasil no período
após o fi m do regime militar.
 
Os verbos irregulares oferecem uma dificuldade a mais em relação a sua conjugação, uma vez que não
seguem o modelomais comum dos verbos regulares. Que forma verbal destacada abaixo está conjugada
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa?
a) Se essas crianças podessem, certamente não estariam nas ruas.
b) O que a sociedade deseja é que cada criança esteje em sua família.
c) É preciso que não meçamos esforços para tirar as crianças das ruas.
d) Se eu ver uma criança maltrapilha chorando na rua, não mais a ignorarei.
e) Seria importante que o Congresso proposse uma lei de proteção aos menores de rua.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
O trecho abaixo poderia ser completado por uma oração que caracterizasse a palavra Brasil.
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257) 
 
As crianças de rua são um grave problema a ser enfrentado pelo Brasil,
 
A oração que pode completar esse trecho, de acordo com a norma-padrão, é a seguinte:
a) a quem devemos sempre respeito como nação.
b) onde não pode mais conviver com essa situação.
c) que muitos não acreditam mais nos governantes.
d) cuja população não tolera mais tanta omissão por parte das autoridades.
e) o qual os noticiários se referem como um país emergente no cenário mundial.
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Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto I
 
Asa Branca
 
Quando olhei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
 
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
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Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
 
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse, adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração
 
Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
 
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração
 
GONZAGA, Luiz; TEIXEIRA, Humberto. Asa Branca. Intérprete: Luiz Gonzaga.
In: O canto jovem de Luiz Gonzaga [S.L.]: RCA, p.1971. Faixa 6. Adaptado.
 
Se o pronome pessoal eu fosse substituído por nós, na frase do Texto I, “Eu te asseguro não chore
não”, como ficaria a frase mantendo-se o tempo do verbo destacado?
a) Nós te asseguraremos não chore não.
b) Nós te asseguraríamos não chore não.
c) Nós te assegurais não chore não.
d) Nós te asseguramos não chore não.
e) Nós vamos te assegurar não chore não.
258) 
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Tempos Verbais
Crescimento da população é
“desafio do século”, diz consultor da ONU
 
O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de forma adequada na
Rio+20, segundo o consultor do Fundo de População das Nações Unidas, Michael Herrmann.
 
“O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em crescimento, ao mesmo
tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos naturais” [...] “As questões relacionadas à
população estão sendo tratadas de forma adequada nas negociações atuais? Eu acho que não. O assunto
é muito sensível e muitos preferem evitá-loA). Mas nós estaremos enganando a nós mesmos se
acharmos que é possível falar de desenvolvimento sustentável sem falar sobre quantas pessoas seremos
no planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de vida teremos”, afirmou.
 
No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoasB). As projeções
indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento é mais intenso nos países pobres, mas Herrmann
defende que os esforços para o enfrentamento do problema precisam ser globais.
 
“Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médioC), precisaremos ter cinco
planetas para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é aceitável falar para os países em
desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricosD), nós não temos recursos suficientes’. É um
desafio globalE), que exige soluções globais e assistência ao desenvolvimento”, afirmou.
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O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas de controle compulsório
do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais adequadas são aquelas que permitem às
mulheres fazerem escolhas sobre o número de filhos que querem e o momento certo para engravidar.
Para isso, diz, é necessário ampliar o acesso à educação e aos serviços de saúde reprodutiva e
planejamento familiar. [...]
 
MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”,
diz consultor da ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 jun. 2012.
Ambiente. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com. br/ambiente.
1103277-crescimento-da-populacao-e-desafi o-do- -seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>.
Acesso em: 22 jun. 2012. Adaptado.
 
O modo subjuntivo dos verbos é aquele que pode expressar hipótese, dúvida.
 
O trecho do Texto I que contém uma forma verbal no modo subjuntivo é:
a) “muitos preferem evitá-lo”
b) “a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas.”
c) “Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio”
d) “vocês não podem ser ricos”
e) “É um desafio global”
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Tempos Verbais
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259) Texto I
 
O mistério do futebol
 
Começa quando a gente é criança. Quando qualquer coisa - até o corredor da casa - é um campo de
futebol e qualquer coisa vagamente esférica é a bola. Se é genético, não se sabe. Um brasileiro criado na
selva por chimpanzés, quando se pusesse de pé, começaria a fazer embaixadas com frutas, mesmo sem
saber o que estava fazendo? Não se sabe.
 
Nenhum prazer que teremos na vida depois, incluindo a primeira transa, se iguala ao prazer da primeira
bola de verdade. Autobiografia: sou do tempo da bola de couro com cor de couro. A oficial, número 5.
Ganhei a minha primeira com cinco ou seis anos.
 
Ainda me lembro do cheiro. Depois de ganhá-la, você ficava num dilema: levá-la para a calçada e
começar a chutá-la, ou preservar o seu couro reluzente? Uma bola futebol de verdade era uma coisa tão
preciosa que se hesitava em estragá-la com o futebol.
 
Futebol de calçada. O tamanho dos times variava. De um para cada lado a 14 ou 15 para cada lado.
Duração das partidas: até escurecer ou a vizinhança reclamar, o que acontecesse primeiro.
 
Nada interrompia as partidas. Ninguém saía. Joelho ralado, a mãe via depois. Gente passando na calçada
que se cuidasse. Só se respeitava velhinha, deficiente físico e, vá lá, grávida. Os outros não estavam
livres de ser atropelados. Quem mandara invadir nosso campo?
 
Comparado com calçada, terreno baldio era estádio. E terreno baldio com goleiras, então, era Maracanã.
As goleiras podiam ser feitas com sarrafos ou galhos de árvore. Não importava, eram goleiras.
 
Um luxo antes inimaginável.
 
O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar, na
experiência humana? Ou na experiência humana de um brasileiro?
 
Todos estes prazeres passam - com o tempo e as obrigações, com a vida séria, com a barriga - mas o
amor pelo nosso time continua. Confiamos ao nosso time a tarefa de continuar nossa infância por nós.
Passamos-lhe a guarda dos nossos prazeres com a bola. A relação com o nosso time é a única das
nossas relações infantis que perdura, tão intensa e irracional quanto antes. Ou mais.
 
De onde vem isso? Que tipo de amor é esse? Um mistério. Dizem que no fundo é uma necessidade de
guerra. De ter uma bandeira, seruma nação e arrasar outras nações, nem que seja metaforicamente.
 
Psicologia fácil. Não explica por que a pequena torcida do Atlético Cafundó, que nunca arrasará ninguém,
continua torcendo pelo seu time. Talvez o que a gente ame no futebol seja o nosso amor pelo futebol.
 
Isso que nos faz diferentes dos outros, que amam o futebol mas não tanto, não tão brasileiramente.
 
Ou talvez o que a gente ame seja justamente o mistério.
 
VERISSIMO, Luis Fernando. O mistério do futebol.
Marca da Cal, Porto Alegre, p.6, abr. 2007.
 
VOCABULÁRIO:
 
 goleira: baliza, meta, gol. É muito usada no sul do Brasil.
 
No Texto I, a forma verbal mandara pode ser substituída, mantendo o sentido original do texto, por
a) mandasse
∙
260) 
b) mandaria
c) mandava
d) terá mandado
e) tinha mandado
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Tempos Verbais
A moça tecelã
 
Acordava ainda no escuro,(a) como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo
sentava-se ao tear.
 
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos,
enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
 
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios
cinzentos do algodão mais felpudo.(b)
 
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a
moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
 
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e
para trás, a moça passava os seus dias.
 
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Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha,(c) e pela primeira vez
pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
 
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a
entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi
aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente
acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
 
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta,(d) tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em
sua vida.
 
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque
tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe
dar.
 
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher.
 
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
 
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou o homem.
 
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e
poços.
 
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto
quarto da mais alta torre.
 
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse.
 
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos.
 
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior(e) que o palácio com todos
os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
 
Só esperou anoitecer. Levantou-se, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
 
Segurou a lançadeira ao contrário, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens,
as estrebarias, os jardins. E novamente se viu na sua casa pequena.
 
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.
 
Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés
desaparecendo, sumindo as pernas.
 
Então, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, que a manhã repetiu na
linha do horizonte.
 
COLASANTI, Marina. Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento.
Rio de Janeiro: Global Editora, 2000. p. 18. Adaptado.
 
O trecho que apresenta um elemento responsável pela continuidade dos fatos da narrativa é:
a) “Acordava ainda no escuro”
b) “a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo”
c) “ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha”
d) “O moço meteu a mão na maçaneta”
e) “E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior”
261) 
262) 
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CESGRANRIO - Op (CITEPE)/CITEPE/Têxtil/2012
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Considere a frase abaixo, atentando para o emprego da palavra em destaque.
 
Se os escritores e suas obras fossem respeitados, os leitores podiam voltar a confiar no que consomem.
 
De acordo com a norma-padrão, a palavra que substitui a destacada acima, sem alteração de sentido, é
a) puderam
b) poderiam
c) podem
d) possam
e) poderão
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A moça tecelã
 
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-
se ao tear.
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Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos,
enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
 
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios
cinzentos do algodão mais felpudo.
 
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a
moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
 
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e
para trás, a moça passava os seus dias.
 
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou
em como seria bom ter um marido ao lado.
 
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a
entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi
aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente
acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
 
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua
vida.
 
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque
tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe
dar.
 
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher.
 
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
 
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou o homem.
 
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e
poços.
 
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto
quarto da mais alta torre.
 
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse.
 
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos.
 
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os
seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
 
Só esperou anoitecer. Levantou-se, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
 
Segurou a lançadeira ao contrário, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens,
as estrebarias, os jardins. E novamente se viu na sua casa pequena.
 
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés
desaparecendo, sumindo as pernas.
263) 
 
Então, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, que a manhã repetiu na
linha do horizonte.
 
COLASANTI, Marina. Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento.
Rio de Janeiro: Global Editora, 2000. p. 18. Adaptado.
 
No trecho “Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as
lãs e as cores que lhe dariam companhia.”, a forma verbal destacada encontra-se no presente do
indicativo porque indica um fato
a) atual
b) futuro
c) habitual
d) imperativo
e) permanente
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CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Administração/2023
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
À moda brasileira
 
Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena história da literatura brasileira.
 
Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei quase num susto depois que li os primeiros versos
do soneto à língua portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um tempo, esplendor e
sepultura.
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Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de Lácio eu não sabia onde ficava, mas de
sepultura eu entendia bem, disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se escrevia (e já
escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era a sepultura que esperava por esses meus
escritos?
 
Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sondagens antes de chegar até onde queria, os tais
rodeios que ele ia ouvindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha, fumava nessa época
esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e ele não tinham viajado para o exterior.
 
Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Brasil, meus avós é que tinham feito aquelas
longas viagens de navio, Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era
italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
 
Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, é que seria tão bom se ambos tivessem
nascido lá longe e assim eu estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei repetindo e abri o livro
que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com todas as letras, nossa língua é sepultura mesmo,
tudo o que a gente fizer vai para debaixo da terra, desaparece!
 
Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pegou os óculos. O soneto é muito bonito, disse
me encarando com severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria língua. Se você chegar
a escrever bem, não precisa ser em italiano ou espanhol ou alemão, você ficará na nossa língua mesmo,
está me compreendendo? E as traduções? Renegar a língua é renegar o país, guarde isso E depois (ele
voltou a abrir o livro), olha que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, desconhecida
e obscura, veja que confissão de amor ele fez à nossa língua! Tem mais, ele precisava da rima para
sepultura e calhou tão bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou- se. Deu alguns
passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varanda: Já fez a sua lição de casa?
 
264) 
Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar: saía da
poltrona e ia para a cadeira de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou simplesmente
começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a gente falava noutra coisa ou ficava
quieta.
 
Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha morrido, fiquei
pensando nisso, ah! se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse mudado de lugar. Mudar
depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da cama e fique na cadeira ou vá pra rua e feche a
porta!
 
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho
chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111. Fragmento adaptado.
 
Considerando-se a correlação adequada entre tempos e modos verbais, a alternativa que, respeitando a
norma-padrão, completa o período iniciado pelo trecho “A autora também teria sido lida se...” é
a) escrever seus contos em outra língua.
b) escrevera seus contos em outra língua.
c) tiver escrito seus contos em outra língua.
d) teria escrito seus contos em outra língua.
e) tivesse escrito seus contos em outra língua.
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CESGRANRIO - TRPDACGN (ANP)/ANP/Química/2016
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Entrevista com Frédéric Martel
 
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Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios de comunicação se trava pela conquista do público dentro
e fora dos países criadores. Batalhas se desenrolam pelo domínio da notícia, do formato de programas de
TV e pela exibição de filmes, vídeos, música, livros. Nesse processo, um gigante domina: os Estados
Unidos, com sua capacidade de produzir cultura de massas que agrada ao grande público em todos os
continentes. Essa penetração cultural americana, que muitos críticos preferem chamar de imperialismo,
leva os filmes, a música e a televisão americana para o mundo. Sua arma é o inverso da alta cultura, da
contracultura, da subcultura, de nichos especializados. Visa o público em geral, cultura de massa, de
milhões. Tornou-se a cultura internacional dominante, principal, a chamada mainstream, conforme o
título do livro escrito pelo sociólogo francês Frédéric Martel. Para escrever Mainstream, ele percorreu 30
países durante cinco anos, entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas as capitais do entertainment,
analisou a ação dos protagonistas, a lógica dos grupos e acompanhou a circulação internacional de
conteúdo.
 
É um imperialismo diferente daquele político e militar. É uma espécie de imperialismo cultural que é bem
recebido no mundo. A esse respeito, afirma Frédéric Martel: “É o que basicamente chamamos de soft
power. Soft power significa influenciar as pessoas com coisas legais. Você é amigável, não é
contundente. Você tem as forças armadas, tem a diplomacia tradicional e grandes empresas econômicas,
que formam o hard power, e tem o soft power, que influencia as pessoas através de filmes, de livros, da
internet e de valores.”
 
“A língua é importante. Eu acredito — e essa é a principal conclusão do meu livro — que, no mundo em
que estamos entrando, que reúne globalização e digitalização, a língua é importante. E eu acredito que a
batalha, a luta, mesmo a guerra de conteúdo, será uma batalha a respeito da cultura nacional. Você
pode ouvir Lady Gaga, gostar de Avatar e ler O Código Da Vinci, mas, no final das contas, a maior parte
da cultura que você consome e ama geralmente é nacional, local, regional, e não global. A cultura global
é apenas uma pequena parte do que você gosta. Então, no final das contas, os americanos são os únicos
a poder prover essa cultura dominante global, mas essa cultura dominante global continua pequena. Por
quê? Porque a língua é muito importante, porque a identidade é muito importante. Quando você compra
um livro de não ficção, quer saber o que acontece aqui, no seu país, e não na Coreia do Sul, por
exemplo. Na Coreia do Sul você quer ouvir K-pop, que é a música pop coreana, e ver um drama coreano,
e não ouvir uma música brasileira. Portanto, nós estamos em um mundo cada vez mais global, mas, ao
mesmo tempo, a cultura ainda é e será muito nacional. Para resumir as coisas, eu diria que todos temos
duas culturas: a nossa e a americana.”
 
“Nós, como europeus, temos o mesmo tipo de relação que você, como brasileiro, tem com os EUA. Nós
os amamos e odiamos. É uma complicada relação de amor e ódio. Nós esperamos que eles sejam como
são; nós queremos criticá-los, mas, ao mesmo tempo, nós protestamos contra eles com tênis Nike nos
pés. Nós trabalhamos para ser um pouco como eles, muito embora nós queiramos manter nossa
identidade e cultura. E, a propósito, a boa notícia é que o debate no mundo hoje e nofuturo não será
entre nós — brasileiros, franceses, europeus — e os americanos. Será entre todos nós. O que eu quero
dizer é que hoje não há apenas dois povos: nós e os EUA. O mundo é muito mais complicado, com
países emergentes, que serão fundamentais nesse novo jogo.”
 
“Para resumir, afirma Martel, eu diria que os EUA continuarão sendo peça importante da guerra de
conteúdo, podemos dizer, nos próximos anos e décadas. Eu não acredito e não compro a ideia do
declínio da cultura americana. Eu acho que eles são fortes e continuarão sendo fortes. Mas eles não são
os únicos no jogo. Agora temos os países emergentes, que estão emergindo não só demográfica e
economicamente, como pensávamos. E eu fui um dos primeiros a mostrar que eles estão emergindo com
sua cultura, sua mídia e com a internet.”
 
“Nesse mundo, a internet pode ser uma peça importante. O Brasil, por exemplo, vai crescer com a
internet, com certeza. Criam-se ferramentas inovadoras de alfabetização, por exemplo, em comunidades,
em favelas, em lugares onde os moradores não têm acesso a uma livraria ou biblioteca. Mas eles terão
acesso à internet em lan houses, por exemplo, e mesmo no telefone. Hoje, todo mundo tem um telefone
celular barato. Mesmo na África, todos têm celulares com funções básicas. Em cinco anos, todos terão
um smartphone, pois os preços estão caindo muito. Assim, todos poderão acessar a internet
pelo smartphone. Se você tem acesso à internet, pode baixar livros, acessar a rede, pode ver filmes e daí
por diante.”
 
“A questão não é se essa tecnologia é boa, conclui Martel. A questão é: ela não será boa ou ruim
sozinha. Ela será o que você, o povo, o governo deste país e nós formos capazes de fazer com ela,
criando uma boa internet e uma maneira melhor de ter acesso ao conteúdo através da internet.”
 
BOCCANERA, S. Entrevista concedida pelo sociólogo Frédéric Martel, Programa Milênio, Globo News. Disponível
em: <http://www.conjur.com.br/2013-jan-25/ideias-milenio-fredericmartel- sociologo-jornalista-frances>. Acesso
em: 10 nov. 2015. Adaptado.
 
As formas verbais estão empregadas coerente e adequadamente, de acordo com a norma-padrão da
Língua Portuguesa, em:
a) É desejável que a escola não desse importância apenas à futura profissão dos alunos, mas que
também atendesse às necessidades relativas à formação desses estudantes.
b) Os países em desenvolvimento teriam possibilidade de maior crescimento se a população fosse
atendida em suas necessidades básicas e tivesse oportunidade de estudar.
c) Se os resultados das pesquisas de mercado fossem positivos, o diretor da empresa apresentará
aos clientes detalhes do novo projeto a ser implementado.
d) É necessário que as empresas de comunicação global investissem em programas de popularização
dos meios de compartilhamento de informação.
e) As mudanças do mercado digital dependem das ações que as empresas desenvolverão junto aos
seus funcionários para que eles tivessem sucesso.
265) 
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo C/2012
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Texto I
 
Poesia: a melhor autoajuda
 
Calma, esperançoso leitor, iludida leitora, não fiquem bravos comigo, mas ler autoajuda geralmente só é
bom para os escritores de autoajuda. Pois não existe receita para ser feliz ou dar certo na vida.
 
Sabe por quê?
 
Porque, na maior parte das vezes, apenas você sabe o que é bom e serve para você. O que funciona
para um nem sempre funciona para outro.
 
Os únicos livros de autoajuda que merecem respeito, e são úteis mesmo, são aqueles que ensinam novas
receitas de bolo, como consertar objetos quebrados em casa ou como operar um computador. Ou seja,
lidar com as coisas concretas, reais, exige um conhecimento também real, tintim por tintim, item por
item.
 
Com gente é diferente. Gente não vem com manual de instruções quando nasce. Nem para viver nem
para morrer.
 
E se você precisa de conforto ou conselhos, existem caminhos bem mais fáceis, boa parte deles de
graça: igrejas, templos, botecos, amigos ou parentes… Lembrou? Se alguém anda necessitado de regras,
palavras de ordem e comandos enérgicos sobre o que fazer, melhor entrar para o exército. Mas, se você
não quer deixar ninguém mandar em você, tenha coragem e encare-se de frente. Não adianta fugir de
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seus medos, suas dores, suas fragilidades, suas tristezas. Elas sempre correm juntinho, coladas em você.
Tentar ser perfeito, fazer o máximo, transformar-se em outro dói mais ainda. Colar um sorriso no rosto,
enquanto chora por dentro, é para palhaço de circo.
 
Portanto, entregue-se, seja apenas um ser humano cheio de dúvidas e certezas, alegrias e aflições.
Aproveite e use algo que, isso sim, com certeza é igual em todos nós: a capacidade de imaginar, de voar,
se entregar. Se nem Freud explica, tente a poesia.
 
A poesia vai resolver seus problemas existenciais? Provavelmente, não. A poesia, às vezes, é como
aquele bordão do Chacrinha, não veio para explicar, mas para confundir. Quando acerta, é por acaso,
como na vida. Ficar confuso é o normal, relaxe e aproveite.
 
Selecionamos alguns trechos de poemas que provavelmente falam das respostas que você anda
procurando em livros de autoajuda. Tomara que ajudem.
 
O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud [...], admitiu que, aonde quer que ele fosse ou olhasse, um
poeta já havia passado por ali. Então, venha junto com os poetas que indicamos aqui.
 
O sábio poeta Mário Quintana já dizia que um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está
lendo a gente… e não a gente a ele.
 
[...] Poesia está mais para lição de vida que lição de casa. E depois vá em frente. Procure outros poetas.
Estão todos na livraria, biblioteca ou página da internet mais próxima.
 
Você nunca mais estará tão sozinho a ponto de achar que precisa de um livro de autoajuda para mostrar
o caminho das pedras.
 
TAVARES, Ulisses. Discutindo Literatura. Escala Educacional.
266) 
São Paulo, ano 2, n. 8. p. 20-21. Adaptado.
 
Passando-se as formas verbais destacadas na sentença, retirada do Texto I, “O próprio pai da Psicanálise
, Sigmund Freud [...], admitiu que, aonde quer que ele fosse ou olhasse, um poeta já havia passado
por ali.” para o tempo presente, respeitando-se a norma-padrão, fica-se com:
a) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, admite que, aonde quer que ele vá ou olhe, um
poeta já passou por ali.
b) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, admite que, aonde quer que ele fosse ou olhasse,
um poeta já passou por ali.
c) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, admite que, aonde quer que ele vai ou olha, um
poeta já passou por ali.
d) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, está admitindo que, aonde quer que ele fosse ou
olhasse, um poeta já passou por ali.
e) O próprio pai da Psicanálise, Sigmund Freud, está admitindo que, aonde quer que ele irá ou
olhará, um poeta já passou por ali.
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CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/Apoio Administrativo/2012
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
METRÓPOLE SUSTENTÁVEL: É POSSÍVEL?
Conversamos com sociólogos, arquitetos, economistas, urbanistas e representantes de organizações
internacionais sobre o assunto. Será que estamos fadados a um colapso ou a metrópole sustentável é
um conceito viável?
 
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Virou hábito na mídia e, provavelmente, em conversas cotidianas o uso do adjetivo ‘sustentável’.
Condomínios, materiais de construção, meios de transporte, edifícios... Tudo pode ser sustentável.
 
Quando perguntamos a urbanistas e economistas sobre o assunto, o conceito de sustentabilidade
aplicado a cidades não se configura unânime. Para alguns urbanistas, um elemento fundamental para ser
levado em conta, quando se fala de sustentabilidade urbana, é o futuro. “Uma metrópole sustentável é
aquela que, na próxima geração, tenha condições iguais ou melhores que as que temos hoje”, define o
presidente do Institutode Arquitetos do Brasil (IAB). Por ‘condições’ devemos entender os aspectos
fundamentais relacionados à vida urbana: habitação, alimentação, saúde, emprego, transporte,
educação, água, etc. Além disso, a articulação entre os campos ambiental e social é essencial para o
conceito de sustentabilidade urbana.
A primeira condição fundamental para o estabelecimento de uma cidade sustentável é a democratização
dos acessos a serviços e equipamentos públicos. Isso significa a redução drástica de todas as formas de
desigualdades – social, política, econômica e espacial.
Nesse cenário, para que infraestrutura, segurança, saúde, educação e outros serviços públicos sejam
acessíveis em toda a metrópole, a manutenção da cidade se torna cada vez mais cara. É imperativo
democratizar o acesso aos serviços básicos de uma metrópole e diminuir as desigualdades. No entanto,
como fazer isso quando o dinheiro é limitado? “Conter a expansão urbana”, resume o arquiteto.
A rede de transportes, por exemplo, é um dos aspectos a serem observados na constituição das cidades.
Quanto maiores as distâncias a serem percorridas, também maior e mais complexa ela será. A
priorização do automóvel faz com que a cidade se expanda horizontalmente, minando as possibilidades
de ter áreas não ocupadas, e contribui para a impermeabilização do solo, com a pavimentação contínua.
A superestima do automóvel é uma das marcas do subdesenvolvimento, no qual também o transporte
coletivo é precário.
 
Se alguns dados da ONU oferecem um prognóstico positivo do futuro das metrópoles, os urbanistas nos
lembram que o destino das cidades pode não ser tão brilhante, se não houver uma mudança mais
orgânica. Mudanças estruturais e na ordem do pensamento são fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade seja ao menos possível.
FRAGA, Isabela. Metrópole sustentável: é possível? Revista Ciência Hoje. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje,
vol. 46, n. 274, setembro de 2010. p. 22-29. Adaptado.
 
No trecho abaixo, as formas verbais destacadas estão correlacionadas.
“Mudanças estruturais e na ordem do pensamento são fundamentais para que, se não garantida, a
sustentabilidade seja ao menos possível.”
Ao substituir a forma verbal são por seriam para expressar uma hipótese, a frase deve ser modificada,
de acordo com a norma-padrão, para:
a) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade era ao menos possível.
b) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade for ao menos possível.
c) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade fosse ao menos possível.
d) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade será ao menos possível.
e) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não
garantida, a sustentabilidade seria ao menos possível.
267) 
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CESGRANRIO - Eng (PQS)/PQS/Equipamentos/Eletricidade/2010
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Já devo ter contado aqui, ao longo de todos estes anos, que meu avô materno, o iracundo coronel
Ubaldo (...) não punha as mãos em nada que fosse elétrico. Mas talvez não tenha contado e, de qualquer
forma, há sempre alguém lendo esta coluna pela primeira vez, e espero que não pela última, de maneira
que, somando- se o cada vez maior número de desmemoriados, pode ser que esteja oferecendo a alguns
uma novidade.
 
O coronel não era propriamente avesso ao progresso. Por exemplo, lembro quando as saias encurtaram e
ele apoiou grandemente a nova usança.
 
Sim, mas meu avô deve ter lido em algum livro do século XIX uns dois vaticínios alarmantes sobre os
mecanismos elétricos, porque a verdade é que de fato nunca tocou em nada elétrico, nem no interruptor
de uma lâmpada. Se precisava que acendessem a lâmpada, chamava alguém entre seus muitos
agregados para pôr a mão naquele instrumento que se comunicava com forças demoníacas. Nem mesmo
quando inventaram a pilha e explicaram a ele que era uma eletricidadezinha fraca, que não dava choque,
ele só saía à noite com o caminho iluminado por uma lanterna na mão de um acompanhante. Telefone,
nas raríssimas vezes em que o utilizou, ele só pegava com um lenço e não encostava a orelha, ouvia a
uma distância prudente. E, mesmo assim, virou surdo seletivo pouco tempo depois, o que lhe dava uma
excelente desculpa para manter a longinquidade do telefone.
 
Tampouco conheceu televisão. A gente ligava o aparelho na sala e ele imediatamente se retirava. Já fora
da sala, num lugar de onde era impossível ver a televisão, ele ouvia pacientemente nossos argumentos.
Era em preto e branco como nas fotos, mas as imagens se mexiam, falavam. “É como no cinema”, disse
alguém de fora certa vez, desconhecendo a circunstância de que ele também jamais entrou num cinema.
 
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– Creio, creio – dizia ele – Podem deixar, que um dia desses eu venho ver.
 
Nunca foi, é claro. Da mesma forma, não há fotos dele em “instantâneos”, como se dizia na minha
infância, quando a maioria das máquinas exigia que os fotografados ficassem imóveis até a “chapa” ser
batida. Já homem feito, eu tinha uma máquina então muito moderna e rápida, mas nunca consegui
pegar um instantâneo dele.
 
Mas por que estou falando tudo isto, que não tem nada a ver com o que se passa em torno? Aí é que
vocês se enganam, tem, sim. Não haverá entre vocês quem não esteja começando a cansar de abrir uma
geringonça antigamente inútil ou inconcebível, para perceber que ela já está obsoleta e, o que é pior,
para usar a próxima, você vai ter que comprar e aprender um programa inteiramente novo? Não me
refiro somente aos velhotes, ou mais para lá do que para cá, mas a gente aí de seus trinta, quarenta
anos, que embarcou entusiasta na onda da internet, usa tudo quanto é tipo de aparelhinho imaginável,
tem um celular que pega a BBC, passa a ferro e resolve problemas de cálculo infinitesimal, mas agora vê
que não faz mais nada na vida a não ser mexer com essa bagulhada. O computador e seus
assemelhados vieram para facilitar o trabalho – e realmente facilitam muito. Mas quantas pessoas
trabalham bem mais no computador e para o computador do que no seu trabalho propriamente dito?
 
Leio aqui numa revista americana que muita gente, inclusive jovens, já anda de saco cheio. Antigamente,
para regular o som, o sujeito dispunha dos botões de volume, graves e agudos. Alguns metidos a besta
tinham médio. Não complicava a vida de ninguém. Aí vieram os equalizadores, cheios de reguinhas e
frequências para escolher, com o sujeito usando tabelas, medidores incompreensíveis e horas de seu
tempo para achar a configuração certa, com a qual seu melhor amigo jamais concordará, levando ao
desespero obsessivo que já acomete milhões e milhoas. Pelo menos deem um tempo, umas semaninhas,
para a gente conviver brevemente com algo de que gosta, mas cuja extinção é decretada tiranicamente
em prazos cada vez mais curtos.
 
RIBEIRO, João Ubaldo O Globo – 11 maio 2008. (Adaptado)
268) 
 
Às vezes me perguntava: inovações que agradá-lo?
 
De acordo com o registro culto e formal da língua, as formas verbais que preenchem as lacunas do
trecho acima são, respectivamente,
a) Há - possa.
b) Havia - podia.
c) Haviam - podiam.
d) Haveria - pudessem.
e) Haveriam - pudesse.
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CESGRANRIO - Tec Adm (DETRAN AC)/DETRAN AC/2009
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
TRÂNSITO NAS GRANDES CIDADES:
O PREÇO DO TEMPO PERDIDO
 
Quem não passou pelo pesadelo de sair de casa para um compromisso com hora marcada e ver o
cronograma estourar por causa do trânsito? Assim se perderam viagens, reuniões de negócios, provas na
escola e outras oportunidades. Resultado: prejuízo na certa. Seja ele financeiro oumesmo moral —
afinal, como fica a cara de quem chega atrasado ao trabalho? Mas será que existe um mecanismo que
leve ao cálculo das perdas provocadas por estes preciosos minutos gastos dentro de um automóvel — ou
transporte coletivo — numa avenida de uma grande cidade brasileira? Quanto custa um engarrafamento?
As respostas para estas perguntas, infelizmente, ninguém sabe ao certo.
 
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Estudo do Denatran, em parceria com o Ipea, sobre “Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de
Trânsito nas Rodovias Brasileiras” revela que — além da perda de tempo — a retenção no trânsito
provoca ainda o aumento do custo de operação de cada veículo — combustível e desgaste de peças. Os
congestionamentos trazem danos também para os governos. Cidades e estados gastam fortunas com
esquemas de tráfego, engenheiros, equipamentos e guardas de trânsito.
 
Quando motivado por acidente, o engarrafamento fica ainda mais caro, pois envolve bombeiros,
ambulâncias, médicos, hospitais, internações, medicamentos, lucros cessantes e, eventualmente, custos
fúnebres, além das perdas familiares. Nos Estados Unidos, as autoridades incluíram, no custo financeiro
do engarrafamento, o estresse emocional provocado em suas 75 maiores cidades. Conta final: U$ 70
bilhões/ano. Isso sem falar nos custos ambientais — é consenso na comunidade científica que a queima
de combustíveis fósseis, como o petróleo, pelos automóveis é uma das principais causas de emissões de
carbono, um dos causadores do aquecimento global.
 
A maior cidade do Brasil tem também os maiores engarrafamentos. A frota da Grande São Paulo atingiu,
em 2008, a marca de seis milhões de veículos. Este número só aumenta: são vendidos cerca de 600
carros por dia — segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O
consultor de tráfego Horácio Figueira só vê uma solução: “É preciso priorizar o transporte coletivo. Caso
contrário, as cidades vão parar”, alerta. Enquanto 60% da população do país utilizam o transporte
público, apenas 47% dos paulistanos seguem o mesmo exemplo. A falta de conforto e os itinerários
limitados dos ônibus levaram 30% dos usuários a optar pelas vans, realimentando os quilométricos
congestionamentos da cidade.
 
CARNEIRO, Claudio. In: Opinião e Notícia, 20 mar. 2008. Disponível em:
http://opiniaoenoticia.com.br/vida/transito-nas-grandes-cidades-o-preco-do-tempo-perdido. Acesso em: 3 ago.
2009.
 
Observe o período.
269) 
A meta do governo é fazer com que as pessoas usem mais transportes coletivos.
Os verbos destacados no período acima podem ser substituídos, respectivamente, mantendo a correção
gramatical, por
a) foi e tenham usado.
b) era e usassem.
c) era e usavam.
d) será e terão usado.
e) será e terem usado.
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CESGRANRIO - ERPDACGN (ANP)/ANP/Direito/2008
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
O novo Brasil
 
Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, decisivas e
aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num
espaço de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser uma colônia fechada e atrasada para se
tornar um país independenteI. Por essa razão, o balanço que a maioria dos estudiosos faz de D. João VI
tende a ser positivo, apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o historiador Oliveira Lima, ele foi
“o verdadeiro fundador da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais: assegurou a integridade
territorial e deu início à classe dirigente que se reponsabilizaria pela construção do novo país. “Com ele
começou a descolonização efetiva”, afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson Martins. “Não
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só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e em breve
espaço de tempo as estruturas de uma nação propriamente dita.”
 
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil se a
corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro? Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte dos
historiadores concorda que o país simplesmente não existiria na sua forma atual. Na hipótese mais
provável, a Independência e a República teriam vindo mais cedo, mas a antiga colônia portuguesa se
fragmentaria em um retalho de pequenos países autônomos, muito parecido com seus vizinhos da
América espanhola, sem nenhuma outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem de longe teria o poder e a influência que o país
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de um Brasil grande e integrado, o papel
provavelmente caberia à Argentina, que seria, então, o maior país do continente. [...]
• Na escola, quando abrissem seus livros de Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que a
floresta amazônica é um santuário ecológico de um país distante, situado ao norte, na fronteira com
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
• As diferenças regionais se teriam acentuado. É possível que, a esta altura, as regiões mais ricas
desse mosaico geográfico estivessem discutindo medidas de controle da imigração dos vizinhos mais
pobres, como fazem hoje os americanos em relação aos mexicanos.
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias para
as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará, os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
 
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar
a importância de D. João VI na construção da identidade dos brasileiros de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI veio criar e realmente fundou na América um
império, pois merece bem assim ser classificado o ter dado foros de nacionalidade a uma imensa colônia
amorfa”, escreveu Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria desfrutado por D. João ou pela
metrópole portuguesa. “Ele próprio regressava menos rei do que chegou”, acrescentou Oliveira Lima.
“Deixava contudo o Brasil maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao mudar o Brasil, D. João VI
o perdeu para sempre.
 
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
 
Observe os termos destacados no trecho a seguir.
 
“Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, decisivas e
aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro.”.
 
A relação temporal existente entre as formas verbais em destaque se mantém quando estas são
substituídas por:
a) tinha testemunhado - teria morado.
b) terá testemunhado - mora.
c) testemunharia - moraria.
d) testemunha - mora.
e) testemunhava - morara.
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CESGRANRIO - Assis Tec (INEA)/INEA/Técnico Administrativo/2008
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
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270) 
271) 
Complete a sentença com a forma verbal correta.
O governo pede que a população…
a) economiza água todos os dias.
b) esteje atenta ao desperdício.
c) propõe modos de poupar água.
d) não despeje dejetos em rios.
e) não consome água em excesso.
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo B/2006
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Se ele , com os amigos de infância.
 
A opção que completa corretamente a frase acima é:
a) puder telefonar, tinha falado.
b) puder telefonar, falara.
c) pudesse telefonar, falará.
d) pudesse telefonar, terá falado.
e) pudesse telefonar, falaria.
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CESGRANRIO - Tec 1-I (IBGE)/IBGE/2006
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2681595https://www.tecconcursos.com.br/questoes/314748
272) 
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
O mundo está envelhecendo. Em três décadas, haverá tantos idosos quantos jovens. Dessa
questão tratam agora a ONU, demógrafos e economistas em pânico com as conseqüências para a
previdência social. São problemas reais, mas do ponto de vista do indivíduo, a notícia do aumento da
longevidade só pode ser alvissareira. Ninguém quer a morte, só saúde e sorte, sentenciou Gonzaguinha
e, desde então, os brasileiros repetem em coro esse refrão. A geração dos que entram na terceira idade
está começando, se tiver saúde e sorte, uma terceira vida.
 
A constatação é perturbadora para quem chegou lá, porque será pioneiro em inventar essa terceira vida
e o fará sem parâmetros que lhe digam o que é certo ou errado, aceitável ou ridículo, sadio ou malsão.
Janus com uma face voltada para a liberdade e a outra para a angústia e a incerteza. Uma situação que
se assemelha, hoje, estranhamente, à adolescência.
 
“O que é chato no envelhecer é que eu sou jovem”, protestava Colette. Pessoas que se sentem jovens e
ainda não se reconhecem em um corpo que não lhes parece seu, lembram os adolescentes que, com um
pé na infância, assistem perplexos à revolução hormonal. Mas não é só o corpo que se torna morada
incerta. Incerto é o momento em que a chamada vida ativa já se transformou para a maioria em tempo
livre, em perda de identidade profissional e é preciso buscar um novo perfil, como o adolescente face à
vida adulta se perguntando o que eu vou ser quando crescer. O que se vai ser quando envelhecer é uma
questão nova em um tempo em que já ninguém responde simplesmente: velho.
 
A uma geração a quem se promete mais vinte ou trinta anos de vida, em boa saúde, física e mental,
estão colocados uma fantástica oferta de liberdade e um convite à invenção. Sobretudo em tempos de
mudança de era, quando proscreveram o quadro de valores nos quais essas pessoas foram criadas e um
corpo de conhecimentos que se tornou anacrônico.
 
Essa geração foi atropelada pelas crises da família e do trabalho, pela globalização e pelas novas
tecnologias. Já não é possível viver ignorando o que essas mutações representam como revolução na
convivência entre as pessoas, a transformação que operam no acesso à informação, exigindo dos mais
velhos um diálogo com essa cultura.
 
Os jovens sempre olharam para os mais velhos como velhos. Só que, hoje, os chamados idosos não se
comportam segundo a expectativa dos jovens. Mudou sua disposição de vestir os estereótipos com que
se lhes ditava uma vida sem futuro. A presença maciça na sociedade de pessoas idosas com projetos,
vivendo sua vida com energia e independência, dotadas de recursos e de tempo disponível, constitui um
fenômeno imprevisto que está mudando as sociedades por dentro e que, para além de saber quem vai
pagar a conta da previdência, questiona os costumes.
 
OLIVEIRA, Rosiska Darcy de. O Globo, 05 mar. 2006 (com adaptações)
 
Obs.: Janus – um dos antigos deuses de Roma, representado com dois rostos, um voltado para a direita
outro para a esquerda. Colette – escritora francesa.
 
Considere as frases.
 
I – Ficarei muito satisfeito se, ao envelhecer, me _____________ espiritualmente jovem.
 
II – Os economistas _____________ soluções para os problemas financeiros.
 
As formas verbais que preenchem corretamente as frases acima são:
a) manter – proporam.
b) mantiver – propuseram.
c) mantiver – propuserem.
d) mantesse – propusessem.
e) mantivesse – proporam.
273) 
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Uma cena
 
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono
no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um
azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar,
pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as
amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada.
 
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
 
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de
pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem
pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras
e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das
gaiolas.
 
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido
estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem
surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se
num aceno, quando alguém passar.
 
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
 
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Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada,
observando as manhãs, está atrás das grades.
 
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as
grades. Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores
crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me
perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me
acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem saber o que dizer.
 
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira
para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com
tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras
de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende,
constrange, restringe.
 
Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar
os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.
 
SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001.
 
“E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada,
fiquei sem saber o que dizer.”
 
O uso do verbo em destaque no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo estabelece que o fato
representado por esse verbo se deu antes de outro fato passado. Esse mesmo significado é encontrado
no que está destacado em:
a) Ela já foi uma mulher alegre e jovial.
b) A mesma cena se repete ao nascer de cada manhã.
274) 
c) A velha senhora estava sentada na calçada enquanto amanhecia.
d) Na última manhã, a velha senhora chegou e o sol já tinha surgido.
e) As grades impressionariam qualquer um que chegasse à cidade.
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CESGRANRIO - AET (BB)/BB/2014
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Um pouco distraído
Ando um pouco distraído, ultimamente. Alguns amigos mais velhos sorriem, complacentes, e dizem que é
isso mesmo, costuma acontecer com a idade, não é distração: é memória fraca mesmo, insuficiência de
fosfato.
O diabo é que me lembro cada vez mais de coisas que deveria esquecer: dados inúteis, nomes sem
significado, frases idiotas, circunstâncias ridículas, detalhes sem importância. Em compensação, troco o
nome das pessoas, confundo fisionomias, ignoro conhecidos, cumprimento desafetos. Nunca sei onde
largo objetos de uso e cada saída minha de casa representa meia hora de atraso em aflitiva procura:
quede minhas chaves? meus cigarros? meu isqueiro? minha caneta?
Estou convencido de que tais objetos, embora inanimados, têm um pacto secreto com o demônio, para
me atormentar: eles se escondem.
Recentemente, descobri a maneira infalível de derrotá-los.Ainda há pouco quis acender um cigarro, dei
por falta do isqueiro. Em vez de procurá-lo freneticamente, como já fiz tantas vezes, abrindo e fechando
gavetas, revirando a casa feito doido, para acabar plantado no meio da sala apalpando os bolsos vazios
como um tarado, levantei-me com naturalidade sem olhar para lugar nenhum e fui olimpicamente à
cozinha apanhar uma caixa de fósforos.
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Ao voltar — eu sabia! — dei com o bichinho ali mesmo, na ponta da mesa, bem diante do meu nariz, a
olhar-me desapontado. Tenho a certeza de que ele saiu de seu esconderijo para me espiar.
Até agora estou vencendo: quando eles se escondem, saio de casa sem chaves e bato na porta ao voltar;
compro outro maço de cigarros na esquina, uma nova caneta, mais um par de óculos escuros; e não
telefono para ninguém até que minha caderneta resolva aparecer. É uma guerra sem tréguas, mas hei de
sair vitorioso. [...]
Alarmado, confidenciei a um amigo este e outros pequenos lapsos que me têm ocorrido, mas ele me
consolou de pronto, contando as distrações de um tio seu, perto do qual não passo de um mero
principiante.
Trata-se de um desses que põem o guarda-chuva na cama e se dependuram no cabide, como manda a
anedota. Já saiu à rua com o chapéu da esposa na cabeça. Já cumprimentou o trocador do ônibus
quando este lhe estendeu a mão para cobrar a passagem. Já deu parabéns à viúva na hora do velório do
marido. Certa noite, recebendo em sua casa uma visita de cerimônia, despertou de um rápido cochilo
e se ergueu logo, dizendo para sua mulher: “Vamos, meu bem, que já está ficando tarde.” [...]
Contou-me ainda o sobrinho do monstro que sair com um sapato diferente em cada pé, tomar ônibus
errado, esquecer dinheiro em casa, são coisas que ele faz quase todos os dias. Já lhe aconteceu tanto se
esquecer de almoçar como almoçar duas vezes. Outro dia arranjou para o sobrinho um emprego num
escritório de advocacia, para que fosse praticando, enquanto estudante.
— Você sabe — me conta o sobrinho: — O que eu estudo é medicina...
Não, eu não sabia: para dizer a verdade, só agora o estava identificando. Mas não passei recibo — faz
275) 
parte da minha nova estratégia, para não acabar como o tio dele: dar o dito por não dito, não falar mais
no assunto, acender um cigarro. É o que farei agora. Isto é, se achar o cigarro.
SABINO, F. Deixa o Alfredo Falar. Rio de Janeiro: Record, 1976.
 
A expressão “hei de sair vitorioso” pode ser substituída no texto, sem alteração de sentido, por
a) sairei vitorioso
b) podia sair vitorioso
c) talvez saia vitorioso
d) gostaria de sair vitorioso
e) quem sabe eu possa sair vitorioso
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2011
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Texto
A REDESCOBERTA DO BRASIL
 
Na segunda metade do século XVI, quando o rei D. Manoel, o capitão-mor Pedro Álvares Cabral e o
escrivão Pero Vaz de Caminha já estavam mortos havia mais de duas décadas, começaria a surgir em
Lisboa a tese de que o Brasil fora descoberto(a) por acaso. Tal teoria foi obra dos cronistas e
historiadores oficiais da corte. [...]
Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século e tivessem acesso aos arquivos oficiais, os
cronistas reais descreveram(b) o descobrimento do Brasil com base na chamada Relação do Piloto
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Anônimo. A questão intrigante é que em nenhum momento o "piloto anônimo" faz menção à tempestade
que, segundo os cronistas reais, teria feito Cabral "desviar- se" de sua rota. Embora a carta de Caminha
não tenha servido de fonte para os textos redigidos pelos cronistas oficiais do reino, esse documento
também não se refere a tormenta alguma. Pelo contrário: mesmo quando narra o desaparecimento da
nau de Vasco de Ataíde, ocorrido duas semanas depois da partida de Lisboa, Caminha afirma
categoricamente que esse navio sumiu "sem que houvesse tempo forte ou contrário para poder ser".
Na verdade, a leitura atenta da carta de Caminha e da Relação do Piloto Anônimo parece revelar que
tudo na viagem de Cabral decorreu na mais absoluta normalidade e que a abertura de seu rumo para
oeste foi proposital. De fato, é difícil supor que a frota pudesse ter-se desviado "por acaso" de sua rota
quando se sabe – a partir das medições astronômicas feitas por Mestre João – que os pilotos de Cabral
julgavam estar ainda mais a oeste do que de fato estavam. [...]
 
Reescrevendo a História
 
Mais de 300 anos seriam necessários até que alguns dos episódios que cercavam o descobrimento do
Brasil pudessem começar a ser, eles próprios, redescobertos. O primeiro passo foi o ressurgimento da
carta escrita por Pero Vaz de Caminha – que por quase três séculos estivera perdida(c) em arquivos
empoeirados. [...] O documento foi publicado pela primeira vez em 1817, pelo padre Aires do Casal, no
livro Corografia Brazílica. Ainda assim, a versão lançada por Aires do Casal era deficiente e incompleta
[...]. A "redescoberta" do Brasil teria que aguardar(d) mais algumas décadas.
Não por coincidência, ela se iniciou no auge do Segundo Reinado. Foi nesse período cheio de glórias que
o país, enriquecido pelo café, voltou os olhos para a própria história. Por determinação de D. Pedro II, o
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (fundado em 1838) foi incumbido(e) de desvendar os mistérios
que cercavam o descobrimento do Brasil. [...]
Ainda assim, a teoria da intencionalidade [...] e a tese da descoberta casual [...] não puderam, e talvez
276) 
jamais possam, ser definitivamente comprovadas. Por mais profundas e detalhadas que sejam as análises
feitas sobre os três únicos documentos originais relativos à viagem (as cartas de Pero Vaz de Caminha,
do Mestre João e do "piloto anônimo"), elas não são suficientes para provar se o descobrimento de
Cabral obedeceu a um plano preestabelecido ou se foi meramente casual.
BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p.
127-130. Adaptado.
Sem prejuízo do sentido original apresentado no Texto, a forma verbal que pode ser substituída pela
locução ao lado é:
a) fora descoberto – tinha sido descoberto
b) descreveram – tenham descrito
c) estivera perdida – tem estado perdida
d) teria que aguardar – tivera que aguardar
e) foi incumbido – fora incumbido
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2011
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Texto II
 
PALAVRA PEJORATIVA
 
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
 
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“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente
diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro
Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô
na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a
autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou
velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembrança a volta de um clichê: o termo
“diferenciada”.
 
A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e
publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre
para melhor).
 
– Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum
conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica,
nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara
(SP) e do Mackenzie.
 
Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um
deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela
configuração desentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom,
ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou
algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa.
 
– Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda
ela. [...]
 
MURANO, Edgard. Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>. Acesso em: 05 jul.
2011. Adaptado.
 
 
“Não me consta que já houvesse um ‘diferenciado’ negativamente marcado.” 
 
A respeito da ocorrência da forma verbal houvesse, destacada no trecho, teceram-se os seguintes
comentários:
 
I - A forma verbal houvesse, nessa estrutura, tem valor de existisse, e se apresenta como verbo
impessoal.
 
II - O verbo haver, quando impessoal, transmite sua impessoalidade a auxiliares.
 
III - A forma verbal houvesse, nesse trecho, desempenha uma função de verbo auxiliar.
 
É correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
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CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/2010
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277) 
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
A vista
Estava falando(a) ao telefone com um velho amigo, que mora há anos fora e com quem não tinha
contato há muito tempo. Como tenho o costume de andar de um lado para outro quando estou ao
telefone (sem fio, claro), caminhei até a janela e, meio distraída, me peguei olhando para o terraço
diante de mim, um estacionamento que vive repleto de carros. É uma visão que me desgosta, pois, no
passado, quando o shopping vizinho ainda não tinha sido construído(b), toda a beleza da Lagoa Rodrigo
de Freitas se descortinava à minha frente.
– Sabe de uma coisa que nunca lhe contei? – disse a meu amigo. – Eu perdi a vista.
Houve alguns segundos de silêncio do outro lado do fio. Imaginei o que ele estava sentindo. Como me
conhece desde adolescente, muitas vezes se debruçou na janela da minha sala para apreciar, de dia ou
de noite, aquela beleza toda: de dia, o espelho d’água com seus diferentes matizes, variando segundo a
hora e a estação do ano, e por trás a sinuosidade das montanhas, do Sumaré ao Cantagalo, passando
pelo paredão do Corcovado; à noite, o mesmo espelho, só que transformado numa miríade de luzes, os
prédios acesos duplicados nas águas, tendo ao fundo o paredão escuro – então quase invisível – das
montanhas silenciosas. E mais as festas, os fogos, as noites de lua. E mais os domingos de regata, a
água da Lagoa pontilhada de velas brancas ou riscada pelos barcos a remo. E ainda, mais recentemente,
nos Natais, a árvore e seus brilhos, suas luzes mutantes, acendendo a água, deixando entrever no
espelho noturno as figuras minúsculas e curiosas dos pedalinhos. Todo um mundo de beleza que sempre
atiçou minha imaginação, enquanto tentava pensar em como é a vida dos homens que dormem dentro
daquela engrenagem, por entre os ferros que sustentam milhares de pequenas lâmpadas.
Tudo isso talvez estivesse passando na mente de meu amigo naqueles segundos de silêncio – ou terá
sido na minha própria?
O silêncio continuava. Meu amigo devia estar chocado. Eu, já nem tanto. Tenho procurado(c) me
acostumar. Afinal, é bom ter um shopping tão pertinho, com teatro, cinemas, uma livraria querida. A
princípio, achava que jamais iria lá, mas aos poucos fui me conformando. Hoje até passeio por suas
lojas, faço ali as compras de última hora, pela conveniência de ter tudo aberto até mais tarde – embora
ainda continue sempre dando preferência às lojas de rua.
Com o passar dos anos, até já esqueci o inferno que foi a construção do shopping, o metralhar de mil
britadeiras ao mesmo tempo, o som surdo do bate-estacas, o estalar dos metais, a poeira fina, o cheiro
de piche, o dia todo, de manhã à noite, dia após dia, semana após semana, meses e meses, um ano
depois do outro. Foram sete anos. Sete anos, como no sacrifício do pastor que servia a Labão. Sete anos
vendo a pedreira da minha infância sendo raspada, retalhada e finalmente morta, sem piedade. A
pedreira aonde, no início dos anos 1960, eu ia com meu irmão e seus amigos para soltar pipa. Se fecho
os olhos, quase posso sentir o contato morno da pedra que guardava o sol, o cheiro do capim
balançando ao vento. Mas tudo isso acabou, paciência. O Leblon mudou, o mundo mudou, o que fazer?
Não gosto de saudosismo. Há tantas coisas boas por aí, não é?
Do outro lado do fio, meu amigo continuava mudo. E então falou:
– Você perdeu... o quê?
– Perdi a vista – repeti. – Acho que ainda não tinha contado. Ou tinha?
E só então me dei conta de que a frase guardava dois significados: aquilo poderia querer dizer que eu
perdera(d) a visão. Isso explicaria(e) o silêncio prolongado dele. Então me apressei a completar:
– Estou falando do shopping que construíram aqui. Não dá mais para ver a Lagoa da minha janela.
278) 
Meu amigo riu, eu também. E acabamos falando daquele provérbio chinês, do homem que, reclamando
de não ter sapatos, encontra um que não tem pés. Desliguei o telefone e dei um suspiro. Que bom que
só preciso de óculos para leitura. E quando quiser ver a Lagoa, ainda posso ir até suas margens e encher
os olhos.
SEIXAS, Heloisa. In Seleções, jun.2009.
 
Dentre as formas verbais destacadas, aquela que pode ser substituída, no texto, pela alternativa
apresentada à sua direita, mantendo-se o sentido e a correção gramatical, é
a) “Estava falando...” – falei
b) “...tinha sido construído,”– foi construído
c) “Tenho procurado...”– procurei
d) “...perdera...”– tinha perdido
e) “...explicaria...”– havia explicado
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CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Municipal/2010
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
A AVENTURA DO COTIDIANO
Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma
pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
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Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar
cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas
agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o
registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o
nosso negocinho.
SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.
 
Analise a frase: “De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.” (l. 5). Flexionando-se a
locução verbal destacada no futuro do pretérito do modo indicativo, na 3ª pessoa do plural tem-se:
a) vão custar.
b) iriam custar.
279) 
c) fossem custar.
d) irão custar.
e) iam custar.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2010
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Não transforme o seu futuro em um passado de que você possa arrepender-se
 
O futuro é construído a cada instante da vida, nas tomadas de decisões, nas aceitações e recusas, nos
caminhos percorridos ou não. Esse movimento é feito por nós diariamente sem percebermos e sem
muito impacto, contudo, quando analisado em um período de tempo maior, ficam nítidos os erros e
acertos. Sabemos, internamente, dos melhores caminhos, entretanto, pelas inseguranças, medos e
raivas, diversas vezes adotamos posturas impensadas que impactam pelo resto da vida, comprometendo
trilhas que poderiam ser melhores ou mais tranquilas.
 
Comopodemos superar esses momentos? Como fazer para evitar esses erros súbitos? Perguntas a
que também quero responder, afinal, sou humano e cometo todos os erros inerentes a minha
condição, contudo, posso afirmar que o mundo não acaba amanhã e, retirando a morte, as decisões
podem ser adiadas, lembrando que algumas delas geram ônus e multas. No direito e na medicina isso é
mais complexo, mas em muitas outras áreas isso é perfeitamente aceito. A máxima de que “não deixe
para fazer amanhã o que você pode fazer hoje” não é tão máxima assim. Devemos lembrar que nada é
absoluto, mas relativo.
 
Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que você tem dúvida; se deixar,
limite o espaço. A pessoa mais importante da vida é o seu proprietário, o nosso maior erro é ser inquilino
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
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dela, deixar entrar algo que se acha errado ou não se quer é tornar-se inquilino do que é seu, pagando
aluguel e preocupado com o final do contrato da sua vida. Não cometa esse erro.
 
A felicidade atual depende do passado, assim como a tristeza, a pobreza, a saúde e muitas outras coisas.
Nunca se esqueça disso, nunca. Torne mais flexível o seu orgulho, algo que hoje não deu certo, pode ser
perfeitamente aplicável daqui a um tempo. O orgulho impede de você tentar de novo. Não minta para
você, essa é a forma mais rápida de se perder. Quando tiver dúvida, fale alto com você mesmo, escute
as suas palavras e pense muito. É melhor ser taxado de louco do que ser infeliz.
 
Aceite que erramos, mas lembre que cometer os mesmos erros é burrice. O ideal é aprender com os
erros dos outros; para que isso aconteça, observe o que acontece com o mundo ao seu redor,
invariavelmente o seu problema já foi vivido por outras pessoas. Você não foi o primeiro a cometer erros
e, com absoluta certeza, não será o último. A observação é o melhor caminho para um futuro mais
tranquilo, mais equilibrado, mais pleno. Temos que separar um tempo do nosso dia para a reflexão e
meditação.
 
Utilize-se de profissionais especialistas, não cometa a bobagem de escutar amigos acerca de um
problema, eles são passionais e tendenciosos pelo nosso lado. Com eles, sentimo-nos seguros para
imaginarmos soluções perfeitas que nunca se concretizarão. O fracasso nessas ideias geniais
solucionadoras dos seus problemas, tipo “seus problemas acabaram” causam frustrações e raivas,
sentimentos que atacam nossa autoestima e podem prejudicar o resto de nossa vida. Cuidado com isso.
 
Por fim, tente ser feliz, tente amar, ajude as pessoas que precisam, seja bom. Nunca, mas nunca mesmo,
machuque as pessoas de caso pensado, só por vingança ou maldade, esse é com absoluta certeza o
mais vil de todos os pecados que um ser humano pode fazer. Quando machucar por outro motivo,
arrependa-se e peça desculpas sinceras e tente nunca mais machucar, tente com afinco. Evite criticar as
pessoas; como o mundo dá muitas voltas, um dia você pode ser o criticado. Aceite as pessoas como são,
não tente mudá-las, seja humilde e aceite os seus erros.
280) 
 
Esses comportamentos não resolvem os problemas, mas podem evitá-los. O nosso futuro pode ser um
passado legal, depende apenas de nós.
 
Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/33414/1/NAOTRANSFORME-O-SEU-FUTURO-EM-UM-PASSADO-
QUE-VOCEPOSSA-
SE-ARREPENDER-/pagina1.html (adaptado) Acessado em: 9 abril/2010.
 
Os verbos destacados NÃO podem ser considerados uma locução verbal em
a) “...de que você possa arrepender-se”
b) “Como podemos superar esses momentos?”
c) “Perguntas a que também quero responder,”
d) “posso afirmar que o mundo não acaba amanhã...” 
e) “não deixe entrar aquilo...” 
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Análise de Sistemas - Suporte/2010
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Além da aparência
 
"Só existem dois dias em que nada pode ser feito: um se chama ontem e o outro amanhã" - Dalai Lama.
Início de ano é sempre a mesma coisa: "Este ano vou emagrecer", "Este ano vou arranjar um bom
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trabalho", "Este ano vou achar o amor da minha vida", este ano, este ano... e por aí vai. Vale tudo (ou
quase tudo): roupa branca, pular sete ondas, comer lentilha, se consultar com cartomantes, tarólogos,
astrólogos que podem até nos dar uma previsão. Contudo, mais que prever o futuro é preciso concebê-
lo! Conceber o futuro é somar novos esforços àqueles já feitos anteriormente em busca de um objetivo
muito bem definido e planejado, sem esquecer que esse futuro que concebemos deve estar sempre em
congruência com nosso eu. São muitas as promessas que fazemos com o raiar de um novo ano.
A sensação que se tem é a de que ganhamos um caderno novinho em folha, com páginas em branco nas
quais escreveremos uma nova história. Mas muitos esquecem que para fazer uma vida nova é preciso
não apenas de um novo ano, mas sim de um conjunto de ações que, em minha opinião, podem ser
resumidas em três: visão, autoconhecimento e autodesenvolvimento. Assim, acredito que o primeiro
passo na construção de uma vida nova começa pela definição de uma visão: o que você quer da vida?
Tem gente que vive apenas fazendo o que a vida quer, usando o velho lema do Zeca Pagodinho "deixa a
vida me levar". Prefiro ficar com o Jota Quest que diz: "a gente leva da vida a vida que a gente leva".
A visão pessoal tem o poder de dar sentido às coisas, muitas vezes aparentemente insignificantes. Ela
responde aos porquês. Por que quero emagrecer? Por que quero conseguir um trabalho novo? Por que
estou fazendo isso ou aquilo? Ela nos guia e nos mantém no caminho, afinal para quem não sabe aonde
vai qualquer caminho serve. O Amir Klink tem uma frase brilhante que diz: "É muito triste passar a vida
inteira cumprindo as suas obrigações sem nunca ter construído algo de fato". Primeiro passo concluído,
você sabe o que quer da vida. Agora é preciso saber o que é necessário para concretizar essa visão, para
transformá-la em ação.
O segundo degrau dessa escada é saber quem você é. "Conhece-te a ti mesmo", como diria Sócrates, é
fundamental. Literalmente, é preciso se olhar no espelho. Fazemos isso o tempo todo com os outros,
observando seus comportamentos, suas ações e até seus aspectos físicos. Mas, quanto tempo das
nossas vidas nos dedicamos à auto-observação? Olhar para si mesmo às vezes é duro: descobrimos
coisas que nem sempre nos agradam, mas só assim é possível corrigi-las.
Tendo um objetivo claro e se conhecendo fica muito mais fácil definir quais "armas" usar. É como viajar:
a depender do destino você arruma sua mala. Se você for para o Alasca e não tiver roupas de frio terá
que comprar ou pedir emprestado. O passo seguinte é se desenvolver. Ou seja, eu sei pra onde quero ir,
conheço minhas forças e fraquezas, o que preciso aprimorar e/ou adquirir para chegar lá? Conhecimento,
comportamento e atitudes.
Uma avaliação 360º tornará possível identificar em quais aspectos precisaremos "caprichar" mais. É
necessário armar-se competências, lembrando que o sucesso de ontem não nos garante o sucesso de
amanhã. Somando essas três ações e dedicando-se a elas está feito o caminho. Daí é fazer um acordo
consigo mesmo e segui-lo à risca. Mais do que estabelecer metas, é preciso planejar, buscar novas
oportunidades, ter iniciativa, adquirir as informações necessárias, dar o melhor de si, comprometer-se
com suas escolhas, cultivar sua rede de contatos, ter autoconfiança, correr riscos sempre calculados e
persistir.
Algumas pessoas tentam, fazem de tudo, mas não conseguem. Para esses deixo uma frase do
Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei: "Podemos até não vencer o campeonato,
mas precisamos deixar a quadra com a certeza de que fizemos o melhor que pudemos". Outras ganham
fôlego no início, mas acabam desistindo. Esses são aqueles que esperam pelos próximos anos, para
começar tudo novo de novo. E há ainda aqueles que vão até o final, caem, levantam a poeira e dão voltapor cima. Mas é assim que a vida segue. Mensagem final? Não. Mensagem inicial (aqui vai ela): "Pedras
no caminho? Guarde todas! Um dia construirá um castelo".
 
Carolina Manciola Disponível em <http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/6506/ alem-da-aparencia.html>.
Acesso em: 01 jul 2010. (Adaptado).
A sequência de verbos destacada NÃO pode ser considerada uma locução verbal em
a) Eles iam estabelecendo metas.
281) 
b) Esperamos ser você o vitorioso.
c) As pessoas haviam feito suas escolhas.
d) Estou investindo em minha profissão.
e) Tenho de fazer planos para o futuro.
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CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Regional/2009
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Abreviados
Nem faz tanto tempo assim, as pessoas diziam vosmecê. “Vosmecê concede a honra desta dança?” Com
o tempo, fomos deixando a formalidade de lado e adotamos uma forma sincopada, o popular você. “Você
quer ouvir uns discos lá em casa?” Parecia que as coisas ficariam por isso mesmo, mas o mundo,
definitivamente, não se acomoda. Nesta onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras
começaram a perder algumas vogais pelo caminho e se transformaram em abreviaturas esdrúxulas, e
você virou vc. “Vc q tc cmg?”
 
Nenhuma linguagem é estática, elas acompanham as exigências da época, ganham e perdem
significados, mudam de função. Gírias, palavrões, nada se mantém os mesmos. Qual é o espanto?
 
Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma. No máximo, ficamos
levemente surpreendidos, que é como fiquei quando soube que um dos canais do Telecine iria abrir um
horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma
estratégia mercadológica para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda
pegar?
 
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Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista toda escrita neste código, e
depois quem sabe um livro, e de repente estará todo mundo ganhando tempo e escrevendo apenas com
consoantes – adeus, vogais, fim de linha pra vocês.
O receio de todo cronista é ficar datado, mas, em contrapartida, dizem que é importante este nosso
registro do cotidiano, para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa
cabecinha jurássica. Posso imaginar, daqui a 50 anos, meus netos gargalhando diante deste meu texto:
“ctd d w”.
 
Coitada da vovó mesmo. Às vezes me sinto uma anciã, lamentando o quanto a vida está ficando
miserável. Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde, o que já é um
descalabro, mas da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos
convivência, abreviamos o ócio, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso
discernimento, vivendo resumidamente, com flashes do que outrora se chamou arte, com uma ideia
indistinta do que outrora se chamou liberdade. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não
conhecem ninguém. Modernidade ou penúria?
As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós
que são abertas e pronunciáveis.
MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 20 mar. 2005.
 
Observe as seguintes passagens do texto:
I - “fomos deixando a formalidade de lado...”
II - “ ‘...quer ouvir uns discos lá em casa?’ ”
282) 
III - “as palavras começaram a perder algumas vogais...”
IV - “Amanhã, poderá ser lançada uma revista...”
V - “...o quanto a vida está ficando miserável.”
As locuções verbais em destaque exprimem desenvolvimento gradual da ação APENAS nas passagens
a) I e II.
b) I e V.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
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CESGRANRIO - Ag Adm (TCE-RO)/TCE RO/2007
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
O Senhor Computador
Acabo de perder a crônica que havia escrito. Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho
onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta, desenhando garranchos que não vou entender
daqui a meia hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores. E hoje os dois me deixaram
órfão, fora do ar, batendo pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça de mesa pifou
depois de um pico de energia. O portátil, que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho cheio
de idéias, entrou em conflito com a atualização do antivírus e não quer “iniciar”. O temperamental está
fazendo beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homem máquina com ele.
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Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência de que a crônica sobre as agruras do escritor com
computadores indolentes virou um clichê, um subgênero batido como são as crônicas sobre falta de
idéia. Mas não tenho opção que não seja registrar meu desalento com as máquinas nos poucos minutos
que me restam até que a redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente esse texto.
E registrar a decepção comigo mesmo – com a minha dependência estúpida do computador. Não
somente deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais subordinados ao senhor computador. Vemos
televisão no computador, vamos ao cinema no computador, fazemos compras no computador, amigos no
computador. Música no computador. Trabalho no computador.
Escritores mais graduados me confessam escrever somente a lápis. Depois de vários tratamentos,
passam o texto para o computador, “quando já está pronto”. Faço parte de uma geração que não apenas
cria direto no computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos com olhos dilatados e dedos
frementes sobre a cortina branca do processador de texto, encarando uma tela que esconde, por trás de
si, um trilhão de outras janelas, “o mundo ao toque de um clique”.
Nada mais ilusório.
O que assustou por aqui foi minha sincera reação de pânico à possibilidade de perder tudo – como se a
casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil
músicas em cada um dos computadores – a cópia de segurança dos arquivos de um estava no outro.
Claro, seria impossível que os dois quebrassem – “ainda mais no mesmo dia!” Os técnicos e entendidos
em informática dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão.
Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do
computador, espero.
283) 
CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007. (com adaptações)
 
“Acabo de perder...” (l. 1)
A locução verbal nos informa que se trata de:
a) início da ação.
b) ação iminente.
c) ação em desenvolvimento.
d) repetição da ação.
e) término recente da ação.
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CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Especialista em Proteção
Radiológica/2022
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto
 
Maria José
Paulo Mendes Campos
 
Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino
e apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que
marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.
 
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Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais
do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os
dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que
havia recebido, menina-e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um
ladrão, para espanto de meus cinco anos.
 
Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice;
já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e
dos netos.
 
Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou-
me a ler as primeiras sentenças;me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis;
apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de
Antônio Nobre que havia decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava
maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes,
Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso
que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira
ninguém sabe o que será”.
 
Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava
tudo.
 
Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas,
renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos.
Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e
Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas.
 
Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que
sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
 
Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a
Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa
serenidade e aceitar com alegria o prato exótico.
 
Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava
que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.
 
Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir
para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito.
Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia
contra o mundo de revólver na mão.
 
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022.
 
Em que frase o verbo irregular destacado está empregado de acordo com a norma-padrão da Língua
Portuguesa?
a) Os médicos preveram que ela teria complicações da doença. (verbo PREVER)
b) Se eu me oposse a suas orientações, ela me advertia. (verbo OPOR)
c) Minha mãe sempre me acodia nos momentos difíceis. (verbo ACUDIR)
d) Maria José sempre soube defender filhos e netos. (verbo SABER)
e) Quando entrava numa briga, ela sempre intervia em meu favor. (verbo INTERVIR)
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284) 
CESGRANRIO - PTNM (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Ambiental/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na
história recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação
ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da
informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou
podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de
informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma
vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas
diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais
de poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados
permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de
serem alcançados até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio
eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real,
em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -
guerra-virtual-pela-informacao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
 
A forma verbal destacada atende às exigências da norma -padrão da língua portuguesa em:
a) Ao digitar as senhas em público, é necessário que confiremos se há pessoas estranhas nos
observando para garantir a segurança virtual.
b) As informações pessoais deveriam ser digitadas de forma condensada para que cabessem todas
no espaço próprio do questionário socioeconômico.
c) Os meios eletrônicos contribuem para que os estudantes retenham a maior parte das
informações necessárias ao bom desempenho escolar.
d) Para evitar a espionagem virtual é preciso que nós não consintemos na utilização dos nossos
dados pessoais ao instalar novos aplicativos no celular.
e) Quando algum consumidor querer comprar o último modelo de smartphone, pode agredir outros
componentes da fila para tomar seu lugar.
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CESGRANRIO - Cond (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Mecãnico/2018
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
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285) 
286) 
A forma verbal destacada está empregada adequadamente, de acordo com a norma-padrão no que
se refere aos verbos impessoais, em:
a) Os estudiosos do mundo inteiro calculam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou
a capacidade de recuperação total do planeta.
b) O alerta repetido pelos interessados na redução da pobreza é: “Quantos anos têm que as
políticas econômicas causam um enorme custo social!”
c) O curso de engenharia florestal foi inserido no currículo porque faziam três semestres que os
alunos demandavam essa nova formação.
d) Os jornais noticiaram que, durante a conferência sobre o clima, haviam boas oportunidades de
discutir temas relevantes para o planeta. 
e) É evidente que, nas questões de mudanças climáticas, tratam-se de opiniões que situam
ambientalistas e economistas em grupos distintos. 
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CESGRANRIO - Eng (TERMOBAHIA)/TERMOBAHIA/Segurança/2012
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
7 bilhões: expresso Terra lotado
 
Um menino pobre nascido em outubro de 2011, na Índia, pode imprimir um novo marco na história, por
ser o sétimo bilionésimo habitante do planeta. Todas as estatísticas convergem: o país tem o maior
número de nascimentos no mundo – 27 milhões por ano – e a incidência natural de nascimentos por
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sexo, na região, favorece os meninos. Em 2018, a Índia deterá o “inacreditável” título de país mais
populoso do mundo, à frente da China.
 
O expresso Terra está lotado, mas é preciso dar “mais um passinho à frente” para acomodar 9 bilhões
em 2030. Como vamos fazer isso?
 
Todas as gerações tiveram o seu “profeta do apocalipse” demográfico. Porém a grande crise não chega, e
a contagem aumenta, ano após ano, atualizando a pergunta recorrente: até quando? Não há limite?
Quanta gente cabe no mundo? Afinal, há apenas 12 anos o planeta possuía 6 bilhões de habitantes. Há
100, em 1911, éramos somente 1,6 bilhão.
 
Uma resposta à ansiedade pode ser “9 bilhões”. Segundo a ONU, a população mundial deverá estabilizar-
se em torno de 2050,atingindo o equilíbrio entre nascimentos e mortes, com uma população entre 8
bilhões e 10,5 bilhões de habitantes - se não houver imprevistos. A melhor aposta é 9 bilhões, em 2045.
Depois desse patamar, os números deverão começar a diminuir, uma vez que o crescimento já estagnou
na maioria dos países em desenvolvimento.
 
O problema será organizar 9 bilhões. Sete bilhões já dão trabalho. “É óbvio que, quanto mais gente
existir, maiores serão os impactos ambientais e sociais”, diz o biólogo Paul Ehrlich, da Universidade
Stanford, nos Estados Unidos. “Os 2 bilhões a mais até 2050 gerarão muito mais dano ambiental do que
os últimos 2 bilhões agregados, porque os padrões de consumo são mais intensivos”, ressalta.
 
Mas o olhar pessimista também pode ser invertido, e o crescimento demográfico ser visto como sinal de
prosperidade. A mortalidade infantil declina e a expectativa de vida aumenta na maior parte dos países.
O esgoto, o saneamento e o tratamento da água corrigiram a incubação de pestes e doenças nas
cidades, como tifo e cólera. A higiene e os antibióticos elevaram a expectativa de vida europeia de 35
anos, em 1800, para 77 anos, em 2010. Apesar da desigualdade do desenvolvimento tecnológico, depois
da Segunda Guerra Mundial os antibióticos e a Revolução Verde ampliaram enormemente os poderes da
medicina e da agricultura. A biotecnologia e os alimentos processados industrialmente tornaram os surtos
de fome “nacionais” mais raros, mesmo ampliando o risco de epidemias, como a da vaca louca, em 1992.
Além disso, o crescimento econômico vem aumentando a prosperidade dos países.
 
Com tanto crescimento, a espaçonave Terra está cada vez mais pesada. Os cálculos indicam que o
consumo global ultrapassou a capacidade de regeneração do planeta em 1987 e, se continuarmos no
ritmo atual, a humanidade precisará de dois planetas. Para os ambientalistas, a demanda econômica está
erodindo o solo, esgotando a água, poluindo a atmosfera e gerando montanhas de lixo cada vez maiores.
A espécie humana talvez seja uma “praga” sobre a Terra.
 
ARNT, Ricardo. 7 bilhões: expresso Terra lotado Revista Planeta.
São Paulo: Editora Três. jun. 2011, ano 39, n. 465. p. 22-28. Adaptado.
 
No trecho “Quanta gente cabe no mundo? Afinal, há apenas 12 anos o planeta possuía 6 bilhões de
habitantes.”, o verbo destacado é empregado no sentido de tempo decorrido.
 
Esse mesmo sentido é identificado no verbo destacado em:
a) Embora haja premência de conter a expansão populacional em todos os países, a expansão
econômica ainda é necessária para os pobres.
b) Estimativas animadoras fazem crer que, em algum lugar, deve haver leis que protegem o solo dos
efeitos da erosão.
c) Há necessidade de limites quanto ao crescimento demográfico, porque, junto com a prosperidade,
a crise ambiental vem se agravando.
d) O crescimento econômico fez crescer a prosperidade dos países, mas gerou danos ambientais
devido ao consumo mais intensivo.
e) Os cálculos indicam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou a capacidade de
regeneração do planeta.
287) 
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CESGRANRIO - Tec (Innova)/Innova/Administração e Controle/2012
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto I
A vida de um homem normal
 
Uma noite, voltando de metrô para casa, como fazia cinco vezes por semana, onze meses por ano, ele
ouviu uma voz. Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a
cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos. De repente,
antes mesmo de poder perceber a interrupção, a música que vinha ouvindo cessou sem explicações e, ao
cabo de um breve silêncio, no lugar dela surgiu uma voz que ele não sabia nem como, nem de quem,
nem de onde. Ergueu a cabeça. Olhou para os lados, para os outros passageiros. Mas era só ele que a
ouvia. Falava aos seus ouvidos. Recompôs-se. A voz lhe disse umas tantas coisas, que ele ouviu com
atenção, que era justamente o que ela pedia. Poderia ter cutucado o vizinho de banco. Poderia ter saído
do metrô e corrido até em casa para anunciar o fato extraordinário que acabara de acontecer. Poderia ter
sido tomado por louco e internado num hospício. Poderia ter passado o resto da vida sob o efeito de
tranquilizantes. Poderia ter perdido o emprego e os amigos. Poderia ter vivido à margem, isolado,
abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera. Poderia não ter tido os
filhos e os netos que acabou tendo. Poderia ter fundado uma seita. Poderia ter feito uma guerra. Poderia
ter arregimentado seus seguidores entre os mais simples, os mais fracos e os mais idiotas. Poderia ter
sido perseguido. Poderia ter sido preso. Poderia ter sido assassinado, crucificado, martirizado. Poderia vir
a ser lembrado séculos depois, como líder, profeta ou fanático. Tudo por causa da voz. Mas entre os
mandamentos que ela lhe anunciou naquela primeira noite em que voltava de metrô para casa, e que lhe
repetiu ao longo de mais cinquenta e tantos anos em que voltou de metrô para casa, o mais peculiar foi
que não a mencionasse a ninguém, em hipótese alguma. E, como ele a ouvia com atenção, ao longo
desses cinquenta e tantos anos nunca disse nada a ninguém, nem à própria mulher quando chegou em
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288) 
casa da primeira vez, muito menos aos filhos quando chegaram à idade de saber as verdades do mundo.
Acatou o que lhe dizia a voz. Continuou a ouvi-la todos os dias, sempre com atenção, mas para os outros
era como se nunca a tivesse ouvido, que era o que ela lhe pedia. Morreu cinquenta e tantos anos depois
de tê-la ouvido pela primeira vez, sem que ninguém nunca tenha sabido que a ouvia, e foi enterrado
pelos filhos e netos, que choraram em torno do túmulo a morte de um homem normal.
 
CARVALHO, Bernardo. A vida de um homem normal. In:
Boa companhia: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 11-12.
 
É possível resumir o sentido global do Texto I com a seguinte frase: O homem seria outro se dissesse a
todos o que ouviu. De acordo com a norma-padrão, se a 1ª forma verbal destacada na frase fosse será,
a 2º deveria ser
a) disse
b) dizer
c) diria
d) disser
e) dissera
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CESGRANRIO - Ana (CITEPE)/CITEPE/Comércio Exterior/2012
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto II
 
Mais ritos
 
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Coluna recente, em que falei de certos rituais do cinema americano do passado, envelopes que se
fechavam com uma simples lambida, cigarros soltos dentro dos bolsos, etc., despertou a memória de
meu amigo Celso Arnaldo Araújo, companheiro de “Manchete” nos anos 70. Ele me lembrou de outras
manias daqueles filmes.
 
Por exemplo, quando as balas do revólver do bandido acabavam, este jogava o revólver fora. Qualquer
cheque, mesmo de milhões de dólares, era preenchido e assinado perfunctoriamente, em menos de dois
segundos. [...]
 
As ligações telefônicas eram sempre interrompidas abruptamente, com a pessoa batendo o telefone no
gancho — ninguém dizia um simples “tchau, tchau” ao fim da conversa, mesmo que não estivesse braba
com o interlocutor. E, nos apartamentos, a campainha tocava, o herói ia abrir e a visita era sempre
surpreendente — nunca se viu um porteiro ou interfone nos velhos filmes americanos.
 
Eu acrescentaria aqueles fósforos que se acendiam ao ser riscados em qualquer lugar na parede, na sola
do sapato e até na careca do coadjuvante. Em 1974, percorri meio EUA em busca dos tais fósforos, mas
não os encontrei em lugar nenhum.
 
Assim como eu, Celso Arnaldo vê com divertida perplexidade esses ritos de Hollywood ou de Brasília, em
que, por mais que um político pinte e borde, não bastam as provas mais contundentes para classificá-lo
como corrupto e justificar sua defenestração.
 
Como nos filmes, exige-se que se faça de conta que tudo aquilo é normal.
 
CASTRO, Ruy. Mais ritos. Disponível em:< http://avaranda.blogspot.com/
2009/08/ruy-castro_03.html>.Acesso em: 13 out. 2011. Adaptado.
 
289) 
O Pretérito Imperfeito, marcante na construção da crônica, é um tempo verbal que pode ser empregado
com valores diversos.
 
Na passagem “E, nos apartamentos, a campainha tocava, o herói ia abrir e a visita era sempre
surpreendente, nunca se viu um porteiro ou interfone nos velhos filmes americanos”, qual a explicação
correta para o emprego do Pretérito Imperfeito?
a) Expressão de ação acabada
b) Marcação de ação simultânea
c) Remissão a um passado recente
d) Demonstração de ação habitual no passado
e) Indicação de uma ação anterior a outra no passado
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2012
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto II
 
O Sol vai esfriar?
 
O Sol, como toda estrela, tem seus altos e baixos. O astro parece nascer forte, quente e brilhante todo
dia. Mas essa constância é aparente. Nosso Sol passa por períodos de maior ou menor atividade, que
afetam a quantidade de calor que ele transmite para a Terra.
 
Agora, ele pode estar prestes a dar uma esfriada.
 
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290) 
No início de junho, pesquisadores previram que o Sol poderá entrar em uma longa fase mais fria em
torno de 2020. Isso aconteceu entre 1600 e 1700, período chamado de Pequena Era do Gelo. Os
invernos foram tão frios que a população europeia passou fome.
 
Será que estamos diante de uma nova era do gelo como aquela? Não. Como a previsão para o
aquecimento global é de 3 graus Celsius, a baixa atividade solar reduziria a temperatura no planeta em
0,3 grau até o fim do século, isto é, apenas um décimo da elevação prevista pelos cientistas. Portanto, a
atividade solar pode se reduzir, mas não vai refrescar a vida de ninguém.
 
TELLES, Margarida; MOON, Peter. Revista Época, n. 685, 4 jul. 2011, p. 28. Adaptado.
 
No título do Texto II, “O Sol vai esfriar?”, a expressão destacada pode ser substituída por uma outra
forma verbal, conservando seu valor de futuro.
 
Essa forma é
a) esfriara
b) esfriará
c) esfriasse
d) esfriava
e) esfriou
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CESGRANRIO - Adm (Innova)/Innova/2012
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Bate-papo é telepatia
 
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Antes do advento da internet, “bate-papo” significava conversa informal entre duas ou mais pessoas, em
visitas e encontros de corpo e voz presentes.
 
Um casal de mãos dadas na rua. Uma discussão animada de bar. Ou, no máximo, à distância, por
telefone, no fim do dia, para contar as últimas, falar mal dos outros ou se indignar com os preços do
chuchu e o resultado do futebol.
 
Por cartas não se batia papo: no máximo, trocavam- se correspondências, impressões, declarações,
notícias da vida. As respostas demoravam dias, semanas, meses. Poesia agônica. Extravios. Grandes
verdades e mentiras.
 
A internet e o e-mail mudaram o ritmo: a troca de mensagens mais rápida logo permitiu que as “cartas”
pudessem ser curtas, tão curtas quanto frases, tão diretas quanto falas, tão sucintas quanto uma
palavra, uma sílaba, um sinal de interjeição.
 
Ou, mesmo, o vazio, reticente. [...]
 
Foi no ambiente de e-mails que surgiram os primeiros bate-papos eletrônicos exclusivamente textuais,
em grande escala, trazendo toda uma nova gama de esferas informacionais.
 
As novas senhoras da mensagem eram palavras divorciadas de entonação e de expressão, com alto grau
de ambiguidade, mas com intensidade e frequência ilimitadas: a qualquer hora do dia inicia-se,
interrompe-se, termina-se ou continua-se uma conversa.[...]
 
Mas é nas ferramentas de conversa instantânea das redes sociais (e também nos torpedos de celular)
que, creio, está acontecendo o fenômeno mais interessante e surpreendente das comunicações
interpessoais dos dias de hoje. Certas trocas de informação, principalmente entre duas pessoas, estão se
transformando, na prática, em formas concretas de telepatia.
 
Não que ocorra a transmissão direta de pensamento, energética, via moléculas de ar, entre dois cérebros
emissores de ondas. É mais uma telepatia lato sensu e aleatória, no sentido de que a probabilidade de o
conteúdo transmitido ser semelhante ao fluxo de pensamento naquela troca sequencial de informações é
altíssima.
 
Pois, nessas horas, a velocidade frenética com que se escreve o que vai à mente não deixa muito espaço
para elaboração, censura, reflexão, autoexames ou juízos de causa-efeito.
 
O superego fica assim sufocado e o inconsciente começa a surgir em torrente, a despeito da vontade do
emissor. Este se vê engendrado numa espécie de fusão com o outro, que se verte num espelho invisível,
e vice-versa, quando o caminho for de mão dupla confessional.
 
Assim, vidas inteiras, segredos íntimos, pensamentos transcendentes, temores de momento, impulsos
inesperados, insights são comerciados em poucos minutos, entre pessoas que mal se conhecem. O ritmo
é muito semelhante ao da associação livre de ideias, só que o intuito expresso não é o de uma sessão de
análise nem de um processo formal de escrita instantânea.
 
Não é estética, não é arte, que se busca, embora ela possa estar presente na malha egoica obsessiva e
narcisista que ali se estabelece. É apenas uma vontade de conversar convertida em espanto,
tempestade, revelação.
 
A sensação após essas catarses repentinas (às vezes em série) é de um alívio alienado de si: é possível
até que o emissor sequer se lembre da maioria das coisas que disse ou para quantas pessoas, e que o
mesmo ocorra com o receptor.
 
Se o mesmo estiver numa vibração igual, produzem- se verdadeiros milagres de aconselhamento e
fenômenos epifânicos. [...]
291) 
 
BLOCH, Arnaldo. Bate-papo é telepatia. O Globo,
Rio de Janeiro, 2o Caderno. 09 jun. 2012, p.10. Adaptado.
 
O verbo que está conjugado no mesmo tempo e modo de for, como no trecho “quando o caminho for
de mão dupla confessional” é
a) reouve
b) esteja
c) punha
d) tiver
e) propor
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Motorista Granel I/2012
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto II
 
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Disponível em: <http://www.tecnologianaeducacaopdg.blogspot. com/2011/09/
formacao-do-professor-para-o-uso.html>. Acesso em: 05 mar. 2012.
 
A frase do Texto II “Me liga mais tarde!” apresenta uma forma verbal na segunda pessoa do modo
imperativo afirmativo.
 
Se a frase fosse reescrita em terceira pessoa do singular do imperativo, o verbo ficaria flexionado da
seguinte forma:
a) liga
b) ligas
c) ligue
d) ligues
e) ligasse
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo F/Ambiental/2010
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292) 
293) 
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Em um certo momento, percebido que já meses que não se 
 tão belas imagens da vida cotidiana.
 
Quanto à concordância verbal, a opção que completa, corretamente, segundo o registro culto e formal
da língua, as lacunas acima é
a) havia – fazia – via
b) havia – faziam – via
c) haviam – fazia – viam
d) haviam – faziam – viam
e) haviam – faziam – via
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CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informação/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Uma cena
 
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono
no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um
azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar,
pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as
amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada.
 
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1927556É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de
pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem
pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras
e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das
gaiolas.
 
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido
estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem
surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se
num aceno, quando alguém passar.
 
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
 
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada,
observando as manhãs, está atrás das grades.
 
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as
grades. Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores
crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me
perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me
acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem saber o que dizer.
 
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira
para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com
tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras
de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende,
constrange, restringe.
 
294) 
Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar
os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.
 
SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001.
 
O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em:
a) Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer.
b) O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes.
c) A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs.
d) Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar.
e) Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes
cumprimentar.
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CESGRANRIO - Ass Adm (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto II
 
Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé
 
Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado
com uma peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao
fim, adiciona-se aguardente.
 
A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a
conhecida batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha
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encantado um time formado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé,
Mussum, João Ubaldo Ribeiro, Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do
carro).
 
Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro
estabelecimento em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma
garagem, ganhou o nome de MiniBar.
 
A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade
e açúcar refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens,
mas Diolino deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público,
e então arranjavam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.
 
Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros
que apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a
produzir 6.000 litros de batida por mês.
 
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, p. B2. Adaptado.
 
 
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com a
norma-padrão em:
a) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava- lhe]
b) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
c) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
295) 
d) Wando e Rô Rô também frequentavam o bar. [frequentavam- nos]
e) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se]
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CESGRANRIO - Asst (CEFET RJ)/CEFET RJ/Alunos/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Escrever é fácil?
 
Para estimular crianças e jovens a escrever,(a) há quem diga que escrever é fácil: basta pôr no papel o
que está na cabeça. Na maioria das vezes, porém, este estímulo é deveras desestimulante.
 
Há boas explicações para o desestímulo: se a pessoa não consegue escrever, convencê-la de que
escrever é fácil na verdade a convence apenas da sua própria incompetência, a convence apenas de que
ela nunca vai conseguir escrever direito; não se escreve pondo no papel o que está na cabeça, sob pena
de ninguém entender nada; quem escreve profissionalmente nunca acha que escrever é fácil, nem
mesmo quando escreve há muito tempo — a não ser que já escreva mecanicamente, apenas repetindo
frases e fórmulas.
 
Via de regra, nosso pensamento é caótico: funciona para alimentar nossas decisões cotidianas, mas não
funciona se for expresso, em voz alta ou por escrito, tal qual se encontra na cabeça. Para entender o
nosso próprio pensamento, precisamos expressá-lo para outra pessoa. Ao fazê-lo, organizamos o
pensamento segundo um código comum(b) e então, finalmente, o entendemos, isto é, nos entendemos.
Não à toa o jagunço Riobaldo, personagem do escritor Guimarães Rosa, dizia: professor é aquele que de
repente aprende.
 
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Todo professor conhece este segredo:(c) você entende melhor o seu assunto depois de dar sua aula
sobre ele, e não antes. Ao falar sobre o meu tema, tentando explicá-lo a quem o conhece pouco,
aumento exponencialmente a minha compreensão a respeito. Motivado pelas expressões de dúvida e até
de estupor dos alunos, refino minhas explicações e, ao fazê-lo, entendo bem melhor o que queria dizer.
Costumo dizer que, passados tantos anos de profissão, gosto muito de dar aula, principalmente porque
ensinar ainda é o melhor método de estudar e compreender.
 
Ora, do mesmo jeito que ensino me dirigindo a um grupo de alunos que não conheço, pelo menos no
começo dos meus cursos, quem escreve o faz para ser lido por leitores que ele potencialmente não
conhece e que também não o conhecem. Mesmo ao escrever um diário secreto,(d) faço-o imaginando um
leitor futuro: ou eu mesmo daqui a alguns anos, ou quem sabe a posteridade. Logo, preciso do outro e
do leitor para entender a mim mesmo e, em última análise, para ser e saber quem sou.
 
Exatamente porque esta relação com o outro, aluno ou leitor, é tão fundamental, todo professor sente
um frio na espinha quando encontra uma nova turma, não importa há quantos anos exerça o magistério.
(e)
 
Pela mesma razão, todo escritor fica “enrolando” até começar um texto novo, arrumando a escrivaninha
ou vagando pela internet, não importa quantos livros já tenha publicado. Pela mesmíssima razão, todo
aluno não quer que ninguém leia sua redação enquanto a escreve ou faz questão de colocá-la debaixo da
pilha de redações na mesa do professor, não importa se suas notas são boas ou não na matéria.
 
Escrever definitivamente não é fácil, porque nos expõe no momento mesmo de fazê-lo. [...]Quem
escreve sente de repente todas as suas hesitações, lacunas e omissões, percebendo como o seu próprio
pensamento é incompleto e o quanto ainda precisa pensar. Quem escreve de repente entende o quanto a
sua própria pessoa é incompleta e fraturada, o quanto ainda precisa se refazer, se inventar, enfim: se
reescrever.
 
296) 
BERNARDO, G. Conversas com um professor de
literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2013. Adaptado.
 
A expressão destacada está adequadamente substituída pelo pronome, de acordo com a norma-padrão,
em:
a) “Para estimular crianças e jovens a escrever” estimular-lhes
b) “organizamos o pensamento segundo um código comum” organizamos-lhe
c) “Todo professor conhece este segredo” conhece-o
d) “Mesmo ao escrever um diário secreto” escrevo-no
e) “não importa há quantos anos exerça o magistério” exerça-lo
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CESGRANRIO - Almo (CITEPE)/CITEPE/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
TEXTO II
 
O trabalho
 
Tal como a chuva caída
Fecunda a terra, no estio,
Para fecundar a vida
 
O trabalho se inventou.
Feliz quem pode, orgulhoso,
Dizer: “Nunca fui vadio:
E, se hoje sou venturoso,
⇒
⇒
⇒
⇒
⇒
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Devo ao trabalho o que sou!”
É preciso, desde a infância,
Ir preparando o futuro;
Para chegar à abundância,
É preciso trabalhar.
 
Não nasce a planta perfeita,
Não nasce o fruto maduro;
E, para ter a colheita,
É preciso semear...
 
Vocabulário:
 Fecundar: fertilizar, desenvolver, conceber.
 Estio: verão.
 Semear: lançar sementes, tornar fértil.
 Venturoso: feliz.
 
BILAC, Olavo. Poesias Infantis. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1929.
 
No Texto II, caso se substituísse, mantendo-se a norma-padrão, o complemento verbal em destaque em
“Devo ao trabalho o que sou!” por um pronome oblíquo, respeitaria a regência do verbo devo e a
pessoa gramatical do termo substituído o seguinte emprego:
a) Devo-lhe o que sou.
b) Devo-te o que sou.
c) Devo-o o que sou.
d) Devo-nos o que sou.
e) Devo-se o que sou.
∙
∙
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∙
297) 
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Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto I
A vida de um homem normal
 
Uma noite, voltando de metrô para casa, como fazia cinco vezes por semana, onze meses por ano, ele
ouviu uma voz. Estava exausto, com o nó da gravata frouxo no pescoço, o colarinho desabotoado, a
cabeça jogada para trás, o walkman a todo o volume e os fones enterrados nos ouvidos. De repente,
antes mesmo de poder perceber a interrupção, a música que vinha ouvindo cessou sem explicações e, ao
cabo de um breve silêncio, no lugar dela surgiu uma voz que ele não sabia nem como, nem de quem,
nem de onde. Ergueu a cabeça. Olhou para os lados, para os outros passageiros. Mas era só ele que a
ouvia. Falava aos seus ouvidos. Recompôs-se. A voz lhe disse umas tantas coisas, que ele ouviu com
atenção, que era justamente o que ela pedia. Poderia ter cutucado o vizinho de banco. Poderia ter saído
do metrô e corrido até em casa para anunciar o fato extraordinário que acabara de acontecer. Poderia ter
sido tomado por louco e internado num hospício. Poderia ter passado o resto da vida sob o efeito de
tranquilizantes. Poderia ter perdido o emprego e os amigos. Poderia ter vivido à margem, isolado,
abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a voz lhe dissera. Poderia não ter tido os
filhos e os netos que acabou tendo. Poderia ter fundado uma seita. Poderia ter feito uma guerra. Poderia
ter arregimentado seus seguidores entre os mais simples, os mais fracos e os mais idiotas. Poderia ter
sido perseguido. Poderia ter sido preso. Poderia ter sido assassinado, crucificado, martirizado. Poderia vir
a ser lembrado séculos depois, como líder, profeta ou fanático. Tudo por causa da voz. Mas entre os
mandamentos que ela lhe anunciou naquela primeira noite em que voltava de metrô para casa, e que lhe
repetiu ao longo de mais cinquenta e tantos anos em que voltou de metrô para casa, o mais peculiar foi
que não a mencionasse a ninguém, em hipótese alguma. E, como ele a ouvia com atenção, ao longo
desses cinquenta e tantos anos nunca disse nada a ninguém, nem à própria mulher quando chegou em
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298) 
casa da primeira vez, muito menos aos filhos quando chegaram à idade de saber as verdades do mundo.
Acatou o que lhe dizia a voz. Continuou a ouvi-la todos os dias, sempre com atenção, mas para os outros
era como se nunca a tivesse ouvido, que era o que ela lhe pedia. Morreu cinquenta e tantos anos depois
de tê-la ouvido pela primeira vez, sem que ninguém nunca tenha sabido que a ouvia, e foi enterrado
pelos filhos e netos, que choraram em torno do túmulo a morte de um homem normal.
 
CARVALHO, Bernardo. A vida de um homem normal. In:
Boa companhia: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 11-12.
 
O emprego do pronome lhe respeita algumas regras sintáticas, conforme ocorreu no trecho abaixo,
retirado do Texto I.
 
“Poderia ter vivido à margem, isolado, abandonado pela família, tentando convencer o mundo do que a
voz lhe dissera.”
 
O pronome lhe está também empregado de acordo com a norma-padrão no seguinte período:
a) Nunca lhe vejo cedo por aqui.
b) Nós lhe encontraremos amanhã.
c) Posso devolver-lhe o livro agora?
d) Não lhe visito porque não posso.
e) Todos lhe aguardavam apreensivos.
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CESGRANRIO - Tec (TERMOBAHIA)/TERMOBAHIA/Administração e Controle/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Crescimento da população é
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“desafio do século”, diz consultor da ONU
 
O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de forma adequada na
Rio+20, segundo o consultor do Fundo de População das Nações Unidas, Michael Herrmann.
 
“O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em crescimento, ao mesmo
tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos naturais” [...] “As questões relacionadas à
população estão sendo tratadas de forma adequada nas negociações atuais? Eu acho que não. O assunto
é muito sensível e muitos preferem evitá-lo. Mas nós estaremos enganando a nós mesmos se acharmos
que é possível falar de desenvolvimento sustentável sem falar sobre quantas pessoas seremos no
planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de vida teremos”, afirmou.
 
No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas. As projeções
indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento é mais intenso nos países pobres, mas Herrmann
defende que os esforços para o enfrentamento do problema precisam ser globais.
 
“Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio, precisaremos ter cinco planetas
para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é aceitável falar para os países em
desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricos, nós não temos recursos suficientes’. É um desafio
global, que exige soluções globais e assistência ao desenvolvimento”, afirmou.
 
O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas de controle compulsório
do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais adequadas são aquelas que permitem às
mulheres fazerem escolhas sobre o número de filhos que querem e o momento certo para engravidar.
Para isso, diz, é necessário ampliar o acesso à educação e aos serviços de saúde reprodutiva e
planejamento familiar. [...]
 
MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”,
299) 
diz consultor da ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 jun. 2012.
Ambiente. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com. br/ambiente.
1103277-crescimento-da-populacao-e-desafi o-do- -seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>.
Acesso em: 22 jun. 2012. Adaptado.
 
A substituição da expressão em negrito por um pronome pessoal foi feita de acordo com a norma-padrão
da língua e manteve o sentido básicono seguinte exemplo:
a) O desafio do século é promover bem-estar – promover- lhe
b) Mas nós estaremos enganando a nós mesmos – enganando- os
c) a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas – atingiu-na
d) aquelas que permitem às mulheres – permitem-as
e) é necessário ampliar o acesso à educação – ampliá-lo
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto
UM MORRO AO FINAL DA PÁSCOA
 
Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, em "muita quantidade", balançando nas águas
translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer. Os marujos as reconheceram de imediato,
antes que sumissem no horizonte: chamavam-se botelhos as grandes algas que dançavam nas
ondulações formadas pelo avanço da frota imponente. Pouco mais tarde, mas ainda antes que a
escuridão se estendesse sobre a amplitude do oceano, outra espécie de planta marinha iria lamber o
casco das naves, alimentando a expectativa e desafiando os conhecimentos daqueles homens temerários
o bastante para navegar por águas desconhecidas. Desta vez eram rabos-de-asno: um emaranhado de
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ervas felpudas "que nascem pelos penedos do mar". Para marinheiros experimentados, sua presença era
sinal claro da proximidade de terra.
Se ainda restassem dúvidas, elas acabariam no alvorecer do dia seguinte, quando os grasnados de aves
marinhas romperam o silêncio dos mares e dos céus. As aves da anunciação, que voavam barulhentas
por entre mastros e velas, chamavam-se fura-buxos. Após quase um século de navegação atlântica, o
surgimento dessa gaivota era tido como indício de que, muito em breve, algum marinheiro de olhar
aguçado haveria de gritar a frase mais aguardada pelos homens que se fazem ao mar: "Terra à vista!"
Além do mais, não seriam aquelas aves as mesmas que, havia menos de três anos, ao navegar por
águas destas latitudes, o grande Vasco da Gama também avistara? De fato, em 22 de agosto de 1497,
quando a armada do Gama se encontrava a cerca de 3 mil quilômetros da costa da África, em pleno
oceano Atlântico, um dos tripulantes empunhou a pena para anotar em seu Diário: "Achamos muitas
aves feitas como garções – e quando veio a noite tiravam contra o su-sueste muito rijas, como aves que
iam para terra."
 
BUENO, Eduardo. A Viagem do Descobrimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. (Coleção Terra Brasilis, v. 1). p.
7-8
Na sentença "Como tapetes flutuantes, elas surgiram de repente, [...]", o pronome elas refere-se a
a) águas
b) cores
c) algas
d) ondulações
e) naves
300) 
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Não transforme o seu futuro em um passado de que você possa arrepender-se
 
O futuro é construído a cada instante da vida, nas tomadas de decisões, nas aceitações e recusas, nos
caminhos percorridos ou não. Esse movimento é feito por nós diariamente sem percebermos e sem
muito impacto, contudo, quando analisado em um período de tempo maior, ficam nítidos os erros e
acertos. Sabemos, internamente, dos melhores caminhos, entretanto, pelas inseguranças, medos e
raivas, diversas vezes adotamos posturas impensadas que impactam pelo resto da vida, comprometendo
trilhas que poderiam ser melhores ou mais tranquilas.
 
Como podemos superar esses momentos? Como fazer para evitar esses erros súbitos? Perguntas a que
também quero responder, afinal, sou humano e cometo todos os erros inerentes a minha condição,
contudo, posso afirmar que o mundo não acaba amanhã e, retirando a morte, as decisões podem ser
adiadas, lembrando que algumas delas geram ônus e multas. No direito e na medicina isso é mais
complexo, mas em muitas outras áreas isso é perfeitamente aceito. A máxima de que “não deixe para
fazer amanhã o que você pode fazer hoje” não é tão máxima assim. Devemos lembrar que nada é
absoluto, mas relativo.
 
Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que você tem dúvida; se deixar,
limite o espaço. A pessoa mais importante da vida é o seu proprietário, o nosso maior erro é ser inquilino
dela, deixar entrar algo que se acha errado ou não se quer é tornar-se inquilino do que é seu, pagando
aluguel e preocupado com o final do contrato da sua vida. Não cometa esse erro.
 
A felicidade atual depende do passado, assim como a tristeza, a pobreza, a saúde e muitas outras coisas.
Nunca se esqueça disso, nunca. Torne mais flexível o seu orgulho, algo que hoje não deu certo, pode ser
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perfeitamente aplicável daqui a um tempo. O orgulho impede de você tentar de novo. Não minta para
você, essa é a forma mais rápida de se perder. Quando tiver dúvida, fale alto com você mesmo, escute
as suas palavras e pense muito. É melhor ser taxado de louco do que ser infeliz.
 
Aceite que erramos, mas lembre que cometer os mesmos erros é burrice. O ideal é aprender com os
erros dos outros; para que isso aconteça, observe o que acontece com o mundo ao seu redor,
invariavelmente o seu problema já foi vivido por outras pessoas. Você não foi o primeiro a cometer erros
e, com absoluta certeza, não será o último. A observação é o melhor caminho para um futuro mais
tranquilo, mais equilibrado, mais pleno. Temos que separar um tempo do nosso dia para a reflexão e
meditação.
 
Utilize-se de profissionais especialistas, não cometa a bobagem de escutar amigos acerca de um
problema, eles são passionais e tendenciosos pelo nosso lado. Com eles, sentimo-nos seguros para
imaginarmos soluções perfeitas que nunca se concretizarão. O fracasso nessas ideias geniais
solucionadoras dos seus problemas, tipo “seus problemas acabaram” causam frustrações e raivas,
sentimentos que atacam nossa autoestima e podem prejudicar o resto de nossa vida. Cuidado com isso.
 
Por fim, tente ser feliz, tente amar, ajude as pessoas que precisam, seja bom. Nunca, mas nunca mesmo,
machuque as pessoas de caso pensado, só por vingança ou maldade, esse é com absoluta certeza o
mais vil de todos os pecados que um ser humano pode fazer. Quando machucar por outro motivo,
arrependa-se e peça desculpas sinceras e tente nunca mais machucar, tente com afinco. Evite criticar as
pessoas; como o mundo dá muitas voltas, um dia você pode ser o criticado. Aceite as pessoas como são,
não tente mudá-las, seja humilde e aceite os seus erros.
 
Esses comportamentos não resolvem os problemas, mas podem evitá-los. O nosso futuro pode ser um
passado legal, depende apenas de nós.
 
301) 
Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/33414/1/NAOTRANSFORME-O-SEU-FUTURO-EM-UM-PASSADO-
QUE-VOCEPOSSA-
SE-ARREPENDER-/pagina1.html (adaptado) Acessado em: 9 abril/2010.
 
A frase abaixo que deve ser completada, segundo o registro culto e formal da língua, com o pronome lhe
é
a) De início, o profissional especialista não ____ compreendera.
b) Prevenira- ____ de que, um dia, ela poderia ser alvo de críticas ácidas.
c) Eu ____ vi ontem pedindo desculpas sinceras por seus erros no passado.
d) A observação é o caminho que _____ conduzirá a um futuro próspero.
e) Disse ao amigo que _____ queria muito bem.
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo C/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Observe as sentenças abaixo.
 
O diretor chamou para dar uma boa notícia.
 
A inventora pediu para testar o novo produto.
 
Todos acreditaram na história, com exceção de .
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302) 
 
Os pronomes de primeira pessoa que, na sequência, preenchem as lacunas acima corretamente são
a) me – me – eu – mim.
b) me – me – mim – mim.
c) me – mim – eu – mim.
d) mim – mim – eu – eu.
e) mim – me – mim – eu.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
TextoI
 
O PROFISSIONAL DO FUTURO - Num mundo globalizado
 
A magnitude e a velocidade das mudanças em todo o mundo têm trazido um impacto dramático sobre as
pessoas e seus locais de trabalho nos últimos tempos. O ritmo das mudanças é muito rápido. E o futuro
nos acena com uma aceleração ainda maior em termos de inovação, tecnologia e globalização.
 
Quando há uma era de profundas modificações, o conhecimento se expande e aumenta em valor e em
poder. Uma das maiores mudanças é a transformação de uma economia baseada em indústrias para uma
economia baseada em informações. Atualmente a quantidade de conhecimento disponível é imensa,
sendo necessário saber selecionar o que devemos aprender e onde investir nosso tempo para nosso
crescimento intelectual e profissional.
 
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Precisamos nos esforçar para melhorar nossa flexibilidade, velocidade e qualidade do trabalho realizado e
ainda dar importância para o que permanece como uma das medidas mais importantes: a produtividade.
 
Isto porque as organizações sabem que os clientes não apenas exigem produtos e serviços rápidos e
com qualidade impecável: eles também querem que os produtos e serviços não sejam caros.
 
Tudo mudou, está mudando e deverá mudar no futuro com uma rapidez cada vez maior. Por isso, nas
organizações e até mesmo em nossa casa, existem mudanças na maneira como nos relacionamos, na
forma como buscamos uma vida mais longa, mais saudável e mais feliz.
 
Todos os trabalhadores, independente de trabalharem nas linhas de produção ou nos escritórios,
precisam ver-se como um empresário, um vendedor especializado de serviços com uma marca especial,
que seja conhecida por todos – VOCÊ. Então, se você não conseguir vender-se, não conseguirá atingir o
sucesso.
 
A cada dia mais os profissionais precisam preocupar- se em se conhecer para saber quais características
possuem, para poder fortalecer as qualidades e trabalhar os seus defeitos na área profissional. [...]
 
Uma boa maneira de conseguir diferenciar-se nesse novo contexto do mercado de trabalho é usar ao
máximo a sua criatividade. Veja que isso é simplesmente buscar fazer de forma diferente aquilo que
todos fazem de uma forma igual. Pensar uma nova maneira, mais prática, melhor, mais barata ou mais
rápida de fazer as suas atividades, para conseguir atingir os resultados esperados. Assim, o profissional
que quiser crescer nas organizações precisa ser criativo, a fim de achar novas soluções para os
problemas do dia a dia.
 
Tendo todo um novo mundo de informações disponíveis e conhecendo bem essas regras do jogo, você
poderá destacar-se e inovar. Concentre-se em observar essas pequenas diferenças entre os profissionais,
lembrando-se sempre de que o jogo pode mudar a qualquer hora. E apenas um bom profissional, que
303) 
entenda e conheça tudo que acontece ao seu redor, será capaz de se adaptar a essas mudanças que
sempre acontecem.
 
E procure se lembrar sempre de que os líderes não gostam de dois tipos de colaboradores: os que não
fazem o que eles pedem e os que só fazem o que eles pedem. Busque fazer sempre mais. E melhor. A
melhoria contínua deve ser o maior desafio do ser humano.
 
JORDÃO, Sonia. Disponível em:<http://www.endeavor.org.br/wp- content/themes/endeavor/
downloads/artigos/O%20PROFISSIONAL%20DO%20FUTURO.pdf> (Com adaptações)
 
Para _______ , o maior desafio do ser humano são os relacionamentos na organização. Desse modo,
para _______ ascender profissionalmente, preciso acabar com as diferenças que há entre _______ e
_________ .
 
A sequência que completa corretamente a frase acima, segundo o registro culto e formal da língua, é:
a) mim – mim – eu – tu.
b) mim – eu – mim – você.
c) eu – mim – eu – você.
d) eu – eu – mim – ti.
e) eu – mim – mim – ti.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Inspetor de Segurança Interna/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto II
 
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RADINHO DE PILHA
 
Sempre adorei rádio. Principalmente ouvir futebol no radinho, mesmo que a AM não pegasse direito no
interior paulista, onde nasci e fui criada.
 
Mesmo em meio a chiados, ouvia jogos e mais jogos por meio da “caixa mágica”.
 
Mantendo este hábito que carrego há anos, estava eu precisando de um radinho novo para ouvir as
transmissões esportivas. Fui ao centro da cidade, entrei em todas, literalmente, todas as lojas de
eletroeletrônicos da rua. Mas não foi fácil realizar a compra. Pedir por um radinho de pilha, atualmente,
era como se eu dissesse ao vendedor: “Por favor, eu queria um disco voador...”. Ouvi as mais diversas
coisas, as quais muitas me deixavam incomodada, irritada. Gente, eu só quero um rádio de pilha! Das
coisas que ouvia dos vendedores, eis algumas pérolas:
 
- Rádio de pilha? Qual, daqueles pequenos?
 
Não, nós não recebemos mais daqueles...
 
- Ah, obrigada!
 
- Rádio de pilha? Olha, eu tenho esse que toca CD, é portátil, vende bem...
 
- Não, eu queria de pilha mesmo, pequeno, apenas com AM e FM.
 
- Não, desse não vendemos mais.
 
- Rádio de pilha? Tenho MP3, MP4, por que você não compra um desses?
 
- Eu queria radinho de pilha, com AM e FM, sabe...
 
- Ah, não é pra você, é pra presente... Desses eu não tenho mais, nem recebo.
 
- É pra mim mesma, mas eu queria assim.
 
Obrigada!
 
- Rádio de pilha? É pra você mesma? Por que você não compra um MP3, salva músicas, dá pra ouvir na
rua, no ônibus...
 
- (Pensando comigo mesma: Eu sei o que é um MP3, minha filha, eu tenho um, mas não foi o que
pedi...).
 
Sim, é pra mim... é pra ouvir futebol, preciso que pegue AM.
 
- Ouvir futebol? Você quer um rádio pra você ouvir futebol? (risos irônicos da moça).
 
- (Eu, mantendo a classe e educação) Isso, mas MP3 não serve. (Viro as costas e saio andando).
 
Sei que coisas como estas estão ficando ultrapassadas no mundo loucamente moderno, mas um radinho
de pilha, daqueles com um fiozinho para segurar na mão quando se vai ao campo ver o jogo, para
aproximá-lo do ouvido, que pegue basicamente AM e FM com uma anteninha, é pedir demais?
 
Sim, eles estão em extinção. Algo tão folclórico, clássico, emblemático do futebol e do torcedor está
acabando.
 
304) 
Depois da saga, encontrei um sobrevivente à onda moderna de “MP coisas”. Comprei o radinho de pilha
que era para mim, para ouvir AM e para ouvir futebol.
 
Ah!, nada como ouvir o grito de gol através da caixinha mágica...
 
SANTIAGO, Gláucia. Disponível em:
http://glauciafalandocomasparedes.blogspot.com
/2009/05/radinho-depilha. html
 
De acordo com a norma culta da língua, a palavra destacada está INCORRETAMENTE usada em
a) Só se preocupa com si, não liga para os outros.
b) Se o prêmio é para mim, eu fico feliz.
c) Fiz este bolo de chocolate para ti.
d) As tarefas para eu fazer não esperam para depois.
e) A motivação que nos move é a realização pessoal.
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CESGRANRIO - Elet (PQS)/PQS/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Fora de foco
 
Eu estava sentada na sala de embarque do aeroporto, aguardando a chamada do voo, quando minha paz
foi interrompida por um senhor aflito que dizia: “Estava aqui, tenho certeza, ainda tem que estar por
aqui”. A mulher dele já não tinha esperança de encontrar o que o marido havia perdido, mas ele estava
inconformado e não pretendia desistir: “Não posso viajar sem eles, não posso”. Eles quem? Documentos?
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Filhos? Era coisa séria, sem dúvida. O homem suava, passava a mão na nuca e fiscalizava todos os
assentos, um por um, olhando bem de perto, franzindo os olhos para ajustar o foco. Até que um
adolescente foi até o casal com um objeto juntado do chão e perguntou se era aquilo que procuravam.
Nunca vi êxtase igual. “Graças a Deus! Meus óculos!!!”
 
Tempos atrás eu teria achado o episódio exagerado. O homem passava por cima das pernas das outras
pessoas, levantava bolsas, pacotes, parecia um cão farejador. Se tivesse perdidoos filhos, vá lá, mas
tanto alvoroço e gritaria por um par de óculos?
 
Tempos atrás eu ainda enxergava feito uma águia, não tinha como entender.
 
Já havia escutado alguns comentários sobre o efeito que a entrada nos 40 anos exerce sobre os olhos do
aniversariante. Diziam que era tudo muito rápido: num dia via-se o mundo em alta definição, no outro
ele amanhecia embaçado. Eu não acreditava muito nisso, mas foi exatamente assim: num dia eu vi o
mundo em alta definição, no outro eu trouxe para casa um produto com o prazo de validade vencido
porque enxerguei 2008 onde estava escrito 2003.
 
Uma visitinha ao oftalmo e minha sorte estava lançada: adicionaria ao meu visual um belo par de lentes
bifocais. Só para ler, tentou me consolar o médico. Pensei: tudo bem. Apenas para ler um livro, uma
revista, um jornal. Uso doméstico, nem preciso carregar na bolsa. Até que me vi plantada numa loja de
discos segurando um CD da Gretchen achando que estava escrito Gershwin. A verdade é que até quem
não gosta de ler, lê a toda hora: bulas, rótulos, outdoors, placas de trânsito, etiquetas, cheques, mapas,
regulamentos, cardápios, mensagens do celular. Óculos só para ler significa óculos no mínimo 16 horas
por dia, isso no caso de você sonhar sem legendas.
 
Hoje de manhã precisei dos meus óculos e não os encontrei onde sempre costumam estar. Procurei aqui,
ali, e nada. Lembrei-me do homem do aeroporto, que quase teve um piripaque diante da possibilidade
de viajar sem seus óculos. Eu não estava embarcando para lugar algum, queria apenas procurar uma rua
305) 
no guia telefônico, e foi então que percebi a falta que eles me fariam caso eu não os encontrasse. Mas os
encontrei. Estão em cima do meu nariz neste exato momento, lembrando que na vida há o tempo de ser
águia e o tempo de se conformar em ser um homem− ou mulher−morcego.
 
MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, 3 jul. 2005. (Adaptado)
 
Considere o trecho de um suposto diálogo.
 
- Este não é um trabalho para assumir sozinha. As responsabilidades serão divididas entre 
 e .
 
De acordo com o registro culto e formal da língua, os pronomes que preenchem corretamente as
lacunas do trecho acima são, respectivamente,
a) eu – eu – tu.
b) eu – mim – tu.
c) eu – mim – ti.
d) mim – mim – ti.
e) mim – eu – tu.
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CESGRANRIO - Ag Adm (TCE-RO)/TCE RO/2007
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
O Senhor Computador
Acabo de perder a crônica que havia escrito. Sequer tenho onde reescrevê-la, além desse caderninho
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onde inclino com mãos trêmulas uma esferográfica preta, desenhando garranchos(a) que não vou
entender daqui a meia hora. Explico: tenho, para uso próprio, dois computadores. E hoje os dois me
deixaram órfão, fora do ar, batendo pino, encarando o vazio de suas telas obscuras. A carroça de mesa
pifou depois de um pico de energia. O portátil, que muitas vezes levo para passear como um cachorrinho
cheio de idéias, entrou em conflito com a atualização do antivírus e não quer “iniciar”. O temperamental
está fazendo beicinho, e não estou a fim de discutir a relação homem máquina(b) com ele.
Farei isso, pois, com os leitores. Tenho consciência de que a crônica sobre as agruras do escritor com
computadores indolentes virou um clichê, um subgênero batido como são as crônicas sobre falta de
idéia. Mas não tenho opção que não seja registrar meu desalento(c) com as máquinas nos poucos
minutos que me restam até que a redação do jornal me telefone cobrando peremptoriamente esse texto.
E registrar a decepção comigo mesmo – com a minha dependência estúpida do computador. Não
somente deste escriba, aliás: somos todos cada vez mais subordinados ao senhor computador. Vemos
televisão no computador, vamos ao cinema no computador, fazemos compras(d) no computador, amigos
no computador. Música no computador. Trabalho no computador.
Escritores mais graduados me confessam escrever somente a lápis. Depois de vários tratamentos,
passam o texto(e) para o computador, “quando já está pronto”. Faço parte de uma geração que não
apenas cria direto no computador, mas pensa na frente do computador. Teclamos com olhos dilatados e
dedos frementes sobre a cortina branca do processador de texto, encarando uma tela que esconde, por
trás de si, um trilhão de outras janelas, “o mundo ao toque de um clique”.
Nada mais ilusório.
O que assustou por aqui foi minha sincera reação de pânico à possibilidade de perder tudo – como se a
casa e a biblioteca pegassem fogo. Tenho pelo menos seis anos de textos, três mil fotos e umas sete mil
306) 
músicas em cada um dos computadores – a cópia de segurança dos arquivos de um estava no outro.
Claro, seria impossível que os dois quebrassem – “ainda mais no mesmo dia!” Os técnicos e entendidos
em informática dirão que sou um idiota descuidado. Eles têm razão.
Há outro lado. Se nada recuperar, vou me sentir infinitamente livre para começar tudo de novo. Longe do
computador, espero.
CUENCA, João Paulo. Megazine. Jornal O Globo. 20 mar. 2007. (com adaptações)
 
Há ERRO na substituição do termo destacado pelo pronome pessoal oblíquo correspondente em:
a) “desenhando garranchos...”: desenhando-os.
b) “...discutir a relação homem-máquina...”: discuti-la.
c) “...registrar meu desalento...”: registrá-lo.
d) “fazemos compras...”: fazemos-las.
e) “passam o texto...”: passam-no.
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CESGRANRIO - AMTT (Pref N Iguaçu)/Pref Nova Iguaçu/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Marque a opção em que a forma pronominal utilizada está INCORRETA.
a) É difícil, para mim, praticar certos exercícios físicos.
b) Ainda existem muitas coisas importantes para eu fazer.
c) Os chinelos da aposentadoria não são para ti.
d) Quando a aposentadoria chegou, eu caí em si.
e) Para tu não teres aborrecimentos, evita o excesso de velocidade.
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307) 
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CESGRANRIO - Ana Leg (ALETO)/ALETO/Análise de Sistemas/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Nanotecnologia está na rua
 
Haverá um dia em que um cartaz na rua poderá ser uma televisão de alta definição. Os carros serão
econômicos, terão uma pintura que nunca fica arranhada e vidros que se limpam sozinhos e mudam de
cor de acordo com o ambiente. Você poderá curar um câncer de pele com um simples esparadrapo e
andar com roupas que não mancham. Tudo isso acontecerá um dia.
 
E esse dia é na semana que vem.
 
Sim, essas tecnologias já existem e muitas delas já estão à venda nas lojas. São alguns dos primeiros
produtos de uma das mais promissoras das ciências: a nanotecnologia — ciência que lida com objetos
em escala nanométrica (1 nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro). É o trabalho de cientistas
que estão construindo coisas de baixo para cima, manipulando átomo por átomo até criar substâncias
com características quase mágicas.(...)
 
Alguns cientistas acham a tecnologia de hoje já ultrapassada. “Um palmtop tem muito mais memória que
o primeiro computador do mundo que ocupava um prédio inteiro. Mesmo assim, cada um dos seus
transistores precisa de um número absurdo de átomos apenas para dizer 0 ou 1”, afirma um químico da
USP.(...)
 
Mas, como toda novidade, a nanociência está assustando. Afinal, um material com características
incríveis poderia também causar danos incalculáveis ao homem ou ao meio ambiente. No mês passado,
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308) 
um grupo de ativistas americanos tirou a roupa para protestar contra calças nanotecnológicas que seriam
superpoluentes.
 
NARLOCH, Leandro. Revista Superinteressante, jul. 2005, p.54 (Adaptado).
 
Assinale a opção em que, de acordo com a norma culta, o pronome oblíquo está adequadamente
empregado.
a) Hoje os vidros dos carros não limpam-se sozinhos.
b) Os ativistas tinham lembrado-se com pesar de alguns desastres ecológicos.
c) Os cientistas deveriam-seocupar em desenvolver produtos práticos e baratos.
d) Em breve as pessoas esquecer-se-ão da época em que os computadores não existiam.
e) Se passarão muitos anos até que a nova tecnologia entre em todos os lares brasileiros.
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CESGRANRIO - AECI (CMB)/CMB/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Guarani, a língua proibida
 
Até meados do século XVIII, falar português não era o suficiente para se comunicar no Brasil. Na
Colônia, predominava ainda a chamada língua geral. Baseada originariamente no tupi, ela passou por
modificações ao longo dos contatos entre índios e europeus, até tornar-se a linguagem característica da
sociedade colonial. A língua geral era, portanto, falada não apenas pelos índios, mas também por amplas
camadas da população. Em algumas regiões da Colônia, como em São Paulo e na Amazônia, ela era
utilizada pela maioria dos habitantes, a ponto de exigir que as autoridades portuguesas enviadas a esses
lugares se valessem de intérpretes para se comunicar.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2694396
309) 
Por tudo isso, na segunda metade do século XVIII, a Coroa portuguesa criou uma série de leis para
transformar os índios em súditos iguais aos demais colonos. Com as mudanças, pretendia-se eliminar as
diferenças culturais características dos grupos indígenas, fazendo deles pessoas “civilizadas”. (...) O
principal mentor desta política foi Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido mais tarde como
Marquês de Pombal.
 
A Coroa pretendia impor o uso do idioma português entre as populações nativas da América porque
Pombal entendia que as línguas indígenas reforçavam os costumes tribais, que ele pretendia extinguir. Na
sua visão, o uso da língua portuguesa ajudaria a erradicar esses costumes, aumentando a sujeição das
populações indígenas ao Rei e à Coroa.
 
F. GARCIA, Elisa. Revista de História da Biblioteca Nacional, jul. 2005, p.73/74 (com adaptações).
 
Assinale a opção em que o pronome pessoal NÃO está usado de acordo com a norma culta.
a) Ele trouxe esse presente para mim.
b) A salada de tomate é para eu comer.
c) Pedi-lhe licença para sair da sala.
d) Ele precisava da ajuda dos pais.
e) Este programa é para mim fazer.
 
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2015
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Súplica Cearense
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Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar
Oh! Deus, será que o Senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há
Senhor, eu pedi para o sol se esconder um
tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão
Oh! Deus, se eu não rezei direito, o senhor me
perdoe
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração
Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos
de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar
Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o
inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará
310) 
MACEDO, W. A. (Gordurinha); NELINHO. Súplica cearense.
Intérprete: Luiz Gonzaga. In: LUIZ GONZAGA.
Eu e meu pai. São Paulo: RCA, p1979. 1 disco sonoro.
Lado 1, faixa 3.
 
No Texto I, o sertanejo demonstra muito respeito ao se dirigir a Deus.
 
A palavra que ele usa para demonstrar esse profundo respeito é
a) Coitado
b) Pobre
c) Inclemente
d) Senhor
e) Ceará
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CESGRANRIO - Ass Adm (EPE)/EPE/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Não nos falta informação e sim sabedoria
 
Vivemos em um mundo repleto de informação, com o volume de dados dobrando a cada 18 meses,
sedento por conhecimento e desesperado por sabedoria.
 
A transição da informação para conhecimento acontece através da experiência. Esta é a diferença entre
um profissional recém-formado e outro com 10 anos de trabalho, mas a experiência não traz sabedoria.
Posso garantir que você conheceu muitos com um conhecimento vasto, mas sem sabedoria.
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TÍTULO FORMA DETRATAMENTO
ABREVIATURA
(singular)
Altas autoridades Vossa V.Exª
 
A diferença entre quem tem conhecimento e quem tem sabedoria é que um sábio analisa o mundo não
somente através do conhecimento técnico, mas também através de valores. Valores que levam em
consideração um maior número de perspectivas e, por isso mesmo, inclui uma quantidade maior de
pessoas.
 
Segundo o psicólogo Robert Sternberg, a sabedoria é um conhecimento tácito, isto é, adquirido por
prática, que permite ao indivíduo balancear duas áreas. A primeira é o equilíbrio das suas próprias
necessidades com as dos outros, sendo capaz de incluir as necessidades de pessoas e coisas que possam
ser afetadas a longo prazo, como instituições e o meio ambiente.
 
A segunda área corresponde à capacidade do sábio de equilibrar três respostas às situações de vida: a
adaptação (mudando a si mesmo para se ajustar ao mundo), a intervenção (mudando o ambiente a sua
volta) e a seleção (escolhendo mudar para um novo ambiente). Portanto, para aumentar a nossa
sabedoria, o conhecimento é necessário, mas não suficiente e, acima de tudo, temos de refletir a
respeito dos nossos valores, e do impacto de nossas ações sobre o universo, como um todo.
 
PORTO, Frederico. Disponível em: . Acesso em: 06 nov. 2008.
No quadro abaixo, indique a forma de tratamento e sua respectiva abreviatura, no singular, que estão
INCORRE TAMENTE relacionadas ao título.
a) 
 
b) 
 
c) 
Excelência
Reitores de
Universidades
Vossa
Magnificência
V. Magª
Príncipes,
duques
Vossa
Majestade
V.Mª
Cardeais
Vossa
Eminência
V.Emª
Sacerdotes
Vossa
Reverendíssima
V.Revma
311) 
 
d) 
 
e) 
 
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CESGRANRIO - Inv Pol (PC RJ)/PC
RJ/2006
Língua Portuguesa (Português) -
Pronomes de Tratamento
Indique a opção em que se encontra a
única correspondência correta quanto às
abreviações.
a) Vossa Excelência – V. Excia.
b) Vossa Senhoria – V. S.a
c) Sua Eminência – S. Emin.
d) Ilustríssimo Senhor – Ilmo S.
e) Digníssimo Senhor – Dig. Sr.
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CESGRANRIO - Tec Mun (Manaus)/Pref Manaus/Administrativa/2004
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312) 
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Texto I
 
A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) revelou alterações significativas na mesa dos brasileiros. Os
gastos com alimentos caíram quase dez pontos percentuais nas três décadas que separam o Estudo
Nacional de Despesa Familiar (Endef, de 1974-1975) da POF 2002-2003. Parte da queda tem a ver com o
aumento das despesas com habitação e transportes, parte está relacionada à redução no preço dos
alimentos.
 
Ao mesmo tempo, a POF verificou a diminuição no consumo de alimentos em casa — o acelerado
processo de urbanização ampliou a oferta de comida fora dos lares.
 
— Em 30 anos, o Brasil mudou muito: se urbanizou de forma acelerada. Houve maior participação da
mulher no mercado de trabalho. Surgiram novos bens de consumo e serviços, como computadores e
celulares. O gasto da família com alimentação diminuiu de forma expressiva — diz Eduardo Pereira
Nunes, presidente do IBGE.
 
A Pesquisa foi realizada em todo o território nacional. Ao todo, mil pesquisadores coletaram informações
de 48.470 famílias e passaram nove dias, em cada domicílio, observando os hábitos de consumo dos
brasileiros. O levantamento foi feito ao longo de vários meses para serem acompanhados os consumos
típicos de diferentes períodos, como verão, inverno, férias, festas natalinas, Páscoa, etc.
 
É a primeira vez, em quase 30 anos, que o IBGE faz pesquisa sobre orçamento em âmbito nacional. O
último levantamento desse tipo foi o Estudo Nacional da Despesa Familiar (Endef, de 1974-1975) que,
entretanto, não levantoudados sobre famílias da zona rural da Região Norte. Em 1987-1988 e 1995-
1996, foram realizadas POF, mas com dados apenas para as nove maiores regiões metropolitanas do
país, a cidade de Goiânia e o Distrito Federal.
 
313) 
Para visitar áreas rurais que às vezes ficavam a mais de 400 quilômetros do perímetro urbano mais
próximo, os pesquisadores do IBGE chegaram a alugar barcos e usaram até avião. Foram visitadas
comunidades indígenas e habitações irregulares, como favelas e palafitas.
 
O objetivo principal das pesquisas é medir o consumo das famílias e usá-lo como referência nos cálculos
dos índices de inflação do IBGE. A partir de 2006, o instituto terá cálculo de inflação nacional e para cada
estado da Federação.
 
D'ERCOLE, Ronaldo, RODRIGUES, Luciana e OLIVEIRA, Flávia.
O Globo, 20 maio 2004 (com adaptações)
 
A emissora informa que __________________, o Presidente da República, falará às 20 horas.
 
Marque a opção que completa corretamente a frase.
a) Vossa Excelência.
b) Sua Excelência.
c) Vossa Senhoria.
d) Sua Senhoria.
e) Vossa Eminência.
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CESGRANRIO - Aju (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Carga e Descarga I/2015
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Súplica Cearense
Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
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Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar
Oh! Deus, será que o Senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há
Senhor, eu pedi para o sol se esconder um
tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão
Oh! Deus, se eu não rezei direito, o senhor me
perdoe
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração
Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos
de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar
Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o
inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará
MACEDO, W. A. (Gordurinha); NELINHO. Súplica cearense.
Intérprete: Luiz Gonzaga. In: LUIZ GONZAGA.
314) 
Eu e meu pai. São Paulo: RCA, p1979. 1 disco sonoro.
Lado 1, faixa 3.
 
No trecho do Texto I “Que sempre queimou o meu Ceará”, o pronome possessivo em negrito acrescenta
a “Ceará” uma ideia de
a) comparação
b) intensidade
c) tempo
d) causa
e) afeto
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CESGRANRIO - Eng (PQS)/PQS/Equipamentos/Eletricidade/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Já devo ter contado aqui, ao longo de todos estes anos, que meu avô materno, o iracundo coronel
Ubaldo (...) não punha as mãos em nada que fosse elétrico. Mas talvez não tenha contado e, de qualquer
forma, há sempre alguém lendo esta coluna pela primeira vez, e espero que não pela última, de maneira
que, somando- se o cada vez maior número de desmemoriados, pode ser que esteja oferecendo a alguns
uma novidade.
 
O coronel não era propriamente avesso ao progresso. Por exemplo, lembro quando as saias encurtaram e
ele apoiou grandemente a nova usança.
 
Sim, mas meu avô deve ter lido em algum livro do século XIX uns dois vaticínios alarmantes sobre os
mecanismos elétricos, porque a verdade é que de fato nunca tocou em nada elétrico, nem no interruptor
de uma lâmpada. Se precisava que acendessem a lâmpada, chamava alguém entre seus muitos
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agregadosA) para pôr a mão naquele instrumento que se comunicava com forças demoníacas. Nem
mesmo quando inventaram a pilha e explicaram a ele que era uma eletricidadezinha fraca, que não dava
choque, ele só saía à noite com o caminho iluminado por uma lanterna na mão de um acompanhante.
Telefone, nas raríssimas vezes em que o utilizou, ele só pegava com um lenço e não encostava a orelha,
ouvia a uma distância prudente. E, mesmo assim, virou surdo seletivo pouco tempo depois, o que lhe
dava uma excelente desculpa para manter a longinquidade do telefone.
 
Tampouco conheceu televisão. A gente ligava o aparelho na sala e ele imediatamente se retirava. Já fora
da sala, num lugar de onde era impossível ver a televisão, ele ouvia pacientemente nossos argumentos.
Era em preto e branco como nas fotos, mas as imagens se mexiam, falavam. “É como no cinema”, disse
alguém de fora certa vez, desconhecendo a circunstância de que ele também jamais entrou num cinema.
 
– Creio, creio – dizia ele – Podem deixar, que um dia desses eu venho ver.
 
Nunca foi, é claro. Da mesma forma, não há fotos dele em “instantâneos”, como se dizia na minha
infância, quando a maioria das máquinas exigia que os fotografados ficassem imóveis até a “chapa” ser
batida. Já homem feito, eu tinha uma máquina então muito moderna e rápida, mas nunca consegui
pegar um instantâneo dele.
 
Mas por que estou falando tudo isto, que não tem nada a ver com o que se passa em torno? Aí é que
vocês se enganam, tem, sim. Não haverá entre vocês quem não esteja começando a cansar de abrir uma
geringonça antigamente inútil ou inconcebível, para perceber que ela já está obsoleta e, o que é pior,
para usar a próxima, você vai ter que comprar e aprender um programa inteiramente novo? Não me
refiro somente aos velhotes, ou mais para lá do que para cá, mas a gente aí de seus trinta, quarenta
anos,B) que embarcou entusiasta na onda da internet, usa tudo quanto é tipo de aparelhinho imaginável,
tem um celular que pega a BBC, passa a ferro e resolve problemas de cálculo infinitesimal, mas agora vê
que não faz mais nada na vida a não ser mexer com essa bagulhada. O computador e seus
315) 
assemelhadosC) vieram para facilitar o trabalho – e realmente facilitam muito. Mas quantas pessoas
trabalham bem mais no computador e para o computador do que no seu trabalho propriamente dito?D)
 
Leio aqui numa revista americana que muita gente, inclusive jovens, já anda de saco cheio. Antigamente,
para regular o som, o sujeito dispunha dos botões de volume, graves e agudos. Alguns metidos a besta
tinham médio. Não complicava a vida de ninguém. Aí vieram os equalizadores, cheios de reguinhas e
frequências para escolher, com o sujeito usando tabelas, medidores incompreensíveis e horas de seu
tempo para achar a configuração certa, com a qual seu melhor amigo jamais concordaráE), levando ao
desespero obsessivo que já acomete milhões e milhoas. Pelo menos deem um tempo, umas semaninhas,
para a gente conviver brevemente com algo de que gosta, mas cuja extinção é decretada tiranicamente
em prazos cada vez mais curtos.
 
RIBEIRO, João Ubaldo O Globo – 11 maio 2008. (Adaptado)
 
O trecho em que o pronome possessivo NÃO exprime uma relação de posse ou pertinência é
a) “chamava alguém entre seus muitos agregados...”
b) “... gente aí de seus trinta, quarenta anos,”
c) “O computador e seus assemelhados...”
d) “...do que seu trabalho propriamente dito?”
e) “com a qual seu melhor amigo jamais concordará,”
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CESGRANRIO - TAM (ANM)/ANM/Geologia e Mineração/2006
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Na idade da pedra lascada
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Outro dia um leitor me dizia que me considerava muito moderna. Escrever em jornal tem dessas coisas,
acabamos passando uma imagem que nem sempre corresponde ao que a gente é de fato.
 
Naturalmente que não sou uma cabeça dura, fechada. E me considero até bem aberta para as novidades
e as possibilidades que a vida coloca em nosso caminho. Mas para merecer o título de moderna, pra
valer, eu já deveria ao menos ter-me rendido à tecnologia.
 
E, neste quesito, eu sigo na idade da pedra lascada.
 
Por exemplo, tenho a maior dificuldade em mandar mensagem pelo celular. (...) Outro dia recebi uma
mensagem de uma amiga, fui tentar responder e perdi meu sábado inteiro.
 
Computador? Estou em frente a um no momento.
 
Além de escrever, sei abrir e-mails e responder a eles.
 
Arquivos eu só abro de quem conheço e mesmo assim torcendo para que não seja algum famigerado
power point.
 
Entro no Google para algumaspesquisas. Confiro a previsão do tempo. Orkut? MSN? Passo ao largo. Não
tenho tempo, nem vontade, nem curiosidade. Ainda sinto saudades das cartas enviadas pelo correio
normal, escritas à mão. Tá bom, podiam ser datilografadas. Não sou tãããão antiga.
 
Hoje, toda mulher descolada leva na bolsa um iPod.
 
Acho chique à beça. Um dia vou descobrir o que é isto e ter um. Mas a prova irrefutável do meu atraso
mental são as máquinas fotográficas digitais. Comprei uma bem bacana e nunca usei, está mofando
numa gaveta. Fotografar é um ritual, exige dedicação, sensibilidade, afeto e ajuste de foco. Assim era, ao
menos. Agora todo mundo sai clicando histericamente, em qualquer lugar, sem a menor reverência ao
ato. Se a foto ficou ruim, apaga-se; se ficou boa, arquiva-se no micro. Brrrrrr. Gélido.
 
Ah, temos em casa uma filmadora também. Dei de Natal, anos atrás, para o meu marido. Assim que ele
a retirou da caixa, foi para a sacada testá-la. A primeira coisa que ele viu foi uma briga em frente ao
nosso prédio.
 
Foi sua primeira e última experiência como cinegrafista amador: acabou filmando um garoto recebendo
uma garrafada na cabeça, o sangue jorrando, a polícia chegando, tudo num perfeito espírito natalino. No
dia seguinte as crianças ainda brincaram um pouco com a câmera e depois, adeus! Foi pra gaveta dos
objetos inúteis. Ela e a máquina fotográfica digital dividem a mesma cela.
 
CD eu gosto. DVD também. Já existe algo mais revolucionário que isso? Não me informe, não me
informe.
 
Que decepção devo estar causando àquele leitor que me julgava uma mulher à frente do meu tempo.
Logo eu que acho microondas uma invenção desprezível. Que só entro num helicóptero em caso de
resgate. Que desconfio de carro hidramático. Que prefiro relógio com ponteiros. Não sinto orgulho algum
por esta minha falta de encanto pelo high tech, mas culpa, tampouco. Sentir culpa é coisa de mulher
careta – e em alguma coisa tinha que ser moderna.
 
MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 30 out. 2005 (com adaptações)
 
Marque a opção em que NÃO é possível substituir o pronome pessoal oblíquo destacado por um pronome
possessivo.
a) A tecnologia confunde-me a cabeça.
b) Não pôde fotografar-lhe o rosto.
316) 
c) Alguns inventos alegram-nos a vida.
d) A amiga respondeu-lhes pelo correio.
e) Reconheceu-te a voz imediatamente.
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CESGRANRIO - Adm (TERMOAÇU)/TERMOAÇU/2008
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Os pescadores de camarão, nas noites de escuro, iluminavam a lagoa com suas tochas e
candeeiros e na água mansa deitavam as redes, furavam a terra com varas, faziam rumor, e no silêncio e
na paz da noite escura pareciam uma multidão de guerreiros. Às vezes conversavam, cantavam e o
sacudir das redes na lagoa ecoava surdamente até longe. A noite inteira na pescaria monótona, sem os
grandes rasgos do alto-mar, a luta com os peixes grandes e as ondas bravias. Ali era no manso. Quando
a lagoa se encrespava e o vento cortava forte, deixavam o trabalho para a outra noite. Nos tempos de
frio agüentavam quase despidos a crueldade do sudoeste. Mas ficavam até o clarear do dia, no duro,
manobrando as redes, sofrendo horrores. Só queriam a lagoa quieta, sem água revolta. Os pescadores
de largo curso olhavam para eles com certo desprezo. Aquilo era serviço de mulher. Aonde a coragem de
se meter no mar alto, de se deixar cercar pelos tubarões, de lutar braço a braço com os peixes gigantes,
os meros de dentes afiados, os cações de três braças e vencer, e sangrar os bichos, retalhar as carnes e
trazer os troféus sangrentos, marcas de dentadas, cortes fundos dos combates. Pescar camarão de
lamparina acesa, ficar ali horas como se estivessem em velório de defunto, bebendo cachaça no
descanso, para matar o frio, dormir até em cima das canoas, tudo aquilo era mesmo para gente mofina,
sem disposição ao perigo. E, no entanto, os pescadores de camarão sabiam que não era fácil assim o seu
trabalho, que as dificuldades do seu ofício não eram tão maneiras. O vento da noite cortava-lhes o
lombo, atravessava-lhes a carne até os ossos. O céu estrelado, a escuridão da noite, os terrores das
histórias de almas penadas, as dores, tudo ficava com eles, no silêncio prolongado. Às vezes cantavam.
Cantavam tristes, vozes conduzidas pelo pavor da escuridão, vozes que se elevavam de dentro dos seus
corações, como se estivessem chamando gente em socorro. Não era um cantar de trabalho festivo, era
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mais um lamento. As barcaças que desciam para o porto passavam a horas mortas por eles, e, um grito
de boa noite, um dito de camaradagem, era como se todo o mundo se aproximasse para aconchegá-los.
Caras tristes, corpos marcados de fome e insônia, curtidos pela cachaça. De manhã, chegavam ao
mercado do peixe para negociar a presa da noite. E conversavam, falavam ainda, discutiam os preços
com o cesto carregado da mercadoria que lhes custara a noite inteira, o sono e o medo das horas de
solidão. Viam-se cercados pelos fregueses. Vinham cozinheiras, homens de importância da terra, para
conversar, regatear. Respondiam às perguntas, recusavam ofertas, não cediam no preço. Pareciam
quietos, de noite bem dormida, mas a cara amarela, os lábios roxos, o olhar vivo, diriam do esforço, da
resistência contra o frio e o sono.
 
LINS DO REGO, José. Água-Mãe. Ficção Completa. Vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, S.A. 1976.
 
Considere as afirmações a seguir sobre o emprego dos pronomes nas frases.
 
I – “O vento da noite cortava-lhes o lombo,” – Pronome pessoal com sentido possessivo.
 
II – “Os pescadores de largo curso olhavam para eles com certo desprezo.” – Pronome indefinido
atenuando o sentido do substantivo desprezo.
 
III – “era como se todo o mundo se aproximasse para aconchegá-los.” – Pronome indefinido todo
equivalendo a qualquer.
 
É(São) verdadeira(s), APENAS, a(s) afirmação(ões)
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
317) 
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Advogado/2004
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
A tal da demanda social
 
Está para voltar (...) o critério da "demanda social" para abertura de cursos superiores. Para um
economista puro-sangue é uma contradição de palavras. Demanda tem a ver com gente querendo pagar.
Social teria a ver com interesse coletivo. Juntando as duas coisas só pode ser apagão intelectual. Mas
deixemos as querelas teóricas.
A idéia de buscar "demanda social" para autorizar um curso é antiga (...). O critério é um sobrevivente
anacrônico da época em que para cada novo graduado havia um emprego descrito por uma palavra com
a mesma raiz. Para os médicos, haveria empregos de médico, para os advogados, de advogado, e por aí
afora.
Mas já no censo de 1991 bem mais da metade dos graduados do ensino superior tinha empregos
distantes do que estava escrito no seu diploma. Hoje, é ainda maior a proporção dos
"desprofissionalizados". A muitos, dá gosto pôr a culpa em fatores externos. Mas, se é assim também
nos Estados Unidos e na Europa, é porque o número de diplomados do ensino superior tende a crescer
bem mais rápido do que a economia.
No fundo é simples. As profissões tradicionais crescem pouco. Em contraste, com as mudanças
tecnológicas, é célere a expansão das "genéricas", em que é preciso cursar os quatro anos do ensino
superior, mas não faz muita diferença o que nele se estuda. Envolvem comprar, vender, mandar,
organizar, comunicar-se etc. As competências requeridas são ler, escrever, usar números, resolver
problemas e trabalhar em grupo. Em suma, pensar analiticamente e aprender rápido o que quer que
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apareça pela frente.
Diplomas como os de Medicina e Odontologia continuam levando às ocupações correspondentes. Mas em
outras matérias, como Economia, nem sequer 10% dos graduados trabalham na função. Os filósofos têm
apenas 5%. Saturação dos mercados? Longe disso, as estatísticas mostram que entre os diplomadosnessas áreas as taxas de desemprego são pelo menos a metade da média nacional e os níveis de
rendimento pelo menos o dobro dos auferidos por quem não tem diploma. E, afora o choque inicial de
descobrir que o emprego terá outro nome, se é que tem nome, não há evidências de que gere menos
satisfação profissional.
Diante disso, como poderemos dizer se há ou não demanda social? Se definirmos o termo pela existência
de empregos com o nome do diploma, há varias décadas não há demanda social nem para 10% dos
cursos superiores. Se admitirmos que pode sobrar gente sem um determinado emprego, qual a
proporção mágica acima da qual não haverá demanda social? Por outro lado, e as outras ocupações que
requerem diploma superior, mas não curso específico? São muitas centenas. Teríamos de criar um curso
superior para cada uma?
As conclusões são inevitáveis. Não há critério prático para dizer se há ou não demanda social - de resto
nem para dizer o que é isto.
 
CASTRO, Cláudio de Moura. A tal da demanda social. Revista Veja, 10 mar. 2004 (com adaptações)
No título do artigo "A tal da demanda social", a classe de palavra de "tal" é:
a) pronome.
b) adjetivo.
c) advérbio.
d) substantivo.
e) preposição.
318) 
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AVANÇASP - Ag Fis (Rio Claro)/Pref Rio Claro/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos
Cachorro também sonha? Saiba o que diz
veterinária e como agir diante de possíveis pesadelos
 
Patinhas agitadas, orelhas inquietas e movimentos com o focinho. Esses são alguns dos sinais que
podem indicar que seu pet está passando por uma experiência muito comum entre os humanos: sonhos
e até pesadelos durante o sono. Segundo a médica veterinária Amanda Pellizzer, não há comprovação
científica sobre cães e gatos vivenciarem sonhos, mas as similaridades do padrão de sono animal com o
dos humanos indica que sim, é possível que pets também deixem a imaginação "voar" enquanto
descansam. E por que o sono de animais e humanos é parecido? De acordo com Pellizzer, tanto os
mamíferos quanto os humanos apresentam as fases REM (mais profunda) e não REM (mais superficial)
de sono. Na primeira, acontecem os movimentos dos olhos, músculos e patinhas, e os cães podem até
latir ou uivar. Com o que os pets sonham? Possivelmente, com as experiências e aprendizados que
tiveram durante o dia. Já os pesadelos podem ser baseados em traumas e medos que os animais
apresentam.
 
Se o cão tiver pesadelo, devo acordar? Não. A médica veterinária explica que, ao ser acordado
abruptamente, o animal pode ficar nervoso e confuso, então o ideal é esperar o pesadelo passar. "Se
começar a ficar muito tenso, você verá que o animal está angustiado durante esse suposto sonho ou
pesadelo, o ideal seria chamar ele, não tocar, não acordar pegando nele. A gente não sabe a reação que
ele vai ter, inclusive ele pode morder", afirma Pellizzer.
 
Quanto tempo os pets dormem? Para os cães, o tempo de sono é de 12 a 14 horas por dia, enquanto os
gatos dormem cerca de 12 a 16 horas. "O sono deles é mais fracionado, porque o ciclo do sono, as fases
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319) 
do sono, são menores", explica a médica veterinária. "Os cães têm hábitos diurnos, e os gatos têm
hábitos noturnos, mas isso não significa que o gatinho não possa tirar um cochilo mais à noite e os cães
não possam tirar um cochilo durante o dia". Quando devo me preocupar com o sono do meu pet? Tanto
dormir menos quanto dormir demais podem ser sinais de problemas hormonais ou neurológicos, diz
Pellizzer. Além disso, mudanças de rotina ou de local podem interferir no sono dos animais. "Tende a
melhorar com o passar do tempo porque ele vai se acostumar com essa nova rotina, esse novo
ambiente, esse novo pet ou filho que foi inserido na família", explica. Já a apneia, quando a respiração
do pet para durante o sono, é um cenário mais grave e deve ser acompanhado de perto pelos tutores. A
doença é comum em cães e gatos de focinho curto e, caso aconteça com muita frequência, a
recomendação é que um médico veterinário seja consultado.
 
Portal G1
 
Considere o excerto: “Quanto tempo os pets dormem?” Na sentença dada, a palavra “quanto” é um(a):
a) conjunção.
b) advérbio.
c) pronome interrogativo.
d) substantivo.
e) pronome relativo.
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CESGRANRIO - Trad ILS (UNIRIO)/UNIRIO/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Texto I
“Quando eu for bem velhinho /
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Bem velhinho, que [precise] usar um bastão / Eu hei de ter um netinho, ah... / Pra me levar pela mão /
No carnaval, eu não fico em casa / Eu não fico, eu vou brincar! / Nem que eu vá me sentar na calçada /
Pra ver meu bloco passar...”
Lupicínio Rodrigues — autor de elaboradas e densas canções de amor — surpreende escrevendo, em
1936, ano em que nasci, essa singela e comovente marchinha carnavalesca. Uma raridade que constrói
e, ao mesmo tempo, define um carnaval. O carnaval como um ritual — como um encontro necessário,
como as festas religiosas e algumas cerimônias cívicas — e não como uma brincadeira da qual se
escolhe, livre e individualmente, participar. O carnaval faz parte do calendário religioso católico romano
que, mesmo no Brasil republicano, burguês e pós-moderno, continua a ser observado. Hoje, ao lado da
Semana Santa e da Semana da Pátria, ele talvez seja mais um feriado festivo do que uma ocasião que
coage o nosso comportamento, obrigando à participação, como deixa claro a marchinha de Lupicínio.
Ouvi a música pelo piano de mamãe quando era um menino: supunha-me o netinho que levava o avô
pela mão até o seu bloco de carnaval. Hoje, sendo um avô feliz e orgulhoso de cinco lindas moças e três
belos rapazes, tenho nada mais nada menos do que 16 mãos dispostas a, amorosamente, me
conduzirem ao meu bloco que passa todo ano pela minha calçada.
Leitor querido: se você tiver alguma recordação dessa música, ouça-a. Se você não souber manipular
algum aparelho eletrônico, seu netinho o ajuda. E ouvindo a simplicidade dessa tocante canção, você vai
ler esta crônica como eu a escrevo: com os olhos molhados dos antigos carnavais.
DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado.
 
 
O autor empregou os demonstrativos essa (“dessa música”; “dessa tocante canção”) e esta (“esta
crônica”). Considerando-se as regras da norma-padrão, tais construções estão adequadas à norma
320) 
porque
a) essa se refere ao destinatário, e esta se refere ao enunciador.
b) essa tem vínculo com algo mencionado anteriormente no texto, e esta tem vínculo com o texto
em si.
c) essa tem valor memorialista depreciativo, e esta tem valor enunciativo jornalístico.
d) essa tem vínculo com a memória do destinatário, e esta tem vínculo com a mídia de publicação
da crônica.
e) essa é um pronome com amplo espectro de referência, e esta é um pronome que só pode ser
usado no presente.
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CESGRANRIO - Psico (UNIRIO)/UNIRIO/Clínica/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
O suor e a lágrima
 
Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o
mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
 
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o
trono de um rei desolado de um reino desolante.
 
O engraxate era gordo e estava com calor — o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando
posso estou sempre de tênis.
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Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a
testa e a calva. Pegou aquele paninhoque dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
que era abundante.
 
Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a
todo instante o usava para enxugar-se — caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
 
E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados.
 
Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado,
retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
 
Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos
assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive
vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.
 
CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil – 80
autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001. p. 319.
 
Em “No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o
milênio.”, o pronome destacado
a) torna ambíguo o termo referido.
b) marca a temporalidade do enunciado.
c) afasta o leitor da narração.
d) descentraliza o foco narrativo.
321) 
e) introduz um caráter irônico ao texto.
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CESGRANRIO - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Administrativo/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Abreviados
Nem faz tanto tempo assim, as pessoas diziam vosmecê. “Vosmecê concede a honra desta dança?” Com
o tempo, fomos deixando a formalidade de lado e adotamos uma forma sincopada, o popular você. “Você
quer ouvir uns discos lá em casa?” Parecia que as coisas ficariam por isso mesmo, mas o mundo,
definitivamente, não se acomoda. Nesta onda de tornar tudo mais prático e funcional, as palavras
começaram a perder algumas vogais pelo caminho e se transformaram em abreviaturas esdrúxulas, e
você virou vc. “Vc q tc cmg?”
 
Nenhuma linguagem é estática, elas acompanham as exigências da época, ganham e perdem
significados, mudam de função. Gírias, palavrões, nada se mantém os mesmos. Qual é o espanto?
 
Espanto, aliás, já é palavra em desuso: ninguém mais se espanta com coisa alguma. No máximo, ficamos
levemente surpreendidos, que é como fiquei quando soube que um dos canais do Telecine iria abrir um
horário às terças-feiras para exibir filmes com legendas abreviadas, tal qual acontece nos chats. Uma
estratégia mercadológica para conquistar a audiência mais jovem, naturalmente, mas e se a moda
pegar?
 
Hoje, são as legendas de um filme. Amanhã, poderá ser lançada uma revista toda escrita neste código, e
depois quem sabe um livro, e de repente estará todo mundo ganhando tempo e escrevendo apenas com
consoantes – adeus, vogais, fim de linha pra vocês.
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O receio de todo cronista é ficar datado, mas, em contrapartida, dizem que é importante este nosso
registro do cotidiano, para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa
cabecinha jurássica. Posso imaginar, daqui a 50 anos, meus netos gargalhando diante deste meu texto:
“ctd d w”.
 
Coitada da vovó mesmo. Às vezes me sinto uma anciã, lamentando o quanto a vida está ficando
miserável. Não se trata apenas dos miseráveis sem comida, sem teto e sem saúde, o que já é um
descalabro, mas da nossa miséria opcional. Abreviamos sentimentos, abreviamos conversas, abreviamos
convivência, abreviamos o ócio, fazemos tudo ligeiro, atropelando nosso amor-próprio, nosso
discernimento, vivendo resumidamente, com flashes do que outrora se chamou arte, com uma ideia
indistinta do que outrora se chamou liberdade. Todos espiam todos, sabem da vida de todos, e não
conhecem ninguém. Modernidade ou penúria?
As vogais são apenas cinco. Perdê-las é uma metáfora. Cada dia abandonamos as poucas coisas em nós
que são abertas e pronunciáveis.
MEDEIROS, Martha. Revista O Globo. 20 mar. 2005.
 
“para que nossos descendentes saibam, um dia, o que se passava nesta nossa cabecinha...”
 
A classe da palavra em destaque é
a) pronome pessoal.
b) pronome demonstrativo.
c) artigo definido.
d) interjeição.
e) substantivo.
322) 
323) 
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CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a
norma-padrão é:
a) As professoras de que falamos são ótimas.
b) A folha em que deve ser feita a prova é essa.
c) A argumentação onde é provado o crime foi dele.
d) O aluno cujo pai chegou é Pedro.
e) As meninas que querem cortar os cabelos são aquelas.
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CESGRANRIO - Prof Jr (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Direito/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
a) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
b) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
c) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
d) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
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324) 
325) 
e) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
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CESGRANRIO - ProV (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/Júnior/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação
entre duas orações.
 
Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que está em DESACORDO com
os ditames da norma-padrão é:
a) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
b) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
c) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
d) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
e) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.
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CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Segurança/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Árvores de araque
 
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— Você está vendo alguma coisa esquisita nessa paisagem? — perguntou o meu amigo Fred Meyer. Olhei
em torno. Estávamos no jardim da residência da Embaixada do Brasil no Marrocos, onde ele vive — é o
nosso embaixador no país —, cercados de tamareiras, palmeiras e outras árvores de diferentes tipos. Um
casal de pavões se pavoneava pelo gramado, uma dezena de galinhas d’angola ciscava no chão,
passarinhos iam e vinham. No terraço da casa ao lado, onde funciona a Embaixada da Rússia, havia um
mar de parabólicas, que devem captar até os suspiros das autoridades locais. Lá longe, na distância,
mais tamareiras e palmeiras espetadas contra um céu azul de doer. Tudo me parecia normal.
 
— Olha aquela palmeira alta lá na frente. Olhei. Era alta mesmo, a maior de todas. Tinha um ninho de
cegonhas no alto.
 
— Não é palmeira. É uma torre de celular disfarçada.
 
Fiquei besta. Depois de conhecer sua real identidade, não havia mais como confundi-la com as demais;
mas enquanto eu não soube o que era, não me chamara a atenção. Passei os vinte dias seguintes me
divertindo em buscar antenas disfarçadas na paisagem. Fiz dezenas de fotos delas, e postei no Facebook,
onde causaram sensação. A maioria dos meus amigos nunca tinha visto isso; outros já conheciam de
longa data, e mencionaram até espécimes plantados no Brasil. Alguns, como Luísa Cortesão, velha amiga
portuguesa que acompanho desde os tempos do Fotolog, têm posição radicalmente formada a seu
respeito: odeiam. Parece que Portugal está cheio de falsas coníferas. [...]
 
A moda das antenas disfarçadas em palmeiras começou em 1996, quando a primeirada espécie foi
plantada em Cape Town, na África do Sul; mas a invenção é, como não podia deixar de ser, Made in USA.
Lá, uma empresa sediada em Tucson, Arizona, chamada Larson Camouflage, projetou e desenvolveu a
primeiríssima antena metida a árvore do mundo, um pinheiro que foi ao ar em 1992. A Larson já tinha
experiência, se não no conceito, pelo menos no ramo: começou criando paisagens artificiais e
camuflagens para áreas e equipamentos de serviço.
 
Hoje existem inúmeras empresas especializadas em disfarçar antenas de telecomunicações pelo mundo
afora, e uma quantidade de disfarces diferentes. É um negócio próspero num mundo que quer, ao
mesmo tempo, boa conexão e paisagem bonita, duas propostas mais ou menos incompatíveis. Os custos
são elevados: um disfarce de palmeira para torre de telecomunicações pode sair por até US$ 150 mil,
mas há fantasias para todos os bolsos, de silos e caixas d’água à la Velho Oeste a campanários, mastros,
cruzes, cactos, esculturas.
 
A Verizon se deu ao trabalho de construir uma casa cenográfica inteira numa zona residencial histórica
em Arlington, Virgínia, para não ferir a paisagem com caixas de switches e cabos. A antena ficou
plantada no quintal, pintada de verde na base e de azul no alto; mas no terreno em frente há um jardim
sempre conservado no maior capricho e, volta e meia, entregadores desavisados deixam jornais e
revistas na porta. A brincadeira custou cerca de US$ 1,5 milhão. A vizinhança, de início revoltada com a
ideia de ter uma antena enfeiando a área, já se acostumou com a falsa residência, e até elogia a
operadora pela boa manutenção do jardim.
 
RONAI, C. O Globo, Economia, p. 33, 22 mar. 2014. Adaptado.
Vocabulário: de araque - expressão idiomática que signifi ca “falso”.
 
No trecho “casa ao lado, onde” a palavra onde pode ser substituída, sem alteração de sentido e
mantendo- se a norma-padrão, por
a) que
b) cuja
c) em que
d) o qual
e) no qual
326) 
327) 
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CESGRANRIO - PTNS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/Químico de Petróleo/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
A frase Compramos apostilas que nos serão úteis nos estudos está reescrita de acordo com
a norma-padrão em:
a) Compramos apostilas cujas nos serão úteis nos estudos.
b) Compramos apostilas as cujas nos serão úteis nos estudos.
c) Compramos apostilas a qual nos serão úteis nos estudos.
d) Compramos apostilas as quais nos serão úteis nos estudos.
e) Compramos apostilas às quais nos serão úteis nos estudos.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto II
 
PALAVRA PEJORATIVA
 
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
 
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente
diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro
Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô
na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1361725
autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou
velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembrança a volta de um clichê: o termo
“diferenciada”.
 
A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e
publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre
para melhor).
 
– Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum
conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica,
nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara
(SP) e do Mackenzie.
 
Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um
deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela
configuração de sentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom,
ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou
algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa.
 
– Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda
ela. [...]
 
MURANO, Edgard. Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>. Acesso em: 05 jul.
2011. Adaptado.
 
 
Considere o trecho do Texto II abaixo.
 
328) 
“[...] colocaram lenha na polêmica sobre a construção de uma estação de metrô na região, onde se
concentra parte da elite paulistana.”
 
O emprego do pronome relativo onde está correto.
 
PORQUE
 
Retoma o termo na região, que tem valor de lugar físico na oração antecedente.
 
Analisando-se as afirmações acima, conclui-se que
a) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
b) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira.
c) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa.
d) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira.
e) as duas afirmações são falsas.
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CESGRANRIO - Ana (FINEP)/FINEP/Administração de Materiais e Licitações/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
RETRATOS DE UMA ÉPOCA
 
Mostra exibe cartões-postais de um tempo que não volta mais
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Em tempos de redes sociais e da presença cada vez maior da internet no cotidiano, pouca gente se
recorda de que nem sempre tudo foi assim tão rápido, instantâneo e impessoal. Se os adultos esquecem
logo, crianças e adolescentes nem sabem como os avós de seus avós se comunicavam. Há 15 dias, uma
educadora no Recife, Niedja Santos, indagou a um grupo de estudantes quais os meios de comunicação
que eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais.
Pois eles já foram tão importantes que eram usados para troca de mensagens de amor, de amizade, de
votos de felicidades e de versos enamorados que hoje podem parecer cafonas, mas que, entre os séculos
XIX e XX, sugeriam apenas o sentimento movido a sonho e romantismo. Para se ter uma ideia de sua
importância, basta lembrar um pouco da história: nasceram na Áustria, na segunda metade do século
XIX, como um novo meio de correspondência. E a invenção de um professor de Economia chamado
Emannuel Hermann fez tanto sucesso que, em apenas um ano, foram vendidos mais de dez milhões de
unidades só no Império Austro-Húngaro. Depois, espalharam-se pelo mundo e eram aguardados com
ansiedade.
– A moda dos cartões-postais, trazida da Europa, sobretudo da França, no início do século passado para
o Recife de antigamente, tornou-se uma mania que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador Liedo
Maranhão, que passou meio século colecionando- os e reuniu mais de 600, 253 dos quais estão na
exposição “Postaes: A correspondência afetiva na Coleção Liedo Maranhão”, no Centro Cultural dos
Correios, na capital pernambucana.
O pesquisador, residente em Pernambuco, começou a se interessar pelo assunto vendo, ainda jovem, os
postais que eram trocados na sua própria família. Depois, passou a comprá-los no Mercado São José,
reduto da cultura popular do Recife, onde eram encontrados em caixas de sapato ou pendurados em
cordões para chamar a atenção dos visitantes. Boa parte da coleção vem daí. [...]
– Acho que seu impacto é justamente o de trazer para o mundo contemporâneo o glamour e o
329) 
romantismo de um meio de comunicação tão usual no passado – afirma o curador Gustavo Maia.
– O que mais chama a atenção é o sentimento romântico como conceito, que pode ser percebido na
delicadeza perdida de uma forma de comunicaçãoque hoje está em desuso – reforça Bartira Ferraz,
outra curadora da mostra. [...]
LINS, Letícia. Retratos de uma época. Revista O Globo, Rio de Janeiro, n. 353, p. 26-28, 1º maio 2011. Adaptado.
 
Cada período abaixo é composto pela união de duas orações.
Em qual deles essa união está de acordo com a norma-padrão?
a) A exposição que o pesquisador se referiu foi prorrogada por mais um mês.
b) Mora em Recife o pesquisador que os postais estão sendo expostos.
c) Os estúdios em que eram elaborados os postais ficavam na Europa.
d) Foi impressionante o sucesso cuja exposição de cartões-postais alcançou.
e) O assunto que o pesquisador se interessou traz uma marca de romantismo.
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CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Direito/2010
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto II
 
Uma lição de vida
 
Uma coisa que sempre me comoveu (e intrigou) é a alegria da rapaziada da coleta de lixo. Dia sim, dia
não, o caminhão da SLU desce a minha rua e eles fazem aquela algazarra. Quase sempre estão
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brincando, tirando sarro uns com os outros, sorridentes e solícitos com os moradores. Mesmo na pressa
de apanhar os sacos de lixo, encontram tempo para gritar “bom dia, patrão” ou para comentar a vitória
do Galo, a derrota do Cruzeiro ou vice-versa.
 
Dia desses levantei de bom humor, o que nem sempre acontece nas manhãs quentes de verão. No
momento em que saía de casa, vi surgir no topo da rua o grande caminhão amarelo. E eis que de sua
traseira saltou um negão todo suado, com um sorriso branco no meio da cara. A vizinha do lado estava
lavando o passeio, desperdiçando água como já é de costume.
 
O sujeito limpou o suor na manga da camisa e a cumprimentou. “Será que a senhora me deixa beber
um pouco d’água?”, ele perguntou sem rodeios. “Essa água não é boa”, ela disse. “Espera um pouco que
eu busco água filtrada.” “Que é isso, madame? Precisa não.
 
Água da mangueira já está bom demais.”
 
Ela estendeu o jato d’água e ele se deliciou. 
 
Depois de beber boas goladas, meteu a carapinha sob a água e se refrescou. O sol no céu azul estava
de arrebentar mamona e o alto da rua oscilava sob o efeito do calor. O negão agradeceu a “caridade” da
minha vizinha e seguiu correndo atrás do caminhão amarelo, dentro do qual atirava os sacos de lixo
apanhados no passeio.
 
Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o condomínio em frente sempre produz muitos sacos
plásticos. Quando passei pelo negão e seu companheiro, ambos atiravam sacos no triturador do
caminhão. Parei na sombra de uma quaresmeira para observar o trabalho deles enquanto esperava
ônibus.
 
O motorista saiu da boleia com um cigarro na boca e perguntou se eu tinha fósforo. Emprestei-lhe o
isqueiro e, enquanto ele acendia o seu “mata rato”, comentei: “Sempre admirei a alegria com que vocês
trabalham.”
 
O motorista soprou a fumaça, devolveu-me o isqueiro e comentou: “E por que a gente devia de ser
triste?” “Não sei... Um trabalho desses não deve ser mole.”
 
“Claro que não”, ele retrucou. “Mas duro mesmo é a vida de quem revira o lixo à procura de comida. A
gente pelo menos não chegamos lá.” Em seguida, ele entrou na boleia, os dois homens de amarelo
terminaram a coleta e subiram na carroceria. O caminhão arrancou e eu fiquei pensativo, enquanto
esperava o “busun”.
 
SANTOS, Jorge Fernando dos.
Disponível em <http://umacoisaeoutra.com.br/cultura/jorge.htm>.
Acesso em 10 dez. 2009.
 
Assinale a opção em que o termo em que tem a mesma função sintática do destacado em “No momento
em que saía de casa,”.
a) Na casa em que ela morava antigamente não faltava água.
b) Existem determinadas histórias em que, às vezes, não acreditamos.
c) Foi providencial a época em que conheci pessoas tão generosas.
d) O argumento em que você se baseava foi rejeitado pelo diretor.
e) O projeto de reciclagem em que tinham absoluta confiança foi indeferido.
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CESGRANRIO - Eng (PQS)/PQS/Processamento Júnior/2009
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330) 
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto
 
Somos o resultado das nossas escolhas!
 
Tenho o hábito de caminhar de uma a duas horas, três a quatro vezes por semana, junto à orla da
cidade onde moro. Enquanto estou caminhando, geralmente estou com a cabeça fervilhando de ideias e
pensamentos. Em muitas dessas reflexões, acabo percorrendo caminhos mentais que me levam a
diferentes descobertas, [A] tanto no plano pessoal quanto no profissional. Gosto muito desse “duplo”
exercício e do que ele me proporciona.
 
A habilidade de pensar é constantemente praticada no nosso dia a dia, muito embora não a
aproveitemos com qualidade e profundidade. Mas, em geral, estamos sempre pensando em “nosso
universo”.
 
Em uma determinada tarde, ao final do dia, decidi sair para uma das minhas “andanças”. Tomei o rumo e
comecei a praticar o meu “bate papo mental”. Despertei em meus pensamentos o questionamento sobre
qual o motivo, o que me fazia optar por aquela ação, porque eu saía sistematicamente para caminhar.
Julguei, em um primeiro instante, através de uma análise superficial, que caminhava para praticar uma
atividade física, mas, aprofundando as minhas inferências, cheguei a um ponto que tem feito [B] com
que eu aja, me comporte e me relacione de um modo diferente e especial, as minhas escolhas.
 
Entre várias propriedades e peculiaridades que diferem os seres humanos dos demais animais, [C] o
poder da escolha tornou-se o objeto dos meus questionamentos, do meu monólogo.
 
Todos os dias nós acordamos e somos servidos de um leque incalculável de opções. De simples escolhas
que eventualmente passam despercebidas [D] a decisões que requerem análises mais complexas. [E]
(...)
331) 
 
Sim, as escolhas dependem de mim. (...) É evidente que não temos o controle total sobre os resultados e
consequências, simplesmente porque estes são variáveis, mas diversas coisas que fazem positivamente a
diferença como sorrir, planejar, acreditar, agir, trabalhar são ações determinadas por nós e essas, por sua
vez, geram seus respectivos resultados e consequências.
 
NOBRE, Marcio Campos. Disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/4324/somos-o-resultado-de-
nossas-escolhas.html . Acesso em: 6 jun. 2009. (Adaptado)
 
Assinale a opção em que NÃO há correspondência semântica entre o pronome relativo e a palavra ou
expressão a ele relacionada.
a) “...que me levam a diferentes descobertas,” – reflexões
b) “...que tem feito...” – um ponto
c) “...que diferem os seres humanos dos demais animais,” – várias propriedades e peculiaridades.
d) “...que eventualmente passam despercebidas...” – simples escolhas.
e) “...que requerem análises mais complexas.” – decisões.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Administração/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O PESO DA PALAVRA E DO RELACIONAMENTO
 
Quem diz que vai para o escritório para trabalhar e não para fazer amigos está enganado. Ou melhor,
estabelecer uma rede de relacionamentos, ser flexível, se adaptar rapidamente a uma nova situação,
saber se comunicar com a equipe ou colegas de trabalho, ter capacidade de negociação são
características extras no atual mercado, que exige mais do que diploma. Não se trata de fazer amigos,
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mas de aprender o que se chama de linguagem corporativa. E este be-a-bá é feito de uma mistura de
palavras claras, ditas no momento e para a pessoa certa, somado a uma dose de carisma.
Não estou falando da política "mantenha um sorriso no rosto porque o cliente tem sempre razão", mas,
sim, tentando mostrar que a facilidade em se expressar ou fazer relacionamentos tem peso tão
importante quanto uma boa formação acadêmica. O que a intuição de muitos profissionais de recursos
humanos já indicava foi comprovado num estudo finalizado no primeiro semestre deste ano pela ISMA-
BR (International Stress ManagementAssociation no Brasil), associação internacional que estuda o
estresse e suas formas de prevenção.
De acordo com a pesquisa, feita entre 230 profissionais — gerentes de três grandes empresas nacionais
—, a eficiência na comunicação interpessoal funciona como um colete salva-vidas, atenuando os efeitos
negativos das pressões e demandas nos níveis físico, emocional e comportamental. Para chegar a esta
conclusão foram analisados três fatores: as pressões e as demandas no trabalho, o nível de ansiedade
(somática, comportamental e cognitiva) e o nível de tensão muscular e a satisfação profissional.
Conclui-se, então, que o gerenciamento do estresse passa pelo desenvolvimento pessoal, além de
programas efetivos de qualidade de vida no trabalho. Isso porque os custos do estresse não afetam
apenas a saúde do trabalhador, mas, também, o bolso do empregador. Sabe-se que nos Estados Unidos
o estresse profissional tem custo estimado em 300 bilhões de dólares ao ano e nos países membros da
União Europeia este valor gira em torno de 265 bilhões de euros – números relativos ao absenteísmo,
rotatividade, lesões no trabalho e seguro saúde. Por aqui, ainda não foi feito o cálculo desta conta, mas
acredita-se que temos valores similares ao americano.
Então, que tal começar a exercitar a linguagem? Faz bem para você e para aqueles com quem se
relaciona.
 
ROSSI, Ana Maria. Disponível em: <http://www.catho.com.br> Acesso em: out. 2009. (com adaptações)
332) 
Assinale a frase em que se verifica uma transgressão ao registro culto e formal da língua no que se
refere ao emprego do pronome relativo.
a) O resultado a que chegaram confirmou sua intuição.
b) Os colegas de trabalho com quem não simpatizava foram excluídos do processo.
c) Recebi o relatório de um gerente de cujo nome não me recordo.
d) São várias as reivindicações por que estão lutando os trabalhadores.
e) O funcionário o qual me referi não tem nenhuma dose de carisma.
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo C/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto I
 
E SE ... FÔSSEMOS VEGETARIANOS?
 
Se nossos ancestrais não tivessem um dia preferido o bife à alface, você não estaria lendo esta revista.
Aliás, a revista nem existiria, porque ainda seríamos macacos. Foi o aumento no consumo de gordura e
proteína animal, ocorrido há 2 milhões de anos, que possibilitou o crescimento do nosso cérebro
poderoso até chegar ao tamanho atual, segundo Rui Murrieta, professor de antropologia biológica da
Universidade de São Paulo. O cérebro humano consome um quinto da energia que ingerimosA)
diariamente. Sem carne, que é uma fonteB) rica e instantânea de calorias, não conseguiríamos alimentar
esse órgão gastador. Detalhe: isso era verdade naqueles tempos. Hoje em dia conhecemos vegetais que
substituem a carneC).
 
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Mas não é só isso. Se não fosse pelo filé, o pessoal que hoje defende o direito dos animais e prega o fim
do consumo de carne nem saberia como se mobilizar para reivindicar algo. Nem eles nem ninguém. É
que a caça foi um dos maiores incentivos para que o homem aprendesse a se organizar socialmente.
Afinal, para caçar um búfalo era preciso reunir o pessoal, dividir tarefas e estabelecer hierarquias.
 
Na verdade, devemos até a agricultura ao consumo de carne. O homem começou a plantar há cerca de
10 mil anos, o que o fixou em um local e acabou com a vida nômade. Mas o pastoreio foi o primeiro
passo para manter as pessoas em um mesmo lugar. Já que não precisavam sair toda manhã para ir atrás
da caça, que estava no quintal,D) nossos ancestrais tinham mais tempo para cuidar da terra.
 
Mas e se decidíssemos abandonar o consumo de carne depois de evoluídos e assentados em cidades?
[...]
 
O corpo humano sofreria alterações? Difícil dizer. É fato que somos onívorosE) por natureza, ou seja,
nosso corpo digere vegetais e carne. Mas não dá para saber, com certeza, se a dieta vegetariana limita
ou expande o crescimento, a saúde e a longevidade. Vegetarianos e defensores do bife têm as próprias
verdades e é difícil achar pontos consensuais. “O vegetarianismo restringe o acesso a um grupo de
nutrientes importantes que estão concentrados na carne. O homem foi feito para comer carne”, afirma o
nutrólogo Mauro Fisberg. Mas, para os vegetarianos, o ferro e a proteína da carne podem ser
substituídas por vegetais. “Uma dieta vegetariana reduziria o risco de doenças”, diz o nutricionista
vegetariano George Guimarães.
 
[...]
 
AQUINO, Manuela. In: Superinteressante, out. 2003. (com adaptações).
 
Indique a opção na qual a palavra que, destacada na coluna da esquerda, NÃO substitui, no Texto I, a
palavra que a antecede, transcrita na coluna da direita.
a) 
“...que ingerimos...” energia
b) 
“que é uma fonte...” carne
c) 
“...que substituem a carne.” vegetais
d) 
“que estava no quintal,” caça
e) 
“...que somos onívoros...” fato
333) 
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CESGRANRIO - AJ (TJ RO)/TJ RO/Administrador/2008
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Bolsa-Floresta
 
Quando os dados do desmatamento de maio saíram esta semana da gaveta da Casa Civil, onde ficaram
trancados por vários dias, ficou-se sabendo que maio foi igual ao abril que passou: perdemos de floresta
mais uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Ao ritmo de um Rio por mês, o Brasil vai pondo
abaixo a maior floresta tropical. No Amazonas, visitei uma das iniciativas para tentar deter a destruição.
 
O Estado do Amazonas é o que tem a floresta mais preservada. O número repetido por todos é que lá
98% da floresta estão preservados, 157 milhões de hectares, 1/3 da Amazônia brasileira. A Zona Franca
garante que uma parte do mérito lhe cabe, porque criou alternativa de emprego e renda para a
população do estado. Há quem acredite que a pressão acabará chegando ao Amazonas depois de
desmatados os estados mais acessíveis.
 
João Batista Tezza, diretor técnico-científico da Fundação Amazonas Sustentável, acha que é preciso
trabalhar duro na prevenção do desmatamento. Esse é o projeto da Fundação que foi criada pelo
governo, mas não é governamental, e que tem a função de implementar o Bolsa-Floresta, uma
transferência de renda para pessoas que vivem perto das áreas de preservação estadual. A idéia é que
elas sejam envolvidas no projeto de preservação e que recebam R$ 50 por mês, por família, como uma
forma de compensação pelos serviços que prestam. [...]
 
Tezza é economista e acha que a economia é que trará a solução:
 
— A destruição ocorre porque existem incentivos econômicos; precisamos criar os incentivos da
proteção.
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[...]
 
Nas áreas próximas às reservas estaduais, estão instaladas 4.000 famílias e, além de ganharem o Bolsa-
Floresta, vão receber recursos para a organização da comunidade.
 
— Trabalhamos com o conceito dos serviços ambientais prestados pela própria floresta em pé e as
emissões evitadas pela proteção contra o desmatamento. Isso é um ativo negociado no mercado
voluntário de redução das emissões — diz Tezza.
 
Atualmente a equipe da Fundação está dedicada a um trabalho exaustivo: ir a cada uma das
comunidades, viajando dias e dias pelos rios, para cadastrar todas as famílias. A Fundação trabalha
mirando dois mapas. Um mostra o desmatamento atual, que é pequeno. Outro projeta o que acontecerá
em 2050 se nada for feito. Mesmo no Amazonas, onde a floresta é mais preservada, os riscos são
visíveis. Viajei por uma rodovia estadual que liga Manaus a Novo Airão. À beira da estrada, vi áreas
recentemente desmatadas, onde a fumaça ainda sai de troncos queimados. [...]
LEITÃO, Miriam. In: Jornal O Globo. 19 jul. 2008. (adaptado)
 
Assinale a afirmativa em que a palavra “onde” está usada corretamente.
a) Trabalhamos com o conceito de serviços onde o fator ambiental é preponderante.
b) Durante a discussão dos técnicos foi levantado um novo argumento onde o diretor não gostou.
c) Nas áreas próximasàs reservas, onde estão instaladas famílias, haverá grandes investimentos.
d) Alguns estudos apontam o ano de 2050 como decisivo, onde ocorrerá uma grande devastação.
e) As propostas onde se encontram as soluções mais econômicas para a melhoria do ambiente serão
aprovadas.
334) 
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CESGRANRIO - ERPDACGN (ANP)/ANP/Direito/2008
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
O novo Brasil
 
Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudançasA) tão profundas, decisivas e
aceleradas quanto os treze anos (1808-1821) em que a corte portuguesa morou no Rio de Janeiro. Num
espaço de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser uma colônia fechada e atrasada para se
tornar um país independenteI. Por essa razão, o balanço que a maioria dos estudiosos fazB) de D. João
VI tende a ser positivo, apesar de todas as fraquezas pessoais do rei. Para o historiador Oliveira Lima, ele
foi “o verdadeiro fundador da nacionalidade brasileira”, por duas razões principais: assegurou a
integridade territorial e deu início à classe dirigente que se reponsabilizaria pela construção do novo país.
“Com ele começou a descolonização efetiva”, afirmou o escritor e crítico literário paranaense Wilson
Martins. “Não só pelo fato de elevar o Brasil a reino, mas também, e sobretudo, por lhe dar desde logo e
em breve espaço de tempo as estruturas de uma nação propriamente dita.”
 
Uma forma de avaliar a herança de D. João VI é abordar a questão pelo avesso: como seria o Brasil se a
corte não tivesse vindo para o Rio de Janeiro? Apesar da relutância em fazer conjecturas, boa parte dos
historiadores concorda que o país simplesmente não existiria na sua forma atual. Na hipótese mais
provável, a Independência e a República teriam vindo mais cedo, mas a antiga colônia portuguesa se
fragmentaria em um retalho de pequenos países autônomos, muito parecido com seus vizinhos da
América espanhola, sem nenhuma outra afinidade além do idioma.
 
É fácil imaginar as conseqüências dessa separação:
 
• Esse Brasil dividido em pedaços autônomos nem de longe teria o poder e a influência que o país
exerce hoje sobre a América Latina. Na ausência de um Brasil grande e integrado, o papel
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provavelmente caberia à Argentina, que seriaC), então, o maior país do continente. [...]
• Na escola, quando abrissem seus livros de Geografia, as crianças gaúchas aprenderiam que a
floresta amazônica é um santuário ecológico de um país distante, situado ao norte, na fronteira com
a Colômbia, a Venezuela e o Peru.
• As diferenças regionais se teriam acentuado. É possível que, a esta altura, as regiões mais ricas
desse mosaico geográfico estivessem discutindo medidas de controle da imigração dos vizinhos mais
pobresD), como fazem hoje os americanos em relação aos mexicanos.
• Nordestinos seriam impedidos de migrar para São Paulo. Em contrapartida, ao viajar de férias para
as paradisíacas praias da Bahia ou do Ceará, os paulistas teriam de providenciar passaportes e,
eventualmente, pedir vistos de entrada. [...]
 
À luz da realidade do Brasil atual, tudo isso parece mero devaneio. Ainda assim, não se deve subestimar
a importância de D. João VI na construção da identidade dos brasileirosE) de hoje. [...]
 
Graças a D. João VI, o Brasil se manteve como um país de dimensões continentais, que hoje é o maior
herdeiro da língua e da cultura portuguesas. “D. João VI veio criar e realmente fundou na América um
império, pois merece bem assim ser classificado o ter dado foros de nacionalidade a uma imensa colônia
amorfa”, escreveu Oliveira Lima. Ironicamente, esse legado não seria desfrutado por D. João ou pela
metrópole portuguesa. “Ele próprio regressava menos rei do que chegou”, acrescentou Oliveira Lima.
“Deixava contudo o Brasil maior do que o encontrara”. Em outras palavras, ao mudar o Brasil, D. João VI
o perdeu para sempre.
 
GOMES, Laurentino. 1808. São Paulo: Planeta, 2007.
 
No quadro abaixo, foram reescritos trechos do texto, utilizando-se pronomes relativos. O pronome NÃO
está usado de acordo com a norma culta da língua em
 
Texto Reescritura
a) 
“...período da história
brasileira testemunhou
mudanças...”
período da história
brasileira cujas
mudanças...
b) 
“o balanço que a maioria
dos estudiosos faz...”
o balanço onde a maioria
dos estudiosos faz...
c) 
“o papel provavelmente
caberia à Argentina, que
seria,”
o papel provavelmente
caberia à Argentina, à
qual seria dada a
condição...
d) 
“...medidas de controle da
imigração dos vizinhos
mais pobres,”
medidas que controlam a
imigração dos vizinhos
mais pobres
335) 
336) 
e) 
“não se deve subestimar
a importância de D. João
VI na construção da
identidade dos
brasileiros...”
a construção da
identidade dos brasileiros
em que não se deve
subestimar a importância
de D. João VI
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CESGRANRIO - SEAD AM (SEAD AM)/SEAD AM/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Indique a opção em que o uso do pronome relativo é INACEITÁVEL, segundo a norma culta.
a) Todas as pessoas que, em Codajás, plantam açaí, obtêm sucesso.
b) Os agricultores, cujos os produtos não são açaí, querem mudar.
c) São bons os consultores, os quais deram assessoria à plantação de açaí.
d) Não sei a que se refere quando cita o projeto de Codajás, no Amazonas.
e) Foram feitos estudos sérios para a agricultura amazonense, a qual deu certo.
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CESGRANRIO - Aux Adm (FENIG)/FENIG/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto I
 
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Moda & Guerra: Um retrato da França ocupada
 
O livro Moda & Guerra, de Dominique Veillon, traz uma análise da vida cotidiana, especificamente dos
hábitos de vestimenta na França durante a Segunda Guerra Mundial. Dominique Veillon traça um quadro
original sobre os anos negros da ocupação alemã – que impôs à França pesadas leis de reserva de
estoques e limitações drásticas de recursos para o fabrico de vestimentas e acessórios – e a criativa
resistência cultural dos franceses, para quem “improvisar” passou a ser a palavra de ordem, conservando
assim a fama de Paris como capital mundial da moda.
 
A autora relata, por exemplo, como a descoberta de materiais alternativos e a redução das metragens
habitualmente empregadas permitiram à alta-costura francesa manter-se inovadora, apesar de todos os
estratagemas empregados pelos alemães a fim de transferir o centro da moda para Berlim.
 
A edição brasileira inclui glossário de termos da moda, biografia de celebridades do mundo da alta-
costura no século XX e descrição das revistas e periódicos citados. Moda & Guerra vem enriquecer o
que já se conhecia sobre a economia e a ideologia na Europa nos difíceis tempos da ocupação. Como diz
a autora, trata-se de buscar na moda aquilo que ela tem de revelador do ambiente político, econômico e
cultural de sua época. Segundo o Jornal The New Yorker, Moda & Guerra constitui “leitura essencial
para os interessados em moda e história cultural da França. Somente agora ficamos sabendo como a
iniciativa das valentes mulheres francesas para se expressar através da vestimenta adaptou-se a uma
realidade difícil, e como a indústria francesa escapou da extinção”.
 
TELLES, André. Jornal do Brasil- Caderno Idéias, 17 jun. 2005 (com adaptações).
 
O pronome relativo que inicia a frase colocada entre travessões (“que”) destacado no texto, faz
referência a:
a) Dominique Veillon.
337) 
b) hábitos de vestimenta.
c) quadro original.
d) ocupação alemã.
e) anos negros.
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CESGRANRIO - PB (BNDES)/BNDES/Advogado/2004
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
A tal da demanda social
 
Está para voltar (...) o critério da "demanda social" para abertura de cursos superiores. Para um
economista puro-sangue é uma contradição de palavras. Demanda tem a ver com gente querendo pagar.Social teria a ver com interesse coletivo. Juntando as duas coisas só pode ser apagão intelectual. Mas
deixemos as querelas teóricas.
A idéia de buscar "demanda social" para autorizar um curso é antiga (...). O critério é um sobrevivente
anacrônico da época em que para cada novo graduado havia um emprego descrito por uma palavra com
a mesma raiz. Para os médicos, haveria empregos de médico, para os advogados, de advogado, e por aí
afora.
Mas já no censo de 1991 bem mais da metade dos graduados do ensino superior tinha empregos
distantes do que estava escrito no seu diploma. Hoje, é ainda maior a proporção dos
"desprofissionalizados". A muitos, dá gosto pôr a culpa em fatores externos. Mas, se é assim também
nos Estados Unidos e na Europa, é porque o número de diplomados do ensino superior tende a crescer
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bem mais rápido do que a economia.
No fundo é simples. As profissões tradicionais crescem pouco. Em contraste, com as mudanças
tecnológicas, é célere a expansão das "genéricas", em que é preciso cursar os quatro anos do ensino
superior, mas não faz muita diferença o que nele se estuda. Envolvem comprar, vender, mandar,
organizar, comunicar-se etc. As competências requeridas são ler, escrever, usar números, resolver
problemas e trabalhar em grupo. Em suma, pensar analiticamente e aprender rápido o que quer que
apareça pela frente.
Diplomas como os de Medicina e Odontologia continuam levando às ocupações correspondentes. Mas em
outras matérias, como Economia, nem sequer 10% dos graduados trabalham na função. Os filósofos têm
apenas 5%. Saturação dos mercados? Longe disso, as estatísticas mostram que entre os diplomados
nessas áreas as taxas de desemprego são pelo menos a metade da média nacional e os níveis de
rendimento pelo menos o dobro dos auferidos por quem não tem diploma. E, afora o choque inicial de
descobrir que o emprego terá outro nome, se é que tem nome, não há evidências de que gere menos
satisfação profissional.
Diante disso, como poderemos dizer se há ou não demanda social? Se definirmos o termo pela existência
de empregos com o nome do diploma, há varias décadas não há demanda social nem para 10% dos
cursos superiores. Se admitirmos que pode sobrar gente sem um determinado emprego, qual a
proporção mágica acima da qual não haverá demanda social? Por outro lado, e as outras ocupações que
requerem diploma superior, mas não curso específico? São muitas centenas. Teríamos de criar um curso
superior para cada uma?
As conclusões são inevitáveis. Não há critério prático para dizer se há ou não demanda social - de resto
nem para dizer o que é isto.
 
CASTRO, Cláudio de Moura. A tal da demanda social. Revista Veja, 10 mar. 2004 (com adaptações)
338) 
Indique a opção em que somente a palavra "cujo" preenche corretamente a lacuna, de acordo com a
norma culta.
a) O escritor _________ estilo eu não gosto vai lançar mais duas obras este ano.
b) A empresa _________ o nome foi decidido em Assembleia vai ser inaugurada amanhã.
c) A professora _________ livro foi reeditado trabalhou em uma universidade estrangeira.
d) A universidade _________ vestibular meu filho se preparou fica no centro da cidade.
e) O rapaz, o _________ pai encontrei, trabalha na minha empresa.
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CESGRANRIO - Bibl Doc (CP II)/CP II/2004
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto 1
 
OS ARROIOS
 
Os arroios são rios guris ...
Vão pulando e cantando dentre as pedras.
Fazem borbulhas d'água no caminho bonito!
Dão vau aos burricos,
às belas morenas,
curiosos das pernas das belas morenas
E às vezes vão tão devagar
que conhecem o cheiro a a cor das flores
que se debruçam sobre eles nos motos que atravessam
e onde parece quererem sestear.
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As vezes uma asa branca roça-os, súbita emoção
como a nossa se recebêssemos o miraculoso encontrão
de um Anjo ..
Mas nem nós nem os rios sabemos nada disso,
Os rios tresandam óleo e alcatrão
e refletem, em vez de estrelas,
os letreiros das firmas que transportam utilidades.
Que pena me dão os arroios,
os Inocentes arroios ...
QUINTANA, Mario, Baú de Espantos
 
" ... que se desbruçam .. ."
" ... que atravessam .. ."
"... que transportam ... "
 
No processo coesivo textual, os elementos acima, destacados do Texto 1, referem-se. respectivamente,
a:
a) arroios - matos - rios.
b) cheiro e cor- arroios firmas.
c) flores - arroios - firmas.
d) arroios • matos • rios
e) flores - rios - letreiros.
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CESGRANRIO - Op (CITEPE)/CITEPE/Têxtil/2012
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339) 
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
O termo em destaque foi substituído pela forma de pronome oblíquo, de acordo com a norma-
padrão, em:
a) Deram a notícia em primeira página.
Deram-la em primeira página.
b) Joguei as melhores fotos no computador.
Joguei-las no computador.
c) Merece o prêmio pelo seu trabalho.
Merece-lo pelo seu trabalho.
d) Vender o livro pela internet foi fácil.
Vendê-lo pela internet foi fácil.
e) Escolheram as crônicas mais interessantes.
Escolheram-las.
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo B/2010
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
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340) Texto
 
Fui ao Maracanã pela primeira vez no dia 21 de abril de 1990, para ver o show do Paul McCartney. Havia
pouca gente, só 139 mil pessoas. Minhas lembranças da noite são impressionistas: é que já esqueci de
quase tudo. Que músicas ele cantou? Como estava vestido? Quem se apresentou junto?
 
O que ficou mesmo foi um conjunto de sensações: um Beatle ao vivo, a fenomenal energia da plateia
emocionada, a ligação para os meus filhos que estavam em Brasília, segurando o telefone virado para o
palco, para que eles também pudessem ouvir um pouquinho. Telefone esse um orelhão, bem entendido,
porque os celulares, embora tivessem chegado ao Rio no ano anterior, ainda eram, essencialmente,
aparelhos móveis que, por causa das antenas enormes e das baterias pesadas, só funcionavam em
automóveis — quando funcionavam.
 
A lembrança de maior impacto, no entanto, ficou sendo mesmo, para sempre, a entrada no Maracanã. O
espaço reservado à imprensa ficava no gramado, e chegávamos lá através de um daqueles túneis por
onde passavam os jogadores antes e depois das partidas. Eu estava com o Xexéo e, ainda na área dos
vestiários, já se ouvia a gritaria das arquibancadas. Falem-me em “luz no fim do túnel” e, até hoje, a
associação que me vem de imediato é a dos holofotes que iluminavam o gramado, lotado de gente, e o
palco onde, em breve, se apresentaria o Paul.
 
Nos poucos segundos em que se atravessava o túnel ouvindo o barulho cada vez mais alto até a saída
naquele mundo de luz, não havia como não se pôr na pele de um jogador. Imaginei a adrenalina, a
responsabilidade, o que deve ser a assustadora noção de saber que cada uma daquelas pessoas está de
olho nos seus mínimos movimentos. Ainda hoje, tanto tempo depois, evocar essa lembrança me dá um
frio automático na barriga.
 
Na terça-feira retrasada, passados 18 anos, fui pela segunda vez ao Maracanã — agora, para conversar
com o Cesar Osmar Santos da Silva, jardineiro que cuida para que os ninhos dos quero-queros não sejam
massacrados durante os jogos. O dia estava lindo, o estádio, vazio, e, até a sua chegada, tive a glória de
ser a única pessoa no gramado.
 
Não sou de futebol, mas tenho, caramba, o sentimento da História.
 
Olhei para o céu recortado pela moldura do estádio e para as cadeiras coloridas, passei a mão na grama
(mais dura do que eu imaginava), percorri com o dedo um trecho dos traços brancos que marcam o
campo.
 
Finalmente, me postei debaixo de uma das balizas e, juro, fiquei arrepiada dos pés à cabeça.
 
Já visitei praticamente todos os palácios e sítios históricos do país, mas em nenhum tive a mesma
emoção, o mesmosentimento de estar vivendo um instante privilegiado. [...]
 
Se, naquela hora, alguém cantasse o Hino Nacional, eu teria me desmanchado em lágrimas. Fui poupada
do vexame pela chegada do Cesar Osmar, que me contou tudo a respeito dos seus quero-queridos.
 
...
 
Pode ser que todos já saibam, mas aceito o risco de chover no molhado:
 
Ir ao Maracanã, aberto à visitação diariamente, é um passeio lindo e muito especial, até porque os
visitantes podem percorrer áreas que, em dias de jogo, ficam inacessíveis a mortais comuns, como a
tribuna de honra ou os vestiários e a área de aquecimento dos atletas.
 
Além disso, o passeio tem calçada da fama, painéis que relembram os grandes momentos do futebol e
até um “túnel do tempo”, com o clamor da torcida, para não falar na indefectível lojinha de souvenirs. No
fim da tarde, na entrada do gramado, quem gosta de pássaros pode ver os cinco quero-queros que
moram lá.
 
Durante a cobertura da Copa, na Alemanha, visitei vários estádios de futebol, mas, sinceramente, não
achei nenhum tão bonito quanto o nosso Maracanã.
 
Um dia ainda vou lá ver um jogo.
 
RONAI, Cora. O Globo. 29.05.2008 (Adaptado)
 
Observe as frases a seguir.
 
I – Tenho IPOD e celular, este é mais importante para mim do que aquele.
 
II – A gritaria das arquibancadas lhes perturbava o sono.
 
III – O jardineiro veio até eu para cumprimentar-me.
 
De acordo com a norma culta da língua, os pronomes estão corretamente empregados APENAS na(s)
frase(s)
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
341) 
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CESGRANRIO - Adm (PBIO)/PBIO/2010
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Será a felicidade necessária?
 
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta “Você é
feliz?”, dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para
felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde
até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse
processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o
mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de
dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil
conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na
balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão
pode não ser clara.
 
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se
impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960.
 
É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos
na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa.
É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que
consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o
enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.
 
“É a felicidade necessária?” é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um
artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está
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nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre “satisfação”, como mais modestamente às vezes são chamadas)
e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de
autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (...) constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita
dos americanos aumentou de 17.000 dólares para 27.000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as
famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos
que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance
revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, “por que trabalhar
tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB”?
 
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (...) informa que os nigerianos,
com seus 1.400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses,
com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais
felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom
nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma
direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o
governo francês por dois detentores do Nobel de Economia. (...)
 
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre
conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das
políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar
dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos
livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as
pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar
o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades
esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso
desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho.
 
TOLEDO, Roberto Pompeu. In: Veja, 24 Mar. 2010.
342) 
 
A alternativa à direita substitui adequadamente a expressão destacada em
a) convidar os governantes a afinar seu foco — convidar-lhes.
b) aconselha ao governo americano programas — aconselha- o.
c) facilitar o acesso a medicamentos — facilitar-lhes.
d) proporcionar atividades esportivas para as crianças — proporcioná-las.
e) cumprir todos os desejos e ambições — cumpri-los.
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CESGRANRIO - Alu-Pub (PROMINP)/PROMINP/Grupo G/2009
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas sobre Pronomes
Texto II
 
Os medos dos profissionais
 
De um lado, estão as empresas, que exigem que seus funcionários cumpram metas e prazos agressivos,
sejam pró-ativos, criativos, ousados, trabalhem em equipe, entre uma série de funções. No outro lado,
existe o próprio funcionário, que, por conta dessas exigências, vive se perguntando se ele está no
caminho certo, se é um bom profissional, se age de acordo com os ideais da organização. E rodeando
esses dois lados, está o medo, sentimento comum a todos os seres humanos. Saiba que o medo, na
medida exata, pode ser benéfico. Mas, em exagero, pode atrapalhar, e muito, a sua carreira.
 
O medo é fundamental para a sobrevivência das espécies, segundo os especialistas, pois, sem o medo,
seria fácil encontrar um rato enfrentando um leão ou um motorista dirigindo sem nenhum cuidado ou
atenção. No entanto, a importância e o peso que esse sentimento tem muda conforme a cultura do país.
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“No Japão, por exemplo, perder o emprego é visto de forma dramática. Em casos extremos, muitos
chegam a cometer o suicídio”, explica José Roberto Heloani, professor da Fundação Getúlio Vargas.
 
No campo profissional, o impacto do medo nas pessoas foi mais fortemente percebido nas duas ou três
últimas décadas. E isso não significa que nossos pais não tivessem medo de perder o emprego ou não
temessem o insucesso. Com o desenvolvimento da economia, houve o crescimento do medo. Assim
como a economia é muito dinâmica, as empresas passaram a exigir que seus funcionários

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