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CADERNO DE ATIVIDADES 2º ANO – E.M. 2015 67 Considerando-se os comentários feitos sobre cada texto literário transcrito abaixo, identifique a alternativa em que as afirmações sobre os autores citados não estão em consonância com o estilo de época que eles representam. a) “Quem a primeira vez chegou a ver-vos, Nise, e logo se pôs a contemplar-vos, Bem merece morrer por conversar-vos E não poder viver sem merecer-vos.” · Gregório de Matos Guerra é poeta do Barroco brasileiro, cuja obra se caracteriza por temas variados: poesia religiosa, lírico-amorosa e satírica. b) “No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: ‘Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...’" · Castro Alves, pertencente à terceira geração romântica, emprestou o seu gênio criador à causa dos escravos; daí a sua relação com a poesia de tema social. c) “Sabei, amigos Zéfiros, que cedo, Entre os braços de Nise, entre estas flores, Furtivas glórias, tácitos favores, Hei-de enfim possuir: porém segredo!” · Os árcades produziram poesia de concepção clássica; daí a notória presença de referências à mitologia. Os versos de Bocage são a confirmação desta prática poética. d) “Cabelos brancos! dai-me, enfim, a calma A esta tortura de homem e de artista: Desdém pelo que encerra a minha palma, E ambição pelo mais que não exista;” · No texto parnasiano, é comum a identificação de elementos de conformação subjetiva, como se observa nos versos de Bilac transcritos acima. e) “Assim eu te amo, assim; mais do que podem Dizer-te os lábio meus, – mais do que vale Cantar a voz do trovador cansada: O que é belo, o que é justo, santo e grande Amo em tí. – Por tudo quanto sofro, Por quando já sofri, por quanto ainda Me resta sofrer, por tudo eu te amo!” · Gonçalves Dias, ainda que reconhecido como o autor de textos assinalados por motivos de grande nacionalismo, produziu poemas de expressão lírico-amorosa indiscutível. 06 - (IFGO) Leia o seguinte poema de Cruz e Sousa. Vida obscura Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro, Ó ser humilde entre os humildes seres. Embriagado, tonto dos prazeres, O mundo para ti foi negro e duro.