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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Olá! A Gestão Financeira surge como uma das áreas cruciais nas organizações, exercendo influência na tomada de decisões que orientam a empresa em direção aos seus objetivos de sustentabilidade financeira e competitividade no mercado. Este gerenciamento desempenha um papel essencial em empresas de diferentes dimensões, adaptando-se conforme o setor em que atuam, para otimizar recursos e maximizar os ganhos para os proprietários do negócio ou acionistas. Na outra ponta está o orçamento, que é uma ferramenta que contém informações importantes para o funcionamento de um negócio. Em outras palavras, o documento detalha todas as despesas e receitas da empresa em um determinado período, geralmente de um ano. A ideia é que você entenda a interrelação entre estes dois conceitos e compreenda porque eles são os pilares de toda empresa independente de seu tamanho ou área de atuação. Bons estudos! AULA 01 – DEFINIÇÕES SOBRE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTO 1 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E SUAS ÁREAS DE ATUAÇÃO A gestão financeira destaca-se como uma das esferas mais cruciais nas organizações, pois é responsável pela tomada de decisões que orientam a empresa em direção aos seus objetivos de sustentabilidade financeira e competitividade no mercado em que atua. Esse papel estratégico é desempenhado em empresas de diversas dimensões, com uma abordagem que se ajusta conforme o segmento estabelecido, sempre visando a otimização de recursos para maximizar os retornos tanto para o proprietário do negócio quanto para o acionista. O contexto em que as organizações estão inseridas exerce uma influência direta sobre essa área, uma vez que variáveis como inflação, economia, mudanças de governo, taxas cambiais, globalização e aumento dos riscos empresariais impactam significativamente a gestão financeira (LEMES JÚNIOR; RIGO; CHEROBIM, 2016). Diante dessa realidade em constante transformação, é imperativo que a área de finanças se adapte às mudanças dos tempos atuais. Segundo Assaf Neto e Silva (2002), a administração financeira traduz um campo de estudo teórico e prático que almeja um processo empresarial mais eficaz na obtenção e distribuição de recursos, a administração financeira se revela como uma ferramenta crucial para supervisionar a viabilidade de estratégias que conduzam à geração de receitas suficientes para sustentar as operações e atividades da empresa. Vale ressaltar, ainda, que a administração financeira está intrinsecamente ligada à visão sistêmica, caracterizada pela habilidade de tomar decisões considerando o contexto, as circunstâncias e a análise das partes em relação ao todo. Para tomar as decisões mais acertadas, os gestores financeiros precisam adquirir informações tanto do ambiente interno quanto externo, além de realizar uma análise abrangente de todas as áreas da empresa, levando em conta as necessidades de recursos e os retornos esperados. Conforme apontado por Ross (2015), a administração financeira desempenha um papel fundamental na preservação das empresas, contribuindo para evitar a falência, superar a concorrência e, simultaneamente, maximizar as vendas ou a participação no mercado. Além disso, busca minimizar os custos e otimizar os ganhos, visando assegurar o crescimento sustentado dos lucros. 1.1 As áreas de atuação A gestão financeira de uma empresa se ocupa da implementação das estratégias delineadas para impulsionar a receita da organização e estabelecer orçamentos destinados às diversas áreas da empresa. Dada a sua relevância, a administração financeira pode ser segmentada em diferentes áreas de atuação, como evidenciado a seguir. A análise financeira serve para garantir que a empresa mantenha um equilíbrio adequado entre suas despesas e receitas, especialmente com o intuito de reservar recursos para sua sustentabilidade financeira, é imperativo realizar um planejamento que avalie a condição financeira da organização. Essa avaliação é conduzida por meio de relatórios financeiros que apresentam informações contábeis refletindo os resultados. Essas informações são essenciais para capacitar os responsáveis pela tomada de decisões a conduzir análises estratégicas sobre a capacidade de produção e a direção a ser seguida, sempre com o objetivo de impulsionar as operações da empresa. Os relatórios não apenas revelarão as contas de resultado do regime de competência, mas também a situação do fluxo de caixa. Com base nesses dados, torna-se viável desenvolver e implementar ações direcionadas ao crescimento e ao alcance do retorno financeiro esperado. Conforme algumas perspectivas apresentadas por autores renomados, considera-se investimento qualquer alocação de capital em um ativo, tangível ou não, com a finalidade de obter retornos futuros. Dentro desse contexto, as decisões de investimento englobam o processo de elaboração, avaliação e seleção de propostas de aplicação de capital, geralmente direcionadas para objetivos de médio e longo prazo (ASSAF NETO; SILVA, 2002). Investir o capital de uma empresa implica em uma correta avaliação do retorno deste investimento. Essa decisão está correlacionada ao rumo e à sustentabilidade financeira da organização, essencialmente no que diz respeito à viabilidade das alocações financeiras, pois, estas devem ser criteriosas, uma vez que o seu resultado pode ser irreversível. O payback se destaca como uma das ferramentas mais empregadas na relação entre orçamento e investimento, pois estabelece a projeção do período esperado para o retorno deste investimento. Em outras palavras, indica em quanto tempo o investimento será recuperado e começará a gerar lucro para a empresa, oferecendo uma noção do nível de risco associado ao projeto. Se o prazo de retorno for extenso, há variáveis que podem impactar o processo, não assegurando a concretização das entradas de caixa previstas, o que evidencia um maior grau de risco. Disso resulta a importância de um orçamento bem elaborado e em consonância com as pretensões e possibilidades da empresa. A gestão financeira da empresa pode igualmente direcionar-se para as decisões de financiamento tanto a curto quanto a longo prazo, dependendo das demandas por recursos. No caso de empréstimos de curto prazo, com prazo de pagamento de até um ano, a intenção é atender temporariamente às necessidades apresentadas. Ao avalizar um financiamento, a gestão financeira considera a combinação de recursos de curto e longo prazo em conjunto com a estrutura de capital. Em outras palavras, a empresa deve manter um equilíbrio entre o capital emprestado e o capital próprio, evitando assim possíveis dificuldades na capacidade de pagamento. É crucial analisar se existe uma harmonia entre os encargos financeiros e as modalidades de pagamento, além de verificar a confiabilidade da instituição que fornece os recursos. O administrador financeiro é responsável por garantir a monitorização contínua das finanças da empresa. No entanto, essa tarefa não se resume apenas a atualizar diariamente o fluxo de caixa, mas sim a assegurar a sua análise criteriosa. Portanto, é necessário emitir pareceres fundamentados em aspectos como consistência, comparação e otimização, conforme destacado por Frezatti (2009). Os gestores financeiros devem dedicar sua atenção à análise dos balanços da empresa, e a conhecida Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) que se destaca como um elemento crucial para fundamentar as conclusões a serem apresentadas. A receita bruta das operações da empresa corresponde a todas as vendas realizadas em determinado período, é tudo o que foi faturado naquele período. Porém, o responsável pelas finanças sabe que o faturamento não é a mesmacoisa que lucro. Portanto, é nesse momento que entra o equilibrio, e o orçamento pode ser o fiel da balança. Os balanços de uma empresa são analisados pelos gestores financeiros através da DRE (demonstração do resultado do exercício) que é um sistema crucial para a demonstração dos resultados obtidos e das conclusões apresentadas. A DRE mostra os custos, receitas e despesas de um determinado período de forma simples, como se observa a seguir. Figura 1 - estrutura da demonstração do resultado do exercício (DRE) Fonte: Soares e Escarpin (2010, pag. 37). Somente após essas deduções é que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) revela os resultados do lucro antes das provisões do imposto de renda e da contribuição social. Após todas essas considerações, é apresentado o montante que pode se configurar como lucro ou prejuízo para a empresa. Portanto, é imperativo que o administrador financeiro possua domínio dessas informações para orientar o melhor curso a ser seguido e conduzir as decisões necessárias, reduzindo os custos orçamentários ou alavancando a capacidade de venda. Estas duas pontas permitem que a empresa aumente sua margem de lucro. 1.2 Elaboração de orçamento Outra tarefa primordial do administrador financeiro consiste em criar o orçamento organizacional, levando em consideração os requisitos do negócio. Devido à sua gestão efetiva do caixa da empresa, ele está bem posicionado para antecipar projeções orçamentárias. Enquanto desempenha essa função, mantém comunicação constante com os gestores de todas as áreas da organização, buscando informações que evidenciem as necessidades de caixa. Após a elaboração do orçamento, o administrador financeiro distribui os recursos financeiros necessários para cada área. A gestão financeira desempenha um papel crucial, concentrando-se principalmente na análise, planejamento e controle de decisões estratégicas. O gestor examina minuciosamente os resultados apresentados em vários relatórios, proporcionando uma visão abrangente da situação financeira atual. Com base nessas informações, o gestor financeiro toma decisões essenciais para preservar a saúde financeira da empresa, como decisões sobre investimentos ou obtenção de recursos. As responsabilidades do gestor financeiro-orçamentário exprimem a relevância que ele possui para garantir o crescimento sustentável da empresa. O planejamento financeiro oferece uma visão abrangente dos seguintes elementos relacionados ao empreendimento: a quantidade de recursos financeiros que ingressam, o momento em que ocorrem, a destinação desses recursos, a quantia disponível e a posição financeira projetada pela empresa. Esse plano desempenha um papel fundamental no controle orçamentário de curto prazo, atuando como uma ferramenta preventiva contra um dos problemas mais recorrentes em novos empreendimentos: a escassez de capital. O planejamento financeiro deve ser alicerce para a gestão do orçamento, desempenhando também o papel crucial de antecipar e evitar possíveis carências de recursos financeiros. Esse planejamento se torna um aliado essencial na consecução dos objetivos da sua empresa, pois proporciona organização e clareza sobre os recursos financeiros disponíveis. Assim, desempenha um papel crucial nas suas decisões estratégicas sobre como distribuir e alocar os recursos financeiros para investir em melhorias na organização. 1.3 A função dos orçamentos na preparação de demonstrativos financeiros Ao desenvolver um plano de negócios, é essencial incorporar os demonstrativos. Esses documentos proporcionam aos potenciais investidores uma visão antecipada do panorama futuro em relação à saúde financeira da empresa (ERLICH, 2021). O demonstrativo de resultados, em sua primeira etapa, delineia as projeções de vendas para o mês. O plano de marketing orienta essas projeções, sendo crucial considerar fatores como sazonalidade (eventos que ocorrem regularmente na mesma época do ano) e as estratégias de marketing em si. Nos primeiros meses, é possível que as vendas incorram em alguns custos, elevando-as para proporções mais significativas. Não há motivo para alarme; esse cenário pode ser considerado normal no início. Contudo, por meio de um planejamento financeiro/orçamentário adequado, é possível compreender a situação, assumir o controle e projetar um equilíbrio a curto prazo. Ao elaborar os demonstrativos, é necessário criar orçamentos de operação e de capital. Essa preparação orçamentária deve alinhar-se com a estrutura organizacional da empresa (ERLICH, 2021). Para elaboração eficaz de demonstrativos é importante considerar inicialmente o orçamento de vendas, que deve conter: as vendas projetadas; o estoque final almejado; o disponível para venda; e a produção total necessária. Posteriormente defina o orçamento operacional, definindo os custos operacionais, elaborando uma lista de despesas fixas como aluguel; eletricidade; água; salários e etc. E por fim deve se considerar o orçamento de capital. Ele é primordial, pois, indica a avaliação de gastos que atingirão a empresa em ciclos maiores que um ano e devem ser acompanhados por um contador. Os gastos projetados neste tipo de orçamento implicam aquisições de equipamentos; veículos; computadores; novas instalações; e outros itens que definirão o caminho que a empresa pretende seguir a longo prazo. As organizações possuem diversas ferramentas que possibilitam uma gestão finaceira e orçamentária eficaz. No entanto, a determinação da estrutura de capital figura como uma das áreas mais intricadas no âmbito das decisões financeiras, em razão da presença de diversas variáveis decisórias em finanças (GITMAN, 2017). Uma escolha inadequada na definição da estrutura de capital pode elevar o custo de capital, diminuindo o valor presente líquido dos investimentos e tornando vários deles inaceitáveis. Por outro lado, decisões acertadas podem minimizar esse custo, resultando em um valor presente líquido superior, projetos mais atrativos e um aumento do valor da empresa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico- financeiro. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2010. ASSAF NETO, A.; SILVA, C. A. T. Administração do capital de giro. São Paulo: Editora Atlas, 2002. ERLICH, Léia Maria. Incubadoras universitárias na economia solidária: embriões da transformação. França: [s.n.]. 2021. FREZATTI, F. Gestão do fluxo de caixa diário: como dispor de um instrumento fundamental para o gerenciamento do negócio. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2009. GITMAN, L. J. Princípios da administração financeira. São Paulo: Pearson Addison Wesley, 2017. ROSS, S. A. et al. Administração financeira. Porto Alegre: AMGH, 2015. SOARES, M. N. Contrato de factoring. São Paulo: Saraiva, 2010.