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Decisão: 
A União interpõe recurso extraordinário assentado em contrariedade 
aos artigos 5º, incisos II, LIV, LV e XXXVI e 93, inciso IX, ambos da 
Constituição Federal, . 
 Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Turma 
Recursal, do Juizado Especial da Justiça Federal do estado de Minas 
Gerais, assim ementado: 
 
“PROCESSUAL CIVIL E CIVIL – PIS/PASEP – 
PRECRIÇÃO – EXPURGOS INFLACIONÁRIOS – 
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 
 1.A natureza tributária de PIS/PASEP, após a 
Constituição Federal de 1988, que assim o recepcionou, não 
prevalece perante a relação jurídica que vincula servidor/União, 
porque tal relação, de natureza estatutária, em muito se difere 
daquela que vincula FISCO/ Contribuinte. Nos mesmo moldes 
do FGTS, o saldo das contas vinculadas ao PIS/PASEP pertence 
ao servidor, devendo ser aplicado por analogia o entendimento 
do STF quanto à prescrição trintenária do direito de correção 
dos referidos saldos (RE n. 100.249-2-SP, DJ de 01.07.88) 
2.o trabalhador tem o direito ver corrigida a conta 
vinculada consoante norma vigente durante o período 
aquisitivo correspondente. 
 3.Os rendimentos das contas vinculadas do FGTS, 
medidos pelo IPC, de acordo com precedentes do STF e da 1º 
Seção do STJ, são de 42,72% em janeiro de 1989 e 44,80% em 
abril de 1990, deduzidos desses percentuais em execução, os já 
creditados pelo agente financeiro, sendo indevidas também 
diferenças de correção em fevereiro de 1989 e março de 1990 
(meses-base). 
4.Tal entendimento é aplicável às contas vinculadas do 
PIS/PASEP, razão pela qual se mostra devida a correção das 
mesmas, pelos índices acolhidos pelo STF. Assim vem 
entendendo o TRT da 1º Região (AC nº 2000.38.00.008274-5/MG; 
Rel. Desembargador Federal HILTON QUEIROZ, 4º Turma; DJ 
de 12/11/2002, p. 79) 
 5.Recurso do Autor parcialmente provido para, 
rejeitando a alegação de prescrição quinquenal, julgar 
parcialmente procedente o pedido posto na inicial, condenando 
a UNIÃO a ressarcir ao Autor os percentuais expurgados de 
sua conta vinculada do PIS/PASEP, somente nos meses de 
Janeiro de 1989 e Abril de 1990, complementando o lançamento 
da correção monetária paga naqueles períodos, observando-se 
os índices de 42,72% e 44,80%, respectivamente. 
Juros moratórios de 0,5% ao mês a contar da citação, e 
correção monetária até a data do efetivo pagamento” (fls. 46). 
 
Decido. 
A irresignação não merece prosperar. 
Afasto a alegada afronta ao art. 93, IX, da Constituição Federal, pois 
o acórdão recorrido encontra-se devidamente fundamentado, embora 
contrário aos interesses da recorrente. 
Destaco, ademais, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, 
em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do AI nº 758.019/MG, 
Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 16/10/09, concluiu pela ausência 
da repercussão geral da matéria versada nesse feito, justamente por não 
se tratar de matéria constitucional. O acórdão está assim ementado: 
 
“EMENTA: RECURSO. Extraordinário. 
Incognoscibilidade. Contas Fundiárias. PIS/PASEP. Correção 
monetária. Expurgos Inflacionários. Planos econômicos. Prazo 
prescricional. Definição. Matéria infraconstitucional. Ausência 
de repercussão geral. Recurso não conhecido. Não apresenta 
repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por 
objeto prazo prescricional relativo às atualizações monetárias 
de contas fundiárias do PIS/PASEP, versa sobre matéria 
infraconstitucional”. 
 
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário. 
Publique-se. 
Brasília, 1º de agosto de 2011. 
 
Ministro DIAS TOFFOLI 
Relator 
Documento assinado digitalmente

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