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Puericultura slides 2024

Material sobre puericultura: definição e objetivos das consultas periódicas de crescimento e desenvolvimento. Inclui frequência recomendada (primeiros 2 anos; 18º e 24º mês), condução da consulta (acolhimento, entrevista, cadernetas, vacinação) e exame físico (medidas, fontanelas, reflexos Moro e Galant, rastreios como criptorquidia e icterícia).

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Puericultura
Professora Camila Fernandes 
A puericultura 
● Puericultura: Puericultura é a consulta periódica de uma criança feita com o
propósito de avaliar seu crescimento e desenvolvimento de maneira próxima.
Durante essas consultas deve-se realizar orientações educativas, ações de
promoção da saúde, ações relacionadas à prevenção de doenças e
observação dos riscos e vulnerabilidades sob a qual está submetida a
respectiva criança.
● É papel da puericultura observar fatores de risco e vulnerabilidades que
cercam as diferentes fases do processo de crescimento e desenvolvimento da
criança.
A puericultura 
● A orientação é de que as consultas de acompanhamento da criança sejam
realizadas preferencialmente pelo médico e enfermeiro da equipe, garantindo
o vínculo com a família, e de maneira alternada entre esses profissionais,
sempre utilizando o suporte do profissional pediatra nos casos mais
complexos, que demandem maior atenção e/ou que gerem dúvidas na
equipe.
● Nos primeiros 2 anos de vida as consultas são mais frequentes devido ao 
processo de crescimento e desenvolvimento ser mais intenso.
A puericultura 
● No 2° ano de vida, deve se ter um mínimo de 2 consultas de rotina: no 18°e 24°
mês. A partir dos 2 anos de idade as consultas podem se tornar anuais.
● DEVE-SE LEMBRAR QUE ESTAS SÃO AS CONSULTAS PREVISTAS, A ORIENTAÇÃO QUE
DEVE SER REALIZADA AOS FAMILIARES É QUE PROCURE A ASSISTÊNCIA EM SAÚDE EM
CASO DE FRAGILIZAÇÃO DA SAÚDE!! LEMBRAR DOS SINAIS DE AGRAVO!!
● Além da oportunidade de avaliar o desenvolvimento da criança, tal
organização da frequência de consultas adotada pelo Ministério da Saúde
toma como base o calendário de vacinação, permitindo a verificação do
cartão vacinal em meses oportunos : ao nascimento, com 1, 2, 3, 4, 5, 6, 12 e 15
meses.
Quadro resumo – Aspectos a serem observados 
pelo profissional de Enfermagem
Quadro resumo – Aspectos a serem observados 
pelo profissional de Enfermagem
Condução da consulta em saúde 
da criança - puericultura 
● Acolhimento com escuta qualificada
- Identificação dos motivos do contato da criança.
- Direcionamento para o atendimento necessário.
Condução da consulta em saúde 
da criança - puericultura 
● Avaliação global – Entrevista (prontuário)
❖ Verificar a Caderneta da Criança
❖ Verificar a Caderneta de pré-natal da mãe
❖ Verificar o resumo de alta hospitalar para identificar sinais de risco/perigo à
saúde da criança
❖ Verificar os testes de triagem
❖ Presença de sintomas e queixas;
❖ Planejamento reprodutivo;
❖ Rede familiar e social;
❖ Condições de moradia e exposições ambientais;
❖ História nutricional;
Condução da consulta em saúde 
da criança - puericultura 
● Avaliação global – Entrevista (prontuário)
❖ Exposição à fumaça do cigarro;
❖ Antecedentes clínicos;
❖ Imunização;
❖ Saúde bucal;
❖ Antecedentes familiares.
Condução da consulta em saúde 
da criança - puericultura 
● Exame Físico - Geral e específico
Comprimento e o Perímetro cefálico
- Peso
- Estado Nutricional
- Avaliar desenvolvimento da criança
- Tônus muscular
- Alinhamento e simetria corporal
- Cabeça e fontanelas (lambdoide: fechamento média 8 semanas e bregmática:
9 a 18 meses)
Fontanela Lambdoide
Fontanela Bregmática
(frontal) 
Condução da consulta em saúde 
da criança - puericultura 
● Exame Físico - Geral e específico
- Comprimento e o Perímetro cefálico
- Olhos
- Ouvidos
- Nariz
- Boca e garganta
- Pescoço
- Tórax
- Abdome
- Pelve e membros.
Condução da consulta em saúde 
da criança - puericultura 
● Exame Físico - Geral e específico
- Avaliar atentamente os sistemas: tegumentar, respiratório, cardiovascular,
gastrointestinal, geniturinário, musculoesquelético, neurológico e endócrino.
- Rastrear criptorquidia (até 1 ano)
- Observar evolução de icterícia (no RN): ver escala de KAMMER abaixo (normal
até zona 1): fisiológica iniciada entre 48 h e 72 h, se acima disto avaliar em
conjunto com médico da equipe – Nível sérico de bilirrubina . Nível 1: reavalia 24h-
48h
No exame físico – o que avaliar nos 
sistemas?
No exame físico – o que avaliar nos 
sistemas?
No exame físico – o que avaliar nos 
sistemas?
https://www.facebook.com/enfermeirou/videos/reflex%C3%A3o-
de-preens%C3%A3o-plantar-este-%C3%A9-um-exemplo-dos-
reflexos-primitivos-que-uma-c/464116247734207/
No exame físico – o que avaliar?
● Reflexo de MORO
https://www.facebook.com/ligapedufcspa/videos/reflexos-primitivos-reflexo-de-
moro-est%C3%ADmulo-queda-s%C3%BAbita-da-cabe%C3%A7a-em-
extens%C3%A3o-/2566658430220529/
No exame físico – o que avaliar?
● Reflexo de Galant
● Ao verificar o reflexo de Galant, a criança deve
estar em decúbito ventral, suspenso pelo
examinador ou não, o qual deve realizar um
estímulo tátil na região dorso-lateral da
criança.
● Com isso, tanto o quadril quanto o tronco da
mesma se direcionarão para o lado no qual
ocorreu o estímulo, ou seja, será observado um
encurtamento do tronco ipsilateral.
● Realizando esta manobra, que desaparece por
volta dos 2 meses de vida, o examinador
conseguirá avaliar a cintura pélvica da
criança.
https://www.facebook.com/ligapedufcspa/videos/reflexo
s-primitivos-reflexo-de-galant-%EF%B8%8Fao-
verificar-o-reflexo-de-galant-a-
crian%C3%A7/594932994766855/?locale=pt_PT
No exame físico – o que avaliar?
● Sinal de Babinski
- É um importante elemento semiológico que indica lesão 
neurológica importante.
- Na prática, você deve utilizar um objeto levemente
pontiagudo, por exemplo, uma caneta, e direcioná-lo no
sentido latero-medial, como que em direção ao dedão do
pé.;
- Em indivíduos normais, ocorre flexão plantar, isto é, o hálux é
“fletido para frente”, enquanto em indivíduos com lesão do
trato corticoespinhal, ocorre a flexão dorsal – extensão do
hálux.
- Vale ressaltar que esse sinal pode estar presente em crianças
com até 2 anos de idade e não denota lesão subjacente, uma
vez que nestes a mielinização da via piramidal ainda não
está completa.
No exame físico – o que avaliar?
● Rastreamento para criptoquidia:
● Se aos 6 meses não houver testículos palpáveis, a criança deve ser 
encaminhada à cirurgia pediátrica. Se forem retráteis, deve ser monitorado a 
cada 6-12 meses entre os 4-10 anos de idade, pois pode ocorrer da criança 
crescer mais rápido do que o cordão espermático e haver saída dos testículos 
da bolsa escrotal.
Exames de rotina
● Triagem neonatal 
● Hemograma: conforme necessidade (Prematuros: ver segmento de criança de
risco; crianças com suspeita clínica de anemia e segmento posterior das
mesmas com este diagnóstico a fim de avaliar efetividade da suplementação
com ferro sérico
● VDRL: conforme necessidade Realizado em crianças expostas a sífilis
congênita, realizados conforme quadro de puericultura em situações
especiais.
Fatores de risco 
Sinais de Risco
● RN com baixo peso ao nascer (deve
receber, independente do histórico de aleitamento materno, peso/estatura e
desenvolvimento motor, 1 mg/kg/dia de Ferro Sérico.
Suplementação de Ferro 
- Assim cada caso deve ser avaliado: desenvolvimento motor, ganho de peso e
estatura, estado geral da criança, ausência de sinais clínicos de anemia,
criança a termo, vulnerabilidade social, ingesta alimentar adequada, etc.; e
conforme a avaliação individual, discutir com médico de família, pediatra ou
médico da equipe a suplementação ou não de ferro.
Suplementação de Ferro 
Solicitar Hemograma com 15 meses!!
Identificação da Anemia 
Identificação da Anemia 
- Ponto de corte dos níveis séricos de hemoglobina g/dL para definição de
anemia em crianças
Identificação da Anemia 
Condutas frente alguns achados 
Verminoses:
- Apesar dos avanços nos últimos anos
em relação ao saneamento básico, o
Brasil ainda enfrenta as consequências
das parasitoses intestinais como um
importante problema de saúde pública,
a qual não necessariamente se resolve
fornecimento anti-helmínticos de forma
indiscriminada e sim melhorando
hábitos de higiene e principalmente
promovendo o acesso ao saneamento
territorial.
Condutas frente alguns achados 
Lesões de Pele:
Condutas frente alguns achados 
Lesões de Pele:
Condutas frente alguns achados 
Lesões de Pele:
Condutas frente alguns achados 
Lesões de Pele:
Condutas frente alguns achados 
Lesões de Pele:
Desnutrição
Desnutrição
Desnutrição
Desnutrição
Puericultura em situações 
especiais 
Infeções do trato respiratório
Infeções do trato respiratório
Infeções do trato respiratório
Diarreia
Diarreia
Diarreia
Diarreia – Sinais de 
desidratação
Diarreia – Sinais de 
desidratação
Diarreia – Sinais de 
desidratação
Puericultura em situações 
especiais 
Criança exposta ao HIV
- Acompanhar mensalmente à criança e ver o acompanhamento da mesma junto ao serviço 
especializado;
- Manter observação em conjunto com o médico da equipe quanto aos exames de rotina da 
criança exposta, mesmo que esteja em segmento na atenção especializada
- Não amamentar e encaminhar para prescrição imediata de leite especial considerando a 
necessidade imediata de nutrição da criança
- Verificar a adesão ao uso do xarope antiviral e uso de sulfametoxazol
- Orientações quanto à vacinação: As crianças assintomáticas devem receber as vacinas 
indicadas pelo Programa Nacional de Imunização até 18 meses de idade e depois seguir 
o calendário normal, caso negativadas.
Puericultura em situações 
especiais 
Criança exposta à Sífilis Congênita 
- Manter aleitamento materno; 
- Esquema vacinal conforme PNI; 
- Programar consultas ambulatoriais mensais até o 6º mês de idade, bimestrais do 6º ao 
12º mês e semestrais até os 2 anos; 
- Acompanhamento oftalmológico semestral
- Punção liquórica aos 6 meses se a punção ao nascimento estiver alterada
- Controle VDRL com 1, 3 e 6 meses. Dois resultados não reagentes ou queda de 2 
titulações = resposta imunológica adequada = cura 
- Realizar teste treponêmico aos 18 meses
- Manter orientações à mãe sobre a prevenção de ISTs.
M-chat 
● O M-CHAT é uma escala de rastreamento que pode ser utilizada em todas as 
crianças durante visitas pediátricas, com objetivo de identificar traços de 
autismo em crianças de idade precoce
● Deve ser aplicado em crianças entre 18 e 24 meses
● Essa escala consiste em 23 questões do tipo “sim” e “não”, que deve ser 
preenchida pelos pais ou responsáveis que estejam acompanhando a criança 
na consulta.
M-chat 
Obrigada!
Até a próxima aula ☺
Aula baseada no caderno
de atenção básica do MS –
Saúde da criança
	Slide 1: Puericultura 
	Slide 2: A puericultura 
	Slide 3: A puericultura 
	Slide 4: A puericultura 
	Slide 5: Quadro resumo – Aspectos a serem observados pelo profissional de Enfermagem
	Slide 6: Quadro resumo – Aspectos a serem observados pelo profissional de Enfermagem
	Slide 7: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura 
	Slide 8: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura 
	Slide 9: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura 
	Slide 10: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura 
	Slide 11: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura 
	Slide 12: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura 
	Slide 13: No exame físico – o que avaliar nos sistemas?
	Slide 14: No exame físico – o que avaliar nos sistemas?
	Slide 15: No exame físico – o que avaliar nos sistemas?
	Slide 16: No exame físico – o que avaliar?
	Slide 17: No exame físico – o que avaliar?
	Slide 18: No exame físico – o que avaliar?
	Slide 19: No exame físico – o que avaliar?
	Slide 20: Exames de rotina
	Slide 21: Fatores de risco 
	Slide 22: Fatores de risco 
	Slide 23: Volume e Frequência da refeição láctea para crianças não amamentadas 
	Slide 24: Condutas diante o crescimento da criança
	Slide 25: Condutas diante o crescimento da criança
	Slide 26: Condutas diante o crescimento da criança
	Slide 27: Suplementação de Ferro 
	Slide 28: Suplementação de Ferro 
	Slide 29: Suplementação de Ferro 
	Slide 30: Identificação da Anemia 
	Slide 31: Identificação da Anemia 
	Slide 32: Identificação da Anemia 
	Slide 33: Condutas frente alguns achados 
	Slide 34: Condutas frente alguns achados 
	Slide 35: Condutas frente alguns achados 
	Slide 36: Condutas frente alguns achados 
	Slide 37: Condutas frente alguns achados 
	Slide 38: Condutas frente alguns achados 
	Slide 39: Desnutrição
	Slide 40: Desnutrição
	Slide 41: Desnutrição
	Slide 42: Desnutrição
	Slide 43: Puericultura em situações especiais 
	Slide 44: Infeções do trato respiratório
	Slide 45: Infeções do trato respiratório
	Slide 46: Infeções do trato respiratório
	Slide 47: Diarreia
	Slide 48: Diarreia
	Slide 49: Diarreia
	Slide 50: Diarreia – Sinais de desidratação
	Slide 51: Diarreia – Sinais de desidratação
	Slide 52: Diarreia – Sinais de desidratação
	Slide 53: Puericultura em situações especiais 
	Slide 54: Puericultura em situações especiais 
	Slide 55: M-chat 
	Slide 56: M-chat 
	Slide 57: Obrigada!

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