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CMF DER – U1S2 : Sistema urinário e a 
importância funcional das vias
urinárias e dos néfrons
Profa. Dra. Paula Signolfi Cyoia
Situação Problema
• Há um mês, João percebe um descontrole ou incapacidade de
controlar a saída de urina. Ao procurar atendimento, nota-se que o
paciente perdeu o controle do esfíncter uretral, havendo
dificuldades para conter a micção após uma cirurgia de retirada da
próstata. Nesta situação, o que se sabe é que: há seis meses, João
fez a retirada da próstata devido a um câncer, retirando também
toda vascularização linfática que estava envolvida com a próstata e
consequentemente a inervação local, entendendo que essa
vascularização poderia conter células malignas ligadas ao tumor.
Qual a relação da cirurgia para retirada de próstata e o problema enfrentado com a 
perda de controle da saída da urina? Qual patologia deve ser detectada? 
Composição anatômica
Fisiologia da micção
Perifericamente, o Trato 
Urinário Inferior (TUI) é 
inervado por três tipos de 
fibras:
parassimpáticas, simpáticas e 
somáticas
Remoção da urina
serve de esfíncter funcional, 
impedindo que a urina retorne 
da bexiga para o uretermúsculo liso
O enchimento da bexiga ativa 
receptores sensoriais de estiramento
Controle esfincteriano
Controlam a 
micção ou ato de 
urinar.
A deficiência dessa 
musculatura leva à 
incontinência urinária
Recebem inervação do sistema 
nervoso simpático (SNS) e 
parassimpático (SNP)
Incontinência Urinária
• Perda involuntária da urina pela uretra.
• Distúrbio mais frequente no sexo feminino,
pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta
década de vida quanto em mulheres mais
jovens.
Duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal 
e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas 
musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e 
produzem a contração da uretra para evitar a perda 
urinária e o músculo que forma um pequeno anel em 
volta uretra sejam mais frágeis
O que pode causar IU
• Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;
• Tumores malignos e benignos;
• Doenças que comprimem a bexiga; 
• Tosse crônica dos fumantes;
• Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;
• Gravidez e parto;
• Obesidade;
• Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os 
nervos do esfíncter masculino.
Tipos e Sintomas
• Incontinência urinária de esforço: O sintoma 
inicial é a perda de urina quando a pessoa tosse, ri, 
faz exercício, movimenta-se;
• Incontinência urinária de urgência: Mais 
grave do que a de esforço, caracteriza-se pela 
vontade súbita de urinar que ocorre em meio as 
atividades diárias e a pessoa perde urina antes de 
chegar ao banheiro;
• Incontinência mista: Associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma 
mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.
Tratamento
• O tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, 
mas exercícios ajudam a reforçar a musculatura do assoalho pélvico.
• Para a incontinência urinária de urgência, o tratamento é farmacológico e 
fisioterápico
Doenças associadas ao TU
• Cálculos renais (pedra no rim)
• Cristais de sais presentes na urina se 
solidificam
• Ingestão excessiva de cálcio, baixa 
ingestão de água, hiperatividade da 
glândula paratireoide (regulação de 
cálcio)
• Infecção do Trato urinário
• Quando um MO se instala no sistema urinário é 
gerado a infecção
• São mais comuns nas mulheres devido ao 
tamanho da uretra
• Disúria (desconforto), urgência urinária, 
Polaciúria (micção frequente), Lombalgia (dor) 
e enurese noturna (incontinência)
Doenças associadas ao TU
Doenças associadas ao TU
Sonda Vesical
• É um procedimento estéril que consiste na introdução de uma sonda até a 
bexiga, através da uretra, com a finalidade de facilitar a drenagem da urina ou 
inserir medicação
ITU associada a SV
• A Infecção Urinária associada à sonda vesical corresponde a 12 % de todas as 
infecções hospitalares.
• Cerca de 12 a 16% de todos os pacientes internados em hospital, independente 
do motivo ou comorbidades, terão infecção Urinária em algum momento de sua 
internação (CDC)
• Considera-se que a ITU está associada ao cateter vesical quando os sintomas 
iniciais ocorrem a partir do segundo dia da colocação do cateter ou até o dia 
seguinte de sua retirada.
• A cada dia de uso da SVD, o paciente aumenta o seu risco de sofrer infecção 
urinária em 3 a 7%.
• Glomerulonefrite
• Inflamação renal causada por reação 
alérgica a substâncias produzidas 
durante um infecção por bactérias –
estreptococos
• A infecção pode ocorrem em lugares 
diferentes do corpo – faringite
• O glomérulo permite a passagem de 
células sanguíneas e proteínas 
plasmáticas
Doenças associadas ao TU
• Síndrome Nefrótica
• Caracterizado por proteinúria (proteínas na urina)
• Os rins passam a eliminar uma grande quantidade de proteínas na urina, maior do 
que o permitido, fazendo com que o nível de proteínas sanguíneas diminua e 
assim, gerando o inchaço progressivo.
Doenças associadas ao TU
• Insuficiência Renal
• Caracterizada pela redução ou interrupção da filtração glomerular
• Os rins param de funcionar
• Principal característica – redução do fluxo de urina (oligúria), edema e acidose 
metabólica (sangue ácido)
Doenças associadas ao TU
Hemodiálise
• tratamento que realiza a filtragem das 
substâncias indesejáveis do sangue através 
de uma máquina, ou seja, o procedimento 
funciona como um rim artificial. 
• O paciente realiza três sessões por semana, 
que podem durar em torno de 4 horas ou 
conforme prescrição médica.
Transplante Renal
• Aplicada em doentes que já se 
encontram em programa de diálise, 
embora seja possível efetuá-la antes de 
iniciar tratamento dialítico.
• Antes do transplante, são realizados 
testes especiais ao sangue para 
determinar a compatibilidade do rim. 
– Mesmo que tenha um parente que lhe deseje 
doar um rim, o rim pode não ser compatível.
– Um rim compatível também pode se 
rejeitado
Dador vivo – deve ser maior de idade, 
manifestar espontaneamente sua vontade de 
doar, ter compatibilidade sanguínea e 
imunológica com o receptor, ter boas condições 
de saúde.
Dador Cadáver – pessoa em morte cerebral, 
sem graves doenças transmissíveis, com 
compatibilidade com o receptor.
Doação Cruzada - um familiar não compatível 
pode propor-se a dar um rim a uma pessoa 
desconhecida e outra pessoa desconhecida dar-
lhe um rim a si.
Resolução da SP

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