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INFORMATIVO STJ-871
13 Questões certo/errado
2025
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 SUMÁRIO 
 QUESTÃO 1 - ADMINISTRATIVO / PROCESSUAL CIVIL COLETIVO: A Primeira Seção do STJ, por 
 unanimidade, homologou o novo "Plano de Ação", a fim de fixar a data de 31/3/2026 como termo final para o 
 cumprimento integral do acórdão que fixou obrigações relacionadas ao Incidente de Assunção de Competência nº 
 16, devendo a União e a ANVISA, até lá, comunicar a Corte acerca da execução das etapas intermediárias 
 discriminadas no cronograma, no prazo de cinco dias contados dos respectivos vencimentos. (STJ-871 / Pet no 
 REsp 2.024.250-PR. IAC 16) 
 QUESTÃO 2 - ADMINISTRATIVO / PROCESSUAL CIVIL COLETIVO: 1) Os docentes da Universidade Federal 
 de Santa Catarina (UFSC) que não tenham intervindo no mandado de segurança coletivo impetrado pelo ANDES 
 não estão submetidos aos efeitos desfavoráveis da coisa julgada produzida nessa ação coletiva, não havendo 
 óbice a que a questão relativa à restituição dos valores recebidos a título de "diferenças de 26,05% - URP" seja 
 discutida e decidida novamente em ações individuais ajuizadas por esses docentes. 2) Não induz litispendência 
 para com o mandado de segurança coletivo impetrado pelo ANDES o ajuizamento de ações individuais pelos 
 docentes da UFSC antes do trânsito em julgado dessa ação mandamental, ainda que idênticos os objetos das 
 demandas. (STJ-871 / REsp 1.860.219-SC. IAC 17) 
 QUESTÃO 3 - TRIBUTÁRIO: É possível a dedução dos juros sobre capital próprio (JCP) da base de cálculo do 
 IRPJ e da CSLL, quando apurados em exercício anterior ao da decisão assemblear que autoriza o seu 
 pagamento. (STJ-871 / REsp 2.162.629-PR. Tema 1319 Recursos Repetitivos) 
 QUESTÃO 4 - TRIBUTÁRIO: É possível deduzir, da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física 
 (IRPF), os valores vertidos a título de contribuições extraordinárias para a entidade fechada de previdência 
 complementar, observando-se o limite de 12% do total dos rendimentos computados na determinação da base de 
 cálculo do imposto devido na declaração de rendimentos, nos termos da Lei Complementar n. 109/2001 e das Leis 
 n. 9.250/1995 e 9.532/1997. (STJ-871 / REsp 2.043.775-RS. Tema 1224 Recursos Repetitivos) 
 QUESTÃO 5 - PREVIDENCIÁRIO / HUMANOS: No regime anterior à vigência da MP n. 871/2019, é possível a 
 flexibilização do critério econômico para a concessão do auxílio-reclusão, ainda que a renda mensal do segurado 
 preso, quando do recolhimento à prisão, supere o valor legalmente fixado como critério de baixa renda, desde que 
 o exceda em percentual ínfimo. A partir da vigência da MP n. 871/2019, não é possível a flexibilização do limite 
 máximo da renda bruta do segurado para a obtenção do benefício de auxílio-reclusão, calculado com base na 
 média aritmética simples dos salários de contribuição apurados nos doze meses anteriores ao mês do 
 recolhimento à prisão, exceto se o Executivo não promover a correção anual do seu valor pelos mesmos índices 
 aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. (STJ-871 / REsp 1.958.361-SP. Tema 1162 
 Recursos Repetitivos) 
 QUESTÃO 6 - HUMANOS: No âmbito das Forças Armadas: (a) é devido o uso do nome social e a atualização dos 
 assentamentos funcionais e de todas as comunicações e atos administrativos para refletir a identidade de gênero 
 do militar; (b) é vedada a reforma ou qualquer forma de desligamento fundada exclusivamente no fato de o militar 
 transgênero ter ingressado por vaga originalmente destinada ao sexo/gênero oposto; (c) A condição de 
 transgênero ou a transição de gênero não configura, por si só, incapacidade ou doença para fins de serviço militar, 
 sendo vedada a instauração de processo de reforma compulsória ou o licenciamento ex officio fundamentados 
 exclusivamente na identidade de gênero do militar. (STJ-871 / REsp 2.133.602-RJ) 
 QUESTÃO 7 - CIVIL: A disponibilização de dados pessoais, por si só, não configura dano moral presumido, sendo 
 imprescindível a comprovação de que a conduta do gestor de banco de dados resultou em abalo significativo aos 
 direitos de personalidade do titular. (STJ-871 / REsp 2.221.650-SP) 
 QUESTÃO 8 - CIVIL: O direito real de habitação do cônjuge supérstite deve recair sobre o último imóvel em que o 
 casal foi domiciliado antes do óbito, salvo situações excepcionais devidamente comprovadas. (STJ-871 / REsp 
 2.222.428-MG) 
 QUESTÃO 9 - CONSUMIDOR: Há responsabilidade civil de estabelecimento hoteleiro que, em razão da fixação 
 inadequada de extintor de incêndio de grande porte em suas dependências, causa acidente que resulta em graves 
 1 
 danos à saúde de menor de idade. (STJ-871 / REsp 2.155.235-SP) 
 QUESTÃO 10 - PROCESSUAL CIVIL: O princípio da perpetuação da jurisdição pode ser excepcionado em 
 decorrência de acordo celebrado entre os juízos permutantes, para que cada qual sentencie os processos nos 
 quais colhida diretamente a prova oral antes da substituição. (STJ-871 / REsp 2.104.647-SP) 
 QUESTÃO 11 - PROCESSUAL CIVIL: Os documentos eletrônicos podem ter sua autoria e integridade 
 comprovada, ainda que utilizados certificados não emitidos pela ICP-Brasil, desde que admitido pelas partes como 
 válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento. (STJ-871 / REsp 2.205.708-PR) 
 QUESTÃO 12 - PROCESSUAL PENAL: 1. A revisão criminal não pode ser admitida sem a apresentação de 
 novas provas, conforme o art. 622, parágrafo único, do CPP. 2. A absolvição ou redução de pena em revisão 
 criminal deve observar os limites do art. 621, inciso I, do CPP, sendo vedada a revaloração subjetiva de provas já 
 analisadas. (STJ-871 / REsp 2.123.321-RJ) 
 QUESTÃO 13 - EXECUÇÃO PENAL: A remição de pena em razão do estudo a distância (EAD) demanda a prévia 
 integração do curso ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) da unidade ou do sistema prisional, não bastando o 
 necessário credenciamento da instituição junto ao MEC, observando-se a comprovação de frequência e realização 
 das atividades determinadas. (STJ-871 / REsp 2.085.556-MG. Tema 1236 Recursos Repetitivos) 
 GABARITO 
 2 
 QUESTÃO 1 
 Nos processos estruturais que envolvem reforma administrativa complexa com participação de múltiplas 
 entidades públicas, a prorrogação de prazo judicial mostra-se cabível quando demonstrado 
 cumprimento substancial das obrigações impostas, ausência de má-fé processual e complexidade 
 intrínseca das etapas remanescentes, equilibrando a rigidez processual com o reconhecimento das 
 dificuldades operacionais efetivamente enfrentadas pelos entes públicos. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 Os processos estruturais constituem modalidade específica de tutela jurisdicional destinada à solução 
 de problemas estruturais enraizados, caracterizados por situações de desconformidade permanente que 
 demandam séries coordenadas de atos de reestruturação administrativa. Diferentemente das sentenças 
 tradicionais que se exaurem em prestações simples e pontuais, as decisões estruturais impõem 
 obrigações complexas envolvendo múltiplas entidades, etapas sequenciais e desafios operacionaissignificativos. 
 A execução dessas decisões exige do Poder Judiciário postura que equilibre a necessária autoridade da 
 coisa julgada com o reconhecimento das dificuldades reais enfrentadas na implementação de reformas 
 administrativas complexas. A jurisprudência dos tribunais superiores reconhece que rigidez processual 
 absoluta pode revelar-se contraproducente quando a natureza do provimento demanda articulação 
 interinstitucional, participação social em processos regulatórios e coordenação de competências 
 técnicas especializadas. 
 A prorrogação de prazos em processos estruturais encontra justificativa quando presentes 
 cumulativamente determinados elementos: demonstração concreta de esforço no cumprimento das 
 obrigações, com adimplemento substancial de parcela significativa do plano de ação; ausência de 
 elementos indicadores de má-fé processual ou resistência deliberada; e complexidade intrínseca das 
 etapas remanescentes que justifique dilação temporal razoável. A mera invocação genérica de 
 dificuldades administrativas não autoriza postergação indefinida. 
 O controle judicial sobre execução de sentenças estruturais pode incluir mecanismos de monitoramento 
 contínuo, com prestação periódica de informações sobre cumprimento de etapas intermediárias, 
 permitindo ao tribunal acompanhar o desenvolvimento do plano de ação e intervir tempestivamente caso 
 verificada inércia injustificada. Essa postura reflete compreensão sofisticada sobre limites e 
 possibilidades da atuação judicial em demandas que exigem transformações administrativas profundas. 
 Resposta: CERTO 
 QUESTÃO 2 
 A coisa julgada formada em mandado de segurança coletivo impetrado por entidade sindical vincula 
 todos os integrantes da categoria profissional representada, independentemente de terem intervindo no 
 processo, aplicando-se o regime geral da substituição processual que estende os efeitos da decisão 
 judicial aos substituídos, configurando-se litispendência em relação às ações individuais posteriores 
 sobre a mesma matéria. 
 3 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 O regime da coisa julgada nas ações coletivas, disciplinado pelos artigos 103 e 104 do CDC, representa 
 significativa alteração do sistema tradicional previsto no artigo 506 do CPC. Enquanto a regra geral 
 estabelece que a sentença faz coisa julgada entre as partes, o microssistema coletivo adota o princípio 
 da coisa julgada secundum eventum litis, condicionando os efeitos da decisão ao resultado do 
 julgamento. 
 Esse sistema diferenciado estabelece proteção essencial aos titulares individuais de direitos, 
 fundamentando-se no princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa. Aqueles que não 
 participaram do processo coletivo e não tiveram oportunidade de influenciar a formação do 
 convencimento judicial não podem ser prejudicados por decisão desfavorável proferida em ação na qual 
 figuraram apenas como substituídos processuais, sem efetiva participação. 
 A autonomia entre as demandas coletivas e individuais, expressamente prevista no artigo 104 do CDC, 
 impede a configuração de litispendência mesmo quando fundadas no mesmo fato gerador e na defesa 
 de interesses idênticos. Essa opção legislativa representa salvaguarda contra eventual inadequação da 
 representação coletiva ou deficiência na condução processual pela entidade legitimada 
 extraordinariamente. 
 Diferentemente do regime geral da substituição processual, no qual os efeitos da sentença estendem-se 
 automaticamente aos substituídos, o microssistema coletivo protege os membros do grupo contra 
 decisões desfavoráveis, permitindo-lhes rediscutir individualmente a matéria. Essa limitação subjetiva da 
 eficácia da decisão coletiva constitui garantia processual essencial à proteção dos direitos individuais no 
 ordenamento jurídico brasileiro. 
 Resposta: ERRADO 
 QUESTÃO 3 
 A dedução dos juros sobre capital próprio da base de cálculo do IRPJ e da CSLL deve ocorrer 
 exclusivamente no exercício fiscal em que houver deliberação assemblear autorizativa da distribuição, 
 uma vez que é nesse momento que nasce a obrigação jurídica de pagamento para a sociedade e o 
 correspondente direito de crédito para os acionistas, conforme orientação fixada pelo STJ. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 Os juros sobre capital próprio constituem forma de remuneração dos acionistas instituída pela Lei nº 
 9.249/1995, permitindo tratamento fiscal diferenciado como mecanismo de estímulo ao investimento 
 produtivo. A legislação estabelece limites quantitativos para a dedução desses valores da base de 
 cálculo do IRPJ e da CSLL, vinculados à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e ao patrimônio líquido 
 ou lucros acumulados da sociedade. 
 4 
 A questão sobre o momento adequado para a dedução fiscal dos JCP suscita debate entre duas 
 correntes interpretativas: uma que defende a necessidade de sincronia entre a apuração contábil e a 
 deliberação societária, outra que admite o descompasso temporal desde que preservados os requisitos 
 legais originários. Esse tema envolve a articulação entre o direito societário, que regula o processo 
 deliberativo assemblear, e o direito tributário, que disciplina os efeitos fiscais da distribuição dos JCP. 
 A Receita Federal tradicionalmente sustentou posição restritiva, argumentando que a dedutibilidade 
 fiscal só se perfectibilizaria com a deliberação assemblear, momento em que surge formalmente a 
 obrigação de pagamento. Esse entendimento administrativo buscava vincular o benefício fiscal ao fato 
 gerador completo, interpretando que a mera apuração contábil seria insuficiente para legitimar a 
 dedução em exercício anterior à autorização societária. 
 O STJ, ao apreciar a matéria em sede de recurso repetitivo, examinou detidamente a literalidade da Lei 
 nº 9.249/1995 e os princípios constitucionais tributários aplicáveis, especialmente a legalidade estrita e 
 a tipicidade cerrada. A Primeira Seção considerou que a legislação não estabelece coincidência 
 obrigatória entre apuração contábil e deliberação assemblear como requisito para dedutibilidade fiscal, 
 permitindo que JCP apurados em exercício anterior sejam deduzidos desde que respeitados os limites 
 legais quando de sua constituição. Esse posicionamento afasta interpretações restritivas baseadas 
 exclusivamente em atos infralegais e reforça a supremacia da lei formal em matéria tributária. 
 Resposta: ERRADO 
 QUESTÃO 4 
 As contribuições extraordinárias destinadas à cobertura de déficit atuarial em entidades fechadas de 
 previdência complementar não são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, 
 pois a legislação tributária contempla expressamente apenas as contribuições normais e periódicas ao 
 plano de benefícios, sendo vedada a interpretação extensiva ou analógica em matéria de benefícios 
 fiscais, conforme determinam os artigos 111 e 176 do CTN 1 . 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 O regime jurídico da previdência complementar fechada estabelece que todas as contribuições vertidas 
 pelos participantes, sejam ordinárias ou extraordinárias, destinam-se à constituição das reservas 
 matemáticas necessárias ao pagamento dos benefícios contratados.A natureza jurídica dessas 
 contribuições é idêntica, variando apenas a periodicidade e a causa que enseja o aporte, mas não sua 
 finalidade essencial, que permanece sendo a garantia dos direitos previdenciários dos participantes. 
 1 Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sôbre: 
 I - suspensão ou exclusão do crédito tributário; 
 II - outorga de isenção; 
 III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. 
 Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos 
 exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração. 
 Parágrafo único. a isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições 
 a ela peculiares. 
 5 
 A legislação tributária que disciplina as deduções da base de cálculo do imposto de renda pessoa física 
 utiliza terminologia genérica ao permitir a dedução de contribuições a entidades de previdência privada, 
 sem estabelecer qualquer restrição quanto à periodicidade, regularidade ou classificação contábil 
 dessas contribuições. O requisito legal é que os valores sejam efetivamente destinados ao custeio de 
 benefícios de natureza previdenciária complementar. 
 Os artigos 111 e 176 do CTN efetivamente estabelecem diretrizes para interpretação da legislação 
 tributária, exigindo interpretação literal em determinadas hipóteses. Contudo, a doutrina e a 
 jurisprudência têm distinguido situações em que há efetiva concessão de benefício fiscal daquelas em 
 que há mera especificação de elementos necessários à correta mensuração da base de cálculo do 
 tributo. A dedução de contribuições previdenciárias relaciona-se ao princípio da capacidade contributiva, 
 reconhecendo que tais valores não representam renda disponível. 
 O tratamento diferenciado entre contribuições ordinárias e extraordinárias, sem amparo em distinção 
 legal expressa, configuraria discriminação arbitrária entre contribuintes que se encontram em situação 
 jurídica equivalente. A hermenêutica tributária contemporânea reconhece que a vedação à interpretação 
 extensiva não pode servir de fundamento para criar restrições inexistentes no texto legal, especialmente 
 quando tal restrição contraria a finalidade da norma e os princípios constitucionais que regem a 
 tributação da renda. 
 Resposta: ERRADO 
 QUESTÃO 5 
 O Poder Judiciário possui competência para flexibilizar o critério objetivo de baixa renda estabelecido 
 em lei para concessão do auxílio-reclusão mediante análise concreta da situação econômica dos 
 dependentes do segurado, desde que o excedente seja inferior a 10% (dez por cento) do limite legal e 
 reste comprovada a hipossuficiência da unidade familiar, em observância aos princípios da dignidade da 
 pessoa humana e da proteção social. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 O auxílio-reclusão constitui benefício previdenciário contributivo previsto constitucionalmente, destinado 
 aos dependentes do segurado de baixa renda que se encontra em regime de reclusão. A Constituição 
 Federal, após as modificações promovidas pelas Emendas Constitucionais nº 20/1998 e nº 103/2019, 
 estabeleceu expressamente o requisito de baixa renda como condição para a concessão, conferindo à 
 lei ordinária a competência para definir os critérios objetivos de aferição desse parâmetro econômico. 
 Durante período anterior às modificações legislativas de 2019, a jurisprudência do STJ efetivamente 
 admitia certa margem de flexibilização quando o excedente em relação ao limite legal era 
 percentualmente insignificante, fundamentando-se na finalidade protetiva do benefício e na aplicação de 
 princípios constitucionais. Essa orientação considerava que pequenas variações não deveriam obstar o 
 acesso ao direito, especialmente quando a renda era apurada com base em um único mês de 
 referência. 
 A Lei nº 13.846/2019, originada da conversão da Medida Provisória nº 871/2019, alterou 
 substancialmente o regime jurídico ao instituir a apuração da renda pela média aritmética dos doze 
 6 
 meses anteriores à prisão. Essa modificação legislativa proporcionou critério mais equânime e 
 abrangente, eliminando injustiças decorrentes de oscilações pontuais e permitindo avaliação temporal 
 adequada da real situação econômica do segurado. 
 Com a vigência dessa nova sistemática, o entendimento jurisprudencial consolidou-se no sentido de que 
 não subsiste espaço para flexibilização judicial baseada em percentuais ou análise casuística das 
 necessidades dos dependentes, ressalvada unicamente a hipótese de omissão do Poder Executivo na 
 correção anual do limite de renda. A fixação de critérios objetivos pelo legislador, especialmente após o 
 aperfeiçoamento do método de cálculo, vincula a atuação jurisdicional e impede substituição do 
 parâmetro legal por avaliações subjetivas, ainda que motivadas por considerações humanitárias ou 
 principiológicas. 
 Resposta: ERRADO 
 QUESTÃO 6 
 A condição transgênera não constitui, por si só, fundamento legítimo para reforma de militar, devendo a 
 Administração proceder à imediata adequação dos assentamentos funcionais ao gênero identitário 
 retificado no registro civil, sob pena de configurar discriminação incompatível com a ordem 
 constitucional e convencional. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 O direito à identidade de gênero encontra fundamento nos princípios constitucionais da dignidade da 
 pessoa humana, da igualdade substancial e da vedação à discriminação, integrando o núcleo essencial 
 da personalidade e projetando efeitos em todas as esferas da vida civil e funcional. A retificação 
 registral de prenome e gênero, reconhecida pelo ordenamento jurídico como direito fundamental, não se 
 restringe aos efeitos civis, mas vincula todas as esferas da Administração Pública, incluindo a militar, no 
 dever de adequação documental e cadastral. 
 O Estatuto dos Militares estabelece taxativamente as hipóteses de reforma, não prevendo a 
 transexualidade como causa justificadora do afastamento compulsório. A ausência de previsão legal 
 específica impede que a Administração militar, ainda que revestida de prerrogativas funcionais 
 peculiares, promova reformas fundamentadas exclusivamente na identidade de gênero, sob pena de 
 violar o princípio da legalidade estrita e criar discriminação arbitrária. O Decreto 8.727/2016 reforça o 
 dever administrativo de adequação imediata dos registros funcionais à identidade declarada. 
 A jurisprudência aplica controle de convencionalidade a partir da Opinião Consultiva 24/2017 da Corte 
 Interamericana de Direitos Humanos, que veda discriminações baseadas em orientação sexual e 
 identidade de gênero, além de utilizar os Princípios de Yogyakarta como parâmetros interpretativos. A 
 despatologização da transexualidade pela CID-11 da Organização Mundial da Saúde reforça a 
 compreensão de que essa condição não implica inaptidão para o exercício de funções militares. 
 Argumentos administrativos fundados em vinculação editalícia, necessidade de intermediação legislativa 
 ou discricionariedade não afastam a aplicação direta de direitos fundamentais.O controle jurisdicional 
 que assegura a adequação registral e veda reformas discriminatórias não configura violação à 
 7 
 separação dos poderes, mas concretização da força normativa da Constituição e dos tratados 
 internacionais de direitos humanos incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro. 
 Resposta: CERTO 
 QUESTÃO 7 
 A disponibilização de dados pessoais não sensíveis a terceiros consulentes, ainda que sem autorização 
 expressa do titular, configura dano moral presumido dispensando comprovação de abalo concreto aos 
 direitos de personalidade, em razão da proteção conferida pela legislação de proteção de dados e pela 
 natureza dos direitos fundamentais envolvidos. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 A responsabilidade civil por danos morais decorrentes de violações à legislação de proteção de dados 
 constitui tema de crescente relevância na jurisprudência brasileira, especialmente após a entrada em 
 vigor da LGPD. A questão central reside em determinar se toda e qualquer violação às normas de 
 proteção de dados gera automaticamente direito à indenização por danos morais ou se é necessária a 
 demonstração de efetivo prejuízo aos direitos de personalidade do titular. 
 O STJ tem adotado distinção fundamental entre dados sensíveis e dados pessoais ordinários para fins 
 de configuração de dano moral. Os dados sensíveis, por sua natureza e potencial discriminatório, 
 recebem proteção jurídica reforçada e podem, em determinadas circunstâncias, ensejar presunção de 
 dano. Já os dados pessoais não sensíveis correspondem a informações rotineiramente compartilhadas 
 em diversas relações jurídicas e cadastros, não estando submetidas, em regra, a regime de sigilo 
 especial. 
 A jurisprudência consolidada no STJ refuta a teoria do dano moral in re ipsa para casos de 
 disponibilização irregular de dados pessoais não sensíveis, exigindo que o titular comprove não apenas 
 a ilegalidade da conduta, mas também que dela resultou abalo significativo e concreto aos seus direitos 
 de personalidade. Essa orientação visa evitar a banalização do instituto do dano moral e a geração 
 automática de indenizações por meras irregularidades formais no tratamento de dados. 
 O entendimento prestigia interpretação equilibrada entre a proteção de dados pessoais e a 
 razoabilidade na aplicação da responsabilidade civil, reconhecendo que nem toda violação técnica às 
 normas de proteção de dados produz, necessariamente, lesão aos direitos de personalidade passível de 
 compensação pecuniária, sendo imprescindível a demonstração do nexo causal entre a conduta 
 irregular e o efetivo prejuízo extrapatrimonial experimentado pelo titular. 
 Resposta: ERRADO 
 QUESTÃO 8 
 O direito real de habitação do cônjuge sobrevivente incide sobre o imóvel que servia de residência ao 
 casal ao tempo do falecimento, adotando-se como critério determinante a última moradia conjugal, 
 8 
 independentemente de circunstâncias como a percepção de pensão previdenciária pelo viúvo ou a 
 situação patrimonial dos demais herdeiros. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 O direito real de habitação previsto no artigo 1.831 do CC constitui direito sucessório especial do 
 cônjuge sobrevivente, destinado a assegurar a manutenção do domicílio familiar após a dissolução do 
 casamento pela morte. A norma estabelece proteção ao membro remanescente da relação conjugal, 
 garantindo-lhe permanecer no ambiente que era comum ao casal, preservando vínculos afetivos e 
 estabilidade existencial. 
 A aplicação desse instituto suscita questões práticas relevantes quando o casal habitou sucessivamente 
 diferentes imóveis ao longo da vida matrimonial. A jurisprudência superior consolidou entendimento no 
 sentido de privilegiar a última residência do casal como objeto do direito real de habitação, critério que 
 oferece objetividade e segurança jurídica às relações sucessórias, afastando valorações subjetivas 
 sobre qual imóvel teria maior significado ou duração temporal de ocupação. 
 Outra controvérsia relevante refere-se à possibilidade de afastamento do direito real de habitação em 
 razão de circunstâncias pessoais dos envolvidos. A orientação jurisprudencial firmada estabelece que 
 condições patrimoniais ou econômicas, tanto do cônjuge supérstite quanto dos demais herdeiros, não 
 constituem fundamento bastante para negar a aplicação da norma sucessória protetiva. A finalidade do 
 instituto não se confunde com análise casuística de necessidade ou com critérios de justiça distributiva 
 entre sucessores. 
 Apenas situações excepcionalíssimas e devidamente comprovadas poderiam justificar interpretação 
 restritiva do dispositivo legal. A norma sucessória visa proteger o cônjuge em razão da própria condição 
 jurídica e não propriamente em função de eventual hipossuficiência econômica, preservando-se assim a 
 previsibilidade e uniformidade necessárias ao direito das sucessões. 
 Resposta: CERTO 
 QUESTÃO 9 
 Os estabelecimentos hoteleiros respondem objetivamente por acidentes ocorridos em suas áreas de 
 recreação infantil quando decorrem de defeitos nas instalações, como a fixação inadequada de 
 equipamentos de segurança, não sendo a responsabilidade afastada pela mera presença de 
 acompanhante, uma vez que não se pode exigir do responsável pela criança vigilância contra riscos 
 ocultos que frustram a legítima expectativa de segurança do ambiente. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 O CDC estabelece regime de responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços, fundamentado na 
 teoria do risco da atividade empresarial. O defeito no serviço caracteriza-se pela insegurança oferecida 
 ao consumidor, frustrando as expectativas legítimas quanto aos riscos ordinariamente esperados. 
 Demonstrado o nexo causal entre o defeito e o dano experimentado, configura-se o dever de indenizar 
 independentemente da comprovação de culpa subjetiva do prestador. 
 9 
 As áreas de recreação infantil disponibilizadas por estabelecimentos comerciais geram expectativa 
 qualificada de segurança nos usuários, considerando que se destinam a crianças, sujeitos em 
 desenvolvimento com discernimento reduzido. Ao ofertar espaço específico para o público infantil, o 
 fornecedor assume obrigações reforçadas quanto à segurança estrutural e manutenção preventiva, não 
 podendo transferir aos consumidores riscos decorrentes de deficiências na própria infraestrutura do 
 estabelecimento. 
 A excludente de responsabilidade por culpa exclusiva de terceiro exige que a conduta alheia seja a 
 causa única e determinante do evento danoso, rompendo completamente o nexo causal. Não se 
 caracteriza essa excludente quando o responsável pela criança não possui condições de identificar ou 
 prevenir riscos ocultos inerentes às instalações, como defeitos estruturais em equipamentos fixados 
 pelo estabelecimento. O parâmetro do homem médio não autoriza exigir do acompanhante a previsão 
 de falhas na manutenção ou instalação de equipamentos de segurança. 
 O regime protetivo consumerista, fundamentado no princípio da confiança legítima e na vulnerabilidade 
 técnica do consumidor, impõe ao fornecedor o dever de garantir a adequação e segurança dasinstalações oferecidas ao público. A mera presença de responsável acompanhando menor não transfere 
 ao consumidor os deveres de manutenção e segurança estrutural que competem ao estabelecimento, 
 especialmente em ambientes que se apresentam como adequados e seguros para utilização infantil. 
 Resposta: CERTO 
 QUESTÃO 10 
 A sentença proferida por magistrado que não mais exerce jurisdição na vara onde tramita o processo é 
 válida quando existe autorização formal da administração do tribunal com efeitos retroativos que 
 alcancem a data da prolação da decisão, constituindo exceção legítima ao princípio da perpetuação da 
 jurisdição, ainda que a publicação do ato designatório ocorra posteriormente. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 O princípio da perpetuação da jurisdição, previsto no artigo 43 do CPC, estabelece que a competência 
 se fixa no momento do registro ou distribuição da petição inicial, vinculando o processo àquele juízo 
 específico. Este princípio correlaciona-se com o postulado do juiz natural, que assegura a tipicidade e 
 indisponibilidade da competência jurisdicional, garantindo segurança jurídica, previsibilidade e 
 imparcialidade no exercício da função judicante. 
 A jurisprudência superior reconhece que exceções ao princípio da perpetuação da jurisdição são 
 admissíveis quando fundamentadas em causas objetivas e formalmente autorizadas pela administração 
 judiciária. Situações como mutirões processuais, redistribuições para equalização de acervos, 
 designações para auxílio jurisdicional e acordos de cooperação entre magistrados podem justificar a 
 atuação de juiz diverso daquele originalmente competente, desde que respaldadas por ato 
 administrativo formal. 
 A questão central reside na validade de designações com efeitos retroativos publicadas posteriormente 
 à prolação da sentença. O posicionamento jurisprudencial admite que a autorização administrativa 
 posterior, quando expressamente retroativa à data do ato jurisdicional praticado, preserva a validade da 
 10 
 decisão proferida. Essa solução concilia a necessidade de formalização administrativa com a 
 preservação da identidade física do juiz que conduziu a instrução probatória. 
 A flexibilização controlada do princípio da perpetuação da jurisdição, mediante autorização formal da 
 administração do tribunal, não compromete o juiz natural nem a segurança processual, desde que 
 fundamentada em razões objetivas e documentada adequadamente. A designação retroativa constitui 
 mecanismo de regularização que reconhece a legitimidade do ato jurisdicional praticado sob amparo de 
 acordo cooperativo entre magistrados, especialmente quando visa preservar o princípio da identidade 
 física do juiz. 
 Resposta: CERTO 
 QUESTÃO 11 
 A certificação digital pelo sistema ICP-Brasil constitui requisito essencial para conferir força executiva a 
 títulos extrajudiciais em meio eletrônico, de modo que o magistrado deve indeferir de ofício a petição 
 inicial de execução baseada em documento assinado eletronicamente por plataforma privada não 
 credenciada naquele sistema. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 A regulamentação da certificação digital no ordenamento jurídico brasileiro estabelece diferentes níveis 
 de presunção e validade para documentos eletrônicos conforme o mecanismo de autenticação 
 empregado. O artigo 10, § 2º, da Medida Provisória n. 2.200-2/2001 confere presunção relativa de 
 veracidade aos documentos certificados pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, mas não 
 veda a utilização de outros sistemas de assinatura eletrônica nas relações privadas. 
 A alteração promovida pela Lei n. 14.620/2023 no CPC foi explícita ao prever, no § 4º do artigo 784, que 
 títulos executivos extrajudiciais em meio eletrônico podem ser constituídos mediante qualquer 
 modalidade de assinatura eletrônica, desde que assegurada a integridade pelo provedor do serviço. 
 Essa norma afasta interpretação restritiva que condicione a executividade exclusivamente à certificação 
 ICP-Brasil. 
 O controle judicial sobre a validade formal dos títulos executivos deve observar o devido processo legal 
 e o contraditório. Questões relativas à autenticidade de assinaturas eletrônicas constituem matéria de 
 defesa, devendo ser suscitadas pela parte executada mediante impugnação fundamentada. A atuação 
 ex officio do magistrado para afastar a eficácia executiva, antes mesmo da citação, configura supressão 
 de instância e violação à inércia jurisdicional. 
 A autonomia da vontade das partes e a aceitação do meio tecnológico escolhido para formalização do 
 negócio jurídico são elementos relevantes na análise. A jurisprudência superior reconhece que impor 
 exclusivamente a certificação ICP-Brasil representaria obstáculo desproporcional à circulação de crédito 
 e à modernização das relações negociais, privilegiando formalismo excessivo em detrimento da 
 efetividade e da segurança jurídica adequada ao contexto tecnológico contemporâneo. 
 Resposta: ERRADO 
 11 
 QUESTÃO 12 
 A revisão criminal constitui ação autônoma de impugnação destinada exclusivamente à correção de erro 
 judiciário evidente, não admitindo mera revalorização subjetiva do conjunto probatório já apreciado no 
 processo de conhecimento, de modo que a condenação por tráfico de drogas amparada em 
 interceptações telefônicas e depoimentos que demonstrem o vínculo do agente com a atividade ilícita 
 não pode ser desconstituída pela ausência de apreensão direta de entorpecentes em seu poder, quando 
 tal ausência não configure evidência contrária manifesta aos autos. 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 A revisão criminal, disciplinada pelos artigos 621 e 622 do CPP, possui natureza jurídica excepcional e 
 destina-se à correção de erros judiciários manifestos. O instituto não se presta a funcionar como terceira 
 instância recursal, sendo vedada a simples rediscussão valorativa de provas já apreciadas no processo 
 de conhecimento. A hipótese do artigo 621, inciso I, que autoriza a revisão quando a condenação for 
 contrária à evidência dos autos, exige contradição ostensiva e patente entre o decisum e o acervo 
 probatório. 
 No âmbito da criminalidade organizada, especialmente nos delitos relacionados ao tráfico de drogas, a 
 jurisprudência consolidada reconhece que a materialidade e autoria delitivas podem ser comprovadas 
 mediante elementos indiciários convergentes que revelem o vínculo subjetivo do agente com a atividade 
 ilícita. Interceptações telefônicas idôneas, depoimentos consistentes e demonstração de participação 
 em estrutura criminosa constituem meio probatório suficiente para a condenação, independentemente 
 da apreensão física de entorpecentes diretamente com o acusado. 
 A ausência de apreensão direta de drogas em poder do réu não configura, automaticamente, evidência 
 contrária aos autos apta a justificar a desconstituição da condenação pela via revisional. Tal 
 circunstância deve ser analisada no contexto probatório global, considerando-se que agentes em 
 posição de liderança frequentemente não mantêm contato direto com o material entorpecente. A revisão 
 criminal somente prospera quando demonstrada contradição manifestae insuperável entre a 
 condenação e o conjunto probatório, não bastando mera insuficiência ou divergência interpretativa. 
 O parágrafo único do artigo 622 do CPP veda expressamente a reiteração do pedido revisional sem 
 amparo em novas provas, evidenciando que o instituto não autoriza o reexame indefinido da mesma 
 matéria fático-probatória. Essa limitação fundamenta-se nos princípios da segurança jurídica e da 
 estabilidade da coisa julgada penal, impedindo que divergências valorativas sobre provas já apreciadas 
 ensejem sucessivas desconstituições de decisões transitadas em julgado. 
 Resposta: CERTO 
 QUESTÃO 13 
 Para fins de remição de pena por estudo, o credenciamento da instituição de ensino superior junto ao 
 Ministério da Educação, somado à apresentação de certificado de frequência e aproveitamento emitido 
 pela própria instituição, é suficiente para reconhecer o direito do reeducando, independentemente de 
 autorização prévia do órgão responsável pela administração prisional ou de integração da atividade ao 
 projeto pedagógico da unidade. 
 12 
 ( ) CERTO ( ) ERRADO 
 Justificativa: 💬 
 A remição de pena pelo estudo constitui direito fundamental do apenado, previsto no artigo 126 da Lei 
 de Execução Penal, que visa estimular a educação como instrumento de ressocialização e reintegração 
 social. A legislação reconhece expressamente a possibilidade de remição por atividades educacionais 
 realizadas na modalidade presencial ou a distância, desde que devidamente certificadas pelas 
 autoridades educacionais competentes. 
 O Conselho Nacional de Justiça estabeleceu regulamentação específica sobre os requisitos 
 procedimentais para reconhecimento da remição pela educação, atualmente consolidada na Resolução 
 nº 391/2021. Essas normas administrativas visam compatibilizar o exercício do direito à educação com 
 as peculiaridades do ambiente prisional e as necessidades de controle inerentes à execução penal, 
 estabelecendo critérios de comprovação e fiscalização das atividades desenvolvidas. 
 O STJ enfrentou a questão sobre os limites e requisitos para concessão de remição por estudo a 
 distância, definindo se o credenciamento da instituição pelo MEC seria suficiente ou se haveria 
 necessidade de outros requisitos administrativos. A Corte ponderou os interesses em jogo: de um lado, 
 o direito fundamental à educação e à remição; de outro, a necessidade de controles que assegurem a 
 efetividade, autenticidade e qualidade das atividades educacionais realizadas no contexto da execução 
 penal. 
 A jurisprudência reconhece que a execução penal possui particularidades que justificam requisitos 
 adicionais além daqueles aplicáveis ao ensino regular. A possibilidade de fiscalização pelo Poder 
 Público sobre a regularidade da frequência, a autenticidade do aproveitamento e a adequação 
 pedagógica constitui elemento essencial para evitar fraudes e garantir que a remição corresponda 
 efetivamente a atividades educacionais contributivas à ressocialização do apenado. 
 Resposta: ERRADO 
 GABARITO 
 1. C 2. E 3. E 4. E 5. E 6. C 7. E 
 8. C 9. C 10. C 11. E 12. C 13. E ____ 
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