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Professor(a) Esp. Rafaela Lima Niimoto ESTÉTICA FACIAL REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante Caroline da Silva Marques Eduardo Alves de Oliveira Jéssica Eugênio Azevedo Marcelino Fernando Rodrigues Santos PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos Hugo Batalhoti Morangueira Vitor Amaral Poltronieri ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira Carlos Henrique Moraes dos Anjos Kauê Berto Pedro Vinícius de Lima Machado Thassiane da Silva Jacinto FICHA CATALOGRÁFICA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP N691e Niimoto, Rafaela Lima Estética facial / Rafaela Lima Niimoto. Paranavaí: EduFatecie, 2023. 70 p.: il. Color 1. Beleza física (Estética). 2. Acne. 3. Pele – Envelhecimento. 4. Face – Cuidado e higiene. I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título. CDD: 23 ed. 646.72 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 As imagens utilizadas neste material didático são oriundas dos bancos de imagens Shutterstock . 2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie. O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais. https://www.shutterstock.com/pt/ 3 Professora Esp. Rafaela Lima Niimoto • Especialista em docência no ensino superior (Faculdade Futura); • Especialista em estética e cosmetologia (Faculdade Futura); • Tecnóloga em estética e cosmética (Unicesumar); • Professora curso Tecnologia em estética e cosmética (Unifatecie); • Docente curso técnico em Estética; • Coordenadora de estágio curso Técnico em Estética. Experiência clínica em estética facial e corporal, graduada no curso de tecnologia em estética e cosmética desde 2012. Docente de 2019, até o momento, professora conteu- dista da UniFatecie. CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/1774562402071217 AUTOR http://lattes.cnpq.br/1774562402071217 4 Prezado (a) aluno (a) Seja bem-vindo (a) ao curso de graduação de Tecnologia em Estética e Cosmética. Sabemos o esforço e a dedicação realizados ao universo acadêmico e agradecemos a confiança depositada na UniFatecie, portanto receba nossos abraços de boas-vindas. Durante as unidades, construiremos nosso conhecimento sobre os conceitos de técnicas em estética facial, as indicações, contraindicações, efeitos fisiológicos, e estudo sobre sistema tegumentar. Portanto, na Unidade I iniciaremos sobre os conteúdos do sistema tegumentar, anam- nese e cuidados essenciais aos procedimentos estéticos. No entanto, na Unidade II, estudare- mos as abordagens terapêuticas, as classificações e graus de acne e sua fisiopatologia. Na Unidade III, o conteúdo abordado são referentes as técnicas manuais que contri- buem para atenuar e tratar as disfunções estéticas e abordagens aplicado ao envelhecimento cutâneo. Na Unidade IV será abordado o conteúdo de cosmetologia aplicado a estética facial, hiperpigmentação cutânea e protocolos estéticos e cuidados essenciais com a nossa pele. O curso de tecnologia em estética e cosmética nos proporciona um amplo conhecimento da área da saúde, estética e bem-estar. A nossa jornada de estudos tem objetivo de multiplicar os seus conhecimentos pessoais e profissionais. Esperamos poder contribuir nessa jornada. Muito obrigado e bons estudos! APRESENTAÇÃO DO MATERIAL 5 UNIDADE 4 Hipercromias Envelhecimento Cutâneo UNIDADE 3 Acne UNIDADE 2 Sistema Tegumentar UNIDADE 1 SUMÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Semiologia da pele; • Biotipos cutâneos; • Histologia do sistema tegumentar; • Anexos cutâneos. Objetivos da Aprendizagem • Aprender sobre as principais funções da fisiologia do sistema tegumentar; • Identificar os biotipos cutâneos e a histologia da pele; • Sistematizar as funções dos anexos do sistema tegumentar. Professor(a) Esp. Rafaela Lima Niimoto SISTEMA SISTEMA TEGUMENTARTEGUMENTAR1UNIDADEUNIDADE INTRODUÇÃO 7SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 Nos estudos de conceito de beleza, estética e saúde é importante observarmos os avanços da tecnologia. Referimo-nos em recursos tecnológicos, conhecimentos da anato- mia e fisiologia humana, como ferramentas de proporcionar resultados aos nossos clientes e também a agregação de valores profissionais. Atualmente, estamos expostos diante de tendências de procedimentos não inva- sivos, invasivos com ou sem associações de fármacos, princípios ativos, cosméticos para proporcionar resultados aos procedimentos estéticos. Dessa forma, sabe-se que a capacitação profissional é de extrema importância para se executar as técnicas básicas, intermediárias e avançadas para se traçar os objetivos e os tratamentos propostos; no entanto, obter conhecimentos sobre as finalidades e funções da pele são primordiais, pois cuidamos do nosso maior órgão do ser humano. Assim como quaisquer procedimentos estéticos a serem realizados, é necessário que todo profissional tenha conhecimentos básicos de anatomia, fisiologia, histologia do sistema tegumentar, conceitos básicos que expandam o conhecimento teórico e prático. SEMIOLOGIA DA PELE1a radiação UV pode provocar alterações no DNA, ao longo do tempo, resultando em anormalidades na atividade dos melanócitos, o que pode levar ao surgimento de hiperpigmentações (manchas) e acentuação das linhas de expressão em áreas expostas da pele. As alterações bioquímicas que ocorrem no metabolismo humano resultam em di- versos danos na pele. Dessa forma, durante a avaliação estética facial com o profissional, existem as particularidades clínicas que permitem observar e analisar as características de uma pele fotoenvelhecida e cronoenvelhecida. FORMAS CLÍNICAS3 TÓPICO 47ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 Na pele cronoenvelhecida, observa-se uma redução na atividade celular, na qual as células da derme e da epiderme não são renovadas em um ritmo adequado para manter a pele com a espessura adequada e as células funcionando normalmente. Como resultado, ocorre o afinamento da epiderme e da derme devido à diminuição da atividade dos fibro- blastos, resultando em uma redução significativa de colágeno e elastina (MATOS, 2014). Essas mudanças estruturais contribuem para o aparecimento de rugas, perda de firmeza e elasticidade da pele associadas ao processo de envelhecimento. Devido à redução da elasticidade, a pele pode apresentar uma diminuição na sua capacidade de se esticar e recuperar sua forma original, resultando em pouca elasticidade e desencadeando a flacidez tissular. Além disso, é importante destacar que a hidratação natural da pele, regulada pelo manto hidrolipídico, também é afetada. Com a redução desse manto e um déficit no transporte de água para os tecidos, a pele pode se tornar seca, desvitalizada e com um aspecto opaco. Na pele envelhecida, ocorre uma redução das terminações nervosas, o que faz com que ela se torne menos sensível à dor e às variações de temperatura. Como consequência, a pele envelhecida tende a se machucar com maior facilidade. Além disso, a redução da microcirculação sanguínea pode resultar em deficiências na oxigenação e nutrição dos tecidos, levando a uma pele sem viço, com aparência opaca e sem brilho (MATOS, 2014). É importante ter cuidados adequados para proteger e nutrir a pele envelhecida, garantindo uma aparência saudável e revitalizada. 48ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 A pele fotoenvelhecida tem algumas características semelhantes da crono envelhe- cida, considerando os principais danos da radiação UV e UVA, clinicamente observamos as alterações na derme, especialmente nos fibroblastos, colágeno e elastina. Em relação à epiderme, notamos a presença do espessamento em decorrência do crescimento número de células mortas e hiperqueratinizadas sobre a pele, as rugas desencadeadas ao fotoenvelhecimento cutâneo são profundas e precoces, destacando-se a flacidez cutânea precoce e também a presença de melanoses solares, visto que, os me- lanócitos estão entre as células afetadas ao processo do envelhecimento (MATOS, 2014). 3.1. Classificação Glogau A classificação de Glogau foi desenvolvida com base nos sinais clínicos apresen- tados pelas peles envelhecidas, por isso ela é importante para a realização da avaliação estética, bem como em determinar critérios durante os tratamentos. Na tabela 1 abaixo, traz a descrição da classificação de Glocau. TABELA 1 - CLASSIFICAÇÃO DE GLOGAU GRAU CARACTERÍSTICAS IDADE (APROXIMADA) Grau I Envelhecimento suave Poucas linhas de expressão, poucas alterações pigmentares. 20 – 30 anos de idade Grau II Envelhecimento moderado Rugosidades (linha nasolabial e ao redor dos olhos), manchas senis e queratoses. 30 – 40 anos de idade Grau III Envelhecimento avançado Rugosidades estáticas e dinâmicas, discromias, queratoses e telangiectasias. 50 – 60 anos de idade Grau IV Envelhecimento severo Rugosidades estáticas e dinâmicas, discromias (pode haver na pele lesões malignas ou benignas), queratoses, telangiectasias. 60 – 70 anos de idade (ou mais) Fonte: Matos (2014). Consideramos que cada indivíduo possui suas particularidades clínicas. Nesse sentido, a tabela de Glogau é uma ferramenta que auxilia o profissional na obtenção do diag- nóstico clínico e no planejamento dos tratamentos estéticos propostos para cada paciente. Atualmente, os tratamentos estéticos faciais e corporais visam atenuar e melhorar a qualidade da pele do indivíduo e de quaisquer outras disfunções estéticas. Por isso, hoje em dia há recursos tecnológicos, cosmecêuticos, medicamentos que retardam o envelhe- cimento precoce cutâneo. TRATAMENTOS4 TÓPICO 49ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 Na estética facial, clinicamente se obtém de recursos que possam otimizar e ate- nuar a disfunção. Os cosméticos, por exemplo, podem atuar em diversas formas, desde a prevenção de danos até os seus reparos teciduais (MATOS, 2014). Os antioxidantes, por exemplo, são indicados para realizar a regeneração dérmica, renovação da epiderme e atuam como clareadores e hidratantes. No subtópico abaixo, conheceremos quais recursos estéticos que possamos utilizar para protocolos de envelhecimento da pele. 4.1. Cosméticos Os antioxidantes são empregados na estética em diversos protocolos e estão presen- tes nos cosméticos, alimentação e em fármacos (medicamentos). Dessa forma, atuam direta- mente para a prevenção do envelhecimento precoce, mas a função dos ativos antioxidantes é de realizar a proteção das células da oxidação provocada pelo radical livre (MATOS, 2014). Radicais livres são átomos ou moléculas invisíveis que se são desencadeados por fatores intrínsecos (alterações metabólicas), e extrínsecos (fatores externos) que se de- sestruturam quimicamente em algumas moléculas. O termo oxidação celular é empregado, pois as nossas células perdem elétrons para o radical livre que temos no organismo que são de oxigênio (RIBEIRO, 2010). Portanto, o objetivo dos ativos antioxidantes, também conhecidos como agentes anti-radical livre, no organismo é impedir a oxidação celular. Essas substâncias químicas possuem a capacidade de neutralizar os radicais livres, doan- do elétrons para outros elementos e, assim, alcançando a estabilidade química (MATOS, 2014). Na tabela 2 abaixo, destacam-se alguns exemplos de ativos antioxidantes utilizados no combate ao envelhecimento cutâneo. 50ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 TABELA 2 - ATIVOS ANTIOXIDANTES • Glutationa • Picnogenol • Resveratrol • Semente de uva • Soja • Vitamina A, E, C Fonte: Matos (2014). 4.2. Regeneradores Dérmicos Os ativos regeneradores dérmicos são ativos capazes de melhorar o metabolismo da derme e repor substâncias reduzidas ao passar dos anos. Em geral, são ativos que estimulam a síntese de produção colágeno e elastina. Na tabela 3 abaixo, destacamos alguns princípios ativos para envelhecimento. TABELA 3 - ATIVOS REGENERADORES DÉRMICOS • Alfa hidroxiácidos • Ascorbilaine • Biolift H • Densiskin • Elastinol • Hyaxel • IGF • Linefactor • Reffermine • Retinol • VC – IP • VC - PMG Fonte: Matos (2014). 4.3. Renovadores Epidérmicos Os renovadores epidérmicos são ativos úteis para melhorar o aspecto da pele en- velhecida, o qual tem objetivo de realizar a renovação celular. Na tabela 4, segue exemplo de princípios ativos para regeneração epidérmica. TABELA 4 - ATIVOS RENOVADORES EPIDÉRMICOS • Alfa hidroxiácidos • Ácido alfalipolico • Centelha asiática • Hidrolisado de soja • Hyaxel • Lipossomas de aloe vera • Lipossomas de Hamamelis • Lipossomas de papaína • Lipossomas de pantenol • Óleo de rosa mosqueta • Retinol • Vitamina B5. Fonte: Matos (2014). 4.4. Preenchedores Os ativos preenchedores agem de forma lenta e gradual, devolvendo a hidratação cutânea, elasticidade, vitalidade à pele. O cosmético com ativos preenchedores atua na superfície da pele, promovendo regeneração epidérmica. 51ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 TABELA 5 - ATIVOS PREENCHEDORES • Argireline (hexapeptideo) • Ácido hialurônico • DMAE • Elastinol • Liftine • Reffermine • Tensine • Thalassine• Peptídeos • Militina • THPE Fonte: Matos (2014). O uso de princípios ativos cosméticos na abordagem de disfunções estéticas proporciona diversos benefícios. Nesse sentido, é fundamental destacar a importância da prevenção e dos cuidados diários para manter a saúde da pele, incluindo a higienização adequada, a hidratação regular e a aplicação diária de filtro solar. No atual mercado estéti- co, existem diversos tratamentos disponíveis para atenuar e prevenir essas disfunções. Um exemplo é a eletroterapia facial, que utiliza tecnologia avançada para induzir e estimular a produção de colágeno e elastina na pele. Essa abordagem pode contribuir para melhorar a firmeza, a elasticidade e a aparência geral da pele. 52ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 Os ativos antioxidantes nos proporcionam benefícios para a nossa saúde, e também contribuem para atenuar as disfunções estéticas. O uso diário da vitamina C, picnogenol, resveratrol ameniza manchas, retarda o envelhecimento cutâneo e suaviza linhas de expressão na pele. Fonte: Matos (2014). Os cuidados estéticos faciais, corporais e capilares devem ser realizados diariamente. Porém, a alimenta- ção, ingestão de água, fotoproteção e hidratação, quando realizados corretamente, retardam o envelheci- mento precoce. Fonte: Ribeiro (2010). 53ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 Prezado (a) aluno (a), Nesta unidade, estudamos sobre a importância de conhecer sobre o envelhecimen- to cutâneo e as diferenças de graus e classificação, portanto, ao profissional da área da estética, conhece e aprende situações relacionadas às disfunções estéticas, as indicações, contraindicações dos procedimentos realizados. O profissional atua diretamente na saúde, bem-estar e estética aos pacientes. Todavia, os estudos sobre sistema tegumentar, histologia da pele, fisiopatologia e formas clínicas do envelhecimento nos faz refletir e sistematizar o conhecimento, e atuar em prá- tica e otimizar os resultados e entregar o melhor ao paciente, contribuindo também para agregar e expandir o conhecimento acadêmico e profissional. Estamos em constante construção do conhecimento e acreditamos que você está preparado (a) para as próximas etapas do curso. Desenvolvendo suas habilidades em elaborar protocolos e procedimentos estéticos, estará pronto para atender no mercado de trabalho. Continue dedicado (a) e confiante em sua jornada de aprendizado. Até a próxima unidade! CONSIDERAÇÕES FINAIS 54ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: Mercado de Capitais. • Ano: 2016. • Sinopse: Uma investidora está lutando para conseguir uma pro- moção na empresa onde trabalha, em Wall Street. Ela lidera uma controversa ação no meio de uma crise financeira mundial, em que as regulações são apertadas e a pressão para que o investimento renda é ainda maior. LIVRO • Título: Cosmetologia aplicado a dermoestética • Autor: Claudio Ribeiro. • Editora: 2° edição, editora Pharmabooks. • Sinopse: O autor atualiza temas amplamente desenvolvidos, re- sultando em uma ferramenta útil ao profissional que trabalha com química cosmética. Capítulos novos trazem temas como cosmé- ticos orgânicos, por exemplo, tratados desde o ponto de vista do conceito e do marketing até os aspectos regulatórios, com tabelas e esquemas que permitem uma leitura fácil. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Fisiopatologia; • Tipos de hipercromias; • Despigmentantes; • Outros tratamentos. Objetivos da Aprendizagem • Aprender sobre a fisiopatologia das hipercromias; • Identificar as classificações das hipercromias; • Sistematizar e elaborar protocolos estéticos Professor(a) Esp. Rafaela Lima Niimoto HIPERCROMIASHIPERCROMIAS UNIDADEUNIDADE4 56HIPERCROMIASUNIDADE 4 INTRODUÇÃO Olá, aluno (a), seja bem-vindo (a) à quarta e última unidade nesta primeira unidade, vamos estudar sobre o sistema tegumentar e suas funções, para que você possa conhecer sobre esse órgão para atuar na área da estética. Desta forma, compreender suas caracte- rísticas para que esteja apto (a) a indicar sempre o melhor tratamento para o seu paciente. No entanto, é importante que você compreenda e identifique as estruturas e cama- das que compõem a pele, pois, existem diversas disfunções da pele e cada qual com suas particularidades. Nos estudos de conceito de beleza, estética e saúde é notório observar- mos os avanços da tecnologia, no qual os conhecimentos da anatomia e fisiologia humana. Atualmente estamos expostos diante de tendências de procedimentos não invasi- vos, invasivos com ou sem associações de fármacos, princípios ativos cosméticos para pro- porcionar resultados aos procedimentos estéticos, desta forma sabe-se que a capacitação profissional é de extrema importância para se executar as técnicas básicas, intermediárias e avançadas para se traçar aos objetivos aos tratamentos propostos. Portanto, é essencial que você conheça cada estrutura da pele e esteja capacitado para exercer a profissão e proporcionar saúde e bem-estar ao paciente. FISIOPATOLOGIA1 TÓPICO 57HIPERCROMIASUNIDADE 4 Neste tópico, estudaremos sobre a fisiopatologia das hipercromias, disfunção estética que acomete homens e mulheres de várias faixas etárias. Por isso, é importante conhecer os princípios da formação e síntese de melanina (responsável pela coloração da pele) o processo em que ocorre a sua classificação e função. A pele é considerada um órgão do mecanismo de defesa ao nosso organismo, protegen- do-nos contra as agressões externas, contra os raios solares, bactérias, fungos e microrganismos. As pigmentações da pele dependem de uma combinação de vários fatores, que vão desde a espessura do estrato córneo até a quantidade de pigmentos existentes (VIEIRA e BEPPLER, 2015). Dessa forma, para podermos entender sobre a formação das hiperpigmen- tações, é necessário estudar sobre o funcionamento da pigmentação do sistema tegumentar. 1.1 Radiação Solar Para a classificação da melanina, destacamos o processo em que são formados os dois tipos de melanina: as eumelaninas e feomelaninas, as quais classificam a coloração da pele. A pele tema função de promover a cor e a fotoproteção, pois possui a capacidade de proteger as células. No entanto, o tecido irradiado e os melanossomas se juntam em torno do núcleo protegendo o material genético da célula (KAMIZATO, 2014). A exposição da pele à radiação solar ultravioleta resulta em um bronzeado. No entanto, quando essa exposição é excessiva, pode levar ao envelhecimento precoce da pele e até mesmo ao desenvolvimento de câncer de pele, processo conhecido como foto- carcinogênese (KAMIZATO, 2014). 58HIPERCROMIASUNIDADE 4 A radiação solar é composta por diferentes comprimentos de onda, que ao atingir a pele, podem gerar vários benefícios a nossa saúde, como, por exemplo, a sintetização da vitamina D, responsável por desenvolver e fortalecer o nosso sistema imunológico (VIEIRA e BEPPLER, 2015). Dessa forma, ao se expor demasiadamente ao sol, podemos desencadear o fotoenvelhecimento cutâneo, que ocorre simultaneamente com o processo de envelheci- mento fisiológico(MOTA, 2006). As radiações solares, quando expostas à nossa pele, podem desencadear sintomas clínicos como a vermelhidão (eritema), prurido, desidratação cutânea e acentuar as pigmentações da pele, sensibilizando todas as regiões expostas. TIPOS DE HIPERCROMIAS2 TÓPICO 59HIPERCROMIASUNIDADE 4 As hipercromias são classificadas conforme o grau de extensão e profundidade que está presente sobre a pele. Dessa forma, existem vários tipos de manchas, que ao identificá-las, os cuidados e procedimentos estéticos e dermatológicos podem ser traçados para cada indivíduo. 2.1. Lentigos ou Melanose Solar O lentigo, uma lesão pigmentada na pele, é formado pelos melanócitos que são estimulados pela radiação solar. Em alguns casos, o desenvolvimento dessa pigmentação pode estar associado ao câncer de pele (SMALL; HOANG e LINDER, 2014). O lentigo pode apresentar-se clinicamente em várias regiões do corpo, principalmente na face, colo, mãos, que são regiões expostas ao sol e a outras agressões externas (HOCHHEIM, 2018). Essa característica de pigmentação surge durante o processo de envelhecimento cutâneo. O uso diário de fotoprotetor é essencial para podermos amenizar o surgimento ou a hiperpigmentação na pele, além de promover a integridade ao tecido, saúde e bem-estar. 2.2. Efélides ou Sardas As efélides são conhecidas popularmente como sardas sendo apresentadas clini- camente em pessoas com fototipos baixos (I e II). São pequenas manchas que costumam aumentar a pigmentação de acordo com a exposição solar (HOCHHEIM, 2018). Dessa forma, assim como todas as hiperpigmentações, os cuidados diários com a pele são neces- sários, principalmente a aplicação de filtro solar. 2.3. Melasma O melasma pode ocorrer tanto em homens como em mulheres, mas acomete mais este segundo grupo, principalmente as de fototipo mais alto – de IV a VI, na classificação de Fitzpatrick (GUPTA et al., 2006, p. 03). 60HIPERCROMIASUNIDADE 4 O desenvolvimento e o agravamento da pigmentação são lentos e, com o passar dos anos, torna-se mais acentuado em toda extensão da pele. O melasma tem diversas etiologias, que podem ser: genético, alterações hormonais, exposição à radiação solar, medicamentos, gestação e estresse (HOCHHEIM, 2018). O Melasma é uma condição de pigmentação da pele que pode ser classificada em três tipos: melasma epidérmico, melasma dérmico e melasma misto. Cada tipo requer cuidados e tratamentos específicos (HOCHHEIM, 2018). O diagnóstico do melasma é realizado com o auxílio de ferramentas como a lâmpada de Wood ou dermatoscópio. No entanto, é importante conscientizar o paciente de que o melasma não possui uma cura definitiva, mas sim a possibilidade de controle da pigmentação. 2.4. Hiperpigmentação Periorbital A hiperpigmentação periorbital ou hiperpigmentação periocular é popularmente conhecida como olheira (HOCHHEIM, 2018). Diversos fatores podem desencadear o surgimento e o agravamento dessa mancha; destaca-se que conforme os anos, durante a exposição solar excessiva é um fator que agrava e desencadeia o surgimento da pigmen- tação orbicular. Fatores como a genética, alterações hormonais são motivos que podem promover o surgimento da hiperpigmentação orbicular. O conjunto de alterações provoca danos aos fluxos linfáticos e circulatórios, acu- mulando-se nos tecidos, alterando a aparência da pele (KAMIZATO, 2014). 2.5. Hiperpigmentação Pós-inflamatória A hiperpigmentação pós-inflamatória se dá ao processo de escurecimento da pele em resposta a uma lesão. Entretanto, podem ser ao surgimento da acne, queimaduras, doenças de pele, dermatites, arranhões e procedimentos estéticos (HOCHHEIM, 2018). A pigmentação é caracterizada por uma produção de melanina nos melanócitos da camada basal da derme, a mancha é desencadeada quando há algum estímulo inflamatório endógeno ou exógeno (HOCHHEIM, 2018, p. 13). 2.6. Hipopigmentação Pós-inflamatória A hipopigmentação pós-inflamatória é caracterizada pela ausência da produção de melanina, mas “em casos de hiperpigmentação não há possibilidades de tratamentos para reverter os possíveis danos” (HOCHHEIM, 2018, p. 15). Outras causas de hiperpigmentação são algumas “doenças como o vitiligo, infec- ções fúngicas, psoríase, leucodermia gutata por exposição excessiva ao sol, ressecamento excessivo e o uso inadvertido de produtos clareadores de manchas de pele que contém hidroquinona” (HOCHHEIM, 2018, p. 15). DESPIGMENTANTES3 TÓPICO 61HIPERCROMIASUNIDADE 4 Neste tópico, iremos explorar as funções e os mecanismos de ação dos despig- mentantes no clareamento de manchas na pele. A cosmetologia, quando utilizada adequa- damente no tratamento de disfunções estéticas, oferece uma variedade de recursos que podem levar a resultados satisfatórios. Para o tratamento de hiperpigmentação considera-se que na “atuação da estética, existem vários tratamentos que se combinam no uso dos ativos com equipamentos, ou que apenas a cosmetologia de forma isolada” (HOCHHEIM, 2018, p. 22). O mecanismo de ação dos despigmentantes atua nas seguintes etapas, descritas na tabela 1 abaixo. TABELA 1 - MECANISMO DE AÇÃO DO DESPIGMENTANTE 01. Inibição da melanina 02. Renovação celular 03. Inibição da enzima tirosinase Fonte: Hochheim (2018). A atuação de um princípio ativo cosmético despigmentante é capaz de promover o mecanismo de ação descrito anteriormente. Na tabela 2 abaixo, é apresentado um exemplo de fórmula magistral de cosmético para clareamento da hiperpigmentação: TABELA 2 - FORMULAÇÃO MAGISTRAL DE COSMÉTICO CLAREADOR 01. Ácido mandélico 2% 02. Ácido glicólico 2% 03. Alpha arbutin 3% 04. Densiskin 4% 05. Base gel q.s.p. 30 gramas Fonte: Hochheim (2018). 62HIPERCROMIASUNIDADE 4 De maneira geral, os ativos utilizados atuam na síntese de melanina, realizando a inibição da tirosinase, promovendo renovação dos queratinócitos, (HOCHHEIM, 2018). Dessa forma, para clarear e controlar a hiperpigmentação, é importante usar filtro solar diariamente. Isso ajuda a otimizar os resultados dos tratamentos estéticos e cosméticos. OUTROS TRATAMENTOS4 TÓPICO 63HIPERCROMIASUNIDADE 4 Os tratamentos estéticos faciais são empregados para atenuar as alterações esté- ticas. Porém, existem vários recursos como procedimentos cosmetológicos e de eletrote- rapia. O procedimento comum realizado em clínicas de estética, são os peelings químicos superficiais, médio e profundo. • Peeling superficial: são utilizados ativos químicos com a concentração (%) e pH de 3,5 com objetivo de realizar renovação do queratinócito, atuando somente em epiderme. • Peeling médio: são utilizados ativos químicos com concentração (%) e pH ácido, com objetivo de renovar a pele, mas atuando até a camada basal. • Peeling profundo: são ativos químicos com concentração e pH ácido, com objetivo de realizar descamação da pele, atingindo a camada mais profunda. Dessa forma, os peelings também são classificados com o uso da eletroterapia, como, por exemplo: peeling de diamante e peeling de cristal. • Peeling de diamante: realiza uma esfoliação suave na pele com o auxílio de uma caneta com a ponteira diamantada. Promove um lixamento sobre a camada superficial da pele, podendo ser aplicado em várias regiões do corpo para com- plementar os tratamentos estéticos faciais e corporais. • Peeling de cristal: realiza uma esfoliação mecânica, suave sobre a pele, com auxílio de hidróxido de alumínio, com objetivo de remover células mortas e estimu- lar a renovação celular. Pode ser realizada a técnica em várias regiões do corpo. 64HIPERCROMIASUNIDADE 4 Outra técnica que é otimizada e promove resultados satisfatórios quando emprega- do corretamente é o microagulhamento, pois realizamos a permeação dos princípios ativos que possam clarear, renovar e atenuar a disfunção estética. É um procedimento que pode ser empregado em várias regiões do corpo, associado com princípios ativos antioxidantes, para melhorar e promover vitalidade à pele. A eletroterapia, especificamentea IPL (luz intensa pulsada), é amplamente utilizada na estética como um recurso para a depilação a laser. Além disso, também é indicada para reduzir a aparência de hiperpigmentações da pele, como melasma, efélides, melanoses solares e manchas pós-inflamatórias. Durante os procedimentos estéticos para clareamento das manchas, podem ser utilizadas máscaras faciais com princípios ativos cosméticos com finalidades para hidrata- ção, revitalização e despigmentação. No entanto, o procedimento de microagulhamento é empregado para atenuar diversas disfunções estéticas, e uma delas para clarear as manchas. A técnica deve ser executada com cuidados e escolher os princípios ativos que possam otimizar e auxiliar na redução da hiperpigmentação. Dessa forma, a escolha do tamanho da agulha do dermaroller é o principal objetivo para promover a lesão. As agulhas indicadas clinicamente são os tamanhos de 0,5mm, 0,75mm e 1,0mm. Ao aplicar o roller sobre a epiderme (camada superficial da pele), é rea- lizado lesão sobre ela, com objetivo de promover processo inflamatório e fisiologicamente durante a cicatrização se há produção e sintetização das fibras de colágeno e elastina. Todavia, quando a pele se apresenta com lesão, é nesse momento que realizamos a aplicação de séruns com princípios ativos antioxidantes para poder permeá-los com facilidade, com objetivo para atenuar, clarear a determinada disfunção estética acometida. Para indivíduos que apresentam clinicamente hiperpigmentação cutânea, é indispensável o uso diário de filtro solar, e os cuidados básicos como a higienização e hidratação da pele. Os cremes e clareadores devem ser indicados e prescritos por profissionais de estética e dermatologia, pois o uso incorreto pode agravar o caso clínico. 65HIPERCROMIASUNIDADE 4 O uso do filtro solar deve ser diário, mas no momento da escolha é essencial observar o FPS do produto e também a descrição de PPD. Essas são informações que constam no rótulo e nos protegem contra os raios UV, UVB e também as luzes artificiais. Fonte: Matos (2014). Os princípios ativos antioxidantes, quando empregados corretamente proporcionam vários benefícios como: hidratação, revitalização da pele, clareamento, controle da oleosidade da pele, desta forma o ativo vitamina C com concentrações de 05% até 10% são os mais indicados. Fonte: Ribeiro (2010). 66HIPERCROMIASUNIDADE 4 Prezado (a) aluno (a), Nesta unidade, estudamos sobre a importância de conhecer sobre as hipercromias e formas clínicas sobre a pele, portanto estudamos a fisiopatologia e formação da hiperpig- mentação e como podemos ameniza-las e controlar a disfunção estética. Sabe-se que a hiperpigmentação podem ser desencadeadas por diversos fatores, como por medicamen- tos, hormônio e genética. Portanto, ao profissional da área da estética, conhecer e aprender situações relaciona- das às disfunções estéticas, as indicações, contra indicações dos procedimentos realizados, é importante atentarmos sobre o mecanismo de ação e atuação sobre a cosmetologia, exe- cução de procedimentos e as diferenças de cada um para traçar protocolo ideal ao paciente. Durante todas as unidades, estudamos as abordagens da hiperpigmentação e en- tre outras alterações estéticas, e tratamentos, princípios ativos cosméticos que possamos indicar ao nosso paciente. No entanto, estamos em construção o nosso conhecimento, e acreditamos que estejamos preparados para as próximas etapas do nosso curso, realizan- do desenvolvimento de suas habilidades de elaborar protocolos e procedimentos estéticos para realizar atendimentos no mercado de trabalho. CONSIDERAÇÕES FINAIS 67HIPERCROMIASUNIDADE 4 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: O primeiro milhão • Ano: 2000. • Sinopse: Um desistente da faculdade, tentando estar à altura dos altos padrões de seu pai, consegue um emprego em uma empresa de investimentos suburbanos, colocando-o no caminho do suces- so. Mas o trabalho pode não ser tão legítimo quanto apareceu. LIVRO • Título: Manipulação Magistral Para Estética - Personalização dos Tratamentos • Autor: Valeria Maria De Souza. • Editora: Editora Valéria Antunes; 1ª edição (1 janeiro de 2020). • Sinopse: Descreve os Programas de Personalização dos Tratamentos Estéticos, onde são utilizadas fórmulas magistrais, dermatológicas e nutracêuticas, mas que indicam as etapas de tratamento, criando rituais de beleza, associados às técnicas de limpeza, procedimentos e equipamentos estéticos. São aproxi- madamente 220 fórmulas e 20 descrições de bases, e quase 100 artigos científicos recentes sobre cada assunto indicados 68 Prezado (a) aluno (a), Durante as unidades I, II, III e IV, estudamos os conceitos a disciplina de estéti- ca facial. Na unidade I, especificamente, vimos a importância sobre o conhecimento de anatomia e fisiologia da pele, e que é essencial identificarmos quais são as queixas e as necessidades estéticas ao nosso paciente, elaborando protocolos estéticos, realizando as orientações necessárias durante todo o tratamento. Continuando, na Unidade II abordamos sobre as disfunções estéticas e fisiopato- logia da acne e associação de recursos eletroterapêuticos e princípios ativos cosméticos são determinados segundo a necessidade, indicação a cada paciente. Já na Unidade III aprendemos o conteúdo sobre o biotipo cutâneo, classificação e grau de envelhecimento cutâneo e recursos para amenizar o quadro clínico. Entretanto, na Unidade IV abordamos o conceito da cosmetologia aos procedimentos estéticos faciais e estudo sobre a fisiopatologia da hiperpigmentação cutânea, conhecendo os recursos e mecanismo de ação de princípio ativo, a importância do preparo da pele. Dessa forma, durante todas as unidades, estudamos as abordagens terapêuticas da estética facial, sistema tegumentar e recursos que possam otimizar os atendimentos clínicos. Assim, acreditamos que esteja preparado para seguir próximas etapas do curso, realizando desenvolvimento de suas habilidades de elaborar procedimentos estéticos para realizar atendimentos no mercado de trabalho. Muito Obrigada! CONCLUSÃO GERAL 69 CONSOLARO, A.; CONSOLARO, M. F. M. O. As funções dos restos epiteliais de Malassez, o EGF e o movimento ortodôntico ou por que o movimento ortodôntico não promove a anquilose alveolodentária? Dental Press Journal of Orthodontics, Maringá, v. 15, n. 2, p. 24-32, abr. 2010. CORAZZA, M. A. Terceira idade e atividade física. São Paulo: Phorte, 2001. DRAELOS, Z. D. Cosmetic Dermatology: Product & Procedures. Oxford: Wiley-Blackwell, 2010. GUIRRO, Elaine Caldeira de Oliveira; GUIRRO, Rinaldo. Fisioterapia em Estética: funda- mentos, recursos e patologias. 2. ed. Manole, 1996. GUPTA, A. K. et al. The treatment of melasma: A review of clinical trials. J. Am Acad Der- matol, v. 55, n. 6, p. 1048-1065, 2006. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. HOCHHEIM, S. Estética facial e avaliação facial II. Indaial: Uniasselvi, 2018. KAMIZATO, K. K. Técnicas em estética faciais. 1 ed. São Paulo: Érica, 2014. MATOS, S. P. Cosmetologia aplicada. São Paulo: Érika, 2014. MIOT, L. D. B. et al. Fisiopatologia do melasma. Anais Brasileiros de Dermatologia, Rio de Janeiro, v. 84, n. 6, p. 623-635, dez. 2009. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 70 MOTA, Jociely Parrilla. Classificação de fototipos de pele: análise fotoacústica versus análise clínica. 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Revista Brasileira de Medicina Família e Comunidade, v. 9, n. 30, p. 54-63, 2014. SMALL, R.; HOANG, D.; LINDER, J. Guia Prático de Peelings Químicos, Microder- moabrasão & Produtos Tópicos. Rio de Janeiro: DiLivros Editora Ltda, 2014. VIEIRA, D. C.; BEPPLER, D. Dermatologia. Indaial: Uniasselvi, 2015. ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE Praça Brasil , 250 - Centro CEP 87702 - 320 Paranavaí - PR - Brasil TELEFONE (44) 3045 - 9898 Site UniFatecie 4:TÓPICO 8SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 O sistema tegumentar refere-se a um conjunto de estruturas que formam e propiciam o maior revestimento externo protetivo de todos os seres vivos, inclusive humano. Dessa forma, é denominado ou identificado como tegumento para os seres vivos vertebrados, chamado de pele (SANTOS, 2019). A pele é considerada o maior órgão em termos de área de cobertura, sua abran- gência e peso. Sendo formado por distintas camadas, firmemente unificadas entre si, potencializando a existência de maior proteção contra agentes externos (SANTOS, 2019). Além da pele, esse sistema conta com outras estruturas as quais dentro das suas particularidades, possuem responsabilidades primordiais para a manutenção e sustentação da vida humana. Essas estruturas também são denominadas como “anexos”, se destacan- do: pelos, unhas, glândulas sebáceas, sudoríparas e mamárias. A pele também possui internamente funções que reveste órgãos e outras estruturas do corpo, tais como sistema digestório, respiratório e urogenital, concavidades corporais, vasos sanguíneos e sistema linfáticos. Conforme pontuam Consolaro A. e Consolaro M. (2010), muito além do que apenas proteger, o referido sistema também realiza absorção de secreções para responder ao metabolismo necessário do corpo humano, em áreas como intestino (ex.: glicose e nutrientes); auxilia na excreção, por exemplo, através do sistema renal (ex.: diurese e impurezas); e secreções por meio de glândulas (ex.: insulina). Dessa forma, a pele é classificada distintamente em epiderme, derme e tela subcu- tânea. Essas partes possuem funções essenciais para a proteção de todo o nosso corpo, realizando outra atividade primordial relacionada à condição de defesa do ser humano, auxiliando na captação de atividade sensorial. 9SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 1.1 Epiderme A epiderme é a camada superficial da pele, que tem função de proteção contra os agentes externos. Ela possui uma variação em sua espessura, dependendo da região do corpo em que estiver situada; na palma da mão, planta dos pés. A epiderme passa por um processo de renovação celular ao longo de 28 dias. Essa parte da pele está dividida em cinco camadas: • Camada córnea; • Camada lúcida; • Camada granulosa; • Camada basal; • Camada espinhosa. 1.1.1 Camada córnea A camada córnea é composta por células desidratadas, o estrato córneo é formado por conjunto de células anucleadas rodeadas por queratina, é através dessa camada que ocorre a permeação de princípios ativos cosméticos. 1.1.2 Camada lúcida A camada lúcida é formada por células que produzem substância graxa gordurosa, que são responsáveis por lubrificar e hidratar as estruturas. A camada lúcida está presente na pele da palma das mãos e da planta dos pés. 1.1.3 Camada granulosa A camada granulosa é formada por proteínas tingidas e grânulos de melanina, que realizam a proteção contra os raios UV. 1.1.4 Camada basal A camada basal é responsável por toda constituição da epiderme; é nessa camada que ocorre o processo de renovação entre epiderme e a derme apresenta, nesta camada, dois tipos de células: melanócitos e queratinócitos. Melanócitos: são células responsáveis pela produção de melanina (proteína) que proporciona pigmento e coloração a pele. Queratinócitos: são células responsáveis pela produção de queratina (proteína de proteção). 1.1.5 Camada espinhosa As células da camada basal começam todo o processo de renovação e perdem água passando para a camada espinhosa, entretanto ela é formada por preenchimento de melanina e queratina. 10SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 1.2 Derme A derme é a porção mais densa da pele, sendo composta por substância amorfa, rica em carboidratos, vitaminas e enzimas. Entretanto, a derme é a camada responsável pela sustentação epiderme, sendo composta por colágeno e elastina; rica em fibroblastos que produzem as proteínas. Dessa forma, a derme é dividida em duas camadas: derme papilar e derme reticular. • Derme papilar: é a camada que está em contato diretamente com a epiderme. • Derme reticular: é a camada mais densa e em contato com o tecido celular subcutâneo (hipoderme). Além disso, na camada derme encontram-se os órgãos anexos da pele, como os vasos sanguíneos e linfáticos; o músculo eretor do pelo; nervos; glândulas; e órgãos senso- riais. Na figura abaixo (figura 1), veja um exemplo das camadas da pele (epiderme e derme). FIGURA 1: CAMADAS DA PELE: EPIDERME E DERME Fonte: FREEPIK. Disponível em: https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-realista-de-camadas-de-pele- oleosa_12429417.htm#query=skin%20anatomy&position=1&from_view=search. Acesso em: 17 fev. 2023. 1.3 Órgão anexos: Glândula sudorípara São glândulas localizadas na derme e responsáveis pela produção de suor, com a função de regular a temperatura da epiderme, por ser secretado diretamente na camada https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-realista-de-camadas-de-pele-oleosa_12429417.htm#query=skin anatomy&position=1&from_view=search https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-realista-de-camadas-de-pele-oleosa_12429417.htm#query=skin anatomy&position=1&from_view=search 11SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 córnea. O suor é composto por água, sais e ureia; as glândulas sudoríparas são divididas em: apócrinas e écrinas. • Glândulas apócrinas: estão localizadas nas axilas, na região inguinal e no púbis (secretam substâncias com odor). • Glândulas écrinas: estão localizadas em outras regiões do corpo. 1.4 Órgãos anexos: glândula sebácea As glândulas sebáceas são responsáveis por produzir o sebo, uma substância graxa de natureza lipídica. Essa substância é secretada através dos folículos pilosos e conduzida até a camada da epiderme, onde lubrifica a superfície da pele. O sebo produzi- do, são ricos em lipídeos, triglicerídeos, colesterol e ácidos graxos, desta forma, evita-se o ressecamento e a perda de água da epiderme. O sebo não possui cheiro, entretanto, as bactérias presentes na pele podem provocar o surgimento de odores. Durante a puberdade, é comum ter hiperatividade das glândulas sebáceas devido às alterações hormonais, desta forma desencadeando o surgimento de comedões, acnes, miliuns, obstrução dos óstios (poros). E ao decorrer da fase adulta a produção de sebo é menor, e os cuidados com a pele e a hidratação devem ser redobrados. 1.5 Folículo piloso O folículo piloso está anexo à pele, sendo responsável pela produção e crescimento do pelo. Essa estrutura é formada por matérias-primas presentes nos alimentos e por meio da ingestão de água diariamente. Os pelos são estruturas formadas por células da epider- me queratinizadas, por sofrerem diversos processos de renovação. O pelo, é composto por fases de crescimento: fase anágena, catágena e telógena. • Anágena: fase do crescimento capilar; • Catágena: fase de migração do pelo; • Telógena: fase que se encontra em renovação capilar (queda dos fios e substi- tuição por fios novos). 1.6 Vasos sanguíneos e linfáticos Os vasos sanguíneos e linfáticos estão localizados na derme e são responsáveis pela vascularização, nutrição e oxigenação tecidual da epiderme. Dessa forma, os nervos e órgãos sensoriais estão associados à epiderme. 12SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 1.7 Manto hidrolipídico O manto hidrolipídico é a combinação de suor, sebo, água e NMF (fator natural de hidratação cutânea), possuindo finalidade de realizar a proteção da pele contra as agres- sões externas. 1.8 Tela subcutânea (hipoderme) O tecido adiposo tem a função de proteção contra impactos (protegendo os órgãos), e também exerce a função de isolamento térmico. O tecido celular subcutâneo é formado por células de adipócitos e fibras. BIOTIPOS CUTÂNEOS2 TÓPICO 13SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 Os biotipos cutâneos estão presentes em cada indivíduo, as diferenças são deter- minadas por vários fatores, que esse mesmo influencia aos cuidados especiais com a pele e como serão traçadosos tratamentos estéticos. As variações cutâneas são influenciadas por genética, idade, alimentação, doenças, uso demasiado de álcool, fumo e de medicamentos. Os diferenciais fisiológicos da pele são resultados de uma série de fatores extrínse- cos e intrínsecos. Dessa forma, destacamos sobre as atividades das glândulas sebáceas e sudoríparas, visto que a principal classificação é utilizada em tratamentos estéticos faciais, baseando-se aos teores de óleo e água presente na pele (MATOS, 2014). Assim, apon- tamos os biotipos cutâneos: pele lípidica, pele alípidica, pele mista, pele eudérmica, pele acneica, pele sensível, pele desidratada e pele fotoenvelhecida. 2.1. Pele lipídica A pele lípidica (pele oleosa) apresenta hiperatividade das glândulas sebáceas, resultando em óstios dilatados, com aspecto brilhoso, irregular granuloso e espesso. Esses dois últimos aspectos se devem através da hiperqueratinização que ocorrem em peles oleosas, resultando na formação de comedões e acne, devido a obstrução dos óstios (po- ros) presentes na epiderme. Quanto à hidratação da pele lipídica, está presente o excesso de oleosidade (sebo) sobre as camadas da pele, protegendo-as contra as agressões externas, dificultando a passagem de microrganismos. Todavia, a perda de água da pele pode vir acompanhada das características de pele desidratada. 14SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 Uma característica adicional da pele oleosa é que ela geralmente apresenta um processo de envelhecimento cutâneo mais tardio. Isso ocorre devido a uma combinação de fatores como genética, influências hormonais, alimentação adequada e cuidados estéticos, como veremos mais adiante. Para cuidar deste tipo de pele, são necessárias algumas ações específicas: con- trole da oleosidade, esfoliação suave, ação antisséptica e proteção adequada. Quanto aos produtos cosméticos recomendados, destacam-se géis, séruns e pós (MATOS, 2014). 2.2. Pele mista A pele mista é caracterizada pela presença de oleosidade apenas na região T (tes- ta, nariz e queixo), enquanto as demais áreas do rosto possuem uma pele não oleosa ou eudérmica (MATOS, 2014). As ações dos ingredientes ativos e as formas de apresentação recomendadas para peles mistas seguem as mesmas diretrizes da pele oleosa. É funda- mental adotar cuidados adequados com produtos cosméticos para manter a pele saudável. 2.3. Pele alipídica À pele alípidica (pele seca), a maioria das pessoas associa à pele seca diretamente a pele desidratada, ou seja, a falta de água. Mas consideramos um equívoco, pois a pele seca apresenta pouca atividade da glândula sebácea (MATOS, 2014). Como consequência desse baixo teor de óleo, os óstios visualmente se tornam pouco visíveis. Os sintomas clínicos de uma pele seca se apresentam com descamação e aspereza, como a pele alipídica não possui excesso de óleo que funcione como barreira de proteção, ela fica, geralmente, desidratada (MATOS, 2014). Consideramos também, que pela falta de oleosidade, o fator de envelhecimento cutâneo tende a estar evidente clinicamente mais cedo, apresentando linhas de expressão em regiões dos olhos. Para cuidar da pele alipídica, é importante realizar, diariamente, hidratação da pele, investindo em princípios ativos com finalidades de promover saúde e manter a integridade da pele. Dessa forma, os cosméticos indicados para peles secas são cremes e loções. 2.4. Pele eudérmica A pele eudérmica é conhecida como pele normal; apresenta atividade normal quanto às glândulas sebáceas e sudoríparas, resultando em uma produção equilibrada do manto hi- drolipídico; a pele normal se apresenta clinicamente com a hidratação, aspecto saudável, brilho natural, textura macia, óstios pouco visíveis, pele lisa e espessura adequada (MATOS, 2014). 15SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 Alguns fatores como o clima, poluição, estresse ou uso inadequado de cosméticos e alimentação podem afetar o metabolismo do nosso organismo, influenciando no desequi- líbrio sobre a pele, tirando a da zona de normalidade. Entretanto, manter uma alimentação saudável, realizar ingestão de água e uso de cosméticos indicados ao tipo da pele mantém o estado de normalidade de uma pele eudérmica. Os cosméticos indicados para uma pele normalmente não devem conter substâncias com alta capacidade de adstringência ou óleos em excesso (MATOS, 2014). 2.5. Pele acneica A pele acneica é um tipo específico de pele que exibe sinais clínicos, como oleo- sidade excessiva e queratinização, levando ao surgimento de acne, comedões, pápulas, pústulas, nódulos e/ou cistos. O grau da acne é classificado com base no tipo e na quanti- dade de lesões acneicas observadas (MATOS, 2014). Os ativos indicados para uma pele acneica são as que obtêm finalidades de redu- zir a oleosidade, com funções cicatrizantes, calmantes, anti-inflamatórios e anti-sépticos. Quanto aos cosméticos indicados, podemos considerar os géis, séruns, produtos adstrin- gentes, que são os recomendados para peles acneicas, mas com a presença de baixo teor de óleo em sua composição. O acometimento desse subtipo de pele acomete homens e mulheres, na fase principalmente da adolescência e parcialmente na fase adulta. 2.6. Pele sensível As peles sensíveis não constituem um tipo de pele, mas sim um subtipo que pode acompanhar qualquer biotipo cutâneo, a apresentação clínica de uma pele sensível é a presença de aspecto avermelhado, frequentemente com irritação cutânea, sensação de ardor, repuxamento e fragilidade ao utilizar produtos cosméticos (MATOS, 2014). Alguns fatores podem desencadear os sintomas de pele sensíveis, como, por exemplo, a exposição solar, frio, vento, baixa umidade do ar, uso de cosméticos não indica- dos ao seu tipo de pele. No entanto, a pele sensível também pode estar relacionada com as peles alipídicas devidamente por fatores genéticos e a redução da atividade da glândula sebácea (MATOS, 2014) Clinicamente, esse subtipo de pele apresenta aspecto fino o qual se torna sensível às regiões mais comuns que se encontram um subtipo de pele sensível são em áreas que ficam mais expostas como a face, colo e as mãos e pode acometer homens e mulheres. 2.7. Pele desidratada A pele desidratada é conhecida como pele ressecada, as principais características como aspereza, craquelamento e descamação resultam em uma pele desidratada. Em 16SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 geral, esse subtipo de pele acompanha em peles alipídicas, visto que a falta de óleo na superfície epidérmica acomete a perda de água transepidérmica. A pele desidratada pode acometer em todas as regiões do corpo, em especial áreas que estão mais expostas aos agentes externos, banhos quentes, pouca ingestão de água e uso de medicamentos podem desencadear o ressecamento da pele. Os cuidados com todos biotipos de pele são essenciais, porém há cosméticos específicos com propriedades hidratantes, umectantes para manter a pele sempre macia e amenizar o ressecamento cutâneo. Essa característica de subtipo de pele pode acometer homens e mulheres, em especial o surgimento em peles de idosos são mais visíveis. 2.8. Pele fotoenvelhecida A pele envelhecida cronologicamente, ou seja, devido à ação do tempo, é uma etapa natural do ser humano. No entanto, esse subtipo de pele acompanha todos os biotipos cutâ- neos, mas, especialmente em indivíduos que ao decorrer da vida não realizam os cuidados necessários com a pele, podem apresentar sinais clínicos de uma pele fotoenvelhecida. Os sinais do envelhecimento cutâneo precoce manifestam-se por meio de caracte- rísticas como flacidez da pele, aparecimento precoce de manchas ou descolorações, bem como rugosidades associadas a um aspecto espesso resultante do aumento da camada córnea da epiderme (MATOS, 2014). Alguns fatores extrínsecos podem agravar o surgimento, como se expor ao sol dema- siadamente sem fotoproteção, desencadeando o surgimento de manchas e acelerando o pro- cesso de envelhecimento da pele. Dessaforma, cabe a relembrar que a alimentação saudável está inteiramente ligada com a saúde da pele, realizar ingestão de água proporciona hidratação em todo o nosso organismo, beneficiando com saúde e aparentemente uma pele saudável e macia. O excesso de ingestão de bebidas alcoólicas ou fumo podem acelerar o processo do envelhecimento cutâneo. Essa característica da pele acomete homens e mulheres. HISTOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR3 TÓPICO 17SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 Neste tópico aprenderemos sobre a histologia do sistema tegumentar, por sua vez, se faz necessário conhecer a ciência que envolve os tecidos biológicos. Quanto à histo- logia, essa é uma área que observa a formação, a estrutura e a função dos tecidos vivos minuciosamente, entretanto, é fundamental os estudos como são formadas as inúmeras células que compõem o nosso tecido. A histologia é uma especialidade que estuda a anatomia por meio de equipamento como microscópico, em que, através do referido equipamento, é possível visualizar os detalhes que compõem cada segmento celular do corpo humano, de tecidos de plantas e animais e identificar como essas estruturas estão organizadas para compreendermos a constituição dos diferentes órgãos (SANTOS, 2019). Dessa forma, a histologia é fundamen- tal para as áreas nas ciências médicas e biológicas, através de estudos comparativos dos tecidos saudáveis e tecidos adoecidos (patológicos), para proporcionar diagnóstico clínico para tratamentos ao indivíduo. 3.1. Visão histológica do Sistema Tegumentar O sistema tegumentar é mais facilmente inspecionado ou mais exposto à infecção, enfermidades ou lesões do que a pele. Guyton e Hall (2017) mencionam que a pele reflete nossas emoções e alguns aspectos da fisiologia, os quais podem evidenciar o desenvolvi- mento de um evento patológico, seja pela presença de expressão (franzido de desconforto), pela cor da pele (déficit circulatório) ou pelo suor e mudanças na cor ou condição da pele podem indicar a presença de equilíbrio homeostático. 18SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 A localização da pele a torna vulnerável a danos de trauma, luz solar, micróbios ou a poluentes no ambiente. Traumas pelo advento de queimaduras de terceiro grau podem ser um risco à vida daquele que experimenta tal condição, devido à perda de suas propriedades protetoras (SANTOS, 2019). Entretanto, a pele é constituída por epiderme na qual contém quatro tipos principais de células: queratinócitos, melanócitos, células de Langerhans e células de Merkel. Desta forma, cerca de 90% das células epidérmicas são queratinócitos (keratino = córneo; kytos = célula), os quais são distribuídos em quatro ou cinco camadas (estratos) produzindo queratina (proteína forte) resistente que auxilia na proteção da pele e tecidos subjacentes de abrasão, calor, corpos estranhos e substâncias químicas. Destacamos que os queratinócitos também produzem grânulos lamelares, liberando um produto com características de selante contra a penetração de água (GUYTON e HALL, 2017). Dessa forma, a epiderme é formada por estratos ou camadas, tornando-se bem diferenciados, sendo algumas mais espessas e outras mais delgadas, a sequência dos estratos ou camadas, as quais sinalizam que há uma constante migração de células desde sua base até a camada mais externa (estrato ou camada córnea), cujas escamas cornifica- das descamam continuamente (SANTOS, 2019). De acordo com Guyton e Hall (2017), as células da camada do estrato basal descre- vem que são cubóides e conforme essas vão migrando para a superfície das células, costu- mam ser mais alongadas, formando uma nova camada, fazendo parte da camada espinhosa. No sistema tegumentar, a epiderme possui em sua composição uma espessura mais delgada, o estrato ou camada que é predominante nessa região é o espinhoso. Os estratos granulosos e córneos são delgados. Durante a descamação das escamas córneas no último estrato, há presença de células contendo grânulos castanhos, estas são melanócitos, células produtoras do pigmento chamado de melanina (SANTOS, 2019). Esse pigmento é deposita- do nas células das camadas superiores e através da migração (da camada mais interna para a externa) é eliminado com a descamação da camada córnea (PORTH e KUNERT, 2004). Miot et al. (2009) descrevem que cerca de 8 a 10% das células epidérmicas são com- postas de melanócitos (melano = escuro), que produzem melanina. As características dessas estruturas possuem suas projeções longas e finas, estendendo-se entre os queratinócitos e transferindo grânulos entre si. A melanina é um pigmento amarelo-escuro que contribui para a cor da pele, absorvendo uma porção maior de luz ultravioleta (UV) nociva (SANTOS, 2019). A pele pode ser considerada mais visível no aspecto do fenótipo humano e sua cor compõem-se por características variáveis, portanto, acredita-se que as variações quanto à cor da pele, sejam ganhos evolutivos e estejam relacionadas à regulação da penetração da Radiação Ultravioleta (MIOT et al. 2009). Entretanto, destacamos a importância da síntese de 19SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 vitamina D na pele, degradação de ácido fólico pela radiação ultravioleta (RUV), resistência à exposição solar direta e elementos culturais são argumentos sobre os quais tentam explicar a distribuição fenotípica da cor da pele em diferentes latitudes do Planeta (SANTOS, 2019). Dessa forma, destacamos o quanto as células de Langerhans participam ativa- mente na resposta imune contra microrganismos que realizam tentativas de migração por meio da pele (GUYTON e HALL, 2017). Auxiliam as outras células do sistema imunológico a reconhecer o antígeno (agente invasor), todavia frisamos que o grupo de células de Lan- gerhans são facilmente destruídas pelos antígenos (SANTOS, 2019). Ressaltamos que a pele é influenciada pela produção de melanina que o próprio corpo organiza, sendo este um pigmento castanho, denso para algumas pessoas, com seu peso molecular elevado, assumindo um aspecto enegrecido, quando mais concentrado (SANTOS, 2019). Entretanto, observamos as diferenciações de cor da pele devido à presen- ça de um pigmento exógeno amarelo “os carotenóides”, que contribuem para a coloração da pele, assim como o vermelho endógeno, da hemoglobina oxigenada nos capilares da derme e azul endógeno, da hemoglobina reduzida nas vênulas (GUYTON e HALL, 2017). Netter (2008) descreve que existem dois subtipos de melanina, que são produzidos no interior dos melanossomos. Essas são chamadas “eumelanina ou eumelanin e feome- lanina ou pheomelanin”. A eumelanina ou eumelanin se caracteriza pelo o tom da pele, principalmente na cor marrom e preto; enquanto a feomelanina ou pheomelanin apresenta tons vermelhos e ama- relos, são fatores como o número de partículas de melanina, que determinam a cor da pele. Ressaltamos que, ao sintetizar melanina, os melanócitos produzem uma enzima denominada de tirosinase, a qual converte o aminoácido tirosina em um precursor da me- lanina. Frisamos, também, que a falta genética de tal enzima resulta na condição clínica denominada de albinismo (SANTOS, 2019). Entretanto, a presença das células Merkel está em contato com a base chata de um neurônio sensorial (célula nervosa), uma estrutura chamada de disco tátil (de Merkel), que possui como atribuição captar sentido tátil, podendo também ser encontradas na bainha radicular de grandes folículos pilosos (SHERWOOD, 2011), com a função de sentir o toque, o que nos permite sentir detalhes de objetos sobre a nossa pele. No entanto, a epiderme desempenha diversas funções, e é importante destacar as funções da camada dérmica, que consiste principalmente em tecido conjuntivo, contendo fibras de colágeno e elastina. A porção mais superficial da derme corresponde a cerca de um quinto da espessura total da camada dérmica e é composta por tecido areolar, que contém fibras elásticas finas (SANTOS, 2019). 20SISTEMATEGUMENTARUNIDADE 1 A derme é composta por pequenas projeções chamadas de papilas dérmicas, que se estendem e aumentam a superfície da derme. Essa estrutura é rica em capilares san- guíneos e contém terminações nervosas livres responsáveis por sensações de calor, frio, dor, cócegas e prurido (SANTOS, 2019). Com o passar do tempo, a derme também passa por modificações gradualmente, incluindo perda de elasticidade, queda dos tecidos (ptose tissular) e atrofia do tecido. É importante ressaltar que essas mudanças afetam todas as camadas da pele e órgãos. A camada mais profunda da derme está em contato direto com o tecido subcutâneo. Essa camada é composta por tecido conjuntivo denso irregular, no qual se encontram feixes de fibras de colágeno e elastina. Além disso, é possível identificar células adiposas, folículos pilosos, nervos, glândulas sebáceas e sudoríparas entre essas fibras (GUYTON e HALL, 2017). No entanto, as fibras de colágeno e elastina estão presentes na camada mais profunda da pele, proporcionando ao nosso corpo a capacidade de extensibilidade e elasti- cidade. Esses processos de extensibilidade e elasticidade podem ser afetados por eventos como gravidez e obesidade, que podem resultar em algum grau de comprometimento da pele devido a fatores genéticos e nutricionais, produzindo lesões conhecidas popularmente como estrias (GUYTON e HALL, 2017). ANEXOS CUTÂNEOS4 TÓPICO 21SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 Neste tópico, exploraremos os anexos cutâneos do sistema tegumentar e com- preender suas finalidades e funções, de maneira didática, para nos auxiliar no dia a dia. Além da pele em si, o sistema tegumentar engloba diversos derivados da epiderme. Esses anexos cutâneos incluem glândulas sudoríparas e sebáceas, folículos pilosos ou capilares, pelos e unhas. Cada um desses anexos desempenha um papel único na manutenção da homeostase corporal (SANTOS, 2019). 4.1. Glândulas Sudoríparas e Sebáceas As glândulas sudoríparas estão distribuídas por todo o corpo e têm a função de liberar soluções diluídas de sal através dos poros sudoríparos presentes na superfície da pele, conhe- cido popularmente como suor ou transpiração. É importante mencionar que as glândulas sudo- ríparas estão presentes em todo o corpo, exceto nos mamilos e nas partes genitais externas. Estima-se que cada pessoa tenha até 3 milhões de glândulas sudoríparas (SANTOS, 2019). Por outro lado, as glândulas sebáceas são responsáveis pela produção de sebo, uma substância oleosa secretada no interior dos folículos capilares adjacentes (SANTOS, 2019). O sebo, ao passar para a superfície da pele através dos folículos, deixa os pelos e a camada queratinizada externa oleosos, contribuindo para a impermeabilidade da pele e evitando possíveis desidratações na camada superficial. Essa função visa proteger a pele contra agentes externos (GUYTON e HALL, 2017). Por exemplo, regiões como lábios e mãos com rachaduras indicam a falta de pro- teção da região (sebo), o que pode levar à desidratação e exposição da pele aos agentes 22SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 externos. É importante ressaltar que o sebo em si não possui odor, mas quando em contato com bactérias presentes na pele, pode causar os odores corporais (SANTOS, 2019). 4.2. Folículo Piloso ou Capilar e Pelos O folículo piloso é envolto por células especializadas produtoras de queratina, que secretam substâncias e outras proteínas para formar a haste capilar. O revestimento e o desenvolvimento do folículo capilar podem ser influenciados por diversos fatores. Entre os principais, destacam-se as condições hormonais individuais, o gênero, a oleosidade da pele, a faixa etária, a etnia e o estilo de vida (MULINARI et al., 2006). Dessa forma, é sabido que a presença de pigmento nos pelos aumenta a sensibili- dade tátil da pele a estímulos externos, como o toque. Os pelos também desempenham um papel de proteção na camada da pele, estando presentes em regiões próximas a orifícios naturais, como narinas, ouvidos e regiões pubianas. A nossa pele é revestida de pelos justamente para proteger e impedir a entrada de microorganismos, bactérias, fungos, entre outros. Entretanto, os pelos presentes nas fossas nasais se obtêm por atividade principalmente em filtrar, umedecer e pré-aquecer o ar inspirado que migra para o pulmão e também contribui para lubrificar a mucosa e o interior do nariz (SANTOS, 2019). 4.3. Unhas As unhas são uma modificação descamação da epiderme, formada por queratina e com ação protetora na superfície de cada dedo das mãos e dos pés, chamadas de falanges distais. As unhas são ferramentas auxiliares para pegar objetos e darem sustentação, e dentre as funções da unha estão: proteção à extremidade do dedo, preensão de pequenos objetos, sensibilidade tátil da polpa digital e defensiva: arranhar e cortar. As unhas possuem queratina dura em sua composição, sendo formada por quatro partes e cada unidade possui margem ou borda: corpo (porção visível), a parte posterior (proximal da pele), e após se dispõe de uma lâmina (camada profunda inserida na pele), e o leito ungueal que é a matriz da unha, responsável pelo crescimento. Segundo (GUYTON e HALL 2017), a aparência com aspecto rosado é por ser rico leito de capilares sanguíneos e linfáticos presentes na derme subjacente. 23SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 A pele é o maior órgão do corpo humano. Ela é composta essencialmente por epiderme, derme e hipoderme (tela subcutânea). Por isso, os cuidados com a pele são essenciais para manter a saúde e integridade do sistema tegumentar. Fonte: Ribeiro (2010). Os dermatóglifos compreendem padrões individuais. É o desenho formado pelas papilas teciduais (elevações da pele), presentes nas polpas dos dedos das mãos identificadas popularmente como “impressões digitais”. Fonte: Santos (2019). 24SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 Prezado (a) aluno (a), Nesta unidade estudamos sobre a importância de conhecer o sistema tegumentar, o órgão mais extenso do corpo humano, com finalidades e funções para proteção e re- vestimento aos outros órgãos. Na área da saúde, e principalmente na estética, ao iniciar o procedimento estético, o profissional deve ter conhecimento que é necessário para orientar o paciente sobre os devidos cuidados durante os tratamentos com a pele. Portanto, o profissional da área da estética conhece e aprende situações relaciona- das às disfunções estéticas, as indicações e contraindicações dos procedimentos realiza- dos. O profissional atua diretamente na saúde, bem-estar e estética dos pacientes; mas os estudos sobre sistema tegumentar, histologia da pele tem finalidades para agregar e expandir o conhecimento acadêmico e profissional. Durante todas as unidades, estudamos as abordagens do sistema tegumentar e entre outras alterações estéticas faciais e tratamentos que possamos indicar ao nosso paciente. No entanto, estamos em construção do nosso conhecimento, e acreditamos que estejamos preparados para as próximas etapas do nosso curso, realizando desenvolvimento de suas habilidades de elaborar protocolos e procedimentos estéticos para realizar atendimentos no mercado de trabalho. Muito Obrigado! CONSIDERAÇÕES FINAIS MATERIAL COMPLEMENTAR 25SISTEMA TEGUMENTARUNIDADE 1 FILME/VÍDEO • Título: Estrelas além do tempo • Ano: 2017. • Sinopse: Em 1961, em plena Guerra Fria, os Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refle- tida também na NASA, em que um grupo de funcionárias negras é obrigado a trabalhar à parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA. LIVRO • Título:Anatomia humana – texto e atlas • Autor: Larosa, R. Paulo Ricardo. • Editora: 1º edição, editora Guanabara Koogan. • Sinopse: Anatomia Humana, texto e Atlas foi elaborado especial- mente para atender às necessidades dos estudantes da área da saúde, visando elucidar, de maneira simples e objetiva, o complexo universo do conhecimento anatômico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Fisiopatologia; • Graus de acne; • Formas clínicas; • Tratamentos. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar os tipos de Maltes utilizados na Produção do Mosto Cervejeiro; • Compreender os tipos de enzimas e as rampas de temperatura na etapa de Brassagem; • Compreender os tipos de Lúpulos e o objetivo da fervura; Professor(a) Esp. Rafaela Lima Niimoto ACNEACNE2UNIDADEUNIDADE INTRODUÇÃO 27ACNEUNIDADE 2 Olá, prezado aluno (a). Seja muito bem-vindo (a) à segunda etapa da disciplina de Estética Facial. Nesta fase, vamos nos aprofundar no estudo da fisiopatologia da acne, a fim de que você possa compreender essa disfunção estética e, assim, estar apto (a) a oferecer protocolos estéticos eficazes para atenuar e amenizar os efeitos da acne na pele. É crucial que você compreenda as características da acne para poder indicar sempre o tratamento mais adequado para seus futuros pacientes. Além disso, entender as estruturas e camadas que compõem a pele, assim como a fisiopatologia, os graus e as classificações da acne, são fundamentais para proporcionar cuidados adequados e preser- var a saúde e integridade da pele. Utilizamos recursos tecnológicos e os avanços da cosmetologia na estética para oferecer o melhor tratamento possível aos nossos pacientes. Por isso, ter conhecimento sobre as funções dos princípios ativos e a eletroterapia são fatores essenciais para elaborar protocolos personalizados e eficazes. Portanto, é essencial que você conheça cada estrutura da pele e esteja capacitado para exercer a profissão e proporcionar saúde e bem-estar ao paciente. Bons estudos! 28ACNEUNIDADE 2 FISIOPATOLOGIA1 TÓPICO Neste tópico, conheceremos sobre a fisiopatologia da acne e como podemos cuidar da nossa pele e manter um biotipo cutâneo saudável. Dessa forma, a acne é uma afecção cutânea relacionada à produção excessiva de sebo, e seus principais efeitos são os fatores hormonais. A maior predisposição de surgimento é na fase da adolescência, fases do ciclo menstrual e síndrome dos ovários policísticos. A acne surge durante a fase da adolescência devido às flutuações hormonais, que desencadeiam seu surgimento juntamente com o processo de proliferação bacteriana e inflamação, causados pela alta produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas. No en- tanto, diversos fatores podem contribuir para o aumento da produção de sebo, sendo que muitos deles estão relacionados a fatores hormonais, genéticos e ao uso de medicamentos. Fatores como a formação de hiperqueratinização sobre a camada córnea, são uns dos fatores que desencadeiam a acne. Assim, células mortas hiperqueratinizadas podem se acu- mular nos óstios foliculares em virtude da não descamação dos corneócitos (MATOS, 2014). Segundo Matos (2014) a superposição de queratina obstrui o canal folicular, for- mando-se em queratose óstio folicular, criando assim, um ambiente anaeróbio no óstio, facilitando a proliferação bacteriana. 1.1. Proliferação Bacteriana O ambiente anaeróbico e o substrato lipídico presentes na pele acneica favorecem a proliferação bacteriana Propionibacterium acnes. Esse microrganismo produz fatores quimiotáticos que atravessam as paredes dos folículos, atraindo leucócitos e neutrófilos 29ACNEUNIDADE 2 que liberam as enzimas ao ingerirem a bactéria (MATOS, 2014). Dessa forma, provoca a ruptura sobre a epiderme, desencadeando o surgimento da acne. 1.2. Processo Inflamatório O processo inflamatório está relacionado à presença de corpos estranhos, principal- mente queratina e lipídios acumulados no folículo piloso. No entanto, as bactérias presentes liberam enzimas que agravam o processo inflamatório (MATOS, 2014). Assim, é importante ressaltar que fatores do sistema imunológico desempenham um papel no surgimento e agra- vamento da acne, e isso está interligado a reações fisiológicas, hormonais e psicológicas. 1.3. Fatores Desencadeadores da Acne Alguns fatores desencadeiam o surgimento e o agravamento da afecção cutânea, entretanto a genética é um dos principais processos para o surgimento da acne, o biotipo da pele contribui para o agravamento da disfunção. O uso de medicamentos como, por exemplo, psiquiátricos, corticoides e antibióticos podem contribuir para o agravamento. Os fatores hormonais desempenham um papel fundamental, especialmente durante a adolescência, devido ao aumento da testosterona. Esses hormônios são responsáveis pelo desenvolvimento do corpo humano. Portanto, é essencial adotar cuidados específicos para a pele, especialmente quando ela apresenta características propensas a problemas cutâneos. Realizar a higienização, hidratação e proteção solar são medidas fundamentais para controlar e reduzir a produção excessiva de oleosidade na pele. No entanto, é impor- tante destacar que o uso diário de maquiagem pode contribuir para o surgimento de cravos e acne. No geral, todos os cuidados com a pele são cruciais para alcançar uma aparência saudável e uma pele íntegra. 30ACNEUNIDADE 2 GRAUS DE ACNE2 TÓPICO A avaliação dos graus de acne e sua classificação são realizadas por profissionais de estética, considerando as lesões presentes e os cuidados com a pele. Na tabela 1 a seguir, apresentaremos os diferentes graus e classificações da acne. TABELA 1 - GRAUS E CLASSIFICAÇÃO DE ACNE Grau da acne Classificação da acne GRAU I Acne comedogênica GRAU II Acne pápulo pustulosa • Acne pápulo pustulosa II: apresenta-se co- medão e se tem caracteriza pela presença de lesões inflamatórias (elevações avermelhadas) e pústulas com presença de pus. GRAU III Acne nódulo cística GRAU IV Acne conglobata GRAU V Acne fulminante (Fulminans) Fonte: Matos (2014). 2.1. Classificação da Acne A classificação da acne é de suma importância para o profissional poder diagnosti- car e determinar o tratamento adequado para cada grau e classificação dela. • Acne comedogênica I: são características de acne não inflamatória, apenas presença de comedões abertos e fechados. 31ACNEUNIDADE 2 • Acne nódulo cística III: se tem a presença de comedões, inflamação e pus, com formação de nódulos e/ou cistos • Acne conglobata IV: Se caracteriza por presença de nódulos, cistos interco- municantes. • Acne fulminante V (fulminans): se caracteriza por acne com lesões severas, que se evoluem para úlceras e hemorragias, podem provocar dores, febres e exige cuidados médicos. Os tratamentos estéticos e dermatológicos para acne são realizados conforme o grau e suas classificações, desta forma, os recursos que possamos utilizar são princípios ativos com ação de reduzir a produção de sebo, auxiliar na diminuição do processo infla- matório. Diante disso, o paciente pode realizar uso de medicamentos com finalidades dereduzir o surgimento ou agravamento da afecção cutânea. 2.2. Hiperpigmentação Cutânea e Cicatrizes de Acne Durante o desenvolvimento da acne na pele, ocorre um processo inflamatório que, sem os devidos cuidados, pode levar ao surgimento de manchas pós-inflamatórias de acne, especialmente em fototipos de pele IV e V. É importante entender a bioquímica da melano- gênese e como ocorre a hiperpigmentação. Os melanócitos são as células responsáveis pela produção de melanina e estão localizados na camada basal mais profunda da epiderme. Nessa camada, estão presentes todas as substâncias necessárias para a produção de melanina, por meio de uma série de reações bioquímicas conhecidas como melanogênese (GUYTON e HALL, 2017). A enzima tirosinase desempenha um papel fundamental na formação de feomelanina e eumelanina, que são pigmentos armazenados em organelas chamadas melanossomas. Esses pigmentos são posteriormente transferidos e distribuídos entre os queratinócitos (DRAELOS, 2010). Esse processo resulta na hiperpigmentação da epiderme. Alguns fato- res externos, como a exposição ao sol, podem agravar o quadro clínico. Dessa forma, a acne pode provocar o surgimento da mancha e também deixar presente as cicatrizes de acne. Porém, devido à lesão presente sobre a pele que se desen- cadeiam condições inestéticas e psicologicamente. As cicatrizes de acne são chamadas atróficas, formam uma depressão sobre a pele exatamente no local em que houve destruição do colágeno e elastina, as cicatrizes podem ser hiperpigmentadas ou não (GUYTON e HALL 2017). 32ACNEUNIDADE 2 Entretanto, as lesões da acne que deixam presente sobre a pele afeta diretamente a autoestima do indivíduo. Dessa forma, os procedimentos estéticos atuam para atenuar a cicatriz. Na figura 1 um exemplo de cicatrizes de acne. FIGURA 1 - CICATRIZ DE ACNE Fonte: PEXELS. Disponível em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-preta-com-gola- redonda-6310597/. Acesso em: 16 fev. 2023. https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-preta-com-gola-redonda-6310597/ https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-camisa-preta-com-gola-redonda-6310597/ 33ACNEUNIDADE 2 FORMAS CLÍNICAS3 TÓPICO As formas clínicas da acne são determinadas de acordo com o grau e a classifica- ção da afecção cutânea. Assim, na dermatologia há vários recursos que possam atenuar e entregar resultados satisfatórios ao nosso paciente; entretanto, na estética podemos rea- lizar procedimentos que visam melhorar a qualidade da pele, principalmente para manter uma pele limpa, íntegra e hidratada. Assim, as manifestações clínicas da acne são caracterizadas por diferentes tipos de lesões, incluindo comedões, pápulas, pústulas, cistos e abscessos, que ocorrem prin- cipalmente na face, ombros e parte superior do tórax. Em particular, os cistos, quando presentes, representam uma forma mais grave de acne e podem ter tamanhos variados, podendo deixar cicatrizes na pele seborreica. Os comedões podem ser abertos (cravos pretos) ou fechados (cravos brancos) (RIBEIRO, 2010). Os comedões abertos têm coloração enegrecida por oxidação da gordura e aumento da deposição de melanina por atividade de melanócitos e os comedões fechados, aspecto esbranquiçado por pequena atividade dos melanócitos (SILVA; COSTA e MOREIRA 2014). Segundo Matos (2014) as pápulas são eritematosas, indicam a atividade da doença e ao desaparecerem podem deixar máculas (manchas) avermelhadas ou pequenos nódulos fibrosos (SILVA; COSTA e MOREIRA 2014). As pápulas, por exemplo, são presentes sobre a acne, se dão por características de um nódulo inflamado e o comedão não emerge à superfície da pele e fica como um corpo estranho, envolto de pus (MATOS, 2014). 34ACNEUNIDADE 2 No entanto, o nódulo ocorre quando há a ruptura total de vários comedões próximos na pele, resultando na formação de um abscesso que pode facilmente atingir a camada subcutânea (RIBEIRO, 2010). Por outro lado, um cisto se forma a partir do acúmulo de conteúdo cístico nas glândulas sebáceas próximas ao folículo piloso. Esse acúmulo geral- mente ocorre devido à obstrução espontânea do folículo ou a um trauma (MATOS, 2014). Em relação ao Milius e/ou mílio, essas lesões estão presentes em peles oleosas e acneicas. Eles são pequenos cistos epidérmicos localizados superficialmente no rosto, com coloração amarelada ou esbranquiçada (MATOS, 2014). A extração dessas lesões deve ser realizada por um profissional de estética, por meio do procedimento de limpeza de pele. A imagem 2 abaixo apresenta exemplos das diferentes formas clínicas da acne e suas lesões. FIGURA 2 - EXEMPLO DE FORMA CLÍNICA DA ACNE E LESÕES Fonte: PXHERE. Disponível em: https://pxhere.com/pt/photo/539074. Acesso em: 06 out. 2022. https://pxhere.com/pt/photo/539074 35ACNEUNIDADE 2 TRATAMENTOS4 TÓPICO Os tratamentos para a pele acneica podem variar dependendo do grau e das lesões presentes na acne. Assim, eles envolvem etapas fundamentais que combinam princípios ativos cosméticos para amenizar a condição cutânea. No entanto, para cada grau de acne, são recomendados protocolos específicos. No caso do tratamento para a pele acneica de grau I comedogênica, são indicadas as seguintes etapas: • Higienização: consiste em uma etapa fundamental para todos os tipos de pele, neste caso para peles acneicas e oleosas é recomendado a escolha de princípios ativos, com ação adstringentes e antissépticos. • Esfoliação: o esfoliante tem a função de auxiliar na remoção de células mortas, realizando o afinamento córneo, contribuindo para permeação do princípio ativo. • Tonificação: o tônico tem a função de equilibrar o pH cutâneo; é empregado em todas as etapas de higienização; na cosmetologia encontramos diversos tônicos com várias finalidades. Para peles acneicas e oleosas, escolha o tônico com a ação antisséptica, anti-inflamatório, cicatrizante e calmante. • Hidratação: etapa fundamental para todos os tipos de pele para promover equilíbrio do pH cutâneo; tem finalidade de proteção contra os agentes externos; para peles acneicas, oleosas e mistas invista em cosméticos em séruns, gel “oil free”, com princípios ativos anti-inflamatórios, cicatrizante e calmante. • Proteção Solar: o filtro solar é indicado para todos os biotipos cutâneos, com fina- lidades de proteger a pele contra as ações UVA e UVB, realizando a prevenção de surgimentos de manchas, retardar o envelhecimento cutâneo precoce e câncer de pele. Para peles mistas, oleosas e acneicas escolha filtros solares com textura leve: séruns, gel ou gel creme. No caso para os graus de acne II, III indicamos os cuidados essenciais com 36ACNEUNIDADE 2 a pele, para manter saudável e contribuir para a redução da oleosidade, cicatrização da pele e com a ação anti-inflamatórios. Nesse caso, indicamos as seguintes etapas. • Higienização: realizada em todos os tipos de pele, mas recomenda-se a esco- lha de princípios ativos anti-inflamatórios e cicatrizantes. • Esfoliação: o esfoliante tem a função de auxiliar na remoção de células mortas, realizando o afinamento córneo, contribuindo para permeação do princípio ativo, realize escolha do esfoliante com grânulos de semente de apricot, maracujá para não realizar agressão sobre a pele. • Tonificação: para peles acneicas e oleosas escolha o tônico com a ação antis- séptica, anti-inflamatório, cicatrizante e calmante. • Máscara facial: para peles com presença de acne grau II e III, em que há um processo inflamatório, é recomendado escolher cosméticos com ação anti-infla- matória, calmante e cicatrizante. • Eletroterapia aplicada para peles acneicas: durante a realização do protocolo estético, pode ser utilizado a alta frequência, com ação bactericida e fungicida, feito para contribuir na regeneração e cicatrização da pele. • Ionização: auxílio da eletroterapia, é possível a utilização de princípio ativo para contribuir no controle da oleosidade da pele, com a ação bactericida e não sensibilizandoa pele. • Proteção Solar: o filtro solar é indicado para todos os biotipos cutâneos, com finalidades de proteger a pele contra as ações UVA e UVB, realizando a preven- ção de surgimentos de manchas, retardar o envelhecimento cutâneo precoce e câncer de pele. Para peles mistas, oleosas e acneicas, escolha filtros solares com textura leve: séruns, gel ou gel creme. Para as peles acneicas com o grau IV e V, são encaminhadas para o tratamento dermatológico, o paciente se faz uso de medicamentos controlados e com doses de acordo com a necessidade de cada indivíduo. Entretanto, os cuidados básicos com a pele como a higienização, tonificação, hidratação e uso de filtro solar deve ser realizado diariamente, pois durante o uso da medicação a pele apresenta sintomas de sensibilidade devido à falta da produção de sebo. 4.1. Princípios Ativos Durante os tratamentos estéticos e até mesmo no uso home care do paciente, os princípios ativos presentes nos cosméticos são de suma importância para auxiliar no controle da oleosidade, atenuar o processo inflamatório, secativo, hidratante e fotoprotetor. Dessa forma, segundo Matos (2014) os princípios ativos mais utilizados na estética para o combate da acne são: • Ácido azelaico: antimicrobiano e anti-inflamatório; • Ácido salicílico: secativo, antibacteriano; 37ACNEUNIDADE 2 • Ácido glicólico: queratolítico, anti-inflamatório; • Ácido mandélico: anti-inflamatório, antisséptico, regenerador celular, queratolítico; • Ácido kójico: despigmentante, renovador celular; • Alantoína: calmante, hidratante, cicatrizante; • Alfabisabolol: anti-inflamatório, cicatrizante e antisséptico; • Aveia: hidratante e emoliente; • Betaglucan: calmante, hidratante; • Belides: hidratante e calmante; • Biowhite: derivado do complexo de vegetais, possui função clareadora; • Calêndula: anti-inflamatória, calmante, antisséptico; • Chá-verde: bactericida, adstringente, anti-inflamatório; • Enxofre: antifúngico, antibacteriano, anti-inflamatório; • Eucalipto: descongestionante; • Extrato de camomila: anti-inflamatório, calmante; • Extrato de erva-doce: ação refrescante, calmante, antisséptico, antioleosidade; • Extrato de hortelã: antisséptico, tonificante e adstringente; • Extrato de hera: anti inflamatório, cicatrizante e adstringente; • Extrato de própolis: ação secativa, hidratante, antisséptica, adstringente, cicatrizante; • Jaborandi: antisséptico, hidratante, suavizante; • Lavanda: antisséptica, calmante; • Maracujá: calmante, descongestionante; • Melaleuca: o óleo essencial de tea tree, função anti-inflamatória, secativo; • Macadâmia: regeneradora, emoliente; • Peróxido de benzoíla: antibacteriano, queratolítico, anti-inflamatório; • Tília: calmante; • Ureia: hidratante; • Uva-ursina (arctostaphylos uva ursi): anti-inflamatória, antisséptica, adstrin- gente e antioxidante; • Valeriana (valleriana officinalis): calmante; • Vitamina C: antioxidante, hidratante, clareador; • Ylang Ylang: calmante; • Zincidone: antifúngico, bacteriostático e antiseborreico. Neste tópico conhecemos, os tratamentos estéticos e princípios ativos que podemos realizar para os cuidados com a pele, apesar de peles oleosas e acneicas serem comuns, ressaltamos que a hidratação e a foto proteção são indicados para todos os tipos de pele. 38ACNEUNIDADE 2 A pele acneica é um dos subtipos que mais incomoda a população, e quando não tratada adequadamente, desencadeia cicatrizes e hiperpigmentação na pele. Dessa forma, o tratamento estético e dermatológico deve ser realizado o quanto antes para manter a pele íntegra e saudável. Fonte: Ribeiro (2010). Os óleos essenciais, quando empregados na estética facial, podem ser utilizados em vários procedimentos, principalmente durante a limpeza de pele. A exemplo do óleo essencial de alecrim e lavanda, que é antis- séptico, anti-bactericida, podendo ser aplicado topicamente ou carreado em máscaras faciais. Fonte: Matos (2014). 39ACNEUNIDADE 2 Prezado (a) aluno (a), Nesta unidade, abordamos a importância de conhecer a fisiopatologia da acne, suas formas clínicas, graus e tratamentos estéticos. É fundamental adquirir conhecimento tanto sobre o sistema tegumentar e a fisiopatologia e formas clínicas da acne, quanto sobre os recursos disponíveis para tratar e amenizar essa disfunção, a fim de determinar os procedimentos mais adequados para nossos pacientes. Dessa forma, atuamos diretamente na promoção da saúde, bem-estar e estética dos nossos pacientes. Os estudos sobre a fisiopatologia da acne e suas disfunções nos faz compreender o desenvolvimento clínico e tratamentos que possamos propor ao nosso paciente. Ao longo de todas as unidades, continuaremos a expandir nosso conhecimento sobre saúde e estética. É importante lembrar que estamos em constante evolução, pre- parando-nos para as próximas etapas do curso e desenvolvendo nossas habilidades na elaboração de protocolos e procedimentos estéticos para atender às demandas do mercado de trabalho. Continue dedicado e confiante em sua jornada de aprendizado. Estamos construin- do uma base sólida para se tornarem profissionais capacitados e competentes. Muito Obrigada! CONSIDERAÇÕES FINAIS 40ACNEUNIDADE 2 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: Glow Up • Ano: 06 de dezembro de 2019 • Sinopse: Glow up é um fruto do fato da indústria da maquiagem ter se destacado tanto ao longo dos últimos anos devido aos lança- mentos de tutoriais feitos por youtubers, challenges e tendências. Além dos influencers, a revista Vogue lançou, em sua plataforma, conteúdos sobre maquiagem básica para o cotidiano e sobre maquiagem mais profissional, o que gerou um número maior de adeptos ao universo mágico da maquiagem. LIVRO • Título: Desmistificando os assuntos da estética • Autor: Leone, Carla • Editora: Estética Experts; 2ª edição (1 janeiro 2019) • Sinopse: Esta obra é fruto da inquietação, da sede de conheci- mento e da busca pela ética e pela ciência na Estética. Não espere protocolos prontos nem a resolução de dúvidas universais, mas prepare-se para repensar crenças e avaliar a conduta profissional como nunca antes. Queremos, através das entrelinhas deste livro, fazer você refletir sobre culturas, práticas e divergências, além de se tornar um agente ativo na mudança do mercado estético. Acima de tudo, queremos que você olhe com mais cautela e cientificidade para a conduta profissional em nossa área. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Plano de Estudos • Fisiopatologia; • Tipos de envelhecimento; • Formas clínicas; • Tratamentos. Objetivos da Aprendizagem • Aprender sobre a fisiopatologia do envelhecimento cutâneo; • Identificar as clinicamente o envelhecimento extrínseco e intrínseco; • Sistematizar os tratamentos e procedimentos à disfunção estética. Professor(a) Esp. Rafaela Lima Niimoto ENVELHECIMENTO ENVELHECIMENTO CUTÂNEOCUTÂNEO UNIDADEUNIDADE3 42ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 INTRODUÇÃO Olá, prezado aluno (a)! Seja muito bem-vindo (a) à terceira unidade da disciplina de Estética Facial. Nesta etapa, dedicaremos nosso estudo ao envelhecimento cutâneo, com foco na classificação e grau de envelhecimentoda pele. Compreender as características individuais da pele de cada paciente e suas queixas é essencial para que você esteja preparado (a) para realizar procedimentos com destreza e eficácia. É fundamental que você compreenda e identifique as diferentes estruturas da pele, os biotipos cutâneos e o grau de envelhecimento de Fitzpatrick. Ao estudarmos a fisiopato- logia do envelhecimento cutâneo, bem como a anatomia e fisiologia do sistema tegumentar, fica evidente a importância dos avanços tecnológicos nos procedimentos estéticos, sejam eles não invasivos, invasivos ou combinados com fármacos e princípios ativos cosméticos, para obter resultados satisfatórios. Conscientes disso, reconhecemos que a capacitação profissional é de extrema importância para dominar as técnicas básicas, intermediárias e avançadas, a fim de esta- belecer objetivos claros nos tratamentos propostos. Ao dominar essas técnicas, você estará preparado (a) para oferecer os melhores cuidados estéticos aos seus pacientes. Portanto, é essencial que você se aprofunde no conhecimento de cada estrutura da pele e se capacite para exercer a profissão, proporcionando saúde, bem-estar e resultados positivos para seus futuros pacientes. FISIOPATOLOGIA1 TÓPICO 43ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 O envelhecimento é um processo fisiológico e natural do ser humano. Ao longo dos anos, somos expostos a agressões internas e externas que desencadeiam o envelhecimen- to da pele. Essas agressões resultam na perda de elementos celulares e intercelulares, que estão localizados na epiderme e derme. Mas, o envelhecimento é classificado conforme os fatores que provocam alterações intrínsecas e extrínsecas. O envelhecimento, também chamado de atrofia senil, pode ser conceituado como um processo dinâmico e progressivo, em que há alterações morfológicas funcionais e bioquímicas que vão alterando progressivamente o organismo, tornando-o mais suscetível às agressões intrínsecas e extrínsecas (GUIRRO E. e GUIRRO R., 1996). O processo de envelhecimento está relacionado por perdas de funções metabólicas e bioquímicas; sendo assim, os fatores que influenciaram esses mecanismos podem ser classificados como intrínsecos e extrínsecos. O fenômeno biológico do envelhecimento representa a última das três fases do ciclo vital do organismo, sendo as duas primeiras a infância e a maturidade. Envelhecer é um processo natural que ocorre desde que nascemos; porém, fica mais evidente após a terceira idade. A qualidade do envelhecimento e a aparência da pele estão relacionadas diretamente com a qualidade de vida à qual o organismo foi submetido (GUIRRO E. e GUIRRO R., 1996). Dessa forma, as alterações na epiderme e derme manifestam-se clinicamente tanto de forma fisiológica quanto externa. No entanto, alguns fatores, como sedentarismo, taba- gismo, consumo de bebidas alcoólicas, alterações hormonais (como diabetes, síndrome de Cushing, doença de Graves e hipertireoidismo) e perda de peso, podem influenciar nessas manifestações (VIEIRA, 2015). O envelhecimento está ligado à organização das células em tecidos e órgãos, formada por colônias de células diferenciadas, cada uma controlando e limitando o crescimento e a multiplicação das outras células que não se organizaram em órgãos ou tecidos (VIEIRA, 2015). 44ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 Uma das possibilidades neste aspecto relaciona-se com o papel do sistema imune na velhice, que, por alguma razão, as células do organismo não são reconhecidas como próprias, acarretando a sua destruição (GUIRRO E. e GUIRRO R., 1996). 1.1. Alterações Morfológicas As alterações morfológicas apresentam-se em engrossamento e desarranjo das fibras elásticas, atrofia do tecido subcutâneo e muscular, diminuição da atividade das glân- dulas sebáceas, sudoríparas e atrofia dos melanócitos (VIEIRA, 2015). Entretanto, o organismo atua diferentemente nas diversas horas do dia, que nos refe- rimos de cronobiologia que é a ciência que estuda o relógio biológico, assim, ao despertarmos acontece a liberação das toxinas retidas no corpo e liberadas pelo rim através da urina. Na parte da manhã a atividade intelectual é maximizada, depois do almoço um estado de entorpecimento ao nosso humor, e ao fim à noite biologicamente é o momento de repouso (MATOS, 2014). Desta forma, o processo do envelhecimento é um processo natural influenciado pelo fator: excesso de exposição solar, alimentação inadequada com déficit de vitamina A, C e E, ácido fólico, alto teor de gordura e sal, privação de sono, estresse, consumo excessivo de álcool e tabaco. 1.2. Causas do Envelhecimento Cutâneo O processo de envelhecimento externamente se dá pelo processo de ressecamen- to cutâneo, afinamento da pele, perda de firmeza da pele devido à redução de colágeno e elastina, menor resposta imunológica, pouca capacidade de cicatrização/regeneração tecidual e fatores genéticos (VIEIRA, 2015). Entretanto, com o aumento da idade, a pele tende a tornar-se flácida e fina, sendo caracterizada por decréscimo do tamanho dos queratinócitos e diminuição da proliferação celular no estrato basal. Ressaltamos que as estruturas anexas diminuem de tamanho e em número, por exemplo, as glândulas sudoríparas e sebáceas tornam-se menores e menos ativas, deixando a pele mais seca, opaca e desvitalizada (RIBEIRO, 2010). Entretanto, os cuidados com a pele durante a vida são desencadeados pela falta de hidratação e revitalização cutânea. O uso preventivo de filtros solares, por exemplo, contribuem para que possamos retardar processo de envelhecimento precoce e prevenir o surgimento do câncer de pele. As alterações cutâneas do envelhecimento cutâneo podem ser evidenciadas nas diferentes camadas da pele: epiderme; derme e hipoderme. Elas dependem de fatores individuais, geneticamente determinados (VIEIRA, 2015). Ressaltamos que na derme há presença de fibroblastos, colágeno e elastina. Durante o envelhecimento, a capacidade de promover resistência e firmeza da pele tende a ser reduzidas, principalmente na fase da menopausa, o colágeno declina se em média de 2,1% (VIEIRA, 2015). TIPOS DE ENVELHECIMENTO2 TÓPICO 45ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 O envelhecimento cutâneo é denominado em intrínseco e extrínseco. Nesse tópico, estudaremos sobre as suas diferenças e desencadeamento de cada uma. Na figura 1, destacamos a presença de rugas na região orbicular. FIGURA 1 - RUGAS ORBICULAR Fonte: FREEPIK. Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-gratis/olho-bonito-de-mulher-senior_5399601. htm#query=rugas%20olhos&position=27&from_view=keyword. Acesso em: 18 fev. 2023. 2.1. Envelhecimento Intrínseco O envelhecimento intrínseco, também conhecido como envelhecimento crono- lógico, é causado por diversos fatores internos do próprio metabolismo. À medida que envelhecemos, ocorre uma degeneração natural dos tecidos que não depende dos fatores ambientais (MATOS, 2014). No entanto, é importante destacar que a redução da atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, bem como a diminuição da atividade dos fibro- https://br.freepik.com/fotos-gratis/olho-bonito-de-mulher-senior_5399601.htm#query=rugas olhos&position=27&from_view=keyword https://br.freepik.com/fotos-gratis/olho-bonito-de-mulher-senior_5399601.htm#query=rugas olhos&position=27&from_view=keyword 46ENVELHECIMENTO CUTÂNEOUNIDADE 3 blastos, colágeno e elastina, desencadeiam o surgimento de linhas de expressão, rugas e flacidez na pele. 2.2. Envelhecimento Extrínseco O envelhecimento extrínseco, denominado também de fotoenvelhecimento, é provocado por diversos fatores externos, como: exposição solar, frio rigoroso, poluição, estresse, uso abusivo de drogas (álcool, tabaco, medicamentos). Todos esses citados são fatores que aceleram processo de envelhecimento. As transformações cutâneas decorrentes dos danos causados por fatores externos, principalmente as radiações ultravioleta (UV), são bem conhecidas. Sabe-se que, ao entrar em contato com as células,