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Puericultura Professora Camila Fernandes A puericultura ● Puericultura: Puericultura é a consulta periódica de uma criança feita com o propósito de avaliar seu crescimento e desenvolvimento de maneira próxima. Durante essas consultas deve-se realizar orientações educativas, ações de promoção da saúde, ações relacionadas à prevenção de doenças e observação dos riscos e vulnerabilidades sob a qual está submetida a respectiva criança. ● É papel da puericultura observar fatores de risco e vulnerabilidades que cercam as diferentes fases do processo de crescimento e desenvolvimento da criança. A puericultura ● A orientação é de que as consultas de acompanhamento da criança sejam realizadas preferencialmente pelo médico e enfermeiro da equipe, garantindo o vínculo com a família, e de maneira alternada entre esses profissionais, sempre utilizando o suporte do profissional pediatra nos casos mais complexos, que demandem maior atenção e/ou que gerem dúvidas na equipe. ● Nos primeiros 2 anos de vida as consultas são mais frequentes devido ao processo de crescimento e desenvolvimento ser mais intenso. A puericultura ● No 2° ano de vida, deve se ter um mínimo de 2 consultas de rotina: no 18°e 24° mês. A partir dos 2 anos de idade as consultas podem se tornar anuais. ● DEVE-SE LEMBRAR QUE ESTAS SÃO AS CONSULTAS PREVISTAS, A ORIENTAÇÃO QUE DEVE SER REALIZADA AOS FAMILIARES É QUE PROCURE A ASSISTÊNCIA EM SAÚDE EM CASO DE FRAGILIZAÇÃO DA SAÚDE!! LEMBRAR DOS SINAIS DE AGRAVO!! ● Além da oportunidade de avaliar o desenvolvimento da criança, tal organização da frequência de consultas adotada pelo Ministério da Saúde toma como base o calendário de vacinação, permitindo a verificação do cartão vacinal em meses oportunos : ao nascimento, com 1, 2, 3, 4, 5, 6, 12 e 15 meses. Quadro resumo – Aspectos a serem observados pelo profissional de Enfermagem Quadro resumo – Aspectos a serem observados pelo profissional de Enfermagem Condução da consulta em saúde da criança - puericultura ● Acolhimento com escuta qualificada - Identificação dos motivos do contato da criança. - Direcionamento para o atendimento necessário. Condução da consulta em saúde da criança - puericultura ● Avaliação global – Entrevista (prontuário) ❖ Verificar a Caderneta da Criança ❖ Verificar a Caderneta de pré-natal da mãe ❖ Verificar o resumo de alta hospitalar para identificar sinais de risco/perigo à saúde da criança ❖ Verificar os testes de triagem ❖ Presença de sintomas e queixas; ❖ Planejamento reprodutivo; ❖ Rede familiar e social; ❖ Condições de moradia e exposições ambientais; ❖ História nutricional; Condução da consulta em saúde da criança - puericultura ● Avaliação global – Entrevista (prontuário) ❖ Exposição à fumaça do cigarro; ❖ Antecedentes clínicos; ❖ Imunização; ❖ Saúde bucal; ❖ Antecedentes familiares. Condução da consulta em saúde da criança - puericultura ● Exame Físico - Geral e específico Comprimento e o Perímetro cefálico - Peso - Estado Nutricional - Avaliar desenvolvimento da criança - Tônus muscular - Alinhamento e simetria corporal - Cabeça e fontanelas (lambdoide: fechamento média 8 semanas e bregmática: 9 a 18 meses) Fontanela Lambdoide Fontanela Bregmática (frontal) Condução da consulta em saúde da criança - puericultura ● Exame Físico - Geral e específico - Comprimento e o Perímetro cefálico - Olhos - Ouvidos - Nariz - Boca e garganta - Pescoço - Tórax - Abdome - Pelve e membros. Condução da consulta em saúde da criança - puericultura ● Exame Físico - Geral e específico - Avaliar atentamente os sistemas: tegumentar, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal, geniturinário, musculoesquelético, neurológico e endócrino. - Rastrear criptorquidia (até 1 ano) - Observar evolução de icterícia (no RN): ver escala de KAMMER abaixo (normal até zona 1): fisiológica iniciada entre 48 h e 72 h, se acima disto avaliar em conjunto com médico da equipe – Nível sérico de bilirrubina . Nível 1: reavalia 24h- 48h No exame físico – o que avaliar nos sistemas? No exame físico – o que avaliar nos sistemas? No exame físico – o que avaliar nos sistemas? https://www.facebook.com/enfermeirou/videos/reflex%C3%A3o- de-preens%C3%A3o-plantar-este-%C3%A9-um-exemplo-dos- reflexos-primitivos-que-uma-c/464116247734207/ No exame físico – o que avaliar? ● Reflexo de MORO https://www.facebook.com/ligapedufcspa/videos/reflexos-primitivos-reflexo-de- moro-est%C3%ADmulo-queda-s%C3%BAbita-da-cabe%C3%A7a-em- extens%C3%A3o-/2566658430220529/ No exame físico – o que avaliar? ● Reflexo de Galant ● Ao verificar o reflexo de Galant, a criança deve estar em decúbito ventral, suspenso pelo examinador ou não, o qual deve realizar um estímulo tátil na região dorso-lateral da criança. ● Com isso, tanto o quadril quanto o tronco da mesma se direcionarão para o lado no qual ocorreu o estímulo, ou seja, será observado um encurtamento do tronco ipsilateral. ● Realizando esta manobra, que desaparece por volta dos 2 meses de vida, o examinador conseguirá avaliar a cintura pélvica da criança. https://www.facebook.com/ligapedufcspa/videos/reflexo s-primitivos-reflexo-de-galant-%EF%B8%8Fao- verificar-o-reflexo-de-galant-a- crian%C3%A7/594932994766855/?locale=pt_PT No exame físico – o que avaliar? ● Sinal de Babinski - É um importante elemento semiológico que indica lesão neurológica importante. - Na prática, você deve utilizar um objeto levemente pontiagudo, por exemplo, uma caneta, e direcioná-lo no sentido latero-medial, como que em direção ao dedão do pé.; - Em indivíduos normais, ocorre flexão plantar, isto é, o hálux é “fletido para frente”, enquanto em indivíduos com lesão do trato corticoespinhal, ocorre a flexão dorsal – extensão do hálux. - Vale ressaltar que esse sinal pode estar presente em crianças com até 2 anos de idade e não denota lesão subjacente, uma vez que nestes a mielinização da via piramidal ainda não está completa. No exame físico – o que avaliar? ● Rastreamento para criptoquidia: ● Se aos 6 meses não houver testículos palpáveis, a criança deve ser encaminhada à cirurgia pediátrica. Se forem retráteis, deve ser monitorado a cada 6-12 meses entre os 4-10 anos de idade, pois pode ocorrer da criança crescer mais rápido do que o cordão espermático e haver saída dos testículos da bolsa escrotal. Exames de rotina ● Triagem neonatal ● Hemograma: conforme necessidade (Prematuros: ver segmento de criança de risco; crianças com suspeita clínica de anemia e segmento posterior das mesmas com este diagnóstico a fim de avaliar efetividade da suplementação com ferro sérico ● VDRL: conforme necessidade Realizado em crianças expostas a sífilis congênita, realizados conforme quadro de puericultura em situações especiais. Fatores de risco Sinais de Risco ● RN com baixo peso ao nascer (deve receber, independente do histórico de aleitamento materno, peso/estatura e desenvolvimento motor, 1 mg/kg/dia de Ferro Sérico. Suplementação de Ferro - Assim cada caso deve ser avaliado: desenvolvimento motor, ganho de peso e estatura, estado geral da criança, ausência de sinais clínicos de anemia, criança a termo, vulnerabilidade social, ingesta alimentar adequada, etc.; e conforme a avaliação individual, discutir com médico de família, pediatra ou médico da equipe a suplementação ou não de ferro. Suplementação de Ferro Solicitar Hemograma com 15 meses!! Identificação da Anemia Identificação da Anemia - Ponto de corte dos níveis séricos de hemoglobina g/dL para definição de anemia em crianças Identificação da Anemia Condutas frente alguns achados Verminoses: - Apesar dos avanços nos últimos anos em relação ao saneamento básico, o Brasil ainda enfrenta as consequências das parasitoses intestinais como um importante problema de saúde pública, a qual não necessariamente se resolve fornecimento anti-helmínticos de forma indiscriminada e sim melhorando hábitos de higiene e principalmente promovendo o acesso ao saneamento territorial. Condutas frente alguns achados Lesões de Pele: Condutas frente alguns achados Lesões de Pele: Condutas frente alguns achados Lesões de Pele: Condutas frente alguns achados Lesões de Pele: Condutas frente alguns achados Lesões de Pele: Desnutrição Desnutrição Desnutrição Desnutrição Puericultura em situações especiais Infeções do trato respiratório Infeções do trato respiratório Infeções do trato respiratório Diarreia Diarreia Diarreia Diarreia – Sinais de desidratação Diarreia – Sinais de desidratação Diarreia – Sinais de desidratação Puericultura em situações especiais Criança exposta ao HIV - Acompanhar mensalmente à criança e ver o acompanhamento da mesma junto ao serviço especializado; - Manter observação em conjunto com o médico da equipe quanto aos exames de rotina da criança exposta, mesmo que esteja em segmento na atenção especializada - Não amamentar e encaminhar para prescrição imediata de leite especial considerando a necessidade imediata de nutrição da criança - Verificar a adesão ao uso do xarope antiviral e uso de sulfametoxazol - Orientações quanto à vacinação: As crianças assintomáticas devem receber as vacinas indicadas pelo Programa Nacional de Imunização até 18 meses de idade e depois seguir o calendário normal, caso negativadas. Puericultura em situações especiais Criança exposta à Sífilis Congênita - Manter aleitamento materno; - Esquema vacinal conforme PNI; - Programar consultas ambulatoriais mensais até o 6º mês de idade, bimestrais do 6º ao 12º mês e semestrais até os 2 anos; - Acompanhamento oftalmológico semestral - Punção liquórica aos 6 meses se a punção ao nascimento estiver alterada - Controle VDRL com 1, 3 e 6 meses. Dois resultados não reagentes ou queda de 2 titulações = resposta imunológica adequada = cura - Realizar teste treponêmico aos 18 meses - Manter orientações à mãe sobre a prevenção de ISTs. M-chat ● O M-CHAT é uma escala de rastreamento que pode ser utilizada em todas as crianças durante visitas pediátricas, com objetivo de identificar traços de autismo em crianças de idade precoce ● Deve ser aplicado em crianças entre 18 e 24 meses ● Essa escala consiste em 23 questões do tipo “sim” e “não”, que deve ser preenchida pelos pais ou responsáveis que estejam acompanhando a criança na consulta. M-chat Obrigada! Até a próxima aula ☺ Aula baseada no caderno de atenção básica do MS – Saúde da criança Slide 1: Puericultura Slide 2: A puericultura Slide 3: A puericultura Slide 4: A puericultura Slide 5: Quadro resumo – Aspectos a serem observados pelo profissional de Enfermagem Slide 6: Quadro resumo – Aspectos a serem observados pelo profissional de Enfermagem Slide 7: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura Slide 8: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura Slide 9: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura Slide 10: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura Slide 11: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura Slide 12: Condução da consulta em saúde da criança - puericultura Slide 13: No exame físico – o que avaliar nos sistemas? Slide 14: No exame físico – o que avaliar nos sistemas? Slide 15: No exame físico – o que avaliar nos sistemas? Slide 16: No exame físico – o que avaliar? Slide 17: No exame físico – o que avaliar? Slide 18: No exame físico – o que avaliar? Slide 19: No exame físico – o que avaliar? Slide 20: Exames de rotina Slide 21: Fatores de risco Slide 22: Fatores de risco Slide 23: Volume e Frequência da refeição láctea para crianças não amamentadas Slide 24: Condutas diante o crescimento da criança Slide 25: Condutas diante o crescimento da criança Slide 26: Condutas diante o crescimento da criança Slide 27: Suplementação de Ferro Slide 28: Suplementação de Ferro Slide 29: Suplementação de Ferro Slide 30: Identificação da Anemia Slide 31: Identificação da Anemia Slide 32: Identificação da Anemia Slide 33: Condutas frente alguns achados Slide 34: Condutas frente alguns achados Slide 35: Condutas frente alguns achados Slide 36: Condutas frente alguns achados Slide 37: Condutas frente alguns achados Slide 38: Condutas frente alguns achados Slide 39: Desnutrição Slide 40: Desnutrição Slide 41: Desnutrição Slide 42: Desnutrição Slide 43: Puericultura em situações especiais Slide 44: Infeções do trato respiratório Slide 45: Infeções do trato respiratório Slide 46: Infeções do trato respiratório Slide 47: Diarreia Slide 48: Diarreia Slide 49: Diarreia Slide 50: Diarreia – Sinais de desidratação Slide 51: Diarreia – Sinais de desidratação Slide 52: Diarreia – Sinais de desidratação Slide 53: Puericultura em situações especiais Slide 54: Puericultura em situações especiais Slide 55: M-chat Slide 56: M-chat Slide 57: Obrigada!