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Modelagem
UNIDADE 3
Tutor (a) TATIANE ALVES LUCCHETI 
1
TÓPICO 1
ARTESANATO BRASILEIRO I
• Paneleiras de Goiabeiras: de tradição indígena de mais de 400 anos, a modelagem é manual por meio de colombinas ou a partir de uma bola. A queima é em “fogo aberto” e as panelas e outros artefatos levam um banho de água com tanino, para impermeabilizar e formar a cor escura, característica das panelas da região. 
• Louceiras de Rio Real: artesãs que fabricam louças em argila e têm origem indígena. De cultura luso-indígena, a modelagem (indígena) é manual por meio de roletes de argila, enquanto que a decoração é de influência portuguesa, com os seus arabescos chamados de “bordados” que podem ser pintados ou em alto relevo. A cor avermelhada das peças é conseguida por meio de engobe de Tauá e o brilho e a impermeabilização se dão pelo brunir. A queima é em fornos à base de lenha. 
• Cerâmica de Apiaí: é produzida no Vale do Ribeira/SP. Possui as três influências culturais brasileiras: a portuguesa, a africana e a indígena. A modelagem é de origem indígena, assim como o uso de colombinas, o brunir e o uso do engobe. Os desenhos são simplificados. A queima é feita em fornos rústicos à base de lenha. A influência africana está nas figuras de animais e humanos e a contribuição portuguesa, na inserção de utilitários, como por exemplo, a moringa tripé. 
• Oleiros de São José: oleiro designa o artesão que trabalha com o torno, uma espécie de roda que produz peças torneadas. O tradicional torno de pé trazido pelos imigrantes açorianos produz variados utensílios com rapidez e eficiência se comparado à modelagem manual. 
Vídeos da unidade 3: 
https://www.youtube.com/watch?v=K2GK0_qF2po
 
TÓPICO 2
• Figureiros são os artesãos que usam a argila para modelar figuras e cenas do cotidiano e do imaginário. 
• Taubaté: o destaque das figuras são os animais articulados em uma armação de arame conhecido como “chuva”. A figura de destaque é o pavão. A modelagem é manual e nem sempre as peças são queimadas e a pintura é colorida. 
• Vale do Jequitinhonha: as famosas bonecas do Vale do Jequitinhonha representam o cotidiano e os rituais dos habitantes. A modelagem é manual, com a técnica das colombinas. A pintura é feita com engobes: argilas coloridas e pigmentos naturais, antes da queima. Para o brilho, faz-se o brunir. 
• Tracunhaém: os artesãos são conhecidos por suas figuras de animais, mas, principalmente, de santos. A maioria dos artesãos modela de forma manual, sem a ajuda do torno de oleiro. As peças são queimadas em forno à lenha e dificilmente usam pintura para o acabamento.
 • Caruaru: a modelagem é manual, com ferramentas rudimentares, e são queimadas em forno “aberto” à base de lenha. Alguns artesãos não pintam suas figuras, e em outras podemos encontrar peças muito coloridas. O figureiro mais conhecido é Mestre Vitalino. 
Vídeo do tópico 2: https://www.youtube.com/watch?v=d4IBNaVzCd0
 
TÓPICO 3 ARTE-EDUCAÇÃO E MODELAGEM
• Para os Parâmetros Curriculares Nacionais, a função das Artes na formação dos educandos em cidadãos se constitui, entre outras, na construção de uma identidade e consciência. Para tanto, faz-se necessário que o professor de Artes esteja apropriado de vivências e estudos artísticos para a sua efetiva participação no desenvolvimento pleno e amplo dos educandos. 
• As tendências atuais em arte-educação estão baseadas na Proposta Triangular, uma concepção de ensinar e aprender arte. A Proposta Triangular está alicerçada em três momentos: a contextualização, a apreciação e a produção. 
• Temas como o multiculturalismo, a interdisciplinaridade e os temas transversais estão presentes em discussões metodológicas.
 • A internalização, a incorporação de conhecimentos pelo educando acontece se lhe for oportunizado o diálogo, a reflexão, o esclarecimento de dúvidas, a prática de ideias e hipóteses. O educando precisa participar, domar os conceitos e ter fluência de técnicas artísticas, para depois poder estudar questões pertinentes à Estética. Sem isso, não desenvolverá ações e ideias mais elaboradas e complexas. Segundo Elliot Eisner, se os professores não optarem pela complexidade, não estarão efetivamente trabalhando com arte. 
Vídeo tópico 3: https://www.youtube.com/watch?v=KGJTxLtBQxk
• A ludopedagogia é uma proposta metodológica voltada ao ensino e à aprendizagem por meio do jogo e do ato de brincar. Suas diretrizes são amplas: o lúdico é revestido de objetivos específicos, possui um plano e contempla resultados. O professor ensina conteúdos por meio de jogos, brinquedos e brincadeiras. 
• O trabalho com projetos pode ser interdisciplinar ou envolver somente uma proposta de artes. Trabalhar projetos exige mais pesquisa e conteúdos direcionados a uma produção. Os temas podem ser sugestões dos alunos ou ainda da professora. Podem ser questões aliadas à comunidade local, a tópicos universais ou temas transversais.
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=99p-9a4LzoY
TÓPICO 4 MODELAGEM E MATERIAIS ALTERNATIVOS 
• O papel machê tem origem na China há mais de 2.000 anos. Os franceses difundiram a técnica do papel machê e lhe deram o nome: Papier Mâchè, que significa papel mascado. Essa técnica converte o papel numa massa (com cola) que serve para a fabricação de objetos, utilitários e decorativos. 
• Niki de Saint Phalle é uma artista conhecida pelas suas esculturas coloridas em papel machê. As mais famosas são as nanas: figuras associadas à dimensão feminina em formas arredondadas. 
• A artista brasileira Ângela Bosco produz grandes esculturas em papel machê e o tema são as mulheres. Desenvolveu uma massa própria, mais elástica, que favorece a realização dessas grandes esculturas. 
• A papietagem é uma variante do papel machê. O nome de origem é Papier Collèe, que tem a tradução de papel colado. Enquanto o papel machê é uma massa, a papietagem é sobreposição de papel e cola. 
• A massa moldável caseira é uma opção também acessível e prática para trabalhar em sala de aula.
 • A máscara tem a função de simular uma outra personalidade. Na pré-história, as pinturas na caverna mostram os caçadores disfarçados com cabeças de animais. 
• As máscaras africanas e as tribos de esquimó no Alaska tinham características religiosas e ritualísticas.
• As máscaras funerárias são tradição desde a Antiguidade. As mais famosas são: a de Tutancâmon, no Egito e a de Micenas, na Grécia.
• Na Grécia e em Roma, a função da máscara era para proteção. Na Grécia surgiram também as máscaras para o teatro.
• Na Idade Média, as máscaras foram consideradas profanas e usadas em festas.
• No Renascimento, as máscaras ressurgiram por meio do teatro e na commedia
dell’arte. As máscaras dos personagens instigaram o carnaval e as máscaras de Veneza.
• As máscaras de Veneza são delicadas, ornamentadas com pingentes, dourado, plumas, pedras coloridas. Até os dias atuais a confecção de máscaras em Veneza é tida como uma tradição e como uma opção de negócio lucrativo.
DÚVIDAS SOBRE DA UNIDADE 3
BOA AVALIAÇÃO
 
REFERÊNCIAS
 
Moreira, Roseli Kietzer Modelagem / Roseli Kietzer Moreira. Indaial : Uniasselvi, 2011. 
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